quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Perda de um Ente Querido



Um dia a maioria de nós irá se separar.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido...

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens.

Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro.

Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão:

Quem são aquelas pessoas?

Diremos que eram nossos amigos.

E... isso vai doer tanto!!!

Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo.

E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Amor Acaba?

De repente, o que era luz se fez sombra. A época do namoro, as delicadezas e olhares apaixonados, tudo o que torna o inicio de um relacionamento tão gostoso, dão lugar à amargura, à aridez dos dias cansativos da convivência, ficamos pensando: o amor acabou?

É uma sentença que cai pesada sobre nossos ombros. O fim do amor talvez seja a mais triste notícia para um ser humano. Afinal, o amor move o mundo e enche a vida de alegria, é ele que torna tudo melhor em nossos dias.

Mas será que o amor acaba? Afinal, é um sentimento tão forte.

Nenhum ser humano vive sem amor. Amor de pais, de filhos, de amigos; amor entre homem e mulher. Que importa de que tipo é o amor?

Basta que ele exista para que ele imediatamente transforme os ambientes, ilumine os olhos, torne o ar mais leve, o dia mais belo.

E se é tão essencial o amor, por que o deixamos acabar? Por que permitimos que ele se termine e seja sufocado?

É que nem sempre sabemos priorizar o que realmente é importante. Nem sempre sabemos cuidar das pessoas que mais amamos. Por vezes tratamos mal justamente aqueles a quem mais queremos bem. São nossos pais, irmãos, esposos e filhos... Eles deveriam ser nossa prioridade, mas parecem estar sempre em último lugar. Para eles deveríamos guardar os gestos de delicadeza, os afagos, as palavras gentis. Pior ainda é quando permitimos que os abismos do silêncios aconteçam em nossa casa, pais e filhos não se falem, esposos não conversam, no momento das refeições ficam cada um em um lugar, com seus afazeres individuais, e não desfrutando de uma refeição ao lado das pessoas que amamos.

É como um câncer, que começa devagarzinho, vai se instalando e se torna incontrolável. E tudo começa porque deixamos de conversar, de trocar experiências, de compartilhar o espaço que chamamos de lar. Dessa forma, nos afastamos lentamente dos seres amados.

E ainda há a negligência. Deixamos de falar, de sorrir, de dar atenção aos de casa. Concentrados em pessoas com as quais temos contato meramente social, aos poucos substituímos o grupo familiar pelos amigos, colegas de trabalho e até por gente que acabamos de conhecer. Assim vamos deixando a vida seguir. De repente, quando percebemos, o tempo passou, os filhos estão adultos, os irmãos casaram, os pais morreram ou por um motivo qualquer não estão ao nosso lado, o casamento acabou. O trem da vida seguiu e nós nem o vimos passar.

É quando chega o arrependimento, a saudade, a vontade de ficar junto mais um segundo, afinal a vida é cruel e a morte vem para todos, quando menos esperamos, num acidente, numa doença, ou por qualquer motivo torpe e idiota.

É então nesse momento que percebemos que desperdiçamos o tempo que estivemos ao lado daquela pessoa especial, daquele filho divertido, daquela mãe dedicada, daquele pai amoroso, daquele companheiro que estava bem ao lado, caminhando junto.
Não. O amor não morre. Nós o deixamos murchar, apagar-se. É nosso desleixo, desatenção e preguiça que sufocam o amor. Mas basta regar com cuidado, sorrisos e carinho, para que ele reviva. Como planta ressequida, o amor bebe as palavras que lhe dirigimos e se reergue.

O amor não morre nunca. Mesmo que acreditemos que ele está morto e enterrado, que desapareceu, ele apenas aguarda que um gesto de amor o faça reviver.

Experimente! Olhe para as pessoas de sua família, para o seu amor, e lembre-se das belas coisas que viveram. Não deixe que as más lembranças o contaminem. Focalize toda a sua atenção nos momentos mais felizes. Abrace, afague, sorria junto, diga eu ti amo pelo menos duas vezes por dia.

E se, de repente, seu coração acelerar, seus olhos ficarem úmidos e uma indescritível sensação de felicidade tomar conta de você, não tenha dúvida: são os efeitos contagiantes e deliciosos do amor.
*Mônica Macalin

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Entre a cruz e a espada …ou entre a cruz e a estrela?


Imagine que você se encontra diante de uma decisão importante que pode mudar toda a sua vida. Alguém se aproxima e lhe diz: “Não há como fugir. Você precisa escolher. Terá que fazer sua opção”. Você se sente, então, entre a cruz e a espada. E as circunstâncias se agravam ainda mais se a sua decisão envolver outras pessoas.
 

Em momentos assim escolher pode tornar-se muito difícil, uma verdadeira arte. Seria muito bom se essas escolhas não comportassem uma certa carga de angústia. Mas escolher dói, causa inquietação, medo, insônia, porque escolher significa também abrir mão de algo.
  
Toda escolha implica também uma renúncia. Ao escolher uma estrada, você desiste de caminhar por todas as outras. Ao escolher uma esposa ou um marido você dispensa todos os outros possíveis candidatos. É a encruzilhada da vida. Mas é isso que torna linda a história, e que a faz única, irrepetível e merecedora do nosso amor.  
 
Porque a gente ama não é uma vida sem erros, mas uma vida de possibilidades e de escolhas. A gente ama ser livres. E, por piores que as opções pareçam, mesmo que a gente se veja sem saída, ainda nos resta escolher o que vamos fazer na situação difícil. Se vamos lutar ou nos entregar. 

É justamente aqui que jorra uma força, uma energia, um poder – um milagre acontece cada vez que alguém se supera e tira o bem de onde os outros só viam maldades ou não viam nada. O céu faz uma festa quando a gente se recusa a ser escravo da tristeza e da depressão. Deus salta de alegria quando a gente escolhe se levantar mesmo contra as expectativas de todos à nossa volta.

Se alguém diz a uma pessoa de fé que não existem mais saídas, ela dobra os seus joelhos até que uma porta nova se abra. Não faz por pirraça, faz por amor; porque a fé faz brotar o amor. E o amor nos faz enfrentar os problemas – ele mesmo nos dá a vitória sobre os males. Viver assim é perigoso, é subversivo. Viver assim é comprometer-se, é abraçar a cruz de uma vida levada a sério, vivida sem medo até às últimas consequências.   

E a morte não tem poder sobre uma vida assim. A dor e o sofrimento jamais terão vitória sobre o amor, porque quando o amor se torna a medida de cada decisão, toda morte termina em ressurreição. 

Ao terceiro dia, o corpo de Jesus, qual uma estrela, pulsou no sepulcro; e a morte explodiu na primavera de uma nova vida – se a cruz é sinal de morte e sacrifício, a estrela é sinal de vida e ressurreição. Tudo o que fazemos está compreendido entre “uma estrela e uma cruz” ou se preferir entre “uma cruz e uma estrela”, que é o tempo que passamos sobre essa terra. Que marca a duração da nossa vida.  
 
Por isso se a gente se sentir apertado, constrangido, encurralado pelas escolhas da vida, precisamos lembrar que mais do que entre a “cruz e a espada”, tudo se dá entre a “cruz e a estrela”. Cruz de uma vida sofrida. Estrela da ressurreição prometida. Porque o amor é imortal. Quando a gente tem certeza disso…e pode ter certeza porque é verdade – aí sim…os sacrifícios valem a pena e os sofrimentos já não são insuportáveis. 

*por Marcio Mendes

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Às vezes, parece que tudo se volta contra você?

Certamente,você sabe que muita gente estragou parte de sua vida e perdeu oportunidades brilhantes por falar demais. Poderia ter sido diferente… mas, quem revela os seus planos a qualquer um corre o risco de ser passado para trás. Quem revela seus sonhos a um inimigo acaba por ser humilhado. Um aproveitador não hesitará em usar o que você disse contra você mesmo.
 
Por isso, os anos ensinam que há uma sabedoria escondida no silêncio – as grandes mulheres e os grandes homens da humanidade sabem disso. Se você guardar silêncio, será tomado por sábio, já dizia o velho Jó (cf. Jó 13,5). 
 
      Existem situações em que a coisa mais inteligente a fazer é calar e esperar. Contudo, para alguns, isso é difícil e, para outros, impossível. Conheço pessoas boas que acreditam não haver mal algum em falar demais, em abrir o seu coração para todos e expor seus pensamentos a qualquer criatura que cruze o seu caminho. Pensam inclusive que isso é uma das boas qualidades que têm, e dizem com certo orgulho: “É… eu sou assim mesmo. Sou um livro aberto. Falo o que penso doa a quem doer”. 

E a coisa vai muito bem até que começam a experimentar as conseqüências… No exato momento em que a situação vira e tudo começa a dar errado vem a tentação de gritar: “Parece que tudo está contra mim”, “Nada do que faço dá certo” ou ainda “Onde é que está Deus?. O medo, então, não perde tempo e bate à porta com sua habilidosa capacidade de convencer que tudo está contra nós e que já não existe saída – como um vampiro vai sugando as poucas forças que ainda temos. 

      A questão é que muito mal seria evitado se houvesse um pouco mais de cuidado no falar – cuidado em não colocar, em mãos adversárias, armas (conhecimento e palavras) que serão usadas contra nós. É não sair falando ao vento de tudo o que se passa no nosso íntimo. Em minha casa, a gente sempre ouvia que “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. 

      Ser prudente é ter pudor não só com o corpo, mas também com a alma. A pessoa que tem pudor sexual sabe que seu corpo é sagrado e por isso secreto. Quem não pensa no que fala deixa exposto não o corpo, mas a própria alma toda nua. Não sabe guardar em segredo o que é sagrado. E se não guarda o próprio segredo, quem garante que vai guardar o dos outros? “Quem despreza seu próximo demonstra falta de senso; o homem sábio guarda silêncio” (Pr 11,12).

      As pessoas mais interessantes, as mais charmosas, trazem um “quê” de mistério. Mesmo quando se mostram não deixam ninguém invadir sua alma. Só aos poucos, amparadas por um silêncio zeloso, é que se dão a conhecer.Nesse mundo do “fica-fica”, a gente precisa aprender de novo a arte de se aproximar, de fazer amizade, de ser romântico e namorar… sobretudo, é preciso aprender a namorar “bonito”, a escolher as palavras, a não se declarar de imediato, a não vulgarizar o que temos de mais belo: nós mesmos.

      A pessoa prudente evita tantos sofrimentos! Pode não escapar de todos os males, mas dribla uma boa parte deles. É que a prudência é a sabedoria que revela os erros e os perigos, ao mesmo tempo, é a força que permite evitá-los. E, veja bem: É no silêncio prudente que a sabedoria muitas vezes se esconde.

      As pessoas fogem de quem fala demais, mas se aproximam dos que têm sabedoria. Se você quer a atenção e o carinho das pessoas faça como Deus: saiba o momento certo de calar e de falar. Nem mesmo diante da morte Jesus joga palavras fora: “Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu” (Jo 19, 9). Jesus sabia que há momentos em que a melhor defesa é o silêncio, pois até o inocente parece culpado quando fica se justificando – os nossos amigos não precisam de nossas justificativas para acreditar em nós e os nossos inimigos não irão aceitá-las por melhores que sejam.

    Contudo, a melhor coisa de quando nos silenciamos é que podemos escutar a Deus e receber a sua graça: “Ouve em silêncio, e tua modéstia provocará a benevolência (Eclo 32, 9)”. Só quem contempla no silêncio do coração pode perceber onde reside a felicidade.

*por Marcio Mendes

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Alternativas...


As facilidades da vida nos limitam. Todas as nossas perfeições nos deixam assim preguiçosos e acomodados. Não desenvolvemos, por que não vemos a necessidade de ir além. É como ter acesso a algo e nunca buscá-lo, exatamente por que está ali, disponível. Nos extasiamos diante daqueles que encontram dificuldades e as vencem. 

Ficamos boquiabertos diante de vídeos de deficientes que fazem muito mais que nós e nesses instantes nos sentimos culpados. Mas isso passa logo. Poderíamos, nesse caso, nos perguntar quem é o verdadeiro deficiente.

Nos esquecemos que a vida é cheia de alternativas e nos bloqueamos diante do primeiro muro. Precisaremos primeiro estar cegos para que possamos desenvolver nossos outros sentidos? Será necessário perder o uso das pernas para se fazer uso das mãos e da mente?


Deus nos vê e Seu coração deve ficar apertado. Então Ele permite as dificuldades, não para nos maltratar, mas para que possa sair de nós o que melhor temos, como a pérola fechada na concha e infinitamente mais linda que sua roupa.


A vida nos mói, amassa, derruba muitas vezes para que possamos encontrar as saídas, para que possamos aprender a enxergar com os olhos da fé, para que possamos desenvolver outros sentidos e enriquecer nossas vidas. Para que possamos ser exemplo para os que vêm atrás de nós, assim como são para nós aqueles que seguem adiante e nem sequer compreendemos como é que conseguem as forças.


Não é a cegueira ou os defeitos físicos que nos tornam incapazes e debilitados, mas a cegueira e defeitos da acomodação, do desânimo, da falta de perseverança.


As alternativas não faltam na vida. O que falta, muitas vezes, é a motivação. E se esta não vem por si só, será necessário sim uma queda, uma perda, uma dor para que possamos florecer e mostrar ao mundo do quanto somos capazes.


© Letícia Thompson

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Chegando ao coração de Deus


Numa cidadezinha chamada Vila dos Passarinhos, morava padre Santinho.
O sacerdote era bastante idoso. Bem humorado, conversava com todos, até mesmo com os animais que ele encontrava.
Por esse hábito, muitos diziam que ele estava se tornando senil.

Padre Santinho, por outro lado, não se importava com esses comentários. Continuava a falar com os animais e a orar por toda a população da cidade, que ele amava profundamente.
Suas fervorosas preces pareciam adquirir asas e, à noite, entravam nas casas, bem de mansinho.

No dia seguinte, sem saber o porquê, todos acordavam felizes e rindo por tudo e por nada.
Num domingo ensolarado, chegou ao vilarejo um novo padre, muito jovem. Depois desse dia, não houve mais espaço para padre Santinho.

A comunidade o julgava muito idoso para continuar com suas funções de sacerdote.
Embora agradecidos pelos mais de cinquenta anos que ele estivera à frente das funções religiosas na cidade, preferiram que o mais jovem continuasse com as tarefas litúrgicas.
O bondoso velhinho foi embora e todos na vila continuaram suas vidas.
O sacerdote foi para as montanhas, um local cheio de melodia por conta do cantar dos pássaros.

Todas as manhãs ele era despertado por suave música, passando o dia em oração pelos seus queridos amigos do vilarejo.
Todavia, numa manhã radiosa, ele não acordou com os passarinhos. Partiu, retornando ao lar espiritual.

De sua morada nas estrelas do infinito e do Eterno, rogava ao Criador pelos seus amados amigos da Vila dos Passarinhos.
E todo amanhecer da população do pequeno vilarejo permanecia especial.
Todos, embalados pela sinfonia amorosa das preces de padre Santinho, continuavam acordando felizes e rindo sozinhos.

Amar não é tarefa fácil. Exige resignação, humildade, paciência, caridade e outras virtudes que estamos a cada passo conquistando, mas que ainda não foram de todo compreendidas e vivenciadas.

O convite do Cristo prossegue sendo: Aquele que deseja me seguir tome a sua cruz e siga-me. A ira, a inveja, o orgulho, o egoísmo ainda existem dentro de nós e, vez ou outra, pairam sobre nossos corações.

Tais mazelas morais formam a cruz que trazemos em nosso foro íntimo, cruz que nos compete carregar, se desejamos seguir os exemplos ensinados por Jesus.

Contra as enfermidades do Espírito, a recomendação eterna do Mestre: Orai e vigiai.
Tenhamos na prece a fortaleza de renunciarmos aos antigos hábitos e construirmos em nosso interior o homem novo que devemos ser, a fim de alcançarmos a felicidade.
A prece é poesia celeste com a qual nos mantemos conectados com a essência Divina que existe em cada um de nós.

Tal essência é o traço, a assinatura do Criador em cada ser, que faz com que, constantemente, Deus esteja em nós e nós estejamos em Deus.

Assim, confiemos: todas as nossas preces chegam ao coração do Criador. E Ele sempre nos responde. Tenhamos, portanto, ouvidos de ouvir!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Face a Face


Por quantas vezes escrevi imaginando você e hoje você esta bem aqui na minha frente, passando os seus delicados dedos por seus cabelos negros, fitando seus olhos em uma revista, folheando-a sem nem mesmo imaginar que estou escrevendo para você. Hoje me sinto como um artista que começou sua obra-prima em uma tela branca, tudo antes era sem forma, apenas uma imaginação, hoje orgulha-se por havê-la terminado.

Olho para você com a mesma euforia deste artista, na mesma semelhança de que nós dois observamos a obra-prima tão ansiada. Antes fechava os olhos para te ver, hoje só preciso abri-los, me beliscar talvez, para saber se não estou sonhando. Te olho com um olhar meio ignorante ainda por descobrir muitos dos teus segredos, qualidades e defeitos. Assim como você não sabe o que vai vim na próxima página da revista, não sei o que virá na próxima página de nossas vidas, mas uma coisa eu sei, que se a vida me desanimar sei que você sorrindo me dará sua mão e a força necessária para que eu permaneça de pé. 
 
Posso te dizer hoje, que te amo, talvez seja tão cedo, ainda seja tão pouco, à vista do que ainda iremos colher, mais te direi, mesmo com a voz trêmula de quem ainda não sabe o que diz de verdade, pois você é meu presente - com todos os significados da palavra - não deixarei para depois, pois o ontem não volta e o amanhã talvez não chegue e fique meu coração por dizer as palavras de amor que nunca te disse.

Você me inspira poesia.  Estou tão longe, somos tão impossíveis um para o outro, mas te sinto como se tudo fosse tão possível. Nada disso será real, mas importa que eu sonhei, e que neste sonho de amor que vivi, te amei muito mais que pude, muito mais que imaginei. 
*Por Romantico Rebelde

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Antes que seja tarde demais


A mãe perguntou ao filho:
- Cadê o seu irmãozinho?
- Esta dormindo mamãe.
- Estou indo trabalhar, veja oque tem para comer e coma junto com ele.
- Tá bem mamãe te amo.
- Tchau filho mamãe ama vocês.
Então sua mãe saiu para trabalhar, quando voltou ela foi até o quarto para se trocar e percebeu que tinha sumido cinco reais.
Ela notou que seu filho estava muito calado, sem perguntar nada ela pegou um cinturão e começou a bater no menino sem dó e nem piedade, ela deixou o menino com diversos hematomas pelo corpo e quebrou alguns dentes dele.  O mesmo teve que ser internado em carater de urgência pois estava apresentando convulsões. 
Depois que ela chegou em casa já arrependida, foi até o cama do seu outro filho mais novo e viu um bilhete dizendo;
- mamãe peguei cinco reais no seu quarto e comprei um litro de leite para o meu irmãozinho. Te espero para jantar, Te amo.
A mãe correu para o hospital para se desculpar com o filho, mas já era tarde. O menino teve traumatismo craniano e infelizmente esse anjo veio a falecer.

As vezes temos problemas na rua, no trabalho etc, mais nunca devemos descontar em nossa familia, principalmente em nossos filhos, porque as vezes não temos mais como se desculpar. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Responsabilidade

Eu sou responsável pelo meu próximo à medida que o amo, mas a felicidade ou infelicidade dele não depende de mim. O que quero dizer é que somos indivíduos e, como tal, somos sempre os responsáveis pelas nossas próprias escolhas.
Costumamos culpar outros quando nos sentimos infelizes ou quando fracassamos em algo.

Li algo nessa semana que me fez refletir:

"Quando formos culpar os outros pelos nossos fracassos, devemos tentar também dar a eles o mérito das nossas vitórias."Muitas vezes dizemos que as pessoas nos decepcionam e elas não estão nem aí. E sabem por quê? Porque elas não tinham a mínima idéia do que esperávamos delas. Nesse caso, elas não nos decepcionaram, somos nós que nos sentimos decepcionados, o que é bem diferente.

Talvez mudando essa visão das coisas e da vida, mudaremos também o número de pessoas que vivem nos decepcionando. Isso deve abrir nossos olhos para que nos vejamos e para que vejamos o outro de uma outra maneira.

A nossa responsabilidade em relação às pessoas que amamos vai até o limite de dar a elas o melhor de nós mesmos, dentro do nosso possível. A maneira como elas recebem o que oferecemos já não é nossa responsabilidade. Se as deixamos plenas ou vazias vai depender da maneira em como estão prontas para receber. E isso é muito individual.

E foi isso que aprendi hoje:

Sou responsável por mim mesma, pela minha felicidade e pela minha infelicidade. Escolho eu mesma meus caminhos. Meu próximo é uma parte desse caminho, mas depende de mim em como interpretar aquilo que recebo dele.

E querem saber de uma coisa?

Decidi que quero e que vou ser feliz!


 © Letícia Thompson

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

NOVIDADES ???

Gente, possivelmente terei novidades semana que vem.
Espero contar com você independemente de qualquer coisa.
Posso?
Obrigado pelo carinho de sempre !

Amores Impossíveis

O que torna os amores impossíveis mais bonitos é justamente a impossibilidade. Esta atrai.
A dificuldade nos impulsiona, nos motiva. Exatamente como o perigo. As pessoas gostam de se medir às dificuldades porque têm necessidade de provar que são mais fortes. 

Assim, quanto mais difícil, mais o amor parece ser grande, excepcional e único. 
E quem não quer viver algo grande, excepcional e único?
 
Num amor impossível cabem todos os sonhos, todas as perfeições, o mínimo detalhe é idealizado. Colocamos na nossa cabeça que aquela pessoa é exatamente o que esperamos da vida, mesmo se tudo parece contra. Ele fica pra sempre, mesmo se outros amores vêm e vão depois...  e deixa aquela sensação de inacabado que nos persegue pra sempre. 
 
Creio que no quebra-cabeças da vida é aquela pecinha que fica faltando para completar o todo. E mesmo se as noventa e nove outras estão lá, é aquela que falta, só aquela que deixa aquela dorzinha estranha que a gente não sabe definir, mas que sente de forma tão nítida e clara. 
 
Acontece de um amor impossível tornar-se possível e isso quase sempre rouba a magia do sentimento. Inconscientemente muitos sabem disso, o que leva pessoas a preferirem viver um impossível que dá satisfação que um possível que pode abrir os olhos para a realidade. Porque uma vez que o amor torna-se possível, acaba a expectativa, acaba o sonho... e o homem foi feito pra ter sonhos, pra esperar por eles! O que explica o porquê de uma pessoa amar outra pela eternidade e nunca se declarar, de certos amores virtuais preferirem continuar no virtual. 
 
Um amor impossível pode marcar uma pessoa mais que toda uma vida vivida ao lado de outra. E no outono da vida, quando o passado se faz mais presente que o próprio presente, é aquele amor que vai fazer brilhar os olhos e lembrar ao coração que ele ainda bate.
O impossível é belo!... como o arco-íris, o horizonte, o céu, o infinito!... que mantém acesa a chama no coração do homem e o faz sentir-se vivo.

© Letícia Thompson

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sobre encontrar a realização

Quando soube que tinha poucos meses  de vida por causa de um câncer, o professor de gramática inglês Paul Flanagan só  pensou em seus filhos, Thomas e Lucy. Em vez de sentir piedade de si mesmo ou  entregar-se à tristeza, ele usou seus últimos dias para tentar ser um bom pai –  mesmo à distância. Paul escreveu cartas, deixou mensagens gravadas em DVD e até  comprou presentes para ser entregues às crianças em seus aniversários futuros.  Separou também seus livros preferidos e, dentro deles, deixou bilhetes dizendo  por que havia gostado de lê-los.

Em novembro de 2009, aos 45 anos,  Paul morreu por causa do melanoma, deixando a mulher, Mandy, Thomas, então com 5  anos, e Lucy, de 1 ano e meio. Quase dois anos depois, ele continua presente com  suas mensagens e fotos espalhadas por toda a casa. E, no mês passado, a família  ganhou mais uma lembrança de Paul. Por acaso, Mandy encontrou um documento em  seu antigo computador intitulado “Sobre encontrar a realização”. “Abri e, com  lágrimas escorrendo pelo meu rosto, descobri que eram seus pontos para viver uma  vida boa e feliz”, diz Mandy ao jornal Daily  Mail

Segue Abaixo o texto

“Nessas últimas semanas, depois de  saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu  coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês  crescem.
Estive pensando sobre o que  realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas  felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas  próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.
As três virtudes mais importantes  são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os  respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito  orgulhoso de vocês.
Estou dando conselhos a vocês. Esses  são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente  os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.
Amo muito vocês. Não se esqueçam  disso.
Seja cortês, pontual, sempre diga  “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira  correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas  maneiras.
Seja generoso, atencioso e tenha  compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus  próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão  ajudá-lo.
Mostre coragem moral. Faça o que é  certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me  olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou  remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.
Mostre humildade. Tenha a sua  opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás  quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só  acontece quando se é cabeça-dura.
Aprenda com seus erros. Você vai  cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você  continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo  errado.
Evite rebaixar alguém para outra  pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com  alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não  reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais  retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda  chance.
Divirta-se. Se isso envolve assumir  riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para  cima.
Doe para a caridade e ajude os menos  afortunados que você: é fácil e muito recompensador.
Sempre olhe para o lado bom! O copo  está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você  procurar.
Faça seu instinto pensar sempre  sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer  ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.
Seja gentil: você conseguirá mais do  que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser  bom.
Sempre aceite convites para festas.  Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e  respeito.
Nunca abandone um amigo. Eu  enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os  escolhi tão cuidadosamente.
Sempre dê gorjeta por um bom  serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço  ruim é um insulto.
Sempre trate aqueles que conhecer  como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para  aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um  puxa-saco.
Sempre respeite a idade, porque  idade é igual a sabedoria.
Esteja preparado para colocar os  interesses de seu irmão à frente dos seus.
Orgulhe-se de quem você é e de onde  você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a  viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo  tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus  calções.
Seja ambicioso, mas não apenas  ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho  duro.
Viva o dia ao máximo: faça algo que  o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.
Dê o seu melhor na escola. Alguns  professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu  professor não o incentivar, incentive a si mesmo.
Sempre compre aquilo que você pode  pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre  procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.
Nunca desista! Meus dois pequenos  soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e  são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês  fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por  ele.
Nunca sinta pena de si mesmo, ou  pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as  coisas.
Cuide de seu corpo que ele vai  cuidar de você.
Aprenda um idioma, ou pelo menos  tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la  em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!
E, por fim, tenha carinho por sua  mãe, e cuide muito bem dela.
Amo vocês com todo meu  coração,
Papai.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Para uma Estrela

Hoje uma estrela brilhou mais forte no céu, e foi você estrela bela. Quão nobre é este dia que começa em noite, quão honrosa é tua vida que começou em um choro. Mais hoje tu brilhas mais, em um céu negro de escuridão, tua vida reluz triunfante em um mundo aflito. És como uma gota d'agua em um deserto à trazer vida. Procuro a lua e ela tímida se escondeu, porque hoje é teu dia, e tu docemente sobressaí a ela com teu explendor.

Queria ser um grande poeta hoje, e adentrar nas partes mais belas do meu ser e te trazer a mais linda poesia, pois até o céu aplaudi ao te ver, a natureza ecôa o mais belo som pra te embalar, os anjos observam-te a te admirar e pasmam diante da tão aprazível criação Divina.


 É isso que você é, Divina. Peço aos céus hoje que protejam-te dos olhos altivos e ladrões que desejem roubar o sopro de inocência de teus olhos, dos salteadores que furtam os corações. Ó nobre dama, guarde tua honra como os pervesos protegem suas riquezas. A vida é combate, estrela bela, que os fracos abate, mais os nobres só tende a exaltar. Não deixes que as lutas tornem teu brilho cadente, mais que o ardor das circuntâncias só purifiquem o teu brilhar, e que venhas reluzir como o mais puro ouro.

Os céus são testemunhas hoje, de que nas escondidas do meu coração, desejei tua felicidade sem tamanho. Veja que minhas palavras são tão precoces como o sentimento que sinto. De alguém que descobriu um tesouro, teme não ser seu, mas deseja guardá-lo para não ser dado ao princípe errado. Não encontre pesar nas minhas palavras, encontre o meu amor, sentimento tal que temo vivê-lo. 


Hoje, estrela, agradeço aos céus onde está o Supremo Criador, por ter posto no firmamento, criação tão bela de se admirar. Ficam minhas doces palavras, como a de um poeta que  uma estrela resolveu adimirar.

*por romantico rebelde

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O Professor Está Sempre Errado


         
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando.
 
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um ‘caxias’.
Precisa faltar, é um ‘turista’.
Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu ‘mole’.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele!

         *Jô Soares

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A diferença pede licença


A sociedade é um imenso mercado, onde muito cedo as pessoas são etiquetadas e colocadas em algum lugar, sem escolha possível. O bonito, o feio, o desajeitado, o inteligente, o atrasado, o grande, o pequeno, o normal, o anormal...
E julga-se, sem piedade, os fracos, os fortes, os vencedores, os perdedores, os sãos, os doentes.

Chama-se de diferente aquele que não está na mesma linha de normalidade que a maioria do ser humano. Mas, o que é ser diferente senão o fato de não ser igual? Não somos assim, todos diferentes? 

Por que etiquetas, se todos trazemos em nós riquezas inúmeras, mesmo se muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos?
A diferença pede licença sim!!! Dá-me oportunidade! 

Deixa-me mostrar quem sou, ao meu tempo! Deixa-me desenvolver  minhas capacidades e farei florir meu deserto.
Peço é oportunidade para mostrar do que sou capaz. Peço aceitação para estar no meu lugar, não o escolhido pra mim, mas aquele onde sou capaz de chegar.

Se não plantamos sementes, jamais colheremos frutos! 

Deixar que cada qual desenvolva a seu tempo e seu ritmo o seu potencial é dar abertura ao mundo. É a diversidade de flores que dá a beleza a um jardim.
Quem é normal e quem é anormal se o sangue corre da mesma forma para todos, se o coração bate da mesma forma, se as lágrimas têm a mesma cor e se o sorriso fala com as mesmas palavras? 
 
A diferença pede aceitação, pede respeito, pede tolerância e pede, sobretudo, muito amor.
Anormal não é quem foge dos padrões sociais; anormal é quem não compreende e não aceita que somos todos seres imperfeitos, mas, nem por isso, diminuídos aos olhos de Deus; anormal é quem se acredita grande e pensa que o mundo todo é pequeno; é quem não percebeu o verdadeiro significado da palavra amar. 
 
Quando Jesus morreu de braços abertos foi para abraçar toda a humanidade; quando perdôou o ladrão, lavou pés, sarou cegos e leprosos, foi para nos dar a lição da humildade, para nos mostrar que grande mesmo é aquela pessoa capaz de abrir todas as portas do seu coração e de olhos fechados receber com amor todo aquele que a vida coloca no nosso caminho, independente da sua classe social, raça, religião, condição física ou mental.
A diferença pede licença!... 
 
Abra-lhe o caminho e você vai ver onde ela é capaz de chegar!

© Letícia Thompson

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Uma janela nos céus


As etapas que atravessamos na vida nada mais são que degraus que subimos ou descemos, segundo os caminhos que nós mesmos escolhemos, os atalhos que preferimos e onde decidimos deitar nossa cabeça.
 
Padecemos? Sim... de vez em quando precisamos dessa parada que nos dá a consciência que nada somos aqui além de filhos em busca de uma terra prometida. 

Porém sabemos que nosso maná nunca faltará, seja qual for o caminho percorrido e o quanto falta ainda pela frente.
Depositamos demais nossa confiança naquilo que somos e no que nos cremos capazes e vez ou outra precisamos dessa ducha fria que nos faz acordar para que tenhamos a humildade de orar de cabeça baixa e a grandeza de abandonar nosso mais profundo eu aos pés da Cruz. 

Damos importância demasiada a certas coisas como se a própria razão da vida dependesse delas. É assim com um pequeno corte no dedo ou uma ferida na alma que fica doendo as vinte e quatro horas do dia. Não importa se o sol brilha, se a chuva sacia, se a comida está boa ou a saúde perfeita. Isso prova nossa insaciedade diante da vida.

Não há ninguém para quem tudo dá sempre errado e ninguém para quem dá tudo certo. Tudo são fases que atravessamos, caminhos às vezes que parecem longos e intermináveis, principalmente quando é o lado dolorido da vida que se apresenta.

Mas...

O importante não é não se perder, nunca errar, não pecar, não tomar decisões erradas e ser alguém exemplar. Essas coisas são objetivos que tentamos alcançar e quanto mais degraus subimos, mais nos aproximamos da perfeição. 

O importante mesmo é saber levantar, erguer a cabeça, olhar para frente; é ter a coragem de admitir as falhas, a humildade de pedir perdão, calar na hora certa e falar quando o silêncio parecer insustentável; o importante é deixar as lágrimas caírem e nem por isso se sentir diminuído.

Deus não conta os degraus que subimos ou descemos. Nossa vida é que conta, sofre ou se alegra. Deus é Aquele que está no mais alto degrau estendendo a mão e é o mesmo que está na terra com os braços eternamente abertos e prontos.

Há e haverá sempre uma janela aberta nos céus para nos acolher e o caminho talvez não seja o mais fácil, mas é certamente aquele que vai ter feito nossa vida valer a pena. 

© Letícia Thompson

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Brilhe a vossa luz

Relata o Evangelista Lucas que, em certa ocasião, Jairo, chefe da sinagoga, veio ao encontro de Jesus e, se prostrando aos Seus pés, implorou que Ele fosse a sua casa e curasse sua filha. Atendendo o pedido, o Mestre se levantou e seguiu aquele pai angustiado.
Pelo caminho, uma senhora, que há muitos anos estava doente, aproximou-se de Jesus e lhe tocou o manto, pois acreditava que esse fato haveria de curá-la. E assim sucedeu.

O Rabi, entretanto, inquiriu quem O houvera tocado.
A mulher, prostrou-se diante do Mestre e confessou que fora ela quem O tocara.
Jesus, fitando-a, afirmou: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz!

Muitos somos os que afirmamos ter fé.
Jesus prescreveu que se tivéssemos fé do tamanho de um grão de mostarda, removeríamos montanhas.
A fé, enquanto virtude, tal qual o perdão, a caridade, a paciência, é conquista do Espírito e, portanto, somente se dá através da prática e da vivência.
De nada adianta uma fé que não é capaz de consolar nosso coração quando um ente querido retorna à pátria espiritual, morada de todos nós.
Uma fé que não é capaz de nos manter de pé diante da mágoa, da ofensa, da dor, da humilhação, da ingratidão.
De nada adianta uma fé que não é capaz de dialogar conosco, preenchendo-nos de esperança diante dos problemas-lições que, diariamente, somos convocados a superar e, principalmente, com cada um deles aprender.
É na experiência diária e, em especial, nos momentos mais críticos de nossa existência, que somos convidados a dar testemunho de nossa fé.
Sendo assim, que cada gesto, cada palavra, cada decisão que tomarmos possa ser regada com os bons eflúvios da fé.
Se bebermos, diariamente, nessa fonte que nunca seca, teremos guia seguro para o progresso intelecto-moral e para a conquista da felicidade que almejamos.

Olhai as aves do céu e os lírios do campo, recomendou-nos Jesus.
Desde os menores animais às mais delicadas plantas, até as grandes esferas que figuram precisas e harmoniosas na imensidão do Universo, em tudo percebemos os traços do Criador.
Se o Pai Celeste por tudo zela, certamente também assim o faz por nós, Seus filhos muito amados.
Se hoje permite que experimentemos dores diversas, é por saber que delas somos necessitados e essa é a via que nos levará à cura de nossas almas chagadas pelas mazelas morais.
Igualmente, como fez a senhora enferma, permitamos que nossa fé nos salve de nosso orgulho, de nossa maledicência, de nosso egoísmo, de nossa falta de caridade.

Se Jesus é o Mestre e o Evangelho é o caminho, a fé é a candeia que, pouco a pouco, ilumina a escuridão que ainda há em nós.
A fé é uma necessidade espiritual, que não podemos desprezar.
É lâmpada-bússola que nos aponta rumos seguros, impedindo que nos venhamos a abater ante a noite escura das dificuldades.
Passo a passo, atendamos a recomendação do Senhor: Brilhe a vossa luz!

Pensemos nisso!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Amor e Costume

Não confundamos amar com o fato de estar acostumado a viver com alguém. Se muitos casamentos perduram longos e longos anos, nem sempre é por amor, mas porque se acostumaram a viver juntos, porque se dão bem e porque é mais cômodo não mudar a situação.

Quando a relação se quebra, quando um dos dois toma finalmente a coragem de dizer "acabou" os dois sofrem. Mas não é um sofrimento causado pela perda de um amor, pois o amor já se perdeu há muito. 

 
O que causa o sofrimento é ter que encarar a realidade, a família, os amigos e de ter que se olhar no espelho e se dizer: "- preciso recomeçar." O que causa o sofrimento é a sensação de ter feito alguma coisa da vida que não deu certo e isso nos faz sentir o quanto somos falíveis. 

Muitas pessoas gostam de comodismo. É melhor não mudar nada. Assim, não ganhamos nada e nada perdemos. Há casais que se habituam tanto a estar juntos que no fim acabam se parecendo até fisicamente, como irmãos. É a amizade que os une, a fraternidade e por isso estão juntos. Se se sentem felizes dessa forma, bom para os dois. São pessoas que não pedem muito da vida e se contentam com o que têm. 


Outros mantém as aparências, mas interiormente são infelizes. Só que preferem ser infelizes a vida toda que ter que assumir que alguma coisa morreu daqueles sonhos do início.
Uma verdadeira relação de amor que perdura a vida toda, é coisa rara. Vemos muitos casais sorridentes, tranqüilos, mas só eles sabem o que se passa por detrás da porta quando estão em casa. 



Muitos se surpreendem quando ouvem falar de certas separações e até criticam, mas essas pessoas não sabem o que vai dentro dos corações, não conhecem as dúvidas, brigas, noites mal dormidas, lágrimas derramadas e infelicidades acumuladas. 


A vida não é uma linha reta e sem pedras. É um caminho sem voltas sim, sem dúvida, mas à frente há sempre novas direções. 


Deus não nos constituiu juízes de ninguém. Ele nos fez amigos. E amigos entendem, amigos se dão as mãos, amigos oferecem ombros, amigos respeitam as decisões dos outros e desejam a felicidade para eles acima de tudo. 


Antes de julgar, ore. Antes de falar, reflita. 


Não defendo aqui o divórcio, nem as separações. Defendo, sim, o direito das pessoas serem felizes e o livre arbítrio delas, sem que tenham que suportar, além das dores já vividas, olhares acusadores. Todo mundo tem direito à felicidade, todo mundo tem o direito de reconhecer que tomou o mau caminho e que quer mudar de direção. 


Ninguém deve ser condenado à perpetuidade porque um dia o coração falou mais alto que a razão e ele estava errado. Mas a todos deve ser dado o direito de recomeçar.

© Letícia Thompson

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Deus sempre

Muito embora não nos demos conta, Deus está sempre conosco, desde o momento em que fomos criados.

Está ao nosso lado nos inspirando, auxiliando e ajudando no nosso desenvolvimento intelectual e moral.

Em todos os nossos passos e atividades estamos sob o Seu comando. Ele é a geratriz do Universo, de tudo quanto existe.

Muitas vezes, a presunção nos abraça e cremos ser possível viver sem Sua misericórdia e Seu amor.
Porém, será apenas por um momento, enquanto a nossa prepotência nos impedir de compreender o milagre da vida.

Nesses momentos, preferimos a tola opção de sermos filhos do estúpido acaso, considerado por alguns como a origem e o fim da própria vida.
À medida que avançamos na estrada evolutiva e no amadurecimento pessoal, os conceitos vão se modificando.

Sentir a presença de Deus em todas as coisas é conquista da sensibilidade moral e da inteligência, que já percebe sua incapacidade de decifrar todos os mistérios à sua volta.
A Sua presença, em tudo e em todos, não pode ser ignorada, sob pena de se perder o próprio significado da existência, que passa a rumar sem nenhum propósito maior.
Assim, se já aceitamos Deus como a causa de tudo no Universo, vamos buscá-lO na nossa intimidade, que é onde Ele habita.

Ao nos abrirmos, conscientemente, ao amor de Deus, permitimos que o Deus que somos, desabroche, e passamos a viver em harmonia com Ele e com o Universo, obra de Sua criação.
Ao nos permitirmos contribuir em favor de todos aqueles que se encontram em dificuldades, na retaguarda da caminhada, exercitaremos a Divindade que habita em nossa intimidade.

Ao transformarmos nossa vida, para que a vivamos em consonância com Deus, a ponto de todas as nossas ações serem pautadas pelo amor, seremos a referência de Deus para aqueles que cruzarem nosso caminho.
Com Deus em nossas vidas, nunca nos encontraremos a sós, e não nos faltará a coragem para enfrentar as dificuldades.

Com Ele, os sofrimentos que antes nos pareciam absurdos, serão aceitos, graças à compreensão das Suas leis, e passaremos a trabalhar em favor de nós mesmos, em um processo de liberdade e Espiritualidade.
Quando Jesus afirmou que Ele e o Pai são um, nos explica que todos marchamos em direção a Deus, e teremos também nós, um dia, essa unicidade de pensamento com Deus, sem perder, embora, a nossa individualidade.

Ao nos deixarmos conduzir por Deus, tudo se apresentará rico de bênçãos, em aprendizado e crescimento pessoal.

Teremos então a plena consciência de que mesmo nas dores, nas dificuldades e diante dos problemas maiores da vida, estamos sob a proteção de Deus, que os permite para que nos ajustemos às Suas leis, resgatando débitos passados, a pouco e pouco.


Jamais nos apartemos de Deus. Seja Ele nosso companheiro nos dias tormentosos.
Seja Ele nossa companhia nos dias de alegria e tranquilidade.
E, dessa forma, habituados com a Sua presença em nossas vidas, tenhamos a certeza de que um dia, como nos afirma Jesus, todos nós estaremos em unicidade com Deus.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A vontade de Deus

A vontade de Deus para nossas vidas é que sejamos felizes. É tão simples a resposta, que chega a ser surpreendente. Nada de equações complicadas, caminhos difíceis: Deus quer que sejamos felizes!
Nós complicamos demais as coisas para que possam fazer algum sentido nas nossas vidas. 


Na escolha de um trabalho, uma profissão, um caminho a seguir, quando não conseguimos saber exatamente o que queremos, dizemos que vamos esperar pela vontade de Deus. E esperamos, esperamos... até que perdemos a oportunidade e depois nos consolamos dizendo: "não era da vontade de Deus." 

Que desculpa para justificar o que talvez tivesse sido nossa melhor oportunidade na vida! É por essas e outras razões que tantas pessoas caminham errantes durante toda a sua existência! A insegurança conduz à perda!

No amor é a mesma coisa. Usamos mesmo Palavra de Deus para justificar nosso medo de tomar decisões, de assumir. Ora, não há na Bíblia nenhum lugar onde se diz que Deus escolhe uma pessoa para outra. Deus escolheu Eva para Adão, mas depois disso ele sempre dizia: "vai e escolhe." As pessoas distorceram essa verdade e usam isso como desculpa quando não têm certeza dos sentimentos. Dizem: "não sei se você é a pessoa que Deus separou para mim, vamos orar." O mais honesto seria dizer: "olha, não sei se te amo o suficiente para dividir o resto da minha vida com você, meu coração tem dúvidas." 


Deus não separou ninguém pra ninguém!!! Ele colocou homens e mulheres na terra para que esses pudessem se encontrar. É verdade que Ele quer que façamos a Sua vontade. Mas, justamente, fazer a vontade de Deus é ser livre para escolher. Quando duas pessoas se escolhem mutuamente, que seus corações se encontram e não duvidam do amor que sentem, o que podem fazer é pedir a bênção de Deus e Ele abençoa.

A vida é tão simples e a gente complica tanto! Deus é tão simples e temos tanta dificuldade em entendÊ-lo! É por essas razões que existem tantos desencontros no mundo, tantas pessoas sozinhas e infelizes. Estão sempre esperando "a vontade de Deus" de braços cruzados. Mas não é isso que Deus quer da gente. Deus nos quer ativos, buscando, construindo, encontrando, ousando. 


Deus nos quer livres, não dependentes, não escravos. Se você não faz nada na vida porque fica esperando saber qual é a vontade de Deus, saiba que a vida está passando e você ficando e que Ele não deseja nada mais que nossa felicidade.

Se fomos criados para a honra e glória de Deus, só felizes é que poderemos olhar para o céu com olhos brilhando e dizer que O amamos. Corações tristes só lamentam, só choram, só pedem.
Então, para saber o que vai te fazer feliz ou não, olhe com a alma para essa caixinha pulsando dentro do seu peito. O coração não nos engana. Se ele não duvida, ouse e siga em frente, pois essa é a vontade de Deus.


© Letícia Thompson

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Segurando as cordas


Há alguns anos, uma equipe de botânicos, desejando realizar uma experiência muito especial, se dirigiu à região dos Alpes à procura de novas espécies de flores. Depois de muitos dias de pesquisa, através de binóculos, eles encontraram uma flor extremamente rara, com valor incalculável para a ciência.

Porém, havia uma dificuldade. Ela estava na parte inferior de uma encosta muito inclinada. Para pegá-la, alguém precisaria descer amarrado a uma corda. Era, sem dúvida, uma tarefa de certo risco.

Buscando nas redondezas, os botânicos encontraram um menino e lhe perguntaram se, em troca de um bom pagamento, ele não se proporia a buscar a flor. O garoto foi até o precipício, com seus olhos infantis mediu a boca enorme da fenda, pensou um pouco e respondeu:
Se vocês esperarem um pouco, eu lhes darei a resposta. Volto logo.

Algum tempo depois ele retornou, seguido por um senhor com os cabelos já grisalhos. Aproximando-se do chefe da expedição científica, ele disse:
Agora, estou pronto para descer e pegar a flor, se este homem segurar a corda. Ele é meu pai.

Confiança no pai. Tão salutar para as nossas vidas seria se vivêssemos com confiança em Deus, nosso Pai. Confiança que nos permitiria viver mais tranquilos, guardando a certeza de que a barca do planeta não anda à deriva. O Divino Pai a conduz, atento e compassivo.
Se existem aparentes injustiças, guerras e rumores de guerra, fome e dor - o Pai está atento, tudo providenciando no momento certo e oportuno, colocando as criaturas nos lugares exatos das suas necessidades espirituais.

Confiança que nos ensina que não devemos nos afadigar na precipitação, pois que há tempo da sementeira como há o tempo da colheita.
Confiança que nos oferece forças para solucionar problemas em vez de afastá-los. Que nos permitiria olhar a dor com outra configuração. Não como o espinho do resgate, mas a força-estímulo para a vida, desafio para o avanço e a autorrealização.
Confiança que é dínamo gerador de poderosas energias, mediante as quais se estabelecem os contatos com as augustas fontes da vida, donde fluem e refluem as forças que movem as montanhas das dificuldades.

Confiança que permite ao homem investir todos os valores e recursos de que pode dispor na programática que traça a bem de si mesmo.
Confiança que lhe permite superar os receios, graças à luz que espanca todas as sombras.
Confiança que se transforma em coragem, nesse ardor que impele o homem a realizar alguma coisa e a algo fazer, em benefício alheio.
Confiança em Deus, o Pai, que zela por nós e governa as nossas vidas.

Nos dias de luta, recorde que Jesus, o doce Rabi Galileu, nos ensinou que tudo que pedíssemos ao Pai, em nome dEle, o Pai nos concederia.
Recorde ainda mais que o mesmo Jesus lecionou que nenhum pai dá uma pedra ao filho que lhe pede pão. Assim também nosso Pai nos atenderá as rogativas, velando pelos nossos destinos.

Pense nisso e siga mais tranquilo na vida, guardando a certeza de que Deus é Pai e segura as cordas da sua vida, de todas as nossas vidas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Colo

Pra dar colo é preciso pegar no colo? Nem sempre. Há pessoas que dão colo com as palavras, com o que elas carregam e transmitem. Elas reconfortam sem presença física, estando, apesar disso, presentes.

É possível se dar a alguém, ser importante, fazer importante, às vezes mesmo com um gesto aparentemente banal. Estamos atravessando uma era em que as pessoas se encontram muito mais profundamente que antes. 


Elas se acarinham, se amam, se sustentam, amenizam a solidão e ajudam a curar feridas e secar lágrimas.
Distância? Não existe! Não é bem assim, ela existe, mas não percebemos. Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo, da mesma maneira como meus amigos estão em toda parte e dentro de mim. A gente só alcança o que está perto, não?


Jesus atravessou séculos e ainda hoje nos pega no colo, ainda hoje falamos com Ele, choramos o calvário e a crucificação. Ainda hoje nos sentimos amados e podemos seguir Seu exemplo.


Quando você quiser abraçar alguém, dar colo, reconfortar e que seus braços não alcançarem essa pessoa... dê um telefonema, escreva uma carta, envie um e-mail!... Seu carinho vai chegar da mesma forma, com o mesmo calor. Nunca duvide disso!...


 
© Letícia Thompson

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Por que os amores se perdem

O mais difícil de entender quando os amores acabam são os porquês.
Por que duas pessoas que se encontraram e se encantaram, viveram um amor que parecia  indestrutível, se separam? 
 Por que o amor geralmente acaba de um lado só e é o outro que fica chorando e querendo entender as razões? Amores deveriam ser eternos, mas nem sempre são.

Costumo comparar casais a chave e fechadura. Nem toda chave abre todas as portas e é necessário encontrar aquela exata que vai se encaixar perfeitamente e tudo será possível. Mas a gente acredita que cada vez que alguém toca nosso coração e entra, que é definitivo.
Um casal que se apaixona de início, sem que um tenha tido o tempo de desnudar o outro nas suas verdades, acredita nessa chama e até briga por ela muitas vezes.

E cria-se sonhos, planeja-se o futuro... enquanto isso os dias vão passando, toma-se menos cuidado em manter a magia e a parte dos dois que é mais sonhadora começa a sentir-se incomodada. Dá medo. Medo de ter que olhar bem nos olhos da realidade e dizer: acabou! Medo de ter que se confessar a si próprio que ainda não foi aquela vez! Medo da solidão, de ter que recomeçar...

Não são as decepções que matam o amor. Se assim fosse, não existiriam perdões e reconciliações. O que mata o amor é simplesmente a tomada de consciência de que o outro não é o ser sonhado. É como acordar depois de um longo sono e lindos sonhos. O outro está ali, é a mesma pessoa, mas aquela neblina que dava a impressão de irrealidade já não mais existe. 

E isso não acontece da noite para o dia, como se costuma pensar. É algo que vem com os dias, os hábitos, as monotonias. Um percebe, o outro não. Um começa a se sentir angustiado e o outro continua acreditando ou finge que acredita. 

E quando a gota que faz transbordar o vaso chega é o mundo todo que desmorona. Porém, tudo não fica definitivamente perdido. Sobra de um lado a dor e os porquês, um resto de amor que teima em ficar no fundo como o vinho envelhecido na garrafa e do outro o coração dividido por não poder reparar erros cometidos e a vontade de continuar em busca de outros horizontes.

Sobra para os dois a ternura e a lembrança dos momentos passados juntos. Por que corta-se relacionamentos, mas não se apaga momentos, mesmo que a gente queira. Vivido é vivido, feliz ou infelizmente.

Inútil é querer resgatar um amor que resolveu partir pra outras direções. Quanto mais apega-se, mais ele se afasta. E quanto mais se afasta, mais dói no outro a incompreensão. É uma roda da qual é difícil de sair. E é uma pena, pois os corações não merecem isso.

Quando a questão é amor, não existe justo ou injusto. Existe o que ama e o que não ama mais. Precisamos aceitar que o outro não tenha os mesmos sentimentos, mesmo se isso nos faz mal, por que se o amor não for livre para se instalar onde realmente deseja, ele perde toda a razão de ser.
  
© Letícia Thompson

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Os sapatos dos outros – sobre a empatia


Os países de língua inglesa usam um termo muito interessante para explicar a empatia:  

colocar seus pés nos sapatos dos outros.

Trata-se de um exercício difícil, num primeiro momento, mas, que depois de aprendido, torna-se grande aliado para melhorar as nossas relações com o próximo.

Essa técnica envolve a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio ponto de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
Significa imaginar qual seria a situação caso se estivesse no seu lugar, como se lidaria com o fato.

Isso ajuda a desenvolver uma conscientização dos sentimentos do outro e um respeito por eles, o que é um importante fator para a redução de conflitos e problemas nas relações.
Só vestindo o calçado do outro saberemos se ele é apertado ou não, se machuca aqui ou ali, e assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar.
Quem tem a habilidade da empatia consegue desenvolver a compaixão e estender as mãos para auxiliar.

Para que alguém esteja apto a, verdadeiramente, consolar alguém, é indispensável ter a percepção ou mesmo a compreensão do que está sofrendo aquele que busca ou aguarda consolação.

Quem tem o comportamento empático compreende melhor, e julga menos, ou julga com menos severidade.
Quem usa a empatia entende as razões do outro e consegue suavizar o ódio, o rancor, o ressentimento, preparando-se melhor para o perdão.

A empatia ou a falta dela pode determinar se um lar viverá em constante guerra ou harmonia.
Os pais precisam da empatia na educação dos filhos, colocando-se em seu lugar constantemente – evitando as broncas desnecessárias, os comportamentos distanciadores e a falta de contato com as emoções das crianças.

Os filhos devem usar de empatia com os pais, percebendo e entendendo suas preocupações, suas dúvidas, suas inseguranças, e sua vontade de sempre acertar e de fazer o melhor para seus rebentos.

A esposa precisa colocar-se no lugar do marido, o marido no lugar da esposa. Ambos precisam conhecer o mundo do outro, suas angústias, suas dificuldades e o que lhe dá alegria.

Puxa... Que dia terrível você teve hoje! Vou tentar ajudá-lo fazendo uma comidinha bem gostosa para nós dois. Assim esquecemos um pouco dos problemas.

Eis o exemplo de um gesto simples, mas precioso, de empatia.
Ainda outro:

Que trabalheira você tem em casa, meu amor... Acho que você precisa sair um pouco para espairecer, não é? Vamos sair só nós dois para jantar?

A criatividade voltada para o bem nos dará tantas e tantas ideias de como realizar esse processo empático, indispensável para a sobrevivência dos lares.
Se desejamos harmonia e melhoria nas relações, temos que passar pela empatia, indubitavelmente.

Experimentemos usar o sapato do outro. Experimentemos o mundo a partir do ponto de vista do outro. Saiamos do egocentrismo destruidor ainda hoje.

Empatia... Sempre.

Deus colocou você exatamente onde deve estar. Não se apresse, tudo ficará bem!

Nada em nossa vida foge do controle de Deus, é Ele quem define o melhor momento para realizar nossos sonhos. A nossa vida não segue um manua...