quarta-feira, 15 de março de 2017

Em meus antigos relacionamentos aprendi como se sofre. Com você aprendi a ser feliz!

Em meus antigos relacionamentos aprendi como se sofre. Com você aprendi como se ama, como me fazer feliz.

Não foi o amor da outra pessoa que me fez amar. Foi o meu amor que direcionou o outro amor a me amar também.

Fazer-me feliz. Foi essa a experiência que tive em encontrar alguém que me mostrasse o que eu precisava ver – o amor.

Sem meias palavras, sem frases sedutoras, sem desejos de alimentar ilusões ou viver um romance. Foi assim que construir a base sólida do amor. E hoje eu posso dizer que amo. Mas antes de amar, eu sofri. Antes de amar, eu me iludi.

Antes de amar conheci a aflição e a dor. Dor de ilusão, de um coração partido. Angústia de me fazer entender o que eu nunca fui e nunca poderia ser. Confundir amor com querer.

Só depois de você eu entendi o que o amor significa. Depois de você eu compreendi o que é ser feliz.

No chorar das minhas dores pude perceber melhor os acasos. Aprendi o sentido de estar assim- vivendo na minha dor.

Então abraço o imprevisto, você. E assim percebi o que vivia o que sentia e o que existia em mim. No desejo infinito de amar, não apenas se iludir.

E o coração machucado se curou a ferida com seu próprio amor.

Senti o amor no ar, no vento, na flor… Em tudo o que eu tocava. Em tudo que se aproximava de mim.

Perdi o medo da ilusão, pois tinha encontrado o coração que me fez perceber o que os outros não conseguiram mostrar.

Com você eu vi o amor pelo amor.

Em meus antigos relacionamentos aprendi como se sofre. Com você aprendi como se ama, como me fazer feliz.

E desta lição eu tomei posse e na minha primeira oportunidade pude fazer outra pessoa feliz e entender o melhor significado da vida.

*Josy Miranda

terça-feira, 14 de março de 2017

O capim e o pasto – Um aprendizado gratuito

“Não é a cerca que segura o boi no pasto, mas sim o capim” (Desconhecido)

Em muitas outras oportunidades citei os ensinamentos recebidos do meu pai. Meu pai era analfabeto, nunca sentou num banco de escola e não aprendeu a escrever mais que o próprio nome. Mas aprendeu com a vida. Aprendeu o valor de estudar, e nos deixou um grande legado de sabedoria, adquirido na prática cotidiana. Tratando das relações humanas meu pai citava sempre “Não é a cerca que segura o boi no pasto, mas sim o capim”.

Acreditava que ao citar estas palavras meu pai falava especificamente de ciúmes. Era um conselho de que não adianta os ciúmes exagerados, a vigilância constante, o sufocamento sentimental para manter a pessoa amada ao seu lado. Entendia que as palavras soavam como uma indireta, direta para aqueles que acreditam que cercando, sufocando, prendendo e cerceando estavam fazendo o melhor. Mas não é a cerca, e sim, o capim o mais importante.

Acredite: a cerca não é a coisa mais importante do mundo.
As palavras repetidas insistentemente pelo meu sábio pai, não tratavam apenas do ciúme entre amantes. Elas podem ser extrapoladas para as relações interpessoais em geral. Sem dúvidas não são as cercas que seguram os nossos amigos, os nossos conhecidos, a nossa família. Não são as barreiras limitantes, as cobranças exageradas que sustentam as relações, mas a qualidade delas. O mais importante é o que se pode receber e oferecer em troca e não as cercas e muros.

Não estou dizendo que não precisamos dos limites que estabelecem os combinados. Que os delimitantes que cerceiam os espaços de cada um não valem nada. Claro que as fronteiras são importantes, claro que as cercas têm um sentido e um valor até psicológico para as relações em geral. Mas o engano reside na ideia de que quanto mais forte e segura forem às cercas, maiores são as garantias de durabilidade. Mas na verdade é a qualidade dos laços e vínculos que importam.

São muitos os fatores que mantém os relacionamentos vivos, a cerca é apenas um deles, e não é o mais importante.

Antes de cercar, antes de vigiar é preciso investir nos vínculos de cumplicidade que ligam, que cimentam, que promovem a cola que gruda uma pessoa a outra.
Não invista maciçamente na tecnologia de monitoramento, dedique mais atenção ao que realmente importa. Invista nos laços e vínculos. Seja melhor para que o outro não fique olhando além da cerca. Andem no sentido da luz.

 *Joel Gonzaga de Souza

segunda-feira, 13 de março de 2017

Todos os nossos problemas tem uma causa emocional. Tudo vem de nós e não dos outros.

A Dor Intoxicante…

Uma espécie de epidemia que se propagou na nossa cultura é a poetização da dor, do sofrimento, do vitimismo. Está por todo o lado: nos telejornais que dão várias vezes por dia, nos anúncios que usufruem de sentimentalismo barato para vender bens de consumo, nas músicas, nos filmes, nos livros.

Parece tratar-se de uma lavagem cerebral para a tristeza.

Porque é que o pensamento positivo não vende? Porque a cultura do medo está bem enraizada no sistema. A energia positiva tem o triplo da força da energia negativa, e um estado de espírito otimista é o que nos faz sentir satisfeitos mesmo tendo poucas posses materiais – porque não é isso que importa.

Um espírito feliz é um que nos faz dizer “deixa lá” para os problemas, em vez de tentar resolvê-los e controlá-los.

Todos os meios de comunicação que nos tentam captar a atenção com histórias tristes têm uma coisa em comum: o que quer que esteja a correr mal é errado e tem de ser resolvido urgentemente. A nossa pena é necessária, a nossa atenção deve ser total ao que está a acontecer de errado para que possamos ajudar – supostamente.

Mas de que serve acharmos constantemente que precisamos deste ou daquele produto para resolver determinado problema, se a causa de todos os problemas é meramente emocional, e não pode ser preenchida com qualquer coisa externa?
Não estou a dizer que não devemos saber dos crimes que acontecem no Mundo, das vítimas de assaltos, assassinados, violações. Esses problemas existem e sabermos como acontecem informa-nos de como agir para ajudar.

O problema é a overdose de informações sobre problemas, escândalos e tragédias. Até parece que apenas acontecem situações negativas no Mundo, e que só há a pessoas más e as vítimas! E então as pessoas que começaram do zero e conseguiram encontrar uma ideia revolucionária para melhorar a qualidade de vida de uma comunidade inteira? E os milagres que aconteceram em determinada situação mesmo quando tudo parecia que ia acabar em tragédia?

Quem comanda os media comanda a mente, e sermos constantemente bombardeados com informações e pontos de vista negativos condiciona-nos os pensamentos, tornando-nos maioritariamente pessimistas, insatisfeitos e amargos.

* Claudia Rocha

sexta-feira, 10 de março de 2017

Você não tem que ser menos do que é por ninguém!

Nossa semana se encerra com o meu MUITO OBRIGADO. Por sua amizade. Fica bem!
Bom dia! Bom Fim de Semana.

César

O mundo gosta de nos dizer que somos demais. Muito barulhentos. Muito grandes. Muito amorosos. Muito ousados. Muito fortes. Muito indulgentes. Muito quietos. Muito exigentes. Muito emocionais.

Nós somos repreendidos. Somos julgados. Somos marcados com rótulos que começam a nos definir por quem somos inerentemente, por como agimos naturalmente. E sem percebermos, começamos a mudar pequenos pedaços de nós mesmos. Começamos a ver a maneira como somos em uma luz negativa. Começamos a tornar-nos um pouco menos.

Mas eu quero que você saiba que não tem que ser menos de si mesmo, por ninguém.
Veja, as pessoas que te amam vão te amar por quem você é. Elas não vão pedir para você mudar seu lado emocional ou a maneira como reage a situações. Elas não vão exigir que você se acalme ou deixe de “exagerar”, nem vão pedir que você aja de certa maneira quando estiver ao seu redor.

As pessoas que te amam apoiarão sua maneira de rir um pouco alto demais ou falar a sua opinião, talvez até um pouco mais do que deveria. Elas ficarão ao seu lado quando você lutar pelo que acredita, ou quando tomar uma decisão.

As pessoas que te amam – que realmente te amam – não pedirão que você seja um pouco menos de si mesmo para estar com elas.

Claro, aqueles que se preocupam conosco estão sempre presentes para nos encorajar, nos apoiar, nos ajudar a sermos melhores e nos mostrar áreas em que podemos trabalhar.
Mas há uma diferença entre conselho e alteração. Há uma diferença entre alguém que sugere e alguém que diz que você deve ser diferente. Há uma diferença entre uma pessoa que te ama mostrando como você pode se tornar uma versão melhor de si mesmo, e uma pessoa em posição de julgamento, exigindo que você seja alguém que não é.

Você não tem que se envergonhar da maneira como foi criado, de como seu coração bate, de quem você tem sido, desde que era pequeno. Você não precisa se adaptar às regras estabelecidas por pessoas que podem não ter seus melhores interesses no coração. Você não tem que passar sua vida desejando ser diferente, um pouco menos ousado e um pouco menos brilhante.

Ouça: Quem você é, é alguém para se orgulhar.

Claro, você pode não ser perfeito. Você pode ser um pouco demais, às vezes. Mas todos nós vamos ser um pouco demais. E é muito melhor ser ‘muito para lidar’ do que alguém facilmente jogado para o lado.

Então, pare de sentir pena de quem você é. Pare de questionar se deve fazer algo, só porque tem medo do que alguém poderia pensar ou dizer. Pare de duvidar de si mesmo. Pare de querer saber se você é um pouco demais.

Pare de tentar ser menos.
Você é maravilhoso do jeito que é – mesmo quando é muito, mesmo quando é uma bagunça, mesmo quando você é do jeito que sempre foi. Você é perfeito para a pessoa certa.

E até encontrá-la, viva sem remorso.

*Luiza Fletcher

quinta-feira, 9 de março de 2017

SE VOCÊ NÃO FAZ FALTA, VOCÊ ESTÁ SOBRANDO!

Acorda. Levanta. É tempo de ir adiante. O que tinha de ser, já foi. Reconhece. É hora de fazer em outro canto o que não se pode mais fazer aqui. Olha em volta. De um lado, gente demais se esbarrando, se batendo, se trombando. De outro, caras fechadas em grupos impermeáveis, inacessíveis, fazendo questão de mostrar em gestos e olhares que você não é pessoa bem-vinda. Deixa pra lá, esquece, segue seu rumo.

Seu lugar não é mais este. Já foi. Como todas as coisas que passam, seu tempo de estar aqui passou. Reconhece. Respira, abre os olhos e sai. Vai ver a vida que anda lá fora, a lua, a rua, o sol quente, a gente. Vai que aqui não há mais o que fazer, mais o que amar. Seguir seu rumo é dessas coisas que ninguém há de fazer em seu lugar. Só você pode ir embora. E é hora.

Vai ser quem você é. Não o que lhe inventaram de ser. Respira longe da multidão violenta. Tenta. Aproveita seus dias como quer. Vai olhar o mar, pisar na grama, fazer silêncio enquanto mira curioso um hospital desativado. Fica ali, espiando de fora. Imagina a correria de outros tempos, o entra e sai de antes, pacientes, gestantes, o som das ambulâncias, o choro dos bebês chegando, o pranto de quem vê os seus partindo. Imagina tudo isso e lembra, lembra aí dentro que tudo passa, a toda gente tudo passa, e que viver é tão urgente.

Demora não. Passar do prazo onde já não há vida é aceitar a morte mais cedo. Morrer sem ter vivido, ser fruto que apodrece antes de ser comido. Recusa, reage. Faz as malas e vai. Vai que é tempo.

É tempo de virar o disco, passar a página, soltar o freio, seguir adiante. Ficar aqui, à espera do que não virá, é abrir mão de viver o que lhe resta em outro lugar. É deixar à espera alguém que, em algum canto, aguarda por você. Alguém que sonha com a sua alegria, sorri das suas histórias, que lhe guarda uma cadeira no cinema e um carinho de boa noite antes do sono. Mesmo sem saber se você é verdade, alguém espera sua chegada com saudade. Tem alguém melhor esperando você ninguém sabe onde, só Deus sabe o quanto. Por favor, não o faça esperar tanto.

Vai, se arruma, segue. Vai com a força da boa vontade que faz falta em tanta parte. Mas que aqui já não faz diferença. Vai, parte.

De tanta coisa boa que se há de fazer na vida, aceitar nosso tempo de ir embora mora decerto entre as mais difíceis, mais bonitas e mais generosas. É preciso ser bom nisso. Aceita. Aceita e vai.

*André J. Gomes

quarta-feira, 8 de março de 2017

Quem ama cuida, importa-se, procura!

Quem ama não é ausência, quem ama dá um jeito de ser presença mesmo estando do outro lado do mundo e dá um jeito de fazer o outro sentir que é amor. Que vale a pena.
Quem ama liga de forma despretensiosa, aparece numa segunda-feira, numa noite qualquer, antes de ir para a faculdade, e manda uma mensagem antes de dormir, como quem já está com saudade. Quem ama não tem medo de fazer planos e adora sonhar junto, gosta de ver o seu cabelo desarrumado pela manhã e acha graça na sua voz rouca.

Quem ama nos faz ficar sem precisar pedir.

Quem ama dá um jeito e esquece as desculpas. Faz as pazes e rouba um beijo enquanto você insiste em continuar discutindo sobre coisas banais. Quem ama não oferece dúvidas, pelo contrário, oferece abrigo, firma um compromisso contigo sem medo do que os outros vão pensar. Esquece as ”fases” da vida e quer aproveitar o tempo com você. Quem ama arruma tempo para uma conversa qualquer, dispõe-se a nos ouvir, mesmo cansado do trabalho, e nos faz um cafuné. Chama os amigos para um jantar e não hesita em chamá-lo, diz aos amigos sem gaguejar aquilo que você tanto quis ouvir: “É ela”.

Quem ama demonstra com coisas simples, como pegar na sua mão, abraçar forte, te beija, te quer sem inventar desculpas para não te ver, não olha em volta, não olha para trás. Quem ama fixa os olhos em você como quem tem tudo o que deseja bem à sua frente.

Quem ama não mente, não guarda mágoas, não inventa desculpas. Quem ama não tem vergonha do outro, não ilude, não fica na zona de conforto enquanto o outro sofre, enquanto o outro sente.
Quem ama o procura mesmo você tentando se esconder; quem ama sente sua falta mesmo você se ausentando. Quem quer você por perto dá um jeito, sente saudade, bate o pé e faz de tudo para vê-lo.

Quem ama se preocupa quando você está doente, dá um jeito de ligar na farmácia e pedir um remédio pra aliviar a sua dor, vai até a sua casa depois do trabalho só para vê-lo, como quem precisava se certificar de que você realmente está bem. Quem ama não foge quando você mais precisa, não inventa uma desculpa para sair com os amigos enquanto você pede para ficar.

Quem ama não o deixa de lado e o procura apenas quando você aparece com o seu vestido novo, ou porque postou uma foto bonita.
No fundo, a gente sabe quando alguém quer a nossa companhia, sabe quando alguém está fugindo e se justificando com desculpas , mas a gente insiste como quem quer acreditar que deve haver algum engano, quando, na verdade, o engano está em acreditar nisso. Quem ama não tem orgulho e sabe perdoar, gosta do seu sapato de florzinha e não se incomoda com o seu riso; gosta da sua alma bonita e se encanta todas as vezes que conhece um pouquinho mais sobre você. Quem ama faz seu jardim florescer e não deixa espinhos.

*Thamilly Rozendo

terça-feira, 7 de março de 2017

Quando a vida parece estar uma bagunça…

Lembre-se: Sou apenas um instrumento, é Deus quem fala com você. Abaixo a mensagem do dia de Hoje. Compartilhe!
Bom dia !

César

Tem épocas que a vida está uma bagunça e outras que está um marasmo de tranquilidade, até que de repente tudo ou grande parte dela desalinha.
Às vezes a vida traz um desafio, às vezes traz vários de uma só vez e então a primeira reação é se vitimizar e procurar pelos “culpados”.

As mudanças e os desafios vêm para que você aprenda a trabalhar questões internas. É em meio ao caos que você se enxerga de verdade, que percebe os seus padrões de comportamento, as suas reações frente às adversidades e até mesmo os tipos de decisões, como fuga ou enfrentamento. Nesse momento você pode perceber o que tem de forças internas que te ajudam a superar a angústia e a dor e também o que te impede de se manter sereno e tranquilo mesmo quando o mundo parece desmoronar.

Mas verdade é que você está onde você se põe, simples assim e quem escolhe como olhar para o desafio é você, o sentido de tudo quem dá é você. Pode optar por olhar como uma desgraça ou como uma oportunidade de crescimento e amadurecimento, com resistência e revolta ou com resignação. A mudança genuína só acontecerá, a solução para o desafio só aparecerá quando você assumir a sua parcela de responsabilidade por estar vivendo essa realidade, por estar aonde está. Enquanto não olhar de frente e de forma madura para a situação, só vai sofrer mais porque Jung já dizia “tudo o que você resiste, persiste”.

Calma e serenidade que aos poucos a vida se encarrega de explicar as coisas que não fazem sentido agora. Repito, tudo o que resiste, persiste então solte, largue, abra mão, tire um pouco do foco, mude de assunto. Deixe ir o que tiver de ir e vir o que tiver de vir. Dê tempo ao tempo que a vida se encarrega de cuidar do que no momento parece sem solução. Se desprenda dessa necessidade de controle, o controle é uma ilusão.

Espere com o coração aberto tudo o que a vida tem pra te trazer porque ela só traz o que é melhor pra você, acredite nisso! E se algo mudou, se ela tirou algo de você, foi porque já não te cabia mais. E por último, pratique incondicionalmente na sua vida: ENTREGO, CONFIO, ACEITO, AGRADEÇO.

* Roberta Zanatta

segunda-feira, 6 de março de 2017

O poder das escolhas…

Quando a vida nos coloca uma oportunidade, sugerindo deixarmos o estado de segurança e conforto em que nos encontrávamos, fazer uma escolha pode não ser algo simples.
A proporção da mudança será maior ou menor segundo seja a disposição do ser em correr riscos.

A natureza nos dá um ótimo ensinamento em relação às mudanças, pois tudo nela se encontra em mutação e transformação. As estações do ano, a transformação de uma lagarta em borboleta, a gestação e o nascimento de uma criança. E falando em natureza, observe: para colher rúcula, 35 dias… Para colher tomates, 3 meses… Para cada escolha, um tempo…

Em toda escolha há perdas e ganhos, portanto, uma escolha é também uma renúncia.

Parece algo complexo, mas podemos trazer isso para o nosso dia-a-dia. Estudos mostram que, em média, 70 decisões são tomadas em um dia comum, ou seja, estamos fazendo escolhas a todo momento, escolhemos o que comer, que roupa vestir, o modo como nos comportaremos, o que vamos falar, e de que maneira falar. É claro que se pode classificar as escolhas mediante seu grau de complexidade, tendo-se em conta o tamanho de sua repercussão na vida.

Há escolhas que podem mudar completamente o rumo de uma trajetória, assim como há escolhas que não influenciam tanto assim.
No entanto, as nossas escolhas fazem sermos quem somos, as somas delas formam a imagem deste ser do momento. Tendo-se consciência disso é importante perguntar: para onde nossas escolhas de hoje estão nos levando? Elas estão colaborando para sermos quem realmente queremos ser? Para termos o que tanto almejamos ter? A pergunta que pode resumir este raciocínio é: há congruência no que planejamos ser com o que estamos fazendo?

Uma decisão importante e difícil traz em si uma sobrecarga emocional, podemos nos encontrar escolhendo não escolher, mesmo quando isso se refere aos nossos maiores interesses. O chamado “ficar em cima do muro”. E ficar em cima do muro é em verdade escolher, escolher permanecer onde se está, procrastinando e estando propenso ainda, a não ter em conta que esta também é uma decisão. Corremos o risco de deixarmos o barco da nossa vida à deriva, esperando que a corrente nos leve para onde levar, é como largar o volante do nosso carro em movimento.

É impossível prever todas as implicações de uma escolha, ainda que queiramos, principalmente porque uma escolha reverberará no universo e na vida de muitas pessoas, além de nossa própria vida. Contar com a intuição e ouvir o coração pode ser um bom auxílio ao tomar uma decisão. Podemos fechar os olhos e nos imaginar nas realidades em que as opções nos colocam. Buscando sentir o coração, podemos observar quais sensações teremos diante de todas as possibilidades em que estamos nos projetando e em qual delas nos sentimos mais plenos e felizes. É importante ao decidirmos, estarmos completamente convencidos de que fizemos a melhor escolha e com isso conseguiremos então curtir a jornada e as novas surpresas que a vida nos trará, mediante o decreto de nossa vontade.

Independentemente do que eu e você escolheremos, a principal e mais importante escolha que podemos fazer hoje para a nossa vida é a de sermos felizes, seja qual for as circunstâncias em que nos encontrarmos, as alegrias ou dificuldades que tenhamos… E que não esqueçamos…

O vento das mudanças nos trará sempre a oportunidade de fazer novas e diferentes escolhas…

* Ana Paula R. S. Paes

sexta-feira, 3 de março de 2017

Da minha vida sei eu. Das minhas dores também. As pessoas simplesmente imaginam…

Eu acho que ninguém precisa me julgar.

Porque meus sapatos não cabem no pé de quem passa a maior parte do tempo imaginando o que eu fiz da minha vida.
Se sou estranha ou não, se não sou de dar bola pra torcida acho que o problema é meu. Não sou antipática, não sou antissocial, não sou de ficar falando mal da vida dos outros.

O que eu sou é fruto do que colhi. Do que escolhi viver e abraçar ao longo dos dias.
Muita coisa deixei escapar, muita coisa eu segurei pra não me permitir fugir.

Apontar o dedo no meu nariz ou tentar me derrubar cutucando minhas feridas de nada vai adiantar.
Eu criei uma barreira dentro de mim. Uma barreira onde não permito invasores, não permito gente que só queira me ver mal.

Cada um possui uma história de vida. Cada um escolhe sua tribo. A minha é da fertilidade do amor e a busca pela paz.

Os rancores antes plantados em solo inimigo já não me atingem mais. Os pés já se cansaram muitas vezes e no meio de cada esquina ou estrada longa ou mais curta descansou sem querer saber de nada.

Ali eu deixei o tempo passar.

Não tenho obrigação de carregar o mundo nas costas ou de aceitar propostas indecentes.
Sou mais gente. O que vale em mim são os aprendizado e a colheita de cada estação.

Eu acho que opinar é uma coisa. Querer se apoderar da identidade é outra. Acho que tudo é válido desde que se respeite o espaço de cada um.

Não me apetece gente que se diverte com o que o outro está passando. Gente que se acha tão importante e não tem diploma de bons modos, respeito e educação.

Da minha vida sei eu. Das minhas dores também. As pessoas simplesmente imaginam, mas não tem como acessar o meu estoque de sentimentos.
Não tem como descobrir o que foi o que é e o que realmente vai ser.

Por isso, dou um desconto. Mas vou me distanciando daquilo que não me traz nada de bom.
Vou fazendo de conta que não sei de nada, que as minhas coisas precisam ser mais bem cuidadas.

É de rega e luz que preciso. Posso ter endurecido algumas vezes, mas jamais perdi a capacidade de amar. Ainda não fechei totalmente a porta. Ainda enxergo aquele fio de luz e esperança que ilumina minhas retinas.

De onde eu venho as tempestades passam, as pessoas se amam e se abraçam.

É lá que eu quero estar.

*Sil Guidorizzi

quinta-feira, 2 de março de 2017

Depois da tempestade, vem o recomeço…

Em alguns momentos em nossas vidas, somos pegos por uma série de infortúnios que costumam vir em combos.

Tudo acontece de uma vez só. Perdas financeiras, separações, doenças e em casos mais graves até a morte de uma pessoa querida nos pega de surpresa e tira completamente nosso chão.

Nessas horas a fé se esconde de nós, dando lugar a revolta, ao desânimo e a depressão.

Nos sentimos testados, atordoados, sem saber como reagir diante de tanta tristeza.

O furacão passou e deixou tudo bagunçado, destruído e ao olhar as ruínas não sabemos nem por onde começar a reconstruir.

Nessas horas tristes restam apenas duas escolhas:

Recomeçar com força total encontrando como base um bom motivo para não sucumbir, ou a outra opção…
Se entregar e viver de migalhas esperando a morte ou um milagre virem a seu encontro.

Para se levantar de um grande abalo, é preciso focar apenas na própria vida por um tempo, aproveitar a insônia durante esse período para focar em ideias novas e muito trabalho.

A revolta, a raiva e até mesmo o ódio, se direcionados a mudança de vida, são os mais potentes aliados nessas situações. Essas energias não nos deixam relaxar logo depois da tragédia e se prolongam por um tempo, por isso é importante direcionarmos elas a coisas positivas, como trabalhar e tentar colocar o que sobrou em ordem, manter a mente ocupada com afazeres e deixar lembranças dolorosas de lado em um primeiro momento.

Para sentimentos insuportáveis e desejo de morte é preciso apoio terapêutico em um primeiro momento, até que o furacão te deixe ver o que sobrou para reconstruir.

Muitas coisas boas podem sair de um processo de destruição.

Quem sobrevive a grandes tragédias e infortúnios em conjunto, quando decide recomeçar, na maioria das vezes realiza coisas que a maioria das pessoas não conseguiriam, viram exemplos de superação, grandes empresários, inventores e até mesmo líderes religiosos, pois se tornam exemplos de força e fé.
Com toda a experiência acumulada, a reconstrução acontece de forma segura, após grandes perdas é comum nos tornarmos mais fortes e cautelosos, procuramos bases mais sólidas e solos mais férteis.

Viver não é e nem nunca foi tarefa fácil, precisamos ser guerreiros nesse mundo, somos seres complexos e cheios de sentimentos primitivos de apego a matéria e aos que nos cercam, mas aos poucos estamos despertando para a compreensão de somos eternos e que não perdemos nossa vida nunca, apenas evoluímos para um estado melhor sempre.

O mundo é cheio de infinitas possibilidades, podemos encontrar novos amores, novas alegrias e novas motivações.
Se você está passando pela tempestade, tenha certeza que ela não durará para sempre, até as dores mais profundas cicatrizam.

Que Deus te abençoe sempre!

*Luciana Lara

quarta-feira, 1 de março de 2017

DEIXA ESSE MEDO PRA LÁ!

É medo. Sempre é. Algumas vezes sem motivo, outras por puro reflexo do que a vida já fez com a gente. De tudo o que o mundo e as outras pessoas aprontaram. É reflexo dos tombos, das quedas, dos “eu-te-amo” sem respostas, das entregas, das cartas rasgadas, das promessas não cumpridas, das vezes em que você teve pouco cuidado com seu coração. É tudo medo. E eu queria segurar sua mão e dizer pra você não desistir, cara. O amor ferra a gente, mas ele salva também.

E você tem esses muros construídos com tanto esmero ao seu redor que eu fico com vontade de derrubá-los. Queria chegar com o pé na porta e dizer, ó, vim amar com você. Porque eu sei que cê amou sozinho meia dúzia de vezes e eu sei o impacto que isso faz na vida de uma pessoa.

Eu sei que houve outras conversas, outras pessoas, outros finais imaginados e não realizados, outras brigas, pratos quebrados, ois, tchaus, portas batidas e perdões não pedidos. E eu sei que, depois de tudo isso, cê quer mais é distância de relacionamentos. Mas, me escuta, eu vim amar com você. Eu vim tentar e ver no que pode dar.

Eu espero um tempo antes de levar minha escova e invadir suas gavetas. A gente pode tentar conversar sobre seus filmes cults, esbarrar no assunto das músicas clássicas da sua playlist e marcar um rolê lá naquele bar alternativo da Augusta que você tanto gosta de ir com os seus amigos.

Eu juro que não apareço logo de cara com o assunto de você conhecer meus pais e ter que ser aprovado pelos meus amigos e dividir as prestações do apartamento. Eu sei que contigo não é assim. Sei que eu, logo eu, sempre tão intensa e entregue, vou precisar ir aos poucos e entender que a vida nos faz mais cautelosos. Então eu seguro essa minha onda de querer tudo pra agora, pra ontem e pra sempre. E a gente brinca de ir com calma e, quem sabe, a gente acaba conseguindo ir em frente.

Serei sutil pra ver se o amor cresce mais nas sutilezas do que nos gestos efusivos e românticos que, até aqui, não me levaram a lugar nenhum. Ou me levaram a lugares que doíam demais. Por você, eu posso tentar prender o “eu te amo” entre os dentes enquanto a gente toma um bom vinho e fala sobre a semana de trabalho e eu te conto do cara que deu em cima de mim. Ou talvez eu não te conte dele, porque joguinhos de ciúmes não se encaixam bem com essa história de querer um amor calmo e tranquilo e leve e feliz.

Diferente de antes, eu vou me impedir de imaginar um futuro ao seu lado. Eu não vou sonhar com as nossas comemorações de namoro, nem vou pensar nas festas que a gente vai frequentar, nem vou surtar pensando no almoço em que vou te apresentar pra minha família toda e meu tio vai montar aquele questionário gigantesco que ele sempre faz para os meus namorados.

Não vou imaginar nossas brigas, nem a frase que você vai dizer antes de arrumar suas coisas e sair pela porta pronto pra encarar o mundo sem mim. Vai ser dia a dia, minuto a minuto, e eu rezando pra gente não matar o amor com a rotina.

Eu vou te amar baixinho. Em sussurros, em gestos calculados, em pernas entrelaçadas e manhãs com a sua camisa. Eu posso te amar sem gritar, com calma, com pressa, com cuidado, com intensidade, com entrega, com o amor preso na garganta, com minhas mãos empurrando seu medo pra longe e puxando sua mão pra bem perto de mim. Eu te amo do jeito que você quiser e precisar. Eu só tô pedindo pra você deixar eu te amar. Cê deixa?

*Deborah Furtado

Flores, amor e perdão em vida

As flores mais bonitas não devem esperar o silêncio de um túmulo para serem entregues. O amor mais sincero não pode ser guardado para depois...