sexta-feira, 28 de junho de 2019

Sobre as guinadas que a vida dá

Sou dessas pessoas que adora as guinadas que a vida dá e não me refiro apenas às minhas reviravoltas não. Basta eu observar um conhecido qualquer dando uma volta por cima, com cara de “olé”, que eu já fico cheia de vaidade alheia e comemorando em silêncio. Nasce um sorrisinho de canto teimoso, no meu rosto e eu fico pensando: “Que coisa boa!”.

É muito fácil as pessoas desmerecerem os outros, torcerem insistentemente pela decadência do próximo. Orando, em silêncio, pelo total desabamento da vida de outras pessoas. Acredite. Há pessoas que oram neste propósito. Então, a vítima de uma infinidade de maus pensamentos, inveja e carga negativa tomba. É óbvio que isto aconteceria, afinal, os pensamentos possuem poder de intervenção. Alguns pensamentos, unidos à sua carga emocional, são tão fortes que podem até mesmo adoecer alguém. Não duvide disso e nem queira testar. Ou sua avó nunca te contou a velha história do pé de pimenta que murcha quando um invejoso entra em casa?

Aquele que tombou passa algum tempo no chão, sendo observado por aqueles que torceram pela sua queda, sendo o alvo perfeito de gozações. Algumas pessoas sentem um estranho prazer em deleitar-se com os fracassos dos outros e acho que isso diz muito sobre elas mesmas. Afinal, quem gosta de ver o outro fracassar, deve ter muito medo de conviver com vencedores. A questão é que quem caiu já não pode mais se dar ao luxo de se preocupar com essa contemplação sádica, ele precisa de alguma forma se reerguer, se refazer e recompor. Observe que ele está caído, então a sua própria posição não lhe permite ver a reação que os outros têm pela sua condição. Naquele momento em que está caído, olhando para o chão e tentando tirar a poeira que adentrou seus olhos, ele está refletindo sobre todas as hipóteses que tem. Certamente, no início da queda ele já se questionava se deveria firmar as pernas e tentar se manter de pé, ou, simplesmente, se deixar despencar no chão. Agora, já caído, ele reflete sobre o que fazer. Mil pensamentos passeiam pela sua mente e vários sentimentos lhe surgem no coração. É impossível não se sentir triste e não se perguntar, muitas e muitas vezes, por quê? Por que comigo? E ele pensa em como se levantar, procura ao redor um pedaço de madeira que possa usar como apoio.

Ele começa a deixar de ser aquele de antes da queda. Aos poucos ele vai percebendo qual foi a pedra em que tropeçou, qual foi o passo em falso que deu, qual foi a palavra maldita à qual deu ouvidos. Conforme, ele tenta se reerguer, sua essência vai se transformando. O velho eu, aquele que caiu, sabe? Que se deixou ser envergonhado e enfiou a cara no chão para todo mundo ver e rir, que fraquejou e fez todos pensarem que jamais seria capaz de realizações outra vez. Aquele velho eu começa, então, a morrer. Contudo, as pessoas ao redor estão muito ocupadas caçoando e não observaram, que, como a fênix, o nosso personagem encontrou uma forma de fazer da sua desgraça o seu triunfo. Seu corpo, ferido e encurvado, vai criando nova forma, cicatrizando, tornando-se forte. Seu psicológico, que antes era frágil, agora entendeu que as quedas existem e nem são tão ruins assim, afinal, ele saiu vivo. Finalmente, ele pôde compreender que cair o deixou mais forte, pois agora se cair mais outras mil vezes, se levantará duas mil. Ele aprendeu como se levantar sozinho.

De repente, num movimento inesperado, ele se põe de pé, ereto e altivo, parecendo até mais alto, com o queixo levantado, olhos firmes, um sorriso confiante no rosto. As pessoas assombradas não acreditam no que veem. Não é a mesma pessoa! Ficam todos pasmos e os queixos caem. Está mais bonito e muito forte. Ele apenas ri. Ele poderia gastar o tempo dele respondendo a todas as ofensas e retrucando, mas a melhor vingança é viver bem, por isso, ele dá de ombros e segue seu caminho, sendo muito melhor que era antes da bela queda e sabendo, que cair é para os fortes, pois não há fraco que se levante de uma queda. E todos aqueles que pararam para atacá-lo, simplesmente, perderam seu precioso tempo, enquanto ele usava este tempo para crescer, tornar-se melhor e mais forte. Então, a lenda da fênix mostra sua razão de ser e porque ela não é em si uma ficção, contudo, ela é uma representação da capacidade que algumas pessoas têm de fazer da queda uma oportunidade real de renascimento, destruindo mesmo o eu anterior e se reinventando, se tornando melhor e, de certo modo, se vingando dos seus desafetos. Algumas pessoas possuem sim a alma de fênix e aproveitam as desventuras que lhes acontecem para matar tudo que já deveria ter morrido mesmo e recomeçar.

É por isso que eu amo as guinadas que a vida dá! Tanta gente que disse que o fulano não conseguiria, que o fulano não chegaria a lugar algum e olha ali o fulano dando show, sendo feliz e, principalmente, não estando nem aí para ninguém.

*Rândyna da Cunha

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Podem até puxar o seu tapete, mas o seu chão ninguém tira.

Eu sempre acreditei que em meio as guerras Deus nos prepara e ensina, e isso eu já pude comprovar em diversas situações da minha vida. Não nascemos prontos, essa é a verdade, e a medida que crescemos, os nossos sonhos crescem junto com a gente, e as nossas batalhas aumentam também. Ao mesmo tempo que a vida nos surpreende, ela assusta, e os nossos passos em direção a tudo que almejamos de bom se tornam perturbadores aos ouvidos dos nossos adversários. 

Viver está além de um abrir dos olhos pela manhã e desejar um bom dia a alguém, porque ninguém sabe das nossas lutas particulares, dos nossos compromissos, das nossas contas vencidas, nem tampouco do nosso esforço em se manter sempre firme diante das circunstancias que vez ou outra tentam nos derrubar emocionalmente. Uma das maravilhas que Deus me disse por esse dias foi: Filha, podem puxar o seu tapete, mas o seu chão ninguém tira. 

Podem te arrancar a força, mas a fé é algo que foi contruido entre mim e ti, e nisso ninguém pode tocar. O  que eu quero que você entenda é que nada que a gente conquista vem de mãos beijadas pra nós. Há suor, há choro, há oração, há quedas, há feridas, há uma história que merece ser respeitada e que se ficarmos tão apegados às coisas ruins que tentam nos parar não desfrutaremos do melhor que conquistamos. 

Se continuarmos morando no passado, remoendo o mal que o outro nos fez, ou aquilo que não deu certo para nós por um erro que cometemos não alcançaremos o melhor que tanto almejamos. Se desapega do que aprisiona a sua alma, e se dê uma nova oportunidade de ser feliz. Perdoe, se perdoe, e faça a sua vida valer a pena sem carregar pesos desnecessários. Há muito que se construir, há muito que se conquistar. Se levante, e se dê uma chance de recomeçar. 

Cecilia Sfalsin

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Bastava ter pedido

Teria acontecido. Se não fosse por sua insegurança, pela mania de duvidar de si mesmo, daria certo.

Bastava ter pedido. Simplesmente ter arriscado. Um “não” seria o pior que te ocorreria. Mas o “sim” mudaria sua vida.

Por que não tentou? Por que deixou o medo ser maior que sua vocação para a felicidade?

Quantas vezes deixamos oportunidades passarem, amores atravessarem a porta de saída, sonhos serem arquivados… só porque não fomos capazes de dominar o medo.

O medo que paralisa, limita, congela as suspeitas, eterniza as dúvidas. O medo que nos diminui, desmerece, encarcera… torna pessoas comuns “muita areia para nosso caminhão”.

E um dia _ tarde demais _ descobrimos que tínhamos as chaves. Que muitas portas estariam abertas se tivéssemos tentado.

Bastava coragem _  e não haveria um “se”…

Gosto muito do filme “Divã”, de Martha Medeiros; especialmente da parte em que a personagem Mercedes pergunta ao seu analista: “E se eu lhe disser que estou com medo de ser feliz para sempre?” Porque no final das contas é assim que vivemos: constantemente boicotando a felicidade com preconceitos e suposições.

Cheios de “mania de perfeição”, colecionamos fragilidades e distorcemos nossas possibilidades com autocrítica, remorso e culpa.

Muitas vezes preferimos prestar tributo ao sofrimento a acreditar nos dons que carregamos, na alegria que existe _ ainda que camuflada _ dentro de nós.

Num mundo legitimado por egos inflados e distorções da verdadeira auto estima, reconhecer-se merecedor, capaz e digno é admitir-se irrestrito.

É  aceitar a igualdade _ a irrefutável verdade que ninguém é tão especial ou tão banal.

É entender que ninguém é “muita areia pro caminhão” de ninguém; compreender que com esforço, empenho e fé somos igualmente capazes de cruzar a linha de chegada.
E então relaxar, porque finalmente aprendemos a confiar no “nosso taco”.

Não precisaríamos perder tanto tempo se soubéssemos que temos as chaves _ tanto quanto aquele nosso vizinho importante e sortudo. Porém, muitas vezes preferimos deixá-las esquecidas, negligenciadas dentro de uma gaveta, abandonadas à própria sorte.

Porque no fundo há o medo: De avançar e cair. De chegar e arrepender. De evoluir e não estar pronto. De querer e não obter.

Então nem ousamos o primeiro passo _  como se o erro fosse o fim.

Mas nos esquecemos que o erro é o começo. O início.

É o que nos faz ir mais longe, além da dúvida, além de nossas fragilidades… Além de nós mesmos.


*Fabíola Simões

Título original: “Se”…
(Crônica também publicada no Jornal “A Folha de São Carlos”- São Carlos – SP – Edição do dia 05/10/2012)

terça-feira, 25 de junho de 2019

Começo, meio e fim. Quem foi que disse que a vida é assim?

Acho estranho quem nunca desiste, nunca muda, nunca erra. Quem nunca se permite dar voltas na vida. Não volta atrás em uma decisão. Quem não rebobina um filme ou não dá um passo maior que a perna e assim aprende a voar. Estranho é quem acha que a vida é sempre em frente e em linha reta.

Começo, meio e fim. Quem foi que disse que a vida é assim?

Estranho é quem tem certeza de tudo, já nasceu sabendo, tem um planejamento arquitetônico da vida, cada centímetro no seu lugar. Estranho é quem não troca o certo pelo duvidoso e o duvidoso pelo certo. Quem não cai de paraquedas numa história, quem não tropeça e quem não aprende a levantar, quem não encontra desvios no caminho. Quem não se perde para se encontrar. Quem não escuta o coração.

Estranho é quem não inclui um subcapítulo no roteiro da vida e não muda totalmente a própria história. Estranho é quem não titubeia. É quem não rasura os traços do destino com desenhos do acaso. Estranho é quem não muda o filme quando sente que não pode mais engolir as mesma falas. E quem não repete muitas vezes a mesma história quando ainda se encanta com ela.

Estranho é quem não entende que a vida é balanço e não sabe que o vento que guia a nossa natureza humana é rebelde, vezes levando longe, vezes descabelando, vezes girando em torno de si mesmo.

Estranho é quem não percebeu que a vida não tem GPS e que as setas indicam para todos os lados porque na bússola do coração o norte varia de acordo com a umidade do am(ar). Estranho é quem não aceita a nossa inerente inconstância humana.

Estranho é quem segue a boiada sem nunca questionar. Quem acha tudo normal. Quem não experimenta, nem que seja em pensamento, viver na pele de outra pessoa. Estranho é quem não quer se testar, quem não tem abertura para ouvir, expressar, tentar entender, mudar de opinião, em busca de desenvolver nesta vida mesmo o melhor de si mesmo, o melhor que pode ser, o mais longe que pode chegar enquanto pessoa, enquanto ser humano.

Estranho é quem tem medo de mudanças, mas não tem medo de estagnar. Não tem medo de ver a vida passar pela janela. Quem não se usa para evoluir. Quem não deixa de lado o que não interessa, quem perde tempo com o que atrasa e amarga. Estranho é quem é mais autoritário do que amoroso consigo mesmo, com a vida e com os outros.

Estranho é quem se abandona nos dias e chama isso de viver.

*Clara Baccarin

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Feliz é quem encontra coragem para abandonar aquilo que não pode mudar.

O tempo é uma das coisas mais preciosas que existem, principalmente hoje, em que precisamos correr sem parar, numa busca frenética por dinheiro e pela manutenção dos bens que conquistamos com muito esforço. Por isso, perder tempo é por demais penoso, haja vista a necessidade de sorvermos com máxima intensidade os momentos em que fazemos o que dá prazer, junto com quem nos merece. É preciso abandonar o que não se pode mudar.

Abandone a falsa ilusão de o outro vá mudar, de que um dia ele vai acordar e, sem mais nem menos, mudará seu comportamento, nem que seja daqui a anos e anos. Quem realmente quer mudar não precisa de ninguém lhe implorando, dia após dia, que mude. Poucos conseguem mudar comportamentos que prejudicam quem está ao lado, pois, para isso, é preciso enxergar o outro. Pessoas que machucam não enxergam ninguém além do eu.

Abandone o amor por alguém, quando esse sentimento só existir dentro de você. Ninguém consegue sustentar um relacionamento sozinho, simplesmente porque afeto não vinga de forma unilateral, sem reciprocidade e cumplicidade. Mendigar sentimentos é humilhante demais, pois só traz dor e vazio. O eco amoroso vem com verdades, nada menos do que isso. Ecos vazios não significam nada e você merece muito mais do que nada.

Abandone as amizades que não possuem nenhum resquício de lealdade na forma como se desenvolvem. Assim como nos relacionamentos amorosos, se não houver duas partes completas e mutuamente ligadas, o peso recairá todo de um lado só. E, se for você quem carrega esse peso extra, certamente não compensa permanecer mais ali. Não force amizade, nem se humilhe por quem nunca se lembra de que você existe. Antes de qualquer coisa, seja seu próprio melhor amigo.

Como se vê, abandonar pessoas que não amam de volta, lugares que sufocam, situações que machucam e lembranças doídas será uma estratégia de sobrevivência eficaz e extremamente necessária, caso queiramos seguir em paz. É assim que a gente não perde a esperança de ir ao encontro de gente verdadeira e de momentos preciosos, que nos aguardam sempre por aí, quando menos esperamos.


*Marcel Camargo

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Resiliência: levantar-se toda vez que a vida ferra com tudo

“Não poderemos agir e escolher corretamente o tempo todo, mas poder contar com amor verdadeiro nos apoiando fará toda a diferença nos momentos em que a vida não dá certo. É assim que a gente cresce e é assim que a gente vira gente de verdade.”

Constantemente, passamos por situações que esgotam as nossas forças e minimizam os nossos ânimos. Por mais que tentemos escapar, inevitavelmente nos decepcionaremos com as pessoas, seremos rejeitados por alguma paixão, reprovaremos em provas e concursos, seremos preteridos em vagas de empregos ou em promoções em nosso trabalho, choraremos o luto de pessoas especiais, dentre tantos outros reveses pelo caminho.

Estamos sempre preparados para receber o melhor em nossas vidas, ao passo que fugimos à necessidade de estarmos prontos a enfrentar o avassalamento que certos momentos trarão – e eles virão. Parece-nos ser muito natural expormos os sucessos, as conquistas, tudo aquilo que deu certo em nosso caminho, porém, dividirmos nossos equívocos e fracassos chega a ser quase impossível, uma vez que negar algo parece afastar aquilo de nós. Doce ilusão.

Negar nossos fracassos não os impedirá de baterem à nossa porta, obrigando-nos a encarar nossas fraquezas, a refletir sobre o que viemos fazendo de nossas vidas, para que possamos repensar e operar mudanças que nos tornem habilitados a deixar de cometer os mesmos erros. É inevitável despendermos tempo para voltarmos nossas atenções ao nosso pior, digerindo aquilo tudo e renascendo para novas tentativas, com a mente reoxigenada.

O tempo nos ensina a confiar nele e nas verdades que ele sempre nos traz, bem como na infalibilidade da colheita a que todos estaremos sujeitos, de acordo com a qualidade das semeaduras que deixamos pelos caminhos. É preciso que estejamos conscientes de que muito do que sofremos é resultado tão somente de nossas ações, ou seja, agir com vistas às futuras consequências do que fazemos hoje nos poupará de amanhãs dificultosos.

Após as devastações emocionais que passam por nossas vidas, derrubando tudo o que há pela frente, minando nossos sentidos e roubando nosso fôlego, será o momento de decisão, de retomada, de reerguimento. A dor, a revolta e o alquebramento que fatalmente nos invadirão serão úteis, para que esgotemos nossa tristeza, sorvendo-a até que se esvazie e sejamos preenchidos pela construção paulatina de certezas cheias de esperança, com a ajuda dos amigos, da família, do parceiro, de quem, indubitavelmente, estará sempre conosco, junto, disposto, com acolhimento sincero e sorriso verdadeiro.

Trata-se de um processo lento, que requer paciência e resignação, fé e confiança em nós mesmos, em nossa capacidade de nos reinventarmos, de solucionarmos o que parecia impossível, de enxergar refletidamente o mundo à nossa volta, aprendendo e reaprendendo a cada dia. Não poderemos agir e escolher corretamente o tempo todo, mas poder contar com amor verdadeiro nos apoiando fará toda a diferença nos momentos em que a vida não dá certo. É assim que a gente cresce e é assim que a gente vira gente de verdade.


*Marcel Camargo

quinta-feira, 20 de junho de 2019

A vida sempre nos abre portas, mas teimamos em não entrar

Se prestássemos uma atenção maior a tudo o que nos rodeia e às pessoas que estão por perto, perceberíamos o tanto de chances que se encontram ali pertinho de nós todos os dias. Trata-se de oportunidades que as pessoas e os acontecimentos trazem consigo, carregando respostas, soluções e oportunidades aos nossos anseios, aos nossos questionamentos, às nossas dúvidas, porém, deixamos de enxergar o que muitas vezes é óbvio, por orgulho, preconceito ou ansiedade exagerada.

Perdemos a oportunidade de aprender, de ampliar nossa visão de mundo, de repensar nosso modo de vida, nossas crenças e valores, pois não queremos abrir mão do que já está arraigado dentro de nós. Infelizmente, muitas das certezas que tomamos como certas são frágeis e não se sustentam frente ao movimento célere do mundo. Corremos, pois, o risco de ficarmos parados no tempo e no espaço, presos a mentiras ilusórias e paralisantes.

Perdemos a oportunidade de ensinar, de dividir conhecimento e experiências de vida, de ampliar o leque do raio de nossas ações entre as pessoas que nos rodeiam, pelo simples fato de que tememos que o outro use esse saber melhor do que nós mesmos. Ou seja, quanto menor nos enxergarmos enquanto alguém capaz de utilizar o potencial que possui, menos estaremos dispostos a transmitir o que sabemos, tornando esse conhecimento escondido cada vez mais inútil.

Perdemos a oportunidade de fazer novas amizades, de nos lançarmos aos encontros especiais que a vida nos reserva, receando abrir os nossos corações e ter que ver tudo aquilo sendo usado contra nós. Desconfiamos, então, de tudo e de todos, fechando-nos para o novo, para o desnudar-se frente a alguém, para novas trocas de verdades, porque o outro, para nós, será sempre o inimigo em potencial, um concorrente no emprego, na vida, enfim. E assim perdemos a chance de trocar sorrisos sinceros e carinhos honestos com gente do bem.

Perdemos a oportunidade de amar pela primeira vez, de reencontrar o amor, de amar de novo, de se amar, porque, na verdade, não estamos totalmente certos de nosso real valor, tampouco estamos dispostos a doar o tanto que queremos que nos doem. Egoístas que muitas vezes somos, queremos receber em profusão, ao passo que nos negamos a abrir mão de um mínimo de nós em favor da manutenção de um relacionamento. Difícil, quase impossível, nesse sentido, enxergar as necessidades e os desejos do outro, uma vez que a necessidade primeira é cada uma de nossas necessidades e ponto.

Perdemos a oportunidade de recomeçar, de tentar de novo, de lutar pelo que ainda não se foi de todo, de insistir em manter por perto o que nos é tão essencial, porque adotamos uma postura negativista e derrotista quando muitas vezes ainda há esperança. Isso porque não somos capazes de enxergar nossas reais possibilidades de ir em frente, ou seja, nós mesmos desacreditamos do tanto que ainda temos dentro de nós, contentando-nos com muito menos do que somos e podemos ser e ter.

Sim, existirão momentos em que teremos que ser obrigados a deixar ir embora pessoas e coisas, a fim de que possamos respirar com tranquilidade e desafogar o peso de nossas angústias. Haverá situações que nos obrigarão a nos fecharmos em nós mesmos por um tempo, até nos reencontrarmos. No entanto, quando tudo parecer perdido, caso mantenhamos ao menos um fio de esperança e de serenidade dentro de nós, poderemos perceber mãos generosas estendendo-se em nossa direção, prontas para nos ajudar a buscar novamente a felicidade, como tem de ser.


*Marcel Camargo

(AGRADEÇO IMENSAMENTE O PROF. E AMIGO MARCEL CAMARGO POR ME PERMITIR COMPARTILHAR SEUS TEXTOS MARAVILHOSOS)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Não importa se já te fez bem: se te faz mal, não te faz mais bem

O tempo passa e tudo vai se transformando, lá fora e dentro da gente. Mudam as estações e mudam os nossos olhares, as nossas vivências, os nossos sentimentos. Passamos a vivenciar o mundo de formas novas, diferentes, o que nos faz reelaborar, inclusive, nossos sonhos, nossas expectativas. A importância que nos dão se torna mais relevante do que a importância que dávamos aos outros. Amadurecer requer valorizar-se.

Todo mundo acaba tendo aquela sensação de perplexidade quando olha para trás e se lembra do quanto sofreu por coisas e por pessoas que hoje nada mais significam. Percebemos que perdíamos muito tempo com o que e com quem não mereciam um pingo de nossa atenção. Percebemos que sofríamos por coisas sem importância, por gente que não valia a pena. Aprendemos, assim, que tudo vem na hora certa e sempre será o que tiver que ser. O que não tem jeito, por outro lado, nunca o será.

E, nesse vai e vem de emoções, temos que prestar atenção no que sentimos, no que queremos, no que merecemos, em tudo o que somos e em tudo com que sonhamos. Não somos mais os mesmos de ontem, ou seja, teremos que limpar a nossa vida daquilo que não tem serventia, a fim de que haja espaços para que o novo chegue e fique. Nem tudo daquilo que nos fazia bem ainda nos deixa felizes. Nem todo mundo precisa continuar caminhando conosco.

Muda lá fora e a gente também muda por dentro, inevitavelmente. Tudo o que acontece, de bom e de ruim, acaba por nos transformar, enquanto ressignificamos o mundo e reconduzimos nossos pontos de vista a novos sentidos. Tomamos consciência de que nossa felicidade é urgente, de que as verdades que ficam são imprescindíveis. Aprendemos que agir em favor de nós mesmos nem sempre é egoísmo. Por isso é que conseguimos enxergar o que já deixou de nos fazer bem e quem já não faz mais falta.

Portanto, quando nos conscientizamos de que aquilo que nos fazia bem, mas hoje não faz mais, deve ser superado, fica mais fácil esquecer o que deve ficar lá atrás. Nossos caminhos devem ser leves, limpos de pesos afetivos e emocionais que emperrem nosso sorrir pra vida, nosso sorriso íntimo, nossa satisfação pessoal. Muitas coisas não darão certo, mas, caso estejamos munidos do que carrega amor, seremos menos feridos e juntaremos forças mais rapidamente para reerguer e recomeçar. Quantas vezes forem necessárias.


*Marcel Camargo

terça-feira, 18 de junho de 2019

“Ter fé não significa estar livre de momentos difíceis…”

Muitas pessoas têm se desiludido com a vida porque têm enfrentado dificuldades que parecem estar acima de suas forças. E é realmente difícil manter a fé de pé enquanto o coração padece. Para todos estes, o Papa Francisco traz um recado que pode mudar a forma de ver os fatos: “Ter fé não significa estar livre de momentos difíceis, mas ter a força para os enfrentar sabendo que não estamos sozinhos”.

Talvez a fé precise ser ressignificada. Precisamos entender que ela é, antes de tudo, uma luz que nos guia e nos faz persistir quando todo o mais parece ter dado errado. É um refúgio, que não representa fuga, mas sim o encontro de um abrigo que ofereça um pouco de segurança para nosso coração em apuros.

Sob esse ponto de vista é possível que a fé possa ser restaurada, reaprendida, recapitulada. E traga mais esperança, ao invés de desconsolo.
A fé é o que nos agiganta, nos encoraja, nos levanta. É a fé quem nos impulsiona para que nos tornemos do tamanho dos nossos sonhos. É ela também quem nos faz permanecer firmes diante das tempestades que caem sobre nós.


Muita gente tem se envergonhado de dizer que tem fé porque os problemas parecem estar falando mais alto, porque não consegue evitar ou se livrar de situações difíceis. E isso acontece justamente no pior momento, porque a falta de fé pode conduzir à desesperança. E nada se faz sem esperança, não é mesmo?

Trata-se de ter fé no que é divino sim, se assim for sua escolha. Se a fé no Superior te move, cultive-a. Saboreie essa conexão, porque ela tem potencial para te fazer sentir uma pessoa melhor, mais capaz e até mesmo, agraciada. Muitas pessoas fazem da fé sua maior fonte de força e se sentem mais felizes com isso.

Mas esta crença no divino está intimamente ligada à necessidade de se ter fé na vida em si; no ato de acreditar que tudo passa, até mesmo os momentos mais difíceis e que ao final, tudo dará certo. Crer que a tempestade dará lugar à bonança, mesmo que hoje isso ainda pareça distante de acontecer. É importante manter a fé nas pessoas, acreditar que nem todas são más ou nos querem o mal e que a felicidade voltará a sorrir para nós, mais ou menos dias.


É imprescindível manter a fé apesar dos obstáculos, independente do quão difícil eles sejam difíceis de vencer. Que a música de Gonzaguinha, aqui transcrita, contribua para que a fé reencontre espaço em seu coração:

“Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs. Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar. Fé na vida, fé no homem, fé no que virá. Nós podemos tudo, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será.”

Mantenha sua fé acesa e acredite que dias melhores virão. Obstáculos existem para serem superados, lembre-se sempre disso.


*Alessandra Piassarollo

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Um dia qualquer

Tanta gente querendo provar tanta coisa…

Tanta coisa que a gente perde tentando provar…

Tanto amor, que se olhar, é só paixão…

Tanta paixão que só quer virar amor…

Tantas palavras que no fundo não valem nada…

Tanto silêncio que vale mais que palavras…

Tanta dor que às vezes vem pra curar…

Tanta “cura” que às vezes vem pra julgar

E tanto julgamento, de todos os lados, que é sufocante.

Tanta falta de ar, amor, caráter e empatia; que quando se tem por um instante se quer prova disso, mostra-se tão irreal, que é difícil até de acreditar.

Acreditar é uma forma de amor, que mostra-se sem perceber… Amor este, que cura sem ver. Traz felicidade e esperança pra novos dias, mas de certo, mesmo acreditando, terão dias ruins, sempre haverão dias assim, isentos disso nunca estaremos.

Dias estes, dias cinzas, dias florescidos, dias ambíguos, dias amigos…

Dias, dias que não voltam, que pena ou pensando bem, melhor assim.

Tanto abraço negado, tanto rosto virado, tanta gente que se sente cuspida diariamente por meio de olhares e ações. Tanta gente triste e tanta gente sem vida, esperando um simples sinal de esperança pra ser feliz. Com esperança do olhar, do tocar, do sorrir, do falar… Esperança de não estar sozinho, nesse mundo, onde somos apenas insignificantes moradores.


*Tereza Souza

sexta-feira, 14 de junho de 2019

POR QUE PRECISAMOS ACEITAR SITUAÇÕES DIFÍCEIS?

Às vezes a vida vai colocar nas suas mãos algo de difícil solução, você vai se desesperar, lamentar e chorar e, quando esse momento chegar se quiser chore, puxe os cabelos, murmure e permita que as emoções fluam de dentro de você.

Não esconda seu medo e nem sua preocupação.

Porém quando tudo se acalmar olhe para dentro de si mesmo e encontre a força para enfrentar e, se por acaso a força lhe faltar, lembre-se de colocar nas mãos de Deus o impossível, o complicado, o difícil e com fé deposite em suas mãos milagrosas o seu pedido de ajuda para vencer.

POR QUE PRECISAMOS ACEITAR SITUAÇÕES DIFÍCEIS?

Por pior que seja a situação, por mais crítica que ela se apresente e por mais que você não tenha a mínima ideia de como vai resolver é preciso encontrar força, coragem e determinação em algum cantinho da sua mente ou do seu coração.

Algo ruim acontece com você e ao mesmo tempo com milhares de outras pessoas. Cada um encara as dificuldades de maneira diferente.
Alguns estão enfrentando pela primeira vez uma situação difícil, outros já lidam com as dificuldades há bastante tempo.

Infelizmente fugir da situação difícil é quase impossível.
Mais cedo ou mais tarde será preciso encarar a realidade dos fatos e lutar até vencer. Vence quem busca, insiste, persiste e acredita que pode fazer a diferença mesmo em tempos difíceis.

Às vezes a dificuldade bate na nossa porta porque precisamos aprender uma lição ou talvez seja um teste de resistência da própria vida tentando nos mostrar o tamanho da nossa força, da nossa capacidade de superação e da dimensão da nossa fé.

Hoje tudo pode estar difícil, mas amanhã é um novo dia.
Logo que a situação difícil surge sentamos e choramos, murmuramos e questionamos, brigamos e discutimos, mas dificilmente aceitamos em primeiro momento.

APRENDENDO POR QUE PRECISAMOS ACEITAR SITUAÇÕES DIFÍCEIS

O tempo passa, novos dias surgem e começamos a compreender a importância do otimismo, da perseverança, da fé, da coragem e da esperança de que tudo por mais difícil que se apresente tem e sempre terá solução.

Somos transformados pela vida e moldados por Deus a nos tornamos pessoas mais tolerantes, compreensivas, esperançosas e fortes.
Na bonança tudo é mais fácil, na dificuldade tudo causa medo, ansiedade e preocupação.

Na dor buscamos e nas dificuldades buscamos Deus e quando a vida tira tudo que temos e conseguimos Deus nos restitui.
Enxergue a sua situação hoje com um olhar de quem já passou por outras situações difíceis e foi socorrida e fortalecida por Deus, nunca abandonada ou esquecida, sempre apoiada e sustentada.
E tudo porque Deus é bom e  ama você demais.

Dê o primeiro passo que é olhar para o que está difícil.
Fingir que nada está acontecendo a sua volta ou ignorar a dificuldade é tolice e só vai gerar mais sofrimento, preocupação e pânico.
Encare a situação com pensamento de vencedor. Quer vencer a batalha?

Lute até o último minuto da sua vida.

*Su Cursino

quinta-feira, 13 de junho de 2019

E SE TIVESSE SIDO DIFERENTE?

Nossa! Que vacilo!

Diz aquele que nunca vacilou. Conhece alguém? Não. Não conhece. Não há quem nunca tenha pisado na bola. Quem não tenha mijado fora do penico.

Todo mundo tem essa mania. Sabe por quê? Porque o erro dos outros a gente tende a enxergar com nitidez. A julgar de forma rígida. A não compreender os motivos de tamanha burrada. Num julgamento cego de quem olha a capa, mas nunca leu o livro.

Se pudesse olhar por dentro, veria medos, aflições, traumas antigos, desespero, solidão. E aí, talvez entendesse os motivos de tanta dificuldade. Nada é a toa. Nada é de graça. Só que é preciso empatia para se colocar na pele do outro, sentir igual. Estar aberto para compreender.

Macaco senta no rabo e fala do outro. O descompasso alheio pula na nossa frente. O nosso, não. Jogue a primeira pedra quem nunca fez besteira. Quem nunca seguiu em frente fingindo ignorância. Disfarçando. Adiando.

Fazendo de conta que está tudo bem. Empurrando com a barriga. Você mete o pé na jaca com força. Quando vê, já foi. Já fez. Sem retorno. Sem conserto. Está feito. Fazer o que? Aprender e mudar dali para a frente. Repensar e fazer diferente. Entender como aprendizado.

Fez, está feito. De nada adianta remoer. Ruminar. Ficar se perguntando:

- E se eu tivesse feito diferente?

Não foi. A vida é o que a gente consegue fazer. Do jeito que dá. Da forma que se imagina certa. Dói ter errado. Dói mais ainda sofrer as consequências da burrada que fez.

Vida é dobrar lençol de elástico. Você dobra de um lado, desdobra do outro. Parece que está conseguindo. Quando vê, embolou tudo de novo. E precisa recomeçar. Sozinho, com ajuda dos amigos, dos parentes, de todo mundo que te é querido.

Se perceber que não consegue, busque ajuda. Há pessoas que vivem como cachorro atrás do rabo, se metendo nas mesmas situações. Um homem safado atrás do outro. Uma demissão atrás da outra.

Se metem em brigas sem grandes motivos. Reclamam sempre das mesmas coisas. Do mesmo tipo de pessoa, mas escolhe sempre igual. Nesse caso, uma terapia pode ajudar. Na terapia se descobre seus motivos, se repensa sua dinâmica, se joga uma luz sobre seus sentimentos.

A terapia é um espaço de conhecimento. De enriquecimento. De redefinição de futuro. Se perceber que não consegue sozinho, peça ajuda. Não é vergonha nenhuma. Vergonha é deixar que a vida escorra pelas suas mãos.

Erros acontecem o tempo todo. Vivemos por ensaio e erro. Muito mais erros que acertos, às vezes. Faz parte. Fazer o que? A gente vai caindo, levantando, tentando de novo. Somos caminhantes com bolhas nos pés e na alma. Ainda assim, caminhantes porque outro jeito não há.

*Mônica Raouf El Bayeh

Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. Perita judicial.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Que sejam doces os dias em que estivermos juntos: sobre um amor possível

Que sejam doces os dias em que estivermos juntos. Que não nos falte ternura e entendimento nas nossas conversas. Que quando a saudade apertar, a sinceridade possa ser a primeira e a última palavra descrita pelos nossos lábios. Que tenhamos todo o tempo merecido, trocando abraços, planos e muitos sorrisos. Que nos dias em que nada disso puder acontecer, tanto eu quanto você ainda saibamos respeitar esses intervalos porque, no fim, o que realmente importa é nos querermos de um jeito leve e recíproco.

Que sejam doces os dias em que discordarmos. Que tenhamos a paciência e a cumplicidade de olharmos para o outro e percebermos que relação alguma funciona sem que existam pensamentos diferentes. Que a sintonia almejada pela maioria dos amores não nos iluda ao ponto de ignorarmos o que cada um de nós pode aprender e ensinar porque, no dia a dia, o que realmente importa é nos aceitarmos de um jeito livre e atencioso.

Que sejam doces os dias em que um de nós não estiver bem. Que tenhamos a entrega e a parceria de quem se importa com os sentimentos do outro. Que nesses dias o essencial seja oferecer colo para abrigar e confortar quem escolheu fazer parte, por interesse e poesia, de cada centímetro do coração. Que o entrelace das nossas mãos tenha disposição de sobra para segurar os instantes não tão felizes porque, nas horas difíceis, o que realmente importa é nos apoiarmos de um jeito gentil e bem-vindo.

Então, que sejam doces (principalmente) os dias em que decidirmos seguir caminhos opostos. Que se algum dia não enxergarmos mais um futuro, que sejamos gratos pelo amor compartilhado. Que não terminemos como os amores invejosos que, magoados e cansados, desistem de todos os instantes e passam a ser meros desconhecidos. Que o nosso amor seja um exemplo de memória, onde qualquer indício de realidade carregue o meu e o seu nome porque, em um amor possível, o que realmente importa não é pra sempre – e sim pra agora.

Guilherme Moreira Jr

terça-feira, 11 de junho de 2019

Sempre haverá outras oportunidades, outras possibilidades e outros amores

Há inúmeros motivos para não desistirmos de nossos sonhos e para agradecer mais do que reclamar. Sempre há! Mas parece que entramos em um círculo vicioso de receber- reclamar- perder- arrepender que não conseguimos enxergar que somos abençoados demais, simplesmente, por estarmos aqui.

Nossa dificuldade em sair do vício das reclamações é explicável: todo vício costuma estar ligado às conexões neurológicas dos hábitos e isso dificulta a mudança dos mesmos. Porém, “dificuldade” é diferente de “impossibilidade”. Através de muita força de vontade e domínio próprio é possível enxergar a vida de forma leve e agradável.

Sabe de uma coisa? A gente não sabe a sorte que tem de poder amar quem quiser. Mesmo que nem sempre dê certo, a liberdade de poder tentar já basta para fazer tudo valer a pena. A gente não sabe a sorte que tem de saber que sempre haverá outros amores e outros motivos para continuar.

A gente não sabe a sorte que tem de “perder” pessoas tóxicas. Embora a dor passageira tente provar o contrário, a verdade é que quando somos libertos de relacionamentos tóxicos a vida fica leve e as coisas começam a fluir e, na minha opinião, esses “afastamentos” são propositais e servem mais como um livramento do que como um abandono.

Infelizmente há pessoas que valorizam as dificuldades e não sabem viver sem reclamar do tempo, da vida e dos outros. Esquecem das facilidades e das bênçãos que a vida proporciona e se colocam no papel de vítimas diante do primeiro obstáculo que aparecer.

É preciso deixar claro que toda ação tem uma reação e que a vida segue essa lei. A vida obedece a lei da gratidão: tudo o que você dá, recebe de volta. Estamos diante de um “espelho” de atitudes. Em outras palavras: quanto mais gratos formos, mais felizes seremos e quanto mais ingratos formos, mais deprimidos seremos.

Precisamos aceitar que momentos difíceis existem e que enfrentá-los é uma dádiva sem tamanho, visto que o amadurecimento emocional e físico só é adquirido depois deles.

A vida tem seu lirismo. Mesmo diante das dificuldades, dos ventos contrários e das pessoas negativas, a vida continua bela e nos presenteando com o que tem de melhor: a felicidade inesperada.

Exerça a gratidão nos detalhes do cotidiano. Acredite que tudo tem um motivo para acontecer e que sempre vem para o nosso bem, para o nosso amadurecimento e para o nosso desenvolvimento pessoal. Lembre-se que se as dificuldades aparecem “do nada” nas nossas vidas, os momentos felizes também.


*Pamela Camocardi

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Grandes mudanças estão a nos esperar, mas a gente não pode ter medo de lançar nossa rede ao mar

Quem dera poder prever e controlar tudo. Quem dera planejar uma semana inteira de sol na praia e chuva fininha na vidraça na noite de domingo pra segunda. Quem dera ordenar a vitória do nosso time e estabelecer a presença dos amigos quando a gente mais precisa. Quem dera controlar a nostalgia e evitar a melancolia. Quem dera decretar que fica proibida a falta de saúde de quem a gente ama. Quem dera instituir a reciprocidade e regulamentar a camaradagem.

Mas o ano, o mês, o dia seguinte, a vida… não marca hora, não cumpre metas, não obedece prazos. Vez ou outra a gente acerta, vez ou outra a gente escolhe o passo certo, vez ou outra somos surpreendidos com o jogo equilibrado. Viver é dar conta de sair da rota, da estrada, da rotina e aceitar a impermanência e a incerteza. Encarar o futuro e entender que, apesar dos planos, ele é incerto. Apesar das agendas, planners, organização e calendários, ele é desencontro. E, assim, aceitar que nem tudo obedece a lógica, mas em contrapartida há um milhão de bênçãos querendo chegar e contrabalancear a fragilidade dos dias.

Viver é querer arrematar e não ter linha suficiente. É achar que precisa de fôlego para subir uma montanha e encontrar um atalho. É esperar raios de sol entrando pela janela e descobrir que ele deu a volta na casa e está iluminando o quintal inteiro. É sair descabelado e trombar no grande amor. É carregar o guarda chuva na bolsa e ganhar carona no final do dia. É jogar os dados e ganhar na loteria.

Porém, de vez em quando acontece. De vez em quando nossas vontades coincidem com os planos de Deus e passamos naquele concurso, somos admitidos na empresa dos sonhos, fechamos aquele contrato, recebemos o telefonema esperado, fazemos aquela viagem, encontramos aquela pessoa. Vida é terra fértil pra quem não desiste de semear e adubar. Pra quem insiste em jogar os dados até acertar. Pra quem consegue suportar os silêncios e vazios sabendo que tudo se renova quando a gente se dispõe a ouvir o que o universo tem pra nos contar. E ele conta…

Tropeçamos, escolhemos errado, criamos expectativas, nos enganamos, ficamos em pedaços. Mas depois descobrimos que temos a capacidade de sermos inteiros novamente. E passamos a ressignificar as perdas e dores. E aprendemos a nos reconectar conosco mesmo, com nossa face mais autêntica, com quem queremos ser, com nossas limitações e vulnerabilidades. E começamos a driblar as imperfeições da vida e de quem convive conosco. E adquirimos a capacidade de jogar os dados e aceitar o resultado que vier, sabendo que tudo são ciclos, fases, encontros e desencontros. Após o inverno da alma, em que nos é exigido paciência e resiliência, vem a fase do encontro, em que damos a mão à existência, fazendo as pazes com nossa história. O mundo gira, gira…

Momentos bons são tecidos a todo instante, mas a gente tem que estar pronto para que eles cheguem de mansinho, embaralhando o ritmo conhecido de nossa vida e nos presenteando com folhas em branco e uma inspiração linda para escrever nossa história com coerência, otimismo e coragem. Grandes mudanças estão a nos esperar, mas a gente não pode ter medo de lançar nossa rede ao mar.

A gente não consegue prever tudo, mas a vida surpreende nos detalhes. Vai ter trevo de quatro folhas, voo sem turbulência, nota esquecida encontrada no bolso do paletó, quebra cabeças de mil peças formando o derradeiro desenho. E então, depois de um gesto gentil no trânsito ou de um elogio sincero no trabalho, talvez a gente consiga perceber que valeu a travessia e os malabarismos, valeu a espera e a insistência, valeu a coragem e a resiliência. Vida é mistério…


*Fabíola Simões

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Uma única escolha pode mudar o curso da sua vida

Se não está feliz com a vida que tem levado, talvez seja a hora de fazer novas escolhas.

Diz o ditado que a cada escolha uma renúncia. Mas eu acrescentaria que, a cada renúncia, tem sempre um ganho também. Porque existem sempre prós e contras em tudo e para tudo nessa vida.

Então, vamos falar de escolhas? Vamos falar de decisões que precisam ser tomadas mas que são sempre adiadas? Você, melhor do que ninguém, sabe o que tem te deixado triste e frustada (o), e sabe também que muitas situações poderiam (e podem) ser diferentes se você tiver coragem de fazer uma nova escolha.

Eu sei que existe um número de telefone que precisa ser deletado dos seus contatos para que você não corra mais o risco de continuar perdendo sua dignidade e cometendo os mesmos erros, de novo e de novo.

Eu sei que existe um sonho, uma vontade que faz seus olhos brilharem e o seu coração bater acelerado, e que para se tornar realidade, só precisa que você decida agir, que você escolha fazer acontecer.

Eu sei que muitos de vocês estão insatisfeitos com o trabalho atual e querem uma mudança mas, se esquecem que para isso acontecer, uma escolha deve ser feita.

Eu sei que muitos vivem relacionamentos, casamentos falidos, infelizes, tóxicos e muitas vezes abusivos, e não conseguem ver uma luz no final do túnel, mas permita-me gentilmente lembrá-los de que para liberta-se, para se salvar, para escrever uma nova história, é preciso fazer e escolher diferente. Infelizmente, as pessoas pensam que talvez seja tarde mais, mas eu acredito que enquanto há vida, há esperança e possibilidades.

Portanto, ainda dá tempo sim !

Todos os dias são novas chances, novas oportunidades para que você faça uma nova escolha.

Por isso faça o que ninguém pode fazer por você; cuide-se, se ame, queira se fazer feliz, e opte por escolhas que te levem a um lugar de paz, de plenitude, de segurança, de amor, de prosperidade e de abundância.

Só depende de você!



*Wandy Luz

quinta-feira, 6 de junho de 2019

ENQUANTO VOCÊ CHORA

Enquanto você chora, Deus seca as tuas lágrimas.
Enquanto você lamenta, Deus te ensina a adorar.
Enquanto você geme de dor, Deus te ensina a crer na cura pelas suas mãos.
Quando você julga que não aguenta mais Deus revela a tua força.
Quando você pensa que está sozinho Deus surge em teu coração.

ENQUANTO VOCÊ CHORA

É na presença do Senhor que somos fortalecidos espiritualmente.
Não notou que a vida é breve e delicada?
Não percebeu que é frágil a nossa passagem terrena?
O que pensa que está fazendo da própria vida guardando tanta mágoa e dor?

Até quando julgas que o teu coração aguentará tanto acumulo de coisas ruins?

É libertando que voamos para um tempo de milagres.
É perdoando que nos libertamos verdadeiramente dos pesos desnecessários.

Enquanto você agradece o céu se enche de alegria.
Enquanto você ora de joelhos dobrados o céu se enche de amor.
Enquanto reclamas da tua vida e de ter que enfrentar tantas dificuldades Deus te faz lembrar dos dias difíceis que ele mesmo te ajudou a vencer.

Pensas que aqui é o céu? Pensas que aqui é o paraíso?
Aqui é terra de plantio e também de colheita. Aqui é lugar para quem precisa aprender a ser forte.
Enquanto reclamas da tua família há muitos que sonham em ter uma.

ENQUANTO RECLAMAS DA CASA SIMPLES CHEIA DE GOTEIRAS HÁ MUITOS QUE SONHAM COM UM TETO PARA PASSAR A NOITE FRIA.

Enquanto tu clamas a misericórdia de Deus seus ouvidos atentos se lançam na tua direção.
Deus quer ouvir. O que tens a dizer?

Perderás a oportunidade reclamando da própria vida e da própria sorte?
Fala que o ama, que o adora e pede que lhe dê paz.
Fala que precisa tanto do seu amor, do seu apoio e da sua ajuda.
Entrega-se ao cuidado do Senhor. Diz quer caminhar ao seu lado, diz que quer segurar a sua mão.

O tempo está passando. Fala logo!
Preciso de ti, meu pai. Necessito de ti, Senhor. Fica comigo.
Deus escutou. O amparo, o consolo e a ajuda receberá.
Deus escutou. Deus atenderá todas as vezes que na porta do seu coração você tiver a coragem de bater.

Toc. Toc. Sinto a luz. Sinto paz. Sinto amor. Sinto Deus.
Enfim, estou em casa. Na casa de meu pai. Debaixo das suas asas, assim, posso descansar.

*Su Cursino

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Não deixe as pessoas partirem sem saber do seu amor

Às vezes, a gente está tão acostumado com a presença de quem gostamos sempre ali do nosso lado, diariamente, vivendo e, dentro do previsto, sendo felizes… que, em momento algum paramos para pensar que elas poderão partir da nossa vida, ou, a gente partir das delas – afinal, também somos vulneráveis as surpresas que o destino (se é que você acredita nele) nos reserva, e, das oscilações sentimentais que possuímos; então, de uma hora para outra, partir – fisicamente ou não – sem aviso prévio, sem pedido de demissão, sem despedidas, sem abraços afetuosos, sem um “até logo”,… apenas, irem embora. Elas podem partir de diversas formas. A gente, idem. E “partidas” são sempre dolorosas.

Você sabe como é… a vida é corrida… os afazeres… bem… são tantos… Tantas preocupações que a gente tem para ocupar a nossa cabeça durante as vinte e quatro horas do dia, pouco a pouco, tomando espaço de áreas que deveriam ser preenchidas por outras coisas; por outras sensações; por outros sentimentos bem mais importantes, sentimentos insubstituíveis.

Aquele trabalho que pode esperar para ser concluído no dia seguinte e, encaminhado para o chefe um pouquinho mais tarde não é justificativa para a ausência na mesa do jantar com a família, que muitas vezes, espera a nossa chegada, ansiando para saber como foi o nosso dia; se a gente está bem, felizes, descansados – apesar de saberem que estamos cansados.

Todo mundo sabe que a gente precisa estudar para as provas finais, para o mestrado, para o doutorado e, vão entender a nossa dedicação por alguns dias; todavia, uma vida dedicada exclusivamente aos estudos não é uma vida completa – não para mim –, eu sei… são escolhas que a gente faz e diz respeito somente ao que pensamos, ninguém tem que opinar, nem mesmo aquele filho, aquele sobrinho, que deseja tanto o carinho do seu pai, do seu tio, da sua mãe, da sua tia, que luta para manter os olhinhos abertos para dar-lhe um beijo na sua chegada, nem mesmo a própria mãe da gente, não importando se você tem 16 ou 30 anos… ela vai madrugar, sim, esperando você chegar da bebedeira; com o semblante cansado, mas feliz de ver você chegar bem em casa… Exemplos de ocupações que criamos demasiadamente não faltam… Você sabe do que eu estou falando. É, e eles não têm que opinar. Nem você se importar… Será?

A gente ganha e perde as pessoas um pouquinho de cada vez, um pouquinho por cada interação, por cada sorriso compartilhado, por cada dor dividida; somos responsáveis por todos os sentimentos e ausências que criamos.

A idade que avança rouba da gente a chance de ver nossas crianças crescendo, quando não estamos presentes na vida delas; a mesma idade que passa para elas, nos acompanha, nos rouba a juventude e a energia; o tempo passa e, a velhice, castiga a saúde dos nossos pais, toma eles da gente sem percebermos, é tempo que não volta mais; a ausência que damos para os nossos amores e amigos nos dá saudade, em troca, cedo ou tarde, daqueles que foram procurar o nosso afeto em outros corpos, em outras compreensões. E, a gente, fica… assim… sem ter o que fazer depois que foi feito; ou dos laços que foram desfeitos.
“Saudade não é motivo para que alguém volte” é uma frase que faz tanto sentido, a gente costuma dar valor depois que perdemos, e só percebemos tarde demais. Às vezes, a vida sinaliza para a gente essa verdade para ficarmos espertos; hoje, darei o meu amor um pouquinho – minto, será muito! – mais; hoje, não deixarei a felicidade bater na porta do meu coração e ficar do lado de fora, será acolhida aqui dentro, junto das pessoas que, de longe, não estarão nunca mais. É tempo de amar um pouco mais.


*Luverlandio Silva

terça-feira, 4 de junho de 2019

Não importa o que aconteça, nunca desista de ser feliz!

Nada é garantido, todos os dias são dádivas. Hoje, só por hoje, experimente viver com toda a força que existe em você e no seu coração! Quando você passa a tratar sua vida como uma bênção, ela se torna de fato abençoada. Agradeça, agradeça e agradeça! Não importa o que aconteça, nunca desista de ser feliz!

Eu sempre fantasiei uma vida com acontecimentos programados e felizes. Eu sempre imaginei (desejei) que todos os meus finais seriam perfeitos. Mas aprendi, (pela dor), que nem todos os poemas vão rimar, que algumas histórias não têm um começo, um meio, e um fim.

Aprendi que nem tudo acontece da maneira que eu gostaria. Aprendi que não existe uma resposta para todas as minhas perguntas. E aprendi também (pelo amor) que a magia é essa!

Não saber, não ter a certeza de nada e me jogar, tentar, aprender, cair, chorar, levantar, crescer, e evoluir. E sabe o que descobri? Não existe coisa mais linda e preciosa do que viver! Viver cada dia, cada minuto, da melhor maneira possível, sem saber o que vai acontecer em seguida. Porque quando temos fé e confiamos que estamos protegidos e seguros pela força maior e divina que nos guia, não temos medo, não ficamos ansiosos e aprendemos a aproveitar cada minuto dessa jornada incrível e singular!

São os mistérios que me movem e a gratidão de ter sempre uma nova chance de experimentar todas as sensações, todas emoções e toda a magia, que só experimenta quem tem um coração pulsando nas veias, cheio de vida. Abrir os olhos pela manhã, é sinônimo de esperança, de novas oportunidades, e possibilidades infinitas. Nós nos preocupamos com o amanhã, como se ele fosse uma promessa, uma certeza.

Passamos pelo hoje de olhos fechados, esquecendo-nos de que pode ser nosso último dia nesse plano. Nada é garantido, todos os dias são dádivas. Hoje, só por hoje, experimente viver com toda a força que existe em você e no seu coração. Quando você passa a tratar sua vida como uma bênção, ela se torna de fato abençoada. Agradeça, agradeça e agradeça!

Ah, e não se esqueça de fazer valer a pena sua passagem por aqui. Ao invés de reclamar, de questionar tudo e de se sentir vítima dos problemas (afinal, eles sempre existirão), receba a vida de braços abertos! Não existe, nem nunca existiu uma promessa de que não teríamos pedras no caminho, tristezas e decepções, então, não permita que os contratempos e desafios O Impeçam de perceber a generosidade de Deus e a beleza que existe em apenas viver.

Atreva-se! Não se dê por vencido (a), e mesmo nos dias de luta, tenha a certeza de que também virão os dias de glória.

A hora mais escura do dia acontece pouco antes do amanhecer. Então, quando estiver tudo escuro, inspire o céu e expire as estrelas. E tenha a certeza de que a Luz brilhará forte, iluminando qualquer escuridão.

Quando algo o machucar, inspire dor e expire amor. Pague para ver! E não importa o que aconteça, nunca desista de ser feliz!


*Wandy Luz

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Porque devo perdoar?

Eu também sou daquelas que preciso de tempo para perdoar o mal que me fazem. Sou humana, sinto dor, me decepciono e obviamente quando a ferida é aberta na gente, é muito difícil olharmos para a pessoa que nos feriu como se nada tivesse acontecido, e dizer: eu te perdoo. Também tenho aquele temperamento em reconstrução, em que preciso respirar fundo, me dar um tempo, pensar e repensar para chegar a conclusão que errei com alguém. Sou um ser decepcionante também.

 O que quero dizer a você é que não é fácil mesmo lidar com o nosso coração quando o assunto é perdoar, se perdoar, e pedir perdão, porém, esse é o único caminho que nos liberta da dor, e faz com que a nossa consciência se abrigue na paz, além de nos aproximar mais de Deus. O que Jesus mais fez foi amar, curar, libertar, trazer vida, apregoar o amor, e realizar milagres, e muitos dos que o conheceram estavam ali, naquele caminho por onde ele passou carregando aquela cruz, dizendo: crucifica-o. 

Cuspiram nele, o humilharam, o difamaram, riram da sua fraqueza, aplaudiram o seu sangue derramado, e não se importaram com o seu sofrimento, porém, mesmo ferido, cravado naquela cruz Ele pediu a Deus que perdoasse a todos, porque eles não sabiam o que estavam fazendo, sem contar com aquele ladrão na cruz, que passou uma vida errando e no último momento pediu para estar com ele no paraíso. Jesus não esperou a dor passar, as feridas cicatrizarem, ou vencer a morte pra rogar ao PAI por todos, Ele venceu a si mesmo por todos. 

Portanto, ainda que seja muito difícil pra nós, perdoarmos o mal que nos fazem, precisamos nos lembrar que alguém morreu por nós, ressuscitou ao terceiro dia, e continua de braços abertos nos perdoando de tantas falhas que cometemos quando a nossa condição humana fala mais alto que a nossa razão. Jesus venceu, e nos ensinou da maneira mais sofrida, e mais linda ao mesmo tempo, que maior é aquele que vence a si mesmo, e que livre é aquele que sabe perdoar sem carregar consigo rancor e desamor. Não é fácil, não é da noite para o dia, mas É MUITO NECESSÁRIO para que a nossa alma sinta o prazer dos sentimentos livres, mesmo que o outro não mereça…



Cecilia Sfalsin..

“Graças a Deus algumas coisas não deram certo, para que tantas outras melhores viessem”.

E assim começamos o nosso artigo de hoje, lembrando-nos de todas as vezes que algo em nossas vidas não fluiu. Podemos trazer para o momento,...