quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Pobreza não é falta de dinheiro. É não ter nada a acrescentar no mundo.


Muitas vezes, o preconceito leva as pessoas a acreditarem em capacidades diminuídas de quem não tem dinheiro, associando a dificuldade financeira à falta de qualidade como ser humano. E isso está completamente errado!

Afinal de contas, ter a carteira vazia não significa:

1 – Ser egoísta
Muitas pessoas são capazes de compartilhar o pouco que têm. São almas evoluídas. Então, quando todos esperam que sejam apegadas ao pouco que têm, elas nos dão uma lição de vida com sua generosidade sem tamanho.

2 – Ter menos valor que os outros
O que define a grandeza das pessoas não é a conta no banco, mas seu caráter e suas atitudes. Alguém sem dinheiro, mas generoso vale muito mais que um milionário sovina. Um coração seco não tem valor algum mesmo com correntes de ouro.

3 – Ganhar pouco dinheiro
Engana-se quem pensa que uma pessoa que mora numa casa simples e anda de ônibus não ganhe um bom salário. Às vezes, é só uma questão de prioridades. Elas investem em outras coisas como viagens ou estudos. Ou ajudam tanta gente que acaba por sobrar menos para elas mesmas

4 – Ser ignorante
O fato de a pessoa ser menos privilegiada financeiramente não significa que ela não possua inteligência. Aliás, é exatamente essa inteligência que ajuda muitas pessoas a saírem de uma situação tão complicada, enquanto alguns ricos são ignorantes por acreditarem que seu dinheiro os faz melhores do que os outros.

5 – Ser malandro
Hoje em dia está mais do que claro que malandragem e falta de caráter não compete apenas às pessoas com baixa renda, pelo contrário. Diariamente nos deparamos com notícias de pessoas bem de vida sem escrúpulos algum.

6 – Ser infeliz
Curtir a natureza ou ver filme no sofá em dia de chuva, principalmente, quando estamos com pessoas que nos fazem bem. Então, até jantar na carrocinha do x-tudo com bons amigos nos faz feliz. Sem falar que dormir de conchinha depois de fazer amor é de graça e não existe nada melhor que o dinheiro possa comprar.

7 – Ser incapaz
Fatores externos podem determinar uma situação financeira difícil, mas isso não apaga sua capacidade de dar a volta por cima, nem sua força para lutar de forma honesta por uma vida melhor. Às vezes, é difícil. Sentimo-nos impotente, mas não esmoreça! O universo só nos manda aquilo que somos capazes de aguentar.

8 – Ser fraco
As pessoas pobres têm de lutar contra muitas adversidades na vida e isso as torna mais fortes que do que quem já recebeu tudo pronto. É como construir a própria casa ou comprá-la. A casa é a mesma, mas quem a construiu guarda aprendizagens, experiências, lutas e conhecimentos que o tornam muito mais rico e seguro.

9 – Ter vergonha
Não existe vergonha alguma em não se ter dinheiro. Vergonha é não ter caráter, não saber ser gentil e verdadeiro. Vergonha é roubar, trair, prejudicar os outros. Quem luta dignamente diante de todas as dificuldades para sobreviver tem mais é que ter orgulho de si mesmo.

10 – Não ter amigos
Dinheiro e status atraem pessoas interesseiras. Pessoas ricas são cercadas de falsas amizades. Agora se você tem amigos ao seu lado mesmo quando a situação está difícil e a carteira está vazia, pode ter certeza, você é um milionário!

Portanto, precisamos compreender que o valor de um ser humano não se guarda na carteira. Você é maravilhoso mesmo sem grana e ter riquezas materiais não significa ser do bem. Como diz a célebre frase de autor desconhecido:

“Tem gente que é pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro…



*Por Luciano Cazz

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Fique com quem seca tuas lágrimas e não com quem as multiplica

Muitas pessoas acabam confundindo “lutar dignamente por algo que vale a pena” com “lutar feito trouxa por algo que nunca trará coisas boas”. Na ânsia de querer manter por perto o que pensamos ser nosso, perdemos a noção exata de nosso próprio valor.

Ninguém, em sã consciência, gosta de sofrer, de chorar, de amargar decepções, porém, há quem se prenda ao que faz mal, ao que suga, ao que diminui, por muito tempo. O normal seria que valorizássemos tudo o que nos faz sorrir, no entanto, na prática, muitas vezes nos aproximamos de algo ou de alguém que nada mais faz do que nos tornar infelizes.

Talvez por ser uma tendência humana querer o que é mais difícil, as pessoas acabam confundindo “lutar dignamente por algo que vale a pena” com “lutar feito trouxa por algo que nunca trará coisas boas”. Na ânsia de querer manter por perto o que pensamos ser nosso, perdemos a noção exata de nosso próprio valor, em favorecimento de quem não nos oferece nada de bom.

Parece que não adianta tentar explicar para algumas pessoas o quanto elas sofrem à toa por conta de pessoas dispensáveis e de coisas supérfluas, como se, ali, envoltas no calor de suas tempestades, nada mais fizesse sentido fora daquela dor a que infelizmente se acostumaram e tomaram como parte integrante de suas vidas. Porque a gente se apega facilmente, inclusive ao que machuca.

Anos de sofrimento não são capazes de clarear os pensamentos de muitos que acham que não conseguirão sobreviver longe de quem nem junto está, longe do emprego que nem crescimento traz, longe de lugares onde sua presença não faz falta alguma. O medo rouba sonhos, rouba o raciocínio, rouba vida. Medo do novo, do que não é certo, do que foge ao que posto está.

Há um mundo tão imprevisível à nossa volta, que tentamos manter certa segurança por perto, nas amizades, nos amores. Infelizmente, nesse percurso, muitos de nós acabamos segurando, não raro forçosamente, justamente o que não faria falta alguma e, inclusive, o que nos impede de seguir em frente em busca de nossa felicidade. Por isso é que há pouco reconhecimento e gratidão em relação a quem realmente merece. Por isso é que há tanta tristeza nesse mundo.

A partir do momento em que cada um refletir sobre o tanto que possui a oferecer, o tanto que tem de humano dentro de si, jamais haverá tanta gente se aproveitando de quem não merece. Quando sabemos o nosso valor, ninguém consegue nos ludibriar, ninguém entra no nosso coração sem oferecer reciprocidade. Falta amor no mundo, mas falta, principalmente, amor-próprio. Só se amando é que se tem certeza do que significa felicidade genuína, bem longe de quem só sabe anular sorrisos. Ame, mas ame-se também.

*Por Marcel Camargo

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Algumas pessoas nos machucarão e depois agirão como se nós as tivéssemos machucado

Infelizmente, não serão muitos aqueles que conseguirão entender que o seu próprio comportamento determina grande parte daquilo que acontece em suas vidas. Isso porque não é fácil aceitar que a gente falha, escolhe mal, machuca, que a gente pode ser desagradável e não atender às expectativas alheias, em diversos aspectos. Aceitar os próprios erros obriga-nos a mudar e mudar dói.

É por isso que muitos relacionamentos, seja de amizade, seja de trabalho, sejam familiares, sejam amorosos, acabam não dando certo. Ficar junto de alguém requer concessões, ajustes e abalos na zona de conforto, porque qualquer interação deverá ser uma via de mão dupla; caso contrário, uma das partes sempre estará com mais pesos nas costas. Porém, o que costuma ocorrer é a cobrança, sem ao menos olhar para si mesmo.

Quem não olha para si mesmo mal se conhece e, pior, fica achando que conhece o outro perfeitamente, uma vez que só repara no que está lá fora. Como não gasta um segundo refletindo sobre os próprios atos, passa o dia prestando atenção no outro, cheio de críticas e de julgamentos. Cobra dos parceiros tudo o que lhe desagrada, exigindo que o outro mude, sem perceber que, muitas vezes, as respostas que lhe chegam são desagradáveis porque ele próprio oferta pouco e, não raro, de maneira incômoda.

Assim, muitas pessoas irão machucar o outro e, quando receberem de volta o que doaram, ficarão desconcertadas, ficarão perplexas, dirão não entender o porquê de estarem sendo tratadas daquele jeito. E, se o outro não corresponder, não retornar nada, por não ter aceitado ser o único a fazer concessões, elas se sentirão ofendidas e acusarão o parceiro de egoísta, sendo que o egoísmo de si mesmas jamais assumirão. Serão sempre as vítimas da história.

Relacionar-se com quem não reflete sobre si mesmo será uma travessia por demais dolorosa e, na maior parte do tempo, solitária, pois todo o peso afetivo, toda a carga emocional recairá somente de um lado. E amar sem volta ninguém há de merecer.


*Por Marcel Camargo

Antigamente eu tirava satisfação, hoje eu tiro a pessoa da minha vida.

Uma ou outra hora, iremos nos deparar com alguma fofoca que fizeram a nosso respeito, ou com alguma maldade que armaram contra nós. Nem todo mundo gostará da gente e existirão pessoas que, além de não gostar, tentarão nos colocar em maus lençóis.

Pessoas que invejam são perigosas, porque, em vez de se motivarem a conseguir aquilo que estão invejando, querem tirar do outro o que ele possui. Invejosos não se lançam para alcançar conquistas, mas são motivados pelo ódio, pela raiva, por conta de uma autoestima em frangalhos. Sentem-se inferiores e incapazes de sair do lugar, por isso ficam estagnados, tentando derrubar o outro.

Quando chega aos nossos ouvidos alguma mentira plantada por alguém a nosso respeito, nossa primeira reação é querer tirar satisfação com a pessoa, pois a raiva nos domina de imediato. A gente leva um tempão para firmar nossos valores, para conquistar o que temos, ou seja, dói saber que tem alguém querendo destruir aquilo. Dói ainda mais quando se trata de alguém próximo.

No entanto, tentar argumentar com pessoas desse nível é inútil, uma vez que elas usam de dissimulações e de maldade, ou seja, jamais conseguiremos nos rebaixar ao nível delas, tampouco merecemos prestar esse tipo de papel. Pessoas maldosas são baixas e desprovidas de escrúpulos, baseiam-se em mentiras para viver, coisa que foge completamente aos nossos princípios. Discutir com esse tipo de gente servirá apenas para tirar a nossa paz desmerecidamente.

Sejamos mais práticos: em vez de tirar satisfação, tiremos a pessoa de nossa vida. Dessa maneira, estaremos nos preservando, poupando nossa saúde física e mental, sem comprometer o bom andamento de nossa jornada, sem ter que parar o que é importante para perder tempo com gente babaca. Agindo assim, seremos mais felizes, com toda certeza.


*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O que te move todos os dias?

Todos precisamos de motivação para fazer algo. Se estou desmotivado somente cumpro as obrigações e suporto o peso das atividades. Não faço por gosto, não serei criativo naquilo que faço, facilmente irei cansar e desmotivar outras pessoas que me observam naquela atividade. Há muitas pessoas que simplesmente cumprem tarefas. Não assumem o que fazem com amor e nem colocam paixão.  
      
Ora, trabalhar e não colocar paixão será um problema para a empresa e a longo prazo para mim mesmo. Logo aparecerá outro que desempenha com gosto e vontade aquela tarefa. Provavelmente, na primeira oportunidade serei substituído. Pessoas assim trazem prejuízos à si mesmas, aos outros e à sociedade. Quando não dou o melhor de mim, alguém deixa de ganhar, de crescer, de ser melhor. Não estou me referindo a pessoas limitadas, que não atingem grandes resultados, mas dão o máximo de si. Não é o empregado de dois talentos, que faz pouco, mas mesmo assim multiplica os talentos. Falamos do empregado que ganhou dez, cinco, dois ou um talento mas os escondeu por medo. Não rende, não se desafia, não busca crescer. Estabilizou no básico. Considera que já faz a sua obrigação e até diz: 'só ganho pra isso'. 

Poderíamos perguntar: será que um salário mais alto compraria o 'espírito' desse sujeito, motivando-o a dar o máximo de si? Seria dinheiro o que está faltando? O que se percebe é que normalmente não é assim. Uma pessoa motivada, criativa, com visão, interessada e aplicada numa tarefa ou numa causa tem motivações mais profundas. Se a motivação vier apenas do dinheiro, será preciso aumentar sempre mais e a cada pouco. A motivação que faz a pessoa ser inovadora, criativa e trabalhar com paixão é algo não quantificável e nem de fácil descrição. Não é fácil descrever a fonte interior que nos move. 

Depende da história, da formação, das experiências que fez, do ambiente que vive, dos sonhos que alimenta e muito mais. Não há uma única fonte de motivação que nos move. Somos o resultado de muitos processos e de várias experiências e pessoas que nos formaram. Os detalhes também são importantes nesse processo. Tanto, que muitas vezes temos dificuldades para descrever porque alguém é tão criativo e disposto e outro é tão acomodado e não rende. Poderemos dizer que é do seu ambiente e de sua formação, mas nem sempre essa explicação é suficiente.
             
O importante diante disso é cada um perceber em que nível de paixão e empenho está naquilo que faz. Claro que aqui o campo de verificação pode se alargar em todas as dimensões da vida. Isso porque aquilo que somos no trabalho poderemos ser na família, na comunidade, no clube, na igreja, com amigos, com os filhos, com a esposa ou esposo, no cuidado conosco mesmos e assim por diante. 

Não é fácil equilibrar todas as dimensões da vida. Isso também é uma arte. Porém, o que se percebe é que a pessoa que faz seus talentos produzirem frutos, consegue nas várias dimensões. Quem tem força interior, paixão pela vida, empenho no viver, consegue fazer a diferença e deixar muito mais marcas mais positivas que a pessoa que só faz o básico.


Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A intolerância está aumentando!

Tolerar é suportar as atitudes e as ideias do outro. Nós somos diferentes uns dos outros. Pensamos diferente, agimos diferente, temos histórias de vida e personalidades diferentes.
Cada ser humano é único. Somos únicos também diante de Deus. Por isso, cada um tem sua identidade, seu jeito de pensar, de compreender e de ser, suas crenças, seus posicionamentos políticos, suas ideias a respeito da vida e da sociedade.

Somos essencialmente uma pluralidade. Cada um junto com os demais compõe o todo. Mesmo nas crenças, embora sejamos uma mesma comunidade, somos diferentes dentro dela. Não há como colocar dentro de cabeças diferentes a mesma ideia num sentido pleno. Mesmo quando partilhamos ideias iguais, cada um assimila a ideia do seu jeito. Esse fato faz com que a outra pessoa seja sempre um mistério para mim. Embora eu possa saber muito sobre ela, nunca saberei tudo e completamente.

A outra pessoa sempre continuará com uma profundidade maior do que eu posso saber e captar a respeito dela. É isso que faz com que o princípio do respeito seja fundamental nos relacionamentos. Eu não devo querer fazer com que a outra pessoa pense ou seja igual a mim. Poderá pensar parecido, mas ela sempre será ela mesma no seu mistério único. O mesmo acontece com as atitudes. Podemos inspirar, educar, orientar alguém para que tenha determinadas atitudes, mas ela sempre terá o seu jeito e sua maneira única de fazer aquelas coisas.

Essa reflexão mais filosófica fica um pouco complexa. Dizendo de forma simples o fato é que somos diferentes uns dos outros, no jeito de pensar e de agir. Saber isso não basta. É preciso perceber a profundidade da diferença, para que sejamos mais respeitosos uns com os outros. Quem não acolhe esse dado essencial da diferença, pode ter postura intolerante.

E em  nossos dias a intolerância está crescente. Não são poucos os grupos que querem converter o outro para que seja do mesmo partido, da mesma religião, tenha os mesmos pensamentos e as mesmas práticas. Isso gera às vezes violência, tensão e desrespeito. São atitudes que não apresentam uma sociedade que evoluiu para a compreensão daquilo que é essencial mas fica presa no império do mesmo. Mesmo pensamento, mesmo jeito, mesmas coisas. Alguém que tem as mesmas ideias e práticas que eu, embora seja importante, não vai me acrescentar muito. Os diferentes pensamentos, ideias, jeitos de ser, podem me acrescentar e dinamizar minha vida em direção ao crescimento.

Por isso, as diferenças nos dizem que é possível aprender com tudo e com todos. Se eu assumir a postura do respeito ao invés da intolerância, então eu posso crescer sempre. Mas se quero converter os outros ao meu jeito, então eu já estou pronto, já sei, já conheço tudo, faço o que é certo, creio na minha verdade e os outros é que precisam mudar. Isso me deixa sempre igual, o mesmo.


Convido você a pensar na sua postura e jeito de ser. Você percebe que você tem um pensamento próprio, uma identidade, mas respeita as diferenças ou você pensa que os outros deveriam se converter ao seu jeito e as suas ideias e crenças? O seu pensamento é respeitoso ou no seu jeito de falar esse ser, você manifesta agressividade e intolerância? Pensemos nisso!



Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Parece que fomos feitos um para o outro

Dia desses li uma frase que falava mais ou menos assim: “o amor é feito a sorte, é preciso arriscar se você quiser ter”. Isso diz muito sobre a forma como eu encaro a minha vida. E sobre como você encara a sua também. Amor é um grito mudo que a gente escuta com o coração, mas não é todo mundo que consegue ouvir. Precisa ter coragem! Coragem pra saber entender que é ele, coragem pra não fugir quando se dá conta de que é ele, coragem pra enfrentar o medo de ser ele, pra vencer a insegurança, os “e se…” que aparecem quase o tempo todo. Coragem pra ficar mesmo com tantas incertezas. Coragem pra arriscar. E eu vejo muita coragem em nós.

Se há alguns meses me perguntassem o que era o amor pra mim, eu teria na ponta da língua uma resposta toda elaborada sobre sintonia e afinidade e dedicação e passar por cima dos obstáculos pra fazer dar certo no final. Mas não! O amor dá certo desde o começo. Eu achava que ele era muito complicado. Hoje não. Hoje, o amor pra mim se resume ao seu sorriso. Aquele de canto que você dá quando me olha achando que eu não estou vendo. Aquele que você nem percebe grudado nos seus lábios enquanto me escutar dialogar sobre situações que nem sempre fazem sentido. Aquele que eu sei que tá lá, mesmo quando você está há quilômetros de distância olhando pra nossa conversa não celular. Aquele que é meu.

O amor é leve. É engraçado. É descomplicado. É uma manhã ensolarada de domingo com café na cama e um cafuné preguiçoso antes de levantar. É um picolé de limão em uma tarde de calor insuportável. É a certeza que eu tenho desde a primeira vez que te vi de que a gente não é dessa vida. Somos de outras. Nossos caminhos já se cruzaram antes, por isso desde o começo foi intenso demais. Se alguma vez eu ouvi falar sobre alguma teoria de alma gêmeas, tenho certeza de que a explicação parecia com a sensação que eu tenho cada vez que encaro seus olhos enquanto você encara os meus. É um choque que percorre do dedinho do pé ao último fio de cabelo. É uma paz que silencia todo caos do mundo inteiro.

Agora eu consigo ver que apesar de todo aquele romantismo shakespeareano, a coisa toda é muito mais simples do que eles pintam. A coisa, no caso, é o que tá morando dentro da gente. Ela é bonita, tranquila e boa. Faz a gente suspirar de-va-ga-ri-nho e sentir que o universo tá completo só por ter os dois juntinhos. Talvez paixão seja aquilo que tira o nosso mundo do lugar e amor o que o coloca de volta onde ele deve estar. Eu já tive várias paixões, hoje é mais que isso. Sabe. sempre fui meio fã dos clichês, dos finais felizes, das histórias que parecem ter sido feitas à mão por um romancista dos anos 60. Talvez por isso eu seja tão fã da gente. É engraçado, mas quando eu te olho, parece que fomos feitos um para o outro. Espero não estar errada.


* Gabriela Freitas

A MALDADE ALHEIA PODE ME FAZER MAL?

Muitas pessoas vêm conversar comigo e dizem que a vida não vai bem. Suspeitam que alguém esteja lhe desejando o mal. Parecem estar sendo dominadas por uma força que vem de fora e é negativa. Logo começam a suspeitar de muitas pessoas. O fato é: pode existir alguém que não queira o nosso bem, ou melhor, que quer que o pior nos aconteça. Os corações humanos se movem nas intenções mais distintas. Nem todos desejam o bem dos outros. Quando alguém me expõe uma situação de suspeita logo pergunto: consegue pensar em alguém que possa desejar o seu mal? Se a pessoa não tem nenhum inimigo declarado, não fez mal a ninguém e não possui histórico nenhum de desavença, então logo acalmo a suspeita. Não dá para criar suspeita se não conseguimos identificar essa pessoa. É preciso acalmar o coração e tentar perceber outras raízes para os seus fracassos ou sofrimentos. A vida com suas vitórias ou não é responsabilidade nossa.

Mas pode alguém me afetar com o mal que me deseja? Certamente. O mal e o bem são forças. Nós somos energia. A vida morre quando perde a energia. A energia é a força que sustenta a vida. Por isso, posso receber de uma pessoa sua força negativa ou positiva. Sentimos uma energia positiva e boa na companhia de pessoas boas, integradas. Gostamos de estar junto com pessoas de energia positiva. Ao contrário sentimos também a energia negativa.

Claro que isso não é determinante para que a minha vida perca o rumo. O outro pode querer o meu mal, mas embora isso tenha força contra mim, não pode me derrubar. Essa força negativa não é suficiente para alterar o rumo que a minha vida tem pela força positiva. Isso acontece com as pessoas que são integradas, sabem do seu lugar no mundo e conseguem lidar bem com a vida. Elas sabem que as adversidades existem, mas não se deixam derrubar por elas. Confiam em Deus e no seu amor. Sabem que Nele podem entregar a sua vida e que Ele tem uma força maior do que o mal. Embora reconheçam a presença do mal, sabem que Deus é maior. Essa confiança em Deus traz serenidade ao coração.

Ocorre, no entanto, que há muitas pessoas fragilizadas. Na fragilidade estou mais vulnerável à influência do ambiente. A negatividade pode me atingir com mais intensidade porque encontra em mim alguém que está fraco. É nessas situações que o mal que o outro me deseja pode me afetar. A energia negativa dessa pessoa foi jogada contra a minha força. Como a minha energia está baixa, mais facilmente pode sentir essa negatividade. Só pelo fato de estar fragilizado sinto mais o peso das contrariedades. Unindo isso ao mal que o outro quer pra mim, faz com que eu sinta mais o sofrimento. Os problemas podem se abater sobre mim com mais intensidade.

O outro não tem poder sobre mim? Depende. Se estiver bem e forte, terei força para continuar e, muitas vezes, não perceberei nenhuma diferença, mas pode ser que eu já esteja relativamente fragilizado, por várias situações. Essa fragilidade, unida a ideias negativas que posso ir alimentando, mais a energia negativa colocada sobre mim, podem favorecer que eu experimente mais a força dos problemas e do sofrimento. 

*Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Seja em um relacionamento, um emprego, uma dieta… se não deu certo, recomece!

Se não deu certo, recomece. Seja em um relacionamento, em um negócio, um emprego, uma carreira, uma dieta… o que for. Se as coisas não aconteceram como você gostaria, não é uma sentença em que você estará condenado para o resto da vida.
Permita-se recomeçar quantas vezes forem necessárias. Faça de outra maneira.
Você não tem que ficar para sempre se chicoteando pelo que deu errado.
Leve o que você pode aprender com o que lhe aconteceu.
Apesar de não ter obtido o resultado que esperava, o que você fez de bom pode ajudá-lo em uma próxima situação?
O que você não fez de bom e que por isso você vai se comprometer a trabalhar em você para não repetir?
E, finalmente, o que você pode fazer de diferente da a próxima vez?
Faça essas perguntas a si mesmo, reflita, anote os insights que você obtiver e siga em frente.
A vida é aprendizado. E o bom é que ela sempre se renova! Todo dia é uma nova chance para fazer diferente.
Como diz Einstein: Insano é repetir as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.
Então, não se condene pelo que passou ou pelo que não deu certo. É perda de tempo e de energia.
Se desse para voltar no tempo e fazer as coisas de maneira diferente seria muito bom, não é?
Mas não dá! Então você tem 2 escolhas: Ou fica aí chorando e se condenando, olhando para tudo o que não deu certo, cobrando-se por tudo o que você fez de errado ou que as pessoas fizeram de errado com você, como o mundo é injusto, como as pessoas não o entendem, culpando Deus e todo mundo… ou você se responsabiliza pela sua vida, pega o que lhe aconteceu e usa isso como alavanca para fazer diferente.
A sua felicidade depende de você! Não coloque esse poder na mão dos outros ou nos acontecimentos do passado ou do futuro.

*Francine Romani

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

É tão simples, mas a gente complica e deixa tudo para amanhã.

Deixamos aquele abraço para depois, o beijo de saudade pra amanhã, deixamos pra dizer o quanto estamos sentindo falta daquele alguém para outra hora, deixamos o almoço em família pra outro dia e decidimos não ligar para aquele alguém hoje – melhor deixar para amanhã.

Deixamos a saudade pra amanhã, o eu te amo, o pedido de desculpas, o perdão, a oração e a gratidão para depois. Esperando que o depois sempre virá. Afinal, estamos ocupados demais, preocupados com outras coisas e o hoje não nos oferta tempo. Deixamos para depois.

O problema é: quem nos garante que ele chegará? Quem pode afirmar que amanhã você terá como ligar e dizer: estou com saudade de você? Quem pode garantir que o “eu te amo” não ficará guardado, que o abraço, o beijo, o pedido de desculpas, o perdão não ficarão para trás?

Quantos “eu te amo” enterrados pelo medo, quantos pedidos de desculpas enterrados pelo orgulho, quantas falas de saudade enterradas pela falta de tempo? Quanto perdão deixado para amanhã, sem sequer se imaginar que o amanhã não chegaria? O tempo de amar é hoje, é agora. O tempo de perdoar é hoje, é agora.

Deixamos tudo para amanhã, na certeza de que o outro estará lá e de que nós estaremos aqui, sem saber que o amanhã pode não chegar para nós. O mais triste disso tudo é que nós nos sabotamos, deixando para sermos melhores amanhã, para reconhecermos que erramos quando falamos em um tom mais alto com alguém que amamos.

Eu me saboto quando sinto saudade e não digo, quanto amo e não demonstro, quando quero falar com Deus, mas deixo para depois. Quando acho bonito, mas não elogio; quando admiro, mas não falo; quando falho com alguém que amo e, por orgulho, não reconheço, ou quando deixo para depois perdoar as feridas dos outros em mim.

Quando deixo uma amizade acabar por bobeira ou fico alimentando mágoa por muito tempo, à espera de que, depois, um dia, ela se cure. Deixo, com isso, perderem-se os amigos, os amores, as oportunidades, e a possibilidade de ser melhor.

Deixo partir a saudade, como se ela não existisse; o “eu te amo”, como se o amor nunca morasse em mim, e faço do orgulho uma casa na qual eu me refugio. Não deixe para amanhã o amor que você pode oferecer hoje. Não deixe aquele “estou com saudade” engasgado, não deixe para perdoar depois.

Se soubéssemos o quanto o hoje é importante em nossas vidas, não viveríamos tanto em função do passado, pensando que o amanhã é quem pode curar nossas dores, pensando que o amanhã pode solucionar nossos problemas e que o hoje é apenas um dia de calar nossos sentimentos e dar voz ao nosso orgulho.

Nós nos enganamos ao pensar dessa forma, pois o hoje é tempo de restaurar e de viver, é a possibilidade que temos de fazer novo, de mudar o rumo e de mostrar o quanto as pessoas que fazem parte de nossa vida são importantes. O hoje é tempo de perdoar aquele amigo e de dizer o quanto sentiu sua falta; o hoje é tempo de esquecer o que nos faz mal e fitar nossos olhos naquilo que nos faz bem.

É tempo de reconhecer quem nos apoia e quem está sempre torcendo por nós; é tempo de ecoar os “eu te amo” e de dizer o quanto a comida da sua avó é boa ou como aquele bolo de cenoura da sua mãe ficou maravilhoso. É tempo de agradecer e de se achegar a Deus.

Hoje é o dia de amar, portanto, não espere o dia dos namorados, o dia das mães, o dia dos pais, ou o Natal para dar aquele abraço apertado que sufoca, para comprar algo que agrade e dizer o quanto você ama esse alguém.

É por esses e outros motivos ser que eu não sou muito fã de datas e deve ser por isso que gosto mesmo é de surpreender de forma despretensiosa, como quem se lembrou do namorado porque foi ao supermercado e comprou o seu chocolate favorito, como quem estava com saudade e deixou um bilhete pra ler assim que chegar do trabalho. Como quem, antes de sair de casa, deixa um recado apoiado ao ímã de geladeira, dizendo o quanto ama a sua mãe e lhe desejando um bom dia de trabalho.

É tão simples, mas a gente complica e deixa tudo para amanhã. Deixa para amar e perdoar como quem deixa uma conta para pagar depois. Não deixe para o final de semana, não espere os aniversários, não deixe para as datas comemorativas. Tem muito a se fazer hoje, tem muito o que amar hoje, tem muito o que perdoar hoje. Temos muito que nos achegar a Deus hoje, temos muito tempo para orar hoje. O tempo disso tudo é hoje e não amanhã, afinal, o amanhã pode não chegar.


*Thamilly Rozendo

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A vida está batendo na sua porta

Quero nesse texto de hoje lhe instigar a encontrar a sua ESSÊNCIA. Você está conectado a ela? Será? Essa é uma pergunta bem profunda! Não é tão simples respondê-la, mas de antemão já digo a você, a sua resposta tem a ver com a FELICIDADE. Você é feliz? Você acorda de manhã vibrando de emoção por mais um dia que acaba de começar? Você trabalha sem a obrigação de ter que fazer por causa do dinheiro ou que precisa pagar as contas?

Vamos pensar um pouquinho sobre todas essas coisas?

Para embasar essa reflexão, compartilho algumas sábias e encantadoras palavras do grande místico Osho.

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“Você tem que decidir ser você mesmo. Você tem que tomar sua vida em suas próprias mãos. De outra maneira a vida vai seguir batendo em sua porta e você nunca estará lá; você estará sempre em algum outro lugar.

Se você tinha que ser um dançarino, a vida virá por aquela porta, porque ela pensa que você é um dançarino. Ela bate na porta, mas você não está lá; você é um bancário. E como a vida vai saber que você se tornou um bancário? Deus vem a você da maneira que ele quer você seja; ele conhece apenas aquele endereço. Mas você nunca é encontrado lá, você está sempre em algum outro lugar, escondendo-se atrás da máscara de alguém que não é você, com os trajes de alguém que não é você e usando o nome de alguém que não é você.”

Osho

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Eu amo a forma simples que o Osho se expressa em suas palavras. Eu ri quando li essas palavras, porque consegui me ver nelas.

Acho engraçado porque a maior parte das pessoas é infeliz e passa boa parte do seu tempo livre rezando para que Deus as ajude a sair de suas situações de tanto sofrimento. Já pensou? Deus fala com a gente o tempo todo, nós é que não conseguimos ouvi-lo, porque estamos fazendo tanto barulho que isso se torna absolutamente impossível.

Já repeti isso diversas vezes aqui, mas preciso dizer de novo. Deus se manifesta no nosso SILÊNCIO. Apenas quando silenciamos o nosso coração. Deus não gosta de barulho, sabia disso? Isso me faz até lembrar do tempo em que era religioso e buscava Deus em diversos lugares, menos dentro de mim mesmo. Nossa! Eu me frustrava demais. Ia para shows de bandas católicas e não conseguia ver Deus lá. Só depois de muito tempo e muito silêncio descobri que era porque eu estava fazendo muito barulho. Silenciei, e a partir daí comecei a me reconectar com meu EU SUPERIOR.

Quando nos conectamos com a nossa essência, sabe qual é um dos primeiros sinais? ALEGRIA. Muita alegria! Você ri até de coisas que não tem graça nenhuma. É incrível!

Mas por que estou falando tudo isso? Não é apenas para descontrair. É para mostrar para você a simplicidade de sermos nós mesmos. Escrevo para você de coração. É como se estivéssemos conversando nesse exato momento.

A porta que Deus nos chama é uma só, para cada pessoa essa porta é única. E a essa porta, nós demos o nome de VOCAÇÃO. Nome bonito, não?

Vocação significa CHAMADO, o chamado de Deus para cada um de nós.

A porta do chamado, da vocação, de Deus nos falando é uma. E no dia que descobrimos isso, no dia que tomamos consciência disso. O que acontece? Paramos de brigar tanto, paramos de tagarelar e ficar reclamando da vida. Achando que ela é injusta.

Você acha mesmo que a vida é injusta? Pense bem, viu?

A vida não é injusta coisa nenhuma! Nós é que somos injustos com ela.

Eu, por exemplo. Hoje estou feliz da vida escrevendo para você, mas nem sempre foi assim. Já disse outras vezes e no meu e-book gratuito [link aqui], que fiz Bacharelado em Física. Uma escolha que me fez sofrer muito, quase entrei em depressão enquanto estive por lá.

Por que isso aconteceu? Porque estava desconectado da minha essência mais profunda. Minha vocação nunca foi nem jamais será de pesquisador em Física. Hoje posso provar por A + B isso, mas precisei sofrer para ter essa consciência.

Deus me falava o tempo todo! Eu que não queria ouvir. Eu que não sabia ouvir.

Ainda não falei isso por aqui, mas no pouquíssimo tempo que tinha livre na época da Graduação, eu amava ler livros espiritualistas e de Psicologia, e nem entendia bem o porquê, só gostava pra caramba.

O que significava isso e não entendia? Era Deus sussurrando no meu ouvido, mas minha visão estava obscurecida.

Hoje sei que minha vocação é com as pessoas. É com a EDUCAÇÃO. Sou professor, minha alma sempre ansiou por isso. Era na porta da Educação que a vida batia o tempo todo, desde criancinha essa era a porta. E claro! Pelo menos para mim, a escrita faz parte da porta da Educação, pois uso meus textos para ensinar os leitores a partir da minha própria experiência de vida.

E você? Será que está deixando a vida bater na sua porta? Você consegue ouvir o TOC TOC TOC? Consegue?

Se não consegue, não precisa ficar triste! Vou deixar duas sugestões maravilhosas. Coloque em prática! Garanto a você que vai funcionar. Funcionou comigo e é infalível!

1) Silencie o seu coração
Deus nos fala através do silêncio. Pare de brigar! De reclamar da vida. De achar que estão sendo injustos com você. De se colocar como vítima: “Ahh! Eu não cresci porque estudei em escola pública!..”, “Não consegui um bom emprego porque tive que começar a trabalhar muito novo para colocar comida dentro de casa…”, “Não me tornei ator porque nessa profissão não dar pra ganhar dinheiro e sustentar uma família…”.

Chega! Tudo isso é desculpa esfarrapada! São formas de você se desviar da sua essência. Fecha a matraca e se volte para dentro de você mesmo.

Não tenha pressa! Pra que pressa? Não precisa.

Você vai ver que em pouco tempo começará a ouvir o TOC TOC de Deus. Acredite!

2) Lembre aquilo que você gostava e fazia muito bem quando criança
Essa dica é fantástica e infalível. Eu, por exemplo, quando era criança, dava aulas particulares para alguns amigos e era o “tira dúvidas” mais requisitado da sala! Pois é! O que eu faço hoje?…

Lembre! No que você era bom mesmo? Fazia com prazer? E ainda arrancava elogios dos amigos ou da família?

Essa é a sua essência mais profunda! É nisso que você deve colocar suas energias. Assim, você será feliz e se realizará como ser humano.

Além de tudo isso, sendo feliz e realizado, você fará muito mais e poderá beneficiar muito mais pessoas. Todos saem ganhando.

E como se não bastasse tudo o que já falei! Tem mais! Você vai ganhar dinheiro. Você não queria dinheiro? Sei que queria! Você vai ganhar, mas ele não estará mais na frente. Ele será consequência de um trabalho feito com imensa qualidade.

Percebe como é? Eu ganho dinheiro sendo professor. Me pagam pelo trabalho de qualidade que executo. Será da mesma forma com você! Faça com amor, com prazer, com vibração, com brilho nos olhos e um grande sorriso nos lábios. Agindo assim, só haverá uma coisa a sua frente. SUCESSO!

Acredite! Ponha em prática o que coloquei nesse texto e você vai se surpreender.

Grande abraço! Torço pela sua vitória…


*Por Isaias Costa

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