quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Que você seja a volta por cima!


Desejo que você cresça, que se torne gente grande. Grande por dentro. Grande de coração. Que você consiga ser alguém que deixa sorrisos sinceros por onde passa, alguém querido e estimado por pessoas com uma alma tão imensa quanto a sua.


Desejo que você se coloque no lugar do outro, seja esse outro quem for, seja esse outro afim ou não com seus pontos de vista, com suas ideias, seja ele próximo ou distante. Que você enxergue a dor do outro e se compadeça, percebendo que ninguém está livre de sofrer, que ninguém deve ser julgado com crueldade, sem antes ser entendido.


Desejo que você não se cobre demais, não queira perfeição em tudo. Que saiba rir de si mesmo, mas que não ria dos outros e sim com os outros. Que não se sinta mais importante do que alguém por conta de grana, estudo, posição social. Que consiga, por isso, enxergar as qualidades das pessoas, o melhor de cada um, para que não se perca em meio ao próprio orgulho.


Desejo que você divida, compartilhe, distribua sentimentos, felicidade, sabedoria, conhecimento. Que não detenha somente para si os saberes que podem ajudar um monte de gente, que consiga ser generoso, percebendo os ecos da vida, que nos devolvem na medida exata do que ofertamos.


Desejo que você não tenha medo de errar e erre muito, de forma a aprender com cada vacilo, com cada escolha equivocada. Que você, inclusive, assuma seus atos, todos, mesmo aqueles que machucaram, que vieram do seu pior. Que a oportunidade de acertar venha depois disso tudo, para que você não se sinta menor do que é.


Desejo que você ame. Que o amor seja inequívoco e constante em seu caminhar. Que o amor acompanhe seus passos, suas decisões, seu trabalho, seus relacionamentos, seu dia, sua noite, sua bonança e sua escuridão. Que o amor que você ofertar retorne e se multiplique para muito além do que se possa imaginar. E que seja recíproco.


Desejo que você chore, sem restrições, sem medo de ser fraco. Que entenda a humanidade que a tristeza encerra, a pureza que as lágrimas trazem ao coração. Mas que não se demore por ali e consiga voltar a esperançar, enxergando tudo o que renasce com o nascer do sol. Que a esperança sempre acene em sua direção, ainda que não pareça haver saída, ainda que tudo esteja nublado. Que sempre haja recomeços em sua vida.


Desejo, enfim, que você seja quem supera, quem se reergue, quem sobrevive e segue. Que você seja quem continua, quem se perde e se encontra. Que você seja quem se ama, quem se valoriza e não aceita qualquer porcaria. Que você seja a volta por cima.


Assim seja.


*Marcel Camargo 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

MUITO CUIDADO COM O MEDO: ele é um exterminador da vida.


Às vezes não nos damos conta de quanto o medo pode nos ser prejudicial.


Ele sequestra sonhos, paralisa a prosperidade, nos mantém ligados a pessoas erradas, nos torna azedos, nos faz ver coisas que não existem.


Ele sempre cogita as piores hipóteses para tudo, nos cegando para a realidade, nos negando enxergar outras possibilidades, nos omitindo a positividade, a esperança, a luz.


Quantas vezes nos mantemos presos a pessoas que não nos fazem bem, pessoas tóxicas ou pessoas que não cumprem mais função alguma na nossa vida, apenas pelo medo de “não achar outra melhor”?


Quantas vezes não nos arriscamos a trabalhar com o que amamos, por temer “não dar certo”?


Quantas vezes não falamos as coisas que necessitam ser ditas para as pessoas com medo da sua reação?


Quantas vezes não damos a guinada a que a nossa vida clama, para não correr riscos “desnecessários”?


Ele é o pano de fundo de muitos travamentos na nossa vida, e nem nos damos conta: o medo da falta, o medo da escassez, o medo do fracasso, o medo do arrependimento.


“Melhor não trocar o certo pelo duvidoso”, nos diz a sociedade.


E, assim, o nosso coração vai encolhendo. Não damos mais ouvido para ele.


A nossa alma murcha, entristecida por não escutarmos os seus anseios.


A nossa criança interior se recolhe num canto qualquer do nosso íntimo, pois vê que não há lugar para a leveza e a alegria que ela traz ao nosso dia a dia.


E vamos definhando: desmotivados, cansados, ansiosos, angustiados e frustrados vida afora.


E, muitas vezes, não entendemos o motivo do desânimo que nos abate. Afinal, temos “tudo o que uma pessoa poderia querer”, aos olhos da sociedade: emprego, família, um teto, comida, saúde física.


Mas o nosso emocional está desmoronando, o nosso psíquico está confuso, o nosso espiritual está desconectado. Ah, mas isso “é frescura”, vão dizer…


Só quem sabe o que importa, o que faz diferença, o que dói, o que clama por ajuda, somos nós mesmos.


Por isso é fundamental olharmos para dentro, nos autoconhecermos.


É fácil sentir se está faltando alguma coisa, ou se estamos em paz com as nossas escolhas.


Às vezes, precisamos de ajuda profissional para fazer esse mergulho interior. E há vários tipos de abordagens válidas.


Mas a decisão sempre é nossa.


O movimento em direção à vida, somos nós mesmos que temos que fazer.


E a boa notícia é que sempre, sempre é tempo!


Tempo de se redescobrir, tempo de tomar consciência, tempo de recomeçar.


Sabe, o medo é uma ilusão. É uma negação do AMOR, uma falta de FÉ, uma não CONFIANÇA de que há algo muito maior regendo a tudo.


Coloque as mãos no seu peito agora e SINTA: o que faz o seu coração vibrar?


O que a sua criança interior quer lhe dizer?


Pelo que sua alma clama?


*Susiane Canal

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Querer tudo só vai nos levar a nada. A gente precisa é se querer bem.


Eu acredito em milagres. Não precisa ser coisa grande, monumental e imponente como a abertura do mar vermelho. Nem carece ser fantástico como a transformação da água em vinho, a mudança brusca do dia para noite, a proliferação dos peixes e essas coisas. Nada disso.


Basta ser simples e grandioso como a inesperada delicadeza de alguém que cede o seu assento no ônibus, que dá passagem no trânsito, que diz “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” e que responde quando alguém lhe dirige um cumprimento assim.


Milagre suficiente hoje em dia é alguém se lembrar de que agradecer é um gesto tão bonito e tão esquecido. Que dividir é muito melhor do que possuir. Que aceitar a opinião do outro não significa concordar com ela e que discordar de alguém nem sempre é motivo para odiá-lo.


Imagina que milagre seria nos darmos conta de que, neste mundo em que todos querem tudo, está faltando é nos querermos bem?


Desse milagre em diante, todo ataque e toda ofensa previsíveis seriam trocados por bondades urgentes e gentilezas gratuitas.


Todo ímpeto de falar mal do vizinho seria substituído por uma vontade franca de melhorar a nós mesmos.


Cada gesto mesquinho seria abatido por uma crise de consciência e seguido por uma atitude nobre.


Aqueles de nós com talento para ganhar rios de dinheiro doariam tudo quanto fosse necessário para que ninguém mais passasse necessidade.


E toda manhã, em todo canto, pularíamos da cama de alma renovada, contente e ativa, prontos para enfrentar o que vier com trabalho, empenho, honestidade e amor. Querendo bem a nós mesmos e ao outro sempre.


Sem nem percebermos, tudo na vida seria motivo para a prática dessa nossa imensa e inexplorada capacidade de operar milagres.


Não, nós não somos santos. Erramos todos, tantas vezes. Em todo canto, derrapamos francamente porque somos gente e gente erra. Mas tem aqueles de nós que depois do engano respiram fundo, repensam, voltam e procuram um jeito de consertar o que fizeram. Eu tenho a impressão de que isso só acontece quando a gente quer bem um ao outro. E este seria hoje o mais poderoso milagre capaz de transformar este mundo.


Eu acredito, sim. Acredito nos pequenos milagres porque deles há de vir algo maior, incrível e redentor como a multiplicação do pão, a redenção dos nossos pecados e a chance de fazermos deste mundo, cada um de seu jeito, um lugar melhor, mais justo, mais decente e mais amoroso para todos. Sim, eu acredito nesse milagre.


*André J. Gomes 

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Viver requer um pouco de tudo, principalmente de você


Não adianta reclamar, esperar e realizar preces para um amanhã mais ameno. A vida começa quando você, despido de pequenos trajes sentimentais, começa a dar passos de coragem e intensidade para o que te faz feliz. Ou, pelo menos, para as coisas e pessoas que imagina serem caminhos sinceros e partes integrantes disso.


Por vezes, o medo bate na porta. Na janela, a ansiedade acena. E o amor, quase sempre, acaba perdido em algum outro cômodo. Você não consegue mais sair, sorrir e reconhecer a vida. Sobram poucos espaços para sentimentos e quase nenhum resquício de vontade própria sobrevive. Ontem, chorou pelo amor perdido. Anteontem, teve raiva da oportunidade não concedida. Inúmeras situações e realidades que, aos poucos, fizeram do seu coração algo mais rochoso, espesso e inerte. Os planos deixados de lado, os sonhos interrompidos por pensamentos utópicos e, como se não bastasse, sem sobreaviso, adeus lhe foram dados. Fica difícil jogar com tanto azar. Você, que nem acreditava nessas sandices, agora percebe um mundo regido pela sorte ou pelos astros mapeados. Não que sejam estudos diminutos, mas bater o martelo nesses caminhos traçados é praticamente assumir uma inexistência da escolha.


Felicidade não é para qualquer amar. Às vezes, pouco é muito. Dar valor para os momentos de serenidades e recolhimentos, ajuda. Nenhum tropeço é tão ruim que não possa encontrar resiliência debaixo do travesseiro. Temos belezas das quais, por mais características em comum, raramente assemelham-se. Corações são distintos. Saber amar envolve você para depois repousar num outro alguém.


A vida é um salto de coragem. Não desistir daquilo que te move e faz o seu espírito sentir-se vivo, sempre será o melhor trajeto. Apreciar instantes transforma um pouco de tudo. E viver requer um pouco de tudo, principalmente de você. Então, mesmo que o amor tenha cambaleado, o medo forçada entrada e, a ansiedade debruçado-se nos ombros, resista. Pouco é muito, mas amor é de tudo um pouco.


*Gui Moreira Jr 

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Às vezes, é preciso confiar cegamente na pessoa para enxergar sua falta de caráter


Nem podemos imaginar o quanto algumas pessoas são diferentes daquilo que fingem ser. Quando somos sinceros, quando somos verdadeiros, acabamos esperando o mesmo comportamento por parte de todo mundo. Infelizmente, é assim que a gente quebra a cara e se decepciona, porque somos surpreendidos com uma atitude que jamais esperávamos, nem em sonho.


Em um mundo calcado nas aparências, em que a superficialidade das relações se tornou prática comum, autenticidade e transparência são itens de museu. É claro que a gente às vezes maquia um pouco nossas verdades, para não machucar, para agradar, para evitar chateações sem serventia. No entanto, fingir o tempo todo, para todos, em qualquer lugar, para alcançar o que se quer, a qualquer preço, demonstra caráter distorcido, índole má.


É por isso que, muitas vezes, só iremos perceber o quanto de enganação entrou em nossas vidas depois de sermos traídos, enganados, passados para trás. Talvez ninguém fuja a isso, porque a maioria de nós ainda quer acreditar no melhor das pessoas, enxergando o outro a partir do que somos, a partir de parâmetros baseados em nosso próprio coração. E então a gente se ferra, porque o véu do outro uma hora cai, bem na nossa frente.


Não é à toa que temos tanto medo de confiar em alguém, de nos expor, de nos abrir, de procurar ajuda. Medo de que o outro use nossas fragilidades e inseguranças contra nós mesmos, medo de que o outro nos use da pior forma possível, enquanto nos doamos e compartilhamos nosso melhor. Não basta a competitividade no mercado de trabalho, alguns indivíduos ainda competem para ver quem é mais mau caráter.


Como se vê, algumas pessoas só se mostrarão realmente quando depositarmos nelas a nossa confiança, o nosso afeto, com inteireza, de forma autêntica. Talvez aos dissimulados traga dor enxergar a verdade do outro, pois isso os obriga a enfrentar a própria mentira. Não se suportam e inventam, iludem, tentando escapar de si mesmos. Mas atingem o outro, magoam o outro, traem o outro. E a gente carrega uma desilusão imensa e dolorosa.


Mesmo assim, não desista de ser bom e verdadeiro, pois quem perderá nunca será você e sim que fizer mau uso do seu melhor. O que é bom continua na gente, o que é ruim fica no outro.


*Marcel Camargo


Foto de Jennifer Bedoya no Unsplash 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.”


Em um dos diálogos do livro O Pequeno Príncipe, está escrito: “A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar. Trata-se de uma afirmação nada fictícia. É um risco real, quase eminente.


Todos nós nos deixamos cativar um dia. Intencionalmente ou não, conscientes ou não. Entregamos o que há de mais precioso: nossa essência, nossa intimidade, nossos segredos. Nos entregamos para relações profundas, amigáveis ou familiares ou para relacionamentos amorosos. Ficamos cativos, com a guarda baixa e desejosos de que tenhamos acertado na construção desses vínculos.


Toda entrega é um ato de coragem, por ser uma doação de nós mesmos. É uma abertura incerta e que pode nos deixar vulneráveis. Afinal, nem sempre as relações se inspiram no “felizes para sempre.”


E a gente chora porque, em algum momento, nós nos entregamos e vemos nossa entrega não ser valorizada. Nos deixamos conquistar; confiamos, sem imaginar que uma divergência surgida de natureza qualquer nos faria sofrer. Se o amor não foi recíproco, se a amizade não viu retorno, se os laços foram desfeitos por motivos vários…as lágrimas deixam de ser apenas um risco.


Todos nós temos um passado que machuca ao ser lembrado. Uma decepção advinda de uma entrega. Todos conhecemos uma alma ingrata, ou insensível, que não soube dar valor às nossas preciosidades. Mas isso deve ser apenas um passado, que se foi e deixou suas lições. Muito embora esse passado doa, não pode justificar nenhum tipo de isolamento. De jeito nenhum. Não podemos ficar amarrados às lembranças dolorosas e deixar de viver as novas experiências. Não podemos construir muros em nossos sentimentos, nem nos afastarmos de todas as outras pessoas. Superar sem se endurecer, eis o segredo.


É claro que superar não quer dizer que uma experiência triste deixou de existir. Depois de uma dor, de uma tristeza profunda, de uma decepção muito grande, nunca mais voltamos a ser os mesmos. Algo passou a ser diferente dentro de nós. Mas, a reconstrução é o caminho mais viável. Superar é isso, aliás. É deixar algo ruim para trás e recomeçar, mesmo sob o risco de chorar novamente.


A vida é um eterno risco, afinal. Viver é arriscar-se, todos os dias. Por isso mesmo, desfaça-se dos elos que tão somente te amarram. Livre-se das relações que se tornaram fardos. Tome suas providências, mas lembre-se: não se impeça de se deixar cativar novamente. Permita-se cativar de novo, e mais uma vez, e sempre. Aceite abrir a janela da alma, se entregar, arriscar novamente. Deixe o que é velho seguir seu caminho, até se esconder atrás das novas lembranças e recomece.


Deixe passar quem não te valorizou. Entregue-se para o futuro, siga em frente, permita-se cativar de novo. Sempre tem espaço para uma nova amizade, um novo amor. Sempre haverá um jeito de viver algo novo, nas páginas novas você decidir preencher.


É verdade: a gente corre o risco de chorar. Vai ser sempre assim. Porém, que esse temor não te impeça. Aposte que sempre haverá alguém que saberá como te cativar e te manter feliz assim. Mas aposte com o coração, porque já sabemos que só se enxerga bem assim.


“O essencial é invisível aos olhos”, dizem, e isso também está longe de ser ficção.


*Alessandra Piassarollo

terça-feira, 23 de agosto de 2022

O que tiver que ser será a seu tempo e no seu momento


O que tiver que ser será a seu tempo e no seu momento, porque o destino é incerto e às vezes os ventos simplesmente não sopram a nosso favor.


Dizem que as melhores coisas não são planejadas, que simplesmente acontecem e que é melhor não pressionar o tempo. Porque, realmente, se algo acontecer, isso acontecerá de qualquer maneira. E se ele não precisa, ele não fará isso. É simples.


É por isso que, de vez em quando, é bom não planejar ou esperar, parar de exigir razões pelas quais devemos continuar em um caminho que não vemos muito claramente e sair do mundo das expectativas e da programação.


O fato de que as coisas são mais simples do que propomos originalmente abre uma ampla gama de possibilidades para aproveitar a vida de outra perspectiva muito mais relaxada e amigável para o nosso bem-estar.


Tudo acontece, tudo chega, tudo é transformado


Provavelmente, todos concordaremos que somos um produto de nossas circunstâncias e nossos desejos. No entanto, às vezes estes são incompatíveis ou, pelo menos, é difícil para nós digerir as consequências que eles acarretam. Isso gera preocupações que nos deixam angustiados e, como dizem, amarguram nossa existência.


Nessa ocasião, é bom que usemos um famoso provérbio árabe que contém uma lógica avassaladora: se você tem uma solução, por que se preocupa? E se você não tem, por que você se preocupa?


A verdade é que sim, parece óbvio que não devemos nos preocupar com o que não podemos resolver, mas deixar ir e permanecer calmo em certos momentos pode ser praticamente impossível.


É por isso que talvez o que devemos aprender é que existem certas coisas que estão além do nosso controle e que deixar a vida fluir e aceitar quais são as circunstâncias é a melhor das nossas opções em muitas ocasiões.


Nós não somos o peitoral, somos a respiração


Somos o que digerimos, as pedras em que nos deparamos, os riscos que não curamos e os trágicos finais de nossa vida. Não somos todos sorrisos, alegrias ou verdades, somos também mentiras (aqueles que nos dizem e aqueles que nos dizemos), somos os críticos e as lágrimas que não choramos.


Então, para cobrir com nossas rédeas tudo o que nos compõe, temos mais que complicado. Mas isso não significa que tenhamos que desconfiar da felicidade ou, simplesmente, das coincidências da vida.


Não se trata de acreditar ou não no destino, mas de deixar que as circunstâncias nos surpreendam e, assim, abrir as janelas do relaxamento emocional para nos ajudar a reacender nossos sentimentos.


De tempos em tempos, é necessário fugir de nós mesmos e de nossas expectativas. Isto é, lave a mente para ter perspectiva, conte até dez e encha os pulmões de oxigênio.


Isso nos ajudará a não perder trens e não a nos arrepender do que perdemos por causa do nosso hábito incansável de marcar a pontuação de um texto. Quando tem que ser um ponto e um fim, deve ser, mas vamos respeitar as reticências, as vírgulas e os pontos e separadamente.


Dizem que o que não mata te faz mais forte e é precisamente esse impulso que te ajuda a percorrer quilômetros e quilômetros de caminhos de pedra com os pés descalços. A verdade é que a chave é espremer erros e aproveitar os ventos da mudança.


Lembre-se de que aquelas partes com as quais você não se conecta geralmente perdem a força que precisam para ativar. Portanto, não deixe a vida continuar olhando como as baterias do seu relógio são consumidas, não volte no tempo.


Dê continuidade, aprenda a relaxar, a olhar com lupa para aqueles pensamentos que o magoam e a contemplar a vida com paciência. Não tente planejar cada milímetro de sua rota, às vezes você simplesmente precisa desfocar sua câmera, deixar o tempo passar e se deixar levar por acaso.


*Raquel Aldana para o site lamenteesmaravillosa

Imagem de capa: pexels

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

O que você está fazendo com o seu tempo de vida?


As pessoas correm tanto que não percebem que o tempo também está passando.


Passam os dias tentando chegar na hora certa sem pensar que, pelo menos uma hora do dia, deveria ser dedicada a elas mesmas. Adiam, dia após dia, o tempo para si mesmas.


Passam o tempo pensando em resolver problemas, em ganhar a vida, em ter mais.


Esquecem de dar uma pausa para o que as aflige, assim como não aproveitam o que o presente reserva de forma escancarada no aqui e agora: a magia de se estar vivo.


Esquecem que ganhar mais não vai fazê-las mais felizes. Não sabem que ganhar mais não precisa ter nada a ver com dinheiro. E que, quando estamos bem e damos nosso melhor, as coisas vêm e simplesmente acontecem.


Não aprendem que trabalho tem a ver com amor. E que amor é o que sustenta todos os alicerces de nossa felicidade: amor por si mesmo, amor pela natureza, amor pela família e ,claro, o amor romântico.


Esquecem o quanto o romantismo é importante e o quanto amar apenas na superfície é insuficiente.


Esquecem que os outros são coadjuvantes, que a opinião alheia é insignificante e que se importar com isso é pausar a própria vida.


É preciso mais que isso: é a intensidade que move a vida.


É a coragem de abraçar aquele feixe de luz incerto, mas que te incendeia por dentro.


É a coragem de se jogar em novas oportunidades, provar novos amores, degustar novas aventuras.


Paradoxo é pensar que parar, não pensar muito e seguir o coração, seja tão contraditório para a maioria que pensa demais, que já nem sabe o que é coração e muito menos o que é fazer uma pausa.


Mas, uma coisa é verdade: quanto mais se pensa em problemas, mais problemas você cria. Quanto mais se pensa no passado, menos se vive o presente.


Lembre-se que quem vive planejando o futuro não pode se esquecer que muitas coisas são para agora.


O tempo está passando. A vida continua seguindo seu curso. E você vai ficar onde nisso tudo?


As pessoas correm contra o tempo mas, na verdade, quem corre é o tempo e não as pessoas.


Dê o sentido que a sua vida merece antes que você se dê conta que as boas oportunidades passaram porque você estava ocupado demais.


Desculpe minha pressa, mas não adio nada que faz meu coração vibrar.


*Por Carolina Carvalho / ByNina 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Mesmo nos piores momentos, não perca a fé

Certamente a vida nos submete a situações cheias de obstáculos, cheias de situações que vemos como problemas, nos sujeitando a mudanças para as quais não estamos preparados e podem nos levar a pensar que é injusto e até sem sentido.


Nos momentos de maior adversidade é onde devemos nos lembrar de nossa verdadeira essência, lembre-se de que somos muito mais que nossas circunstâncias, que o que vivemos não é o que somos e, portanto, não pode nos definir. Ao nos conscientizarmos de que isso é apenas uma experiência, que tudo o que vivemos aqui é transitório, mas nosso verdadeiro Ser transcende além do que podemos entender, podemos superar as dificuldades e tomar a melhor atitude em relação a elas.


O que chamamos de problemas nada mais são do que oportunidades de aprender e colocar em prática tudo o que conseguimos acumular durante nossa experiência, podemos até dizer que temos um plano mestre onde temos um tipo de objetivos a cumprir e que nossa alma nos guia em direção a certas experiências para aprender algo determinado.


Mesmo quando temos muitos caminhos pelos quais podemos aprender, o sofrimento sempre gera um tipo de aprendizado que nunca esquecemos, a perda de um ente querido, o rompimento do amor, a falência, a doença, são alguns dos transes que podem nos levar carregar mais sabedoria se soubermos tirar proveito disso, temos a experiência do transe, sabemos o que geramos alguma consequência, nos valoriza a vida e os momentos que passamos com nossas afeições, nos faz valorizar o que temos enquanto temos .


Não devemos aproveitar a experiência para nos empenhar e nos dedicar a sofrer, devemos simplesmente tomar a lição que nos foi dada. Então não veja nenhuma experiência tão indesejável, mesmo se você sentir que sua vida é roubada, torne-se consciente de que sua alma é clara sobre seu propósito e há algo mais poderoso que está sempre com você, nada acontece por acaso, felizmente e muito menos punição , estamos aqui apenas para aprender, para nos encarregarmos de recursos para seguir nossa evolução.


Torne-se consciente de seus recursos e de sua atitude, não se deixe decair, permita-se aproveitar cada minuto de sua vida, mesmo que seja através de lágrimas, porque isso faz parte da vida, tente superar isso prontamente. você tem uma atitude positiva e se abre para aprender, as lições são mais curtas e você para de precisar delas.


Nunca perca a fé em si mesmo, em sua força criativa, em sua energia vital, faça de sua vida algo que valha a pena lembrar, carregue-a com bons momentos, não importa quão simples eles sejam, só você pode tornar sua vida tão agradável ou lamentável quanto quiser. Não despreze a oportunidade que os piores momentos trazem para a sua vida para crescer e fortalecer sua fé, quando você acredita firmemente em algo e não dá oportunidade para que a dúvida se apodere de você, milagres começam a ocorrer.


quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A reclamação que eu tenho a fazer mudará alguma coisa?


Tem quem reclame todos os dias das mesmas coisas. É o trânsito, o tempo, a falta de grana, o trabalho, o relacionamento, o fulano e por aí vai.


Às vezes é assim: a gente reclama e nem percebe o quanto reclama porque reclamar já virou rotina. Vira parte da gente.


E, de tanto reclama, a gente acaba sendo gente chata e ranzinza até po ponto de afastar as pessoas de perto.


Para algumas coisas não há jeito, temos que reclamar mesmo. Reclamar, mas com consciência, reclamar com atitude, reclamar para mudar alguma coisa.

 

Agora, o desafio que proponho a você é passar um dia inteiro sem reclamar.


Se a vontade aparecer, apenas anote num papel o que está te incomodando.


No dia seguinte leia o que escreveu, reveja o que tanto te incomodou no dia anterior. 


Possivelmente, acredite em mim,  aquilo não fará mais nenhum sentido. 


Sempre se faça essa pergunta: A reclamação que eu tenho a fazer mudará alguma coisa?


Reclamação que se repete age na gente como um mantra. Só que ao invés de atrair coisas boas, acaba por fazer o efeito contrário.


Se você se reconhece na turma dos que reclamam repetidamente, cuidado.


Por favor, mude o disco, mude a música e cante uma canção diferente.


Mude a sua perspectiva de ver o mundo.

Experimente elogiar e ver o belo nas coisas e nas pessoas.


A consequência disso você vai perceber rapidamente.


E te digo: você vai sorrir muito mais!

 

ByNina

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Quando a desculpa é maior que a vontade de ficar junto, não é amor


É tão fácil perceber quando não é amor. Às vezes, a gente até finge não ver para adiar a dor do fim. Então a gente vai adiando a percepção de que está amando sozinho, até o dia em que não dá mais para tapar o sol com a peneira.


A gente sabe que não é amor quando as dificuldades superam as vontades. Quando as prioridades passam a habitar coisas distantes de nós. Quando existe uma infinidade de desculpas para adiar a proximidade.


A gente pode até fingir que não viu, que não entendeu, que não sentiu, mas no fundo a gente sabe e sente a dor daquilo que está bem longe de nos trazer contentamento.


É triste quando aquele sentimento que parecia bonito e mútuo se transforma em um “cuidar” unilateral. Quando a gente tem que caber apertado em um tempo pequenininho.


Se a gente parar para pensar, nunca foi amor. No começo foi fissura, desejo, gana e posse, mas não amor. Amor não desaparece do dia para a noite. Amor não desliga o telefone para não dar satisfação. Amor não se interessa por outras pessoas enquanto ainda está com você.


Há quem diga que dá para amar muita gente junto. A ciência afirma o contrário. Em um estudo feito por pesquisadores americanos, pessoas apaixonadas, quando batiam os olhos em fotos de outras, não sentiam atração física por elas. Como se o cérebro dos apaixonados desligasse o mecanismo de atração para não desejar outro que não o ser amado.


Isso é inconsciente. É quase compulsório. Quem ama gosta de estar com a pessoa amada e não com outros por impulso, por insensatez, por pura falta de vergonha na cara. Se ao caminhar de mãos dadas seu affair torce o pescoço para desejar gente estranha certamente ele não está muito certo do que sente por você.


Daí há quem diga que isso é normal. Que o negócio é não se apegar. Que é natural respirar outros ares durante a relação. Que tem gente que funciona como elástico, indo e voltando. Sinceramente, nesses casos a chance é grande da pessoa te chamar apenas quando for conveniente para ela.


E não, ela não vai estar do seu lado quando o mundo desmoronar na sua cabeça. Quando você passar por alguma situação angustiante. Quando você precisar de um colo ou uma palavra amiga. Ela não vai ouvir quando você chamar. Ela não vai estar por perto nas festas de família. Nos dias de chuva em que um filme antigo estiver passando na tv. Ela não vai estar por perto mesmo estando ao seu lado, porque ela não vai querer saber do seu dia, do seu sorriso, da sua vida.


Quando a gente não consegue se aproximar por completo. Quando o outro age de forma diferente a cada novo encontro. Quando as palavras dele não coincidem com as ações, não é amor. Por mais bonitinho que possa parecer, não é amor.


O tempo perdido ao lado da pessoa errada, não volta e vida, a gente só tem uma, viu. E nessa única vida cabe amor de verdade pra valer, desde que a gente não esteja ocupando o coração com quem finge amar, mas não ama.


Eu sei que dói, mas as vezes a gente tem que usar um ponto final onde costumávamos usar virgulas. E está tudo bem, desde que a gente resolva seguir em frente e se entregar ao que é verdadeiro. Amor de verdade transborda. Quando resseca, quando machuca e espeta, não é amor.


*Vanelli Doratioto 


Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.


Atribuição da imagem: pixabay.com – CC0 Public Domain

terça-feira, 16 de agosto de 2022

SE DEUS É O SEU ALICERCE NADA VAI TIRAR O SEU CHÃO


Confie no amor de Deus por você, mesmo quando a dor for grande, o problema complicado demais, a circunstância não for favorável.


Ouse confiar no amor de Deus. Ouse confiar na presença de Deus ao seu lado. Ouse alimentar a sua mente com palavras de fé, de esperança, de amor e de ânimo todos os dias.


Ouse alimentar o seu coração com as promessas de Deus, com a certeza de que ele é maior que toda e qualquer crise que possa começar na sua vida.


SE DEUS É O SEU ALICERCE NADA VAI TIRAR O SEU CHÃO.

Aprendi e talvez você também já tenha aprendido que Deus é presente quando todos se afastam, quando todos te rejeitam, quando todos ignoram a sua dor, a sua perda ou o seu fracasso.


APRENDI E TALVEZ VOCÊ TAMBÉM JÁ TENHA APRENDIDO QUE POUCAS SÃO AS PESSOAS QUE ESCOLHEM FICAR AO NOSSO LADO QUANDO APARENTEMENTE TEMOS POUCO OU NADA A OFERECER EM DETERMINADO MOMENTO.


Aprendi e talvez você também que raras são as pessoas que podemos contar nos dias ruins, mas que sempre podemos contar com o ouvido de Deus para escutar a nossa voz suplicando, implorando, clamando ou agradecendo tamanha ajuda e misericórdia. 


SE DEUS É O SEU ALICERCE NADA VAI TIRAR O SEU CHÃO


Que Deus seja a sua base de sustentação. Que Deus seja a sua busca diária. Que estar com Deus se torne a sua maior motivação e que nada se torne maior aos seus olhos que crer na grandiosidade do poder e do amor de Deus por você.


*Sú Cursino 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Com tanta gente apontando o dedo, quem estende a mão é suspeito


Eu também não sei como, não sei por quê, mas tem dias em que todos os babacas do mundo parecem ter saído de casa juntos, ao mesmo tempo, com a honrosa tarefa de encher o saco dos outros, numa espécie de mobilização coletiva contra a paz e a tranquilidade geral.


Nesses dias, a gente já sai de casa tomando porrada. Encontra de cara o vizinho mais mal encarado bufando como um dragão por você existir e estar ali. Mas a gente insiste. Diz “bom dia” ao porteiro e ele abaixa a cabeça sem responder. Passamos o dia sofrendo toda sorte de aporrinhações. No trabalho, na rua, no caminho, em qualquer lugar tem sempre alguém querendo briga.


Não é presunção acreditar que uma nuvem negra trovoa sobre nossas cabeças e que o grande propósito dos idiotas é atravancar a nossa vida. É fato! Os patifes estão mais soltos, à vontade para fazer das suas, livres para aborrecer. Não suportam a ideia de serem os únicos aborrecidos na face da Terra, então saem por aí dispostos a aporrinhar. Já os bem intencionados estão em desvantagem, escondidos em suas casas, reprimidos em si mesmos. Reconheçamos: apontar o dedo é mais fácil que estender a mão. Promover intrigas, escolher culpados, permitir julgamentos imediatos, tudo isso é bem mais simples que refletir, ponderar, conciliar.


Verdade é que dificultar as coisas é o negócio mais fácil do mundo. Não precisa muito, não. É só fechar a cara, acelerar contra quem estiver na sua frente, buzinar para os mais lentos, gritar com os mais fracos, bajular os mais fortes, falar mal dos outros, pelas costas ou pela frente, seja uma verdade ordinária ou uma bruta mentira. Pronto. Você já ajudou a atravancar a vida.


Experimente responder a uma pergunta, qualquer uma, com má vontade e grosseria. Faça corpo mole com os colegas. Posicione-se com frieza e antipatia diante de toda gente. Distribua patadas. Seja um cavalo! Estrague as coisas como puder. Faça o teste. É o que há de mais fácil no mundo.


Coisa mais simples, bagunçar a serenidade alheia não requer prática, habilidade ou carteira de motorista. Basta sair por aí caminhando pesado, pisando os pés dos outros, mal encarando as crianças, chutando cachorro, furando fila, evitando olhar nos olhos de qualquer pessoa.


Sei não. Mas eu tenho a impressão de que tornar a vida mais difícil é assim tão fácil por um motivo banal: viver sempre foi a maior dificuldade. Estar na vida é complexo desde sempre, um gesto da maior gravidade. Portanto, atrapalhar o rumo das coisas é uma indecorosa moleza. Requer o mínimo esforço.


O sujeito faz xixi fora do vaso, depreda o patrimônio público, estaciona seu carro em fila dupla, inventa histórias para prejudicar os outros, distribui grosserias e ofensas, impõe sua verdade na força, prefere o roubo e não o trabalho, a discórdia em lugar da compreensão, o ódio em vantagem sobre o amor. E danifica sem mais o tecido delicado da vida. Porque é muito, mas muito mais simples destruir do que construir.


Dificultar é sopa. Duro é descomplicar, compreender, ajudar a quem precisa, deixar fluir. Ahh… mas é verdade. Eu tinha me esquecido. Com tanta gente apontando o dedo, quem estende a mão vira suspeito e será acusado de pretender alguma coisa em troca. Pois é. Melhor deixar pra lá. Fazer o que todos fazem é mais fácil, ainda que o “mais fácil” transforme o mundo aos poucos na maior dificuldade. Uma pena. Uma pena.


*André J. Gomes 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Carta de uma filha que perdeu o pai


Cresci em um lar com a presença de um pai, uma mãe e uma irmã. Mas percebi que apesar de viver mais de vinte anos ao lado do meu pai, eu não o amei o suficiente, nem valorizei e aproveitei como poderia ter feito. Sabe quando te dizem para viver algo ao máximo antes que aquilo acabe? Então, é isso que vim aqui te dizer. Se você é um filho ou filha que tem um pai vivo ao seu lado, mesmo que seja um pai adotivo ou um tio, avô ou padrasto que te criou como sendo dele, aproveite essa pessoa ao máximo, pois por mais clichê que seja não fazemos ideia do que será de nós no dia de amanhã. Mas também escrevo dizendo que há pais vivos que não quiseram assumir a paternidade e deixaram o filho com a sensação de ter um pai que já partiu. E sobre eles escrevo que são pessoas que cresceram com um pequeno buraco no peito e que vez ou outra sentem profundamente essa ausência, e por eles também te digo: aproveite ao máximo a figura paterna que você tem ao seu lado, pois nem todos tem essa benção.


Mas eu sei que é normal nos acostumarmos com a nossa família e nos habituarmos com a frieza que não permite dizermos que amamos nosso pai, de acharmos que um dia falaremos essa simples frase e que agora não precisamos dizê-la, porém a verdade é que ninguém faz ideia de quanto tempo nos resta aqui. Não sabemos o que vai acontecer e aprendi sobre isso ao refletir sobre minhas atitudes meses antes do meu pai falecer. Eu vivia como se tivesse a absoluta certeza de que ele estaria ali comigo o resto da vida. Lembro-me de que tive oportunidades de viajar para ficar mais perto dele, pois atualmente moro longe da família, mas preferi ficar onde estava com a desculpa de que tinha que estudar e se viajasse iria atrapalhar meus estudos. Até hoje me arrependo desse momento, pois me lembro do meu pai me telefonando e dizendo que me queria lá naquele feriado, porém eu não fui.


Pausa para chorar, respirar e tentar enxergar as palavras que estou escrevendo. Voltando. Eu também me lembro do meu mau humor durante alguns momentos que passávamos em família e que quando eu me chateava com meu pai eu demorava em perdoa-lo. Eu também gostava de ficar sozinha fazendo minhas coisas em vez de ficar mais ao lado dele conversando sobre como tinha sido sua infância, juventude e fase adulta antes de eu nascer. Eu gostaria de ter conhecido mais meu pai. De ter descoberto mais de seus segredos, de ter ouvido mais de suas histórias e de ter falado o quanto ele era incrível, engraçado e que eu havia sido profundamente abençoada pelo fato dele ter permanecido na minha vida, ter me aguentado, amado mesmo sem eu merecer e me dado o que eu precisava. Eu deveria ter agradecido mais a comida maravilhosa que ele fazia só por minha causa e de ter tido mais paciência quando ele ficava estressado por causa de alguma coisa que não saiu como o esperado.


Todavia, o tempo não volta. Tudo que eu gostaria de ter dito, feito e dado para ele, são coisas que não podem mais ser executadas. E isso dói muito. Mas sabe o que mais dói? Ficar me imaginando na minha formatura da faculdade e não olha-lo no meio da multidão. Pensar que entrarei na igreja sozinha no dia do meu casamento e que ele não segurará no colo o neto que terá o nome dele. Se perder em lembranças que nunca construiremos me mostra novamente o quanto eu deveria ter aproveitado mais meu pai. Ter deixado de lado minhas reservas e passado mais tempo com ele. Ter puxado mais conversas, ter lhe presentado com mais dos meus sorrisos, ter segurado mais em sua mão e acariciado mais o seu rosto com a barba branca crescendo aos poucos. Ter dito a ele que sou tão parecida com ele em caráter e personalidade que tinha momentos que eu parecia saber o que ele estava pensando, e ter agradecido as vezes que ele adivinhava o que eu estava pensando sem eu precisar dizer uma única palavra. Ele tinha o melhor senso de humor desse mundo e amava viajar, pescar, ouvir músicas antigas. E eu deveria ter aproveitado mais ao invés de reclamar como eu fiz tantas vezes.


Por isso, para você que é um filho ou filha que tem um pai ao seu lado, não importa se é de sangue ou não, ou qual o grau de parentesco na árvore genealógica, o valorize. Ria mais com ele, saia mais com ele, agradeça mais o que ele faz por você, o respeite quando ele exercer a autoridade que ele tem por direito, o obedeça sem reclamar quando ele pedir algo e não diga que vai fazer depois, elogie a comida dele, agradeça com um grande sorriso quando ele for te buscar nos lugares. Mas, sobretudo, diga que o ama. Talvez seu pai seja brigão, resmungão, você o ache chato, gosta de pegar no seu pé e as vezes te ofenda com palavras, e você já tenha pensado ou dito a ele que não gostaria que ele fosse seu pai. Talvez seu pai seja um homem honesto, íntegro, calmo, mas as vezes não demonstra muito interesse com o que você está fazendo e não sabe valorizar o filho que tem. Porém, apesar de tudo isso, não importa as qualidades ou defeitos, se ele é rico ou pobre, bacharel ou analfabeto, perdoe-o, valorize-o, ceda, dê o braço a torcer.


Você não faz ideia de quantas lutas ele deve ter passado para te sustentar. Você nem sabe quantas vezes ele já chorou escondido com medo de te perder. Ele pode parecer durão, ás vezes frio e calado, mas ele tem um coração cheio de amores por você, por isso está ao seu lado. Ele pode não demonstrar o amor que sente e te tratar mal em várias ocasiões. Ou ele pode te encher de beijos, paparicar, cantar para você e te dizer para todo mundo o quanto sente orgulho de ser seu pai. Mas esse cara aí sente algo grandioso por você. E você e nem ele fazem ideia do quanto de tempo que ainda lhes resta. Não sabe o que o amanhã lhe reserva, então aproveite ao máximo o que você tem com ele. Que o dia dos pais não seja apenas no segundo domingo de agosto, mas seja um dia levado á sério em cada dia do ano. Pois ser pai é integral e cobra dele uma luta diária.


Por fim, para os filhos que como eu que perderam o pai enquanto o céu os ganhou, ou tem pais vivos, porém ausentes, nós não fomos órfãos, nós temos um Pai que nos ama incondicionalmente mais do que tudo no mundo, pois criou o próprio mundo para mim e para você. Esse Pai que nunca dorme, nunca cansa, nunca desiste. Esse Pai que nos dá o que precisamos quando nem sabemos que precisamos e então não pedimos a Ele. Esse Pai que ama e cuida até mesmo daqueles que não querem ser seus filhos. Esse Pai que enviou Jesus, nosso Irmão mais velho, para levar sobre si nossos erros, defeitos e culpas, e por isso foi condenado a uma morte de cruz. Esse Pai que é o Autor, Criador e que sustenta tudo. Ele te ama, me ama, nos ama. Ele deseja ouvir nossa voz todo dia, nos guiar, aconselhar e ajudar. Ele deseja nos sustentar, andar conosco na rua, e realizar os nossos sonhos. Ele continua sendo bom e quer curar essa ferida que tem no seu coração por você não ter mais um pai terreno. Deixe-o entrar na sua vida. Ou não. É uma escolha sua, pois no amor verdadeiro há liberdade de crença, não ter fé e refletir sobre esse assunto. Enfim, você é amado, mesmo sem saber disso.


*Tatielle Katluryn 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Se você não existisse, que falta faria?


De todos os seres vivos terrestres somos os únicos que possuem a consciência da própria finitude. Nascer e morrer são duas prerrogativas sabidamente irrevogáveis para todos nós, contudo durante a vida caminhamos quase sempre evitando pensar nisso.


Ninguém quer morrer, mas todo mundo vai, contudo vivemos como se fossemos imortais. Colocamos sobre o colo milhares de pequenos afazeres e nos esquecemos de contemplar o tempo e onde estamos no espaço-tempo da nossa própria vida.


Dessa forma, antes de mais nada, é preciso dizer aqui em alto e bom tom que a vida humana é lamentavelmente curta. E pior, é ainda mais curta para os que não acordam para o real sentido dela. E nesse ponto preciso concordar com Benjamin Disraeli “a vida é muito curta para ser pequena”.


Mas quando uma vida é pequena mesmo?


Uma vida é pequena quando nossa presença nela não faz diferença alguma. Quando vivemos de forma banal, fútil, inútil e superficial. Quando de acordo com o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella nos tornamos “mornos”.


Morna é aquela pessoa “mais ou menos”. Mais ou menos amiga, mais ou menos profissional, mais ou menos amante. Morna é a pessoa que adora ditar o velho chavão do “eu faço o que posso”. Morna é a pessoa que não acredita no melhor, nem na aplicação dele para melhoria da vida de todos. Morna é aquela pessoa que não faz falta.


E, de acordo com Cortella, para fazer falta é preciso ser importante. Entretanto, diferente do que podemos imaginar, para ser importante não é necessário ser famoso (haja visto que a fama é efêmera), basta apenas que sejamos importados para dentro do coração daqueles que nos cercam e que são tocados pelas nossas iniciativas e atitudes.


E talvez depois disso, depois de nos tornarmos importantes para os que estão ao nosso lado, possamos pensar na possível “não morte”.


A “não morte” não diz respeito à negação da morte física, mas à sobrevida do nosso Eu. Dessa forma só morremos mesmo quando somos definitivamente esquecidos.


Assim, quando vou até a cozinha e me lembro do cheiro delicioso da farofa molhada da minha avó, a torno viva através de meus pensamentos e memórias. Quando cito um filósofo do século passado, puxo a manta do esquecimento que dedilha sua lápide. Quando entoo uma canção de Vinicius de Moraes, o reavivo, prolongando sua vida para além dela mesma.

Sabe aquele ditado que nos diz sobre “plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho”? Ele tem muito a ver com esse sentido de “não morte”.


Quando planto uma árvore e cuido para que ela se fortaleça e sobreviva a mim, ela levará consigo um pouco do que sou e de minha iniciativa e atitude. Ela será como uma lembrança minha a acenar para os que contornam seu tronco que eu em corpo um dia lá estive e ideologicamente ainda estou.


Com um filho também é assim, se eu não apequenar minha vida e dar a ele o tempo necessário para que aprenda comigo, ele levará consigo o que sou não só nos traços e genes, mas em sua ideologia e caráter também.


Dizer de um livro é o mesmo, pois se minhas palavras e pensamentos compilados forem de importância significativa para a vida dos que vierem a me ler, o que foi escrito por mim ficará e transcenderá o tempo.


Mas o que estamos fazendo hoje com nossas vidas? Estamos nos dando tempo para plantar e regar uma árvore ou estamos apenas jogando uma muda de qualquer jeito dentro de um buraco raso?


Estamos criando vínculos com nossos filhos ou protelando a outros questões que só nos dizem respeito?


Somos movidos por reflexões profundas, recheadas de sentido, que partilhadas podem fazer florescer o melhor em outros corações ou estamos apenas preocupados com aforismos dedilhados rapidamente em alguma conversa superficial?


Fazemos o nosso melhor dentro das possibilidades que nos foram dadas ou nos contentamos com o comedido e desmotivante “faço o que posso”?


Somos pessoas repletas de amor e de importância para nossa família, amigos e comunidade ou resmungões solitários que esperam o mundo dar errado para dizer “eu falei”?


Seremos lembrados apenas durante nossos anos de vida ou tomaremos tento para esse tempo curto no qual enchemos os pulmões de ar e faremos dele o ponto de partida para o que pode transbordar para um tempo além do nosso?


É esse o momento para verdadeiramente ser, para verdadeiramente amar e para verdadeiramente proclamar o melhor que carregamos em nós.


Apenas sendo de verdade, dando o melhor de nós, podemos enfim ganhar um lugar cativo no coração daqueles que sinceramente tocamos e dessa forma não nos rasgaremos em temores quando uma voz sabiamente nos indagar: “Se você não existisse, que falta faria?”


*Por Vanelli Doratioto 

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Esperar dói. Desistir dói. Mas às vezes é preciso decidir entre os dois para parar de doer


O que a vida quer de nós é coragem. E é preciso muita coragem para insistir e, igualmente, muita coragem para desistir. Porém, acima de tudo, é preciso sabedoria para discernir qual é o momento de um e de outro.


Desistir é uma decisão, e pode ser nosso maior ato de coragem. Ninguém enxergará as batalhas que você travou para aceitar que o tempo das esperas acabou; para substituir o sentido que aquela esperança lhe dava por uma forma de vida inteiramente nova.


Nem sempre a gente enxerga que é hora de desistir. Que não há mais o que esperar daquilo que a gente tanto desejou. Que o tempo de insistir e nos dedicar ao que queríamos chegou ao fim. Que apesar de nosso desejo e de nossos esforços, não há mais o que fazer. É doloroso aceitar que nem sempre nossas vontades são aquilo que Deus reserva para nós, e que, simplesmente, temos que deixar ir.


É preciso sabedoria para escolher bem as batalhas que iremos travar. Enquanto não aprendemos isso, enquanto escolhemos batalhas que já estão perdidas e gastamos toda nossa energia forçando chaves em fechaduras erradas, sofremos.


Enquanto permanecemos com esperanças num lugar onde não há mais o que esperar, nos atormentamos. Enquanto insistimos em algo que nunca irá se modificar, padecemos. Enquanto teimamos em acreditar que teremos resultados favoráveis ao forçar um sapato que não nos cabe, sofremos. É preciso paz para ouvir a voz da intuição e entender que desistir pode ser um grande ato de amor a nós mesmos.


É preciso não confundir desistência com derrota. Desistir é uma decisão, um trato com uma nova forma de vida, e pode significar uma nova chance, um recomeço. Assusta porque nos obriga a renunciar àquilo que, mesmo sendo ruim, muitas vezes dava sentido à nossa existência.


O desconhecido assusta. Nos apegamos ao que conhecemos bem, mesmo que seja um lugar de derrota e dor. Por isso sofremos ao soltar o último fio que nos liga ao nosso mundo, à realidade que até então nos definia. Porém, soltar essa fagulha de esperança, embora seja assustador e sofrido, algumas vezes é necessário.


Não desejo que você mate seus sonhos, mas que tenha sabedoria para escolher onde deve permanecer. Que não se iluda com aquilo que só aconteceu na sua imaginação, nem insista em situações que só se concretizaram em seus devaneios. Nem tudo o que a gente quer, é para a gente. E aceitar isso, e lidar com isso, dói, machuca, deixa marcas profundas. Porém, quanto antes você conseguir discernir o que é real e possível do que é fantasia e ilusão, mais cedo você perceberá que a felicidade também é uma decisão, e que a vida acontece para aqueles que escolhem recomeçar quando tudo parece desabar.


*Fabíola Simões 

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Não perca seu tempo regando pedra


Um dia assim, quase sem querer, a gente se pega com um regador na mão regando uma baita pedra.


Parece que já virou costume regar pedras pelo caminho. A gente faz por instinto, costume ou por pura ingenuidade. A gente acredita que dali vai brotar algo, vai nascer folha, fruto, flor.


Então lá se vão litros de tempo e cuidado perdidos com uma pedra. Uma pedra que não deixará de ser pedra. Não, não adianta dizer que a pedra vai crescer, que ela vai ganhar vida e vai virar outra coisa que não ela mesma. Não, não importa o que você faça, a bendita pedra vai ficar ali, assim como estava antes de você chegar, e permanecerá exatamente igual quando você partir.


Um dia a gente tem que olhar para pedra e ser menos poético. Tem que olhar para pedra e ver pedra mesmo. Tem que se enxergar, se tocar e perceber que alguns caminhos não levam a lugar algum. Que algumas pessoas não mudam. Que algumas situações são complicadas e que não dá para resolvê-las sem o apoio do outro.


Um dia a gente tem que colocar na cabeça que há um caminho além das pedras e que ele merece ser priorizado. Que a gente tem que ser cuidadoso com o nosso tempo. Que o nosso tempo é valioso e finito. Que tudo que desprendemos desnecessariamente para regar pedras pode nos fazer falta em algum momento da vida.


A gente tem que aprender, de uma vez por todas, que tem muito chão precisando de água por aí. Que tem muito coração sedento de amor. Que tem muita gente boa ao lado de quem vale a pena caminhar.


Não importa quantos litros desperdiçamos com uma pedra, dela não virá uma única gota para nos saciar se um dia tivermos sede.


Talvez tenha chegado a hora da gente descansar os braços estirados pela rega desnecessária. Talvez tenha chegado o momento da gente guardar os regadores e chover cuidado em tudo aquilo que merece ser efetivamente regado.


*Vanelli Doratioto 


Atribuição da imagem: pexels.com – CC0 Public Domain

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Quando o cachorro é nosso, a mordida dói mais


Um belo dia estamos a caminhar ao lado do nosso cachorro e ele, inexplicavelmente, nos crava os dentes. A dor física é imensa, mas a dor emocional é ainda maior. Que outro cachorro nos mordesse, vá lá, mas o nosso próprio cachorro?!


Metáforas à parte, dói demais ser machucado por quem acreditávamos ser de confiança. Dói demais ouvir ofensas de alguém a quem confiamos segredos e dedicamos tempo, carinho e cuidado.


Dói demais ouvir tudo o que contamos em completa confiança ser usado contra nós, ser atirado em nossa cara sem dó nem piedade. Dói ver planos roubados. Dói notar que nos enganados redondamente em relação a uma pessoa.


A dor de uma mordida assim é gritante. Junto dela vem um monte de sensações tristes e, diferente de como nos portamos em relação àqueles que mal conhecemos, quando a mordida vem de alguém próximo, a gente se culpa, se deixa abater e fica meio passado mesmo.


Ah, mas se pararmos para pensar a pessoa que nos pegou de surpresa já tinha dado indícios de que poderia morder doído. Ela já tinha feito um comentário maldoso. Já tinha um histórico o qual resolvemos ignorar. Ela já tinha mentido antes. Ah sim, a gente quase sempre na ânsia de encaixar alguém em um lugar especial acaba enfiando os pés pelas mãos mesmo.


Acontece para quem está vivo. Felizmente a gente se regenera. A gente chora, grita, se descabela, mas a dor passa e como passa.


Um dia a gente olha a marca da mordida, já quase indelével, e percebe que a gente é muito maior que ela. A gente entende que aquela marquinha ali nos ensinou muito sobre a vida, sobre as pessoas e sobre nós mesmos. Que ela abriu os nossos olhos para a importância dos detalhes. Para a atenção às entrelinhas.


A gente aprende, então, a distinguir cão que morde de cão que não morde e continua amando, continua acreditando, continua seguindo em frente. Sim, essa é a nossa natureza. A gente nasceu para cativar e ser cativado, contudo as nossas experiências devem ser levadas em conta e os sinais sutis que nos dizem quem realmente as pessoas são, nunca devem ser ignorados.


Atribuição da imagem: pexels.com – CC0 Public Domain


*Vanelli Doratioto 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Tem gente que está na pior e quer te ver pior que ela


A pessoa achou que sabia de tudo. Bateu no peito e gritou. Disse ser a dona da verdade. Taxou suas palavras como ofensivas, pois não se alinhavam aos delírios dela, mas por fim, depois de um tempo, deu com a cara na parede.


Nesse intervalo, entre se achar absolutamente certa e cair do cavalo, ela te odiou e disse pro mundo que você não sabia de nada. Tudo isso só porque você falou uma verdade construtiva, que apesar de às vezes parecer dura, quase sempre é útil para quem é maduro e sabe engolir o orgulho.


Ao se dar conta da burrada que fez, e com muito ressentimento, é comum que esse tipo de pessoa apareça na sua vida, assim do nada, sugerindo, maldosamente, que você está na pior. “Nossa, sua voz está péssima. Você tomou um fora?” ou “Sua cara está branca. Você está doente?” ou ainda “Por que você parou a academia? Está em depressão?” podem ser algumas das muitas frases ditas por quem nem de longe admite os próprios erros.


Pessoas assim são bastante imaturas, orgulhosas e tóxicas e não entendem a ideia de companheirismo e amizade. Comumente só pensam em seus ganhos. Quando estão lá em cima esnobam e humilham, mas quando caem voltam a surgir como que num passe de mágica. E para não darem o braço a torcer, é comum destilarem o próprio veneno buscando algo errado em você e em sua vida.


O melhor a fazer é se afastar desse tipo de gente. Sua felicidade vai ser sempre uma grande ofensa para essas pessoas. E pior, elas vão roubar seu tempo até, de caso pensado, enfiarem os pés pelas mãos de novo e de novo.


Seu tempo é precioso. Sua vida é sagrada. Sua integridade merece ser respeitada. Não empreste suas costas para pesos que não são seus.


Oriente se preciso, mas se afaste em definitivo. Deixe que essas pessoas aprendam com a vida que ser maduro implica saber lidar com as consequências dos próprios atos sem dividir a colheita ruim com quem não tem nada a ver com isso.


*Vanelli Doratioto 

Foto de nrd em Unsplash

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Não bagunce o que você não sabe arrumar: nem coisas, nem pessoas, nem vidas, nem corações


É preciso pensar e ponderar antes de tomar qualquer atitude, antes de opinar, antes de entrar na vida de alguém. Às vezes, não poderemos evitar, mas deveremos ter em mente que, se for para desarmonizar, quando ainda não estivermos seguros do que queremos, não será justo bagunçarmos os espaços e os sentimentos que não saberemos reorganizar.


Tomemos como exemplo prático um ambiente físico: caso tiremos as coisas de seus lugares, sem termos planejado com antecedência o que iríamos fazer com aquilo tudo, estaremos apenas desorganizando o local sem razão alguma. É necessário que estejam claros os motivos e os objetivos daquela ação, ou tudo sai por água abaixo. E, se as coisas desarrumadas não forem nossas, a situação piora ainda mais.


Infelizmente, tem gente que parece possuir o dom de desarrumar e desarmonizar qualquer ambiente por que passa, qualquer vida em que entra, qualquer sentimento que deseja compartilhar. É como se jogassem um pedregulho em um lago sereno, como se odiassem calmaria. Basta haver certeza, que ali plantarão dúvidas Basta haver silêncio, que ali provocarão barulheira. Basta haver paz, que ali semearão discórdia.


Pessoas assim dificilmente conseguirão colocar em ordem os próprios sentimentos, tampouco serão capazes de lidar equilibradamente com os sentimentos alheios. Descuidados para com o próprio coração, pouco cuidarão do coração de quem estiver dividindo amor. Bagunçarão os pensamentos, os sentimentos, o afeto e a vida de quem resolver tentar ficar junto.


Portanto, não bagunce o que você não poderá arrumar. Não conquiste um coração que você não irá acalentar. Não entre na vida de alguém, se não tiver certeza de que irá ficar. Não se desloque para espaços que você não saberá ocupar. As pessoas já têm os próprios problemas com que lidar, ou seja, ninguém precisa acumular questões mal resolvidas, questões que nem são suas. É isso.


*Marcel Camargo 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

ORAÇÃO DA CURA EMOCIONAL


Escrevi a Oração da cura emocional para ajudar você a conversar com Deus.

Deus cura o físico e também o emocional.

Deus cura o corpo, a mente e o coração.

Basta pedir, buscar e confiar.

Deus é o médico que cura o seu ser por completo tornando você um ser iluminado pelo pai.


Deus do meu coração,

Eu preciso ser curada.

Eu preciso de um coração restaurado.

Eu preciso de um coração purificado.

Eu preciso de um coração livre.

Eu preciso de um coração equilibrado.

Pai de amor,

Hoje eu clamo de todo meu coração:

Dai-me um coração completamente transformado, quebrantado, humilde, manso e forte.

Dai-me um coração pleno de amor, bondade, serenidade e compreensão.

Dai-me um coração cada dia mais paciente, obediente e aberto ao dialogo.

Senhor,

Eu reconheço que necessito ser curada (o).

Me ajude a curar as minhas emoções.

Me ajude a curar as minhas dores que surgiram pelas humilhações sofridas.

Me ajude a curar a minha mente livrando-me de todas as lembranças dolorosas do meu passado.

Me ajude a perdoar os erros que cometi no passado.

Me ajude a perdoar quem me atingiu com palavras ou atitudes que levaram a mais sofrimento.

Eu suplico, meu senhor e meu Deus, pela manifestação do seu poder em minha vida.

Cura, cura, cura o meu ser por completo, pai.

Liberta minha mente, meu coração e meu espírito de guardar ódio, rancor ou tristeza.

Tu és o meu Deus, o meu pai e melhor amigo.

Tu és o único Deus que eu sirvo, sigo e confio.

Conto sempre com a sua luz que me inspira, motiva e ilumina meu ser.

Eu me coloco em suas mãos e suplico por libertação e cura da minha alma, do meu espírito e dos meus pensamentos tristes.

Fecha as minhas feridas, pai.

Cicatriza meu coração.

Eu te recebo, luz divina de Deus em minha vida.

Aleluia, Amém!


*Sú Cursino 

Não é que eu seja indiferente. É que cuidar da minha vida já dá um trabalhão danado.

Confesso. Eu não estou nem aí para certas coisas. Respeito quem acredita que “o desprezo é o contrário do amor” e outras teses. Mas eu disco...