PRÁ QUE SOFRER SE NADA É PRA SEMPRE?
Sofrer pode parecer inútil quando lembramos que nada dura para sempre, mas o fato de tudo passar não apaga a dor. Coisas temporárias podem doer muito, e essa dor às vezes nos ensina o que a calmaria nunca ensinaria. Mesmo que algo seja breve, a intensidade do que sentimos ali é real e merece atenção; negar isso não acelera a cura, só adia o encontro com o que precisa ser visto. Algumas dores nos quebram; outras nos moldam. Nem toda dor é castigo — muitas vezes ela mostra limites, revela o que queremos e aponta novos caminhos. Quando a dor nos molda, ela abre espaço para escolhas diferentes: mudar um hábito, dizer não, buscar ajuda ou simplesmente cuidar melhor de si. Aprender com a dor não a torna menor, mas dá sentido ao que aconteceu e ajuda a evitar que repitamos padrões que nos fazem mal. Chorar por algo que acabou pode parecer perda de tempo, mas o luto e a saudade têm função: guardam o que foi importante e ajudam a integrar a perda. O choro organiza o que ficou solto por de...
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