sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Solte a panela…

Conta-nos um mestre, que certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. 
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. 
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.


Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que…

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário… Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo… – Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por  incapacidade… Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”
O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego.  Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar.


O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!


Beth Landim

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A história

Eu podia começar contando a história de como você apareceu, e mudou minha vida. Ou eu podia deixar bem claro o quanto eu fui feliz contigo. Mais de que vale isso agora? O que importa o passado, quando o presente é oposto? E também, acho que eu não preciso dizer essas coisas, todo mundo sabe o quanto eu mudei por você ou o quanto eu lutei por nós dois. 

Tenho certeza de que todo mundo tá cansado de saber, que quem sofre agora sou eu. Me fez acreditar que a realidade era maior, eu fechei os olhos e deixei você me guiar. E agora eu to perdida no meio desse sentimento, que insiste em ficar em mim. Ninguém pode entender o que eu sinto, ninguém sabe as noites que eu passo chorando. Já não é dor, não é decepção, é só um vazio.. acho que a pior dor do mundo, é não sentir dor alguma, é não sentir mais nada. 

É o medo de se apaixonar, ou de ter algo a desejar. Porque nos meus sonhos ainda passa a imagem de nós dois. Já não tenho esperanças, mais tenho desejos que me sufocam. E saber que você já se foi, já me esqueceu, é como sentir que meu mundo parou, enquanto o seu acelerou os passos. 

E todo dia eu me sinto sozinha, cercada de gente, mas querendo uma só que não está! E nem nunca estará. Sigo sem saber o que dizer, porque não existem mais palavras entre nós. As vezes só um carinho seu, me faz ganhar o dia mais também só uma palavra tua, quebra meu mundo em pedaços. E quando eu deito na cama, e tento entender mais uma vez o que aconteceu com a gente, fico suplicando em sonhos, aquele futuro que você me prometeu. 

Eu sinto tudo em volta desabar, quando eu vejo que nossas promessas, nossos planos pertencem agora á aquela que tomou o meu lugar. Nunca fui muito boa nessas histórias, mais eu era boa em amar você. E agora me custa desaprender isso, me diz.. se nosso amor era eterno, cadê o meu final feliz?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Desisto...

Recebi este texto e aproveito este espaço para partilhar toda essa desistência que se faz necessária em nossa vida cotidiana…

“É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. Essa frase soa com tanta força, não é? Mas é verdade, eu desisti mesmo. De um monte de coisas. Desisti de reclamar de quem não quer aprender. 

Decidi me concentrar em quem quer. E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento. Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo. Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso. Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim. Ah, isso ia ser um tormento! 

Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante. Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar. Desisti de procurar defeito nas pessoas. Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las. Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha. Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro. Desisti de impor minha opinião sobre tudo.

Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma. Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo. Sei lá o que vai acontecer com o avião… 

Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva? Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último. Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer… Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT ou a NBR 9004. Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante. Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito. Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos. Se eu fosse você, desistia também… Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa!!!”

E nunca se esqueça que existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra – depois de atirada; a palavra – depois de proferida; a ocasião – depois de perdida; o tempo – depois de passado…

Portanto…

Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria. Case com alguém com quem você goste de conversar. À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos. Não acredite em tudo o que ouve: não gaste tudo o que tem, não durma tanto quanto gostaria. Quando disser ‘eu te amo’, seja sincero. Quando disser ‘sinto muito’ olhe nos olhos da pessoa.  Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento. Acredite no amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos. Não julgue ninguém pelos seus parentes. Fale devagar, mas pense depressa. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; ‘Porque deseja saber?’ Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos. Diga ‘saúde’ quando alguém espirrar. Quando você perder, não perca a lição. Recorde-se dos três ‘R’: Respeito por si mesmo,  Respeito pelos outros, Responsabilidade pelos seus atos. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigi-lo. Sorria quando atender ao telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz. Passe algum tempo sozinho e reflita…

Desapague-se…


* Por Beth Landim

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A pulga, a mosca e a lesma…

Max Gehringer, administrador de empresas e escritor muito conhecido por todos os brasileiros, nos traz em seus artigos muitas contribuições não só em relação às questões empresariais, mas também suscita reflexões para nossa vida pessoal. Em um de seus textos, intitulado “As duas pulgas”, ele nos aponta uma questão muito interessante: os perigos dessa necessidade exarcebada de mudança expostas pelo mundo atual. 

Por isso, essa semana, peço licença a Max Gehringer para citar essa história e a partir dela refletir com meus amigos leitores sobre a armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento.

“Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
– Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar.
Daí nossa chance de sobrevivência, quando somos percebidas pelo cachorro, é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele, e ele nos pega. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu…  A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos… Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
– Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?
- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI.  Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar, de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
– Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas…
– Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro, e então ela me disse: “Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança.”

Essa simples história nos faz refletir sobre a necessidade atual de não focar nossas ações no problema e sim na SOLUÇÃO.

É importante pensar, que para ser mais eficiente, é necessário escutar mais e falar menos, pois muitas vezes a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.
No mundo do trabalho e na vida pessoal, o grande desafio parece ser como dizemos popularmente, “apagar incêndios”. Vemos o tempo todo profissionais brilhantes, buscando saída para os problemas que envolvem alternativas para causas desconhecidas, perderem seu tempo focados na solução de problemas redundantes que acabam por minar a capacidade de desenvolvimento profissional e pessoal.

O foco em achar a solução dos problemas está na mudança radical. No entanto, o foco na vida, assim como na profissão, deve estar na causa da situação em questão, o que às vezes não é fácil de identificar pois demanda uma grande dose de humildade, coragem, dedicação e entrega pessoal na direção da verdadeira solução das dificuldades que parecem não ter fim. Na maioria das vezes a solução não está na mudança, mas na transfiguração da maneira de ver e olhar a situação. Um novo posicionamento pode reverter todo o processo para o sucesso!
Reflitam … quantas vezes já não fizemos como as pulgas!

*Por beth landim

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A última viagem de táxi

Divido com você uma linda mensagem de amor e de vida.

“Houve um tempo em que eu ganhava a vida como motorista de táxi. Os passageiros embarcavam totalmente anônimos. E, às vezes, me contavam episódios de suas vidas, suas alegrias e suas tristezas. Encontrei pessoas que me surpreenderam. Mas, nenhuma como aquela da noite de 25 de julho do último ano em que trabalhei na praça. Havia recebido, já tarde da noite, uma chamada vinda de um pequeno prédio de tijolinhos, em uma rua tranquila, no centro histórico de Curitiba. Resolvi atender a última chamada que deveria ser breve. 

Quando cheguei ouvia cachorros latindo longe. O prédio estava escuro. Havia uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda, pensei. Assim, fui até a porta e bati. “-Um minutinho”, respondeu uma voz fraca e idosa. Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão… Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência. Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro! Se equilibrava numa bengala, enquanto segurava com dificuldade uma pequena mala. Dava para ver que a mobília estava toda coberta com lençóis. Não havia adornos sobre os móveis. 

A velha senhora, esboçando então um tímido sorriso, pediu-me: “- O senhor poderia me ajudar com a mala?”. Eu peguei a mala e ajudei-a a caminhar lentamente até o carro. Enquanto se acomodava ela me agradeceu. “- Oh, disse-me ela, você é um bom rapaz!”. Quando embarcamos, deu-me um endereço e pediu: “- O senhor poderia ir pelo centro da cidade?” Este não é o trajeto mais curto, alertei-a prontamente. “- Eu não me importo. Não estou com pressa. Meu destino é o último, o asilo dos velhos.” Surpreso, eu olhei pelo retrovisor.

Os olhos da velhinha brilhavam marejados.

“- Eu não tenho mais família e o médico me disse que tenho muito pouco tempo de vida.”. Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei: “- Qual o caminho a senhora deseja que eu tome?”. Nas horas seguintes nós dirigimos por toda a cidade. Ela mostrou-me o edifício na Barão do Cerro Azul em que havia trabalhado como ascensorista. Passamos pelo Centro Cívico, em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados, e também por uma Igreja no Alto da Glória, aonde comemoraram as Bodas de Ouro. Ela pediu-me que passasse em frente a uma loja na Rua Dr. Muricy, que ela dizia ser um clube alemão, que tinha um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. Às vezes pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina e ficava com os olhos fixos na escuridão. Olhava e suspirava… E assim rodamos a noite inteirinha. Passamos por parques, praças, restaurantes, tudo o que vinha vindo na sua imaginação e lembrança.

Quando os primeiros raios do sol surgiram no horizonte, ela disse de repente: “- Estou cansada e pronta. Vamos agora!”. Seguimos para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a uma pequena casa de repouso. Duas atendentes caminharam até o táxi e logo se acercaram da senhora, a quem pareciam esperar. Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise até a porta. A senhora, já sentada em uma cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida. “- Quanto lhe devo?”, ela me perguntou, pegando a bolsa. Respondi que não devia nada, pois tinha outros passageiros. “-Você tem que ganhar a vida, meu jovem!”. Ela insistiu, disse que não precisava mais de dinheiro, e colocou 2 mil reais no bolso da minha camisa. Eu não quis aceitar, mas ela foi incisiva e quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente, me deu um beijo afetuoso e disse:

“- Você deu a mim bons momentos de alegria, como não tinha há tanto tempo. Visitamos não só lugares, mas momentos que eu vivi. Só Deus é quem sabe o quanto você fez por mim. Obrigada, meu amigo!”.

Apertei a sua mão e caminhei até o carro. Era como o som do término de uma vida… Sai daquele lugar com meu coração batendo de uma forma diferente. Dirigi olhando o centro da cidade amanhecendo ao fundo e não conseguia parar de chorar e pensar em como vivemos e ao que damos valor, se daqui não levamos nada. Naquele dia não peguei mais passageiros. Dois dias depois tomei coragem e voltei no asilo para ver como estava a minha nova amiga e quem sabe passear com ela de novo. Disseram-me, então, que na noite anterior, seu coração parou durante a noite, e ela adormecera para sempre, em paz e feliz.”

Em geral nos condicionamos a pensar que nossas vidas são os nossos objetivos e o nosso futuro. Mas a vida nos leva a vivenciar grandes momentos. Todavia, os grandes momentos nos pegam desprevenidos e ficam guardados em nossa alma. Quando nos damos conta vimos que nos esquecemos deles. As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse, porém elas sempre se lembrarão da forma carinhosa que você as tratou. Podemos fazer a diferença na vida das pessoas!!!

* Por Beth Landim

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Ninguém se casa com aparências

Há muito tempo atrás li um texto na internet sobre uma garota que questionava um empresário sobre porque uma mulher linda como ela não conseguia se fixar em um relacionamento com ninguém, enquanto ela observava que a maioria das esposas do tipo de homem que ela procurava eram mais “feias” que ela. Ele foi simples em sua resposta, dizendo que ninguém se casa com aparências.

Pense em como seria passar todos os dias de sua vida com uma pessoa que só se importa com as aparências e com que os outros estão falando sobre ela. Na maioria dos dias vocês só terão um ao outro para conversar, serem amigos, discutir sobre assuntos em comum e sobre aqueles que vocês discordam. Vocês terão problemas para resolverem juntos, terão um relacionamento com suas famílias, trabalhos e responsabilidades. E na “vida real” de um casal, no dia a dia, o mais importante no seu companheiro ou companheira é o quanto estão preparados para assumir um compromisso de entrega total, um ao outro, tornando-se uma só pessoa, um time para os bons e maus momentos da vida.

Pensando por este ponto, qual a importância da beleza externa em uma relação de longo prazo? Com o passar dos anos a beleza se vai e o que fica é o seu conteúdo, suas experiências de vida, seu conhecimento sobre o mundo, aquilo que faz você ser você e a(o) torna especial. E isso vem de dentro de você, não tem relação nenhuma com beleza. Apenas para deixar claro, não estou dizendo que beleza não seja importante. Ter auto-estima elevada faz nos sentirmos bem, e quem está bem consigo mesmo contagia as pessoas ao seu redor. Mas apenas isso não é o suficiente. Sem querer ser clichê e já sendo, quem se preocupa apenas com a beleza exterior é um frasco de perfume vazio.

Se você ainda faz parte do time de quem procura alguém especial para sentar no assento ao seu lado para a viajem da vida, meu conselho é que você, apenas por um momento, esqueça um pouco as aparências externas e procure conhecer as pessoas pelo que elas realmente são, o que as tornam verdadeiramente bonitas, por dentro e por fora.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A magia que existe dentro de você…

Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto… Olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis…

Se a preocupação com encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar! Você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo, pois todos nós temos uma força, uma magia magnífica dentro de si. Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade!

Mas diante dessas constatações, fiquei me perguntando: Por que será que algumas pessoas olham para suas vidas, seus problemas e vitórias de modo tão diferente? Por que algumas pessoas vêem mágica em suas vidas e outros não? A diferença, talvez, esteja nestes aspectos:
Acredite na mágica força  que existe dentro de você. Toda pessoa é um ser mágico, sua concepção e nascimento foi uma grande obra da natureza. Acredite, existe um grande poder dentro de você, um poder que é capaz de mudar suas atitudes, influenciar o meio em que você vive. A escolha é sua!

Você pode decidir entre realmente fazer a diferença ou ser mais um no meio da multidão. Mas, saiba que como todo bom mágico é preciso muito trabalho e perseverança para estar entres os melhores. Acreditar nos seus dons, nos seus sonhos, no seu talento é a base para construir uma carreira de sucesso. Experimentem novas cores em sua vida.
Provoque e construa mudanças positivas. Experimente uma nova vida colocando novos temperos em seu dia-a-dia. Crie novos hábitos como a leitura, o trabalho voluntário, opinar e dar mais idéias no ambiente de trabalho. Não mude tudo! Não seja radical, comece com pequenas mudanças no comportamento. Quer ser mais paciente, menos ansioso, pratique a meditação. Quer ter mais pique no trabalho, pratique mais atividades físicas. Comece trocando 2 ou 3 maus hábitos por outros mais saudáveis.

Mude sua percepção sobre os fatos, procure ver o contexto, não tire conclusões precipitadas, somente decida ou comente algo quando estiver convicto que vale a pena fazê-lo. Crie momentos mágicos. Tenha o bom humor, o alto astral sempre como aliado. Procure iluminar o lugar em que você vive. Demonstre seu entusiasmo pela vida, paixão naquilo que faz, agradeça sempre ao Criador por tudo o que você tem e é.         Acredite: problema sério é problema de saúde, o resto você pode, deve e vai superar. Tenha sempre essa certeza. Não faça tempestade em copo d’água, não crie problemas imaginários e pare de procurar “problemas onde eles não existem”, cuidado pois um dia pode acabar encontrando.

A vida é curta demais para torná-la um grande peso, seja pró-ativo e foque a solução do problema. Depois ensine seus momentos mágicos, pois a partir do momento em que você conhece novos truques para encantar seus expectadores, é hora de repassar seus conhecimentos e nova filosofia de vida. Divulgue e treine as pessoas à sua volta. Peça sempre um sorriso, faça questão de um “bom dia” diferente, estimule pensamentos positivos, aceite sugestões! Lembre-se mantenha a porta e o coração abertos e aumente a auto-estima de toda e qualquer pessoa que conviva com você.

A velha e boa história de “faça o bem, não importa a quem” vai se tornar um grande impulso para novos saltos em sua vida. A decisão é sua. A magia está dentro de você. Tá na hora de procurar onde você tem deixado sua varinha de condão.
E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é… Imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender com os erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra…

Pense nisso… Ouse sonhar, pois os sonhadores vêem o amanhã. Ouse fazer um desejo, pois desejar abre caminhos para a esperança e ela é o que nos mantém vivos. Ouse buscar as coisas que ninguém mais pode ver. Não tenha medo de ver o que os outros não podem.

Acredite em seu coração e em sua própria bondade, pois, ao fazê-lo, outros acreditarão nisso também. Acredite na magia, pois a vida é cheia dela, mas, acima de tudo, acredite em si mesmo… Porque dentro de você reside toda a magia da esperança, do amor e dos sonhos de amanhã.

* Por Beth Landim

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sonhos: matéria-prima da essência humana…

Estive pensando sobre aquela célebre frase de Fernando Pessoa, tão usada nos discursos:

“Você é do tamanho dos seus sonhos”.

E qual será o verdadeiro tamanho dos nossos sonhos?

É no sonho que cada um de nós projeta as realizações. Se entendermos o ser humano como a Divina ligação entre o corpo e a consciência, poderemos classificar o sonho como o elemento que acorda o inconsciente e, por vezes, consegue desligar o corpo da consciência. Quando esse desligamento ocorre, passamos a navegar em emoções secretas e profundas.  Sonhar é permitir-se olhar pela janela da liberdade, trilhar caminhos desconhecidos, projetar o futuro, perseguir a felicidade… almejar a vida.

Não existem limites para sonhar. No sonho, é possível brincar com o tempo, refazendo o passado e antecipando o futuro.

Aliás, para sonhar, nem é preciso ter passado ou presente. Para sonhar é preciso, apenas, ter esperança. É a esperança que nos impulsiona e que direciona nossos sonhos.  Sonhar não é direcionar os pensamentos ao que pode ser real. É tornar real, mesmo que apenas na mente. É dar, a própria vida, a um sentimento de bem-estar.

Mas e o tamanho dos nossos sonhos? Quanto maior o sonho, maior a possibilidade de decepção? Não! Esse é o grande erro daqueles que não ousam. Se o sonho é grande, grandes são as possibilidades e as decepções tornam-se oportunidades de aprendizado. Sim. Por vezes, nossos sonhos irão se despedaçar como cacos de uma louça cara. Por vezes, vão sumir como bolhas de sabão no ar. Não importa! Nessas horas, teremos a oportunidade de renovar nossos sonhos. De preencher os possíveis vazios com novas esperanças. É necessário sonhar.

Na natureza, encontramos valiosos exemplos de pequenos-grandes sonhadores. A lagarta, enquanto rasteja, sonha em se tornar borboleta. Troca o lamento de sua condição atual pelo sonho de voar em volta das flores coloridas e, dessa forma, ameniza seu sofrimento e é feliz.

A semente, enterrada no solo, poderia sufocar e morrer em seu próprio pesar. Ao invés disso, sonha em germinar e ver a luz do sol. Enquanto sonha, é feliz e espera sua integração na vida da natureza.

Augusto Cury, psicoterapeuta e escritor brasileiro, em um de seus textos, traduz, como ninguém, a valentia e o significado desses exemplos: “Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas e os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas, se você tiver grandes sonhos… seus erros produzirão crescimento, seus desafios produzirão oportunidades e seus medos produzirão coragem”.

É preciso povoar a mente de sonhos. Correr o risco e renovar as esperanças. A projeção de nossos sonhos é o que nos proporciona sustentação moral e emocional para prosseguirmos na grande aventura da vida. O mundo pertence aos portadores de sonhos, seres especiais.

Mas o que fazer quando os sonhos alcançam as nuvens e parecem inatingíveis? Eis aí a pergunta que determinará o real tamanho dos seus sonhos. Se eles são grandes, realize-os! Empenhe-se, simplesmente, em construir os alicerces para alcançá-los.

Quando uma mãe se debruça sobre o berço de seu filho ainda tão pequeno, ela descortina, para ele, os mais lindos sonhos. Projeta uma vida reta, íntegra e feliz. Naquele momento, seus sonhos trazem sua felicidade e transmitem paz ao seu bebê. Mas, como grande é o seu sonho, enquanto aquele menino cresce, é preciso construir os alicerces para que ele se torne o homem digno com o qual ela sonhou.

Tornar um sonho realidade é uma das maiores recompensas humanas. Para isso, é preciso, além de sonhar, buscar os caminhos para realizar nossas fantasias. É muito bom perseguir os sonhos e sentir o gosto de vê-los realizados, nos amadurece e nos prepara para desafios futuros, alargando sempre os nossos horizontes para outros vôos.

Termino este artigo, desejando que você sonhe alto e sonhe sempre. Que renove, a cada queda, suas esperanças e seus projetos.

Que reconheça o tamanho dos seus sonhos e, diante disso, encontre forças para alcançá-los. Que construa pontes que te levem a eles, ao invés de paredes que limitem seu futuro. Não perca a firmeza dos seus pés na terra, mas jamais deixe de erguer a cabeça para o alto e desejar ser uma estrela.

* Por Beth Landim

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quero te esquecer, mas não consigo

Quero te esquecer, mas não consigo.
Cada vez que penso em te esquecer, mais em meu pensamento fica.
A dor de pensar em te perder é só minha.
E esse silêncio que fica não apaga você de mim.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Cada vez mais quero te ter, quero te ver.
Só de pensar em sua ausência fico triste.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Preciso te esquecer para não sofrer.
Mas já estou sofrendo…
Cada hora, cada minuto são precisos.
E eu quero, mas não consigo, o que fazer…
Quero te esquecer, mas não consigo.
Na minha vida você foi o paraíso.
Uma vontade sem sentido.
Um querer sem poder.
Você foi uma estrela linda, que apareceu na minha vida.
Mas que tantas coisas estão fazendo com que ela perca o brilho.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Teu cheiro está em mim.
Nossos momentos estão marcados.
Mas nossos sonhos foram calados.
Quero te esquecer, mas não consigo.
Preciso muito! Para que eu não sofra.
E para não te ver sofrer…
Eu não quero…
Mas preciso te esquecer…

“O destino une e separa as pessoas, mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas que, por algum motivo,um dia nos fizeram felizes”…
Chega um momento na vida em que você sabe quem é importante para você, quem nunca foi, quem não é mais e quem o será sempre.
“Antes de julgares a “minha vida” ou meu “caráter”… Calça os MEUS sapatos e percorre o caminho que EU percorri, vive as “minhas tristezas”, as “minhas dúvidas”,as “minhas alegrias” !!!Percorre os anos que e EU percorri, tropeça onde EU tropecei e levanta-te assim como EU o fiz!!!Cada um tem a sua própria história !!!E então, só aí poderás “julgar-me!”

(Mário Quintana)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Lei do caminhão de lixo…

Divido com vocês pequenas histórias que são capazes de nos fazer refletir na nossa caminhada.

Um dia peguei um táxi… Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou por um triz do outro carro!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amável e amigável. Indignada lhe perguntei: — Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital! Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de: A Lei do Caminhão de Lixo.

Ele explicou que: Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo… respire e deixe o lixeiro passar.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem, pois a vida é 10% o que você faz dela e 90% a maneira como você a recebe!

Conta-nos uma lenda que…

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou: – Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa? Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: – Estou ouvindo um barulho de carroça. – Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia… Perguntei ao meu pai: – Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos? – Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz. Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…

É necessário entendermos que temos a responsabilidade de sermos seres com conhecimento, valores, princípios… pois “carroças vazias” trepidam, trepidam, fazem barulho, mas não possuem consistência para o conhecimento profissional, humano e familiar. Isso significa entender que nossa busca por aprender deve ser diária e constante, pois vivemos na era do pensamento complexo, que corresponde à multiplicidade, ao entrelaçamento e a interação contínua da infinidade de sistemas e de fenômenos que compõem o mundo, e para tanto, temos que nos desafiar a todo o momento, buscando sempre a complementaridade das relações e do conhecimento.

Não é possível reduzir a complexidade a explicações simplistas, a regras rígidas, a fórmulas simplificadoras ou a esquemas fechados. Pois não podemos viver na simbologia do “ou” e sim do “e”… O mundo é feito para agregar, completar, preencher, somar e crescer, para que possamos preencher corretamente “nossas carroças”…

E então de uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: – Mas qual é esse tempo certo? 
Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

Tenha um maravilhoso fim-de-semana, livre dos lixos e das carroças vazias que surgem em nossos caminhos, nos fazendo perder um tempo precioso que não voltará para vivermos novamente!!!

* Por Beth Landim

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Você é tudo pra mim...

Como nos diz a música… “Eu não sei, de onde vem, essa força que me leva pra você. Eu só sei que faz bem, mas confesso que no fundo eu duvidei. Tive medo, e em segredo, guardei o sentimento e me sufoquei. Mas agora, é a hora, eu vou gritar pra todo mundo de uma vez. Eu tô apaixonado. Eu tô contando tudo e não tô nem ligando pro que vão dizer. Amar não é pecado. E se eu tiver errado, que se dane o mundo, eu só quero você…”

Todo mundo já se apaixonou um dia. Já sentiu uma felicidade súbita, já contemplou, com mais atenção, o canto dos pássaros. Já viu uma cor no pôr do sol, já pode decifrar, na lua, mais que suas fases, já contou estrelas e viu escrito nelas o nome do seu amor. Mais isso será amor ou paixão? Qual a diferença? A paixão prescinde o amor. É aquele sentimento arrebatador que tira o ar na menor fagulha de pensamento em direção ao ser amado. O amor vem depois. Como fogo da vida que te consome e te faz viver. 

O amor é algo calmo, sereno e, ao mesmo tempo, forte. Rio que queima e aquece a alma. Onde quer que vá, o amor está ali ao teu lado, independente da distância, existe entre você e ele a certeza do amor, a cumplicidade das almas. A paixão é essencial em todo relacionamento amoroso, homem-mulher. Sem ela, o amor chega a outro estágio: amizade. A paixão faz renascer o amor todos os dias. Já o amor é necessário à vida da paixão. Sem ele, a paixão se perde, se torna sexo, eventualidade, aventura… mostra toda sua fragilidade e se torna fugaz.

Amor e Paixão são amigos inseparáveis que dão razão um ao outro. É o tempero dos relacionamentos que enfrentam a distância, a falta do outro, do carinho, dos olhos nos olhos, do sentir o cheiro, de ver o sorriso. Ninguém é capaz de determinar se vai amar ou se vai apenas se apaixonar, nem muito menos é capaz de decidir se a paixão vai ficar ou receberá a doce visita do amor.  O certo é que os sinais virão, você sentirá. Como diz Arnaldo Jabor em uma de suas crônicas, “O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento gostoso insuperável que provoca.”

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos brilham, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Quando amamos, as dores de um são sentidas no outro, que faria de tudo para não ver seu amor triste, impotente! O amor nos permite viver num estado de felicidade, de alegria. As cores ficam mais vivas, o perfume se exala nos pensamentos. Queremos estar perto, abraçar, beijar, conhecer, conversar… enfim, amar! Sentir a felicidade do outro a se misturar na sua!

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Porque o amor de verdade existe e, se você ainda não sentiu, vai sentir. E, quando sentir, vai perceber a diferença entre o amor e a paixão. A paixão é um estado de espírito, o amor muda nossas vidas e nunca nos deixa só.  A paixão é o alimento do amor. O amor, alimento da alma!

Quem ama tem um coração limpo. Quer o bem do próximo, o vê em sua plenitude, independente dos defeitos que cada um de nós possui. Quando sabemos o que queremos, podemos até esperar um bom tempo, mas, o “tempo bom” chegará, pois o universo conspira a favor do amor!

Muitas vezes, não precisamos de palavras, um abraço, um carinho no rosto, um aperto de mãos, falam por si só.

Fico então com Tim Maia…

“A semana inteira, fiquei esperando, prá te ver sorrindo, prá te ver cantando, quando a gente ama, não pensa em dinheiro, só se quer amar, se quer amar, se quer amar… De jeito maneira, não quero dinheiro, quero amor sincero, isto é que eu espero, grito ao mundo inteiro, não quero dinheiro, eu só quero amar… Te espero para ver se você vem, não te troco nesta vida por ninguém
porque eu te amo, eu te quero bem. Acontece que na vida a gente tem, que ser feliz por ser amado por alguém, porque eu te amo, eu te adoro, meu amor…” porque  “Você, é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava, baby… Você, é mais do que eu sei, mais que pensei, mais que eu esperava, baby… Sou feliz agora…”


*Por Beth Landim

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Não se iluda

Hoje é o primeiro dia do que resta da sua vida. Não se iluda, um dia tudo isso vai acabar. Portanto, aproveite o que você ainda tem e não deixe que nada passe em branco sem tentar pelo menos uma vez. Não desperdice tanto tempo com quem nunca tem tempo pra você. É burrice fazer tudo por alguém que não faz nada por você. 

Os únicos que realmente importam são os que realmente se importam. Valorize não só quem reconhece o seu valor, mas principalmente quem se dá valor pra ser valorizado. Você não é obrigado a gostar de ninguém, mas isso não lhe dá o direito de fazê-los acreditar no seu falso sentimento. 

Não se iluda com a possibilidade de não ter inimigos, ninguém conseguiu, consegue ou consiguirá agradar a todos...Também não tenha medo quando os tiver...
Inimigos despertarão o desafio de supera-los ou frustar as expectativas ruins que eles dispensarem...
Quando se aproximarem, terão muito mais que provar de lealdade que teus amigos, faça proveito enquanto eles o provam...Bom seria se não os tivessem, mas quando os tiverem, utilize o mal para o bem...

Eu aprendi que se alguém te esnoba é porque este alguém não precisa de você e você não precisa também passar por este incomodo.
Se não deseja , não force a mão do destino, não se iluda,com certeza terá quem te trate como você merece. Ninguém é dono de alguém, e se essa pessoa não poderá ser teu por completo ,será melhor assim. Quem gosta de verdade não te esnoba nem te trata mal,pelo contrario vai te valorizar e apoiar !!

Não engane as pessoas. Isso não te faz mais inteligente que elas, e não é elegante. Não se deixe enganar pelas mesmas. Isso não te faz mais ignorante, mas é frustrante. Queira sempre o melhor pra você. Isso não é egocentrismo, é ter consciência do que você merece. Olhe para o mundo de uma forma mais natural. Acredite, ser diferente não tem tanta diferença assim, pra quem age de igual pra igual. Apenas saiba respeitar a diferença dos outros. Isso sim faz a diferença! As opiniões são várias, então por que só a sua estaria correta? 

Deixe de lado as intrigas e viva intensamente cada segundo, pois você nunca saberá quando serão suas últimas 24 horas. Quando esse dia chegar, o dia já não vai amanhecer tão lindo, o pôr-do-sol não terá o mesmo encanto, e a noite não mais ouvirá o silêncio do teu sono. Você vai olhar para trás e perceber que a melhor parte da sua vida já passou. E à procura de uma resposta, só terá tempo de se perguntar: valeu a pena?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Nunca julgue

Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado… é uma cirurgia de urgência. Ele respondeu à chamada o mais rápido possível, trocou de roupa e foi direto para centro cirúrgico.

Ele encontrou o pai do menino indo e vindo na sala de espera do médico. Depois de vê-lo, o pai gritou:

“Por que você levou todo esse tempo para vir? Você não sabe que a vida do meu filho está em perigo? Você não tem senso de responsabilidade?

O médico sorriu e disse:

Lamento, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a ligação… E agora, eu gostaria que você se acalmasse para que eu possa fazer meu trabalho.

“Acalmasse? Se fosse seu filho que estivesse nesta sala agora, iria se acalmar? Se o seu próprio filho morresse agora o que você iria fazer? Disse o pai com raiva.

O médico sorriu novamente e respondeu: “Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia Sagrada: Do pó viemos e ao pó voltaremos. Bendito seja o nome de Deus. Os médicos não podem prolongar a vida. Vá e interceda por seu filho, vamos fazer o nosso melhor pela graça de Deus.

“Dar conselhos é fácil”, murmurou o pai.

A cirurgia levou algumas horas e depois que o médico saiu feliz, “Graças a Deus! Seu filho está salvo!

E sem esperar a resposta do pai o medico saiu correndo. “Se você tem alguma dúvida, pergunte a enfermeira! Disse o medico.”

“Por que ele é tão arrogante? Ele não podia esperar alguns minutos para que eu pudesse perguntar sobre o estado do meu filho, comentou o pai ao ver os enfermeiros minutos depois que o médico saiu.

A enfermeira respondeu, com lágrimas descendo seu rosto: “Seu filho morreu ontem num acidente de viação, ele estava no enterro, quando o hospital o chamou para a cirurgia de seu filho. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele saiu correndo para terminar o enterro de seu filho.

Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe como sua vida é e ao que está acontecendo ou o que eles estão passando.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

As Duas Moscas

Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, continuou a se debater a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.

Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência, que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso, no entanto...

Tempos depois a mosca, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria.

Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:

"Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo". A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio ... de água...

Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados até que afundamos na nossa própria falta de visão?

Fazemos isto quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está de fora da situação nos aponta como solução mais eficaz e, assim, perdemos a oportunidade de "reenquadrar" nossa experiência.

Ficamos paralisados, presos aos velhos hábitos, com medo de errar.

"Reenquadrar" é uma das ferramentas que tenho tido oportunidade de usar no apoio ao aprendizado e crescimento de clientes.

Pessoas que já perceberam que nem sempre esposo, pais, amigos, familiares ou mesmo o conselheiro espiritual pode mostrar-lhes a visão isenta do ambiente ou da situação que estão vivendo.

"Reenquadrar" é permitir-se olhar a situação atual como se ela fosse inteiramente diferente de tudo que já vivemos.

"Reenquadrar" é buscar ver através de novos ângulos, de forma a perceber que, fracasso ou sucesso, tudo pode ser encarado como aprendizagem.

Desta forma, todo o medo se extingue e toda experiência é como uma nova porta que pode nos levar à motivação de continuar buscando o que queremos, à auto-estima que nos sustenta.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sempre é tempo de recomeçar

Sempre é tempo de recomeçar. Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos. Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade. Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.

Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado. Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel. Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo. Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho. Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos.

O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade. As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.

Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente. Na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino. O destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você? Você está pronto para recomeçar?

O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.

Dê, mas não permita que te usem.
Ame, mas não deixe que abusem do seu coração.
Confie, mas não seja ingênuo.
Escute, mas não perca a sua voz.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Acabou, e eu ainda não consigo te dizer Adeus

"Lindo é quando alguém escolhe pousar ao teu lado, podendo voar. Podendo encontrar até outros ninhos, outros caminhos, escolhe ficar."

Tanta gente pensando em vestibular, casa própria, carros, empregos, e eu fico aqui pensando em ter você, estagnado e sentindo-me derrotado.

Aqui em casa fiquei pensando em tantas palavras bonitas só pra te agradar, te fazer uma carta só pra voce se emocionar, te chamar de linda só pra voce me chamar de lindo também. Logo depois vejo que tudo acabou, sua pele, seu cheiro, seu sorriso, hoje está apenas na minha mente, alguém que ama de verdade é como um cãozinho adestrado que faz de tudo pra não maguar quem se ama, mas no final acaba maguando de certa forma. Voce não tem culpa, eu que ainda estou vivendo a era do Romantismo, amor impossível, mas tenho raiva por causa que acabou, num era para ter acabado, Meus Deus quando maldade comigo, eu pago pena por amor impossível.

Eu fico me perguntando o que fazer para te agradar? O que fazer pra você gostar de mim de novo? Onde foi que eu errei? Mas na verdade eu não errei, o meu problema foi te achar perfeita de mais, te sentir demais afinal Você era a minha estrela. Muitos querem dar conselhos dizendo pra mim esquecer meu amor, mas esquecer como? Não há conselho que te coloque em pé novamente, a gente não é burro por amar demais, é como se eu tivesse pagando pelos pecados que eu não cometi. Rezo por sua saúde, rezo também para mim manter firme no dia que eu te ver com outra pessoa.

Quem sabe um dia eu cresça e te esqueça, o seu Adeus dói em mim até agora, sem você eu não sou ninguém, mas por enquanto, vou ficar sozinho aqui esperando você voltar ou quem sabe eu encontre um novo amor já que a saudade não me deixa em paz.

Voce disse “Adeus”, e eu não consegui dizer o mesmo pra você, porém: “Feridas hão de sarar, e eu hei de ser feliz, sem você, sem ninguém”

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Opinião

Já diz o velho ditado “se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia”,
mas e a opinião? 

Muita gente deve achar que opinião é “oi” que você pode dizer pra qualquer pessoa que te sorri e olhe lá quando sorri.

Opinião nem sempre é crítica, seja ela positiva ou negativa, pois a mesma para ser considerada crítica tem que ser elaborada por alguém que seja crítico, ou seja pelo menos entenda do assunto que se trata, tenha parâmetros de referência, argumentos em sua “opinião”.

Se expressar é vital a todos, mas além da simples expressão é preciso ter conhecimento, a ignorância atua quando se expressa ou se afirma sobre algo que desconhece. Ai está a liberdade de inexpressão, não é que as pessoas não devam “opinar”. Mas devem saber o que estão falando e porquê estão falando.

Não está errado alguém que nunca viu a luz do sol dizer que feliz é somente aquele que vive na escuridão, alguém que nunca escutou jaz dizer que saxofone é inútil alguém que não conheça arte dizer que um quadro de Mondriam seja simples formas regulares coloridas. Conclusões “instantâneas” sem conhecimento faz se parecer ser, e de fato é, sem que na verdade o seja.

É muito simples conhecer apenas uma parte e tentar julgar um todo, nesse caso, acho que a lei da inexpressão deveria ser exercida, se não se sabe o suficiente para ter uma opinião, não a dê, mas se realmente achar que algo tem importância relevada para receber uma opinião, que vá atrás de um mínimo conhecimento para fazê-lo e não se tornar mais um ignorante a fim de deixar isso bem claro ao outros, a falta do que fazer ou simplesmente chamar a atenção de algo, “é preferível” buscar conhecimento, se informar ou até mesmo ao invés de uma opinião, faça uma pergunta.

No dia a dia vejo casos muitos mais simples de pseudos críticos, que se importam em dar opiniões sem conhecimento, talvez por acharem a vida alheia algo mais interessante que a própria, talvez por não terem algo melhor para se importarem, talvez por querer entender ou não terem conhecimento sobre o que é “vida”.

Fato é, que tudo que se opina tem importância, caso não, não teria chamado a atenção para um merecido tempo de avaliação a fim de se constatar um parecer.

Qualquer ignorante pode dar uma opinião, mas não podemos ser ignorante para pensarmos que opinião qualquer seja importante.

Seja ela negativa ou positiva.

* Por Dona Geo

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Persistência é tudo

Muita gente acha que é difícil começar uma caminhada. Pessoalmente penso diferente.

Para mim, mas difícil que iniciar é continuar… De começos o mundo está cheio: os que começam um casamento, os que começam a abandonar um vício, os que iniciam o aprendizado de uma língua e por ai vai.

Ir em frente é mais complicado. Exige persistência e muita força de vontade.

Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento. Que nós tenhamos sonhos, mas que não vivamos de sonhos. Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão.

Que escutemos os outros, mas que não desistamos de fazer o que julguemos certo, por causa deles.

Tudo isso de tão simples parece coisa de criança. E é mesmo!

Antes de aprendermos a andar precisamos: cair muitas vezes, nos machucar, chorar, ser motivo de riso, e nem por isso tudo desistimos ou deixamos de levantar.

Nisso temos muito que aprender com as crianças. Elas “sabem” que antes de dar os primeiros passos, é preciso ficar de pé, e antes disso é preciso engatinhar.

Que precisamos das pessoas para servir de apoio, mas, que elas não são bengalas e nós não somos aleijados. Se todas as pessoas soubessem disso teríamos bem menos fracassados no mundo.

Gente que poderia atingir grandes coisas, mas que desiste no meio do caminho.

Diante disso só temos a agradecer a predisposição para certos aprendizados na infância.

Se fosse o contrário, muita gente hoje estaria numa cadeira de rodas.

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...