Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E assim foi...
Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.
Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.
Pois no mundo dinâmico em que vivemos, cada vez mais temos a certeza de que não vivemos a era do “ou”, e sim do “e”. Não podemos permitir a radicalidade em nossos pensamentos e atitudes, “ou” isto “ou” aquilo. A filosofia do “e” agrega. Nos ensina a respeitar as diferenças, e como em uma orquestra, nos ensina que a diversidade e as diferenças é que fazem o conjunto ficar cada vez mais lindo. Se tivéssemos uma nota só, as músicas seriam entediantes. Assim é a vida... Podemos aprender com o exemplo dos bichos, com o exemplo natureza que nos proporciona a cada entrada de estação uma beleza indescritível. Ora sentimos a luminosidade intensa do sol com o seu calor que nos aquece, ora sentimos o frescor do outono que chega de mansinho, ora sentimos o frio do inverno que nos faz aconchegar, ora sentimos o desabrochar da primavera que vem colorir as nossas vidas e mostrar que a vida é viver e nascer todo dia um pouquinho... Concluindo, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Porém, a beleza está em apreciar a caminhada nos espinhos e nas flores... Porque por maior que seja a nossa caminhada, ela começa sempre com um primeiro passo... Existem pessoas que se habituam a planejar, projetar mil idéias e, no entanto, nada sai do campo das intenções. Em suas mentes os planos mais mirabolantes são possíveis, e os projetos mais complicados são factíveis, desde que outros os assumam.
São pessoas que se esquecem que, se planejar é indispensável para o bom andamento e provável sucesso da empreitada, nada se concretizará de fato, se não derem o primeiro passo. Por mais difícil que possa parecer inicialmente a realização de um projeto, de um desejo, de um plano, somente após ter dado o primeiro passo em sua direção é que podemos realmente avaliar sua viabilidade. Há uma certa distância entre o pensar e o fazer, embora estejam interligados e um dependa do outro. O primeiro passo implica certamente um risco, mas sem ele nada poderá ser realmente levado adiante.
Às vezes, as pessoas que são criticadas são as que mais tentam fazer algo construtivo em suas vidas. Espanta-me como as pessoas que não fazem nada querem criticar aqueles que tentam fazer alguma coisa. Depois de muitos anos sofrendo com as críticas das pessoas e tentar ganhar a sua aprovação, eu finalmente decidi que, se minha consciência está em paz comigo, isto é suficiente. Cada vez que alguém critica você, tente fazer uma afirmação positiva sobre si mesmo e para si mesmo. Não fique perto e absorva tudo que alguém queira despejar sobre você. Estabeleça a independência! Tenha sua própria atitude sobre si mesmo e não seja derrotado pela crítica. Winston Churchill foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Certa feita freqüentou uma cerimônia oficial. Várias filas atrás dele dois senhores começaram a murmurar. “Eles dizem que Churchill está ficando velho.” “Eles dizem que ele deveria se afastar e deixar o funcionamento da nação aos homens mais dinâmicos e capazes.” Quando a cerimônia terminou, Churchill voltou-se para os homens e disse: “Senhores, eles também dizem que ele é surdo!” Portanto, Prossiga. Por mais que lhe falem de tristeza... prossiga sorrindo! Por mais que lhe demonstrem rancor... prossiga perdoando! Por mais que lhe tragam decepções... prossiga confiando! Por mais que lhe ameacem de fracasso... prossiga apostando na vitória! Por mais que lhe apontem erros... prossiga com os seus acertos! Por mais que discursem sobre a ingratidão... prossiga ajudando! Por mais que noticiem a miséria... prossiga crendo na prosperidade! Por mais que lhe mostrem destruições... prossiga na construção! Por mais que acenem doenças... prossiga vibrando saúde! Por mais que exibam ignorância... prossiga exercitando sua inteligência! Por mais que o assustem com a velhice... prossiga sentindo-se jovem! Por mais que plantem o mal... prossiga semeando o bem! Por mais que sua luta seja grande... DEUS é maior!
Com afeto,
*Beth Landim
sexta-feira, 2 de março de 2018
quinta-feira, 1 de março de 2018
Solte a panela...
Conta-nos um mestre, que certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que... “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário... Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... - Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por incapacidade... Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”
O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
Com afeto,
*Beth Landim
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que... “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário... Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... - Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por incapacidade... Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”
O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
Com afeto,
*Beth Landim
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
NÃO INSISTA NAQUILO QUE NÃO TEM FUTURO!
Se o que importa é ser feliz, jamais seremos felizes gastando nossa vitalidade e nossas energias com coisas e com pessoas que não merecem um pingo de nossa atenção.
Não podemos nos desanimar frente aos obstáculos que se interpõem entre nós e a realização de nossos sonhos; isso é fato. No entanto, depositar esperanças demasiadas em pessoas e em situações que sabemos que não mudarão, que resistirão a qualquer tipo de avanço, é como alimentar-se de vento. Temos que sonhar, sim, pensar sempre no melhor, mas com os pés firmes no chão das possibilidades palpáveis.
Não espere que o outro irá mudar com o tempo, que deixará de lado certas atitudes, que revisará seu estilo de vida e modificará os comportamentos, a fim de atender às suas vontades. Ou aceitamos o outro, em tudo o que ele oferece, ou viveremos acompanhados de frustrações e de esperanças quebradas. Ajustamos, sim, nossas condutas em favor de nosso parceiro, mas nossa essência permanece e é com ela que teremos de lidar.
Esqueça aquela história de que com o tempo você será reconhecido por todo o esforço e por toda a dedicação com que efetua seu trabalho. Ninguém fica acumulando elogios, para dali a um tempo vir demonstrar satisfação e gratidão. Caso não nos sintamos realizados e valorizados pelo que fazemos, apesar do melhor com que realizamos nossas tarefas, teremos de pensar em novas perspectivas, direcionando nossas ambições em outra ocupação, em outro lugar.
Reveja essa ideia de que encontrará o príncipe ou a princesa encantada. Preste atenção no tipo de pessoas que anda atraindo para sua vida, pois somos responsáveis por tudo aquilo que trazemos para junto de nós, tanto as coisas boas quanto as ruins. É preciso que estejamos dispostos a nos entregar verdadeiramente, para que possamos mergulhar ao encontro de certezas que condizem com o nosso estilo de vida. Não podemos aceitar menos do que merecemos, mas temos que fazer por merecer o que nos cabe.
Liberte-se do papel de vítima e tome as rédeas do rumo de sua vida, impondo-se como alguém que tem muito a oferecer e muito merece receber em troca. Assumir a responsabilidade por aquilo de que constitui a nossa jornada é imprescindível para que mudemos em nós, primeiramente, aquilo que nos emperra o caminhar tranquilo. Somente depois de analisarmos nossas ações com propriedade é que teremos discernimento suficiente para cobrar do outro alguma coisa. Saber quando temos de partir para outra nos evitará aborrecimentos e desgastes inúteis.
Os sonhos, as esperanças e os ideais são inegavelmente combustíveis de vida, uma vez que são eles que nos sustentam o olhar positivo a partir do momento em que acordamos e saímos à luta em busca de nossa felicidade. No entanto, investir tempo, dinheiro e energia em algo que no fundo sabemos ser quase impossível de se efetivar acabará nos emperrando os passos e nublando a lucidez necessária ao nosso aprimoramento diário. Afinal, o que importa é ser feliz, e jamais seremos felizes gastando nossa vitalidade e nossas energias com coisas e com pessoas que não merecem um pingo de nossa atenção. Fato.
Prof. Marcel Camargo
Não podemos nos desanimar frente aos obstáculos que se interpõem entre nós e a realização de nossos sonhos; isso é fato. No entanto, depositar esperanças demasiadas em pessoas e em situações que sabemos que não mudarão, que resistirão a qualquer tipo de avanço, é como alimentar-se de vento. Temos que sonhar, sim, pensar sempre no melhor, mas com os pés firmes no chão das possibilidades palpáveis.
Não espere que o outro irá mudar com o tempo, que deixará de lado certas atitudes, que revisará seu estilo de vida e modificará os comportamentos, a fim de atender às suas vontades. Ou aceitamos o outro, em tudo o que ele oferece, ou viveremos acompanhados de frustrações e de esperanças quebradas. Ajustamos, sim, nossas condutas em favor de nosso parceiro, mas nossa essência permanece e é com ela que teremos de lidar.
Esqueça aquela história de que com o tempo você será reconhecido por todo o esforço e por toda a dedicação com que efetua seu trabalho. Ninguém fica acumulando elogios, para dali a um tempo vir demonstrar satisfação e gratidão. Caso não nos sintamos realizados e valorizados pelo que fazemos, apesar do melhor com que realizamos nossas tarefas, teremos de pensar em novas perspectivas, direcionando nossas ambições em outra ocupação, em outro lugar.
Reveja essa ideia de que encontrará o príncipe ou a princesa encantada. Preste atenção no tipo de pessoas que anda atraindo para sua vida, pois somos responsáveis por tudo aquilo que trazemos para junto de nós, tanto as coisas boas quanto as ruins. É preciso que estejamos dispostos a nos entregar verdadeiramente, para que possamos mergulhar ao encontro de certezas que condizem com o nosso estilo de vida. Não podemos aceitar menos do que merecemos, mas temos que fazer por merecer o que nos cabe.
Liberte-se do papel de vítima e tome as rédeas do rumo de sua vida, impondo-se como alguém que tem muito a oferecer e muito merece receber em troca. Assumir a responsabilidade por aquilo de que constitui a nossa jornada é imprescindível para que mudemos em nós, primeiramente, aquilo que nos emperra o caminhar tranquilo. Somente depois de analisarmos nossas ações com propriedade é que teremos discernimento suficiente para cobrar do outro alguma coisa. Saber quando temos de partir para outra nos evitará aborrecimentos e desgastes inúteis.
Os sonhos, as esperanças e os ideais são inegavelmente combustíveis de vida, uma vez que são eles que nos sustentam o olhar positivo a partir do momento em que acordamos e saímos à luta em busca de nossa felicidade. No entanto, investir tempo, dinheiro e energia em algo que no fundo sabemos ser quase impossível de se efetivar acabará nos emperrando os passos e nublando a lucidez necessária ao nosso aprimoramento diário. Afinal, o que importa é ser feliz, e jamais seremos felizes gastando nossa vitalidade e nossas energias com coisas e com pessoas que não merecem um pingo de nossa atenção. Fato.
Prof. Marcel Camargo
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
A INUTILIDADE E O VERDADEIRO AMOR...
A velhice é o tempo em que vivemos a doce inutilidade. Porque mais cedo ou mais tarde iremos experimentar esse território desconcertante da inutilidade. Esse é o movimento natural da vida. Perder a juventude é você perder a sua utilidade, é uma conseqüência natural da idade que chega. O sol do amanhã... Sob o olhar de uma cuidadora... Como você decide viver é o que faz a diferença no momento das provações, nos diz Padre Fábio de Melo, falando sobre a velhice... Quem tiver a oportunidade de assistir ao seu DVD “No meu interior tem Deus”, não deixe de ver e principalmente de ouvir com o “coração”. Vale muito a pena!!! Aqui vai um trechinho...
“... A velhice nos trás direitos maravilhosos. Enquanto a juventude é cheia de obrigações. A velhice é o tempo em que passa a utilidade e aí fica somente o significado da pessoa. É o momento que a gente se purifica. É o momento que a gente vai tendo a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama pra ficar até o fim aquele que, depois da nossa utilidade, descobriu o nosso significado. É por isso que sempre rezo para envelhecer ao lado de quem me ama. Para poder ter a tranqüilidade de não ser útil, mas ao mesmo tempo não perder o valor. Se você quiser saber se alguém te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo, quem nesta vida que pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora. E é assim que nós descobrimos o significado do amor... Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim! Feliz daquele que tem ao fim da vida a graça de ser olhado nos olhos, e ouvir a fala que diz: - Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!”
O que falta muitas vezes para poder resolver os nossos problemas é a simplicidade em enxergá-los. Devemos retirar os excessos. Não permitir que os nossos excessos venham obscurecer a nossa visão, ou até mesmo de nos impedir de encaminhar uma solução para aquilo que nos faz sofrer. Isso é ter fé. É a gente acreditar que Deus está ao nosso lado no momento da nossa luta, no momento da nossa dor. E que, portanto, a gente tem o direito de ser simples.
É interessante observar os movimentos de nossas mudanças interiores. Nem sempre sabemos identificar o nascimento da inadequação que gera todo o processo. O fato é que um dia a gente acorda e percebe que a roupa não nos serve mais. Como se no curto espaço do descanso de uma noite a alma sofresse dilatação, deixando de caber no espaço antigo onde antes tão bem se acomodava. É inevitável. Mais cedo ou mais tarde, os sonhos da juventude perdem o viço. O que antes nos causava gozo, aos poucos, bem ao poucos deixa de causar. Nossos valores vão se tornando mais consistentes.
Mas não precisamos necessariamente chegar à velhice extrema, para entendermos o sentido da inutilidade que leva ao amor... Perder tempo, gastar tempo, ou melhor dizendo “Ter a utilidade do seu tempo” para as coisas que nos levam aos verdadeiros sentimentos... Se permitir “jogar conversa fora” com seus filhos, seus amigos, fazer piqueniques e voltar a ser criança, andar na chuva, sentir o cheiro da terra molhada, passear na praça, na praia, no bosque... sentir a liberdade do rosto te acariciando a pele... jogar frescobol, voleibol, “buraco”, seja o que for, apenas com o intuito de reunir os amigos, e a família... Assim como faziam os homens das cavernas. Ascendiam a fogueira e ao seu redor conversavam, conversavam e conversavam... e assim os laços iam se tecendo, os abraços se alongavam e a vida mesmo na rusticidade daqueles tempos, era aconchegante!!! Tempo... sempre o tempo do Senhor a nos ensinar... Assim como na história de Alice no País das Maravilhas em que seu coelho, corria com o relógio pendurado atrás do tempo... Estamos hoje nós a fazer o mesmo... Que o tempo da inutilidade amorosa, possa ser constante no tempo de nossa utilidade existencial. Que a simplicidade faça morada em nossos corações, atitudes e sentimentos. E que nossos sentimentos estejam sempre no ritmo e no compasso do “amor inútil” aquele que traz pleno significado. Que saibamos respeitar a dor de cada hora, a esperança de cada momento, sendo ao mesmo tempo de Aço e de Flores... Que neste tempo de Quaresma, possamos sentir a esperança brotar de cada coração, nos fazendo pessoas melhores, menos complicadas, de aço, para enfrentar os desafios, mas sem perder a doçura de ser simplesmente humano... Um tempo para nos purificar... Primeiro consigo mesmo, pois muitas vezes somos nosso maior carrasco e depois com todas as pessoas que nos cercam. É essa sensibilidade de enxergar cada tempo com sabedoria, que nos levará a conhecer o significado do amor...
*Beth Landim
“... A velhice nos trás direitos maravilhosos. Enquanto a juventude é cheia de obrigações. A velhice é o tempo em que passa a utilidade e aí fica somente o significado da pessoa. É o momento que a gente se purifica. É o momento que a gente vai tendo a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama pra ficar até o fim aquele que, depois da nossa utilidade, descobriu o nosso significado. É por isso que sempre rezo para envelhecer ao lado de quem me ama. Para poder ter a tranqüilidade de não ser útil, mas ao mesmo tempo não perder o valor. Se você quiser saber se alguém te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo, quem nesta vida que pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora. E é assim que nós descobrimos o significado do amor... Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim! Feliz daquele que tem ao fim da vida a graça de ser olhado nos olhos, e ouvir a fala que diz: - Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!”
O que falta muitas vezes para poder resolver os nossos problemas é a simplicidade em enxergá-los. Devemos retirar os excessos. Não permitir que os nossos excessos venham obscurecer a nossa visão, ou até mesmo de nos impedir de encaminhar uma solução para aquilo que nos faz sofrer. Isso é ter fé. É a gente acreditar que Deus está ao nosso lado no momento da nossa luta, no momento da nossa dor. E que, portanto, a gente tem o direito de ser simples.
É interessante observar os movimentos de nossas mudanças interiores. Nem sempre sabemos identificar o nascimento da inadequação que gera todo o processo. O fato é que um dia a gente acorda e percebe que a roupa não nos serve mais. Como se no curto espaço do descanso de uma noite a alma sofresse dilatação, deixando de caber no espaço antigo onde antes tão bem se acomodava. É inevitável. Mais cedo ou mais tarde, os sonhos da juventude perdem o viço. O que antes nos causava gozo, aos poucos, bem ao poucos deixa de causar. Nossos valores vão se tornando mais consistentes.
Mas não precisamos necessariamente chegar à velhice extrema, para entendermos o sentido da inutilidade que leva ao amor... Perder tempo, gastar tempo, ou melhor dizendo “Ter a utilidade do seu tempo” para as coisas que nos levam aos verdadeiros sentimentos... Se permitir “jogar conversa fora” com seus filhos, seus amigos, fazer piqueniques e voltar a ser criança, andar na chuva, sentir o cheiro da terra molhada, passear na praça, na praia, no bosque... sentir a liberdade do rosto te acariciando a pele... jogar frescobol, voleibol, “buraco”, seja o que for, apenas com o intuito de reunir os amigos, e a família... Assim como faziam os homens das cavernas. Ascendiam a fogueira e ao seu redor conversavam, conversavam e conversavam... e assim os laços iam se tecendo, os abraços se alongavam e a vida mesmo na rusticidade daqueles tempos, era aconchegante!!! Tempo... sempre o tempo do Senhor a nos ensinar... Assim como na história de Alice no País das Maravilhas em que seu coelho, corria com o relógio pendurado atrás do tempo... Estamos hoje nós a fazer o mesmo... Que o tempo da inutilidade amorosa, possa ser constante no tempo de nossa utilidade existencial. Que a simplicidade faça morada em nossos corações, atitudes e sentimentos. E que nossos sentimentos estejam sempre no ritmo e no compasso do “amor inútil” aquele que traz pleno significado. Que saibamos respeitar a dor de cada hora, a esperança de cada momento, sendo ao mesmo tempo de Aço e de Flores... Que neste tempo de Quaresma, possamos sentir a esperança brotar de cada coração, nos fazendo pessoas melhores, menos complicadas, de aço, para enfrentar os desafios, mas sem perder a doçura de ser simplesmente humano... Um tempo para nos purificar... Primeiro consigo mesmo, pois muitas vezes somos nosso maior carrasco e depois com todas as pessoas que nos cercam. É essa sensibilidade de enxergar cada tempo com sabedoria, que nos levará a conhecer o significado do amor...
*Beth Landim
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Nem sempre será do jeito que a gente quer, mas a gente aceita do jeito que Deus faz
Sou grato a mim mesmo por nunca desistir de tentar, acreditar e me manter firme na fé de que Deus tudo provê.Tem dias que eu paro e fico a refletir, olho para a minha vida e tento compreender como vim parar aqui. Tenho mais do que pensei em ter, sou quem jamais pensei que poderia ser.
Sou grato a mim mesmo por nunca desistir de tentar, acreditar e me manter firme na fé de que Deus tudo provê. Sempre fui presenteado com bênçãos, sempre tive meus sonhos, organizei meus pensamentos e tracei meus caminhos para chegar naquilo que imaginei construir.
Por mais vezes que em minha mente se passaram coisas que não poderiam ter passado, pela força do meu coração, eu consegui fazer tudo ir para frente. Venci, corrigi meus erros, minhas faltas, fraquezas e falas carregadas de dúvidas.
Inúmeras foram as vezes que terminei sem escutar minhas próprias respostas certas, incompreendido por mim mesmo.
Mas, quando a gente chega ao ponto de acreditar nas próprias palavras, a gente para de fugir de alguns medos e de se esconder de várias coisas. Essa certeza faz a gente se sentir bem melhor. Faz a autoestima crescer. Mas, é certo que sempre surgirão coisas que não precisam ser vistas, frases que não devem ser ditas e quadros que não serão pintados para todos verem.
Descartar algumas vontades e mudar algumas estradas faz a gente encontrar melhores destinos. Essa multiplicidade de escolhas nos faz ser quem somos. Devemos ter discernimento e sabedoria para fazê-las acontecer corretamente, dia após dia.
Alguns momentos eu sei que passarão e nem nos daremos conta de que estamos ignorando os tantos sinais que surgem em nossas janelas.
Aprenda a abrir as cortinas que o impedem de ver o céu e procure por encantos através das estrelas. É no infinito que moram os melhores desejos.
Devemos utilizar o tempo marcado em nossos relógios de forma a nunca se arrepender e querer fazê-los girar para trás. O que passou é passado e a vida acontece a todo instante, deste ponto para frente e todo momento é hora de viver, pois o tempo continua passando, implacavelmente, e nessa estrada não temos caminhos para voltar. Decisões, tempo e caminhos: isto é a bagagem que a gente tem que carregar. Faça-a leve, pois é responsabilidade nossa levá-la por toda uma vida.
Para muitos é difícil chegar onde se ambicionou chegar, eu sei. Mas, não perca a fé quando moverem a linha de chegada para além do quanto consegue ir.
Persista, siga, firme o passo, respire fundo e faça valer o tudo que já percorreu. Meio caminho andado não leva a lugar nenhum. Nunca subestime sua força e trate com seriedade seus obstáculos e se puder escolher, escolha sempre os mais difíceis, pois facilidades não enriquecem nossa história, não fortalecem nosso corpo e nem alimentam nossa alma.
Pense que toda dificuldade traz mudança e toda mudança nos faz crescer. Prove da doçura do vinho, do calor do café, da saudade de casa, do calor de um amor, mas experimente também do amargo da derrota, do azedo do descaso e de um pouco de cada dor. Tudo fortalece quando a gente não esmorece. Tudo é lição. Tudo é escada (acima ou abaixo), escolha que degraus quer usar. A vista que você vai ter é do lugar aonde chegar. E nem imagine quantos queriam estar em seu lugar, são muitos!
Nem sempre vai ser do jeito que a gente quer, mas a gente sempre aceita do jeito que Deus faz. Viva a vida que você fez para si. É a mais perfeita. Tenho certeza que sim.
*Cleonio Dourado
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Um brinde ao inesperado e às diversas formas de seguir em frente!
O segredo da cura está em você! Um brinde ao inesperado e às diversas formas de seguir em frente!
O essencial da vida começa no que há de mais simples que habita em mim. Eu mesma. Cada um oferece o que transborda do que não cabe mais em si. E ao nos encontrarmos nos tornamos diferentes. Mas em essência sempre permaneceremos os mesmos. Nos conhecemos realmente? Nos reconhecemos ao longo do dia? O nosso parceiro nos conhece ou nos reconhece?
Não falta amor, O problema é que confundimos amor com perfeição. Não é possível lidar com a idealização do amor romântico. O que vai na nossa imaginação não corresponde ao que vai no real. Começa por nós… Não somos exatamente como pensamos. Já parou pra pensar como causamos impressões diferentes em cada pessoa que conhecemos?
Já parou pra pensar no quanto cada uma dessas impressões são versões diferentes e do quanto muitas vezes estão longe do que achamos que somos?
Quando estamos olhando para fora, nós estamos nos iludindo. Não são os outros. Somos nós. Quando passamos a olhar para dentro, despertamos. E essa atitude rasga a nossa alma mas dá lugar ao que há de mais verdadeiro em nós: a nossa essência. Aquela que facilmente podemos reconhecer depois dessa atitude corajosa, na água mais límpida que mirarmos.
Vai ver que o que nos impede é o medo do inesperado ao despertarmos. Mas prefiro lutar contra esse medo e mandá-lo de volta para o nada de onde veio. Porque o medo não é para nos paralisar é apenas o sinal de alerta de que devemos estar atentos ao que se passa.
Um brinde ao inesperado e às diversas formas de seguir em frente! Olhe para trás como despedida, mas não se demore! Acredite no que está além e mais à frente!
Há pessoas que o melhor que podem fazer é desaparecer da nossa vida. Para todo o sempre. Novo ano! Corte fora o que não tem mais sentido na sua caminhada. Não divida a sua vida nem o seu espaço com mais ninguém além de você mesmo antes de reformar o que precisa. Permita-se ser feliz outra vez!
Existem duas coisas essenciais na nossa vida que precisamos estar atentos: o motivo e o momento. Todos os dias se repete o mesmo motivo. Mas nunca teremos o mesmo momento. Esse não se repete. Não do mesmo jeito, nem no mesmo tempo. É um momento, que escorre como areia entre os nossos dedos. E se vai.
É simples: se damos confiança, confiança recebemos; se damos desconfiança, o terreno está armado contra tudo e contra todos. Arrisque-se porque tudo começa com um pouco de medo. E esse frio na barriga é combustível e motivação. Não dá pra viver achando que vamos viver para sempre. Também não dá pra viver achando que a vida acaba ao final do dia. Mas tenho certeza, a cada dia mais, que viver intensamente e fazer escolhas sem adiar a decisão de ser feliz é uma boa maneira de demonstrar gratidão pela oportunidade de estar aqui.
As pessoas já não me desiludem, apenas confirmam que são feitas de humanidade. O segredo é o exercício de olhar pelos olhos do outro.
Mas tenha uma certeza: Há grande chance de doer. Muito. E daí? Nada é pra sempre. Nem a dor. E eu me proponho a ser feliz. Hoje. Agora. Sempre. O medo está aqui. Mas a coragem é maior e o desejo de mudança, transborda. Vamos juntos?
*Isa Pitanga
O essencial da vida começa no que há de mais simples que habita em mim. Eu mesma. Cada um oferece o que transborda do que não cabe mais em si. E ao nos encontrarmos nos tornamos diferentes. Mas em essência sempre permaneceremos os mesmos. Nos conhecemos realmente? Nos reconhecemos ao longo do dia? O nosso parceiro nos conhece ou nos reconhece?
Não falta amor, O problema é que confundimos amor com perfeição. Não é possível lidar com a idealização do amor romântico. O que vai na nossa imaginação não corresponde ao que vai no real. Começa por nós… Não somos exatamente como pensamos. Já parou pra pensar como causamos impressões diferentes em cada pessoa que conhecemos?
Já parou pra pensar no quanto cada uma dessas impressões são versões diferentes e do quanto muitas vezes estão longe do que achamos que somos?
Quando estamos olhando para fora, nós estamos nos iludindo. Não são os outros. Somos nós. Quando passamos a olhar para dentro, despertamos. E essa atitude rasga a nossa alma mas dá lugar ao que há de mais verdadeiro em nós: a nossa essência. Aquela que facilmente podemos reconhecer depois dessa atitude corajosa, na água mais límpida que mirarmos.
Vai ver que o que nos impede é o medo do inesperado ao despertarmos. Mas prefiro lutar contra esse medo e mandá-lo de volta para o nada de onde veio. Porque o medo não é para nos paralisar é apenas o sinal de alerta de que devemos estar atentos ao que se passa.
Um brinde ao inesperado e às diversas formas de seguir em frente! Olhe para trás como despedida, mas não se demore! Acredite no que está além e mais à frente!
Há pessoas que o melhor que podem fazer é desaparecer da nossa vida. Para todo o sempre. Novo ano! Corte fora o que não tem mais sentido na sua caminhada. Não divida a sua vida nem o seu espaço com mais ninguém além de você mesmo antes de reformar o que precisa. Permita-se ser feliz outra vez!
Existem duas coisas essenciais na nossa vida que precisamos estar atentos: o motivo e o momento. Todos os dias se repete o mesmo motivo. Mas nunca teremos o mesmo momento. Esse não se repete. Não do mesmo jeito, nem no mesmo tempo. É um momento, que escorre como areia entre os nossos dedos. E se vai.
É simples: se damos confiança, confiança recebemos; se damos desconfiança, o terreno está armado contra tudo e contra todos. Arrisque-se porque tudo começa com um pouco de medo. E esse frio na barriga é combustível e motivação. Não dá pra viver achando que vamos viver para sempre. Também não dá pra viver achando que a vida acaba ao final do dia. Mas tenho certeza, a cada dia mais, que viver intensamente e fazer escolhas sem adiar a decisão de ser feliz é uma boa maneira de demonstrar gratidão pela oportunidade de estar aqui.
As pessoas já não me desiludem, apenas confirmam que são feitas de humanidade. O segredo é o exercício de olhar pelos olhos do outro.
Mas tenha uma certeza: Há grande chance de doer. Muito. E daí? Nada é pra sempre. Nem a dor. E eu me proponho a ser feliz. Hoje. Agora. Sempre. O medo está aqui. Mas a coragem é maior e o desejo de mudança, transborda. Vamos juntos?
*Isa Pitanga
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Somos Seres em Construção!
Durante a nossa vida causamos transtornos na
vida de muitas pessoas,
porque somos imperfeitos.
Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas,
falamos sem necessidade,igreja-02-robson
incomodamos.
Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente.
Mas agredimos.
Não respeitamos o
tempo do outro,
a história do outro.
Parece que o mundo gira
em torno dos nossos desejos
e o outro é apenas
um detalhe.
E, assim, vamos causando transtornos.
Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.
Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos.
E, às vezes,
um tijolo cai e nos machuca.
Outras vezes,
é a cal ou o cimento que suja nosso rosto.
E quando não é um,
é outro.
E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco
também têm de fazer.
Os erros dos outros,
os meus erros.
Os meus erros,
os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial:
Todas as pessoas erram.
A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade
humana e cristã:
o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os
transtornos são muitas vezes involuntários.
Que os erros dos outros são
semelhantes aos meus erros e que,
como caminhantes de uma jornada,
é preciso olhar adiante.
Se nos preocupamos com
o que passou,
com a poeira,
com o tijolo caído,
o horizonte deixará de ser contemplado.
E será um desperdício.
O convite que faço é que você experimente a beleza
do perdão.
É um banho na alma!
Deixa leve!
Se eu errei,
se eu o magoei,
se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos
esses transtornos…
Estou em construção!
*PAPA FRANCISCO
vida de muitas pessoas,
porque somos imperfeitos.
Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas,
falamos sem necessidade,igreja-02-robson
incomodamos.
Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente.
Mas agredimos.
Não respeitamos o
tempo do outro,
a história do outro.
Parece que o mundo gira
em torno dos nossos desejos
e o outro é apenas
um detalhe.
E, assim, vamos causando transtornos.
Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.
Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos.
E, às vezes,
um tijolo cai e nos machuca.
Outras vezes,
é a cal ou o cimento que suja nosso rosto.
E quando não é um,
é outro.
E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco
também têm de fazer.
Os erros dos outros,
os meus erros.
Os meus erros,
os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial:
Todas as pessoas erram.
A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade
humana e cristã:
o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os
transtornos são muitas vezes involuntários.
Que os erros dos outros são
semelhantes aos meus erros e que,
como caminhantes de uma jornada,
é preciso olhar adiante.
Se nos preocupamos com
o que passou,
com a poeira,
com o tijolo caído,
o horizonte deixará de ser contemplado.
E será um desperdício.
O convite que faço é que você experimente a beleza
do perdão.
É um banho na alma!
Deixa leve!
Se eu errei,
se eu o magoei,
se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos
esses transtornos…
Estou em construção!
*PAPA FRANCISCO
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Simpatia para o amor durar…
“O Ministério do Amor adverte: não há resultados comprovados para a aplicação de simpatias nos relacionamentos. No caso de falha do produto, recomendamos substituir o sim pelo em.
Boa sorte!”
Simpatia para o amor durar
Você encontrou aquela pessoa especial e não quer que ela desapareça da sua vida por nada nesse mundo? Fizeram planos de compartilharem a velhice, bodas de ouro, verem os netos crescendo?
Todos aqueles filmes e músicas românticas, mensagens fofinhas e apaixonadas caem como uma luva para vocês?
Vocês se surpreendem com o quanto são compatíveis, com a maneira como até as brigas parecem aproximá-los mais e como tudo parece meio vazio quando o outro não está?
Parabéns! Você tem grandes chances de ter encontrado o amor da sua vida e agora, não o deixe escapar!
Como? Fácil, fácil! Siga as dicas dessa simpatia infalível!
Durante sete dias, toda vez que a irritação, raiva, ciúmes (bobo ou com motivo), insegurança, frustração, grude e qualquer coisa negativa surgir entre vocês, coloque-se no lugar da outra pessoa. Tente pensar no que ela está pensando. Tente imaginar como funciona a cabeça dela, a visão de mundo e de vida. Faça isso por sete minutos.
Passados os sete dias, estenda o exercício por sete semanas, diariamente, procurando sempre enxergar com os olhos e coração da pessoa amada. Aquele aniversário de namoro, casamento esquecido? Talvez ela se importe mais com a pessoa envolvida do que com a data. Ela voltou para você no final do dia? Bem… será que isso não é mais significativo do que a data, em si? As flores que nunca vieram, o cafuné que faltou? Será que ela sabe o quanto isso é importante para você? Que tal falar (com calma), das coisas que são importantes para você?
Então, durante sete semanas, além de tentar pensar como a outra pessoa, permita que ela o conheça melhor. Não faça cobranças, nem esfregue seu manual na cara dela. Apenas permita-se conhecer, apresente-se, pois, salvo a pessoa amada ser uma privilegiada leitora de mentes, não há como ela saber o que está se passando dentro de você!
Encerradas as sete semanas, pelos sete meses seguintes você repetirá todo o processo e, não importando quantas vezes você repita que seu prato predileto é lasanha e sua cor é o amarelo, fale de novo e de novo e de novo, sorria para seu amor e depois dê um beijo no sorriso de cabeça oca e esquecida dele. Ache graça naquilo que não pode ser mudado!
Se vocês tiverem superado os sete dias, as sete semanas e os sete meses, é provável que entrem na fase dos sete anos.
Esqueça a baboseira de que o sétimo ano é o mais difícil. O mais difícil é o dia, em qualquer das semanas, meses ou anos, em que vocês não se permitam o respeito mútuo e a prática do amor abnegado.
Então, no sétimo ano, multiplique esses anos por sete e com o resultado, siga no exercício dessa empatia, com essa pessoa especial com a qual fez planos de compartilharem a velhice, bodas de ouro, verem os netos crescendo e com quem os filmes e músicas (românticas ou não), mensagens fofinhas e apaixonadas (ou não) caíram sempre como uma luva, nos mais variados contextos da história que tenho certeza, construíram juntos.
Acenda velas nos jantares. Peçam uma pizza se a comida ficar horrível.
Tomem banho de pétalas de rosa juntos. Ou só de chuveiro mesmo, no box apertado, molhando o banheiro todo.
Sujem-se de brigadeiro na cozinha. Limpem a cozinha juntos.
Briguem por ciúmes. Entendam o ciúme do outro.
Façam planos para o futuro. Discutam sobre a divergência de opiniões.
Ceda um pouco daqui, enquanto o outro cede um pouco de lá.
Olhe… simpatia não sei fazer, não, senhores. Mas sou muito adepta da empatia e, desconfiada de que elas são parentes (dada a semelhança do sobrenome), acredito que praticando as duas com fé, existam, sim, grandes chances de seu amor durar… por sete vezes sete!
Se, de tudo, as simpatias que aprender não funcionarem, confie, a empatia não falha, jamais!
Boa sorte!
*Luciana Marques
Boa sorte!”
Simpatia para o amor durar
Você encontrou aquela pessoa especial e não quer que ela desapareça da sua vida por nada nesse mundo? Fizeram planos de compartilharem a velhice, bodas de ouro, verem os netos crescendo?
Todos aqueles filmes e músicas românticas, mensagens fofinhas e apaixonadas caem como uma luva para vocês?
Vocês se surpreendem com o quanto são compatíveis, com a maneira como até as brigas parecem aproximá-los mais e como tudo parece meio vazio quando o outro não está?
Parabéns! Você tem grandes chances de ter encontrado o amor da sua vida e agora, não o deixe escapar!
Como? Fácil, fácil! Siga as dicas dessa simpatia infalível!
Durante sete dias, toda vez que a irritação, raiva, ciúmes (bobo ou com motivo), insegurança, frustração, grude e qualquer coisa negativa surgir entre vocês, coloque-se no lugar da outra pessoa. Tente pensar no que ela está pensando. Tente imaginar como funciona a cabeça dela, a visão de mundo e de vida. Faça isso por sete minutos.
Passados os sete dias, estenda o exercício por sete semanas, diariamente, procurando sempre enxergar com os olhos e coração da pessoa amada. Aquele aniversário de namoro, casamento esquecido? Talvez ela se importe mais com a pessoa envolvida do que com a data. Ela voltou para você no final do dia? Bem… será que isso não é mais significativo do que a data, em si? As flores que nunca vieram, o cafuné que faltou? Será que ela sabe o quanto isso é importante para você? Que tal falar (com calma), das coisas que são importantes para você?
Então, durante sete semanas, além de tentar pensar como a outra pessoa, permita que ela o conheça melhor. Não faça cobranças, nem esfregue seu manual na cara dela. Apenas permita-se conhecer, apresente-se, pois, salvo a pessoa amada ser uma privilegiada leitora de mentes, não há como ela saber o que está se passando dentro de você!
Encerradas as sete semanas, pelos sete meses seguintes você repetirá todo o processo e, não importando quantas vezes você repita que seu prato predileto é lasanha e sua cor é o amarelo, fale de novo e de novo e de novo, sorria para seu amor e depois dê um beijo no sorriso de cabeça oca e esquecida dele. Ache graça naquilo que não pode ser mudado!
Se vocês tiverem superado os sete dias, as sete semanas e os sete meses, é provável que entrem na fase dos sete anos.
Esqueça a baboseira de que o sétimo ano é o mais difícil. O mais difícil é o dia, em qualquer das semanas, meses ou anos, em que vocês não se permitam o respeito mútuo e a prática do amor abnegado.
Então, no sétimo ano, multiplique esses anos por sete e com o resultado, siga no exercício dessa empatia, com essa pessoa especial com a qual fez planos de compartilharem a velhice, bodas de ouro, verem os netos crescendo e com quem os filmes e músicas (românticas ou não), mensagens fofinhas e apaixonadas (ou não) caíram sempre como uma luva, nos mais variados contextos da história que tenho certeza, construíram juntos.
Acenda velas nos jantares. Peçam uma pizza se a comida ficar horrível.
Tomem banho de pétalas de rosa juntos. Ou só de chuveiro mesmo, no box apertado, molhando o banheiro todo.
Sujem-se de brigadeiro na cozinha. Limpem a cozinha juntos.
Briguem por ciúmes. Entendam o ciúme do outro.
Façam planos para o futuro. Discutam sobre a divergência de opiniões.
Ceda um pouco daqui, enquanto o outro cede um pouco de lá.
Olhe… simpatia não sei fazer, não, senhores. Mas sou muito adepta da empatia e, desconfiada de que elas são parentes (dada a semelhança do sobrenome), acredito que praticando as duas com fé, existam, sim, grandes chances de seu amor durar… por sete vezes sete!
Se, de tudo, as simpatias que aprender não funcionarem, confie, a empatia não falha, jamais!
Boa sorte!
*Luciana Marques
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Não desista de você!
Dias difíceis, quem nunca passou por eles? Provações, quem nunca experimentou suas amargas questões?
Todos nós, temos que enfrentar as dificuldades da vida, cheias de obstáculos, desafios, e incógnitas que devemos decifrar, para saber o que realmente a vida espera de nós.
O que ela quer, provavelmente, é que sejamos fortes e perseverantes, para que assim possamos resistir cada prova de fogo. E saber lidar com as mais diversas circunstâncias, e assim contornar cada barreira.
É sempre uma fácil tarefa? Não. Mas, algumas são um pouco mais fáceis, outras estão no nível “hard” super difíceis mesmo. O que na certa fará você acreditar que seja impossível. Mas vale lembrar que não há questões impossíveis para nós humanos, pois, se nossos problemas são de natureza humana, o provável é que o impossível seja inacessível.
Os nossos problemas são difíceis, mas não impossíveis para se resolver. Porém, há algo que eu tenho que lembrar: “ Você provavelmente estará sozinho, pois ninguém vai ajudá-lo a carregar sua cruz “ Mas isso vai depender da qualidade de amigos que você tem, isso mesmo, qualidade, esqueça a quantidade! Pois são nesses momentos que você realmente percebe que apenas conhece muitas pessoas.
Acostume-se com o fato de que muitos o verão afogar-se, e nenhum vai lhe jogar uma boia, nem que seja uma corda, um galho seco para estender e salvar. Não espere o socorro de ninguém, use sua força, mais provavelmente a força da coragem e determinação, para aprender a nadar. Também não espere que enquanto você estiver em queda livre, alguém possa ampará-lo, você vai cair, e só você mesmo vai se levantar.
Estou sendo pessimista em relação às amizades? Talvez sim, até porque esse caso não se aplica a todos, ainda há muitas amizades verdadeiras por aí, muitos ainda se importam, sempre há um ombro amigo e disponível; assim como também, alguns ouvidos atentos para emprestar as suas lamúrias e abraços confortantes, palavras carinhosas de encorajamento, pessoas que se importam e querem que você saiba que elas estão ali, prontas para ajudar a resolver alguns desafios com você…
Mas, nem sempre será assim, ouso dizer que, o que descrevi agora, são exceção. Pois, há muitos amigos na alegria, para desfrutar da mansidão da vida e aproveitar a brisa, sob a sombra. Mas ai de você quando estiver em tempos ruins, quando o céu escurecer, as águas se agitarem, e a vida colocá-lo de vez em plena tempestade, mais precisamente, no olho do furacão.
Esses amigos somem, esquecem seu nome, respondem suas mensagens com respostas curtas e secas, com um básico “ sim ou não “. E, de repente, você se torna um leproso da Galileia. É quando mais do que nunca, você não deve e nem pode desistir de você.
É duro não encontrar apoio e ter que caminhar sozinho, é doloroso não achar um descanso de um auxilio amigo, mas é preciso continuar seguindo em frente.
Na hora do sufoco, é só você por você mesmo. E aí, você vai se abandonar agora? Vai desistir de tudo, jogar a toalha e dar-se por vencido?
Não se enterre em vida. Lembre-se que você ainda tem 2 pés para atravessar o caminho, e cruzar abismos, mesmo sozinho. Quantos grandes vencedores do esporte, da música, do show business, empreendedores, deram a volta por cima, em um momento em que ninguém mais dava nada por eles – e esses exemplos são muitos, todos nós conhecemos algum. Agora, você imagine se essas pessoas tivessem desistido por falta de apoio, compreensão, ajuda, amizades…
Só você poderá vencer por si mesmo, não espere nada dos outros, espere e confie em sua determinação!
Mesmo que lhe falte forças para continuar, continue andando, mesmo que rastejando, mas não pare, ande o quanto puder, faça uma pausa e respire para recuperar o fôlego, mas continue seguindo em frente. Não dê atenção às chacotas, faça-se de desentendido a elas, ignore os deboches, perdoe os ingratos, mas continue sua jornada, pois o acreditar fará você alcançar. É difícil quando estamos desvalidos até para nossos pais, mas o essencial é que você ainda signifique algo para si próprio. O que não podemos perder, de jeito nenhum, é a confiança em nós mesmo.
Não importa quantos dias essa tempestade insista em ficar, porque em determinado momento, ela enfraquece e para de chover, o céu se abre, o pássaros cantam e o arco-íris resplandece.
É preciso existir noite para haver dia, até as trevas antecederam a criação da luz. Esse temporal vai passar e o que a vida quer, é a sua aposta em si mesmo, pois nada é para sempre, nem mesmo nossos problemas. Se tudo tem um fim, a sua provação também será finalizada.
Se não há prolongamento infinito dos dias ruins, é porque os bons também precisam chegar.
*Alfreda Veríssimo
Todos nós, temos que enfrentar as dificuldades da vida, cheias de obstáculos, desafios, e incógnitas que devemos decifrar, para saber o que realmente a vida espera de nós.
O que ela quer, provavelmente, é que sejamos fortes e perseverantes, para que assim possamos resistir cada prova de fogo. E saber lidar com as mais diversas circunstâncias, e assim contornar cada barreira.
É sempre uma fácil tarefa? Não. Mas, algumas são um pouco mais fáceis, outras estão no nível “hard” super difíceis mesmo. O que na certa fará você acreditar que seja impossível. Mas vale lembrar que não há questões impossíveis para nós humanos, pois, se nossos problemas são de natureza humana, o provável é que o impossível seja inacessível.
Os nossos problemas são difíceis, mas não impossíveis para se resolver. Porém, há algo que eu tenho que lembrar: “ Você provavelmente estará sozinho, pois ninguém vai ajudá-lo a carregar sua cruz “ Mas isso vai depender da qualidade de amigos que você tem, isso mesmo, qualidade, esqueça a quantidade! Pois são nesses momentos que você realmente percebe que apenas conhece muitas pessoas.
Acostume-se com o fato de que muitos o verão afogar-se, e nenhum vai lhe jogar uma boia, nem que seja uma corda, um galho seco para estender e salvar. Não espere o socorro de ninguém, use sua força, mais provavelmente a força da coragem e determinação, para aprender a nadar. Também não espere que enquanto você estiver em queda livre, alguém possa ampará-lo, você vai cair, e só você mesmo vai se levantar.
Estou sendo pessimista em relação às amizades? Talvez sim, até porque esse caso não se aplica a todos, ainda há muitas amizades verdadeiras por aí, muitos ainda se importam, sempre há um ombro amigo e disponível; assim como também, alguns ouvidos atentos para emprestar as suas lamúrias e abraços confortantes, palavras carinhosas de encorajamento, pessoas que se importam e querem que você saiba que elas estão ali, prontas para ajudar a resolver alguns desafios com você…
Mas, nem sempre será assim, ouso dizer que, o que descrevi agora, são exceção. Pois, há muitos amigos na alegria, para desfrutar da mansidão da vida e aproveitar a brisa, sob a sombra. Mas ai de você quando estiver em tempos ruins, quando o céu escurecer, as águas se agitarem, e a vida colocá-lo de vez em plena tempestade, mais precisamente, no olho do furacão.
Esses amigos somem, esquecem seu nome, respondem suas mensagens com respostas curtas e secas, com um básico “ sim ou não “. E, de repente, você se torna um leproso da Galileia. É quando mais do que nunca, você não deve e nem pode desistir de você.
É duro não encontrar apoio e ter que caminhar sozinho, é doloroso não achar um descanso de um auxilio amigo, mas é preciso continuar seguindo em frente.
Na hora do sufoco, é só você por você mesmo. E aí, você vai se abandonar agora? Vai desistir de tudo, jogar a toalha e dar-se por vencido?
Não se enterre em vida. Lembre-se que você ainda tem 2 pés para atravessar o caminho, e cruzar abismos, mesmo sozinho. Quantos grandes vencedores do esporte, da música, do show business, empreendedores, deram a volta por cima, em um momento em que ninguém mais dava nada por eles – e esses exemplos são muitos, todos nós conhecemos algum. Agora, você imagine se essas pessoas tivessem desistido por falta de apoio, compreensão, ajuda, amizades…
Só você poderá vencer por si mesmo, não espere nada dos outros, espere e confie em sua determinação!
Mesmo que lhe falte forças para continuar, continue andando, mesmo que rastejando, mas não pare, ande o quanto puder, faça uma pausa e respire para recuperar o fôlego, mas continue seguindo em frente. Não dê atenção às chacotas, faça-se de desentendido a elas, ignore os deboches, perdoe os ingratos, mas continue sua jornada, pois o acreditar fará você alcançar. É difícil quando estamos desvalidos até para nossos pais, mas o essencial é que você ainda signifique algo para si próprio. O que não podemos perder, de jeito nenhum, é a confiança em nós mesmo.
Não importa quantos dias essa tempestade insista em ficar, porque em determinado momento, ela enfraquece e para de chover, o céu se abre, o pássaros cantam e o arco-íris resplandece.
É preciso existir noite para haver dia, até as trevas antecederam a criação da luz. Esse temporal vai passar e o que a vida quer, é a sua aposta em si mesmo, pois nada é para sempre, nem mesmo nossos problemas. Se tudo tem um fim, a sua provação também será finalizada.
Se não há prolongamento infinito dos dias ruins, é porque os bons também precisam chegar.
*Alfreda Veríssimo
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Leia esse texto!
Somos tão pequenos e nos achamos tão grandes! Acredite, temos bem menos importância do que achamos que temos. Sempre haverá outros encantamentos além do nosso umbigo.
A oferta do limão não é apenas para o dono do limoeiro, mas para qualquer um que assim quiser aproveitá-lo. Os raios quentes do sol aquecem a pele do bom e do ruim, do corrupto e do honesto.
O coração não bate menos ou mais pela cor que você tem, nem seus pulmões respiram melhor pelo valor do seu cheque especial. As flores nascem nas casas mais pobres, nas mais ricas e, às vezes, no meio do nada só para brilhar os olhos daqueles que passam pela rua. A morte recolhe todo tipo de gente, de recém-nascidos aos centenários homens de fé – que garantem que só chegaram aos cem por conta do bacon do café da manhã.
Por sabermos disso, e por algumas outras razões nem tão óbvias, somos tão ignorantes ao viver a vida. Somos tão pequenos e nos achamos tão grandes. Acredite, temos bem menos importância do que achamos que temos. Sempre haverá outros encantamentos além do nosso umbigo.
Somos um grão de arroz que somente juntos servimos o jantar. Somos um pedacinho de terra que com outro pedacinho de terra, enchemos um pequeno vasinho de hortelã.
Aí queremos ficar desvendando os mistérios do mundo, complicando sentimentos, querendo entender porque o céu é azul. E nessas de querer entender porque o céu é azul, sabe o que acontece? Passamos a vida sem admirar o céu azul.
Quanto mais pensamos, mais complicamos e menos vivemos. Não temos o controle do tempo. Eu, você, sua mãe, seu marido, seu vizinho, nós não temos o controle do tempo.
É num piscar de olhar, talvez menos do que isso, que somos levados para outro plano, e aí vamos prestar contas do que fizemos aqui. Vivemos? Amamos? Doamos?
Procuramos a pessoa certa a vida inteira, mas já sabemos que a pessoa certa não existe. Existe a pessoa que nos faz feliz, que nos dá segurança, que nos concede força para admirar o azul do céu ao invés de procurar nos livros sagrados as respostas de tudo.
E aí, meus amigos, o egoísmo natural e quase inconsciente que todos nós padecemos nos faz trocar os valores daquele amor que queríamos tanto.
E o que é importante mesmo encontrar na pessoa que poderia passar a vida nos dando vida, simplesmente deixa ser o que interessa.
Na frustrada tentativa de entender a razão das coisas, esquecemos que os processos – os bons e os nem tão bons – são todos gratuitos.
Porém, ainda que haja gratuidade em tudo que se provoca em si e no outro, o universo busca somente merecedores. E essa é a liberdade tão sonhada por todos nós.
*Ju Farias
A oferta do limão não é apenas para o dono do limoeiro, mas para qualquer um que assim quiser aproveitá-lo. Os raios quentes do sol aquecem a pele do bom e do ruim, do corrupto e do honesto.
O coração não bate menos ou mais pela cor que você tem, nem seus pulmões respiram melhor pelo valor do seu cheque especial. As flores nascem nas casas mais pobres, nas mais ricas e, às vezes, no meio do nada só para brilhar os olhos daqueles que passam pela rua. A morte recolhe todo tipo de gente, de recém-nascidos aos centenários homens de fé – que garantem que só chegaram aos cem por conta do bacon do café da manhã.
Por sabermos disso, e por algumas outras razões nem tão óbvias, somos tão ignorantes ao viver a vida. Somos tão pequenos e nos achamos tão grandes. Acredite, temos bem menos importância do que achamos que temos. Sempre haverá outros encantamentos além do nosso umbigo.
Somos um grão de arroz que somente juntos servimos o jantar. Somos um pedacinho de terra que com outro pedacinho de terra, enchemos um pequeno vasinho de hortelã.
Aí queremos ficar desvendando os mistérios do mundo, complicando sentimentos, querendo entender porque o céu é azul. E nessas de querer entender porque o céu é azul, sabe o que acontece? Passamos a vida sem admirar o céu azul.
Quanto mais pensamos, mais complicamos e menos vivemos. Não temos o controle do tempo. Eu, você, sua mãe, seu marido, seu vizinho, nós não temos o controle do tempo.
É num piscar de olhar, talvez menos do que isso, que somos levados para outro plano, e aí vamos prestar contas do que fizemos aqui. Vivemos? Amamos? Doamos?
Procuramos a pessoa certa a vida inteira, mas já sabemos que a pessoa certa não existe. Existe a pessoa que nos faz feliz, que nos dá segurança, que nos concede força para admirar o azul do céu ao invés de procurar nos livros sagrados as respostas de tudo.
E aí, meus amigos, o egoísmo natural e quase inconsciente que todos nós padecemos nos faz trocar os valores daquele amor que queríamos tanto.
E o que é importante mesmo encontrar na pessoa que poderia passar a vida nos dando vida, simplesmente deixa ser o que interessa.
Na frustrada tentativa de entender a razão das coisas, esquecemos que os processos – os bons e os nem tão bons – são todos gratuitos.
Porém, ainda que haja gratuidade em tudo que se provoca em si e no outro, o universo busca somente merecedores. E essa é a liberdade tão sonhada por todos nós.
*Ju Farias
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Lute pelas coisas possíveis…
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Essa frase decerto lhe é bastante familiar, não é? O que você talvez não saiba é que a sua possível origem está na obra do grande poeta romano Ovídio (43 a.C.-18 d.C.), onde encontramos algo como: “A água mole cava a pedra dura.”
Como a criação de rimas é um artifício comumente utilizado em diversas culturas com vista à memorização de determinados saberes, não é de surpreender que por aqui tenhamos chegado ao famigerado “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
Neste ponto, porém, me vem à pergunta: é verdadeira essa frase? Bom, se tomamos esse provérbio como uma exaltação à persistência enquanto virtude capaz de vencer os obstáculos, não há dúvida de que o ditado procede. Não havemos de esquecer, no entanto, que a mesma sabedoria popular que afirma que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” também nos orienta a “parar de dar murro em ponta de faca”.
O que essa contradição significa? Bom, basicamente significa que os ditos populares, bem como os textos da internet e as mensagens carregadas de sabedoria compartilhadas nas mídias sociais, podem, sim, nos apontar caminhos, mas, no frigir dos ovos, caberá a você, e somente a você, fazer uma escolha. E não duvide: desistir não raro se mostra como a mais acertada dentre as inúmeras escolhas possíveis. Afinal, “o que não tem solução, solucionado está”.
Há muitos anos, quando mais jovem, eu fiquei muito irritado quando, após confidenciar a um amigo um objetivo que eu vinha perseguindo, ele disse: “Lute pelas coisas possíveis, Alex”.
Na ocasião, ele me pareceu insensível, pessimista e até invejoso, de modo que optei por seguir firme rumo ao meu objetivo. O resultado? Acabei me ferrando. E foi me ferrando que eu pude me dar conta do quão certo e empenhado em me ajudar o meu amigo estava. Pois é bem isso. De um ponto de vista mais imparcial, a gente assiste a pessoas insistindo em coisas que, notoriamente, não têm futuro, mas elas, envolvidas que estão, comumente não conseguem ou não querem enxergar o óbvio. E os frutos que, inevitavelmente, se pode colher disso são a ansiedade, a frustração, a raiva, a depressão…
Não estou dizendo que você deva persistir ou desistir das coisas tomando opiniões alheias como base. Até porque, além dos bons amigos dispostos a nos auxiliar, há também muita gente má intencionada que, ao nos ver trilhar um caminho correto, se dedica a tentar nos desviar. Tampouco lhe posso sugerir uma estratégia infalível para que possa fazer suas escolhas. Tudo o que posso dizer é que determinadas situações exigem certa racionalidade, devendo ser encaradas sem aquele romantismo que tanto nos prega peças.
A tomada de decisões exige uma análise mais fria, uma confiança em nossa sabedoria interna e, acima de tudo, honestidade para com nós mesmos, pois “o pior cego é aquele que não quer ver”.
Na escola da vida, os relacionamentos costumam ser excelentes professores tanto na arte da persistência como na arte da desistência, e, se formos alunos realmente disciplinados, muito aprenderemos sobre nós mesmos por meio desses sábios instrutores que os amores são. E se por um lado eu sou um crítico severo da facilidade com que os relacionamentos atuais se desfazem diante da primeira dificuldade, por outro eu também critico a masoquista insistência de algumas pessoas em coisas que visivelmente não têm futuro. E pior do que isso só mesmo aquelas pessoas que ousam chamar de persistência a sua obstinação doentia em fazer o outro mudar.
Gente, insistir quando outro não quer não é persistência, não. É burrice mesmo. E passar a vida tentando fazer com que o outro mude ou lhe dê o que você quer está longe de ser amor. Isso é só vaidade, carência, vontade de ganhar. Enfim, sofrimento garantido. É isso que você quer? É claro que muitas das camadas que nos encobrem ainda insistem no autoflagelo, mas tenho como certo que a parte mais recôndita de você deseja se livrar de tais camadas, ansiando, fervorosamente, por ser feliz.
Assim sendo, se há ainda aquela tristeza motivada por alguém que nos ignora, se há ainda aquela vontade de moldar o outro de modo que ele possa nos dar o que queremos numa relação, mergulhemos nisso, então. Esse mergulho, porém, nada tem a ver com insistência, o que seria o mesmo que fazer sangrar ainda mais a ferida. Tem a ver com olharmos a situação de fora, como se fôssemos espectadores da nossa própria vida, tentando, assim, entender as origens do nosso sofrimento e das nossas demandas afetivas.
Eu disse em um artigo anterior que não existe relacionamento fracassado, e insisto nisso. Veja bem: mesmo que marcado pelos desencontros, pelas idas e vindas, aquele relacionamento nos possibilita conhecer mais sobre nós mesmos, o que exige de nós muito empenho, honestidade, e autorresponsabilidade. A compreensão, portanto, é o que nos mostra que ele cumpriu com o seu papel.
E neste ponto, talvez você me pergunte: “Mas, Alex, e em relação ao outro, o que é que eu faço?”. E a resposta é simples: não faça nada. Desista. Simplesmente desista. E não dê ouvidos a essa voz que afirma que o outro vai acabar cedendo se você tentar mais um pouquinho. A não ser, claro, que você já tenha visto água furando pedra por aí. Essa voz é só a sua carência falando, e não tem origem de partes elevadas do seu ser. Portanto, desista e abra mão de sofrer.
Eu sei que desistir exige coragem e está longe de ser indolor. Essa, porém, é uma dor de curto prazo, diferente daquela que se arrasta por anos a fio quando você insiste em uma situação que em nada resulta.
Portanto, desista daquele relacionamento no qual só você dá, só você se esforça, só você abre mão das coisas para fazer dar certo. Desista daquele amor que só lhe entrega migalhas.
Desista daquela pessoa cuja pele você vive tentando salvar, mas que nunca se mostra inclinada a ajudar a si mesma. Desista daquele que não lhe dá respostas, que nem sequer curte os posts que você faz para impressionar e tampouco se manifesta nas datas e ocasiões importantes na sua vida. Desista do que não rende frutos, do que não lhe traz alento, do que não te faz feliz.
Adélia Prado (1935-) tem um poema maravilhoso intitulado “Pranto para Comover Jonathan”, no qual o eu-lírico expressa a força e a beleza de um amor que transcende todas as coisas. É, no entanto, um amor “mais desesperançado / do que a onda batendo no rochedo, / mais tenaz que o rochedo. / Ama e nem sabe mais o que ama.” Vê como é extremamente significativo? Por mais pertinaz que seja a onda, o rochedo permanece imóvel diante dela, que segue desesperançada naquele movimento que, bem sabemos, sempre a manda de volta para o mesmo lugar. E é pra lá de pertinente o verso que encerra o texto, dado que a perda da identidade e do amor-próprio é a consequência primeira de uma vida dedicada a bater em uma pedra ciente de jamais poder penetrá-la. “Ama e nem sabe mais o que ama”. Diante disso, peço-lhe que, por favor, não seja essa onda. Há por esse mundo afora outros seres desejosos de serem inundados pelas suas águas.
Portanto, tenha um ato de amor por si mesmo, desista do que o faz sofrer e, de uma vez por todas, lute pelas coisas possíveis
*Alex Gabriel
Essa frase decerto lhe é bastante familiar, não é? O que você talvez não saiba é que a sua possível origem está na obra do grande poeta romano Ovídio (43 a.C.-18 d.C.), onde encontramos algo como: “A água mole cava a pedra dura.”
Como a criação de rimas é um artifício comumente utilizado em diversas culturas com vista à memorização de determinados saberes, não é de surpreender que por aqui tenhamos chegado ao famigerado “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
Neste ponto, porém, me vem à pergunta: é verdadeira essa frase? Bom, se tomamos esse provérbio como uma exaltação à persistência enquanto virtude capaz de vencer os obstáculos, não há dúvida de que o ditado procede. Não havemos de esquecer, no entanto, que a mesma sabedoria popular que afirma que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” também nos orienta a “parar de dar murro em ponta de faca”.
O que essa contradição significa? Bom, basicamente significa que os ditos populares, bem como os textos da internet e as mensagens carregadas de sabedoria compartilhadas nas mídias sociais, podem, sim, nos apontar caminhos, mas, no frigir dos ovos, caberá a você, e somente a você, fazer uma escolha. E não duvide: desistir não raro se mostra como a mais acertada dentre as inúmeras escolhas possíveis. Afinal, “o que não tem solução, solucionado está”.
Há muitos anos, quando mais jovem, eu fiquei muito irritado quando, após confidenciar a um amigo um objetivo que eu vinha perseguindo, ele disse: “Lute pelas coisas possíveis, Alex”.
Na ocasião, ele me pareceu insensível, pessimista e até invejoso, de modo que optei por seguir firme rumo ao meu objetivo. O resultado? Acabei me ferrando. E foi me ferrando que eu pude me dar conta do quão certo e empenhado em me ajudar o meu amigo estava. Pois é bem isso. De um ponto de vista mais imparcial, a gente assiste a pessoas insistindo em coisas que, notoriamente, não têm futuro, mas elas, envolvidas que estão, comumente não conseguem ou não querem enxergar o óbvio. E os frutos que, inevitavelmente, se pode colher disso são a ansiedade, a frustração, a raiva, a depressão…
Não estou dizendo que você deva persistir ou desistir das coisas tomando opiniões alheias como base. Até porque, além dos bons amigos dispostos a nos auxiliar, há também muita gente má intencionada que, ao nos ver trilhar um caminho correto, se dedica a tentar nos desviar. Tampouco lhe posso sugerir uma estratégia infalível para que possa fazer suas escolhas. Tudo o que posso dizer é que determinadas situações exigem certa racionalidade, devendo ser encaradas sem aquele romantismo que tanto nos prega peças.
A tomada de decisões exige uma análise mais fria, uma confiança em nossa sabedoria interna e, acima de tudo, honestidade para com nós mesmos, pois “o pior cego é aquele que não quer ver”.
Na escola da vida, os relacionamentos costumam ser excelentes professores tanto na arte da persistência como na arte da desistência, e, se formos alunos realmente disciplinados, muito aprenderemos sobre nós mesmos por meio desses sábios instrutores que os amores são. E se por um lado eu sou um crítico severo da facilidade com que os relacionamentos atuais se desfazem diante da primeira dificuldade, por outro eu também critico a masoquista insistência de algumas pessoas em coisas que visivelmente não têm futuro. E pior do que isso só mesmo aquelas pessoas que ousam chamar de persistência a sua obstinação doentia em fazer o outro mudar.
Gente, insistir quando outro não quer não é persistência, não. É burrice mesmo. E passar a vida tentando fazer com que o outro mude ou lhe dê o que você quer está longe de ser amor. Isso é só vaidade, carência, vontade de ganhar. Enfim, sofrimento garantido. É isso que você quer? É claro que muitas das camadas que nos encobrem ainda insistem no autoflagelo, mas tenho como certo que a parte mais recôndita de você deseja se livrar de tais camadas, ansiando, fervorosamente, por ser feliz.
Assim sendo, se há ainda aquela tristeza motivada por alguém que nos ignora, se há ainda aquela vontade de moldar o outro de modo que ele possa nos dar o que queremos numa relação, mergulhemos nisso, então. Esse mergulho, porém, nada tem a ver com insistência, o que seria o mesmo que fazer sangrar ainda mais a ferida. Tem a ver com olharmos a situação de fora, como se fôssemos espectadores da nossa própria vida, tentando, assim, entender as origens do nosso sofrimento e das nossas demandas afetivas.
Eu disse em um artigo anterior que não existe relacionamento fracassado, e insisto nisso. Veja bem: mesmo que marcado pelos desencontros, pelas idas e vindas, aquele relacionamento nos possibilita conhecer mais sobre nós mesmos, o que exige de nós muito empenho, honestidade, e autorresponsabilidade. A compreensão, portanto, é o que nos mostra que ele cumpriu com o seu papel.
E neste ponto, talvez você me pergunte: “Mas, Alex, e em relação ao outro, o que é que eu faço?”. E a resposta é simples: não faça nada. Desista. Simplesmente desista. E não dê ouvidos a essa voz que afirma que o outro vai acabar cedendo se você tentar mais um pouquinho. A não ser, claro, que você já tenha visto água furando pedra por aí. Essa voz é só a sua carência falando, e não tem origem de partes elevadas do seu ser. Portanto, desista e abra mão de sofrer.
Eu sei que desistir exige coragem e está longe de ser indolor. Essa, porém, é uma dor de curto prazo, diferente daquela que se arrasta por anos a fio quando você insiste em uma situação que em nada resulta.
Portanto, desista daquele relacionamento no qual só você dá, só você se esforça, só você abre mão das coisas para fazer dar certo. Desista daquele amor que só lhe entrega migalhas.
Desista daquela pessoa cuja pele você vive tentando salvar, mas que nunca se mostra inclinada a ajudar a si mesma. Desista daquele que não lhe dá respostas, que nem sequer curte os posts que você faz para impressionar e tampouco se manifesta nas datas e ocasiões importantes na sua vida. Desista do que não rende frutos, do que não lhe traz alento, do que não te faz feliz.
Adélia Prado (1935-) tem um poema maravilhoso intitulado “Pranto para Comover Jonathan”, no qual o eu-lírico expressa a força e a beleza de um amor que transcende todas as coisas. É, no entanto, um amor “mais desesperançado / do que a onda batendo no rochedo, / mais tenaz que o rochedo. / Ama e nem sabe mais o que ama.” Vê como é extremamente significativo? Por mais pertinaz que seja a onda, o rochedo permanece imóvel diante dela, que segue desesperançada naquele movimento que, bem sabemos, sempre a manda de volta para o mesmo lugar. E é pra lá de pertinente o verso que encerra o texto, dado que a perda da identidade e do amor-próprio é a consequência primeira de uma vida dedicada a bater em uma pedra ciente de jamais poder penetrá-la. “Ama e nem sabe mais o que ama”. Diante disso, peço-lhe que, por favor, não seja essa onda. Há por esse mundo afora outros seres desejosos de serem inundados pelas suas águas.
Portanto, tenha um ato de amor por si mesmo, desista do que o faz sofrer e, de uma vez por todas, lute pelas coisas possíveis
*Alex Gabriel
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