quinta-feira, 31 de outubro de 2019

QUANDO VOCÊ MORRER, NÃO SE PREOCUPE!

Não se preocupe com o seu corpo porque os seus parentes, cuidarão do que for necessário.

Eles:

Vão tirar suas roupas.
Vão te lavar.
Vão te vestir.
Vão te tirar da sua casa.
Vão te levar para a sua nova morada...

Muitos virão se "despedir" de você no seu funeral. Alguns cancelarão seus compromissos e até faltarão ao trabalho e compromissos por causa do seu enterro.
Embora a maioria deles nunca o tenha feito enquanto estavas em vida.

Seus pertences, até aqueles, que você não gostava nem de emprestar, serão queimados, jogados fora sem a menor cerimônia. Alguns de um pouco mais valor, alguém até irá ficar com eles ou talvez doá-los.
Suas chaves
Seus livros
Seus CDS
Suas malas
Seus sapatos
Suas roupas...

Se sua família for inteligente e solidária os doarão em caridade para que possam obter para alguém algum benefício.

E tenha certeza:
O Mundo não vai parar para chorar por ti.

A economia vai continuar.

Em seu trabalho, serás substituido, outra pessoa com as mesmas capacidades, ou melhores, assumirá seu lugar.

Seus "Bens" irão para seus herdeiros.

Considerando que você continuará a ser: Citado, julgado, questionado... sobre todas as pequenas e grandes ações em vida.

Haverá 3 tipos de "LUTO" sobre ti:

As pessoas que te conheciam apenas pelo valor da face, dirão:

Pobre Homem...

Seus amigos vão chorar por dias, ou no máximo horas, mas depois retornarão ao riso.

Aqueles "amigos" que te encorajavam a pecar vão esquecer de ti mais rápido.

Seus animais serão doados, se apegarão ao novo dono, e aos poucos sua lembrança será apagada.

Suas fotos:

"Por algum tempo" ficarão penduradas numa parede, ou sobre algum móvel.
Mas logo serão guardadas, esquecidas, em caixas, ou no fundo de uma gaveta.

Seu sofá, mesa, ou cadeira preferidos, certamente serão doadas.
Ou... Queimadas.

A dor "profunda" na sua casa durará uma semana, duas,
um mês, dois...
E depois disso sua família vai te adicionar apenas
às memórias deles.

E então, sua história aqui, terminou...

Terminou para este mundo...

Terminou para este mundo, entre as pessoas.
Mas a sua história com a sua nova realidade, começa.
E essa realidade, é a vida (após a morte.)

E estas coisas ficarão para trás:
Corpo
Beleza
Aparência
Sobrenome
Conforto
Crédito
Status
Posição
Conta bancária
Casa
Carro
Profissão
Carreira
Títulos
Diplomas
Medalhas
Troféus
Amigos
Lugares
Cônjuge
Família...

E lá, do outro lado, nenhuma destas coisas lhe fará falta ou terá valor algum, de nada, lhe servirá.

Por isto Cuide:

Do seu Espírito.
Da sua vida com Deus.
Da sua alma.
É ela, que sofre e sente dores.
Faça o bem.
Perdoe.
Seja justo.
Busque-o.
Siga-o.
Ore, fale com Deus
Aprenda sobre Deus
Pratique o que Deus, ensinou.
E afaste-se de qualquer ato que desagrade a Deus.

E tudo aqui para trás ficará.

Autor desconhecido

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Um dia a gente aprende

Pra começar, um dia a gente aprende que no fim tudo vai ficar bem.
E que se tudo estiver uma bosta, é melhor esperar o fim antes de desanimar.
E que o fim só chega para aqueles que não sabem enxergar um novo começo.
Então um dia vamos parar de reclamar tanto e vamos começar a valorizar mais. Vamos começar a achar mais graça nas mensagens surpresas e nos desejos de um fim de semana mais longo para se enroscar de pijama no edredom.
Um dia a gente aprende que raramente as coisas acontecem como esperamos. E que nem sempre isso é ruim. Tem vezes que vai servir para aproveitar, outras pra viver, todas pra aprender.

Um dia a gente aprende que algumas coisas saem da nossa vida para que outras possam entrar; que algumas pessoas vão embora para que outras possam chegar; que o maior amor que já sentimos é o maior amor do mundo até aparecer outro maior amor do mundo para sentirmos.

Um dia a gente aprende que nem sempre vale insistir tanto. As coisas vão começar a fazer sentido e vamos perceber quando só nós estamos lutando por algo para dois. E quando esse dia chegar, a gente vai aprender que no fim das contas essa pessoa só fazia de conta que a gente fazia diferença.

Um dia a gente aprende, por outro lado, que viver olhando pra trás só funciona no retrovisor. Vai chegar um dia em que a gente vai aprender que bom mesmo é gostar pra valer, ligando quando a gente quiser, confessando saudade quando a gente quiser e mandando à merda esse negócio de viver com joguinhos de modos de fazer.

Um dia a gente aprende que se arrepender é uma possibilidade para aquelas que tentam. Que ao tentar, nós temos chances de nos darmos bem ou mal, que essas chances são completamente iguais mas que só sabe do resultado aquele que faz alguma coisa. E aí a gente aprende que se arrepender não é o maior dos problemas. Um dia a gente aprende que pedir desculpas não nos faz piores pessoas, que na verdade mostra quão de verdade somos e como reconhecemos nossos erros. E que nem sempre nós temos que acertar.

Um dia a gente aprende que amar não é aceitar desculpas um milhão de vezes, que não somos obrigados à passar a mão na cabeça dos problemas só porque confessamos amor. Chegará o momento em que fará sentido na nossa cabeça que tão bom quanto o amor que amamos é o amor que somos amados.

Um dia a gente aprende que tentar esquecer alguém beijando outra boca só nos faz de idiotas das nossas próprias vidas. Que as pessoas não existem para ocupar o lugar das outras. Que o sexo é diferente basicamente por ser pessoas diferentes. Que esse negócio de lutar contra o que sentimos só para mantermos a pose de fortes só mostra o quanto somos fracos. Um dia a gente aprende que não tem problema nenhum em admitirmos que temos um problema, mas que também o maior problema é não tentar superar nossos problemas.

Um dia a gente aprende e entende que existe sim alguém que gosta da gente. Mas que esse alguém pode não ficar pra sempre e que por isso é preciso tornar o enquanto eterno enquanto existir. Um dia a gente aprende que sempre dá para fazer mais por quem gostamos. E aí a gente vai aprender também a valorizar quem valoriza a gente, a olhar diferente para quem sempre nos olhou diferente. Um dia a gente aprende a reconhecer quem quer o bem da gente e vamos parar de dar atenção para quem prova que não faz questão da gente.

Um dia a gente aprende o quanto damos valor à coisas que não merecem. A gente vai aprender a pensar mais antes de falar qualquer coisa, principalmente à quem gostamos. A gente vai aprender a respirar antes de descarregar um caminhão de bosta em cima de quem gostamos por esse alguém curtir a foto de alguém que não gostamos tanto assim. Um dia a gente aprende que o que importa é a pessoa que gostamos estar com a gente, e mais, que se viver controlando o que alguém sente pela sente e viver esperando certezas só vai nos matar.

Um dia a gente aprende que não precisam demonstrar igual demonstramos, mas que é preciso demonstrar alguma coisa. E que talvez nós não demonstramos tanto quanto esperamos que também demonstrem. E aí a vai exergar que erramos mais do que imaginamos.

Um dia a gente aprende a falar de saudade como algo de verdade. A gente vai aprender a transformar a dor em um amor pra recordar e vamos saber lidar melhor com coisas que não precisamos lidar mais.

Um dia a gente aprende que mais vezes sofre por uma mensagem visualizada aqueles que não tem coragem de ligar, que mais vezes sofre por um encontro não marcado aqueles que não tem coragem de convidar, que mais vezes sofre por ciúmes descontrolado aqueles que não sabem organizar os próprios sentimentos.

Um dia a gente aprende como viver é óbvio.


*Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com     

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Quando o milagre vira do avesso e a gente acredita que é só um tropeço

A gente cai tantas vezes pela caminhada da vida. Leva tantos tropeços. Muitas vezes tropeçamos na pedra que a gente mesmo resolveu deixar pelo caminho. E ficamos deitados no chão tentando entender porque caímos. A vida é surpreendente e ultrapassa qualquer plano A ou B que carregamos.

Mas nem por isso ela deixa de ser uma aventura deliciosa. Há muitos milagres que chegam com cara de tropeço, a gente acha que vai ser o fim do mundo e na verdade é o começo de uma linda história. Quantas vezes isso já não te aconteceu?

Sabe quando você já desenhou na sua cabeça qual vai ser o final feliz de todo o enlace e ele booom! Explode diante dos seus olhos e quem fica em pedaços é você? Quantas vezes isso já não te aconteceu? Quantas lições você aprendeu? Quantos caminhos não teve que providenciar de última hora, só porque tudo deu “errado”. Só porque o tropeço chegou e lá na frente descobriu que aquele tropeço era na verdade um baita milagre da vida pra você.

Perder um emprego e achar um melhor. Alguém que você achava essencial em sua vida, te virar as costas e sair de mansinho e de repente sua vida muda lindamente, porque a vibe da pessoa era pura inveja e você não enxergava? Aquele dia chuvoso que não te deixou sair de casa e você pode vivenciar momentos deliciosos com sua família? Ou até mesmo um baque muito forte que te fragilizou e você procurou ajuda de alguém que se tornou um grande amigo por esse apoio dado?

Tantos ângulos da mesma situação, tantos pontos a observar. E a escolha é sempre nossa. Cair e permanecer chorando, ou desenhar um novo rumo milagroso para nossa vida.

Qual é o milagre que hoje você pode estar vendo como tropeço?


*Meire Oliveira

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Covardia emocional

A gente tem medo, a gente vive com medo, mas viver assim nem viver é. A gente se sabota, a gente sabota o tempo todo. Porque ficar temendo o que é ruim acaba nos levando a ter medo também do que é bom. E, então, nada nos chega: nem as dores, nem os deleites.

Muitos de nós nos acovardamos e não nos permitimos sentir. Não queremos sofrer e fugimos a qualquer sentimento que possa não dar certo e virar dor. Muitos não querem amar, para não chorar o fim do relacionamento. Muitos não querem aprofundar amizades, para não sofrer decepções. Muitos não querem ter filhos, para não se decepcionar com a ingratidão. Muitos não se abrem, por não confiar em ninguém. Enquanto isso, a vida vai passando lá longe.

Não poucos preferem viver anestesiados, entorpecidos, para não terem que enfrentar a si mesmos. Para não encararem a colheita do que se fez ou se deixou de fazer, do que se disse, do que construiu ou destruiu. Para não terem que lidar com o que deu errado. Foge-se da dor, a todo e a qualquer custo, não importando nada, nem ninguém, além de si mesmo.

Há quem corra contra o tempo, exercitando-se por horas, alimentando-se disciplinadamente, longe de qualquer deslize com a saúde, com a pele, com os cabelos. Cuidar-se é saudável, mas existem indivíduos que exageram, plastificando-se excessivamente por fora e por dentro. Para alguns, é impossível encarar os pesos dos anos nas marcas do corpo. Botox e bisturi são aliados frequentes nessa ânsia pelas esperanças perdidas que o tempo leva, quer se queira ou não.

Há, por aí, uma porção de mimados, os quais colocam o ego acima de tudo, querendo os seus desejos atendidos a todo e a qualquer custo. Querem que seu ponto de vista seja aceito, que suas ideias sejam aplaudidas, que sua comida esteja pronta agora. Exigem que a sua música toque, que suas verdades sejam absolutas, que seu amor seja correspondido. Sentem-se unanimidades.

Que se danem os outros, ninguém tampouco os enxerga. Ninguém tampouco se enxerga. Não há espaço para frustração, para contrariedade, para ouvir não, para ser rejeitado. E é por aí que tudo desanda. É por aí que muita gente se acovarda frente ao afeto, ao sentir, ao amor de verdade. Por medo de sofrer, pouco se vive, quase nada se sente. Difícil quem aperta as mãos do outro com força, quem abraça com imensidão, quem se entrega com tudo.

É preciso ter coragem. Com urgência, para ontem, é preciso entregar-se, doar-se, pois é assim que se compartilha, que se conhece, que se vive. Haverá, sim, dor e lágrima, mas cada sorriso sincero que se guardar no coração compensará tudo o que não deu certo. Porque, então, o que tiver ficado será para sempre. E será para sempre. Para sempre.


*Marcel Camargo

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

PROVAÇÕES DA VIDA

Deus nos tira o casaco para ver se nós aprendemos a resistir ao frio.
Deus coloca uma estrada longa para ver se aprendemos a caminhar.
Deus nos faz ficar cegos para ver se conseguimos enxergar além das aparências.
Deus nos faz cair para ver se aprendemos a levantar.
Deus nos afasta das pessoas para ver se aprendemos a valorizar o outro.
Deus nos coloca limites para ver se somos capazes de supera-los.
Deus coloca barreiras em nossa frente para ver se somos capazes de transpô-las.
Deus nos faz perder para ver se somos capazes de nos desapegar.
Deus nos joga na escuridão para ver se somos capazes de acender a luz.
Deus nos tira o chão para ver se somos capazes de voar.
Deus nos faz morrer para ver se, finalmente, nós somos capazes de renascer.
Todas as circunstâncias da vida são provações que necessitamos passar.
É como o aluno que faz uma prova…
A prova serve para testar seus conhecimentos,
Mas na vida as provações servem para testar o ser humano e sua fé.
Avaliar, verificar e nos ajudar a viver na plenitude de nossa ética, do nosso caráter, do nosso desprendimento, de nossa fé e do nosso amor.
Quando Deus te tirar o chão, não reclame… Aprenda a voar.
Voe pelos espaços sagrados do despertar espiritual no seio do infinito…


Hugo Lapa

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Mais vale ser ridículo e feliz do que ser frustrado

A gente deixa muito de fazer, de ser e de viver o que queremos, por conta de ficar pensando nos outros e, pior, por conta de pessoas que não sabem nem nosso sobrenome ou nossa idade. Reprimimos, dentro da gente, desejos, vontades, palavras, sentimentos, que vão se acumulando onde nem tem espaço, até se transformarem em doenças, em tristeza sem fim, em frustração eterna.

Não poderemos viver apenas de acordo com o que quisermos, sem pensar em ninguém mais, uma vez que convivemos com outras pessoas que podem ser alcançadas por nós. No entanto, teremos que agir conforme o ritmo de nosso coração, sem ferir ninguém, ou viveremos feito fantoches nas mãos alheias. Na maioria das vezes, a gente deverá vir em primeiro lugar, para que sejamos autênticos e seguros o suficiente para amar e ir ao encontro de almas afins.

Em alguns momentos, a gente terá que se esquecer do que quer, pois o outro estará precisando de nossa ajuda, de nosso olhar, de nosso afeto. Abrimos mão de algumas coisas pelas pessoas que nos amam e torcem por nós, mas não a ponto de entregar nossa dignidade ao outro. Muitas vezes, manter o que é nosso e não cederm será preciso, para que não nos afundemos em relacionamentos tóxicos, abusivos, castradores.

E mais, quem quiser viver sem ser julgado por ninguém terá que morar em uma caverna, numa ilha isolada, ou se fechar em casa para sempre, porque sempre haverá alguém apontando dedos, censurando, maldizendo, criticando o que fizermos ou dissermos. Muitas pessoas, em vez de viver a própria vida, vivem a vida dos outros, acompanhando as pessoas feito novela, de tanto que devem se achar pequenas e desinteressantes.

Está com vontade de comer um lanche às nove horas da manhã? Coma. Quer usar aquela roupa fora de moda? Use. Quer enviar mensagem de bom dia com desenho de beija-flor? Envia. Quer ouvir música brega? Quer dançar sozinho na pista? Quer raspar o cabelo? Faça o que tiver vontade. Viva o que estiver dentro de você, de forma autêntica, limpa e tranquila. Ninguém tem nada que se intrometer naquilo que não lhe diz respeito.

Um dos maiores favores que faremos a nós mesmos é abolir de nossa vida a frase: “mas o que vão pensar?” Que pensem, que te rotulem, que te achem ridículo, sem noção, que se afastem de você: o importante é ser feliz. E ser feliz não combina com frustração, de jeito nenhum.

*Marcel Camargo

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Obrigado por ser tanto

Em tão pouco.
Ser muito em tão pouco é ser tudo em meio à todos.
As pessoas boas precisam saber o quanto são.
Na viagem da vida a gente tinha lugar reservado para sentar.
A gente vivia voltas diferentes do mesmo mundo e por algum motivo elas se encontraram.
Se é que existe um motivo. Se é que se encontraram mesmo. O que dá para garantir em tão pouco tempo?

A incerteza do pouco tempo é a certeza que o piscar de olhos entrega em pouco tempo.

Pouco tempo é muito para quem sabe aproveitar.
Um minuto é infinito para quem gosta de viver para valorizar.
Muitos pensamentos vem à cabeça no pouco tempo entre digitar uma e a próxima tecla no celular.

Não precisei de muito tempo para enxergar como você era tanto.
Nem você se preocupou em demonstrar o que conseguiria ser e quanto.
Não fiz esforço em me controlar nem você para esconder como as horas te faziam bem.
Quando me dei conta já estava perdendo a conta dos nossos bons momentos.
Bem que eu tentei lembrar de alguns detalhes para guardar, mas eu só conseguia me lembrar do todo e da minha sorte em ter você, ainda que por pouco tempo, para compartilhar.

Nesse pouco tempo eu já fui feliz.
Fui feliz em perceber que eu realmente não sou alguém que cobra mais do que eu mereço, que espera mais do que deve chegar. Por muito tempo me preocupei, pois parecia que era eu em quem colocava as coisas fora do lugar. Mas o sorriso que nasce no meu rosto ao ver o seu prova que gosto mesmo é do pouco.

Do pouco tempo.
Dá para viver uma vida inteira no pouco tempo de um beijo.

O mesmo tempo que eu perderia olhando para o nosso calendário eu ganho aproveitando a sensação que é te ouvir dizer como gosta de estar do meu lado.

Nesse filme que é a vida eu perdi o controle remoto no play.
Não escolhi sua visita na minha vida, mas agora que chegou, fique à vontade mas só não repare na bagunça. Fazia muito tempo que não aparecia alguém para me ajudar a limpar.

Foi em pouco tempo que vi graça no jeito que você fala.
Foi em pouco tempo que aprendi, lá ainda criança, que bom é o dia que a gente dá risada.
Foi em pouco tempo que percebi como você se preocupa e me doa algumas horas do seu dia.
Foi em pouco tempo que senti que gosto da sua companhia.
No pouco tempo cabe muito sentimento.

E se amanhã você não gostar mais do meu jeito de ver a vida, se talvez eu não mais quiser saber todos os detalhes da sua rotina, pelo menos eu já vou ter aprendido que o pouco é só questão de quem sabe aproveitar muito; que pouco tempo é quase eterno quando se dedica muito.

É por essas e por outras que te agradeço por ser tanto em tão pouco.     


por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com                         

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Não se mate em vida, a morte já é certa

Conversando com uma amiga, em uma dessas conversas loucas, mas que fazem todo o sentido, falávamos de como a vida é curta para deixarmos de falar o que sentimos, guardar mágoas, prendermo-nos a pessoas que em nada nos acrescentam e, o que norteia o meu texto de hoje, falávamos em como a vida é curta demais para a gente viver em prol do trabalho, estudo, dinheiro (…)

Sim, é obvio que todos nós temos objetivos de vida. Uns querem comprar aquele carro tão sonhado, outros a casa própria, muitos sonham em ter o seu diploma de nível superior, tantos outros querem trocar a tevê, o som, a moto, o celular (…). São muitos os objetivos a serem alcançados a curto e longo prazo. Somos humanos, é normal e necessário (talvez) que tenhamos alguma conquista material em vista. Mas eu não concordo com a forma como muitas pessoas andam fazendo.

A vida não é fácil, nunca foi e nunca me disseram que seria. Todo mundo tem problemas de todo tipo. Todas as pessoas que você vê na rua, mesmo aquelas que carregam um sorriso de ponta a ponta no rosto, tem, como diriam os mais velhos, uma cruz a ser carregada. Mas isso não quer dizer que tenhamos que fazer o percurso ser sempre tão doloroso e impossível de qualquer bem estar, prazer, leveza.

Conheço pessoas que nunca tem tempo para nada, absolutamente nada. Não relaxam, não descansam. Pessoas que vivem para o trabalho, de segunda a segunda, quando não é no próprio local, levam os deveres para casa e desconhecem um dia de leveza, de mente em paz, de estar somente preocupada em qual será o programa divertido a se fazer com a família, namorado (a), amigos. Conheço gente que pega inúmeras disciplinas a mais na faculdade e ficam sem tempo até para respirar (fazendo uso da hipérbole), viram madrugadas e mais madrugadas somente preocupado em conseguir a aprovação e adiam uma saída com os amigos, privam-se de passar um dia todinho assistindo a filmes, afinal, o sentimento de culpa irá dominar. Conheço pessoas que estão focadas somente em juntar dinheiro para tal coisa e por isso deixam de fazer inúmeras outras no presente, mesmo sabendo que o dia de amanhã é a maior incerteza que temos.

Não, eu não critico quem busca realizar seus sonhos, seus desejos. Mas a vida já é dura demais para a gente enrijecer mais ainda. O estresse, as doenças psicossomáticas, a depressão, entre outros, estão aí para nos mostrar o quanto precisamos respirar mais calmamente. O quanto precisamos de mais leveza e tranquilidade nos nossos dias.

Não se mate de trabalhar ou de estudar, não se mate de preocupações ou paranoias, não mate seu emocional, seu bem estar, seu espirito. Viva mais o bom. Sinta mais o que há de melhor. Queira mais ter as pessoas que ama por perto. Tenha tempo para você. Tenha tempo para ser feliz. Todos nós queremos alcançar algo, mas não faça esse algo dominar você por completo. O amanhã é incerto. Nunca, jamais, esqueça-se disso. Um dia tudo isso vai acabar e não levaremos, literalmente, nada dessa vida. Até o nosso próprio corpo um dia se resumirá a nada. A morte já é certa demais para a gente duvidar que merecemos viver da melhor forma possível essa vida. Por favor, viva!


*Ana Santana

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Às vezes, o dom de alguém é cuidar de outra pessoa

Todo mundo conhece aquela pessoa que sempre está pronta para ajudar, para tomar decisões, para se doar. Com ela, sabemos que poderemos contar, e para ela poderemos ligar, a hora que for, que receberemos atenção. Essas pessoas nunca se cansam, não desistem dos outros e por isso são tão essenciais, tão amadas e especiais.

Quando estamos diante de algum problema, quando surgem imprevistos, quando não há mais a quem recorrer, sempre teremos alguém que nos ouvirá e tentará encontrar uma saída, aliviando-nos os passos, ajudando-nos, com disposição e sorriso sincero. Mesmo que estejam em meio a alguma turbulência de suas próprias vidas, existem pessoas que conseguirão estender as mãos em direção ao que está além do seu próprio mundinho.

Quem já teve ou tem alguém enfermo na família bem sabe o quanto é necessário que haja uma pessoa disposta, que toma a frente das decisões e se prontifica com empenho nos cuidados para com quem está precisando de ajuda, de médicos, de remédios, de atenção. Mesmo com as atribulações que a vida traz, existe quem possui o dom de encontrar tempo para se dedicar à vida de outra pessoa.

Em meio às tempestades que chegam repentinamente, muitos de nós ficamos desorientados e inertes, como que paralisados, sem saber o que fazer. No entanto, quem nasce com o dom de ajudar saberá exatamente quais atitudes deverão ser tomadas, quais palavras serão providenciais, acalmando-nos e deixando-nos mais seguros para encarar tudo aquilo que tanto nos assombra naquele momento inicial.

Sim, teremos que nos forçar à doação de nosso tempo, de nossa lucidez, de nossa vida a quem precisa de nós, porque ninguém há de viver somente fazendo o que quiser todo o tempo. Nem para todo mundo cuidar do outro é algo tranquilo e prazeroso, mas doar-se é necessário, porque poucos estarão prontos para abraçar a dor alheia quando ela se fizer presente. Por isso mesmo é que quem tem o dom de cuidar de alguém é tão especial, essencial e digno de admiração e gratidão. Sempre.


*Marcel Camargo

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Um pouco de cada um

Sempre existem pessoas ao nosso redor difíceis de se conviver. São tantos temperamentos, ideias e personalidades que, muitas vezes, pensamos em como seria melhor se só tivéssemos semelhantes ao nosso redor. Ocorre que essa diversidade toda tem uma razão: temos muito a aprender com cada “tipo” de individuo, afinal, somos seres em constante reformulação e aprimoramento.

Se pararmos para pensar, é incrível como todas as pessoas acrescentam algo em nossas vidas. E são muitos os indivíduos que cruzam o nosso caminho durante a nossa jornada, alguns “bons”, outros “maus”, uns paranoicos, outros perfeccionistas, uns chatos, outros “devagar-quase-parando”, uns “da paz”, outros insuportáveis…

Gente dos mais variados tipos e temperamentos…

Mas todos, se formos ver a fundo, nos ajudam a ser melhores, a crescer e a perceber que não somos seres estanques, com personalidades já formadas e imutáveis, definidos e ponto final.

Por exemplo, aquele chato e teimoso, que vive nos “charopiando” com alguma coisa, acaba por nos mostrar que, às vezes, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”…

Aquela pessoa totalmente “da paz”, que não se incomoda com nada e com ninguém, para quem todo mundo é bom, nos faz ver que, em algumas ocasiões, somos rudes demais, que temos que tentar ver o lado bom das pessoas – todos o tem, nem que seja um pouquinho – e que não vale a pena se estressar por pouca coisa…

O perfeccionista, por sua vez, nos induz a perceber que temos (e podemos!)nos dedicar muito para determinadas coisas, que algumas realmente precisam de todo o nosso empenho para acontecerem…

O insuportável, outrossim, pode transformar-se num espelho e nos fazer enxergar que, às vezes, também o somos, que em alguns momentos – não quase todos, como ele, é claro! – nos tornamos tão chatos, insistentes ou forçados que quase nem nós aguentamos a nossa presença…

O “devagar” demonstra que, às vezes, temos que dar uma freada na vida, diminuir o ritmo, ir curtindo a paisagem, afinal, o mundo não vai acabar no instante seguinte…

O paranoico pode nos fazer ver que dedicamos pouca atenção para determinados aspectos da nossa vida, que devemos, sim, ser “relax”, mas nem tanto para coisas importantes como, por exemplo, a nossa saúde…

O “bondoso”, ao seu turno, nos faz lembrar que todos temos uma centelha de bondade dentro de si, que somos capazes de distribuir amor e solidariedade para quem menos imaginamos, e que sonhar com um mundo melhor não é tão sem fundamento assim…

O “mau”, por fim, nos impede de esquecer que não há pessoa sem um tantinho que seja de maldade, e que, em algum momento de nossas vidas, acabamos a transparecendo – nem que seja matando uma formiga que nem estava nos incomodando ou magoando, conscientemente, alguém que nos ama -, e por isso não somos moralmente legítimos para julgar quem quer que seja…

E assim por diante, tendo em vista a imensa variedade de seres humanos que habitam esse planeta. Interagimos, crescemos com isso, e mesmo que as pessoas com quem cruzamos não nos pareçam as melhores companhias, elas sempre têm algo a acrescentar, inclusive valores importantes, e nós, por consequência, na vida delas…

Então, no fim das contas, somos todos uma mistura uns dos outros, seres sempre em reformulação, razão pela qual devemos tentar extrair o que há de melhor em cada um que cruza o nosso caminho…

*Susiane Canal

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Às vezes, é preciso dar um tempo e analisar as coisas a uma distância segura

A gente se cansa. A gente se cansa das pessoas, dos lugares, do trabalho. A gente se esgota. Acumulamos muita coisa parada aqui dentro de nós, coisas que não digerimos, palavras que não devolvemos, ofensas que não rebatemos, vazios que não nos sustentam. O tempo torna tudo mais pesado e, frequentemente, embaralha as nossas verdades, sufocando o nosso respirar. Às vezes, é preciso dar um tempo, é preciso dar-se um tempo. Para os outros e para nós mesmos.

É preciso dar um tempo longe de pessoas cuja importância ainda não nos é clara, cuja companhia não é uma certeza; pessoas que permanecem ao nosso lado sem estar ali de verdade ou com vontade. Perdemos horas preciosas dando importância a quem mal se lembra de nossa existência, a quem somente nos procura quando lhe convém, a quem pouco importa como nos sentimos. Isso nos esgota.

É preciso dar um tempo longe dos lugares onde não encontramos receptividade calorosa, não provocamos sorrisos sinceros, não recebemos abraços intensos. Existem espaços que já não mais nos comportam, que não requerem nossa presença, em que não mais cabemos porque nada ali nos acrescenta. Trata-se de lugares que parecem correr da gente e que nunca conseguimos alcançar; onde ficamos de maneira forçada. Isso nos diminui.

É preciso dar um tempo longe do relacionamento que nem sabemos mais se é amoroso ou o que quer que seja, se tem vai com volta, onde não mais existe calor, arrepio, frio na barriga, coração que salta. Muitas vezes, insistimos na manutenção de uma relação que se vale do comodismo, da conveniência gratuita, de aparências frágeis. Acabamos nos confortando em terreno falso e arenoso, presos a ilusões de que tudo pode mudar. Isso nos frustra.

É preciso dar um tempo longe do trabalho que esgota, suga, assedia, machuca e drena nossas forças, nossa dignidade. Não é possível suportar por muito tempo ter que chegar contrariado todos os dias a um lugar onde os colegas das mesas ao lado são falsos, onde o chefe destrata a todos, onde a pilha de serviços acumulados é maior do que o prazer que sentimos enquanto passam as horas que se arrastam. Não é possível manter a sanidade mental onde a maldade impera, as ofensas se alastram, a fofoca é doentia, onde a felicidade nunca entra. Isso nos adoece.

É certo que não estaremos sempre rodeados por gente do bem, nem poderemos sentir prazer em tudo o que fizermos, porém, evitar permanecer onde o vazio e a dor reinam sempre poderá nos salvar de um viver arrastado, de um caminhar moroso, de companhias erradas, de amores doídos. Termos um tempo sozinhos, bem longe, para refletirmos sobre nossas vidas e tudo o que trazemos para junto dela, irá nos dar clareza quanto à real importância do que e de quem vale a pena manter conosco. O resto a gente vai jogando fora, aos poucos, para que nos livremos de tudo o que só atrapalha essa felicidade que é tão preciosa, tão necessária, tão nossa.

*Marcel Camargo

Imagem: Pexels

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Evite expulsar de sua vida quem deveria ficar

É tão estranho, não deveria ser assim, mas costumamos descontar nossas frustrações justamente nas pessoas que mais nos amam. Quantas vezes chegamos do serviço com a cara emburrada, somos ríspidos com nossos filhos, com nossos irmãos, ou mesmo com nossos amigos mais próximos, quando estamos irritados por algo que não tem nada a ver com eles?

Há quem diga que as pessoas tratam mal, quando sabem que serão perdoadas, o que até chega a explicar um pouco esse comportamento inadequado com quem amamos. Mesmo assim, não deveríamos agir dessa forma com quem torce verdadeiramente por nós, com quem precisa de nós, por quem nos espera com um sorriso sincero ao final do dia. Acabamos desgastando relacionamentos que deveríamos regar. Acabamos afastando de nosso convívio quem deveríamos abraçar.

Precisamos aprender a falar o que for necessário para as pessoas certas. Precisamos direcionar nosso desprezo, nossa insatisfação, nosso descontentamento, a quem de fato causa tudo isso. Caso contrário, continuaremos jogando nosso peso emocional sobre os ombros de pessoas que não esperam isso de nós, simplesmente porque essas são as pessoas que nos ofertam o seu melhor, de maneira autêntica e com muito afeto envolvido. Isso destrói qualquer relacionamento.

Logicamente, quem nos ama e nos conhece de fato terá mais compreensão e será capaz de entender melhor nosso comportamento, uma vez que tentará se colocar no nosso lugar. O problema é que, caso o outro continuamente receba de nós apenas feridas que não provocaram, fatalmente terá seus sentimentos em relação a nós diminuídos, embaralhados, machucados. E a repetição da dor não será mais tolerada, uma ou outra hora. E aí já será tarde.

Tudo bem a gente chegar em casa assoberbado e mau humorado, em razão de problemas que se avolumam em nossas vidas. Também é nessas horas que os relacionamentos vivem, que o amor compartilhado vem nos confortar, que nossos queridos nos dão as mãos, um abraço, algumas palavras de conforto. No entanto, receber somente cara amarrada e lamúrias ninguém merece. Um conselho: evite expulsar de sua vida quem deve nela permanecer, morar, estar, viver. Apenas evite.


*Marcel Camargo


Direitos autorais da imagem de capa: Jed Owen/Unsplash.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Se os pais não respeitarem os professores, tampouco os filhos vão respeitar

As crianças aprendem todos os valores em casa e o respeito pelos professores não é exceção. Não é de surpreender quando um pai vai conversar com um professor e desrespeita o profissional. Então tudo se encaixa, já se entende por que o aluno tem um mau comportamento em sala de aula ou por que ele não é capaz de respeitar a autoridade educacional entre as quatro paredes.

Falta de respeito

Até pouco tempo atrás, era comum que os alunos se dirigissem a seus professores com uma barreira emocional entre eles que se refletia na linguagem. Os alunos tratavam seus professores por “senhor/senhora” e se levantavam quando o mestre entrava na sala. Talvez isso seja apenas uma linguagem para você, mas, na realidade, era uma forma de respeito pela autoridade… e isso está sendo perdido.

Em algum lugar dessa estrada nós abandonamos a bagagem do respeito, da admiração e até mesmo da veneração por aqueles que são muito mais que simples transmissores de conteúdo. A figura do professor representava a de um segundo pai, alguém incumbido de nos abrir os caminhos, de nos encher de bagagem para seguir na viagem da vida.

Com o tempo essas coisas foram perdendo o valor, a figura do professor foi perdendo a imponência e o desrespeito tomou o lugar e a vez da admiração, da consideração e, por que não dizer, do pouquinho de medo que cada um ainda sentia por aquela autoridade.

O sistema mudou, a sociedade mudou, caíram tabus e mitos e alguns valores se desfizeram, se diluíram na modernidade. O consumismo exige pressa e sobreviver exige disputa, competitividade e isso não deixa tempo para acompanhar integralmente a vida escolar dos filhos… ou, pelo menos, nos servimos dessa desculpa para justificar nosso descaso.

Em épocas passadas, ser contemplado com um advertência que alcançaria os pais, tinha um significado de quase morte para o aluno, era um terror. Ele sabia o que o esperava, tinha consciência que seria punido quase sem direito à defesa e tomava o máximo de cuidado para não reincidir. Hoje esse quadro se inverteu e o professor é quem tem que temer ser advertido.

Famílias desestruturadas, sociedade mais permissiva

Não ter tempo para acompanhar a vida dos filhos (ou se valer dessa desculpa), faz com que alguns pais procurem compensar isso de outra forma, com mimos fúteis e até se tornando mais permissivos. O instinto protetor se aguça para disfarçar a verdadeira natureza da coisa, que é a negligência. Para suprir as necessidades de consumo, atender as demandas dos caprichos dos filhos, trabalha-se cada vez mais, dedicando-se cada vez menos aos cuidados imateriais, como transmissão de valores. Isso vai formando uma sociedade aloprada, onde cada um se acha com mais direitos do que o outro e esse indivíduo vai retransmitir isso ao seu futuro filho, porque foi assim que ele aprendeu.

As escolas se tornaram “depósitos de jovens”, creches de adolescentes onde os pais enfiam seus rebentos para ficarem livres por um período. Ser chamado a atenção por algum ato indisciplinado do seu filho, faz emergir neles o famoso instinto de proteção, porque é difícil compreender que um profissional não consiga lidar com a geniosidade de uma criança, afinal, em casa, seu filho se comporta muito bem e passa o tempo todo entretido em games e / ou redes sociais.

Em outros aspectos temos as famílias desestruturadas em recursos econômicos, sociais e morais. Jovens que convivem em ambientes onde imperam a desarmonia, a violência e as drogas lícitas e até ilícitas. Desde cedo aprendem que para sobreviver, têm que se impor; e a figura de qualquer autoridade, seja ela qual for, representa repressão, tolhimento daquilo que eles acham que seja seu direito. Confrontar o professor é um bom exercício para desenvolver sua personalidade forte e esse é a primeira autoridade, fora do ambiente familiar, que ele tem à sua disposição para provar que pode defender sua posição e se afirmar.

Tanto os futuros filhos dos de “famílias estruturadas”, onde valores são substituídos por permissividades, quanto os procedentes de ambientes desestruturados, irão copiar os pais e repassar adiante a praga do desrespeito ao professor. O conceito de escola vai perdendo o real significado, passando a ser somente um lugar para onde se manda os filhos quando se quer ficar livres deles. Receber advertência do mau comportamento do filho gera muito desconforto e o professor é que vai pagar por ser “insolente”.



*Por Pensar Contemporâneo

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O QUE VALE?

O que vale a nossa intensidade? O que vale a nossa tranquilidade?

O que vale a paz do nosso coração, a tranquilidade da nossa alma, a alegria dos nossos dias, a leveza do nosso viver?

A pergunta deve ser essa: “isso vai tirar a minha vida?”

Então, devemos guardar a nossa intensidade para lutar contra coisas que nos tiram a vida, tão somente.

E “tirar a vida” no sentido amplo, ou seja, não precisa ser um assassinato imediato.

Sim, porque a vida pode nos ser tirada não apenas quando nos surge uma doença terminal, um acidente, ou algo do gênero.

Ela nos é tirada aos poucos, também, quando nos paralisamos diante dos obstáculos, quando nos acomodamos num relacionamento vazio, quando enterramos os nossos sonhos, quando desistimos de ir em busca do que faz o nosso coração vibrar.

Muitas vezes, só quando enxergamos a possibilidade real de ir definitivamente para o cemitério é que nos damos conta de como perdemos tempo – e energia – com besteiras.

Como seria bom se nos déssemos conta de quão valioso é estar vivo, apesar de tudo, antes que algo realmente sério nos confrontasse.

O ideal, evidentemente, é que nos permitíssemos aprender através do amor, e não que esperássemos a dor chegar na nossa vida para ter as lições necessárias.

Além disso, se quisermos, basta olharmos ao redor para aproveitarmos as lições com as experiências dos outros. Há tantos relatos sinceros e emocionantes de pessoas que são faróis na vida dos outros, exercendo, com amor, a missão de espalhar o que aprenderam e nos facilitar a caminhada.

Basta abrirmos o nosso coração ao novo, sem pré-conceitos, sem questionamentos tolos, sem deixar a mente puxar a frente e duvidar de tudo.

Nos permitindo, nos dedicando, aproveitando um pouco aqui e um pouco ali – conforme o nosso coração sente afinidade com a energia -, sentido, silenciando, se conectando com algo superior, podemos transcender a dor e caminhar rumo à evolução, rumo à plenitude, rumo ao amor.

Pois, ainda que neguemos, não estamos aqui nesse planeta e nesse momento por acaso, a nossa vida não é um acidente da natureza: somos um ser espiritual/multidimensional, que carrega uma bagagem a ser superada, que pertence a um sistema familiar cheio de peculiaridades, que tem um propósito especial, e que chega nesse planeta sem muita consciência/lembrança de tudo isso.

Por que tão complexo assim? Porque se fosse fácil, se viesse com manual de instruções, não iríamos atrás, não buscaríamos, não nos esforçaríamos, não aprenderíamos com os nossos erros, não desbravaríamos o mundo, perderíamos grandes lições.

E é essa, justamente, a razão da nossa existência: o aprendizado!

Que ele se dê, então, pelos melhores, mais leves e mais doces caminhos.


Por Susiane Canal

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Na dor, ninguém é melhor do que ninguém

Conversando com uma grande amiga, dia desses, sobre problemas em geral, ela me disse algo que me fez refletir: “a dor nos iguala”. A gente conversava sobre nossos tombos, sobre as situações intranquilas da vida das pessoas, e aquela observação que ela fez foi crucial, para que eu pudesse procurar um entendimento mais coerente acerca dessas escuridões que nos envolvem com uma frequência maior do que gostaríamos.

A vida é bela, há felicidade, sim, em nossos caminhos, e temos muito a agradecer. No entanto, a vida também é caos, é imprevisibilidade, é luta, é perigoso. A gente colhe frutos amargos por conta das más escolhas que fazemos, mas também amarga as consequências do que nem fomos nós que provocamos. A gente acaba sofrendo pelo que fazemos e pelo que nos fazem, ou fazem de si mesmos.

Somos mais que somente nós mesmos. Somos o outro também, o parceiro, os irmãos, os amigos, os pais, os filhos. Somos nós e os outros. Ninguém consegue viver à revelia do que ocorre ao seu redor, sem se importar com as vidas que fazem parte das próprias vidas. E a gente sofre por um monte de coisa. A gente sofre as nossas próprias dores e as dores que não são nossas, mas que estão doendo em quem amamos, em quem sofre por aí.

Seguramente, uma das experiências que mais nos fortalecem é o enfrentamento das tempestades de nosso caminhar. A gente se molha e se machuca e se fere, sangra e encontra saídas. Por mais que não pareça haver solução, por mais que a dor pareça interminável, a gente encontra meios de sobreviver – é nosso instinto de sobrevivência, é a vida que pulsa dentro da gente. Ansiamos por viver, por respirar, por seguir, por vencer.

E conseguir digerir toda essa escuridão que derruba, conseguir encontrar um sentido naquilo tudo, é o que nos motiva a não desistir e a ficar mais gente a cada reerguimento. Por isso me foi tão importante ouvir que a dor nos iguala. Porque é verdade. Na dor, não existe rico, nem pobre, nem branco, nem negro, nem nada que nos diferencie. A dor vem pra todo mundo, o choro irrompe em qualquer um, todo mundo desaba e adentra o escuro dos dias traiçoeiros.

Tudo, portanto, há de ter um sentido, um porquê, uma razão de existir. Se o amor não trouxer a lucidez que se deve ter, a dor nos obriga a tomar consciência de nossa fragilidade, de nossa vulnerabilidade. A dor vem para trazer humildade aos nossos corações, para nos ensinar a enxergar o outro, ali em pé de igualdade conosco. A dor vem esbofetear nosso orgulho, nossa arrogância, nossa falta de fé.

E como é bom podermos, ao final das travessias pedregosas e doloridas, olhar para trás e dizer: eu consegui. Como a gente se engrandece por dentro, como a gente enriquece o coração, quando vence a escuridão dos dias sem fim. O amor cresce tanto aqui dentro. Amor e gratidão. É assim que a gente continua.

*Marcel Camargo

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

É simples: quem quer estar em sua vida, está em sua vida (sem desculpas)

Muitas vezes fechamos nossos olhos para o que não queremos ver, nos recusamos a reconhecer o que realmente acontece quando recebemos as desculpas daqueles que realmente não querem dedicar sua atenção, nem seu tempo.

A realidade é que não importa quão apertada seja a agenda, mesmo que haja limitações, quando alguém quer estar presente, está. E isso não inclui apenas a presença física, também o acompanhamento moral, o apoio à distância, a atenção diária, que não requer uma logística particular para se manifestar.

Somos todos livres para agir de acordo com nossas escolhas, incluindo as pessoas que gostaríamos de estar por perto, no entanto, é inteligente simplesmente aceitar quando alguém tem intenções de fazer parte de nossa vida e quando não.

Sempre haverá aqueles que querem nos ter como prioridade, mesmo que não localizemos mentalmente essa pessoa. Obviamente, isso não significa que, para nós, alguém que não desperta interesse se torne nossa prioridade por reciprocidade. O que queremos enfatizar é que é sobre isso que as interações da vida são, às vezes procuramos a pessoa que pensamos estar errada e outras vezes os que não damos mais importância, nos procuram.

Devemos aceitar a dinâmica da vida, sem drama, apenas conscientes de que em algum momento coincidiremos em nossas preferências e os elos se unirão. Mas o que não é possível é esperar que uma determinada pessoa, que estabeleceu suas prioridades de acordo com seus interesses, aja de maneira particular conosco, tenha gestos que sabemos que não terão ou não terão presença onde não querem tê-la.

Pelo contrário, quando alguém aposta por nós, faz-se sentir, faz-se notar e qualquer que seja o campo em que se relacione conosco, nos colocará de tal maneira que se manifeste o desejo de participar ativamente de nossas vidas.

Não desperdice a sua energia com aqueles que não a valorizam, isto não torna a outra pessoa melhor ou pior, ela apenas coloca você em uma realidade, no final você é quem finalmente decide quem entra e quem deixa o círculo de suas afeições.

Não espere nada de ninguém e evite frustrações, preconceitos e decepções, deixe a vida surpreendê-lo com pessoas maravilhosas sem forçá-las, sem pressioná-las e sem desculpas quero fazer espontaneamente parte de sua vida.


*Por Pensar Contemporâneo

Adaptado do site El Librero de Guntemberg

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Você pode enganar o corpo com outra pele, mas não o coração com outra alma

Definitivamente qualquer um pode nos provocar arrepios, qualquer um pode agitar nossos sentidos, fazendo-nos sentir muitas emoções e sensações associadas a uma liberação hormonal, que responde a um processo químico e biológico do nosso corpo, porém, a conexão que sentimos entre nossas almas, essa sim, vai além de tudo que podemos perceber com nosso corpo.

Nós podemos substituir uma carícia por outra, alguns beijos por outros, mas quando vamos mais além, não podemos enganar nossos corações, não encontraremos olhares que nos façam sentir o mesmo, nem aquele sentimento de estarmos sempre conectados

Quando dois corações daqueles que fizeram um acordo de almas se separam, o vazio que se sente é profundo, afoga, queima, suspende a respiração, não há mais nenhuma satisfação, conforto e acoplamento que pertença a duas almas que viajaram juntas por mais tempo do que podemos reconhecer.

Certamente as missões terminam, muitas vezes amando intensamente dois corações devem seguir caminhos diferentes para aprender o que é necessário, para chegar onde deveriam e não sabemos se neste plano ou outro, mas certamente estas almas estarão juntas novamente. No entanto, enquanto eles estiverem fisicamente distantes na estrutura terrena, eles serão capazes de reconhecer sua energia, mesmo que não possam sequer ver um ao outro.

Uma vez que estamos em contato com esse ser que sabemos que nos leva além do tangível, não podemos nos enganar ao nos conectarmos com outra pessoa, o sentimento será gravado em nossa essência, nossa mente ficará confusa e tentará substituir o que um dia la lhe deu prazer, nosso corpo vai encontrar outras maneiras de se sentir à vontade, mas nossa alma sempre nos fará um chamado especial para retornar a onde pertencemos, sabendo plenamente o que é amor verdadeiro.

Além de sermos capazes de identificar o que nos acontece, devemos ser gratos por termos estado em contato com nossa pessoa especial, conscientes de que, não importa o que aconteça nesta vida transitória, o amor nos une, nos alimenta e transcende acima do que nós nossa razão consegue entender.

Vá em frente, continue com sua vida, tudo passa por algo e o que é para você, será no momento preciso. Sempre confie que o melhor ainda está por vir e ouça o que seu coração lhe diz, o que não lhe permite ser facilmente enganado.



Por: Sara Espejo – Mujer.Guru

Pensar Contemporâneo

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Se você não está satisfeito com a sua vida, pare de reclamar e mude!

Você já parou para pensar que as reclamações podem ser exatamente o motivo de sua vida estar tão longe do que você espera?

Todos vivemos fases em que não nos sentimos satisfeitos e realizados com nossas próprias vidas. Vivemos uma rotina desgastante e dedicamos muito tempo a trabalhos e relacionamentos que não contribuem para a nossa felicidade.

Isso é algo natural, é impossível ser feliz cem por cento do tempo. Planos dão errado, sonhos são frustrados, relacionamentos acabam e amizades se desgastam. São coisas com as quais temos que aprender a lidar porque farão parte de nossa caminhada.

Quando falo em aprender a lidar, quero dizer encarar essas situações com maturidade e consciência.
É claro que quando tudo acontece do jeitinho que a gente não planejou, a vontade de ligar para um amigo e reclamar por horas pode ser muito grande, assim como publicar milhares de frases de impacto nas redes sociais, como indireta a alguma pessoa, ao destino e até mesmo a Deus, mas por mais relaxante que isso possa parecer, não é uma grande ajuda, quando se trata da realidade.

Se todas as nossas insatisfações se resolvessem quando reclamamos, esse mundo já seria perfeito, porque essa é uma prática muito frequente para praticamente todos nós. Mas você já parou para pensar que as reclamações podem ser exatamente o motivo de sua vida estar tão longe do que você espera?

Quando reclamamos, emitimos uma mensagem de negatividade para o mundo e, como consequência, tendemos a atrair ainda mais coisas de baixa vibração para nossas vidas.

As pessoas que vivem reclamando só encontram mais motivos para reclamar, este é o fluxo da vida, a forma como o Universo funciona.
Se queremos realmente transformar nossas realidades e encontrar um caminho que nos faça mais felizes, precisamos substituir as reclamações por atitudes. Ficar parado esperando a vida acontecer não é o modus operandi dos fortes, daqueles que criam seus próprios destinos.

As pessoas que têm o poder de transformar as suas vidas sabem que a zona de conforto é um lugar bom, mas onde nada cresce, e não estão dispostas a passarem suas vidas conformadas, quando possuem dentro de si a capacidade de viver tudo aquilo que desejam.


Elas sabem que a felicidade não é encontrada em lugares seguros demais, onde não precisamos nos arriscar, mas sim nos destinos que alcançamos, quando provamos a nós mesmos o quão grande é a nossa força e capacidade de superação.

Se você não está feliz com a vida que vive hoje, comece a tomar atitudes que o guiem a um caminho diferente. Arrisque-se, desafie-se, as coisas mudam quando nós mudamos.

Você nunca vai ser mais feliz ou bem-sucedido, se não se permitir mudar, fluir com a vida. Se não gosta do seu cabelo, mude! Se está insatisfeito com seu trabalho, encontre uma nova função que lhe dê mais prazer. Se o seu relacionamento lhe faz mais mal do que bem, aprenda o valor da sua própria companhia! Dê um passo de cada vez, mas certifique-se de estar sempre em movimento!

Existem muitas maneiras de viver a vida, mas nenhuma delas é certa se não o faz feliz. Abra os seus olhos e sua mente para o mundo, ganhe uma nova perspectiva e trabalhe o seu crescimento a partir daí.

As reclamações não o levarão a nada, mas a atitude o aproximará de tudo aquilo que deseja viver.

*Luiza Fletcher

Portanto, se você quer uma vida melhor, comece a construí-la, o poder da sua felicidade está em suas mãos!
Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação desse material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: ocusfocus/123RF imagens

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

DANE-SE, POR FAVOR!

Sabe, devemos instalar e deixar sempre de prontidão um botão “dane-se” na nossa vida
Nos estressamos, envelhecemos antes da hora, adoecemos e nos amargamos por levarmos as coisas a sério demais
Ora, o que importa no fim das contas é estar aqui, é estar vivo, é estar se virando, é ter energia, é seguir adiante, é estar cheio de oportunidades (ainda que não as enxerguemos direito, às vezes).
Ficar matutando hipóteses, se frustrando com as coisas que não acontecem, se incomodando por qualquer besteira e pirando o cabeção o tempo inteiro pode “acabar acabando” com a nossa vida
Um “dane-se” ou outro, invariavelmente, é vital!
Você não vai conseguir fazer aquela viagem que tanto querida? Dane-se!
O chefe apareceu com uma cara fechada? Dane-se!
A conta tá no vermelho? Dane-se!
O marido não reconhece tudo o que você faz? Dane-se!
O seu cabelo tá com vontade própria (e bem diferente da sua)? Dane-se!
A casa tá suja e bagunçada? Dane-se!
Você tá querendo emagrecer, mas apareceu um jantarzinho especial? Dane-se!
Tá caindo uma tempestade e você precisa sair para a rua? Dane-se!
Aquela amiga não perguntou mais como você está? Dane-se!
A sua vida tá uma bagunça danada? Dane-se!
Ora, leveza é bom senso! É sanidade! É sobrevida!
Funcionamos muito melhor relaxados!
Ainda que os problemas sejam grandes, as soluções aparecem muito mais facilmente quando estamos “de boas” e não brigando com eles, com o mundo, com a vida…
Na boa, nada vale a paz e a alegria que temos naturalmente no nosso coração.
E aí entra um ensinamento que vale ouro: a ACEITAÇÃO.
Dizer SIM a tudo como é e a todos como são, nossa, isso muda tudo!
É incrível como a vida se transforma quando passamos a não alimentar mais conflitos interiores querendo que as coisas sejam diferentes do que são.
É puro gasto inútil de energia querer moldar o mundo à nossa maneira.
É uma tarefa impossível, que só gera frustração.
Pulemos essa etapa, então, e iremos além, muito além.
Vamos transcender essa inquietação, esse descontentamento, esse perfeccionismo.
E chegaremos num lugar tão maravilhoso, mas tão maravilhoso, que não imaginamos nem nos nossos melhores sonhos…

*Susiane Canal

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A hora do lobo

Existe um predador no interior de todos nós. Ele não existe para predar outras pessoas, mas para caçar a nós mesmos, devorando nosso discernimento, afastando a sabedoria. Foi criado a partir de nossos hábitos e padrões de comportamento insalubres, de nossas vaidades e egoísmos, e se alimenta de nossa energia mental, emocional e espiritual.

Como todo predador, ele não age aleatoriamente e sem estratégia; fica à espreita e somente nos domina quando estimulado pelas circunstâncias, emoções e pensamentos que excitem sua ira. E nesta hora, como afirma Thich Nhat Hanh, o grande mestre budista do zen vietnamita, fazemos coisas que não queremos fazer, dizemos coisas que não queremos dizer, pensamos coisas que não gostamos de pensar.

Magoamos a nós mesmos e a outros, incapazes de agir com consciência plena. Esta é a Hora do Lobo, o momento em que caímos na mais lamentável cadeia de ações inconscientes e ignorantes, fundamentadas nos vícios de atitude que desenvolvemos ao longo de nossa vida. E essa triste queda devora nosso discernimento e percepção, e nos nega a sabedoria.

(…)

O fato é que na vida vivemos sob a ditadura das paixões. (…) E, bem, a paixão na verdade não abriga nenhum amor, nenhuma alegria de viver, em si mesma. Os processos passionais são sempre desgastantes, e em algum momento este desgaste se tornará evidente, não há como escapar disso.

Festas frenéticas, viagens apressadas, muitas atividades cotidianas, consumo exagerado, relacionamentos superficiais intensos ou afetos racionalizados em um sem-número de projeções e carências (…).

O exercício das paixões através das fantasias dos sentidos parece mais fácil do que a conquista da felicidade através do equilíbrio da consciência.

Além disso, quem afinal compreende o sentido da vida? Quem realmente pode se valer do inefável sentimento de contentamento?

(Para a mente viciada em hábitos egoístas) Mais valiosas são as excitações imediatas, a luta para conquistar mais beleza física, mais domínio, mais poder, mais dinheiro e fama, mais intelectualidade, mais corroboração de nossos pontos de vista (…).

O predador (…) é o agente das nossas atitudes insalubres, que nos faz sentir menores diante da vida. Ele habita nossos corações e mentes, esperando o momento de nos dominar. E quando nos defrontamos com um desafio, um gesto, uma palavra ou uma ideia que de alguma forma estimule os hábitos arraigados em nossa mente, o predador ataca nossa percepção com uma fúria e velocidade terríveis.

(…)

Liberte-se de seu predador. Observe meios de prática que podem desestimular os hábitos arraigados em você, e que são tão prejudiciais. E, por favor, abandone o vício de apenas procurar o predador nos outros; cada um de nós tem seu caminho, e não nos cabe a injustiça de sustentar nossos argumentos acusando a doença de comportamento alheia.

Saiba atingir o correto equilíbrio entre o reconhecimento do predador alheio e o melhor meio de se defender dele. E a melhor forma de nos defender do lobo que habita os corações dos nossos semelhantes é ter a coragem de apaziguar o nosso próprio lobo interior. Este é o segredo.

(…)

Somos muito mais do que presas de um predador. Podemos muito mais do que apenas agir com ignorância e intolerância. Podemos ser livres, serenos e fortes ao mesmo tempo. A vida é um sonho que pode ser vivido sem pesadelos.

Acredite nisso, e confie: não somos escravos de nossas paixões. O predador pode ser superado, ele pode ser derrotado. Basta termos a coragem de viver saboreando as belezas da vida com uma mente simples e dedicada, e não devorando com paixão e impulsividade a nossa própria liberdade…

*Por Pensar Contemporâneo


“A Hora do Lobo”, 2005 – Miklos, Claudio – “O Hóspede da Caverna”; 1ª Edição Revisada. Rio de Janeiro, 2007. pp. 111-117.

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...