quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Somos instantes


Outro dia, navegando na internet, vi a imagem de um muro pichado com a frase: “Somos instantes”. A frase ficou na minha cabeça, e hoje, dias depois, conferindo as fotos no celular (com aquele efeito incrível de captar o momento em que a foto foi tirada acompanhada de som e movimento), me lembrei da frase no muro: Somos instantes.


Somos instantes… e por mais que desejemos acreditar que a vida é uma jornada longa, onde sempre haverá tempo de amar mais, nos entregar mais, resolver nossas pendências, conceder aquele perdão… esse momento não existirá em nenhum outro lugar senão no agora.


Somos instantes… e as escolhas que temos à nossa disposição não estarão disponíveis para sempre. Por isso é primordial não deixar as oportunidades passarem, os sonhos arquivarem, os projetos desandarem. O tempo não pára, ele corre depressa sem esperar retardatários. O bilhete não pode ser remarcado, e seu lugar não pode ficar vago.


Somos instantes… e por isso há de se comemorar as datas especiais, soprar as velinhas nos dias festivos, encher de balões a sala de estar, cantar versos de Vinícius, dançar um tango emocionado, reunir a família em torno da mesa de jantar.


Somos instantes… e assim não pode haver economia de roupa de cama nova, taças brilhantes da cristaleira, lingerie especial, sapato lustroso e vestido colorido.


Somos instantes… e aquela viagem tem que deixar de ser um sonho para virar disposição de malas prontas e voo alto. Economize, pesquise, viabilize. Vá conhecer um novo lugar, se envolver com outras culturas, experimentar novos sabores. Torne real os planos de seu coração e experimente a concretização de sua emoção.


Somos instantes… e por isso não se pode deixar para depois qualquer pendência ligada ao coração. Decepções ocorrem a todo instante, e por mais difícil que pareça, é nos momentos difíceis que a gente aprende a se curar. Então abra a janela e refresque o ar. Borrife perfume nos seus pulsos e solte os cabelos sem medo de embaraçar. Lembre-se de que tudo muda a todo momento, e que as mágoas só permanecem se a gente deixar.


Somos instantes… e assim todo momento vivido é um momento de crescimento e aprimoramento. Que a gente aprenda com os erros e acertos, e que permaneça o que nos faz bem. Entendendo que a sabedoria é resultado do que passou, mas é no presente que ela mostra o que a gente já conquistou. Abrace a alegria, dê as mãos à sabedoria. Dance em ritmo acelerado com a fantasia e respeite a calmaria. Não tenha medo de arriscar desejos, desenvolver projetos e sonhar fora do ninho.


Somos amor, sonhos, conquistas. Somos medos, decepções, mágoas. Somos mistério, alegria, fantasia. Somos força e vulnerabilidade; solidão e multidão. Somos tudo e nada, grandiosidade e pequenez, busca e encontro.


 Porém, acima de tudo, somos instantes…


*Fabíola Simões 


Imagem: Katie Andelman

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Deixe ir. É melhor perder quem nunca fez questão de permanecer


Malu viajou para a praia e, embora distante do ficante, se lembrou dele todos os dias: enviou mensagens, músicas e fotos; registrou o nome dele escrito na areia; trouxe conchinhas que recolheu numa tarde e, ao retornar, ainda o presenteou com uma caneca – sem valor material – mas que traduzia o afeto que ela sentia. Na semana seguinte, Júlio, o ficante de Malu, viajou para o interior. Não teve tempo de escrever mensagens nem mandar fotos, embora tenha postado nas redes sociais a vitória do seu time. Retornou numa tarde e não avisou – ela soube pelos stories que ele postou – e, dias depois apareceu chamando-a para sair e ela aceitou; porém, em momento algum a agradou, ou cogitou valoriza-la da mesma forma que ela o valorizou.


Murilo e Amanda faziam faculdade juntos. Murilo ficou doente e pegou atestado. Amanda, que vinha saindo com ele há alguns meses, soube que era covid e se preocupou. Mandou mensagens, quis saber como ele estava, encomendou uma cesta de café da manhã e tentou ajuda-lo a enfrentar esse momento difícil. No ano seguinte, entre idas e vindas, Amanda adoeceu. Foi afastada das aulas por causa de uma enfermidade. Murilo soube, mas em momento algum mostrou-se solidário. Nenhuma mensagem, nenhuma preocupação. Quando ela retornou, quis saber como a menina estava. Porém, algo dentro dela havia se quebrado, e não havia mais como remendar.


Roberto e Carol namoravam à distância. Cada um morava em uma cidade, mas estavam sempre juntos. Numa ocasião, a tia de Roberto sofreu um acidente e veio a falecer. Carol soube, e imediatamente pegou um ônibus e foi ficar ao lado de Roberto. No ano seguinte, ao retornar da praia com as amigas, Carol sofreu um acidente. O carro capotou na estrada, e ela quebrou o braço. As amigas também se machucaram bastante, mas, apesar do susto e do trauma, ela estava bem. Roberto a acalmou pelo telefone, foi gentil e solidário, mas em momento algum cogitou pegar o carro e vir até a cidade de Carol consolá-la ou ampará-la.


Às vezes a gente tem tantas coisas boas guardadas no peito, tanto amor querendo ser doado, tanta história querendo ser vivida, tantas páginas querendo ser escritas… que a gente se confunde. E acaba entregando todo esse afeto a alguém que não tem a intenção de recebê-lo. Ou a alguém que não faz questão de retribuí-lo. E então amamos por dois, nos dedicamos por dois, e nos enganamos e nos machucamos profundamente pela nossa própria incapacidade de discernir onde devemos permanecer.


Há uma frase de Rupi Kaur que diz: “andei até aqui para te dar todas essas coisas, mas você não tá nem olhando”. Será que você não está se esforçando, fazendo malabarismos, se dedicando e perdendo seu tempo com alguém que não valoriza nada do que você faz? Será que não está na hora de começar a dirigir esse afeto para si mesma(o) e parar de se contentar com migalhas?


Você pode ter muito amor dentro de si querendo ser investido em alguém ou numa relação. Mas você não pode pegar essa riqueza, colocar numa bandeja de prata e entregar para alguém que não tem a mínima intenção de cuidar do seu investimento. Para alguém que vai simplesmente picar suas cartas de amor, ignorar suas mensagens, te tratar como tanto faz. Assim como você não colocaria todo seu suado dinheiro numa aplicação furada ou sem credibilidade, você não pode colocar seu coração numa bandeja e oferecer a alguém que irá usá-lo como bola de futebol e chutá-lo para o gol.


Não adianta você ser poesia, se ele não sabe ler. Não adianta você ser música, se ele não consegue ouvir. Não adianta você dançar na frente dele, se ele não enxerga. Não adianta sua língua falar de amor, se ele não deseja o amor que vem de você.


Se cuide, se resguarde, se proteja. Não se rasgue por alguém que não estará lá te ajudando a se costurar. E aprenda, de uma vez por todas, que o afeto que você tanto quer entregar a alguém, esse afeto é seu. Ele faz parte do que você é, e não está no outro, está em você. Você quer ver seu amor refletido no outro, e quando essa pessoa não o aceita, ou o recusa, você se despedaça.


Mas entenda: você é seu próprio abrigo. E um dia alguém vai querer ficar. E compartilhar a mesma casa que você. Você é seu próprio lar. E um dia alguém vai amar esse ninho tanto quanto você. E você não terá que insistir para esse alguém ficar. Ele ficará porque quer, e valorizará cada pedaço dessa casa que nunca foi um lugar (esse lar é você).


*Fabíola Simões 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Não guarde mágoa, guarde nomes. E não repita os mesmos erros!


SE VOCÊ ESCOLHER GUARDAR MÁGOA DE NINGUÉM. SÓ VOCÊ É QUEM VAI SOFRER E A PESSOA CONTINUARÁ SEM PESO ALGUM.


Uma das melhores coisas que existem é estar em paz, estar bem, de bem com a vida e com o mundo. Consciência tranquila, passos leves, cabeça erguida.


O maior luxo que existe é a saúde mental, a paz de espírito. Hoje, infelizmente, isso tudo são artigos raros, porque a vida deu uma virada de cabeça para baixo, nos últimos tempos, e mexeu com o emocional de todo mundo.


Uma coisa é óbvia: se lá fora as coisas desandaram e saíram do prumo, temos que tentar manter ao máximo as coisas em ordem dentro de nós.


É instinto de sobrevivência, é necessidade de vida, meta diária.


A gente tem que conseguir viver e sobreviver sem carregar muito peso emocional, ou não conseguiremos estar fortes o bastante para passar por tudo o que tem nessa vida.


Infelizmente, momentos conflituosos despertam, muitas vezes, o pior das pessoas – e o que tem de gente com piores dentro de si é alarmante.


Vazios, traumas, raivas contidas, tudo emerge e vem à tona, na forma de comportamentos que ferem, destroem, machucam, dizimam com tudo e com todos que estiverem pelo caminho.


Combustíveis para a inveja, acabam fazendo com que pessoas tentem destruir pessoas.


E, nesse mundo de ostentação e supervalorização de celebridades, muitas pessoas se vestem de cordeiros sob a fúria de lobos.


Usam de todos os meios, principalmente as redes sociais, para tentar apagar, do outro, o brilho que não possuem, e para tentar tirar o outro do lugar que alcançou.


E, mesmo entre pessoas próximas, eclodem desavenças que tomam proporções enormes, destruindo relacionamentos de quaisquer tipos.


Nessa loucura, a gente tem que se agarrar ao que temos de melhor, a gente tem que se esvaziar do que é ruim, do que emperra nossos sorrisos, nosso caminhar tranquilo.


Afaste-se do que sufoca. Quando a gente se afasta de certas pessoas e de certos lugares, consegue perceber o quanto somos mais felizes longe daquilo tudo.


Não se prenda ao que não faz falta. E não volte mais para lá. Sobretudo, não guarde mágoa de ninguém. Só você é quem vai sofrer e a pessoa continuará sem peso algum. Se for para guardar, guarde dinheiro para viajar. E guarde nomes também.


Beijo.


*Prof. Marcel Camargo 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022


Aconteça o que acontecer, continue se movimentando! Porque quando você para de se movimentar, todos os sedimentos se acumulam no fundo do seu ser. E é a somatização dessas sujeiras emocionais, mentais e espirituais que se entranham no seu interior que baixam a sua imunidade e facilitam a manifestação de doenças em seu corpo físico!

Portanto, se movimente!

Permita que os sedimentos venham à superfície!

Encare de frente todas as emoções, sentimentos, pensamentos e ataques espirituais que te afligem!

Não é só sobre a culpa, a falta de perdão, os vícios emocionais e a baixa frequência vibracional, é mais sobre aprender a acolher todas as suas partes e amar a si mesmo, a ponto de sentir tudo isso, sem se identificar com nada.

Quando você não se identifica, fica mais fácil ressignificar e transformar!

Mas se você escolher não sentir, se passar a temer o medo, nada nem ninguém poderá te ajudar, você mesmo ficará preso na lama que se formou dentro de ti.

Não somatize os seus lixos emocionais, recicle tudo e faça bom uso deles, retirando a lição.

Quando você evita sentir todas as coisas que te incomodam, por medo do que virá à tona, você pensa, que assim, você se verá livre deles, mas livre mesmo, você só será, quando confiar que existe um Deus poderoso dentro de você.

Quando você entender que Ele não está fora, que ele está dentro. Quando você entender que, para que você possa seguir em frente, se desafiando e enfrentando cada situação com confiança, compaixão, disciplina e persistência, você precisa permitir que ele se manifeste.

Caso você escolha continuar negando Deus em você, caso você decida continuar evitando sentir o desconforto que essa negação te causa, você perderá a oportunidade de sentir a verdadeira felicidade, que não é um sentimento, é um estado.

Entenda que esse Deus não é aquele concebido pelas religiões, ele é a sua energia vital, aquela que te faz forte, aquela que, quando falta, te leva a um estado de desânimo e prostação.

O estado de felicidade só é alcançado, quando você aprende a se movimentar, conectado aos propósitos divinos que fervilham dentro de você.

Se você luta com, e foge da, realidade, você se torna infeliz, frustrado e fracassa em praticamente tudo o que se propõe a fazer. A vida se movimenta o tempo todo e, quando você para, desiste, se deprime, você está negando o poder da vida.

Para realizar grandes coisas, você precisará, primeiro, unificar todas as suas partes, e acolher e se amar, depois, se atrever e ousar agir para o seu bem, para o bem dos outros e para o bem do mundo de uma forma obstinada.

A sua ação diante da vida é que te levou a esse estado emocional que você se encontra hoje. Mude o seu comportamento e verá a sua vida mudar, bem diante dos seus olhos.

NÃO É SOBRE OS OUTROS, NÃO SOBRE O QUE ACONTECE LÁ FORA, É SOBRE COMO VOCÊ LIDA COM O QUE VOCÊ SENTE AÍ DENTRO.

Continue, vai valer a pena!

Ass: Deus.


*Iara Fonseca 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

O que eu aprendi sobre o amor?


O que eu aprendi sobre o amor é que o amor é grande e maior que tudo que eu poderia desejar ou sonhar. 

Aprendi que o amor é raro, precioso e que não é fácil encontrá-lo e mantê-lo.

Aprendi que o amor requer cuidado, atenção, respeito, ternura, entrega, confiança e compromisso.

Aprendi que o amor nasce, cresce e pode morrer se não regar, semear e cultivar direitinho.

Aprendi que o amor é feito de detalhes diários, de instantes em que o coração ganha um fôlego extra e fica tão forte que nada destrói.

Se destrói não era amor. Era qualquer outra coisa menos amor.

Aprendi que o amor é feito de escolhas. Você escolhe ficar, mesmo com outros convites para partir.

Aprendi que o amor pode ser um lugar, uma pessoa, uma casinha com alguns bichos correndo, passarinhos cantando e cheiro de boa comida na mesa. 

Aprendi que o amor está em mim, assim como está em você. Ele é a essência bonita da vida.

Aprendi que o amor está nos abraços familiares, nos olhares de admiração, nas mãos estendidas, nas preces silenciosas e nas ações que nos surpreende.

Aprendi que o amor é uma experiência incrível. Aprendi que o amor é um presente.

Aprendi que o amor é gentileza, generosidade, solidariedade, bondade e alegria. 

Aprendi que o amor pode fazer o coração bater forte no peito ou apenas despertar calmaria, sossego, paz e gratidão. 

Aprendi que o amor é uma palavra pequenininha de um significado grandão. 


*Su Cursino

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Tudo passa, mas as marcas ficam


“Vai passar” é uma das frases mais escritas, ditas e ouvidas nos últimos tempos. E, muito provavelmente, aguardar a passagem do tempo seja uma das maiores dificuldades do ser humano. Nossa capacidade de relembrar o passado e de antecipar o futuro acaba nos tornando ainda mais propensos à ansiedade. E como demora essa passagem do tempo.


Tudo está muito rápido, desde a velocidade com que as comunicações são feitas, os downloads, até a divulgação de notícias. Não precisamos mais esperar para ver como a foto ficou, para gravar uma música, para receber a carta, o telegrama, para ver a pessoa. Chamadas de vídeo estreitam distâncias abissais, o whatsapp nos permite entrar em contato em tempo real, ou seja, não aprendemos mais a esperar.


Mas a vida consiste, em muito, nas esperas. Espera pelo amor verdadeiro, pelo resultado da prova, pelo diagnóstico médico, pelo próximo encontro, pela visita, pela festa. Espera por dias melhores, pela realização dos sonhos, pelo próximo dia, pela luz do amanhã. A arte de saber aguardar não é para muitos, porque não é fácil, ainda mais quando passamos por desesperança, por turbulências, por uma dor que queremos esquecer.


E a ansiedade aumenta porque a gente acha que a passagem do tempo, além de levar embora a dor, também vai apagar aquilo tudo de nossas vidas. Ledo engano. A dor vai diminuindo, mas tudo o que passa por nós acaba deixando algo aqui dentro. A gente supera o que passou, mas continua carregando os legados emocionais do que nos aconteceu. O tempo ameniza pesos, mas não apaga as memórias, nem as do coração.


Cabe-nos transformar as marcas que ficam em cicatrizes que ensinam, perdoam, libertam. Tudo o que permanece dentro de nós deve ser cuidado com muito carinho e receber um olhar condescendente, para que possamos ressignificar a dor, percebendo que o que feriu não tem mais nenhum poder sobre nossas vidas. Somos fortes o bastante para sobreviver ao que sequer imaginamos. As marcas ficam, mas não precisam mais nos paralisar. É assim que a vida segue.


*Por Prof. Marcel Camargo 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Quem escolhe fazer jogo sempre perde


Dizer ou não dizer? Ligar ou não ligar? Ah, pra que serve tudo isso mesmo?


Escolher fazer joguinhos dentro de um relacionamento se resume a um cachorro perseguindo o próprio rabo, querer brincar para ter aquilo que já se tem.


É difícil admitir quando algo nos afeta e, ainda mais, olhar para dentro e perceber que nem tudo precisa ser levado tão à sério. Vivemos em uma época onde se propaga o desapego e sendo assim, o primeiro a demonstrar emoção é visto como o fraco. Com isso, todos usam escudos emocionais para que nada consiga ultrapassar e ferir. Porém, quando nos enchemos tanto assim de barreiras, no fim, percebemos que não estamos protegidos e, sim, sozinhos do outro lado do muro.


Não existe nada mais cansativo do que estar com alguém que insiste em se proteger de ataques imaginários. Cada momento é um dia de guerra. Temos que escolher bem as palavras, uma vez que qualquer frase mal colocada é vista como bombardeio. Quando foi que o amor se tornou esse campo de batalha?


Não tem como entrar em um relacionamento e continuar a fazer todos esses joguinhos. Não dura, desgasta. Os detalhes e o encanto se perdem em meio à tantos tiroteios. O que antes causava frio na barriga e ansiedade, depois de um tempo se torna suspiro pesado e impaciência. Ninguém quer estar ao lado de alguém que o faz ir dormir todos os dias com a sensação de missão fracassada.


A gente tem que entender que duas pessoas nunca vão alcançar a paz juntas se não souberem conversar. E digo conversa, no sentido mais puro da palavra. Não indiretas e frases atravessadas. Essa história de “se você me ama de verdade, deveria saber por que estou assim”, não existe. Ninguém é obrigado a saber o que o outro pensa, então não deve se exigir que um silêncio seja traduzido.


Tudo pode ser tão mais simples. Se está com saudade, é só dizer. Não precisa se afastar até que a outra pessoa perceba que você está distante e decida fazer algo. Todo esse tempo de espera só serve para aumentar a agonia e, possivelmente, mandar para longe quem já estava ao seu lado. Não é preciso toda essa estratégia. Não precisa de um plano de combate. Não! É só dizer. Fazer o que tiver vontade independentemente se isso vai deixar vulnerável. Porém, em tempos de desapego, quem decide demonstrar os sentimentos é revolucionário, não fraco.


Deixemos então todas essas munições para trás. Está mais do que na hora de sermos sinceros com nossos sentimentos e sairmos de todas as barreiras que construímos. Devemos, mais do que nunca, aquietarmos nossas metrópoles internas e darmos lugar à calma que outro abraço pode nos dar. Sem joguinhos, sem impasses e, principalmente, sem transformar o que é tão simples em missões fadadas à derrota.


*Najara Gomes 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Só você sabe tudo o que já teve que superar! Você tem valor, não preço!


Às vezes, é muito difícil valorizar as nossas prioridades e dar a devida atenção tanto ao que precisamos obter quanto ao que precisamos manter junto de nós.


Embora a vida nos obrigue a dedicar a maior parte de nosso tempo trabalhando para conquistar qualidade e conforto, essa rotina pesada, pode nos distanciar mais e mais dos contatos e interações com as pessoas.


Nessa toada, acabamos, muitas vezes, nos apegando demasiadamente aos bens que acumulamos, valorizando a materialidade que nos rodeia, acima de qualquer outra coisa. E assim, relegamos a segundo plano nossas necessidades afetivas, nossos desejos sentimentais, tudo aquilo que não possui preço, o que não se compra nem se vende, apenas se vive.


Por mais que sejamos alertados para o perigo que reside nessa busca maçante pelos bens, pela riqueza, pelo status social, acabamos sendo atraídos quase que, mecanicamente, pelos apelos disso tudo.


Vamos nos enchendo de objetos e nos esvaziando de sustância emocional, pois acabamos apenas enxergando o que os olhos veem, e acabamos esquecendo das carências de nossa essência humana.


Muita gente se preocupa com os riscos na calota do carro, sem nunca perguntar como a esposa se sente.


Muitos pais olham o boletim escolar, mas se esquecem de olhar nos olhos dos filhos.


Muitos de nós percebemos quando o amigo engordou, porém jamais percebemos o quanto ele está precisando de nossa ajuda.


Por isso é que, muitas vezes, temos tudo o que queremos, mas não temos ninguém de quem precisamos.


É necessário, pois, mantermos o foco nas escolhas que fazemos, nas atitudes que tomamos, na importância que estamos dando a aquilo que colocamos como prioridade em nossas vidas.


Não podemos nos desconcentrar em relação ao que temos de mais precioso em termos de parceria, amizade, amor verdadeiro, ou acabaremos lotados de tralhas que não preencherão o nosso vazio existencial.


No mais, perca coisas e não pessoas. Coisas a gente compra de novo, pessoas a gente perde para sempre.


Mas escolha bem as pessoas que merecem estar do seu lado.


Não permita que ninguém invalide as suas conquistas, ria dos seus sonhos. Só você sabe o que teve que superar para chegar até aqui. Só você!


Você teve que superar o desamor, a falta de respeito, a angústia de não se sentir suficientemente boa, o fracasso de alguns projetos profissionais e de vários relacionamentos pessoais, as decepções das expectativas criadas e, você ainda está aqui, pronta para uma nova conquista, cheia de esperança de que dias melhores virão, e é isso que importa.


Não imponha a valor a coisas, mas sim, a atitudes e comportamentos.


É ESSA SUA DISPOSIÇÃO PARA O BEM QUE ENCANTA, QUE FAZ NASCER UM RAIO DE AMOR QUE TRANSFORMA DOR EM LIÇÃO, MEDO EM CORAGEM, OBSTÁCULOS EM CAMINHOS… PERMITA QUE ESSA FORÇA CONTAGIE SEUS DIAS.


Ame a sua própria companhia e valorize quem sempre acreditou em você, quando mais ninguém via o seu valor. Esse alguém, mesmo que não seja de carne osso, nunca deixou de acreditar que você é capaz de conquistar mais e mais. Portanto, nunca desista dos seus sonhos mais bonitos, eles são a sua maior riqueza.


*Robson Hamuche


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Toda conquista começa com a decisão de tentar!


Nunca gostei da palavra tentar, ela nos remete a possibilidade de desistir no meio do caminho, por já trazer consigo a ressalva de poder se justificar, caso a gente venha a fracassar.


Porém, quem não toma a decisão de tentar, por medo de não conquistar, nunca sai do lugar. Por isso, é tão importante escolher fazer o nosso melhor com o muito que nos foi dado: a vida.


A vida nos pede que tentemos realizar tudo o que for possível, para que, mesmo diante dos erros, possamos aprender e nos tornar melhor.


Quem desiste na primeira tentativa, já sabia internamente que desistiria, mas aqueles que tentam até conseguir, já haviam dado como certo a conquista.


Essa é a diferença de quem tenta já pensando em desistir e quem tenta com forte intenção de vencer a si mesmo. Porque nossas conquistas não acontecem quando estamos tentando vencer os outros, mas sim, quando buscamos vencer a nós mesmos.


Precisamos ter em mente que a nossa batalha diária não deve ser comparada a jornada de ninguém, devemos nos comparar apenas com a pessoa que já fomos, para que possamos valorizar os nossos avanços, mesmo que sejam pequenos.


Cada passo importa, nessa caminhada em direção ao nosso propósito. E ninguém consegue vencer as objeções que encontra no meio do caminho, se não se desafiar todos os dias a ser melhor do que foi ontem.


PARA CONQUISTAR OS NOSSOS OBJETIVOS A GENTE NÃO PODE TER MEDO DE TENTAR. MAS ESSE TENTAR, TEM QUE VIR DE UMA VONTADE INCANSÁVEL DE CONSEGUIR, CASO CONTRÁRIO, ESTAREMOS MENTINDO PARA NÓS MESMOS E DESISTIREMOS NA PRIMEIRA DIFICULDADE.


É preciso tentar já sabendo que dificuldades vão surgir, mas que desistir não é uma opção, poderemos fazer escolhas erradas pelo caminho, mas precisamos te certo que, mesmo que houverem desvios, seremos resilientes a ponto de mudar as rotas, refazer os planos, mas sem desfocar do objetivo.


Se você sente que já tentou e desistiu várias vezes e que tem medo de fracassar, saiba que do seu fracasso poderão surgir as suas melhores conquistas. 


Caso precise de ajuda para vencer o medo do fracasso, me chame no direct @rhamuche, eu vou te ajudar a vencer os seus limites.


*Robson Hamuche 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

“Cada próximo passo da sua vida vai exigir um novo você. E algumas vezes precisamos ser quebrados para nos tornarmos uma nova versão de nós mesmos”


Você já parou para pensar que as experiências que a gente vive, por mais turbulentas ou dolorosas que sejam, talvez tenham acontecido para nos aproximar de quem a gente é?


Talvez devêssemos usar a oportunidade da dor, da desconstrução, do arrebatamento, do desmoronamento, das fraturas na alma como facilitadores do encontro com nós mesmos.


Joseph Campbell, em “O Poder do Mito”, diz que o que estamos procurando não é um sentido para a vida, e sim uma experiência de estar vivos.


Concordo com ele. Porque o que nos move, modifica ou aproxima de nosso ser mais puro e real – e talvez até desconhecido de nós mesmos por estar encoberto sob camadas e mais camadas de influências externas – são as experiências que aguçam nossos sentidos de forma mais intensa: o arrebatamento da paixão, a angústia, a dor, as turbulências, o desejo, a perda.


Dia desses assisti novamente ao filme “As Pontes de Madison”, de 1995. Mais amadurecida e com alguma bagagem, revi o filme sob uma nova perspectiva além daquela sobre adultério ou traição feminino. Pra quem não conhece, o longa conta a história de um fotógrafo da revista National Geographic incumbido de fotografar as pontes de Madison, em Iowa. Lá, ele conhece uma dona de casa cujo marido e filhos estão viajando. Os dois vivem um breve e intenso romance, com duração de quatro dias, que marca definitivamente a vida dos dois.


Porém, deixando de lado o fato de Francesca, personagem interpretada por Meryl Streep, ter cedido ao desejo e vivido uma relação extra conjugal, nos deparamos com uma mulher na meia idade descobrindo a si mesma. Se ouvindo. Se percebendo. Se amando. Se resgatando. Se transformando. Descobrindo seus gostos, suas preferências. Entrando em contato com sua verdade mais profunda e autorizando a si mesma deixar vir à tona quem era de fato. Uma das cenas que mais gosto é aquela em que ela está na banheira, sozinha, e pensa: “Estou agindo como alguma outra mulher, contudo, nunca fui tanto eu mesma como agora”.


Há uma frase do Padre Fábio de Melo que diz: “Há pessoas que nos roubam. Há pessoas que nos devolvem”. No caso da personagem, ela foi resgatada, devolvida a si mesma através da experiência da paixão. E, mesmo escolhendo não viver esse amor até o fim, foi modificada para sempre. Retornou para sua vida, para sua rotina de mãe, esposa e dona de casa, mas nunca mais foi a mesma. E isso é constatado no registro que ela faz em seu diário: “Em quatro dias, ele deu-me uma vida inteira, um universo, e deu consistência a todo o meu ser.”


A experiência da dor também ensina e nos aproxima de nós mesmos. E ser nós mesmos nem sempre é continuar na mesma estrada que estávamos seguindo. Muitas vezes descobrimos que é preciso mudar de rota, desacelerar o passo, explorar outras paisagens, mergulhar no desconhecido e ousar enfrentar o que mais nos amedronta.


Às vezes você precisa ser quebrado para se tornar uma versão melhor de si mesmo. Às vezes você precisa sangrar e ficar à flor da pele para conseguir se resgatar por trás das máscaras e proteções, condicionamentos e projeções. Às vezes é preciso um novo você para que a vida volte a pulsar.


Tudo passa. O que permanece é aquilo que conseguimos ressignificar a partir da experiência do amor, da dor, da perda, do arrebatamento, do enfrentamento. E é esse novo sentido que irá nos curar e enriquecer nossa experiência de estar vivos, permanecendo para sempre conosco como um lembrete de que nossa alma foi tocada.


*Fabíola Simões 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Deus é especialista em reviravoltas


Há acontecimentos que a gente escolhe, e acontecimentos que escolhem a gente. Há histórias que batalhamos para serem contadas, e histórias em que nos tornamos protagonistas da noite para o dia, sem tempo de decidir se queríamos participar. Tem momentos que torcemos para que se concretizem, e momentos que se realizam sem a nossa permissão, nos surpreendendo de forma positiva ou não. Tem vida que a gente reconhece, e vida que reconhece a gente.


Por mais que tentemos arquitetar, por mais que imaginemos controlar as velas, por mais que tenhamos todo roteiro de nossas vidas planejado e passado a limpo… ainda assim seremos surpreendidos. Ainda assim teremos que lidar com aquilo que a gente não decidiu, mas a vida decidiu pra gente.


Deus é especialista em reviravoltas. Nenhuma história chegou ao fim, nenhum enredo é definitivo, nada é absoluto, tudo é transitório. Você não “é”, e sim “está”. A vida é movimento; cheia de vírgulas, mudança de parágrafos, quebra de linhas. Não se afobe, esteja preparado para tudo, aproveite o momento presente. Nada está concluído ainda. Estamos de passagem, nada nos pertence.


Algumas vezes você vai sentir que pegou o trem errado. Que está se afastando da estação, distanciando-se cada vez mais do destino que planejou, sendo conduzido dentro de um vagão que corre para o lado contrário ao que você pretendia. E então, desesperado por causa do engano, você não enxerga que embarcou no melhor trem – muito superior àquele que você queria – e está sendo conduzido por uma paisagem centenas de vezes mais bonita. Sua indignação por ter tomado o trem errado supera sua capacidade de apreciação do momento e, lamentando sem parar, você deixa de reparar em toda sorte que a vida lhe dá.


Nada nos prepara para o que virá. Assim, é verdade que nem sempre o que está reservado para nós é a melhor viagem, no melhor assento, com vista para a paisagem mais exuberante. Porém, é o destino que nos cabe no momento. Dizem que “o que não é benção, é lição”, e concordo com a afirmação. Então, se o que está reservado a você é uma rota confusa, num vagão apertado e sem ventilação, embarque e acalme seu coração. Talvez a vida esteja só te desafiando a confiar. Deus é especialista em reviravoltas e, num piscar de olhos, tudo pode mudar…


*Fabíola Simões  

Frutos e Limites

Você pode oferecer seus melhores frutos e, ainda assim, encontrar alguém escondendo um machado. Nem sempre a bondade será reconhecida, e nem...