sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quem é o mais importante?

Contam que numa carpintaria, quando todo o trabalho havia acabado, as ferramentas começaram a conversar entre si e criaram uma estranha assembleia.
Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças, elas discutiam para saber qual delas era a mais importante para o carpinteiro.
Um martelo logo exerceu a presidência e começou:
- Eu sou eu o mais importante para o carpinteiro. Sem mim os móveis não ficarão em pé, pois sou eu quem martelo os pregos!
Mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e além do mais passava todo o tempo golpeando.
O serrote logo quis dar a sua opinião:
– Você martelo?
- Você não pode ser! Seu barulho é horrível! É ensurdecedor ficar ouvindo toc, toc, toc…
- O mais importante sou eu, o serrote! Sem mim, como o carpinteiro serra a madeira? Eu sou o melhor!
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
- Não, não, não! – Falou a Lixa – Eu sim sou a melhor! Se não fosse eu os móveis não seriam tão lisinhos e perfeitos!
- Eu sou a mais importante!
Mas no final a lixa acatou a ponderação, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
- Ah! Não! Que absurdo! disse o metro.
- Eu sou o mais importante! Sem mim os móveis ficariam tortos! O carpinteiro nem saberia a medida. Eu sou o mais importante!
- Ah! Mas não é mesmo, disse a plaina.
- Sou eu quem deixa tudo retinho e tiro as imperfeições da madeira. Eu sim sou a indispensável…
- Tsc, tsc, tsc… Nada disso, disse a chave de fenda
- Se não fosse eu, como o carpinteiro iria apertar os parafusos? Eu sim sou a melhor!
As ferramentas ficaram discutindo até o dia amanhecer…
Logo cedo o carpinteiro chegou para trabalhar, colocou sobre a mesa a planta de um móvel, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, o parafuso, o serrote, a lixa, o metro, a plaina e a chave de fenda.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
O carpinteiro usou todas as ferramentas. Usou o serrote, o martelo, o esquadro, a lixa, a plaina, os pregos, o martelo, a chave de fenda, a cola e o verniz para deixar o móvel brilhando…
Enfim ele acabou. Chegou o fim do dia o carpinteiro estava cansado, mas feliz com o que tinha feito! Seu trabalho com as ferramentas tinha ficado ótimo!
O carpinteiro foi para casa.
Quando a carpintaria ficou novamente em silêncio as ferramentas retomaram a assembleia reativando a discussão.
Só que agora elas ficaram admirando o que tinham feito todas juntas com o carpinteiro.
Sabe o que elas fizeram? Um altar de igreja! E tinha ficado lindo!
Elas chegaram a uma conclusão: Todas eram importantes aos olhos do carpinteiro. Ele usou todas! Sem exceção de nenhuma! E o móvel tinha ficado lindo!
Elas descobriram que quando todas trabalham juntas tudo anda melhor!
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
-“Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes.”
A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos.
Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades… Isto é para os sábios!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Se eu tivesse...


Se eu tivesse falado do amor que sentia, se eu tivesse perdoado, aconselhado, se eu tivesse me calado...
Estas são afirmativas que costumam fazer parte dos nossos pensamentos em alguns momentos da vida.
Diante da perda de um ente querido ou no momento em que sabemos estar próxima a nossa partida para a Pátria Espiritual, a sensação de que se poderia ter feito muito mais, é causa de uma das grandes dores do ser humano.
Pensamos que poderíamos ter sido mais cuidadosos nos relacionamentos com os amigos e amores, ter nos doado mais ao próximo, realizado aquele sonho... ou simplesmente poderíamos ter amado mais.
O arrependimento pelo bem que não foi feito é doloroso.
Conveniente seria se vivêssemos a vida sem precisar de um dia empregar essas frases, que demonstram que algo poderia ter sido feito e que agora, não mais nos é possível fazê-lo.
Muitas vezes justificamos o abandono de um objetivo por não termos as condições que julgamos ideais para cumpri-lo.
Dizemos a nós mesmos que não temos o dinheiro ou o tempo suficiente, o poder ou a autoridade, que não temos coragem ou disposição, que somos velhos demais ou jovens demais ou que temos saúde de menos.
Essas afirmativas apenas demonstram o nosso desânimo frente às situações que a vida nos apresenta.
Colocamo-nos facilmente na condição de depender de algo ou de alguém para agir, quando toda ação depende exclusivamente da nossa própria vontade.
*  *  *
Tenhamos coragem e entusiasmo para fazer o que consideramos correto, para agir de acordo com o que a nossa própria consciência nos orienta e para fazer o que for preciso em defesa dos nossos sonhos.
Obstáculos sempre serão encontrados e dificuldades pessoais todos nós as temos pois fazem parte do estágio evolutivo em que nos encontramos.
Com coragem, paciência e disciplina seremos capazes de vencer as dificuldades.
Quando nos mantemos ligados a Deus, sentindo-O em nosso íntimo, qualquer objetivo que nos propusermos a alcançar não nos parecerá distante e encontraremos a força necessária.
Seja a realização de uma grande obra ou apenas um pedido sincero de perdão a alguém que estimamos, se não tivermos coragem, acabaremos por deixar esquecida a nossa vontade.
Diante da história de nossas vidas, olhemos para trás para perceber o quanto já aprendemos, o quanto já crescemos.
E, no caso de constatar que não fizemos as melhores escolhas ao longo da nossa jornada, que usamos mal a liberdade que Deus nos concedeu para escolher os próprios caminhos, não deixemos o desânimo se instalar.
Sempre há uma boa lição a ser retirada das experiências vividas.
É hora de caminhar com fé e entusiasmo no coração. Hora de fazer renascer a esperança, deixar germinar a coragem e enxergar que somos capazes de realizar esse ou aquele feito.
A coragem nos impulsiona a agir.
Vivamos com a sensação de estar fazendo o melhor que pudermos para que, um dia, quando chegar a nossa hora de partir, não precisemos dizer para nós mesmos: Se eu tivesse...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Aos pedaços

São incontáveis os pedaços em que meu coração sempre se parte, seus estilhaços viram pó sob o vento. Uma poeira que cobre de dor minhas memórias, esses amargos registros que levo. Esta velha bagagem, faz o meu caminho parecer mais longo e mais pesado. Será se os amores errados só vão quando o verdadeiro chegar ?

Se guardo meu amor não sei como guardar e se o entrego não sei para quem dá. Ó triste decepção é ver meu coração e não saber como o consolar. Somos dois ignorantes querendo amar, sempre batendo nas portas erradas. Um dia eu sonhei alto de mais - sonhei que amava e era amado. Por isso meu coração está aos pedaços porque todas as manhãs preciso acordar.

Já foram tantos adeuses. Que por Deus, prometeria nunca mais me apaixonar por ninguém. Parece que minha bússula sempre aponta para o lado contrário de todas as pessoas por quem me apaixonei. Sempre tentei ser o melhor que pude mas nunca consegui ser o melhor por quem alguém esperasse. Eu era tudo pra ela menos quem ela estava procurando. Eu era um príncipe encantado mas não o dos sonhos dela. Mas parece que já me acustumei a voltar pelo mesmo caminho que vim e deixar no caminho todas as minhas expectativas.
Existe quem diga que se deve esperar e outros que você tem que correr atrás. Mas, sabe ? Descobrir que não existem regras. Talvez a única é que o que deve acontecer simplesmente acontece, esteja você esperando ou não. Eu não quero perder a fé, de que um dia minhas palavras vão mudar, que eu encontre alguém em que eu seja realmente o que ela esteja esperando. E que eu consiga satisfazê-la e isso me deixe totalmente satisfeito. As vezes é embaraçoso compartilhar com quem quiser ler aquilo que você sente, mas ser poeta é isso - é viver e cantar a toda gente. 
 
Mas o bom é que  dezenas de pessoas que se identificam comigo e isso me faz me sentir menos extraterrestre do que as vezes me sinto. Saber que todo mundo, assim como eu, busca um grande amor.  Um dia vamos descobrir juntos que vale a pena lutar por aquilo que vale a pena obter.
Na vida todo mundo sofre, chora, se magoa, cria expectativas que nos levam ao céu e de uma hora pra outra damos com a cara no chão, na vida de tudo acontece mas quanto mais a gente rala mais a gente cresce. Eu vou aproveitar os nãos que a vida me dá, para quem sabe lá na frente eu receba um sim que seja realmente o que eu esperava.  Eu me abraço ao adeus, me visto com a minha poesia, porque nela eu sou o garoto dos sonhos dela mesmo que eu nem saiba o seu nome. 
 
                                                                                                                            Por: Romantico Rebelde

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espinhos


Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. No entanto, com a convivência, um problema sério surgiu: os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor.
Incomodados com a situação, tornaram a se afastar uns dos outros e como consequência, voltaram a morrer congelados. A espécie de porcos espinhos estava, então, novamente ameaçada de extinção…
Com o passar do tempo, com a solidão aumentando e a morte pelo frio dizimando toda a espécie, eles perceberam finalmente que precisavam fazer uma escolha: Desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante. Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. Desta forma, Sobreviveram.
MORAL DA HISTÓRIA:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas mas, aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos. Pense nisso! São justamente as pessoas mais próximas que mais nos ferem… Nossas expectativas e exigências são tão grandes que não enxergamos que, como nós, elas também tem defeitos. Dos inimigos esperamos tudo, mas de quem amamos exigimos uma perfeição que na maioria das vezes chega a ser irreal. Exigimos, julgamos, sentenciamos sem perceber que também temos espinhos. Não enxergamos que nunca, NUNCA encontraremos uma família perfeita, amigos perfeitos, filhos perfeitos, marido ou esposa perfeita. Assim como nós nunca seremos perfeitos.
Quando deixamos o orgulho e arrogância de lado, quando aceitamos perdoar e nos disponibilizamos a viver realmente o amor que Cristo nos ensina, aí sim conseguimos transformar o ambiente. Aí sim vemos as bênçãos de Deus sendo liberadas em nossas vidas.
Enquanto nos fechamos para o amor, enquanto permitimos que as trevas da arrogância nos dominem, não podemos ver a ação transformadora de Deus, porque onde há trevas não há luz. E se as trevas dominam nossa vida o que esperar de nossos relacionamentos?
Quando nos deixamos levar pelo ódio e rancor, somente excitamos mais contendas. Mas quando nos rendemos ao amor, tudo se transforma. O amor supera todas as coisas. O amor cura feridas, perdoa ofensas, abençoa, libera, cuida. O amor nunca falha !
Antes de exigir mudança, observe as suas falhas, procure concertar os seus defeitos porque com certeza o seu esforço será notado, será recompensado Pense nisso, plante a semente do amor e você verá os frutos aparecerem. Aceite e ame seus amigos, seus familiares, seu amor, do jeitinho que são. A mudança que tiver que acontecer, acontecerá naturalmente. Como os espinhos, as imperfeições fazem parte de nossa natureza, não julgue, não se afaste, não sofra! Aceite, conviva, ame!
Deixe o orgulho de lado, e Deus fará a parte dele. Pense nisso e seja feliz !!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Gentileza


O trânsito, como se faz frequente nas grandes cidades, estava atribulado, agitado mesmo.
Todos aparentavam ter a maior pressa em alcançar seus objetivos, em vencer o trajeto que parecia longo demais, devido à lentidão do tráfego.
Em uma dessas brechas do trânsito é que Lucas, na ânsia de vencer mais alguns metros, tentou uma manobra para mudar rapidamente de pista.
Não percebeu, porém, o carro que vinha logo atrás, obrigando o motorista a frear com rapidez. A buzinada veio logo em seguida, as palavras ditas com violência, que já podia escutar.
No próximo sinaleiro, os dois carros emparelharam. Lucas desceu o vidro do carro e dirigiu-se ao motorista que o havia xingado.
Esse, ainda vermelho pelo acontecimento de há pouco, preparou-se para a guerra verbal, que imaginou deveria iniciar naquele momento.
Foi quando Lucas, gentilmente lhe disse: Desculpe-me a má conduta. Foi pressa e distração. Perdoe-me o que lhe causei.
O semblante carregado do motorista vizinho foi substituído pela surpresa quase que de imediato. Atônito pela resposta que não esperava, desarmou-se da briga que já planejava.
E, rendido pela gentileza, abriu largo sorriso e respondeu: Imagine, meu amigo, não foi nada. Isso acontece com todo mundo!
*   *   *
Quantos de nós esquecemos da gentileza como a ferramenta para lidar com as situações difíceis do nosso cotidiano?
Reclamamos da virulência das pessoas, nos queixamos de como elas são ásperas e rudes, mas, muitas vezes, nos utilizamos das mesmas atitudes.
É bem verdade que o fim da história poderia ser outro, se Lucas não fosse gentil e educado. Se fosse agressivo, ao invés de receber um sorriso de compreensão, carregaria consigo a raiva e o destempero do outro.
Dessa forma, somos nós que carregamos a possibilidade de escolher nossas ferramentas no trato com o próximo.
Quando alguém é áspero, como agir? Se o outro nos trata com grosseria, como nos comportarmos?
Será sempre a gentileza o toque especial que não nos permitirá cair nessas armadilhas que comumente encontramos em nosso dia a dia.
Gentileza é o que podemos oferecer para deixar o dia mais leve, os relacionamentos menos difíceis, o cotidiano mais ameno.
E como disse alguém: Gentileza gera gentileza.
Haverá naturalmente aqueles que ainda não conseguem perceber a gentileza que lhes é ofertada, e que desprezam tal fato, agindo indiferentemente na sua habitual rudeza.
Porém, que não sejam esses, nas suas dificuldades, a nos convencerem que não vale a pena ser gentil.
A gentileza sempre será a melhor opção para nossas atitudes, ensaiando nossa alma para conquistas maiores, representando os primeiros passos para a compreensão e a caridade para com nosso semelhante.
Gentileza é expressão de cordialidade e de afeto.
Não acreditemos que a falta de tempo possa ser responsabilizada pelos deslizes para com a gentileza, no trato diário com as pessoas.
O gesto gentil abre horizontes novos ao entendimento e ao melhor viver no mundo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Vencedor


Os campeões sabem que para obter um resultado diferente é necessário haver mudanças e a mais importante é a de mentalidade, ou seja, da nossa maneira de pensar.
Precisamos atingir nossos objetivos, porque o mais difícil de administrar na vida são o fracasso e o sucesso.

Nós todos conhecemos a embriaguez da vitória e a agonia da derrota. Encontramos obstáculos e mais obstáculos. Contudo, com esperança, dignidade, um pouco de loucura e alguma crença em nós mesmos, poderemos dar grandes passos na direção dos nossos objetivos.

Vencedores são aqueles que desistiram de adiar seus sonhos de repetir os mesmos problemas, e resolveram criar o novo.
Porém, grandes derrotas são criadas. Por pessoas que se apegaram ao passado, se sentem confiantes demais e, de repente, ficarão ultrapassadas. . Não percebem que os outros evoluíram, que a situação mudou e que não sabem mais o que fazer.
Se o seu passado foi feito de vitórias, deixe-o para trás (a não ser nas comemorações com os amigos). Faça um projeto para o futuro e dirija suas atenções para ele.
 

LEMBRE-SE:
 

Derrotas são frutos de pequenas distrações !
Nós todos conhecemos a embriaguez da vitória e a agonia da derrota. Encontramos obstáculos e mais obstáculos. Contudo, com esperança, dignidade, um pouco de loucura e alguma crença em nós mesmos, poderemos dar grandes passos na direção dos nossos objetivos.

Um vencedor é aquele que adota uma postura básica de determinação para vencer.
O vencedor inspira confiança em tudo o que faz. Sabe que ser o primeiro, é consigo mesmo e mantém sua palavra não porque o outro vai cobrá-la (ainda que cobrar algo prometido seja um direito do outro) mas sim porque sempre dá o máximo de si.
Todo mundo conhece um vencedor, ele não tem vergonha de suas limitações, mas principalmente não tem vergonha de comprometer-se com que faz
Quando não sabe pergunta,
Quando não pode não promete,
Quando promete cumpre,
Quando sabe assume,
Quando assume faz.
Tornar-se um atleta especial é deixar de ser mas um como os outros. É transformar-se em alguém que sabe ir a fundo no que quer.
O vencedor sabe que um erro é sempre possível e por isso cuida para que ele não aconteça, mas se ocorrer, o vencedor analisa as suas conseqüências e fica francamente chateado por tê-lo cometido.

Não procura culpados nem perde seu tempo se escondendo atrás de acusações. Analisa a situação e procura imediatamente solucioná-la.
Está provado: Os erros crescem quando você se abate com ele e diminuem e o fazem melhorar quando você os aceita e sabe que precisa melhorar para torná-los cada vez mais raros.
O vencedor esta sempre alerta, ligado, atento para percorrer as oportunidades e fazer sempre delas um motivo para comemorações e muitas vitórias.


Prof. João Gualberto

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Socorro do Céu

Montado em seu cavalo, o fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia frequentemente, a fim de cuidar de seus negócios.
Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida num desvio, à margem da estrada. Naquele dia experimentou insistente curiosidade.
Quem morava ali?
Cedendo ao impulso, aproximou-se. Contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, de mãos postas, olhos lacrimejantes...
Que faz você aí, minha filha?
Estou orando a Deus, pedindo socorro... Meu pai morreu, minha mãe está doente, meus quatro irmãos têm fome...
Que bobagem! - disse o fazendeiro. O Céu não ajuda ninguém! Está muito distante... Temos que nos virar sozinhos!
Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadeceu-se, tirou do bolso boa soma em dinheiro e a entregou à menina.
Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe! E esqueça a oração.
Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada.
Para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.
Ora essa, menina! Por que não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir?
E a menina, feliz, respondeu: Já não estou mais pedindo, estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor!
* * *
Consagrada por todas as religiões, a oração é o canal divino que favorece a assimilação das bênçãos do Céu.
Da mesma forma que é importante ter um roteiro para a jornada terrestre, que nos diga de onde viemos e para onde vamos, é importante manter contato com as esferas superiores, favorecendo o amparo dos benfeitores do Além.
Esse apoio manifesta-se de duas formas: objetivamente, como na historieta narrada, em que mobilizam as circunstâncias em nosso favor. E subjetivamente, em que nos falam através da inspiração, oferecendo-nos equilíbrio e serenidade para superar os obstáculos do caminho.
* * *
A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz ao Criador.
Quando a oração sincera brota do coração, proporciona doces emoções. É como suave brisa matinal que perpassa nossa alma inebriando-a de perfume.
É através da prece que podemos abrir os canais mentais para ouvir as vozes brandas e suaves dos imortais.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Às vezes


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado. Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir. Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa. Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida. Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram... Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez. E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado. Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu. (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá. Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra. Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário. Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
François de Bitencourt

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Você já pensou no sentido da palavra "felicidade"?


Talvez sim, talvez não. Geralmente, o que se ouve é que felicidade não existe, que o quê existem são apenas momentos felizes. Ai, eu lhe pergunto: será mesmo? Será mesmo que algo tão grandioso como a felicidade consiste apenas em coisas tão transitórias?
Estará a felicidade apenas num carro novo? Estará a felicidade numa viagem pela Europa? Estará a felicidade na compra de uma casa nova? Estará a felicidade no encontro de alguém que "fará" você feliz?
Na verdade, a felicidade real e concreta está dentro de cada um de nós. Só que, para reconhecê-la como verdadeira, faz-se necessário uma análise de vida...
Você já reparou nas coisas boas que o(a) cercam? Já notou como, todos os dias, tantas coisas boas acontecem e você só valoriza o que é ruim? Já observou que a vida é um fluir contínuo como as águas de um rio, no qual você navega, só que, muitas vezes, contra a correnteza?
Você tem dentro de si muitas resistências e uma delas se desenvolveu contra o "ser feliz". Estar alegre pode ser passageiro, mas estar feliz é eterno e não depende de nada.
Basta apenas que você olhe para dentro de si mesmo(a) e acredite em tudo o que pode realizar, naquilo que pode construir. Aprenda a dar valor a você, às suas qualidades, a esses dons especiais que ganhou no "kit eu" quando você nasceu.
Quantas coisas desenvolveu sozinho(a)? Quantas vitórias já conseguiu em sua vida, sem a ajuda de ninguém... Você certamente é uma pessoa feliz, só que não sabe. Não acredita nisso.
Não sei se minhas observações são corretas, mas escrevo e falo aquilo que sinto. E sinto que a vida se apresenta muito simples.
Conviver com outras pessoas talvez seja o mais complexo. Conviver consigo mesmo(a) pode ser o mais delicado. A primeira amizade é feita com a gente mesmo. Você já fez amizade consigo? Você é sua amiga ou seu amigo de verdade? Será que está a seu favor ou contra si mesmo(a)?
Tudo bem, viver não obedece a nenhum manual de instruções ou fita de vídeo. A gente já nasce sabendo. Vem de dentro, vem da inteligência nata, daquela coisa de se Ter o entendimento de saber que vida é arte e não um contínuo sofrimento.
Então, que tal ser feliz de verdade? Que tal valorizar-se enquanto ser vivente, não importa seu grau de humanidade. Se o mundo lá fora lhe causa preocupação, lembre-se de que dentro de você existe um mundo vivo, que muitas vezes é mais caótico do que qualquer conflito social...
Que tal jogar fora os valores antigos, que fazem parte de uma velha mobília da qual tem medo de se desfazer pois toda a transformação implica em perda e você tem medo de mudar? Descubra a felicidade dentro de você e busque aceitá-la sem medo. Sem medo de sorrir muito hoje e chorar amanhã.
Sem medo de demonstrar para as outras pessoas a alegria natural que vem de dentro do seu coração e que muitas vezes incomoda muita gente.
Sorria com mais freqüência! Acorde de manhã de bom humor! Quando perguntarem como vai, diga que está cada vez melhor! Assuma a condição de ser feliz de verdade não importando qualquer tipo de dificuldade. Você as vence, com certeza! E mais um recadinho: manifeste essa condição de ser feliz de forma permanente em tudo aquilo que fizer.
Felicidade é transmissível! Pense nisso...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conta-se... II


Conta-se que, em um reino distante, um súdito estava preocupado em dar um presente ao rei por conta de seu aniversário e, não sabendo o que dar, resolveu procurar um sábio e pedir-lhe um conselho. Explicou ao sábio o que precisava e o sábio escutou com muita atenção.

Pediu-lhe um dia para pensar. No dia seguinte o súdito foi conversar e o sábio sugeriu-lhe que desse um anel de presente. O súdito argumentou: “mas, o rei já tem tudo. E vou dar-lhe um anel?” O sábio disse-lhe que este anel era diferente, pois nele estava escrito: “Isto também passa”. Quando o rei vier da guerra todo orgulhoso por ter vencido a guerra, peça para ele olhar o anel; mas, também, quando em outra ocasião ele voltar de lutas, for derrotado, perdendo soldados e sentindo-se fracassado, peça a ele também olhar o anel.

Que lição de vida pode-se tirar desta estória? Para muitas pessoas, a época de final de ano é tempo de balanço de vida, de analisar o que valeu a pena, quais foram os ganhos e perdas. Como foi o ano que passou para você? Você planejou, fez metas, lutou – qual foi o resultado? A maioria de nós não sabe lidar com vitórias e derrotas, pois nas duas parece que o tempo será eterno. Quando lutamos muito por algo e vencemos é comum ficarmos orgulhosos e até alardearmos de modo inadequado a vitória, quase sempre compartilhando como mérito nosso. Por outro lado, quando diante da derrota, como é fácil culparmos os outros o fato de não termos alcançado a vitória.

A vida é cheia de surpresas quando a gente se abre todo o dia para dar e receber o melhor.

É importante neste início de ano fazermos um balanço de nossa vida e agradecermos a Deus o privilégio de vivermos. Jesus é o maior presente de Deus, e nele é que podemos ter a certeza que “isto também passa”. Se você teve um ano difícil, Jesus tem uma palavra de ânimo para você: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. Se você teve vitórias este ano, a Bíblia o encoraja a ser mais que vencedor: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem presente nem futuro, nem quaisquer poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Que no nosso balanço de vida possamos contar com Jesus para lidar com alegrias e tristezas, vitórias e derrotas; sendo mais que vencedores e aprendendo que “isto também passa”. Mas o amor de Deus por nós em Jesus é eterno e vitorioso.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O rico vigilante


O desejo de ser rico é bastante comum.
Em geral, ele se origina do egoísmo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de ócio e saciedade.
Mas há quem o justifique com a ideia de dar conforto e segurança para os seus.
A respeito desse sonho tão comum, há uma narrativa bem esclarecedora.
Conta-se que um homem honrado animou-se com o propósito de enriquecer para beneficiar sua família.
Aflito por alcançar seus fins, envolveu-se em várias empresas.
Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.
Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da própria vida se haviam alterado.
O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.
A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo.
Os filhos cochichavam entre si a respeito da herança que a morte do pai lhes reservaria.
Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia.
Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas.
Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos.
Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência em uma fortaleza.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo, cada vez mais presentes.
Em poucas semanas de observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim.
A partir daí, passou a libertar suas enormes reservas.
Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as bênçãos do serviço e do bom ânimo.
Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta.
Os filhos odiaram-no e os próprios beneficiados o julgaram louco.
Todavia, o milionário vigilante passou a possuir no domicílio um santuário aberto e alegre.
*   *   *
Essa história pitoresca simboliza a necessidade do equilíbrio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais.
Toda riqueza que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva.
Já a riqueza em inútil repouso converte-se em poço venenoso de água estagnada.
Não há lógica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de água pode saciar a sede.
Os bens do mundo são instrumentos e não a finalidade do existir.
Qualquer que seja a posição do homem, ele enfrenta problemas e desafios.
Na busca de bens cada vez mais vastos, não compensa esquecer a essência do existir.
Família, amigos e a própria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter.
Pense nisso.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Para não ser infeliz

É bastante comum reclamarmos do sofrimento ou das dores que nos atingem.
Contudo, muitas vezes, tais condições são provocadas por nós mesmos.
De um modo geral, costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo exageradamente sensíveis.
Assim, reagimos muito mal a fatos insignificantes e, por vezes, levamos as coisas para o lado pessoal.
À conta disso, muitas irritações no dia a dia, podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento.
É uma tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós.
Conta-se que dois amigos foram a um restaurante para jantar. Eles não tinham nada importante para fazer em seguida.
Podiam comer com calma, conversar, demorar-se o quanto desejassem. Nenhum compromisso, naquele dia, os aguardava. A noite poderia ser encerrada a hora que desejassem.
Com esse espírito é que fizeram seu pedido e aguardaram que os pratos solicitados chegassem.
O serviço do restaurante acabou por se revelar extremamente lento, e um dos senhores começou a reclamar: “o garçom parece uma lesma! Onde é que ele pensa que está? Acho que está fazendo isso de propósito.”
E assim foi durante todo o jantar. Uma ladainha de reclamações.
Reclamou da comida, da louça, dos talheres e de todos os detalhes que descobriu não lhe agradarem.
Ao final da refeição, o garçom chegou e lhes ofereceu duas sobremesas, a título de cortesia.
“É como uma compensação”, disse gentil, “pela demora do serviço.
Estamos com falta de pessoal, hoje. Houve um falecimento na família de um dos cozinheiros, e ele não veio trabalhar.
Além disso, um dos auxiliares avisou que estava doente, na última hora. Espero que a demora não lhes tenha causado nenhum aborrecimento.”
Enquanto o garçom se afastava, o homem descontente resmungou entre os dentes, deixando escapar a sua irritação: “mesmo assim, nunca mais vou voltar aqui.”
Este é um pequeno exemplo de como contribuímos para nosso próprio sofrimento.
Levando a questão para o lado pessoal, como se tudo fosse feito de propósito contra nós; imaginando que as pessoas e o mundo giram em torno de nós, nos tornamos infelizes.
No caso apresentado, o resultado foi uma refeição desagradável para ambos.
E com grandes possibilidades de, por causa da irritação, terem problemas de saúde, na seqüência. A comida ingerida lhes fazer mal.
Além, é claro, do aborrecimento, do desconforto, ante tanta reclamação. E tudo podia ter sido resolvido de forma tão fácil, com um pouco de paciência e tolerância.
Convenhamos, ainda, que se a pessoa olhasse ao redor e tivesse um mínimo de sensibilidade, teria podido constatar que havia falta de pessoal, que os que estavam trabalhando se esforçavam ao máximo.
Isso, se não olhasse somente para si mesmo.
Jacques Lusseyran, cego desde os oito anos de idade, foi fundador de um grupo de resistência na segunda guerra mundial.
Acabou sendo capturado pelos alemães e encarcerado em um campo de concentração.
Mais tarde, quando relatou as suas experiências no campo de prisioneiros, afirmou: “Percebi que a infelicidade chega a cada um de nós porque acreditamos ser o centro do universo. Porque temos a triste convicção de que só nós sofremos de forma insuportável. A infelicidade é sempre se sentir cativo na própria pele, no próprio cérebro.”
Pensemos nisso.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Homens ou feras?

Conta-se que dois homens andavam juntos pela estrada, quando um deles percebeu que uma vespa se debatia aflita, dentro de uma pequena poça d'água.

O homem parou, abaixou-se e com a própria mão retirou-a da água.

O inseto, assustado, aplicou-lhe uma ferroada no dedo. O homem, ao sentir a dor fez vibrar a mão e a vespa caiu novamente na água.

Contudo, ele não desistiu. Apanhou um galho seco e novamente retirou o inseto da poça, salvando-lhe a vida.

O companheiro, impressionado com a ação do amigo, perguntou:

Por que você fez isso? A vespa o picou e ainda assim você a salvou?

O homem ponderou:

Os animais têm reações próprias quando se sentem ameaçados. É o instinto. Mas nós, que somos racionais, devemos ter um comportamento distinto, caso contrário, estaríamos agindo conforme um irracional.

Quando pisamos, sem querer na pata de um animal, este naturalmente, obedecendo ao instinto, desfere um coice, uma chifrada ou uma mordida. A isso chamamos reação. O animal reage. O homem deve agir, pois é racional.

Apesar da singeleza da história podemos extrair dela grandes ensinamentos.

Às vezes, quando lemos os jornais, nos deparamos com fatos que nos deixam dúvidas quanto à racionalidade de alguns comportamentos.

Já houve notícias a respeito de um motorista que desferiu vários tiros em outro veículo que lhe cortou a frente, como vulgarmente se diz, e assassinou uma das passageiras, que estava no banco traseiro do carro.

Outra notícia informa que, por causa de uma barbeiragem de um motorista, outro motorista, que se sentiu prejudicado, saiu do carro com um martelo na mão e lhe desferiu vários golpes na cabeça.

Chegam notícias também dos campos de futebol, das agressões físicas, das pessoas que se enfrentam a chutes e pontapés.

Vemos pela televisão as pessoas se atracarem umas contra as outras diante das câmeras, quando se reúnem para votar leis ou decidir sobre o destino do país. E isso também ocorre nos países ditos de Primeiro Mundo.

Nós nos perguntamos: somos homens ou feras?

Será que realmente podemos nos dizer racionais?

Já nos encontramos no século XXI e ainda não conseguimos alijar da nossa intimidade a ferocidade. Não conseguimos fazer jus à denominação de homo sapiens, dada pelos cientistas, que quer dizer homem que pensa. Ora, pensar é raciocinar, é usar a razão.

O que é mais triste... Grande parte dessas pessoas se diz cristã.

E nós nos recordamos dosensinamentos do Cristo de amar o próximo como a nós mesmos, de fazer ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.

O Mestre, que dizemos seguir, quando estava de mãos atadas, em julgamento arbitrário, foi esbofeteado por um soldado.

Embora ainda lhe restassem os pés soltos, Jesus não reagiu. Ao contrário, disse serenamente ao seu irmão equivocado: Se Eu errei aponta meu erro. Mas se não errei, por que me bates?

Mostrar a outra face é justamente mostrar o outro lado da situação, de conformidade com a ação do Cristo, se estivesse no nosso lugar.

Quando a esposa de Sócrates, o filósofo grego, soube que iriam obrigá-lo a beber cicuta, disse- lhe: Mas você é inocente! ( funcho selvagem - venonoso )

Sócrates, no entanto, respondeu com sabedoria: E você preferiria que eu fosse culpado?

Quis com isso dizer que é preferível sofrer a cometer uma injustiça
.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Viva com determinação

Muitas vezes você se encontra desanimado.
Tem vezes que o que se passa pela sua cabeça é desistir, se entregar.
Não consegue entender porque certas coisas acontecem com você,
porque te perseguem no trabalho, em casa, no bairro.
Se incomodam com você.
Você vê muita derrota, muita perseguição, muita tristeza.
Mas o que você não vê?
Talvez seus olhos não vejam que por mais que te persigam você continua de pé.
Por mais que tentem de derrubar você sempre levanta.
Por mais que te atrapalhem você segue seu caminho em frente.
Talvez você não veja que alguém muito maior está em sua defesa.
Então levante a cabeça e acredite que você não está sozinho.
Ore, converse, abra o que acontece no seu coração.
Talvez você nem precise ver. Talvez você apenas precise sentir.
Pois o maior golpe que você pode dar nesses que se incomodam com você
é estar firme e seguir em frente.
Eles não vão ver motivos pra isso.
Mas você vai.
A vida melhora imensamente quando você pára de deixar as coisas acontecerem e passa a fazer as coisas acontecerem. 
Ao invés de ser uma vítima, seja alguém que faz.
Ao invés de procurar alguém para por a culpa,  procure pelo que você pode fazer. 
Ao invés de perguntar:
"Por que isso aconteceu comigo?", pergunte "O que posso fazer?"
Estabeleça suas prioridades e concentre-se em seus objetivos.
Nenhuma situação pode lhe derrotar quando você vive com determinação, tenha certeza disso. 
As coisas que lhe acontecem têm uma importância menor ao lado do que você pode fazer com elas.
Seu senso de direção, seu foco, seu comprometimento e ação eficaz guiarão você em qualquer situação, não importa o que aconteça.
Seja responsável  nos seus pensamentos, nas suas palavras, nas suas crenças, nas suas ações . 
Seja responsável pelas coisas que acontecem, e elas serão muito mais ao seu gosto. 
Faça a vida acontecer e ela acontecerá para você também.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Vivência da felicidade

Você está feliz hoje? Você é uma pessoa feliz?

São duas questões bem distintas, que merecem nossa atenção.

Normalmente, a felicidade é considerada como falta de sofrimento, ausência de problemas e de preocupações.

O conceito, no entanto, é raso, destituído de legitimidade, porque se pode experimentar bem-estar, felicidade, portanto, em situações de dor, assim como diante de problemas e desafios.

Parece um pouco difícil de se aceitar, de início, pois esse entendimento de felicidade como ausência de problemas, de incômodos, ainda está arraigado em nossa alma.

A felicidade é um estado emocional, no qual as questões externas, mesmo quando negativas, não conseguem modificar o sentimento de harmonia.

Da mesma forma, acontecimentos e circunstâncias perturbadoras são incapazes de alterar-lhe a magnitude, porque podem ser administradas e conduzidas a resultados edificantes.

Sempre se considera a infelicidade como a má sorte, a debilidade orgânica, a presença de enfermidade, os problemas financeiros e emocionais, a solidão e a insegurança, deixando transparecer que a felicidade seria o oposto.

Caso as ocorrências não sejam benéficas, propiciando prazer e poder, isso, de maneira alguma pode ser considerado como desgraça ou desar, dependendo, naturalmente, da maneira como sejam encaradas.

Invariavelmente, a situação deplorável de hoje, se bem administrada, transforma-se em dádiva de engrandecimento interior e de compreensão dos acontecimentos existenciais, mais tarde, favorecendo a conquista da felicidade.

Lembremos, por exemplo, dos ascetas, mártires e idealistas.

Quanto mais enfrentam dificuldades melhor sentem-se, agradecendo à vida as aflições que os elevam, que os ajudam a concretizar os objetivos que abraçam e os santificam.

No entanto, para o indivíduo comum, as sensações bem atendidas, o conforto, a conquista de valores amoedados, o experimentar de prazeres contínuos são fenômenos que se convertem em expressões de felicidade...

A postura dos mártires tem a ver com emoções superiores da alma. A outra, diz respeito às sensações dos sentidos físicos de efêmera duração.

Em geral, o sofrimento apresenta-se em todos os setores humanos como desdita ou infortúnio.

Considerando-se, porém, que é inevitável, que sempre se apresentará, devido ao atual momento evolutivo do planeta, faz-se necessário mudar a perspectiva de encará-lo.

Um recurso precioso é a constatação da sua transitoriedade, em face da maneira como deve ser encarado, dando-lhe qualidades positivas de aperfeiçoamento moral, de metodologia que leva à autorreflexão. Ao aprimoramento interior.

A felicidade, desse modo, não é a falta de sofrimento...

Pode-se ser feliz, embora com algum sofrimento, que não descaracteriza o bem-estar e a alegria de viver, propiciadores do estado pleno.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eu acredito em amores eternos

Se você é infeliz no amor, preste atenção no que está fazendo em sua vida. Identifique os papéis que tem assumido e reconheça que você não é nada daquilo. Descobrir como você é, do que gosta é a chave para obter felicidade.


Conhecer-se é fundamental. Saiba avaliar o que lhe dá prazer. Respeite seus sentimentos. Não tenha medo de ser o que é.

Se fizer isso, sentirá um calor agradável no peito, uma alegria gostosa, que tornará sua vida mais bonita e colocará mais sedução em seu sorriso.

Essa beleza da alma que se reflete nos sentimentos verdadeiros atrai, conquista, seduz. É o carisma. E se você jogar fora seu "sonho de amor", deixar acontecer naturalmente, gostar das pessoas como elas são, descobrirá de quanta beleza, dignidade, dedicação e amor elas são capazes. É só tentar.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, por que a pessoa amada reside em seu próprio coração.

Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdão.Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão...

Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação.

Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a ousadia em ser diferente reflete na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia.

- "A verdade é que todo mundo vai te machucar,você só tem que escolher por quem vale a pena sofrer."







terça-feira, 4 de setembro de 2012

Até que o dinheiro nos separe

BOM DIA AMIGOS, ONTEM NAO POSTEI MENSAGEM POIS NAO FIZ LOCUÇÃO ESTAVA SEM VOZ.MAS HOJE UM POUCO MELHOR ESTOU AQUI PARA COMPARTILHAR ALGO COM VOCE. SEMPRE EM SUAS ORAÇÕES LEMBRE-SE DESSE AMIGO AQUI. OBRIGADO POR TUDO.

MENSAGEM


A cena é a mesma em todos os cantos: juras de amor, amizades que se diziam eternas, puros segredos trocados, relacionamentos saudáveis... Todos sucumbem diante do vil metal. 
Também conhecido por dinheiro, o famoso vil metal ocupa um lugar de destaque na nossa sociedade, é conhecido por todos e, desde muito cedo aprendemos a lutar pela posse dele, acreditando que aqueles que detêm maior quantidade de dinheiro, também têm acesso a um grande número de bens, serviços ou até pessoas.

Seja no ambiente corporativo, familiar, político, social, enfim, qualquer que seja o meio no qual as pessoas estejam inseridas, comportamentos completamente diversos dos “normais” podem ser observados quando o dinheiro entra em cena.

Profissionais travam um verdadeiro jogo de xadrez em suas empresas prejudicando o colega da mesa ao lado em lances pouco éticos arquitetados nos corredores e nas pausas para o café, em busca de uma notoriedade que pretensamente lhes venha conferir uma maior remuneração. Amigos cultivados ao decorrer de anos desaparecem nos momentos mais críticos, negligenciando ajuda e apoio. Familiares desagregam-se ao primeiro sinal de dificuldade econômica. Pais apregoam a ética a seus filhos, enquanto prejudicam os outros, cobram juros extorsivos, negam apoio, tendo, muitas vezes, os próprios filhos por testemunhas.

Diante do dinheiro há uma inversão recorrente dos valores, da ética, da moral, do caráter. As pessoas deixam de ser o que sempre foram e passam a estar o que lhes convém.
O dinheiro muda as pessoas com a mesma freqüência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara. 

Esta é uma das mais importantes constatações já realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amor, um amigo, um colega ou um adversário, ou quem sabe, tudo isso ao mesmo tempo. Infelizmente, esta observação, não raro, acontece tardiamente, quando danos foram causados, frustrações foram contabilizadas, amizades foram consumidas. Mas antes tarde, do que mais tarde.

Em nossa capitalista educação, aprendemos que felicidade é sinônimo de sucesso financeiro. Para muitos, a vida se resume a negócios, status, o que dá ao dinheiro um enorme poder. Qualquer conflito nessa área costuma ser de difícil solução, principalmente se nele estiverem envolvidas pessoas que mantêm ou mantiveram um relacionamento próximo. Os desentendimentos podem ser sobre gastos, contas não pagas, perda de emprego, pensões. Vemos homens que precisam estar no controle; mulheres que se vingam gastando ou acusando o parceiro de não procurar melhorar; maridos ressentidos com o sucesso da esposa; filhos matando os pais para receber a herança.

Grandes mudanças no entanto são facilmente percebidas o que torna mais fácil lidar com elas. Mas há mudanças sutis, cruéis, que se manifestam no dia-a-dia e raramente esclarecem suas intenções: amigos que deixam de chamar outros amigos para sair, por que eles nunca têm dinheiro para dividir as contas, casais que se alfinetam em público, disputando quem paga as contas de casa, amigos que se afastam quando a situação fica difícil, credores que se tornam inimigos até receberem e então voltam a ser amigos, enfim... As interferências do vil metal são inúmeras e este tema é inesgotável.
 
Seja em família (incluindo aí os pais, os filhos, as esposas, os maridos, os amantes, as heranças, os divórcios, os casamentos, os acordos), seja na empresa, seja no bar, seja “na rua, na chuva, na fazenda”, o dinheiro sempre estará presente e sempre dará o que falar.
O importante é sempre ficar atento: a conduta de alguém com relação ao dinheiro nunca é isolada, mas um reflexo de sua personalidade. E as brigas por dinheiro raramente são apenas por dinheiro.

Deus colocou você exatamente onde deve estar. Não se apresse, tudo ficará bem!

Nada em nossa vida foge do controle de Deus, é Ele quem define o melhor momento para realizar nossos sonhos. A nossa vida não segue um manua...