segunda-feira, 31 de maio de 2021

Tudo na vida pede medida


Tudo na vida pede medida. Quando falta, faz falta, e quando sobra, o excesso também acusa a falta de medida. Tanto na vida real, como nas relações virtuais.


Se você está na graça, comemorando um evento feliz, comemore com medida. Anuncie a sua felicidade, caso queira, mas lembre-se: o anúncio deve ter data certa para começar e para terminar. Depois, silêncio.


Não há nada mais cansativo do que aquela pessoa que fica insistindo em comunicar a boa sorte e a felicidade que teve há 30 dias.


Uma semana, dez dias, trinta dias, tornam todas as notícias velhas.


Não é porque a notícia é boa que os amigos, os colegas, a família, e as redes sociais precisam ficar ouvindo, vendo, e acompanhando a réplica da história feliz dias e dias consecutivos.


Use um dia, ou no máximo dois, para falar sobre o assunto.


Se for uma viagem, fica liberado o boletim diário e as fotos com eventuais explicações sobre os lugares retratados, até o final da viagem.


Todo mundo gosta de viajar, e ter um amigo fazendo turismo nas pirâmides do Egito é quase tão bacana como se estivéssemos também por lá.


Mas, ao terminar a viagem, considere a pauta encerrada.


Vire a página.

Mude o disco.


No máximo, use as fotos mais bacanas para ilustrar a capa do seu perfil no Facebook e cale-se.


A viagem pode ter encantado a platéia no momento em que você viajava. Dias depois, ninguém mais quer saber dos detalhes que você esqueceu de contar quando era para ter contado.


Não contou?

Deixe para a próxima.


O mesmo vale para a desgraça, embora com um pouco mais de flexibilidade.


Se a vida lhe fez vítima de um momento ruim, ficam liberadas todas as formas de compartilhar a dor, conforme o seu temperamento e a sua necessidade exigirem.


Tem gente que fala, tem gente que cala.

Todos sofrem.


Quase sempre as pessoas falam.

A dor precisa de companhia.

A desgraça também.


Todos os seres que sofrem se nivelam através do sofrimento.

Pobre, rico, branco, europeu, oriental.

Se a humanidade precisa de um parâmetro para se nivelar, esse parâmetro é a dor.


Expor a dor de uma tragédia nos humaniza, e leva consolo aos que sofrem.


Quando assumimos publicamente as nossas dificuldades e as nossas fragilidades, prestamos um grande serviço a nós e à humanidade.


Sou super a favor da exposição.

Todas as vezes que passei por uma grande dor me fez bem faze-lo de forma compartilhada.


Mas isso também pede medida.


Embora todos sejamos tolerantes com aqueles de nós que sofrem, o bom senso nos ensina que os sentimentos, os problemas, as angústias e as dificuldades, não podem ser a única pauta dos nossos encontros, das nossas falas, das nossas interações.


Não para sempre.


Caso contrário, cansamos a periferia.


Se insistirmos demasiadamente nisso, quando as pessoas nos virem, o infortúnio será visto primeiro.

A tristeza chegará na frente.

A miséria humana falará mais alto.

Seremos reconhecidos exclusivamente pela dor e não pela superação da dor.


Na vida real, o nosso círculo de relacionamentos nos evitará por puro cansaço, ou nos suportará por misericórdia.

No ambiente virtual curtirão tudo o que postamos apenas por educação, pena, e boa vontade, e na melhor das hipóteses, comentarão banalidades embaixo dos nossos textos repetitivos.


A experiência ensina que a dor compartilhada tem o seu pico máximo de compreensão e acolhimento nos dias próximos ao acontecimento funesto.


Com o decorrer do tempo a dor dos outros, que nos foi emprestada para consolo, diminui consideravelmente.


A partir daí é conosco e com Deus!


Lógico que não há tempo definido para a duração do luto, mas precisa haver empenho para tira-lo da frente, o tempo todo.


Luto, com o tempo, deve deixar de ser paisagem, para ser pano de fundo.


Até mesmo quando as nossas demandas são de outra ordem, quando por exemplo, por força de circunstâncias levantamos uma bandeira em favor de alguma causa, precisamos ter cuidado: tudo o que é demais é excesso.


Confundir quem você é, com a luta que a vida te impôs, faz você perder a sua identidade.


Perder a sua identidade te faz uma pessoa desbotada, uma sombra do teu ser original.


Nós não somos o infortúnio que nos sobrevem, somos o que éramos antes, acrescidos dele.


Tem que haver soma em todo o processo, não diminuição.


Ninguém pode se fixar o tempo todo na luta, falar o tempo todo da luta, levantar a bandeira da luta em período integral, sem oferecer uma trégua a si mesmo e aos outros, sob o risco de perder as suas características individuais.


Quem era você antes de?


É a pergunta!


O mundo, Deus, os homens, a sociedade, todos os sistemas inter-relacionados, precisam de pessoas inteiras para lidar com o infortúnio, e não pela metade, não alijadas de atributos intelectuais, não bitoladas num único tema, não falando sempre a mesma coisa, sempre do mesmo jeito.


A vida pede movimento. Mesmo a vida de quem sofre pede uma sacudida.


Os que assistem um sofrimento estagnado e sem medida ficam penalizados, mas não podem fazer muito por quem escolheu viver o resto da vida carregando a bandeira da dor.


Só nós podemos fazer muito por nós. Na alegria ou na tristeza.


E o que podemos fazer é pedir a Deus que nos conceda sabedoria para aplicar, em todas as circunstâncias, a boa medida.


*Ana Maria Ribas Bernardelli

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sou Aquele que sabe tudo a seu respeito.


Filho(a), você pode não me conhecer, mas sei tudo sobre você.


Sei quando seu dia está ensolarado, mas também sei quando seu dia está nublado. Sou aquele que te ouve, te atende, e te livra das ervas daninhas.


Antes mesmo de você nascer, escrevi cada detalhe de sua história. Você foi feito a minha imagem e semelhança. Ninguém te conhece tão bem como Eu. Afinal de contas, sou teu Pai. E um Pai que ama genuinamente seu filho, o conhece.


Caminho contigo do seu levantar, até o seu deitar.


Sei as dores que você tem carregado. Sei dos momentos de aflição que tem suportado.


Quando você chora, sinto cada batida do teu coração, e enxugo todas as suas lágrimas. Só Eu tenho o poder te acalentar teu coração.


Filho(a), se permito tribulações em sua vida, é por que quero te fazer mais forte. Você pode não me entender, mas tudo que acontece em tua vida, é para fortalecer tua fé em mim.


Você pode não me ver, mas sempre estive ao teu lado, e sempre estarei. Te dou o livre arbítrio. Permito que você viva sua vida como bem entender, mas se você me buscar, você me encontrará.


Tenho um proposito em sua vida. Se você escolher andar comigo, renovarei tua fé. Farei de você um vaso novo. A minha palavra te alimenta, mas a minha presença te sustentará.


Tenho sido mal representado por aqueles que não creem em mim. Eu não estou distante, estou mais perto do que você imagina. Sou contigo, e em mim, você encontrará amor.


O que ofereço à você, Pai terrestre jamais poderia oferecer, porque sou Pai perfeito. Supro todas as suas necessidades, meu querer é perfeito e agradável, mas preciso que confie em mim.


Eu estou contigo e jamais te deixarei. Meu amor é tão grande, que enviei o meu Filho Unigênito para todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha vida eterna. (João 3:16)


*Larissa Dias



Imagem de capa: Pemaphoto, Shutterstock

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Enquanto o sábio agradece, o pobre de espírito reclama


Para ser feliz, você não precisa de grandes conquistas materiais. Já tem o pôr-do-sol, as estrelas, os pássaros, o sorriso dos amigos, seus irmãos.


Agradeça a Deus, pois você tem sua vida, o dia que está começando, sua força e determinação.


Com todos esses presentes da vida, o resto você constrói…


O sábio agradece às pessoas que acreditaram nele porque o ajudaram a se sentir abençoado, mas agradece também àqueles que o desqualificaram, pois foram eles que o ensinaram a ser um guerreiro.


Numa equipe integrada, as pessoas agradecem aos companheiros.


Agradecem não só individualmente mas também — e principalmente — na frente dos demais.


A gratidão gera um clima em que todos se sentem importantes para o resultado do grupo.


Agradeça: uma ajuda, um toque, uma orientação oportuna, uma crítica pertinente.


Agradeça: o esforço de varar a noite para entregar um projeto, o de chegar mais cedo numa emergência, o de ficar uma semana sem almoço para substituir um colega doente.


Agradeça: uma boa idéia, uma presença positiva e cooperativa.


O agradecimento faz o outro se sentir importante e cria a consciência de pertencer a um grupo.



*Roberto Shinyashiki


Excerto do livro: Os Donos do Futuro

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Não me leve a mal, mas eu preciso dizer o quanto você me faz bem


Eu sei. Há coisas mais profundas por discutir. Questões de primeira ordem, perguntas importantes, assuntos urgentes. Mas lá fora um ventinho manso me convida a olhar o céu e procurar você entre as Três Marias. Aí é covardia. Eu já escolhi.


Essa gente toda entrando em detalhes só me dá vontade de sair com você por aí. Deus me livre de precisar defender a teoria geral das coisas, pregar verdades definitivas, postular perfeição. Eu só preciso dizer o quanto você me faz feliz.


Que nos perdoem a crise, o dólar, a política, o êxodo rural, o caos nas cidades. Urgente agora é pegar sua mão e dar no pé. Bater perna, cair no mundo. Tem coisa que a gente precisa fazer agora. Antes que o meteoro venha, que o segundo passe, que o mundo acabe.


Olha só a cara desse povo, tão preocupado em durar para sempre, tão incapaz de ocupar seu instante. Aí vem o segundo seguinte, leva tudo e lá se foi a vida inteira. Eu, hein! Quero mais é nadar com você nessa água toda. A gente nunca sabe. Melhor viver logo e depois se vê o que faz.


Faz um segundo que você chegou e eu já conheço seu rosto há tanto tempo! Pareço com você. Vai explicar… não liga, não. Eu só preciso repetir o quanto você me faz feliz.


Tem coisa que a gente já nasce sabendo. Já vem ao mundo fazendo. Ninguém ensina. Lá pelas tantas esquece e só vai lembrar mais tarde. Estou me dando conta do que você me lembrou agorinha: que o amor já nasceu comigo. Estava aqui desde o seio materno, transpirando ternura por minha mãe. Hoje transpiro amor pelas palmas da mão, caminhando ao seu lado por aí.


Ando achando que o amor não chega para ninguém. Ele já está em todo mundo. Sempre esteve. Esquecido no fundo de uma gaveta, perdido no vão do sofá entre botões e moedas, guardado com velhos papéis em um envelope puído, dormindo em cavernas como um urso imenso, solitário, o amor está lá. À espera.


Então acontece de alguém chegar, alguém partir, e o amor desperta na gente. Em mim, acordou faminto como quem dormiu a vida inteira. Levantou, lavou-se com tempo, assaltou a geladeira, escovou os dentes e ganhou a rua.


Um ventinho manso o convidou a olhar o céu. E bem ali ele viu você, papeando com as Três Marias, sorrindo, sorrindo. Você não me leve a mal. Eu só preciso dizer o quanto você me faz feliz.


*André J. Gomes

terça-feira, 25 de maio de 2021

VOCÊ ERROU COM ALGUÉM E ALGUÉM ERROU COM VOCÊ


Você errou com alguém e alguém errou com você. Nem sempre nessa ordem, mas quando não erramos com alguém, alguém em algum momento vai cometer um erro que vai nos afetar, nos ferir ou nos deixar chateados.


Entenda que não é só você que comete erros e nem é a única pessoa que se ilude na vida. Todos estamos no mesmo barco em que é possível acertar boa parte do tempo e errar também.


O importante é perceber que errou com alguém com palavras ou ações e pedir desculpa. Enxergar que falhou e pedir uma nova oportunidade.


DIÁLOGO É ALGO ESSENCIAL QUANDO VOCÊ QUER CONSTRUIR RELAÇÕES SAUDÁVEL, VERDADEIRAS E PROFUNDAS.

 

Lembre-se sempre que você não é a pessoa mais errada do mundo ou àquela que decepcionou sempre. Não alimente a ideia de que é a ovelha negra da família ou alguém que não tem como reparar.


A partir do momento que você compreende que não é o único que cometeu erros na vida você começa a encontrar motivação dentro de si mesmo para evoluir e aprender com os seus próprios erros.


Às vezes você gasta tanto tempo se lembrando apenas dos erros do seu passado que esquece os acertos do seu presente.


O SEU AGORA É MAIS IMPORTANTE QUE O SEU ONTEM. É AQUI E AGORA QUE A VIDA ESTÁ ACONTECENDO. É AQUI E AGORA QUE VOCÊ TEM A LIBERDADE PARA DESCOBRIR AS MILHARES DE COISAS BOAS QUE EXISTEM DENTRO DO SEU CORAÇÃO. 


*Su Cursino

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Às vezes é melhor continuar como se nada, como se ninguém, como se nunca…


Uma das melhores coisas da vida é que podemos decidir o que nos afeta e o que não nos afeta, o que nos apegamos e o que soltamos, em que investimos nossas energias e o que deixamos ir… E entre todas as opções que temos, às vezes é útil continuar como se nada tivesse acontecido conosco.


Não se trata de não levar o aprendizado de cada experiência, de não dar o lugar que corresponde a cada um, muito menos ignorar nosso passado, trata-se de não se envolver em nada não faz sentido pra nós. É sobre não permitir que o nosso passado nos defina, é sobre não permitir que uma experiência ruim se torne uma vida ruim, que não suportemos a dor do passado e continuemos a preencher a nossa bagagem.


Vamos dar a cada experiência a possibilidade de nos nutrir e escolhermos passar pela vida sem ela passar por nós. Se algo não deu os resultados desejados, não devemos sentir culpa ou ressentimento. Se alguém não foi capaz de ficar ao nosso lado ou a experiência foi mais dolorosa do que qualquer outra coisa, não vamos nos apegar e deixar que as próximas oportunidades que surgem em nosso caminho estejam sob a sombra da frustração, do medo ou de um coração que não pode curar.


A recuperação de nossas feridas depende apenas de nós, se decidirmos dramatizar, gerar dor, seguramente poderemos prolongar o sofrimento por um tempo indeterminado e poderemos tornar as feridas mais profundas, impossibilitando a cura.


Isso corresponde a um processo do ego e não do coração. O ego através da mente cria cenários terríveis e não nos dá a possibilidade de chegar à superfície sem mostrar nosso estado de colapso. A partir daí, devemos decidir o que é mais saudável para nós, o que nos permite crescer sem uma parcela do sofrimento generalizado.


Não vamos nos sobrecarregar com nada que possa nos causar desconforto, digamos adeus, vamos aprender a deixar ir ou ir embora quando considerarmos apropriado e sem receios de olharmos para o futuro com a esperança e a inocência de uma criança, com a confiança de que o melhor é para as nossas vidas, é mentalizar como se nada de ruim tivesse acontecido conosco.


Por: Sara Espejo – Rincón del Tibet, tradução e adaptação por A Soma de Todos os Afetos


Imagem de capa: Pexels 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Castelos de Vidro


História 1: 

A família sai da metrópole pra passar férias no campo. Depois de meses planejando o almejado descanso, a fuga para as montanhas, a paz, o silêncio… chegam ao local e sentem falta do tumulto. Querem barulho, multidão, anseiam pelo stress. Tão acostumados ao caos, não conseguem relaxar, desfrutar os momentos, aproveitar a paz. Não conseguem sentir alegria de estarem juntos, não curtem a vida sem movimento e barulho.


História 2: 

Era uma vez uma família que vivia na pobreza extrema, no lixão. Apesar de toda provação, uma das filhas cresce, consegue estudar e melhorar de vida. Torna-se jornalista e escritora famosa. Traz a família para perto de si, oferece moradia, dignidade, esperança. Porém, passado algum tempo, os pais voltam para o lixão, para a vida ruim que talvez os defina mais.


História 3: 

Há muito tempo atrás, num reino distante, vivia um menino pobre que sonhava ser rei. Assim, dedicou sua vida a trabalhar e acumular riquezas. Batalhou, estudou, cresceu. Tornou-se um homem riquíssimo e construiu um castelo de vidro. No fundo, sabia que esse castelo estava sujeito a quebrar-se; mas no fundo mesmo, era isso que desejava. Então o rei conheceu a mulher mais bonita do reino e casou-se com ela. Tiveram cinco filhos: bonitos, saudáveis, bondosos. Porém, o homem não estava feliz. Vivia inquieto com suas posses, insatisfeito com seus filhos, coberto de ciúmes pela esposa. Dentro do castelo, tudo era feito de vidro também _ para que seus filhos não tocassem em seus bens, e assim conhecessem a dureza da vida como ele conheceu. Então os filhos não cresciam; e ele se isolava cada vez mais. Um dia, o homem resolveu quebrar tudo. Com um martelo, quebrou o castelo, os bens, despediu os filhos e a esposa. Por não suportar as próprias conquistas, a própria felicidade, o homem abriu mão dela. E voltou a ser pobre e sozinho.


Com essas três historinhas, (a primeira e terceira são fictícias; a segunda é verdadeira e foi relatada no livro “O castelo de vidro”, de Jeannette Walls) quis dizer que tem gente que desdenha a vida que Deus lhe deu. Gente que constrói castelos de vidro, ou mesmo de areia, torcendo para que sejam destruídos, porque não têm certeza da felicidade que estão construindo. Como se só a infelicidade fosse certa _ e segura.


A gente se apega ao que é conhecido. E muitas vezes o que é conhecido é ser infeliz. E pra se sentir seguro, brinca de imperfeição.


Queremos muito algo ou alguém, conseguimos e depois jogamos fora sem maiores explicações. Disfarçamos emoções, fingimos descaso quando na realidade transbordamos felicidade, ficamos sem graça com elogios sinceros. Negamos afeto, extravasamos mesquinharias, debochamos da própria realização, negamos a nós mesmos o direito de conhecer a beleza, o amor, a cura, a paz. Perpetuamos o sofrimento que passou, apegando-nos a traumas e lembranças ruins.


Economizamos a roupa de cama nova pra não gastar, só usamos a louça que ganhamos no casamento quando vem visita, nos enfeitamos menos pra não chamar atenção.


Incomodamo-nos com a alegria alheia, competimos silenciosamente com os mais chegados, negamos ajuda a quem ameaça nosso poder.


Tem gente que constrói castelos por fora mas não os faz por dentro. Gente que boicota a própria felicidade. Não reconhece essa dona estranha que cruza seu caminho e por isso desdenha a própria sorte. Não aceita a alegria plena e recusa o que de bom lhe acontece. Se culpa pelas bençãos e se desculpa pelas vitórias.


Infelizmente o mundo está cheio disso. De pessoas felizes que agem como infelizes. De gente abençoada que faz tudo pra estragar suas riquezas: com egoísmo, mesquinharia, amargura, inveja, avareza. E se priva de ter uma vida plena.

É avarento consigo mesmo. Vive de esmolas quando poderia desfrutar sua fortuna. Humilha a si mesmo e aos seus quando poderia regozijar-se de ter chegado lá. Lá… onde almejou. Lá… onde sonhou estar. Lá… onde Deus o abençoou com tudo que poderia querer. A pessoa chega Lá… e decide que é infeliz. Decide que felicidade não é isso. Decide que precisa quebrar o castelo ou trancar as portas bem forte pra dona estranha não entrar. E talvez esteja mais seguro ali mesmo, mas pode ser que perceba tarde demais que “era feliz e não sabia”…


*Fabíola Simões


“Tão fácil perceber que a sorte escolheu você e você cego nem nota…” [Skank]

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Reze, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Deus é misericordioso e ouvirá sua oração…


Gratidão por todas as bênçãos recebidas e tantas outras que ainda virão!


Em minhas orações diárias, ultimamente tenho agradecido por todas as bênçãos recebidas e por tantas outras que eu sei que ainda virão! É tão reconfortante saber que Deus nos cuida e ampara, é presença constante em nossas vidas! É como uma retrospectiva que passa pela mente, maravilhosa retrospectiva de bênçãos! nunca devemos nos esquecer por tudo que passamos, lutamos e vencemos! Pois isto tudo é o resultado do que nos tornamos hoje.


E quando fraquejamos e nos sentimos vulneráveis, fracos na fé, Deus fala conosco através da “retrospectiva da vida”, subitamente um sorriso surge e nos ilumina a face, começa devagar e depois “explode”. Através desta explosão de felicidade, reconhecemos toda a importância Dele em nossa vida, ao passo que Ele nos está dizendo, “Estou sempre aqui, não se afaste”… Esquecer as bênçãos recebidas, ter medo e se desesperar é um afastamento, pode durar alguns segundos, minutos, horas ou até dias… até o momento em que você se deixe resgatar por Ele e sinta novamente sua calmaria tomar conta, como o sabor suave da brisa lhe afagando a face…


Nos afastamos sim, quando permitimos que o nosso ego tome conta e fiquemos cegos e covardes. Em um momento destes, recentemente me chegou como um presente o texto do Padre Piu:


“Reze, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Deus é misericordioso e ouvirá sua oração… A oração é a melhor arma que temos, é a chave do coração de Deus. Você deve falar com Jesus, não somente com seus lábios, mas também com o coração. Na verdade, em umas ocasiões, deve falar somente com o coração”.


Neste momento tudo ficou claro, somos humanos, os afastamentos temporários são comuns, mas não podemos considerá-los normais, porque definitivamente não o são! O normal é estar sempre conectado à Ele não se permitindo o afastamento, o sofrimento e o medo.


Dizem que existe uma teoria da conexão com Ele, esta pode ser por dois motivos: no Amor ou na Dor. Eu sempre achei que a transformação ocorre na dor, mas o fato é que cada um tem uma história e uma forma de reagir a ela, por isto tanto faz se Amor ou Dor, o importante é estar conectado e quando tudo vai bem, devemos nos manter próximos por meio da gratidão! Mesmo quando tudo está bem, continue agradecendo por todas as bênçãos recebidas e por todas que ainda virão!


*A Soma de Todos Afetos

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Existem Pessoas Que Olham Para As Outras E Não As Enxergam


Ver o que está por fora não é conseguir enxergar direito uma pessoa em vários outros aspectos.

Uma roupa não define ninguém, uma marca não mostra quem a pessoa realmente é. Amaquiagem, o sorriso social escondem, disfarçam o que realmente a pessoa está sentindo,mas não revela nada.

Existe um apelo social para que todos escondam o que realmente sentem. Na sociedade de produção, mecanicista, todos prezam a função, a produção. Ninguém está interessado em saber o que você realmente sente, quem você é. Todos nós somos adestrados a responder a qualquer pergunta, com a resposta: Está tudo bem! (Mesmo que não esteja)

O que a sociedade preza e se interessa é o quanto você consegue produzir, fazer.

E vamos vivendo também em todas as relações desta forma, distantes, olhando para o outro, estando frente a frente com ele e não conseguindo enxergá-lo, não sabendo quem ele é, não conseguindo perceber seu real valor, não enxergando o significado real das pessoas em nossa vida. Ficamos distantes, com todas as barreiras que nos ensinam a colocar, muralhas.

Não nos mostramos o suficiente para ninguém, ensinaram-nos que o melhor é ser superficial. E também não nos interessamos por permitir que os outros se mostrem, tudo isso é visto com muito medo, como se isso fosse errado, feio, ruim. 

Vivemos ao contrário da nossa humanidade. Tudo que é humano em nós, ensinam-nos que não é bom revelar, mostrar. Que a nossa verdadeira essência precisa ficar sufocada a qualquer custo, e o que importa é somente a aparência. Com isso, abafamos tudo que é essencial e o que é mais profundo e verdadeiro em nós.

Ensinaram-nos a sermos robôs. Somos humanos! Não somos robôs.

É claro que mantermos esta postura ao longo dos meses, anos, por toda vida, traz

adoecimento, sofrimento, tristezas, angústias. Por isso, temos um aglomerado de pessoas em Um sistema social totalmente adoecido, com patologias que crescem, doenças psicossomáticas que aumentam, doenças autoimunes etc.

As pessoas precisam cada vez mais de remédios para dormirem, para acordarem, para produzirem mais e mais …

As pessoas precisam de muitas farmácias.

E a vida? Ninguém consegue viver. Ninguém consegue ser feliz, ninguém consegue “Ser” de verdade! Criamos um mundo doente, e agora ele está nos engolindo.

É preciso acreditar que algo muito especial e único existe dentro de você. É importante conseguir olhar de verdade para dentro. É importante desacreditar de tantas fórmulas falsas sobre viver, sobre ser perfeito, produtivo, incansável, sobre-humano. É importante ouvir suas emoções, seus sentimentos, é importante se escutar.

É importante querer ver o outro como realmente é, sem nenhuma falsa imagem, sem os disfarces sociais. Conseguir lidar com todos os aspectos nossos e dos outros.

Entender de gente, da espécie humana, mais do que entender de máquinas, sistemas…

Suavizar, encontrar-se de verdade com você, observar suas reais necessidades, para não adoecer. 

Ter um olhar mais atento para a vida que importa, para o que realmente faça sentido, para o que realmente traz alguma alegria ao coração, a alma…

Acreditar que por aqui tudo é ilusão. Nada compra a paz, a felicidade, o amor, o afeto, a vida.

E que esses são os reais artigos de luxo.

Vamos viver de verdade e não apenas sobreviver.



*Patricia Tavares 


Imagem: Comfreak

A fé em Deus torna todos os sonhos possíveis e todas as dores passageiras

A fé em Deus nos transforma. Quando confiamos nele, uma transformação intensa e poderosa acontece dentro de nós mesmos todos os dias. Todos ...