quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Evite expulsar de sua vida quem deveria ficar

É tão estranho, não deveria ser assim, mas costumamos descontar nossas frustrações justamente nas pessoas que mais nos amam. Quantas vezes chegamos do serviço com a cara emburrada, somos ríspidos com nossos filhos, com nossos irmãos, ou mesmo com nossos amigos mais próximos, quando estamos irritados por algo que não tem nada a ver com eles?

Há quem diga que as pessoas tratam mal, quando sabem que serão perdoadas, o que até chega a explicar um pouco esse comportamento inadequado com quem amamos. Mesmo assim, não deveríamos agir dessa forma com quem torce verdadeiramente por nós, com quem precisa de nós, por quem nos espera com um sorriso sincero ao final do dia. Acabamos desgastando relacionamentos que deveríamos regar. Acabamos afastando de nosso convívio quem deveríamos abraçar.

Precisamos aprender a falar o que for necessário para as pessoas certas. Precisamos direcionar nosso desprezo, nossa insatisfação, nosso descontentamento, a quem de fato causa tudo isso. Caso contrário, continuaremos jogando nosso peso emocional sobre os ombros de pessoas que não esperam isso de nós, simplesmente porque essas são as pessoas que nos ofertam o seu melhor, de maneira autêntica e com muito afeto envolvido. Isso destrói qualquer relacionamento.

Logicamente, quem nos ama e nos conhece de fato terá mais compreensão e será capaz de entender melhor nosso comportamento, uma vez que tentará se colocar no nosso lugar. O problema é que, caso o outro continuamente receba de nós apenas feridas que não provocaram, fatalmente terá seus sentimentos em relação a nós diminuídos, embaralhados, machucados. E a repetição da dor não será mais tolerada, uma ou outra hora. E aí já será tarde.

Tudo bem a gente chegar em casa assoberbado e mau humorado, em razão de problemas que se avolumam em nossas vidas. Também é nessas horas que os relacionamentos vivem, que o amor compartilhado vem nos confortar, que nossos queridos nos dão as mãos, um abraço, algumas palavras de conforto. No entanto, receber somente cara amarrada e lamúrias ninguém merece. Um conselho: evite expulsar de sua vida quem deve nela permanecer, morar, estar, viver. Apenas evite.


*Marcel Camargo


Direitos autorais da imagem de capa: Jed Owen/Unsplash.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Se os pais não respeitarem os professores, tampouco os filhos vão respeitar

As crianças aprendem todos os valores em casa e o respeito pelos professores não é exceção. Não é de surpreender quando um pai vai conversar com um professor e desrespeita o profissional. Então tudo se encaixa, já se entende por que o aluno tem um mau comportamento em sala de aula ou por que ele não é capaz de respeitar a autoridade educacional entre as quatro paredes.

Falta de respeito

Até pouco tempo atrás, era comum que os alunos se dirigissem a seus professores com uma barreira emocional entre eles que se refletia na linguagem. Os alunos tratavam seus professores por “senhor/senhora” e se levantavam quando o mestre entrava na sala. Talvez isso seja apenas uma linguagem para você, mas, na realidade, era uma forma de respeito pela autoridade… e isso está sendo perdido.

Em algum lugar dessa estrada nós abandonamos a bagagem do respeito, da admiração e até mesmo da veneração por aqueles que são muito mais que simples transmissores de conteúdo. A figura do professor representava a de um segundo pai, alguém incumbido de nos abrir os caminhos, de nos encher de bagagem para seguir na viagem da vida.

Com o tempo essas coisas foram perdendo o valor, a figura do professor foi perdendo a imponência e o desrespeito tomou o lugar e a vez da admiração, da consideração e, por que não dizer, do pouquinho de medo que cada um ainda sentia por aquela autoridade.

O sistema mudou, a sociedade mudou, caíram tabus e mitos e alguns valores se desfizeram, se diluíram na modernidade. O consumismo exige pressa e sobreviver exige disputa, competitividade e isso não deixa tempo para acompanhar integralmente a vida escolar dos filhos… ou, pelo menos, nos servimos dessa desculpa para justificar nosso descaso.

Em épocas passadas, ser contemplado com um advertência que alcançaria os pais, tinha um significado de quase morte para o aluno, era um terror. Ele sabia o que o esperava, tinha consciência que seria punido quase sem direito à defesa e tomava o máximo de cuidado para não reincidir. Hoje esse quadro se inverteu e o professor é quem tem que temer ser advertido.

Famílias desestruturadas, sociedade mais permissiva

Não ter tempo para acompanhar a vida dos filhos (ou se valer dessa desculpa), faz com que alguns pais procurem compensar isso de outra forma, com mimos fúteis e até se tornando mais permissivos. O instinto protetor se aguça para disfarçar a verdadeira natureza da coisa, que é a negligência. Para suprir as necessidades de consumo, atender as demandas dos caprichos dos filhos, trabalha-se cada vez mais, dedicando-se cada vez menos aos cuidados imateriais, como transmissão de valores. Isso vai formando uma sociedade aloprada, onde cada um se acha com mais direitos do que o outro e esse indivíduo vai retransmitir isso ao seu futuro filho, porque foi assim que ele aprendeu.

As escolas se tornaram “depósitos de jovens”, creches de adolescentes onde os pais enfiam seus rebentos para ficarem livres por um período. Ser chamado a atenção por algum ato indisciplinado do seu filho, faz emergir neles o famoso instinto de proteção, porque é difícil compreender que um profissional não consiga lidar com a geniosidade de uma criança, afinal, em casa, seu filho se comporta muito bem e passa o tempo todo entretido em games e / ou redes sociais.

Em outros aspectos temos as famílias desestruturadas em recursos econômicos, sociais e morais. Jovens que convivem em ambientes onde imperam a desarmonia, a violência e as drogas lícitas e até ilícitas. Desde cedo aprendem que para sobreviver, têm que se impor; e a figura de qualquer autoridade, seja ela qual for, representa repressão, tolhimento daquilo que eles acham que seja seu direito. Confrontar o professor é um bom exercício para desenvolver sua personalidade forte e esse é a primeira autoridade, fora do ambiente familiar, que ele tem à sua disposição para provar que pode defender sua posição e se afirmar.

Tanto os futuros filhos dos de “famílias estruturadas”, onde valores são substituídos por permissividades, quanto os procedentes de ambientes desestruturados, irão copiar os pais e repassar adiante a praga do desrespeito ao professor. O conceito de escola vai perdendo o real significado, passando a ser somente um lugar para onde se manda os filhos quando se quer ficar livres deles. Receber advertência do mau comportamento do filho gera muito desconforto e o professor é que vai pagar por ser “insolente”.



*Por Pensar Contemporâneo

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O QUE VALE?

O que vale a nossa intensidade? O que vale a nossa tranquilidade?

O que vale a paz do nosso coração, a tranquilidade da nossa alma, a alegria dos nossos dias, a leveza do nosso viver?

A pergunta deve ser essa: “isso vai tirar a minha vida?”

Então, devemos guardar a nossa intensidade para lutar contra coisas que nos tiram a vida, tão somente.

E “tirar a vida” no sentido amplo, ou seja, não precisa ser um assassinato imediato.

Sim, porque a vida pode nos ser tirada não apenas quando nos surge uma doença terminal, um acidente, ou algo do gênero.

Ela nos é tirada aos poucos, também, quando nos paralisamos diante dos obstáculos, quando nos acomodamos num relacionamento vazio, quando enterramos os nossos sonhos, quando desistimos de ir em busca do que faz o nosso coração vibrar.

Muitas vezes, só quando enxergamos a possibilidade real de ir definitivamente para o cemitério é que nos damos conta de como perdemos tempo – e energia – com besteiras.

Como seria bom se nos déssemos conta de quão valioso é estar vivo, apesar de tudo, antes que algo realmente sério nos confrontasse.

O ideal, evidentemente, é que nos permitíssemos aprender através do amor, e não que esperássemos a dor chegar na nossa vida para ter as lições necessárias.

Além disso, se quisermos, basta olharmos ao redor para aproveitarmos as lições com as experiências dos outros. Há tantos relatos sinceros e emocionantes de pessoas que são faróis na vida dos outros, exercendo, com amor, a missão de espalhar o que aprenderam e nos facilitar a caminhada.

Basta abrirmos o nosso coração ao novo, sem pré-conceitos, sem questionamentos tolos, sem deixar a mente puxar a frente e duvidar de tudo.

Nos permitindo, nos dedicando, aproveitando um pouco aqui e um pouco ali – conforme o nosso coração sente afinidade com a energia -, sentido, silenciando, se conectando com algo superior, podemos transcender a dor e caminhar rumo à evolução, rumo à plenitude, rumo ao amor.

Pois, ainda que neguemos, não estamos aqui nesse planeta e nesse momento por acaso, a nossa vida não é um acidente da natureza: somos um ser espiritual/multidimensional, que carrega uma bagagem a ser superada, que pertence a um sistema familiar cheio de peculiaridades, que tem um propósito especial, e que chega nesse planeta sem muita consciência/lembrança de tudo isso.

Por que tão complexo assim? Porque se fosse fácil, se viesse com manual de instruções, não iríamos atrás, não buscaríamos, não nos esforçaríamos, não aprenderíamos com os nossos erros, não desbravaríamos o mundo, perderíamos grandes lições.

E é essa, justamente, a razão da nossa existência: o aprendizado!

Que ele se dê, então, pelos melhores, mais leves e mais doces caminhos.


Por Susiane Canal

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Na dor, ninguém é melhor do que ninguém

Conversando com uma grande amiga, dia desses, sobre problemas em geral, ela me disse algo que me fez refletir: “a dor nos iguala”. A gente conversava sobre nossos tombos, sobre as situações intranquilas da vida das pessoas, e aquela observação que ela fez foi crucial, para que eu pudesse procurar um entendimento mais coerente acerca dessas escuridões que nos envolvem com uma frequência maior do que gostaríamos.

A vida é bela, há felicidade, sim, em nossos caminhos, e temos muito a agradecer. No entanto, a vida também é caos, é imprevisibilidade, é luta, é perigoso. A gente colhe frutos amargos por conta das más escolhas que fazemos, mas também amarga as consequências do que nem fomos nós que provocamos. A gente acaba sofrendo pelo que fazemos e pelo que nos fazem, ou fazem de si mesmos.

Somos mais que somente nós mesmos. Somos o outro também, o parceiro, os irmãos, os amigos, os pais, os filhos. Somos nós e os outros. Ninguém consegue viver à revelia do que ocorre ao seu redor, sem se importar com as vidas que fazem parte das próprias vidas. E a gente sofre por um monte de coisa. A gente sofre as nossas próprias dores e as dores que não são nossas, mas que estão doendo em quem amamos, em quem sofre por aí.

Seguramente, uma das experiências que mais nos fortalecem é o enfrentamento das tempestades de nosso caminhar. A gente se molha e se machuca e se fere, sangra e encontra saídas. Por mais que não pareça haver solução, por mais que a dor pareça interminável, a gente encontra meios de sobreviver – é nosso instinto de sobrevivência, é a vida que pulsa dentro da gente. Ansiamos por viver, por respirar, por seguir, por vencer.

E conseguir digerir toda essa escuridão que derruba, conseguir encontrar um sentido naquilo tudo, é o que nos motiva a não desistir e a ficar mais gente a cada reerguimento. Por isso me foi tão importante ouvir que a dor nos iguala. Porque é verdade. Na dor, não existe rico, nem pobre, nem branco, nem negro, nem nada que nos diferencie. A dor vem pra todo mundo, o choro irrompe em qualquer um, todo mundo desaba e adentra o escuro dos dias traiçoeiros.

Tudo, portanto, há de ter um sentido, um porquê, uma razão de existir. Se o amor não trouxer a lucidez que se deve ter, a dor nos obriga a tomar consciência de nossa fragilidade, de nossa vulnerabilidade. A dor vem para trazer humildade aos nossos corações, para nos ensinar a enxergar o outro, ali em pé de igualdade conosco. A dor vem esbofetear nosso orgulho, nossa arrogância, nossa falta de fé.

E como é bom podermos, ao final das travessias pedregosas e doloridas, olhar para trás e dizer: eu consegui. Como a gente se engrandece por dentro, como a gente enriquece o coração, quando vence a escuridão dos dias sem fim. O amor cresce tanto aqui dentro. Amor e gratidão. É assim que a gente continua.

*Marcel Camargo

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

É simples: quem quer estar em sua vida, está em sua vida (sem desculpas)

Muitas vezes fechamos nossos olhos para o que não queremos ver, nos recusamos a reconhecer o que realmente acontece quando recebemos as desculpas daqueles que realmente não querem dedicar sua atenção, nem seu tempo.

A realidade é que não importa quão apertada seja a agenda, mesmo que haja limitações, quando alguém quer estar presente, está. E isso não inclui apenas a presença física, também o acompanhamento moral, o apoio à distância, a atenção diária, que não requer uma logística particular para se manifestar.

Somos todos livres para agir de acordo com nossas escolhas, incluindo as pessoas que gostaríamos de estar por perto, no entanto, é inteligente simplesmente aceitar quando alguém tem intenções de fazer parte de nossa vida e quando não.

Sempre haverá aqueles que querem nos ter como prioridade, mesmo que não localizemos mentalmente essa pessoa. Obviamente, isso não significa que, para nós, alguém que não desperta interesse se torne nossa prioridade por reciprocidade. O que queremos enfatizar é que é sobre isso que as interações da vida são, às vezes procuramos a pessoa que pensamos estar errada e outras vezes os que não damos mais importância, nos procuram.

Devemos aceitar a dinâmica da vida, sem drama, apenas conscientes de que em algum momento coincidiremos em nossas preferências e os elos se unirão. Mas o que não é possível é esperar que uma determinada pessoa, que estabeleceu suas prioridades de acordo com seus interesses, aja de maneira particular conosco, tenha gestos que sabemos que não terão ou não terão presença onde não querem tê-la.

Pelo contrário, quando alguém aposta por nós, faz-se sentir, faz-se notar e qualquer que seja o campo em que se relacione conosco, nos colocará de tal maneira que se manifeste o desejo de participar ativamente de nossas vidas.

Não desperdice a sua energia com aqueles que não a valorizam, isto não torna a outra pessoa melhor ou pior, ela apenas coloca você em uma realidade, no final você é quem finalmente decide quem entra e quem deixa o círculo de suas afeições.

Não espere nada de ninguém e evite frustrações, preconceitos e decepções, deixe a vida surpreendê-lo com pessoas maravilhosas sem forçá-las, sem pressioná-las e sem desculpas quero fazer espontaneamente parte de sua vida.


*Por Pensar Contemporâneo

Adaptado do site El Librero de Guntemberg

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Você pode enganar o corpo com outra pele, mas não o coração com outra alma

Definitivamente qualquer um pode nos provocar arrepios, qualquer um pode agitar nossos sentidos, fazendo-nos sentir muitas emoções e sensações associadas a uma liberação hormonal, que responde a um processo químico e biológico do nosso corpo, porém, a conexão que sentimos entre nossas almas, essa sim, vai além de tudo que podemos perceber com nosso corpo.

Nós podemos substituir uma carícia por outra, alguns beijos por outros, mas quando vamos mais além, não podemos enganar nossos corações, não encontraremos olhares que nos façam sentir o mesmo, nem aquele sentimento de estarmos sempre conectados

Quando dois corações daqueles que fizeram um acordo de almas se separam, o vazio que se sente é profundo, afoga, queima, suspende a respiração, não há mais nenhuma satisfação, conforto e acoplamento que pertença a duas almas que viajaram juntas por mais tempo do que podemos reconhecer.

Certamente as missões terminam, muitas vezes amando intensamente dois corações devem seguir caminhos diferentes para aprender o que é necessário, para chegar onde deveriam e não sabemos se neste plano ou outro, mas certamente estas almas estarão juntas novamente. No entanto, enquanto eles estiverem fisicamente distantes na estrutura terrena, eles serão capazes de reconhecer sua energia, mesmo que não possam sequer ver um ao outro.

Uma vez que estamos em contato com esse ser que sabemos que nos leva além do tangível, não podemos nos enganar ao nos conectarmos com outra pessoa, o sentimento será gravado em nossa essência, nossa mente ficará confusa e tentará substituir o que um dia la lhe deu prazer, nosso corpo vai encontrar outras maneiras de se sentir à vontade, mas nossa alma sempre nos fará um chamado especial para retornar a onde pertencemos, sabendo plenamente o que é amor verdadeiro.

Além de sermos capazes de identificar o que nos acontece, devemos ser gratos por termos estado em contato com nossa pessoa especial, conscientes de que, não importa o que aconteça nesta vida transitória, o amor nos une, nos alimenta e transcende acima do que nós nossa razão consegue entender.

Vá em frente, continue com sua vida, tudo passa por algo e o que é para você, será no momento preciso. Sempre confie que o melhor ainda está por vir e ouça o que seu coração lhe diz, o que não lhe permite ser facilmente enganado.



Por: Sara Espejo – Mujer.Guru

Pensar Contemporâneo

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Se você não está satisfeito com a sua vida, pare de reclamar e mude!

Você já parou para pensar que as reclamações podem ser exatamente o motivo de sua vida estar tão longe do que você espera?

Todos vivemos fases em que não nos sentimos satisfeitos e realizados com nossas próprias vidas. Vivemos uma rotina desgastante e dedicamos muito tempo a trabalhos e relacionamentos que não contribuem para a nossa felicidade.

Isso é algo natural, é impossível ser feliz cem por cento do tempo. Planos dão errado, sonhos são frustrados, relacionamentos acabam e amizades se desgastam. São coisas com as quais temos que aprender a lidar porque farão parte de nossa caminhada.

Quando falo em aprender a lidar, quero dizer encarar essas situações com maturidade e consciência.
É claro que quando tudo acontece do jeitinho que a gente não planejou, a vontade de ligar para um amigo e reclamar por horas pode ser muito grande, assim como publicar milhares de frases de impacto nas redes sociais, como indireta a alguma pessoa, ao destino e até mesmo a Deus, mas por mais relaxante que isso possa parecer, não é uma grande ajuda, quando se trata da realidade.

Se todas as nossas insatisfações se resolvessem quando reclamamos, esse mundo já seria perfeito, porque essa é uma prática muito frequente para praticamente todos nós. Mas você já parou para pensar que as reclamações podem ser exatamente o motivo de sua vida estar tão longe do que você espera?

Quando reclamamos, emitimos uma mensagem de negatividade para o mundo e, como consequência, tendemos a atrair ainda mais coisas de baixa vibração para nossas vidas.

As pessoas que vivem reclamando só encontram mais motivos para reclamar, este é o fluxo da vida, a forma como o Universo funciona.
Se queremos realmente transformar nossas realidades e encontrar um caminho que nos faça mais felizes, precisamos substituir as reclamações por atitudes. Ficar parado esperando a vida acontecer não é o modus operandi dos fortes, daqueles que criam seus próprios destinos.

As pessoas que têm o poder de transformar as suas vidas sabem que a zona de conforto é um lugar bom, mas onde nada cresce, e não estão dispostas a passarem suas vidas conformadas, quando possuem dentro de si a capacidade de viver tudo aquilo que desejam.


Elas sabem que a felicidade não é encontrada em lugares seguros demais, onde não precisamos nos arriscar, mas sim nos destinos que alcançamos, quando provamos a nós mesmos o quão grande é a nossa força e capacidade de superação.

Se você não está feliz com a vida que vive hoje, comece a tomar atitudes que o guiem a um caminho diferente. Arrisque-se, desafie-se, as coisas mudam quando nós mudamos.

Você nunca vai ser mais feliz ou bem-sucedido, se não se permitir mudar, fluir com a vida. Se não gosta do seu cabelo, mude! Se está insatisfeito com seu trabalho, encontre uma nova função que lhe dê mais prazer. Se o seu relacionamento lhe faz mais mal do que bem, aprenda o valor da sua própria companhia! Dê um passo de cada vez, mas certifique-se de estar sempre em movimento!

Existem muitas maneiras de viver a vida, mas nenhuma delas é certa se não o faz feliz. Abra os seus olhos e sua mente para o mundo, ganhe uma nova perspectiva e trabalhe o seu crescimento a partir daí.

As reclamações não o levarão a nada, mas a atitude o aproximará de tudo aquilo que deseja viver.

*Luiza Fletcher

Portanto, se você quer uma vida melhor, comece a construí-la, o poder da sua felicidade está em suas mãos!
Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação desse material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: ocusfocus/123RF imagens

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

DANE-SE, POR FAVOR!

Sabe, devemos instalar e deixar sempre de prontidão um botão “dane-se” na nossa vida
Nos estressamos, envelhecemos antes da hora, adoecemos e nos amargamos por levarmos as coisas a sério demais
Ora, o que importa no fim das contas é estar aqui, é estar vivo, é estar se virando, é ter energia, é seguir adiante, é estar cheio de oportunidades (ainda que não as enxerguemos direito, às vezes).
Ficar matutando hipóteses, se frustrando com as coisas que não acontecem, se incomodando por qualquer besteira e pirando o cabeção o tempo inteiro pode “acabar acabando” com a nossa vida
Um “dane-se” ou outro, invariavelmente, é vital!
Você não vai conseguir fazer aquela viagem que tanto querida? Dane-se!
O chefe apareceu com uma cara fechada? Dane-se!
A conta tá no vermelho? Dane-se!
O marido não reconhece tudo o que você faz? Dane-se!
O seu cabelo tá com vontade própria (e bem diferente da sua)? Dane-se!
A casa tá suja e bagunçada? Dane-se!
Você tá querendo emagrecer, mas apareceu um jantarzinho especial? Dane-se!
Tá caindo uma tempestade e você precisa sair para a rua? Dane-se!
Aquela amiga não perguntou mais como você está? Dane-se!
A sua vida tá uma bagunça danada? Dane-se!
Ora, leveza é bom senso! É sanidade! É sobrevida!
Funcionamos muito melhor relaxados!
Ainda que os problemas sejam grandes, as soluções aparecem muito mais facilmente quando estamos “de boas” e não brigando com eles, com o mundo, com a vida…
Na boa, nada vale a paz e a alegria que temos naturalmente no nosso coração.
E aí entra um ensinamento que vale ouro: a ACEITAÇÃO.
Dizer SIM a tudo como é e a todos como são, nossa, isso muda tudo!
É incrível como a vida se transforma quando passamos a não alimentar mais conflitos interiores querendo que as coisas sejam diferentes do que são.
É puro gasto inútil de energia querer moldar o mundo à nossa maneira.
É uma tarefa impossível, que só gera frustração.
Pulemos essa etapa, então, e iremos além, muito além.
Vamos transcender essa inquietação, esse descontentamento, esse perfeccionismo.
E chegaremos num lugar tão maravilhoso, mas tão maravilhoso, que não imaginamos nem nos nossos melhores sonhos…

*Susiane Canal

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A hora do lobo

Existe um predador no interior de todos nós. Ele não existe para predar outras pessoas, mas para caçar a nós mesmos, devorando nosso discernimento, afastando a sabedoria. Foi criado a partir de nossos hábitos e padrões de comportamento insalubres, de nossas vaidades e egoísmos, e se alimenta de nossa energia mental, emocional e espiritual.

Como todo predador, ele não age aleatoriamente e sem estratégia; fica à espreita e somente nos domina quando estimulado pelas circunstâncias, emoções e pensamentos que excitem sua ira. E nesta hora, como afirma Thich Nhat Hanh, o grande mestre budista do zen vietnamita, fazemos coisas que não queremos fazer, dizemos coisas que não queremos dizer, pensamos coisas que não gostamos de pensar.

Magoamos a nós mesmos e a outros, incapazes de agir com consciência plena. Esta é a Hora do Lobo, o momento em que caímos na mais lamentável cadeia de ações inconscientes e ignorantes, fundamentadas nos vícios de atitude que desenvolvemos ao longo de nossa vida. E essa triste queda devora nosso discernimento e percepção, e nos nega a sabedoria.

(…)

O fato é que na vida vivemos sob a ditadura das paixões. (…) E, bem, a paixão na verdade não abriga nenhum amor, nenhuma alegria de viver, em si mesma. Os processos passionais são sempre desgastantes, e em algum momento este desgaste se tornará evidente, não há como escapar disso.

Festas frenéticas, viagens apressadas, muitas atividades cotidianas, consumo exagerado, relacionamentos superficiais intensos ou afetos racionalizados em um sem-número de projeções e carências (…).

O exercício das paixões através das fantasias dos sentidos parece mais fácil do que a conquista da felicidade através do equilíbrio da consciência.

Além disso, quem afinal compreende o sentido da vida? Quem realmente pode se valer do inefável sentimento de contentamento?

(Para a mente viciada em hábitos egoístas) Mais valiosas são as excitações imediatas, a luta para conquistar mais beleza física, mais domínio, mais poder, mais dinheiro e fama, mais intelectualidade, mais corroboração de nossos pontos de vista (…).

O predador (…) é o agente das nossas atitudes insalubres, que nos faz sentir menores diante da vida. Ele habita nossos corações e mentes, esperando o momento de nos dominar. E quando nos defrontamos com um desafio, um gesto, uma palavra ou uma ideia que de alguma forma estimule os hábitos arraigados em nossa mente, o predador ataca nossa percepção com uma fúria e velocidade terríveis.

(…)

Liberte-se de seu predador. Observe meios de prática que podem desestimular os hábitos arraigados em você, e que são tão prejudiciais. E, por favor, abandone o vício de apenas procurar o predador nos outros; cada um de nós tem seu caminho, e não nos cabe a injustiça de sustentar nossos argumentos acusando a doença de comportamento alheia.

Saiba atingir o correto equilíbrio entre o reconhecimento do predador alheio e o melhor meio de se defender dele. E a melhor forma de nos defender do lobo que habita os corações dos nossos semelhantes é ter a coragem de apaziguar o nosso próprio lobo interior. Este é o segredo.

(…)

Somos muito mais do que presas de um predador. Podemos muito mais do que apenas agir com ignorância e intolerância. Podemos ser livres, serenos e fortes ao mesmo tempo. A vida é um sonho que pode ser vivido sem pesadelos.

Acredite nisso, e confie: não somos escravos de nossas paixões. O predador pode ser superado, ele pode ser derrotado. Basta termos a coragem de viver saboreando as belezas da vida com uma mente simples e dedicada, e não devorando com paixão e impulsividade a nossa própria liberdade…

*Por Pensar Contemporâneo


“A Hora do Lobo”, 2005 – Miklos, Claudio – “O Hóspede da Caverna”; 1ª Edição Revisada. Rio de Janeiro, 2007. pp. 111-117.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

A pequena casa: uma parábola para ver a vida com outros olhos

Um homem, subjugado pela difícil situação em que vivia, foi a um rabino pedir conselhos.

– Rabino, minha casa é muito pequena. Eu moro com minha esposa, meus filhos e meus sogros em uma sala, então entramos no caminho um do outro. Passamos o dia gritando um com o outro. Eu não sei o que fazer – ele disse em um tom desesperado.

O rabino perguntou se ele tinha uma vaca. O homem respondeu sim, então ele a aconselhou a colocá-la dentro da casa também. O homem ficou perplexo com o conselho do rabino, mas o seguiu ao pé da letra, de modo que, uma semana depois, voltou reclamando que morar junto era muito mais desagradável do que antes.

– Também coloque suas duas cabras em casa – o rabino o aconselhou.

Mais uma vez, o homem seguiu o conselho, mas retornou novamente explicando que a situação havia piorado. O rabino perguntou a ele que outros animais ele tinha. Quando o homem respondeu que só tinha um cachorro e algumas galinhas, o rabino disse a ele para colocá-los na casa e retornar na semana seguinte.

Desconcertado, o homem voltou para casa e seguiu o conselho do rabino, mas desta vez, quando voltou, ficou fora de si.

Isso é insuportável! Eu tenho que fazer alguma coisa ou vou ficar louco. Por favor, ajude-me!

– Ouça com atenção: pegue a vaca e leve-a para o estábulo, leve as cabras para o curral, deixe o cachorro fora de casa e devolva as galinhas para o galinheiro. E em poucos dias venha me ver novamente. Quando ele voltou, o homem estava eufórico.

Ah, rabino! Agora em casa há muito mais espaço, só há minha esposa, meus filhos e meus sogros. Que melhoria!

Existem situações difíceis de tolerar. Não há dúvida. Mas na maioria das vezes somos nós que perdemos a perspectiva e adicionamos mais pressão a uma realidade que não é tão ruim quanto a desenhamos. Às vezes, precisamos que as coisas piorem para valorizar o que tínhamos, como aconteceu com o homem da história. O problema é que nem sempre é possível voltar atrás.

A adaptação hedonista, ou porque não valorizamos o que temos
A adaptação é um mecanismo que nos permite sobreviver mesmo nas condições mais adversas. Quando nosso ambiente muda, implantamos uma série de recursos que nos permitem adaptar-nos às novas circunstâncias. Essa é a razão pela qual conseguimos superar a morte de uma pessoa amada ou uma perda importante.

No entanto, também nos adaptamos a eventos positivos. Nós nos adaptamos a situações que produzem prazer e alegria, a ponto de pararmos de avaliá-las e elas deixarem de produzir satisfação. É o que é conhecido como uma adaptação hedonista. Com o passar do tempo, a alegria e a excitação que despertaram algumas situações desaparecem, elas perdem sua novidade e começamos a tomá-las como garantidas.

O problema da adaptação hedonista é que, se não permanecermos atentos, cairemos num ciclo infinito de necessidades não satisfeitas, porque sempre desejaremos mais. Assim que atingimos um objetivo, parece insuficiente e desfrutamos muito pouco do que alcançamos, porque já temos nossas metas definidas no próximo objetivo. De fato, Napoleão Bonaparte disse que “a ambição nunca para, nem mesmo no auge da grandeza “.

Essa é a razão pela qual muitas pessoas não se sentem satisfeitas, embora aparentemente tenham tudo de que precisam para serem felizes.

Gratidão como um caminho para alcançar a felicidade
Na parábola, as circunstâncias em que o homem vivia não mudavam, o que mudou radicalmente foi a sua maneira de ver a realidade. Isso não significa renunciar e levar uma vida amarga. Nem significa desistir dos nossos sonhos. Significa apenas ser capaz de ver o lado positivo da situação em que nos encontramos e experimentar gratidão.

Durante séculos, o budismo afirmou que a gratidão é a chave para a felicidade e a paz interior. Agora diferentes experimentos psicológicos provaram isso. Psicólogos da Universidade da Califórnia e de Miami, por exemplo, recrutaram 192 pessoas e as dividiram em três grupos: Alguns deles foram convidados a escrever as coisas pelas quais haviam sido gratos durante a semana, outros tiveram que anotar as coisas que os incomodavam e outros simplesmente tiveram que manter um diário dos eventos positivos e negativos que aconteceram com eles.

Depois de 10 semanas, aqueles que escreveram sobre gratidão não apenas relataram sentir-se mais felizes, mas também estavam mais otimistas e mais satisfeitos com suas vidas. Como se isso não bastasse, eles também visitaram o médico menos do que o restante das pessoas.

O poder da gratidão é porque transforma o que temos em suficiente. Em vez de nos concentrarmos no que nos falta e ver apenas as coisas negativas, aprendemos a focar no lado positivo e valorizar muito mais o que temos. Embora estejamos conscientes de que há espaço para melhorias, somos capazes de ver a vida a partir de uma perspectiva mais positiva que nos ajuda a tolerar melhor o que nos incomoda.

Essa mudança de perspectiva não leva à estagnação, mas nos permite viver melhor a vida que temos, até que possamos fazer as mudanças que queremos. Isso significa perseguir seus objetivos, mas não hipotecar sua vida para alcançá-los e, acima de tudo, não deixar sua felicidade depender de um futuro ilusório.

 Por Pensar Contemporâneo

Fonte: Rincon de la Psicología

terça-feira, 1 de outubro de 2019

A Vida

“A vida decepciona-o palra você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.

A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti”

* por Bert Hellinger

Flores, amor e perdão em vida

As flores mais bonitas não devem esperar o silêncio de um túmulo para serem entregues. O amor mais sincero não pode ser guardado para depois...