quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DIVAGANDO II

Não me atraem as palavras rebuscadas...
Não me atrai o status do poeta...
Não me atraem as discussões filosóficas e poéticas...
Não me atrai o champagne sem morangos...
Não me atrai o protocolo do vinho...
Não me atrai a cerveja sem álcool...
Não me atrai o cigarro sem fumaça...
Não me atrai o sexo por obrigação...

Atrai-me a magia das palavras simples...
Atrai-me a audácia do poeta...
Atraem-me as discussões despretensiosas...
Atraem-me os morangos nas borbulhas dos champagnes...
Atrai-me o vinho entre amigos, o vinho entre amantes...
Atrai-me o álcool desinibidor da cerveja...
Atrai-me a fumaça de uma boca bonita. Melhor, a boca bonita...
Atraem-me os beijos da boca bonita a transformar em obrigação prazerosa tudo o que tão somente um único beijo pode reacender...

Há amores que se vão com o tempo
Há amores que não toleram a ausência
Há amores que não suportam a distância
Há amores que se desencantam com a rotina
Há amores envenenados por intrigas
Há amores que são feridos por palavras
Há amores que não alcançam a maturidade
Há amores que são trocados por interesse
Há amores destroçados pela desconfiança
Há amores machucados pela instabilidade
Há amores que não se encontram com a estabilidade
Há amores eternamente solitários
Há amores que se perdem por medo...
Apesar de tudo, apesar do amor, apesar do querer, por medo.
Há amores que se perdem até mesmo por excesso de amor!
Mas não ser feliz por medo de amar, mesmo que ainda doa, essa sim, é a forma mais covarde de se perder um grande amor!

Sim. Nós sempre existimos. Eu e você. Entretanto, eu de um lado, e você de outro. Não existimos eu por você, tampouco, você por mim. Não existimos um pelo outro. Existimos por nós mesmos. E por orgulho, perdemos a única chance de sermos felizes, um com o outro...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tome Cuidado com a Vaidade

A vaidade é uma brecha moral que infelicita bastante a humanidade.

A luta por posições de realce ocupa muito tempo das criaturas.

Mesmo quem não tem vocação para encargos elevados, freqüentemente os procura.

E não o faz por espírito de serviço, mas para aparecer.

Valoriza-se muito a vitória aparente no mundo, mesmo quando conquistada à custa da própria paz.

Mas será que isso compensa?

Não valerá mais a pena viver humildemente, mas com dignidade?

Ocupar postos de destaque traz grande responsabilidade.

Para quem não está preparado, a derrocada moral pode ser grande.

Satisfazer a vaidade é um grande perigo.

A tentação de evidenciar a própria grandeza pode fazer um homem cair no ridículo.

Há pouca coisa mais lamentável do que alguém despreparado desempenhando um grande papel.

A ausência de discernimento pode levar a ver virtudes onde elas não existem. A aceitar conselhos de quem não merece confiança. A tomar decisões sob falsas perspectivas.

A vaidade manifesta-se sob muitas formas. Está presente na vontade de dizer sempre a última palavra.

Por relevante que seja o argumento do outro, o vaidoso não consegue dar-lhe o devido valor.

Imagina que, se o fizer, diminuirá seu próprio brilho.

O vaidoso tem dificuldade em admitir quando erra, mesmo sendo isso evidente.

Ele não consegue perceber a grandeza que existe em admitir um equívoco. Que é mais louvável retificar o próprio caminho do que persistir no erro.

A vaidade também dificulta o processo de perdoar.

O vaidoso considera muito importante a própria personalidade.

Por conta disso, todas as ofensas que lhe são dirigidas são gravíssimas.

Já os prejuízos que causa aos outros são sempre pequenos.

Afinal, considera o próximo invariavelmente mais insignificante do que ele próprio.

A criatura acometida de vaidade dá-se uma importância desmedida. Imagina que os outros gastam horas refletindo sobre seus feitos.

Por conta disso, sente-se compelida a parecer cada vez mais evidente.

Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade.

Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica, ao cultivá-o. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade.

Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretensa importância.

Que, ao tentar brilhar cada vez mais, freqüentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota.

Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade.

Você reconhece facilmente seus erros?

Elogia as virtudes e os sucessos alheios?

Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer?

Admite quando a razão está com os outros?

Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos.

Esforce-se por perceber o seu real papel do mundo.

Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo.

Simplifique sua vida, valorize os outros, admita os próprios equívocos.

Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lição do Oriente

Os que vivemos no Ocidente, nos surpreendemos com o comportamento do povo japonês, ante os desastres do tsunami, do terremoto e do vazamento dos reatores atômicos.

Nas imagens televisivas, nenhuma mostrou gente se lamentando, gritando e reclamando que havia perdido tudo. A tristeza por si só já bastava.

E nas filas para água e comida, nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo. Somente disciplina.

Nenhuma corrida desenfreada aos mercados. As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

Não se teve notícias de saques a lojas. Nas estradas, nada de buzinaço. Apenas compreensão.

Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos foram deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes fora ensinado.

Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saíam calmamente.

Mas, com certeza, um dos relatos mais impressionantes é o de um imigrante vietnamita. Como policial, foi enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados.

Era uma fila muito longa. Ele viu, no final da fila, um garotinho de uns nove anos usando apenas camiseta e shorts.

Estava ficando muito frio e o policial ficou preocupado que, ao chegar a vez do menino, poderia não haver mais comida.

Foi falar com ele. O menino lhe disse que estava na escola quando a tragédia ocorrera.

Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu o tsunami levar o carro do seu pai.

Quanto a sua mãe e sua irmã, por residirem próximos a praia, acreditava que não haviam sobrevivido.

O garoto tremia. O policial tirou sua jaqueta e o envolveu, abrigando-o.

Também lhe ofereceu a própria bolsa de comida, dizendo: Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Você pode comer.

Ele pegou a bolsa e fez uma reverência. Depois, foi com ela até o início da fila e colocou-a onde toda a comida estava esperando para ser distribuída.

O policial ficou chocado. Perguntou por que ele não havia comido, em vez de colocar a comida para distribuição.

Sereno, ele respondeu: Porque vejo pessoas com mais fome do que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente.

Quando ouviu aquilo, o policial se virou para que as pessoas não o vissem chorar.

E concluiu que uma sociedade que pode produzir uma pessoa de nove anos, que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior, deve ser uma grande sociedade, um grande povo.

* * *

Sociedade justa é aquela em que cada um queira para os outros o que para si mesmo deseja.

Quando os homens assim pensarmos e agirmos, teremos atingido a verdadeira justiça social, pois, a exemplo de Jesus, estaremos praticando o amor ao próximo e a caridade

Momento Espírita
www.momento.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A importância do Entusiasmo


Os dicionários apresentam a palavra entusiasmo como palavra de origem grega composta dos termos En Teós que na antigüidade, significava exaltação ou arrebatamento extraordinário daqueles que estavam sob inspiração divina.

O entusiasmo pode ser visto no vigor ou veemência, no falar ou no escrever, flama, exaltação criadora.

Segundo os gregos, só pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano.

Entusiasmo é agir com determinação para fazer dar certo o que planejamos.

Entusiasmada é a pessoa que acredita em si, acredita nos outros e acima de tudo no poder de Deus para capacitar o ser humano.

Só há uma maneira de ser entusiasmado. É agir entusiasticamente!

Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com alguma coisa, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos.

Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso.

Todos conhecemos pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem.

A verdade é que jamais se entusiasmarão com alguma coisa.

O entusiasmo é que traz a nova visão da vida.

Gostaria de perguntar a você: Como vai seu entusiasmo pelo seu trabalho, Pela sua família, pelos seus filhos, por seu país e por sua missão nesta terra.

Se você é daqueles que acham impossível entusiasmar-se com as condições atuais, acredite: jamais sairá dessa situação.

Hoje é necessário acreditar em você, acreditar no auxílio divino para ajudá-lo a vencer, a construir o sucesso e transformar a realidade. Deixe de lado todo o negativismo, deixe de lado o ceticismo. Abandone a descrença e seja entusiasmado com sua vida.

Você verá a diferença!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O camundongo Medroso

Era uma vez um camundonguinho cinzento. Ele morava na mesma casa que uma velha gata cinza, e morria de medo dela.

- Eu seria tão feliz, se não fosse por essa gata velha! – dizia. – Fico com medo dela o tempo todo. Bem que eu queria ser um gato.

Uma fada escutou o camundongo, ficou com pena e transformou-o num gato cinza.

No início, ele estava muito feliz. Mas, um dia, um cachorro saiu correndo atrás dele.

- Puxa vida! – disse. – Não é tão divertido assim ser um gato. Fico com medo dos cachorros o tempo todo. Bem que eu queria ser um cachorro grande.

Novamente, a fada ouviu-o. Ficou com pena do gato cinza e transformou-o num cachorro grande.

E ele ficou feliz de novo. Mas, um dia, ouviu um leão rugindo.

- Ai, escutem só esse leão! – exclamou. – Fico com medo só de ouvir. É, não é lá tão seguro ser cachorro, afinal. Como eu queria ser um leão. Acho que eu não ia ter medo de nada.

E correu para a fada.

- Querida fada – disse – , por favor, me transforme num leão grande, forte!

E mais uma vez a fada ficou com pena e transformou-o num leão grande e forte.

Um dia , um homem tentou matar o leão. E outra vez ele foi correndo até a fada.

- O que é, agora? – perguntou a fada.

- Por favor me transforme em um homem, querida fada – gemeu. – Aí, não vou ter medo de ninguém.

- Você virar homem!? – gritou a fada. – Não; realmente não posso. Um homem deve ter um coração corajoso, e você tem coração de camundongo. Por isso, vai se tornar um camundongo de novo e ficar assim para sempre.

E, assim dizendo, transformou-o de novo num pequeno camundongo cinzento, e ele saiu correndo de volta a sua velha casa.

Encare a vida, os problemas e todas as dificuldades de sua vida sem medo e principalmente faça tudo com amor e por amor. Sendo grato pelo que voce é, e pelo que você tem.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Amor vai, Amor vem

É eu sei que é difícil aceitar, mas a vida é assim. . . Amor vai e acredite Amor vem.

Você conhece alguém assim de repente, começa a conversar, a namorar, a se apaixonar e com passar do tempo a amá-la.

Não é assim? O Amor chega devagar vai dominando o coração e parece que enfim a felicidade foi alcançada.

O Amor aparece quando menos espera, não avisa e quando chega vai se instalando, sufocando mesmo. Quando percebe tenta escapar com medo de sofrer, mas como numa teia de aranha não consegue.

Pensa então, em mudar certos hábitos para afastar esse alguém que está te enlouquecendo. Tenta parar as mensagens melosas que vocês viviam trocando, porém o silêncio do celular a faz sofrer. Sente vontade de gritar, não agüenta esse silêncio.

Evita entrar na net para não ver se te email ou se ela está no MSN, mas não agüenta, vai dar só uma olhadinha e aí vê que os emails vão escasseando e não a encontra mais. Será que ela te deletou?

E o celular que não toca. Afinal porque esse medo?

Aí descobre que tudo termina como em um sonho. Intimamente só sente vazio e saudade. Aquela saudade que aperta o peito, que rouba o ar, que te fere, aquela angustia desesperadora, tudo, tudo fica irremediavelmente mal.

Paz! Antes do Amor havia paz, com o Amor perde-se a paz. Por pensar assim muitos se deixam dominar pelo medo e evitam amar. Evitam se entregar ao AMOR. Assim que percebem o AMOR fogem dele.

Pergunta-se: “Vale a pena amar e sofrer tanto?”

E o que vale a pena nessa vida?

É errado viver o Amor?

É certo fugir do Amor?

A resposta para as duas perguntas é: N Ã O.

Não é errado viver o Amor e também não é certo fugir do Amor.

O amor é uma coisa doida mesmo.

Você não sabe por que quer, porque chora, porque deseja e porque se afasta.

Quando o Amor chega com toda essa força é normal você temer, mas não pode se recusar a amar. Afinal o máximo que pode acontecer é levar um tombo e tombos de Amor nunca mataram ninguém.

Se o tombo for inevitável o máximo que isto faz é tirar suas ilusões, desnortear seus sentidos, arrebentar tudo por dentro, deixar você prostrada (o) num canto, mas milagrosamente um dia…

Um diaaaaaaaaa!

Sim, um dia se vê livre da dor, como uma Fênix ressurge das cinzas e se sente forte novamente, com o coração novo batendo firme, no ritmo que dever bater normalmente.

É que de repente “Flechas do Amor” estão sendo disparadas contra você e o Amor a flertar com você e conhece outro alguém capaz de fazer você tremer novamente.

Sim, o Amor vai e Amor vem. Nem se lembra mais da última vez e nem de quanto sofreu.

Isso, avance, siga seu coração.

Deixe essa nova paixão te tirar do chão. Invista, aposte todas as suas fichas. É tudo ou nada! Se entregue sem reservas.

Viva tudo intensamente, porque deixar para o dia seguinte é bobagem, o bom é o hoje e o agora.

Águas passam, horas voam, dias amanhecem e escurecem. Nada disto você sente ou percebe.

O Amor é assim, vai e vem.

Assim é a vida! Assim são as emoções nos corações arrebatados e sensíveis.

A M E  M A I S.

A M E  M U I TO.

E R R E.

Q U E I R A  L O U C A M E N T E.

S O N H E !

V I V A !!!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

As Penas

Quando pequenas, minha irmã e eu éramos muito sonhadoras. O sonho e a imaginação se conjugam muito bem.

E, de quando em vez, inventávamos histórias sobre nossas companheiras. Essas histórias se transformavam em boatos que, em uma cidade pequena, terminavam por provocar dissabores.

Na verdade, não fazíamos aquilo por mal, mas, naturalmente, enquanto dávamos rédeas soltas à nossa fantasia, os desagradáveis incidentes se multiplicavam.

Lembro-me muito bem de certa manhã, antes do inverno chegar. Ventava muito e nós brincávamos no galpão. Entretanto mamãe estava sentada em um tamborete, ao aberto, bem no meio do quintal.

Aquilo nos intrigou um pouco, porém logo nos distraímos.

Nossa atenção voltou a ser despertada quando ela nos chamou, solicitando que levássemos até ela uma almofada e uma tesoura, que se encontravam perto de nós.

Quando colocamos os dois objetos junto dela, ela nos pediu que cortássemos a almofada ao meio.

Obedecemos. A almofada estava cheia de penas e, logo em seguida, levadas pelo vento, elas enchiam o quintal num espetáculo tão lindo como uma tempestade de neve. Eu e minha irmã pulávamos encantadas com o espetáculo.

Todavia, mamãe tornou a nos chamar. Junto dela estava a sua cesta de costura, que nem tínhamos visto. Foi lá de dentro que ela tirou uma capa de almofada nova e vazia.

Ela solicitou que enchêssemos de novo a almofada. Ficamos admiradas com o pedido, julgando impossível que fosse atendido, pois as penas haviam voado por toda parte.

Enquanto observava as penas dançando ao vento, ela fez um comentário que eu e minha irmã não pudemos esquecer por toda a vida.

Ela comparou as penas com os boatos que certas pessoas propagam: uma vez espalhados, não há meios de fazê-los voltar ao ponto de partida.

* * *

Esta singela história nos leva a refletir o quanto é importante cuidarmos de qualquer comentário que possamos vir a fazer a respeito de outras pessoas.

Vigiemos sempre as nossas palavras, não nos entregando à maledicência.

Poucos de nós cultivam a indulgência, um sentimento fraternal que nos move a não enxergar as falhas e os defeitos dos outros.

Quando notarmos as fraquezas alheias, evitemos divulgá-las ou tenhamos o cuidado de atenuá-las tanto quanto possível.

Julguemos com severidade somente as nossas próprias ações, pois todos nós temos defeitos a corrigir e hábitos a modificar, e muitas vezes, cometemos graves faltas.

Ser indulgente com as fraquezas do outro é uma forma de praticar a caridade.

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esforçar-se por fazer que prevaleça o que há nele de bom e de virtuoso.

Reflitamos sempre se o que nos chega ao ouvido é absolutamente verdadeiro para ser passado adiante. Pensemos se o que vamos comentar também gostaríamos que as pessoas dissessem a nosso respeito.

Analisemos se é mesmo necessário falar sobre este ou aquele fato, se trará algum benefício ou se não prejudicará alguém.

Antes de cedermos ao impulso de passar adiante qualquer comentário, lembremos sempre das penas soltas ao vento, como se fossem as nossas palavras que, de nenhuma forma, podemos tornar a recolher.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nada Supera o Amor

E, quando a vida te cobrar esforços
que julgas estarem acima da sua capacidade,
pede a Deus que te envie força.
se os amigos desaparecerem na hora da angústia,
os telefones silenciarem, oe emails voltarem,
e sentir-se muito só,
pede a Deus que te envie anjos;

Se a tua visão ficar escurecida pelas lágrimas que insistem em cair,
se não conseguir avistar uma solução para os teus problemas,
pede a Deus inspiração;
se não suportar a dor da traição,
se o coração gemer de dor da saudade,
ajoelha-te e peça a Deus amparo, apoio invisível;
se a doença te corrói a alma,
se o vício te devora em largas tragadas,
se as drogas te dominam,
pede sustenção ao Pai que tudo vê;
se estás cercado por ingratos,
se a injustiça te é por companheira,
ora com fervor e pede mais humildade,
para continuar fazendo o bem sem esperar nada em troca;

Se tudo te aflige, se a sua vida é uma somatória de enganos,
de dores e aflições, peça apenas amor,
aprenda a amar sem distinção, sem obrigação,
sem esperar recompensa, a não ser o próprio amor;
nada é mais forte que o amor
que é tão generoso que perdoa sem pedir perdão,
que transforma água em remédio,
desafeto em amizade,
amizade em família,
paixão em eternidade,
e a nós mesmos, de simples amigos, em irmãos.

Segura a minha mão, você não está mais sozinho,
a Luz que resplandece o rosto de Cristo, te envolve por inteiro,
assustando a tristeza, afugentando as sombras,
trazendo esperança e renovação.

Se o mundo te negou tudo o que você,
Deus através do amor,
refaz teus sonhos e você pode acreditar no mundo melhor,
onde só sossegaremos,
quando o último irmão faminto for saciado,
o maltrapilho for vestido,
e o infeliz, consolado.

Se tens algo a pedir para Deus,
que seja o amor, que é o instrumento divino de transformação verdadeira.
Não tenha medo de amar, de recomeçar, de transformar,
afinal de contas, tudo começa com um gesto,
com uma atitude, com um desejo,
e eu desejo que você realmente seja feliz.

Eu acredito em você.

Paulo Roberto Gaefke

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Importante é Ser Feliz

Felicidade… sentimento que é tão almejado por todos. Nós passamos a vida inteira buscando a felicidade e parece difícil de ser encontrada. O problema é que atribuímos a responsabilidade da nossa felicidade aos outros, como se eles fossem culpados pela realização, ou não, dela. Mas como acabei de dizer, se é nossa como pode ser responsabilidade de outrem.

Acredito que nascemos para a alegria e o riso e que o ser humano tem o dever de ser feliz. Afinal, a felicidade pode ser aprendida, desenvolvida, recriada e aprimorada…A vida nos dá diversas chances para alcançarmos a felicidade. Se formos felizes, provavelmente teremos pessoas felizes ao nosso redor. Temos que admitir que apesar de todas as dificuldades do dia à dia, rimos mais do que choramos, conversamos mais do que nos lamentamos e ficamos mais alegres do que tristes, por isso, quero erradicar a infelicidade e levantar a bandeira da felicidade assumida.

O mundo depende de pessoas felizes para sobreviver, já que elas são mais rápidas para tomar decisões importantes, são menos afetadas por doenças e acidentes, têm mais amigos e levam uma vida social mais agradável, são menos egoístas e o mais importante, elas reagem positivamente às situações de adversidade e tem controle sobre o seu estado de espírito.
A felicidade é uma característica altamente valorizada nos dias de hoje, e que eu considero que deva ser meta de todo ser humano.Uma ação que possibilita o alcance desse objetivo é ajudar alguém. Se você conseguir colaborar com seus talentos e habilidades a favor do planeta e seus habitantes (uma tarefa muitas vezes difícil), sua vida jamais será a mesma. Porque dessa forma, com certeza, irá evoluir como pessoa, e também como espírito, se sentirá útil para a sociedade… Este último fator é importantíssimo, já que a felicidade hoje está diretamente relacionada a habilidades como bom relacionamento interpessoal, a coragem, a flexibilidade, fé, criatividade, força de vontade, ética, curiosidade, compaixão, produtividade, curiosidade, esperança e entusiasmo.

Quando ajudamos alguém, estamos exercitando algumas dessas características, ou talvez todas elas. Além disso, podemos perceber que cada pessoa é única e que nossas atitudes poderão ser muito importantes para uma sociedade melhor, mais justa, mais feliz… Então, descobrimos que a nossa existência faz diferença, nada seria igual se não tivéssemos existido.
E você, é feliz? Não? Vamos! O que está esperando para se tornar uma pessoa feliz?
Depende somente de você…

Fonte: www.leilanavarro.com.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um Conto de Fadas

Eu sempre soube que príncipe encantado ( princesas ) não existiam. Não, sempre não. Na verdade, sou obrigado a confessar que já acreditei em contos de fadas. Principalmente, aqueles que minha mãe lia ao pé da minha cama, que hoje percebo, eram interpretados sem que ela me fitasse os olhos. Ela lia, e eu ali, ficava tentando imaginar as cenas, fantasiava, viajava, recriava, questionava, mas adormecia em paz. Afinal, sempre tinham finais felizes.

Pensando bem, acho que aquele momento também era muito importante para ela. Era o momento em que ela resgatava e fazia alguém acreditar no que ela acreditara um dia. Mas, se nossos olhos se cruzassem, eu, mesmo em minha pouca idade, perceberia o apelo em seu olhar pra que não levasse tudo aquilo tão a sério.

Não. Eu não estou desiludido. O tempo foi passando, e eu mesmo pude criar, recriar e desmitificar meus próprios contos de fadas. Hoje, eu não espero mais uma príncesa montada em seu cavalo branco, ou que me beije os lábios depois da bruxa má ter me feito alguma sacanagem. Hoje não perco mais horas de sono a imaginar castelos, jardins suspensos, magias e encantamentos.

Hoje eu apenas quero alguém que me cale a boca com um beijo quando meu silêncio grita e se torna um abismo intransponível entre dois seres que se amam. Eu só quero alguém que compartilhe da minha vida, tente entender a minha alma inquieta, que sacie meu fogo quando estiver aceso, que o acenda quando estiver em brasa, que se deixe acender quando meu corpo se torna incendiário, e que fique assim, agarradinha a mim, até que meu coração volte ao compasso, e a minha respiração desacelere em um sono profundo, protegido pelo aconchego de um abraço que continua ali, bem ao alcance das minhas mãos.

Não precisa ser alguém que goste de tudo que eu gosto. Eu só quero alguém que sinta prazer em estar ao meu lado, simplesmente por estar ao meu lado. Seja na praia ou em uma cidade do interior, seja em uma boate ou em uma estrada deserta, seja no futebol ou naquele almoço de domingo na casa da avó. Porque amar é isso. É troca. E troca é renúncia. Não uma renúncia sofrida ou nociva, mas uma renúncia consciente e tranqüila, unicamente por saber que a pessoa amada está feliz. É isso aí. É isso que eu quero. Alguém que brinque, que vibre, que sorri da vida, que brigue, que perdoa, que me faça perdoar, que desorganize o meu mundo, mas não volte a reorganizá-lo somente no dia seguinte. É isso que eu quero. Alguém que não tenha medo de se apaixonar e que não se intimide com os ridículos do amor.

Não sou perfeito. Não tenho pretensão de o ser. Tenho em mim quase todas as qualidades do mundo, assim como quase todos os defeitos também, inclusive, a ingenuidade de querer ainda imaginar que tudo isso não se trata, da mesma forma, de um conto de fadas. É que de vez em quando eu me recuso a crescer, e está me fazendo falta aquela época em que eu acreditava que "eles se casaram e viveram felizes para sempre"!

Eliane Azevedo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Barreiras Internas

Você sabe como se ensina um elefante a não fugir do circo? (Não, esta não é mais uma daquelas piadas…) É simples. Quando ele ainda é pequeno, ele é amarrado à uma pequena árvore, usando-se para isso uma corda. Como o elefante é pequeno, ele não consegue se soltar, e então ele aprende que a árvore é mais forte que ele. Daí por diante, sempre que amarrado à uma árvore, ele reagirá desta maneira (ele generalizará esta aprendizagem pela vida afora).

E então o elefante cresce, fica enorme, muito forte. Todavia, sempre que amarrado à uma árvore, ele se comportará da mesma forma que quando pequeno: ele “pensará” que ela é mais forte que ele. E ficará lá, apesar de sua força ser mais do que suficiente para arrancar aquela árvore.

Agora pense: o que isso tudo tem a ver conosco? Será que esta história se aplica à sua vida? Será que você, assim como o elefante, em sua infância aprendeu, internalizou, inúmeras barreiras, limites, inúmeros “não posso”, ou “não sou capaz”, e continua reagindo a eles sem questioná-los, sem atualizá-los? Será que você está amarrado a inúmeras “arvorezinhas” em sua vida? Será que você cresceu e ainda não se deu conta de que hoje você é muito mais forte (competente, experiente, sábio, livre, etc.)? Será que muitas crenças que você possui hoje, especialmente aquelas relacionadas a “Não posso…”, “Não devo…”, “Não consigo…”, não passam de aprendizagens ocorridas na infância e que você generalizou pela vida afora? Você ainda tem medo de misturar manga com leite? Você ainda conserva e respeita medos e limites infundados? (E vocês, pais, será que não andam “amarrando” seus filhos a “árvores” demais, desnecessárias?) Você consegue identificar onde estão seus limites internos?

Não é tão difícil começarmos a identificar nossos limites internos. Por exemplo, alguém lhe pergunta: “Você já andou na Montanha Russa?” E você responde: “Não, tenho medo desse tipo de brinquedo”. (Olha o limite interno aí! Eu, se estivesse perto de você nesta hora, lhe perguntaria: “Mas você já experimentou pelo menos uma vez?” “E se você descobrir que é uma delícia?”) Outro exemplo: “Você já comeu carne de capivara?” E aí você talvez respondesse: “Não, tenho nojo!” (“Mas você já provou?”) Ou então, o pneu de carro furou e eu encontro você vindo para casa a pé. E eu lhe pergunto: “Mas por que você não trocou o pneu?” E você responde: “Obviamente porque eu não sei trocá-lo!” Daí eu lhe diria: “E você não pensou em pedir a alguém?” E você: “Ah! Eu não costumo pedir favores a estranhos!” (Olha outro limite aqui…)

Uma boa maneira de começarmos a questionar nossos limites internos é sempre que nos ouvirmos dizendo (ou pensando) “Não posso”, “Não consigo”, etc., repetirmos para nós mesmos a pergunta: “O que me impede?”

Muitas vezes, convivemos há tanto tempo com nossos limites que acabamos cegos para eles. Nestas situações (como em muitas…), outras pessoas poderão nos ajudar questionando aquilo que para elas é um absurdo e para nós é algo rotineiro, habitual. É por este motivo (também) que a convivência com outras pessoas é tão importante para nosso crescimento pessoal. Muitas vezes “quem está de fora, vê melhor”… É como experimentar roupas numa loja: quando um amigo está conosco, poderá ver defeitos na roupa que nós provavelmente não perceberíamos. Precisamos dos olhos, ouvidos, comentários e opiniões das outras pessoas assim como precisamos dos nossos próprios. Não fosse assim, como o cirurgião gástrico operaria o próprio estômago? Quem estaria no confessionário para ouvir a confissão do padre? Como o dentista obturaria o próprio dente? Precisamos uns dos outros.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Ter que” é uma Opção

“Nada é mais difícil e, portanto, mais precioso, do que ser capaz de decidir.”
Napoleão Bonaparte


Todo mundo gosta de falar sobre liberdade de escolher. Afinal, esse é um dos princípios básicos sobre os quais a nação brasileira está fundamentada. Mas, quase sempre tendemos a achar que grande parte do que fazemos na vida nos é imposto. Isto é verdade?

Nós temos escolhas, mais escolhas do que nos permitimos ver. Podemos sentir-nos presos em nossos relacionamentos, nossos empregos, nossa vida.

Podemos estar trancados em nossos comportamentos quando nos ouvimos dizendo: “Tenho que…”. “Tenho que comportar-me assim, pensar assim, sentir assim…”, podemos ter certeza de que estamos escolhendo não ver as escolhas.

A sensação de estarmos presos é uma ilusão. Não somos controlados por circunstâncias, por nosso passado, pelas expectativas não saudáveis para com nós mesmos. Podemos escolher o que é bom para nós, sem culpa. Nós temos opções. Você precisa ir trabalhar, por exemplo? Basicamente, não.

Você pode escolher ficar deitado na cama, fingir que está doente ou ir morar com alguém disposto a sustentá-lo. Você pode ganhar abaixo do mínimo para o desconto em folha, tentar enganar a Receita Federal, desistir da sua cidadania, ser preso, ou investir em aplicações isentas de impostos que durem até você morrer – depois disso, seus herdeiros pagarão os impostos.

Você precisa trabalhar até tarde da noite? Não exatamente. Você não tem que fazer isso. Muita gente se sente compelida a trabalhar até tarde. Mas, quem compreende o que seja autodeterminação positiva opta por fazer isso ocasionalmente porque percebe que tem compromissos que exigem que certas coisas importantes sejam feitas.

Na verdade, não há nada que precisemos fazer muito. Escolhemos fazer o que fazemos porque ganhamos com isso e é a melhor opção entre as alternativas. As pessoas que sentem que têm que fazer coisas em geral se privam de muitas opções e alternativas disponíveis e perdem o controle de suas vidas nessa barganha. Mas, quem está consciente de que possui poder de decisão – que exerce o controle sobre o que lhe acontece – pode escolher respostas mais eficazes para as mudanças e para o que a vida lhe oferece.

Os japoneses cultivam uma delicada e pequena árvore, tão pequena que sua altura não passa de uns poucos centímetros. Eles a chamam de Bonsai. Na Califórnia, encontramos um bosque de árvores gigantes chamadas secóias. Uma dessas gigantes foi batizada de general Sherman. Esta magnífica árvore, que atinge a surpreendente altura de 82 metros e sua circunferência é de 23,7 metros, é tão grande que seria possível produzir madeira suficiente para construir 35 casas de cinco dependências.

Houve um tempo em que o bonsai e o general Sherman mediam o mesmo. Quando eram sementes, cada uma pesava menos de 0,01 grama. Ao chegar à maturidade, a diferença em tamanho era considerável; e esta diferença nos ensina algo.

Quando a ponta da árvore Bonsai rompe a camada de terra, os japoneses a desenterram, amarram sua raiz principal e algumas das raízes de alimentação, o que conseqüentemente impediu
seu crescimento. O resultado é uma miniatura. Muito bonita – é verdade – mas, ainda assim, uma miniatura. A semente do general Sherman caiu em uma terra rica da Califórnia e se alimentou de minerais, da chuva e da luz do sol. O resultado foi uma árvore gigantesca.

Tanto o Bonsai quanto o general Sherman não puderam escolher seus destinos. Mas, você sim. Pode ser tão grande ou tão pequeno como desejar ser. Pode ser um Bonsai ou general Sherman. Você escolhe.


Autor: Daniel Carvalho Luz

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CARTA DE UM FILHO AO PAI ALCOÓLATRA

Perdoe-me pai, é importante que leia meu desabafo, sempre falei que quando crescesse queria ser igual ao senhor.
Mas infelizmente eu mudei de idéia, não imaginava o que sofremos quando anoitece e não vem para jantar, pois só chega de madrugada assim mesmo embriagado. Olhe, não me importa que chute os meus brinquedos, pise-os e atire contra a parede, bata raivosamente em mim sem motivo quando lhe pergunto: por que o senhor não deixa de beber. Pai não me envergonha de usar roupas velhas, sapatos furados e nem me incomodo com o pouco alimento que como. Na verdade nada disso teria importância se o senhor não bebesse. Por favor, não fique parado nos bares perdendo seu tempo, seu dinheiro e, sobre tudo sua saúde, bebendo e farreando ao lado daqueles que dizem ser seus amigos. Lembre-se que nós precisamos do senhor.
Eu queria apenas tê-lo em casa toda a noite para dizer antes de deitar: benção pai! Sabe, eu senti muita pena em vê-lo um dia desses deitado na calçada. Os garotos que passavam, começaram a atirar pedras, seus cigarros estavam espalhados pelo chão, seus bolsos revirados e lá estava uma garrafa de cachaça quebrada em seus pés. Pedi para que não fizesse aquilo e eles me perguntaram: “Você conhece esse cachaceiro?...” Poxa pai, tive vontade de dizer não! Mas lembrei que certa vez me disse: “Filho, o verdadeiro homem não diz mentiras”, então tomei coragem e respondi: “Sim conheço, é o meu pai”. Eles riram e falaram, se fossemos você, teríamos vergonha de chamar esse bêbado de pai.
Baixei a cabeça humilhado, meus olhos se encheram de lágrimas e chorei, tentei erguê-lo para que levantasse, enxuguei seu rosto suado pelo sol do meio dia, contudo meus esforços foram inúteis, o senhor parecia não ouvir, dizia palavras incompreensíveis e rolava de um lado para o outro na calçada imunda.
Os garotos foram embora dizendo: “Você está lidando com um pau d’água sem vergonha, deixe-o pode ser que ao tentar atravessar a rua um caminhão passe por cima dele e o mate". Pai foi duro ouvir aquilo. Eu senti como se o mundo inteiro desabasse sobre mim. Querido pai, porque o senhor não procura Alcoólicos Anônimos para deixar de beber? Talvez seja sua grande oportunidade”.
Não se envergonhem eles irão recebê-lo bem.
Antes de terminar quero que saiba de uma coisa, o voto que fiz de amá-lo e respeitá-lo, querer lhe bem, hei de cumprir, mas... Quando crescer, não quero ser mais igual ao senhor.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

This Is My Story

Essa é a minha história ( hehehehe )
Veja

This Is My Story

Ao meu Pai

Recordo-o ainda. Ele saiu, em um dia de sol, para viajar e nunca mais retornou para nossos olhos físicos.
Quando o trouxeram, era somente um corpo dentro de um caixão. Lacrado, ao demais, tendo em vista os dias passados desde a sua morte.
Meu pai era um homem alegre. Gostava de música, de dança, de estar com amigos, conversar, contar causos.
E ele os tinha às centenas. Toda vez que retornava de viagem, os filhos, éramos três os menores, nos reuníamos em torno da mesa, na cozinha ampla, para ouvi-lo.
Ele contava causos de forma pausada. Ia descrevendo as cenas, uma a uma, reproduzia os diálogos.
Por vezes, meu irmão e eu, mais impacientes, o interrompíamos: E daí, o que aconteceu? Conta logo.
Ele sorria mostrando seus dentes curtos, bem moldados. E continuava com a mesma calma, até o desfecho da história.
Tê-lo em casa era muito bom e significava que um de nós iria dormir na cama dos pais.
Por vezes, nossa mãe nos dizia que desejava ficar a sós com ele. Mas, mal despertava a madrugada, quem primeiro acordasse, corria para o quarto e se enfiava entre os dois.
Ele acordava e brincava conosco, fazendo cócegas, jogando travesseiro. Era uma festa!
Meu pai! Quantas saudades! Ele não era letrado. Desde bem jovem conhecera o trabalho duro.
Constituíra família cedo e os cinco filhos lhe exigiam que desse o máximo de si.
Insistia que precisávamos estudar. E estudar muito. A duras penas, pagou para cada um de nós o ensino fundamental, em escola particular.
Escolheu a melhor escola da cidade. Pagou cursos de piano, acordeon, violino para minha irmã, que cedo entrou para o mundo da música.
Meus irmãos e eu não chegamos a tanto, mas fomos brindados com o que ele tinha de mais precioso.
Ensinou-nos a honestidade, ensinou-nos que melhor era ser enganado do que enganar.
Viveu no tempo em que a palavra de um homem era documento mais válido do que nota promissória, duplicata ou qualquer título financeiro.
Legou-nos um nome honrado e disse-nos que o dignificássemos, ao longo de nossa vida.
Olhava para mim, com orgulho e dizia: Um dia você será uma pessoa muito importante!
Hoje, quando viajo pelas estradas, muitas delas velhas conhecidas de meu pai, eu o recordo.
Será que ele sabia que um dia eu seria alguém que viajaria, esclarecendo pessoas, ofertando cursos?
Ele não conheceu todos os netos. Partiu para a Espiritualidade, em anos jovens, deixando-nos um grande silêncio n’alma.
Em homenagem a ele, em nossos aniversários, nas festas de Natal e Ano Novo, nos encontramos.
Rimos, ouvimos música, dançamos. Porque ele nos ensinou a sermos assim.
A vida é dura, mas nós a podemos adoçar, se quisermos. – É o que dizia.
Meu pai, meu mestre, onde estejas, Deus te guarde. Especialmente nesta época em que os pais são recordados pelos filhos, que os brindam com presentes.
Meus irmãos e eu te brindamos com a prece da nossa gratidão: Obrigado por nos terdes dado a vida.
Obrigado por nos terdes ensinado a bem vivê-la.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Amor e diferença de Idade

Quando o cupido flecha dois corações de forma avassaladora é difícil equilibrar razão e emoção. Encontrar casais com grande diferença de idade nos dias atuais já não é raro. Encarando a diferença de idade como um mero detalhe, muita gente vem construindo muitas histórias de amor superando o tempo e o preconceito.

Da ficção das telenovelas e do cinema onde atrizes e celebridades se envolvem com rapazes, na vida real também muitas mulheres estão assumindo romance com homens mais novos e asseguram que vale a pena enfrentar o preconceito da sociedade, sem se importar com o que falam por aí.

Este comportamento que antes era restrito aos homens, aos poucos, vem sendo assumido por muitas mulheres que dizem valer a pena lutar por um grande amor. Todo mundo sabe que ter a mesma idade não é sinônimo de sucesso no relacionamento.

Relacionamento entre pessoas com idades diferentes podem sim ser harmoniosas, desde que, ambos tenham um entendimento do que é uma relação amorosa. Da mesma maneira que pessoas de culturas, raças e credos diferentes também podem ter um relacionamento amoroso muito prazeroso.

Qualquer que seja uma relação amorosa bem-sucedida depende mais da capacidade de entender, dividir, respeitar e ceder do que da idade cronológica, da origem, das raças e credos dos envolvidos. Saber administrar semelhanças ou diferenças é essencial.

Em relação às diferenças de idades temos considerar que hoje as expectativas de vida aumentaram muito e o reflexo da idade podem ser bem diferentes uns dos outros em relação ao seu corpo e cabeça.

Se existem homens e mulheres que já se acomodaram não se cuidam, e que se entregaram física e emocionalmente, hoje encontramos aqueles que têm se cuidado mais, da saúde geral e do corpo, da cabeça e, portanto tem muito mais disposição, flexibilidade, criatividade, que se somam à experiência própria de quem já trilhou um caminho mais longo.

Estar de bem consigo e com a vida ao encontra um(a) companheiro(a) mais jovem tem muita chance de conseguir lidar de forma positiva, com as inevitáveis diferenças que podem surgir. Que diferenças? Uma mulher jovem está descobrindo a vida, sua sexualidade, lidando com as novidades das sensações e das possibilidades que seu corpo jovem, saudável e com os hormônios a toda lhe proporciona. É mais inexperiente e, portanto pode enxergar problemas e dificuldades onde o homem mais velho sabe que um pouco de tempo e paciência pode resolver muito bem a situação.

Além disso, olhando para a vida de modo geral, a jovem está começando a planejar sua vida e o homem está na fase da colheita dos frutos, o que pode trazer certo descompasso, se isso não for bem administrado. Conversar sobre essas diferenças é o melhor caminho para encurtar os descompassos.

As motivações para um homem buscar uma parceira mais jovem podem ser várias, desde o acaso, uma preferência pessoal até uma “cabeça” jovem num homem maduro.

Da mesma maneira se dá com a jovem que se liga a um homem maduro, pode ser o acaso, pode estar ligado à sensação de segurança, uma preferência pessoal, pelo “complexo de Electra” ou, por que não puro interesse econômico.

Com idades e experiências diferentes, para que o relacionamento seja harmonioso é importante encontrar uma linguagem comum, e que ambos entendam e procurem se colocar no lugar do outro. É mais fácil para a pessoa mais velha que já passou pela idade da mais nova e muito mais difícil para a mais jovem que tem que intuir como se sente a pessoa mais velha.

O homem maduro oferece com sua experiência uma qualidade maior na atividade sexual. Se o homem teve uma vida sexual saudável e ativa durante a vida, ele pode ter um conhecimento muito maior dos segredos e artimanhas do jogo sexual, se preocupa com o prazer da mulher, pois sabe que isso também contribuirá para um maior prazer para ele. Mas não dá para afirmar que todo homem mais velho é assim. Se a vida sexual foi pobre e limitada, ele continuará assim.

Aceitar que existe essa diferença e que ambos terão que lidar de forma compreensiva e positiva para superá-las é fundamental e importante para que a relação seja harmoniosa. Combinar a força criativa da juventude com a força da experiência pode dar bons resultados, mas realmente vai depender do empenho e interesse do casal.

Aceitar as mudanças do parceiro com o passar do tempo e estar consciente e predisposto a isso é que irá determinar a duração dessa relação

O novo sempre assusta. A diferença de idade no amor é um dos inúmeros preconceitos que as pessoas trazem vida a fora e que acabam limitando suas vidas.

Mas, o que importa mesmo é fazer e ser feliz, sem esquecer que nas questões do amor não existem garantias…

Só é possível saber se vai dar certo, tentando. E por que não?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crescendo juntos

Ao nos prepararmos para receber um filho em nossos braços, uma das grandes preocupações é a questão da educação. Perguntamos-nos que tipo de educação iremos oferecer, quais valores haveremos de transmitir.

Se analisarmos sob outro ângulo, podemos perceber o quanto educar um filho é capaz de nos transformar, de nos educar indiretamente.

Quando os filhos chegam ao lar, despertam em nós sentimentos adormecidos em nossa alma. Mostram-nos um amor antes desconhecido. É hora de aprendizado e também de muitos desafios.

É o momento de treinar o desprendimento, a tolerância e a doação de si próprio. Passamos a desejar a conquista de muitas virtudes que ainda não possuímos.

Quando são pequenos, naturalmente, a principal preocupação é com as questões básicas de sobrevivência. Manter a pequena criança alimentada e protegida, fazendo com que se sinta amada através dos diversos cuidados.

Quando ela começa a interagir com o mundo, nos brindando com os primeiros sorrisos, é um dos momentos em que começamos a ficar mais atentos ao nosso comportamento, às atitudes e à fala. Afinal, serviremos de modelo.

Passamos a repensar o nosso vocabulário. Analisamos palavras ou expressões que possam ser substituídas ou simplesmente abolidas.

Ficamos mais atentos ao tom com o qual nos referimos aos outros, à maneira como tratamos o outro, ao conteúdo dos diálogos. Isso porque estamos sendo observados o tempo todo.

A coerência entre palavras e atitudes talvez seja uma das questões mais cobradas pelos pequenos. Cobram-nos, com frequência, que façamos exatamente o que falamos, do contrário, nossa palavra perde o valor.

Viver a verdade, se antes não era essencial, a partir dessa nova etapa, passa a ser.

E à medida que vão crescendo, formando a sua própria identidade ensinam-nos muito. Quando a vida nos dá oportunidade, mostram atitudes tão maduras que chegam a nos surpreender.

Fazem-nos questionar a nossa conduta diante de diversas situações. Fazem-nos enxergar que poderíamos ter agido de outra forma, que aquela talvez possa não ter sido a melhor escolha.

Apontam nossos erros, nos colocam frente nossas próprias fraquezas e dificuldades pessoais. E, a partir do momento em que reconhecemos essas imperfeições, principiamos a desejar a mudança e trabalhar para conquistá-la.

Como pais, temos a missão de educar os filhos, orientá-los no caminho do bem e prepará-los para o mundo.

Tenhamos a certeza de que os filhos vêm também com essa missão, a de nos educar.

Eles nos impulsionam ao caminho do autoconhecimento, do aprimoramento e da superação de várias dificuldades. Ensinam-nos a abnegação e nos despertam os mais nobres sentimentos.

Se nos entregarmos de coração a essa Divina tarefa, estaremos também nos educando e, ao final, sairemos moldados, lapidados e aperfeiçoados.

Entre erros e acertos, aprendemos muito com nossos amados filhos. Carreguemos em nossos corações a gratidão a Deus, que nos permite, através da maternidade e paternidade, mais essa oportunidade de crescimento pessoal.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Você é Feliz?

A discussão entre os irmãos se fazia acalorada. Ela, com nove anos, não conseguia entender e nem tinha a paciência necessária para as peraltices do irmão mais novo, então com cinco anos.

A cada aproximação dele, fosse para convidar para brincar no seu universo, ou para dividir uma nova descoberta que fazia, encontrava na irmã o azedume e a indisposição.

Ela se acreditava a dona da razão e o irmão, muito infantil. Para ele, no entanto, ela era a referência, a sua heroína.

Porém, frente a tanta má vontade e mau humor, ele chegou ao seu próprio limite. Foi nessa hora que, colocando as pequenas mãos na cintura, fitou a irmã seriamente e lhe lançou a pergunta:

Luiza, você é feliz?

Sem entender bem o porquê da pergunta, respondeu-lhe, quase que por obrigação:

Sou feliz sim. Por quê?

À resposta ríspida, na sua sagacidade infantil, argumentou o irmão:

Então, por que você está sempre brigando comigo? Quem é feliz não briga com as pessoas!

E, com essa conclusão sábia do pequeno, encerrou-se a discussão entre os dois.

A conclusão do menino nos traz boas reflexões a respeito da felicidade.

Muitas vezes esquecemos do quanto podemos ser felizes, do quanto temos de felicidade.

Isso porque muitos de nós acreditamos que felicidade é um lugar aonde chegar, é um objetivo a alcançar, é uma meta a ser conquistada.

Não poucos imaginamos que a felicidade está na posse do dinheiro, esquecendo-nos de tantos milionários infelizes, afundando-se em processos depressivos.

Outros temos a certeza de que a felicidade acompanha a fama, o reconhecimento social, o sucesso, não percebendo que não poucos artistas e frequentadores de capas de revistas e colunas sociais buscam fugas das mais variadas, para esquecer-se de si e de sua vida.

E, por outro lado, encontramos a felicidade em muitos que já têm a saúde do corpo comprometida, os recursos financeiros limitados, as marcas indeléveis dos reveses sofridos.

Isso nos diz que não será a dor que nos fará infelizes, nem a falta de saúde, tampouco a limitação financeira de nosso orçamento.

Ser feliz é opção de quem caminha pelas estradas da vida ciente de que ela é rica em aprendizados. E dores, reveses, limitações são ferramentas para que as lições ganhem consistência em nós.

Percebendo isso, nos daremos conta de que a generosidade de Deus, a nos ofertar tudo que está ao nosso redor, é o principal motivo para sermos sempre muito felizes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NÃO MATE O SEU LEÃO

Aprenda a amar o seu leão. Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu.
(Pierre Schurmann)

Outro dia fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso.
Depois de uma almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios.
Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:
"Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia".
Sua resposta, rápida e afiada, foi:
"Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele".
Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:
"Deixe-me contar-lhe uma história que quero compartilhar com você".
Segue mais ou menos o que consegui lembrar da conversa:
"Existe um ditado popular antigo dizendo que temos de ‘matar um leão por dia’.
E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão.
A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.
Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão.
Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?
Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma.

Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado!
A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente.
Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar o Paulo, que hoje é nosso diretor geral.
Este ‘fracasso’ me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão?
Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: ‘a culpa foi do leão’.”
Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história?
Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:
"É, pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma.
Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos.
Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante.
Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios.
A capacidade de luta que há em você, precisa de adversidades para revelar-se.
Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos.
Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser.
Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele.
....
A metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso. Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele..." Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades para crescer e ser mais forte nesta ‘selva’ em que vivemos.Pense nisso...e tenha um bom dia...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pressa? Para que pressa?

“A pressa é inimiga da perfeição.” (Rui Barbosa)

O mundo está vivendo em alta velocidade. Os meios que passamos utilizar para nos dar mais tempo para o lazer ao em vez disso nos tem levado a ter mais
pressa ainda, cada vez mais temos cada vez menos tempo para nós mesmos. Entramos na era da correria, a era do stress.

De manhã quando vamos ligar o computador já ficamos irritados por que demorou 57 segundos para abrir. Se o elevador está no 8º. (oitavo) andar já nos irritamos com a demora. Se pegarmos o trânsito parado imediatamente começamos a falar no celular para não perder tempo.

Repare como estamos vivendo nervosos intranqüilos. Todos estão irritados, impacientes uns com os outros.

Em função disso o trânsito está a cada dia mais agressivo com os motoristas não dando passagem a ninguém, os motoqueiros morrendo ou quebrando
os espelhos dos carros simplesmente por que ele não pode perder tempo.

Quando voltamos de uma viagem de avião, mal ele encosta-se ao chão as pessoas começam a tirar os cintos, ligar o celular e se levantar como se fossem saltar com o avião em movimento esquecendo-se que além de tudo ser proibido para sua própria segurança, mas também para a segurança dos demais.

O engraçado é que se você “permanecer sentado até o completo estacionamento da aeronave” seus vizinhos de assento ficam incomodados e te lançam aquele olhar de desaprovação de quem está atrapalhando.

Com todo mundo parecendo estar correndo para “tirar o pai da forca” o que podemos fazer para melhorar esse clima de ansiedade e guerra em que vivemos? Em função disso as pessoas dizem sofrer do mal da era moderna: estresse.

Tudo na realidade é uma falta de planejamento do tempo. As pessoas sem perceberem se auto-enganam e nem percebem.

De manhã querem dormir mais um pouco, porém em seguida saem como loucas pelas ruas querendo tirar o atraso do tempo que ficaram a mais na cama. Ou
ainda ficam enrolando procurando a roupa certa, fazendo coisas que podiam ter sido feitas ontem à noite e quando saem com meia hora de atraso, ficam
irritadas e com os nervos à flor da pele e com certeza vão descontar em alguém que nada tem a ver com isso.



Tem também aquelas pessoas que achem “chique” chegar atrasado, mas vive irritada com seu próprio atraso. Porque isso?

Se as pessoas acordassem um pouco mais cedo, saíssem para o trabalho um pouco antes, fizessem as coisas com mais tempo e antecedência, tudo mudaria.
Vivem apressadas porque vivem atrasadas.

E aquelas pessoas que deixam tudo para a última hora? Vivem nervosas, ansiosas, irritadas, mal humoradas, colocando a culpa em todo mundo e se achando as grandes vítimas de tudo. Por que não fazer antes, será que gostam de sofrer?

Que tal acordar mais cedo, sair mais cedo, fazer tudo com antecedência, não deixar para o último minuto, e deixar de viver atrasado e sentir seu humor
melhorar e ficar mais calmo, menos agressivo, mais tranqüilo e, principalmente mais humano.

As mulheres estão sofrendo mais com tudo isso, pois parece que ao conseguirem fazerem mais coisas ao mesmo tempo mais coisas estão atrasadas. Elas, tem pressa que o bolo cozinhe (mesmo antes do tempo), pressa que o sinal de transito abra, pressa que o elevador chegue logo, pressa que o dia voe, pressa
para fazer qualquer coisa e se irritam muito, mas muito mesmo, quando alguém e em especial um homem mande que tenha calma.

Nós relacionamentos também elas tem pressa. Se conhecerem um novo amor, se apaixonam, mas sentem pressa para que ele peça em namoro, em casamento, em
morar juntos, em ter filhos, mas se esquecem que tudo tem que acontecer naturalmente e no seu devido tempo.

Tudo sempre acaba acontecendo, cedo ou tarde, e o que julga ser tarde, é exatamente o tempo necessário para as coisas acontecerem.

“Tranquile-se baby”.

Pense nisso tudo, sem pressa. Vai sentir que se mudar, sua vida vai melhorar.

Sucesso!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O QUE FAZER?

Você parece não existir,é aquela pessoa que tem meu manual,revira meus pensamentos,mexe com todos os meus sentimentos,você é meu pacote completo,amiga e amor ao mesmo tempo.Você me faz ser egoísta,e não querer compartilhar nem seu olhar, com você descobri que se apaixonar é inevitável, que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você,eu te amo e vou manter isso num código secreto pra que ninguém mais tenho de saber,só você saberá que a cada segundo que eu respirar eu te amarei mais , a cada minuto da minha existência eu te amarei mais e mais.

Você nunca gritará meu nome,nem precisará pedir ajuda,eu sempre estarei do seu lado,vou te levar a um caminho que você esteja sempre feliz pra me fazer feliz,porque por tudo que eu sinto por, eu roubarei todas as suas lágrimas pra ver você bem, e sofrer em silêncio por você.

Enquanto esse sentimento durar,você estará entranhada em mim,me prendendo a um mundo que obviamente não pertenço, esse mundo me faz mudar e me adaptar a sua vida,não percebe que eu estou vivendo sua vida pra você,isso me deixa mal mas quando eu voltar pra minha vida todos vão notar,aí quem sabe você percebe que estamos nos destruindo,brincando de relacionamento em nossas próprias ruínas,aí já não amo mais você como antes e não sentimos nada que nossos corações não queiram.
Eu sempre te dei tudo e isso pode se esgotar,mas eu não vou levar a culpa , você já me levou tudo

O que fazer das sobras do amor?
O que fazer das lembranças do cheiro, da voz, do toque, dos olhos, das cócegas, dos risos, das viagens, das imagens?
O que fazer das lembranças do abraço, das mãos, do carinho sutil, do carinho voraz, do banho, do café à mesa, dos filmes vistos, criticados, admirados, inacabados?
O que fazer da música escolhida, do beijo prolongado, roubado, do amor no carro, na sala, no quarto?
O que fazer quando o telefone toca e do outro lado não se ouve mais a mesma voz?
O que fazer das mensagens gravadas, das cartas escritas, dos sentimentos impressos, dos presentes guardados?
Mas o que fazer também das ofensas do amor?
O que fazer das lembranças dos gritos, das afrontas, dos olhos marejados, decepcionados, das palavras cortantes, do filme repetido, dos sonhos ruídos, da sensação do desconhecido?
O que fazer com a sensação de culpa, fracasso, impotência, incoerência?
O que fazer dos sentimentos revirados, transformados, do ódio repentino, do amor estilhaçado, quebrado, tantas vezes remendado?
O que fazer da ausência que se sente? Ausência de paz, ausência da ausência, ausência de si mesmo?
O que fazer?
Talvez o tempo se encarregue de apagar as lembranças, de mudar o cenário, de reinventar o passado...Por hoje, não sei o que fazer com tudo isso...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Hora de Mudar as Atitudes Pessoais

Dizem: “Depois da tempestade vem à bonança”, quem já não ouviu ou leu isso? Pois é, durante a “crise dos 30”, o fim de um relacionamento ou mesmo a saída de um emprego, paramos para uma reflexão e resolvemos mudar tudo e recomeçar.

E como sabemos se estamos mudando realmente?

Na realidade mesmo sem perceber sempre estamos mudando. Estamos mudando quando estamos em permanente processo de aprendizagem, antenados, prestando atenção a tudo que acontece, não olhando só as manchetes dos jornais e revistas, mas analisando tudo dentro de uma visão maior e percebendo que tudo pode ter mais de um significado e pode nos afetar direta e ou indiretamente.

O que tem diferente então para dizer: agora é a Hora de Mudar? O diferente agora é que vai mudar consciente da necessidade de mudar certas atitudes pessoais que são “cômodas”, mas que te incomodam e não trazem sua felicidade. Não é o que quer para o resto da sua vida.

Você muda quando consegue conciliar todos os níveis de sua vida e passa a estar em paz consigo mesmo e a viver sua vida pessoal e profissional em harmonia.

Para seguir a frente com essa mudança você tem que ser realistas. Deve fazer as mudanças dentro de suas possibilidades atuais. A mudança é agora, sonhos são planos futuros. Se tivermos essa perspectiva estaremos realizando os sonhos passo a passo. Se quiser dar passos muito maiores que suas possibilidades atuais o que vai acontecer é que em vez de ir saindo da crise vai se afundar ainda mais achando que não conseguirá e aumentará sua angustia.

Repetindo, não adianta querer dar passos maiores que as pernas. Tem que ter consciência do que é possível no momento e fazer o possível JÁ. Consciente disso fica muito mais fácil para você ir aumentando a velocidade das diversas decisões a serem tomadas, sem forçar nada, agindo sem medo, aceitando as idas e voltas, os erros e acertos, as hesitações que certamente aparecerão, enfrentando e superando-as uma a uma.

Como começar? Simples, pelo começo. Comece pelo mais fácil, o mais simples, o que pode começar JÁ. Esse será o primeiro passo dessa longa caminhada. Não pense no tamanho desse caminho, vá passo a passo, até onde for possível e durante toda caminhada, pare para descansar para depois voltar a caminhar.

É preciso ter força de vontade, determinação, resistência aos obstáculos, tomar muita “água” pelo caminho, ouvir seus técnicos (amigos, conselheiros, pessoas que te querem bem) e completará a longa maratona com sucesso. Como no esporte o importante é competir, chegar e não necessariamente ser o primeiro a cruzar a linha de chegada.

Toda mudança é uma evolução e para mudar temos que realmente querer mudar. Querer mudar é decidir e isso assusta. Decidir é fazer escolhas e isso implica em riscos, ganhos e perdas. Não existe certeza absoluta, erros poderão acontecer, mas tem que se valorizar e ter claro que está mudando para melhor (para você não necessariamente para os outros) e saberá encontrar o melhor momento e a melhor forma de decidir e de agir.

Você decide quando está convencida de que uma das opções é melhor que as outras e vai procurar se fortalecer nessa decisão, levando-a adiante. Se você ficar de olho no que vai perder e se apegar a rotina conhecida não vai decidir mudar porque não percebe o valor da nova escolha.

Muitas pessoas querem mudar, sabem até que têm que mudar, mas ficam sem saber o que pôr no lugar. Estão tão feridas com perdas passadas, que permanecem paralisadas com o medo apavorante de acumular mais uma derrota.

Por isso é importante encontrar pontos de apoio. Pessoas em que confia e que não tem inveja de você ou que te prejulguem e grupos de apoio são importantes nesse momento. Profissionais que te levem a se perceber melhor e te ajudem a desvendar seus processos mentais e emocionais são bem vindos nessa transição. Somos seres únicos e complexos, cada um tem suas crenças, suas formas de expressar sua religiosidade, suas verdades. Se elas te ajudam, a ter mais paz, a comunicar-se mais com os outros podem ser muitos úteis neste momento.

Você tem seu próprio tempo para tomar as decisões, para perceber tudo claramente. Esse é um processo que não se deve apressar ou forçar de fora, mesmo que pareça evidente a solução. Quem te cerca pode te informar, dar apoio, mostrar novas visões, mas nunca induzi-la a decidir. Você saberá o momento certo para mudar.

Mudanças em nossas vidas sempre são necessárias, ficar na mesmice, na rotina, acomodar, não estar com nada, não é viver.

Para viver temos que mudar. Um dia foi feto, aí mudou e passou a ser bebe, e ai mudou novamente passou a ser criança, e não parou foi “aborrecente”, jovem e ainda vai ser adulto e melhor idade.

Vivemos em constante mudança buscando evolução, já estou mudando novamente inclusive de relacionamento, rs. E você?

Para fechar algumas frases de pensadores de diversas linhas de pensamento. Porque será que todos se preocuparam em por em palavras a importância da mudança de atitudes?
“Tudo é mudança; tudo cede o seu lugar e desaparece” (Euripedes)

“Uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança” (Niccolo Maquiavel)

“Se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude!” (Amy Tan)

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” (Charles Darwin)

“Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado” (Albert Einstein)

“Todo o dia Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um ‘sim’ ou um ‘não’ pode mudar toda a nossa existência. (Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei)” (Paulo Coelho)

“Quando a gente muda, o mundo muda com a gente, e agente muda o mundo com a mudança da mente, na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura, na mudança de atitude a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro…” (Gabriel o pensador)



Pense nisso.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vida: Não economize nem desperdice. Desfrute!

Quando for idosa(o), espere receber a graça de, num dia de domingo, sentar-se na poltrona e, bebendo um cálice de Porto, dizer a sua neta:

- "Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar."

E assim, dizer apontando o indicador para o alto:

- O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:

- É preciso coragem para ser feliz.

Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. Satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer.

- Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.

- Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Não corra o risco de envelhecer dizendo “Ah, se eu tivesse feito”... Faça amor, mas não sinta vergonha de preferir fazer sexo. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.

- Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança ou status. Mas, para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.

- Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. Ame seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.

- Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.

- Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

Isso vale para todos nós, pais, filhos, netos e amigos.

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...