terça-feira, 31 de janeiro de 2023

A vida é para os que não se entregam, mesmo com todas as vulnerabilidades…


Quando tudo está perdido…


Há certos momentos que temos vontade de colocar abaixo o que construímos até então, para recomeçar do zero, na chance de que desta vez as coisas saiam melhor.


Quando o desânimo proveniente de uma perda bate à porta, todas as nossas ilusões parecem perdidas, a fé se esconde em algum lugar em meio às ruínas à nossa volta; verificamos um certo desamparo e angústia onde tudo parece perdido, desfeito, irrecuperável, sem conserto ou sem remédio. A vida nos desafia com um belo xeque-mate.


No entanto, diante do “leite derramado”, do “cristal quebrado”, do quebra-cabeças que não encaixa mais, da peça que perdeu o sentido; onde tudo se desfez ou feneceu, não há muito que ser feito: é preciso se erguer, lutar e vencer. A vida requer de nós esta coragem, esta força que brota em nossas veias, da resiliência que é esculpida com inúmeros golpes que a vida nos impõe. Golpes não causam somente cicatrizes, mas esculpem uma grande obra de arte na sua maior força e magnitude.


Existem perdas as quais realmente não antevemos nada de positivo, e estas podem ser difíceis de ser elaboradas, trabalhadas. A dor afetivo-emocional de cada um é algo muito subjetivo, nunca podendo ser valorada ou julgada.


Aprimorar-se com as dificuldades! Muito simples falar, mas em meio a uma crise, seja de que ordem for, o caos interno em um primeiro instante não nos deixa criar estratégias e soluções, ou até mesmo vislumbrar algo de positivo.


Mas acredite: sempre há algum aspecto bom. Força e coragem! A vida é para os que não se entregam, mesmo com todas as vulnerabilidades. E que estas sejam a nossa força.


Portanto, enfrentemos os problemas de cabeça erguida e sem perder a fé na vida. Afinal de contas, muitas vezes é somente o que nos resta naquele exato momento!


*Soraya Rodrigues de Aragão

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Momentos difíceis vem para nos capacitar


Já ouviu aquele ditado mar calmo nunca fez bom marinheiro? Muitas vezes é necessário passarmos por lutas para sermos habilitados para vencermos as nossas dificuldades. Se você parar e refletir nas suas lutas passadas que você conseguiu vencer, e que no momento em que você estava passando por elas pensava que talvez seria o seu fim; e então com o seu esforço, dedicação, e até mesmo gemidos, você passou por elas e chegou até aqui.



Vamos refletir sobre a vida de José, que se encontra na bíblia no livro de Genesis  capítulo 37 em diante, José estava no conforto de seu lar, seu pai Jacó não conseguia esconder a preferência por seu filho mais novo, José era amado e de certa forma era mimado por seu pai, a vida era boa para ele.


Mas Deus tinha um plano em sua vida, José se tornaria governador do Egito, mas como um jovem mimado poderia governar o Egito e ajudar no tempo da escassez de comida? Seus irmãos o jogaram em um poço e o venderam, José passou a viver em cativeiro, a esposa de Potifar o tentou e novamente José passou por uma provação a qual o levou para a prisão.


José passou anos preso, até que um dia foi chamado para interpretar os sonhos de Faraó, ele se alegrou e viu a sabedoria de José e então o tornou governador do Egito, José sabia como lidar com a escassez de comida e fez isso com muita naturalidade.


Essa história nos leva a pensar que Deus não te coloca em provas para sofrer, é que ele lhe prepara para receber o melhor que está por vir, para que quando você receber a sua bênção você não a perca, como um jovem mimado poderia se tornar um governador e acabar com a fome do Egito?


*Bruna Marciele Chagas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Vida, dai-me tempo…


Vida, dai-me tempo. Tempo para crescer, para aprender, para fazer, desfazer e refazer.


Vida, dai-me tempo, para amar, para com o fim novamente recomeçar. Dai-me tempo para me firmar, para colocar na vida todos os meus sonhos. Para desistir e novamente acreditar.



Vida, dai-me tempo para esbarrar com o grande amor. Para abrir os olhos e finalmente enxergar. Dai-me tempo para eu tentar, me arrepender, me recriminar, mas finalmente me perdoar.


Dai-me tempo para viajar, por novos caminhos, por novas peles, por outros olhos. Dai-me tempo para amar até doer, para deixar-me amar também. Dai-me tempo para aprender o valor do meu amor e saber quando e como o devo expressar.


Vida, dai-me tempo para ver crescer as mudas e vidas que plantei. Dai-me tempo para ver o sol secar a chuva e a chuva lavar a alma. Dai-me tempo para me aprimorar, para seguir rumo ao que é bom sem culpa, sem medos e receios.


Dai-me tempo para entender o que ainda não entendo, para que eu possa respeitar as épocas de plantio, colheita e podas. Para que eu possa respeitar essa sincronia bonita da natureza, dentro da qual tudo se fortalece, tudo se faz e refaz na hora certa.


Vida, dai-me tempo para reatar laços perdidos, para bem querer os que um dia não me quiseram. Dai-me tempo para me curar das pedradas. Para me recompor dos tombos alçados por pés hostis.


Dai-me tempo, vida, para que eu possa refazer meu sorriso. Para que eu possa me reinventar. Para que eu possa esquecer o que me disseram aqueles que não acreditaram em mim.


Dai-me tempo para transformar o mundo com a minha presença. Dai-me tempo para fazer outros filhos e encontrar os amigos que ainda não conheço. Para amar infindáveis vezes e encontrar no amor o bálsamo para minhas dores. Vida, dai-me tempo para ver os que amo vencer.


Vida, dai-me tempo para eu ser tudo que posso ser, para eu viver tudo que posso viver, para eu realizar tudo que minha capacidade alcançar e ser minha melhor versão, a mais bonita, a mais feliz, a mais amistosa.


Vida, dai-me tempo para que eu, nesse tempo, tudo possa.


*Por Vanelli Doratioto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Quando cometer um erro NÃO se afaste de Deus


Quando cometer um erro e reconhecer para si mesmo que errou e que se pudesse voltaria no tempo só para fazer tudo completamente diferente lembre-se de NÃO se afastar de Deus por vergonha ou por culpa.


Mantenha-se próxima (o) de Deus seja acertando, seja errando. O motivo para isso é simples: Deus promete restaurar vidas, salvar almas e perdoar o coração que se arrepende com sinceridade. 


Uma palavra de Deus sobre o tema para você refletir

Arrependam-se, pois e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor. Atos 3:19-20 


O que podemos entender? Arrependam-se, pois (mudem a sua mente e propósito) e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados (apagados, limpos), para que venham tempos de descanso (de recuperar-se dos efeitos do calor, de refrigério com ar fresco) da parte do Senhor. Atos 3:19-20


Todas as vezes que você errar consigo mesmo ou com alguém entenda que Deus não ficará surpreso com a sua capacidade de fraquejar, falhar, fazer escolhas erradas ou se perder no caminho entre o certo e o errado.


Você escolhe dar um passo e Deus já deu muitos na sua frente. Deus sabe exatamente o que você vai fazer antes de você decidir fazer, ele sabe o que você vai pedir antes de você abrir a sua boca e começar a orar. 


 Quando cometer um erro NÃO se afaste de Deus, , mas permaneça ao seu lado. O amor de Deus por você é maior que a sua ira momentânea. Ele é Deus que ama e que perdoa também. 


*Sú Cursino

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Qual a última vez que você arrancou arrepios dela?


Uma frase ao ouvido, um beijo molhado, a ponta dos teus dedos passando suavemente pelas pernas dela.


Qual a última vez que com uma frase você deixou ela com um sorriso malicioso e bobo?


Aliás, quanto tempo leva para sua boca pronunciar: 'Você é linda?' Uma frase tão simples que poderia salvar tantos relacionamentos, mas por nos acostumarmos com a pessoa ao nosso lado a gente esquece de olhar para ela como olhávamos no início, dizer o que dizíamos, mostrar o quanto ainda sentimos.


Muito relacionamento desaba por conta desses pequenos detalhes que foram esquecidos, aí quando você tenta arrumar as coisas já há tanto acúmulo de palavras não ditas, de sentimentos engolidos a seco, que você não consegue mais deixar as coisas como eram.


Por que deixamos chegar a isso? Por que frases tão poderosos como 'você é a mulher mais incríveli', deixam de ser usadas?


Para nós, homens, é tão difícil perceber o poder desses pequenos atos. A mulher sabe de nossas dificuldades e talvez por isso elas valorizem ainda mais tais palavras.


As palavras tem poder, você a conquistou com essas palavras, por que então deixou de usá-las?


Note-a, elogie-a. Lembre-a de que, apesar dos relacionamentos mudarem com o tempo, a sua admiração por ela não muda.


Não dói olhar para ela de vez em quando e deixar que ela perceba o quanto você ainda é aquele cara o qual a conquistou.


Relacionamentos respiram em pequenos gestos. É no ar de cada gesto que vocês dois vão respirar fundo e resolver os problemas.


Quem esquece disso um dia nota que a frase 'tarde demais' significa na verdade 'a falta que você fez'.


@felipe_sandrin


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Aproveite também os dias de tempestade, eles deixam o Sol mais brilhante depois


Não gostamos de sofrer e isso não é novidade pra ninguém. Os momentos de dor nos deixam mais vulneráveis, expõem nossas fraquezas, nos fazem entrar em contato com a nossa parte mais sombria. Queremos sorrisos 24h por dia, alegria contagiante e motivos para acordar sempre de bom humor. Porém, vida assim, só aquelas que acompanhamos nas redes sociais mesmo, a realidade é bem controversa. Temos nossos dias de humor deprimido, vontade de não fazer coisa alguma, necessidade de nos isolar… Temos dias que por mais que o sol esteja brilhando lá fora, aqui dentro tudo parece cinza e desbotado. Os motivos são diversos, é um filho doente, uma conta atrasada, um amor não correspondido, uma solidão amarga, uma notícia ruim, um pai ausente, uma frustração no trabalho, um desencontro da vida, um rompimento de vínculo. E tem ainda os dias que a tristeza nos visita sem aparentemente motivo algum. São aqueles dias que as piadas ficam todas sem graça, que a nossa música preferida passa despercebida, que nem as pessoas que amamos conseguem nos arrancar um sorriso. Dor não é algo anormal, tristeza não precisa ser remediada, sofrimento não é doença (não estamos falando de depressão, que é sim uma doença, porém composta por um conjunto de sinais e sintomas que perduram por 6 meses ou mais e precisa ser diagnosticada por um profissional da área). Algo te deixou triste, está sem vontade de sair de casa, quer passar o dia deitado chorando? Faça isso. Não acordou legal, não ta afim de cumprir com a agenda do dia e há possibilidade de cancelar? Faça isso. Recebeu uma notícia ruim e está segurando o choro pra que ninguém perceba que você chorou? Não faça isso! Sofrer não é pecado, não é crime, não é proibido. Mas parece que sofrer caiu de moda, que ficar triste não combina mais com esse oba oba dos dias atuais, que ter momentos de escuridão é algo que logo precisa ser medicado ou no mínimo escondido. Não! Tristeza é uma emoção como qualquer outra e precisa também ser sentida. Não estou falando que agora é preciso buscar motivos para ficar triste ou até mesmo provocá-los, estou falando que quando ela vier por livre e espontânea vontade, deixe que ela seja sentida e vivida. Nossos dias de tristeza também nos trazem grande aprendizado, nos tornam mais humanos, nos fazem conhecer partes que nos são desconhecidas, afloram nossa sensibilidade e inclusive nos fazem valorizar mais os dias depois que o sofrimento vai embora. Além de tudo, mesmo que não traga aprendizado algum, tristeza é emoção e isso não há muito o que controlar. Nossa vida seria um pouquinho mais simples se ao invés de tentar mascarar nossas emoções pudéssemos simplesmente dar vazão a elas, deixar que existissem, deixar que chegassem e partissem.


*Josielly Pinheiro Westphal 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Afinal, o que estamos buscando?


E a gente anda por esse mundão a fora, conhece gente diferente, se depara com o novo, passa por apertos, sente insegurança, se atropela nas palavras, fala mais do que deve, silencia quando deveria falar, perde a calma, tropeça nos próprios erros, solta aquela gargalhada escandalosa, se esconde por trás das próprias máscaras, dá conselhos que não cumpre, procura um sentido pra vida, projeta um futuro brilhante, deixa coisas mal resolvidas por ai, se arrepende do que não fez. A gente tenta fazer dieta, quer ter uma vida saudável, depois come por ansiedade, bebe pra esquecer a decepção, se ilude que o outro vai mudar, perde o freio, passa dos limites, acorda arrependido. Queremos um coração em paz mas buscamos mares turbulentos, necessitamos que alimentem nosso ego, precisamos da aprovação do outro pra nos sentirmos completos, queremos atenção a qualquer custo, passamos por cima do que acreditamos para nos sentirmos incluídos. Viajamos pra ficar mais perto de nós, queremos companhia mas temos dificuldade em aceitar as diferenças, pensamos demais no nosso próprio umbigo, olhamos apenas pela nossa perspectiva, julgamos sem conhecer, apontamos no outro aquilo que em nós também é falho. Falamos muito de nós, ouvimos pouco dos demais, questionamos as escolhas do outro sem bancar as nossas. Vestimos armaduras, nos protegemos de nossos sentimentos, burlamos regras, atropelamos o tempo. Queremos tudo pra ontem, queremos colher sem plantar, queremos ser acolhidos sem acolher. Magoamos com as nossas palavras, abandonamos com o nosso silêncio. E assim o tic tac das horas nos diz que o tempo está passando… E aí ficamos com a sensação que estamos sentados, apenas assistindo a banda passar. O que temos feito dos nossos dias? O que temos feito das nossas relações? Como estamos desfrutando dessa curta passagem por aqui? Estamos todos no mesmo barco, mas com a sensação de que cada um está remando pra um lado diferente, sem saber ao certo aonde queremos chegar. Arrisco opinar que somos a geração mais “umbiguista” dos últimos tempos, a que se acha mais autossuficiente, mas em contrapartida, a geração mais carente que já passou por aqui. Nada basta, nada é suficiente, nada preenche. Queremos sempre mais: mais likes, mais interações, mais maquiagem, mais dinheiro, mais momentos pra compartilhar nas nossas redes. Mas, nos sentimos cada vez mais frustrados, mais egoístas, mais mimados, mais perdidos, mais ambiciosos, mais vazios. E nossos excessos estão ai pra esconder as nossas faltas, pra preencher os buracos que deixam feridas difíceis de serem cicatrizadas, pra nos fazer esquecer da solidão que insiste em nos visitar naquele domingo a noite em que todas as luzes já se apagaram. Talvez tenhamos perdido mesmo o rumo, talvez tenhamos esquecido que precisamos um dos outros, talvez… Tomara que a gente se encontre, se reencontre e volte a se relacionar, na vida real.


*Josielly Pinheiro Westphal 


Imagem de capa: goodmomentsm, Shutterstock

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Tempo, tempo, tempo


Paciência. Pra viver, pra deixar acontecer, pra esperar a hora certa chegar. Paciência pra compreender as demoras, pra esperar as chegadas, pra aceitar as partidas. Paciência pra deixar que tudo aconteça em seu tempo. Paciência pra não apressar o rio, pra deixar que ele sozinho faça o seu curso. Desacelerar, sossegar, esperar… verbos cada vez mais citados e em contrapartida cada vez menos usados. Queremos e queremos pra agora, de preferência pra ontem. Jogamos a semente na terra e já esperamos colher os frutos no dia seguinte. Iniciamos uma nova carreira e já queremos logo ocupar um lugar de destaque. Conhecemos alguém ontem e já começamos a planejar o casamento e a lua de mel nas ilhas maldivas. Terminamos um relacionamento e já queremos que a ferida cicatrize horas depois. Esquecemos que pra nascer demoramos nove meses, esquecemos que a natureza tem seus ciclos, esquecemos que o sol não nasce e nem se põe atrasado ou adiantado. Tudo tem seu tempo certo pra acontecer: começos, recomeços, términos, inícios. Nos cabe aguardar o tempo de esperas, nos cabe entender o ciclo de amadurecimento de tudo que nos acontece, nos cabe compreender que o meu tempo nem sempre é o tempo do outro. Passamos apressados pela vida, ansiamos logo o fim de semana, ansiamos o fim de ano, ansiamos a cura imediata de todas as nossas dores… Mas, é preciso entender que o tempo é necessário para curar feridas, aplacar dores, colocar a bagunça em ordem, amadurecer os relacionamentos, silenciar as mágoas. Que a gente tenha sabedoria pra compreender as demoras, que tenha calma pra esperar as aberturas ou os fechamentos de ciclo, que tenha paciência pra esperar o momento certo de cada conquista e que sobretudo, tenha maturidade pra entender que diferente do relógio cronológico, o relógio da nossa vida não obedece a comandos matemáticos e pré-programados. Aliás, não há relógios pra marcar os acontecimentos da nossa vida, eles seguem seu próprio curso, quer queiramos ou não. Então, que saibamos viver e aproveitar o que cada fase tem a nos ensinar, sem perder a esperança no que almejamos mas sem deixar de aproveitar o percurso que nos levará até lá.


*Josielly Pinheiro Westphal  

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Nossas dores precisam ser sentidas


Perdas, lutos, separações, rompimentos, mortes… Dores inevitáveis da vida, feridas que precisam ser sentidas, processos que precisam de cuidado e tempo. Não há atalhos, não há formas de pular essas etapas, a única forma de lidar com uma dor é sentindo-a. Não é confortável, não é fácil, não tem receita mágica capaz de aplacar uma dor.


Precisamos caminhar por ruas escuras, conhecer nossos escombros, visitar nossas incertezas, conviver com nossas inseguranças. E precisamos ir sozinhos, por mais que estejamos rodeados de pessoas, o encontro com a dor é solitário. São noites em claro, são dias escuros, são sensações e sentimentos desconfortáveis. É aperto no peito, é nó na garganta, é choro contido ou extrapolado. A vivência da dor é particular de cada ser humano, cada um vai lidar da forma que lhe for possível, conforme sua estrutura e até vivências anteriores. Mas não há solução, nossas dores precisam de espaço, precisam ser ouvidas, precisam de tempo para que as feridas se fechem e virem apenas cicatrizes.


Nossas dores nos fazem olhar a vida com mais calma, nos colocam de frente com nossos medos mais profundos…Medo da solidão, medo de não sermos amados o suficiente, medo de não sermos bons o suficiente, medo de que a tristeza faça morada e não queira mais ir embora. Mas, assim como qualquer outro sentimento, a tristeza também é temporária. Depois de esgotado seu tempo, ela arruma sua mala e se despede, sem hora ou dia para fazer-se presente novamente. Depois da dor novas portas se abrem, surgem os primeiros raios de sol, as cores voltam a pintar a vida, novas perspectivas despontam, novas possibilidades surgem. E da dor fica apenas a cicatriz, que se bem cuidada, fica em forma de aprendizado.


Viver é isso, equilibrar alegrias e tristezas, dores e sorrisos, tempestades e dias de sol. Quando deixar de ser assim, é porque perdemos a capacidade de entrar em contato com nossos sentimentos, e isso pode até nos livrar das grandes dores, mas por consequência nos livrará das grandes alegrias também. Vivamos nessa roda gigante, daqui a pouco ela volta a girar e poderemos olhar a vida lá de cima novamente.


*Josielly Pinheiro Westphal 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Quando você se importa com alguém, se machucar vem no pacote.


Vivemos em constantes mudanças. Crescemos, aprendemos, erramos, acertamos, caímos e ainda somos obrigados a levantar, não apenas de um obstáculo, mas além de tudo manter a cabeça erguida após qualquer tombo. É uma evolução carnal e espiritual. Nascemos ingênuos e ignorantes, a responsabilidade nos cobra o tempo todo por experiências produtivas que gerem maturidade em nosso caráter e personalidade na alma. Ou seja, nada do que acontece é por acaso. Isso não quer dizer que sou uma pessoa sortuda…


Sorte. O que você entende por sorte? Merecimento das próprias atitudes ou escolhas? Quem sabe, o acaso beneficiando por motivos desconhecidos? O universo conspirando a favor dos verdadeiros desejos? Sorte, uma palavra que muitos dizem, mas se quer compreendem o significado. Podemos dizer que sorte é uma consequência? Um tiro sem direção que acertou em cheio? Um cupido que atingiu a mira? Uma oração muito bem sucedida? Uma fé inabalável? Persistência e determinação? Sorte, palavra de cinco letras que pode mudar uma vida. Será uma esperança? Uma recompensa? Um alerta? Um tapa na cara para despertar? Bom, cada caso é diferente, mas particularmente comigo, as situações são bastante similares…


Eu já pensei muitas vezes em desistir. Em me esconder por medo de enfrentar, em me manter na defesa e não partir para o ataque. Eu já senti vergonha por todas frustrações, por me iludir tanto com amores e paixões. Eu já abri mão do coração, troquei a emoção pela razão. Eu já pensei em ficar para sempre solteira. Também já duvidei de relacionamentos conhecidos, achei graça da desgraça alheia. Eu já corri contra o tempo, e ainda cheguei atrasada. Eu já fiz muitas vezes a mesma coisa, mas mudei a fórmula da execução. Eu já sonhei em casar, e me ferrei na primeira tentativa. Eu já me declarei por querer demais, e desapeguei quando levei um fora. Eu já ofereci rosas, e só obtive espinhos. Eu já fui de corpo e alma, agora sou de pele e osso. Eu já dei muito, agora eu apenas retribuo. Entendo que tudo possui dois lados e, quando não é recíproco, não faz sentido continuar. Agora eu sei o ponto limite, não vale o desgaste. Os meus dentes são narcisistas, eles gostam de ficarem expostos. Me faça sorrir, que eu te mostro todo amor do mundo. Comigo é assim, compensação em dobro. Eu não gosto de perder tempo, necessidade de ganhar…


Amores banais, aqueles que nos ensinam lições óbvias. Amores fracos, que não têm força necessária para aguentar a barra. Amores frágeis, que não sustentam a base principal. Amores ingratos, que não enxergam a prospecção. Amores invejosos, que transformam o relacionamento em campo de competição. Amores dissimulados, que não possuem a mínima certeza. Amores idealizados, que não saem do papel para a realidade. Amores indecisos, que não avançam no jogo. Amores platônicos, que só existem na imaginação. Amores possessivos, que não entendem a importância em conquistar a segurança. Amores interesseiros, que só querem bens materiais ou motivos de interesses próprios. Amores egoístas, que não conseguem tirar os olhos do umbigo. Amores cegos, que não enxergam os fatos como eles realmente são. Amores eternos, que passam tanto tempo prosperando o futuro e esquecem do presente. Amores, sempre amores. Tantos amores… Cada um de um jeito, todos eles aqui dentro de mim. Cada um com suas peculiares características, mas mantendo o lado negativo mais evidente do que o positivo.


A vida passa depressa. Mantenho-me na defensiva dos acontecimentos. Não vou ser hipócrita e dizer que eu não estou em busca de um amor que some, seria mentira. No fundo, todos nós estamos procurando constantemente, mesmo indiretamente, por alguém que faça o que tantos outros não fizeram. Alguém que não tenha vícios ou costumes, ou um antigo amor martelando a mente. Eu não quero alguém que esteja comigo na cama, e com o coração em outro tempo verbal. Procuramos, mesmo sem anúncios ou propagandas, um amor simples e sem descrições bem redigidas. Um amor que chegue, desmorone e estremeça. Um amor que queira estar, que priorize e não desista. Um amor que insista, que seja leal e sincero. Um amor que ensine com as diferenças, e agregue com as semelhanças. Um amor que possamos apresentar aos amigos, e compartilhar com a família. Um amor que chegue onde nunca ninguém chegou. Que não prometa, mas faça. Que eu possa chamar de meu amor, só meu.


Eu não fiz tudo errado. Aliás, eu tenho corrigido os meus atos sempre visando a felicidade. A minha e de quem estiver de mãos dadas comigo. Eu sigo desse jeito, beijando na boca e às vezes, fazendo planos com o corpo. Entre quatro paredes, ou dentro de uma igreja. Apenas sexo, ou envolvimento. Uma bicicleta, ou um casamento. Casamento é uma palavra distante demais da minha realidade, nem sei o porquê estou falando sobre isso. Solteira. Esse é o meu status por livre e espontânea pressão psicológica. Infelizmente, não conseguimos saber quem vai nos ferir. Mas é preciso escolher alguém para arriscar-se. Quando o arrepio fala mais alto e os batimentos aceleram, é o sinal que preciso para me jogar, me entregar e apostar o que vai acontecer. Eu já tive meus tantos receios, hoje larguei a preocupação de lado e só quero ser feliz. Com alguém ou sozinha, os meus ideais continuam vibrantes.


Chegue com calma, apresente-se. Conheça as minhas qualidades, descubra os meus defeitos. O que você quer de mim? As minhas roupas no chão? Uma aliança prateada na mão direita ou dourada na mão esquerda? Um instante ou uma vida? Fale a verdade, não fuja dos compromissos. Não faça jogos. Eu morro de preguiça disso. Seja fiel às suas próprias vontades. Mas saiba, com toda sinceridade, que a sua decisão impactará duas vezes na minha.


Pense, pense muito. Pense quase até ter uma – quase – certeza.


“E aí?” – Você me pergunta.


“Até quando?” – Eu te respondo.


Quem não sabe cuidar, simplesmente não merece ter.


Se capaz, mude esse meu status, meu bem!


*Jéssica Pellegrini 

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Eu estou aqui


Não há com o que se preocupar, juro. Está tudo certo e essa sensação estranha é só uma nuvem que passa de vem quando. Pare de se questionar sobre o motivo de algumas coisas e fixe o olhar naquilo que está tão perto de você. Lembre-se de que as pessoas são sempre mais importantes e que cuidar daquelas que estão ao seu lado é prioridade.


Perdemos muito tempo atrás do que não nos pertence e esquecemos de valorizar o que é nosso por merecimento. Certas situações não são como a gente gostaria. Porém, de alguma forma, são exatamente como devem ser.


A vida acontece com quem está ao seu lado, amigo. A sua vida acontece com quem deseja estar com você, com quem dedica se tempo, seu carinho, sua presença. O resto é apenas uma forma ilusória de estar acompanhado, porém só.


Lembrando que presença não quer dizer corpo físico, não sempre. Às vezes, se faz mais perto aquele que manda um bom dia carinhoso do que o colega que senta ao seu lado, cotovelo com cotovelo, sabe isso?


Sentir-se amado talvez seja a sensação mais incrível do mundo. E é possível sentir-se assim todas as vezes que somos lembrados, que somos queridos, que somos reconhecidos. Não é? Porém, também precisamos fazer nossa parte para que o outro sinta-se tão amado quanto nós. Isso é tão fácil, custa tão pouco e faz tão bem.


Não, não estou dizendo que uma relação feita de mensagens de texto dure o tempo suficiente para criar o laço que a gente deseja. Não funciona assim, pelo contrário, também é uma forma ilusória de estar acompanhado, porém só.


A vida é feita de café da tarde com bolo de chocolate, onde os pés descalços do amigo deixam marcas no chão da sua sala e farelos nas entradas do sofá. É aquele convite surpresa para ver o filme que você tanto queria. É a chegada inesperada, é a batida na porta, é o barulhinho do elevador avisando que está na hora do abraço.


A felicidade de se dividir os bons momentos vale ouro, mas há de se saber quando uma relação só tem espaço para esse tipo de acontecimento. Na dureza da vida, quando a pedra no sapato abre a sola do pé, quem é que larga tudo para acudir sua dor?


Já pensou sobre isso? Largar tudo para acudir sua dor, quantas vezes alguém fez isso por você? Anote esses nomes e não os deixe ir embora jamais. Pessoas que largam tudo para acudir você em um momento difícil, são exatamente as pessoas que você precisa ter ao seu lado.


Mas, olha só, é preciso que você também acolha os amores da sua vida, pois eles também precisam de alguém que largue tudo para jogar a corda que vai puxá-los de volta ao mundo.


Estar junto de alguém requer paciência, resiliência e presença. E esses encontros, os que realmente valem a pena, são feitos para que você entenda a grandeza de ser quem você é. E de merecer quem a vida te deu para traçar a linha do tempo que lhe foi estabelecida por Deus.


Durante a viagem que fazemos aqui na terra, nesse período onde nosso corpo dá movimento à alma, somos aprendizes em busca de asas que nos acolham nas tempestades mais duras.


Durante esse mesmo percurso, essa trajetória incrível chamada vida, nós também precisamos aprender a ser asas. Asas que acolhem o amigo que precisa, abraço que traz para si o coração acelerado de quem se perdeu no caminho.


Somos o que fazemos pelo outro, e tudo o que podemos dedicar aos que amamos é a nossa presença, são os nossos pés fortes e certeiros que suportam o nosso e o peso de quem não está conseguindo caminhar.


Por isso, amigo, acalme-se. Não pense que você está sozinho, pois há uma porção de asas para lhe dar proteção, para lhe mostrar a direção que se perdeu com o vento forte.


Ainda não enxergou? Mude o ângulo, pois pode ser apenas uma questão de olhar direito. Há um monte de abraços que o farão criança, – na lembrança de um tempo que não volta mais, mas na esperança de um novo dia que acontece agora, que pulsa e vibra pedindo vida.


São anjos que chamamos de mãe, pai, irmão, tio, padrinho, vó ou amigo.


São pessoas que estão marcadas em nosso mapa, que já passaram, estão ou ainda chegarão para completar nossos braços no abraço mais amoroso daquele dia mais triste. Ou no abraço de uma terça qualquer, assim, de repente, sem motivo aparente.


Não se preocupe se você não enxergar quem está ao seu lado, pois quando mais precisar, são essas mãos que se estenderão a sua frente. Agarre-as com força, aceite o impulso e agradeça. Todos têm direito de se perder no caminho, de se entortar na curva e cair feio no chão.


Todos têm alguém que vai chegar na hora certa para acalmar seu coração. Aquele alguém que vai chegar e dizer aquelas três palavras mágicas, aquelas que todos nós precisamos ouvir e sentir: eu estou aqui.


*Ju Farias 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

O elefante que perdeu sua aliança de casamento – uma história para refletir


A história do elefante que perdeu sua aliança de casamento é muito antiga, sendo transmitida de geração em geração. É uma história que promove uma importante reflexão. Leia com o coração e mente abertos para uma nova visão de vida.


Tudo começa em uma selva, muito distante, na qual morava um elefante jovem e bonito, que já estava na idade de encontrar uma companheira para se casar. No entanto, ainda não havia encontrado nenhuma parceira que realmente lhe tocasse o coração.


Ainda estava indeciso, até que, em uma tarde, encontrou com uma manada de elefantes que se aproximava de seu lar. No meio de todos os elefantes, tinha uma fêmea muito bonita, que o encantou à primeira vista.


O novo rebanho juntou-se ao dele e então ele se aproximou dela. Conforme conversavam, puderam perceber que tinham muito em comum e acabaram se apaixonando. Depois de alguns meses, informaram aos seus companheiros que se casariam.


Um casamento dos sonhos

Os dois se alegraram com a notícia, pois há tempos não celebravam uma união. Então, começaram-se os preparativos. As elefantas mais experientes foram contratadas para a organização da cerimônia, desde o enxoval até o cardápio. Já os elefantes machos começaram a construir o grande salão onde a união aconteceria.


Eles estavam planejando um evento realmente belo, haveria o casamento, a dança regulamentar e todos poderiam celebrar o amor e curtir uma festa muito bonita. Todos os elefantes estavam muito animados e o espírito festivo reinava.


A data tão esperada se aproximava e o elefante confiou a fabricação das alianças a um grande amigo, que era um excelente joalheiro!


A perda da aliança

Um dia antes do casamento, ele foi avisado de que as alianças estavam prontas e se apressou em buscá-las. Quando viu o resultado final, ficou encantado, parabenizou seu amigo pelo seu incrível trabalho e se preparou para voltar. Colocou as alianças no porta-malas e estava indo embora quando lembrou, perto de um riacho, que precisava buscar seu terno.


Na ansiedade, ele acabou se distraindo e não percebeu que havia uma grande pedra na estrada. Ele bateu nela e caiu no riacho. Foi tudo muito rápido, e quando ele conseguiu se levantar, percebeu que tinha perdido uma das alianças.


Uma perda e um achado

O elefante ficou desesperado, começou a procurar a aliança em todos os lugares, seguiu o curso do rio para ver se a encontrava, mas não conseguiu. A aliança era muito pequena para ser encontrada, e quanto mais ele procurava, mais desesperado ficava.



Uma coruja que estava por perto, observa com curiosidade a busca do elefante. “Acalme-se!”, disse, mas o elefante estava ansioso demais para ouvir o seu conselho. A coruja não entendia seu desespero. O casamento seria no dia seguinte e não havia tempo para fazer outra aliança. O que todos pensariam dele?


Então, a coruja disse: “Ouça-me, acalme-se. Tudo será resolvido. Eu sei do que estou falando”. Sabendo que a coruja era conhecida por sua sabedoria, o elefante resolveu escutá-la e ficou parado por alguns minutos. Não muito tempo depois, o nível de água diminuiu, a luz atingiu o fundo do rio e ele conseguiu enxergar a aliança no fundo, e a resgatou.


Esse momento de dificuldade ensinou uma lição que o jovem elefante levaria consigo por toda a sua vida. Seu desespero não o ajudou a resolver nada, apenas tornou a situação mais complicada ainda, impedindo-o de enxergar a aliança perdida. Ele agradeceu a coruja por sua ajuda e voltou para casa, aproveitando muito seu casamento no dia seguinte.



Nos momentos de dificuldade, muitas vezes agimos como o elefante, desesperados, tentando consertar nossos erros, sem perceber que só pioramos as coisas. Nenhum problema é resolvido com desespero.


É preciso ter calma e esperar o momento certo para agir, ou todas as buscas serão em vão.

Guarde essa lição com você. A falta de controle interior é a maior inimiga das conquistas da vida.


*Luiza Fletcher


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Vladlen Abdullin / 123RF Imagens

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Se você soubesse qual seria seu o último dia…


Se você soubesse qual seria seu o último dia, o que faria?


Não estou perguntando algo superficial, algo para se comprar ou do tipo para não se fazer nada, estou me referindo àquilo que preenche o coração de forma profunda!


O que você faria de valor para sua Alma?


Muitos vivem a vida como se nunca fossem partir em definitivo desta jornada terráquea!


Morrer? Quem morre é o corpo, o Espírito é eterno, portanto, tudo que você pensa, sente, fez e, principalmente, deixou de fazer será sua bagagem nesta viagem de volta para sua verdadeira casa, A Casa dos Espíritos.


Se fosse hoje seu último dia, como estaria sua bagagem de volta para a verdadeira casa, mais leve ou mais pesada de quando chegou?


De lá viemos para mais uma jornada de experiências, aprendizados, superações, harmonizações e em dado momento precisaremos voltar, mas com um pequeno detalhe: quando?


O ser humano tem a “consciência” que isso um dia acontecerá, mas o que ele está fazendo com sua vida (sua oportunidade espiritual)?


Você sabe o que você está fazendo com sua vida?


Se você soubesse qual seria seu último dia, o que faria de diferente na sua vida? Que sonho realizaria? Para quem pediria perdão? Quem teria sua gratidão mais profunda?


Algumas simples perguntas de tantas outras que acumulamos ao longo de uma vida, agora expanda isso a centenas e centenas de encarnações já vividas! Na base da imaginação, pense, sinta quantas coisas deixamos para trás que nos colocaram exatamente aqui nesta situação, meio, gênero, lugar e vida?


Agora será necessário você saber quando será seu último dia desta vida para fazer tudo o que seu espírito pede/precisa?


Não “espere” através da “inércia” ou da dor a mudança para melhor, tome as rédeas da sua vida, ponha a alma na ponta do coração, afaste os pensamentos que destroem sua vida, acredite mais na sua intuição, exercite tudo que seja necessário para você viver uma jornada que seja profunda e significativa para seu Espírito.


Ao longo do tempo, venho vivenciando inúmeras bênçãos em minha vida e uma das maiores é ter a lucidez que nunca é tarde para mudar o rumo que está trilhando, mas tem algo fundamental que deve ser feito: Atitude (“querer” fazer algo para viver em plenitude – só depende de você).


A espiritualidade sempre esteve ao seu lado e sempre estará, mas existem determinadas coisas em nossa jornada de infinitos aprendizados que dependem exclusivamente de cada indivíduo, caso contrário, não haveria necessidade de encarnar, alguém faria tudo por você e Deus com certeza não quer isso para seu filho, pois Ele sabe de seus potenciais.


Não espere o último dia para fazer tudo que sente, sonha e acredita. Viva sua vida agora e não tente viver a vida dos outros.


Desperte para a bênção que é a vida! 


Quando sentir que sua vida é um sonho realizado e a cada novo dia, quando o Sol aparece, você vive como se fosse seu último dia, então, você encontrou o sentindo para sua vida (missão de alma).


Que Deus ilumine todos os que estão lendo estas linhas escritas e que a energia aqui impressa nestas palavras multiplique-se ao infinito ancorada na mais pura luz!


*Beatriz 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

EU LHE EMPRESTO MEU CORPO


Quando você me chama de preguiçoso, quando você me chama de exagerado, Quando você pensa que eu sou negativo, quando você diz que não pode doer tanto.


Quando você se desespera por não me ver sorrir, quando você não entende por que não consigo dormir, quando você quer me levar a outro médico e eu recuso, quando você me vê deitado sem querer continuar, eu te empresto meu corpo...


Quando você pensa que eu só quero atenção, quando você pensa que talvez não seja tão ruim quanto eu descrevo, quando você me vê chorando, quando você pensa em me deixar em paz, eu te empresto meu corpo...


Eu vou te emprestar por apenas um dia, para que você não sinta vontade de dormir para sempre... Eu vou te emprestar por apenas um dia, porque eu não quero que você sinta aquela depressão profunda repentina , eu vou te emprestar por apenas um dia, porque eu não quero ver em seus olhos como sua vida murcha.


Eu te empresto por apenas um dia... Para que você aprenda a sentir empatia, para que você veja a vida com vontade de espremer cada segundo do dia, para que você aprenda a aproveitar até o mínimo com sua família. Para que você encha sua alma de lembranças felizes com os amigos, e esvazie-a de momentos amargos e insípidos...


Eu empresto para você por um único dia, porque com ele você aprenderá o que é a força, porque com ele você saberá o que realmente custa, porque com esse único dia, você poderá entender que sou um guerreiro.


Eu vou te emprestar um dia, porque assim você saberá o valor de um bom dia, o valor de suas mãos, seus pés, suas costas saudáveis...


**Pranaterapeuta Ana Lúcia

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Relações Tóxicas ( A menina e o Sapo )

 “Era uma vez uma menina.  Ela era muito feliz e adorava correr atrás de borboletas, correndo pelos belos campos verdes onde morava.  Um dia ensolarado ela, como sempre, estava perseguindo uma borboleta azul, quando de repente ela se deparou com um enorme sapo verrugoso.

 Que nojo!  A garota exclamou, cobrindo a
boca.

 -Pode enojar você, mas eu sou um príncipe encantado.

 Não pode ser -disse a garota incrédula.

 "É verdade", disse o sapo.  Uma bruxa lançou um feitiço em mim.  Na verdade eu sou um príncipe muito bonito, bonito e rico.  Se você quebrar o feitiço, eu me caso com você e viveremos felizes para sempre.  Todos os dias te levarei em meus braços e te darei flores e joias...

 “Como posso quebrar o feitiço?” perguntou a garota.

 -Não vai ser fácil.  Você tem que me levar pra casa, cuidar de mim, me alimentar, dormir comigo na sua cama, me dar muitos beijos, me levar pra passear, até que um dia você acorde e veja que eu me tornei um príncipe.  Então sua vida será como um conto de fadas.

 A menina escutou o sapo e não viu mais sua pele cheia de verrugas, seus olhos esbugalhados e sua boca viscosa, ela só viu um jovem bonito e bonito, de cabelos escuros e olhos verdes, ela também se viu ao lado dele com um majestoso vestido branco, dançando em um grande e luxuoso castelo.

 Suprimindo a repugnância, a garota levou o sapo para casa.  A partir desse dia sua vida mudou completamente.  Deixou de ir ao campo caçar borboletas, deixou de cantar e de se divertir.  Ela só se importava com o sapo, que acabou sendo muito caprichoso;  Pedia croissants no café da manhã, espaguete com molho bechamel no almoço e saladas exóticas no jantar.

 Ele dormiu na cama da garota, deixando sua baba suja por todo o lençol.  A menina não parou de lavar, cozinhar e lavar a roupa de cama.  Ela não tinha tempo para cuidar de si mesma;  Já não usava vestidos bonitos, nem fazia penteados com laços coloridos.

Três anos se passaram e o sapo ainda era nojento; ele não se tornou um príncipe encantado.

Às vezes a menina olhava para ele e tinha vontade de jogá-lo na rua para viver como antes, mas depois começou a duvidar e teve medo de errar. "E se não demorar muito?"

“E se amanhã ele acordar e o sapo se transformar em um príncipe de olhos verdes? E outro aproveitar o que eu fiz? E se eu não encontrar outro príncipe e ficar sozinha?

Meses se passaram. Ninguém mais conseguia reconhecê-la. Estava uma bagunça. O sapo tornou-se o dono da casa e a menina tornou-se sua serva.

Um dia o sapo gritou com a menina por ter trazido a comida atrasada. Ela começou a chorar e saiu de casa. No caminho, encontrou um passarinho.

Por que você está chorando? - perguntou o passarinho.

-Um sapo nojento mora na minha casa. Todos os dias eu limpo, cozinho e cuido dele;

Estou cansada e não quero continuar fazendo isso.

“De quem é a casa?” perguntou o passarinho.

"É minha", respondeu a menina, enxugando as lágrimas.

-E quem te trouxe o sapo?

-Eu fiz isso.

-Por que?

-Porque ele me prometeu que se eu cuidasse dele, ele se tornaria um príncipe e se casaria comigo, mas os anos se passaram e nada mudou.

Por que você não o expulsa de casa?

-E se for verdade? E se faltar pouco para o milagre acontecer? Eu tentei tanto e ele vai se sentir mal se eu deixá-lo e ele se transformar em um príncipe.

"E se você passar a vida inteira cuidando dele e ele nunca se tornar um príncipe?"

"Eu gostaria de ter certeza", disse a garota desesperada.

De repente seus olhos se encheram de esperança:

Eu poderia ir ver a bruxa que vive na floresta. Ela é velha e sábia, certamente me dirá se o sapo se tornará um príncipe ou não. Ela ficou muito feliz e foi ver a bruxa.

-Gostaria de saber se o sapo que mora na minha casa é um príncipe encantado.

A bruxa olhou para sua bola de cristal e disse:

-Ele é apenas um sapo nojento e nunca será um príncipe.

A menina ficou muito triste e decepcionada.

"A bruxa pode estar errada. O que essa velha sabe sobre príncipes? Vou ver uma feiticeira, pensou a garota. A feiticeira vivia em um belo castelo com três torres altas.

-Estou tão cansada do sapo, mas tenho medo de que, se o expulsar de casa, perderei minha chance de me casar com um príncipe.

A feiticeira começou a fazer seus rituais mágicos e no dia seguinte ela lhe disse:

-É só um sapo. Ele nunca será um príncipe. É melhor levá-lo para o campo.

A menina ouviu a feiticeira e foi embora. ficou furiosa:

-Eles me invejam! ela exclamou com raiva. Claro, quem não gostaria de se casar com um príncipe de verdade? Tenho certeza de que todos os meus sacrifícios não foram em vão.

E a menina voltou com o sapo. Ela teve que ouvir muitas palavras desagradáveis ​​por ter saído. Ela limpou a casa do lodo do sapo, preparou o jantar para ele, deu banho nele e o colocou na cama.

O sapo adormeceu feliz. A garota deitou-se na cozinha, em uma esteira pequena e desconfortável. Antes de dormir, como sempre, sonhava em se casar com um príncipe, em ter muitos filhos e um jardim cheio de flores. Adormeceu e teve um sonho: estava passando por uma floresta e viu sua casa prestes a desabar. No pátio estava sentada uma velha que parecia uma bruxa malvada. A velha chamou a moça e disse:

-Você me reconhece?

"Não, nunca te vi antes", respondeu a menina, muito assustada. Eu sou você no futuro. Todos me diziam que ele era apenas um sapo, mas eu estava cega pelo desejo de me casar com um príncipe. Muitos anos se passaram e o nojento sapo morreu ontem. Chorei muito por todos os anos perdidos, por ter me tornado uma velha bruxa amarga que nunca mais poderia caçar borboletas, chorei por um príncipe com quem nunca me casaria.

-Olhe para mim, olhe para mim, eu sou o seu futuro.

"Não, não", gritou a menina assustada.

"Você não vai me deixar dormir", ela ouviu a voz do sapo. A menina abriu os olhos e viu o sapo no chão.

"Leve-me para a cama e cale a boca", ordenou o sapo. A menina lembrou-se das palavras da bruxa da floresta e da feiticeira: "É só um sapo".

Ela se levantou, agarrou-o com força e foi até a porta. O sapo sentiu o perigo.

-Ei, onde você está me levando?

A garota escancarou a porta e jogou o sapo o mais longe que pôde.

-vá! E nunca mais volte. Eu não vou cuidar de você e colocá-lo na cama na minha cama. A casa é minha e eu vou fazer o que eu quiser. Voltarei a correr nos campos, caçar borboletas e aproveitar a vida. Não acredito mais em suas falsas promessas. Você é um simples sapo nojento e nojento. Ela fechou a porta e sorriu pela primeira vez em muitos meses.

É uma história com uma mensagem muito profunda que nos ensina que não temos que aturar humilhações, maus tratos e desprezo em troca de falsas promessas que nossos parceiros nos fazem. Ninguém pode nos fazer felizes, nem fazer da nossa vida um conto de fadas. A única pessoa capaz de criar uma vida de sonho é você, querida. Confie em si, mime-se, cuide de si e nunca permita que a sua felicidade e alegria dependa de um "sapo".

* Autor desconhecido

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Lutar ou fugir? por que corremos dos nossos problemas?


Todos nós enfrentamos desafios em nossas vidas, e em muitas dessas ocasiões nós entramos em um estado chamado de “Luta ou Fuga”, esse estado mental é como uma programação do nosso cérebro, um passo a passo pré-estabelecido pelo nosso instinto de sobrevivência que nos diz que quando nos deparamos com algo “ameaçador” temos que fugir, e se não pudermos fugir, só então devemos lutar para sobreviver.


O problema desse instinto é que ele é primitivo e não consegue diferenciar o que deve ser evitado e o que deve ser enfrentado, então por regra fugimos sempre que é possível, e muitas vezes isso acontece em momentos inadequados, porque nem todos os desafios que enfrentamos são riscos para nós, e vários deles nos causariam muito menos danos se fossem enfrentados imediatamente.


Além de nos preparar para fugir, o comportamento de “Luta e Fuga” aciona em nosso cérebro determinadas sensações, a mais comum é o medo, ele faz isso para preparar o nosso corpo para essas situações adversas, então como respostas podemos ter reações exageradas ao que está ocorrendo.


Gritamos sem ter que gritar, brigamos sem ter que brigar, e muitas vezes agravamos a situação por agirmos de forma irracional.


O que acontece quando começamos a utilizar o instinto de fuga em todos os nossos problemas cotidianos? O primeiro impacto é que esses problemas nunca vão deixar de existir, nunca vão desaparecer, e vamos dar tempo para que eles se compliquem ainda mais.


O segundo é adquirirmos o hábito de fugir, porque temos a ilusão de que funcionou uma vez e o nosso cérebro aprende que é uma “nova estratégia”, e começa a repeti-la várias outras vezes e nem nos damos conta disso.


Rapidamente você se torna um colecionador de problemas, e um fugitivo de si próprio, porque a partir daí começa o pior dos efeitos de correr dos problemas, ser perseguido por eles através dos seus próprios pensamentos, então você começa a pensar em ideias mirabolantes como: Deixar tudo pra trás, mudar de país, de cidade, de emprego, mudar sua vida radicalmente, na tentativa em vão de encontrar uma solução mágica e repentina.


Existe um ditado que se encaixa bem nessa situação: “Se você procura sua carteira onde não perdeu, jamais vai encontra-la”.


Fugir achando que é uma solução para seus problemas ou com a expectativa de encontrar um mundo ideal onde esses problemas não existam só vai fazer com que você perca tempo e energia, enquanto isso seus problemas se acumulam e se tornam uma gigantesca e inevitável bola de neve.


Lidar com determinados desafios é como um jogo de xadrez, nunca tome uma decisão repentina ou com pressa se isso envolver uma grande e marcante mudança na sua vida, principalmente se for logo após uma situação negativa para você. Espere um tempo, se permita ter um tempo para digerir o que aconteceu, e encare o problema, entenda o que aconteceu, entenda o que você pode e o que não pode fazer, e só então decida quais passos deve dar.


Então antes de se deixar dominar pelo instinto e iniciar um processo de fuga da situação, pare e pense: “O que está acontecendo aqui?” e projete-se no futuro, imagine-se lá caso esse problema não seja resolvido agora, quais serão suas consequências? O que acontece se ficar deixando para depois? Ele vai sumir? Ele vai se tornar mais simples?


Agora com base nessas respostas da reflexão anterior, pense no que você poderia fazer para solucionar essa questão agora ou pelo menos enfrenta-la, e lembre-se, todo desafio tem solução, se não tiver solução não é um desafio, é uma situação da vida, então não precisa nem fugir e nem enfrentar, apenas aprender a lidar com ela e aceita-la.


*Michel Mansur 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

O fardo que escolhemos carregar…


De acordo com a mitologia grega, Atlas era um titã que dominado pela ganância de conquistar o Olimpo e ter o poder supremo, juntou-se a outros titãs e atacaram os deuses.


Mas os titãs não tiveram sucesso em seu ataque e foram derrotados, então, Atlas foi condenado por Zeus a carregar o mundo nos ombros.


Eu resolvi utilizar o conto de Atlas para retratar algo que vejo, muito frequentemente, com as pessoas, hoje em dia. Com o amplo acesso a informação, com tantas opções e tantas possibilidades, vejo que as pessoas são dominadas pela ganância de ter tudo e ser tudo, e se colocam em uma caminhada para tentar engolir o mundo.


A geração dos nossos pais e avós, diferentes de nós, não tinham tantas opções e possibilidades de escolha, não estou falando que ter essas opções é algo ruim, pelo contrário, a era da informação trouxe até nós coisas que antes eram inimagináveis como: o ensino a distância, conhecer o mundo todo por um smartphone, estar longe e ao mesmo tempo perto com a ajuda das redes sociais, e tudo isso junto nos oferece a capacidade de acumular muitas experiências e conhecer coisas novas a todo o momento.


Hoje podemos explorar o mundo de várias formas, tudo se torna uma experiência, tudo se torna uma viagem e um processo. Só que nem tudo são flores nesse mundo de informações rápidas, e a pluralidade de estilos de vida gera uma competição irreal e inconsciente; queremos ter o que os outros têm, queremos ser o que os outros são, queremos ter tudo e ao mesmo tempo não escolher nada.


O ser humano sempre achou a grama do vizinho mais verde, isso acontece desde quando o mundo é mundo, mas o que mudou é que antigamente nossos vizinhos eram algumas pessoas, hoje o mundo todo é nosso vizinho. Podemos conhecer partes (a maior delas falsas) da vida de muitas pessoas, e tudo isso ao mesmo tempo, e queremos ter a possibilidade de viver aquilo tudo também.


Queremos ser os nômades digitais e viver uma semana em cada lugar, mas queremos ser o empresário de terno e viciado em trabalho, postando sobre nosso dia corrido em Wall Street. Queremos o amor eterno, enquanto aproveitamos a vida de solteiro. Queremos ter uma casa com jardim e um cachorro enquanto sonhamos em fazer um mochilão, sem rumo pelo mundo. Buscamos uma vida planejada sem ter que fazer planos, e encontramos uma vida livre sem liberdade, ficamos presos aos nossos sonhos utópicos de uma vida plena, uma vida completa, uma vida sem renúncias e consequências.


O excesso de informação nos coloca presos em um ciclo onde a cada cinco minutos coisas novas acontecem e nós queremos todas elas, queremos consumir tudo, queremos ser tudo, queremos viver tudo.


Mas a vida é um jogo de escolhas, algumas delas, sem volta; algumas delas são uma viagem só de ida, e quando escolhemos algo, estamos renunciando a dezenas de outras coisas, e isso é inevitável! Nossos pais e avós sabiam muito bem disso, por isso ouvíamos por diversas vezes a frase mais falada pelos pais: “Você não é todo mundo”.


Precisamos refletir mais sobre isso: Se não somos todo mundo, por que ainda queremos ser o mundo todo? 


Conheça a si mesmo e se reconheça, saiba quem você é e quem você deseja ser, entenda onde você está e aonde quer chegar. O psicólogo Fritz Perls dizia: “Quanto mais a sociedade exige que o indivíduo corresponda aos seus conceitos e ideias, menos eficientemente ele consegue funcionar”.


Estamos agindo como Atlas, estamos querendo dominar o mundo e atingir o poder absoluto, no nosso caso, é o poder de viver tudo que existe de todas as formas possíveis e, por isso, estamos sendo condenados a carregar o mundo em nossos ombros.


Toda vez acabamos olhando em volta, e por mais que façamos e conquistemos coisas, parece que nunca é o bastante, que nunca temos o suficiente para mostrar aos outros, e esse mundo que carregamos acaba ficando cada vez mais pesado, até se tornar insuportável.


Enquanto você perseguir sonhos que não são seus, ideais que não existem em você, e insistir em uma vida onde você tenta ser quem acredita que eles querem que você seja, ou tentar viver o que os outros vivem só para se parecer com eles, vai acabar como já diria um ditado que eu uso com muita frequência: “Procurando sua carteira onde você não perdeu”.


Porque essa é a realidade dessa busca insana, estamos buscando nossa felicidade onde ela não está.


*Michel Mansur


Direitos autorais da imagem de capa: ximagination / 123RF Imagens 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Quando tudo não der mais certo e você já tentou todas as alternativas, não te desespere. DEUS proverá uma solução.


Quando tudo não der mais certo e você já tentou todas as alternativas, não te desespere. DEUS proverá uma solução. Ele é um DEUS fiel e te guardará de todo mal.


Momentos ruins não são eternos! São como tempestades, só duram por algum momento! Olhe para trás e veja quantas coisas piores você já passou e superou! Algumas vezes as tribulações acontecem em nossa vida para nos amadurecer.


Portanto anime-se. Quando estiveres triste,olhe para o céu e vede quão grande o é! Se DEUS foi capaz de criar o céu,imagine resolver os seus problemas... que são tão pequenos perto de tão grandiosa obra que é o céu... Seus problemas não são maiores do que DEUS.


Faça como os triatletas das Olimpíadas, mesmo não conseguindo chegar em primeiro, lutam para chegar até o fim! Portanto não desista dos seus ideais. Lute até o fim, não desista no meio do caminho, diga eu vou vencer! Se estiveres tristes, chore! Alivia a alma! Jamais deixe que a tristezatome conta de você! JESUS fala: “alegra-te! Tem bom ânimo que eu sou contigo!” Busque a DEUS de todo o seu coração!


Lembre-se que buscar a DEUS tem que ser uma busca constante, diária. DEUS tem a soluçãopara todos os seus problemas! Para DEUS nada é impossível ! Tenha uma vida de comunhão com DEUS! Tenha amigos, nunca em quantidade, mas em qualidade! Busque amigos que te acrescente pessoal e espiritualmente! Se eles nada te acrescentarem... afaste-se! As más companhias corrompem os bons costumes!


Tenha sonhos! É nos sonhos que DEUS age e revela o seu infinito poder. Nunca deixe de sonhar! Tenha objetivos! Reme contra maré! No decorrer da sua vida, você encontrará pessoas que irão te jogar “água fria”! Irão falar que você é incapaz ... que é impossível! Dirão que aquilo que você tanto almeja não é para você.


Não desista! O DEUS que servimosé o Senhor do universo. Tenha a certeza que dias melhores virão e tudo tem um propósito na nossa vida! Nada é por acaso. Entrega o teu caminho ao senhor, confia nele e o mais ele fará . 


*Angela Maria Bartmeyer

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

A vida e as pessoas irão oferecer a você o mesmo tratamento que você dedica a si mesmo e acha que merece.


É ilusão querer escrever nossa história sem sair da linha, sem errar a margem dos parágrafos, sem ter que corrigir uma ou outra palavra usando a borracha. É ilusão acreditar que a vida pode ser redigida conforme nossas regras, com todas as vírgulas e parênteses nos lugares certos, sem espaços em branco, ausências, silêncios constrangedores, falta de reciprocidade. É ilusão considerar que tudo está sob nosso controle; e perder a fé na existência só porque batemos o dedo na quina ou tivemos que recomeçar do zero outra vez.


O mundo está aí para nos mostrar que é ilusão esperar que alguém nos faça sempre felizes; é ilusão achar que podemos ditar as palavras certas que desejamos ouvir; é ilusão acreditar que o amor de alguém por nós será suficiente para nos salvar de nós mesmos.


A única coisa que podemos realmente controlar é o quanto podemos nos tratar bem, principalmente quando o mundo amanhecer irreconhecível. O quanto ainda somos capazes de nos agradar, perdoar, priorizar, preservar, proteger, apaziguar.


O amor do outro será sempre insuficiente se não houver, antes, amor-próprio.


Todos os dias temos uma escolha a fazer. Essa escolha parece simples, mas não é. Temos que decidir se iremos nos fazer bem ou nos fazer mal. Porque a gente escolhe fazer-se muito mal também, e na maioria das vezes não nos damos conta disso.


Preferimos culpar o fulano que não respondeu nossa mensagem, o ciclano que não concordou com nossa postagem, a chuva que chegou sem avisar, a espinha antes do primeiro encontro, o vácuo na declaração de amor, o descaso com a nossa dor, o político mentiroso, a inflação, a falta de consideração. É claro que tudo isso nos afeta, mas de que forma vamos cuidar de nós mesmos, para que nossos pensamentos e ações não tornem tudo ainda mais insuportável?


O que você tem feito por si mesmo (a)? Que presentes você se dá todos os dias? Que cuidados tem com seu corpo e suas emoções? Você se prioriza? Ou abre mão de si mesmo (a) diante da primeira demanda que surge? Cria expectativas, espera que o outro venha te fazer feliz, ou busca e cultiva a própria felicidade? Você vive se culpando, ou sabe que falhas e imperfeições fazem parte desse pacote que é a vida? Você sabe virar a página ou remói decepções e frustrações? Enfim, como indagou Freud: “Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?” 


Se você não fizer por você, milhares de likes parecerão mínimos; centenas de abraços serão insatisfatórios; incontáveis sorrisos soarão como piada de mal gosto; infinitas declarações de amor serão rasas e insuficientes.


Do mesmo modo, se você aceita qualquer descaso; falta de carinho e reciprocidade; migalhas de atenção e consideração; e permanece num relacionamento em que precisa implorar, insistir, cobrar e até jogar para ter alguma dignidade, está na hora de rever a relação que tem consigo mesmo. A vida é recíproca com quem se trata bem.


Pessoas que se tratam bem não aceitam qualquer tratamento da vida ou das pessoas. Quando são mimadas, aceitam o mimo não como um favor, e sim como um merecimento. Quando são menosprezadas, viram a página e não imploram por migalhas. A vida e as pessoas irão oferecer a você o mesmo tratamento que você dedica a si mesmo e acha que merece.


*Fabíola Simões  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Parabéns, você sobreviveu a 2022


A lista de pessoas que não estão respirando é tão grande que me recuso a mencionar. Nos últimos dias de 2022 eu escolho direcionar as minhas palavras aos que ainda estão respirando, aos que ainda estão caminhando em busca de dias melhores, aos que ainda conseguem acreditar que é possível construir um mundo melhor, aos que ainda encontram forças para perseverar mesmo com razões para desistir, aos que mesmo tropeçando encontram dentro de si mesmos motivos para continuar.


Parabéns, você sobreviveu a 2022 e agora você pode encher o peito de ar, soltar e agradecer. O seu nome está na lista dos sobreviventes. 


Muitos se foram e já não respiram entre nós, mas você está aqui pronto para dar sentido a sua existência, fazendo o bem e contribuindo para a criação de um mundo melhor e me permita te dizer que para começar a construir um mundo melhor ele precisa começar dentro de você como uma semente que você aduba, rega e deixa crescer. E crescendo assiste na hora certa o seu florescer e o seu frutificar também.


Foi um ano difícil e desafiador. Você concorda comigo? A vida e a morte que foge completamente do nosso controle nunca esteve tão na corda bamba como esteve. Será que eu vou escapar? Será que eu vou conseguir sobreviver? 


Um vírus que se tornou a nossa ameaça diária, o ar que começou a ser vendido, o aparelho que substituiu o que a natureza nos deu gratuitamente e milhares de filhos e filhas de Deus que sofreram ou assistiram o sofrimento dos seus entes queridos.


Mas você está aqui contando a sua história, testemunhando a oportunidade dos céus de autorizar a sua permanência aqui na terra. O motivo? O cumprir do propósito maior que o propósito de Deus na sua vida. 


Foi um ano estranho em que laços familiares foram destruídos pelo simples motivo de escolher votar em um candidato diferente. O simples fato de pensar diferente, ter um posicionamento diferente ou não concordar com a escolha do outro gerou brigas e mortes. O amor, palavra tão pequena, foi perdendo espaço na hora da refeição, no momento de lazer e os encontros que um dia foram doces se tornaram amargos. As pessoas foram se distanciando e o amor e o respeito desaparecendo.



Não foi fácil chegar até aqui, mas você chegou, aguentou, suportou e teve que se virar nos trinta para dar conta de tudo, para aprender a ser resiliente, para respeitar o tempo certo de todas as coisas, para lidar com emoções confusas, para administrar a saudade dos que se foram e buscar forças em Deus para continuar caminhando com esperança e fé na chegada de um 2023 mais leve para todos nós. 


*Sú Cursino 

Entre Porradas e Tapinhas

A vida tem o hábito de nos testar com força. São quedas, perdas, frustrações que nos atingem como socos inesperados. Essas porradas doem, ma...