segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mágoa desnecessária


As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente.

Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.

Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.

O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender, tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante.

E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares.

Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência.

Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.

Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica.

É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.

É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos.

Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.

Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças.

Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.

Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.

Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.

Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A primeira pedra


Reflitamos sobre este costume humano de apontar faltas, defeitos, problemas, no outro.

Julgamos sempre.

Na maioria das vezes, ainda, com uma severidade desproporcional - dessa que não desejaríamos para conosco de forma alguma.

Somos demasiadamente cruéis em nossos julgares, pois raramente analisamos a situação com cuidado. Raramente consideramos atenuantes e quase nunca somos imparciais.

Recordamos os acusadores da mulher adúltera, na conhecida passagem evangélica.

O julgamento foi sumário. A lei humana, na pobreza de achar que a punição pela morte seria a solução, condenou aquela mulher ao apedrejamento em praça pública.

Assim, achamo-nos no direito de apedrejar.

Enchemo-nos de razão e raiva, carregamos as mãos das melhores pedras, e apontamos para o criminoso.

Mas, quem de nós não está criminoso? - Poderíamos inquirir, inspirados pela pergunta feita por Jesus naquela feita.

Dizemos não está ao invés de não é, pelo simples fato de que ninguém está fadado ao mal, ninguém foi feito criminoso. É um estado temporário no erro.

Quem de nós não está criminoso?

Esta proposta - que é de Jesus - não isenta a pessoa de assumir a responsabilidade sobre seus atos.

Ela apenas ajuda a controlar nossa crueldade, num primeiro momento, e depois, auxilia no reconhecimento de nossas próprias falhas.

A lição do Atire a primeira pedra aquele que não se encontra em pecado é um exercício de tolerância e de autoconhecimento também.

Evita-se a condenação cruel, intolerante, e, logo após, se promove uma reflexão íntima, buscando cada um as suas próprias dificuldades a vencer.

Todos estamos inseridos neste processo de erros e acertos. Todos fazemos parte dos mecanismos da Lei de Progresso que nos impulsiona para frente.

Perdoar, compreender os erros alheios, não é promover a impunidade - de maneira nenhuma. A Lei Divina sempre irá cobrar Seus devedores.

Tolerar significa estender as mãos de amor a quem precisa de amparo, de orientação.

Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem.

Põe-se nossa imaginação a digerir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos sutis de nossa alma.

Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação, o que assimilara, fazendo-o, seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.

É por essa razão que geralmente os censores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo.

Interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.

Estejamos, assim procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, refletiremos os cultivadores da luz...

Se houvesse amor

Você já se perguntou, alguma vez, porque certas pessoas cometem crimes ou outros delitos contra si ou contra terceiros?
Talvez a resposta da maioria seria a de que essas pessoas são delinqüentes. Isso é verdade, mas por que se tornaram delinqüentes?

Tomemos como exemplo esses delinqüentes infantis e juvenis, que perambulam pelas ruas e cometem pequenos furtos contra os cidadãos.

Imaginemos que eles tivessem um lar decente, uma mãe amorosa que os acariciasse e educasse. Tivessem um pai equilibrado, empregado, com salário digno, que lhe permitisse sustentar a família com honradez.

Em última análise, se houvesse amor, eles não estariam pelas ruas, perambulando sem rumo.

Quando uma pessoa, num ato de desespero, põe fim à própria vida, é porque faltou o tempero do verdadeiro amor para envolver suas horas.

Se houvesse amor no lar desses “homens-bomba”, que são usados como explosivos, atirando-se para a morte num ato insano de autodestruição, com certeza não o fariam.

Se tivessem uma mãe ou esposa que os amasse verdadeiramente, envolvendo-os em carícias de afeto e compreensão, não fariam o que fazem.

Se em seu lar deixassem olhares carinhosos de filhos a lhes perguntar: “Papai, quando você volta? Não demore! Vou esperar você com saudades. Volte logo, papai!” - certamente ficariam longe do terrorismo.

Se houvesse mais amor na face da Terra, tudo seria diferente. O amor é antídoto eficaz contra todo tipo de violência.

Quando o amor adoece, o desespero se instala nos corações.

As explosões de ódios, de vinganças cegas, são resultados de um amor enfermo, pois não se pode odiar alguém que não se conhece.

Só pode haver traição por parte de alguém em quem foi depositada confiança plena.

Ah! Se houvesse amor...

Se houvesse amor não haveria crimes hediondos, nem guerra, nem fome, nem misérias, nem outra violência qualquer.

Se houvesse amor, não faltaria o necessário a nenhum ser humano, porque o amor fraternal não permitiria.

Se houvesse amor não haveria desemprego, nem subemprego, porque só o amor é capaz de desarmar o egoísmo, esse verdugo cruel que alimenta a ganância, a prepotência, o desejo desenfreado de posses materiais.

Ah! Se houvesse amor... Esse sentimento adormecido no íntimo de muitas criaturas...

Um dia, um homem chamado Jesus ensinou que o amor é a chave da felicidade. Resumiu toda a Lei e os profetas na máxima: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo”.

Mas, infelizmente muitos de nós, que nos dizemos cristãos, temos esquecido esse ensinamento.

Muitos de nós, que nos declaramos seguidores do Cristo, estamos alimentando as grandes guerras com nossas guerras familiares e nosso terrorismo particular e ainda com a nossa beligerância social.

Ah! Se houvesse amor...

Se o amor fosse uma realidade em nosso Mundo, seguramente aqui habitaria a paz.

O amor é de essência divina e todos nós, do primeiro ao último, temos, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.

Por isso, amemos e felicitemo-nos, colocando na estrada do amor sinais de luz, a fim de que nunca mais haja sombra por onde o amor tenha transitado a derramar sua invencível claridade.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Teu beijo

Ah! Se tu soubesses o gosto doce do teu beijo. Se tu soubesses o quanto ele é bom e saboroso, e o quanto acalenta o coração e a alma deste homem, talvez entendesses o encanto das coisas do coração e do amor ao primeiro encontro dos lábios de um desconhecido. Eu não queria ser esse homem, mas o destino às vezes cruza os caminhos das pessoas numa tentativa de fazer com que muitas coisas renascessem das cinzas para uma longa e complicada vida cheia de fantasias, de desejos, de sonhos e de sentimento real e profundo.

O encanto do teu beijo fez com que eu acordasse novamente para a vida de forma que jamais imaginei, porque até ao momento dos meus lábios encontrarem os teus lábios pela primeira vez, eu imaginava que nunca mais iria encontrar outro alguém tão especial como tu para amar. A vida me fez sofrer por um amor perdido e ao mesmo tempo, fez com que eu descobrisse que tu és melhor do que aquela que se foi, e que apenas fingiu que me amava quando esteve do meu lado para tentar iludir o meu coração e os meus pensamentos com as suas falsas promessas de lealdade, fidelidade e de amor eterno.

Eu agradeço a “Deus” por tudo que sofri, porque foi por ter sofrido tanto que acabei descobrindo através dos teus beijos que tu podes oferecer o que nenhuma outra mulher ofereceu e que sempre procurei na vida em relação aos sentimentos. Por essa razão eu não quero deixar-te partir para outros braços sem antes ter uma oportunidade de viver para provar-te que sou digno do teu amor e do teu verdadeiro sentimento. Eu confesso que a partir do momento que os meus lábios tocaram nos teus, esqueci totalmente da vida, até os nossos lábios se encontrarem daquela forma tão boa e calorosa. Quando os nossos lábios se encontraram, eu sabia que a tua intenção não foi a de pensar em mim ou nos meus beijos sedentos de desejos, porque não era eu que tu estavas a beijar e não era eu quem estava no teu coração e nos teus pensamentos naquele exato momento de descoberta e emoção.

O que importa agora? O que importa é que nós dois procuramos as mesmas coisas num instante que a nossa mente estava centrada e envolvida; num passado recente de tristeza, melancolia, dor, sofrimento, angustia, arrependimento, solidão e apenas no amor de alguém que se foi e que deixamos partir por achar que não ia valer a pena vivê-lo intensamente. Sinceramente eu não posso dizer o que senti naquela fração de segundos em que os nossos lábios se encontraram e as nossas línguas se entrelaçaram no meio da noite como tantas outras especiais que tivemos, mas tenho a certeza de que na ansiedade de beijar, acabamos descobrindo que ainda somos capazes de superar o passado para voltar a amar outra pessoa novamente.

O que senti foi de grande importância para o meu ser, e para mim não importa se nós ainda vamos ou não viver momentos lindos como este num futuro próximo. O que importa é que pela primeira vez, eu não tive medo de descobrir o segredo e o mistério de uma princesinha, um anjo, através de um simples e espontâneo beijo. É assim que um homem e uma mulher se encontram e se conhecem para uma nova vida a dois. É assim que nasce uma afinidade. É assim que nasce um sentimento. É assim que nasce a cumplicidade, a lealdade, a compreensão e a fidelidade entre duas pessoas do sexo oposto e que nunca tinham tocado uma na outra. É assim que nasce uma união e, é assim que nasce um grande e eterno amor.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pai, tô com fome



Nunca esqueça, nada acontece por acaso !!!

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência....

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!


Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...


Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma.. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

(História verídica)

nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!

Que Deus te abençoe poderosamente lhe concedendo o dom da fé e da caridade. Fazer obras de caridade não nos garante a salvação, isso é nossa obrigação como cristãos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Com o que tens

Narram os versículos primeiros do capítulo 3 de Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento, que Pedro e João subiram ao templo para orar.
Perceberam, ao lado da porta, um coxo de nascimento, que era diariamente trazido, e ali deixado, a fim de esmolar.

Ao ver os dois apóstolos por ele passarem, fez a sua rogativa. Pedro pôs nele os olhos e lhe disse: "Olha para nós."

O homem os olhou com atenção, ficando na expectativa de que eles lhe dessem alguma coisa.

Mas o velho apóstolo, passando as mãos ao longo da túnica rústica, emocionado, falou: "Não tenho prata nem ouro."

Na seqüência, distendeu os braços na direção do mendigo e com os olhos marejados de sentidas lágrimas, usou a voz embargada para falar: "Mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te, e anda."

Tomou-lhe da mão direita, levantou-o e imediatamente as pernas se consolidaram, os pés se firmaram e o coxo pôs-se a andar, exultando de felicidade.

Meditemos na profundidade da lição. Pensemos em como seria o Mundo se todos os homens estivessem resolvidos a dar o que possuem para a edificação do bem geral.

Ainda hoje, muitos dizemos: "Como poderei dar se não tenho?" e outros: "Quando tiver, darei."

Contudo, para o serviço real do bem, não necessitamos, em caráter absoluto, dos bens perecíveis da Terra.

O homem generoso distribuirá dinheiro e utilidades com os necessitados que encontre pelo caminho.

Entretanto, se não realizou em si mesmo o sentimento do amor, que é sua riqueza legítima, não fixará dentro de si a luz e a alegria que nascem das dádivas.

Todos trazemos conosco as qualidades nobres já conquistadas. Não há ninguém tão pobre que não possa se dar. Dar de si mesmo.

Pedro ofereceu seu amor ao pedinte e lhe devolveu o uso das pernas, o que o retirou, desde então, da condição de mendigo.

Curado, a possibilidade do trabalho e o conseqüente ganho honrado se lhe abriram.

Também nós podemos dar do que temos, agora, no momento que se faz precioso.

Todos os que esperamos pelo dinheiro, pelas posses, para contribuir nas boas obras, em verdade ainda nos encontramos distantes da possibilidade de ajudar a nós próprios.

Doar-se é servir com desinteresse. Dar das nossas horas, do nosso tempo, das nossas habilidades. Há tanto para dar, desde que cada criatura, na Terra, é depositária da enorme fortuna que angariou ao longo dos séculos, nas várias vidas.

Fortuna que não se guarda em cofres ou casas bancárias, mas se aloja na intimidade do coração e na lucidez da mente.

O discípulo de Jesus que, na relação dos apóstolos, é chamado Pedro chamava-se Simão.

Ele nasceu em Betsaida, mas na época do seu encontro com Jesus morava em Cafarnaum.

Pedro é a forma masculina que em grego significa rocha. Talvez por isto mesmo tenha recebido de Jesus, desde o primeiro encontro, o apelido aramaico de Cefas, que significa rocha

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O vagalume

Conta uma lenda que, certa vez, uma serpente começou a perseguir um pobre vaga-lume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
O vaga-lume fugiu o primeiro dia, fugiu o segundo dia e nada da serpente desistir. No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso te fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedentes para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo pode perguntar - disse a cobra.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não - respondeu a cobra.
- Eu já te fiz algum mal?
- Não - continuou ela.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque eu não suporto ver você brilhar - disse, finalmente, a serpente.

Então, pensem:
Quantas vezes alguém já tentou apagar seu brilho só por inveja?
Pode ser que a coisa tenha acontecido de forma inversa. Nesse caso, você é que assumiu o lugar da serpente.
A pessoa invejosa incomoda-se mais com sucesso alheio do que com seu próprio fracasso.
Querer subir na vida não é pecado, desde que o outro não seja usado como escada.
O brilho do outro não deve atiçar nossa inveja, mas nos servir de estímulo.
Que graça teria o céu, se nele brilhasse apenas uma estrela?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Padre Fábio de Melo

Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso - a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.

Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim... se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.

Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá.
E eu descobri com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante, que é especial.

O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.


E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora
é que a gente descobre o tamanho do espaço que
ele ocupava.

“Não sei por que você se foi,
Quantas saudades eu senti,
E de tristezas vou viver,
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou a minha vida
Viveu, morreu
Na minha história;
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...”

Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!

Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento...

Tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair...

Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia.

Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Soleado


Hoje tenho tempo
Tenho todo o tempo do mundo
Para pensar em nós
Para pensar em ti em mim
Em todas as pequenas coisas que fizemos
Que até agora não entendo
Por que te amo
Te amo e como te quero



Me deito nas nossas manhãs
E sinto o calor de nossos corpos juntos
Formando um acorde maravilhoso
Que nunca mais pude esquecer
Recordas as imagens cheias de carícias
E sussurros
Quanto sinto, quanto te quero

Tudo se acabou
Tudo se acabou como tudo acaba quase sem querer
Igual ao rio que se perde no mar
Não, não
Não foi culpa tua nem minha
Por causa desse bobo orgulho
Perdemos mil coisas boas
Mil coisas boas

Hoje tenho tempo
Tenho todo o tempo do mundo
E quanto mais penso
Mais te adoro te desejo
Tudo porque te amo
Eu te quero
Como te quero
Como te quero

Conserte seus erros

Quando colocamos a responsabilidade por nossos erros nas costas dos outros, temos mais dificuldades em resolver os problemas.

Todas as pessoas cometem muitos erros ao longo da vida. Quando olho para trás, fico impressionado com os erros que cometi. Algumas vezes, por não ter enxergado direito quem era o bandido e quem era o mocinho, acabei dando ouvidos ao bandido. Outras vezes até percebi o erro que estava cometendo, mas não fui suficientemente forte para fazer o que precisava ser feito. Errei também quando decidi fazer determinada coisa, mas não fui suficientemente firme para levar minha decisão até o fim.

O que posso dizer é que procurei fazer o que julgava certo, mas nem sempre as coisas saíram corretamente. Podemos até tentar acertar, mas algumas situações são muito complexas e equívocos acontecem. O pior de tudo não é errar, mas o que as pessoas fazem com seus erros.

— Quais são os enganos que as pessoas podem cometer quando erram?

Infelizmente a maioria das pessoas coloca a responsabilidade de seus erros nos outros. “Meu pai não me deu amor, por isso não consigo ir até o fim nas coisas que começo.” “O problema é que a minha namorada é muito ciumenta e não me deixa trabalhar direito.” “A culpa é do meu chefe, que nunca me orienta quando preciso.” Mas será que você pediu ajuda ao seu chefe? Será que não havia outras pessoas que poderiam orientá-lo? Será que você não tem outras formas de conseguir as informações necessárias?

Quando as pessoas colocam a responsabilidade por seus erros nos outros acabam tendo mais dificuldades em resolver os problemas. Infelizmente, a arrogância é uma praga que impede a pessoa de perceber a bobagem que fez e de aprender com os próprios erros ou de pedir desculpas aos prejudicados. A compreensão de que podemos errar e depois corrigir nossos erros nos ajuda a valorizar nossos esforços.

A juventude é um tempo de muitas descobertas. É também um tempo de muitas paixões. E paixões trazem alegrias e sofrimentos, erros e acertos. Muitas vezes vejo casais em que o rapaz vive humilhando a namorada. Eu sempre me pergunto, nesses casos, como alguém pode agüentar tanta desqualificação. Tempos depois, esse rapaz aparece chorando, reclamando que a garota terminou o relacionamento porque se apaixonou por outro.

O ódio por ter sido abandonado não lhe permite perceber que foi ele mesmo que jogou a companheira nos braços do outro. Ficar ressentido não o ajudará a mudar sua maneira de se relacionar. Aliás, o amor não é simplesmente um sentimento. O amor também é a forma de tratar a pessoa amada. Alguém que maltrata seu parceiro não pode realmente dizer que o ama. O verdadeiro amor nos faz ter vontade de fazer o outro feliz.

No emprego também é preciso coragem para reconhecer suas dificuldades, assumir os próprios erros e iniciar um trabalho para mudar seu comportamento. O que acontece quando você perde um emprego do qual depende e gosta? O sofrimento é inevitável. Surge a raiva incontida contra o chefe. Isso é natural. Mas tem de chegar o momento em que você passa a aprender com as coisas que fez, ou deixou de fazer, e talvez tenham contribuído para a sua demissão. Então, quando você se der conta de que está em um caminho errado, mude de rota antes de fazer ainda mais bobagens.

Na Europa, existem trens que fazem viagens longas que duram dias. Em um desses trens, uma jovem dividia a cabine com um sujeito que não parava de resmungar:

— Que azar! — ele dizia, entre um suspiro e outro.
Passados alguns minutos, nova reclamação:
— Que azar!
Curiosa, a jovem lhe perguntou:
— Você está bem? Há algo que eu possa fazer para ajudar?
Ainda se lastimando, o sujeito desabafou:
— É muito azar! Faz três dias que estou no trem errado!

Muitas pessoas passam a vida reclamando dos trens errados que tomaram há muito tempo e dos quais jamais desceram. Vivem em profissões, empregos e relacionamentos errados, e não fazem nada para corrigir a situação. Se você tomou o trem errado, desça na próxima estação e procure imediatamente o rumo certo. Caso contrário, sempre sairá perdendo. Talvez até ganhe muito dinheiro ou seja muito aplaudido, mas estará vivendo o sonho de outra pessoa.

Quando tiver dúvidas sobre o percurso do trem que pretende tomar, seja humilde e procure as pessoas que ama para pedir conselhos. Divida com elas suas dores e angústias. Juntos, vocês descobrirão o melhor itinerário a seguir. Quando tudo parecer perdido, lembre-se: o que hoje é razão de preocupação, amanhã será motivo para sorrir, se você souber agir com precisão. A consciência de que podemos melhorar com nossos erros nos faz crescer. Errar é uma forma de aprender sobre o mundo e as pessoas. Somente quem não toma decisões está livre de cometer erros.

As pessoas que não erram são medrosas. As pessoas que não assumem seus erros são irresponsáveis e as que insistem neles são cegas. Na vida, você vai acertar algumas vezes e errar outras. Com base nos acertos, vai construir sua auto-estima. Com os erros, aprenderá lições que servirão para toda a vida.

Cave um metro a mais

Derbi era um homem inquieto com a vida. Cansado de trabalhar como vendedor nos EUA, resolveu vender tudo o que tinha.

Comprou um pequeno sítio no interior do Colorado e começou a preparar o terreno para plantar.

Ao escavar o terreno ele encontrou uma pedrinha brilhante e após analisá-Ia descobriu que era ouro puro.

Com muita esperança e determinação ele chamou os seus parentes e amigos mais íntimos e formou um grupo para procurar ouro. Ele também resolveu comprar todos os terrenos vizinhos. Adquiriu máquinas e equipamentos pesados, cavou, cavou, cavou e não encontrou mais ouro. Seus parentes a amigos começaram a desanimar, pois o ouro não aparecia. Onde estava a mina?

Todos os membros do grupo, um a um, pediram de volta a Derbi o que tinham investido. Derbi ficou sozinho com um grande terreno e muitas máquinas. Ele não pretendia desistir e continuou cavando, mas suas esperanças foram minguando e também desistiu. Vendeu tudo ao primeiro que apareceu interessado naquelas terras que para ele não valiam nada.

Voltou para a cidade e recomeçou sua atividade de vendedor. Quando alguém não queria comprar, ele não insistia e logo desistia. Ele era um vendedor de seguros fracassado e infeliz. Certo dia ele leu uma notícia no jornal que lhe chamou a atenção: "Descoberta uma das minas de Ouro mais valiosa do mundo". Ele leu a matéria interessado e viu que era em Colorado e o que mais lhe entristeceu que eram as suas terras, aquelas que ele vendera por uma ninharia.

Continuou a ler o jornal e viu a declaração do proprietário do terreno: "Nós não tivemos muito trabalho para achar a mina principal. Tivemos apenas que cavar um metro a mais e pronto".

Ao ouvir aquilo, Derbi se lamentou profundamente e mandou gravar uma placa que dizia: "Na vida tudo depende de se cavar um metro a mais".

Com esta frase na mente ele saiu à luta e mais uma vez recomeçou sua venda de seguros: Em pouco tempo ele se tornou o melhor vendedor da empresa e comprou uma parte dela. Ele não ouvia mais o não como resposta. Insistia, persistia e trabalhava com otimismo. Cria que na vida tudo dependia de se cavar um metro a mais.

Não demorou muito ele comprou a empresa em que era funcionário e também suas concorrentes. Tornou-se um especialista em vendas e técnicas de vendas e um homem vitorioso.

Cria que na vida "Tudo depende de se cavar um metro a mais".

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amando demais !

"Quem tem sede demais não escolhe a água"


...Quem não quer viver um grande amor? Ninguém duvida de que é maravilhoso amar. Os efeitos desse sentimento em nossa vida são surpreendentes. Deixar-se envolver por este sentimento por alguém pode fazer com que nossa vida fique mais "colorida". Mas, como boa parte das coisas em nossa vida, é preciso ter cuidado quando esse sentimento causa problemas em nossa vida, quando ao invés de termos uma sensação de leveza, temos apenas um aperto em nosso peito, quando o objeto de nosso amor se sente sufocado e preso ao nosso lado, talvez seja a hora de analisarmos como estamos amando.

... Quando amar significa sofrer, quando gastamos grande parte das nossas conversas com nossas amigas intimas falando sobre "ele", talvez seja um sinal de alerta de que estamos exagerando no nosso sentimento, talvez estejamos amando em excesso. Quando tudo em nossa vida gira em torno do ser amado e quando queremos que ele só viva para nós pode ser um outro indício de que estamos exagerando no nosso amor. Outros pontos importantes que indicam alerta são:
...- Quando desculpamos seu mau humor ou sua indiferença. Mesmo não gostando de muitas de suas características, valores e, até mesmo comportamentos, toleramos e agüentamos muitas vezes na esperança de que ele mude.

.- Ou quando essa relação coloca em risco a nossa integridade física e psíquica, nosso bem-estar ou até mesmo a nossa saúde.

...Apesar de todos esses pontos, de toda dor, sofrimento e decepções, "amar demais" é uma experiência tão comum para muitas mulheres, que muitas acreditam que todos os relacionamentos são assim.

...Achamos que "amar demais" significa amar muitos homens/mulheres ou até mesmo se apaixonar com muita freqüência. Não se trata disso, o que estamos falando aqui é daquele amor, daquela relação onde ficamos obcecadas e o sofrimento predomina. A maioria de nós já "amou demais" pelo menos uma vez na vida, e para muitas mulheres este padrão está sendo repetido diversas vezes.
...Amar se torna "amar demais" quando o nosso parceiro(a) é inadequado, desajustado, desatencioso, grosseiro e muitas vezes inacessível, e assim mesmo não conseguimos sair dessa relação.

...Precisamos compreender e perceber como o fato de queremos manter essa relação, de amar, de ansiarmos por amor, torna-se um problema e até mesmo um vício. Isso mesmo, um vicio! Ficamos viciadas em um homem! Viciamo-nos nesse tipo de relacionamento e ficamos nele muitas vezes por medo de ficarmos sozinhos, de sermos abandonados, damos amor em demasia na esperança de sermos amadas e cuidadas por esse homem. E como qualquer pessoa viciada, tem que admitir a seriedade desse problema para que possa se recuperar. Você só vai se recuperar, elevar sua auto-estima, se retirar seu amor e atenção da sua "obsessão" e colocar na sua própria vida.

...Se você conseguiu nesse pequeno texto perceber o "problema" e entender que precisa de ajuda, esse é o primeiro passo para uma mudança. Procure auxilio profissional, de um psicólogo.

...Existe um grupo de apoio chamado MADA – Mulheres que Amam demais Anônimas. É um grupo de mulheres que enfrentam esse problema e se ajudam mutuamente. www.grupomada.com.br

CONFIRA A TRADUÇÃO DO DIA NA VOZ DE CÉSAR BRITO

Cansaço do bem

Conta-se que Teresa D' Ávila, em uma de suas viagens pela Espanha, cujo objetivo era abrir novas casas da Ordem das Carmelitas Descalças, foi surpreendida por uma tempestade.

Os ventos e a chuva se fizeram presentes rapidamente, no momento em que ela atravessava uma ponte bastante frágil.

Percebendo como a ponte sacudia e também o volume das águas do rio que crescia, ela se apavorou e suplicou a Jesus que a protegesse.

O vendaval continuou e ela, com imenso esforço, conseguiu alcançar a outra margem.

Molhada, cansada e nervosa, constatando que a chuva prosseguia torrencial, reclamou:

É assim que o Senhor trata àqueles que O amam?

Mas, logo depois, reflexionando um pouquinho, falou baixo:

É por isso que são bem poucos aqueles que O amam.

Provavelmente, as palavras da monja são verdadeiras. Ela conhecia o quanto de esforço se exige daqueles que desejam fazer o bem, semear luzes nas consciências e espalhar consolo.

Para ela, naquela época medieval, bem mais difícil, tendo que lutar com a ignorância e o fanatismo dos homens.

Contudo, jamais desanimou, não desistiu nem se frustrou. Mesmo quando o corpo doente se dobrava ao cansaço, pelos sacrifícios que se impunha, ia adiante, decidida.

O exemplo de Teresa D' Ávila bem nos serve. Reclamamos, quando nos encontramos servindo aos necessitados, das condições e das asperezas das tarefas.

Reclamamos que aqueles a quem atendemos, doando do nosso tempo e das nossas horas de lazer, de descanso, se mostram mal agradecidos e sempre exigindo mais.

Reclamamos das crianças pobres que se mostram mal educadas e agressivas. Reclamamos dos doentes que, mesmo privando da nossa presença e dos pequenos mimos que lhes levamos, continuam depressivos e desanimados.

Apontamos as falhas dos serviços da creche, do velhanato, do asilo ou do hospital em que servimos, de forma voluntária, dizendo de como a administração não colabora em nada para a realização daquilo que nos propomos.

Reclamamos e nos desanimamos, chegando a abandonar a tarefa.

As tarefas do mundo, sempre que interrompidas, podem ser recomeçadas. No entanto, aquelas que têm por objetivo iluminar vidas, quando abandonadas, deixam marcas nas almas.

Importante, pois, seguir no propósito de fazer o bem, recordando Jesus.

Por maior fosse a multidão que O seguisse, Ele se preocupava com as suas necessidades e jamais deixou de atender alguém.

Compadecido dos que O buscavam, porque os via como crianças espirituais mais preocupados com a saúde do corpo do que com as questões da alma, Ele os atendia.

Usava a palavra de esclarecimento e auxiliava os caídos a se reerguerem.

Jesus tudo fazia com amor, sem jamais reclamar...

O bem que se faz não pode fazer mal a quem o pratica. Seria irracional, sem justificativa.

O bem possui uma dinâmica própria que renova as forças e estimula a coragem para a luta.

O que pode ocorrer é o cansaço do corpo, que logo se recupera pelo repouso. Mas o desinteresse, o tédio e a fadiga contínua, quando no exercício do bem, são sintomas de enfermidade da alma.

O bem, pelo prazer de servir, é fonte constante de bom ânimo e esperança.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O bem faz bem a quem o pratica

A frase não é inédita. Já a ouvimos muitas vezes. Contudo, parece que, a pouco e pouco, as pessoas começam a se convencer dessa verdade.

Pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pelo Instituto Gallup, demonstra que 95% das pessoas afirmam sentir bem-estar com o exercício regular da filantropia.

Filantropia entendida como qualquer atividade que vise promover o bem-estar do semelhante.

Independe de dinheiro e pode estimular outros à realização de ações a benefício de alguém.

Exemplos existem muitos. Como o da atriz brasileira que, durante quase duas décadas, frequentou o presídio do Carandiru, desativado em 2002.

Ali ela criou o projeto Talentos aprisionados, promovendo cursos de teatro, dança, artes plásticas e literatura.

Ao descrever seu trabalho, ela o qualifica de recompensador, não só para quem ela ajudou, mas para si mesma.

Há quem diga que as pessoas praticam filantropia para aliviar a própria consciência, sem resolver a raiz do problema de quem, pretensamente, estariam auxiliando.

Nesse ponto, lembramos a frase de Madre Teresa de Calcutá: Se você não pode alimentar 300 pessoas, alimente apenas uma.

Assim, saber que uma criança, por exemplo, está abrindo um presente doado por alguém, pode não ser suficiente mas faz bem.

Fez uma criança feliz, mesmo que por breves momentos. Por um curto período, ela soube que sonhos podem se tornar realidade. E voltará a sonhar. E cultivar esperança.

E a pessoa, com certeza, partilhou daquela felicidade.

Por vezes, as pessoas se questionam se podem doar algo sem sair de casa. E a resposta é afirmativa.

Há muitas maneiras de se engajar em campanhas contra a fome, a doença, propondo-se à doação de valores, itens não perecíveis, roupas, medicamentos.

Contudo, quem, além de doar alguma coisa, doa a si mesmo, vai ao encontro do outro, melhor ainda se sente.

Uma história emocionante é de uma dona de casa que, em três anos, coletou e doou mais de 4.500 litros de leite materno para bebês órfãos na África.

Podemos ter ideia de quantas vidas terá salvo, com seu gesto? E como ela deve se sentir feliz, realizada?

Se você é dos que já se doa no trabalho, em casa, com familiares e acha impossível se doar mais, acredite, é possível.

Este é um convite para você se engajar nessa rede sem fronteiras, pelo bem.

Isso porque desejamos que você possa sentir a felicidade, o bem-estar por fazer o bem.

E se você não sabe o que fazer, onde começar, principie olhando a sua rua, os seus vizinhos, o seu bairro.

Verifique o que falta, quem tem necessidades.

Indague no seu templo religioso, no clube que frequenta.

Tenha certeza: sempre existe alguém, bem próximo a você, envolvido no bem. E você poderá ser mais um, nessa fieira de bondade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Saudade


Perguntaram-me o que é saudade. A minha resposta foi imediata: talvez ninguém entenda mais disso do que eu! E tentei explicar. Falei que a saudade é uma dor que parece cortar a alma de nós, como navalha. Que faz o coração sangrar de tal forma como se ouvíssemos cada gota do nosso sangue gotejando na nossa alma. Falei que é a falta imensa que nós sentimos, o vazio infinito que sentimos quando nos lembramos de alguém que não vimos mais, que há muito não vemos, que não veremos mais ou, ainda, de algo que ficou no passado e que jamais poderá ser revivido.

Respondi, também, que saudade é uma dor que faz com que nos sintamos pequeninos, impotentes, fracos, por não podermos tomar iniciativa para restabelecer um momento, uma fase, um período, um tempo da nossa vida ou trazermos de volta alguém que foi embora, ou para outro plano, ou para bem perto de nós, porque se encontra vivo e aqui no nosso planeta, mas totalmente inatingível, inalcançável por se envolver numa redoma, propositadamente ou involuntariamente, ou, ainda que possa sê-lo, não nos dá condições para tanto, fazendo o nosso coração latejar de dor ao mesmo tempo que fica meio oco e a faltar um pedaço. Expliquei que a saudade é a vontade de termos de volta o quê ou quem perdemos, de abraçarmos, beijarmos, falarmos, ouvirmos a quem amamos e se encontra ausente e, mesmo que saibamos que um dia essa situação poderá mudar, ela magoa mais à medida que o tempo vai passando e nenhuma luz nos mostra que esse dia está próximo, tão pouco se ele realmente vai chegar. Defendi que é a ferida que se mantém aberta quando alguém nos ensina a amar e esquece de nos ensinar como deixar de fazê-lo, como esquecer. É como se esse alguém comprasse o peixe para nos dar o alimento e jamais se tivesse preocupado a ensinar-nos a pescá-lo, talvez porque nem soubesse fazê-lo, já que optou pela compra e não pela pesca. E, quando vai embora, deixa-nos a fome, a necessidade do alimento.

E, à medida que eu enumerava as várias interpretações da saudade, mais eu sentia saudade, mais aumentava o vazio dentro de mim, mais sentia vontade de dormir, dormir, dormir, até que chegasse o momento de aplacar todas as minhas saudades, minimizando-as ou exterminando-as. Porém, repentinamente, eu lembrei-me que a saudade não é só isso! Que pode ser, também, o oposto disso tudo! Que pode não ser a ferida, a dor, o vazio, a impotência, a distância, a ausência! Saudade pode ser, também, a boa recordação de momentos, fases, épocas, pessoas; a lembrança que passeia na alma, que dá a sensação de proximidade de quem amamos, que nos faz sorrir quando revivemos, mentalmente, situações inesquecíveis, momentos insubstituíveis, ocasiões ímpares, alguém que faz parte de nós, que é um pedaço imenso do nosso coração, que nos fez feliz mesmo que por poucos, mas intensos instantes.

Saudade, pode ser apenas um bem maior que a felicidade, porque é a felicidade que ficou. É, ainda, a certeza de que fomos presenteados com a possibilidade de darmos e recebermos os melhores sentimentos de alguém, em algum momento da nossa vida. É sabermos que existiu na nossa vida algo ou alguém tão maravilhoso e tão importante para nós, que não nos permite que esqueçamos, que abandonemos, que neguemos, que nos furtemos a admitir que vivemos com intensidade, às vezes até com loucura, paixão, de forma incomensurável, algo ou alguém que representa ou representou a nossa outra metade, tudo que nos faltava, tudo que merecemos. Lembrei-me, sim, que a saudade pode não representar tão somente a tristeza, a amargura, o desprezo recebido, o abandono, a revelação de um sentimento solitário que, em algum momento, nos enganou, permitindo-nos acreditarmos na correspondência dos nossos sentimentos.

Lembrei-me, sim, que a saudade pode não acontecer apenas quando sentimos a tristeza ao deparar com a realidade de que neste plano não teremos mais a possibilidade de reencontrar um ente querido que já fez a sua passagem. Lembrei-me, sim, que a saudade é a marca, a tatuagem, o reviver, a raiz regada e proliferara de um facto, de um momento, de um espaço da nossa vida, de alguém que muito amamos e que, não importam os motivos, não estão ao nosso alcance no exacto momento em que os nossos pensamentos activam as nossas lágrimas misturadas com os nossos sorrisos, expressando os mais puros sentimentos traduzidos pelo nosso coração e as maiores alegrias que a nossa alma gravou no mais profundo do nosso ser, permitindo que factos e pessoas extremamente especiais para nós, passassem a ser um pedaço de nós!
E isso é tão verdade que, surpreendentemente, sentimos saudade de quem nunca vimos, dos beijos que jamais demos ou recebemos, do abraço nunca materializado, de palavras escritas, de carinhos nunca recebidos, do olhar que nem sequer sabemos a cor, do corpo que nem fazemos ideia de como seja, de personagens criados para nós ou por nós, de lugares jamais visitados, de estrelas que jamais tocamos, do luar que nunca nos mostrou a face da pessoa amada, da música que jamais ouvimos juntos, da poesia que nunca foi feita para nós, dos lábios que, na nossa mente, são doces, ternos, cujo gosto temos a sensação de ter sentido, sem, entretanto, jamais os termos tocado...

Saudade é tudo isso e muito mais! Saudade eu sinto, de ti..

O maior desafio


Cada um de nós tem desafios diferentes. A vida é feita de desafios diários.
Para quem não dispõe de movimentos nas pernas, transportar-se da cama para a cadeira de rodas, a cada manhã, é um desafio.

Para quem sofreu um acidente e está reaprendendo a andar, o desafio está em apoiar-se nas barras, na sala de reabilitação, e tentar mover um pé, depois o outro.

Para quem perdeu a visão, o grande desafio é adaptar-se à nova realidade, aprendendo a ouvir, a tatear, a movimentar-se entre os obstáculos sem esbarrar. É aprender um novo alfabeto, é ler com os dedos, é adquirir nova independência de movimentos e ação.

Para o analfabeto adulto, o maior desafio é dominar aqueles sinais que significam letras, que colocados uns ao lado dos outros formam palavras, que formam frases.

É conseguir tomar o lápis e escrever o próprio nome, em letras de forma. É conseguir ler o letreiro do ônibus, identificando aquele que deverá utilizar para chegar ao seu lar.

Cada qual, dentro de sua realidade, de sua vivência, apontará o que lhe constitui o maior desafio: dominar a técnica da pintura, da escultura, da música, da dança.

Ser um ás no esporte. Ser o primeiro da classe. Passar no vestibular. Ser aprovado no concurso que lhe garantirá um emprego. Ser aceito pela sociedade. Ser amado.

Para vencer um desafio é preciso ter disciplina, ser persistente, ser diplomático, saber perdoar-se e perdoar aos outros.

É ser otimista quando os demais estão pessimistas. Ser realista quando os demais estão com os pensamentos na lua. É saber sonhar e ir em frente.

É persistir, mesmo quando ninguém consiga nos imaginar como um prêmio Nobel de Química, um pai de família, um professor, prefeito ou programador.

Acima de tudo, o maior desafio para deficientes, negros e brancos, japoneses e americanos, brasileiros e argentinos, para todo ser humano, é fazer.

Fazer o que promete. Dar o primeiro passo, o segundo e o terceiro. Ir em frente.

Com que frequência se escutam pessoas dizendo que vão fazer regime, que vão estudar mais, que vão fazer exercício todo dia, que vão ler mais, que vão assistir menos televisão, que vão...

Falar, reclamar ou criticar são os passatempos mais populares do mundo, perdendo só, talvez, para o passatempo de culpar os outros pelo que lhe acontece.

Então, o maior desafio é fazer. E não adianta você dizer que não deu certo o que pretendia porque é cego, ou porque é negro, ou porque é amarelo, ou porque você é brasileiro. Ou porque mora numa casa amarela. Ou porque não teve tempo.

Aprenda com seus erros. Quando algo não der certo, você pode tentar de maneira diferente. Agora você já sabe que daquele jeito não dá.

Você pode treinar mais. Você pode conseguir ajuda, pode estudar mais, pode se inspirar com sábios amigos. Ou com amigos dos seus amigos.

Pode tentar novas idéias. Pode dividir seu objetivo em várias etapas e tentar uma de cada vez, em vez de tentar tudo de uma vez só.

Você pode fazer o que quiser. Só não pode é sentir pena de si mesmo. Você não pode desistir de seus sonhos.

Problemas são desafios. Dificuldades são testes de promoção espiritual.

Insucesso é ocorrência perfeitamente natural, que acontece a toda e qualquer criatura.

Indispensável manter o bom ânimo em qualquer lugar e posição.

O pior que pode acontecer a alguém é se entregar ao desânimo, apagando a chama íntima da fé e caminhar em plena escuridão.

Assim, confia em Deus, e, com coragem, prossegue de espírito tranquilo.

Falando de ingratidão


É comum se ouvir falar de ingratidão. Amigos que depois de terem privado da maior intimidade, se voltam violentos, desejando destruir. Basta uma pequena contrariedade, uma questão política, um diverso ponto de vista religioso. Eis formada a querela. O distanciamento.

Esquece-se de todos os benefícios recebidos. Dos abraços, das promessas, das alegrias repartidas e vividas em conjunto.

Esse tipo de comportamento demonstra como o homem, embora se diga humano, muito necessita crescer para se considerar como verdadeiro participante da Humanidade.

Recordamos de uma antiga lenda judia que fala de um homem condenado à morte e que ia ser apedrejado.

Os carrascos lhe jogaram grandes pedras. O réu suportou o terrível castigo em silêncio. Nenhum grito. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.

Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demonstrar que não era do seu partido.

O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.

O rei, que a tudo assistia, ordenou que um de seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.

O condenado respondeu: As pedras grandes foram atiradas por homens que não me conhecem, por isso me calei. Mas o pequeno seixo foi jogado por um homem que foi meu companheiro e amigo. Por isso gritei.

Lembrei de sua amizade nos tempos de minha felicidade. E agora vi sua felicidade quando me encontro na desgraça.

O rei compadeceu-se e ordenou que o pusessem em liberdade, dizendo que mais culpado do que ele era aquele que abandonava o amigo na desgraça.

A lenda nos dá a nota de quanto dói a ingratidão de um amigo. Naturalmente, quanto mais estimamos e confiamos em alguém, mais nos atormentará a sua traição. A sua ingratidão.

É importante pois que examinemos nossas próprias ações, observando se não somos ingratos. Em especial com aqueles que estenderam a preciosidade da sua amizade, por longos e longos anos.

Não sejam as notas distantes de algumas rusgas que nos permitam agredir, de forma cruel, os que ontem nos sustentaram nas lutas.

Soubemos, há poucos dias, de uma aluna que, depois de ter recebido do seu mestre todo o apoio, em forma de ensino, livros, oportunidades de estágio, decidiu estabelecer uma questão judicial.

Esquecida dos tantos benefícios, das longas horas de dedicação do antigo mestre, depois de um desentendimento em que se sentiu lesada, resolveu requerer vultosa quantia como pagamento pelas horas de trabalho ao lado dele.

Olvidou o aprendizado, do quanto lhe devia por sua própria formação profissional. E mais: de quantas portas, graças à fama dele e experiência, se haviam aberto para ela.

Ingratidão. Sentimento que somente floresce nos corações enfermiços.

Moléstia do caráter que requer o remédio da compaixão.


Se alguém te retribui com a ingratidão o bem que doaste, não te entristeças.

É melhor receber a ingratidão do que exercê-la em relação ao próximo.

E se teu problema for de ingratidão dos filhos, guarda piedade para com eles e dá-lhes mais amor...

Porque a ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos que se pode permitir ao Espírito, em sua marcha evolutiva.

Reconciliação


Há uma interessante passagem evangélica na qual Jesus recomenda que o homem se reconcilie o mais depressa possível com seu adversário.

A reconciliação deve se processar enquanto ambos estão a caminho, para que um não entregue o outro ao juiz.

Porque o juiz poderá entregar o culpado ao Ministro da Justiça, que o colocará na prisão.

Se isso ocorrer, as celas não se abrirão enquanto não for pago o último ceitil.

Trata-se de imagens fortes, que chamam a atenção para a importância da convivência equilibrada.

A vida na Terra é uma fecunda e importante escola.

Espíritos de personalidades e valores diversos são colocados lado a lado.

O resultado deve ser o aprendizado e o crescimento de todos os envolvidos.

A convivência nem sempre é fácil.

Na vida social, costumam surgir desacertos.

As ideias e os objetivos costumam ser diferentes, mesmo entre pessoas de boa vontade.

Comumente se afirma que a convivência entre certos indivíduos é difícil por serem inimigos espirituais.

Nessa linha, teriam um passado de erros em comum, a justificar a animosidade presente.

Essa hipótese por vezes é verdadeira.

Entretanto, em geral os desentendimentos de hoje decorrem mais de imperfeições e vícios do que de real inimizade pretérita.

Vaidade, orgulho e egoísmo respondem pela ampla maioria das querelas do mundo.

Não importa o passado, seres generosos e humildes sempre encontram um modo de conviver de forma respeitosa e pacífica.

O problema não reside no ontem, mas no hoje que pode se desdobrar no amanhã.

Importa adotar comportamento digno e fraterno, para seguir livre.

A Lei Divina é perfeita e cuida de todos.

Ela jamais é burlada, mesmo no mais ínfimo ceitil.

Mas é programada para o progresso e a felicidade dos seres, não para punir e infelicitar.

Daí vem a magna importância da exortação de Jesus.

Seres imperfeitos erram e se atritam.

Dos embates e dos pontos de vista divergentes, o progresso pode surgir.

Contudo, limites se fazem necessários nesse processo de divergência.

A vida precisa ser levada de modo que o coração não se replete de mágoas.

Está-se em uma escola, não em uma batalha campal.

Os outros são irmãos, companheiros de jornada, embora por vezes pensem e ajam de modo diverso.

Acima de qualquer coisa, é preciso manter-se digno e fraterno.

Quando o semelhante erra, perdoá-lo de coração, sem impor condições humilhantes.

Quando se erra, arrepender-se, pedir desculpas, reparar e seguir adiante.

Só não convém esperar a incidência da lei, por entre mágoas e vaidades.

Porque é aí que surgem as grandes dores, destinadas a dulcificar o coração que se fez orgulhoso e ressentido.

Pense nisso.

Honestidade


Conta-se que, por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um Príncipe da região norte do pais, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas,de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Como ele não conhecia nenhuma moça em especial, resolveu propor um campeonato entre as moças da corte, ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os
comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Sua filha, sabia que era apenas uma filha de empregados mas creditava que poderia ao menos tentar participar: ela dizia: É minha oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais
belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as
mais determinadas intenções.
Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio: - Darei, a cada uma de
vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais
bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da china.
A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo,
que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes,
amizades, relacionamentos etc...O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura, a sua semente,pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de
todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia, ela
percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o
seu amor.Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstancias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.


Na hora marcada, ela estava lá bem como todas as outras
pretendentes. Só que seu vaso estava vazio, ao contrario das outras que exibiam uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção.
Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a
bela jovem como sua futura esposa.As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.Então, calmamente, o príncipe esclareceu: - Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca. E você será sempre um vencedor.

domingo, 8 de agosto de 2010

Aprenda a conviver com a rotina no casamento


De segunda a sexta-feira suas atividades são praticamente as mesmas, ou seja, você vive uma rotina. Mas até que ponto a mesmice pode ser um fator ruim na sua vida, ainda mais quando você a divide com alguém? De acordo com especialistas em relacionamentos, a rotina pode atrapalhar o casal, mas também pode ser saudável desde que você saiba lidar com ela.
"A rotina pode provocar desgaste da relação, dificuldade de comunicação e desentendimentos entre o casal", acredita a psicóloga Sueli Castillo. "Viver uma rotina não causa emoção, não traz entusiasmo e, na maioria das vezes, é o agente principal do desamor, provocando até a separação do casal", completa.
Já para a terapeuta de casais Claudya Toledo, a rotina só é prejudicial se os hábitos do casal forem ruins. "A solução não é sair da rotina, é arrumá-la", afirma.
"Se seu cotidiano for ruim, sair da rotina também será, porque na verdade tudo está péssimo no relacionamento. O diferente só será uma novidade boa se sua rotina for igualmente boa", diz Claudya. Pois, segundo a terapeuta, sair da rotina é o que traz a consciência do seu dia-a-dia.
De acordo com Claudya, o que faz o relacionamento é justamente a rotina. "O casamento segue um ritual familiar e quem controla esse ritmo é a mulher", explica.
A terapeuta compara a relação com o corpo humano. "Mesmo que seu espírito queira outra coisa, seu corpo precisa de um ritmo saudável".
"Acredito que temos que ter uma organização doméstica, horários que devemos cumprir, mas isso não é rotina e sim um método que cada casal encontra para organizar seus compromissos familiares, profissionais e sociais", define a psicóloga Sueli Castillo.
Para a psicóloga, a rotina é um inimigo silencioso. "É preciso quebrar a mesmice diária, usando a criatividade. Estar atenta a si própria, ao companheiro e principalmente aos reflexos que essa situação promove", aconselha.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Carta de Amor

Um casal que se reencontrou por causa de uma carta de amor que ficou dez anos perdida finalmente se casou na última sexta-feira, na Grã-Bretanha.
Steve Smith, de 42 anos, e a espanhola Carmen Ruiz-Perez, também de 42, se conheceram e se apaixonaram há 17 anos, quando ela passava uma temporada estudando inglês no condado de Devon.

Eles chegaram a ficar noivos após um ano de namoro, mas acabaram rompendo o romance quando ela se mudou para Paris por causa de um emprego.

Anos depois, Smith conseguiu o endereço da mãe de Carmen, na Espanha, e enviou para lá uma longa carta pedindo para reatarem.

Mas a carta, que havia sido colocada fechada sobre uma bancada, acabou escorregando e ficando perdida atrás de uma lareira, de onde só foi recuperada recentemente, durante uma reforma.

'Filme'

Ao finalmente receber a carta, Carmen telefonou para Smith e, dois dias depois, os dois se reencontraram em Paris.

"Parecia uma cena de filme. Corremos um em direção ao outro e nos abraçamos no meio do aeroporto. Trinta segundos depois já estávamos nos beijando", contou Smith ao jornal britânico The Times.

Já Carmen admite que quase desistiu de telefonar para o ex-namorado, tamanho o seu nervosismo ao receber a carta.

"Eu pegava o telefone e desligava, várias vezes. Mas eu sabia que tinha que ligar em algum momento", disse.

Os dois haviam permanecido solteiros todos estes anos.

"Finalmente estou me casando com o homem que eu sempre amei", afirmou ela.

NA DÚVIDA, FAÇA! MELHOR PECAR PELO EXCESSO, DO QUE PELA FALTA.
MAS FAÇA HOJE.

Pense nisso, bom dia...

Ante a dor

Muitos de nós reagimos de forma bastante negativa aos sofrimentos.

Cremos em Deus, falamos de fé, esperança e gratidão ao Pai enquanto nossa vida corre tranquila.

Contudo, quando os ventos dos reveses nos atormentam, a revolta se instala e gritamos: Por que, Deus? Por que comigo?

Nesses momentos, esquecemos que Deus é o Pai de Amor e Justiça, olvidamos do poder da prece, esquecemos tantas coisas...

Analisando, no entanto, a vida de algumas criaturas verificamos que sofrem muito mais do que nós e não se mostram rebeldes, nem ingratas.

Recordamos que, mais ou menos seis anos antes de morrer, Francisco de Assis passou a sofrer de uma grave doença nos olhos, que lhe causava fortes dores.

A visão parecia coberta por um véu. Primeiro, ele começou a sentir como se os olhos estivessem se rasgando. Mais tarde, as pálpebras incharam devido à irritação e infecção.

Esfregar os olhos somente piorava. A luz o incomodava. E sua visão foi ficando sempre pior.

Acredita-se que se tratava de uma doença que grassava no clima seco e arenoso do Egito: o tracoma.

Francisco havia passado bastante tempo no acampamento dos cruzados, nas margens fétidas e úmidas do rio Nilo. Ali faltava higiene adequada e as doenças se alastravam.

No início da primavera de 1225, amigos levaram Francisco a um médico que havia imaginado um método revolucionário no tratamento das doenças dos olhos.

O médico chegou com o instrumento de ferro usado para cauterização. Acendeu o fogo e depois colocou nele o ferro.

Os amigos explicaram a Francisco o que ia fazer o médico: já vermelhos, os ferros seriam aplicados para queimar a carne dos dois lados da cabeça de Francisco, das maçãs do rosto às sobrancelhas.

As veias das têmporas seriam abertas e a esperança era que a infecção que causava a cegueira fosse drenada.

Enquanto os ferros avermelhavam, Francisco espantou a todos.

Com voz fraca e, com certeza, ansiosa, falou:

Meu irmão fogo, és nobre e útil entre todas as criaturas do Altíssimo. Sê bondoso comigo nesta hora.

Durante muito tempo te amei. Rogo a nosso Criador que te fez para que tempere teu calor, a fim de que eu possa suportar.

E com um gesto, abençoou o fogo.

Os amigos, apavorados com o procedimento que seria executado, fugiram e ele ficou só com o médico.

Os ferros foram aplicados e a queimadura se estendeu das orelhas às sobrancelhas. A cabeça ficou cauterizada. As veias abertas.

Quando os companheiros retornaram à sala, o paciente estava extraordinariamente calmo e sem queixas.

Todo o procedimento foi ineficiente mas o que ressalta é a fé de Francisco, exemplificando que o verdadeiro cristão deve suportar a dor, com serenidade, atestando da sua coragem.



Com certeza, muito ainda temos que aprender. Mas, enquanto os dias de bonança nos abraçam, oremos e peçamos a Deus que nos fortaleça para os dias de tempestade que poderão advir, em algum momento.

Pensemos nisso.

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...