sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ame, como se o outro fosse você



Se o amor fosse bastante em cada coração, todos os males do mundo acabariam. Cada um olharia o outro como se estivesse se olhando no espelho e teria tanta compreensão e compaixão como se estivesse agindo por si mesmo.

As asperezas da vida tornam as pessoas duras, amargas. E o pior é que nem sempre elas querem se livrar dessa carga que as tornam com o andar pesado e a visão do futuro vaga e obscura. 

Há pessoas que temos dificuldade em amar. Difícil admitir, pois fomos feitos e criados para amar o próximo sem querer saber o que se esconde por detrás de seu passado e o que vai na sua alma.

Cada um tem sua história, seus espinhos e sua cruz. Cada um também tem sua beleza, talvez apagada por acontecimentos, envelhecida por esperas que nunca tiveram fim e amargas pelo fel que a vida derrama vez ou outra. 

Os altos e baixos da vida existem para todo mundo. Mas é quase sempre, para um e para outro, os baixos que marcam mais, os que definem a trajetória, marcam a vida inteira. E quando olhamos para uma pessoa assim cheia de cicatrizes, como rosas secas e sem perfume, a rejeitamos porque não queremos ficar iguais a ela. 

Portanto... uma auto-análise poderia revelar o quanto de maneira surpreendente nos tornamos iguais às pessoas que rejeitamos exatamente por recolhermos no nosso coração os mesmos sentimentos de amargura, desafeto, rejeição.

Ame cada pessoa como se para você ela estivesse acabando de nascer e seu coração não estivesse cheio de pré-julgamentos. 

Ame como se passassem uma borracha sobre seus erros e conseguissem ver através de olhos de amor, apenas o bonito que há dentro de você. 

Ame como quem ama aquela flor que atravessou sol e chuva e sobreviveu, apesar de tudo.
Ame como você gostaria de ser amado.
Ame como ama Deus.

© Letícia Thompson

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Em tudo dai graças II

Hoje muitas pessoas reclamam da sua vida e acabam não enxergando as milhares de bençãos que DEUS tem nos dado.

Postei esta imagem para que você deixe de se queixar de sua vida e ver as coisas que DEUS tem nos dado. 

Pare de reclamar e pedir e agradessa por ter o alimento,ter agua para beber,trabalhar e seus filhos não estar nesta situação. 

( confesso que nesse momento choro, por ver isso ) e me pergunto pq...???

A palavra de DEUS nos ensina: em tudo dai graças pois esta é a vontade de DEUS em CRISTO JESUS para convosco.1tessalonicenses 5.18

Em tudo dai graças

As folhas caem, sem que por isso estejam abandonando as árvores.
Os grandes ventos contrários chegam e saem arrasando tudo, sem que comprendamos a sua função.


E os problemas chovem sobre nossas cabeças sem que tenhamos forças para enfrentá-los ou encontrar explicações, se as soluções sempre nos parecem inexistentes ou sonhos impossíveis.


São as pedras que nos jogam, as injustiças que sofremos e nos deixam tão caídos que mal temos forças para olhar para os céus.


Mas levante os olhos e veja na primavera os renovos, a natureza que revive ainda mais bela e mais viçosa!
Olhe depois a terra lavada, o cheiro do que resta e o que é necessário reconstruir. Muitas e muitas vezes quando não tomamos atitudes, a própria vida se encarrega.


Jamais desista de um caminho porque te disseram que é dificil. Difícil mesmo é ter que renunciar aos nossos sonhos e ter que conviver para sempre com nossa consciência que nos cobra incessantemente.


Ainda que as saídas sejam incógnitas e que você tenha a impressão de estar lutando contra moinhos de vento, continue acreditando, pois o Pai vê o esforço de cada um e reconhece os corações contritos e necessitados.


Dê graças ainda que as lágrimas te salguem a boca, dê graças, pois a maior derrota do homem é desistir de si mesmo, é desistir dessa felicidade que cabe por direito a cada um de nós.


 © Letícia Thompson
  


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Não posso viver sem você

"Não posso viver sem você. Você é toda a minha vida."
Sonhamos todos ouvir coisas assim. Sonhamos todos com um amor imenso e incondicional. Ter alguém que nos olhe com olhos cheios de amor e nos diga coisas que nosso coração anseia, coisas que nos façam sentir únicos e especiais. 

Mas por detrás de tudo o que é dito há sempre uma realidade implícita. Alguém que diz ao outro frases como essas não só dá ao outro o poder sobre sua felicidade ou infelicidade, como joga nos seus ombros uma enorme responsabilidade. 

Dizer a alguém: "não posso viver sem você" equivale a dizer: "se você não mais me quiser, não quero mais viver, vou me deixar morrer." Mas e se o amor dessa outra pessoa diminui, se ele acaba, se ele encontra em outros braços o que ele precisa para ser feliz? Se levar a sério o que ouviu, vai se sentir na obrigação de ficar junto de quem não pode viver sem ela. 

Porém, viver junto sem amor é um fardo que pode ser muito pesado a carregar. Significa renunciar à própria vida para satisfazer ao outro. E como dar felicidade se não temos a mesma para oferecer?

Não podemos dar e nem exigir da outra pessoa um amor incondicional, porque não somos eternos e a outra pessoa também não. Podemos fazer com que fiquem conosco, mas não podemos exigir que nos amem. O amor deve ser um sentimento livre e liberto. As pessoas devem ficar juntas porque se escolhem mutuamente e não porque o outro exerce pressão sobre ele de forma ou de outra. 

Ninguem pode e nem deve ser a vida de ninguém, que sejam namorados, pais, filhos... porque quando essa se vai de um, o outro precisa e deve continuar vivendo, o outro precisa se reconstruir. Se uma pessoa faz da outra a sua vida e ela a perde... ela perde tudo!
Não somos todos Romeus e Julietas da vida. 

 Embora aos nossos olhos pareça bonito um amor assim, ele não é realista e nem deve ser para nós. Quando o outro parte, que seja da vida, que seja para novas direções, devemos nós procurar continuar nossa vida e nos preparar para acolher outro amor que a vida nos reserva. Precisamos nos preparar para a eventualidade de uma nova felicidade. 

Ser independente de quem amamos não significa amar menos, mas amar o bastante para respeitar que este possa respirar sem nós e nós sem ele. E render graças a Deus se essa pessoa decide compartilhar nossa vida, voluntária e feliz.

Ninguém morre sem ninguém, mas todos sobrevivem, embora cheios de marcas do vivido.

© Letícia Thompson

terça-feira, 27 de agosto de 2013

De pobres e de ricos


A maioria dos seres humanos deseja ser rico. Dinheiro representa privilégios, prazeres, poder. É um sonho generalizado que atinge quase todo mundo.
Quem é pobre deseja melhorar de vida. Quem já é rico almeja ser milionário. E o milionário? Esse também quer mais! Quer ter bilhões.
O doente acredita que o dinheiro vai lhe dar acesso a tratamento VIP.  Quem está saudável sonha com viagens, jantares em restaurantes sofisticados.
Anônimos querem a riqueza para se tornar celebridades.
Até os idealistas, sonhadores e santos querem dinheiro. Uns sonham em melhorar o Mundo, outros planejam construir hospitais e abrigos.
Todos acreditam que usarão acertadamente os recursos para o bem geral.
Há até quem ridicularize o provérbio popular que afirma que o dinheiro não traz felicidade. Com um sorriso irônico, sempre há quem desdenhe a sabedoria coletiva e contraponha:
Dinheiro pode até não trazer felicidade, mas ajuda um bocado.
Mas há alguns aspectos da vida que não estão acessíveis à influência do dinheiro. Aliás, o poder do dinheiro refere-se exclusivamente a coisas compráveis.
Naquelas coisas sutis – que são de domínio exclusivo da Divindade – o dinheiro é inútil. Ele não pode tornar mais belos os filhos dos ricos.
Nem a maior fortuna do Mundo compra consolo para a mãe que perde o filho. E, por mais nobre que seja, quem pode garantir que terá amor verdadeiro?
Sábias são as palavras de Jesus: Quem de vós poderá acrescentar um palmo à sua altura?
A natureza nos limita: quem pode viver sem ar? Ou sem comida, ou água? Quem pode evitar a morte, a velhice ou o sofrimento, por mais dinheiro que tenha acumulado?
São os limites impostos por Deus e que nos servem de advertência sobre a igualdade que reina sobre nós. Afinal, estamos submetidos às mesmas regras de nascimento, vida e morte.
Ricos e pobres, todos nascemos dependentes, enrugados, pequeninos. Nenhum filho de milionário nasceu com dentes ou pronunciando as palavras.
Mesmo que o berço seja de ouro, crianças ricas também estão sujeitas às mesmas limitações que atingem a infância pobre.
E assim crescemos – mendigos e milionários – contemplando o mesmo sol, tendo a mesma lua como testemunha silenciosa de nossas vidas.
Chuva, frio, calor nos atingem igualmente, sem aumentar ou diminuir perante a quantidade de dinheiro que carregamos.
E mesmo a morte, um dia, chegará para todos. Encontrará alguns em nobres leitos, cobertos por lençóis finíssimos.
A outros surpreenderá em casas paupérrimas, solitários e maltrapilhos. Mas ela virá para todos.
O preço do caixão, a imponência do túmulo serão então apenas diferenças externas. No interior das sepulturas, a lei da decomposição do corpo físico alcançará aos corpos de magnatas e pobrezinhos.
Passadas algumas décadas, se misturados os esqueletos de ricos e pobres, quem poderá dizer quais daqueles brancos ossos era dono de mais dinheiro?
Após a morte do corpo, Deus nos pedirá contas somente do amor que nutrimos, do bem que espalhamos, da ética que cultivamos e da paz que construímos.
O dinheiro? Ah, o dinheiro ficará nos cofres do Mundo, utilizado por outros administradores temporários.
Pense nisso!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sorte

A sorte existe! Não para os que acreditam ou não que ela existe, mas para aqueles que constroem suas vidas de maneira que coisas boas lhes aconteçam.

Tem sorte quem se levanta de bom-humor de manhã cedo e faz uma oração para que o seu dia seja abençoado;

Tem sorte quem abre o coração para dar e receber amor, sem se questionar se é merecido ou não;

Tem sorte quem vê coisas positivas onde ninguém mais consegue ver;

Tem sorte quem tem fé para continuar acreditando que jamais está sozinho e que, o que quer que aconteça, coisas boas acabarão acontecendo;

Tem sorte quem se veste de verde, vermelho ou preto sem se importar se a sua cor de roupa vai influenciar no seu dia, mas que o sorriso que carregará no rosto poderá fazer toda a diferença no dia de alguém.

Tem sorte quem trabalha com afinco e honestamente e chega ao final da existência tendo o prazer de olhar para trás e pensar que a vida valeu a pena;

Tem sorte quem ama, ou quem amou um dia e por isso nunca mais terá um coração vazio;

Lembre-se: a sua sorte, você faz! Seus trevos, ferraduras e pés de coelho são os pensamentos positivos e sua alegria de viver. Contra isso não há mal, nada poderá te vencer.

 © Letícia Thompson

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

É triste dizer adeus

É triste dizer adeus, mas às vezes é necessário. Não podemos prender a nós definitivamente as pessoas que amamos para suprir nossa necessidade de afeto. O amor que ama, aprende a libertar.
Procuramos ganhar tempo para tudo na vida. Mas a vida, quando chega no próprio limite, despede-se e é esse último adeus que é difícil de compreender e, mais ainda, aceitar.


Possuímos um conceito errado do amor. Amar seria, no seu total significado, colocar a felicidade do outro acima de tudo, mas na realidade é a nossa felicidade que levamos em consideração. Queremos os que amamos perto de nós porque isso nos completa, nos deixa bem e seguros. E aceitar que nos deixem é a mais difícil de todas as coisas. 


Não dizemos sempre que queremos partir antes de todos os que amamos? Isso é para evitar nosso próprio sofrimento, nossa própria desolação. É o amor na sua forma egoísta.
Aceitar um adeus definitivo é uma luta. Se as perdas acontecem cedo demais ou de forma inesperada, o sentimento de desamparo é muito maior e a dor mais prolongada. 


É o incompreensível casando-se com o inaceitável e o tudo rasgando a alma. Essas dores poderão se acalmar, mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao final depois de primaveras e primaveras e outonos e mais outonos, nada mais justo que o repouso e aceitar a partida é uma forma de dizer ao outro que o amamos, apesar da falta que vai fazer. 


Não podemos prender as pessoas a nós para ter a oportunidade de dizer tudo o que queremos ou fazer tudo o que podemos por elas. De qualquer forma, depois que se forem, sempre nos perguntaremos se não poderíamos ter dito ou feito algo mais. Mas essas questões são inúteis. 


O amor que ama integralmente não quer ver o outro sofrer e ele abre mão dos próprios sentimentos para que o destino se cumpra, para que a vida siga seu curso. 


As dores do adeus são as mais profundas de todas. Mas elas também amenizam-se com o tempo e um dia, sem culpa, voltamos a sorrir, voltamos a abrir a janela e descobrimos novamente o arco-íris da vida.
Depois da tempestade descobrimos um dia novo e o sol brilha de maneira diferente. 


E talvez seja assim que aprendemos a dar valor à vida, aos que nos cercam; aprendemos a viver de forma a não ter arrependimentos depois e aproveitar ainda mais cada segundo vivido em companhia daqueles que nosso coração ama. 

Letícia Thompson

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Receita de bem viver



Um dos graves problemas da Humanidade é o desgosto pela vida. Em muitas criaturas, nota-se um descaso por esse tesouro.
A prova cabal é o número crescente de suicídios em todas as camadas sociais, de ambos os sexos e nas mais variadas idades.
Seria muito importante se começássemos a olhar para a vida com outros olhos. 

Se pensássemos, todos os dias, que, apesar das inúmeras dificuldades que atravessamos, muitos Espíritos desencarnados gostariam de estar em nosso lugar, aqui, na carne, usufruindo das bênçãos da existência física.

Melhor ainda se seguíssemos a extraordinária receita dos bebês, para amar e viver bem cada minuto desta vida.
  • Primeiro - acordar cantando como as aves que saúdam o novo dia sempre em festa. Não vale chorar nem acordar a casa toda.
  • Segundo – espreguiçar-se bastante, antes de se levantar da cama. Normalmente, acordamos em sobressalto, pulamos da cama e nos envolvemos com as tarefas, sem ao menos gozar desse prazer de se alongar, esticar, sentir as pernas, os braços, o corpo todo.
  • Terceiro – pegar todo dia o solzinho da manhã, de preferência acordando mais cedo para uma caminhada sem pressa. Uma caminhada que não vise somente ao exercício recomendado pelo médico, mas andar e respirar com vagar o ar da manhã que se espreguiça.Uma caminhada onde os nossos olhos se encham com a radiosidade do sol que desponta e das flores que se abrem, nas praças, lançando perfumes.
  • Quarto - mostrar para quem amamos que eles são muito importantes para nós. Estender os braços, abraçar, sentir o calor do outro e dizer com todas as letras: Bom dia!
  • Quinto - pedir colinho, sempre que possível. Quantas vezes nos sentimos carentes, isolados e não nos encorajamos a pedir ao nosso amor: Abrace-me. Beije-me. Preciso de você. E, é claro, não esquecer que às vezes, precisamos dar colinho também.
  • Sexto - não se importar com as pessoas que não gostam de criança, de flor e de nós. Não se permitir a mágoa. Elas têm o direito de não gostar de nós, o que não quer dizer que não sejam criaturas boas, úteis a outras tantas pessoas que nos amam.
  • Sétimo – fazer primeiro, para receber depois, muito dengo e carinho. Não esperar o dia dos namorados, do aniversário, da criança, para demonstrar atenção. Todo dia é um dia especial para se comemorar o amor. Que tal hoje?
  • Oitavo - dar atenção a todos os que se aproximam de nós, mesmo àqueles a quem acabamos de conhecer. Toda criatura traz em si um potencial positivo que nos cabe descobrir e cultivar.
  • Nono - adorar ouvir o que as pessoas que a gente ama falam e respeitar o que fazem.
E, finalmente, sorrir para todos e para a gente mesmo. Rir muito, todos os dias, sempre que não tiver um justo motivo para chorar...
*   *   *
A vida é um poema de amor e beleza esperando por nós. É um patrimônio por demais precioso para ser desprezado, não importando as circunstâncias ou as dores.
Pense que a vida que você desfruta é o hálito do Pai Criador em sua soberana manifestação de amor por você.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Infinito


Infinito é qualquer instante com significado suficientemente grande para não caber em palavras, muitas ou poucas. E os infinitos realmente importantes são aqueles que fazemos de tudo para que eles sejam para sempre. 
Mas a tragédia que sempre se segue é que as coisas sem fim sempre são interrompidas. 

Talvez para para um recomeço ou para que continuem apenas como coisas lembradas, e por tanto, continuarão existindo porque são inumeravelmente suficientes em si mesmas para não serem esquecidas. 
A emocionante queda livre é interrompida, graças a Deus, por um para-quedas que se abre. E a nossa felicidade nos rompantes da vida é roubada, e agora a única coisa que parece infinita é a nossa tristeza.

E nessa corda bamba onde hora pendemos para cair em profunda felicidade e hora em tristeza, e que depois de pender para os dois lados infinitas vezes, percebemos que ainda estamos caminhando sobre a mesma corda, a vida.

O que se compreende é que a virtude não está nos extremos, mas nos meios. Que as coisas mais importantes não são as que duram a vida toda, mas que duram o tempo que nós determinamos para elas. De como aprendi em um livro hoje que "há infinitos maiores do que outros". Tudo possui o significado que damos para esse "tudo" que é bem específico às vezes.

'Não dá para escolher entre se ferir ou não, mas é possível escolher quem vai nos ferir.' É um pensamento extremo, mas super verdadeiro e palpável. Mas quando eu aceito as minhas escolhas não me deixarei abalar por elas. A vida não vai mudar portanto eu escolho amar mesmo sendo ferido e eu escolho o infinito mesmo quando algo parece ter me interrompido, eu sei que qualquer coisa e instante tem o tempo que eu determino e o valor que acho
que merece.
*por Romantico Rebelde

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Por que as folhas caem

A cada outono, certas plantas e árvores preparam-se para um repouso necessário e vital à sua vida e continuação.
Algumas espécies de árvores matizam-se de várias cores, num maravilhoso contraste entre a melancolia e a beleza extrema. Depois, uma a uma, as folhas caem, como lágrimas, até que as árvores, nuas e tristes, abram os braços ao inverno e esperem, pacientemente, a primavera, que restaurará cada folha caída.


Por que para nós seria diferente? Por que não perder antes de reencontrar, por que não as lágrimas, por que não dias áridos, frios e secos? E por que não a esperança de que a primavera volte? Porque, creiam, ela volta sempre!


Talvez nos julguemos bons demais para receber o sofrimento, como se ele fosse sempre símbolo de castigo e não algo necessário ao nosso crescimento.
As folhas caem e as árvores parecem assim tão desprotegidas, tão solitárias!... e eu me pergunto o que faz com que sobrevivam. Elas entendem que esse período é necessário à sua renovação. Elas aceitam, doam-se e esperam e recebem de volta, no tempo oportuno.


Assim somos nós com todas as perdas que sofremos, com as lágrimas que escorrem e salgam nossa boca, com o tempo que parece interminável ou as noites longas demais.
Tanto que não entendemos e não aceitamos o sofrimento, ele se prolongará. Tanto que não vemos isso como uma fase, apenas uma fase, a ferida estará aberta e sangrará. 


Não aceitar o outono e negar o inverno não faz com que não existam. Apenas nos deixam fora de uma realidade que chega pra todo mundo.
Não somos maus demais para recebê-los como um castigo e nem bons demais para que possamos não acolhê-los. 


As árvores perdem as folhas e perdemos os nossos. Elas choram e choramos também. Elas esperam e nada há que nos impeça de esperar.
E elas recebem, a seu tempo determinado, novos galhos e novas folhas, novas flores e novos frutos. Sentem-se assim completas.


Somos assim o que somos e o mesmo Deus que sustenta as árvores, nos sustenta a nós!
E Ele nos poda, nos molda, nos deixa nús e aparentemente sem defesa, mas está sempre presente e estará ainda quando a primavera voltar, quando seremos, depois do inverno frio, renovados e prontos para recomeçar


© Letícia Thompson

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Etiquetas

Uma das coisas mais difíceis para qualquer ser humano é o não julgar. O que chamamos de primeira impressão é em si um julgamento e afirma-se mesmo que é o que conta, o que fica, o que importa. 

É difícil colocar-se em lugar neutro diante de um primeiro encontro, um primeiro olhar, uma primeira conversa. Julgar faz parte da nossa natureza e se uma pessoa não causa impressão nenhuma à outra deve haver algo muito errado. 


O que não podemos fazer é continuar nessa impressão, sobretudo se for negativa, sem dar ao outro a oportunidade de fazer-se conhecer ou a uma situação a oportunidade de ser esclarecida. 


Se julgar pode parecer natural, fechar-se nesse julgamento pode nos impedir de ver o outro com a luz clara do dia, de outra maneira, com outros olhos. 


Nesse meu aprendizado da vida, já me enganei muitas vezes e sei que já se enganaram comigo. As pessoas nem sempre são o que parecem e muitas vezes parecem o que não são.
Frequentemente, por detrás de uma capa de indiferença, existe um coração sofrido e endurecido pela vida e que só pede um pouquinho mais de atenção. Escondido atrás de alguém que fala demais pode existir um ser que sente-se infinitamente só.
Se não cavamos a terra e não procuramos, não achamos ouro e os diamantes precisam de muito mais trabalho para serem encontrados.
A simpatia cria laços imediatos e a antipatia direta corta toda possibilidade de encontro real com o outro.
Dizem que quando isso acontece há sempre uma ligação daquela situação a alguma outra coisa, ou seja, se julgamos imediatamente uma pessoa antipática é porque algo nela nos faz lembrar outra pessoa ou outra situação. 


Transferimos nossos sentimentos e impressões segundo aquilo que vivemos e não levamos em conta que duas pessoas não são iguais. Deixamos de ver o indivíduo como exemplar único da criação Divina e cometemos um grave erro. 


Por que não damos oportunidades, perdemos, invariavelmente, oportunidades.
Nossos corações são cegos e por isso nos fechamos tanto.
Muitas e preciosas são as pessoas preciosas que passam por nós. Algumas, entretanto, precisam de um olhar um pouco mais longo e cheio de atenção. 


Se quero que todos vejam a dor ou o amor dentro de mim para que eu possa me justificar, devo agir de maneira igual para com todos. Devo ver além da pele, da situação, da aparência enganosa. Devo me esquecer das etiquetas que colamos sem perceber, devo abrir mais vezes os olhos do meu coração. 


© Letícia Thompson

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A força de vontade

Não sei quantos livros há no mercado ensinando a arte de bem viver, a arte de ser feliz. São regras, auto-sugestões onde as pessoas buscam encontrar saídas e a afirmação do eu.
Às vezes essas lições funcionam durante algum tempo, mas é preciso muito mais que ter força de vontade para se conseguir sair de uma situação ou mudar alguma coisa na vida.

A força de vontade tem que estar diretamente ligada à motivação, sem a qual a pessoa não vai encontrar as forças necessárias para prosseguir. E não falo aqui de miragens, mas de coisas reais às quais ela pode se apegar.

Se você quer mudar algo na sua vida, procure então seu real objetivo, sua tábua de salvação que não vai deixar você afundar. Segure-se a ela firmemente e saiba que não há mudanças sem sacrifícios, mas que esses, uma vez ultrapassados, nos permitem ver lindos amanheceres cheios de promessas.
Eu diria que funciona como uma troca. Você deixa uma coisa e pega a outra, assim não vai ter a sensação de estar fazendo algo por nada.

Olhe a sua volta, entre os seus e olhe-se a sim mesmo. Tente encontrar as razões, significantes ou não, pelas quais vale a pena dar um passo em outro caminho. Abraçado a essas razões ou uma só, quem sabe, prossiga e prometa-se a si mesmo de não deixar a peteca cair.
Geralmente os passos mais difíceis são os primeiros, mas uma vez conseguidos, os outros começarão a vir quase sozinhos.

E se por acaso você se sentir fragilizado e achar que não vai conseguir, olhe direitinho que vai perceber as mãos amorosas de Cristo te sustentando. Ele também quer a sua felicidade, tanto ou até mais que você.

© Letícia Thompson

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Os não ditos...

As palavras às vezes cortam como uma faca e de maneira irrefletida ferimos os outros, mesmo se os amamos, sem que haja retorno. Conscientes disso é que em muitos dos casos, nos calamos, quando tudo o que pensamos e sentimos nos queima por dentro.
Essas coisas são os não ditos das relações e da vida.

As palavras que não dizemos, mas não enterramos também, estão sempre entre nosso coração e nossa garganta e nos ferem interiormente. São opções que fazemos, seja para não machucar outras pessoas, seja, simplesmente, pela falta de coragem de sermos nós, inteiros e límpidos.

A comunicação é a base de todo relacionamento saudável. Pessoas que se amam, que seja na amizade, no amor ou nas relações familiares, devem estar prontas para serem quem são, para perdoar e receber perdão.
Não nos calaríamos tanto se soubéssemos que o outro nos ouviria com a alma, nos entenderia e continuaria a nos amar, apesar de tudo. Mas as pessoas, por mais maduras que pareçam, nem sempre estão prontas para ouvir as verdades, se essas forem doloridas.

Assim são criadas as relações superficiais, onde pensamos tanto e falamos de menos, onde sentimos e sufocamos.
Nos falta um pouco de humildade para aceitar nossa imperfeição, aceitar que o outro possa não gostar de algo em nós e ter o direito de dizê-lo. Nos falta a ousadia de sermos nós, sem essa máscara que nos torna bonitos por fora e doentes por dentro.

A comunicação na boa hora, com as palavras escolhidas e certas, consertaria muitos relacionamentos, sararia muitas almas, tornaria as pessoas mais verdadeiras e mais bonitas.
Sabemos que as pessoas nos amam quando nos conhecem profundamente, intimamente e continuam nos amando. Quando com elas temos a liberdade e coragem de dizer: isso eu sinto, isso eu sou.

© Letícia Thompson

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Descobri...


Hoje acordei não sabendo de nada, acordei não sabendo por que motivo estava acordando, não sabendo pra onde estava indo, não sabendo quem era eu, confesso que não sei ainda até agora estou totalmente offline pra vida, estou em stand by, não há motivos para isso ou pelo menos não sei se há algum, mas parece que dessa vez cai no mundo real.
 
Percebi que nem tudo na minha vida está esperando o meu tempo, percebi que os dias e as horas passam e tudo vai se tornando diferente, percebi que na hora que esta bom pra mim pode não estar pra alguem ou vice-versa.
 
Sabe ultimamente to aprende muitas coisas novas e uma delas é que o mundo não vive somente a minha volta, que o mundo gira, que tem varias pessoas vivendo suas vidas e que não precisa de nada para faze-lá feliz, precisa somente da vida, enfim percebi que tudo tem seu tempo e que você precisa tomar muito cudado pra não jogar o tempo que lhe foi dado fora, porque com toda certeza será tarde demais querer voltar atrás !
 
Cada dia que passa ta ficando mais difícil ficar aqui tão distante de você, a cada hora e minuto que passo sem ouvir tua voz é uma eternidade, não vejo a hora de te ver e de te sentir junto a mim.

Daria qualquer coisa pra poder te ver hoje, pagaria qualquer preço pra estar junto com você agora, viajaria o mundo de a pé pra poder ouvir tua voz pessoalmente e sentir teu abraço, teu abraço não tem preço.

Quando ouço tua voz meu mundo fica mais perfeito, e o raio do sol brilharia num dia de tempestade. Você pra mim é mais do que um amor, é uma vida inteira.
Mais num é tudo do jeito que a gente quer, e a vida nos colocou esses dias distantes, para podermos ver o que realmente sentimos um para com outro, e eu descobri que sinto mais do eu achava que sentia, eu preciso e quero muito voce aqui - Amo-te

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O grande Amor

O grande amor nada tem a ver com grandes momentos ou coisas extraordinárias vividas juntos. Nada tem a ver com loucas paixões que queimam e viram cinza algum tempo depois. O "não sei viver sem você" não conhece nada do grande amor, porque as pessoas sempre sobrevivem às decepções amorosas e serão capazes de se entregar ainda e ainda ao fogo do amor, se ele chega.

Quem fica esperando o grande amor e acha que o encontrou cada vez que consegue dizer "te amo" a outra pessoa e que pensa que aquilo vai durar para o resto da vida, acaba se decepcionando. Porque amores vêm e vão. Amores chegam, enfeitam a vida por algum tempo, dão a idéia de infinito, de irreal, de coisa única e depois desaparecem lentamente, como miragem quando se chega muito perto. Percebemos assim que as juras de amor eterno não conhecem nada de eternidade. 


O grande amor não é aquele por quem se quer morrer por ele. Romeu e Julieta eram jovens demais e eternizaram a idéia de que para se ter um grande amor é necessário saber morrer por ele.
O grande amor, só se sabe que era ele depois. Depois de todos os amores que invadiram e fugiram, dos que enlouqueceram e dos que trouxeram a razão. O grande amor, só se reconhece olhando pra trás, nunca pra frente.


É aquele quando, se olhando pra trás e se somando todos os amores vividos, sabe-se reconhecer qual deles era a verdadeira essência, o que não ficou destruído mesmo depois que todos os sonhos se foram.
O grande amor é aquele que fica quando, anos depois, mesmo se conhecendo o outro de cór, sabendo adivinhar os pensamentos e mínimos gestos, mesmo não havendo mais mistérios, ainda se é capaz de olhar nos olhos do outro e dizer com serenidade: - Eu te amo!


© Letícia Thompson

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ninguém é uma ilha



Colhemos o que plantamos. Precisamos estar conscientes que tudo o que fazemos tem uma repercursão um dia ou outro.
Mas colhemos também o que não plantamos. Como estamos nessa terra imensa que gira, gira e sempre volta ao mesmo lugar, colhemos o que plantam outras pessoas, feliz e infelizmente.
Colhemos o que plantam nossos filhos, pais, amigos... e a sociedade de forma geral. Todos os caminhos que escolhemos geram mudanças nas vidas de outras pessoas e vice-versa.

Se fôssemos uma ilha, tudo estaria centrado em nós. Teríamos o mundo em volta e sobreviveríamos. Mas não... não somos uma ilha e precisamos uns dos outros.

Uma ilha, por mais bela que seja, isolada no meio de um oceano, sem dar e sem receber, não passa de uma ilha solitária. Não podemos viver sós, a sós, só pensar em nós. Não fomos feitos pra isso. Precisamos de amor, compreensão, do dar e receber, de mãos estendidas e precisamos compartilhar.

O convívio com outras pessoas é enriquecedor e acontece de ser também cheio de desapontamentos, o que nos faz crer que seria melhor evitar relacionamentos.

Muitas vezes é justamente quando alguma coisa dói em nós que nos sentimos vivos. Percebemos que ainda temos sensibilidade, emoções que se afloram e nos fazem até chorar, mas são elas que dão sentido à nossa vida.

Precisamos sentir a vida e os corações que pulsam dentro dela, provar do amargo e do doce e ter a certeza de não estarmos sós.


A solidariedade é a ponte que vai nos ligando uns aos outros, como uma grande corrente onde mãos se tocam e se sustentam e dizem ao mesmo tempo: "preciso de você" e "pode contar comigo."


© Letícia Thompson

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Olhe pra trás



Está vendo o caminho percorrido? Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.
Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais. Guardamos na memória fatos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar: fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.

Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria. É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito uma felicidade que um dia nos fez vibrar! 

O ideal seria inverter as situações. Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez. Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos. Talvez devesse constar com mais freqüência as palavras "perdão" e "compreensão" no nosso dicionário. 

De vez em quando, digo, olhe para trás! Mas não se volte completamente. Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente. Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer. O que é importante seu coração carrega. 

Olhe diante de si! Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem. Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história. Existe dentro de você uma força que te torna capaz! 

O dia chega insistente como as marés do oceano. Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre. Vivo sempre. Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio. E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário. Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou. 

Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranqüilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa. Construa hoje as suas marcas de amanhã.

© Letícia Thompson

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Filho Pródigo

É possível que de todas as parábolas, seja a mais incompreendida, por que nos vemos sempre no lugar do filho que ficou, nunca do que partiu.
Como um filho que abandonou tudo e seguiu sua vida, cometeu seus erros e certamente pagou por eles, pode ser recebido com festas, como se fosse o rei voltando ao trono?

Não, não poderemos compreender tanto que nosso coração estiver focalizado na condição humana e nas supostas injustiças da vida.
Não poderemos compreender tanto que nos consideramos como seres perfeitos, que nunca saíram da linha e nunca necessitaram de braços abertos que o recebam e o perdão de um coração sincero.

Só a vida nos ensina certas coisas. Só mais tarde, sendo pais, tendo filhos, diferentes, mas todos descendendes de igual medida, é que podemos entender que desenvolvemos nosso cuidado segundo a necessidade de cada filho.

Não é a criança doente que carece de mais atenção? Não é ao lado dela que passamos a noite toda, verificando se tudo vai bem? A possibilidade de perder o que quer que seja, nos aproxima dessa mesma coisa, como uma tentativa de agarrá-la. Sabemos que o filho que dorme no outro quarto e que vai bem não merece menos atenção e por ele nosso coração pede cada dia ao Pai para que permaneça assim, que seja guardado das doenças e dos maus caminhos.

Um filho que escolhe outros caminhos da vida, não é um filho que se perde. É um filho que seguiu outra estrada. E cada dia os pais pensam e esperam. E se ele volta, que seja festa sim, que se cante e que se ria, por que o que estava perdido, finalmente foi achado.

Somos todos, sem exceção possível, filhos pródigos de Deus. Escolhemos um caminho aqui, retomamos ali, voltamos, Ele nos acolhe e no dia seguinte partimos de novo. E a cada retorno é uma nova festa, por que Deus tem os braços abertos e Ele não pergunta por onde andamos e nem o que fizemos, Ele pensa simplesmente: meu filho amado voltou!

© Letícia Thompson

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Final Feliz

Ouvi passos na escada e subitamente meu coração disparou num ritmo agitado, pois fez me lembrar do som que você fazia quando chegava em minha casa e subia em direção ao meu quarto, olhei para a porta e ela se abria lentamente e meus olhos se fecharam e se abriram em fração de segundos  até ela se abrir totalmente e por fim vejo você com aquele sorriso que meu deixa tonta e um pequeno sobro de vento que batia em seu cabelo.

Acordei, e percebi que era tudo um sonho, mais por que tão real? fechei e abri o olho para ter a real certeza de que não se passava de um sonho e o pensamento que se tomou foi que para vê-lo novamente só por um simples sonho mesmo, relembrei-me por um tempo do dia em que nos despedimos, sei que não por vontade minha e sinto que nem por vontade dele, mas sim por tudo, acabou por circunstâncias desconhecidas mais acabou!
Deitei-me novamente e tentei que tudo aquilo não se apoderasse de meus pensamentos, na hora que me acalmei o telefone começa a tocar, ao atender...
-Alô - (um breve silencio entre uma linha e outra)
-Oi, desculpa estar te ligando, é que sonhei com você e sei que não dormirei enquanto não ouvisse sua voz hoje, não deveria te ligar mas mesmo que não queira escutar preciso dar uma explicação de tudo que aconteceu - (um silencio)
- Acho que vai ser melhor eu continuar não sabendo, por que isso irá me machucar mais do que já está machucando
-Nunca quis te fazer sofrer
- Mais fez
- As circunstâncias me levaram a isso, me entenda
- Então me faça entender - (um suspiro longo)
- quando nos conhecemos me apaixonei por você em um curtíssimo tempo, e você mais do que eu sabe como eu era, como a vida me tornou
-Hm..
- e eu sempre pensava que o que vivemos foi um sonho, os melhores de todos os sonho, você uma garota encantadora, doce, com planos e mais planos se apaixonar por um garoto com tantos defeitos e segredos
-Nunca me importei com isso e você sabe,me apaixonei pelo o que você realmente é e não pelo que foi ou fez
-Sim, eu sei disso, mais é por isso, por te amar, não posso permiti-la que perca seu tempo em tentar me mudar, abandonar sonhos de um príncipe por um simples sapo
-Não perderei e não abandonarei nada.... simplesmente fará parte deles, pois você será o meu maior sonho e com você que terei minha felicidade
- Por isso que não te expliquei isso naquele dia, pois saberia que seus argumentos não me deixaria tira-la da minha vida
-Pode ter certeza, você pode ter me tirado da sua vida, mas você nunca sairá da minha.
-Quando vi que não poderia deixar tudo isso acontecer já era tarde
-nunca é tarde para se viver ou reviver um grande amor
- Não fale isso, não posso me permitir entrar em sua vida novamente
-Você não atrapalha, somente faz parte dela
- Atrapalho
-Ok, faça o que você achar melhor para você, só não acho susto que decida isso por mim
- Tudo bem, era exatamente isso que tive medo, de que não entendesse meus argumentos
- Só não entendo o por que disso, mais enfim, siga em frente com isso
- Só mais uma coisa que quero que escute e se lembre para sempre...
- O que?
- Você foi, é e sempre será o grande amor da minha vida, mais eu esperarei somente o destino me mostrar se ele realmente acredita nisso, se valera a pena
- Ele ainda irá te provar isso...
- Adeus, Eu te amo!
- Obrigada, por me desapontar novamente!
- TUTUTU
Uma longa pausa tomou conta de meu coração, de meus pensamentos, de minha vida, as lágrimas tomaram conta dos meus olhos e perguntas rodeavam minha cabeça, porque ele fez isso? porque tem que ser assim? .
No silencio absoluto por mais de uma hora, ouço um bater na porta, luto comigo mesma para não ir abri-lá, ando pela escada lentamente para quem quer que seja desista até eu chagar na porta,ao abrir vejo ele com os olhos cheios de lágrimas, me seguro para não abraça-lo e fingir que não acontecerá...
-O que faz aqui?
-Vim até aqui por que percebi que o destino realmente lutou por nós, ao desligar o telefone percebi que não poderia mais me enganar e sim escrever uma nova historia
- Historia?
- Sim, uma historia em que a protagonista é você!
Meus olhos encheram-se de lágrimas de pura felicidade e um longo sorriso nasce em meu rosto e me alogei em seus braços, braços que nunca deveria ter saido, e um longo beijo selou o fim de uma triste historia e o inicio de o começo de uma vida realmente com um final feliz!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Desapego


Vivemos uma época de celebridades, apelos fáceis à riqueza, ao consumismo, às paixões avassaladoras. Transitamos aturdidos por um mundo em que o destaque vai para aquele que mais tem.
E a todo instante os comerciais de televisão, os anúncios nas revistas e jornais, os outdoors clamam: Compre mais. Ostente mais. Tenha mais e melhores coisas.

É um mundo em que luxo, beleza física, ostentação e vaidade ganharam tal espaço que dominam os julgamentos.
Mede-se a importância das pessoas pela qualidade de seus sapatos, roupas e bolsas.

Dá-se mais atenção ao que possui a casa mais requintada ou situada nos bairros mais famosos e ricos.
Carros bons somente os que têm mais acessórios e impressionam por serem belos, caros e novos. Sempre muito novos.
Adolescentes não desejam repetir roupas e desprezam produtos que não sejam de grife. Mulheres compram todas as novidades em cosméticos. Homens se regozijam com os ternos caríssimos das vitrines.

Tornamo-nos, enfim, escravos dos objetos. Objetos de desejo que dominam nosso imaginário, que impregnam nossa vida, que consomem nossos recursos monetários.
E como reagimos? Será que estamos fazendo algo – na prática –  para combater esse estado de coisas?

No entanto, está nos desejos a grande fonte de nossa tragédia humana. Se superarmos a vontade de ter coisas, já caminhamos muitos passos na estrada do progresso moral.
Experimente olhar as vitrines de um shopping. Olhe bem para os sapatos, roupas, joias, chocolates, bolsas, enfeites, perfumes.
Por um momento apenas, não se deixe seduzir. Tente ver tudo isso apenas como são: objetos.

E diga para si mesmo: Não tenho isso, mas ainda assim eu sou feliz. Não dependo de nada disso para estar contente.
Lembre-se: é por desejar tais coisas, sem poder tê-las, que muitos optam pelo crime. Apossam-se de coisas que não são suas, seduzidos pelo brilho passageiro das coisas materiais.

Deixam para trás gente sofrendo, pessoas que trabalharam arduamente para economizar...
Deixam atrás de si frustração, infelicidade, revolta.
Mas, há também os que se fixam em pessoas. Veem os outros como algo a ser possuído, guardado, trancado, não compartilhado.
Esses se escravizam aos parceiros, filhos, amigos e parentes. Exigem exclusividade, geram crises e conflitos.
Manifestam, a toda hora, possessividade e insegurança. Extravasam egoísmo e não permitem ao outro se expressar ou ser amado por outras pessoas.
É, mais uma vez, o desejo norteando a vida, reduzindo as pessoas a tiranos, enfeiando as almas.

Há, por fim, os que se deixam apegar doentiamente às situações.
Um cargo, um status, uma profissão, um relacionamento, um talento que traz destaque. É o suficiente para se deixarem arrastar pelo transitório.

Esses amam o brilho, o aplauso ou o que consideram fama, poder, glória.
Para eles, é difícil despedir-se desse momento em que deixam de ser pessoas comuns e passam a ser notados, comentados, invejados.

Qual o segredo para libertar-se de tudo isso? A palavra é desapego. Mas... Como alcançá-lo neste mundo?

Pela lembrança constante de que todas as coisas são passageiras nesta vida. Ou seja: para evitar o sofrimento, a receita é a superação dos desejos.
Na prática, funciona assim: pense que as situações passam, os objetos quebram, as roupas e sapatos se gastam.

Até mesmo as pessoas passam, pois elas viajam, se separam de nós, morrem...
E devemos estar preparados para essas eventualidades. É a dinâmica da vida.
Pensando dessa forma, aos poucos, a criatura promove uma autoeducação que a ensina a buscar sempre o melhor, mas sem gerar qualquer apego egoísta.
Ou seja, amar sem exigir nada em troca.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O orgulho

Existem dois tipos de orgulho. Primeiro, o sentimento de satisfação de si próprio, que é positivo, se não demasiado. O outro, negativo, é aquele que coloca barreiras entre nós e as outras pessoas.
É bom o sentimento de satisfação quando empreendemos alguma coisa e vamos até o fim com vitória. Sabemos que nos esforçamos e que valeu a pena. A alegria interna que chega em forma de paz e serenidade, a felicidade calma, nos recompensa de todo o possível sofrimento da caminhada.

Bom estar feliz consigo mesmo, se dizer que se quis e que se chegou lá.
Mas vejamos a outra face: o orgulho que nos impede de ir adiante. Aquele sentimento que nos separa até das pessoas mais queridas.
Por orgulho não reconhecemos nossos erros. Às vezes até reconhecemos em nós, interiormente, com aquela dorzinha fina de ter que admitir ao menos a si que se está errado, mas de lá a confessar a outros é outra coisa. É duro. Está em nós, mas não sai, nos bloqueia, paralisa nossas palavras e nossas ações e seria preciso um esforço sobrenatural para ter que admitir.

E por que não admitimos, não pedimos perdão. Preferimos viver com aquele sentimento angustiante do que ter que nos rebaixar (seria se rebaixar realmente?) a confessar que estamos errados. Quanto tempo jogamos no lixo por causa disso! Nunca passa pela nossa cabeça que muitas vezes quando nos ajoelhamos estamos mais próximos de Deus.
Triste mesmo é quando nos feriram, nos pedem perdão e ainda assim o orgulho nos prende. Quando somos incapazes de fazer com que o amor fique mais forte e maior que a mágoa. Quando o negativo sobrepõe o positivo e ainda assim continuamos na mesma posição, altivos e infelizes. Infelizes sim, porque não é possível ser feliz com tanta infelicidade por dentro.

Há famílias onde existem pessoas que ficam anos sem se comunicar porque um dia alguém fez alguma coisa que magoou o outro. E cada um fica do seu lado, com sua razão, sozinho no seu direito de estar certo e não dar o braço a torcer. Cada qual está atado ao seu orgulho e carrega isso até a morte, onde geralmente se pergunta se não deveria ter agido de outra forma. Mas então já é tarde...

Não teria todo mundo direito ao erro? Somos nós assim tão perfeitos para julgar e condenar os que falharam em alguma coisa?
Quem nunca precisou de perdão? Quem caminhou sempre em linha reta, sem ter tropeçado uma vez ou outra nas estradas da vida?
Não vale a pena deixar de falar com as pessoas porque nos magoaram, não vale a pena não reconhecer nossos erros por medo de humilhação. Não vale a pena deixar de ir a algum lugar porque fulano ou ciclano vai estar presente. Não vale a pena deixar o orgulho dominar nosso eu.
Não vale a pena deixar de viver enquanto vivemos. De bem com a vida, consigo, com o mundo... de bem com todos!

É preciso liberar-se do orgulho que impede de viver. Os pássaros que são livres voam muito mais alto e vêm mais beleza do que os que ficam presos. E eles cantam mais!!!
Sem fardos caminhamos mais facilmente e com certeza seremos capazes de ir muito mais além.

© Letícia Thompson

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Andar sobre as águas



Quantas coisas Jesus fez que nós não seríamos capazes, com nossa incredulidade e nossa falível fé?
Se começarmos a contar, nos sentiremos ainda menores do que já somos.
Não, nós mesmos não podemos realizar milagres, curar uma ferida ou alcançar salvação para nossa alma. 
Nós mesmos não somos capazes de plantar uma árvore e nem fazer florescer uma flor. 
Não podemos parar a chuva e nem fazer acalmar-se um revoltado mar. Não... nós não podemos... mas Deus pode!

E o que diferencia uma pessoa que alcança suas vitórias e outra que vive dando voltas sem chegar a lugar nenhum não é a capacidade de uma de fazer coisas extraordinárias e da outra de perder-se: é a fé que possuem no Deus (o mesmo!!!) que as criou.

É evidente que Pedro afundaria andando sobre as águas. Conhecendo seu caráter impulsivo que o fez tomar atitudes impensadas, não podemos nos surpreender. Ele andava com Jesus, mas não O conhecia o bastante para saber que quando nossos limites começam, Deus se coloca no nosso lugar e faz por nós.

Aprender a andar sobre as águas deve ser o mais difícil de todos os exercícios que Deus pede de nós. Isso significa esquecer nosso peso, nossas falhas, nossos erros já perdoados, nossa condição humana.

Significa saber que se nós podemos afundar, Deus pode nos sustentar. Nosso corpo é pesado, mas nossa alma é leve. Nosso corpo perece, mas nossa alma permanece.
Quando as dificuldades te alcançarem e você sentir que a terra firme começa a mexer sob seus pés, não olhe para eles e não pense na sua condição. Olhe para a frente e pense nAquele que até o vento e o mar obedecem. No que transformou água em vinho, levantou um morto, fez andar um paralítico e alimentou pessoas no deserto. 
 
A terra de vez em quando parece desmoronar-se para todos nós. As lágrimas e o desânimo não poupam ninguém... 
 
Mas Jesus andou sobre as águas e não há nada no mundo que possa nos impedir de seguir Seus passos. 
 

Letícia Thompson

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fazendo de Conta


Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta, faríamos de conta que tudo é sempre bonito.
E mesmo se o mundo não é um grande livro de contos de fadas, estamos sempre querendo fazer de conta.
Fazemos de conta que somos felizes; que o amor não acabou, que ainda existe desejo. Tentamos nos convencer que todas as decisões que tomamos no passado foram acertadas.

Talvez por medo de termos que confessar que em algum lugar da nossa vida, falhamos. É difícil ter que admitir que nos enganamos de caminho. Mas o mais difícil é pensar que vamos decepcionar outros. Apesar de tudo, o que os outros vão pensar pesa muito nas nossas vidas... Assim vamos fazendo de conta que está tudo bem.

E chega um dia onde não encontramos mais saída. E a gente chora... chora na encruzilhada onde se encontra, chora no labirinto da vida, onde não queremos nem ir à frente e nem voltar atrás, mas sabemos que teremos que achar o caminho de qualquer jeito. E lamentamos o não saber o que fazer. Nos sentimos perdidos mesmo quando queremos fazer de conta que não.
Pensamos que seria melhor fingir que não existe problema nenhum; ou que podemos passar uma borracha e recomeçar tudo; ou então nos dizemos que bom mesmo seria voltar à infância inocente, sem esses "problemas de adultos" e até ir dormir mais cedo para que amanhã chegue logo. Porque agora, às vezes desejamos que nunca chegue... 
 
Mas somos adultos, mesmo se nosso eu criança se sente perdido. Somos adultos e donos da nossa vida, das nossas vontades, embora intimamente sintamos a necessidade de pedir que alguém decida por nós para nos livrar do peso da responsabilidade da escolha.
É preciso enfrentar a realidade, mesmo que dôa; é preciso ter a coragem de tomar uma decisão e fazer escolhas, mesmo se daqui a dez anos vamos perceber que nos enganamos de caminho. Se enganar não é pecado; pecado é se saber enganado e continuar no mesmo trilho. É uma ofensa ao próprio eu. 
 
Dê a você mesmo a oportunidade de ser feliz, sendo quem é, como é. Saia do marasmo do dia-a-dia que mata e construa algo sólido onde se apoiar. A vida não espera por nós e não é por fingir que o tempo não passa que os relógios vão parar. Chorar é bom e pode aliviar as tensões, mas nunca resolveu problema nenhum. Enxugue então suas lágrimas para que tenha uma visão mais clara do que é sua vida.  
 
Tire a máscara do faz-de-conta e viva de cara lavada, mesmo se no momento não for o melhor que você tenha para apresentar ao mundo. Com o tempo você vai aprender que tudo fica mais fácil e você se sentirá aliviado. Não se pergunte o que vai fazer depois: aprenda com seus erros e dê o melhor de si.  
 
Dê a você mesmo uma chance de ser feliz, porque ninguém vai fazer isso por você. 

© Letícia Thompson

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...