quinta-feira, 20 de março de 2014

Suícidio

Num vale de lágrimas eu estava.
Quanto tempo? Não saberia responder...
Dia ou noite? Não... Era impossível perceber.
Sei da punição pelo crime cometido.
Infringi uma lei, a qual conhecia. E muito bem. Foram tantas as angústias, que me tornei um ser assim, como as pedras. Ou seja, sem vida, sem idéias próprias, sem nada.

Quando, meu Deus, o socorro?
Quando, meu Deus, o bálsamo do sol a aquecer-me a pele? Sim, sentia vontades, sensações como se estivesse vivo, mas não... Não era a hora, meu tempo ainda não tinha terminado naquele vale de lágrimas.
Não seria conveniente narrar os detalhes, pois quem nunca ouviu ou leu algo a respeito do mundo dos suicidas?
Feio? Que nada! Não é nem a metade do que realmente é, aquilo que imaginas...
Vida... Vida que Deus, caridosamente, nos deu. Saibamos aproveitá-la.

Sejamos dignos da confiança que nos foi depositada no dia do nosso nascimento. Deixemos de lado o medo e a covardia. Ninguém carrega uma cruz maior do que pode agüentar. A sua dor, por maior que seja, é do tamanho do seu merecimento.
Quantos irmãos sofrem por essa vida terrena e buscam o alívio na morte.
Que triste desilusão quando descobrem que ela não existe.
O espírito não morre nunca, ele só muda de plano e continua do mesmo modo que era quando encarnado.

Pobres ignorantes no que tange ao mundo espiritual.
Ao invés de acabarem com seu sofrimento, aumentam-no, criando mais débitos para seu espírito, já tão endividado.
Busquem na fé e no trabalho o alento para seus sofrimentos. A oração é o elo mais forte com Deus, por isso, orem com sinceridade, buscando no fundo do seu ser todo o amor para conversar com o Pai Maior, num diálogo franco e sereno.
 
Nem sempre morrer é a melhor maneira para se buscar a tranquilidade que precisamos.
Quantas pessoas esperam, com esse ato do suicídio, modificar sua vida, esperançoso de que tudo será modificado porque encontrarão aconchego de mãos amigas, piedosas, na pena de ver alguém tão infeliz.
Enganos e mais enganos, apenas isso.
Pena, de quem pratica, só ele sentirá pena dele mesmo.
Porque não é fugindo que se é feliz, não é se fechando, tapando os ouvidos ou se defendendo, atacando os outros que se encontra o verdadeiro sentido da existência.
Agradeço por essa oportunidade.
E que aqueles que por ventura pensem que fechando os olhos encontrarão uma luz cor de rosa ao despertar, procurem encontrar a luz rosa antes que Deus decida a hora em que os nossos olhos se fecharão.

Carlos Henrique Pena

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