Nesta pequena reflexão, trago um argumento que ninguém escapa: a maledicência, vulgarmente conhecida como fofoca. Pessoas imaturas com o intuito de denegrir e prejudicar o outro destilam seu precioso veneno manipulando pessoas específicas em seus pontos fracos. Isto porque pessoas maledicentes são estratégicas, não somente irresponsáveis, visto que o objetivo é prejudicar, é destruir o outro em um sentido simbólico ou mesmo real.
E tem pessoas que sabem fazer isto muito bem, apresentando argumentos plausíveis, se vitimizando, se fazendo de “coitadas”, diante de situações em que elas mesmas contribuíram de algum modo para o desenrolar dos acontecimentos que porventura desembocou em um desentendimento. Um dos comportamentos mais comuns dos maledicentes não é somente aumentar ou desvirtuar os acontecimentos, mas sobretudo julgar, apontar o dedo, se esquecendo, como diz o velho e sábio ditado que quando se aponta um dedo para alguém, três estarão apontados em nossa direção.
Nem preciso dizer que pessoas assim são perigosas, mas elas esquecem um detalhe importante: cada relacionamento, seja de amizade, familiar ou conjugal possui em seu bojo características próprias, um amálgama, um envolvimento particular que confere colorações subjetivas e relacionais inerentes a cada convivência.
Todos temos defeitos e virtudes, estamos em aprendizado, em constante processo evolutivo. A vida é uma escola em que todos estamos errando e aprendendo, caindo e levantando, aqui não existem pessoas incólumes, todos somos seres humanos em sua complexidade; lado luz e lado sombra.
Neste viés não faz nenhum sentido viver apontando o defeito e falhas dos outros enquanto sequer foram trabalhadas as próprias. É preciso ter autodiscernimento de que para cada um de nós é necessário muito trabalho, dedicação e principalmente boa vontade para trabalhar a própria evolução ao invés de observar e criticar a vida de outrem. Mas infelizmente nem todos atingiram este grau de conscientização e aqui reitero mais uma vez que não é um processo fácil estar nesta escola chamada vida.
Para refletir:
Primeiro organize sua casa interna para depois querer podar as ervas daninhas do jardim do outro.
*Por Soraya Rodrigues de Aragão
sexta-feira, 4 de maio de 2018
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Felizes são os que se arriscam
Uma vez me disseram que o mais importante na vida é ser feliz. Confesso que demorei para entender. Nesse meio tempo, fui em busca de respostas. Ofereceram-me algumas, mas não me interessei. Até que, sozinho, pude perceber que, para ser feliz, é preciso se arriscar.
A vida não segue roteiro, na verdade, a vida é um espetáculo sem ensaios. Por isso, nem sempre nos saímos bem. Muitas vezes, tentamos nos preparar para as oportunidades, como se pudéssemos ludibriar a senhora do tempo, entretanto, aquelas sempre chegam de maneira diferente do que imaginávamos e, sobretudo, quando não esperamos.
Sendo assim, não há como se preparar para o acaso, para o inesperado, pois, se assim fosse, todo o encanto que só este possui seria mortificado. No entanto, ainda que não saibamos o que fazer, não podemos ser reféns do medo e da insegurança. É necessário estar disposto a se machucar um pouco para que se possa sentir o sabor da felicidade.
Acreditar que se pode ser feliz vivendo de forma reclusa, sem envolvimento, sem acreditar no outro e sem esforço, é uma autossabotagem de quem talvez tenha medo do que a felicidade possa lhe provocar. Talvez tenha medo das feridas e dores que pode ganhar ao longo do caminho e, por isso, prefere esperar a vida passar como se nada de especial pudesse acontecer.
Mas, mesmo que demorem, as oportunidades chegam. E, quando chegam, passam depressa. Assim, pelo medo de se arriscar e se machucar, as oportunidades que a vida nos oferece podem passar. E, junto com elas, a chance de ser feliz.
Nunca saberemos como é o final do caminho, se não estivermos dispostos a caminhar. Nele existirão obstáculos, mas é preciso superá-los, mesmo que, ao tentar, caiamos e tomemos tombos. Afinal, o erro faz parte do aprendizado e todos nós somos capazes de suportar alguns baques.
Se não estivermos dispostos a sair da nossa zona de conforto, seremos apenas representações de “eus” sonhados. Criaremos, na nossa cabeça, um mundo de fantasia, enquanto essa fantasia poderia estar fora, sendo tocada, abraçada, beijada e vivida. Para tanto, é preciso se arriscar e estar disposto a cair algumas vezes.
O tempo é difícil para os sonhadores que procuram algo além do trivial. Contudo, mais do que querer, é necessário ter coragem para agarrar as oportunidades que a vida nos dá. Nem tudo saíra como planejado – e quem disse que precisa o ser? As melhores coisas são aquelas que apenas o silêncio da alma consegue descrever.
A vida passa tão depressa, que desperdiçar a chance de ser feliz pode ser o seu maior pecado. Saia da janela e dance na rua, de pés descalços, olhe o céu e escute os pássaros. Sinta o seu coração, entregue-se aos acasos, arrisque-se e seja corajoso para viver as oportunidades que a vida lhe oferece, pois, com o tempo, os quadros mais bonitos tornam-se apenas borrões e até o coração mais sonhador se torna seco e triste.
*Por Erick Morais
A vida não segue roteiro, na verdade, a vida é um espetáculo sem ensaios. Por isso, nem sempre nos saímos bem. Muitas vezes, tentamos nos preparar para as oportunidades, como se pudéssemos ludibriar a senhora do tempo, entretanto, aquelas sempre chegam de maneira diferente do que imaginávamos e, sobretudo, quando não esperamos.
Sendo assim, não há como se preparar para o acaso, para o inesperado, pois, se assim fosse, todo o encanto que só este possui seria mortificado. No entanto, ainda que não saibamos o que fazer, não podemos ser reféns do medo e da insegurança. É necessário estar disposto a se machucar um pouco para que se possa sentir o sabor da felicidade.
Acreditar que se pode ser feliz vivendo de forma reclusa, sem envolvimento, sem acreditar no outro e sem esforço, é uma autossabotagem de quem talvez tenha medo do que a felicidade possa lhe provocar. Talvez tenha medo das feridas e dores que pode ganhar ao longo do caminho e, por isso, prefere esperar a vida passar como se nada de especial pudesse acontecer.
Mas, mesmo que demorem, as oportunidades chegam. E, quando chegam, passam depressa. Assim, pelo medo de se arriscar e se machucar, as oportunidades que a vida nos oferece podem passar. E, junto com elas, a chance de ser feliz.
Nunca saberemos como é o final do caminho, se não estivermos dispostos a caminhar. Nele existirão obstáculos, mas é preciso superá-los, mesmo que, ao tentar, caiamos e tomemos tombos. Afinal, o erro faz parte do aprendizado e todos nós somos capazes de suportar alguns baques.
Se não estivermos dispostos a sair da nossa zona de conforto, seremos apenas representações de “eus” sonhados. Criaremos, na nossa cabeça, um mundo de fantasia, enquanto essa fantasia poderia estar fora, sendo tocada, abraçada, beijada e vivida. Para tanto, é preciso se arriscar e estar disposto a cair algumas vezes.
O tempo é difícil para os sonhadores que procuram algo além do trivial. Contudo, mais do que querer, é necessário ter coragem para agarrar as oportunidades que a vida nos dá. Nem tudo saíra como planejado – e quem disse que precisa o ser? As melhores coisas são aquelas que apenas o silêncio da alma consegue descrever.
A vida passa tão depressa, que desperdiçar a chance de ser feliz pode ser o seu maior pecado. Saia da janela e dance na rua, de pés descalços, olhe o céu e escute os pássaros. Sinta o seu coração, entregue-se aos acasos, arrisque-se e seja corajoso para viver as oportunidades que a vida lhe oferece, pois, com o tempo, os quadros mais bonitos tornam-se apenas borrões e até o coração mais sonhador se torna seco e triste.
*Por Erick Morais
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Tu é trevo de quatro folhas
Tu é o tipo de pessoa rara de encontrar, o mesmo tipo que a gente não esbarra em qualquer esquina por aí, mas que, por sorte, eu tive a chance de esbarrar.
Tu é a procura incessante e totalmente falha num jardim enorme de milhões de trevos iguais que só se torna visível para quem repara no que não é tão óbvio, no que não fica tão à mostra.
Talvez tu não esteja no meio das maiores possibilidades, mas exatamente no que passa despercebido. Talvez invés do jardim, tu esteja ali, no meio de um paralelepípedo qualquer, solitário e perdido, sem chamar atenção, buscando alguém que ache graça em te encontrar tão sem querer.
E eu tive sorte em te encontrar, tive a sorte vasta de olhar para o que o mundo não percebe e percebi o teu sorriso doce esperando pelo meu olhar confuso. Percebi como o teu jeito único que te faz tão diferente era exatamente o amuleto da sorte que eu precisava ter. Tu é o encontro do diferente em mim que há em ti, como se mesmo disforme e não encaixável ainda fosse a peça que completa o meu quebra-cabeça.
Tu é céu noturno lotado de inúmeros corpos celestes brilhantes que o mundo ignora infiltrado em rotina, mas eu paro para observar. Tu é universo em cada linha de expressão, é ponto a ponto um mapa de novas constelações por ser descoberto.
Tu é o detalhe do detalhe que o artista não viu, o pingo na folha branca que significa mais que um simples ponto de tinta numa imensidão oculta. Teu detalhe é, exatamente, como a quarta folha da sorte num trevo camuflado dentro de uma multidão tão igual.
Tu é o oposto do comum que agrada o mundo, mas exatamente o incomum que agrada a mim. É como manhã fria de inverno e café bem quente, é exatamente aquilo que eu precisava. Tu é trevo de quatro folhas na rotina das minhas obrigações diárias, é esperança no fim do dia. É força para fazer mais e continuar, tu é porta aberta para fora da minha zona de conforto, é telescópio que mostra aquilo que eu não consigo enxergar.
É manhã de domingo à toa, conversa rara e boa. É jeito definido de viver sem definição, é aconchego e colo depois da exaustão. Tu é essência gostosa em manhã de primavera, é brisa do mar, toque de chuva serena e bela.
Tu é jeito sem jeito de trazer sorrisos sinceros, é mania boba de expressão. Tu é jeito doce de viver, é sorte viva que cultivei no meu jardim. Tu é pedaço de sonho que faz o meu querer acordar e eu só quero o leve da vida pra te levar.
*Por Gabrielle Roveda
Tu é a procura incessante e totalmente falha num jardim enorme de milhões de trevos iguais que só se torna visível para quem repara no que não é tão óbvio, no que não fica tão à mostra.
Talvez tu não esteja no meio das maiores possibilidades, mas exatamente no que passa despercebido. Talvez invés do jardim, tu esteja ali, no meio de um paralelepípedo qualquer, solitário e perdido, sem chamar atenção, buscando alguém que ache graça em te encontrar tão sem querer.
E eu tive sorte em te encontrar, tive a sorte vasta de olhar para o que o mundo não percebe e percebi o teu sorriso doce esperando pelo meu olhar confuso. Percebi como o teu jeito único que te faz tão diferente era exatamente o amuleto da sorte que eu precisava ter. Tu é o encontro do diferente em mim que há em ti, como se mesmo disforme e não encaixável ainda fosse a peça que completa o meu quebra-cabeça.
Tu é céu noturno lotado de inúmeros corpos celestes brilhantes que o mundo ignora infiltrado em rotina, mas eu paro para observar. Tu é universo em cada linha de expressão, é ponto a ponto um mapa de novas constelações por ser descoberto.
Tu é o detalhe do detalhe que o artista não viu, o pingo na folha branca que significa mais que um simples ponto de tinta numa imensidão oculta. Teu detalhe é, exatamente, como a quarta folha da sorte num trevo camuflado dentro de uma multidão tão igual.
Tu é o oposto do comum que agrada o mundo, mas exatamente o incomum que agrada a mim. É como manhã fria de inverno e café bem quente, é exatamente aquilo que eu precisava. Tu é trevo de quatro folhas na rotina das minhas obrigações diárias, é esperança no fim do dia. É força para fazer mais e continuar, tu é porta aberta para fora da minha zona de conforto, é telescópio que mostra aquilo que eu não consigo enxergar.
É manhã de domingo à toa, conversa rara e boa. É jeito definido de viver sem definição, é aconchego e colo depois da exaustão. Tu é essência gostosa em manhã de primavera, é brisa do mar, toque de chuva serena e bela.
Tu é jeito sem jeito de trazer sorrisos sinceros, é mania boba de expressão. Tu é jeito doce de viver, é sorte viva que cultivei no meu jardim. Tu é pedaço de sonho que faz o meu querer acordar e eu só quero o leve da vida pra te levar.
*Por Gabrielle Roveda
terça-feira, 1 de maio de 2018
De interesse ao desinteresse é só uma questão de (FALTA) atitude
Esqueçam as palavras, engavetem as fotos, arquivem as declarações. O que faz as pessoas permanecerem interessadas nos relacionamentos são as atitudes diárias e não as declarações escancaradas.
Não que as palavras não mereçam credibilidade, nem que ouvir um ‘eu te amo” não seja maravilhoso, mas entre verdade e teoria, há uma grande diferença.
No livro “Rebelião das Massas”, José Ortega y Gasset afirma que as palavras “servem basicamente para enunciados e provas matemáticas; já ao falar de física começa a ser equívoco e insuficiente. Porém quanto mais a conversação se ocupa de temas mais importantes que esses, mais humanos, mais “reais”, tanto mais aumenta sua imprecisão, sua inépcia e seu confusionismo. Dóceis ao prejuízo inveterado de que falando nos entendemos, dizemos e ouvimos com tão boa fé que acabamos muitas vezes por não nos entendermos, muito mais do que se, mudos, procurássemos adivinhar-nos.”
A verdade é que sabemos muito de tudo e aplicamos pouco de quase nada. Na teoria vivemos o manual do amor perfeito, discursamos sobre fidelidade e temos, na ponta da língua, o exemplo do amor feliz. Na prática, vivemos atrás de relacionamentos perfeitos, mas nunca nos entregamos a nenhum.
Parece que as relações mais bacanas do mundo foram infectadas por um vírus de vaidade sem tamanho. Colocando nas mentes humanas que se ignorarmos, não iniciarmos o diálogo e fizermos charme, despertaremos interesse a ponto de sermos amados incondicionalmente. Nessa linha, o amor parece mais uma tática de jogo do que uma possibilidade de felicidade.
Funciona assim: o que demonstrar menos interesse na relação é o que “vence”. Para tanto, algumas “táticas” devem ser seguidas à risca: não telefone, não responda às mensagens e não diga, em hipótese alguma, que sente saudades. Grande ilusão! Mal sabemos que as pessoas gostam do difícil, não do impossível!
Pela lógica, ninguém gosta de ser rejeitado, humilhado e ignorado. Nessa luta de egos, perde quem finge não se interessar e, perde, quem é alvo do desinteresse, já que ambos anulam a oportunidade de serem felizes. Entenda que amor nunca esteve aliado à rejeição. Essa teoria de que quanto mais charme você fizer, mais amor receberá de volta, é tão enganosa quanto ingênua. Relacionamentos dão certo quando as pessoas estão dispostas a isso. E só!
Portanto, a não ser que você tenha 14 anos, esteja no colegial e nunca tenha namorado, joguinhos amorosos estão fora de cogitação. Tenha bom senso, utilize sua inteligência emocional e jogue limpo. Mais vale um relacionamento real do que vários pseudo- relacionamentos carregados de charminhos.
*Por Pamela Camocardi
Não que as palavras não mereçam credibilidade, nem que ouvir um ‘eu te amo” não seja maravilhoso, mas entre verdade e teoria, há uma grande diferença.
No livro “Rebelião das Massas”, José Ortega y Gasset afirma que as palavras “servem basicamente para enunciados e provas matemáticas; já ao falar de física começa a ser equívoco e insuficiente. Porém quanto mais a conversação se ocupa de temas mais importantes que esses, mais humanos, mais “reais”, tanto mais aumenta sua imprecisão, sua inépcia e seu confusionismo. Dóceis ao prejuízo inveterado de que falando nos entendemos, dizemos e ouvimos com tão boa fé que acabamos muitas vezes por não nos entendermos, muito mais do que se, mudos, procurássemos adivinhar-nos.”
A verdade é que sabemos muito de tudo e aplicamos pouco de quase nada. Na teoria vivemos o manual do amor perfeito, discursamos sobre fidelidade e temos, na ponta da língua, o exemplo do amor feliz. Na prática, vivemos atrás de relacionamentos perfeitos, mas nunca nos entregamos a nenhum.
Parece que as relações mais bacanas do mundo foram infectadas por um vírus de vaidade sem tamanho. Colocando nas mentes humanas que se ignorarmos, não iniciarmos o diálogo e fizermos charme, despertaremos interesse a ponto de sermos amados incondicionalmente. Nessa linha, o amor parece mais uma tática de jogo do que uma possibilidade de felicidade.
Funciona assim: o que demonstrar menos interesse na relação é o que “vence”. Para tanto, algumas “táticas” devem ser seguidas à risca: não telefone, não responda às mensagens e não diga, em hipótese alguma, que sente saudades. Grande ilusão! Mal sabemos que as pessoas gostam do difícil, não do impossível!
Pela lógica, ninguém gosta de ser rejeitado, humilhado e ignorado. Nessa luta de egos, perde quem finge não se interessar e, perde, quem é alvo do desinteresse, já que ambos anulam a oportunidade de serem felizes. Entenda que amor nunca esteve aliado à rejeição. Essa teoria de que quanto mais charme você fizer, mais amor receberá de volta, é tão enganosa quanto ingênua. Relacionamentos dão certo quando as pessoas estão dispostas a isso. E só!
Portanto, a não ser que você tenha 14 anos, esteja no colegial e nunca tenha namorado, joguinhos amorosos estão fora de cogitação. Tenha bom senso, utilize sua inteligência emocional e jogue limpo. Mais vale um relacionamento real do que vários pseudo- relacionamentos carregados de charminhos.
*Por Pamela Camocardi
segunda-feira, 30 de abril de 2018
A vaidade e o orgulho que ainda existem em nós
Todos gostamos de ser tratados com educação, respeito, boa vontade. Temos o entendimento de que também precisamos dispensar às pessoas o mesmo trato que gostaríamos de receber, a forma respeitosa no falar e a boa vontade no agir.
Claro que tudo isso não se confunde com a formalidade. Antes uma abordagem informal, mas sincera e com um ânimo positivo, a um tratamento formal e rude, portentoso nas palavras, mas com pouca intenção de ajudar e quase nenhuma disposição em realizar.
Sabemos disso. Sabemos também que, se quisermos realmente ajudar, precisamos entender as limitações do outro, simplificar o vocabulário, ter a humildade de nos colocarmos no lugar daquele que requer a nossa atenção. Simplificar, descer do salto com categoria, entendendo que às vezes é preciso ser menos para conseguir o mais.
Educação, respeito, boa vontade e simplicidade sem olhar a quem e da maneira como a situação exigir. Trata-se de um passo importante em nossa caminhada e a maioria de nós entende, perfeitamente, os valores de que estamos tratando.
O problema ocorre quando alguém quebra a regra e, não por coincidência do destino, somos a “vítima” do orgulho e menosprezo alheio.
Sentimentos inferiores são descobertos e aflorados em nós quando somos tratados com excesso de formalidade, sem boa intenção por parte de nosso interlocutor, quando alguém nos fala sem uma real vontade de nos ajudar, mesmo que tenhamos total razão naquilo que precisamos, quando somos estereotipados em torno de algum pré-julgamento que o outro nos faça, relacionado a algum dado exterior e sem importância que carregamos, mas não condizente com aquilo que somos, ferindo a nossa autoestima e maculando a nossa vaidade. Sim, a nossa vaidade.
Ficamos perplexos, com raiva, mas, na verdade, e pensando bem, não deveríamos ficar. Intimamente, sentimo-nos feridos naquilo que acreditamos possuir de mais íntegro, a nossa bela imagem perante nós mesmos e perante os demais, que foi invadida e usurpada por um alguém qualquer que mal nos conhece de fato.
Peraí, você sabe com quem está falando? É o que pensamos de maneira consciente ou inconsciente. Sabe quem eu sou? Quanto eu precisei passar, quanto eu me esforcei para chegar até aqui? E quem é você para me tratar assim, para me pré-julgar dessa forma? Esse tipo de sentimento negativo nos invade a alma, incitando-nos a uma autodefesa desnecessária. Afinal, quem é rei não perde a majestade, estando ou não na posse da coroa, independentemente dos títulos que conquistamos e do olhar julgador do outro.
Ao invés de cultivarmos a raiva que nos foi desencadeada ou, então, de nos sentirmos diminuídos perante a reprovação implícita no julgamento alheio, deveríamos analisar o motivo que nos levou a ter sentimentos tão desproporcionais. Não vale colocar a culpa no pretenso agressor. Sem dúvida, ele foi apenas o instrumento que o destino colocou em nosso caminho, e não por acaso, para que pudéssemos avaliar melhor os nossos próprios sentimentos e vibrações. Um instrumento para testar a força de nosso ego que nos impede de alçar voos mais largos em direção ao infinito.
Um ego vaidoso e orgulhoso que não admite a contrariedade a nossos desejos e à forma como queremos ser vistos pela sociedade. Talvez o olhar do outro seja apenas o reflexo de nós mesmos, alertando-nos sobre a excessiva vaidade que ainda carregamos e que não admite diminuição. Afinal, a dor que sentimos sempre possui uma causa. A raiva é apenas um sintoma, mostrando que algo em nós precisa melhorar.
O sentimento negativo ou pré-julgamento do outro é um problema dele. A nós cabe, tão somente, a mudança.
Há de se eliminar a vaidade nossa de cada dia, luta árdua interior de cada um de nós, antes que esse sentimento pernicioso contamine os espaços onde frequentamos, tornando os ambientes palco de brigas infinitas, todos inflamados com o seu próprio ego, situação infelizmente muito comum nos tempos hodiernos.
*Por Regiane Reis
Claro que tudo isso não se confunde com a formalidade. Antes uma abordagem informal, mas sincera e com um ânimo positivo, a um tratamento formal e rude, portentoso nas palavras, mas com pouca intenção de ajudar e quase nenhuma disposição em realizar.
Sabemos disso. Sabemos também que, se quisermos realmente ajudar, precisamos entender as limitações do outro, simplificar o vocabulário, ter a humildade de nos colocarmos no lugar daquele que requer a nossa atenção. Simplificar, descer do salto com categoria, entendendo que às vezes é preciso ser menos para conseguir o mais.
Educação, respeito, boa vontade e simplicidade sem olhar a quem e da maneira como a situação exigir. Trata-se de um passo importante em nossa caminhada e a maioria de nós entende, perfeitamente, os valores de que estamos tratando.
O problema ocorre quando alguém quebra a regra e, não por coincidência do destino, somos a “vítima” do orgulho e menosprezo alheio.
Sentimentos inferiores são descobertos e aflorados em nós quando somos tratados com excesso de formalidade, sem boa intenção por parte de nosso interlocutor, quando alguém nos fala sem uma real vontade de nos ajudar, mesmo que tenhamos total razão naquilo que precisamos, quando somos estereotipados em torno de algum pré-julgamento que o outro nos faça, relacionado a algum dado exterior e sem importância que carregamos, mas não condizente com aquilo que somos, ferindo a nossa autoestima e maculando a nossa vaidade. Sim, a nossa vaidade.
Ficamos perplexos, com raiva, mas, na verdade, e pensando bem, não deveríamos ficar. Intimamente, sentimo-nos feridos naquilo que acreditamos possuir de mais íntegro, a nossa bela imagem perante nós mesmos e perante os demais, que foi invadida e usurpada por um alguém qualquer que mal nos conhece de fato.
Peraí, você sabe com quem está falando? É o que pensamos de maneira consciente ou inconsciente. Sabe quem eu sou? Quanto eu precisei passar, quanto eu me esforcei para chegar até aqui? E quem é você para me tratar assim, para me pré-julgar dessa forma? Esse tipo de sentimento negativo nos invade a alma, incitando-nos a uma autodefesa desnecessária. Afinal, quem é rei não perde a majestade, estando ou não na posse da coroa, independentemente dos títulos que conquistamos e do olhar julgador do outro.
Ao invés de cultivarmos a raiva que nos foi desencadeada ou, então, de nos sentirmos diminuídos perante a reprovação implícita no julgamento alheio, deveríamos analisar o motivo que nos levou a ter sentimentos tão desproporcionais. Não vale colocar a culpa no pretenso agressor. Sem dúvida, ele foi apenas o instrumento que o destino colocou em nosso caminho, e não por acaso, para que pudéssemos avaliar melhor os nossos próprios sentimentos e vibrações. Um instrumento para testar a força de nosso ego que nos impede de alçar voos mais largos em direção ao infinito.
Um ego vaidoso e orgulhoso que não admite a contrariedade a nossos desejos e à forma como queremos ser vistos pela sociedade. Talvez o olhar do outro seja apenas o reflexo de nós mesmos, alertando-nos sobre a excessiva vaidade que ainda carregamos e que não admite diminuição. Afinal, a dor que sentimos sempre possui uma causa. A raiva é apenas um sintoma, mostrando que algo em nós precisa melhorar.
O sentimento negativo ou pré-julgamento do outro é um problema dele. A nós cabe, tão somente, a mudança.
Há de se eliminar a vaidade nossa de cada dia, luta árdua interior de cada um de nós, antes que esse sentimento pernicioso contamine os espaços onde frequentamos, tornando os ambientes palco de brigas infinitas, todos inflamados com o seu próprio ego, situação infelizmente muito comum nos tempos hodiernos.
*Por Regiane Reis
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Use o cérebro antes de usar a língua
Mais do que falar, devemos saber o que, quando, como e com quem falar; caso contrário, as palavras soarão apenas como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador, pois o silêncio quase nunca erra.
A sabedoria popular já nos aconselha que a palavra é prata e o silêncio é ouro, não à toa. Saber o momento certo para nos expressarmos, bem como usando as palavras mais adequadas, é uma das melhores formas de não entrarmos em discussões desnecessárias e de evitarmos magoar as pessoas. Além disso, o fato de termos uma opinião formada não quer dizer que estamos certos.
A comunicação humana realmente é muito complexa, pois envolve pontos de vista distintos, às vezes semelhantes, muitas vezes dissonantes. Cada um de nós possui as próprias formas de pensar e de sentir as coisas, pois cada pessoa passa por lugares diferentes, vem de onde o outro nem imagina, passa por situações que moldaram sua visão de mundo de forma singular.
Por isso é que não devemos esperar que o outro tenha as mesmas reações que as nossas ou se comporte conforme aquilo que esperamos. Por isso é que não podemos achar que sabemos exatamente o que o outro precisa ouvir naquele momento, que estaremos o ajudando quando opinarmos ou darmos conselhos. Muitas vezes, não queremos ouvir nada de ninguém, nem estamos prontos para receber alguma coisa – queremos paz e silêncio.
É preciso perceber que existem momentos em que não adianta tentar conversar, tampouco seremos ouvidos. Da mesma forma, devemos ter noção do nosso grau de intimidade com a pessoa a quem queremos expressar nossas opiniões, pois estaremos sendo invasivos, indelicados e desagradáveis, caso não sejamos próximos o bastante. Afinal, quem somos nós, para falar o que quisermos para quem quisermos?
E, mesmo que se trate de alguém com quem tenhamos uma relação forte e constituída, não podemos supor que possuímos um passe livre para adentrar na vida dele quando e como quisermos. Com amigos, familiares e parceiros, temos ainda uma obrigação maior de saber até onde podemos ir, com quais palavras devemos entrar e o momento certo de agir e de falar.
Ninguém é obrigado a ouvir o que não quiser, a não ser em situações específicas, como nas orientações no trabalho, nas correções que os pais fazem, na escola. Mesmo assim, a maneira como as coisas são ditas fazem toda a diferença na receptividade do ouvinte. Grosserias são automaticamente repelidas por quem as recebe e, na maioria das vezes, devolvidas no mesmo ritmo ofensivo.
É preciso, portanto, muita ponderação e discernimento no trato com as pessoas, principalmente quando elas estão passando por situações difíceis e desagradáveis, pois nem sempre estarão abertas ao diálogo. Mais do que falar, devemos saber o que, quando, como e com quem falar, caso contrário, as palavras soarão simplesmente como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador, que quase nunca erra. Silêncio raramente é sinal de burrice: use e abuse.
*POR MARCEL CAMARGO
A sabedoria popular já nos aconselha que a palavra é prata e o silêncio é ouro, não à toa. Saber o momento certo para nos expressarmos, bem como usando as palavras mais adequadas, é uma das melhores formas de não entrarmos em discussões desnecessárias e de evitarmos magoar as pessoas. Além disso, o fato de termos uma opinião formada não quer dizer que estamos certos.
A comunicação humana realmente é muito complexa, pois envolve pontos de vista distintos, às vezes semelhantes, muitas vezes dissonantes. Cada um de nós possui as próprias formas de pensar e de sentir as coisas, pois cada pessoa passa por lugares diferentes, vem de onde o outro nem imagina, passa por situações que moldaram sua visão de mundo de forma singular.
Por isso é que não devemos esperar que o outro tenha as mesmas reações que as nossas ou se comporte conforme aquilo que esperamos. Por isso é que não podemos achar que sabemos exatamente o que o outro precisa ouvir naquele momento, que estaremos o ajudando quando opinarmos ou darmos conselhos. Muitas vezes, não queremos ouvir nada de ninguém, nem estamos prontos para receber alguma coisa – queremos paz e silêncio.
É preciso perceber que existem momentos em que não adianta tentar conversar, tampouco seremos ouvidos. Da mesma forma, devemos ter noção do nosso grau de intimidade com a pessoa a quem queremos expressar nossas opiniões, pois estaremos sendo invasivos, indelicados e desagradáveis, caso não sejamos próximos o bastante. Afinal, quem somos nós, para falar o que quisermos para quem quisermos?
E, mesmo que se trate de alguém com quem tenhamos uma relação forte e constituída, não podemos supor que possuímos um passe livre para adentrar na vida dele quando e como quisermos. Com amigos, familiares e parceiros, temos ainda uma obrigação maior de saber até onde podemos ir, com quais palavras devemos entrar e o momento certo de agir e de falar.
Ninguém é obrigado a ouvir o que não quiser, a não ser em situações específicas, como nas orientações no trabalho, nas correções que os pais fazem, na escola. Mesmo assim, a maneira como as coisas são ditas fazem toda a diferença na receptividade do ouvinte. Grosserias são automaticamente repelidas por quem as recebe e, na maioria das vezes, devolvidas no mesmo ritmo ofensivo.
É preciso, portanto, muita ponderação e discernimento no trato com as pessoas, principalmente quando elas estão passando por situações difíceis e desagradáveis, pois nem sempre estarão abertas ao diálogo. Mais do que falar, devemos saber o que, quando, como e com quem falar, caso contrário, as palavras soarão simplesmente como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador, que quase nunca erra. Silêncio raramente é sinal de burrice: use e abuse.
*POR MARCEL CAMARGO
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Aceitar para tudo fluir
Todos nós somos resistentes em aceitar situações ou pessoas que não estão dentro das nossas expectativas. Queremos que tudo aconteça no tempo e nas condições que desejamos. Ficamos nos envenenando com o “não aceito”, gerando sofrimento com a nossa resistência e travando tudo que deveria fluir naturalmente em seu percurso.
Precisamos entender que aceitar uma situação como ela se apresenta não é se acomodar à mesma, mas sim buscar entender que tudo tem o seu tempo, e tudo é como tem que ser. Se agimos com todas as possibilidades para que tal situação se apresentasse de uma maneira, e a mesma está em outra, de nada nos adiantará a não aceitação, pois isso não a mudará, uma vez que sobre ela descarregamos toda uma tensão, uma resistência contra a sua natureza do momento.
Aceitar é entender que a mesma existe, em um ponto que não é o desejado, que faremos o que for necessário quando possível, sem criar expectativas e sim tendo paciência em sua manifestação natural.
Imaginemos como exemplo uma situação em que fomos dispensados do emprego, em um momento que por nos sentirmos seguros nele, financiamos uma casa, carro ou qualquer outra coisa, e certamente se não encontrarmos em seguida outra colocação, vamos passar talvez alguns apuros. Nos envolvermos em um véu de indignação e revolta, não aceitando a situação, não a mudará em absolutamente nada. Primeiro temos que aceitar que estamos desempregados, segundo faremos o possível para mudar a situação buscando novas colocações, economizando e até renegociando contas, terceiro vamos esperar sem ansiedade que os resultados se apresentem em seu tempo. Bater a cabeça na parede com o “não aceito”, isso tem que mudar “agora”, só tornará a situação mais crítica.
Aceitar é parar com a luta interna, de posse de tudo ao nosso tempo e a nossa maneira
Este é um mecanismo sabotador da nossa tranqüilidade e conquista. Precisamos manter a atenção no objetivo, manter o foco, mas sem a ansiedade de que tem que ser. A vida em si não se esforça nem resiste a nada e acontece em perfeita harmonia, cada coisa em seu tempo. Aceitar é entregar-se para um novo momento, entendendo que na vida nada é imutável, permanente. Resistir a isso é bloquear o fluxo natural das coisas.
Quando começamos a agir com leveza, tudo flui, e sempre para uma condição melhor. É a vida fazendo a sua parte perfeita. Quando não ficamos nos perguntando: “porque isso está acontecendo comigo”, ou “eu não planejei assim”, e simplesmente aceitamos que não temos o controle da vida, então estamos na liberdade de “aceitação”, e experimentaremos a beleza natural do fluxo da vida.
Do livro “O Poder do Agora” de Eckhart Tolle, deixo este trecho para reflexão. “A vida é agora. Nunca houve um momento em que a sua vida não foi agora, nem nunca haverá. Seja qual for o conteúdo do momento presente, aceite-o como se você o tivesse escolhido. Sempre trabalhe com ele, não contra ele. Torne-o seu amigo e aliado, não seu inimigo. Isso vai milagrosamente transformar toda a sua vida.”
*Por Gil Epifânia
Precisamos entender que aceitar uma situação como ela se apresenta não é se acomodar à mesma, mas sim buscar entender que tudo tem o seu tempo, e tudo é como tem que ser. Se agimos com todas as possibilidades para que tal situação se apresentasse de uma maneira, e a mesma está em outra, de nada nos adiantará a não aceitação, pois isso não a mudará, uma vez que sobre ela descarregamos toda uma tensão, uma resistência contra a sua natureza do momento.
Aceitar é entender que a mesma existe, em um ponto que não é o desejado, que faremos o que for necessário quando possível, sem criar expectativas e sim tendo paciência em sua manifestação natural.
Imaginemos como exemplo uma situação em que fomos dispensados do emprego, em um momento que por nos sentirmos seguros nele, financiamos uma casa, carro ou qualquer outra coisa, e certamente se não encontrarmos em seguida outra colocação, vamos passar talvez alguns apuros. Nos envolvermos em um véu de indignação e revolta, não aceitando a situação, não a mudará em absolutamente nada. Primeiro temos que aceitar que estamos desempregados, segundo faremos o possível para mudar a situação buscando novas colocações, economizando e até renegociando contas, terceiro vamos esperar sem ansiedade que os resultados se apresentem em seu tempo. Bater a cabeça na parede com o “não aceito”, isso tem que mudar “agora”, só tornará a situação mais crítica.
Aceitar é parar com a luta interna, de posse de tudo ao nosso tempo e a nossa maneira
Este é um mecanismo sabotador da nossa tranqüilidade e conquista. Precisamos manter a atenção no objetivo, manter o foco, mas sem a ansiedade de que tem que ser. A vida em si não se esforça nem resiste a nada e acontece em perfeita harmonia, cada coisa em seu tempo. Aceitar é entregar-se para um novo momento, entendendo que na vida nada é imutável, permanente. Resistir a isso é bloquear o fluxo natural das coisas.
Quando começamos a agir com leveza, tudo flui, e sempre para uma condição melhor. É a vida fazendo a sua parte perfeita. Quando não ficamos nos perguntando: “porque isso está acontecendo comigo”, ou “eu não planejei assim”, e simplesmente aceitamos que não temos o controle da vida, então estamos na liberdade de “aceitação”, e experimentaremos a beleza natural do fluxo da vida.
Do livro “O Poder do Agora” de Eckhart Tolle, deixo este trecho para reflexão. “A vida é agora. Nunca houve um momento em que a sua vida não foi agora, nem nunca haverá. Seja qual for o conteúdo do momento presente, aceite-o como se você o tivesse escolhido. Sempre trabalhe com ele, não contra ele. Torne-o seu amigo e aliado, não seu inimigo. Isso vai milagrosamente transformar toda a sua vida.”
*Por Gil Epifânia
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.
É possível separar-se de alguém com respeito e com ternura.É possível um divórcio verdadeiramente amigável.
Mas para isso é preciso que as duas pessoas envolvidas no processo de desfazer um laço de intimidade tenham amadurecido o suficiente para conhecer a si mesmas.
Caminhamos lado a lado com algumas pessoas em alguns momentos da vida.
Minha professora de hatha ioga, Walkiria Leitão, comentou em uma de nossas aulas:
“A vida é como atravessar uma ponte. Nem sempre as pessoas com quem iniciamos a travessia são as mesmas que nos cercam agora ou com quem chegaremos do outro lado. Mas sempre há alguém por perto. Nunca estamos sós.”
O medo da solidão, muitas vezes, faz com que as pessoas suportem o insuportável. Ou se lamentem após uma separação, apegadas até mesmo ao conflito conhecido.
Ainda há mulheres que sofrem violências morais e até mesmo físicas de seus companheiros ou companheiras.
Ainda há homens que sofrem violências morais e até mesmo físicas de suas companheiras ou companheiros.
Como dar limites? Como conhecer esses limites?
Quando os limites são desrespeitados, as dificuldades começam. Dificuldades que podem levar à separação e ao divórcio. Dificuldades que podem levar ao sofrimento filhos e filhas, animais de estimação, amigos, familiares.
Caminhamos lado a lado.
Ou não.
Quando nos afastamos e nos distanciamos, nunca é repentino.
Um processo que, se desenvolvermos a clara percepção da realidade do assim como é, poderemos prever, antecipar e até mesmo alterar o desenvolvimento do processo.
Entretanto, se não conseguirmos antever o que já acontece, se colocarmos lentes fantasiosas sobre a realidade, poderemos nos desiludir e nos sentirmos traídos na confiança mais íntima do ser.
Professor Hermógenes, um dos pioneiros do yoga no Brasil, fala sobre a criação de uma nova religião chamada “desilusionismo”:
“Cada vez que temos uma desilusão estamos mais perto da verdade, por isso agradecemos.”
Se você teve uma desilusão é porque não estava em plena atenção. Mas não fique com raiva nem de você nem da outra pessoa.
Nada é fixo. Nada é permanente.
Saber abrir mão, desapegar-se – até da maneira como tem vivido – é abrir novas possibilidades para todos.
Por que sofrer? Por que manter relações estagnadas ou de conflito permanente? Ou como transformar essas relações e dar vida nova ao relacionamento?
Apreciar e compreender a vida em cada instante é uma arte a ser praticada.
Separar-se dói, confunde, mexe com sonhos e estruturas básicas de relacionamentos.
Separação pode ser também uma bênção, uma libertação de uma fantasia, de uma ilusão.
Observe em profundidade.
Será que ainda é possível restaurar o vaso antigo?
No Japão, as peças restauradas são mais valiosas do que as novas. Tem história, emoção, sentimento.
Cuidado com o eu menor.
Cuidado com sentimentos de rancor, raiva, vingança.
Esse sentimentos destroem você, mais do que as outras pessoas.
Desenvolva a mente de sabedoria e de compaixão.
Queira o bem de todos os seres. Isso inclui você.
Cuide-se bem e aprecie a sua vida – assim como é –, renovando-se a cada instante e abrindo portais para o desconhecido, o novo – que pode ser antigo, mas novo a cada instante.
Mantenha viva a chama do amor incondicional e saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.
Esse o princípio de uma cultura de paz e de não violência ativa.
Que assim seja, para o bem de todos os seres.
Mãos em prece!
*Por A Grande Arte De Ser Feliz
terça-feira, 24 de abril de 2018
Nem todo mundo se importa, a maioria só está mesmo curiosa
Depois de um tempo, a gente passa a perceber que não são todas as pessoas que se importam de fato conosco. A maioria só está mesmo curiosa. Comparam as suas vitórias e derrotas e acham que a vida é uma grande competição.
Não há nada mais triste que travar um combate de valores e potenciais que não seja aquele consigo mesmo. É sempre bom saber que a vida opera de forma abundante e ilimitada, por isso penso que é um grande descaso levar a vida no estilo migalhas.
Não observar a si próprio é andar num terreno desconhecido. É ser como um balde vazio quando há uma inundação de potencialidade por dentro. Baldes vazios fazem barulho, caem por si quando transportados, não sabem que para serem plenos é preciso se encherem dos próprios talentos.
Ignoram quem são e por isso não se beneficiam da própria fonte. Não há uso das próprias qualidades, porque o que o outro faz ou realiza é sempre maior e mais interessante.
A inveja atrai olhares que não são de louvores. É a curva negativa que afugenta qualquer tentativa de admiração. Ela é a prima má que só sabe reparar e não se inspirar. Sim, e tem gente que torce mesmo pelo fracasso alheio.
Nem sempre nos agradamos com nossas próprias escolhas e realizações, imagina então agradar aos demais? Há também aqueles que não gostam nem de si mesmos, imagina gostar do outro?
Não há como fugir das críticas e as escolhas não devem depender delas pois sempre haverão pontos de vista limitados. É a jornada de cada um. Nem todos despertam ao mesmo tempo para algo maior. O aprendizado acontece, cedo ou tarde, você querendo ou não.
Nesse caminho sinuoso, devemos seguir o nosso coração sem deixar se abalar pelo o que o outro pensa ou quer de nós. É melhor viver em liberdade que morrer sendo modelo de vida ou um alguém que não nós mesmos; Acreditar em si não necessita de aprovação alheia. Há um mestre sábio dentro de cada um de nós.
*Por Anieli Talon
Não há nada mais triste que travar um combate de valores e potenciais que não seja aquele consigo mesmo. É sempre bom saber que a vida opera de forma abundante e ilimitada, por isso penso que é um grande descaso levar a vida no estilo migalhas.
Não observar a si próprio é andar num terreno desconhecido. É ser como um balde vazio quando há uma inundação de potencialidade por dentro. Baldes vazios fazem barulho, caem por si quando transportados, não sabem que para serem plenos é preciso se encherem dos próprios talentos.
Ignoram quem são e por isso não se beneficiam da própria fonte. Não há uso das próprias qualidades, porque o que o outro faz ou realiza é sempre maior e mais interessante.
A inveja atrai olhares que não são de louvores. É a curva negativa que afugenta qualquer tentativa de admiração. Ela é a prima má que só sabe reparar e não se inspirar. Sim, e tem gente que torce mesmo pelo fracasso alheio.
Nem sempre nos agradamos com nossas próprias escolhas e realizações, imagina então agradar aos demais? Há também aqueles que não gostam nem de si mesmos, imagina gostar do outro?
Não há como fugir das críticas e as escolhas não devem depender delas pois sempre haverão pontos de vista limitados. É a jornada de cada um. Nem todos despertam ao mesmo tempo para algo maior. O aprendizado acontece, cedo ou tarde, você querendo ou não.
Nesse caminho sinuoso, devemos seguir o nosso coração sem deixar se abalar pelo o que o outro pensa ou quer de nós. É melhor viver em liberdade que morrer sendo modelo de vida ou um alguém que não nós mesmos; Acreditar em si não necessita de aprovação alheia. Há um mestre sábio dentro de cada um de nós.
*Por Anieli Talon
segunda-feira, 23 de abril de 2018
O conto budista que nos ensina a ignorar quem nos machuca
Estamos tão acostumados a reagir por impulso quando alguém nos machuca, que acabamos envenenando o nosso dia ou, às vezes, a nossa vida. Este conto budista nos mostra que muitas vezes nossa felicidade pode depender da nossa capacidade de ignorar aqueles que nos prejudicam.
Quantas vezes nos sentimos ofendidos, tristes, irritados com o comportamento dos outros? Estas reações são comuns e fazem parte do comportamento normal do ser humano. O problema surge quando os sentimentos negativos começam a aflorar e acabam nos desgastando.
Aprender a ignorar uma pessoa tóxica não é simples, mas envolve uma profunda mudança de atitude. Devemos aprender a abrir a mente e a ver as coisas sob um outro ponto de vista. Nesse sentido, falaremos da “aceitação radical”, uma técnica desenvolvida pela psicóloga Marsha M. Linehan da Universidade de Washington.
Do que se trata a aceitação radical?
Trata-se de aceitar algo sem julgamentos. Vamos dar um exemplo: quando alguém nos irrita com suas palavras ou com seus gestos, é porque nós mesmos esperamos determinados comportamentos daquele alguém, e rejeitamos um comportamento diverso daquele que tínhamos imaginado.
Segundo Linehan, essa rejeição alimenta a frustração, o ressentimento, o ódio ou a tristeza e, ao contrário, quando se pratica a aceitação radical, se aceita simplesmente o que quer que tenha acontecido, sem entrar no julgamento do mérito. A distância psicológica cria uma espécie de escudo e garante que, em uma ou em outra situação, não sejamos emocionalmente prejudicados.
Para ser feliz, é preciso ignorar
Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer uma palavra, cuspiu-lhe em seu rosto. Seus discípulos ficaram super bravos.
Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:
– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!
Buda se enxugou calmamente e respondeu a Ananda:
– Não. Vou falar eu com ele.
E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda disse ao homem:
– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos muito gratos!
Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.
Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos seus pés. Então o Buda se voltou para Ananda:
– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser explicado em palavras.
O homem olhou para o Buda e disse:
– Perdoe-me pelo que fiz com você ontem.
O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e explicou-lhe:
– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu, está agora aqui. Não vejo ninguém tão bravo quanto a ele. Agora você não é mais o mesmo homem de ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa te perdoar. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe, já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.
O que Buda nos ensina com essa história?
A pessoa sincera e justa não tem motivos para reagir às ofensas porque estas provêm da imagem que uma mente distorcida pode ter, e não da realidade dos fatos. Então, se alguém se comportar mal com você, não deixe sua atitude alterar seu equilíbrio psicológico. Isso só prejudica você e à quem você dá muita importância.
Buda então nos ensina que as coisas podem mudar rapidamente, e também que devemos ter inteligência para compreender isso. Às vezes, passam-se meses antes das desculpas chegarem (se é que chegam), mas o mestre nos diz que não há motivo para levar a mal algo que, tendo passado, no presente já não existe mais.
*A Grande Arte De Ser Feliz
Quantas vezes nos sentimos ofendidos, tristes, irritados com o comportamento dos outros? Estas reações são comuns e fazem parte do comportamento normal do ser humano. O problema surge quando os sentimentos negativos começam a aflorar e acabam nos desgastando.
Aprender a ignorar uma pessoa tóxica não é simples, mas envolve uma profunda mudança de atitude. Devemos aprender a abrir a mente e a ver as coisas sob um outro ponto de vista. Nesse sentido, falaremos da “aceitação radical”, uma técnica desenvolvida pela psicóloga Marsha M. Linehan da Universidade de Washington.
Do que se trata a aceitação radical?
Trata-se de aceitar algo sem julgamentos. Vamos dar um exemplo: quando alguém nos irrita com suas palavras ou com seus gestos, é porque nós mesmos esperamos determinados comportamentos daquele alguém, e rejeitamos um comportamento diverso daquele que tínhamos imaginado.
Segundo Linehan, essa rejeição alimenta a frustração, o ressentimento, o ódio ou a tristeza e, ao contrário, quando se pratica a aceitação radical, se aceita simplesmente o que quer que tenha acontecido, sem entrar no julgamento do mérito. A distância psicológica cria uma espécie de escudo e garante que, em uma ou em outra situação, não sejamos emocionalmente prejudicados.
Para ser feliz, é preciso ignorar
Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer uma palavra, cuspiu-lhe em seu rosto. Seus discípulos ficaram super bravos.
Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:
– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!
Buda se enxugou calmamente e respondeu a Ananda:
– Não. Vou falar eu com ele.
E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda disse ao homem:
– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos muito gratos!
Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.
Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos seus pés. Então o Buda se voltou para Ananda:
– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser explicado em palavras.
O homem olhou para o Buda e disse:
– Perdoe-me pelo que fiz com você ontem.
O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e explicou-lhe:
– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu, está agora aqui. Não vejo ninguém tão bravo quanto a ele. Agora você não é mais o mesmo homem de ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa te perdoar. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe, já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.
O que Buda nos ensina com essa história?
A pessoa sincera e justa não tem motivos para reagir às ofensas porque estas provêm da imagem que uma mente distorcida pode ter, e não da realidade dos fatos. Então, se alguém se comportar mal com você, não deixe sua atitude alterar seu equilíbrio psicológico. Isso só prejudica você e à quem você dá muita importância.
Buda então nos ensina que as coisas podem mudar rapidamente, e também que devemos ter inteligência para compreender isso. Às vezes, passam-se meses antes das desculpas chegarem (se é que chegam), mas o mestre nos diz que não há motivo para levar a mal algo que, tendo passado, no presente já não existe mais.
*A Grande Arte De Ser Feliz
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Às vezes achamos que a vida diz “não”, mas diz apenas “espere”
Às vezes achamos que a vida nos nega aquilo que queremos quando na realidade está dizendo apenas “Espere, tudo tem sua hora”. É difícil para nós aceitar que cada situação e cada acontecimento tem seu tempo e que não há motivo para o mundo se curvar ao nosso ritmo.
Crescemos normalmente com a crença interior que o normal é pensar “quero isso e quero agora, não quero esperar mais”. Então, quando vemos que na realidade o que queremos não chega quando nós queremos, nos damos conta que cada desejo tem seu tempo e a única coisa que conseguimos tendo pressa é criar ilusões e expectativas.
Devemos nos esforçar para viver no aqui e agora, para fomentar nossa capacidade de espera e o dom da paciência, pois ela nos ajudará a aproveitar a vida como ela é.
A questão é investir esforço para correr atrás até colhermos o sucesso, até que nossos objetivos, metas e desejos sejam alcançados. Só fracassando, caindo e nos levantando podemos saborear aquilo que desejamos e parece nunca chegar.
O mesmo se passa com o amor, que nunca chega quando estamos procurando, mas sim quando menos esperamos. Isso é algo que não entendemos e que pode nos desesperar até o limite. De fato, quando desejamos o amor e este não aparece, acabamos achando que a culpa é nossa e que não merecemos o amor.
Espere: tudo passa, tudo chega e tudo muda
Na verdade internalizar algo assim como “espere, tudo tem sua hora”, requer que façamos um grande exercício de autocontrole. Ou seja, se alguém nos coloca diante de uma situação e sabemos exatamente o desfecho que desejamos dela, para esperar que esse desfecho aconteça devemos tentar nos focar em outros pontos para não darmos tanta atenção à espera em si.
Ou seja, usar estratégias de autocontrole que nos permitam ser capazes de reprimir a tentação de atropelar a ordem das coisas e tentar adiantar algum acontecimento. Isso é tentador. Em um experimento realizado nos anos 60 pelo psicólogo Walter Mischel da Universidade de Columbia, crianças eram colocadas em frente a doces e avisadas de que se esperassem um minuto sem comer o doce, ganhariam outro doce e então poderiam comer os dois.
Algumas estratégias usadas pelas crianças que não comeram o doce no primeiro muito foram dançar, cantar, virar para o outro lado, distrair-se com outras coisas. Posteriormente, acompanhando a vida dessas crianças, notou-se que as que não comeram o doce e tinham maior capacidade de controlar os impulsos na infância mantiveram essa capacidade na vida adulta.
A capacidade de espera e autocontrole começam a se desenvolver desde que nascemos, fazendo-se mais presente partir dos 4-5 anos.
Agora, saindo das metáforas, podemos perceber que buscar recompensas é algo que fazemos diariamente (por exemplo, vamos trabalhar para ganhar um salário no fim do mês). A luta entre nossos desejos e o autocontrole (entre a gratificação instantânea e a que demora) resulta em um grande aprendizado emocional desde que somos pequenos.
Dar tempo ao tempo ajuda a tolerar a frustração
Às vezes os acontecimentos gratificantes demoram e nossa impaciência pode chegar a romper o fluxo das circunstâncias, em outras palavras, chegar a derrubar os muros que já tínhamos construído para nosso castelo.
Aquilo que realmente vale a pena requer um grande esforço e uma enorme capacidade de espera e sacrifício que, de vez em quando, nos derrota emocional e fisicamente. Não conseguimos entender por que não chega logo nosso pequeno momento de glória e somos derrubados diante da incerteza.
De qualquer modo, isso leva a grande aprendizados emocionais que, na maior parte das vezes, não percebemos:
Aquilo que realmente valorizamos é o que colocamos alma e coração; ou seja, o que requer esforço e vontade.
Nada melhora se não nos movermos para tal. A responsabilidade e a constância com nossos objetivos são as únicas maneiras de conseguir aquilo que queremos.
Na vida, cada um deve ser o capitão de seu próprio veleiro, pois se não dirige você mesmo, não chegará nunca a um bom porto e ficará navegando perdido em alto mar durante grande parte de sua existência.
É muito importante tentar sempre melhorar a partir do que já somos em direção ao que queremos e o que outras pessoas mais experientes nos contam. Não é preciso que façamos tudo bem, não existe perfeição. Durante toda espera podem acontecer grandes coisas.
Tudo chega, mas o tempo nunca mais volta.
Se finalmente aquilo que queremos acontece, devemos ser conscientes de que nada do que acontece é um erro. Cada decisão, em cada momento em que foi tomada, e cada sentimento no instante que é gerado em nós, tudo isso é adequado ao momento.
Por isso é importante que não desistamos de entender o sentido de cada coisa que nos ocorre, pois como disse Victor Frankl “A vida é potencialmente significativa até o último momento, até o último suspiro, graças ao fato de que é possível extrair significados até do sofrimento”.
*Por A Grande Arte De Ser Feliz
Crescemos normalmente com a crença interior que o normal é pensar “quero isso e quero agora, não quero esperar mais”. Então, quando vemos que na realidade o que queremos não chega quando nós queremos, nos damos conta que cada desejo tem seu tempo e a única coisa que conseguimos tendo pressa é criar ilusões e expectativas.
Devemos nos esforçar para viver no aqui e agora, para fomentar nossa capacidade de espera e o dom da paciência, pois ela nos ajudará a aproveitar a vida como ela é.
A questão é investir esforço para correr atrás até colhermos o sucesso, até que nossos objetivos, metas e desejos sejam alcançados. Só fracassando, caindo e nos levantando podemos saborear aquilo que desejamos e parece nunca chegar.
O mesmo se passa com o amor, que nunca chega quando estamos procurando, mas sim quando menos esperamos. Isso é algo que não entendemos e que pode nos desesperar até o limite. De fato, quando desejamos o amor e este não aparece, acabamos achando que a culpa é nossa e que não merecemos o amor.
Espere: tudo passa, tudo chega e tudo muda
Na verdade internalizar algo assim como “espere, tudo tem sua hora”, requer que façamos um grande exercício de autocontrole. Ou seja, se alguém nos coloca diante de uma situação e sabemos exatamente o desfecho que desejamos dela, para esperar que esse desfecho aconteça devemos tentar nos focar em outros pontos para não darmos tanta atenção à espera em si.
Ou seja, usar estratégias de autocontrole que nos permitam ser capazes de reprimir a tentação de atropelar a ordem das coisas e tentar adiantar algum acontecimento. Isso é tentador. Em um experimento realizado nos anos 60 pelo psicólogo Walter Mischel da Universidade de Columbia, crianças eram colocadas em frente a doces e avisadas de que se esperassem um minuto sem comer o doce, ganhariam outro doce e então poderiam comer os dois.
Algumas estratégias usadas pelas crianças que não comeram o doce no primeiro muito foram dançar, cantar, virar para o outro lado, distrair-se com outras coisas. Posteriormente, acompanhando a vida dessas crianças, notou-se que as que não comeram o doce e tinham maior capacidade de controlar os impulsos na infância mantiveram essa capacidade na vida adulta.
A capacidade de espera e autocontrole começam a se desenvolver desde que nascemos, fazendo-se mais presente partir dos 4-5 anos.
Agora, saindo das metáforas, podemos perceber que buscar recompensas é algo que fazemos diariamente (por exemplo, vamos trabalhar para ganhar um salário no fim do mês). A luta entre nossos desejos e o autocontrole (entre a gratificação instantânea e a que demora) resulta em um grande aprendizado emocional desde que somos pequenos.
Dar tempo ao tempo ajuda a tolerar a frustração
Às vezes os acontecimentos gratificantes demoram e nossa impaciência pode chegar a romper o fluxo das circunstâncias, em outras palavras, chegar a derrubar os muros que já tínhamos construído para nosso castelo.
Aquilo que realmente vale a pena requer um grande esforço e uma enorme capacidade de espera e sacrifício que, de vez em quando, nos derrota emocional e fisicamente. Não conseguimos entender por que não chega logo nosso pequeno momento de glória e somos derrubados diante da incerteza.
De qualquer modo, isso leva a grande aprendizados emocionais que, na maior parte das vezes, não percebemos:
Aquilo que realmente valorizamos é o que colocamos alma e coração; ou seja, o que requer esforço e vontade.
Nada melhora se não nos movermos para tal. A responsabilidade e a constância com nossos objetivos são as únicas maneiras de conseguir aquilo que queremos.
Na vida, cada um deve ser o capitão de seu próprio veleiro, pois se não dirige você mesmo, não chegará nunca a um bom porto e ficará navegando perdido em alto mar durante grande parte de sua existência.
É muito importante tentar sempre melhorar a partir do que já somos em direção ao que queremos e o que outras pessoas mais experientes nos contam. Não é preciso que façamos tudo bem, não existe perfeição. Durante toda espera podem acontecer grandes coisas.
Tudo chega, mas o tempo nunca mais volta.
Se finalmente aquilo que queremos acontece, devemos ser conscientes de que nada do que acontece é um erro. Cada decisão, em cada momento em que foi tomada, e cada sentimento no instante que é gerado em nós, tudo isso é adequado ao momento.
Por isso é importante que não desistamos de entender o sentido de cada coisa que nos ocorre, pois como disse Victor Frankl “A vida é potencialmente significativa até o último momento, até o último suspiro, graças ao fato de que é possível extrair significados até do sofrimento”.
*Por A Grande Arte De Ser Feliz
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