quinta-feira, 30 de junho de 2011

Enquanto os ventos sopram

Conta-se que, há muito tempo, um fazendeiro possuía muitas terras ao longo do litoral do Atlântico.
Horrorosas tempestades varriam aquela região extensa, fazendo estragos nas construções e nas plantações.

Por esse motivo, o rico fazendeiro estava, constantemente, a braços com o problema de falta de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar naquela localidade.

As recusas eram muitas, a cada tentativa de conseguir novos auxiliares.

Finalmente, um homem baixo e magro, de meiaidade, se apresentou.

Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.

Bom, respondeu o pequeno homem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.

Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou.

O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer ao anoitecer.

O fazendeiro deu um suspiro de alívio, satisfeito com o trabalho do homem.

Então, numa noite, o vento uivou ruidosamente, anunciando que sua passagem pelas propriedades seria arrasadora.

O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados.

O pequeno homem dormia serenamente. O patrão o sacudiu e gritou:

Levante depressa! Uma tempestade está chegando. Vá amarrar as coisas antes que sejam arrastadas.

O empregado se virou na cama e calmo, mas firme, disse:

Não, senhor. Eu não vou me levantar. Eu lhe falei: posso dormir enquanto os ventos sopram.

A resposta enfureceu o empregador. Não estivesse tão desesperado com a tempestade que se aproximava, ele despediria naquela hora o mau funcionário.

Apressou-se a sair para preparar, ele mesmo, o terreno para a tormenta sempre mais próxima.

Para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo.

As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos estavam nos viveiros e todas as portas muito bem trancadas.

As janelas estavam bem fechadas e seguras. Tudo estava amarrado. Nada poderia ser arrastado.

Então, o fazendeiro entendeu o que seu empregado quis dizer. Retornou ele mesmo para sua cama para também dormir, enquanto o vento soprava.

* * *

Se os ventos gélidos da morte lhe viessem, hoje, arrebatar um ser querido, você estaria preparado?

Se reveses financeiros, instabilidade econômica levassem seus bens de rompante, você estaria preparado?

A religião que professamos, a fé que abraçamos devem nos preparar o Espírito, a mente e o corpo para os momentos de solidão, pranto e dor.

Enquanto o dia sorri, faz sol em sua vida, fortifique-se, prepare-se de tal forma que, ao chegarem as tsunamis, soprarem os ventos e a borrasca lhe castigar, você continue firme, sereno.

Pense nisso e comece hoje a sua preparação.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O relacionamento continua porque é amor ou apenas comodismo?

Esse relacionamento pode ser com uma pessoa ou com uma empresa. Reagimos da mesma maneira. Reflita se esse relacionamento merece ou não uma nova chance e MUDE. Quando chegamos a nos questionar sobre um relacionamento, seja ele qual for, chegou à Hora de Mudar

Tem gente que gosta de acumular coisas. Outras acumulam pessoas ou acumulam empresas.

Quantas vezes, com medo de ficar só, preferimos manter relações já desgastadas, sem o prazer de antes? Vamos arrastando o peso do comodismo, fechando os olhos para novas oportunidades. Até enxergamos a situação e todas as oportunidades, mas ficamos paralisados e não tomamos a iniciativa de encarar o novo, as oportunidades.

Deve estar pensando agora: quantas relações assim eu mantenho em minha vida, com medo do novo?

Se no amor é preciso combinar a falta de compreensão, de companheirismo, de diálogo, de respeito e de confiança para ver acabar um amor, no relacionamento profissional a falta de um só desses fatores já é o suficiente para saber que é hora de mudar. Conforme o tempo passa, a sensação é de que tudo que já existiu está acabando. Como num quadro colorido que vai perdendo suas cores fortes, por acúmulo de poeira ou exposição ao sol. Pura falta de cuidado.

Afinal, você quer ter razão ou ser feliz?

Muitos profissionais continuam na empresa, mas não se sentem satisfeitos. Acabam reclamando com freqüência das decepções causadas por tarefas não entendidas, mudanças de rumos causadas pelo mercado e desconfianças de toda ordem.

No relacionamento pessoal é a mesma coisa. Casais permanecem juntos, mas não se sentem satisfeitos e vivem reclamando o tempo todo das brigas, das discussões, da falta de compreensão, do companheirismo, do egoísmo e desconfianças.

O que nos paralisa? O medo do desconhecido? O medo de não ser capaz? O medo de ficar só ou desempregado?

Realmente situações mal resolvidas são difíceis, mas não impossíveis. Não sabemos a nossa força interior, e quando decidimos e acreditamos no que queremos com o nosso coração, realizamos mudanças, as mais inusitadas.

Apostar na própria transformação é a única maneira de realmente tentar reinventar uma relação de amor, seja pessoal ou profissional. Quem tem que mudar é você e não seu companheiro (a) ou empresa.

Ao penetrarmos em nossas fraquezas, vamos descobrir a prepotência, o orgulho, a vaidade, a intransigência e o próprio desgaste pessoal, tudo combinado com a falta de amor próprio e desonestidade consigo mesmo. Nosso orgulho nos cega e nem percebemos que quando procuramos preencher o vazio interno com outro relacionamento, na realidade estamos querendo ter razão (impor nossa idéia) e não ser feliz. É importante assumir suas próprias dificuldades e parar de apontar o outro como a causa do seu descontentamento. Fazendo isso a chance é grande de reviver o relacionamento e voltar a ser feliz.

Olhe para dentro de si e pare de culpar o outro. Defina claramente e sinceramente a relação que deseja e mude suas atitudes. Ninguém consegue mudar o outro se antes não mudar a si próprio.

Mas como vou mudar a empresa? Se você conseguir definir exatamente o que espera desse relacionamento e mudar para alcançar esse objetivo, vai se surpreender, a empresa mudará de atitude com você. Lembre-se não é ela que muda e sim você.

Na vida amorosa é a mesma coisa. O maior problema dos relacionamentos é que esquecemos o quanto amadurecemos, crescemos, mudamos com o tempo. Devemos caminhar juntos, lado a lado, conforme nosso próprio desenvolvimento. Jamais teremos os mesmos sentimentos do início, até porque não somos mais os mesmos. Mas podemos alimentar com carinho todas as diferentes fases de nossas vidas juntos. Transformando todos os dias em um novo recomeço.

Não devemos nunca ser dependente de outra pessoa. Essa é a pior coisa que podemos fazer a nós mesmos. Se você está à espera que alguém o faça feliz, ficará interminavelmente desiludido.

A felicidade mora dentro de nós, só dependemos de nós mesmos para ser feliz. Depositar em outro essa responsabilidade não é junto consigo e nem com a outra pessoa ou empresa. Se você estiver disposto (a) a reconquistar estará sempre fortalecendo ainda mais o respeito, a admiração, o reconhecimento, a amizade e o amor.

É um circulo vicioso e virtuoso.

Quando um se modifica, o outro inevitavelmente também muda. Sabe por quê? Por que criastes o clima positivo dos momentos iniciais do relacionamento. Mas se já está cansado (a) e chegou à conclusão que não tem mais jeito, não adianta insistir.

Respire fundo, se encha de coragem, de amor por você e pelo outro, retome o controle de sua vida e seja feliz mesmo assim.

A vida passa rápido, não se acomode nunca. Claro que não é fácil. Reconhecer nossas fraquezas é muitas vezes dolorido, mas não vai se arrepender. Na nova oportunidade tudo será diferente, pois com a lição aprendida fará diferente, mesmo que seja nesta relação desgastada.

Temos que construir relações com as qualidades e não ficar acusando. Só temos condições de falar de nós mesmo, nunca do outro (a). Quem se preocupa em ficar achando os erros do outro na relação não tem tempo para o amor.

Cuidar do jardim de uma relação é antes de tudo cuidar do amor que temos por nós mesmo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Copo meio cheio ou copo meio vazio? Eis o segredo da felicidade!

A felicidade não é algo concreto e absoluto. Tudo depende da perspectiva com que vemos os eventos e situações.

Com base nisso, uma mesma situação pode ser percebida e/ou interpretada de diferentes maneiras por diferentes pessoas. Um mesmo copo com água pode ser visto como meio cheio ou como meio vazio, dependendo de quem olha. Esse fato interfere diretamente no humor, emoções e sentimentos dessas pessoas.

Podemos perceber através desse exemplo, o quanto a base teórica da terapia cognitivo-comportamental - de que a percepção do mundo, filtrada a partir das suas crenças pessoais influencia as emoções e o humores - fornece poder ao indivíduo, retirando-o do lugar de vítima ou ainda de ter uma visão fatalista ou determinista.

Quando ele percebe que sua visão de mundo é o que o leva a (re)agir aos diversos eventos de sua vida, torna-se mais livre, responsável e no controle de sua própria vida. Livre, pois pode escolher. Responsável, pois a partir do momento que escolhe, precisa fazer isso com consciência e se responsabilizar pelos resultados. E no controle de sua vida, pois passa a ter as rédeas da mesma em suas mãos, ao invés de simplesmente reagir aos estímulos.

É essencial que se faça uma diferenciação entre agir e reagir. Quanto se reage, não se responsabiliza pelas consequências e, muitas vezes não se tem consciência frente a sua ação. Já quando se age, há a necessidade de se ter consciência e responsabilidade frente aquilo que se opta fazer. Ou seja, quando se age, está subentendido que se fez uma opção, que se decidiu agir daquela determinada maneira frente à situação que se apresentou. Isso torna a pessoa muito mais assertiva, dona de si e também da situação, pois percebe que de alguma maneira sempre terá escolhas e somente sucumbirá se essa for uma delas.

A grosso modo ao perceber que a maneira de se vivenciar as situações, é fruto dos "óculos" que se utiliza para enxergar a "realidade", passa-se a ter a oportunidade de trocar esses "óculos". E os "óculos" escolhidos irão facilitar ou não a jornada de acordo com as respostas às situações vividas.

Penso que quando dizem que a felicidade não é uma meta e sim um caminho, a questão da perspectiva é um bom "óculos" para se enxergar e interpretar essa definição.

por Thaís Petroff

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Isso lhe diz Respeito (doação)

MENSAGEM ESCRITA POR PATRICK GROTH – NASCEU EM 24 DE FEVEREIRO DE 1989// PASSAGEM DA VIDA PARA VIDA ETERNA 25 DE JUNHO DE 2010//
POUCO SABEMOS DE NÓS MESMOS, E QUAL A CAMINHADA QUE TEMOS QUE PERCORRER EM NOSSAS VIDAS// CADA UM COM SEU IDEAL, CADA UM COM SUA FORMA DE ENCARAR OS FATOS E EVENTOS// APÓS 8 ANOS CONTRA UMA LEUCEMIA AGUDA, ENTENDO QUE MEUS PASSOS PELA TERRA AINDA NÃO ALCANÇARAM O OBJETIVO FINAL// TAL FATO PODE SER VISTO DE UMA FORMA UM TANTO QUANTO RAZOÁVEL, ONDE SÓ A CURA TOTAL É A RAZÃO PELA QUAL ESTOU AQUI// QUEM SABE PARA MOSTRAR QUE O CANCER PODE SER ASSUSTADOR SIM, MAS QUE SE ENCARADO DA FORMA CORRETA PODE SER VISTO COMO UM APRENDIZADO EXTRAORDINÁRIO// E POR ISSO LUTO COM TAMANHA VEEMENCIA// AS DERROTAS SÃO OUVIDAS E VIVIDAS TODAS AS MANHÃS, SEJA PELA SAUDADE DA FAMILIA E AMIGOS, A ESPERA DE DIAS MELHORES E TANTOS OUTROS MOTIVOS CITAVEIS// PASSAM-SE HORAS, DIAS, MESES, ANOS E ESTES MOMENTOS ESTÃO ALI, GUARDADOS NA MEMORIA, PARA ENTENDER QUE A VIDA ESTÁ AÍ PARA SER VIVIDA, COM ALEGRIA, COM AMOR, E PAZ// É FACIL ESCREVER E ACREDITAR// HOJE QUEM PRECISA DE UM DOADOR DE MEDULA ÓSSEA SOU EU E PELO MENOS MAIS DE 15 CRIANÇAS AQUI AO MEU LADO// JÁ ESCREVI, JÁ ENTENDI E AGORA PASSO A ACREDITAR QUE ISSO VAI MUDAR// FICAM DEPOSITADOS AQUI MEUS AGRADECIMENTOS POR TODAS AS FORMAS DE AJUDA, CARINHO, CAMPANHAS, GESTOS, MENSAGENS, ORAÇÕES, ENFIM, TODAS AS CONTRIBUIÇÕES FEITAS E DESEJADAS// MUITO OBRIGADO//

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lavagem Cerebral

Certa vez me perguntaram sobre como funcionou e como eu aceitei a lavagem cerebral que me fizeram (a igreja) quando voltei de certo encontro com Deus e minha vida passou por uma revolução!
Na verdade, o termo lavagem cerebral caiu como uma luva para explicar a mudança em minha vida...


Este versículo: Romanos 12:2 ilustra com clareza o motivo... "E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
Não pude me conformar com a vida de derrota que eu vinha levando...
Opressão, injustiça, ódio, amargura, derrota, perdas... Tudo isso me levou a repensar os motivos de estar viva...
Tive um encontro com Deus e percebi o quanto me desviei daquilo que Ele planejou para mim... Por falta de conhecê-Lo e por falta de vontade de conhecê-Lo...
A partir deste encontro, percebi o quanto era preciso renovar o meu entendimento...
Substituir as coisas que eu trazia em minha consciência porque estas coisas (que vieram se acumulando em meu consciente e inconsciente ao longo da vida) eram o que determinavam as decisões que tomava...
Mas há um ponto muito interessante também neste fato que é a forma como eu pensava antes de conhecer a Deus... Eu recebia as informações, e com base no meu entendimento (princípios e inteligência), formava e defendia uma opinião - e, diga-se de passagem, foi esta opinião própria que adiou tanto a transformação da minha vida. Porque segundo o meu entendimento, só o meu próprio esforço poderia me levar a alcançar os objetivos...
A lavagem cerebral vem justamente daí: aceitar que com nosso entendimento (ou inteligência), não somos capazes de fazer o sol brilhar, não somos capazes de fazer as plantas crescerem, não somos capazes de criar a vida, não somos capazes de salvar nossas próprias almas...

É necessário reconhecer a existência de um Deus que pode fazer isso, porque mesmo a altíssima tecnologia dos nossos dias não é capaz de reproduzir nenhuma destas coisas... E ainda assim, o sol brilha, as plantas e florestas crescem, nascem pessoas, e vidas são transformadas radicalmente por um poder que ninguém pode explicar até passar pelo mesmo processo.
Renovar, ou substituir conceitos... Então no lugar de todo o entendimento em meus próprios esforços e de todas as coisas que aprendi ao longo da vida, vão ficar as coisas que o Senhor tem para me dizer...
E pode acreditar, a palavra do Senhor tem recomendação para qualquer que seja o assunto...
Assim, aceitando que existe um Criador e Mantenedor de todas as coisas, inclusive minha vidinha, e reconhecendo que meu entendimento NÃO pode me proporcionar o preenchimento do vazio da minha alma, só me restou buscar no Senhor a satisfação para estar aqui...
E quando descobri isso, a revolução da vitória se iniciou em minha vida!

Pois o vazio de minha alma foi preenchido, aprendi a ouvir a voz de Deus e através de Sua palavra, a bíblia sagrada, pude encontrar a renovação de meu entendimento. Agora posso experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade Daquele que quer o melhor para mim, pois foi O mesmo Quem me criou e providenciou que estivesse viva até hoje para lhe contar este pequeno testemunho!
MORAL DA HISTÓRIA
Bendito Seja o Senhor que transformou a miséria da minha vida numa nova forma de viver, feliz e completa com Jesus! Desejo que Ele lhe abençoe como a mim me abençoou e muito mais! Pense nisso...e tenha um bom dia...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi

AMIGOS, HOJE UMA DATA MUITO ESPECIAL E EU QUIS ALGO ESPECIAL.
PADRE LÉO, VOCÊ CONHECE? NO LINK ABAIXO UMAS DAS SUAS LINDAS PREGAÇÕES.
BOM FERIADO EM CRISTO.

César

http://youtu.be/2FzxCIt13dY

quarta-feira, 22 de junho de 2011

É HORA DE MUDAR? A grande pergunta.

Quando tomamos a decisão e modificamos profundamente a nossa maneira de pensar e de agir, talvez alguns relacionamentos acabem. Mas na realidade o que acabam não são os relacionamentos, mas sim os jogos de interesses.

O ato de mudar nos tornar mais responsáveis (pensamos e sofremos muito antes de tomar a decisão), em cuidar de nós mesmos, de termos autodomínio, a importância de estabelecer limites, de acreditar e nos apoiarmos nas decisões. Somos mais “EU”.

Com a diminuição da pressão da dependência, passamos a querer vivenciar novas relações em outras bases, com mais qualidade. Quando chegamos nesse estágio e o relacionamento é rompido é porque acabou o interesse (aqui no sentido de troca) e deixou de ser alimentado. Quando o relacionamento é significativo ele permanece e é aprimorado.

Quando começamos a gostar de alguém usamos a cabeça e colocamos condições para gostar. Se esse alguém deixa de corresponder ao figurino que traçamos, o que fazemos? Simples, damos um jeito de parar de gostar da criatura.

Quantas vezes já ouvimos, ou já dissemos: “Como é que você pode gostar dele (a), sendo ele (a) assim?” Ou pior ainda: “Se fizer isso, não gosto mais de você!”

É nossa mente na realidade tentando racionalizar e esquecendo o coração. São boicotes, chantagens, pois o gostar e ou não gostar é atributo do coração, e não da mente. Tomar a decisão de ficar com alguém ou nos afastarmos dela é sim um processo racional, mental, mas o afeto, o carinho, o amor não depende das idéias.

Entre tantas outras coisas é por isso que as mudanças metem medo tanto para quem está mudando quanto para quem está a sua volta. Não aceitamos as diferenças queremos estar alinhados com a opinião dos outros, pois vemos essas diferenças como obstáculos e queremos a aprovação de todos a nossa volta: “Se eu fizer isso vai continuar gostando de mim?

Claro que todos que te amam vão continuar gostando de você e te apoiando. Você também vai continuar gostando de todos. Se os laços afetivos são fortes é bem provável que os relacionamentos até melhorem, passado esse primeiro impacto.

O bom é conseguirmos ter um diálogo franco, livre, aberto, pois isso facilita. Mas deve ser para dizermos tudo àquilo que estamos sentindo e para que possamos ouvir a opiniões das pessoas em quem confiamos e não para insistirmos em convencê-los ou para tentar que assumam posições.

E não podemos cair na armadilha de nos sentirmos culpados por não correspondermos ao que esperam de nós (ou ao que nós mesmos esperamos de nós…).

Sim é uma sensação muito ruim, como se estivéssemos traindo. Como podemos nos sentir assim se essas expectativas são criadas pelos outros, segundo seus paradigmas, seus próprios motivos, interesses e na maioria das vezes não temos a mínima condição de fazer. E sofrer porque falhamos conosco é pura pretensão, pois se pudéssemos fazer melhor, não tenham dúvidas, teríamos feito.

Quem não conhece alguém que teve a coragem de ousar, ir além dos limites vivenciados pela sua comunidade e ao retornar cheia de entusiasmo, encantada com as descobertas, tenta compartilhar as novidades certa que todos terão prazer em segui-la e se surpreende, pois causa neles muito medo e outros tantos sentimentos negativos e acaba rejeitada e massacrada sem nenhuma compaixão. Conseguiu lembrar?

Se quisermos crescer, evoluir e ser feliz, não podemos viver com a idéia de que aqueles que ousam fazer o que querem, destacando-se dos demais (sendo “diferentes”) fatalmente será rejeitado, correndo ainda o risco de serem machucados, destruídos.

Devemos sim entender que o medo, a intransigência, o preconceito e o fanatismo de qualquer espécie são portas abertas a regressão, à estagnação, à deterioração e à felicidade. Devemos sim é estar aberto às novidades. O mundo cada vez mais muda rapidamente e se não nos adaptarmos as novas condições seremos extintos.

Temos que pensar bem a esse respeito, pois só nós mesmos criamos nosso destino sempre de acordo com nossas verdades. Devemos estar atentos a aquela vozinha interior que fica nos questionando: “Me sinto bem sendo eu mesmo?” “Como me comporto quando alguém se mostra diferente?” “Acredito realmente nisso ou naquilo?” “Estou realmente fazendo a coisa certa?” “Olha só onde amarrei meu burro, novamente não! etc.

Encontrar essas respostas a essas perguntas pode ser a diferença à nossa felicidade ou infelicidade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Entrevista com Satanás

QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS? Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ? Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER? Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coraçã o. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO? Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO? Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM? Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM? Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pe dro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 coríntios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO? Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

Medite nessa mensagem. Veja que foi elaborada com base nos versículos bíblicos, por isso é uma ilustração da mais pura verdade.
"Como diz o espírito santo: hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações." (hebreus 3:7,8) Pense nisso...e tenha um bom dia...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por que morremos?

Você já se perguntou por que morremos, afinal? Não raro a morte, ao aproximar-se de nossos caminhos, traz consigo dor, saudades, incompreensão e revolta.

Se é assim, nada mais natural do que nos perguntarmos: Para que morrer? Ou, por que morrer? Será mesmo necessário passarmos, enfrentarmos situação tão dolorosa?

Se fizermos a pergunta a um filósofo, ele nos trará inúmeras propostas, discutidas e analisadas por eminentes pensadores, reflexionada por sábios e intelectuais, versando sobre a morte.

Se nos dirigirmos a um biólogo, ele trará as explicações do ciclo de vida da natureza, dos processos biológicos naturais, do envelhecimento da estrutura fisiológica.

Para esse ou aquele religioso, a resposta a essa pergunta se limitaria à expressão: É a vontade de Deus, nada mais conseguindo acrescentar. Diria que tudo o mais que cerca o fenômeno da morte é mistério de Deus, insondável para todos nós.

Mas, se alguém nos respondesse que morremos para voltar para casa, qual seria nossa reação? O que acharíamos da ideia da morte simplesmente como o retorno ao lar?

Em verdade, o que realmente acontece, é simplesmente isso, a volta para casa, despindo-nos de um corpo físico emprestado por Deus.

Todas as vezes que nascemos, e são inúmeras essas vezes, nos vestimos de um corpo material.

No momento da concepção no ventre materno, como Espírito imortal nos vinculamos ao embrião, para conduzir seu desenvolvimento.

Assim, ao nascermos, já serão nove meses de vínculo íntimo com esse novo corpo físico, que foi, ao longo dessas trinta e seis semanas, se desenvolvendo especialmente para nossa nova existência.

Todo um mundo de novas oportunidades e de aprendizado se inicia com essa nova encarnação.

E, como quem se matricula em uma escola, Deus nos oferece a oportunidade de, ao programarmos uma nova existência, nos matricularmos na escola da vida.

Para os que aqui estamos, a Terra é abençoada escola de aprendizado, que nos oferece oportunidades inúmeras de progresso.

Todas as experiências que temos, sejam elas vinculadas aos louros da vitória e da conquista, ou sejam adornadas pela dor e dificuldades mais variadas, se constituem em aprendizado para a alma.

Assim, como todo bom estudante, devemos aproveitar ao máximo a experiência.

Aproveitar a oportunidade da reencarnação para que os dias que estejamos aqui na Terra nos tornem melhores, para que entendamos mais detalhadamente as coisas de Deus.

E não há experiência na vida que não possa se transformar em aprendizado. Mesmo nossos erros mais graves são lições que, oportunamente, através da reflexão e do amadurecimento, se transformarão em entendimento do certo e do errado.

Porém, como toda escola, também natural que, depois do período programado para o aprendizado, retornemos ao lar.

Assim se dá conosco. Dia virá onde o retorno ao lar acontecerá inevitavelmente.

E quando o retorno de alguém que amamos se dá antes do prazo que gostaríamos ou imaginávamos, que consigamos substituir a dor, ou qualquer sinal de revolta perante a vida, pelo entendimento.

O entendimento de que, nesse retorno, todos nos reencontraremos, pois estamos vinculados, os que nos amamos, por laços que desconhecem o tempo e a distância.

Encarando a morte como um até breve, jamais como um adeus, conseguiremos tranquilamente enfrentar as temporárias separações.

Pensemos nisso!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Somos coerentes?

Qual o conceito que você tem de coerência? Afinal, o que é coerência? Para os melhores dicionários, a palavra remete à ligação, ao nexo, à harmonia entre fatos ou ideias.

Assim, será coerente aquele que agir, pensar, falar, de uma maneira em que haja nexo, harmonia entre suas ações.

Será isso que fazemos no nosso dia-a-dia? Conseguimos agir com coerência em todos os nossos dias, em todas as nossas ações?

Vejamos que, muitas vezes, discursamos para todos a respeito da sujeira das ruas, das calçadas sem limpeza em nossa cidade, dos detritos que se avolumam.

Porém, não nos damos conta que jogamos o papel de bala, o recibo do estacionamento, o bilhete do ônibus pela janela do veículo, assim que ele não nos sirva mais. Contribuímos com a sujeira que tanto criticamos.

Preocupamo-nos em ensinar a honestidade para nosso filho, discursando longamente a respeito. E, caso toque o telefone e não queiramos falar com a pessoa que nos demanda atenção, pedimos para que nosso filho vá ao telefone e diga que não estamos.

Usamos da mentira que tanto detestamos.

Reclamamos, e com razão, do administrador público, ou do político, quando esse se apropria do que não lhe pertence, prejudicando a nação e seus cidadãos. Taxamos de roubo, exigimos os rigores da lei, tudo plenamente justificado.

Mas, às vezes, somos nós mesmos a não devolver o troco a mais no supermercado e ficamos com o que não nos pertence. Ou ainda, quando a autoridade policial nos pune frente a uma infração, tentamos suborná-la, corrompê-la.

Para quem discursa sobre roubo, suborno, somos nós então a roubar ou subornar. Pura incoerência.

E por que temos dificuldade para sermos coerentes? Por que tantas vezes agimos de maneira diferente daquela que pensamos ou defendemos com nossas palavras?

Isso acontece porque, se já temos o conceito formulado na mente, ainda nos falta o valor instalado na consciência.

Essas incoerências são geradas no descompasso entre o que a mente pensa, os nossos conceitos, e o que o coração sente, os nossos valores.

Se já pensamos certo, se nossos conceitos estão adequados, se fez um grande passo. Porém, faz-se necessário ainda, conquistar os valores, fazer que a consciência aja dessa forma.

Assim é necessário que meditemos sobre nossos atos. Que pensemos longa e profundamente sobre como estamos agindo em nossas vidas, o que estamos a fazer das oportunidades que desfrutamos todos os dias.

E, em última instância, somos muito mais aquilo que agimos e sentimos do que aquilo que apenas discursamos.

Isso é de tal forma real e verdadeiro que, certa feita, um filósofo americano afirmou: O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você está dizendo.

Assim se passa conosco. O que fazemos será nosso maior discurso sobre nós mesmos, a maior representação do que efetivamente trazemos na alma, muito acima e além do que qualquer preleção ou apresentação verbal.

Desta forma, depois de escolhermos os valores que irão pautar nossa vida, comecemos o esforço inadiável de fazer com que esses conceitos, com disciplina e persistência, transformem-se em valores reais, e a coerência seja a tônica do nosso agir.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mudar é uito bom!

Em algum momento da vida é preciso se reinventar, buscar a transformação.

Quem no final de cada ano não faz uma lista de coisas que pretende mudar no ano seguinte? E todas as listas se parecem: queremos sorte no amor, crescimento profissional, felicidade na família, acertar nossa vida financeira, finalmente fazer aquela viagem tão sonhada e perder aqueles quilinhos a mais.

Mas o que fazemos para que isso aconteça e que o ano novo signifique realmente uma vida nova?

Nada.

Esperamos que as mudanças caíam do céu. Sabemos que essas mudanças significariam uma vida melhor, mas ficamos paralisados. Por que será?

Nada fazemos porque mudança dá muito trabalho. Precisamos olhar todas as nossas dificuldades e encará-las como são e planejar ações para alterar e ultrapassar as barreiras de nossa inércia, ter atitudes, querer, e agir com muita determinação.

Todos nós gostamos de ficar na zona de conforto, mesmo que reconhecermos que estamos perdendo vida e oportunidades.

Enrolamos, fazendo de conta que a situação não existe, nos distraindo com “coisas importantes”.

Apegamo-nos a coisas, pessoas, ambientes, turmas e isso são uma das principais causa do nosso sofrimento. Temos medo de perder o controle da situação.

Se eu mudar, e aí? O que pode acontecer? Pode ficar pior do que agora? E se não der para voltar atrás? Ai, que medo…

E, não tenha ilusões, não há escolha: quem não muda geralmente é mudado, às vezes de uma forma muito mais dura do que uma mudança gradual, consentida e planejada. Onde tem vida tem movimento. “Tudo o que está parado, estático, rígido, seco, está morto”.

Na vida profissional as mudanças têm que ser muito rápidas e dinâmicas, pois acontece o tempo todo. Para se ter uma idéia da importância de se adaptar as mudanças corporativas, hoje existe profissional que ensinam executivos a mudar, são os “personal coach”, que nada mais é que um técnico particular que enxerga o que você anda fazendo com o jogo da sua vida. Ele não dá conselhos a ninguém, mas estimulam as pessoas a dar sua própria resposta fazendo boas perguntas e a principal delas é: VOCÊ SABE O QUER MUDAR NA SUA VIDA?

E a maioria não sabe. Antes de tudo você tem que se fazer a pergunta: O QUE REALMENTE QUERO MUDAR NA MINHA VIDA? E O QUE PRECISO MUDAR EM MIM MESMO PARA CONSEGUIR ISSO?

Temos que descobrir o que realmente para nós é mais importante mudar se na vida pessoal, na vida profissional, na vida cultural ou na vida espiritual.

É importante haver um equilíbrio entre essas áreas. Para mudar, temos que unir corpo, mente e espírito numa só direção. Ter um FOCO. Só assim as mudanças têm consistência para que realmente ocorram.

Quando no final do ano fazemos a lista para o próximo ano estamos apenas expressando um desejo, de algo que vai cair do céu, que não depende de nosso esforço. Sempre colocamos genericamente: “eu gostaria de encontrar um bom emprego” e “eu gostaria de emagrecer”.

Faça uma experiência em trocar o tempo e o verbo do “eu gostaria” por “eu quero”. É fácil perceber que o “eu quero” já traz implícita uma ação. Se eu realmente quero, vou fazer algo por isso. Objetivos, prazos, modos de agir, compromisso, tudo isso estimula a ação e o cumprimento da meta. Por isso planeje, deixe claras suas expectativas, vá mudando aos poucos, a cada dia.

Ou talvez a mudança tenha de ser drástica mesmo. Não adianta mudar para permanecer na mesma situação. Aliás, tem gente que muda apenas para continuar igual. Mais uma vez, é não compreender o objetivo de uma mudança: ser mais feliz.

Sim mudar é muito bom, mas essa decisão implicará em renúncia, esforço e sacrifício. Na maioria das vezes as mudanças podem ser negociadas, não precisam ser 8 ou 80. Pode-se ser um bom executivo e nos finais de semanas ser fotografo ou musico. Ter seus momentos seus, viver a fantasia e estar totalmente no relacionamento.

É preciso não se esquecer que o maior dilema nesse caminho de mudança somos nós mesmo. Sempre aparece uma vozinha dizendo para mudar enquanto que outra dirá para adiar mais um pouco. Sabendo dessa luta interna fica um pouco mais fácil resistir aos impulsos que surgem a todo o momento.

Pense. Medite sobre as mudanças. Sim. A meditação ajuda você acalmar as vozes internas, clarear o espírito, aumentar a nitidez de foco que é mudar.

Vamos, agora só depende de você para mudar. Mudar é muito bom, faz bem à saúde e não tem contra indicação.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A tampa da sua panela

Quem é a tampa da sua panela?

Quem nunca procurou aquela pessoa com quer passar o resto dos seus dias que atire a
primeira pedra.

A tampa da panela, a alma gêmea, o chinelo velho, a outra metade da laranja, quem nunca
sonhou com isso?

Será que existe uma única pessoa no mundo que foi criada apenas para você e para a qual
você também foi criado? Não acredito, seria muito injusto.

Gente, além de tudo matematicamente está provado. Vejam. Atualmente somos mais de 6 bilhões de pessoas no planeta Terra isso quer dizer que a chance de encontrarmos essa única pessoa seria algo em torno de 0,000000016667%, ou seja, zero, nenhuma. Mesmo
trazendo essa possibilidade somente para o Brasil onde somos perto de 200 milhões de pessoas teríamos 0,0000005% de chance e mesmo assim ela não existe.

Tem que existir um número muito maior de pessoas nesse mundo que pode ser a sua tampa da panela. Acredite e procure.

Encontrar o amor da sua vida que vá se encaixar com perfeição na sua “panela” é papo de quem não sabe cozinhar. Todo bom “chefe de
cozinha” sabe que quando a panela é nova a tampa se encaixa com perfeição, mas com o tempo, com o uso, incorreto e apressado, principalmente, logo logo se descobre que para a comida ficar boa novamente você vai ter que deixar uma beiradinha para o ar sair, a panela ganha um amasso, a tampa perde o cabo e elas já não se encaixam tão bem assim.

O amor de sua vida pode estar na escola, no emprego, na fila do supermercado ou passando por você na rua no meio da multidão. Aí vem a primeira questão: devemos procurar ou achar por acaso?

O engraçado é que você vive procurando e não acha e quando acha sem procurar, essa tampa não serve na maioria das vezes porque não quer que sirva.

As mulheres ainda sonham com Príncipe que vai chegar de cavalo branco e serão felizes para sempre. Pura ilusão. Enquanto as mulheres sonham, poetizam, dramatizam o homem de hoje só vê problemas.

Essa busca por algo que não existe é uma das razões por que as maiorias das mulheres vivem insatisfeitas em matéria de amor, vivem sonhando que a alma gêmea logo vai aparecer e não dão importância para aqueles que tentam se aproximar.

Todos nós, homens, mulheres, temos mais defeitos do que qualidades e parece que para os que tentam se aproximar só enxergamos os defeitos e nunca as virtudes.

Esse modo de pensar da mulher deve ser algo da formação na infância, juventude quando vivem idealizando uma pessoa que nunca existiu e que não correspondia à realidade.

Sonhar com o menino bonito da escola, aquele vizinho mais velho que passava e cumprimentava e suas pernas tremiam o coração disparava, com o artista da TV ou cinema, sempre um amor platônico e escondido.

Já os homens menos dramáticos e mais sexuais, esquecem de tudo apenas para ficar parado olhando aquela coisa mais linda mais cheia de graça é ela a menina que vem e que passa e depois vai “sonhar” com ela.

Quando viramos adultos e já na vida real esses sonhos perdem o sentido e descobrimos que somos de carne, osso e um monte de defeitos e os sonhos escritos nos diários perdem toda a graça quando tudo é para valer.

Quando a garota vira mulher suas avaliações mudam e já não ficam mais satisfeita com o menino mais “lindo e popular” da turma e passam a querer quem lhes oferece estabilidade, segurança, fidelidade e amor, nessa ordem.

A tampa da panela pode ser bonito por fora, mas tem que ser resolvido por dentro em todos os sentidos. Ainda não acharam, mas acreditam que vão achar um dia e ficam esperando.

Vamos, já conseguiu tantas vitórias, vá à luta, lute pelo o que acredita. Procure mas também deixe ser achada.

E os homens? Eles também mudam quando ficam adultos. Se antes queriam a de melhor corpo, nessa nova fase isso já não é tão importante. Sabem, que essas mulheres são raras, uma boa parte produtos do “photoshop”, e na maioria das vezes fraquinhas de cabeça. Ele pode até querer ir para a cama com ela, mas a mulher que quer para vida dele definitivamente não é essa.

Muito ao contrário que a maioria das mulheres acham os homens tem mais necessidade de compartilhar uma existência do que as mulheres. Procuram alguém que os complete, que divida a vida com ele, que esteja protegida sob seus braços.

Temos que sempre lembrar que esse amor da nossa vida foi algo criado na era romântica e muito reforçada pelos livros, novelas e filmes românticos, e que acabamos aceitando como verdade absoluta.

Temos que procurar aquela pessoa que nos fará feliz e não a que satisfaz os nossos pré-requisitos.

Temos que procurar aquela pessoa que queremos fazer feliz independente de qualquer coisa, pois assim seremos felizes, mesmo quando acaba.

Será que você sabe exatamente o que quer da vida realmente. “Pare de olhar o gramado da vizinha que está mais verdinho, cuide do seu”.

Se você quer um relacionamento vai ter que aprender a se relacionar, aprender a ceder, a abrir mão, a dar as mãos. Nem sempre a solução é achar a tampa da panela, ou ser a tampa ou ser a panela, as frigideiras também são úteis.

A questão é saber cozinhar. Uma tampa pode sufocar limitar. Quem disse que duas panelas destampada não podem ser felizes juntas? Pode sim.

O importante é QUERER! Querer alguém que ame e que queira te amar.

QUERER, essa é a palavra-chave que resume tudo na vida.

Não adianta a vida te dar o melhor emprego do mundo você vai ter que trabalhar! Tudo na vida dá trabalho, nada é de graça, e quem quer, faz!

Não adianta a vida te dar o melhor presente do mundo, o presente que você precisa, ou o presente que você quer, você vai ter que abrir o embrulho.

Se você quiser, você pode amar, sim! Basta querer amar.

De que adianta encontrar a tampa da panela e jogar ela fora ou guardar no armário da cozinha. Se no primeiro problema desistir e largar a tampa em qualquer lugar, culpando a vida, o destino, sua falta de tolerância, sua falta de dedicação e principalmente sua vontade de amar.

Olhe para você! Quer a tampa da panela? Então, aprenda a cozinhar primeiro!

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Que é urgente?

Se você tivesse que enumerar, neste instante, todas as suas urgências, o que é que constaria em sua lista?

Talvez tenha na memória os compromissos mais urgentes de hoje, ou já tenha dado uma olhada na agenda e constatado que eles são muitos e quase todos importantes.

Todavia, antes de começar a correria costumeira do seu dia, vale a pena refletir mais detidamente no que é realmente urgente.

A vida agitada dos dias atuais nos leva a estabelecer uma lista de urgências

que nos faz, tantas vezes, perder o significado real do que são prioridades.

Para algumas pessoas, urgente são somente as coisas materiais, esquecidas de que, no dia em que partirem, deixarão pendentes as coisas que realmente eram urgentes.

Para melhor avaliar o que sejam prioridades de fato, verifique sua lista e anote tudo o que terá que ficar na alfândega do túmulo, caso tivesse que partir agora.

Sem desconsiderar as necessidades materiais que a vida no corpo físico exige, é necessário estabelecer prioridades também no campo afetivo, junto às pessoas que estagiam conosco nesta existência.

Urgente, por exemplo, é que você pare um momento na sua vida agitada e se pergunte: Que significado tem tudo isso que faço?

Urgente é que seja mais humano e mais irmão.

É que saiba valorizar o tempo que pede a uma criança.

Urgente é que veja o nascer do sol, sinta o seu calor e agradeça a Deus por tão grandioso presente.

É saber aproveitar as lições do dia-a-dia da melhor forma possível, em benefício do progresso do Espírito imortal, que transcende a vida física.

Urgente é que curta a sua família, seus filhos, sua esposa e todos que o rodeiam, e valorize esse precioso tesouro.

Urgente é que diga às pessoas que lhe são caras o quanto as ama e o quanto são importantes para você.

Urgente é que saiba que é filho de Deus e se dê conta de que Ele o ama e quer vê-lo sorrindo, feliz e cheio de vida!

Urgente é que não deixe a vida passar como um sopro e, quando estiver no fim da linha, não olhe para trás como quem quer voltar e percebe que já não há tempo...

Já não há tempo porque tudo o que fez foi urgente...Você foi um grande empresário, encheu sua agenda de urgências, compromissos e projetos... mas se esqueceu de viver.

Foram tantas as urgências que deixou passar a verdadeira finalidade da existência, que é aprender a amar.

É desenvolver o amor por si mesmo e estendê-lo ao seu próximo.

Por todas essas razões, reveja sua lista de urgências e priorize aquelas que são realmente importantes.

Faça isso hoje... Não deixe para amanhã.

Se faz muito tempo que não almoça ou janta em casa para atender aos negócios, pense que sua família deve ser a prioridade número um da sua lista.

Você lembra quantas vezes evitou o abraço carinhoso de um filho, para não amarrotar ou sujar a sua roupa, que deveria estar impecável para a próxima reunião?

Lembra-se a quantas festinhas na escola de seu filho deixou de ir por causa das suas urgências profissionais?

Pare um pouco e veja se não há nenhuma inversão de valores em suas urgências.

E se constatar alguma irregularidade, ainda é tempo de reverter a ordem das coisas.

* * *

Se você está enfermo, sua prioridade é tratar da saúde.

Se está estressado, sua urgência é buscar um meio de sair desse estado.

Mas, se você sente um grande vazio na alma, nada do que tem feito lhe faz feliz, a depressão ameaça se instalar e nuvens cinzentas pairam sobre seu mundo, você está diante de uma emergência.

Procure uma pequena brecha mais clara, segure as nuvens com as duas mãos e abra-as para que o azul do céu apareça...

E se suas mãos não conseguem afastar as nuvens, rompa-as com uma oração sincera e busque conectar-se com o Alto, permitindo que a Luz Divina penetre em seu ser e ilumine definitivamente o seu caminho.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Somente o necessário: Excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas

Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.

Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.

Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.

Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.

Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.

Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.

Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!

Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...

Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.

Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.

Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.

Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...



por Carlos Hilsdorf

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amor que Renasce

Era uma vez Cilia e George. Eles estavam apaixonados. Seu amor foi abençoado com duas meninas, Rayann e Sheela.

Com esforço e dedicação, a imobiliária a que deram início, prosperou e cresceu.

Tudo ia bem com a ajuda e o amor um do outro. Em certo ponto do caminho, no entanto, algo deu errado. Eles começaram a discutir sobre questões profissionais.

Depois, passaram a ter desentendimentos na condução do lar. Finalmente, sobre como educar as meninas.

Cilia dizia que George não a deixava crescer. Ele parecia seu pai, desejando ter sempre a última palavra, o poder de decisão.

George não sabia mais o que pensar ou como agir na presença da esposa. Pelo que se lembrava, ela casara com ele porque era sempre ele que tomava as decisões.

Por fim, depois de 15 anos de casamento, se divorciaram. Mas as discussões continuaram. No trabalho e sobre a educação das filhas.

Quando George foi chamado, em plena madrugada, pela polícia local, porque suas filhas haviam sido presas em uma boate, alarmou-se.

Elas eram menores, estavam embriagadas e a mais velha portava pequena quantidade de heroína.

Nesse dia, o casal entendeu que o ônus emocional do seu desentendimento era demasiado para as meninas.

Pelo bem delas, resolveram participar de um seminário de fim de semana, sobre paternidade positiva.

Partiram juntos, de carro, rumo às montanhas. O trânsito estava ruim e ele decidiu ir por uma via secundária.

Foram surpreendidos por uma tempestade de neve. Procurando um lugar seguro para encostar o carro, George não viu a queda fatal de 300 metros.

O veículo teve o parabrisa e a janela do motorista estilhaçados. Eles estavam a 65 km da estrada principal e o carro estava enchendo de neve.

Colocaram as bagagens na janela dianteira, para desviar a neve e o vento. O motor, que lhes poderia gerar calor, recusou-se a funcionar.

No banco de trás, se aconchegaram. Não podiam dormir, pois estavam sem cobertores e, com o frio, poderiam congelar e morrer.

Precisavam sobreviver até o amanhecer, para andar até a estrada principal, em busca de ajuda.

O aconchego, o revezamento de esfregar um ao outro para aumentar a circulação e permanecerem alertas, foi lhes avivando a memória de tempos já vividos.

Para não cair no sono, cantaram todas as canções que lembraram. Quando se esgotou o repertório, Cilia lembrou de recitar os votos formulados no dia do casamento.

A este nobre homem prometo tudo o que sou e sempre serei para você. Eu o amarei para sempre. Cuidarei de você, mesmo quando todos lhe virarem as costas.

George sentiu a torrente de amor e calor do dia em que se casara com ela.

Então, recitou os seus votos: Eu a amo e prometo amá-la com toda a minha força. Eu lhe darei tudo o que é meu e tudo será nosso. Lutarei para ser seu homem e seu defensor, seu amigo durante o tempo que o sangue fluir em minhas veias. Sem você eu fico sem finalidade neste mundo.

As palavras acenderam fogueiras em suas almas. Agora percebiam como precisavam um do outro.

Quando amanheceu, a neve cessou, eles se deram um longo e apaixonado beijo. De mãos dadas foram em busca de ajuda, com a certeza de que estavam nesta vida, juntos, para sempre.

Se algo não vai bem em sua relação matrimonial, dê-se um tempo para pensar. Recorde porque você se uniu ao outro.

Mesmo sem tempestade de neve, ou perigo de congelamento, convide-o a rememorar os votos do dia do casamento.

E redescubram, juntos, o valor da união matrimonial. Deem uma nova chance um ao outro, reacendendo a chama do amor que um dia os fez desejarem estar, para sempre, juntos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tempestades da Vida

Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente.

Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre.

Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações.

O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças.

Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite.

Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite.

Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto.

Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente.

Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente.

Homens de pouca fé, eis o que somos.

Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça.

Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora.

Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade.

Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida.

Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo.

Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do cristo ainda não se fez certeza.

Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça.

Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas.

Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva.

Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada.

As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.

Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres.

Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas.

Tudo é fugaz e momentâneo.

Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!
AMOTE! AMOTE! AMOTE!!!!!!!!!!
QUE SEU NATAL!!!!!!!!!!!!!!!!
SEJA FELIZ! FELIZ! FELIZ!!!!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Torne-se Consciente do que pode estar Perdendo

Na fábula “A raposa e as uvas”, atribuída a Esopo, uma raposa estava morrendo de vontade de comer as uvas que encontrou pela frente. Saltou algumas vezes e não as alcançou. Então foi embora tentando disfarçar sua frustração. Olhou para os lados e disse:

– Elas estavam verdes!

Já pensou em quanta energia as pessoas gastam na tentativa de mostrar que não se importam com o que perdem?

Bem, a raposa pelo menos saltou algumas vezes para buscar o que queria.

E você – tem ido atrás do que quer na vida?

Está consciente do que lhe trará felicidade?

Deixa-se contagiar pela angústia de não realizar seus sonhos?

Tem sentido a dor de não estar ao lado da pessoa que ama?

Há pessoas capazes de mostrar indiferença às maiores paixões de sua vida. Elas conseguem ficar impassíveis diante das oportunidades como se estivessem diante de um cubo de gelo! Loucura total!

Se você se der conta de que está se enganando, buscando desculpas baratas para suas desilusões, é melhor perceber o que tenta de fato esconder com essa atitude superficial e ir em busca das uvas que tanto deseja.

Não se iluda dizendo que as brigas com sua filha não machucam seu coração.

Não adie mais uma atitude de amor à sua esposa dizendo que tanto faz esse casamento dar certo ou não, quando na verdade você está totalmente apaixonado.
Porque, um dia, você vai acordar arrasado ao notar que não existe mais nenhum sinal de amor por trás das lágrimas de sua companheira – como diz uma canção de Paul McCartney. Não haverá, então, mais tempo para recuperar esse sentimento perdido.

Você até pode mentir para os outros, mas mentir para si mesmo é uma catástrofe!

Se você está apaixonada por seu colega de trabalho e ele a convidar para sair, pare de inventar um milhão de desculpas e problemas. Não adianta fugir para não enfrentar o medo de mergulhar nesse amor.

É hora de refletir e agir.
Hora do tudo ou nada.
Do agora ou nunca.
De arriscar e ver o que a vida preparou para você.
Hora de encarar o mundo de frente, sem desculpas, assumindo seus sentimentos.

Há uma frase de John Lennon que sintetiza bem o que muitas pessoas fazem quando deixam de experimentar o sabor da vida:

– “Vida é o que acontece enquanto você faz planos”.

Talvez possamos parafraseá-lo e dizer:

– Vida é o que acontece enquanto você tenta esconder seus sonhos de si mesmo.

por Roberto Shinyashiki

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Convite ao Perdão

Francisco Cândido Xavier foi um homem que viveu semeando a palavra do Cristo. Através das suas atitudes, pregou a paz e ensinou a caridade. Sua vida foi um exemplo de conduta cristã.

Médium, viveu por noventa e dois anos, foi desprezado por muitos e durante sua vida sofreu ofensas e insultos, tendo passado imune a tudo.

Em uma de suas muitas frases que ficaram registradas, ele disse:

Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado. E não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse.

Esta frase nos faz refletir sobre a forma como agimos diante das ofensas que sofremos. No cotidiano, nos deparamos com situações que põem à prova a nossa conduta.

São os olhares de desprezo ou de inveja. As palavras que ferem, humilham, magoam. As indelicadezas e os gestos que perturbam e ofendem.

São também as atitudes contínuas de omissão, de abandono dos deveres, ou de opressão, que acontecem entre irmãos, casais, pais e filhos, que vão se somando e se transformando em imensas mágoas.

É comum vermos famílias desestruturadas pelo cultivo da raiva, do rancor e da indelicadeza. Enfim, vemos com frequência, relações se esvaindo pela ausência do perdão.

Seja qual for a gravidade do ato infeliz que nos atinja, enxerguemos o outro, que nos fere e magoa, como alguém que pode estar enfermo e precisando de ajuda.

E como escolhemos agir diante de quem nos ofende?

Quando procedemos da mesma forma que o outro, entrando na sua sintonia, revidando, seja com palavras ou com atitudes, estaremos deixando que o outro dite a nossa conduta.

Estaremos nos equiparando àquele que cometeu o gesto desequilibrado.

É certo que ficamos tristes quando alguém nos ofende, mas o que deveria mesmo nos entristecer, é quando somos nós os ofensores.

Trabalhar o perdão ao próximo, assim como o autoperdão, é um exercício diário que podemos nos propor. Todos nós somos capazes de perdoar.

Não nos esqueçamos de que, por diversas vezes, nós é que desejamos ser perdoados.

Temos que começar relevando e perdoando as leves ofensas, para que estejamos preparados, quando nos depararmos com situações mais delicadas que nos exijam essa virtude.

Perdoar também é doar. Ao perdoar estaremos doando entendimento, paciência, compreensão e o amor que purifica. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada.

Mas o perdão não é o esquecimento do fato. Por vezes, torna-se difícil eliminar da memória uma atitude que tenha nos ferido.

Perdoar é cessar de ter raiva, é deixar de nutrir em nós o ressentimento pela pessoa que nos causou a dor ou o gesto infeliz que nos atingiu.

Perdoar acalma, liberta, traz paz e harmonia às nossas vidas.

O verdadeiro perdão é aquele que vem do coração e não dos lábios.

Façamo-nos hoje o convite para que deixemos que o perdão triunfe sobre a mágoa e o ressentimento.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Elegendo prioridades

Quantas vezes você já se disse cansado, estressado, desanimado? Quantas vezes a vida lhe pareceu pesar sobre os ombros, como se carregasse o mundo e se sentiu quase a soçobrar?
Já se indagou, alguma vez, por que esse seu estado de ânimo?

Você poderá responder que é o cansaço da luta diária, que já não é tão jovem, que os anos contam na economia do corpo, que as forças já não são as mesmas, que as lutas recrudesceram.

Tudo isso pode ser verdade, parcialmente. No entanto, por vezes, elegemos alguns itens como prioritários em nossa vida, sem que realmente o sejam.

Isso nos remete a um fato que ouvimos e que buscaremos narrar, ao sabor da nossa própria emoção.

Certo professor costumava reunir, com alguma frequência, seus alunos, extraclasse, a fim de estreitarem laços de amizade. Sua casa era, de modo geral, o local onde se encontravam.

Numa dessas oportunidades, os rapazes começaram a falar dos seus desencantos, do seu cansaço, do estresse de que se sentiam acometidos.

Todos falavam e a tonalidade era a mesma. Então, o diligente professor foi até a cozinha e preparou chocolate quente.

O dia estava frio e a bebida era propícia. Trouxe uma grande jarra com o chocolate quente e a colocou sobre a mesa da sala.

Ao seu redor, colocou canecas de tamanhos, cores e tipos diferentes. Umas eram grandes, coloridas, bonitas. Algumas de porcelana, outras de cristal, outras de barro.

Logo, os rapazes, ávidos por beber algo quente, começaram a se servir, escolhendo as mais caras e vistosas canecas.

E a conversa continuou.

Passado algum tempo, esgotadas as reclamações, tomou a palavra o professor:

Jovens, vejo que todos apreciaram o chocolate quente. Vocês se deram conta de que cada um, de forma rápida, procurou apanhar a caneca mais bonita, mais preciosa?

Embora vocês achem normal desejarem somente as melhores coisas para si, é aí que está a fonte de seus problemas.

A caneca não acrescenta nada à qualidade da bebida. Na maioria das vezes, é apenas mais cara. Às vezes, até esconde o que estamos bebendo.

No entanto, o que todos queriam era o chocolate, não é verdade?

A caneca é apenas o recipiente, que não tem o condão de alterar a substância que contém.

Vejam bem: o chocolate quente é a vida que Deus nos dá. Emprego, dinheiro e a posição na sociedade são as canecas.

São ferramentas que fazem parte da vida. As canecas que vocês têm nas mãos não definem, nem mudam a qualidade de vida que vocês vivem.

Às vezes nos concentramos nas canecas, deixamos de saborear o chocolate quente que Deus nos tem ofertado.

Lembrem-se de que Deus provê o chocolate. Ele não escolhe a caneca.

* * *

Lembremos que as pessoas felizes não são as que têm o melhor de tudo, mas as que fazem o melhor de tudo que têm.

Pensemos nisso e façamos a eleição das nossas prioridades.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Filho Adotivo

Com sacrifício
Eu criei meus sete filhos
Do meu sangue eram seis
E um peguei com quase um mês
Fui viajante
Fui roceiro, fui andante
E prá alimentar meus filhos
Não comi prá mais de vez...




 
Sete crianças
Sete bocas inocentes
Muito pobres, mas contentes
Não deixei nada faltar
Foram crescendo
Foi ficando mais difícil
Trabalhei de sol a sol
Mas eles tinham que estudar...

Meu sofrimento
Ah! meu Deus, valeu a pena
Quantas lágrimas chorei
Mas tudo foi com muito amor
Sete diplomas
Sendo seis muito importantes
Que as custas de uma enxada
Conseguiram ser doutor...

Hoje estou velho
Meus cabelos branqueados
O meu corpo está surrado
Minhas mãos nem mexem mais
Uso bengala
Sei que dou muito trabalho
Sei que às vezes atrapalho
Meus filhos até demais...

Passou o tempo
E eu fiquei muito doente
Hoje vivo num asilo
E só um filho vem me ver
Esse meu filho
Coitadinho, muito honesto
Vive apenas do trabalho
Que arranjou para viver...

Mas Deus é grande
Vai ouvir as minhas preces
Esse meu filho querido
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo
Que não vejo os outros filhos
Sei que eles estão bem
Não precisam mais do pai...

Um belo dia
Me sentindo abandonado
Ouvi uma voz bem do meu lado
Pai eu vim prá te buscar
Arrume as malas
Vem comigo pois venci
Comprei casa e tenho esposa
E o seu neto vai chegar...

De alegria eu chorei
E olhei pr'o céu
Obrigado meu Senhor
A recompensa já chegou
Meu Deus proteja
Os meus seis filhos queridos
Mas foi meu filho adotivo
Que a este velho amparou...

Composição : ARTHUR MOREIRA/SEBASTIÃO FERREIRA DA SILVA

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Para se roubar um coração

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...