segunda-feira, 31 de maio de 2010

Alguém precisa de você


Você já se sentiu alguma vez como um zero à esquerda, ou seja, sem valor algum?

Você pode responder que não, mas outras tantas pessoas já tiveram o seu dia de baixa autoestima.

São aqueles dias em que a gente olha ao redor e não consegue ver nada em que possamos ser úteis.

No entanto, e por essas mesmas razões, há sempre alguém que precisa de você.

Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.

Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte.

Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a timidez.

Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para conversar.

Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.

Há pessoas fortes, mas que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usar a sua força.

Há pessoas habilidosas que precisam que alguém as ajude a descobrir a melhor maneira de usar sua habilidade.

Há pessoas que julgam não saber fazer nada e que precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto podem fazer.

Há pessoas apressadas que precisam de alguém que lhes mostre tudo o que não têm tempo para ver.

Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.

Há pessoas que se sentem perdidas e precisam de alguém que lhes mostre o caminho.

Há pessoas que se julgam sem importância alguma e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são valiosas.

E você, que muitas vezes pensa não ter nenhuma utilidade, pode ser justamente a pessoa que alguém está precisando agora...

É claro que você não precisa, nem pode ser a solução para todos os problemas, mas faça o melhor ao seu alcance.

Se não puder ser uma árvore frondosa no topo da colina, seja um arbusto no vale - mas seja o melhor arbusto do vale.

Se não puder ser um arbusto, seja um ramo - mas seja o ramo mais exuberante a enfeitar a paisagem.

E se não puder ser um ramo, seja um pequeno tapete de relva para dar alegria a algum caminhante...

Se deseja ser um lindo ramalhete de flores perfumadas, e não consegue, seja uma singela flor silvestre - mas seja a mais bela.

E nesse esforço de ser útil a alguém que precisa de você, irá cada vez se tornando mais forte e mais confiante.

E todos as alegrias que espalhar pelo caminho serão as mesmas alegrias que encontrará na própria estrada.

Por mais difícil que esteja a situação, nunca deixe de lembrar que alguém precisa de você. E o mais importante: você pode ajudar alguém.

A Terra é uma grande escola, onde o Criador nos matriculou para que aprendamos a ser felizes.

A grande maioria das pessoas que habita este planeta não é completamente feliz.

Somos todos caminheiros da estrada chamada evolução, e, num momento ou noutro pode ser que precisemos de alguém.

Assim sendo, como sempre estamos rodeados de pessoas, é importante que você fique alerta, pois ao seu lado pode estar alguém que precise de você, neste exato momento.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Devemos ir a igreja?


Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à Igreja todos os domingos.
" Eu tenho ido à Igreja por 30 anos", ele escreveu, " e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões."
" Mas por minha vida, eu não consigo lembrar nenhum deles sequer...
Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!

Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para prazer do Editor em Chefe do jornal. Isto foi por semanas, recebendo e publicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento:
" Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 32.000 refeições.

Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições.
Mas de uma coisa eu sei ... Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente."
Quando a gente está resumido a NADA... DEUS está POR CIMA DE TUDO!


MORAL DA HISTÓRIA

Fé vê o invisível, acredita no inacreditável, e recebe o impossível! Graças a Deus por nossa nutrição física E espiritual!" Nao desista da caminhada!!! Pense nisso...e tenha um bom dia...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Você tem medo de quê?


VOCE TEM MEDO DE QUE?


De dizer não para aquela pessoa querida, mesmo sabendo que o sim significa problemas no futuro?

De admitir que se enganou com uma pessoa, que errou na dose do sentimentalismo e fechou os olhos para a realidade que todos viam?
Aceitar que o fim de um relacionamento já chegou há muito tempo e você, só você insiste em manter as aparências?
De falar para seus familiares e verdadeiros amigos o quanto os ama e, por isso, fica calado imaginando que todo mundo sabe disso?
De perder o um emprego medíocre e por isso se submete a tirania de um local que você não se sente bem?
De aceitar que seu atual estado é reflexo apenas dos seus atos, das suas atitudes, algumas vezes impensadas e feitas de pura ansiedade...
De sair da capa de vítima e encarar de frente seus sonhos, suas necessidades e descobrir que pode realizá-los?
De questionar sua religiosidade, os conceitos que não se encaixam na sua capacidade de raciocinar e mudar tudo para viver melhor com Deus.
De aceitar que deus existe e que nos pede ação sempre, trabalho sempre, boa vontade sempre, perdão sempre, amor sempre.

MORAL DA HISTÓRIA

Não tenha medo de ser feliz, arrisque-se, aventure-se!

Caiu? Levante-se!
Errou? Comece de novo!
Perdoe sempre!
Esqueça o que passou, construa o hoje, viva o hoje.
Ame-se sempre! Pense nisso...e tenha um bom dia...

(Autoria de Paulo Roberto Gaefke )

CONFIRA A TRADUÇÃO DO DIA COM CÉSAR BRITO

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A arte de conquistar



É bem verdade que qualquer pessoa, seja homem ou mulher, quando está no processo de conquista incorpora um personagem. Alguns até representam bem, outros deixam muito a desejar e num primeiro encontro acaba se tornando vilão. Um deslize e pronto, perde-se a sua propensa alma gêmea. Aquela que, quem sabe, até poderia ser a mãe de seus filhos, ou aquele que poderia ser o seu Príncipe encantado.


Evidentemente, as primeiras horas, os primeiros dias, são vitais para uma conquista. Abrir porta de veículo, puxar cadeira, parecem coisas do passado, porém, ainda nos dias atuais existem galanteadores que agem dessa forma. E algumas mulheres acham isso o máximo, outras cafona. Certamente é uma demonstração de cavalheirismo, o problema é que isso é feito apenas nos primeiros encontros, raramente passa do terceiro ou, sem trocadilho, depois do Quarto.


Nem todos desenvolvem bem a arte da conquista e alguns tropeços e embaraços acabam aparecendo, porém o mais difícil ainda é saber lidar com isso. Não se julgue incapaz se após um encontro que parecia agradável acontecer algo de errado como derramar café na mesa, ou deixar cair um talher. Se por acaso ao final do encontro a pessoa parecer indiferente a você, faça o mesmo, pois está claro que não houve compatibilidade de gêneros, esqueça e parta para outra.


Radical ou não, mas existem pessoas que se deixam impressionar com o primeiro encontro, fazendo valer aquela velha máxima de que a primeira impressão é a que fica. Não é porque derramou um café que você seja o pior homem do mundo, mas pode ter certeza de que será julgado por este acontecimento. Ela vai dizer para as amigas: o cara até que é legal, mas é todo desajeitado, não serve.
Da mesma forma acontece quando ela tenta dizer algo e não consegue, ou quando consegue, usa palavras erradas, às vezes indecifráveis. Claro que a conversa com os amigos é: ela é bonita, gostosa, mas não tem nada na cabeça. Que importância isso tem, afinal de contas o egocentrismo vai fazer você pensar que era só uma noite de prazer que você buscava, pouco importa se ela queria um homem para toda vida.


Para melhor ilustrar que conquistar é realmente uma arte difícil, basta analisar alguns números que dizem que a cada dez encontros nem três acabam em relacionamento sério como namoro ou noivado, desses restantes apenas dois duram alguns meses ou anos, e apenas um acaba em casamento. Traduzindo; a chance de você encontrar sua alma gêmea é de menos de 1,5%. Viu como são poucas as chances?


Aumentar suas chances cabe exclusivamente a você, e não é nada tão complicado assim, para isso basta se relacionar mais, sair mais, curtir mais. Esta parte do texto reflete diretamente a alma feminina que por natureza é mais romântica que a dos homens, e por isso sofrem bem mais quando se termina um relacionamento. Espera aí. Neste aspecto existem duas vertentes. Quando digo sair mais, não é para sair de segunda a segunda para a balada, pois tenha em mente que quem procura algo sério, jamais vai procurar numa boate, por exemplo.


Boate é lugar para se esbaldar de alegria, dançar, beijar e quem sabe até romper limites, mas na certeza de nada mais que curtição. Contudo, se você for premiada com um affair, aproveite enquanto dura para tentar esquecer o affair que ainda lhe faz sofrer, porque não existe nada melhor que um novo amor para curar um amor passado.


Mas qual o lugar certo para se procurar um amor? É evidente que não existe um ponto fixo no mapa indicando; encontre aqui o seu amor. A verdade é que ele pode aparecer quando você menos espera. Numa fila de banco, num supermercado, no cinema, enfim, são inúmeras as oportunidades no dia-a-dia. Já conheci casais que se conheceram em cada situação inusitada. Conheci um que se conheceram num acidente de trânsito e ao que parecem estão felizes até hoje.
Não existe nenhuma mágica para encontrar seu affair, basta se permitir mais, abrir sua cabeça para novas conquistas. É bastante comum quando uma mulher termina um relacionamento ficar por dias, meses ou anos fechada para novas conquistas. Quando acontece passam a fazer comparações a ponto de pensar: é, meu ex é insubstituível, não encontro alguém à altura.


Certamente ela já estava acostumada com a convivência passada, com ignorância, brutalidade, falta de romantismo e outros fatores que contribuíram para o fim do relacionamento. Todos sabem que em todo início de relação às coisas são completamente diferentes. Quando se está tentando conquistar uma mulher, o homem se torna carinhoso, atencioso, cuidadoso, e inúmeros adjetivos por diante. Ele se torna um pouco de tudo. Um pouco de Psicólogo, Advogado, Juiz, Astrólogo, Chefe de cozinha, Poeta, e raramente é a pessoa que deveria ser, ele mesmo.


É aí onde mora o perigo. Com o tempo a máscara de bom moço vai aos poucos desaparecendo e logo ele se torna um verdadeiro Astrólogo, quando passa a tentar adivinhar seu passado. Você dormiu com Eduardo, ou com todo time de futebol. Logo vem o Advogado, que antes lhe defendia, tentando lhe incriminar e o Juiz para lhe condenar. Quando chegar a este ponto, pode ter certeza de que é mais um relacionamento fracassado. O chefe de cozinha vai condenar todos os seus pratos, o psicólogo vai dizer que você tem problema, aí você vai perceber que o poeta que conheceu já não existe mais.


Mas, afinal de contas, quem é o verdadeiro culpado por tudo isso? Ninguém mais além de nós mesmos. Até porque é evidente que procuramos encontrar a pessoa perfeita para estar ao nosso lado. É onde se corre o risco, pois acompanhado a esta vontade vem os dissabores embutidos em imperfeição.


Imagina como seria bem mais fácil se aceitássemos as pessoas como elas são. Por outro lado como seria interessante se ao conhecer uma pessoa, ela fosse verdadeira ao extremo? Provavelmente não haveriam tantos relacionamentos fracassados. Mas acredito que ninguém está preparado para num primeiro encontro, ouvir verdades, quebra-se o glamour, o misticismo da conquista.
E se assim fosse, ao se apresentar a uma moça, o cara chega falando: bom, meu nome é Smith, tenho 35 anos, apesar de ostentar este estereótipo de conquistador, o que provavelmente tenha enchido seus olhos, sou um fracassado profissionalmente, estou endividado até o pescoço, ando neste belo carro que por sinal não é meu, moro numa ótima casa que também não é minha, mas apesar disso tudo, me restam poucos reais no bolso que se somados aos seus, podemos juntos ter uma noite agradável.


Você aceitaria? Com certeza não é este tipo de pessoa que você está procurando. Mesmo sabendo que grande parte das pessoas se enquadram neste perfil, você prefere descobrir isso depois de já estar apaixonada.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Conta uma antiga lenda

Conta uma antiga lenda que na Idade Media um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor era pessoa influente do reino e por isso, desde o primeiro momento se procurou um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condena-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.

O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem a morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado que provasse sua inocência.

Disse o juiz: sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteara um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidira seu destino, determinou o juiz.

Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca. Não havia saída.

Não havia alternativas para o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo a "vibração" aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.

"Mas o que você fez?" E agora? Como vamos saber qual seu veredicto?"

"É muito fácil", respondeu o homem. "Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário."

Imediatamente o homem foi liberado.

Moral da História

Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar ate o ultimo momento. Saiba que para qualquer problema há sempre uma saída.

Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Persista, vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tá doendo? então se solta !

Por Rosana Braga)

Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?
Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.

Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que “certo” é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!


Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama “FÉ”! Isso é o que desejo a mim e a você, quando estivermos doendo...Pense nisso...e tenha um bom dia...
(Reconhecida como uma das maiores especialistas em relacionamentos interpessoais do país, pesquisadora da área há mais de 10 anos, Rosana Braga é conferencista, escritora, jornalista e consultora em relacionamentos. Autora de 5 livros e DVDs de Treinamento, tais como ‘O Poder da Gentileza’, ‘Faça o Amor Valer a Pena’, 'Inteligência Afetiva – 2 volumes', entre outros.)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Caminhos

São muitos os caminhos... Caminhos tranquilos, plenos de flores, transitados sem problemas nem esforço.

Caminhos tortuosos, difíceis, cheios de pedregulhos, de aspereza e dificuldades.

Caminhos fáceis que conduzem a abismos profundos, como gargantas abertas no verde da selva.

Caminhos desconhecidos, que conduzem a alturas imensuráveis, margeando a montanha.

Caminhos de lama, após a chuva torrencial. Caminhos áridos, na terra castigada pelo sol ardente.

Caminhos ásperos, cheios de ervas daninhas e espinheiros. Caminhos curtos. Caminhos longos.

Em verdade, todos os caminhos têm algo em comum: o de permitirem ao viajante chegar a algum lugar.

Assim, o mais importante não é escolhe-lo por sua beleza, facilidade ou comprimento. O mais importante é saber onde se pretende chegar.

Na Terra, todos andamos por várias vias: as da comodidade, dos prazeres, das facilidades. São os caminhos curtos, fáceis e que conduzem o ser às bocas escancaradas dos abismos das paixões.

Existem aqueles que, de forma egoísta, preferem caminhar solitários e se perturbam após exaustiva marcha.

Os maus seguem trilhas suspeitas e se perdem em sombras.

Os que se afeiçoam ao bem seguem os caminhos da esperança e se iluminam. São vias de dificuldades, de tormentos e de dissabores. Caminhos espinhosos e difíceis, mas que dão acesso a portos de paz.

São eles que permitem ao homem alcançar as paragens superiores do bem que nunca morre e do amor que sempre dura.

Os servidores da caridade escolhem roteiros de ação constante pelo bem ao próximo e alcançam lugares de ventura.

A opção é individual e cada um a realiza de acordo com os sonhos e ideais acalentados na alma e os valores que carregue em sua intimidade.

Alcançar a felicidade breve e fugaz ou conquistar a alegria perene é decisão pessoal.

Na diversidade de tantos rumos, os homens se perturbam ou se tornam livres.

Contudo, não há ninguém que siga pelos caminhos de Jesus e que não deixe de alcançar o fim que almeja: a felicidade integral.

Hoje como ontem, Jesus, o Mestre incomparável, prossegue convidando o Seu rebanho, desejando atrair todos para Si.

O Seu convite perene é para que nos acerquemos Dele usufruindo de paz, alcançando a esperança e trabalhando sempre.

Ante a falta de tempo de que tanto reclamamos, face aos inúmeros quefazeres do dia-a-dia, é necessário parar para revisar e repensar Jesus.

Retornar aos Seus caminhos e percorrê-los com ternura é tarefa inadiável ao ser humano.

Assim procedendo, com certeza haveremos de experimentar o calor da Sua presença e a presença do Seu amor.

Ninguém há que possa prescindir de Jesus, escolher outros caminhos e ser feliz.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A cilada de acreditar no falso amor

Viver um relacionamento por medo de ficar sozinho, ser rejeitado, ou por causa de uma baixa auto-estima, pode ser devastador para a vida emocional.

Viver um relacionamento por medo de ficar sozinho, ser rejeitado, ou por causa de uma baixa auto-estima, pode ser devastador para a vida emocional. Quando os relacionamentos não são regidos pelo amor, a frustração vem a reboque. Entre as conseqüências de ser dependente de um relacionamento a dois, estão:
Falta de autoconhecimento:
Pessoas que não se dão a oportunidade do autodescobrimento acabam se afastando demais do seu verdadeiro ser. Isso ocorre porque, levada pelo medo de estar só, se distanciam cada vez mais das suas emoções e perdemsão a noção das suas reais necessidades, seguindo pela vida sem saber quem são, verdadeiramente.
Viver na ilusão:
Os viciados em amor se iludem querendo acreditar nas fantasias que criam. Isso faz com que percam a capacidade de perceber a outra pessoa de um ponto de vista realista. O resultado aparece em forma de uma série de frustrações.
Impedir que novas e boas surpresas aconteçam:
Estar ao lado de alguém sem uma real satisfação é como se deixar ficar na água parada sem experimentar as alegrias de seguir o rumo da correnteza. Somente quem se mantém aberto e receptivo está disponível para receber as surpresas e as oportunidades que a vida tem a oferecer.
Tornar-se vítima do destino:

Quem acredita que o destino é o culpado por não encontrar aquela pessoa ideal, com que sempre sonhou, está abrindo mão do poder sobre a própria vida. Para conquistar sonhos e viver um relacionamento pleno é preciso se movimentar numa determinada direção, mantendo o foco no objetivo. A dependência amorosa impede que se tome uma atitude proativa, fundamental para quem pretende encontrar o amor.
Agir no piloto automático:
Por não estarem conscientes de quem são, do que precisam e desejam, algumas pessoas armam ciladas para si próprias. Casam-se sem estar amando, se relacionam com pessoas problemáticas, aceitam ser maltratadas, não valorizadas e, freqüentemente, abrem mão da sua personalidade.

A falta de autoconhecimento pode levar uma pessoa a agir de maneira impensada. Isso acaba gerando angústia e desilusão. Principalmente porque a tendência dessas pessoas é acreditar que estão tristes e infelizes porque o parceiro fez ou deixou de fazer isso ou aquilo.Pense nisso...e tenha um bom dia...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Deus te abençoe, meu filho

Houve tempos em que era comum o gesto. A vida moderna, o abandono de Deus pelas criaturas, o fez quase desaparecer.

Raro é o lar onde ainda se manifesta. Em lugares ermos, onde a simplicidade da vida se consorcia com a fé, ainda persiste.

Falamos do que era costume de inúmeras famílias.

Quando as crianças levantavam, pela manhã; quando se preparavam para dormir; quando cumprimentavam as visitas, uniam as mãos e as estendiam em direção dos pais, avós, tios, padrinhos, pedindo:

A bênção, pai!

A bênção, vó!

A bênção, madrinha!

E esses, com suas mãos envolviam as infantis e desejavam:

Deus te abençoe, meu filho!

Naturalmente que, pelo hábito, o gesto passou a ser quase mecânico.

Isto é, muitas vezes era repetido somente por ser tradição, sem envolvimento emocional algum.

De toda forma, a simples menção do nome de Deus, na frase, com emissão de bênçãos, tinha seu valor.

Era o momento em que o pequeno, chutando bola ou brincando na terra, corria ao encontro do recém-chegado para dizer, quase sem fôlego:

A bênção, tio!

E receber o carinho das mãos gigantes, em torno das suas.

Podemos imaginar o efeito quando o adulto, cheio de saudades, de amor, dizia com toda unção:

Deus te abençoe, meu filho!

Como faz falta Deus em nossos lares e em nossas vidas.

Quantos distúrbios, desentendimentos, rusgas poderiam ser amainadas. Ou evitadas.

Quanta inquietação infantil, manhas e teimosias poderiam ser diluídas, com a formalidade de bênçãos aos filhos.

Isso porque a palavra carrega as vibrações de quem as pronuncia. Essas vibrações envolvem o ser a quem são dirigidas.

Podemos imaginar–nos, pais amorosos, dizendo ao filho: Deus te abençoe, o quanto de bênçãos a ele endereçamos.

Podemos cogitar de que, tantas vezes pronunciado o desejo, o mantemos envolvido em um halo de reconforto.

As bênçãos de Deus.

Tão esquecidas e tão ao nosso alcance.

Você, pai ou mãe, avô ou avó, tio ou tia, padrinho ou madrinha, que ama esse pequeno ser que viu nascer, que observa crescer, que o deseja feliz e triunfante, pense nisso!

Pense nisso e comece a utilizar o Deus te abençoe,

Deus te guarde,

Deus te proteja, muitas vezes.

Constatará, após um tempo, os benefícios alcançados, que se traduzirão em menos rebeldias e teimosias; menos explosões de raiva e egoísmo; mais aconchego...

Tente e constatará porque as bênçãos de Deus são vibrações inigualáveis.

Como o sol que espanta o frio e ilumina o Mundo, elas aquecerão o coração da sua criança, o seu também e todos seremos muito mais felizes.

Com as bênçãos de Deus.

( Homenagem ao meu Filho LUCAS )Aniversário hoje dia 19/05

terça-feira, 18 de maio de 2010

O silêncio de Cristo

Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção.   Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.  
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.   Ajoelhou-se diante da cruz e disse: Senhor, quero padecer por Vós.   Deixai-me ocupar o Vosso lugar.
Quero substituir-vos na Cruz. E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta. O Senhor abriu os lábios e falou.   As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras: Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição. Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon.
É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a Vossa ajuda! Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio. Haakon respondeu: Prometo-o, Senhor! E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse.
  Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz. Quanto ao Senhor, ocupava o lugar de Haakon. Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém. Certo dia, porém, chegou um rico.   Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu-o e calou.
Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico.   E também não quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem.
  Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa. Como não a encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela. Voltou-se para ele e interpelou com raiva: Dá-me a bolsa que me roubaste! O jovem, surpreso, replicou-lhe: Não roubei nenhuma bolsa! Não mintas. Devolve-ma já! Repito que não apanhei nenhuma bolsa! O rico arremeteu furioso contra ele. Soou então uma voz forte:
Para! O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação.
  Este ficou aniquilado e saiu da ermida. E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem. Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe: Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio. Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?
  O Senhor continuou a falar-lhe: Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem.   O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro. Quanto ao rapaz que ia receber os golpes, as suas feridas o teriam Impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: faz uns minutos que o seu barco acaba de soçobrar e que ele se afogou.
Tu também não sabias isto, mas Eu sim. E por isso me calo. E o Senhor tornou a guardar silêncio.   Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Por que Deus se cala?
  Muitos de nós gostaríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.   O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele,sim, sabe o que faz.   Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente: "Confia em mim, sei o que é preciso fazer!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Uma história chinesa


Lin casara-se e podia se dizer feliz, se não fosse um pequeno detalhe: sua sogra.

Lin amava seu marido mas não desejava aquela sogra. Especialmente porque, conforme a velha tradição chinesa, a nora deve servir a sogra.

Os meses foram se passando e o que, de início, era um desconforto, um mal-estar, foi se transformando em um terrível sentimento.

Lin odiava sua sogra e não podia conceber ter que servi-la ano após ano, na soma cadenciada dos dias.

Por isso, ela procurou um velho sábio e lhe disse que precisava de ajuda, precisava se livrar da sua sogra.

O sábio a escutou, com paciência. Depois, providenciou algumas ervas e as entregou à jovem esposa.

Essas ervas - explicou - são venenosas. Elas devem ser deixadas em infusão e servidas, uma vez ao dia, todos os dias.

E o que acontecerá? - perguntou ansiosa a consulente.

Ora, ao cabo de seis meses, sua sogra morrerá. No entanto, muito cuidado deve ser tomado a fim de que as desconfianças a respeito da morte não venham a cair sobre você.

Por isso, trate muito bem a sua sogra e quando ela morrer, chore bastante.

A jovem foi para casa feliz e, no dia imediato, começou a servir o chá com aquelas ervas para a sogra. Conforme fora orientada, começou a tratá-la muito bem.

Os dias foram passando e três meses depois, Lin se deu conta que a sogra estava diferente.

Ela não era mais tão complicada, nem chata, nem arrogante.

Quando estavam para se completar os seis meses, um grande pavor tomou conta de Lin.

Ela não queria que a sogra morresse. Afinal, se transformara numa mãe para ela.

Lin correu ao sábio. Contou o que acontecera e do seu arrependimento.

Novamente, o sábio a escutou, com calma e lhe disse que, em verdade, não fora a sogra que mudara, mas ela mesma.

Ao se casar, ela olhava a sogra como uma rival, alguém a quem seu marido pertencera e continuava pertencendo.

Tomara-se de raiva por ter que servi-la e passou a projetar nela o ódio que a si própria consumia.

Mas, a partir do momento que decidira tratá-la bem, tudo isso se evaporara.

No entanto, o que fazer agora? Ela envenenara a mãe de seu marido, ao longo daqueles meses.

O ancião a sossegou: Não eram ervas venenosas, ao contrário, de poder vitamínico. Pode continuar a servi-las no chá.

E a nora, tranquila, retornou ao seu lar, para prosseguir a viver em paz, usufruindo do amor daquela que se transformara em mãe atenciosa.

Nada mais destrutivo, para si e para os que a cercam, do que o ódio que a criatura conserva e alimenta no coração.

Por isso, Francisco de Assis, compreendendo esse campo psíquico de tormenta e de loucura, firmava-se na proposta do amor.

E dizia: Onde houver ódio, consenti que eu semeie amor.

Pensemos nisso e semeemos o bem imbatível e o inefável amor, que falam da presença de Deus no mundo. E sejamos felizes, desde agora.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O poder do pensamento na vida a dois


Descobrir que o universo funciona como um espelho e que atraímos para as nossas vidas aquilo que irradiamos através dos nossos pensamentos pode ser o início de uma nova felicidade a dois.
O maior instrumento de poder de que se tem notícia se encontra dentro de nós: o nosso pensamento. Como a eletricidade, o dinheiro e tantas outras coisas que, em essência, não são boas nem más, o pensamento produz resultados de acordo com o uso que se faz dele.
O fato é que estamos continuamente interagindo com o cosmos, emitindo e recebendo vibrações, e assim, criando as experiências que vivemos.
Ao tomar consciência do poder do pensamento, conquista-se a chave para abrir as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos. Depois de Einstein e da física quântica,não há como negar que, em essência, somos energia. É essa energia se consubstancia na matéria, transformando-se em corpo, mente, emoção.
Círculo virtuoso X círculo vicioso.
Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade. Se, ao contrário, abrigamos pensamentos negativos de inveja, maldade, crítica, intolerância, por exemplo, as nossas ações não irão resultar em experiências positivas
Os pensamentos nos fazem sentir emoções variadas, e essas emoções, por sua vez, influenciam a nossa saúde, ajudando-nos a nos manter saudáveis e bem dispostos, ou nos tornando depressivos e doentes. Estabelecemos, assim, um círculo virtuoso ou vicioso, dependendo do cuidado que temos com aquilo que abrigamos em nossas mentes.

Se quisermos viver relacionamentos amorosos felizes, o primeiro cuidado a ser adotado é em relação aos nossos pensamentos. A lei da sintonia, como toda lei espiritual, pode não ser aceita ou compreendida, mas nem por isso deixa de produzir efeitos (Jael Coaracy).Pense nisso...e tenha um bom dia...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Chaga da Humanidade



Conta-se que, certa vez, um adestrado catador de caranguejos executava sua tarefa num mangue, quando alguns turistas pararam para observar o seu trabalho.

Era um esforço grande que realizava o homem, todo enlameado. O que perceberam os observadores é que o catador tinha dois baldes. Um com tampa e outro sem tampa.

A cada caranguejo que pegava em suas mãos, examinava e concluía: este é bom, e colocava no balde com tampa. Ou, este é ruim, e colocava no balde sem tampa.

Depois de um determinado período, um dos turistas não aguentou a curiosidade e perguntou ao catador de caranguejos por que ele realizava aquela divisão em baldes diferentes, algo que absolutamente ele não conseguia entender.

O trabalhador não se fez de rogado e foi explicando: É simples, muito simples. Coloco no balde com tampa os caranguejos bons, para eles não fugirem, pois eles têm condições de retornar ao seu local de origem, seu próprio mundo.

Mas os caranguejos ruins não precisam de tampa. São uns egoístas. Quando um deles tenta fugir, sair do balde, os outros se agarram nele e o puxam para baixo. Por isso, com eles não preciso me preocupar.

* * *

Por vezes, em nossas ações, nos comportamos de forma semelhante aos pequenos animais da história. É quando nos deixamos dominar pelo egoísmo, essa chaga da humanidade, que deve desaparecer da Terra, pois que compromete o progresso.

O egoísmo é filho do orgulho e é causador de muitos males. É a negação da caridade e somente tem contribuído para tornar os homens infelizes.

Graças ao egoísmo, o homem tem vivido muito mais para sua própria satisfação do que para o interesse dos demais.

Nas relações conjugais, mais de uma vez surgem questiúnculas porque cada um deseja que o outro ceda, renuncie em seu favor.

Por egoísmo, a esposa não permite ao marido a continuidade de estudos avançados que lhe exigiriam algumas horas a mais, fora do lar, por determinado período.

Por egoísmo, o marido cria obstáculos a voos mais altos da esposa, pois a deseja para si em todos os momentos.

Em nome do egoísmo, irmãos entram em disputas judiciais pela posse de bens perecíveis, destruindo-se mutuamente e infelicitando os pais desencarnados.

Por egoísmo, obras de arte permanecem ocultas a muitos olhos, segregadas em salas fechadas e exclusivas.

Por egoísmo, nos fechamos, impedindo-nos de progredir. Por causa dele, erguemos altos muros ao nosso redor.

Cerramos as portas do coração e as janelas da alma, não desejando que outros desfrutem da beleza dos nossos jardins ou das riquezas de nossa intimidade.

Quando os ventos do egoísmo soprarem débeis ou fortes nas veredas das nossas vidas, preservemo-nos da sua ação destruidora, recordando que efêmera é a passagem pela Terra.

Que os únicos bens que realmente nos beneficiarão são os do Espírito, frutos da ação generosa, da divisão e distribuição, do que temos à farta: bens materiais, inteligência, tempo, amor.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Onde estás?


Meu Amor, onde estás? E porque razão, interrogo-me sozinho. Porque razão nos mantemos afastados? Não conheço as respostas para estas perguntas, por mais que me esforce a compreender. Fazes-me falta.

Eu sonho com o teu rosto, sinto saudades do teu corpo e em seguida imagino-te fazendo parte do meu cenário. Eu teria tanta coisa para dizer-te, se eu soubesse como. Como fazer para que leias os meus pensamentos? Assim saberias o quanto és especial para mim e saberias como eu me sinto sem ti. Quando sonho, é contigo. Quando acordo é em ti que penso, és tu que eu abraço quando estou junto ao mar, é por ti que eu sei o verdadeiro significado da palavra amor, é por ti que eu sei amar e mesmo que te encontres distante, eu pergunto, porque tinha de me apaixonar, com tanta gente no Mundo, por alguém que insiste em não chegar. Mas eu obtenho a resposta a esta pergunta, no meio de tanta gente, eu amo-te porque eu conheço-te melhor que o meu próprio coração. Eu daria a minha alma, o meu coração e todo o meu tempo. Mas, por mais que eu entregue tudo, tudo não tem sido suficiente.

Sabes, meu amor, morrer não é triste e não penses que só porque não estás comigo seja essa a minha vontade. Não. Quero somente dizer, que triste é sentir que fui esquecido por ti, não sou compreendido e sentir esta ausência que insistes em dar. É isto que me dói, morrer comparado a isto não é nada. Tenho no dedo a marca do compromisso assumido, aos olhos do mundo um homem comprometido. Mas aos olhos do meu Eu é pura ilusão, é um amargo sofrimento que só magoa o coração.

Onde estarás? Não sei!... Suaves lembranças agradáveis, voltam ao meu pensamento. Lembrei as músicas...sim, era a nossa, que um dia ouvimos, quanto tempo já passou. A cada dia surge novas esperanças e tu na minha alma ficaste, como afectuosa saudade e suave lembrança deste nosso desencontro. Aprendi que viver o presente era a escolha mais certa que poderia fazer, mas até no meu presente continuas a estar em mim…porque continuo a amar-te tanto assim.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O valor da amizade


Você já parou para pensar sobre o valor da amizade?

Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos,
em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.

Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença traz de volta o sol a brilhar em nossa vida.

A simplicidade das brincadeiras pueris, da conversa informal,
momentos de descontração que muitas vezes pode ser numa conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite,
no ambiente de trabalho ou de escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.

Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação que como em qualquer outro relacionamento,
passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.

Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão,
às vezes por insegurança, por ciúme, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados,
acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.

Podemos comparar esse elo de amizade ao tempo que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos, que se desenvolve uma amizade.

Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.

Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido,
compartilham a sua experiência conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar.

São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar, compreender.

Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudade, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido.

É na amizade verdadeira que encontramos sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.Pense nisso...e tenha um bom dia...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Leis Morais


A lei de gravitação universal é uma das leis que regem o mundo físico. Isso ninguém pode contestar.

Da mesma forma que existem leis regendo o universo físico, há leis que regem o mundo moral.

Jesus a elas se referia quando asseverou: "é mais fácil passar o céu e a terra, do que perder-se um til da lei" (Lc. 16:14 –17)

Sabemos que não poderia referir-se Jesus às leis humanas, tão falhas ainda.

Muitos crimes são cometidos no mais completo anonimato. Como poderiam as leis humanas punir tais infrações se delas não toma conhecimento?

Jesus conhecia em totalidade os mecanismos que regem as leis morais. Ele sabia que nenhuma infração passa desapercebida. Sabia que todos nós estamos nelas mergulhados e que jamais as poderemos burlar sem assumir as conseqüências.

Dessa forma, nenhum til da lei se perderá. Todos os nossos pensamentos e atos equivocados estão registrados nos arquivos sublimes à espera da devida reparação.

Assim como todos os pensamentos e atos conformes com essas leis estão creditados em nossa economia moral, constituindo-se em méritos luminosos em nosso favor.

Quando Jesus afirmou que "a cada um será dado conforme suas obras" (Mt. 16:27), resumiu, de forma esplêndida o mecanismo da justiça divina.

Não há nada mais consolador do que saber que cada um responderá, mais cedo ou mais tarde, pelo atos cometidos.

Assim, não temos mais que nos ocupar nem nos agastar com os equívocos dos outros. As leis humanas cuidam deles. E o que, por ventura, escapar das leis dos homens, não escapará das leis divinas.

Quando Pedro, o Apóstolo, questionou o mestre acerca do destino dos homens corruptos e injustos da sua época, Jesus respondeu sabiamente: não se preocupe com eles, Pedro. Eles viverão.

A resposta do mestre foi curta mas profundamente sábia. Jesus sabia que a vida não cessa. Sabia também que logo mais os infratores teriam que refazer os equívocos e ajustar-se com as leis, das quais não se perde nem um til.

Assim, quando a leviandade e a corrupção, a violência e indiferença dos homens nos incomodar, tenhamos uma única certeza: eles viverão.

Não nos desesperemos, pois cada um receberá conforme suas obras.

Você sabia que são dez as leis morais que regem a vida?

São elas: lei de adoração, lei do trabalho, lei de reprodução, de conservação, de destruição, lei de sociedade, lei do progresso, de igualdade, de liberdade e de justiça, amor e caridade.

E você sabia que essa classificação das leis foi trazida pelos Espíritos Superiores?

Se você deseja conhecer mais sobre esse assunto e outros tantos que nos dizem respeito, leia "O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

É um livro de fácil leitura, pois está disposto em forma de perguntas e respostas, todas encadeadas didaticamente.

Carta de uma mãe


Mães são criaturas especiais. Elas têm uma visão de mundo toda peculiar.

Guardam experiência porque já viveram mais tempo que seu filho. Experimentaram incontáveis alegrias. Também tristezas, mágoa e dor.

E sabem que, por mais amem seu filho, não poderão impedir que tudo isso ele também experimente: coisas positivas e coisas negativas.

Sabem igualmente que isso faz parte do grande aprendizado que redundará em progresso para ele próprio.

Possivelmente por essa razão é que uma mãe elaborou uma carta, mais ou menos nos seguintes termos:

Caro mundo: Meu filho começou hoje na escola. Durante algum tempo, tudo vai ser estranho e diferente para ele.

Eu gostaria que você o tratasse com carinho.

Até aqui, sempre estive ao lado dele. Aquieto seu coração. Curo suas feridas.

Estou por perto quando ele cai e rala o cotovelo ou o joelho.

Quando ele cai da bicicleta, do skate e tropeça nos cadarços soltos do tênis.

Mas agora tudo vai ser diferente. Esta manhã ele vai sair pela porta da rua, acenar para mim e começar sua grande aventura.

Ele irá aprender provavelmente sobre disputas, tragédia e sofrimento.

Para viver neste mundo é preciso fé, amor e coragem.

Por isso, mundo, eu gostaria que você o pegasse pela mão e ensinasse o que ele precisa saber.

Ensine-o, mas com carinho. Ensine-o que, para cada malandro que existe por aí, existe também um herói.

E que, em verdade, há muito mais heróis do que malandros. Heróis anônimos que realizam grandes proezas todos os dias.

Fale-lhe muito mais dos heróis. Incentive-o a se tornar um deles.

Ensine-o que para cada político corrupto existe um líder dedicado.

E narre-lhe detalhes das vidas desses líderes para que os possa imitar.

Ensine-o que para todo inimigo existe também um amigo. Diga-lhe como conquistar e conservar amigos.

Ensine-o sobre as maravilhas dos livros. Livros de ciência, de arte, de grandeza.

Dê a ele um momento de silêncio para que possa ponderar sobre o mistério dos pássaros no céu, das abelhas ao sol e das flores nas campinas.

Ensine-o que é muito mais digno fracassar do que trapacear.

Ensine-o a ter fé nas próprias ideias, mesmo quando todo mundo lhe disser que ele está errado.

Ensine-o a vender seu cérebro e seus músculos pelo mais alto preço. Mas faça-o ciente de que seu coração e sua alma nunca devem ser colocados à venda.

Ensine-o a fechar os ouvidos para o clamor da multidão... E manter-se firme e disposto a lutar quando achar que está certo.

Ensine-o com carinho, mundo, mas não o mime, pois é o teste do fogo que produz o aço mais resistente.

Mundo, veja o que você pode fazer por meu filho. Ele é alguém muito especial.


A educação de uma criança não é somente um trabalho de amor e um dever.

É uma missão importante, desafiadora e honrosa. Em verdade, ela exige do educador o melhor que ele tenha para dar.

Por isso, maternidade e paternidade são missões das mais nobres, confiadas pela Divindade à mulher e ao homem.

Pense nisso!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Coração de luto


O maior golpe do mundo
Que eu tive na minha vida
Foi quando com nove anos
Perdi minha mãe querida

Morreu queimada no fogo
Morte triste, dolorida
Que fez a minha mãezinha
Dar o adeus da despedida

Vinha vindo da escola
Quando de longe avistei
O rancho que nós morava
Cheio de gente encontrei

Antes que alguém me dissesse
Eu logo imaginei
Que o caso era de morte
Da mãezinha que eu amei

Seguiu num carro de boi
Aquele preto caixão
Ao lado eu ia chorando
A triste separação

Ao chegar no campo santo
Foi maior a exclamação
Cobriram com terra fria
Minha mãe do coração

Dali eu saí chorando
Por mãos de estranhos levado
Mas não levou nem dois meses
No mundo fui atirado

Com a morte da minha mãe
Fiquei desorientado
Com nove anos apenas
Por este mundo jogado

Passei fome, passei frio
Por este mundo perdido
Quando mamãe era viva
Me disse: filho querido

Pra não roubar, não matar
Não ferir, não ser ferido
Descanse em paz, minha mãe
Eu cumprirei seu pedido

O que me resta na mente
Minha mãezinha é teu vulto
Recebas uma oração
Desse filho que é teu fruto

Que dentro do peito traz
O seu sentimento oculto
Desde nove anos tenho
O meu coração de luto.



Composição: Teixerinha

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ser mãe


A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.

Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.

O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?

É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.

Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.

Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.

Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?

E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.

Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.

É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.

É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.

Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.

Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais – não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.

É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.

Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.

É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um Espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.

A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

Adeus papai, Adeus mamãe



Eu sou o filho que volta, a bater na mesma porta
Que há muito tempo eu fechei,
Quando fui embora chorando e aqui soluçando
Papai e mamãe eu deixei
Hoje de volta, vejo a gaiola vazia do canário que um dia,
Eu mesmo mandei soltar,
Talvez o pobre passarinho, voltou ao seu velho ninho
Como eu voltei ao meu lar
Vejo o meu cão policial latindo ali no quintal
Talvez nem me reconheceu
Vem lobo, vem ver o seu dono que te deixou no abandono
Sem ao menos dizer-lhe adeus.
Já vai alta a madrugada, vejo a janela fechada
Do quarto de meus velhinhos
Talvez mãezinha chora, sem nunca pensar que agora
O seu filho está tão pertinho!
Talvez pensam que eu morri, porque nunca lhes escrevi
Desde a minha despedida.
Eles devem estar velhinhos, já na curva do caminho
Que conduz ao fim da vida
Abra a porta papai!
O seu filho está de volta prá pedir sua benção,
Eu que sua voz não sai, cortada pela emoção
Não precisa dizer nada, deixe as lágrimas derramadas
Banharem meu peito de dor.
Eu que vivi sem carinho, 20 anos papaizinho
Quero agora o seu amor!
Papai, cadê minha mãezinha?
Meu pensamento adivinha, olhando nos olhos seus
Meu filho, chorando quero te dizer:
Sua mão não pode viver, foi se embora morar com Deus.
Qual uma flor entre espinhos, no abandono murchou
Papai como você está velhinho
Seus cabelos estão branquinhos,
foram as tardes sem fim
Vejo na parede a fotografia da mãezinha que um dia deixei a
chorar,
Parece que ele me diz:
"Filho como estou feliz, de ver você regressar"
Parti pra fazer riqueza, pra tirar-me da pobreza
E ao meu pai e minha mãezinha,
Mas compreendi tarde demais,
Que eram os meus velhos pais, a maior riqueza que eu
tinha

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O potencial de cada um


Conta-se que, certa vez, os animais de uma floresta que estava sendo devastada pelos homens se reuniram para discutir os seus problemas.
Decidiram, após amplos debates, que a coisa mais importante a fazer seria criar uma escola.
Organizaram um currículo que objetivava desenvolver as habilidades de voar, saltar, nadar, correr e escalar. Todas consideradas necessárias e importantes para quem vive em uma floresta.
No entanto, apesar de terem utilizado métodos muito avançados, o desempenho dos alunos não foi dos melhores e a maioria conseguiu apresentar rendimento satisfatório em apenas uma ou duas habilidades.
O pato foi excelente em natação mas apenas razoável em voos e péssimo em corridas.
Para melhorar em corrida treinou tanto que gastou suas patas e não conseguiu nadar como antes, baixando seu aproveitamento em natação.
O coelho, que vinha se destacando em corrida, desde o início do curso, acabou sofrendo um colapso de tanto se esforçar para melhorar em natação.
A capivara, que nadava e corria muito bem, acabou se esborrachando ao tentar voar. O susto foi tão grande que ela ficou traumatizada e não conseguiu mais nem correr, nem nadar.
Os pássaros, por sua vez, protestaram, desde a criação da escola, porque a habilidade de cantar não estava incluída no currículo.
Para eles, o canto era de importância fundamental para a qualidade de vida na floresta.
Quando o currículo todo foi dado, o único animal que concluiu o curso e fez o discurso de formatura foi a enguia.
Não que ela tivesse maiores habilidades. Em verdade, ela não se esmerara em nada e conseguira fazer um pouco de todas as matérias mais ou menos pela metade.

Com certeza, ao imaginarmos uma capivara tentando voar ou um coelho se dedicando à natação, rimos da história.
Mas, se olharmos ao nosso redor, vamos nos dar conta de que, por vezes, agimos exatamente como os animais da escola da floresta.
É quando tentamos considerar todas as pessoas iguais, destruindo o potencial da criatura de ser ela mesma.
Assim é quando, na posição de pais, insistimos com nosso filho para que siga determinada profissão.
Ele adora dançar mas nós lhe dizemos que isso não lhe conferirá uma carreira de sucesso e insistimos para que abrace a profissão que toda a família segue.
Até mesmo porque ele deve dar continuidade à tradição ou assumir o negócio da família, logo mais.
Por isso é que algumas empresas de tradição, em determinado momento, passando a ser administradas por quem não tem potencial nem vontade para o tipo de negócio, acabam por desaparecer.
Ou então, a pessoa desenvolve as habilidades que lhe são exigidas, mas nunca será um profissional de qualidade. Isso porque não ama o que faz.
E se transformará em uma criatura frustrada, infeliz, sempre reclamando de tudo e de todos.
Pensemos nisso e passemos a valorizar mais a habilidade e o potencial de cada um.
Lembremos que a natureza é tão exuberante exatamente pelas diferenças que apresenta nos reinos mineral, vegetal, animal onde cada um é especial e desempenha, na Terra, a missão que o Divino Criador lhe confiou.

Não tenha medo de abrir mão do que você quer para viver o que Deus quer para você

Deus só pode agir naquilo em que O deixamos trabalhar. Às vezes, saímos feridos de um relacionamento, tão machucados, que achamos que o “o a...