Deus não permitiria um mal se desse mal não pudesse tirar um bem maior.
Há momentos em que a dor pergunta alto e a razão sussurra respostas insuficientes. Nesses instantes, a fé encontra um terreno onde a cabeça e o coração precisam caminhar juntos: a onisciência de Deus não é frieza distante, é a garantia de que nada escapa ao olhar d’Aquele que te conhece por inteiro — suas alegrias, seus medos, suas feridas mais íntimas. Saber que Deus sabe não apaga a angústia, mas dá um ponto de apoio: você não está perdido num universo cego; há um propósito que vê além do que seus olhos alcançam. A bondade de Deus não se confunde com a ausência de provas ou com explicações fáceis. A bondade divina se revela na presença que sustenta quando tudo desaba, nas mãos que se estendem através de pessoas, no consolo que chega em formas inesperadas. Às vezes o bem que Deus tira do mal não é imediato nem visível como um milagre espetacular; é uma transformação lenta do caráter, uma compaixão que nasce onde antes havia amargura, uma nova direção que só o tempo revela. A bondade ...







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