terça-feira, 31 de março de 2015

Aprendendo com as Quedas

Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos?
O mundo não acaba quando nos enganamos; 
ele muda, talvez, de direção. Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.

Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas? As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela. Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar! Dói no orgulho, principalmente. 
E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói. Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.

O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso.
Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente. E nem obrigatoriamente certo. Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo. Às vezes acertamos, outras erramos. 
E somos normais assim.

Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "E se eu estiver errado?" 
É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar. Nosso "eu" nos cega muitas vezes. Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor. Não vemos o lado do outro e nem queremos ver. E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.

E é por que tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações. Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.
E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão? Vida é partilha. E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração. 

Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa. Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar. E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos? 
Eu duvido.

Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar. Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, 
viver sobre tudo e sobretudo.

Nunca duvide do seu poder de sobrevivência! Se você duvida, cai. Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo. 

Então, afundar ou andar sobre as águas? Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.

* Letícia Thompson

segunda-feira, 30 de março de 2015

O Quadro

Um homem havia pintado um lindo quadro. 

No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo. 

Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista. 

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. 
Houve caloroso aplauso. 

Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa. 

O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. 

Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. 

Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro: 

A porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista: 

- Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la? 

- É assim mesmo - respondeu o pintor
Esta é a porta do coração humano. 
Só se abre do lado de dentro. 

Muitas vezes, Jesus está batendo à porta do nosso coração.
Pare um pouquinho...
Preste atenção, ouça. 
Cabe a nós abrir ou não a porta para que Nosso Senhor entre...
Muitas vezes Ele bate através de um pedido de desculpas, de perdoar alguém, etc...
Escute-o, não com os ouvidos, mas sim com o Coração.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Afaste-se de Pessoas que lhe Fazem Sentir-se Mal

De fato estamos cercados de pessoas tóxicas.

Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia. Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se conviver.

Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando. Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam ser completamente diferentes.

São tóxicas, porque conseguem despertar o que há de pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados, paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.

Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém tem um discurso lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas, verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os próprios conselhos.

Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os seus próprios. São os “sabe-tudo” e só a sua forma de pensar é que está certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, perseguem a pessoa até “livrarem-se” dela ou então se vingam. Seu ego é superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas ideias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.

A toxicidade reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.

Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando energias e vibrações positivas.

Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas “amizades”?

Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas.

Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz.

E acima de tudo sempre perdoe essas pessoas, muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.

*por Jeff Severino - Florianópolis/SC

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ressusrreição de Cristo

(Ressuscitei e estou com você... "Porque meu amor é para sempre" (cf. Sl 136).)

Estas não são simples palavras... são gestos concretos da Páscoa de Jesus.
Tudo lhe aconteceu nesta terra: perseguições, sofrimentos, morte.
Mas nele venceu a fidelidade, o amor, a vida.
Sim, a vida teve a última palavra.
Com sua ressurreição, Jesus nos fez renascer como "povo da Páscoa".
Povo que assume a causa pela qual ele veio a este mundo:

"Que todos tenham vida...": àqueles que buscam paz, dignidade humana, liberdade, saúde, solidariedade, amor.

É Páscoa: tempo de esperança e ação.
Tempo para começar uma vida nova, na certeza de que, nas mãos de Deus, até a morte pode transformar-se em vida.
Depois da ressurreição, a cruz tornou-se testemunho de amor, sinal de esperança.
É o poder de Deus que se manifesta na humildade e no serviço dos que creem.
Que a luz do Ressuscitado ilumine seu caminho e lhe dê forças para prosseguir.    
Com certeza, todas as noites escuras acabam tendo sua aurora.
Que a Páscoa aconteça em sua vida!
Creia e alegre-se: ela já está acontecendo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Aniversário

Hoje acordei com uma estranha sensação de vazio, de frio, de solidão… Foi a primeira vez que acordei no dia do meu aniversário com um estado civil diferente, foi a primeira vez que acordei sem vozes estridentes a cantarolar desafinadamente os “Parabéns”, foi a primeira vez que acordei sem um beijo, um mimo.... 
Levantei-me da cama com a determinação de quem queria fazer deste dia, um dia especial, com a convicção de que não me queria deixar arrastar pela vida, mas sim vivê-la. 
Mas os pés e as pernas não obedeceram à minha ordem e aninhei-me novamente no edredom com vontade de me esconder, deste dia, de mim, da  vida, com a esperança de adormecer e só voltar a abrir os olhos no dia seguinte.  
Quando finalmente ganhei coragem, levantei-me. Os pantufinhas ainda dormiam de bochechas encarnadinhas e cheirinho a bebé, acerquei-me deles, beijei-lhes o rosto e admirei-lhes a tranquilidade do sono. 
Olhei-os com a certeza de que, talvez, na minha vida só eles valham a pena, só eles mereçam o meu amor, só eles me amem, só eles olhem para mim como se eu fosse a pessoa mais importante das suas vida e que… só eles precisem de mim. 
Caiu então a primeira lágrima, aquela que sufoquei na alma e na garganta desde que abri os olhos e senti-a no rosto como uma espada afiada. Sempre detestei fazer anos. …e este ano, as recordações de tudo o que fui e não sou, de tudo o que eu tive e perdi, de tudo o que eu desejo e não alcanço, deram um nó no meu peito... Então pensei: 
É isto que escolhes para o dia dos teus anos? É um dia horrível que pretendes ter? Tu fazes o teu dia, tu é que escolhes como ele vai ser!!!» Entrei no duche decidida a deixar de ter pena de mim, decidi que a água do meu banho iria lavar toda a tristeza, toda a minha alma. Não sou a primeira, não serei a última... Vesti-me o melhor que pude, pintei-me, enchi-me de perfume e fui preparar o pequeno almoço. 
Decidi que faria a minha «festa» ao amanhecer. Quando os pantufinhas viram o bolo, as velas e os balões nem queriam acreditar, pensavam que as festas só se faziam ao lanche e ao jantar, e ali estávamos nós, às 7h 30ms da manhã a festejar. Os seus sorrisos, os seus beijos provaram que por eles tudo vale a pena, e que eles são tudo aquilo que preciso para ser feliz. 

terça-feira, 24 de março de 2015

A Partir do Próximo Amanhecer

Hoje “me dei um tempo” para pensar na vida.
Na minha vida!!!
Decidi então que a partir do próximo amanhecer,
vou mudar alguns detalhes para ser a cada 
novo dia, um pouquinho mais feliz.

Para começar, não vou mais olhar para trás. 
O que passou é passado, se errei, agora não vou conseguir corrigir.
Então, para que remoer o que passou?
Refletir sobre aqueles erros sim 
e então fazer deles um aprendizado 
para o “meu hoje”...

Nem todas as pessoas que amo, retribuem 
meus carinhos como “eu” gostaria... E daí?
A partir do próximo amanhecer vou continuar a amá-las, mas não vou tentar mudá-las.
Pode ser até que ficassem como eu gostaria que fossem e deixassem de ser as pessoas que eu amo.

Isso eu não quero.
Mudo eu...Mudo meu modo de vê-las.
Respeito seu modo de ser.
Mas não pense que vou desistir de meus sonhos!!!
Imagine!!!
A partir do próximo amanhecer, vou lutar com mais garra para que eles aconteçam.
Mas vai ser diferente.

Não vou mais responsabilizar
a mais ninguém por minha felicidade.
EU VOU SER FELIZ!!!

Não vou mais parar a minha vida porque
o que desejo não acontece, porque uma 
mensagem não chega, porque não ouço
o que gostaria de ouvir.
Vou fazer meu momento...
Vou ser feliz agora...
Terei outros dias pela frente!!!
Nunca mais darei muita importância aos problemas que não tenho conseguido resolver.

A partir do próximo amanhecer, vou agradecer a Deus, todos os dias por me dar forças para viver,
apesar dos meus problemas.
Chega de sofrer pelo que não consigo ter,
pelo que não ouço ou não leio.
Pelo tempo que não tenho e até de sofrer por antecipação, pensando sempre, apenas no pior.

A partir do próximo amanhecer, só vou 
pensar no que tenho de bom.
Meus amigos, nunca mais precisarão me dar
um ombro para chorar. Vou aproveitar a presença
deles para sorrir, cantar, para dividir felicidade.
A partir do próximo amanhecer vou ser eu mesmo. Nunca mais vou tentar ser um modelo de perfeição.
Nunca mais vou sorrir sem vontade
ou falar palavras amorosas por que
acho que sei o que os outros querem ouvir.

A partir do próximo amanhecer vou viver
minha vida, SEM MEDO DE SER FELIZ.
Vou continuar esperando.
Não, não vou esquecer ninguém.
Mas...
A partir do próximo amanhecer, quando a 
gente se encontrar, com certeza, vou te dar
“aquele” abraço bem apertado, e com toda
sinceridade dizer...
ADORO VOCÊ e tenho muito amor para lhe dar.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Segurando Um ao Outro

A dedicada enfermeira, sobrecarregada com tantos pacientes a atender, viu um jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado grave, disse-lhe em voz alta: 
seu filho está aqui.

Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez. 

O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama. 

Por toda a noite, ficou sentado ali, 
segurando a mão e sussurrando palavras 
de conforto ao velho homem. 

Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo.
Ele partiu com uma expressão de paz no rosto sulcado pelo tempo. 

Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas. 

A enfermeira aproximou-se do jovem 
e começou a lhe dizer palavras de conforto, 
mas ele a interrompeu com uma pergunta: 
quem era esse homem? 

Assustada, a enfermeira respondeu: 
eu achei que fosse seu pai! 

Não. Não era meu pai, falou o jovem. 
Eu nunca o havia visto antes. 

Então, porque você não falou nada quando o anunciei para ele? 

Eu percebi que ele precisava do filho 
e o filho não estava aqui. 
E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado. 
Senti que ele precisava de mim. 

* * * 

Nesses dias em que as pessoas caminham apressadas, sempre com muitos problemas esperando solução, não têm tempo sequer para ouvir o desabafo de um coração aflito, um jovem teve olhos de ver e ouvidos de ouvir o apelo mudo de um pai no leito de dor. 

É tão triste viver na solidão... 
É tão triste não ter com quem contar 
num leito de morte... 
Se você tem um familiar enfermo, aproxime-se dele e segure firme a sua mão. 
Ofereça-se para lhe fazer companhia, 
ainda que por alguns minutos. 
Fique em silêncio ao seu lado para ouvir o que os ouvidos do corpo não conseguem captar. 
Seja uma presença amiga, sincera, que proporcione segurança. 
E se você não tem um familiar enfermo, agradeça a Deus por isso e faça uma visita a alguém que precisa de apoio. 
Há tantos enfermos solitários precisando de um gesto qualquer de afeto para sentir que viver ainda vale a pena. 
Pense nisso e procure ser a companhia de alguém que precisa de você neste exato momento.

* * * 

Madre Teresa de Calcutá costumava dizer que ninguém tem que morrer sozinho.

Do mesmo modo, ninguém deve se afligir sozinho ou chorar sozinho; rir sozinho ou celebrar sozinho. 

Nós fomos feitos para viajar de mãos dadas através da jornada da vida. 

Há alguém pronto para segurar a sua mão hoje.
E há alguém esperando que você segure a dele. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Quando...

Quando tudo fica vazio, sem sentido,
ELE se faz presença e ocupa os espaços,
é um novo caminho, que guia seus passos.

Quando a injustiça vem cobrar alto preço,
ELE é o juiz que não erra, liberta,
traz a verdade que estava encoberta.

Quando o desamor bate a porta,
ELE é a própria sabedoria,
fonte de carinho em forma de poesia.

Quando a escuridão faz recuar,
ELE é a própria Luz,
candeeiro divino que faz tudo  brilhar.

Quando o ódio atormenta,
ELE é o perdão que liberta, não acorrenta.
e pede, perdoa, tenta!

Quando as feridas sangrarem,
ELE é o curativo que estanca, faz secar,
remédio para a alma se curar.

Quando o medo paralisa,
ELE é a coragem que guia,
a mão que sustenta, a palavra que ampara,
a voz que não se cala.

Quando todos desaparecem,
ELE permanece, não te esquece.
Mão que você conhece, segue!

Quando a morte leva um pedaço de você,
ELE silencia junto com o seu pranto,
não te abandona nem com sua revolta,
chama o tempo, grande conselheiro,
que entende a sua dor com sinceridade,
remove a ausência, deixa apenas a saudade.

E Quando a saudade for muito grande,
ELE se aproxima como suave perfume,
são rosas delicadas que trazem esperança,
coro de anjos, voz de criança.
Por você, ELE morreu numa cruz.
Se precisar,  não hesite, chame-o pelo nome,

Seu amigo, Jesus!

*Por Paulo Roberto Gaefke

quinta-feira, 19 de março de 2015

Tempo de Jejum?

A Quaresma
deverá ser um tempo para “jejuar” alegremente de certas coisas e também para 
“fazer festa” de outras.

Neste tempo deveremos:

- Jejuar de julgar os outros e
festejar porque Deus habita neles.

- Jejuar do fixarmo-nos sempre nas diferenças 
e fazer festa por aquilo que nos une na vida. 

- Jejuar das trevas da tristeza 
e celebrar a luz. 

- Jejuar de pensamentos e palavras doentias 
e alegrarmo-nos com palavras 
carinhosas e edificantes. 

- Jejuar de desilusões
e festejar a gratidão. 

- Jejuar do ódio 
e festejar a paciência santificadora. 

- Jejuar de pessimismos, e viver a vida com otimismo como uma festa contínua. 

- Jejuar de preocupações, queixas e egoísmos;
festejar a esperança e a Divina Providência. 

- Jejuar de pressas e angústias; 
fazer festa em oração contínua 
à Verdade Eterna.

QUARESMA TEMPO DE ENCONTRO COM DEUS

quarta-feira, 18 de março de 2015

Às Vezes

Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. 
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma. 
Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida. 
Às vezes, é preciso abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar fora a chave. 
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho, mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar. O sol, o vento o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. 
Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então, esquecer.

*Por As Crónicas da Margarida, Margarida Rebelo Pinto

terça-feira, 17 de março de 2015

Homens Perigosos

Nesta mensagem não estará em foco o assassino, o estuprador, o torturador. Os jornais diários falam bastante destes personagens e eles tem adequada cobertura no código penal brasileiro. Existe um tipo de homem que pratica uma violência mais sutil, mais inteligente, que não deixa marcas no corpo e sim no interior das pessoas, invisíveis, impalpáveis, mas frequentemente muito dolorosas.

A mulher jovem, em busca do grande amor de sua vida, aquele com o qual se casará e terá filhos, não raramente encontra homens que falam a linguagem que toca seu coração. Homens que em poucas semanas ou meses de namoro já falam em casamento, tem pressa para casar, querem ter filhos o mais rápido possível. Diante de tantos homens jovens que fogem de compromisso, escorregadios, que querem apenas ‘ficar’, homens assim tão desejosos de um compromisso sério parecem um achado raro e precioso.

Já durante o namoro aparecem pequenos sinais. Estes homens desejosos de compromisso rápido costumam ser ciumentos, às vezes muito ciumentos, possessivos. Controlam tudo que a amada faz, onde vai, com quem se encontra. Ligam frequentemente, querem relatório, falam longamente sobre a importância da fidelidade, de viverem um para o outro, de fugir das más companhias. Preferem que sua amada se afaste das amigas e que conviva pouco com a própria família. Querem ser o centro absoluto da vida da namorada. Não querem que ela ouça maus conselhos de suas amigas ou que tenha delas maus exemplos. Querem que se afaste de sua própria família, porque ela agora terá a sua família, seus próprios filhos e precisa afastar-se de sua família de origem porque deve desenvolver sua independência, confiar nele, seu namorado, noivo e futuro marido e afastar-se de todas as influências prejudiciais.

Não raramente começa a semear na mente da namorada ou noiva a idéia de que não é necessário que ela trabalhe, que ele é homem o bastante para sustentar ela e os filhos. Se ela ainda é estudante, vigia-a com rigor. Nada é pior do que o ambiente de uma escola, entre pessoas de ambos os sexos, para desviar uma noiva do bom caminho.

Se ele for cauteloso o bastante consegue que a noiva ou jovem esposa fique grávida, porque aí terá que abandonar o trabalho ou os estudos, para ser uma mãe dedicada em tempo integral. A partir da gravidez um novo homem começa a aparecer. Se antes era zeloso, carinhoso, paciente, dedicado, por vezes até humilde e suplicante, querendo o tempo, atenção e carinho da namorada ou esposa, agora começa a relaxar. Chega mais tarde em casa, fica mais tempo com os amigos, fica mais impaciente com a esposa. Ao nascer o filho relaxa mais ainda. Mulher com um recém nascido é mulher bem presa, não oferece perigo importante, é pouco cobiçável, tem pouca mobilidade. O doce e dedicado namorado vai tornando-se arrogante, dá ordens, é ríspido, discute, impõe seus desejos, quer ser servido, não a ajuda cuidar do filho, arranja desculpas cada vez mais freqüentes para chegar tarde em casa, alega compromissos no trabalho ou simplesmente estava com os amigos, por que os homens precisam disto.

Muitas vezes já ouvi a esposa dizer: ‘Ele está casado mas quer ter vida de solteiro’. Cuidando de um bebê, sem profissão, afastada das amizades e da família a mulher fica refém da situação. Chora em silêncio, se amargura e tenta dedicar-se ao filho, tirar da maternidade sua principal alegria. Com o tempo o filho cresce um pouco, ela começa a pensar em voltar aos estudos ou trabalhar. Ele dificulta ao máximo, fica bravo e começa a desejar ter mais um filho. Se teve uma menina, agora quer um menino e vice versa. Alega que filho único fica mimado e problemático. Insiste, insiste até que a mulher cede porque em geral gosta de ser mãe, acha que dois filhos ou um casal é melhor do que filho único. Com um novo bebê no lar o marido respira aliviado. ‘Agora fica mais difícil ela sair fora’. O casamento vai ficando cada vez pior.

Depois que os dois filhos já cresceram um tanto ela fala em separação. Mas com freqüência não tem para onde ir. Muitas vezes a família de origem não a quer de volta com 2 ou 3 filhos e sem renda. Como não se profissionalizou, se volta a trabalhar ganha pouco, não tem quem fique com os filhos, ou estes ficam mal cuidados. Muitas vezes mantém o casamento para não prejudicar os filhos. Aceita ‘servir’ ao marido sexualmente, porque já perdeu completamente o interesse nele depois de tanto sofrimento e decepção. Quando o recusa sexualmente há brigas violentas, verbais ou corporais. Ele a acusa de adultério. ‘Se você não me quer é porque está com outro’. Alguns homens ameaçam: ‘Se você separar de mim eu te mato e mato a tua família’. Muitas se conformam, se calam e vão levando.

Outros homens, não tão ferozes, quando a mulher se separa e volta para a casa dos pais, fazem assédio intenso. Choram, se dizem arrependidos, pedem perdão de joelhos, dizem que vão mudar, que querem mais uma chance, que ele não soube dar valor a ela, que não consegue viver sem ela, que vai se suicidar. Por semanas ou meses vigiam o tempo todo, não dão trégua, a procuram infindavelmente querendo conversar. Muitas mulheres então, na doce ilusão de que terão um marido melhor, já que ele soube reconhecer seus erros em público e com tanto sentimento, voltam a morar com ele achando que agora vai valer a pena, vai ser feliz.

Por algumas semanas ou meses ele fica melhor e aos poucos tudo vai voltando ao normal, ou então fica pior do que antes, porque o homem quer vingança por ter se humilhado tanto para tê-la de volta. Se for bastante esperto, faz com que ela engravide ainda no período em que está ‘bonzinho’, tentando convencê-la de que é um novo homem e que um filho vai unir o casal nesta nova fase.

O desfecho deste tipo de casamento é variável. Quando a mulher fica, às vezes torna-se depressiva e dependente de remédios psiquiátricos, outras vezes desenvolve doenças corporais graves. Às vezes consegue separar-se e refazer sua vida com outro homem, ou então depois de separada vive apenas para ser mãe, temerosa dos homens em geral.

Casar-se e ter filhos com um homem assim não é destino. É escolha. É imprudência. É preciso conviver longamente com alguém antes de decidir-se casar e ter filhos. A mulher que quer ser dona da própria vida necessita ficar alerta para não se deixar seduzir pela pressa masculina por casamento e filhos. Ter uma profissão, estudar o máximo para ter renda suficiente, jamais renunciar à própria carreira em prol de marido e filhos, manter laços íntimos com amigos e família. Não se isolar. Ter uma rede de apoio que possa ajudá-la a pensar e dar-lhe abrigo em caso de necessidade. Jamais renunciar ao sonho de viver um grande amor, ser exigente, não ficar com um homem cheio de defeitos apenas por medo da solidão. Se a solidão amorosa é ruim é ainda apenas um purgatório. Casar e ter filhos com um mau marido, isto sim é o inferno na Terra. Não precisamos passar por isto.

*Por Carlos Bettencourt Almeida

segunda-feira, 16 de março de 2015

Podas

Quando eu era criança, encontrei, um dia, um jardineiro, com uma tesoura enorme na mão. 
Fiquei revoltado quando vi que ele, com a sua tesoura, começou a cortar os galhos mais tenros de todas as plantas. 
Reclamei, agarrei-o pelo braço.

Ele sorriu e pediu-me que, depois de um mês, eu voltasse a ver o resultado do que tinha feito. 

E, de fato,
um mês depois todas as plantas estavam ainda mais belas e cheias de vida. 
Foi assim que aprendi o segredo das podas. 

Quando li, no Evangelho, que o Criador e Pai poda justamente os galhos que dão frutos, 
entendi, 
aceitei, 
porque eu já sabia o efeito da poda. 

Por que todos nós temos a tentação de imaginar que os sofrimentos que nos chegam são castigos de Deus?! 
Por que não pensar que Deus permite sofrimentos físicos e morais,
como o agricultor que poda suas árvores,
para que dêem mais fruto ainda?! 

Por mais que o sofrimento nos desnorteie; 
por mais que certos sofrimentos pareçam absurdos e revoltantes,
agarremos-nos a estas duas certezas,
como quem se agarra a dois cabos de aço:
Deus existe e Deus é Pai.

* Dom Hélder Câmara

sábado, 14 de março de 2015

PARTICIPE DA NOSSA ENQUETE

ESTAMOS REALIZANDO UMA ENQUETE E GOSTARIA DE CONTAR COM SEU VOTO. ACESSE O SITE DA VANG E DE O SEU VOTO
WWW.RADIOVANGUARDAFM.COM.BR


Qual é o horário que você mais ouve a VANG?
04h ás 08h
08h ás 12h
12h ás 16h
16h ás 20h
20h ás 00h
00h ás 04h

sexta-feira, 13 de março de 2015

A Última Pedra

Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante.
Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também.

É impossível acertar sempre.
Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz com que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece de presente. 

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou porque eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente. 

Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.
Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.
Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.
Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.

Não importa o que você fez, não se torture.
Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa, perdoe-se.
E principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.

Não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.
Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.
Curta os passarinhos. Eles são os presentes do universo para você!

* Por Roberto Shinyashiki

quinta-feira, 12 de março de 2015

As perdas do ser Humano

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. 
Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. 
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. 
Começamos a vida em perda e nela continuamos. Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar. 
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas por que alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... 
E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar Por que? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás. Estamos crescendo. 
Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer...Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. 
Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos, mesmo quando algo nos é tomado contra a vontade. 
E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos altura, ganhamos o mundo. Neste ponto, vivemos em grande conflito. 
O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos. Ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo. Aí, de repente, caímos na real! 
Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. 
E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer. Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos. 
Ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos. De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso e perdemos cabelos. 
Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir, perdemos a esperança. Estamos envelhecendo. Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. 
Compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede. 
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

 * Por Aila Magalhães

quarta-feira, 11 de março de 2015

Cinco Sentidos

Primeiro foram os olhos que te trouxeram até mim. 
Devagar… devagarinho surgiste tu, vindo do nada e ocupando de forma avassaladora a tela da minha vida. 
Olhei-te. Observei-te. Admirei-te. Apreciei-te. 
Entraste-me na retina e não mais de lá saíste. Depois ouvi-te... 
Não foram palavras que escutei, foram acordes de harpa que fizeram retinir todas as campainhas do meu corpo, que embalaram as minhas células numa valsa de saltos altos à luz da Lua. Inalei-te… A que cheiras tu, meu amor? 
Que aroma é esse que se desprende de ti e como um néctar dos deuses me envolve nessa tua sedução. 
Que fragrância o teu corpo emana que se evapora para o meu corpo e que deixa a tua presença em mim? 
Toquei-te…que textura tem a tua pele? Não é seda, porque esta é magnífica e fria e o teu corpo é maravilhosamente quente. 
Não é linho, porque este é sublime e áspero e tu és sublimemente macio. 
Provei-te… no teu beijo há a luxúria do mais glamoroso vinho, há o requinte do mais caro champanhe, há a doçura da mais delicada sobremesa. 
Senti-te… e da troca de olhares, no gosto dos beijos, no toque de peles, no aroma dos corpos suados… apaixonei-me…

terça-feira, 10 de março de 2015

Hoje e não Amanhã...

Prefiro que partilhes comigo uns poucos minutos, agora que estou vivo,
e não uma noite inteira, quando eu morrer.
Prefiro que apertes suavemente a minha mão agora que estou vivo, 
e não apoies o teu corpo sobre mim, quando eu morrer. 
Prefiro que faças uma só chamada agora que estou vivo,
e não faças uma inesperada viagem, quando eu morrer. 
Prefiro que me ofereças uma só flor agora que estou vivo, 
e não me envies um formoso ramo, quando eu morrer. 
Prefiro que elevemos ao céu uma oração agora que estou vivo,
e não uma missa cantada e celebrada quando eu morrer.
Prefiro que me digas umas palavras de alento agora que estou vivo, 
e não um dilacerante poema, quando eu morrer.
Prefiro escutar um só acorde de guitarra agora que estou vivo, 
e não uma comovedora serenata quando eu morrer.
Prefiro que me dediques uma leve prece agora que estou vivo,
e não um político epitáfio sobre a minha tumba quando eu morrer. 
Prefiro desfrutar de todos os mínimos detalhes agora que estou vivo,
e não de grandes manifestações quando eu morrer.
Prefiro escutar-te um pouco nervosa dizendo o que sentes por mim agora que estou vivo,
e não um grande lamento porque não o disseste a tempo, e agora estou morto.
Aproveitemos os nossos seres queridos, agora que estão entre nós.

VALORIZA as pessoas que estão à tua volta...
Ama-as, respeita-as, lembra-te delas… 
enquanto estão vivas!!!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Ansiedade e fé

Você já se percebeu ansioso por algum fato, em alguma situação?

É normal que, em determinados momentos da vida, sintamos esse excesso de expectativa, uma vontade de acelerar o tempo, de que as coisas se concluam, aconteçam.

Entretanto, você já imaginou o que aconteceria se esses momentos se sucedessem com grande frequência?

O que ocorreria se substituíssemos uma preocupação solucionada por outra, logo em seguida, com o mesmo nível de expectativa?

Não raro, alguns de nós agimos dessa forma.

Vamos acumulando momentos de ansiedade, renovando-os, mantendo-nos em um estado ansioso perene, constante.

Como essa situação emocional não é a adequada, não é a desejada para o cotidiano do organismo, este sofre com o contínuo bombardeio desse temperamento ansioso.

Sempre se constituirá em prejuízo ao nosso organismo a excessiva preocupação e cuidados que registremos para pessoas, acontecimentos ou coisas.

A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação. É a exteriorização do inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do cotidiano.

Não podemos controlar todas as variáveis da vida.

Sempre haverá situações que escapam do nosso alcance, do nosso controle.

Nesses momentos, nos quais fizemos tudo o que nos cabia, nos quais utilizamos de todos os recursos possíveis, cabe-nos apenas aguardar os desígnios da vida.

Será nesse exato momento que agirá a nossa fé.

Construída no entendimento de que Deus provê todas as nossas necessidades, e de que tudo que nos ocorre está sob os auspícios divinos, a fé nos tranquiliza e acalma na dificuldade.

Essa fé, antídoto da ansiedade, não nasce no nosso emocional.

Ela é trabalhada na razão, na compreensão da presença de Deus em nossas vidas, e na certeza do Seu amparo amoroso. Ensinando-nos a trabalhar nossa ansiedade, Jesus, terapeuta maior, nos provoca inúmeras reflexões:

Não vos inquieteis com o amanhã porque o amanhã trará seus próprios cuidados.

Basta a cada dia o seu mal.

As aves do céu não semeiam nem ceifam e vosso Pai Celestial as alimenta.

Olhai os lírios dos campos...

Se nos permitirmos meditar em torno dessas propostas de Jesus, nosso olhar perante a vida se modificará.

A ansiedade cederá espaço para a fé.

A confiança na Providência Divina, o entendimento de que não estamos sós, ganhará espaço em nossa intimidade.

A certeza de que Deus nos provê as necessidades passa a substituir o sentimento de ansiedade, quando não o de medo e insegurança perante a vida.

Dessa forma, se nos percebermos por demais ansiosos, busquemos a meditação, a reflexão profunda nos ensinamentos de Jesus, e na nossa relação com Deus.

Utilizemos a oração para nos amparar na construção da fé raciocinada, da compreensão da vida, da confiança em Deus.

Assim agindo, aos poucos, as dúvidas e incertezas diminuirão, e as veremos como processo natural da nossa existência na Terra.

Finalmente, quando formos surpreendidos pela ansiedade excessiva, após fazer o que nos cabe, entreguemos nossas preocupações e medos ao Pai, e Ele saberá como melhor conduzir todas as questões.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Gandhi e o Professor arrogante

Enquanto estudava Direito no Colégio Universitário da London University de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Um dia Professor Peters estava a almoçar na sala de jantar da Universidade e o aluno vem com a bandeja e senta-se ao lado do professor.
Professor, altivo, diz:

- “Sr. Gandhi você não entende … Um porco e um pássaro, não se sentam juntos para comer.”

Ao que Gandhi respondeu:

- “Fique o professor tranquilo … Eu vou voando”, e mudou-se pra outra mesa.

Mr. Peters ficou cheio de raiva e decidiu vingar-se no teste seguinte, mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada pergunta. Então o professor fez mais uma pergunta:

- “Mr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco, dentro dele está a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro, qual dos dois tira?”

Gandhi responde sem hesitar:

- “É claro professor que tiro o dinheiro!”

O professor Peters sorrindo diz:

- “Eu, ao contrário, tinha agarrado a sabedoria, você não acha?”

- “Cada um tira o que não tem.” responde Gandhi.

O professor Peters, fica histérico e escreve no papel da pergunta: Idiota!

E o jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente.

Depois de alguns minutos dirige-se ao professor e diz:

- “Mr. Peters, reparo que assinou a minha folha, mas não colocou a nota?”

E você? Costuma reagir com a mesma serenidade e perspicácia às ofensas que recebe?

quinta-feira, 5 de março de 2015

Voltei Pra Perguntar ...

O que deixo, o que marco em sua vida, quando eu passo por você? 
O que os meus olhos confessam, quando encontram com os seus? 
Se eu deixo uma saudade boa pra lembrar? 
O que fica de mim? 
Eu pergunto se valeu a pena, ter deixado ir além, ter entrado ai na sua casa dividindo o que é seu,
essa vida vai muito depressa e é bom saber o que deixei de mim. 
Pode ser que nesta vida eu não possa mais voltar, para amar quem não amei, consertar o que estraguei, 
o perdão que não pedi, a solidão que não desfiz, o sorriso que neguei e aquele esforço que não fiz, 
eu sei que o tempo vai passar, as pessoas vão e vem, mas sei que algumas vão ficar, pelo mal ou pelo bem, 
não morrerá quem soube amar e que seja sempre assim, que EU DEIXE SÓ O BEM QUE EXISTE EM MIM, se com você não consegui, eu voltei quem sabe assim, a gente possa se olhar, como quem nunca se viu, e no perdão recomeçar, pra depois reconhecer: minha vida é bem melhor por ter você.'

*Por Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 4 de março de 2015

Se...

Há anos que o amava em silêncio sem nunca ter tido coragem para lho dizer. Todos os dias falávamos sobre as coisas mais banais, trivialidades de quem nada diz e tem muito para dizer, todos os dias me fazia sorrir, todos os dias partilhávamos confidências, receios, todos os dias lia, onde não existia, uma frase romântica que me fazia sonhar. Nunca foram precisas palavras para lhe dizer o que me torturava o peito mas sei que ele o sabia. Um amor puro, ingênuo e desinteressado só se tem uma vez na vida e que a amizade e a amizade é uma linha ténue que nos separa de um grande amor. Um dia veio a notícia que mudaria de cidade, que partiria para outra vida, que iria ter novos amigos… e amigas… Um coração ingênuo não aguenta ouvir estas palavras sem sangrar por dentro. O último dia antes de partir, fizemos uma festa de despedida, com bebidas proibidas, mousses instantâneas, batatas fritas e música alta. O som abafava a minha voz, a minha dor, os meus pedidos surdos para não partires. Ouvi o toque da campainha que anunciava o fim das aulas. Corri para o espelho da casa de banho e endireitei os ganchos do cabelo, alisei a prega do vestido e coloquei nos lábios o batom de cereja que na véspera roubara da mochila da minha irmã. Do outro lado da escola fui encontrá-lo, calças de ganga sujas de mais uma partida de futebol, joelhos esfolados indiciando a alegria de um último golo. Só sei que eu tremia como se tivesse com frio, apesar das cigarras já terem anunciado a proximidade do Verão. As pessoas passavam por mim e resmungavam pelo facto de estar a empecilhar o caminho. Não me consegui mexer, não consegui falar. O meu cérebro gritava às minhas pernas «-Corre, vai ter com ele», ordenava aos meus braços «-Abraça-o pela última vez», e ditava à minha boca «-Dá-lhe um beijo de despedida». Tentei chamá-lo mas a voz não me obedecia. O som de uma buzina, que tão bem conheço, faz-me estremecer… a mãe dele acabou de chegar para o levar, e desta vez, para uma longa viagem, para longe de mim, para longe das nossas brincadeiras. Também ele ouviu a buzina e veio na minha direção com uma expressão envergonhada. Quando passou perto de mim colocou na minha mão um bilhete arrancado de uma meia página de caderno de espiral da disciplina de matemática onde se lia «-Quando voltar quero ser teu namorado». Vi-o desaparecer dentro do carro, o carro a desaparecer na multidão, a multidão a desaparecer no caminho e o caminho da felicidade a desaparecer da minha vida. Vi a minha coragem desaparecer e o meu coração a cair ao chão, estilhaçando-se para o resto da minha existência. Hoje, tantos anos depois, sei que aquele episódio deixou na minha boca o sabor amargo de não ter lutado pelo que queria, a falta de coragem ficou marcada em mim como uma tatuagem na pele. «-O que é que teria acontecido se….» os «ses» da vida são as palavras mais difíceis de combater.

*Por 
aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 3 de março de 2015

Os dez mandamentos da qualidade

1) Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. No máximo, comente seus planos no sentido de tornar seu trabalho de vez mais produtivo.
Pensar positivo é qualidade.

2) Ao entrar no prédio de sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir o olhar, mesmo não sendo um colega da sua área.
Ser educado é qualidade.

3) Seja metódico ao abrir seu armário, ao ligar seu computador, ao passar informações etc. Comece relembrando as notícias de ontem. 
Ser organizado é qualidade.

4) Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem, talvez, não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.
Ser prevenido é qualidade.

5) Quando for abordado por alguém, tente adiar sua própria tarefa, pois quem veio lhe procurar deve estar precisando bastante de sua ajuda e confia em você. Ele ficará feliz pelo auxílio que você possa lhe dar. 
Ser atento é qualidade.

6) Não deixe de alimentar-se na hora do almoço. Pode ser até um pequeno lanche, mas respeite suas necessidades. Aquela tarefa urgente pode esperar uns 30 minutos. Se você adoecer, dezenas de tarefas terão que aguardar sua volta, as quais acabarão por sobrecarregar seu colega de trabalho.
Respeitar a saúde é qualidade.

7) Dentro do possível, tente se agendar para os próximos 10 dias, tanto para tarefas do trabalho quanto as sociais. Não fique trocando estas a todo momento, principalmente a minutos do evento. Lembre-se de que você afetará o horário dos seus colegas.
Cumprir o combinado é qualidade.

8) Ao comparecer a reuniões, leve tudo o que for preciso para a ocasião, principalmente suas idéias. Divulgue-as sem receio. O máximo que poderá ocorrer é alguém do grupo não aceitá-la. Talvez mais tarde, em dois ou três meses, você tenha a chance de mostrar que estava com a razão. 
Saiba esperar: ter paciência é qualidade.

9) Não prometa o que está além do seu alcance só para impressionar quem lhe ouve. Se você ficar devendo um dia, vai arranhar o conceito que levou anos para construir.
Falar a verdade é qualidade.

10) Na saída do trabalho, esqueça-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família ou os amigos que lhe darão segurança para desenvolver suas tarefas com equilíbrio. 
Amar a família e os amigos é a maior qualidade. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Uma Questão de Escolha

O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. 

Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.

Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples...
Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. 

Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar.

Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.
É simples...

Padre Fábio de Melo

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...