segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Principal

Narra uma lenda que jovem mulher passeava com seu bebê, por um campo. Passando em frente a uma caverna, ouviu uma voz que a chamava, acenando-lhe com a possibilidade de riquezas.
A voz lhe dizia que poderia adentrar a caverna, apanhar tudo o que quisesse, não se esquecendo do principal. Depois que saísse, a entrada seria selada para sempre.
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Ficou deslumbrada ante o brilho das joias, do ouro, das moedas e das pedras preciosas.
Descansou a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia, em seu avental.
A voz tornou a se manifestar. Agora anunciando que faltavam somente oito minutos antes que a entrada da caverna fosse fechada.
Ansiosa, a mulher recolheu mais algumas moedas de ouro e correu para fora.
Mal fizera isso, a entrada da caverna foi selada. Ela se deu conta então que esquecera a criança deitada no chão, no interior da gruta. E a porta estava fechada para sempre. Desesperou-se.
Esquecera o principal. Fascinada pelas riquezas, esquecera seu bem mais precioso: o filho amado.
Bem lhe dissera a voz para ela não esquecer do principal.

À semelhança da mulher da lenda, andamos no mundo, por vezes, esquecidos do principal.
Supervalorizamos as dificuldades que nos atingem e não nos damos conta das bênçãos que nos alcançam.
Reclamamos das crianças peraltas que teimam, fazem bagunça e nos esquecemos de agradecer a Deus pela saúde de que elas são portadoras.
Quantos pais almejariam ter filhos perfeitos como os nossos, mesmo que isso lhes significasse mais trabalhos e canseiras.
Reclamamos do cansaço que as questões domésticas nos acarretam. É necessário cuidar da casa, da roupa, atender a tantos compromissos. Parece que nunca se terá tempo para descansar.
E nos esquecemos de agradecer a casa que nos abriga, as roupas que nos servem, tudo o que nos cerca.
Quantas criaturas gostariam de estar em nosso lugar, desfrutando dessa mesma situação, não importando o cansaço que isso significasse...
O principal mesmo é ser grato. É descobrir no que temos, no que desfrutamos todos os dias, a generosidade Divina que nos alcança.
Desejaríamos um pouco mais de descanso, mais tranquilidade pessoal, menos problemas, filhos mais calmos. Tantas coisas.
E o principal, em tudo isso, é que estamos vivendo na Terra uma vida cheia de oportunidades de crescimento. Uma vida em que temos afetos, um lar, amigos. Tanto, enfim, a agradecer.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quem dobrou seu paraquedas?

Normalmente deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável, porque temos outras preocupações ou simplesmente por não saber olhar o todo. 
Charles Plumb, era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.
Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
- Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?
- Sim, como sabe?, perguntou Plumb.
-Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
- Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: "Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro, mas foi ele quem me salvou".
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia: "Voces já cumprimentaram e agradeceram quem dobrou teu pára-quedas hoje?".

Todos nós temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual. Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido. Pense nisso...e tenha um bom dia...


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Problema mais difícil

Qual será o mais difícil problema do mundo? Será a fome, a miséria, as enfermidades, os desvios morais?
Certa feita, um pai surpreendeu os filhos numa discussão acalorada, onde justamente o que discutiam era a respeito do problema mais complicado a ser resolvido.
Chamou os três rapazes e confiou uma tarefa a cada um. Ao primeiro, deu um rico vaso de argila, ao segundo uma bela corça, e um bolo decorado em uma bandeja de prata ao terceiro.
Os presentes se destinavam ao príncipe que os governava e tinha seu palácio à distância de três milhas.
Logo que iniciaram o trajeto, a discussão começou. O que levava a corça reclamava da forma como o irmão segurava o vaso.
Este, por sua vez, dizia que o irmão desajeitado era o que estava com o bolo, que não concordava com a maneira que a corça era conduzida.
Seguiam pela estrada devagar, cada qual observando e fazendo reparos no outro.
Em um certo trecho do caminho, o que segurava o animal pela corda, decidiu ajeitar o vaso nas mãos do irmão.
Pega aqui, vira ali, o vaso acabou caindo e se espatifando nas pedras.
Com o barulho, o pequeno animal se assustou, puxou com força a corda, libertou-se e fugiu.
O que segurava a bandeja saiu a correr, tentando alcançar a pequena corça, que se embrenhou na mata próxima.
O resultado foi que perdeu o equilíbrio e derrubou a bandeja.
Os três retornaram tristes para casa, relatando ao pai o acontecido. Ao mesmo tempo, estavam envergonhados por não terem conseguido atender a ordem paterna.
O pai ouviu as suas lamentações e os detalhes da história. Homem sábio, falou:
Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse atento para com sua própria tarefa, não teriam fracassado.
O mais difícil problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem se intrometer nos alheios.
Enquanto ficamos preocupados com o que o outro tem a fazer, as nossas responsabilidades são esquecidas.
Enquanto ficamos criticando as ações alheias, esquecemos de observar as nossas próprias, que quase sempre traduzem desacertos e irresponsabilidade.
O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade. Essas virtudes consistem em ver cada um apenas de forma superficial os defeitos dos demais, esforçando-se por fazer que prevaleça nele o que há de bom e virtuoso.
Não nos esqueçamos que, embora o coração humano seja cheio de defeitos, sempre há em suas dobras mais ocultas o gérmen de bons sentimentos, centelha viva da essência espiritual.
Descubramos esse lado positivo e invistamos nele, todos os dias da nossa existência

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como diferenciar o ciúme normal do exagerado?

Todos nós gostamos de sentir que a pessoa que amamos sente algum ciúme de nós, pois entendemos isto como uma demonstração de amor, um sensor, uma medida de segurança do nosso relacionamento.

É normal e natural que você sinta um certo ciúme quando vê o seu companheiro dançando com uma ex-namorada, por exemplo... Claro, isto gera uma certa insegurança em você, afinal a ex é uma pessoa que já se relacionou com seu companheiro!

Você pensa: E se ela continuar a ser importante para ele? E se ele ainda gostar dela? Será que ele vai me largar para ficar com ela? Mas isto é apenas um pensamento que vem e vai...No dia seguinte, tudo continua normal, pois o seu companheiro continua com você e você está tranquila...

Estamos aqui falando de um ciúme que é normal, que não interfere no relacionamento...como dizia o poeta, o ciúme é o tempero do amor, ele revela que o interesse mútuo permanece!

Todas as pessoas ciumentas tem um forte sentimento de posse em relação ao outro, a ponto de considerá-lo como alguém que lhes pertence, como se ele fosse um objeto seu.

O ciúme deixa de ser normal quando passa a dominar o relacionamento.

Quando se chega a este ponto é fácil ver-se ameaças de perder a pessoa amada por todos os lados e são estas ameaças que despertam o ciúme: um olhar diferente, um nome desconhecido, um telefonema, um bilhete, um pequeno atraso...

Mas, afinal, em que ponto o ciúme deixa de ser normal, torna-se exagerado e passa a dominar o relacionamento?

Quando a pessoa se deixa dominar pelo ciúme, ela coloca de lado tudo o que lhe dá prazer, tudo o que é bom no seu relacionamento e passa a espionar, espreitar, buscando fatos e coisas que provem a infidelidade do outro.

E quando isso acontece, a tendência é tentar exercer controle sobre TODOS os passos da pessoa amada.

Você quer saber quem ligou para ele, de quem é aquele número registrado no celular, de quem é aquele bilhetinho, por que demorou tanto tempo na padaria e ainda não trouxe tudo o que você pediu...

Enfim, a pessoa ciumenta vê ameaças de perder a pessoa amada por todos os lados!

E então começam as cobranças...as brigas são constantes e a vida a dois vai se transformando num verdadeiro inferno, tanto para a pessoa que esta sendo acusada de infidelidade quanto para aquela que sente ciúmes, pois qualquer olhar, qualquer atitude "diferente" que só existe na cabeça do ciumento, já é motivo de sofrimento.

Imagine que seu parceiro resolveu dar um presente para você... um relógio novo, por exemplo. Ele esconde o presente para dar a você no final de semana, quando vocês forem viajar...

Mas você, bisbilhotando o armário dele, acaba descobrindo o relógio... Você começa a imaginar mil coisas!!!

Seu parceiro explica porque escondeu o relógio, que seria uma surpresa...Você não acredita nisso e não para de torturar o parceiro perguntando de quem ele ganhou aquele presente. Ele pode explicar mil vezes a mesma coisa!!

Você não vai acreditar em nada do que ele disser porque você já tirou as suas próprias conclusões! Foi a outra quem lhe deu o presente e seu parceiro VAI TER QUE CONFESSAR, custe o que custar!

A pessoa ciumenta tem a capacidade de fantasiar, imaginar e criar a sua própria história, tirar as suas próprias conclusões e achar que está certíssima!

Nada do que disserem a fará mudar de idéia porque ela ACREDITA em sua própria fantasia, considera real a sua história inventada! E ela alimenta esta fantasia real com pensamentos e imagens distorcidos que, por sua vez, levam a novos pensamentos distorcidos...um ciclo vicioso!

Sinais que indicam um ciúmes exagerado:

- não aceitar que o parceiro faça um programa (com amigos, por exemplo) sem a sua companhia.

- mexer nas coisas pessoais do seu parceiro (gavetas, armários, pastas, bolsos, carteira, celular, etc...);

- sentir a necessidade de saber sempre onde o outro está. Ligar para casa dos amigos para confirmar a sua presença ou aparecer no local;

- preparar armadilhas. Pedir a alguém que se insinue ao seu parceiro para ver qual a reação dele;

- desconfiar de tudo e de todos.

O ciúme nunca aparece sozinho. Surge sempre acompanhado por medo (de perder a pessoa amada), baixa auto estima, insegurança e desvalorização de si mesmo. Vale dizer que pessoas seguras de si, de seu valor, costumam lidar bem com o seu ciúme, não se deixando levar por ele.

Infelizmente, poucas pessoas se acham predispostas a aceitar que o ciúme excessivo é um problema pessoal e subjetivo. Poucas consideram a possibilidade de que ele não corresponda à realidade.

A maioria delas não percebe que seu ciúme exagerado pode destruir um relacionamento, mesmo que nesse relacionamento exista o mais forte, puro e verdadeiro amor.

Quando o ciúme toma conta do relacionamento e você não visualiza formas de acabar com ele; quando a maioria das pessoas queridas por você considera seu ciúme sem fundamento, quando você está indo contra as evidências e ainda acha que está certa, é hora de buscar ajuda profissional!

Afinal...você quer mesmo perder de vez a pessoa amada?

ATENÇÃO!
Você acabou de ler um texto redigido por Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo"Escritora - Palestrante - Pesquisadora - ConsultoraPsicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral
Visite o site: ajudaemocional.com

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...