domingo, 15 de abril de 2018

A valiosa mensagem desta parábola budista que você precisa conhecer

Um discípulo e seu professor caminhavam pela floresta. O discípulo ficou perturbado pelo fato de que sua mente estava constantemente inquieta, ele não conseguia parar de pensar. Ele se preocupava em não alcançar a iluminação.

No entanto, ele também estava envergonhado de admitir isso, então perguntou ao seu professor indiretamente:

“Por que as mentes da maioria das pessoas estão inquietas e apenas alguns têm uma mente tranquila”? O que pode ser feito para aquietar a mente?

O mestre olhou para o discípulo, sorriu e disse:

“Eu vou te contar uma história”. Um elefante estava de pé, colhendo folhas de uma árvore. Uma pequena abelha voou e zumbiu perto de sua orelha. O elefante afugentou-a para longe com as orelhas compridas, mas a abelha retornou. O elefante se afastou mais uma vez, movendo as orelhas.

A situação foi repetida várias vezes. Então o elefante, muito irritado com o zumbido da abelha, perguntou-lhe:

“Por que você é tão inquieta e faz tanto barulho? Por que você não pode simplesmente pousar em um galho e parar de me perseguir?”

A abelha respondeu:

“Sou muito sensível a alguns odores, movimentos repentinos e vibrações. Eu não posso fazer nada para evitá-los, porque eles indicam um perigo de ataque para a colmeia e isso faz estimular nosso instinto defensivo. É você quem está me irritando. Se você ficar quieto, eu vou me acalmar também”.

Nesta parábola, o elefante é a nossa mente e a abelha representa nossos pensamentos. De fato, em muitas ocasiões nos comportamos como o elefante, permitindo que nossos hábitos de pensamento e atitudes tirem a serenidade e a paz interior.

Você tem um locus de controle externo ou interno?

Somos uma sociedade que olha muito o que tem do lado de fora, mas muito pouco para o nosso interior. Como resultado, é comum desenvolvermos o que na Psicologia é conhecido como o “locus de controle externo”.

Quem tem um locus de controle externo atribuem seus sucessos e fracassos a causas externas, culpa o sistema, seus pais, a situação econômica… Estas são as pessoas que estão em luta constante com o mundo e pensam que o universo conspira contra elas. Mas como essa batalha é perdida antes de combatê-la, como resultado, eles frequentemente experimentam um profundo sentimento de falta de controle que, muitas vezes, os mergulha em ansiedade e depressão. Com o passar do tempo, essas pessoas tornam-se reativas, como o elefante da história, tornando-se marionetes das circunstâncias.

Obviamente, as circunstâncias desempenham um papel em nossas vidas, não podemos ignorá-las, mas se desenvolvermos um locus de controle interno, em vez de ficarmos irritados e tristes quando as coisas dão erradas, nos perguntarmos o que podemos fazer para melhorar. O mundo não está brigando contra nós, e não é nenhuma necessidade de lutar contra o que acontece, entendendo aí a luta como a negação dos fatos. Pelo contrário, devemos praticar a aceitação radical, desenvolvendo um locus de controle interno que nos permita focar em mudar o que podemos mudar. Essa mudança gerará um sentimento muito positivo de fortalecimento.

Evidentemente, desenvolver um locus interno de controle também significa assumir responsabilidade por nossos sucessos e fracassos. Isso significa que, em vez de reclamar porque a abelha vibra ao nosso redor, devemos nos perguntar o que estamos fazendo para provocar essa situação e, acima de tudo, o que podemos fazer para mudá-la a nosso favor.

Como passar do pensamento catastrófico para a mente calma?

Na base do locus de controle estão os nossos hábitos de pensamento, por isso é vital que prestemos mais atenção neles. Toda situação gera uma série de pensamentos que acabam agravando ou amenizando nossa visão do que acontece. Nenhum fato é objetivo, sempre vemos o mundo através da nossa subjetividade.

Portanto, não são apenas os fatos que geram sofrimento emocional, mas a interpretação que fazemos deles e a importância que conferimos.

Como o elefante na parábola, é importante entender que muitas vezes o problema não surge da situação original, mas de nossos pensamentos, que nos impelem a reagir inadequadamente. Diante de uma situação desagradável, nossos pensamentos catastróficos correm à solta, se tornam uma bola de neve rolando sem controle montanha abaixo, gerando caos e emoções negativas que nos submergem em um círculo vicioso que é difícil escapar.

Nesse ponto, tentar não pensar em cortar esse fluxo de ideias é totalmente contraproducente, porque só gerará um efeito rebote que aumenta a frustração. Em vez disso, devemos aprender a aceitar esse fluxo de preocupações e emoções negativas, até que possamos assumir uma postura distanciada, como se esse diálogo interno não fosse nosso. Quando o diálogo interior deixar de nos incomodar, teremos superado isso e estaremos prontos para agir conscientemente.

Uma técnica muito eficaz para dominar esse diálogo é desdobrar-se mentalmente e demorar um pouco para refutar aqueles pensamentos que nos assustam, irritam ou estressam. Basicamente, trata-se de se tornar um “advogado do diabo” e procurar argumentos para refutar suas próprias ideias e subtrair o drama. Dessa forma, você diminui seu impacto emocional e assume o controle da situação, desenvolvendo uma mente calma, mesmo no meio da tempestade.

Portanto, a partir de agora, cada vez que você tiver que enfrentar uma situação decepcionante, frustrante ou estressante, pergunte-se em que parte você está se comportando como o elefante, que parte você está lutando contra o mundo. Você está atraindo aquela abelha chata com seus pensamentos e comportamentos? É provável que você descubra que, ao mudar alguns de seus pensamentos ou atitudes, será capaz de lidar melhor com esse problema e diminuir seu impacto emocional.

É uma mudança de mentalidade que vale a pena.


*Por Jennifer Delgado

sexta-feira, 13 de abril de 2018

De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “Bom Dia” no elevador?

Em algum momento da vida, o mundo resolveu entender “competitividade” como alguma coisa parecida com o ditado antigo que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Que pena.

Eu tenho a impressão de que esse engano é um dos grandes causadores da miséria em que nos enfiamos.

No meio desse equívoco, ser competitivo significa viver contra o outro, querer tudo e querer antes de todo mundo. Por aí, um batalhão competitivo espera sedento sua vez de partir para cima, de agarrar a chance com unhas e dentes, de provar seu valor, de fazer e acontecer. E tudo isso significa “passar por cima” de quem estiver na frente.

Em treinamentos e palestras, gurus de auto-ajuda repetem “você é especial porque foi o único espermatozoide a atingir o óvulo de sua mãe” e outras bobagens. Mas quase ninguém diz o essencial: “educação, respeito, ética e honestidade deixam o mundo melhor.”

Sem esses valores, ser competitivo é uma desgraça! O sujeito competitivo e mal-educado, desrespeitoso, antiético e desonesto é um monstro. Ponto! Não tem escrúpulos nem limites. Faz qualquer coisa em nome de suas metas.

Verdade é que competitividade sem educação está nos transformando em perigosas bestas. “Sai da frente ou eu atropelo” é o recado.

Nessa disputa estrábica, a gente aprende a falar inglês, alemão, espanhol, mandarim mas esquece como dizer “bom dia” no elevador! “Fulano é poliglota!”, sabe pressionar, mentir, ofender e chantagear em quatro ou cinco idiomas! De que adianta?

Empatia, simpatia, fraternidade e outras joias são consideradas lixo entre os mal competitivos. Porque “abrem a guarda”. Ser gentil é mostrar fragilidade. O competidor matador fecha a cara e atropela. Aqui entre nós, tão ruim quanto os maus perdedores é o péssimo ganhador!

Dia desses, na festinha de aniversário do meu filho num bufê infantil, as moças que organizam a recreação fizeram lá pelas tantas a velha brincadeira da “dança das cadeiras” com as crianças. Na rodada final, disputando o último assento, restaram um menino e uma menina.

Tal como um gladiador, para ganhar a peleja o garoto de nove anos empurrou a menina com tanta força que a machucou. A menina saiu chorando, os joelhos esfolados, e o menino foi festejado pelos amigos.

É triste mas é a verdade. A sanha de vencer a qualquer preço nos transforma, em qualquer idade, em perfeitos panacas. Cheios de motivação e energia, talhados em regras e chavões neurolinguísticos batidos mas tão esquecidos do óbvio: mais importante que ser melhor do que o outro é tratar o outro melhor.

*Por André J. Gomes


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Se você não aprender a dizer não, a vida dirá não para você

Quantas vezes você disse sim querendo dizer não? Não precisa responder agora, mas acredito que muitas vezes. Eu posso responder por mim que já fiz bastante isso e me arrependi amargamente por cada não que calei em mim.

Eu, assim como você, fiquei com medo de magoar pessoas queridas, de decepcioná-las. Fiquei aflita pensando na reação de alguns ou na represália que poderia sofrer por ser fiel a minha verdade.

Muitas vezes eu disse sim, pois não queria me sentir culpada pela frustração, estresse ou tristeza do outro. Não queria ser a responsável pelo pesar de uma pessoa querida, mas ao chegar em casa quem estava se sentindo frustrada, triste e estressada era eu.

Às vezes, dizer um não é tão difícil que parece que dentro da gente acontece uma luta entre o que a gente quer realmente dizer e o que a gente acha ser o mais bonito a dizer.

Então, é comum que a gente caia na tentação de dizer sim só para agradar. De aceitar o que vai contra nossos valores, pela simples razão de achar que esse sim fará com que o outro nos aceite e ame mais.

Não, o outro não vai nos amar mais pelos nossos sins. Eu diria que é o contrário. Quem nos ama de verdade continua a nos amar pelos nossos sins e, especialmente, pelos nossos nãos.

O oportunista, o falso, o manipulador, o aproveitador, baterão em retirada quando suas vontades não estiverem mais sendo satisfeitas. Quando nosso sim deixar de alisar seus inflados egos. Apenas eles, os que fingem se importar, deixarão de ter qualquer  estima por nós quando não formos coniventes com suas vontades. E isso não é mal.

Quem nos ama de verdade busca compreender nossas razões. Nos respeita e entende que temos nossos limites e que abusar deles é abusar do que há de mais íntegro em nós.

Um ótimo exemplo de alguém que não soube dizer não pode ser encontrado no filme “Na Natureza Selvagem”. Nele, Christopher McCandless, um jovem filho de pais ricos, se forma na universidade de Emory como um dos melhores estudantes e atletas de lá. Porém, em vez de embarcar em uma carreira prestigiosa e lucrativa, ele escolhe livrar-se de seus pertences e parte para o Alasca.

O caso de Christopher é emblemático. Ele disse não para si repetidas vezes durante a vida (para agradar aos pais), até que não aguentou mais e, literalmente, decidiu sumir. Pegou suas coisas e foi para o Alasca. No entanto, não teve lá a orientação ou experiência de vida necessária para se manter. Talvez, se Chris tivesse dito sim para si muitos anos antes, ele pudesse ter tido um contato mais íntimo com a natureza e, munido de conhecimento prático, o desfecho de sua história fosse outro.

Não permita que os outros digam o que é certo ou errado para você. Respeite seus valores. Negue o que te parece incorreto, incerto, suspeito, de mau gosto ou não apropriado.

Diga sim para você e aprenda a dizer não para os outros, sem medo e sem culpa. Do contrário, como no caso de Christopher, pode ser que em determinado momento, lá na frente, a vida diga não para você.

*Por Vanelli Doratioto

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Não estou fazendo joguinho. É que realmente cansei

Quando me ensinaram sobre o amor ninguém comentou nada sobre existir semelhança entre amar e jogar. Ninguém comentou sobre amor e poker da mesma forma, mas percebo hoje que muita gente ama assim. Muita gente ama jogando com a emoção dos outros.

Então, quem é sincero acaba levando certa desvantagem emocional, costuma cair e ralar os joelhos sentimentais, até notar que está em um jogo.

Não existe nada mais broxante que perceber que estamos amando enquanto o outro, no caminho oposto, está jogando com a nossa sinceridade e fazendo pirraça do nosso sentimento. Falando por mim, assim que essa percepção me vem, eu perco o interesse mesmo.

É que gente do bem insiste, tenta, vira, volta, dá chance, liga, mas quando percebe que o outro está tripudiando, vai embora mesmo, vai embora pra nunca mais. Gente boa é gente boa, não tem jeito, mas gente boa não é gente besta, tola ou tapada. Gente boa entende melhor que ninguém de amor porque ama desmedido e sincero. Ama diariamente e do mesmo jeitinho. Ama a vida, a casa, a rua, a amiga, o amigo e aquele que faz o coração bater mais forte.

E se o bendito que acelera o nosso coração entender de amor, vai ser bonito de ver, ouvir e sentir. Vai ser pra vida inteira, mesmo que esse fulano more longe, mesmo que chova torrencialmente, mesmo que as áreas de interesse não se cruzem, mesmo que o mapa astral for retrógrado, mesmo que o mundo acabe.

Mas se o bendito escolhido for um jogador, daí é hora de contar pro coração que ele merece muito mais do que está sendo ofertado, que ele merece ser feliz se lambuzando com uma farta ceia amorosa. Que migalhas de amor não alimentam. Que o amor mora na confiança e sinceridade.

Aquele que ama de verdade sabe que quem joga no amor já perdeu. Gente que ama de verdade não aceita esse jogo não. Não aceita cair nessa armadilha tola de levar horas pra responder uma mensagem. De deixar o telefone tocar sem atender. De reagir friamente a uma declaração de amor. Gente que ama de verdade cai fora quando o assunto é fingir amor. Gente que ama de verdade adora se atirar no que é recíproco e não faz joguinhos quando afirma que acabou.

Por Vanelli Doratioto


terça-feira, 10 de abril de 2018

Você merece mais

Por favor, cole na testa; escreva na agenda; coloque no fundo de tela do computador; grave como lembrete no seu celular: Você merece mais.

Às vezes, a gente esquece que limão é azedo, que muita bebida dá zonzeira, que sal em excesso faz mal. A gente esquece que banho gelado no inverno dói. Que o mundo dá voltas e algumas pessoas não mudam. Então, não esquece de se lembrar: Você merece mais.

A empolgação do momento, a carência que perturba, a mania de acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa faz a gente aceitar menos e se doar demais. A fantasia de um amor quentinho feito pão fresquinho faz a gente ver príncipe em sapo e perdoar o imperdoável.

O amor é uma via de mão dupla. Mão dupla de afeto, de atenção, de cuidado, de admiração e respeito. Quando um soma e o outro subtrai, a relação vai estar sempre no zero. A relação vai estar sempre vazia e conjunto vazio, como já dizia a matemática, é nulo, não faz diferença. Você merece mais.

Olhe para você. Para tudo que é. Quem te ama de verdade te acha interessante. Quem te ama se interessa em saber se você está bem. Como foi seu dia. Se você está triste ou alegre. Quem te ama te liga e manda mensagem. Todos somos interessantes aos olhos do amor.

Se o outro, o qual você chama de parceiro (ou quase parceiro), não se importa, ele é tudo menos parceiro. Ele não vai ser aquela famigerada parte que falta. Tudo bem, cá entre nós, essa parte sempre vai faltar, mas além de não ser a bendita parte que falta, ele vai levar de ti um outro pedacinho e de pedacinho em pedacinho você vai deixar de ser você, vai sumir.

Ei, seja realista. Olhe-se por inteiro. Nada de se achar muito ou pouco. Seja direta e pontual. Proteja-se. Você não achou seu coração no lixo.

*Por Vanelli Doratioto


segunda-feira, 9 de abril de 2018

A dor educa. O erro ensina. O choro edifica.

Alguns dias não são nada fáceis. Nada está perfeito, nada dá certo. Tem dias que a gente só tem a fé mesmo. Porque falta força, falta ânimo, falta vontade de enfrentar os desafios. Mas e daí? Vai parar e desistir ou levantar a cabeça e prosseguir? Nem tudo está perdido. Mesmo nas dificuldades, o melhor a fazer é parar de se lamentar e dar graças à Deus por ter mais um dia pela frente, por ter motivos para seguir adiante, por ainda ter cada restinho de esperança que nos segura e tenta nos fazer menos fracos, tenta nos deixar mais fortes.

A dor educa. O erro ensina. O choro edifica. O importante é jamais cruzar os braços e nunca se considerar abatido. Tudo pode ser renovado, tudo pode ser mudado e tudo tem conserto. É só nunca parar quando estiver cansado. É só nunca achar que foi vencido. Olhe para a frente, deixe nas mãos de Deus aquilo que não consegue resolver agora. Cada coisa está onde está por uma razão. Sossega teu coração. Você não pode mudar aquilo que é pra ser. Mesmo dando errado agora, lá na frente vai dar certo e, nesse passar de tempo, a gente só precisa juntar forças, manter a cabeça erguida e acreditar. A gente vai entender. Rema pra frente esse barco, não deixe afundar. Um coração cheio de dúvidas não deixa lugar para a esperança. Uma cabeça cheia de pessimismo não encontra o caminho da vitória. Tenha autoconfiança, autoestima, resiliência e fé. Abra espaço para boas energias. Abra espaço para se reerguer.

Não existe força maior do que a força de acreditar no destino. Acreditar no futuro e saber que o cansaço e a dor de hoje valerão a pena e se transformarão em sorrisos de conquista e gratidão. Obstáculos surgirão todos os dias, vamos usá-los como trampolins para saltos cada vez maiores. Enquanto houver fé, nunca haverá barreiras insuperáveis, dificuldades intermináveis ou desafios impossíveis! Quando você percebe que o que tem a perder é tão pouco frente ao que está por ganhar, você se liberta, você desperta, você acredita e confia fortemente no que está por chegar. Você encontra a paz! 

*Por Cleonio Dourado


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Atração física não basta, tem que haver atração mental

Somente quem se desnuda para além do corpo é capaz de se entregar e de receber sentimentos verdadeiros. A superficialidade é como um muro que barra o que vem de dentro.

Algumas pessoas nos atraem, de primeira, somente pela aparência, sem nem sabermos explicar o porquê direito. É a chamada atração física, que, muitas vezes, aproxima as pessoas, de início, para aventuras iniciais. No entanto, caso o físico não nos revele uma essência interessante, o relacionamento não dura, não se sustenta.

Embora, hoje, as aparências e superficialidades sejam supervalorizadas, em meio à rapidez que permeia todos os setores de nossas vidas, tornando-nos como que robôs ligados no modo automático, na maioria das vezes insensíveis, não existe relacionamento capaz de sobreviver somente pautado sobre a materialidade. Se sobreviver, será aos pedaços, desconexo, inverídico.

Viver não é fácil, ainda mais com as dificuldades que crescem a cada dia, ou seja, sem que tenhamos alguém que nos receba com verdade e transparência, ao final do dia, tudo ficará pior. Os pesos de fora então se acumularão aos que nos aguardarão no lar, onde o amor não estará. Ou ficamos com a nossa própria companhia, ou com alguém que nos seja recíproco, porque, ao menos em nosso tempo livre, teremos que nos distanciar do que é falso, vazio e irreal.

Conviver com alguém requer entrega, partilha, sinceridade, o que não se sustenta sob aparências e frivolidades. Atração física pode até servir para a aproximação, porém, o que faz o amor durar é exatamente o que não se vê, o que é de dentro, íntimo e pessoal. Somente quem se desnuda para além do corpo é capaz de se entregar e de receber sentimentos verdadeiros. A superficialidade é como um muro que barra o que vem de dentro.

O corpo envelhece, a pele enruga, os cabelos vão ficando brancos, a força física se esvai aos poucos, porém, sentimentos verdadeiros e recíprocos permanecem acesos e renovados a cada amanhecer. No final de nossas vidas, o sexo já não fará diferença alguma, mas sim as conversas entre nós e a pessoa amada. E é assim que o amor fica. E é assim que o para sempre não acaba.

*Por Marcel Camargo


quinta-feira, 5 de abril de 2018

O perdão depende exclusivamente do seu coração

O perdão é um ato que não depende do outro. Depende exclusivamente do seu coração. Da sua disposição para perdoar e seguir.
Não há barreira maior que aquela que colocamos em nossos corações, por meio do orgulho, medo, teimosia, ego.

Quando nos despimos disso, dessa necessidade de estar certo, do vitimismo e passamos a compreender que todos os atos e efeitos de nossas vidas foram de alguma forma atraídos por nós, temos uma maior compreensão dos processos, encontramos o entendimento, o caminho da cura e mais sabedoria para lidar com o nosso emocional.

“Sua consciência pessoal é responsável por tudo aquilo que vem para a sua vida e experiência pessoal. É sua consciência pessoal que traz para você o bem ou o mal”. (As Cartas de Cristo).

Você pode imaginar que jamais teria atraído algo parecido pra você, e que aquilo que chegou certamente foi enviado ao endereço errado. Mas, de acordo com as Leis Universais, nada está fora do lugar. Tudo é como tem que ser, tudo é perfeito.

E partir dessa de co-responsabilidade com a realidade é que compreendemos que tais experiências foram atraídas por nos seja para um resgate, uma vivência necessária, uma ação de efeito, trazida pelo seu subconsciente por vezes impregnado com traumas e emoções até mesmo trazido de vidas passadas, que podem irromper sua vida atual.

O perdão é uma arma poderosa, usada por uma alma nobre. E essa nobreza vem da humildade, vulnerabilidade, compaixão e verdade.

É preciso abandonar o preceito de que aquele que nos ofendeu merece todo o nosso ódio, desprezo, frieza e dessa forma devemos ser vingativos.

Não são somente aqueles que nos amam que merecem nosso amor. Na verdade, aqueles que nos feriram são os que mais precisam dele.

A vingança parte de uma fraqueza, de uma ação de ódio que envenena ainda mais as relações, e torna o que já era difícil ainda mais insuportável, podendo resultar em doenças físicas e psicológicas, traumas e novas mágoas. Não há evolução quando não há perdão. Fica como que estagnado, a realidade doente e sem possibilidade de cura para ambos.

O perdão é o mais sincero ato de amor que favorece a cura dos dois lados.

E não, não é necessário conviver com quem o magoou. O perdão não quer dizer “conviva com seu malfeitor”- mas sim, desprenda-se de todo sentimento negativo em relação a esta pessoa!

Há um engano em pensar que perdoar significa voltar a ser como antes e a aceitar a pessoa por perto. Há relações e pessoas tóxicas que o melhor caminho é o desprendimento de tudo o que nos faz mal. O afastamento da sua energia.

Porém, estamos nos transformando a todo o momento, e dessa forma é possível compreender também que as segundas chances são também importantes para as regenerações. Se você sente em seu coração esta necessidade, faça sem pensar no julgamento alheio. Seja livre em suas escolhas.

Estamos na escola da vida onde todos somos passiveis de erro, onde de fato aprendemos com eles, e só mesmo as relações humanas nos colocam em prova.

“Relacionamento é, sem dúvida, a universidade dessa grande escola da vida. ” Prem Baba

Ser mais tolerante e compassivo é matéria de estudo e prova prática.

Perdão é uma palavra derivada do latim que de forma abrangente significa “liberar tudo”. Quando você conseguir soltar o veneno que carrega em seu ser em relação a determinada pessoa, é que de fato você conseguiu perdoar.

Pode não ser tarefa fácil para muitos seres, e isso vai depender do quanto de amor esta pessoa carrega em seu coração.

Amor genuíno, amor ensinado por Jesus Cristo.

Deixar ir é um dos segredos da vida e o perdão faz parte disso. É a chave da libertação, da cura e que permite todo ser avançar!

É permitir apagar as memórias ruins para que não se enraízem e cresçam em nosso subconsciente, para que possamos atrair experiência positivas e não repetitivas.

“Sinto Muito, Me Perdoe, Eu Te Amo, Sou Grato”.

O processo do Ho´oponopono é de ser perdoar, agradecer a si próprio e enviar amor a si mesmo. É cura das memórias e do sofrimento.

Não há como controlar as ações de alguém contra nós, mas podemos escolher a melhor forma de agir diante de cada situação.

Purifique seu coração no amor. Abra seu chacra cardíaco para as experiências da vida.
A energia do Ho´oponopono permite desenvolver uma confiança em si, uma fé na alma para que a mente possa soltar o controle e o intelecto dar espaço para a intuição do coração.

Até hoje utilizamos muito o plano mental, o intelecto. O ego está ligado a esta esfera. Chegou o momento de sermos menos racionais e mais emocionais, mais alma, mais seres espirituais. O campo do coração favorece este entendimento. É hora de ativá-lo para as novas compreensões da vida, para uma regeneração no amor.

Tudo parte de nós. Se você quer um mundo pacifico, seja um ser pacifico. Se você deseja um mundo mais amorosos, seja este ser amoroso. A fragrância do seu ser ira inundar o planeta e atrair pra você lindas bênçãos.

Não seja como o camelo que carrega pesos desnecessários, e não questiona suas fraquezas. Busque se tornar uma criança novamente, inocente, mas repleta de sabedoria e amor.

*Por Anieli Talon

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Nem sempre o amor é suficiente para duas pessoas ficarem juntas

Eles tentaram muito. Insistiram. Relevaram as diferenças, toleraram a distância, se desgastaram, se amaram, se machucaram. Ela guarda palavras não ditas, sonhos não realizados, trechos de uma vida que não se concretizou. Ele carrega os abraços dados, as noites em claro procurando uma saída, a ironia de gostar tendo que recuar.

Ela sabe que ele foi a pessoa certa na hora errada. Ele acha que um dia ela irá se arrepender por ter sido tão racional. Ela quis que ele mudasse. Ele se ressente por não ter sido aceito como é.

Nem sempre o amor é suficiente para duas pessoas ficarem juntas. Uma relação duradoura é feita de encontro, cumplicidade, admiração e parceria. Pode haver amor, atração, paixão… mas se faltar confiança, compreensão e respeito, não dura.

Às vezes, amar não é o bastante. Pensar na pessoa o dia inteiro não é o suficiente. Ter química, atração, desejo e sintonia não satisfaz. Às vezes é preciso mais. É preciso disposição e disponibilidade para uma relação; maturidade para uma união; fidelidade para apaziguar o coração; confiança, respeito, tolerância e perdão para uma real conexão.

Não adianta ter saudade se não tem maturidade. Não resolve pedir perdão chorando se no dia seguinte permanece maltratando. Não funciona dizer que ama quando todo o resto desanda.

Talvez um dia ela se lembre dele ao ouvir o antigo refrão que diz: “Eles se julgavam diferentes, como todos os amantes imaginam ser; faziam tantos planos que seus vinte e poucos anos eram poucos pra tanto querer…” . Então ela irá sorrir e entender que a vida é feita de caminhos tortos, e nem sempre querer é sinônimo de permanecer. Que o amor deles ficou distante, numa época que se perdeu. E que é por isso que de vez em quando as memórias vêm à tona, não como uma saudade doída, e sim como um afago doce no pensamento.

Ele irá saber dela e terá noção de seus próprios erros. Entenderá as pontas soltas e lamentará não ter tido mais maturidade. Sentirá falta dela nas horas mais improváveis e vez ou outra terá sonhos perturbadores. Mas ficará feliz por perceber que cresceram e souberam superar. Que nem sempre gostar muito de alguém é pré requisito para essa relação funcionar. Que às vezes uma relação dá mais certo com os ex amantes seguindo caminhos distintos e desejando o bem do outro do que caminhando lado a lado.

Enquanto a vida vai e vem, dentro deles permanece a lembrança um do outro. Pode ser que um dia se reencontrem e digam o que sentiram. Que o amor era perfeito, imperfeitas eram as pedras do caminho…

*Por Fabíola Simões

terça-feira, 3 de abril de 2018

“Quando alguém julgar o seu caminho, empreste a ele os seus sapatos”

Nós somos a soma do que falamos, do modo como agimos, da maneira como tocamos uns aos outros. Mas também somos a soma de nossas emoções, pensamentos, alegrias guardadas e angústias não declaradas.

Ninguém sabe ao certo o que vai dentro do coração do outro. Ninguém tem a mínima noção dos fantasmas que assombram, da bagagem que carrega, das alegrias e saudades que abriga, das batalhas que trava, dos silêncios que suporta, das vitórias que celebra.

Porém, muita gente se acha apto para julgar o caminho alheio. Muita gente se considera assertivo para condenar as escolhas de terceiros.

Mas a verdade é que ninguém conhece por inteiro as batalhas que travo intimamente. Ninguém percorreu meu caminho com meus sapatos para saber onde apertam os meus calos. E por mais que imaginem conhecer, alguns passos dessa dança são só meus; e por mais que desejem ajudar, algumas pontes só eu posso atravessar.

Precisamos uns dos outros. Precisamos do olhar do outro que nos apoia silenciosamente ou nos faz recuar diante da gravidade das coisas e do mundo. Porém, não precisamos de juízes. Não precisamos de magistrados que decidem o modo como devemos viver ou habitar nossa própria história.

Cada um sabe o que carrega na bagagem. Cada um sabe de suas lutas íntimas e vitórias silenciosas. Cada um sabe onde seu sapato aperta, machuca, causa bolhas. Cada um sabe a hora de descalçar ou continuar. Cada um conhece seus limites, a necessidade de preservar a própria essência, a necessidade de ser coerente com seu coração. Então não é justo que alguém que nunca carregou aquela bagagem nem nunca calçou aqueles sapatos ache-se no direito de bater o martelo, intimar, condenar ou especular qualquer caminho ou escolha.

É preciso coragem para trilhar nossa história com coerência e autenticidade. Coragem para romper com aquilo que esperam de nós em contrapartida ao que queremos de fato. É preciso valentia para optar pelo amor próprio, pela honestidade. É preciso valentia para crescer e assumir nossos erros, incompletudes, abismos e asperezas do mesmo modo que nos orgulhamos de nossa doçura, leveza e capacidade de amar.

“Quando alguém julgar o seu caminho, empreste a ele os seus sapatos”. Só você sabe como chegou até aqui. Só você entende as batalhas e triunfos silenciosos que fizeram parte do seu caminho. E por mais que estejam junto de você, algumas pessoas simplesmente não entendem. E cobram por aquilo que não conhecem; julgam por aquilo que não experimentam. Talvez devessem olhar melhor para as próprias vidas, e se perguntar por que se incomodam tanto. Talvez devessem ser mais tolerantes consigo mesmos, afrouxando os cadarços de seus próprios calçados.

Já me deparei com erros pequenos ou grandiosos de pessoas que eu amo. Já escutei mentiras e acreditei nelas. Já me feri com atitudes que desviavam daquilo que eu acredito mas sobrevivi.

Às vezes as pessoas optam por um caminho que irá nos ferir, mas isso tem muito mais a ver com a vida delas do que com a nossa.

Então não cabe a nenhum de nós apontar o dedo. Não cabe a nenhum de nós expor o outro ao nosso julgamento, muitas vezes imparcial, já que somos “as vítimas”. Cabe sim ajudarmos a construir uma pessoa melhor, com amor, tolerância às diferenças, perdão e aceitação. Ninguém está livre de erros e, principalmente, ninguém sabe ao certo onde o sapato do outro aperta…

*Por Fabíola Simões

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Fé em Deus, porque ele é justo. Agradeça por tudo, mesmo que o seu tudo seja pouco para você…


Fé em Deus, porque ele é justo!
Decida o que você quer.
Estabeleça um plano. Trabalhe nisso, todos os dias, com determinação, foco e vontade de vencer.
Não se preocupe tanto com o que os outros pensam sobre você.
E lembre-se: não importa quão receptivo, amável, e bem intencionado você seja, as pessoas vão te ver como elas veem a si próprios.
A culpa não é sua, a culpa não é de ninguém.
Acontece que todos têm seu próprio tempo de se encontrar, se descobrir, e não cabe a nós, julgar, porque cada pessoa que encontramos ao longo do caminho, está lutando suas próprias batalhas, então seja gentil com todos, principalmente aqueles que demonstram ser amargos, mal humorados e até grosseiros, porque eles são os que mais precisam de amor.
E por falar em amor, por favor, ame.
Ame sem receio, sem limites, só não se esqueça de se amar também.
Não se preocupe tanto em fazer o certo ou errado, preocupe-se apenas em fazer o melhor que você puder, com o que você tiver, aonde você estiver.
E quando você achar que não vai conseguir, comece fazendo o que é necessário, depois você faz o que é possível  e quando menos esperar  estará fazendo o impossível acontecer.
Acredite em milagres, porque eles acontecem a todo momento, abra os olhos do coração e aprecie a mágica da vida.
Escute a sua alma, ela fala, honre o seu espírito, ele é seu maior tesouro.
Fé em Deus, porque ele é justo, agradeça por tudo, mesmo que o seu tudo seja pouco. 

*Wandy Luz

Frutos e Limites

Você pode oferecer seus melhores frutos e, ainda assim, encontrar alguém escondendo um machado. Nem sempre a bondade será reconhecida, e nem...