quinta-feira, 31 de outubro de 2019

QUANDO VOCÊ MORRER, NÃO SE PREOCUPE!

Não se preocupe com o seu corpo porque os seus parentes, cuidarão do que for necessário.

Eles:

Vão tirar suas roupas.
Vão te lavar.
Vão te vestir.
Vão te tirar da sua casa.
Vão te levar para a sua nova morada...

Muitos virão se "despedir" de você no seu funeral. Alguns cancelarão seus compromissos e até faltarão ao trabalho e compromissos por causa do seu enterro.
Embora a maioria deles nunca o tenha feito enquanto estavas em vida.

Seus pertences, até aqueles, que você não gostava nem de emprestar, serão queimados, jogados fora sem a menor cerimônia. Alguns de um pouco mais valor, alguém até irá ficar com eles ou talvez doá-los.
Suas chaves
Seus livros
Seus CDS
Suas malas
Seus sapatos
Suas roupas...

Se sua família for inteligente e solidária os doarão em caridade para que possam obter para alguém algum benefício.

E tenha certeza:
O Mundo não vai parar para chorar por ti.

A economia vai continuar.

Em seu trabalho, serás substituido, outra pessoa com as mesmas capacidades, ou melhores, assumirá seu lugar.

Seus "Bens" irão para seus herdeiros.

Considerando que você continuará a ser: Citado, julgado, questionado... sobre todas as pequenas e grandes ações em vida.

Haverá 3 tipos de "LUTO" sobre ti:

As pessoas que te conheciam apenas pelo valor da face, dirão:

Pobre Homem...

Seus amigos vão chorar por dias, ou no máximo horas, mas depois retornarão ao riso.

Aqueles "amigos" que te encorajavam a pecar vão esquecer de ti mais rápido.

Seus animais serão doados, se apegarão ao novo dono, e aos poucos sua lembrança será apagada.

Suas fotos:

"Por algum tempo" ficarão penduradas numa parede, ou sobre algum móvel.
Mas logo serão guardadas, esquecidas, em caixas, ou no fundo de uma gaveta.

Seu sofá, mesa, ou cadeira preferidos, certamente serão doadas.
Ou... Queimadas.

A dor "profunda" na sua casa durará uma semana, duas,
um mês, dois...
E depois disso sua família vai te adicionar apenas
às memórias deles.

E então, sua história aqui, terminou...

Terminou para este mundo...

Terminou para este mundo, entre as pessoas.
Mas a sua história com a sua nova realidade, começa.
E essa realidade, é a vida (após a morte.)

E estas coisas ficarão para trás:
Corpo
Beleza
Aparência
Sobrenome
Conforto
Crédito
Status
Posição
Conta bancária
Casa
Carro
Profissão
Carreira
Títulos
Diplomas
Medalhas
Troféus
Amigos
Lugares
Cônjuge
Família...

E lá, do outro lado, nenhuma destas coisas lhe fará falta ou terá valor algum, de nada, lhe servirá.

Por isto Cuide:

Do seu Espírito.
Da sua vida com Deus.
Da sua alma.
É ela, que sofre e sente dores.
Faça o bem.
Perdoe.
Seja justo.
Busque-o.
Siga-o.
Ore, fale com Deus
Aprenda sobre Deus
Pratique o que Deus, ensinou.
E afaste-se de qualquer ato que desagrade a Deus.

E tudo aqui para trás ficará.

Autor desconhecido

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Um dia a gente aprende

Pra começar, um dia a gente aprende que no fim tudo vai ficar bem.
E que se tudo estiver uma bosta, é melhor esperar o fim antes de desanimar.
E que o fim só chega para aqueles que não sabem enxergar um novo começo.
Então um dia vamos parar de reclamar tanto e vamos começar a valorizar mais. Vamos começar a achar mais graça nas mensagens surpresas e nos desejos de um fim de semana mais longo para se enroscar de pijama no edredom.
Um dia a gente aprende que raramente as coisas acontecem como esperamos. E que nem sempre isso é ruim. Tem vezes que vai servir para aproveitar, outras pra viver, todas pra aprender.

Um dia a gente aprende que algumas coisas saem da nossa vida para que outras possam entrar; que algumas pessoas vão embora para que outras possam chegar; que o maior amor que já sentimos é o maior amor do mundo até aparecer outro maior amor do mundo para sentirmos.

Um dia a gente aprende que nem sempre vale insistir tanto. As coisas vão começar a fazer sentido e vamos perceber quando só nós estamos lutando por algo para dois. E quando esse dia chegar, a gente vai aprender que no fim das contas essa pessoa só fazia de conta que a gente fazia diferença.

Um dia a gente aprende, por outro lado, que viver olhando pra trás só funciona no retrovisor. Vai chegar um dia em que a gente vai aprender que bom mesmo é gostar pra valer, ligando quando a gente quiser, confessando saudade quando a gente quiser e mandando à merda esse negócio de viver com joguinhos de modos de fazer.

Um dia a gente aprende que se arrepender é uma possibilidade para aquelas que tentam. Que ao tentar, nós temos chances de nos darmos bem ou mal, que essas chances são completamente iguais mas que só sabe do resultado aquele que faz alguma coisa. E aí a gente aprende que se arrepender não é o maior dos problemas. Um dia a gente aprende que pedir desculpas não nos faz piores pessoas, que na verdade mostra quão de verdade somos e como reconhecemos nossos erros. E que nem sempre nós temos que acertar.

Um dia a gente aprende que amar não é aceitar desculpas um milhão de vezes, que não somos obrigados à passar a mão na cabeça dos problemas só porque confessamos amor. Chegará o momento em que fará sentido na nossa cabeça que tão bom quanto o amor que amamos é o amor que somos amados.

Um dia a gente aprende que tentar esquecer alguém beijando outra boca só nos faz de idiotas das nossas próprias vidas. Que as pessoas não existem para ocupar o lugar das outras. Que o sexo é diferente basicamente por ser pessoas diferentes. Que esse negócio de lutar contra o que sentimos só para mantermos a pose de fortes só mostra o quanto somos fracos. Um dia a gente aprende que não tem problema nenhum em admitirmos que temos um problema, mas que também o maior problema é não tentar superar nossos problemas.

Um dia a gente aprende e entende que existe sim alguém que gosta da gente. Mas que esse alguém pode não ficar pra sempre e que por isso é preciso tornar o enquanto eterno enquanto existir. Um dia a gente aprende que sempre dá para fazer mais por quem gostamos. E aí a gente vai aprender também a valorizar quem valoriza a gente, a olhar diferente para quem sempre nos olhou diferente. Um dia a gente aprende a reconhecer quem quer o bem da gente e vamos parar de dar atenção para quem prova que não faz questão da gente.

Um dia a gente aprende o quanto damos valor à coisas que não merecem. A gente vai aprender a pensar mais antes de falar qualquer coisa, principalmente à quem gostamos. A gente vai aprender a respirar antes de descarregar um caminhão de bosta em cima de quem gostamos por esse alguém curtir a foto de alguém que não gostamos tanto assim. Um dia a gente aprende que o que importa é a pessoa que gostamos estar com a gente, e mais, que se viver controlando o que alguém sente pela sente e viver esperando certezas só vai nos matar.

Um dia a gente aprende que não precisam demonstrar igual demonstramos, mas que é preciso demonstrar alguma coisa. E que talvez nós não demonstramos tanto quanto esperamos que também demonstrem. E aí a vai exergar que erramos mais do que imaginamos.

Um dia a gente aprende a falar de saudade como algo de verdade. A gente vai aprender a transformar a dor em um amor pra recordar e vamos saber lidar melhor com coisas que não precisamos lidar mais.

Um dia a gente aprende que mais vezes sofre por uma mensagem visualizada aqueles que não tem coragem de ligar, que mais vezes sofre por um encontro não marcado aqueles que não tem coragem de convidar, que mais vezes sofre por ciúmes descontrolado aqueles que não sabem organizar os próprios sentimentos.

Um dia a gente aprende como viver é óbvio.


*Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com     

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Quando o milagre vira do avesso e a gente acredita que é só um tropeço

A gente cai tantas vezes pela caminhada da vida. Leva tantos tropeços. Muitas vezes tropeçamos na pedra que a gente mesmo resolveu deixar pelo caminho. E ficamos deitados no chão tentando entender porque caímos. A vida é surpreendente e ultrapassa qualquer plano A ou B que carregamos.

Mas nem por isso ela deixa de ser uma aventura deliciosa. Há muitos milagres que chegam com cara de tropeço, a gente acha que vai ser o fim do mundo e na verdade é o começo de uma linda história. Quantas vezes isso já não te aconteceu?

Sabe quando você já desenhou na sua cabeça qual vai ser o final feliz de todo o enlace e ele booom! Explode diante dos seus olhos e quem fica em pedaços é você? Quantas vezes isso já não te aconteceu? Quantas lições você aprendeu? Quantos caminhos não teve que providenciar de última hora, só porque tudo deu “errado”. Só porque o tropeço chegou e lá na frente descobriu que aquele tropeço era na verdade um baita milagre da vida pra você.

Perder um emprego e achar um melhor. Alguém que você achava essencial em sua vida, te virar as costas e sair de mansinho e de repente sua vida muda lindamente, porque a vibe da pessoa era pura inveja e você não enxergava? Aquele dia chuvoso que não te deixou sair de casa e você pode vivenciar momentos deliciosos com sua família? Ou até mesmo um baque muito forte que te fragilizou e você procurou ajuda de alguém que se tornou um grande amigo por esse apoio dado?

Tantos ângulos da mesma situação, tantos pontos a observar. E a escolha é sempre nossa. Cair e permanecer chorando, ou desenhar um novo rumo milagroso para nossa vida.

Qual é o milagre que hoje você pode estar vendo como tropeço?


*Meire Oliveira

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Covardia emocional

A gente tem medo, a gente vive com medo, mas viver assim nem viver é. A gente se sabota, a gente sabota o tempo todo. Porque ficar temendo o que é ruim acaba nos levando a ter medo também do que é bom. E, então, nada nos chega: nem as dores, nem os deleites.

Muitos de nós nos acovardamos e não nos permitimos sentir. Não queremos sofrer e fugimos a qualquer sentimento que possa não dar certo e virar dor. Muitos não querem amar, para não chorar o fim do relacionamento. Muitos não querem aprofundar amizades, para não sofrer decepções. Muitos não querem ter filhos, para não se decepcionar com a ingratidão. Muitos não se abrem, por não confiar em ninguém. Enquanto isso, a vida vai passando lá longe.

Não poucos preferem viver anestesiados, entorpecidos, para não terem que enfrentar a si mesmos. Para não encararem a colheita do que se fez ou se deixou de fazer, do que se disse, do que construiu ou destruiu. Para não terem que lidar com o que deu errado. Foge-se da dor, a todo e a qualquer custo, não importando nada, nem ninguém, além de si mesmo.

Há quem corra contra o tempo, exercitando-se por horas, alimentando-se disciplinadamente, longe de qualquer deslize com a saúde, com a pele, com os cabelos. Cuidar-se é saudável, mas existem indivíduos que exageram, plastificando-se excessivamente por fora e por dentro. Para alguns, é impossível encarar os pesos dos anos nas marcas do corpo. Botox e bisturi são aliados frequentes nessa ânsia pelas esperanças perdidas que o tempo leva, quer se queira ou não.

Há, por aí, uma porção de mimados, os quais colocam o ego acima de tudo, querendo os seus desejos atendidos a todo e a qualquer custo. Querem que seu ponto de vista seja aceito, que suas ideias sejam aplaudidas, que sua comida esteja pronta agora. Exigem que a sua música toque, que suas verdades sejam absolutas, que seu amor seja correspondido. Sentem-se unanimidades.

Que se danem os outros, ninguém tampouco os enxerga. Ninguém tampouco se enxerga. Não há espaço para frustração, para contrariedade, para ouvir não, para ser rejeitado. E é por aí que tudo desanda. É por aí que muita gente se acovarda frente ao afeto, ao sentir, ao amor de verdade. Por medo de sofrer, pouco se vive, quase nada se sente. Difícil quem aperta as mãos do outro com força, quem abraça com imensidão, quem se entrega com tudo.

É preciso ter coragem. Com urgência, para ontem, é preciso entregar-se, doar-se, pois é assim que se compartilha, que se conhece, que se vive. Haverá, sim, dor e lágrima, mas cada sorriso sincero que se guardar no coração compensará tudo o que não deu certo. Porque, então, o que tiver ficado será para sempre. E será para sempre. Para sempre.


*Marcel Camargo

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

PROVAÇÕES DA VIDA

Deus nos tira o casaco para ver se nós aprendemos a resistir ao frio.
Deus coloca uma estrada longa para ver se aprendemos a caminhar.
Deus nos faz ficar cegos para ver se conseguimos enxergar além das aparências.
Deus nos faz cair para ver se aprendemos a levantar.
Deus nos afasta das pessoas para ver se aprendemos a valorizar o outro.
Deus nos coloca limites para ver se somos capazes de supera-los.
Deus coloca barreiras em nossa frente para ver se somos capazes de transpô-las.
Deus nos faz perder para ver se somos capazes de nos desapegar.
Deus nos joga na escuridão para ver se somos capazes de acender a luz.
Deus nos tira o chão para ver se somos capazes de voar.
Deus nos faz morrer para ver se, finalmente, nós somos capazes de renascer.
Todas as circunstâncias da vida são provações que necessitamos passar.
É como o aluno que faz uma prova…
A prova serve para testar seus conhecimentos,
Mas na vida as provações servem para testar o ser humano e sua fé.
Avaliar, verificar e nos ajudar a viver na plenitude de nossa ética, do nosso caráter, do nosso desprendimento, de nossa fé e do nosso amor.
Quando Deus te tirar o chão, não reclame… Aprenda a voar.
Voe pelos espaços sagrados do despertar espiritual no seio do infinito…


Hugo Lapa

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Mais vale ser ridículo e feliz do que ser frustrado

A gente deixa muito de fazer, de ser e de viver o que queremos, por conta de ficar pensando nos outros e, pior, por conta de pessoas que não sabem nem nosso sobrenome ou nossa idade. Reprimimos, dentro da gente, desejos, vontades, palavras, sentimentos, que vão se acumulando onde nem tem espaço, até se transformarem em doenças, em tristeza sem fim, em frustração eterna.

Não poderemos viver apenas de acordo com o que quisermos, sem pensar em ninguém mais, uma vez que convivemos com outras pessoas que podem ser alcançadas por nós. No entanto, teremos que agir conforme o ritmo de nosso coração, sem ferir ninguém, ou viveremos feito fantoches nas mãos alheias. Na maioria das vezes, a gente deverá vir em primeiro lugar, para que sejamos autênticos e seguros o suficiente para amar e ir ao encontro de almas afins.

Em alguns momentos, a gente terá que se esquecer do que quer, pois o outro estará precisando de nossa ajuda, de nosso olhar, de nosso afeto. Abrimos mão de algumas coisas pelas pessoas que nos amam e torcem por nós, mas não a ponto de entregar nossa dignidade ao outro. Muitas vezes, manter o que é nosso e não cederm será preciso, para que não nos afundemos em relacionamentos tóxicos, abusivos, castradores.

E mais, quem quiser viver sem ser julgado por ninguém terá que morar em uma caverna, numa ilha isolada, ou se fechar em casa para sempre, porque sempre haverá alguém apontando dedos, censurando, maldizendo, criticando o que fizermos ou dissermos. Muitas pessoas, em vez de viver a própria vida, vivem a vida dos outros, acompanhando as pessoas feito novela, de tanto que devem se achar pequenas e desinteressantes.

Está com vontade de comer um lanche às nove horas da manhã? Coma. Quer usar aquela roupa fora de moda? Use. Quer enviar mensagem de bom dia com desenho de beija-flor? Envia. Quer ouvir música brega? Quer dançar sozinho na pista? Quer raspar o cabelo? Faça o que tiver vontade. Viva o que estiver dentro de você, de forma autêntica, limpa e tranquila. Ninguém tem nada que se intrometer naquilo que não lhe diz respeito.

Um dos maiores favores que faremos a nós mesmos é abolir de nossa vida a frase: “mas o que vão pensar?” Que pensem, que te rotulem, que te achem ridículo, sem noção, que se afastem de você: o importante é ser feliz. E ser feliz não combina com frustração, de jeito nenhum.

*Marcel Camargo

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Obrigado por ser tanto

Em tão pouco.
Ser muito em tão pouco é ser tudo em meio à todos.
As pessoas boas precisam saber o quanto são.
Na viagem da vida a gente tinha lugar reservado para sentar.
A gente vivia voltas diferentes do mesmo mundo e por algum motivo elas se encontraram.
Se é que existe um motivo. Se é que se encontraram mesmo. O que dá para garantir em tão pouco tempo?

A incerteza do pouco tempo é a certeza que o piscar de olhos entrega em pouco tempo.

Pouco tempo é muito para quem sabe aproveitar.
Um minuto é infinito para quem gosta de viver para valorizar.
Muitos pensamentos vem à cabeça no pouco tempo entre digitar uma e a próxima tecla no celular.

Não precisei de muito tempo para enxergar como você era tanto.
Nem você se preocupou em demonstrar o que conseguiria ser e quanto.
Não fiz esforço em me controlar nem você para esconder como as horas te faziam bem.
Quando me dei conta já estava perdendo a conta dos nossos bons momentos.
Bem que eu tentei lembrar de alguns detalhes para guardar, mas eu só conseguia me lembrar do todo e da minha sorte em ter você, ainda que por pouco tempo, para compartilhar.

Nesse pouco tempo eu já fui feliz.
Fui feliz em perceber que eu realmente não sou alguém que cobra mais do que eu mereço, que espera mais do que deve chegar. Por muito tempo me preocupei, pois parecia que era eu em quem colocava as coisas fora do lugar. Mas o sorriso que nasce no meu rosto ao ver o seu prova que gosto mesmo é do pouco.

Do pouco tempo.
Dá para viver uma vida inteira no pouco tempo de um beijo.

O mesmo tempo que eu perderia olhando para o nosso calendário eu ganho aproveitando a sensação que é te ouvir dizer como gosta de estar do meu lado.

Nesse filme que é a vida eu perdi o controle remoto no play.
Não escolhi sua visita na minha vida, mas agora que chegou, fique à vontade mas só não repare na bagunça. Fazia muito tempo que não aparecia alguém para me ajudar a limpar.

Foi em pouco tempo que vi graça no jeito que você fala.
Foi em pouco tempo que aprendi, lá ainda criança, que bom é o dia que a gente dá risada.
Foi em pouco tempo que percebi como você se preocupa e me doa algumas horas do seu dia.
Foi em pouco tempo que senti que gosto da sua companhia.
No pouco tempo cabe muito sentimento.

E se amanhã você não gostar mais do meu jeito de ver a vida, se talvez eu não mais quiser saber todos os detalhes da sua rotina, pelo menos eu já vou ter aprendido que o pouco é só questão de quem sabe aproveitar muito; que pouco tempo é quase eterno quando se dedica muito.

É por essas e por outras que te agradeço por ser tanto em tão pouco.     


por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com                         

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Não se mate em vida, a morte já é certa

Conversando com uma amiga, em uma dessas conversas loucas, mas que fazem todo o sentido, falávamos de como a vida é curta para deixarmos de falar o que sentimos, guardar mágoas, prendermo-nos a pessoas que em nada nos acrescentam e, o que norteia o meu texto de hoje, falávamos em como a vida é curta demais para a gente viver em prol do trabalho, estudo, dinheiro (…)

Sim, é obvio que todos nós temos objetivos de vida. Uns querem comprar aquele carro tão sonhado, outros a casa própria, muitos sonham em ter o seu diploma de nível superior, tantos outros querem trocar a tevê, o som, a moto, o celular (…). São muitos os objetivos a serem alcançados a curto e longo prazo. Somos humanos, é normal e necessário (talvez) que tenhamos alguma conquista material em vista. Mas eu não concordo com a forma como muitas pessoas andam fazendo.

A vida não é fácil, nunca foi e nunca me disseram que seria. Todo mundo tem problemas de todo tipo. Todas as pessoas que você vê na rua, mesmo aquelas que carregam um sorriso de ponta a ponta no rosto, tem, como diriam os mais velhos, uma cruz a ser carregada. Mas isso não quer dizer que tenhamos que fazer o percurso ser sempre tão doloroso e impossível de qualquer bem estar, prazer, leveza.

Conheço pessoas que nunca tem tempo para nada, absolutamente nada. Não relaxam, não descansam. Pessoas que vivem para o trabalho, de segunda a segunda, quando não é no próprio local, levam os deveres para casa e desconhecem um dia de leveza, de mente em paz, de estar somente preocupada em qual será o programa divertido a se fazer com a família, namorado (a), amigos. Conheço gente que pega inúmeras disciplinas a mais na faculdade e ficam sem tempo até para respirar (fazendo uso da hipérbole), viram madrugadas e mais madrugadas somente preocupado em conseguir a aprovação e adiam uma saída com os amigos, privam-se de passar um dia todinho assistindo a filmes, afinal, o sentimento de culpa irá dominar. Conheço pessoas que estão focadas somente em juntar dinheiro para tal coisa e por isso deixam de fazer inúmeras outras no presente, mesmo sabendo que o dia de amanhã é a maior incerteza que temos.

Não, eu não critico quem busca realizar seus sonhos, seus desejos. Mas a vida já é dura demais para a gente enrijecer mais ainda. O estresse, as doenças psicossomáticas, a depressão, entre outros, estão aí para nos mostrar o quanto precisamos respirar mais calmamente. O quanto precisamos de mais leveza e tranquilidade nos nossos dias.

Não se mate de trabalhar ou de estudar, não se mate de preocupações ou paranoias, não mate seu emocional, seu bem estar, seu espirito. Viva mais o bom. Sinta mais o que há de melhor. Queira mais ter as pessoas que ama por perto. Tenha tempo para você. Tenha tempo para ser feliz. Todos nós queremos alcançar algo, mas não faça esse algo dominar você por completo. O amanhã é incerto. Nunca, jamais, esqueça-se disso. Um dia tudo isso vai acabar e não levaremos, literalmente, nada dessa vida. Até o nosso próprio corpo um dia se resumirá a nada. A morte já é certa demais para a gente duvidar que merecemos viver da melhor forma possível essa vida. Por favor, viva!


*Ana Santana

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Às vezes, o dom de alguém é cuidar de outra pessoa

Todo mundo conhece aquela pessoa que sempre está pronta para ajudar, para tomar decisões, para se doar. Com ela, sabemos que poderemos contar, e para ela poderemos ligar, a hora que for, que receberemos atenção. Essas pessoas nunca se cansam, não desistem dos outros e por isso são tão essenciais, tão amadas e especiais.

Quando estamos diante de algum problema, quando surgem imprevistos, quando não há mais a quem recorrer, sempre teremos alguém que nos ouvirá e tentará encontrar uma saída, aliviando-nos os passos, ajudando-nos, com disposição e sorriso sincero. Mesmo que estejam em meio a alguma turbulência de suas próprias vidas, existem pessoas que conseguirão estender as mãos em direção ao que está além do seu próprio mundinho.

Quem já teve ou tem alguém enfermo na família bem sabe o quanto é necessário que haja uma pessoa disposta, que toma a frente das decisões e se prontifica com empenho nos cuidados para com quem está precisando de ajuda, de médicos, de remédios, de atenção. Mesmo com as atribulações que a vida traz, existe quem possui o dom de encontrar tempo para se dedicar à vida de outra pessoa.

Em meio às tempestades que chegam repentinamente, muitos de nós ficamos desorientados e inertes, como que paralisados, sem saber o que fazer. No entanto, quem nasce com o dom de ajudar saberá exatamente quais atitudes deverão ser tomadas, quais palavras serão providenciais, acalmando-nos e deixando-nos mais seguros para encarar tudo aquilo que tanto nos assombra naquele momento inicial.

Sim, teremos que nos forçar à doação de nosso tempo, de nossa lucidez, de nossa vida a quem precisa de nós, porque ninguém há de viver somente fazendo o que quiser todo o tempo. Nem para todo mundo cuidar do outro é algo tranquilo e prazeroso, mas doar-se é necessário, porque poucos estarão prontos para abraçar a dor alheia quando ela se fizer presente. Por isso mesmo é que quem tem o dom de cuidar de alguém é tão especial, essencial e digno de admiração e gratidão. Sempre.


*Marcel Camargo

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Um pouco de cada um

Sempre existem pessoas ao nosso redor difíceis de se conviver. São tantos temperamentos, ideias e personalidades que, muitas vezes, pensamos em como seria melhor se só tivéssemos semelhantes ao nosso redor. Ocorre que essa diversidade toda tem uma razão: temos muito a aprender com cada “tipo” de individuo, afinal, somos seres em constante reformulação e aprimoramento.

Se pararmos para pensar, é incrível como todas as pessoas acrescentam algo em nossas vidas. E são muitos os indivíduos que cruzam o nosso caminho durante a nossa jornada, alguns “bons”, outros “maus”, uns paranoicos, outros perfeccionistas, uns chatos, outros “devagar-quase-parando”, uns “da paz”, outros insuportáveis…

Gente dos mais variados tipos e temperamentos…

Mas todos, se formos ver a fundo, nos ajudam a ser melhores, a crescer e a perceber que não somos seres estanques, com personalidades já formadas e imutáveis, definidos e ponto final.

Por exemplo, aquele chato e teimoso, que vive nos “charopiando” com alguma coisa, acaba por nos mostrar que, às vezes, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”…

Aquela pessoa totalmente “da paz”, que não se incomoda com nada e com ninguém, para quem todo mundo é bom, nos faz ver que, em algumas ocasiões, somos rudes demais, que temos que tentar ver o lado bom das pessoas – todos o tem, nem que seja um pouquinho – e que não vale a pena se estressar por pouca coisa…

O perfeccionista, por sua vez, nos induz a perceber que temos (e podemos!)nos dedicar muito para determinadas coisas, que algumas realmente precisam de todo o nosso empenho para acontecerem…

O insuportável, outrossim, pode transformar-se num espelho e nos fazer enxergar que, às vezes, também o somos, que em alguns momentos – não quase todos, como ele, é claro! – nos tornamos tão chatos, insistentes ou forçados que quase nem nós aguentamos a nossa presença…

O “devagar” demonstra que, às vezes, temos que dar uma freada na vida, diminuir o ritmo, ir curtindo a paisagem, afinal, o mundo não vai acabar no instante seguinte…

O paranoico pode nos fazer ver que dedicamos pouca atenção para determinados aspectos da nossa vida, que devemos, sim, ser “relax”, mas nem tanto para coisas importantes como, por exemplo, a nossa saúde…

O “bondoso”, ao seu turno, nos faz lembrar que todos temos uma centelha de bondade dentro de si, que somos capazes de distribuir amor e solidariedade para quem menos imaginamos, e que sonhar com um mundo melhor não é tão sem fundamento assim…

O “mau”, por fim, nos impede de esquecer que não há pessoa sem um tantinho que seja de maldade, e que, em algum momento de nossas vidas, acabamos a transparecendo – nem que seja matando uma formiga que nem estava nos incomodando ou magoando, conscientemente, alguém que nos ama -, e por isso não somos moralmente legítimos para julgar quem quer que seja…

E assim por diante, tendo em vista a imensa variedade de seres humanos que habitam esse planeta. Interagimos, crescemos com isso, e mesmo que as pessoas com quem cruzamos não nos pareçam as melhores companhias, elas sempre têm algo a acrescentar, inclusive valores importantes, e nós, por consequência, na vida delas…

Então, no fim das contas, somos todos uma mistura uns dos outros, seres sempre em reformulação, razão pela qual devemos tentar extrair o que há de melhor em cada um que cruza o nosso caminho…

*Susiane Canal

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Às vezes, é preciso dar um tempo e analisar as coisas a uma distância segura

A gente se cansa. A gente se cansa das pessoas, dos lugares, do trabalho. A gente se esgota. Acumulamos muita coisa parada aqui dentro de nós, coisas que não digerimos, palavras que não devolvemos, ofensas que não rebatemos, vazios que não nos sustentam. O tempo torna tudo mais pesado e, frequentemente, embaralha as nossas verdades, sufocando o nosso respirar. Às vezes, é preciso dar um tempo, é preciso dar-se um tempo. Para os outros e para nós mesmos.

É preciso dar um tempo longe de pessoas cuja importância ainda não nos é clara, cuja companhia não é uma certeza; pessoas que permanecem ao nosso lado sem estar ali de verdade ou com vontade. Perdemos horas preciosas dando importância a quem mal se lembra de nossa existência, a quem somente nos procura quando lhe convém, a quem pouco importa como nos sentimos. Isso nos esgota.

É preciso dar um tempo longe dos lugares onde não encontramos receptividade calorosa, não provocamos sorrisos sinceros, não recebemos abraços intensos. Existem espaços que já não mais nos comportam, que não requerem nossa presença, em que não mais cabemos porque nada ali nos acrescenta. Trata-se de lugares que parecem correr da gente e que nunca conseguimos alcançar; onde ficamos de maneira forçada. Isso nos diminui.

É preciso dar um tempo longe do relacionamento que nem sabemos mais se é amoroso ou o que quer que seja, se tem vai com volta, onde não mais existe calor, arrepio, frio na barriga, coração que salta. Muitas vezes, insistimos na manutenção de uma relação que se vale do comodismo, da conveniência gratuita, de aparências frágeis. Acabamos nos confortando em terreno falso e arenoso, presos a ilusões de que tudo pode mudar. Isso nos frustra.

É preciso dar um tempo longe do trabalho que esgota, suga, assedia, machuca e drena nossas forças, nossa dignidade. Não é possível suportar por muito tempo ter que chegar contrariado todos os dias a um lugar onde os colegas das mesas ao lado são falsos, onde o chefe destrata a todos, onde a pilha de serviços acumulados é maior do que o prazer que sentimos enquanto passam as horas que se arrastam. Não é possível manter a sanidade mental onde a maldade impera, as ofensas se alastram, a fofoca é doentia, onde a felicidade nunca entra. Isso nos adoece.

É certo que não estaremos sempre rodeados por gente do bem, nem poderemos sentir prazer em tudo o que fizermos, porém, evitar permanecer onde o vazio e a dor reinam sempre poderá nos salvar de um viver arrastado, de um caminhar moroso, de companhias erradas, de amores doídos. Termos um tempo sozinhos, bem longe, para refletirmos sobre nossas vidas e tudo o que trazemos para junto dela, irá nos dar clareza quanto à real importância do que e de quem vale a pena manter conosco. O resto a gente vai jogando fora, aos poucos, para que nos livremos de tudo o que só atrapalha essa felicidade que é tão preciosa, tão necessária, tão nossa.

*Marcel Camargo

Imagem: Pexels

Flores, amor e perdão em vida

As flores mais bonitas não devem esperar o silêncio de um túmulo para serem entregues. O amor mais sincero não pode ser guardado para depois...