sexta-feira, 28 de junho de 2013

O valor das pequenas grandes coisas


Nós seres humanos, temos um coração incansável. Nunca temos o suficiente, nunca somos felizes o bastante. Pensamos na vida como uma fonte inesgotável e nos tornamos cada vez mais insasiáveis. Quanto mais temos, quanto mais tiramos desse poço, mais pedimos. E então vamos nos esquecendo do que temos. Pequenas coisas que possuímos e que nos tornam pessoas ricas.

Se temos um teto, somos ricos; se temos uma família, somos ricos; se podemos fazer pelo menos uma refeição completa por dia, somos ricos; se podemos respirar normalmente, somos ricos. Se temos saúde, somos ricos; se temos amigos, também somos ricos. Temos braços, pernas, podemos andar, rir e cantar, somos ricos. Somos ricos de pequenos pedacinhos de felicidade que vão se acomodando dentro da gente de tal forma que acabamos nos esquecendo de pensar neles. As coisas que se tornam "naturais" na nossa vida diminuem o valor. E só percebemos isso no dia em que deixamos de ter, ou corremos o risco de perder.

A vida é preciosa demais!!! Infelizmente costumamos comparar nossa vida com a daqueles que possuem mais que a gente. Mas compare com quem tem menos. Assista uma reportagem na tv onde vê-se pessoas que não têm o que comer, ou vivem (independente delas) no meio de guerras, ou não têm saúde, nem medicamentos. Pergunte a uma pessoa cega quanto ela daria para ter a oportunidade de apreciar uma flor ou o infinito do mar; pergunte a um condenado quanto vale um minuto de vida; pergunte a um presidiário qual o valor da liberdade; pergunte a quem perdeu uma perna quanto vale ter duas.

Sim, somos pessoas ricas de coisas pequenininhas que, juntas, formam nosso tesouro. São nossas pequenas grandes coisas. Pra que buscar cada vez mais se não sabemos apreciar no seu valor justo o que já possuímos? É assim que encontramos resposta para muitas coisas que nos acontecem. Deus é tão maravilhoso que muitas vezes permite que alguma coisa nos aconteça para que aprendamos a apreciar o que já possuímos, gratuitamente. Por isso enfrentamos algumas dificuldades de vez em quando. Por isso ficamos doentes, perdemos isso ou aquilo. Só mesmo para darmos valor ao que possuímos.

Deus não quer pessoas feito crianças mimadas, que nunca estão satisfeitas e nunca estarão. Deus quer pessoas equilibradas, que sabem reconhecer o bem que possuem e fazem proveito disso. É isso o que chamamos felicidade. A felicidade não é utopia, não é para o futuro ou para quando tivermos isso ou aquilo.

Felicidade é olhar para dentro de si mesmo, fazer um "check-up" da própria vida e se contentar dos maravilhosos presentes que recebemos um dia e que não soubemos agradecer. E se sentir saciado. Se você ainda acha que tem pouco... pense na possibilidade de trocar de vida com quem tem menos... reflita... e depois agradeça a Deus por ter feito de você uma pessoa tão rica de pedacinhos de felicidade!

Letícia Thompson

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Para o resto de nossas vidas

Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas.
Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas, depende de cada um, depende da vida de cada um de nós. Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcaram e irão nos marcar, que irão mexer com a nossa existência em algum instante.

Provavelmente iremos pela vida afora colecionando essas ocorrências, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu em nossos dias, que deixou marcas; cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem. Marcas, isso, serão marcas. Umas mais profundas, outras superficiais, porém, com algum significado também.

Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para terceiros, talvez não tenham a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.
Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num determinado momento.
Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de Natal, uma palavra amiga num momento preciso.

Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital.
Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso. Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo.

Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas em nossas memórias.
Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram objeto do nosso amor e, ainda outras por terem nos magoado profundamente – essas que aguardam nosso perdão.
Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si.

Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou de tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou de realidades. Pensemos sempre que hoje é só o começo de tudo, e que se houver algo de errado, ainda está em tempo de ser mudado, e que o resto de nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos.

A vida não é uma correnteza bravia que nos leva adiante, ou, pelo menos, não deveria ser.
Precisamos saber que estamos no comando de nossa embarcação, e que somos nós que escolhemos as direções, as velocidades, os destinos.
Não nos deixemos levar pelo transcorrer dos dias. Não deixemos a vida passar por nós e, sim, passemos pela vida, conscientes de tudo, do que devemos fazer, de quem precisamos amar, de quem precisamos perdoar.

A vida não é uma correnteza bravia que nos leva adiante, é o rio que vislumbramos do alto da cabine de comando de nosso Espírito, o rio que devemos percorrer empregando todo o nosso esforço

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Aqui dentro...

Você não sabe o bem que me faz, você é a única pessoa que me entende de verdade, a única pessoa que me faz sorrir, a única pessoa que só de estar do meu lado meu dia se colore, sua voz, seu cheiro, seu sorriso, seu jeito de ser, seu abraço, são únicos pra mim, você é único na minha vida, é o único na minha historia, foi o único e sempre será. Não tenho palavras que descrevam o quão importante você é pra mim, o quão importante você é na minha vida.
 
Nada acontece por acaso, nada e se você entrou no meu caminho era pra me fazer feliz independente do tempo, era pra me ensinar o motivo de varias coisas, era pra me ensinar o que é um amor verdadeiro. Muitos passaram pela minha historia mais você foi o único que ficou nela como o motivo dela ser escrita dia-a-dia.
 
Não me importa o que os outros pensam, falam ou fazem o que importa é o que sinto aqui, o que importa é esse sentimento que me domina a cada dia, a cada hora e a cada segundo, não me importa mais nada, eu sei que só serei feliz ao seu lado, pois é só você que me completa, é só você que me faz bem. Independente do que aconteceu ou até mesmo do que aconteça daqui pra frente, se seguiremos caminhos separados ou um caminho junto, quero que saiba que você é e sempre será o único e verdadeiro amor que eu senti, nada e ninguém podem mudar isso.
 
Nada e ninguém vai tirar isso de mim, as coisas podem mudar, como já mudou muitas vezes, o sentimento pode adormecer, amadurecer ou até mesmo se congelar, pode ser que pessoas e coisas novas apareçam na minha vida, pode ser que a vida me mude mais ou até que ela me leve pra bem distante daqui, não sei o que o destino me planejou e reservou, mas hoje eu tenho a completa certeza de que pode passar o tempo que tiver que passar, mas você nunca, nunca será apagado ou esquecido da minha historia.
 
Você foi o único que me mostrou o que é ser forte, o que é ter coragem de seguir em frente, o único que me mostrou que não se pode desistir de nada, o único que me mostrou que tenho que seguir meu coração, seguir o que me faz bem, você foi o único que cuidou de mim, que me protegeu e que esteve comigo nos momentos mais difíceis, mesmo muitas vezes eu não tendo dado valor, mesmo muitas vezes eu não tendo te agradecido, você sempre esteve comigo, mesmo de longe, mesmo do outro lado, como foi muitas vezes, eu agradeço a Deus por ter te colocado na minha vida, agradeço a Deus por ter me dado você, me dado um amigo, um irmão, um anjo da guarda, um porto seguro.
 
Apesar do que aconteceu, ou melhor, do que está acontecendo, da distancia, enfim, te agradeço por não ter me abandonado mesmo depois de ter mudado muita coisa ai, agradeço por ter comprido sua promessa de nunca me abandonar, Obrigada !

terça-feira, 25 de junho de 2013

Os nós e nós

Quando queremos que alguma coisa fique ancorada à nossa vida, fazemos de tudo para mantê-la presa à nós. Criamos laços e os apertamos com todo nosso coração.
Os nós fazem parte de nós.

Infelizmente, nem tudo o que se apega a nós é bom e útil. Se prezamos ter laços afetivos e pedaços de memórias agarradas definitivamente à nossa pele, há aqueles nós que se apegam sem que nossa permissão seja pedida e sem que tenhamos forças para desatá-los. Esses nos acompanham e nos adoecem.

Viver com nós na garganta, que não descem e nem saem, nos deixa deficientes. Avançamos em algumas outras coisas, mas o não resolvido fica, como um espinho na carne.
Aquilo que não conseguimos engolir é o perdão que não conseguimos oferecer, é o esclarecimento que nunca nos foi dado, são os porquês nunca respondidos.

A gente caminha, mas sente que algo ficou pra trás e muitas das dores de garganta que não conseguimos curar são emoções presas das quais não soubemos nos livrar. O que fica atravessado diante de nós é o peso que carregamos por vezes por anos e anos.
O dia bendito em que conseguimos colocar em palavras e lágrimas aquilo que nos ofendeu, entrou em nós e ficou, o sol desponta no horizonte como se fosse seu primeiro dia.

Ah, Deus, se tivéssemos sempre a coragem de abrir nosso coração e gritar nossa mágoa, quão mais leves e sãos poderíamos viver!
Por que esse medo de expôr o que nos desagrada? Por que temer ferir o outro quando estamos, nós mesmos e inteiramente, sangrando? Por que a felicidade alheia, se felicidade alheia há, é mais importante que a nossa?

Grande parte dos nossos problemas, das nossas doenças até físicas, são falta de comunicação. Por que não dizemos, não passamos ao outro o que sentimos, não falamos do sentimento de injustiça que sentimos e do quanto isso nos abala.
Falar é importante. No bom momento, claro, que com sabedoria deve ser escolhido, mas é muito importante. O que não dizemos, o outro não é obrigado a adivinhar e isso nunca podemos cobrar.

Os nós não resolvidos atam nossa vida a um certo momento. Não crescemos como convém e mesmo nosso riso é sempre manchado por uma pinta de tristeza que traduz nosso olhar.
Quando sentiu que tinha que se revoltar no Templo, Jesus se revoltou, nenhuma palavra poupou; quando a dor e tristeza foram grandes demais no seu seio, Ele chorou; quando o cálice tornou-se por demais amargo, falou com o Pai...

A liberdade só nos chega quando liberamos nosso ser, quando oferecemos ao outro o direito de ouvir, perdoamos o que deve ser perdoado e aceitamos o que deve ser aceitado.
Se criamos a coragem de desatar, devagar, certo, mas desatar, um a um os laços que nos incomodam, liberamos uma a uma as ansiedades, os males que nos doem física e psicologicamente.
Nessas horas nosso coração bate de maneira diferente, respiramos mais ar puro e nossos olhos se abrem para novos horizontes. Só um pequeno passo, um muito de coragem e uma nova vida pode começar.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nosso problema sempre é o maior

Ele era jovem, bonito e herdeiro de vasta fortuna. Requisitado pelas moças, por onde quer que transitasse. Algumas, porque lhe admiravam a juventude, o cavalheirismo, a beleza.
Outras, porque nele vislumbravam a segurança econômica, que poderia ser alcançada por meio de vantajoso consórcio matrimonial.
Transcorriam felizes os dias até o momento em que um acidente lhe retirou a capacidade visual.
A revolta se instalou. Como viver sem o precioso sentido da visão?
Os médicos consultados não foram unânimes em seus prognósticos. Uns afirmaram que a questão era irreversível. Outros acenaram-lhe com a possibilidade de tornar a ver.
Como o tempo se arrastasse, sem alteração do quadro e desejando que o filho se adequasse à nova realidade, o pai contratou profissional orientadora.
A senhora, amadurecida na experiência, pacientemente foi vencendo a revolta do jovem e lhe mostrou como ele poderia se locomover pela casa, subindo e descendo as escadas, transitando de um aposento a outro.
Convidou-o a aguçar a audição e lhe demonstrou a diferença entre o ruído do café sendo despejado na xícara vazia e quando estava quase cheia.
Ensinou-o a reconhecer, pelo tato, móveis e objetos, burilando-lhe a capacidade de percepção.
Ante fracassos, pequenas quedas ou a incapacidade de realizar algo que desejava, o jovem ficava muito angustiado, em quase desespero.
Achava-se um inútil. Nessas horas, a bondosa professora lhe falava com calma, incentivando-o a tudo superar.
Irritado, ele respondia de forma grosseira e lhe dizia que para ela tudo era muito fácil, pois podia enxergar.
Sem se alterar, ela prosseguia no seu ensino.
Então, um dia, algo inusitado aconteceu. Ele percebeu um raio de sol lhe ferindo os olhos.
Infinitamente alegre, deu-se conta que voltara a enxergar. Entre gritos de alegrias, chamou o pai, o irmão, comemorando com efusivos abraços a ventura.
Por fim, lembrou-se da orientadora e correu a dar-lhe a notícia.
Então, e somente então, descobriu: aquela a quem tantas vezes ele ofendera, com palavras ásperas, dizendo que para ela tudo era fácil por poder enxergar, era uma senhora totalmente cega.
Arrependido, abraçou-a e lhe rogou perdão...
*  *   *  
Quantas vezes teremos agido como esse jovem? Quantas vezes, em repartições públicas, teremos dito a quem nos atende que ele não pode aquilatar do nosso problema porque ele não os tem?
Quantas vezes, em ambientes hospitalares, para atendentes e enfermeiros, teremos manifestado nossa revolta, dizendo que eles não sabem o que é estar doente ou sentir dor?
Quantas vezes teremos ferido um coração em chaga viva, dizendo que ele é insensível e não pode nos entender porque nunca sofreu na vida?
*   *   *
Não sabemos quanta dor esconde um sorriso. O profissional de qualquer área sofre tanto ou mais do que nós mesmos.
E se não esbraveja, nem manifesta sua problemática, é porque aprendeu a se superar, para melhor servir.
Aprendeu a represar as lágrimas para enxugar o pranto alheio. Exercitou-se no suportar agruras a fim de estender o bálsamo nas alheias dores.
Pensemos nisso. As aparências nem sempre demonstram a realidade e onde pensamos que somente haja felicidade, escondem-se, por vezes, dolorosas chagas.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Erga-se


Sabe aquele momento que a gente pensa que chegou no limite das próprias forças e que não vai mais conseguir avançar? Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!) e tudo parece um grande vazio...
Esse momento que, não importa a nossa idade, pensamos que já é o fim... e um desânimo enorme toma conta da gente...
Esse momento, ao contrário do que parece, é justamente o ponto de partida!!!
Se chegamos a um estado em que não avançamos mais, é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.
Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação é sinal de que alguma coisa deve ser feita.
Não espere que os outros construam pra você, planeje e faça! Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes. Nas obras da vida não precisamos de arquitetos para planejar por nós. Com um pouco de imaginação e um muito de boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.
É humano se sentir fragilizado às vezes e mesmo necessário para que tenhamos consciência que não somos infalíveis, não somos super-heróis, mas seria desumano parar por aí. E injusto. Para os outros, mas principalmente para consigo mesmo.
Recomeçar é a palavra! Recomeçar cada vez, a cada queda, a cada fim de uma estrada! Insistir!...
Se alguém te feriu, cure-se!
Se te derrubaram, levante-se!
Se te odeiam, ame!
Erga-se! Erga a cabeça!
Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés. É preciso olhar pra frente.
Plante uma árvore, faça um gesto gentil, tenha um atitude positiva. É sempre possível fazer alguma coisa!
Não culpe os outros pelas próprias desilusões, pelos próprios fracassos. Se somos nossos próprios donos para as nossas vitórias, por que não seríamos para as nossas derrotas?
Onde errou, não erre mais! Onde caiu, não caia mais! Se você já passou por determinado caminho, deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.
Então, siga!
Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia:
"Esforça-te e eu te ajudarei."
Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!
Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado, nem à sua frente, ela está junto de você!
Descubra-se, faça-se feliz e tenha um lindo dia!

© Letícia Thompson

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nosso Everest

Edmund Hillary foi o primeiro homem a escalar o Everest. Seu feito coincidiu com a coroação da rainha Elizabeth, a quem dedicou a conquista, e de quem recebeu o título de Cavalheiro pertencente à nobreza.
Um ano antes da conquista, Hillary já havia tentado a escalada e fracassara por completo. Mesmo assim, os ingleses reconheceram seu esforço e o convidaram para falar a uma numerosa plateia.
O alpinista começou a descrever suas dificuldades e, apesar dos aplausos, dizia sentir-se frustrado e incapaz.
Em dado momento, porém, largou o microfone, aproximou-se da enorme gravura que ilustrava seu percurso e gritou:
Monte Everest, você me venceu esta primeira vez. Mas eu irei vencê-lo no próximo ano, por uma razão muito simples: você já chegou ao máximo de sua altura, enquanto eu ainda estou crescendo!

Todos precisamos ter, em nossas vidas, os nossos próprios Everestes, isto é, objetivos a alcançar, metas a atingir.
Sem ter um alvo, um fim, torna-se bastante difícil a caminhada, pois não saberíamos para onde ir, e onde aplicar os nossos esforços.
Lemos, certa feita, um pensamento que dizia o seguinte:
Para uma nau sem direção, todo vento é sempre contra.
Se não sabemos que direção tomar, nunca buscaremos aproveitar os acontecimentos que vêm a nosso favor e as ajudas que recebemos.
Para traçar esses objetivos faz-se necessária uma análise profunda de nossos valores, do que sentimos, e se o que fazemos é realmente importante para nós, Espíritos imortais.
Dessa forma, não corremos o risco de criar metas ilusórias, como os sucessos passageiros do mundo, ou como a riqueza vazia que ainda seduz tanto nossos sentidos.
É possível almejar, sim, o crescimento financeiro, as conquistas materiais em família, o conforto, mas, não podemos esquecer de desejar também o crescimento espiritual, a possibilidade de ajudar os necessitados, a conquista da harmonia entre os familiares.
Após desejar e ter certeza de que esse desejo é nobre, é chegado o momento de correr em busca do objetivo, empregando o esforço, a persistência, sempre amparado pela amiga indispensável – a esperança.
Virão momentos de desânimo, em que seremos convidados a desistir da caminhada.
Encontraremos dificuldades diversas, que nos farão voltar à base da montanha, exaustos.
Mas nunca nos permitamos abandonar a certeza de que podemos nos superar, e que todas as adversidades nos fazem mais fortes, mais previdentes para uma próxima tentativa.
O pico da montanha estará sempre lá, estático, enquanto nossa vontade, nossas forças, jamais terão limites. Chegar ao topo é uma questão de tempo e de perseverança.
Se as conquistas importantes não fossem assim, não teríamos mérito algum em alcançá-las.

Uma técnica muito útil para alcançarmos nossos objetivos é a da visualização.
Criamos imagens, cenas em nossa mente, projetando como seria a conquista dessa meta, imaginando-nos lá, no futuro, comemorando o fim atingido.
Isso nos faz mais fortes, mais empolgados, e combate seriamente o desânimo destruidor.
Para muitos, essa técnica é conhecida apenas como sonhar.
Jamais deixemos de sonhar.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pra Sempre


"É teu. Cada sorriso, cada gesto, cada olhar é teu. Corpo, alma e coração é teu. Tudo que há em mim pertence a você e se queres saber a verdade, não sei se isto é bom ou ruim. Chegar, entregar toda a minha ternura para alguém que no fundo, não vai fazer o mesmo.

No fundo, sei que não passamos de dois velhos amigos querendo esconder uma relação de homem e mulher. Dois amantes. Um cheio de amor para dar e outro louco para receber. Um querendo amar sem medidas e o outro escondendo as medidas. Um louco de paixão e outro de prazer.

Nem tudo é perfeito e não somos. Mas acredite, tento ser para ti cada dia melhor. E faço de tudo para superar o que fui ontem, para ser melhor hoje. Pra você. Hoje, amanhã e sempre. Sei que isto vai soar muito clichê, mas você é o homem da minha vida. É pra você que eu abri sonhos, histórias, loucuras, medos, aventuras, segredos (…) Foi com você que eu vivi cada dia de amor, ternura e prazer. Foi em você que eu pensei quando me disseram pra fazer feliz aquilo que me faz feliz.

Foi você, é você e vai continuar sendo você. Não importa que rumo vamos tomar daqui a dois ou três anos. Não importa se um dia a distância vai separar nós dois, tudo aqui dentro vai ficar guardado. Cada sorriso, cada beijo, cada abraço, cada desabafo de amigo, cada gargalhada… Vou guardar para sempre esses momentos, como se fosse o último. E espero nunca me arrepender de tudo que fiz por ti, para ti. E que eu me orgulhe das coisas que fui capaz, por amor. Que ao deitar na cama eu não sinta arrependimento e sim orgulho. Por ter feito isso para uma pessoa que eu amo, pela qual eu daria a minha vida.

Por isso, te peço, nunca destrua o carinho que eu sinto por você. Nunca pense em destruir cada coisinha mínima que um dia eu fiz por amor. É, por amor. E não venha me dizer que não foi. Porque é. E sempre vai ser. E quero te levar aqui dentro pra sempre, poder virar para as pessoas daqui a alguns anos e dizer que você foi o homem que mais amei na vida. Que você além de ter sido o único, foi um grande amigo. Um grande irmão. Acima de qualquer coisa. E que eu sinta alegria ao lembrar de você, e não tristeza.

E que a nossa saudade seja algo bonito de sentir, que não sufoque. Que não aperte o fundo do peito. Porque dói. E não pode doer. A saudade que um dia vamos sentir um do outro não vai doer. Eu sei que não vai. E você vai lembrar de mim como a unica que cometeu as maiores loucuras, por amor. Você vai lembrar de mim como a unica que te amava, te ama. De verdade. Pra valer. E vai se arrepender por não ter dado tanto valor antes. Vai se arrepender por não ter sido mais do que você me ofereceu. Você vai perceber que o amor não é só corpo, mas também é coração.

Amor não é só prazer, e sim companheirismo. Amor é muito mais do que algumas linhas de um texto. Amor é pra sempre, e quem diz que não é, é porque nunca amou. Nunca sentiu a ponta dos dedos tremendo. O coração na boca. A maldita borboleta no estômago. As mãos quentes e suadas. Quem nunca amou, não sabe o que é adrenalina. Não sabe o que é sentir o teu mundo, na palma das tuas mãos (…) Quando se ama, tudo é motivo pra acreditar. Até mesmo uma música que ele posta no twitter ou no facebook. Qualquer indireta, sinal, voz é algo para ficar atenta. Ah, como é bom sentir essas coisas!

Como é bom descobrir em uma só pessoa o sentido da vida. Como é bom ter alguém para amar. (…) E penso que daqui a alguns anos vou rir de tudo isso. Dessas coisinhas que sinto hoje. Dos ciúmes que eu sinto quando alguma outra chega querendo tomar o meu lugar ou até mesmo o meu orgulho em falar com você. Vou achar graça disso tudo e vou sentir falta, muita falta. E vou lembrar que nenhum, vai substituir o homem da minha vida. Nem hoje, nem amanhã, nem daqui a 10 anos eu vou encontrar alguém igual a você.

Quando eu disse que você era único, é porque você é, é porque você era. Pra sempre. O teu lugar vai ficar guardado aqui dentro pra sempre. Te amo!"

* Izabela Bastos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Empatia II


Um ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:
Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.
Quando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.
E como você escapou? – Perguntou o jovem.
Não escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – Diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.

A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.
A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.
Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar.
Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança.
Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.
Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.
Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.
A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.
Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.
O hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas.
O coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.
É chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral. 

Fazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.

O médico das almas, Jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na Terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.
As verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar...

Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que uma pessoa que chega na nossa vida é um presente que nos foi oferto.
Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.

Mas se nos perdemos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.

Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente por que não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo?
Não...

O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra. O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou pessoas duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.
As dores das partidas definifivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.

Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim a cada primavera.
A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se o Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.

Letícia Thompson

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Questão de fé


Uma diferença básica entre quem tem fé e quem não tem, é que quem tem possui mesmo sem ter e quem não tem, mesmo tendo, jamais possuirá. É a ponte que separa o negativo do positivo.

Segundo a Bíblia o povo de Israel andou quarenta anos no deserto em busca de Canaã; eles avistaram a terra prometida, mas jamais a possuíram, por causa de murmurações, de atitudes negativas.

Ansiedade, medo, inquietação e insegurança são sinais de falta de fé. Quem acredita e espera não desfalece.

É possível se sentir fragilizado e cansado. É até possível chorar nos momentos difíceis. Isso não é fraqueza, é perfeitamente humano, pois somos feitos de carne e emoções que, querendo ou não, mexem com a gente. Ninguém pode dizer que possui uma fé suficientemente forte pra nunca ter se sentido sozinho e fraco.

O que é preciso evitar é que esses sentimentos fiquem tempo bastante para que criem raízes. Aí sim, temos um problema. 

Mas uma pessoa que possui um mínimo de fé vai sempre erguer a cabeça, nunca vai desanimar. Ela sabe, de antemão, que aquilo é passageiro, pois há Alguém bem maior do que qualquer problema que pode nos atingir.

Não é por que perdemos uma batalha que perdemos a guerra; não é por que não chegamos em primeiro lugar que podemos deixar de chegar. Cada coisa no seu tempo. A questão é saber esperar, com confiança
.
A fé remove montanhas? Remove sim. Montanhas de desespero; montanhas de noites mal dormidas e sonhos desfeitos; montanhas de rostos tristes e rios de lágrimas.

Só a fé pode trazer coisas construtivas para a nossa vida. É por isso mesmo que sem ela é impossível agradar a Deus, pois só Ele se agrada de pessoas que sabem e confiam que Ele nunca vai abandoná-las.

 © Letícia Thompson

O Amor Que Se Curva

O amor raramente é aquilo que imaginamos nos primeiros sonhos. Ele não se apresenta como uma cena perfeita de filme, com dois corpos fortes ...