sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O B R I G A D O

Obrigado, Por sua amizade, por seu carinho...
Quero que você saiba que é por voce que isso tudo é feito. Apenas por você
Obrigado, Por me ouvir, por vir aqui..
Desejo do fundo do coração que tenha momentos inesquecíveis nesse natal, junto as pessoas que lhe são especiais e seu eu puder pedir um presente: QUERO QUER SUA AMIZADE PELO RESTO DA VIDA.
Agradeço a Deus pelo Dom que me deu e que Deus me permita Saúde para que a gente possa se ver em 2012.
Que seus desejos mais profundos sejam realizados no ano novo.
Recebe um beijo com carinho em meu nome e em nome da minha Familia.
Boas festas e Feliz natal.

CESAR BRITO E FAMILIA

O MARIDO QUE QUERIA DIVÓRCIO

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar,
eu segurei sua mão e disse:
"Tenho algo importante para te dizer".
Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra.
Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras.
No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando.
Eu queria o divórcio.
E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava.
Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!"
Naquela noite, nós não conversamos mais.
Pude ouví-la chorando.
Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento.
Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta.
O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane.
Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio,
deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente.
A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim.
Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia
mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente.
Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado.
Eu me senti libertado enquanto ela chorava.
A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente
se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo.
Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente,
pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite,
ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo.
Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições:
ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio.
Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos
de forma mais natural possivel.
As suas razões eram simples:
o nosso filho faria seus examos no próximo mês
e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem,
sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais.
Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa
no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias
eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs.
Eu então percebi que ela estava completamente louca
mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias
ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito
e achou a idéia totalmente absurda.
"Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa;
melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,
disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo,
então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia,
foi totalmente estranho.
Nosso filho nos aplaudiu dizendo
"O papai está carregando a mamãe no colo!"
Suas palavras me causaram constrangimento.
Do quarto para a sala,
da sala para a porta de entrada da casa,
eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo.
Ela fechou os olhos e disse baixinho
"Não conte para o nosso filho sobre o divórcio"
Eu balancei a cabeça mesmo discordando
e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa.
Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois.
Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava.
Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher.
Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos,
havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho.
O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito
para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei,
senti uma certa intimidade maior com o corpo dela.
Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa.
Eu não disse nada a Jane,
mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa.
Talvez meus músculos estejam mais firmes
com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido.
Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse.
Com um suspiro, ela disse
"Todos os meus vestidos estão grandes para mim".
Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante,
daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso...
ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente,
eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse
"Pai, está na hora de você carregar a mamãe".
Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs
tornou-se parte da rotina da casa.
Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços
por alguns longos segundos.
Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia
agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços,
do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa.
Sua mão repousava em meu pescoço.
Eu a segurei firme contra o meu corpo.
Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste.
No último dia, quando eu a segurei em meus braços,
por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.
Nosso filho já tinha ido para a escola
e eu me vi pronunciando estas palavras:
"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço,
saí do carro apressadamente,
com medo de mudar de idéia...
Subi as escadas e bati na porta do quarto.
A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane.
Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?"
Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane.
Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato
porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida
e não por falta de amor.
Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa
no dia do nosso casamento para nossa casa,
eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério.
Me deu um tapa no rosto,
bateu a porta na minha cara
e pude ouví-la chorando compulsivamente.
Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa,
eu comprei um buquê de rosas para minha esposa.
A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão.
Eu sorri e escrevi:
"Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs
até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa,
com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto,
fui direto para o nosso quarto
onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer
e vinha se tratando a vários meses,
mas eu estava muito ocupado com a Jane
para perceber que havia algo errado com ela.
Ela sabia que morreria em breve
e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou
a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são
o que realmente contam num relacionamento.
Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco.
Estes bens criam um ambiente propício a felicidade
mas não proporcionam mais do que conforto.
Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa,
faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos.
Tenham um casamento real e feliz!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

HOJE É TEMPO DE SER FELIZ

A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.

Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes.

Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,será plantação que poderá ser vista de longe...

Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!"

Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!

Infelicidade, talvez seja o contrário.

O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã!

Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.

Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores...

Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa.

Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam...

Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...

Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena...

Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade...

Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.


Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.

Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.

Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.

Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...

A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..."

Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.

Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.

Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar...

Pe Fábio de Mello


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Desencontrados

Amar você naquilo que se perdeu em mim.Estar em você naquilo que nem mesmo você acreditava existir.Subsistir no abismo de nós dois...

Você que não precisa falar.Eu que não me encontro no teu silêncio. Eu que necessito tanto da tua voz. Você que diz que não sei ouvir.Você que demonstra afeto no toque. Eu que me antecipo a tuas mãos.

Você que gosta tanto do meu cabelo.Eu que não vivo sem teu sorriso.Você que repara nas pintas das minhas costas. Eu que percebo cada detalhe do teu olhar.Eu que amo você de boné.Você que me adora de botas.Você que é tão sério.Eu que me divirto com tua cara de mal.

Você que não é fácil. Eu que posso ser bem difícil.Você que é tão compenetrado. Eu que sou tão distraída.Você que me diz ter mudado. Eu que te falo: continuo a mesma.Você que está mais leve e não quer mais as coisas pesadas de antes. Eu que flutuo no céu dos teus olhos.

Você que se faz de durão. Eu que só me dobro com gentilezas. Você que procura a conexão de uma saudade. Eu que só quero me desconectar da loucura de qualquer explicação. Você que enlouquece no meu cheiro.

Eu que te tenho inteiro na minha pele. Você que me procura e recua. Eu que te recebo e não tenho medo. Você que tem medo que a história se repita. Eu que me entrego à memória do que ainda não aconteceu.

Você que já não sabe o que quer. Eu que sei exatamente o que não quero. Você que tinha tantos planos. Eu que só queria o momento. Você que não sabe dos meus erros. Eu que não conheço teus enganos.

Você que queria casar. Eu que já te pertencia. Você que agora precisa de tempo. Eu que hoje já não quero esperar. Eu que não soube me entregar. Você que se arrisca em me perder.

Você que finge que não liga. Eu que não te digo do meu ciúme. Você que me ama e não quer. Eu que te amo e me afasto. Seguimos os dois... Desencontrados! Nesse amor sem concessões...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O MELHOR AMIGO

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.

Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado. Serapião não pedia dinheiro.

Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.

Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa.
Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.

Serapião era conhecido como um homem bom,
que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.

Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo,mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.

Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.

Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.

Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco.

Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam.

Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.

Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.

Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião.

Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia.

Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou:

Nossa amizade começou com um pedaço de pão, ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.

Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso. Curioso perguntei:

- Como vocês se ajudam?

- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late ataca.

Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

Continuando a conversa, perguntei: - Serapião, você tem algum desejo na vida?

Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina. Só isso? Indaguei.

É, no momento é só isso que eu desejo.

Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.

Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei.

Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.

Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço, não contive e perguntei intrigado:

Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha?

Ele com a boca cheia respondeu:

Para o melhor amigo, o melhor pedaço!

E continuou comendo, alegre e satisfeito. Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando...

Aprendi como é bom ter amigos.

Pessoas em que possamos confiar.

Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:


" PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO "

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Arroz de Palma

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.

Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida.


Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.

E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.

O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

VIDA

E por falar em coisas bonitas,
Aqui vai um brinde para você!

Se é verdade que a cada dia
basta sua carga, por que então
teimamos em carregar para
o dia seguinte nossas mágoas e
dores?

Há ainda os que carregam para
a semana seguinte, o mês seguinte
e anos afora...

Nos apegamos ao sofrimento,
ao ressentimento,

Como nos apegamos a essas
coisinhas que guardamos nas
nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem
coragem para jogar fora.

Vivemos com o lixo da existência,
quando tudo seria mais claro e límpido
com o coração renovado.

As marcas e cicatrizes ficam
para nos lembrar da vida, do que fomos,
do que fizemos e do que devemos evitar.

Não inventaram ainda uma
cirurgia plástica da alma,
onde podem tirar todas as
nossas vivências e nos deixar
como novos. Ainda bem...

Não devemos nos esquecer do
nosso passado, de onde viemos,
do que fizemos, dos caminhos que
percorremos.

Não podemos nos esquecer de
nossas vitórias, nossas quedas e
nossas lutas.

Menos ainda das pessoas que
encontramos, essas que direcionaram
nossas vidas, muitas vezes sem saber.

O que não podemos é carregar dia-a-dia,
com teimosia, o ódio, o rancor, as
mágoas, o sentimento de derrota e o
ressentimento.

Acredite ou não, mas perdoar a quem
nos feriu dói mais na pessoa do que o
ódio que podemos sentir durante toda
uma vida.

As mágoas envelhecidas transparecem no
nosso rosto e nos nossos atos e moldam
nossa existência.

Precisamos, com muita
coragem e ousadia,
abrir a gaveta do nosso coração
e dizer:

Eu não preciso mais disso,
isso aqui não me traz
nenhum benefício

E quando só ficarem a lembrança
das alegrias,
do bem que nos fizeram,
das rosas secas, mas
carregadas de amor,
mais espaço haverá para
novas experiências, novos
encontros.

seremos mais leves, mais
fáceis de ser carregados,
mesmo por aqueles que
já nos amam.

Não é a expressão do rosto que mostra
o que vai no coração?
De coração aberto e limpo nos tornamos
mais bonitos e atraentes e as coisas boas começam
a acontecer.

Luz atrai, beleza atrai.
Tente a experiência!!!
Sua vida é única e
você é único,
Sua vida merece que, a cada dia,
você dê uma chance para que ela
seja plena e feliz

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quer ser diferente? SEJA !

Já reparou que muito do que somos, ou quase tudo, somos porque aprendemos a ser? Aprendemos a ser o que somos com o lugar que nascemos, nossos pais, com a televisão, jornais, revistas e com todo um contexto sócio-cultural.
Mas não aprendemos que podemos ser o que quisermos ou que podemos criar nosso próprio ser de uma forma que seja só nossa, sem referências rotuladas religiosas, sociais, culturais, familiares ou de qualquer outra ordem.

A gente aprendeu a não aceitar que alguém tente ser de seu próprio jeito,
porque achamos que todos precisam seguir a mesma fila sem direito algum de
expressar-se com mínima originalidade. Quando aparece alguém querendo
inovar, todos se revoltam dizendo:"Quer ser diferente?"; ou "Quer
aparecer?"; e ainda..."Quem esse aí pensa que é para não fazer como todos
nós, ou andar como todos, ou não seguir a nossa moda?" Forçamos os índios a serem como somos e por isso os matamos aos poucos, assim como fazemos com nós mesmos quando nos forçamos a ser como os outros querem que sejamos, sem dar mínima chance à vontade de nossa alma.


O fato é que num mundo pobre e pouquíssimo espiritualizado como o nosso,
infelizmente é proibido ser você mesmo. É proibido alguém vestir vermelho,
só porque outro alguém resolveu ditar que a moda agora é azul. É proibido
não sentir-se triste com a morte de alguém próximo, só porque todos dizem
que a morte é algo triste. Todos dizem que o primeiro amor a gente nunca
esquece, mas quem disse que um segundo amor será esquecido?


Aprendemos a achar linda a timidez, mas nem nos damos conta de que ela é
a maneira mais sutil e sofrida de disfarçarmos nosso orgulho e nosso medo de que alguém possa nos apontar algum defeito. Aprendemos a não acreditar em amor sem ciúmes, sem nos dar conta de que ciúme é pura insegurança, não amor. Então, aprendemos que seguir a alma e aceitar-se como se é pode ser
perigoso, simplesmente porque à nossa volta alguém pode resolver não gostar disso.

Por que é que não aceitamos o outro como ele é ou deseja ser? Por que é
que não damos o direito a alguém de ser quem quiser, como quiser e de
descobrir-se? Sabe por que? Porque nós mesmos não sabemos ser quem queremos.

Não temos essa coragem. Somos frustrados. Seguimos rótulos pré-formatados.
Trabalhamos sem prazer. Trabalhamos por coisas, não por ideais. Olhamos para todos, menos para nós mesmos, por termos medo de encontrar em nós o defeito que apontamos-nos outros. Não conseguimos ser o que queremos por medo e por isso impedimos os outros de o fazerem.

Não obstante, os pais frustrados que não foram atrás de seus sonhos impelem os filhos a o fazerem. Muita vez, seguimos caminhos profissionais que nossos pais querem que sigamos e aprendemos a fazer de nossos filhos os mesmos fantoches que fomos. Pior, chamamos isso de educar.


Seja você. Faça de você e de sua vida uma verdade ainda que mínima, pois
será mais válida que máximas mentiras. Siga seu caminho sem olhar para os
rastros dos outros, que podem ter ido direto ao abismo.


Siga seu coração. Erre, mas aprenda. Aprenda, mas ensine. Ensine, mas com
exemplo. Viva intensamente o que seu coração pede e dê esse direito aos
outros. Deixe seu cão, seus amigos, sua família ou qualquer um à sua volta
serem, viverem e errarem, pois eles têm o mesmo direito que por sinal você
até tem, mas pode não estar se dando: O direito de ser feliz!

(Victor Chaves)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando o amor é bonito !

"Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender. Tenho visto muito amor por aí.

Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito.

 Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões.

Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.

Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão. Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não.

Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito."


Por...Artur da Távola*

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Por que, Por que não, Por que não eu, Por que não agora?

Para ter sucesso verdadeiro, faça quatro perguntas para si mesmo: Por que? Por que não? Por que não eu? Por que não agora? - James Allen

Por que? Encontre a razão mais profunda e verdadeira para algo, e essa razão manterá você vivo em um mundo de sonâmbulos.

Entenda as razões e os motivos verdadeiros, antes de tomar uma decisão.

Pergunte-se todo o tempo: "por que devo fazer essa coisa, e não aquela? "


Entenda o que se passa dentro de você. Entenda os motivos mais profundos pelos quais algo deve ser feito em sua empresa ou departamento, em sua comunidade, sua equipe ou família. Por que...?.

Enquanto você não tiver esclarecido isso para si próprio, as razões sempre serão frágeis e você poderá ser derrubado, ou derrubada, muito facilmente.

Por que quero me casar com ela? Por que quero mudar de carreira? Por que temos que mudar este produto? Por que quero este diploma?. Enfim, encontre uma razão e apegue-se a ela.

Por que não? O que impede você de fazer isso? Na maioria das vezes, demoramos demais para fazer algo, simplesmente porque novas idéias fazem a gente assumir que, se não foi feito antes, provavelmente não deve ser feito. Será?

Procure os motivos para não fazer algo.

Muitas vezes, você vai descobrir que não existe motivo real algum para não fazer isso.

Então... por que não? Pense, e responda: Por que não romper? Por que não fundar essa empresa? Por que não escrever este livro? Por que não ter filhos? Por que não procurar outro emprego? Por que não fazer este curso? Por que não dar aquele telefonema? Por que não arriscar? Pergunte-se sempre: Por que não? Por que não eu?

Se alguém tem que fazer algo, você pode ser este alguém. Inúmeras vezes, encontramos a razão para que algo seja feito e, ao perguntarmos "por que não?", vemos que nada impede que seja feito.

A próxima pergunta lógica: por que não eu? Sim, talvez você seja exatamente a pessoa que deva começar isso.

Alguém tem que escrever este livro: por que não você? Alguém tem que propor este produto: por que não você? Alguém que que defender esta idéia na câmara ou no senado: por que não você? Alguém tem que reconciliar a família: por que não você? Alguém tem que dar o primeiro passo: por que não você?

Por que não agora? As vezes, o melhor momento para começar algo é... Imediatamente.

Se algo tem que ser feito, se não há razão sólida para que este algo não seja feito e se você mesmo pode fazer isso, então vem a última pergunta: Por que não fazer isso agora?

Tantas vezes na vida, nós passamos pelas primeiras três perguntas... Que podemos fazer aquilo em algum momento no futuro, quando... tivermos o diploma... os filhos tiverem crescido... a aposentadoria chegar... PARE.

Isso é apenas uma armadilha do lado temeroso de sua mente. Não espere o dia perfeito. O dia perfeito é hoje. Se não hoje... quando?

(Aldo Novak)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Lembranças

Nossa casa mental é sempre povoada pelas memórias que guardamos.
Assim, aquilo que a mente acolhe, conforme olhamos a vida, ali permanecerá.
O que permitimos que nos invada a casa mental pela audição, permanecerá um bom tempo ressoando em nossa intimidade, produzindo seus efeitos e os reflexos naturais do teor de sua mensagem.
Das nossas ações, daquilo que é produto e esforço de nossas mãos, sentiremos as consequências, que trarão seus significados e inevitavelmente nos farão perceber o peso de suas implicações.
Do nosso falar, daquilo que permitimos saia de nossa boca, seremos escravos para sempre, pesando sobre nós as consequências das palavras ditas.
Assim, nossas ações sempre gerarão as consequências naturais condizentes com o teor de que elas se revestem.
Se, muitas vezes, podemos selecionar o que queremos ouvir ou ver, e se somos donos de nosso agir e falar, as consequências boas ou funestas dessas realizações são apenas os reflexos da qualidade que elas trazem em si mesmas.
Assim, as lembranças que guardamos em nosso mundo íntimo serão sempre as escolhas e as opções que fazemos em nosso cotidiano.
O agir de agora, a fala precipitada do momento, logo mais se transformarão nas lembranças que nos acompanharão os passos na vida.
Assim, vale a pena o esforço de repensarmos um tanto mais quais são as lembranças que estamos escolhendo para nos acompanhar.
É verdade que poderemos ter a alma leve, tendo as lembranças como brisa suave a nos acariciar os momentos de reflexão.
Porém, será por opção nossa que essas lembranças poderão ser o tormento e o peso que carregamos na alma, buscando fugas alucinantes, para não as encontrarmos.
Não foi por outro motivo que Jesus, oportunamente, nos aconselhou, de maneira enérgica, a arrancar nosso olho se fosse motivo de escândalo, ou cortar a mão se fosse a origem de nosso mal.
Percebeu Jesus que melhor seria ter as dificuldades da deficiência física e trazer a alma tranquila do que preferir o corpo perfeito, porém capaz de nos corromper a alma.
Sabia Jesus que, enquanto as dificuldades do físico cessam quando a vida orgânica se extingue, os problemas da alma e suas lembranças afligentes nos acompanharão até o outro lado da vida, esperando solução de difícil monta.
Dessa forma, estejamos sempre alertas, a orar e vigiar refletindo em como nos conduzimos perante a vida.
Afinal, que possamos sempre perceber que se desejamos ter as melhores lembranças desta existência, devemos fazer hoje as opções mais felizes naquilo que falamos, agimos, vemos e escutamos.
Isso porque serão essas as construtoras dos caminhos que nos levarão à paz ou as estradas que nos conduzirão às aflições.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pais Brilhantes

É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas precárias condições de vida.

Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas
propriedades.

Filhos agridem pais porque eles não lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram.


Irmãos que mentem, enganam para ter um quinhão maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos.

Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a segunda guerra mundial, escreveu: Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus últimos pedaços de pão.

Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas - escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.

Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, é uma melhor educação. Não essa educação que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a formação do caráter da criatura.

E para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prêmio ou compensação.

Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.

Pais que não desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida.

Pais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, dialogar e ouvir.

Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos, descobrindo-lhes o mundo íntimo.

Pais que não se preocupem somente com festas de aniversário, tênis, roupas, produtos eletrônicos. Mas que também se preocupem em dialogar.

Pais que sabem que não devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornará fracos, dependentes.

Pais que deem algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.

Em suma: um autêntico processo de educação, em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros.

E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa de griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias. Será alguém que se preocupa não somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante. Alguém que reconhecerá a grande diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil à comunidade, um cidadão honrado, um homem de bem.

É possível que você diga que trabalha muito e não tem tempo.

Contudo, faça do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com seus filhos.

Role no tapete, faça poesias. Brinque, sorria. Conheça-os e permita que eles o conheçam.

Lembre-se, por fim: seus filhos não precisam de um super-homem, de um executivo bem sucedido, de um empresário muito rico.

Para eles não importa se você é médico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.
Importa, sim, o ser humano que você é e que os ensinará a ser.

Do livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury e do cap. Obstáculos, do livro Histórias para Aquecer o Coração - edição de ouro, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ambos da ed. Sextante.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A vida é Curta

Um simples adesivo, fixado num vidro de carro, revela uma filosofia de vida muito perigosa.

Diz assim: A vida é curta. Quebre algumas regras.

Precisamos analisar esta cultura do Aproveite a vida, pois ela é curta, com bastante cuidado.

Percebemos que esse tipo de entendimento circula pelo mundo fazendo muitos adeptos que, por vezes, caem em armadilhas terríveis, sem perceber.

Parece haver em muitas pessoas uma aversão a regras, a leis, mesmo quando essas servem apenas para regular a vida em sociedade. Por isso, tão necessárias.

É a repulsa à responsabilidade que ainda encontra forças em tantas mentes que teimam em não crescer.

Quebrar regras simplesmente por diversão ou por achar que a vida está muito certinha - como se fala - é atitude infantil, imatura e perigosa.

Basta, por exemplo, uma única vez, extrapolar na velocidade na condução de um automóvel para se comprometer uma vida toda.

Uma brincadeira, um simples pega, pelas vias de uma cidade, para se colocar em risco um grande número de vidas, inclusive a própria.

Assim, não é um tipo de regra que pode ser quebrada de quando em vez.

Por que quebrar regras para se aproveitar a vida? Quem disse que para se curtir cada momento da existência com alegria, precisamos infringir leis?

Aproveitar a vida não significa fazer o que se quer, quando e onde se queira. Esta é a visão materialista, pobre e imediatista do existir.

Aproveitar a vida consiste em fazer o que se deve fazer, determinado pela consciência do ser espiritual, que sabe que está no mundo por uma razão muito especial.

O ser maduro, consciente, encontra no caminho do bem, da família, do amor, sua curtição, sem precisar sair por aí quebrando regras e infringindo leis.

A vida é curta ou longa. A escolha está em quem vive.
Ela é curta para os que desperdiçam tempo na ociosidade. Longa para os que se dedicam a uma causa nobre.

A vida é curta para os que acompanham os filhos crescerem de longe. Longa para os que aproveitam cada instante, cada beijo de bom dia, cada beijo de boa noite.

A vida é curta para os que acham que os vícios não fazem mal. Longa para os que desenvolvem hábitos sadios para seus dias.

A vida é curta para os que acham que a vida é uma só. Longa para os que já descobriram que o Espírito é imortal, já existia antes desta vida e continuará existindo depois.

A vida é curta para quem não perdoa. A mágoa mata mais cedo. É longa para os que buscam a reconciliação, evitando a vingança destruidora.

A vida é curta para quem não sorri. A depressão mata mais cedo. É longa para quem cultiva o bom humor perante as situações difíceis da existência.

A vida é curta para os vilões. Longa para os heróis.

A vida pode ser curta ou longa. Cabe a você escolher.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Acolhe-me? Aquece-me?

Em noites como essa, eu só precisaria do teu abraço.
Quando, com o cansaço, me sobrepuja o realismo. Quando vem o medo de que o tempo leve aquilo que me faz tão bem, só desejo teu seio...

Enquanto meus sonhos parecem de mim correr, queria poder me esconder em você.
Acolhe-me?
Aquece-me?

Acomoda minha cabeça junto ao teu coração, e deixa que o seu pulsar aquiete ao meu.
Fala qualquer coisa em tom baixinho e deixe que o som do teu carinho embale a minha alma aflita, alma menina(o)... Vem?

Deixa que o teu perfume entrando pela minha face lave tudo que há em mim, deixando tudo leve. Até quase flutuar.
Serias o meu forte, minhas raízes e asas seria.

Em dias como esse, eu não precisaria de respostas. Não necessito de eloqüência, filosofias, nem mesmo de razão. Não faço questão.
Só um pouco do teu calor, tua presença cordial.

Com a pureza, com a força e graça de quem sabe ter o meu amor, achega-te a mim e deixa-me ser. Assim amanhã, tudo estará bem.
E o meu melhor sorriso será, de novo, todo teu

O que eu sinto é indescritível...

Hoje eu diria que te amo,
Sem medo eu diria com os olhos nos teus
Mas diria se pudesse vivê-lo, pois de outra forma, inutil, ou ainda nocivo, seria.

Mesmo sem dizê-lo, sinto.
Sem voz nem esperanças
Temo ter que te deixar ir,
Temo ter que faze-lo já...

Quando tudo que eu queria era dizer,
Quando tudo que eu queria era viver

por Rebeca Arrais

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

QUANDO

Quando a serenidade se vai, o desespero toma conta. Quando a paciência deixa de existir, a ira se torna conselheira.

Quando o amor não resiste, o ódio se instala, e seca a alma. Quando a gentileza não aparece, as disputas se fortalecem.

Quando todos querem ter razão, a guerra é a única saída. Quando a preguiça é mais forte, o trabalho se perde.


Quando a boca se abre para reclamar, deixamos de fazer o que deve ser feito. Contrários que convivem em nós...
somos da paz, mas brigamos por nada, somos da justiça, e enforcamos alguns deveres, somos da fraternidade do amor...
e por vezes desprezamos nossos semelhantes. Somos luz e muitas vezes andamos nas trevas...

Queremos tanto a felicidade, que às vezes causamos a infelicidade de outros...
Nossos contrários nos aproximam do que precisamos transformar, ao nosso espelho da alma ,mostrando o que precisamos melhorar...
Infelizmente, nosso orgulho ás vezes nos cega, e o que pensamos ser uma qualidade, é o nosso maior defeito, e o que nos impede de caminhar, de prosperar e de conquistar.

Não tenha medo de mudar! Comece pelo mais simples; sorria mais, aborreça-se menos, contente-se com o que lhe chega às mãos, agradeça mais...
Não leve nem a vida nem as pessoas tão a sério, apenas faça bem feito, para ter a consciência tranquila de ter dado o melhor...

O mundo é a sementeira; colhe-se aqui o que foi plantado, Que semente temos plantado no chão da nossa vida?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Simplificar

Simplificar é mais fácil dizer do que fazer, porque a quantidade de tarefas e afazeres que exigem a nossa atenção dia após dia, muitas vezes parece o monte Everest – difícil de escalar! Mas o que é tão bom no ato de simplificar é que não tem de o fazer de uma só assentada. Pode e deve fazer uma coisa de cada vez. Mesmo com pequenos passos, vai conseguir percorrer o seu caminho e divertir-se durante a viagem!


Elabore uma pequena lista. Numa pequena folha de papel, faça uma lista curta com as 4 ou 5 coisas mais importantes da sua vida. O que é realmente mais importante? A que dá mais valor? Quais são as 4 ou 5 coisas que mais quer fazer na vida?

Acabe com uma obrigação.

Pense em todas as coisas que preenchem a sua vida e descubra aquela que lhe dá menos prazer fazer. Algo que lhe “roube” tempo, mas à qual até não dá muito valor. Pode ser a equipa de futebol onde joga todos os sábados, pode ser um cargo de direção numa associação local ou a administração do seu condomínio. Faça isso hoje, vai sentir-se muito aliviado.

Limpe uma gaveta. Ou uma estante ou um armário ou um canto de um quarto. Não precisa de ser um quarto inteiro ou um armário inteiro. Apenas uma pequena área, que pode utilizar como a sua base de simplicidade, expandindo a partir daí. Organize assim: 1) Esvazie o conteúdo da gaveta ou da estante para uma pilha. Depois, Volte a guardar, de forma ordeira, os objetos que valoriza e que têm real utilização.

Estabeleça limites. Basicamente, isto implica estabelecer limites para as coisas que faz regularmente. E tente cumprir esses limites. Hoje, apenas tem de fixar limites para algumas das coisas da sua vida. Amanhã, tente cumpri-los.

Simplifique a sua lista de “coisas para fazer”. Observe atentamente a sua lista. Se esta contiver mais do que 10 tarefas, provavelmente pode simplificá-la. Decida quais são as tarefas que podem ser eliminadas, delegadas, automatizadas, entregue a terceiros ou ignoradas. Encurte essa lista. Este é um excelente hábito para praticar, pelo menos, uma vez por semana.

Ganhe tempo livre. Em geral, simplificar a sua vida significa ganhar tempo livre para fazer as coisas que realmente gosta. Eis algumas ideias: levante-se mais cedo, veja menos televisão, almoce no escritório, dê um passeio na hora do almoço, desligue a Internet, veja os seus e-mails apenas uma vez por dia, desligue o celular, faça menos uma coisa todos os dias.

Organize a sua mesa de trabalho. Uma mesa de trabalho limpa e organizada produz sentimentos positivos e surpreendentes no seu proprietário! É das tarefas mais simples de fazer e o retorno é excelente!

Esvazie a caixa de entrada do seu e-mail. Fazer isto tem o mesmo efeito psicológico que ter uma secretária limpa. A caixa de entrada do seu e-mail está sempre cheia de mensagens lidas e não lidas? Sim? Então isso significa que está a demorar muito tempo a tomar decisões relativamente aos seus e-mails. Agora, cada vez que consultar o seu e-mail, processe as mensagens sempre com o intuito de esvaziar a caixa de entrada.

Que bom que vai ser ter uma caixa de entrada finalmente vazia!
Mais devagar é melhor. Passamos o dia em “modo apressado”, correndo entre tarefas, reuniões e compromissos diários até ao final do dia, quando nos estendemos, exaustos, em cima do sofá. Esteja presente. Isto não é algo que vai conseguir dominar hoje, mas pode começar a praticar agora mesmo.

Uma coisa de cada vez. Em vez de executar múltiplas tarefas em simultâneo, faça uma coisa de cada vez. Livre-se de todas as possíveis distrações, resista a qualquer desejo para conferir o seu e-mail ou para atender o celular enquanto está executando alguma coisa. Concentre-se exclusivamente na tarefa que tem em mãos até terminar. Ao atingir esta concentração, você já passou, novamente a ser seu próprio dono. Bom dia, Cesar

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A LÍNGUA

Ésopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.


Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Ésopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:



Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.


Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?


Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.


Com a devida autorização do amo, saiu Ésopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.


Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.


Meu amo, não vos enganei, retrucou Ésopo.


A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?


Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo?


É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda a terra.


Concedida a permissão, Ésopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.


Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:


Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? –indagou Ésopo.


Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.


Ésopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Melhores Amigos

Um Homem, seu Cavalo e seu Cão caminhavam por uma estrada.
Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele,
seu cavalo seu cachorro haviam morrido num acidente.
Às vezes os mortos levam algum tempo para se dar conta de sua nova condição...



A caminhada era muito longa, morro acima,
o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede.
Precisavam desesperadamente de água.

Numa curva do caminho, avistaram um portão magnifico,
todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada
com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte
de onde jorrava água cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita,
guardava a entrada.
Bom dia, ele disse.
Bom dia, respondeu o homem.
Que lugar é este, tão lindo? Ele perguntou.
Isto aqui é o céu, foi a resposta...
Que bom que nós chegamos ao céu,
estamos com muita sede, disse o homem.
O senhor pode entrar e beber à vontade,
disse o guarda indicando-lhe a fonte.
Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
Lamento muito, disse o guarda.
Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou desapontado porque sua sede era grande.
Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede.

Assim, prosseguiu seu caminho.
Depois de muito caminharem morro acima,
com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sitio,
cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi aberta.
A porteira se abriu para um caminho de terra,
com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra.
À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado,
cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo:
Bom dia, disse o caminhante.
Bom dia, disse o homem.
Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.
Há uma fonte naquelas pedras,
disse o homem indicando o lugar.
Podem beber a vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
Muito obrigado, ele disse ao sair.
Voltem quando quiserem, respondeu o homem.
A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?
Céu, respondeu o homem.

Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore
disse que lá era o Céu!
Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
Mas então, disse ele,
essa informação falsa deve causar grandes confusões.
De forma alguma, respondeu o homem.
Na verdade, eles nos fazem um grande favor.
Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos...

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...