quinta-feira, 30 de junho de 2022

De quantos “eu te avisei” se constrói um arrependimento?


Uma das maiores inverdades que pregam na sociedade é a teoria de que não devemos nos arrepender de nada do que fizemos. Geralmente, ela vem mascarada pela famosa frase: “não me arrependo de nada do que fiz, arrependo-me do que não fiz”.


Nessa linha de pensamento, as pessoas estão vivendo sem pensar nas próprias atitudes e sem questionar o que estão aprendendo com os próprios erros.


Admita: não foram poucas as vezes em que você se arrependeu de atitudes que realizou. Quantas coisas que, se pudesse voltar no tempo, você apagaria da sua vida? Quantas palavras ditas ao vento? Quantos erros? Quantos romances tumultuados? Quanto arrependimento!


A verdade é que ninguém carrega dentro de si um GPS com o mapa da felicidade. Erramos, caímos, levantamos e continuamos o caminho. Disso é feita a vida. O problema está nos arrependimentos que carregamos na bagagem e o que fazemos deles.


Você sabia que o amor havia acabado, mas preferiu acreditar que era apenas rotina. Sabia que ele não iria mudar, mas preferiu dar uma segunda chance, para não se arrepender depois. Sabia que ele não estava de corpo e alma ali, mas preferiu acreditar que era cansaço do trabalho.


Você sabia, você sempre soube. Sua intuição avisou que aquele relacionamento não deveria nem ter começado, mas você abafou a voz da consciência para ouvir a do coração, já que na época, era o que parecia mais sensato fazer. O fim foi inevitável e o arrependimento resolveu te esfregar na cara o que a intuição tentou avisar.


Se soubéssemos dar mais valor às ações do que às palavras, pouparíamos nosso tempo e nossa alma de sofrimentos banais. Pouco importa o “eu te amo” se as ações não comprovam isso. Pouco importa se a pessoa diz que está com saudades, mas parece o mestre dos magos: aparece quando quer e some na velocidade da luz. Palavras não suprem atitudes!


Chega uma hora na vida em que a maturidade cobra uma nova postura e o arrependimento leva-nos à nocaute. E isso é ótimo! Arrepender-se significa dar uma nova chance para a própria história.


É nesse momento que quebramos as algemas do passado e começamos a nos envergonhar dos amores platônicos, das insistentes ligações não atendidas, dos pedidos dramáticos para que o outro ficasse em nossas vidas.


É através do arrependimento que aprendemos a nos responsabilizar pelos próprios erros. Aprendemos a nos culpar por não termos terminado a faculdade, por termos nos sabotado, por não termos tido amor próprio. Por não termos vivido os nossos sonhos e, a partir daí, mudamos. Como dizia Voltaire “Deus fez do arrependimento a virtude dos mortais.”


Encare seus erros como oportunidade de mudança e de poder de transformação e mude sua história. Porque, embora o arrependimento seja doloroso, permanecer em estado de inércia e ser espectador da própria vida é muito, muito mais…


*Pamela Camocardi 

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Às vezes é melhor continuar como se nada, como se ninguém, como se nunca…


Uma das melhores coisas da vida é que podemos decidir o que nos afeta e o que não nos afeta, o que nos apegamos e o que soltamos, em que investimos nossas energias e o que deixamos ir… E entre todas as opções que temos, às vezes é útil continuar como se nada tivesse acontecido conosco.


Não se trata de não levar o aprendizado de cada experiência, de não dar o lugar que corresponde a cada um, muito menos ignorar nosso passado, trata-se de não se envolver em nada não faz sentido pra nós. É sobre não permitir que o nosso passado nos defina, é sobre não permitir que uma experiência ruim se torne uma vida ruim, que não suportemos a dor do passado e continuemos a preencher a nossa bagagem.


Vamos dar a cada experiência a possibilidade de nos nutrir e escolhermos passar pela vida sem ela passar por nós. Se algo não deu os resultados desejados, não devemos sentir culpa ou ressentimento. Se alguém não foi capaz de ficar ao nosso lado ou a experiência foi mais dolorosa do que qualquer outra coisa, não vamos nos apegar e deixar que as próximas oportunidades que surgem em nosso caminho estejam sob a sombra da frustração, do medo ou de um coração que não pode curar.


A recuperação de nossas feridas depende apenas de nós, se decidirmos dramatizar, gerar dor, seguramente poderemos prolongar o sofrimento por um tempo indeterminado e poderemos tornar as feridas mais profundas, impossibilitando a cura.


Isso corresponde a um processo do ego e não do coração. O ego através da mente cria cenários terríveis e não nos dá a possibilidade de chegar à superfície sem mostrar nosso estado de colapso. A partir daí, devemos decidir o que é mais saudável para nós, o que nos permite crescer sem uma parcela do sofrimento generalizado.


Não vamos nos sobrecarregar com nada que possa nos causar desconforto, digamos adeus, vamos aprender a deixar ir ou ir embora quando considerarmos apropriado e sem receios de olharmos para o futuro com a esperança e a inocência de uma criança, com a confiança de que o melhor é para as nossas vidas, é mentalizar como se nada de ruim tivesse acontecido conosco.


*A Soma de Todos Afetos 


Por: Sara Espejo – Rincón del Tibet, tradução e adaptação por A Soma de Todos os Afetos


Imagem de capa: Pexels

terça-feira, 28 de junho de 2022

Na vida, sempre podem aqueles que acreditam que podem


Podemos ver a vida como uma luta ou como uma oportunidade, tudo depende da abordagem, há aqueles que sentem que precisam lutar continuamente, que tudo é mais difícil e difícil, que raramente conseguem coisas facilmente ou por mero mérito… Por outro lado, há muitos outros que simplesmente partem para o que querem. Para quem a luta é simplesmente mais um caminho, cada aprendizado é um caminho que pode ser de alegria para o objetivo final.


Confiança em si mesmo, obviamente, vai condicionar as realizações e sucessos que você recebe em sua vida, como suas quedas e falhas. Se você já sofreu por amor em algum estágio de sua vida, obviamente, você sentiu medo, ficou ressentido e se torno muito mais cauteloso, e isto já criou um constrangimento para você, forçando-o a sentir a necessidade de se proteger … por que não basta mais acreditar? … por que não deixar as coisas acontecerem e conhecer e confiar no que pudermos?


Talvez todos aqueles que fazem parte desse mundo maravilhoso e terrível hoje, tivemos a oportunidade de viver, mas nem todo mundo vive com a mesma vontade, somente aqueles que acreditam que podem realmente são o que fazem.


Nós podemos nos encher de dúvidas em muitos momentos da nossa vida, podemos sentir medo, incerteza, podemos pôr em causa uma decisão, mas não podemos deixar de acreditar em nós mesmos, porque a nossa principal arma é no final do dia é o nosso próprio braço. A partir do momento em que acreditamos que não somos capazes, então abrimos uma grande lacuna entre o que queremos alcançar e nossas capacidades, toda a energia que subtraímos de nós mesmos, transferimos para nossos medos …


Na vida não estamos isentos de cometer erros, sofrendo desapontamentos, traições, tristezas … tudo faz parte da vida, mas a maneira pela qual encaramos as coisas e acontecimentos de nossa vida, sempre fará diferença, pode por exemplo existir um grande abismo entre perder um ente querido, sentir essa dor e aceitá-lo, mas acreditar que podemos mudar a situação é uma loucura, isso só vai gerar sofrimento e desconforto, há reações naturais, como expectativa, medo, ansiedade e tudo o que pode nos invadir a qualquer momento, mas não podemos deixar de acreditar em nós, agora, em nosso presente e em nosso poder de transformar.


Mesmo que você nem sempre obtenha os resultados esperados, nunca pare de lutar, acredite em si mesmo, em sua intuição e na sensibilidade que o tornou quem você é agora, tenha a força para identificar suas fraquezas e acredite que você pode mudá-las, você possui escolhas, sempre escolha acreditar que você pode e pode.


*A Soma de Todos Afetos 


Traduzido e adaptado do site Rincón del Tibet

segunda-feira, 27 de junho de 2022

É a lição que você deve priorizar e não a dor


Quantas histórias se repetiram na sua vida e você questionou: “por que isso está acontecendo novamente”? Quantas traições, quantos abandonos, quantas pessoas falsas, quantas situações constrangedoras aconteceram que te levaram a pensar que você não merece ser feliz, afinal, só “atrai coisas ruins”.


Você já vivenciou a mesma situação, o mesmo problema e a esma dificuldade inúmeras vezes na sua vida pessoal, profissional e social, não é mesmo? São histórias de traições, abandono e rejeição que você carrega em forma de traumas na sua vida. Mas, acredite, isso acaba hoje!


Eu sei que você é uma boa pessoa e fez mais do que poderia para a relação dar certo, mas sabe, antes de uma relação dar certo precisamos entender que tudo o que vivenciamos envolve um propósito, uma razão e uma aprendizagem.


Deixe eu te explicar como a vida funciona: você atrai o que acredita merecer e o que você é. Tudo começa de dentro de você.


“Ahhh Pamela, quer dizer que ele me traiu e a culpa é minha?” Não! A culpa é dele! Mas, em algum momento você deu credibilidade e confiança à pessoas que não mereciam isso. Entende?


Não é o outro que tem que mudar, é VOCÊ! Ele ser um traidor, um falso e um interesseiro é um problema dele, afinal, isso é desvio de caráter de quem pratica. Agora, você ser permissivo e aceitar ser enganado só para mantê-lo em sua vida é um problema seu. Ficou claro?


Você não merecia a traição, o abandono e o relacionamento abusivo. Mas, você permitiu que esse tipo de relacionamento se aproximasse e fizesse esse “auê” todo em sua vida sem entender que a história estava se repetindo porque você não tinha aprendido a lição. Como dizia Friedrich Nietzsche: “quem só tem o espírito da história não compreendeu a lição da vida e tem sempre de retomá-la. É em ti mesmo que se coloca o enigma da existência: ninguém o pode resolver senão tu!”


Sejamos mais claros: enquanto você não se amar, o outro não vai. Enquanto você não colocar limites, o outro não irá respeitá-los. Enquanto você fizer “qualquer coisa” para que o outro fique em sua vida, ele oferecerá migalhas e não se esforçará para te conquistar, afinal, você já deixou claro que aceita isso.


Então, apenas por hoje, sente e analise todas (sim todas) as situações repetitivas em sua vida. Desde os relacionamentos amorosos até os profissionais. Depois que analisar bem, reflita a respeito de quais ensinamentos pode tirar de cada situação.


Procure não pensar no sofrimento que as situações te causaram e nem nas pessoas que proporcionaram isso. Olhe apenas para dentro de você e escute a sua mente. Quando você for capaz de aprender a lição e entender que respeito e amor não se exigem, irá atrair pessoas, situações e momentos tão incríveis que as dores passadas serão apenas lembranças superficiais.



*Pamela Camocardi 


Photo by Joshua Rawson-Harris on Unsplash

sexta-feira, 24 de junho de 2022

E com o tempo você vai perceber que muitas vezes é perdendo que se ganha


Talvez tenhamos repetido ou ouvido isso muitas vezes, mas nós já interiorizamos o seu significado? Realmente perder não é algo que é agradável para nós, somos formados de pequenos para a vitória, para a competição em um mundo implacável e aprendemos que perder apenas gera desconforto e frustração.


Quando falamos de perder, podemos ver as coisas em uma direção, na verdade, é geralmente um sentido negativo, no entanto, às vezes as coisas que nos atrasam nos resgatam de algum evento ou inconveniente, porque o mesmo acontece quando se perde.


Às vezes, quando perdemos, nos livramos de coisas, situações e pessoas que podem não nos servir, mas, no entanto, mantemos esse relacionamento em nossas vidas quando perdemos um emprego, quando um relacionamento termina, quando sentimos que perdemos uma oportunidade ou algo maravilhoso que poderia mudar nossa vida. Quando uma porta se fecha, uma janela se abre e só o tempo nos mostra que o que deve acontecer sempre acontece, mesmo que não esteja de acordo com o que queremos.


Aprender a perder não é apenas uma questão de humildade, é aceitar, manter a serenidade, resignar-se e deixar o tempo fazer o seu trabalho e demonstrar o seu efeito. É necessário olhar profundamente e ser capaz de estudar o verdadeiro significado de aprender a perder.


Todos os dias ao despertar, uma nova oportunidade é aberta, resistir, aceitar, aprender e continuar, é a maneira mais sensata de receber o que merecemos e nos libertar daquilo que não merecemos, para melhor ou para pior, faz parte da experiência de viver.


Devemos apenas nos dar o tempo necessário para nos curar, dar-nos a oportunidade de abrir nossos braços ao novo e ao que vem depois do que perdemos, porque na maioria das vezes investimos muito tempo e energia no passado e perdemos o presente.


Aceitar o que nos acontece diariamente, com humildade e resignação, nos conecta com as ações corretas; devemos agir com justiça e deixar que seja hora de agir, analisar cenários e deixar de lado as emoções negativas, tudo isso nos permitirá fluir com nossa vida em harmonia total, não com resistência.


*A Soma de Todos Afetos 


Traduzido e adaptado do site Rincón del Tibet

quinta-feira, 23 de junho de 2022

E aí, você acredita?


Você realmente acredita, do fundo do seu coração, que não existe impossível, que milagres acontecem, que a magia é real? Já parou para olhar ao redor?!


Sabe aquele sonho que os outros consideram impossível de se realizar?


Sabe aquele desejo por algo mais, por algo maior, que habita os recônditos mais profundos do seu ser?


Sabe aquela vontade, imensa, de que as coisas se acertem e tudo, finalmente, comece a fluir tal como previsto no seu íntimo script?


Sabe aquela ânsia para que comece a dar certo para todos, que o planeta mude completamente a rota e o universo conspire a favor da prosperidade e da abundância geral?


E aí, você acredita que possa dar certo?!


Você, de fato, já se fez essa pergunta?


Sim, porque não adianta ter tudo isso guardado dentro de si se não investir, periodicamente, uma esperança, uma energia, um amor para que possa se materializar.


E se quem comanda essa coisa toda está esperando você tomar uma posição firme para te recompensar?


Você se acha merecedor? Se sim, porque acredita que possa haver alguma coisa impossível? E é impossível para quem? Praqueles sem rumo, sem fé, sem perspectiva nenhuma na vida? E o que você tem a ver com eles?!


Os milagres estão aí, todos os dias temos algum para contemplar, é só olhar ao redor!


E sabe por que eles aconteceram para aquelas pessoas? Porque elas acreditaram! Elas fecharam os ouvidos para qualquer coisa que não fosse positiva! Elas fizeram por merecer!


E, então, você é uma pessoa de fé? Daquelas que não titubeia, que a coisa pode parecer piorar, que tudo pode aparentar ir para trás, mas não esmorece, pois sabe que vai chegar a hora em que tudo vai DAR CERTO!


Se ainda não aconteceu, tem um motivo! Acalme-se!


E se aconteceu diferente do que você esperava, vai fazer sentido, não tenha dúvida! Agora ou logo ali na frente…


Sabemos tão pouco das coisas, fazemos parte de um plano muito maior, temos que confiar!


A MAGIA está aí, corre solta pelos nossos dias atarefados, nossos trabalhos atrasados, nossas dores de cabeça, nossos pesares com o passado e ansiedades com o futuro… Nós apenas não prestamos atenção!


Se pararmos um minuto que seja, diariamente, para olhar ao redor, para olhar para o céu, para olhar para si, veremos que tudo é mágico, que tudo é divino, que TUDO É POSSÍVEL!


A vida, por si só, é algo misteriosamente fascinante e inexplicável!


E por que você, tendo essa oportunidade, vai questionar a possibilidade do que quer que seja?!


Apenas pare, respire, enxergue. E sinta.


Definitivamente, creia!


Sem angústias, sem questionamentos, sem necessidade de explicações, de lógicas, de probabilidades, de ansiedade…


Está na cara, é fato, é POSSÍVEL!


Eu acredito! E você?!


*Susiane Canal 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Apaixone-se por aquela pessoa que olha para você como se fosse mágica


Nós todos merecemos um amor que nos ame como somos, um amor com o qual não temos de colocar escudos para esconder as nossas preocupações, nossos medos e nossas fraquezas mais profundas. Merecemos um amor que nos amem com calma, que nos traga a paz, mas ao mesmo o tempo força para enfrentar as coisas que não podemos mudar, que seja alguém que nos leva a fugir, que nos ensina a usar as asas, a amar em liberdade.


Todos nós merecemos um amor que nos olhe como se não houvesse mais ninguém na terra, que nos cubra de beijos, que nos faça esquecer os complexos, os defeitos que muitas vezes causam insegurança.


Precisamos de alguém para nos fazer sentir que, mesmo sendo imperfeitos, somos perfeitos quando queremos.


Nós merecemos um amor que não tem dúvidas, que sabe que ao nosso lado é o melhor lugar, que sabe que mesmo que haja mil mundos, a nossa casa é sua única casa.


Aquele que faz do nosso mundo um lugar melhor, um cantinho no céu apenas para nós dois, que não tem medo de segurar nossas loucuras ou acreditar em ideias que na primeira impressão podem parecer desprovidas de sanidade.


Nós todos merecemos alguém que nos ame como somos, alguém para compartilhar o tempo, mesmo quando se trata dos momentos mais tensos. Alguém que nos traga fé e que creia na grandeza de nossas possibilidades, nossos sonhos, nossa desejo de crescer.


Nós merecemos caminhar ao lado de alguém que faz o amor aparecer em nosso riso, alguém para compartilhar as lágrimas, mas também alegrias. Alguém que pode nos fazer esquecer as raivas nos beijando, alguém que retorna para falar depois de brigar, alguém que possamos pedir perdão quando tenhamos cometido algum erro.


*A Soma de Todos Afetos 


Traduzido e adaptado por A Soma de Todos os Afetos, via Rincón Del Tibet – Sara Espejo

terça-feira, 21 de junho de 2022

Errar é coisa diária. Acertar é para quem se arrisca!


O risco sempre vale a pena, simplesmente pelo fato de que não há nada nessa vida que venha com cem por cento de garantia, quer seja para o sucesso ou o fracasso.


Viver é arriscado mesmo. Mas… será que temos outra alternativa?


Penso que não. Assim que colocamos os pés para fora da cama ao amanhecer de um novo dia, estaremos sujeitos às consequências daquilo que fizemos ontem, semana passada, ano retrasado, ou há muito tempo atrás.


O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Plantou tomate, vai colher tomates. Não há como ocorrer o milagre de colher cerejas num pé de tomates, ainda que ambos sejam redondinhos e vermelhos. Tomates e cerejas são coisas completamente diferentes!


Assim é com a vida. Muitas vezes escolhemos coisas pela sua aparência, mas não nos importamos em avaliar de fato a sua essência. Na ilusão daquilo que foi apenas visto superficialmente, corremos o risco de nos entregar a enganos atrás de enganos. Fomos enganados? Não! Nos enganamos por livre e espontânea vontade.


Quantas vezes na ânsia de receber um amor verdadeiro não embarcamos em canoas esburacadas e podres, apenas pela falsa impressão de encontrar ali o sentimento que será capaz de nos arrancar da solidão, e de uma vida de relacionamentos malsucedidos?


Quantas vezes não rompemos uma amizade por motivos tolos, bobas disputas de poder, fofocas infundadas, palavras rudes ditas num momento de confusão e ira?


Quantas vezes não desistimos de projetos ainda engatinhando por medo de nos envolvermos demais, nos responsabilizarmos demais, nos exigirmos demais?


E quantas vezes não nos rejeitamos a nós mesmos, baseados na leitura de outros sobre nós?


Somos eternas crianças num mundo abarrotado de novas lições!


E vamos errar, sim! Muito! Muitas vezes! De diferentes formas!


Porque errar é coisa diária. Mas certar… Ahhhhh… Acertar é para quem entendeu que o erro é a parte mais valiosa do aprendizado. Com o erro aprendemos a ser menos arrogantes e mais flexíveis diante dos nossos próprios enganos e dos enganos de nossos irmãos.


Errar é maravilhoso! Porque inaugura em nós a coragem de levantar do tombo, bater a poeira, arregaçar as mangas e tentar outra vez! De novo! De outro jeito!


*Ana Macarini 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Na vida, sempre podem aqueles que acreditam que podem


Podemos ver a vida como uma luta ou como uma oportunidade, tudo depende da abordagem, há aqueles que sentem que precisam lutar continuamente, que tudo é mais difícil e difícil, que raramente conseguem coisas facilmente ou por mero mérito… Por outro lado, há muitos outros que simplesmente partem para o que querem. Para quem a luta é simplesmente mais um caminho, cada aprendizado é um caminho que pode ser de alegria para o objetivo final.


Confiança em si mesmo, obviamente, vai condicionar as realizações e sucessos que você recebe em sua vida, como suas quedas e falhas. Se você já sofreu por amor em algum estágio de sua vida, obviamente, você sentiu medo, ficou ressentido e se torno muito mais cauteloso, e isto já criou um constrangimento para você, forçando-o a sentir a necessidade de se proteger … por que não basta mais acreditar? … por que não deixar as coisas acontecerem e conhecer e confiar no que pudermos?


Talvez todos aqueles que fazem parte desse mundo maravilhoso e terrível hoje, tivemos a oportunidade de viver, mas nem todo mundo vive com a mesma vontade, somente aqueles que acreditam que podem realmente são o que fazem.


Nós podemos nos encher de dúvidas em muitos momentos da nossa vida, podemos sentir medo, incerteza, podemos pôr em causa uma decisão, mas não podemos deixar de acreditar em nós mesmos, porque a nossa principal arma é no final do dia é o nosso próprio braço. A partir do momento em que acreditamos que não somos capazes, então abrimos uma grande lacuna entre o que queremos alcançar e nossas capacidades, toda a energia que subtraímos de nós mesmos, transferimos para nossos medos …


Na vida não estamos isentos de cometer erros, sofrendo desapontamentos, traições, tristezas … tudo faz parte da vida, mas a maneira pela qual encaramos as coisas e acontecimentos de nossa vida, sempre fará diferença, pode por exemplo existir um grande abismo entre perder um ente querido, sentir essa dor e aceitá-lo, mas acreditar que podemos mudar a situação é uma loucura, isso só vai gerar sofrimento e desconforto, há reações naturais, como expectativa, medo, ansiedade e tudo o que pode nos invadir a qualquer momento, mas não podemos deixar de acreditar em nós, agora, em nosso presente e em nosso poder de transformar.


Mesmo que você nem sempre obtenha os resultados esperados, nunca pare de lutar, acredite em si mesmo, em sua intuição e na sensibilidade que o tornou quem você é agora, tenha a força para identificar suas fraquezas e acredite que você pode mudá-las, você possui escolhas, sempre escolha acreditar que você pode e pode.



*A Soma de Todos Afetos 



Traduzido e adaptado do site Rincón del Tibet

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A parábola do escorpião


Uma parábola bastante conhecida e que pode nos ensinar muito a viver de maneira mais plena e consciente é a parábola do escorpião.


Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.

O escorpião vinha fazer um pedido:

“Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?”

O sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar.”

Disse o escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.”

Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.

No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.

Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?”

E o escorpião respondeu: “Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza.”


O que esta parábola quer nos dizer é que existem pessoas das duas naturezas em nossa sociedade, existem muitos sapos e escorpiões e cabe a cada um de nós ter a perspicácia de identificá-las ou de se identificar com esses tipos de personalidade.


Os sapos são aquelas pessoas que tentam agradar a todos, são aquelas pessoas tipicamente chamadas de “boazinhas”, mas não adianta ser bonzinho, o que nós precisamos é ser bons, o que é bem diferente de ser “bonzinho”. Quem é bom sabe impor limites aos outros, sabe se proteger dos aproveitadores, sabe colocar cercas nos seus territórios pessoais que só as pessoas que ama de verdade podem adentrar. Tudo tem a ver com a autoestima. As pessoas do tipo sapo têm sérios problemas de autoestima e precisam se valorizar mais, desenvolvendo o amor próprio.


Os escorpiões são aqueles indivíduos aproveitadores, que muitas vezes são até simpáticos e excelentes comunicadores, mas são extremamente egoístas e egocêntricos. Só pensam na própria felicidade e benefícios através das outras pessoas. Elas usam as pessoas como se fossem uma escada, pisam nelas para conquistarem o que querem. É preciso ter muita sensibilidade e perspicácia para identificá-los. Eu já fui vítima de escorpiões diversas vezes na minha vida, mas não culpo os outros, o problema estava em mim, que me comportava como um sapo, querendo agradar a todos e ser “bonzinho”. Hoje não sou mais ferroado por eles, simplesmente os evito, e sempre que percebo que eles estão “no bote”, só esperando para me ferroar, dou uma rasteira através dos meus questionamentos.


Uma coisa que eu percebi é que os escorpiões têm muita dificuldade de responder questionamentos profundos. Faça isso e você vai se surpreender! Desenvolva uma senso de convicção dos seus valores e ideais de uma maneira que se torne inquebrantável. Dessa forma você ganhará imunidade contra o veneno dos escorpiões. Antes de buscar profundamente o autoconhecimento eu não tinha esses “anticorpos”, hoje tenho e estou lhe instigando a criá-los também. Os “anticorpos” para os escorpiões são conseguidos com a busca incessante pelo autoconhecimento e pelo desenvolvimento da AUTOCOFIANÇA.

Reflita sobre essa belíssima parábola e desenvolva cada vez mais a sua consciência…


*Isaias Costa 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Rubem Alves já dizia “Ostra feliz não faz pérola”


O que você tem feito com suas dores? Quais são as suas cicatrizes? Quem é você depois das tempestades da vida?


Essas são algumas das perguntas que ficam subentendidas no livro “Ostra feliz não faz pérola” de Rubem Alves e que, a essa altura da vida, acredito que você já tenha lido e relido esse livro várias vezes, mas, caso não tenha, sugiro que faça o mais rápido possível, já que com uma sensibilidade extrema e um cuidado com as palavras como poucos tem, Rubem Alves leva o leitor a refletir e a encarar seu sofrimento como condição humana passageira e não como um martírio eterno.


Nas palavras do próprio autor, o título refere-se a: “A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para se mesma: preciso envolver essa areia pontuada que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire pontas outras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coisa que tem o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi”.


Sem usar uma sequência lógica na narrativa, Rubem Alves, logo no início de uma das crônicas demonstra como deveríamos lidar com as dores e com as opiniões alheias: “As ostras felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão…”. Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía.


E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia, passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada.


O pescador se alegrou, levou-as para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola.


Lição dada, a partir daí o autor trata de vários assuntos a partir da mesma temática: somos ostras que produzem pérolas. Dividido em onze capítulos temáticos (Caleidoscópio- de onde sai a crônica que nomeia a obra-. Amor, Beleza, Crianças, Educação, Natureza, Política, Saúde Mental, Religião, Velhice e Morte), os textos abordam a beleza produzida através da dor, da morte e de situações extremas de dificuldades. Autores como Nietzsche, Bach, Cecília Meirelles e até Jesus Cristo são citados por Rubem porque além de admirá-los, acreditava que os mesmos pregavam o autocontrole e o amor próprio acima de tudo.


Rubem Alves é escritor polêmico que divide opiniões. Fato incontestável. Se por um lado apresenta a religião em suas obras, está longe de defendê-la como verdade absoluta. Se mostra o amor como saudável, apresenta o seu lado perigoso na mesma intensidade. Para o autor, tudo tem dois lados, tudo leva à uma aprendizagem e tudo serve para alguma coisa. Basta estarmos dispostos a aprender e nos tornamos melhores diante das piores adversidades.


“Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só veem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si”.( Rubem Alves)



*Pamela Camocardi 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

O amor exige elegância-


O que mais prezo na relação é a elegância.


A elegância de preservar os laços e manter os segredos da parceria.


Quando o casal se ama e se protege. E nenhum fica debochando um do outro pelas costas. Quando o casal se ama e se guarda. E nenhum fica criticando o outro pelas costas.


Os comentários têm a pontualidade da delicadeza, na frente de sua companhia, com o cuidado de assegurar a resposta no ato.


Não existem mentiras, muito menos indiscrições ou distorções para parecer engraçado. A intimidade nunca será maior do que oportunismo de uma piada. Prefere ser leal a ser cômico. A graça passa, a lealdade fica.


Se alguém comenta que sua mulher é frígida ou dá detalhes de sua anatomia, não merece respeito. Se alguém comenta o tamanho do instrumento de seu namorado não merece respeito.


São mentirosos, falsos, invejosos. Não perdem uma oportunidade para fazer intriga e desmerecer a fortuna da rotina.


Aqueles que não cuidam das palavras certamente desprezam os demais cuidados. Pois o sentimento está dentro da palavra.


Aqueles que confundem liberdade com falar sem pensar estarão machucando de propósito.


São algozes, torturadores, sádicos. Vulgarizam sua própria escolha.


O ideal é sentir o que se diz, o mesmo que pensar duas vezes.


Aqueles que acham que cumplicidade é descrever tudo aos amigos não conhecerão jamais a posteridade. Os amigos devem receber o melhor de nossos esforços, já que formam uma segunda família, que levará adiante a confiança naquele casamento.


Porque quem fala mal do namorado ou namorada em público não ama, está somente jogando.


Porque quem fala mal do namorado ou namorada em público não ama, está satisfazendo interesses imediatos. Com uma brincadeira, expõe a avareza do que pensa.


Porque quem fala mal do namorado ou namorada em público não ama, não suporta ser bem tratado.


Porque quem fala mal do namorado ou namorada em público não ama, está apenas inferiorizando seu par para se destacar.


Porque quem fala mal do namorado ou namorada em público não ama, deseja aparecer a todo custo.


Porque quem fala mal de seu namorado ou namorada em público não ama, está competindo para ver quem destrói primeiro o relacionamento.


O que diferencia uma qualquer de uma namorada é a elegância.


O que diferencia um qualquer de um namorado é a elegância.


Só no amor encontramos a elegância. Fora dele, seremos devorados pelas piranhas e engolidos pelos tubarões.


*Fabrício Carpinejar

 

terça-feira, 14 de junho de 2022

“As vezes não conseguir o que queremos é uma tremenda sorte”


Existe uma história indiana que conta que um rapaz procurou um grande guru buscando ajuda e disse a ele que só havia escuridão à sua volta e que, portanto, ele não conseguia enxergar um palmo à frente do seu nariz. Foi então que o guru disse a ele que, na realidade, só havia luz ao redor dele, mas ele não percebia porque estava com os olhos fechados. O rapaz não compreendeu as palavras do guru que o mandou embora pra casa, dizendo que não havia nada que poderia ser feito para ajudá-lo, pois ele era o único que podia controlar suas próprias pálpebras. Meu pai simplifica essa história com o costume de dizer que alguém no fundo do poço – agarrado a uma pedra que ama – não pode ser resgatado por ninguém.


Nesse mesmo contexto, uma piada, dessas infames, conta que o diabo estava muito frustrado com Deus, pois mesmo as pessoas mais miseráveis o amavam; foi então que Deus contou seu segredo: ele apenas dava a elas o que elas pediam e, dessa forma, sua infelicidade era única e exclusivamente culpa delas mesmas. Dalai Lama explica essa piada com maestria: “às vezes, não conseguir o que você quer é uma tremenda sorte”. Irônico? Alanis já dizia que sim; como aqueles bons conselhos que só descobrimos que eram bons quando já estávamos em um avião em queda-livre em plena quinta-feira chuvosa.


A vida tem dessas coisas e às vezes, quando a gente cospe pra cima o escarro realmente cai na nossa testa; assim, como quando você se apaixona por quem disse que jamais amaria ou acaba sustentado pela mesmíssima área que sempre disse que nunca trabalharia. A verdade é que ninguém faz a menor ideia do que está fazendo e que quase todo mundo não tem o menor alcance nem disso, nem de que não está sozinho nessa.


A realidade é que está todo mundo segurando sagradamente alguma pedra dentro do seu próprio poço, e mesmo assim, fica desesperado quando vê alguém que ama insistindo em não abrir as próprias pálpebras e enxergar a luz que você vê. Todo mundo segurando suas convicções com prazo de validade vencido; é muita gente se agarrando a aquela pedra que, por exemplo, mantém pessoas incríveis insistindo em relacionamentos extremamente problemáticos apenas para não abrirem mão de um amor que se prova diariamente insuficiente e destrutivo.


Dá pra entender, afinal é mesmo muito difícil, às vezes arrasador, abrir mão da nossa querida pedra; de planos que fizemos e das coisas e pessoas que queremos e amamos. Isso sem falar no nosso orgulho ferido. É tão difícil, tão difícil, que preferimos ser infelizes a desistir. Quase como quando gastamos uma fortuna em um sapato que é lindo, mas acaba com o nosso pé, e então fazemos questão de continuar utilizando até a sola furar ou nosso pé encher de bolhas só de birra. É difícil pra caramba se questionar, mas é necessário: será que não é melhor perder o dinheiro do que perder o pé? Será que o que o nosso orgulho vale mais que nosso alívio, nossa alegria e nosso bem-estar? Vale mais do que admitir pra gente – e pros outros – que gastamos uma grana num sapato que, no fundo, não foi bom pra gente? Será que admitir nossa humanidade e falibilidade nos faz menores? Já diriam os sábios que a nossa felicidade está onde acaba o nosso ego.


Mas como vencer nosso ego num mundo regido por egos? Como admitir nosso fracasso num livro feito para publicar vitórias? Como vencer nossa vaidade num mundo onde a felicidade é regra e a infelicidade é doença? A verdade é que Álvaro de Campos estava certo quando disse que é muito difícil ser humano ao lado de semi-deuses. É muito difícil levar porrada quando todos que você conhece têm sido campeões em tudo.


Talvez a resposta esteja além dos deuses. Eu tenho quase certeza que está além da nossa compreensão. Só sei que é necessária a coragem de tentar ser transparente num mundo onde a privacidade se esvai pelos dedos enquanto a verdade íntima fica, muitas vezes, opaca. É necessária a coragem de entender que a felicidade e a infelicidade são igualmente necessárias e apenas vividas pelos que têm a coragem de falhar e continuar tentando. Afinal, se “perde-se também é caminho”, então desistir também tem que ser.


Fica, portanto, a esperança e o desejo de que possamos nos perder mais, e também desistir mais e sempre que for preciso pra poder recomeçar; desistir pra poder mudar de rota, de vida, de amor e de hábitos; desistir pra desistir da pedra que nos prende ao fundo do poço; desistir pra finalmente abrir os olhos e enxergar a luz.


Que tenhamos a coragem de desistir e que essa coragem de sermos falhos traga consigo plenitude e felicidade; porque desistir também é um caminho e, as vezes, é o melhor. “Isn’t it ironic?”


*Kéren Carvalho 

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Eu sei que amanhã vai passar, mas hoje está doendo muito…


Muitas vezes, não queremos ouvir ninguém nos dizendo que aquilo vai passar, que amanhã será um novo dia, que temos de ser persistentes, pois sairemos mais fortes daquilo tudo. Queremos apenas que alguém entenda a nossa dor e nos deixe sentir todo o amargor daquele momento doído.

Nossa primeira reação ao ver uma pessoa querida sofrendo é tentar lhe transmitir esperança, no sentido de confortar a sua dor. Para isso, costumamos encorajá-la a olhar para o futuro, dizendo-lhe que aquilo tudo tem algum propósito e ela ainda haverá de entender, que tudo o que nos acontece é útil e necessário, entre outras palavras de conforto.

Muitas vezes, porém, não queremos ouvir ninguém nos dizendo que aquilo vai passar, que amanhã será um novo dia, que temos de ser persistentes, pois sairemos mais fortes daquilo tudo.

Queremos apenas que alguém entenda a nossa dor e nos deixe sentir todo o amargor daquele momento doído, alguém que nos permita ser fracos e inseguros naquele instante, permanecendo ao nosso lado, se possível com um silêncio que acolha e transmita compreensão.

Todos sabemos que os tombos nos fortalecem e trazem aprendizados importantes ao nosso amadurecimento pessoal. Também sabemos que o tempo ameniza o sofrimento e traz novas esperanças, novos motivos para continuarmos sonhando nossos ideais de vida. Porém, no momento em que estivermos imersos na escuridão inconsolável, sentindo-nos a pior das pessoas, muito pouco nos adiantarão quaisquer palavras que tratem do futuro, porque o hoje estará nos aniquilando.

Isso não quer dizer que não precisaremos de gente ao nosso lado nos dando forças durante nossas misérias emocionais; isso quer dizer que precisaremos de alguém que, antes de tudo, demonstre entender o que estamos sentindo e nos permita passar por aquilo, até que o fundo do poço não mais nos caiba. Quem sofre precisa de consolo empático, precisa saber que o outro entende e vai deixá-lo sofrer o que tiver que ser seu até que consiga expulsar aquilo tudo de sua vida.

Então, quando as nuvens começarem a se dissipar, quando os raios de sol conseguirem alcançar o rosto de quem padecia na escuridão, aquele que esteve ali ao seu lado fará toda a diferença, ajudando-o a voltar ao caminho de ida, à jornada de busca da felicidade que com certeza ainda estará por vir. Caminhar junto é preciso, mas saber a quem dar as mãos enquanto se constroem os sonhos que sustentarão essa jornada determinará a qualidade de vida e de amor que levaremos em nossos corações.


*Marcel Camargo 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

A vida é breve. O amor, não.


Já escrevi uma porção de vezes sobre a importância do agora, até mesmo para que eu não esqueça de viver no hoje. O fato é que a gente só se dá conta da brevidade da vida quando muitas delas são tiradas de repente, como um sopro de Deus.


E nosso corpo se curva diante do “já” na certeza de que a qualquer momento o “amanhã” não vem. E é assim para todo mundo, não tem jeito. Nascemos, vivemos e morremos. O que vem depois é outra história, – uma história que, aliás, acredito muito que continue.


Se nascemos, vivemos e morremos, – e essa é a única certeza que temos, fica claro que o “vivemos” é o que define o lance todo. O meio do caminho ou o caminho do meio, como você achar mais bonito.


O “vivemos” é justamente aquilo que fazemos dos nossos “agoras”. Muito embora tenhamos na bagagem diversas lembranças do passado, – e isso faz parte do que nós somos, não é possível viver delas. Menos ainda do que não veio, ou seja, das expectativas para o futuro. Que futuro? O futuro já está acontecendo, entende?


O sopro de Deus tem lá suas razões e, ainda que a dor seja afiada, precisamos confiar que tudo tem um propósito para os que vão e para os que ficam. Nossa vida é um barquinho em alto mar, já fiz um texto sobre isso. A embarcação segue o seu rumo em direção a todos os destinos que temos. Também somos feitos de destinos, muitos, diversos, inúmeros.


Mudamos a rota, perdemos marujos e comandantes, e também ganhamos novos parceiros, novos remos, novas possibilidades todos os dias. Precisamos estar de olhos abertos para enxergar o que nos chama e para nos despedirmos do que precisa ir embora. Viver é a única garantia que temos e se nem isso fizermos, de que vale por o barco no mar? Olhe para o lado, para os dois lados, e veja quem são seus companheiros de estrada, quais os parceiros que a vida te deu e de que forma você tem os tratado?


O que é possível para oferecer mais abraços? Mais beijos? Mais cafés? Mais encontros? O que falta para que a cada partida, ainda que doa fundo, tenhamos a certeza de que amamos com toda força do nosso coração? Talvez essas respostas não sejam tão óbvias. Porém, a possibilidade de fazer mais e melhor nos é dada todos os dias. Se não temos o poder de evitar os sopros de Deus, o que devemos fazer?


Amar, só isso. O amor é a coisa mais importante do mundo e é nosso superpoder, não custa nada, não tem prazo de validade, nem de vencimento e pode ficar maior a cada dia. Para isso, e é só isso, basta entender que a brevidade da vida acontece para que possamos compreender a importância de amar.


Vamos amar infinito, bonito, direitinho. Vamos encher o outro de tudo isso e colocá-lo em nossos braços como se fosse o último abraço. Talvez seja. Talvez nem perto do fim esteja. Quem vai saber?


“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, disse Renato. A vida é breve, mas não precisa ser curta. Porque o tempo, enquanto espaço entre um abraço e outro, só serve para nos intimidar. A vida é breve, mas pode ser incrível. A vida é breve, mas deve ser vivida como se fosse comprida, imensa, para sempre. Amar é o que devemos fazer.


Porque a vida é breve, mas o amor…


O amor é infinito.​


*Ju Farias 

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Ah! Como eu queria que fosse com você…


Como eu queria que fossem suas as mensagens de bom dia no meu celular.


Como eu queria que fosse o seu abraço me esperando chegar… como eu queria que todos esses planos e projetos fossem com a gente.


Aliás, em meio a tanta gente, ainda é você que eu busco por aí, em vão, tentando encontrar.


Sim, sim, eu trocaria toda essa gente na mesa do bar, por você comigo, em qualquer lugar.


Eu queria que fosse você, vindo me buscar.


Eu queria os seus beijos hoje. Era no seu peito que eu queria me aconchegar. A sua voz que ainda me faz arrepiar. E o seu nome, que prefiro nem escutar…


Ainda é você que reina absoluto aqui dentro de mim.


Ainda são os teus olhos que me tiram o sono.


Ainda é o seu corpo que eu desejo com toda as forças.


É a sua ausência que me corrói a alma e me faz chorar em silêncio antes de dormir.


É nas suas loucuras que eu gosto de me embrenhar e nunca mais sair.


Eu sei que não pode ser, mas isso não me impede de querer que fosse. Eu queria que fosse você, para todo o sempre.


Eu queria que fosse você nessa viagem que tanto sonhamos.


Eu queria que você fosse o pai dos filhos que eu ainda nem tive.


Eu queria a sua bagunça tão deliciosa na minha casa.


E, meu Deus! Como eu queria que essa casa fosse NOSSA!


Eu queria as suas mãos me percorrendo e o seu corpo me aquecendo, como só você sabe fazer.


Eu queria ficar mais uma daquelas madrugadas ouvindo você falar sobre os problemas do mundo e, claro, as soluções.


Eu queria NÓS; sem preposições.


Eu queria nós dois no banco de trás do seu carro, depois de muito beber…


Eu queria você no meu café sóbrio, na segunda de manhã.


Eu queria você cantando enquanto esperávamos o trânsito fluir.


Eu nunca quis lhe deixar ir.


E, hoje, eu preciso me soltar de você. Já foi o nosso tempo; nunca mais haverá.


Estou aqui fazendo um esforço danado para me convencer…


Você daria risada, da minha cara de NADA, como você costuma dizer! Realmente, é assim que eu me sinto… um NADA tentando sobreviver.


Tentando me acostumar que estou fazendo isso tudo com uma outra pessoa e que a vida tem de seguir.


Eu não quero mais querer, mas eu queria que fosse você… entrando por aquela porta e me pegando pelos braços, dizendo que eu ainda sou o grande amor da sua vida.


Colocando para tocar nossa música preferida… e fazendo tudo aquilo que só você faz comigo.


Eu queria que fosse você nas fotos no meu álbum de casamento…. a dançar comigo, como combinamos por tanto tempo…


Eu queria que fosse você brindando comigo o meu progresso, olha só, eu cheguei onde tanto queria chegar.


E você não acreditaria se eu dissesse que não tem a menor graça.


A gente sorri, vai levando…não se pode parar.


Mas, voltar a ser inteira, eu tenho a noção de que tão cedo não vou voltar.


Nem adianta tentar explicar nossa história e as peculiaridades tão nossas que fizeram de mim, plural. Um plural insuperável. E inesquecível.


NÓS, que eu nunca mais serei com ninguém.


Eu não queria que tivesse sido desse jeito… eu só queria que tivesse sido com você.


*Bruna Stamato 

terça-feira, 7 de junho de 2022

Coloque Deus em primeiro lugar em tudo que você faz”, diz Denzel Washington para os jovens


Ele disse: “Número um: coloque Deus em primeiro lugar. Coloque Deus em primeiro lugar em tudo que você faz. Tudo que você pensa que vê em mim, tudo que eu realizei, tudo que você pensa que eu tenho – e eu tenho algumas coisas. Tudo que eu tenho é pela graça de Deus. Entenda isso. Foi um presente.”

A medida que vamos aceitando e entendendo que tudo que somos e temos é um presente de Deus, que nossos dons e habilidades foram concedidos por Ele, nutrimos em nós uma humildade e uma certeza de que somos muito pequenos diante da criação e do criador e por isso devemos ser gratos a Ele.

Tudo isso nos lembra que não somos donos de nada, nem da nossa própria vida, nos lembra que somos apenas um inquilino nesta vida, não um proprietário.

Sabendo disso, passamos a reverenciar o nosso próprio ser e a nossa divindade finita, e colocamos nossa vida nas mãos invisíveis dEste, que criou tudo e todos, e entendemos que estamos simplesmente levando a vida que Ele nos concedeu e nos chamou para viver.

Denzel é um homem que entregou sua vida a Deus! Ele colocou Deus em primeiro lugar e concedeu todas as bençãos e realizações que recebeu, a Ele.

Depois de receber o prêmio no evento de angariação de fundos da Crossroads Theatre Company, ele compartilhou o seguinte em um auditório lotado:

“Não tenho medo de agradecer ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Não tenho medo de ir a qualquer lugar e contar a todos o que Ele fez por mim.

Estou feliz e satisfeito com onde estou e para onde estou indo.

Rezo para que você venha comigo.

Agradeço por me apoiar.

E rezo para que eu continue a fazer você se orgulhar de mim.

Prometo que farei a vontade de Deus até o meu último suspiro.”

Se não fosse o bastante, ele continuou a emocionar a todos dizendo:

“Entre objetivos e conquistas há disciplina e consistência.

Rezo para que todos vocês ponham seus sapatos debaixo da cama à noite para que se ajoelhem de manhã para encontrá-los, e enquanto estão lá embaixo a pegá-los, possam agradecer de joelhos a Deus pela graça, misericórdia e compreensão que concede diariamente a todos nós.

Todos nós ficamos aquém da glória.

Todos temos o suficiente…

Se você começar a pensar em todas os motivos que tem a agradecer, passará o dia inteiro agradecendo.

(…) Eu ganhei centenas de milhões de dólares em minha vida. Eu não posso levar nem um dólar comigo, e você também não.

O IMPORTANTE É O QUE VOCÊ FAZ COM O QUE TEM.

Todos recebemos presentes diferentes. Algum dinheiro, algum amor, alguma paciência, algumas habilidades para tocar as pessoas, mas todos nós temos que aprender o que fazer com o que recebemos. A Usá-los e, principalmente, a Compartilha-los”.

A humanidade com toda a certeza precisa de muitos homens com Denzel. Quanto mais homens dedicarem suas vidas, seus dons e seus bens à Deus, na certeza de que não existe bem maior no mundo do que o bem que oferecemos em forma de amor, menos sofrimentos teremos no mundo, e mais bençãos receberemos do Alto, vindas do amor divino.

Denzel Washington vive a vida inspirando as pessoas, e constantemente posta vídeos que aproximam mais e mais pessoas de Deus. Não fala de religião, fala apenas de Deus e com suas mensagens profundas, impregnadas de amor, somos absorvidos e completamente contagiados.

Deixemos nos guiar por Ele! E passemos a agradecer mais e a reclamar menos!

Enquanto agradecemos, não temos tempo para reclamar, então, agradeça durante o dia todo!

Notará em poucos dias a mudança extraordinária que Deus fará em sua vida!


*Bárbara Neres

segunda-feira, 6 de junho de 2022

“Nunca prejudicarás a alguém sem prejudicar-te. Nunca beneficiarás a essa ou aquela pessoa sem beneficiar a ti mesmo”


Os caminhoneiros estão em greve. Faltam combustível e alimentos. Os serviços de saúde estão suspensos. Quem iria viajar no feriado, desistiu. Quem depende de transporte público, correios e remédios, está na mão. As escolas dispensaram seus alunos e os supermercados estão com o estoque no chão.


No meio dessa escassez e dificuldade, nos deparamos com histórias que assombram tanto pela grandeza quanto pela miséria de sentimentos. E percebemos que, nos momentos de crise, afloram o bem e o mal do ser humano. Aquilo que é mais baixo ou elevado dentro de cada um. Aquilo que revela quem somos de fato.


Carregamos a bondade e a maldade dentro de nós. Porém, são nossas escolhas que nos tornam nobres ou perversos. Podemos escolher agir com egoísmo, inveja e mesquinhez. Ou podemos optar pela solidariedade, generosidade e gentileza. Podemos decidir tumultuar ainda mais o caos, com nossa intolerância, ira, egocentrismo e individualismo; ou podemos preferir pacificar as circunstâncias com nossa empatia, camaradagem e caridade.


Pequenas atitudes, como ceder seu lugar na fila do combustível para quem está mais necessitado que você, ou não correr para os postos de gasolina se seu tanque ainda tem quantidade suficiente para mais alguns dias, lhe tornam uma pessoa mais consciente e honesta. E descobrimos que esperto não é aquele que “se garante” no momento, mas garante o bem comum em nome de um mundo mais justo e melhor.


Que tipo de país o cidadão quer para si e seus filhos, se num momento como esse remarca o preço dos combustíveis a níveis estratosféricos? Que tipo de sociedade o pai de família deseja para seus entes queridos, se faz estoque de álcool e gasolina sem necessidade na sua garagem? Com que tipo de planeta os jovens infratores sonham, se colocam fogo nas rodovias para assombrar e roubar os que ali precisam transitar? Que tipo de mundo nós mesmos queremos, se só sabemos apontar o dedo para o outro, mas não conseguimos perceber nosso egoísmo, comodismo e individualismo quando não oferecemos carona ao colega que mora no nosso bairro e pega condução; quando desperdiçamos água, energia e alimentos; quando deixamos o banheiro público sujo após usá-lo; quando não nos importamos com quem “vem depois” porque ninguém fará o mesmo por nós.


Quando você toca a vida do outro com doçura, empatia, gentileza e generosidade, acaricia a si mesmo. Seu espírito adquire suavidade, seu olhar transmite paz, sua respiração conquista serenidade e por dentro sua alma assobia canções há muito tempo esquecidas. Quando, ao contrário, você imagina a vida como uma corrida em que seu objetivo é chegar na frente, precisando se sair melhor que seus “concorrentes”, e desejando tornar todos menores que você, certamente o maior prejudicado será você mesmo. Ao tentar tirar vantagem sobre o outro, minando sua confiança, destruindo sua esperança e diminuindo suas chances, a vida se torna sombria, amarga e fatalmente prejudicial para você e para os que o seguirão.


A frase título desse texto é de Chico Xavier, e me encanta profundamente. Pois as pessoas não percebem, mas quando puxam o tapete de alguém, trapaceiam, são injustas, mesquinhas ou egoístas, o mundo as tratará da mesma forma _ se é que já não trata. Porém, quando se empenham em ser generosas, solidárias, honestas e empáticas, naturalmente sentirão os benefícios: a vida ficará mais leve, os sapatos apertarão menos, a culpa não sufocará tanto, e enfim perceberão que nosso caminho é consequência da forma como tocamos a vida uns dos outros: toque com intolerância e egoísmo, e terá rancor; toque com gentileza e generosidade, e frutificará amor…


*Fabíola Simões 

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Dói, mas passa


Eu tenho aprendido umas coisas nessa vida. Uma delas foi olhar pra trás sem deixar de ir adiante.


Mesmo que você já tenha lido em vários lugares que o mundo não vai parar de girar pra que você conserte seu coração quebrado, você ainda tenta se convencer de que ele vai dar uma pausa pra você varrer os cacos pra qualquer lugar fora de você.


Não adianta tentar fugir disso. Tudo segue um ciclo natural. A gente fica um tempo se parecendo uma árvore sem folhas no inverno, e no momento da dor, esquecemos de lembrar que a primavera está pra chegar.


Não tenha medo ou vergonha de encarar esse momento. Você não tem que provar ou mostrar pra ninguém que tem alguém. Muitas vezes só nos encontramos quando nos perdemos. É libertador nos conhecermos melhor. É fortificante encararmos nossos medos de frente. Aceitar nossos erros e acertos, não sendo cruel com nós mesmos.


Quando se entra em um relacionamento, é natural criarmos expectativas em relação a quem está do nosso lado, dividindo conversas, beijos, amassos e noites de lençóis suados e amarrotados. Não se culpe por isso, mas não condicione sua felicidade a outra pessoa. Por mais que se goste ou ame, nunca saberemos ao certo e com precisão o que outra pessoa sente.


Já escrevi antes que, no amor, nunca há garantias. Se entregar pra alguém, sempre será um risco e não se deve deixar de viver um grande amor por medo, mas lembre-se de uma regra básica e pouco praticada: antes de amar alguém, se ame primeiro.


Seja exigente. Não aceite metades ou migalhas. Se o que está vivendo não for o que espera de uma relação à dois, não tenha medo de dizer adeus. Se doer, lembre-se que isso passa. É difícil deixar algo que a gente gosta, mas lembre-se que nem tudo que gostamos, é saudável pra nossa vida. É melhor sofrer longe um tempo, do que o resto da vida ao lado de alguém que mais te faz mal do que bem.


Não pense que se jogar nos braços da primeira pessoa que parecer interessante, irá resolver. Tampar o sol com a peneira só irá piorar as coisas. Você está assumindo o risco de magoar alguém que não tem nada a ver com quem te machucou e não soube te valorizar da forma e reciprocidade que merece. Tente se curar sem se envolver com alguém. A ferida não irá cicatrizar se você não der o tempo necessário. Deixe doer. Chore o que precisar. Grite. Corra. Observe o mar e vá de encontro às ondas. Lave a alma.


Pode ser que não seja a primeira ou última vez que você parta seu coração. Se olhe no espelho. Hoje você derrama lágrimas de tristeza. Se amanhã ou depois você irá derramar lágrimas de felicidade, só depende de você. Nunca vi certidão de óbito com a causa morte “amor”. Dói, mas passa.


*Flávio Jonatan 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Não deixe que ninguém faça você acreditar que não merece o que deseja


Faça-se de surdo às mensagens de “você não sabe”, “você não merece” ou “você não pode”. O primeiro passo para o crescimento pessoal é a libertação de tudo aquilo que te magoa e que te menospreza, pois só você sabe o que vale, e deve fazer o possível para alcançar aquilo que realmente merece: a felicidade.


A milionária indústria do crescimento pessoal está repleta de cursos de coaching, de livros e de conferências, nesse complexo oceano que supõe a conquista da felicidade. No entanto, por vezes, acabamos desesperados. Nos perguntamos se essa procura pelo equilíbrio, calma e conquistas não será mais do que um Santo Graal, uma enteléquia inalcançável.


“Você merece o melhor do melhor porque você é uma daquelas poucas pessoas que neste mísero mundo segue sendo honesta consigo mesma”. -Frida Khalo-


Poderíamos dizer de forma inequívoca que não existe uma teoria exata sobre a felicidade. Na realidade, existem muitas. A única coisa que podemos fazer é recolher os ingredientes de todas elas para criar a nossa própria fórmula, tendo como base as complexidades e necessidades que nos definem, sem nos esquecermos, isso sim, de incluir um ingrediente extra: a coragem!


Porque aquilo que você merece está mais além das fronteiras do medo


Mais além das inibições de quem coloca fios nas fissuras das suas inseguranças. Retire-lhes o poder e comece a alterar o seu estilo cognitivo para poder tomar as rédeas destes mares agitados que nos afastam da nossa ilha de tranquilidade, da nossa verdadeira identidade.


Propomos que você se aprofunde conosco nestas questões.


Quando você esquece aquilo que merece e se torna invisível


Por vezes isso acontece. Acontece que nos tornamos invisíveis, que a nossa voz se transforma no eco de outras vozes ou que as nossas necessidades e desejos desaparecem para dar lugar a outras que se encaixam melhor nas expectativas alheias. Não sabemos muito bem como tudo começou, mas o que percebemos realmente é a dor ao respirar e a corrente fria que é a nossa autoestima tão baixa, tão maltratada.


Poderíamos colocar a culpa na nossa família, tão tóxica e egoísta. Poderíamos também responsabilizar pela nossa infelicidade aquela relação afetiva tão caótica e dolorosa que tivemos ou temos. No entanto, e ainda que seja difícil admitir, a responsabilidade é apenas nossa. Não é o que está ao nosso redor que nos gera ansiedade, mas sim o modo como nos ligamos a determinados cenários, a determinas pessoas, a ponto de nos tornarmos invisíveis, de nos tornarmos reféns do medo.


Temos que tomar consciência, devemos deixar de lado o que sentimos para recordar o que merecemos. Algo assim apenas se consegue sendo plenamente responsáveis por nós mesmos. Os pensamentos que remoemos e a indecisão nos fazem cair nos abismos do medo até ao ponto de permitir que sejam os outros a decidir por nós. Outros que lhe dizem o que você merece e o que não merece.


Não permita isso: vista armaduras que tenham a sua estatura, calce sapatos mais fortes e caminhe por uma nova trilha vital habitada pela responsabilidade pessoal e pela determinação. Você merece aquilo que deseja.


Retire o poder de quem rouba a sua liberdade


Ninguém deve fazer com que você acredite que não merece o que deseja. Esta ideia é algo que você deve ter em mente, sobretudo na infância. Se desde criança nos habituamos a ouvir a cansativa história de “isso não é para você” ou “você não vai conseguir fazer aquilo”, as profecias autorrealizáveis acabarão por determinar toda a nossa vida, porque iremos tropeçar, iremos deixar de lutar pelos nossos sonhos. Terão roubado as nossas asas antes do tempo.


“Não despreze ninguém; um átomo também faz sombra.” -Pitágoras de Samos-


É necessário retirar o poder de quem ousa roubar a nossa liberdade. Ninguém tem o direito de nos degradar emocionalmente, de lançar os seus torpedos catastróficos, de nos rotular como fracos ou perdedores. Coloque o filtro da sabedoria nos seus ouvidos e a armadura do “egoísmo saudável” no seu coração e comece a recordar o que você merece de verdade.


Vamos te explicar como fazer isso.


Estratégias para alcançar aquilo que você realmente merece


Em primeiro lugar, tenha em conta que você não é a única pessoa que merece ser feliz. Os outros também têm este direito, mas eles podem fazer isso à sua maneira, como bem desejarem. Nós o faremos do nosso modo, mas sem magoar ninguém.


– Certamente ao longo da sua vida você fez muitos, imensos sacrifícios pelos outros. A partir de hoje, lembre-se de algo essencial: para conviver, não temos que nos sacrificar todos os dias. Conviver significa construir, e se o que você tem feito até agora é perder, então está na hora de começar a ganhar.


– Vamos praticar agora o que se denomina por egoísmo saudável. Esta arte implica deixar a abnegação para conciliar o respeito alheio com os seus desejos e necessidade pessoais.


– Ser um “egoísta respeitoso” não é fácil, principalmente porque muitos de nós fomos educados com a ideia de que temos que agradar ao próximo, de que o bom filho faz a família feliz e o bom parceiro deixa tudo para trás pela pessoa amada.


– Nada nem ninguém pode nem deve estar acima dos seus direitos vitais. Porque se os outros o arrastam em direção à ideia de que você não é ninguém, de que é um zero à esquerda e que “não sabe”, “não merece”, estão tentando torná-lo vulnerável e controlável.


Não permita isso. Caso seja necessário, afaste-se e simplesmente respire.


O que você merece, deseja e necessita está mais além desses ambientes em que você é invisível e onde a sua voz não conta. Porque lembre-se, toda a sua pessoa conta, você é uma pessoa bela, valente e capaz de alcançar aquilo que tem em mente.


O ingrediente mais importante para ser feliz é você mesmo.


*A Soma de Todos Afetos


Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Tem gente que está na pior e quer te ver pior que ela

A pessoa achou que sabia de tudo. Bateu no peito e gritou. Disse ser a dona da verdade. Taxou suas palavras como ofensivas, pois não se alin...