terça-feira, 14 de agosto de 2018

Quando abri meu coração

Hoje eu escolhi ficar. Ficar ao teu lado.

Já fui desses caras que não ligava pra sentimentos. Amor era utopia. Vivi alguns erros. Confesso. A gente vai vivendo. Vivendo e aprendendo.

Quando te conheci, achei que o mais provável, era não me apaixonar.

Você tem tudo. Tudo que eu nunca imaginei que a pessoa que eu queria que estivesse comigo para sempre, teria.

Você e esses seus chiliques emocionais que faz com que um dia lindo de verão, vire uma tempestade com direito a tornado e tudo mais.

Eu sabia desde o início que não deveria me prender a você. Eu vinha de uma relação nada agradável de se lembrar. Tive algo que nunca tive antes: medo.

Eu que sempre escrevo incentivando as pessoas a sempre acreditarem e a nunca perder a fé no amor, me encontrava preso. Sem saber pra onde ir ou correr. É. São mesmo ossos do ofício.

Quando me falarem de novo que nos apaixonamos pelas pessoas menos prováveis, darei razão.

Você chegou na minha vida assim. Sem bater na porta. Sem tocar a campainha e muito menos sem respeitar minha vontade de não querer me dar ao luxo de um novo amor tão cedo.

Quando percebi, já estávamos acordando juntos. Fazendo amor de manhã sem nem tomar café da manhã e dormindo de novo. Afinal, nossos fins de semanas têm sido assim. Nossas baladas são feitas com as batidas de dois corações que se enlaçaram e parecem não querer se separar um do outro.

Você ajudou no enterro dos meus medos. Ajudou-me a enxergar com clareza. Sim. Foi você. Você que me prendeu sem me deixar pra trás.

Pode até me vendar. Ao teu lado posso caminhar no escuro. Basta que me dê a mão pra tudo se tornar claro.

Um dia foi uma escuridão total, mas esqueceram de avisar pra ela que existe luz. E não. Ela não está no fim do túnel. Ela está no início. No início de algo bom. Algo que faz você acreditar que o mundo ainda está cheio de pessoas especiais, mesmo que as circunstâncias tentem cegá-lo.

Essa pessoa especial, pode estar aí do seu lado. No escritório. Na fila do pão. Do cinema. No banco da praça. No aparelho de musculação da academia ou até mesmo aí na tua sala de aula daquele cursinho chato que você vive resmungando pra acabar logo.

Não basta abrir os olhos. Pro amor ser visto, é preciso que se abra o coração. Se eu abri o meu, foi porque você me fez sentir seguro pra que isso acontecesse.

Por tudo isso que nos acometeu, eu escolhi ficar. Agora que eu entrei, pode fechar teu coração pro que foi ruim. Cuidarei muito bem dele. Prometo não te fazer nada além de bem.

Você já está aqui. Guardada do lado esquerdo do meu peito.



*Por Flávio Jonatan

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Livre é quem não se prende às opiniões alheias

O conceito de liberdade sempre esteve ligado à ideia do poder de mudar o próprio destino, mais conhecido como o livre arbítrio. Porém, com o passar do tempo esse conceito sofreu modificações e a tal liberdade parece, atualmente, mais uma utopia do que algo a ser conquistado.

Temos a liberdade de ir e vir, mas não temos o dinheiro da passagem. Temos liberdade de morar sozinhos, mas não temos o dinheiro do aluguel. Temos liberdade religiosa, mas sofremos preconceitos quando expomos nosso ponto de vista. Temos liberdade em votar em quem quisermos, mas somos obrigados a votar. Então até que ponto somos verdadeiramente livres?

Para Sartre, a liberdade consistia na condição de vida do ser humano: o homem é livre por si mesmo, independente dos fatores do mundo e das coisas que ocorrem. Porém, a questão de liberdade ainda dá muita discussão, já que as pessoas sentem dificuldade em aceitar o que foge do padrão delas. O cabelo que não pode ser natural, o peso não pode passar dos 70 kgs, a roupa que não deve ser da coleção passada (até criarem um esteriótipo inalcançável de beleza). Somos livres por Constituição e presos pela opinião alheia.

Em uma discussão racional, se todos fossem iguais e tivessem o mesmo padrão de vida, muita coisa não faria sentido: o campeonato brasileiro de futebol não existiria, as bandas de rock se limitariam a uma e a São Paulo Fashion Week seria extinta imediatamente.

É preciso entender que o padrão de beleza não é o imposto. Bonito é ter caráter, ser honesto e ser feliz. Pronto. Alguns gostam de cor, outros não. Alguns se encontram do silêncio, outros no grito. Alguns gostam do verão, outros do inverno e tudo bem! São nas diferenças que crescemos e fazemos a vida seguir. Por que então ser diferente soa tão agressivo?

Se admitirmos que somos diferentes e que estamos no mesmo patamar de igualdade, teríamos motivos suficientes para nos envergonhar de atitudes discriminatórias. Liberdade é você defender seu ponto de vista, respeitando o próximo e entendendo que a sua opinião é apenas uma opinião, sempre existirão outras. Como dizia Simone de Beauvior: “que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

A conquista pela liberdade exige muito mais que o desejo em possuí-la. Ser livre é não ser escravo dos erros do passado, é não se culpar pelas coisas que não deram certo, é ser capaz de, verdadeiramente, se perdoar. Ser livre é ser honesto e entender que isso é uma obrigação, não uma qualidade. É encontrar os sonhos fora dos padrões impostos, é querer viver a própria essência, é entender que a razão sempre prevalecerá sobre o grito.

Liberdade tem mais a ver com dominar as próprias vontades do que viver todas elas. É ter coerência entre o sim e o não, é ter as ações condizentes com a moral, com o bom senso e com o respeito e usar isso em prol da boa convivência. Liberdade é um estado íntimo de paz e não um objetivo a ser alcançado.

*Por Pamela Camocardi

Depois de algum tempo

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.


E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

*Texto de Veronica A. Shoffstall

Um Dia Você Aprende que…, Você Aprende ou Depois de um Certo Tempo são títulos para um mesmo hoax, um texto que circula pela internet com indevida atribuição de autoria. Trata-se de um texto de Veronica A. Shoffstall, que o escreveu aos 19 anos, no livro de formatura (yearbook) de sua escola, ao terminar o highschool (equivalente ao Ensino Médio, no Brasil).

A autora registrou o copyright da versão original em 1971.[carece de fontes] O título, originalmente, era Comes the Dawn, mas o texto ficou mais conhecido como After a While. Começou a circular como sendo de William Shakespeare ainda nos Estados Unidos, onde recebeu acréscimos, cortes e alterações.2 . Todas essas versões circulam no Brasil e no mundo todo, nas mais diversas línguas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

E chegou novamente Agosto...

Passa tempo, passa tempo... E chegou novamente agosto. O mês difícil. Não, não é nenhum tipo de superstição. É apenas um mês difícil. Triste. É difícil ver a todo momento a palavra pai estampada em cada canto. Em cada comercial, propaganda, anúncios de lojas. É difícil ficar olhando sempre sugestões de presentes. 

É triste ver este dia chegar, e com ele a saudade. A saudade existe sempre, mais neste mês ela vem com mais intensidade, mais força. Se eu soubesse que aquele seria o ultimo dia que te vi, teria te abraçado com tanta força. Se soubesse que seria a ultima vez que ouviria sua voz, te pediria para ouvir um ultimo eu te amo. 

Nenhum abraço, nenhuma palavra de amor jamais terá o mesmo valor. Eu daria tudo para ter seu amor de pai. Para ser amada por um pai. Ter o privilégio deste amor. Você dizia que eu era sua princesinha. E que saudade de me sentir uma princesa, de ser tratada como uma princesa! Nenhum homem no mundo jamais amará uma mulher como um pai ama sua filha. Nenhum é capaz de cuidar, de admirar, de valorizar, como um pai. 

E é por isso, que minha vontade é gritar bem alto para todos que tem a sorte de ter um pai, para que não só neste dia, mais em todos, os valorize, os ame, os abrace, beije, e aproveite cada instante junto deles. Muita saudade. Muita falta.

O maior presente que um filho pode dar ao seu pai não é comprado com dinheiro, pois não pode ser calculado neste mundo. O maior presente que um filho pode dar ao seu pai é a presença. Tanto ao pai terreno como ao Pai eterno. Jóias, ouro, roupas, sapatos, relógios tocam a pele, os olhos, as mãos, mas a presença toca o coração. Nada é mais prazeroso para um pai do que sentir o cheiro do filho. O calor de um abraço. O molhado de um beijo. Pai que é pai não troca isso por nada. Feliz dia dos pais.


*Nathalia Andrade
*D.S. FLORIANO

(imagem Dias com Meu Pai - Livro de Phillip Toledano )

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Pessoas fúteis são chatas, mas as indecisas são muito piores

“Você que sabe” não é resposta, pedir “um tempo” não é um direito e dizer um “e aí sumida?”, não te dá livre acesso para voltar. Essas são algumas das atitudes dos indecisos que, além de precisarem da aprovação dos outros para tomarem decisões, brincam com o sentimento alheio como quem joga Xbox.

Vizinho barulhento irrita, gente fútil mais ainda, mas gente indecisa, supera tudo que houver no universo! Não me refiro a não saber em que restaurante comer, que roupa escolher para sair ou que faculdade cursar. Refiro-me a usar do amor e da paciência do outro para se beneficiar da vida de solteiro.

“Gosto de você”, mas não sei se quero me relacionar. “Você é perfeito”, mas não estou pronta para assumir nada. “Vamos dar um tempo e deixar a saudade decidir por nós”. Por favor, parem! Vamos deixar claro uma coisa: a decisão da sua vida não está nas mãos de ninguém. Se o outro é indeciso, você não precisa ser.

Pessoas indecisas são imaturas, inseguras e chatas! Elas não querem assumir um compromisso, mas também não querem que o outro seja livre. A verdade é que elas querem o melhor das duas partes: a liberdade de estar solteiro, com o comodismo em ter alguém quando quiserem.

Confesso que pessoas assim me assustam. Gosto de objetividade, mensagens diretas, decisões certeiras. Não sei lidar com a indecisão do outro.

Pessoas com vontades próprias, mesmo que sejam contrárias as minhas, me fascinam. Por outro lado, pessoas que estão sempre em cima do muro, me dão pavor, porque se não conseguem decidir o que querem para suas próprias vidas, imagina o que não farão com as dos outros.

Desde muito cedo aprendemos a tomar decisões que envolviam renúncias (o que, talvez, explique porque tanta gente tem medo dela). Decidimos a faculdade, o emprego, a cidade que vamos morar, se vamos casar, se teremos filhos…e assim por diante. Mas, quando as decisões envolvem os sentimentos alheios a história é diferente. Se é difícil tomar uma decisão, imagina escutar um “eu gosto de você, mas…”

Não dá para manter um relacionamento com quem some toda vez que alguém pergunta quando vocês irão casar. Não dá para ser porto seguro de quem não sabe se ama ou se está carente. Não dá para manter perto quem não se comprometeu a voltar amanhã. Sua vida é sagrada demais para que um indeciso dite as regras.

Deixe ir. A decisão em partir ou não pode ser do outro, mas aceitar a volta e as desculpas esfarrapadas é uma decisão sua.



*Por Pamela Camocardi

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Se o outro insiste tanto para que você mude, aceite o conselho e mude mesmo… de parceiro!

Os pedidos de mudança são sutis: primeiro a cor do cabelo, depois o tom de voz e, por fim, a mudança radical no comportamento social.

Mas, como você aprendeu, com a indústria cinematográfica, que para viver um grande amor você tem que mudar seu estilo de vida, aceita todas as condições impostas pelo parceiro que, claro, afirma ser tudo “para o seu próprio bem”.

Em convencer as pessoas de que para ser ter um final feliz, os parceiros precisam sofrer, Hollywood está de parabéns. As pessoas, realmente, acreditam que o amor só é real se for exposto e fantasiado, esquecendo-se que é na rotina que o amor se consolida, não na novidade.

Vamos conversar sério? Antes de ser amor, tem que ser respeito. Ele tem o direito de gostar de rock, mas tem a obrigação de respeitar sua música clássica. Ela tem o direito de levar uma vida fitness, mas tem a obrigação de respeitar sua macarronada de domingo. Ele pode acordar cedo, mas deve fazer silêncio para respeitar seu sono. Respeito sem amor é como fazer dieta sem cortar o açúcar: não adianta!

Verdade seja dita: as pessoas mudam conforme as próprias experiências vivenciadas e não pelo pedido alheio.

Amor não é um objeto que se compra e vai customizando conforme se deseja. Amor é amor! Uma oportunidade de crescimento mútuo para pessoas dispostas a serem felizes e não uma guerra de braço onde vence quem tem mais força.

Quando nos relacionamos temos a necessidade de aceitar e sermos aceitos por aquilo que somos. Sem cobranças, sem brigas, sem neuras. E, a não ser que o outro seja um psicopata em potencial, as diferenças podem (e devem) ser ajustadas para que a relação dê certo.

O principal indicador de amor entre um casal é a capacidade de aceitação das qualidades e dos defeitos, em uma troca de respeito mútuo. Querer colocar o outro em uma “forma de perfeição” é um desrespeito surreal à história de vida que ele traz. É considerar que as próprias verdades são absolutas e que o parceiro não tem valor nenhum no relacionamento.

E, cá entre nós, dessa atitude para o fim da relação é um passo. Simone de Beauvoir afirmava que “quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento”.

Você não sabe o que é melhor para o outro. Encare essa verdade. Um relacionamento feliz é constituído por pessoas que respeitam suas individualidades, seus momentos de solidão e seus espaços. Casais felizes não projetam no outro a obrigação de própria felicidade e, por isso mesmo, dão certo.

Ame sem cobranças, sem moldes, sem medo. Aprenda a amar da forma como quer ser amado e, como dizia Oscar Wilde: “seja você mesmo. Todas as outras personalidades já têm dono


*Por Pamela Camocardi

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Vinícius tinha razão: “o sofrimento é o intervalo entre duas felicidades”

Sempre haverá outros amores, outros motivos, outras alegrias. Encarar um sofrimento como um desafio é ser merecedor da felicidade que virá depois dele.

A vida não é um comercial da margarina. O correr dela envolve aprendizagem nos piores momentos, alegrias depois de muito esforço e cura depois de muitas feridas.

E, para piorar, bate no estilo que Rocky Balboa definiu: “ninguém vai bater mais forte do que a vida.
não importa como você vai bater e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”.

Há muitas teorias sobre felicidade e sobre como alcançá-la, inclusive a de que você tem que correr atrás para merecê-la. Quanta bobagem! Primeiro porque felicidade não é um objetivo a ser alcançado, segundo porque você não é um maratonista da São Silvestre. Que fique claro: felicidade é um estado de espírito e não um objetivo de vida.

É bom estarmos felizes mas, nesse estágio, não há nenhum tipo de aprendizagem. Para que possamos evoluir como seres humanos, muitas vezes, a felicidade vem embalada em um papel de sofrimento. Entenda que não há felicidade sem dor e não há dor sem aprendizagem. Ninguém aprende sobre economia, se nunca precisou economizar. Ninguém aprende sobre morte, se nunca enfrentou um luto. Ninguém adquire inteligência emocional, se nunca foi rejeitado.

Estar no processo de aprendizagem, mesmo que diante de um sofrimento, é enriquecedor. Aprendemos a repartir, a ser solidários, a sermos compreensíveis. O que, aliás, não aconteceria se a vida fosse só risos. A verdade a gente precisa mesmo de uns tapas na cara para enxergar a realidade tal qual ela é e para aprender a valorizar o que, realmente, importa.

Note que as pessoas mais incríveis do mundo são dotadas de sabedoria, de inteligência e discrição e adquiriram essas qualidades depois de muitas lágrimas. As músicas mais belas foram criadas em um momento de melancolia e os poemas mais profundos em um momento de saudade. Então, meu caro, sinta-se privilegiado em sofrer.

Vinícius só soube falar de solidão, depois de passar por nove grandes amores e definia a alegria como, quase, inatingível (tão romântico, quanto exagerado). “É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilíbrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.”

Beethoven redigiu a Nona Sinfonia em momentos de profunda tristeza e Fernando Pessoa escreveu a maioria de seus textos quando se sentia entediado (isso explica, talvez, tantos heterônimos). Agora seja sincero, o que leva você a pensar que a vida seria diferente com você?

Pode parecer estranho, mas tão importante quanto o amor, é o sofrer. Se sem o amor a vida é triste, sem o sofrimento não há evolução intelectual e emocional. Proust afirmava que “Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim”. Sofrimento é passageiro, mas o ensinamento adquirido com ele, eterno. É preciso ver além do muro e acreditar que dias melhoras virão.

Ninguém sofre para sempre, nem chora o tempo todo. Sempre haverá outros amores, outros motivos, outras alegrias. Encarar um sofrimento como um desafio é ser merecedor da felicidade que virá depois dele.

Aprenda a superar os desafios impostos pela vida. Chore, grite, sofra, mas supere. Porque sofrer é teu direito, mas superar é sua obrigação.


*Por Pamela Camocardi

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Às vezes, é só uma questão de destino…

O texto é polêmico mesmo, não porque traz assuntos voltados à vida alheia, sexo ou fofocas, mas porque leva o leitor a refletir sobre a própria condição humana e nos faz pensar sobre quem somos, e o que estamos fazendo com a própria vida.

Uns chamam de lei do retorno, outros de karma, outros de sina, mas a verdade é que depois de algumas experiências, aprendi a acreditar em destino. Não que eu vá cruzar os braços e creditar a ele toda a responsabilidade da minha vida, mas que ele existe e exerce uma influência considerável nas coisas, ahhhh….exerce!

Destino é uma coisa misteriosa. Se por um lado estamos à mercê de suas escolhas, por outro não podemos culpá-lo por todas as escolhas erradas que fazemos. Na verdade, funciona assim: somos formados metade pelo acaso e metade pelas consequências das decisões. E, isso, inclui os relacionamentos amorosos que escolhemos viver. O famoso autor estudiense Henry David Thoreau dizia que “o que um homem pensa de si, é o que determina ou, melhor, indica seu destino”.

A verdade é que o destino vive em queda de braço conosco. Colocando à prova nossa paciência, nossa moral e nosso autocontrole para, no final, dar o que, realmente, merecemos. É como se fossemos os arquitetos dos próprios sonhos e o destino o mestre de obra, em outras palavras: podemos até planejar, mas sem ele, os planos não acontecem.

De forma alusiva, Fernando Pessoa, comparava o destino a um rio: ““Eu já disse, mas vou repetir: não se represa um rio, não se engana a natureza, faça a represa o que quiser, pois o rio cedo ou tarde vai arranjar um jeito de rasgar a terra, abrir um caminho, e voltar a correr em seu leito de origem”. E assim é a vida: não se força, não se “dá um jeitinho”, não se trapaceia. O que tem que ser, acontecerá como estiver escrito e, talvez seja isso, o que mais nos assusta.

Destino também é merecimento. É entender que tudo tem um motivo e um tempo e que, até da maior dor, podemos tirar a maior aprendizagem. Quando entendemos que não tomar todas as decisões do mundo não geramos expectativas e, consequentemente, não sofremos tanto.

Nem toda ansiedade faz um plano mudar. Nem toda beleza pode fazer alguém se apaixonar. Nem toda autoridade faz alguém te obedecer. Por isso, às vezes, encontrar um grande amor, uma grande oportunidade ou um grande negócio é só uma questão de destino.


*Por Pamela Camocardi

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

A melhor maneira de lidar com pessoas desagradáveis é não entrar no joguinho delas

Nosso descontrole e nossa irritação alimentarão o ego daqueles que nos querem infelizes, ou seja, o nosso desprezo sempre será a mais bela resposta a eles, que ficarão ainda mais irritados, enquanto seguimos leves.

Sempre haverá quem falará mal do outro pelas costas, quem irritará as pessoas sem razão aparente, quem agredirá com palavras ou atitudes, quem não gostará de ninguém. Pessoas infelizes costumam se irritar com a felicidade alheia e farão de tudo para que todos à sua volta se sintam mal também. Cabe a nós nos protegermos desse tipo de gente, sem perder a compostura.

Embora, muitas vezes, seja praticamente impossível mantermos a calma diante de certas pessoas, inclusive para que nossos limites sejam explicitados e nosso ar não nos falte, sempre será melhor não dar ibope aos maldosos de plantão. Nosso descontrole e nossa irritação alimentarão o ego daqueles que nos querem infelizes, ou seja, o nosso desprezo sempre será a mais bela resposta a eles, que ficarão ainda mais irritados, enquanto seguimos leves.
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É certo que a vida não é fácil e cada um lida com as dificuldades à sua própria maneira. As pessoas enfrentam o mundo de acordo com a forma como os sentimentos se ajustam ou não dentro de si, algumas com mais coragem, outras com menos. Um mesmo acontecimento é recebido diferentemente por cada pessoa envolvida e é assim que cada um de nós vai se formando gente. Dependendo de como digerimos o que nos acontece, acabamos nos tornando melhores, ou não saímos do lugar.

O problema ocorre quando as pessoas não conseguem lidar com a própria vida e, em vez de procurar ajuda ou ouvir os conselhos de quem queira ajudar, culpam o mundo pelo que lhes ocorre, não se responsabilizando por nada. Assim, nunca aprenderão, nem avançarão, acumulando mágoa e ressentimento dentro de si. E isso tudo não se aguenta, o que as torna pessoas infelizes e desagradáveis, sendo que muitas delas acabam disseminando maldade e infelicidade por onde passam.

O melhor escudo que nos protegerá de qualquer mal que nos rodeia sempre será a manutenção de nossas verdades e a segurança de nossas convicções, porque é assim que conseguiremos manter o que nos faz bem e deixar pra lá o que nos faz mal, desviando-nos de gente desagradável, maldosa e fofoqueira. É assim que o bem prevalece lá fora e cá dentro de nós.


*Por Marcel Camargo

Não se esqueça: nascemos sem trazer nada e morreremos sem levar nada

A gente não se lembra do carro, da roupa, dos móveis de quem se foi, pois o que fica no sorriso da gente é tudo o que a pessoa nos fez de bom, é a forma como a pessoa nos fez sentir o mundo.

Neste ano, passei por duas perdas muito tristes e difíceis em minha vida. Quando algo assim acontece, a gente tem que começar a refletir sobre várias coisas, para buscar algum sentido naquela dor toda. Nada pode trazer de volta quem morreu, trata-se de algo que não tem mais volta e, por isso mesmo, somos obrigados a ter que digerir o que aconteceu e tentar arranjar forças para prosseguir.

Então, eu pude perceber que o que nos dá força e nos faz levantar, a cada novo dia, é justamente tudo aquilo que acumulamos dentro de nós, em nossos corações. São as lembranças dos momentos felizes, dos sorrisos, do colo, dos abraços e das palavras doces que nos agigantam frente à dor do vazio que se instala à nossa volta. Não importa o tanto de luxo que nos rodeia, o modelo de nosso carro ou a marca de nossas roupas, o consolo afetivo que nos resguarda da demora na tristeza vem de dentro.

A gente não se lembra do carro, da roupa, dos móveis de quem se foi, pois o que fica no sorriso da gente é tudo o que a pessoa nos fez de bom, é a forma como a pessoa nos fez sentir o mundo. Meu conforto vem das memórias que contêm tudo de bom que passei junto aos meus queridos que partiram, cada emoção boa que senti quando estavam ao meu lado. Nenhuma herança material substitui o legado de amor e de afeto que as pessoas que amamos nos deixam.

Por isso é que não dá para entender tanta gente se importando tanto com o que não se leva dessa vida. Pessoas se desentendem por dinheiro, brigam por um cargo, puxam o tapete por conta de status, distanciam-se da família para juntar renda e mais renda, e então, sem aviso prévio, tudo muda num átimo de segundo. Doenças, acidentes, desemprego, não há o que não possa acontecer, visto nada ser previsível nesta vida e, infelizmente, muitos acabam deixando para trás momentos de partilha amorosa verdadeira e que não voltam mais.

Como diziam nossos avós: da vida nada se leva. Chegamos sem nada e saímos da mesma forma. O que fica é amor, sentimento, afetividade. Perderemos muitas pessoas ao longo de nossa jornada, mas, caso tenhamos realmente vivido com verdade junto a elas, teremos forças para enfrentar o mundo quando não mais estiverem conosco. É assim que a gente caminha, haja o que houver.

*Por Marcel Camargo

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Já sentiu raiva de si mesmo por ter um coração tão bom com quem não merece?

Acredito que a vida seja uma jornada de aprendizados. As experiências felizes se intercalam com aquelas não tão boas, mas são os infortúnios que nos lapidam e nos impulsionam a encontrar formas de estarmos em paz com o mundo e com nós mesmos. Aquele momento em que você percebe que cometeu “uma grande e inesquecível burrada” pode ser um divisor de águas em sua vida.

Um dos meus maiores anseios é encontrar equilíbrio e paz. Depois da fase de buscas, inseguranças, pressa e alguma impaciência, hoje quero mesmo é a tranquilidade do meu coração. Por isso reduzi a intensidade de minhas expectativas e tenho me esforçado para não me magoar por aquilo que não posso controlar. Reciprocidade, amor, atenção, amizade e consideração são coisas que não se cobram, e por isso não se controlam. O máximo que podemos fazer é nos resguardar. Não correr o risco de nos machucar. Aprender a proteger a nossa vulnerabilidade. Aprender a nos amar em primeiro lugar.

Quantas vezes não sentimos raiva de nós mesmos por termos um coração tão bom com quem não merece, e nos arrependemos de nossa bondade, docilidade e generosidade para com aqueles que simplesmente não estão nem aí? Quantas vezes não sentimos que perdemos nosso tempo alimentando relações unilaterais, tentando ser gentis, atenciosos e amorosos com quem jamais se importou? Não se trata de endurecermos nosso coração, de deixarmos de lado a doçura e a delicadeza, mas sim de aprendermos a separar o joio do trigo. De começarmos a ser mais afetuosos com nós mesmos, e com isso aprendermos a distinguir o que deve ser valorizado do que tem a obrigação de ser ignorado.

Muitas vezes a gente se engana. Erra feio. Investe tempo e atenção em alguém “especial” na certeza de que em algum momento será retribuído. Fantasiamos desfechos dignos de contos de fadas e projetamos nossas ilusões em cima de pessoas tão diferentes de nós, romantizando atitudes e acreditando em inúmeras possibilidades irreais. Quando tudo corre conforme o planejado, ótimo. Porém, com alguma vivência e algumas “quedas do cavalo”, percebemos que a expectativa é prima-irmã da decepção. Mas ninguém está imune à desilusão; simplesmente porque amar, ainda que seja um risco, continua sendo o maior combustível da vida.

Não espere retribuição. Não espere reciprocidade. Não espere “pagamento” ou premiação por aquilo que você se dedicou de graça, porque quis. Faça o que quer fazer porque isso te faz bem, isso te torna uma pessoa melhor, isso acalma o seu coração ou te livra de remorsos. Porém, não crie expectativas nem espere ser reconhecido por sua bondade e generosidade. Tenha um coração bom porque isso será bom para você também, mas não porque deseja aplausos ou reconhecimento. Seja atencioso, cuidadoso e afetuoso, mas antes tome conta de você. O maior responsável por você é você mesmo, e por isso não se descuide de suas necessidades e vontades.

Tenha sempre em mente que você não precisa ser útil pra ser amado; que quem te ama de verdade não está nem aí para sua utilidade, para sua serventia, para o seu aproveitamento. E isso tem que ser o suficiente para você relaxar, deixar de ser tão exigente consigo mesmo ou almejar a perfeição. Isso tem que ser suficiente para você respeitar seus limites e finalmente deixar para trás quem maltrata o seu coração.


*Por Fabíola Simões

O Valor da Jornada

A vida é um caminho que todos percorrem, independentemente das conquistas ou das dificuldades enfrentadas. No final, cada pessoa carrega con...