sábado, 29 de setembro de 2018

Deposite energia no que realmente importa

A gente tem mania de se desgastar com o que não nos leva para frente. Passamos muito tempo dedicando forças a emoções ruins, fazendo coisas que não nos deixam felizes e nem satisfeitos, vivendo à sombra de uma grande frustração.

Você de fato faz o que gosta? Está no caminho certo para realizar seus sonhos?

Digo no sentido do trabalho, das amizades que mantém, dos amores vividos. Ou simplesmente depositou toda sua energia nessas “conquistas” e hoje percebe que não foi na direção correta?

E é assim que a gente se sabota; deixamos por muitas vezes de viver algo que realmente nos importa, e os motivos são diversos, por medo de dar errado, por não ser algo que os outros aprovem ou por querer agradar a todos.

Esquecemos de lembrar uma única coisa: somos seres humanos, cheios de imperfeições, e nunca iremos agradar a todos. Antes disso, temos que nos agradar, permitir nossa própria felicidade.

Atraímos o que mentalizamos, coisas boas e ruins. É claro que nem tudo será perfeito, mas só o fato de saber que fizemos o que queríamos, o que era nosso sonho, já é uma grande vitória.

Antes aprender com um erro do que lidar com a frustração de ter deixado algo para trás.

Qual é, de fato, o seu sonho?

Tenha consciência disso e deposite sua energia no seu sonho, seja ele fazer um intercâmbio, trocar de emprego, rever alguma pessoa querida, fazer algum curso, enfim, seu sonho pertence a você. Arrisque-se para torná-lo real. Não dá para passar por este mundo sem ser protagonista da sua própria vida.


*A Soma de Todos Afetos

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Arrisque

E afinal, será que nós conhecemos nossos próprios limites? Será que sabemos até onde conseguimos ir? Quantas coisas julgávamos impossíveis de serem realizadas e depois percebemos que foi possível fazer? Quantos lugares nos pareciam impossíveis de alcançar e hoje passeamos por eles? Quantas barreiras julgávamos intransponíveis e foram quebradas? Quantos sonhos pareciam só sonhos e agora vemos a realização deles? Somos mais fortes do que acreditamos ser, talvez o que nos falte é um pouco de paciência, coragem, determinação, disciplina e fé. Sim, nós precisamos acreditar que somos capazes, esse é o primeiro e mais importante passo. Acreditar que somos fortes, que podemos ir além, e mais do que isso, acreditar que merecemos chegar lá. Mas há que se ter paciência, há que se ter coragem pra começar, pra dar o primeiro passo, pra decidir que quer ir mais longe. E depois vem a disciplina, a determinação pra continuar, pra não fraquejar, pra não desistir. Todos os nossos sonhos necessitam de algum esforço para serem realizados. Eu não sei se o seu sonho é viajar o mundo, é chegar num cargo de diretoria, é correr uma ultramaratona, é casar e ter uma família, é construir um império, é comprar uma Ferrari, é criar os seus filhos decentemente… Mas acredite, dificilmente isso será possível se você cruzar os braços e esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Parece impossível? Pode parecer, mas será ainda mais impossível se você continuar ai sentado. Acredite, suas forças vão muito além do que você imagina. Há estudos mostrando que quando desistimos de algo ainda teríamos 30% de força para continuar. E o que isso significa? Que não da pra desistir na primeira queda, que não dá pra deixar de acreditar na primeira decepção, que não dá pra perder a paciência na primeira vez que seu filho lhe decepciona, que não dá pra parar de correr na primeira dor que aparece. Com pequenas derrotas iremos nos deparar o tempo todo e estas também fazem parte do aprendizado, em geral, é depois de uma queda que nos damos conta da força que temos e do quanto somos capazes de superar. Acredite que você pode, acredite que você merece e vá. Não desista agora, não pare no primeiro ou segundo degrau, não deixe que a opinião dos outros lhe tire o ânimo, não menospreze sua capacidade de realização, não subestime suas forças. É importante pra você? Então mexa-se. Você não conhecerá os seus limites se não desafiá-los. Você não saberá como é a vista lá de cima se contentar-se em parar no segundo degrau. Você não saberá o que é cruzar a linha de chegada se parar quando sentir algum desânimo. Você não saberá o que é ter uma família se na primeira briga perder a paciência e sair de casa. Você não saberá o que é chegar num cargo de diretoria se no primeiro feedback negativo já se desestimular…

*Josielly Pinheiro Westphal

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O que realmente fica disso tudo…

“Ali adiante, na hora de fazer um balanço, o valor não estará nos cifrões, a contabilidade será outra: quantos amigos? Quantos sorrisos? Quanta felicidade? Quanto amor? Derrota é quando a gente ganha dos outros mas desiste de si mesmo.” Martha Medeiros entende da contabilidade da vida. E afinal, o que vale a pena mesmo?

Valem os suspiros de emoção que você deu quando recebeu aquele abraço de alguém especial. Conta é a quantidade de sorrisos que você distribui ao receber aquela boa notícia. Vale os beijos apaixonados que lhe tiraram o fôlego. Conta é o número de lágrimas que você ajudou a secar daquele amigo que tava enfrentando a maior barra. Vale a quantidade de vezes que você perdoou alguém e sentiu uma paz enorme por isso. 

Conta também os erros que você já cometeu e com isso aprendeu a não voltar a comete-los. Vale as inúmeras palavras de carinho que ajudaram a amenizar uma dor. Conta os silêncios que você já fez quando sabia que palavra nenhuma faria sentido naquele momento. Vale o bem que você fez sem esperar nada em troca. Conta as noites que você encostou a cabeça no travesseiro e dormiu com a consciência tranquila por saber que suas ações não causaram mal a ninguém.

Valem as portas que se fecharam para você mas que no lugar delas abriram-se muitas janelas que você nem imaginava que existiam. Conta os olhares apaixonados, as declarações de amor, as mãos dadas no cinema e todas as promessas de um pra sempre, mesmo que esse pra sempre já tenha acabado. Valem os colinhos de pai e mãe que sempre sabem quando a gente precisa deles. Conta são todos os “Eu te amo”, “Você é muito importante pra mim”, “Me desculpa, o erro foi meu” que já dissemos e já ouvimos. Porque é isso que faz os nossos dias melhores. É isso que colore a nossa vida com tons de amarelo, azul, rosa, vermelho, laranja e azul. Saldos, extratos, cifras… Tudo é passageiro e se esvai com o tempo…

O que fica é o que tem valor imensurável. O que fica são as emoções, os sorrisos, os abraços, as palavras, os silêncios… Enfim, o que fica é que o nosso coração sente e eterniza.

*Josielly Pinheiro Westphal

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Sobre contos de fadas e histórias possíveis

Que a gente leu e ouviu muitos contos de fadas na infância isso não é novidade pra ninguém… Que a gente acreditou mesmo que o príncipe existia… Que os finais felizes eram sempre possíveis… Que existiam pessoas boas e pessoas más e essas eram facilmente reconhecíveis… Histórias que marcaram a nossa infância, mas que volta e meia povoam o imaginário na nossa vida adulta. Dos contos-de-fada queremos a perfeição, queremos o felizes para sempre, queremos o príncipe que chega na hora certa, queremos o que já vem pronto e “cai no nosso colo” sem que pra isso façamos o menor esforço. Já vivemos décadas acreditando mesmo no “Era uma vez… E viveram felizes para sempre”, já tivemos isso como verdade inquestionável. Eis que a humanidade passou por grandes transformações, mudamos a forma de pensar, de agir e principalmente de nos relacionar. O sempre caiu em desuso, a não ser que o sempre seja uma noite apenas. Deixamos de acreditar em príncipes e passamos a entender que não existem boas ou más pessoas, existem pessoas que erram, acertam, pisam na bola, pedem perdão, cometem barbáries e se arrependem ou não. Conto-de-fadas deu espaço as nossas histórias que nos são possíveis, príncipes e princesas deram lugar a pessoas de carne e ossos revestidas de humanidade e tudo que advém disso, o pra sempre passou a ser relativo, podendo durar uma hora ou uma vida. Mas, junto com todas essas transformações veio a banalização dos sentimentos, a efemeridade das relações afetivas, a liquidez do que chamamos de amor. Saímos de um polo mas não necessariamente precisamos ir para outro. Ainda podemos acreditar em relações afetivas saudáveis, podemos acreditar em histórias felizes, ainda podemos acreditar que o pra sempre pode existir e que esse pra sempre tem o tempo que você desejar que ele dure. Não, não existem príncipes, nem castelos talvez, nem histórias totalmente felizes. Mas existem seres humanos, com as suas fragilidades, suas qualidades, seus medos e suas esperanças… Existem histórias construídas a dois, com esforço de ambos, paciência, cuidado, zelo e respeito para com o outro… E mesmo que essas histórias não pareçam em nada com conto-de-fadas, mesmo que elas não sejam protagonizadas por príncipes e princesas, mesmo que elas não rendam um best-seller… Vale a pena vivê-las… Porque somos humanos, porque precisamos um dos outros, porque é na convivência com os demais que nos tornamos pessoas melhores, porque as nossas histórias não precisam ser perfeitas para serem bonitas.

*Josielly Pinheiro Westphal

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Você não pode deixar que um dia ruim ou uma pessoa ruim definam quem você é

Há pessoas boas por aí também. Há muita coisa boa espalhada por aí também. Tem sempre um novo lugar, um novo alguém, um novo dia, um novo “você”. Só... Tenta. Aos trancos, com falhas, tropeços e recaídas, mas tenta.

Você não pode deixar que um dia ruim ou uma pessoa ruim definam quem você é. Ok, você pode sentir raiva, ficar triste, reclamar com os amigos, ficar sem dormir por uns dias, mas depois, pronto. Tenta de novo. Tem sempre um novo lugar, um novo dia, novas pessoas para você descobrir. 
Acha um novo passatempo, vai jantar naquele restaurante que você sempre passa na porta e tem vontade de entrar, planeja uma viagem, vai correr no parque, na praia, ouvir novas músicas, ler aquele livro que você comprou no mês passado. Só… Tenta. Tenta quantas vezes for preciso, sabe?! Mas não deixe que o que é ruim seja maior do que o que você tem de bom, do que o que você já fez de bom. 
Não deixe que o que te machucou te faça menor e te arraste pelos dias. Não. Deixa isso pra trás, deixa passar. Depois de ter vivido a dor, deixa pra lá e vai. Vai com cicatriz, mas vai. Segue em frente, vira em outra esquina, anda por outras ruas, encontra mais com os amigos, coloca os filmes em dia. Sempre teremos dias ruins, e, por mais que doa, sempre encontraremos pessoas ruins também, que vão nos machucar e muito e não vão dar a mínima pra isso. 
Vão seguir como se nada tivesse acontecido. Então, por que você não deveria seguir também? Você deu o seu melhor, foi o seu melhor. Tentou. Agora, tenta de novo. E de novo. E de novo. Há pessoas boas por aí também. Há muita coisa boa espalhada por aí também. Tem sempre um novo lugar, um novo alguém, um novo dia, um novo “você”. Só… Tenta. Aos trancos, com falhas, tropeços e recaídas, mas tenta.

*Por Isabella Gonçalves

Só se arrependa do que você não fez

O tempo todo somos obrigados a fazer escolhas. Precisamos decidir se vamos para a direita ou esquerda; se vamos comer macarrão ou arroz com feijão; se preferimos trocar de carro ou conhecer a Europa. A vida exige e tomamos decisões. Às vezes, rápido demais e de maneira imprudente. Às vezes, após meses de reflexão.

Cada decisão exige um esforço diferente de nós, mas e se a minha decisão for decidir não fazer nada? E se entre a direita e a esquerda eu escolher ficar parado? E se entre o macarrão e o arroz com feijão eu ficar com o prato vazio?

Já me disseram (e não foram poucas vezes) que precisamos agir, fazer, mudar, tentar. Independente do medo, da incerteza, da insegurança. Ficar parado sem conseguir tomar decisões que te levem a novos lugares é praticamente a mesma coisa que não viver.


E a verdade é que toda vez que travamos ao tomar uma decisão significa que estamos com dúvidas ou medo da incerteza. Afinal, não é fácil fazer escolhas quando muitas coisas ainda estão nebulosas, não é mesmo? O incerto é aquilo que mais causa medo no ser humano, pois querendo ou não, para muitos é mais fácil se apegar à segurança e à estabilidade do que fazer uma escolha rumo à algo incerto que pode ser um baita tiro no escuro.

Acho que quanto mais velhos ficamos e mais responsabilidades temos, mais difícil é tomar essas decisões rumo às incerteza da vida. Mesmo assim, seguirei dizendo para os mais velhos o que digo para os mais novos (aquilo que muitos já me disseram também): se arrependa apenas do que você não fez.

Não fique se remoendo pelo futuro, pois o máximo que você vai ter lá na frente é um punhado de frustrações caso a sua decisão não tenha sido a melhor. O melhor de tudo será que você ao menos tentou algo, não ficou em cima do muro apenas pensando e pouco realizando, e isso é o mais incrível. No fim das contas, quando nosso corpo virar pó, o que vale é a nossa coragem de ir atrás de sonhos e deixar marcas significativas no mundo. Precisamos ter orgulho de tudo o que fazemos, pois mesmo que nem sempre a gente consiga escolher os melhores caminhos, pelo menos sabemos que tentamos, que fomos rumo às incertezas sem medo de errar e concretizamos atos de coragem. E disso a gente nunca se arrepende.



*Bruna Cosenza

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Aprendendo também com a dor

“Só quem já provou a dor, quem sofreu, se amargurou… Viu a cruz e a vida em tons reais. Quem no certo procurou, mas no errado se perdeu, precisou saber recomeçar. Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar, porque encontrou na derrota algum motivo para lutar. E assim viu no outono a primavera, descobriu que é no conflito que a vida faz crescer…”

Padre Fábio de Melo nos fala de contrários e, sobretudo, nos mostra que a sombra realmente só existe quando brilha alguma luz. Um bonito aprendizado também acontece nos momentos de sofrimento. A dor tem poder transformador, ela nos reconecta com a nossa essência, ela tira o nosso foco da superfície e nos faz enxergar além.

Quem já passou por momentos de deserto sabe a importância que tem o choro descontrolado, o coração apertado e a sensação de vazio. Além disso, a dor tem o incrível poder de nos lembrar da nossa condição humana, da nossa condição de seres finitos. Somos tão pequenos, somos tão egoístas… E esquecemos que somos tão frágeis. Esquecemos que nossa vida é passageira e que não temos nenhum controle sobre o nosso tempo de permanência nesse trem.

Então, que pelo menos saibamos aproveitar essa nossa curta trajetória. Chegamos sem nada e sairemos sem nada. Mas eu arrisco dizer que levaremos, sim. Levaremos o amor que cultivamos, levaremos o bem que fizemos para alguém, levaremos os sorrisos que despertamos nas pessoas ao nosso redor, levaremos a paz que nossas palavras já proporcionaram…

Está mais do que na hora de pararmos de perder tempo com mesquinharias e sentimentos que em nada agregam em nossas vidas. Cada vez que deixamos que sentimentos como o ódio e o rancor ocupem espaço em nossos corações, estamos abdicando desse espaço que poderia ser preenchido com amor. Cada vez que levantamos a voz para caluniar ou levantar falso testemunho, estamos perdendo um tempo precioso que poderia estar sendo gasto com palavras de esperança e carinho para com alguém.

E assim a vida vai passando… E assim os nossos dias vão escorrendo quer queiramos ou não. E aí? O que temos feito dos nossos dias? O que temos cultivado em nossos corações? Que pessoas temos permitido que entrem na nossa vida? O que estamos transmitindo ao mundo?

Hoje, convido você a fazer uma breve reflexão e a pensar sobre como tem sido a sua estadia nesse vagão… Como as pessoas tem saído e entrado da sua vida? Sejamos leves, afinal, somos breves. Que as pessoas saiam da nossa vida melhor do que entraram. Que nossas palavras sejam apenas para construir, edificar. Que os nossos sentimentos nos movam sempre na direção do bem. Que o mal não tenha espaço na nossa vida.

E por fim, que o amor seja sempre a força que nos faz acordar todos os dias com vontade de ser alguém melhor, para nós e para os outros.


*Josielly Pinheiro Westphal

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Nunca se culpe por perder uma batalha que você lutou sozinho

A gente vai dar de cara contra o muro, vai colher dor e decepção, a gente vai dar errado em determinados momentos, é assim que a vida roda. Seremos rejeitados, preteridos, dispensados e despedidos, com ou sem aviso prévio. E, caso a gente carregue toda a culpa por tudo o que nos acontecer, seremos o maior obstáculo ao nosso próprio reerguimento.

Algumas vezes, seremos, sim, os responsáveis pelas colheitas amargas que colhermos por aí, por termos agido irrefletidamente, ou de forma egoísta, por termos nos comportado de acordo tão somente com o que queríamos, sem pensar em ninguém mais. Quando a gente se esquece de visualizar o outro enquanto toma atitudes, certamente machucaremos alguém nesse percurso. Porque ninguém é uma ilha, ou seja, é preciso ter consciência do alcance de nossas ações.

Outras vezes, até teremos uma parcela de culpa sobre o que vem ao nosso encontro, mas não integralmente. O outro, nesses casos, também poderá ter agido impensadamente, de uma forma mesquinha, sem nos ter dado uma outra chance, como poderia. Ambas as partes, então, dividirão o peso das atitudes ou da omissão perante aquilo que não vingou, que não deu certo.

Porém, vez ou outra, passaremos por algumas tempestades que tentamos, a todo custo, evitar, infelizmente de forma solitária. Se somente nós lutarmos pela manutenção do amor, da amizade, de qualquer laço que seja, sem engajamento algum do lado de lá, seremos inevitavelmente derrotados. Relações afetivas não sobrevivem com ida sem volta, com dar sem receber, com retorno vazio. Ninguém fica onde não existe reciprocidade.

Portanto, não se sinta mal após perder uma luta, de forma solitária, embora dependesse da cumplicidade de outrem. Não sinta remorso após ter se doado e feito o seu melhor, por ter acreditado no amor que você queria compartilhar. Quem não recebe o amor é que sempre sairá perdendo, ao passo que a verdade que você carrega em seu coração permanecerá intacta e pronta para encontrar guarida junto a alguém que vai saber amá-lo de fato. Como deve ser.


*Marcel Camargo

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Eu sei viver sem você, mas eu não quero

Antes de você eu conheci outros amores, beijei outras bocas, sonhei e fiz planos. Antes de você eu apanhei muito até aprender o real sentido de amar com reciprocidade. Eu valorizei tanto pessoas erradas, mas em troca ganhei experiência.

Eu já disse que não iria amar de novo, várias vezes até. Já chorei noites de tristeza por ter perdido um suposto amor. Já me entreguei com medo e sem medo também. Antes de você tive momentos que valeram a pena, mas não foram suficientes pra me fazer querer lutar por alguém.

Eu sei viver sozinha, eu aprendi com a queda. Eu sei viajar sem companhia. Sei ir ao cinema só pelo prazer de ver um filme comigo mesma. Sei sair de casa sem depender de ninguém. Tudo que eu citei, eu gosto. Eu me curto. Mas acontece que depois de você, tornou-se automático querer alguém do meu lado pra me acompanhar.

Se eu vejo uma cidade legal, é com você que quero conhecer.
Se vai estrear um filme bacana, é com você que quero comprar as entradas para o cinema.
Sair com você é tão divertido que faz falta quando estamos longe. A gente sabe se divertir e se entregar para o momento.

Eu tenho minha vida, você tem a sua.
A gente tem a nós.
Eu e você.

Eu poderia dizer que não sei viver você, mas seria mentira. Eu sei. Mas eu não quero, não faço questão. Viver com você é maravilhoso.



*Déborah Izy

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Tempo, tempo, tempo...

Paciência. Pra viver, pra deixar acontecer, pra esperar a hora certa chegar. Paciência pra compreender as demoras, pra esperar as chegadas, pra aceitar as partidas. Paciência pra deixar que tudo aconteça em seu tempo. Paciência pra não apressar o rio, pra deixar que ele sozinho faça o seu curso. Desacelerar, sossegar, esperar… verbos cada vez mais citados e em contrapartida cada vez menos usados. Queremos e queremos pra agora, de preferência pra ontem. Jogamos a semente na terra e já esperamos colher os frutos no dia seguinte. Iniciamos uma nova carreira e já queremos logo ocupar um lugar de destaque. Conhecemos alguém ontem e já começamos a planejar o casamento e a lua de mel nas ilhas maldivas. Terminamos um relacionamento e já queremos que a ferida cicatrize horas depois. Esquecemos que pra nascer demoramos nove meses, esquecemos que a natureza tem seus ciclos, esquecemos que o sol não nasce e nem se põe atrasado ou adiantado. Tudo tem seu tempo certo pra acontecer: começos, recomeços, términos, inícios. Nos cabe aguardar o tempo de esperas, nos cabe entender o ciclo de amadurecimento de tudo que nos acontece, nos cabe compreender que o meu tempo nem sempre é o tempo do outro. Passamos apressados pela vida, ansiamos logo o fim de semana, ansiamos o fim de ano, ansiamos a cura imediata de todas as nossas dores… Mas, é preciso entender que o tempo é necessário para curar feridas, aplacar dores, colocar a bagunça em ordem, amadurecer os relacionamentos, silenciar as mágoas. Que a gente tenha sabedoria pra compreender as demoras, que tenha calma pra esperar as aberturas ou os fechamentos de ciclo, que tenha paciência pra esperar o momento certo de cada conquista e que sobretudo, tenha maturidade pra entender que diferente do relógio cronológico, o relógio da nossa vida não obedece a comandos matemáticos e pré-programados. Aliás, não há relógios pra marcar os acontecimentos da nossa vida, eles seguem seu próprio curso, quer queiramos ou não. Então, que saibamos viver e aproveitar o que cada fase tem a nos ensinar, sem perder a esperança no que almejamos mas sem deixar de aproveitar o percurso que nos levará até lá.

*Josielly Pinheiro Westphal

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A sua vida só vai pra frente depois que você se desapega das pessoas que te levam pra trás

Mais importante do que estarmos dispostos para novas oportunidades, também precisamos estar atentos com quem está ao nosso redor e tenta colocar a gente pra baixo. Às vezes são corações invejosos, confusos ou que ainda não perceberam os seus lugares no mundo. Mas uma coisa é certa, se deixarmos, essas pessoas farão de tudo para que não encontremos a paz que merecemos.

Tem amor que chega para tudo em nossas vidas, menos para somar. Ele finge se importar com as coisas que sentimos e com as coisas que queremos, mas, no fundo, cada conquista nossa é motivo para que ele se sinta ameaçado ou injustiçado. E tudo por quê? Porque conseguimos seguir em frente sem pisarmos ou desconsiderarmos os sentimentos de alguém. Pode ser alguém próximo de você ou alguém que acabou de conhecer, não importa. O amor de certas pessoas é medido pelo quanto dependemos delas e não do quanto somos capazes de caminharmos com as nossas próprias pernas. Essas pessoas não estão interessadas que você viva, que você se solte, que você alcance todo o seu potencial. Elas querem ver você mendigar companhia e suplicar por ajuda.


Algumas nem se dão conta da mal que fazem conosco. Algumas possuem um ego tão inflado que, no pior dos casos, sabotam a confiança que depositamos nelas, transformando tudo o que fazemos e entregamos em níveis absurdos de manipulações e humilhações. É um jogo cruel onde vence quem tira o céu do outro. Gente assim não vale a pena mantermos em nossos dias. São relacionamentos altamente contagiosos, com sintomas que variam da falta de empatia para a falta de vergonha na cara.

Antes que você pense, o desapego a ser praticado sobre essas pessoas não significa que todas sejam assim e muito menos que isso seja a resolução de todos os seus problemas. O desapego é um exercício diário, mas que deve ser acompanhado de uma boa dose de apego. Apego por você e pelas pessoas que facilmente em nada se parecem com esses corações levianos.

Esteja disposta (o) para abraçar quem participa, quem entende e quem respeita os seus caminhos. Distribua sorrisos para quem torcer, caminhar junto e vibrar com as suas felicidades. Isso sim é ter a vida pra frente. É dessa gente que precisamos para não nos perdermos daquilo que realmente faz a diferença no viver, a paz de espírito. Benditos os que chegam para somarem liberdades.


*Guilherme Moreira Jr



O título do texto é uma citação atribuída ao escritor Caio Fernando Abreu.

O Amor Que Se Curva

O amor raramente é aquilo que imaginamos nos primeiros sonhos. Ele não se apresenta como uma cena perfeita de filme, com dois corpos fortes ...