Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.
Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.
Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.
Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.
Camuflados e infelizes
Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.
Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.
Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.
Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.
Admirável desconcerto
Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados. O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes "Eu te perdôo" , é que temos o direito de dizer "Eu te amo". Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar. Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.
Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.
Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.
Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.
Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.
*Por Padre Fábio de Melo
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Sobre o Amor, Rosas e Espinhos...
Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.
O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"
Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.
Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.
Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.
Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...
Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...
Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.
Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não.
*Padre Fábio de Melo
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.
O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"
Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.
Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.
Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.
Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...
Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...
Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.
Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não.
*Padre Fábio de Melo
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Se For Para Amar que Seja de Verdade
Algumas mulheres acusam os homens de insensíveis, incapazes de se entregar por inteiro numa relação a dois. Dizem até que as mulheres amam e os homens se amam. Levando em conta a capacidade que todo ser humano tem de amar e ser amado, não podemos nos esquecer de que somos aquilo que aprendemos a ser. Diferente dos homens, as mulheres aprenderam, desde o berço, a não terem medo de demonstrar seu amor. Foram até estimuladas a sentir medo e expressar suas emoções sem receio. Sem querer ser pessimista, penso que o processo de educar um homem, muitas vezes, o torna insensível à necessidade de demonstrar que ama alguém.Independente da maneira como fomos criados, todos nós sentimos um “friozinho” na barriga quando a paixão por alguém se intensifica. Isso significa que todo mundo ama, mas nem todo mundo tem coragem de confessar tal sentimento. Preferimos manter uma relação fria, regada a boas noites de prazer, mas sem nos envolvermos emocionalmente, a ponto de não conseguirmos viver mais sem aquela pessoa. É hora de revermos nossos conceitos. Sem amor não há relação que perdure por muito tempo.
Qual o mal que existe em dizer (e demonstrar) que se ama alguém? Para muitos, é sinal de coração mole, pessoa fraca, carente. Os homens têm medo de serem taxados assim. Preferem ostentar a agressividade (que remete ao ser macho) e viver na ilusão do “quanto mais, melhor!”. Vamos vivendo a vida para colecionar números de relacionamentos vazios. Chegamos ao fim dos nossos dias sem uma pessoa ao nosso lado, com um grande estoque de amor dentro da gente, que agora não servirá para mais nada. O medo de amar torna o homem pequeno.
Muitos homens aprendem com seus pais que só o prazer importa. São levados por estes, ainda jovens, aos prostíbulos da vida; lá, aprendem a maneira mais baixa de relacionarem-se com alguém. Eles obtêm o prazer do corpo e a insatisfação da alma. São felizes enquanto o momento dura e insatisfeitos quando este passa. Isso não é amor. Amor de verdade produz alegria nos bons e nos maus momentos. Só aprendeu a amar de verdade quem conseguiu compreender as necessidades do coração da outra pessoa.
“Só aprendeu a amar de verdade quem conseguiu compreender as necessidades do coração da outra pessoa”
Quem não acredita no amor que não diga que ama alguém. Se for para amar, que seja de verdade. Talvez a pior dor que o ser humano possa sentir é saber-se amado por alguém que, na verdade, não ama ninguém. Falsidade e amor não combinam. O relacionamento só cresce onde há partilha de sentimentos, onde os dois, de mãos dadas, compartilham os bons e os maus momentos em nome de um verdadeiro amor.
Amor também se aprende. É uma decisão. Basta começar e colocar amor em tudo o que formos fazer. Quem experimentou viver assim, viu que amar não é coisa de covarde, ao contrário, só os corajosos têm coragem de reconhecer-se amável e amado. A nossa educação pode até ter nos mostrado o contrário, mas a vida nos ensina que só quem ama consegue se destacar num mundo tão mesquinho. Quem ama de verdade encontra a verdadeira felicidade.
*Por Paulo Franklin
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Nunca Desista dos Seus Sonhos II
Todos nós sempre almejamos algo ou queremos algo para a nossa vida. E em toda ela sempre batalhamos para conseguir o que desejamos. Mas às vezes, por algum motivo, sentimos medo de realizar os nossos sonhos. Mas é a esperança de um dia poder realizá-los que nos deixa vivos, e que permite que continuemos a batalhar por eles.
Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo é renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Entretanto, há algumas vezes que simplesmente, por termos perdido uma batalha, desistimos do que desejamos ter e acabamos por dizer que nossa vida não tem mais sentido, que não vale mais a pena viver. E nessa hora você deve simplesmente se perguntar e Deus lhe dará todas as respostas.
Um grande problema para não realizarmos ou colocarmos em prática o que sonhamos é o medo do que pode vir a acontecer: medo das reações de outras pessoas que estão ao seu redor, medo de comentários ou até mesmo das críticas. Mas se não tentarmos, jamais conseguiremos. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis, o mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Se gostamos de alguém e não temos a coragem de revelar esse sentimento a pessoa pela qual estamos apaixonados , ela jamais saberá que é uma pessoa desejada . E pior ainda é se ela sente a mesma coisa e também não tem coragem de dizer. Imagine quantos momentos juntos foram desperdiçados pelo simples medo de falar para essa pessoa o que sentíamos por ela. Tem tanta gente que acaba se afastando por conta desses “períodos de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso para "chegar" perto e dizer o quanto gostaria de estar junto da mesma pessoa que não conseguiu lhe olhar nos olhos.
Às vezes, esse medo pode ser prejudicial, pois quando resolvermos perdê-lo pode ser tarde de mais. Quando estamos com euforia e vontade de lutar, devemos lutar, pois o nosso esforço, de alguma forma será recompensado. Devemos nos lembrar que tudo no final sempre irá dar certo. Mas depende de nós conseguirmos chegar até lá.
Fico sempre me perguntando: O que é pior? A mentira que conforta ou a verdade que derrama uma lágrima? Se você opta pela mentira que conforta, deve saber que jamais irá conseguir conhecer a verdade, pois você estará vivendo de uma mentira. No entanto, se você opta pela verdade, algumas lágrimas podem até cair, mas após isso, você se levanta com mais forças ainda para batalhar por aquilo que você almeja.
Por isso eu me levantei varias vezes e sempre com mais força, pois por muitas e muitas vezes me recusei a ver a verdade, mais quando dei de cara com ela, fui derrubado perigosamente, e foi a minha vontade de "VIVER" e de "VENCER" que me fez dar a volta por cima. Pois Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Portanto Nunca desista dos seus sonhos, por mais distantes que eles pareçam estar de você, pois quem desiste daquilo que ama está designado a uma vida de tristezas e limites. Aquele que batalha, sempre terá a felicidade das vitórias que conseguir. Um dia, o seu sonho irá tornar-se sim realidade, e você verá que valeu a pena tanto esforço e sacrifício para alcançá-lo.
(Marco Túlio)
Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo é renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Entretanto, há algumas vezes que simplesmente, por termos perdido uma batalha, desistimos do que desejamos ter e acabamos por dizer que nossa vida não tem mais sentido, que não vale mais a pena viver. E nessa hora você deve simplesmente se perguntar e Deus lhe dará todas as respostas.
Um grande problema para não realizarmos ou colocarmos em prática o que sonhamos é o medo do que pode vir a acontecer: medo das reações de outras pessoas que estão ao seu redor, medo de comentários ou até mesmo das críticas. Mas se não tentarmos, jamais conseguiremos. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis, o mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Se gostamos de alguém e não temos a coragem de revelar esse sentimento a pessoa pela qual estamos apaixonados , ela jamais saberá que é uma pessoa desejada . E pior ainda é se ela sente a mesma coisa e também não tem coragem de dizer. Imagine quantos momentos juntos foram desperdiçados pelo simples medo de falar para essa pessoa o que sentíamos por ela. Tem tanta gente que acaba se afastando por conta desses “períodos de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso para "chegar" perto e dizer o quanto gostaria de estar junto da mesma pessoa que não conseguiu lhe olhar nos olhos.
Às vezes, esse medo pode ser prejudicial, pois quando resolvermos perdê-lo pode ser tarde de mais. Quando estamos com euforia e vontade de lutar, devemos lutar, pois o nosso esforço, de alguma forma será recompensado. Devemos nos lembrar que tudo no final sempre irá dar certo. Mas depende de nós conseguirmos chegar até lá.
Fico sempre me perguntando: O que é pior? A mentira que conforta ou a verdade que derrama uma lágrima? Se você opta pela mentira que conforta, deve saber que jamais irá conseguir conhecer a verdade, pois você estará vivendo de uma mentira. No entanto, se você opta pela verdade, algumas lágrimas podem até cair, mas após isso, você se levanta com mais forças ainda para batalhar por aquilo que você almeja.
Por isso eu me levantei varias vezes e sempre com mais força, pois por muitas e muitas vezes me recusei a ver a verdade, mais quando dei de cara com ela, fui derrubado perigosamente, e foi a minha vontade de "VIVER" e de "VENCER" que me fez dar a volta por cima. Pois Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Portanto Nunca desista dos seus sonhos, por mais distantes que eles pareçam estar de você, pois quem desiste daquilo que ama está designado a uma vida de tristezas e limites. Aquele que batalha, sempre terá a felicidade das vitórias que conseguir. Um dia, o seu sonho irá tornar-se sim realidade, e você verá que valeu a pena tanto esforço e sacrifício para alcançá-lo.
(Marco Túlio)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Como Esperar a Vitória de Deus
Muitos dos problemas do dia a dia somos capazes de resolver, através de nossos recursos, usando da nossa inteligência, de contatos com amigos, familiares, aliados a otimismo e esforço.
Porém, há situações de extrema dificuldade que nós não podemos resolver. Aquele obstáculo que vem causando, há tempo, angústia e sofrimento, o qual pensamos não ter saída, por mais que tudo que possa ser ou já foi feito. Pode ser uma doença, uma dívida impagável, o casamento em dificuldade, desemprego etc.
Nessas horas de grande tribulação/aflição só existe uma saída: Deus. Ele nunca nos deixa sem resposta. Às vezes Deus trabalha em silêncio a nosso favor.
Deus pode agir de diversas maneiras. Pode operar de forma rápida atendendo a nossa oração, súplica ou então de maneira mais demorada.
Neste último caso, Deus nos deixa passar pelas intempéries do deserto (debaixo da sua proteção e sustento) para nos tornarmos mais forte. É na dificuldade que temos os maiores aprendizados e incríveis experiências com Ele.
Na verdade, Deus nunca nos abandona. Se estiver demorando um pouco o seu milagre acontecer, é porque Deus aguarda o momento certo. Espere mais, ore mais, busque mais.
A vitória com certeza vai chegar.
No auge do tormento, fazer uma besteira passa muitas das vezes pela cabeça. Não devemos entrar em desespero.
É no nosso limite, quando achamos que tudo está perdido, reconhecemos nossas fraquezas e colocamos nossa soberba de lado, nos prostrando humildemente debaixo da soberania de Deus, é que Ele proporciona o livramento e derrama de grandes bênçãos. Tudo o que era fardo passa a ser felicidade, alívio e paz. Basta crer e acreditar!
(John Cutrim)
Porém, há situações de extrema dificuldade que nós não podemos resolver. Aquele obstáculo que vem causando, há tempo, angústia e sofrimento, o qual pensamos não ter saída, por mais que tudo que possa ser ou já foi feito. Pode ser uma doença, uma dívida impagável, o casamento em dificuldade, desemprego etc.
Nessas horas de grande tribulação/aflição só existe uma saída: Deus. Ele nunca nos deixa sem resposta. Às vezes Deus trabalha em silêncio a nosso favor.
Deus pode agir de diversas maneiras. Pode operar de forma rápida atendendo a nossa oração, súplica ou então de maneira mais demorada.
Neste último caso, Deus nos deixa passar pelas intempéries do deserto (debaixo da sua proteção e sustento) para nos tornarmos mais forte. É na dificuldade que temos os maiores aprendizados e incríveis experiências com Ele.
Na verdade, Deus nunca nos abandona. Se estiver demorando um pouco o seu milagre acontecer, é porque Deus aguarda o momento certo. Espere mais, ore mais, busque mais.
A vitória com certeza vai chegar.
No auge do tormento, fazer uma besteira passa muitas das vezes pela cabeça. Não devemos entrar em desespero.
É no nosso limite, quando achamos que tudo está perdido, reconhecemos nossas fraquezas e colocamos nossa soberba de lado, nos prostrando humildemente debaixo da soberania de Deus, é que Ele proporciona o livramento e derrama de grandes bênçãos. Tudo o que era fardo passa a ser felicidade, alívio e paz. Basta crer e acreditar!
(John Cutrim)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Todos nós somos Chaves
“Chaves, ainda que carecendo de quase tudo, é otimista, aproveita a vida, brinca, se emociona e tem o maravilhoso dom que é a vida”
Na noite do dia 27/11/2014 o humor ficou triste com a morte de Roberto Bolaños, o ator mexicano criador dos personagens Chaves e Chapolim, que a 40 anos estreou na televisão mexicana, a 30 está no ar na tv brasileira e em quase todos os países da América Latina
Enquanto a dramaturgia atual gasta milhões em seriados e produções hollywoodianas cada vez mais apelativas, os críticos se perguntam como um programa dos anos 70 ainda pode continuar conquistando pessoas e batendo altos níveis de audiência sem nenhum tipo de palavrão, ofensas a religião ou nádegas expostas para chamar a atenção.
Com a morte de Bolaños, comecei a me perguntar por que vi todo mundo sentindo a sua morte como se fosse um ente da família. Por que gostamos tanto do Chapolim? Por que assistimos os mesmos episódios por 10, 20 anos, e rimos como se fosse a primeira vez? Qual o segredo do Chaves?
Percebi que o Chaves invoca os sentimentos mais puros da nossa infância, da simplicidade de um menino, das travessuras, da necessidade da amizade, de se sentir acolhido pela comunidade e, ainda que se viva na pobreza de um barril, o que todo ser humano quer é se sentir querido e amado pelos outros.
“Quando assistirmos Chaves novamente teremos aquela ‘mágica’ sensação de estarmos sendo transportados ao nosso mundo infantil e ali reviver a pureza que todo o espírito humano deseja”
Descobri que todos nós somos um pouco de Chaves, ou melhor, o Chaves revela a essência que somos nós. Ele fala da nossa simplicidade interior mas também denuncia a pobreza e do abandono de milhares de crianças latino americanas. Chaves nos lembra que somos crianças travessas, sempre prontos para acertar alguém com uma pancada e que muitas vezes ninguém tem paciência conosco, e nós, quando abandonamos a criança interior, não temos paciência com os outros. Chaves nos lembra que apesar das nossas “brigas”, a reconciliação é necessária e nada pode substituir a amizade (que nos digam Quico, sr Madruga e Chiquinha)
Chaves nos lembra que não existe vida sem valores. Lembro-me de um episódio que se chama “Chaves, o ladrão da vila”, onde começam a sumir objetos da vizinhança e todos colocam a culpa no Chaves chamando-o de ladrão. O mesmo não se defende, simplesmente pega sua trouxa e sai da vila. Não demora muito para que todos percebam que a vila não é a mesma sem o Chaves. O mais interessante deste episódio é quando Chaves retorna para a vila e, em meio à festa pelo seu retorno, perguntam a ele porque voltara à vila. Chaves diz que foi se confessar com um padre e este lhe disse para voltar de cabeça erguida para a vila, porque o mais importante era a consciência limpa. Chaves ainda responde: “então eu fui rezar pelo ladrão, não para que ele apareça, mas para que se arrependa e se torne bonzinho”.
O episódio pode ser visto no vídeo abaixo.
Certa vez perguntaram a Bolaños a que ele atribuía o sucesso de Chaves, o mesmo respondeu:
“Chaves, ainda que carecendo de quase tudo, é otimista, aproveita a vida, brinca, se emociona e tem o maravilhoso dom que é a vida”
Sim, Chaves nos lembra que a vida pode ser vivida, que apesar dos contratempos e injustiças, ainda podemos ser otimistas, podemos rir, chorar, fazer travessuras, se reconciliar, comer quantos sanduíches de presunto quiser ou caçando churruminos. Quando assistirmos Chaves novamente – sim, porque o Chaves não morreu – teremos aquela ‘mágica’ sensação de estarmos sendo transportados ao nosso mundo infantil e ali reviver a pureza que todo o espírito humano deseja.
No fim de tudo, quando voltarmos à a pureza do menino Chaves, estaremos todos juntos, sorrindo no mesmo lugar, no mesmo horário e no mesmo canal, lá onde “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Ap 21, 3-4)
E o Chaves ainda te dá um recado: NÃO HÁ FELICIDADE SEM JESUS. NÃO HÁ QUEM SEJA COMO JESUS
*Por Daniel Machado
Na noite do dia 27/11/2014 o humor ficou triste com a morte de Roberto Bolaños, o ator mexicano criador dos personagens Chaves e Chapolim, que a 40 anos estreou na televisão mexicana, a 30 está no ar na tv brasileira e em quase todos os países da América Latina
Enquanto a dramaturgia atual gasta milhões em seriados e produções hollywoodianas cada vez mais apelativas, os críticos se perguntam como um programa dos anos 70 ainda pode continuar conquistando pessoas e batendo altos níveis de audiência sem nenhum tipo de palavrão, ofensas a religião ou nádegas expostas para chamar a atenção.
Com a morte de Bolaños, comecei a me perguntar por que vi todo mundo sentindo a sua morte como se fosse um ente da família. Por que gostamos tanto do Chapolim? Por que assistimos os mesmos episódios por 10, 20 anos, e rimos como se fosse a primeira vez? Qual o segredo do Chaves?
Percebi que o Chaves invoca os sentimentos mais puros da nossa infância, da simplicidade de um menino, das travessuras, da necessidade da amizade, de se sentir acolhido pela comunidade e, ainda que se viva na pobreza de um barril, o que todo ser humano quer é se sentir querido e amado pelos outros.
“Quando assistirmos Chaves novamente teremos aquela ‘mágica’ sensação de estarmos sendo transportados ao nosso mundo infantil e ali reviver a pureza que todo o espírito humano deseja”
Descobri que todos nós somos um pouco de Chaves, ou melhor, o Chaves revela a essência que somos nós. Ele fala da nossa simplicidade interior mas também denuncia a pobreza e do abandono de milhares de crianças latino americanas. Chaves nos lembra que somos crianças travessas, sempre prontos para acertar alguém com uma pancada e que muitas vezes ninguém tem paciência conosco, e nós, quando abandonamos a criança interior, não temos paciência com os outros. Chaves nos lembra que apesar das nossas “brigas”, a reconciliação é necessária e nada pode substituir a amizade (que nos digam Quico, sr Madruga e Chiquinha)
Chaves nos lembra que não existe vida sem valores. Lembro-me de um episódio que se chama “Chaves, o ladrão da vila”, onde começam a sumir objetos da vizinhança e todos colocam a culpa no Chaves chamando-o de ladrão. O mesmo não se defende, simplesmente pega sua trouxa e sai da vila. Não demora muito para que todos percebam que a vila não é a mesma sem o Chaves. O mais interessante deste episódio é quando Chaves retorna para a vila e, em meio à festa pelo seu retorno, perguntam a ele porque voltara à vila. Chaves diz que foi se confessar com um padre e este lhe disse para voltar de cabeça erguida para a vila, porque o mais importante era a consciência limpa. Chaves ainda responde: “então eu fui rezar pelo ladrão, não para que ele apareça, mas para que se arrependa e se torne bonzinho”.
O episódio pode ser visto no vídeo abaixo.
Certa vez perguntaram a Bolaños a que ele atribuía o sucesso de Chaves, o mesmo respondeu:
“Chaves, ainda que carecendo de quase tudo, é otimista, aproveita a vida, brinca, se emociona e tem o maravilhoso dom que é a vida”
Sim, Chaves nos lembra que a vida pode ser vivida, que apesar dos contratempos e injustiças, ainda podemos ser otimistas, podemos rir, chorar, fazer travessuras, se reconciliar, comer quantos sanduíches de presunto quiser ou caçando churruminos. Quando assistirmos Chaves novamente – sim, porque o Chaves não morreu – teremos aquela ‘mágica’ sensação de estarmos sendo transportados ao nosso mundo infantil e ali reviver a pureza que todo o espírito humano deseja.
No fim de tudo, quando voltarmos à a pureza do menino Chaves, estaremos todos juntos, sorrindo no mesmo lugar, no mesmo horário e no mesmo canal, lá onde “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Ap 21, 3-4)
E o Chaves ainda te dá um recado: NÃO HÁ FELICIDADE SEM JESUS. NÃO HÁ QUEM SEJA COMO JESUS
*Por Daniel Machado
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
O peso que a gente leva...
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
*Pr. Fábio de Mello
As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
*Pr. Fábio de Mello
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Por onde você for
Não adianta chorar pelo passadoEle já não volta mais
São apenas recordações e frustrações
Lições que não podemos deixar o tempo apagar
Porque fazem parte do que fomos e somos
Até os últimos dias de nossas vidas.
Para aqueles que choram demais
Para aqueles que temem andar
E em nenhum lugar chegar
Para aqueles que se julgam fortes demais
Mas que precisam sempre vencer para continuar.
Não lembremos das lágrimas que caíram
Eles não mataram então nos tornaram fortes
Nos mostraram que a vida, muitas vezes
Tem que ser como ela é
Pois tudo faz parte de algo que ainda não compreendemos
E para entender...
Não basta apenas filosofar, pensar e tentar solucionar
Você precisa vivenciar
Chegar ao limiar, estender a alma
Navegar pelos desfiladeiros e jamais se dar por vencido
Pois o primeiro obstáculo que temos que ultrapassar
Somos nós mesmos
Pois muitas vezes o medo de fracassar
Nos diz o que não podemos fazer
Sem ao menos tentar
E como saber se chegaremos no outro lado
Se nem ao menos insistimos em chegar?
E até mesmo a tentativa mais ínfima
Já é motivo de glória, passos para nossa vitória.
Então, por onde você for
Você deve saber quem é o dono de seu destino
Não é o tempo e Deus apenas permiti
Os resultados de suas próprias ações
Sei que precisamos plantar sementes boas
Para colher bons frutos
Mas muitas vezes precisamos aprender como lidar
Com as ervas daninhas que aparecem pelo caminho
pois são elas que separam os vencedores dos perdedores
ou melhor, daqueles que tentam e deixam de tentar.
A vida nos ensina... tente aprender você também.
Por onde você for, seja qual caminho você tome
Saiba que diante do espelho sempre verá, você.
Sem deuses para condenar, sem demônios para tentar
A vida é apenas um filme com diversos finais alternativos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Arvoreando...
O texto que coloco abaixo é um diálogo do Padre Fábio de Melo com o público presente na gravação do DVD ao vivo "Eu e o tempo", em São Paulo. Padre Fábio fala da importância dos amigos em nossa vida e, parafraseando Maninho, autor da música "Arvoreando", diz: ter amigos é como arvorear...!
Uma das coisas que eu acho fascinante em Jesus é a capacidade que ele tinha de encontrar no meio da multidão as pessoas. Quando ele era capaz de reconhecer em cima duma árvore um homem, descobrir nele um amigo. Bonita uma amizade que nasce a partir da precariedade. Quando você chega desprevenido, o outro viu o que você tem de pior, e mesmo assim ele se apaixonou por você. Amor concreto, cotidiano, diário. Jesus se apaixonava assim pelas pessoas e as tornava suas amigas. Trazia pra perto dele. É fascinante olhar para a capacidade que esse homem, que esse Deus tem, de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que está escondida. Isso é Páscoa. Isso é ressurreição. E quando no sepulcro do nosso coração alguém descobre um fio de vida, e ao puxar esse fio de vida faz com que a gente se torne melhor. Ô minha gente! Não há nada mais bonito do que você ser achado quando você está perdido. Não há nada mais bonito que você ser encontrado no momento em que você não sabe pra onde ir, nem onde está. O amor humano tem a capacidade de ser amor de Deus na nossa vida por causa disso. Por que ele nos elege. Por isso que é bom a gente ter amigos. Porque na verdade as pessoas amigas, elas antecipam no tempo aquilo que nós acreditamos ser eterno. Quando elas são capazes de olhar pra nos e descobrir o que temos de bonito, mas que às vezes costuma ficar escondido por trás daquilo que é precário. Por isso é que eu agradeço muito a Deus pelos amigos que eu tenho. Pelas pessoas que descobriram o que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam do meu lado. Me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus. Ajudando a buscar dentro de mim a essência boa que a gente acredita que Deus esqueceu em cada um de nós. Ter amigos, como dizia meu amigo gaúcho Maninho, é como arvorear. Lançar galhos, lançar raízes, pra que o outro, quando olhe a árvore, saiba que nós estamos ali. Que nós permanecemos pra fazer sombra; para trazer ao outro o pouco do aconchego que às vezes ele precisa na vida. Arvorei, crie árvores, seja amigo!
Uma das coisas que eu acho fascinante em Jesus é a capacidade que ele tinha de encontrar no meio da multidão as pessoas. Quando ele era capaz de reconhecer em cima duma árvore um homem, descobrir nele um amigo. Bonita uma amizade que nasce a partir da precariedade. Quando você chega desprevenido, o outro viu o que você tem de pior, e mesmo assim ele se apaixonou por você. Amor concreto, cotidiano, diário. Jesus se apaixonava assim pelas pessoas e as tornava suas amigas. Trazia pra perto dele. É fascinante olhar para a capacidade que esse homem, que esse Deus tem, de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que está escondida. Isso é Páscoa. Isso é ressurreição. E quando no sepulcro do nosso coração alguém descobre um fio de vida, e ao puxar esse fio de vida faz com que a gente se torne melhor. Ô minha gente! Não há nada mais bonito do que você ser achado quando você está perdido. Não há nada mais bonito que você ser encontrado no momento em que você não sabe pra onde ir, nem onde está. O amor humano tem a capacidade de ser amor de Deus na nossa vida por causa disso. Por que ele nos elege. Por isso que é bom a gente ter amigos. Porque na verdade as pessoas amigas, elas antecipam no tempo aquilo que nós acreditamos ser eterno. Quando elas são capazes de olhar pra nos e descobrir o que temos de bonito, mas que às vezes costuma ficar escondido por trás daquilo que é precário. Por isso é que eu agradeço muito a Deus pelos amigos que eu tenho. Pelas pessoas que descobriram o que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam do meu lado. Me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus. Ajudando a buscar dentro de mim a essência boa que a gente acredita que Deus esqueceu em cada um de nós. Ter amigos, como dizia meu amigo gaúcho Maninho, é como arvorear. Lançar galhos, lançar raízes, pra que o outro, quando olhe a árvore, saiba que nós estamos ali. Que nós permanecemos pra fazer sombra; para trazer ao outro o pouco do aconchego que às vezes ele precisa na vida. Arvorei, crie árvores, seja amigo!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Amanhã pode ser tarde demais…
Ontem?…Isso faz tempo!…
Amanhã?…Não nos cabe saber…
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo…
Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!…
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços…
Porque amanhã pode ser muito…muito tarde!
Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!…
Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda…
Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!…Venha cá, vamos conversar…
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?…
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?…
Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista! Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!..
Comece agora… HOJE… Neste instante… e não AMANHÃ…
Não se esqueça de lembrar de tudo que você vai fazer hoje, porque você jamais saberá se amanhã estará aqui… E como você consertará seus desacertos?
Esta mensagem trata justamente do que sempre achamos que não é necessário fazer agora. Deixamos, na maioria da vezes, para mais tarde. Sempre esquecemos que o que não nos pertence é justamente o “mais tarde”, o “amanhã”, “o minuto seguinte”.
Imaginamos que haverá um novo dia, um novo amanhecer para vivermos, e, todos as coisas que poderíamos ter feito ainda hoje, ficam para depois… Mas esse “depois” ou esse “amanha” pode nunca mais vir.
“Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará“. (Provérbios 27:1).
Amanhã?…Não nos cabe saber…
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo…
Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!…
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços…
Porque amanhã pode ser muito…muito tarde!
Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!…
Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda…
Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!…Venha cá, vamos conversar…
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?…
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?…
Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista! Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!..
Comece agora… HOJE… Neste instante… e não AMANHÃ…
Não se esqueça de lembrar de tudo que você vai fazer hoje, porque você jamais saberá se amanhã estará aqui… E como você consertará seus desacertos?
Esta mensagem trata justamente do que sempre achamos que não é necessário fazer agora. Deixamos, na maioria da vezes, para mais tarde. Sempre esquecemos que o que não nos pertence é justamente o “mais tarde”, o “amanhã”, “o minuto seguinte”.
Imaginamos que haverá um novo dia, um novo amanhecer para vivermos, e, todos as coisas que poderíamos ter feito ainda hoje, ficam para depois… Mas esse “depois” ou esse “amanha” pode nunca mais vir.
“Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará“. (Provérbios 27:1).
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Experiência de Vida
A experiência é uma coisa muito interessante. É nos servindo dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom.
A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cômoda e segura, livre de problemas. Uma chatice, enfim...
Felizmente, a natureza possui aspetos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura louca e sem destino previsível. Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte.
Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como da primeira vez. A vida, na sua magnífica diversidade, vai nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta...
Estas limitações da experiência nos forçam a crescer continuamente; nos mantêm tensos, esforçados. Permitem que tenhamos constantemente objetivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida o fez de forma a que ele tivesse sempre interesse.
Subimos de nível, saltamos do material para o espiritual, varia o grau de dificuldade, mudam os adversários e o ambiente - como nos jogos eletrônicos...
Não somos poupados a sofrimentos, mas nos é dada a possibilidade de reagir e continuar a avançar. Se temos saudade do que ficou atrás, também nos é permitido sonhar com o que está adiante. Se conservamos o sabor de derrotas que tivemos, também planeamos a vitória que se segue. No jogo da vida, as derrotas deixam marcas, as feridas fazem mesmo doer, muitas vezes não recuperamos aquilo que perdemos.
Estamos ancorados à realidade e, por isso, para nos divertirmos, para nos sentirmos como aventureiros no meio de tudo isto, temos necessidade de coragem. E de não calarmos aquilo que dentro de nós nos chama a um sonho, clama por aventura, pede para fazermos com a vida qualquer coisa que seja grande. Poderíamos dar ouvidos ao medíocre que quer se instalar em nós. E evitar, por medo e preguiça, as dificuldades, as complicações, o sonho. Mas "evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo.
A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada".
*Por Helen Keller
A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cômoda e segura, livre de problemas. Uma chatice, enfim...
Felizmente, a natureza possui aspetos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura louca e sem destino previsível. Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte.
Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como da primeira vez. A vida, na sua magnífica diversidade, vai nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta...
Estas limitações da experiência nos forçam a crescer continuamente; nos mantêm tensos, esforçados. Permitem que tenhamos constantemente objetivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida o fez de forma a que ele tivesse sempre interesse.
Subimos de nível, saltamos do material para o espiritual, varia o grau de dificuldade, mudam os adversários e o ambiente - como nos jogos eletrônicos...
Não somos poupados a sofrimentos, mas nos é dada a possibilidade de reagir e continuar a avançar. Se temos saudade do que ficou atrás, também nos é permitido sonhar com o que está adiante. Se conservamos o sabor de derrotas que tivemos, também planeamos a vitória que se segue. No jogo da vida, as derrotas deixam marcas, as feridas fazem mesmo doer, muitas vezes não recuperamos aquilo que perdemos.
Estamos ancorados à realidade e, por isso, para nos divertirmos, para nos sentirmos como aventureiros no meio de tudo isto, temos necessidade de coragem. E de não calarmos aquilo que dentro de nós nos chama a um sonho, clama por aventura, pede para fazermos com a vida qualquer coisa que seja grande. Poderíamos dar ouvidos ao medíocre que quer se instalar em nós. E evitar, por medo e preguiça, as dificuldades, as complicações, o sonho. Mas "evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo.
A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada".
*Por Helen Keller
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