sexta-feira, 15 de maio de 2020

Pensar é difícil, é por isso que a maioria das pessoas prefere julgar

Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. Devem ter esquecido de acrescentar que de juiz também tem. É tanta disposição para julgar a vida dos outros que chega a surpreender.

Tantas preocupações podem nos rondar a vida, tantos afazeres para serem cumpridos e o que mais se vê por aí são pessoas que preferem se ater ao que acontece na vida dos outros. Chega a ser difícil de compreender.

A verdade é que saber os motivos que levaram essa ou aquela pessoa a tomar uma decisão, mudar de rumo ou de atitude, devem dizer respeito somente a ela mesma.

Sendo próximos ou distantes no círculo de convívio, tendo intimidade ou não, a ninguém cabe o direito de dizer o que as pessoas devem fazer ou deixar de fazer da própria vida. Presumir, supor e julgar são ações que não devem ser aplicadas sobre as decisões e comportamentos das outras pessoas. Mas, contudo e todavia, nem todos se dão conta de que deve ser assim. Cuidar da própria vida nem sempre é o comportamento mais adotado.

É como se todos soubessem a receita, os remédios e os métodos para solucionarem os problemas que são das outras pessoas. É muita gente cheia de dicas de como conduzir a vida e que, ao invés de auto-aplicá-las, prefere aplicá-las na vida alheia; que não se contenta em cuidar da própria existência e decide dedicar uns palpites à vida do outro, adotando comportamentos que vão desde inconvenientes a maldosos, passando pela certeza de serem desnecessários.

Afeito a analisar o comportamento humano, Carl Jung declarou que “pensar é difícil, é por isso que a maioria prefere julgar.” Tirar conclusões a partir do que se vê apenas, ainda que o que está à vista seja apenas a ponta do iceberg parece ser a “praia” do ser humano. E pior que concluir, é espalhar essa conclusão como certeza, quando não deveria chegar nem perto disso.

Existem verdades que são muito pessoais e que precisam e devem ser respeitadas; motivações que pertencem ao íntimo de cada pessoa e que devem ser preservadas dos julgamentos, sobretudo dos superficiais. Já o escritor Paulo Coelho afirmou:

“Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que seu caminho é o único.”

Deveria ser regra, mas é exceção. Sendo assim, e como é quase impossível escapar dos julgamentos e dos seus malefícios, a dica mais importante a ser oferecida é: não se atormente com o que dizem, sobretudo quando as pessoas não sabem sua versão dos fatos.

Não dê ouvidos a quem não sabe nada sobre você. Viva em paz com suas verdades, porque o mais importante é como você se sente e lida com elas. Julgamentos são o que são, apenas julgamentos. Eles não devem ter, nunca, nenhum poder sobre você.


*Alessandra Piassarollo

quinta-feira, 14 de maio de 2020

A árvore dos desejos: Esta parábola nos mostra como sabotamos nossas vidas

Um homem caminhou pela floresta pensando em suas preocupações, pensando em seus muitos problemas. Exausto, ele parou para descansar na sombra de uma árvore, mas era uma árvore mágica que instantaneamente concedeu todos os desejos de qualquer um que o tocasse.

O homem estava com sede, então ele pensou que gostaria de ter água fresca. Instantaneamente, um copo de água fria apareceu em sua mão. Surpreso, ele olhou para a água e bebeu. Quando ele saciou sua sede, percebeu que estava com fome e desejou ter algo para comer. Um prato de comida apareceu diante dele.

“Meus desejos se realizam”, pensou o homem, incrédulo.

“Se realmente é assim, eu quero ter uma bela casa”, disse ele em voz alta.

A casa apareceu no prado que se estendia à sua frente. Um grande sorriso cruzou seu rosto enquanto ele desejava que os servos se encarregassem daquela maravilhosa casa. Quando eles apareceram, ele percebeu que de alguma forma tinha sido abençoado com poder incrível e desejou ter uma mulher bonita, amorosa e inteligente com quem compartilhar sua boa sorte.

Quando a mulher apareceu diante de seus olhos, o homem disse: “Espere um minuto, isso é ridículo. Eu nunca fui tão sortudo na vida. Isso não pode acontecer comigo “.

Ele não terminou de dizer essas palavras quando tudo desapareceu.

Resignado, o homem disse para si mesmo: “Eu sabia, algo tão maravilhoso não poderia acontecer comigo”. E ele foi embora, aborrecido, pensando em seus muitos problemas.

Para muitas pessoas, como o homem da história, coisas maravilhosas acontecem com ele, que depois desaparecem como que por mágica, simplesmente porque pensam que não as merecem. Essa parábola nos convida a refletir sobre o que esperamos da vida e o que acreditamos que podemos alcançar.

Para conseguir o que você quer, você deve primeiro acreditar que você merece

Nós tendemos a pensar que o nosso mundo é construído sobre fatos. Mas os fatos são apenas uma variável em uma equação muito mais complexa. Interpretamos constantemente esses fatos e, ao fazê-lo, damos a eles um significado de acordo com nossa concepção de vida e a imagem que temos de nós mesmos. Então nossas certezas entram em jogo, que originalmente eram presunções.

Uma presunção implica dar algo de certo a partir de certas indicações, a ponto de depois se tornar uma certeza. Quando essa presunção se tornar uma certeza, acabará influenciando nossa maneira de interpretar os eventos que nos ocorrem. Como o homem da história, quando temos a certeza de que não merecemos algo, mais cedo ou mais tarde vamos perdê-lo.

Quando acreditamos que não somos valiosos o suficiente para alcançar certos objetivos, um mecanismo será ativado dentro de nós para confirmar essa presunção, transformando-a em uma certeza. Então começamos a sabotar, geralmente no nível inconsciente.

Isso é porque odiamos a dissonância cognitiva. Ou seja, uma vez que tenhamos formado uma ideia sobre nós mesmos, tudo o que a refuta ou a faz vacilar se torna uma dissonância cognitiva. Em nosso interior, um tipo de alarme é ativado para garantir que esse “eu” permaneça estável. O problema é que às vezes esse mecanismo de autoproteção nos impede de crescer e, como o homem na história, nos impede de alcançar objetivos mais ambiciosos.

Portanto, se acreditarmos que não merecemos algo, encontraremos uma maneira de nos impedir de alcançá-lo. Este mecanismo pode ser visto em um relacionamento, quando encontramos uma pessoa tão fantástica que acho que tudo é bom demais para ser verdade e acabamos sabotar o relacionamento, talvez ciúme ou desconfiança. Também pode acontecer no local de trabalho, quando eles nos dão uma oportunidade tão boa que não damos crédito e o medo de cometer erros e insegurança acabam nos fazendo perder essa chance. Assim fechamos um círculo vicioso no qual acabamos dizendo: “foi bom demais para mim”.

O problema é que, quando aceitamos essas mudanças, também nos forçamos a mudar a imagem que temos de nós mesmos. E esse é um processo complicado que nem todo mundo está disposto a assumir. Muitos preferem ficar em sua zona de conforto, reclamando de sua “má sorte”, sem perceber que muitas vezes eles mesmos contribuem para os eventos que tomam esse rumo negativo.

Sentir-se indigno gera uma resistência à mudança positiva. Assim, nos condenaremos a uma vida medíocre na qual apenas as profecias negativas que fizemos sobre o nosso futuro serão cumpridas.

Não se torne o seu limite principal: Como quebrar esse círculo vicioso?

” Ignoramos nossa verdadeira altura até nos levantarmos ” , disse a poeta Emily Dickinson. O engraçado é que geralmente a educação que recebemos, a sociedade e as pessoas mais próximas a nós são aqueles que preferem que permaneçamos sentados. Isso é mais confortável para todos.

Portanto, o primeiro passo para alcançar o que você sonha é se livrar das “certezas” que o limitam. Aquelas coisas que você assume como verdades inamovíveis são, na verdade, pressupostos cuja origem provavelmente pode ser rastreada até seu passado. A sensação de não ser suficientemente capaz ou indigno geralmente vem de experiências durante a infância ou adolescência. É até provável que essas “certezas” sejam palavras que foram repetidas para você por seus pais, professores ou outras pessoas importantes em sua vida.

Com suas palavras, eles ajudaram a moldar a imagem que você tem de si mesmo. No entanto, você deve perceber que um “eu” estático é um “eu” que não cresce. A dissonância cognitiva não é uma coisa negativa a qual deve ser temida, mas na verdade é um sinal de que você pensa, evolui e muda.

Enquanto trabalhava para perdoar a si mesmo para esses pensamentos profundamente arraigados que você parar e impedi-lo de alcançar seus sonhos, você vai achar que você começar a se sentir melhor, mais leve e aliviado. Pouco a pouco, você estará se preparando para aproveitar ao máximo as boas oportunidades que surgem em sua vida, em vez de sabotá-las e ficar chorando sobre o leite derramado.


*Resiliência Humana

quarta-feira, 13 de maio de 2020

É TEMPO DE DIZER QUE AMA E QUE PERDOA

É tempo de dizer que ama e que perdoa. É tempo de dizer que sente saudade. É tempo de dizer que sente falta do som do riso e da gargalhada. 

É tempo de dizer que sente saudade do abraço, do beijo, do cafuné ou simplesmente de segurar nas mãos. 

PASSAMOS A VIDA ADIANDO DECISÕES E FINGINDO, POR VEZES, QUE ESTAMOS BEM.

Passamos a vida esperando que o outro dê o primeiro passo ou toque naquele assunto delicado engavetado em algum lugar dentro da nossa mente que evitamos relembrar.

Passamos a vida tentando ser forte, tentando vencer as nossas próprias batalhas pessoais e todas as nossas fraquezas empurramos pra debaixo do tapete.

O TEMPO PASSA TÃO RÁPIDO, MEU AMIGO. NÃO SEJA ORGULHOSO E SEJA VOCÊ O PRIMEIRO A DAR O PASSO NA DIREÇÃO DO CORAÇÃO DO OUTRO.

É tempo de responder suas mensagens. É tempo de gravar um áudio e dizer tudo que você até aqui não teve coragem de dizer.

É tempo de gravar um vídeo só pra dizer: Sinto tanto a sua falta. Eu te amo!

A vida e a morte andam lado a lado. O começo e o fim. O hoje que temos e o amanhã que podemos não alcançar.

SE NÃO PODE ABRAÇAR, NEM BEIJAR E NEM TOCAR ENTENDA QUE É POSSÍVEL ABRAÇAR FORTE ALGUÉM COM PALAVRAS BONITAS, QUE É POSSÍVEL BEIJAR ALGUÉM COM SORRISOS E GESTOS E QUE É POSSÍVEL TOCAR O CORAÇÃO COM UM SIMPLES OLHAR.

A vida, mais do que nunca, revela sua fragilidade e o seu fim. É triste? É. 

Pense na sua vida e na vida de quem você ama ou sente raiva. Encontre neste tempo que nos foi dado para pensar, para organizar, para entender e para perceber que é preciso abandonar os excessos e dar valor a cada segundo. 

O tempo está passando, caro leitor. Não desperdice alimentando a dona ira. Alimente o amor. Ele é divino, perfeito e torna a sua vida mágica.


*Sú Cursino

terça-feira, 12 de maio de 2020

Pessoas desnecessárias causam dores desnecessárias…

Quem não vem para perto de nós por iniciativa própria, quem não olha nos olhos, nem se lembra de nós, que se vá, que fique lá por onde se acomodou, longe de nós. Quem quer arranja jeitos e maneiras de nos fazer perceber que se importa.

Talvez uma das maiores dificuldades que temos, ao longo de nossa jornada, seja discernir qual o peso que cada coisa, cada momento e cada pessoa devem ter em nossas vidas.
Frequentemente, estamos carregando bagagem inútil, valorizando momentos que não valem a pena, mantendo junto gente que não agrega, cansando-nos à toa por quem não move uma palha em nosso favor.

Desnecessário é ficar se lembrando de momentos que trazem dor e remorso, passivamente, tolhendo-nos sorrisos e força de caminhar. O que passou, feito está. Existe a hora certa de agir e de tentar reverter o que fizemos de errado, porém, alguns estragos são irremediáveis e a melhor forma de lidar com eles é enterrando-os no passado que não mais voltará, lutando para não os repetir.

Desnecessário é sofrer por conta do que não deu certo, do que não se disse , do que se disse, do que já foi embora de uma vez por todas. Agimos conforme aquilo que se passa aqui dentro, ou seja, o que fizemos era exatamente o que poderíamos ter dado naquele momento, nada mais, nada menos.

Inevitavelmente, machucaremos pessoas pelo caminho, perderemos chances, deixaremos de aproveitar muita coisa, mas sempre haveremos de ter o hoje, ali juntinho, bem como as esperanças do amanhã, que sempre vem. Sempre poderemos ser melhores do que ontem.

Desnecessário é ficar mendigando atenção de quem quer que seja. Quem não vem para perto de nós por iniciativa própria, quem não olha nos olhos, não faz questão de se lembrar de nos, perguntar como estamos, que se vá, que fique lá por onde se acomodou, longe de nós. Quem quer arranja jeitos e maneiras de nos fazer perceber que se importa. E sabemos bem quem realmente se importa, sem que precisemos passar por cima de nossa dignidade. Ah, a gente sabe, sim…

Caio Fernando Abreu já dissera que pesos desnecessários sempre causam dores desnecessárias, ao que vale acrescentar que assim também o é em relação às pessoas – se desnecessárias, provocarão pesares desnecessários.

A vida não é fácil e acumularemos vários tombos diários, decepções amargas e culpas doloridas, ou seja, se pudermos nos livrar dos lixos emocionais inúteis e de gente que emperra o nosso amanhecer, estaremos cada vez mais perto da felicidade com que tanto sonhamos. Desse jeitinho.

*Prof. Marcel Camargo

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Desista do que lhe faz mal! A vida é curta para passar os dias tristes

Dê-se o direito de se afastar de alguém sem dizer adeus. Ele sabe o fez para não merecer o adeus.

Dê-se o direito de recomeçar a vida com outra pessoa sem ter que explicar nada à pessoa anterior. Ela sabe o que fez para merecer a troca.

As pessoas sempre têm, ao menos, noção do que fizeram.

Você não tem que explicar o óbvio a quem o despreza, maltrata, rejeita, ignora ou o coloca no último lugar de uma fila que nem ele sabe quantas posições existem antes de você, já que não o considera importante para, sequer, merecer uma contagem.
Você não tem que explicar o óbvio, quando não é aplaudido pelos seus acertos, mas somente vaiado pelos seus erros.

Desista do que lhe faz mal! Desista do que o impede de insistir.

A vida é curta para não saber o gosto do chocolate. A vida é curta para passar os dias tristes.
Há alguém à sua espera, talvez sofrendo o mesmo que você.

Viva para sorrir!

Deus quer ver o seu sorriso.

Se houver lágrimas, que sejam das emoções que o muito amar e a felicidade da reciprocidade nos traz!


*Marcia Barroso

Não reclame dos momentos ruins, pois para tudo há um porquê.

Não reclame dos momentos ruins, pois para tudo há um porquê. Depois de cada lágrima de quem tem fé, vem sempre uma benção maravilhosa do Senhor.

Durmam confiantes de que Deus tudo vê e tudo provê!

Faça de suas fraquezas, de suas dores e de suas cicatrizes, o alicerce no qual edificará seus escudos e de onde retirará sua força vital para cada dia.

São as. dificuldades que formam a base na qual tu és fortalecido pela Graça de Deus. A Divina misericórdia permite que você passe por obstáculos e desafios. Todos que cresceram espiritualmente, tiveram que, em alguma fase da vida, passar por isso.

Penso no quanto seríamos fracos se não fossem os sentimentos fortes e as mudanças proporcionadas por algumas quedas e dores.

No quanto seríamos ingênuos se não fossem todas as provações.

No quanto seríamos outros, se não fossem todas as vezes que precisamos ter ido buscar e entender quem somos. Cada tombo conta. Cada vez que levanta, conta mais ainda.

Deus permite, e o faz muitas vezes, que passemos por muitas provações e cada uma delas vai servindo de base para construir nossa personalidade e permitir o alcance de nossas vitórias e histórias de vida.

NO PASSADO: O APRENDIZADO.

NO PRESENTE: O SACRIFÍCIO.

NO FUTURO: A COLHEITA.

Essa é a receita.

Quando passar por algo ruim, lembre-se sempre que é Deus que está permitindo isso e que algo bom você vai levar dali. Pois, depois de cada lágrima de quem tem fé, vem sempre uma benção maravilhosa do Senhor.

Se mantenham confiantes de que Deus tudo vê e tudo provê!

“Não reclame da tua vida. Jesus morreu por ela.A maior qualidade de uma pessoa, não está à vista para todos verem, e sim escondida para ser descoberta por quem merece…Pode ser insubstituível, mas não é insuperável.” naner


*Cleonio Dourado

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Não agrade os ingratos, nem sirva os folgados

Passamos muito tempo fazendo a coisa certa para as pessoas erradas, sofrendo as consequências das péssimas escolhas pelo caminho, sofrendo à toa por coisas inúteis e gente sem conteúdo, alimentando vãs esperanças em relação ao que não tem a menor chance de vir a acontecer. Perdemos muito tempo investindo no vazio, esperando retorno do que não volta, aguardando sorrisos de quem nem nos olha direito. É preciso focar no que é real, pois, mesmo que não haja muito de verdadeiro nesses terrenos, esse pouco bastará.

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, às pessoas descontentes e incapazes de receber algo de fora. Existem indivíduos que se encontram por demais fechados ao acolhimento do que não se encontra dentro deles, do que não faz parte daquele mundinho em que eles se fecham, presos a crenças e sentimentos que não mudam, não são repensados, não saem do lugar. Tentar alcançá-los é inútil.


É necessário evitar a servidão aos folgados, aos aproveitadores, a quem não sai do lugar por si só, a quem foge a qualquer tipo de responsabilidade, pois sabe que alguém sempre fará por ele. Temos que ter clareza quanto ao que realmente devemos e poderemos tomar para nós, ou acumularemos cargas de bagagens que não são, nem de longe, relacionadas às nossas vidas. Muita gente precisa de ajuda, sim, mas muitos precisam é de vergonha na cara.

Não podemos nutrir amizades duvidosas, com pessoas que não expressam a menor necessidade de nós, como se tanto nossa presença quanto nossa ausência fossem a mesma coisa, algo sem importância, invisível, dispensável. Nem todos de quem gostamos irão gostar de nós, o retorno da estima e da afeição nunca é uma certeza, portanto, há necessidade de que adentremos exclusivamente os encontros verdadeiros.

Não é fácil nem tranquilo conseguirmos acertar quanto ao que poderemos regar com a certeza de retorno e reciprocidade, uma vez que as pessoas, os acontecimentos, a vida, tudo é imprevisível. Embora muito do que acontecerá em nossas vidas não possa ser controlado, mantermos sob controle nossas verdades e a certeza de que merecemos ser felizes nos tornará mais fortes diante dos tombos, sem que desistamos de nossos sonhos.


*Prof. Marcel Camargo

quinta-feira, 7 de maio de 2020

VOCÊ ESTÁ REALMENTE CONFIANDO EM DEUS?

Eu te pergunto: Você confia realmente que Deus pode te ajudar em tudo? Confia 100%? Duvida um pouco?

 A verdadeira e perfeita confiança não deixa espaço para qualquer questionamento ou incerteza. Concorda?

Deus, o divino invisível, que o homem não consegue enxergar nos encoraja a confiarmos em suas promessas, em sua lei, em seus decretos e em seu amor.

Se eu confio não posso duvidar. Se eu escolho confiar devo seguir a minha vida com a convicção do poder de Deus em tudo que faço.

MUITOS DIZEM: EU CONFIO EM DEUS, PORÉM VIVEM ANSIOSOS, ANGUSTIADOS E DESESPERADOS QUANDO NÃO CONSEGUEM O DESEJAM. ISSO É FÉ? ISSO É CONFIAR? 

Volto a dizer: Quem confia, confia mesmo! Confiar em Deus é uma grande decisão. 

O apóstolo Paulo nos ensina através da sua postura de fé que devemos orar não pelo fim dos problemas na vida das pessoas, mas para que tenham perseverança diante dos seus problemas.

Confie, meu irmão, que Deus está trabalhando na sua vida para aumentar a sua confiança nele. Escolha confiar!

Para aumentar a sua confiança em Deus faça a oração que o Senhor nos ensinou:

Vocês, orem assim:

“Pai nosso, que estás nos céus!
Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso
pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas,
assim como perdoamos
aos nossos devedores. E não nos deixes cair
em tentação,
mas livra-nos do mal,
porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
Mateus 6:9-13


*Su Cursino

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Nós Dois

Queria ter lhe conhecido antes, muito antes...
Para que nenhum de nós dois tivesse medos ou cicatrizes.

Queria ter estado com você, quando seu coração descobriu o que era AMOR.
Quando seu corpo descobriu o que era DESEJO.
E antes que pudesse sofrer, eu estaria do seu lado,
amando-lhe. entregando-me, e juntos poder ter aprendido, as lições da vida e do coração...

Queria ter te conhecido muito antes...
Quando suas esperanças começaram a nascer, 
quando seus sonhos ainda eram puros, e seus ideais ainda ingênuos...

Pena termos nos encontrado só agora,
já com o coração viciado em outros amores, com uma imagem meio falsa,
do que é felicidade, do que é entregar-se...

Queria ter lhe encontrado antes, muito antes...
Numa nova vida, num outro tempo, em que não precisássemos temer o nosso futuro,
nem nossos sentimentos...
Ah! como eu queria!

Mas, não foi assim, te conheci agora...
na hora certa?, no momento certo?...
eu não sei...
Só sei que te encontrei agora e,
na sua vida, se você quiser, para sempre...
eu ficarei...!


Vilma Galvão

terça-feira, 5 de maio de 2020

Perdoar da boca para fora é muito fácil. Difícil é perdoar do peito para dentro

Não há como escapar. Em determinado momento da vida, alguém vai dizer coisas que você não queria/deveria ouvir ou fazer algo que você jamais esperava. Palavras duras, pesadas, que magoarão e farão sangrar. Atitudes marcantes, que atormentarão o sono e desencadearão noites de insônia. Mais do que isso. Essas palavras serão ditas por pessoas queridas por você e das quais você jamais imaginava. Sendo assim, como proceder?

Falando a verdade, a maioria de nós sente enorme dificuldade em lidar com situações desse tipo. Guardamos mágoa, ficamos ressentidos, deixamos o coração penar. Perdoar da boca para fora é muito fácil. Difícil é perdoar do peito para dentro. Entretanto, que tipo de benefício guardar rancor traz?

Ficamos pesados, tristes, perturbados com um pesadelo que sempre se repete. Escutando, sempre que o silêncio se instala, o eco do sofrimento percorrendo a mente e o coração. Passamos a alimentar um monstro dentro de nós, o qual nos sufoca, porque se nutre do ódio que carregamos. Um fardo incômodo que nos impede de seguir em frente.

Dessa forma, o ódio acaba se tornando uma espécie de grilhão que nos prende ao passado, retirando de nós a capacidade de viver o presente e perceber o que acontece de positivo na nossa vida. Há, inclusive, a criação de uma visão totalmente negativa do ser humano, em que se realçam tão somente os aspectos negativos presentes nas pessoas, impedindo, por conseguinte, a capacidade de ver as belezas que também permeiam estas.

Em outras palavras, o ódio nos torna cegos e, ainda que este tenha se desencadeado por um mal causado por outrem, não devemos alimentá-lo, porque, no fim das contas, nós nos tornamos os principais prejudicados, já que ele rouba completamente a nossa energia e como é dito no filme “A Outra História Americana” – “A vida é muito curta para se estar o tempo todo com raiva”.

Sei que muitas coisas que nos acontecem são difíceis de serem perdoadas, porque a verdade é que toda vez que confiamos em alguém, nunca esperamos que aquela pessoa quebre o sentimento que depositamos nela. Não importa se você nunca quebrou a cara ou já se arrebentou mil vezes. Toda relação que se cria, toda conexão que se estabelece, é uma nova comunicação de almas, bem como, é a renovação da humanidade que havíamos desacreditado.

Por isso, dói tanto quando uma pessoa nos machuca, porque esperávamos que dessa vez fosse diferente. Entretanto, isso sempre vai acontecer. Seja com pessoas novas em nossas vidas, seja, como disse, com as pessoas que mais amamos, de maneira que o ódio sempre estará à espreita, pronto para retornar, como a seca que atormenta o sertanejo.

No entanto, guardar mágoa, rancor, ódio, nunca será a melhor opção, uma vez que depois que o alimentamos, torna-se difícil fugir das suas amarras e, assim, tudo se torna inferno e nós queremos apenas que ele queime e queime, sem expurgar a nossa dor, uma autoflagelação ininterrupta, a qual renova o sangue das marcas deixadas.

Eu acho que por mais que as pessoas nos machuquem, se soubermos olhar, sempre haverá alguém nos abraçando, procurando curar cada ferida no nosso corpo. Às vezes, as coisas dependem de um olhar em perspectiva, para que possamos perceber que o perdão não é uma forma de ser trouxa ou de livrar a barra de quem nos fez mal, e sim, de que perdoar é dizer que mesmo estando machucado, ainda somos capazes de ser luz no meio da escuridão e que não vamos desperdiçar a nossa energia com ódio, até porque de ódio o mundo já está cheio, o que ele anda precisando mesmo é de amor.

*Erick Morais

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Superar não é esquecer, é se lembrar sem dor

Superar não é esquecer, é se lembrar sem dor

Quando você pensa no que passou e nas pessoas que lá estiveram, sem mágoa em seu coração, é porque você já perdoou, já se perdoou. Já superou.

Enquanto vivemos, vamos acumulando momentos bons e experiências ruins.

O que é bom fica no coração e a gente sempre para lá retorna quando a saudade dói. Já as experiências ruins parecem teimar em ficar ali grudadas e nos cutucando com frequência.

Talvez isso ocorra porque temos que usar o que deu errado em nosso favor, retirando lições, ressignificando nossa visão do mundo e das pessoas, mudando nossos comportamentos nocivos e nos afastando de tudo o que faz mal.

Infelizmente, porém, nem sempre temos forças para usar o que dói como ferramenta de aprendizado e de superação. E a dor então não sai dali, não muda nem nos transforma, como deveria.

Ninguém quer dar errado, a gente sempre espera o melhor das pessoas, dos relacionamentos, da vida enfim.

Por isso, quando as coisas vêm na contramão de nossos planos e desejos, derrubando nossos sonhos pelo caminho, ficamos vulneráveis e enfraquecidos.

Nada mais parece fazer sentido, ninguém mais parece ser confiável.

Lutar contra isso tudo requer uma força descomunal, que, principalmente no início da escuridão, não conseguimos reunir.

Muitas vezes, vamos levando a vida, trabalhando, empurrando os dias com a barriga, embora desmoronados por dentro.

Nessas horas, vale muito ter com quem contar, seja um familiar, um amigo, seja um profissional.

Isso porque, se ficarmos contando somente com o que temos dentro de nós, não teremos muito, a não ser arrependimentos, culpa e impotência.

As pessoas que enxergam nossas tempestades de fora possuem uma visão menos emotiva do que nos aconteceu e certamente analisarão tudo com mais coerência e esperança.

O importante é seguir, continuar, jamais desistir de ser feliz. Após decepções doídas, perdas irreparáveis e doenças devastadoras, nunca mais seremos iguais.

Necessitamos nos esvaziar por dentro, para que consigamos nos reconstruir, a pouco e pouco, renovados e distantes das dores de ontem. E então a gente muda, bem lá dentro. E segue.

Não tem outro jeito.

Quando você pensa no que passou e nas pessoas que lá estiveram, sem mágoa em seu coração, é porque você já perdoou, já se perdoou. Já superou.

QUANDO VOCÊ SORRI AO SE LEMBRAR, É GRATIDÃO DENTRO DE VOCÊ. E, ENTÃO, VOCÊ ENTENDEU TUDO.

O processo de cura é esse. É assim que a gente continua.

*Prof. Marcel Camargo

A Vida Não Oferece a Mesma Pessoa Duas Vezes

Tem gente que entende tarde demais que a vida não oferece a mesma pessoa duas vezes. Cada encontro é único e carrega valor eterno. O tempo n...