quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Já sentiu raiva de si mesmo por ter um coração tão bom com quem não merece?

Acredito que a vida seja uma jornada de aprendizados. As experiências felizes se intercalam com aquelas não tão boas, mas são os infortúnios que nos lapidam e nos impulsionam a encontrar formas de estarmos em paz com o mundo e com nós mesmos. Aquele momento em que você percebe que cometeu “uma grande e inesquecível burrada” pode ser um divisor de águas em sua vida.

Um dos meus maiores anseios é encontrar equilíbrio e paz. Depois da fase de buscas, inseguranças, pressa e alguma impaciência, hoje quero mesmo é a tranquilidade do meu coração. Por isso reduzi a intensidade de minhas expectativas e tenho me esforçado para não me magoar por aquilo que não posso controlar. Reciprocidade, amor, atenção, amizade e consideração são coisas que não se cobram, e por isso não se controlam. O máximo que podemos fazer é nos resguardar. Não correr o risco de nos machucar. Aprender a proteger a nossa vulnerabilidade. Aprender a nos amar em primeiro lugar.

Quantas vezes não sentimos raiva de nós mesmos por termos um coração tão bom com quem não merece, e nos arrependemos de nossa bondade, docilidade e generosidade para com aqueles que simplesmente não estão nem aí? Quantas vezes não sentimos que perdemos nosso tempo alimentando relações unilaterais, tentando ser gentis, atenciosos e amorosos com quem jamais se importou? Não se trata de endurecermos nosso coração, de deixarmos de lado a doçura e a delicadeza, mas sim de aprendermos a separar o joio do trigo. De começarmos a ser mais afetuosos com nós mesmos, e com isso aprendermos a distinguir o que deve ser valorizado do que tem a obrigação de ser ignorado.

Muitas vezes a gente se engana. Erra feio. Investe tempo e atenção em alguém “especial” na certeza de que em algum momento será retribuído. Fantasiamos desfechos dignos de contos de fadas e projetamos nossas ilusões em cima de pessoas tão diferentes de nós, romantizando atitudes e acreditando em inúmeras possibilidades irreais. Quando tudo corre conforme o planejado, ótimo. Porém, com alguma vivência e algumas “quedas do cavalo”, percebemos que a expectativa é prima-irmã da decepção. Mas ninguém está imune à desilusão; simplesmente porque amar, ainda que seja um risco, continua sendo o maior combustível da vida.

Não espere retribuição. Não espere reciprocidade. Não espere “pagamento” ou premiação por aquilo que você se dedicou de graça, porque quis. Faça o que quer fazer porque isso te faz bem, isso te torna uma pessoa melhor, isso acalma o seu coração ou te livra de remorsos. Porém, não crie expectativas nem espere ser reconhecido por sua bondade e generosidade. Tenha um coração bom porque isso será bom para você também, mas não porque deseja aplausos ou reconhecimento. Seja atencioso, cuidadoso e afetuoso, mas antes tome conta de você. O maior responsável por você é você mesmo, e por isso não se descuide de suas necessidades e vontades.

Tenha sempre em mente que você não precisa ser útil pra ser amado; que quem te ama de verdade não está nem aí para sua utilidade, para sua serventia, para o seu aproveitamento. E isso tem que ser o suficiente para você relaxar, deixar de ser tão exigente consigo mesmo ou almejar a perfeição. Isso tem que ser suficiente para você respeitar seus limites e finalmente deixar para trás quem maltrata o seu coração.


*Por Fabíola Simões

terça-feira, 31 de julho de 2018

12 coisas que você percebe quando amadurece emocionalmente (convite para checagem pessoal)

A imaturidade faz parte do percurso quando buscamos a maturidade. Dificilmente perceberemos algumas coisas fundamentais da vida sem que erremos antes.

Todos erram muito, mas a maturidade costuma estar associada com os tópicos listados abaixo.

Também é importante lembrar que nem sempre a maturidade está relacionada à idade. Nem todas as pessoas com mais idade são maduras, assim como existem pessoas muito jovens que são bastante amadurecidas.

Será que você já se reconhece em alguns deles?

1- Você percebe que não é tão inteligente quando pensava que era

A arrogância daquele que muito conhece de um tema costuma ser inversamente proporcional à ignorância que ele tem de si em relação às potencialidades do outro.

2- Você percebe que ser assertivo e estabelecer limites não é sinônimo de egoísmo

Antes de ajudar ao outro ou de doar-se em demasia por bondade, submissão, ou mesmo por amor, é necessária a atenção aos próprios valores e crenças pessoais. Ser excessivamente servil para com o outro pode implicar um aniquilamento de si. Encontrar os momentos para dizer “não” e “sim” são dos mais preciosos momentos da vida.

3- Você percebe a pouca relevância do que considerou grandes problemas em sua vida

Sofremos por muito pouco, mas não temos o direito de diminuir o sofrimento de ninguém, uma vez que ele vem associado ao que a pessoa é capaz de vivenciar naquele momento – seja por fruto da pouca idade ou mesmo da imaturidade para lidar com o assunto ou sentimento associado à dor. Com o tempo, entretanto, aprendemos a dar mais valor e a direcionar mais energia ao que realmente merece maior atenção.

4- Você percebe que mudar para agradar aos outros é ser falso consigo mesmo e com sua própria essência.

Quanto maior a autoestima, menos atenção a pessoa dá a julgamentos alheios.

5- Você percebe que pegar atalhos costuma ser improdutivo.

Tendemos a comparar o nosso início de jornada ao final da caminhada do outro. Dificilmente herdeiros são capazes de manter um patrimônio construído por outra pessoa assim como teóricos não são bons na prática profissional antes de por ela também construírem sua história. Conhecer e praticar nunca serão pontos excludentes.

6- Você descobre que, para muitas injustiças, existe um tipo de “lei do retorno” que a própria pessoa que nos fez mal contrói para si.

Quem fez mal para nós costuma também errar com outras pessoas e, muitas vezes, aquele que foi nosso algoz, com o tempo, cairá em uma cova cavada por si mesmo e que será resultado de sua falta de ética, civilidade e justiça.

7- Você percebe que nem todas as batalhas são válidas

Temos que escolher nossas lutas com muito cuidado para direcionar nossas energias de maneira correta e produtiva. Pode parecer um contrassenso, mas não vale a pena lutar por algo, se aquela luta trouxer mais males do que bens. Às vezes, é melhor calar para manter a paz. Às vezes, é melhor ter algum prejuízo do que entrar em uma disputa judicial. Às vezes, é mais seguro esperar do que colocar em risco a nossa integridade física. Nunca haverá a escolha absolutamente certa para isso e sim a escolha certa para cada um. E a maturidade nos ajuda muito com isso.

8- Você percebe que as pessoas e o mundo não lhe devem nada.

Ah, liçãozinha danada de difícil! É sempre mais fácil atribuir a culpa ao outro, a falta de dinheiro, a falta de sorte, a falta de oportunidades, aos pais que foram ausentes ou a opressores. Tudo isso explica muitas coisas, mas não justifica a permanência em um estado de inércia pessoal frente à continuidade da vida.

9- Você admite que, por mais maduro que possa ser em algumas áreas, sempre será um jovem aprendiz em outras.

Mais uma vez, a maturidade passa pela humildade do reconhecimento de nossa pequenez frente ao todo. Ninguém é bom em tudo e a maturidade vale-se do reconhecimento e da gratidão àqueles que fazem o que nós nunca seremos capazes de fazer.

10- Você percebe o real valor e funcionalidade do dinheiro.

Dinheiro é bom. Dinheiro é bom demais. Dinheiro é realmente muito bom. Entretanto, dinheiro é um meio e nunca um fim em si. É bom ter dinheiro para cuidar da saúde, mas pouco ajuda ter dinheiro sem saúde. É bom ter dinheiro para sanar o básico, mas é ruim ter dinheiro, se o custo for a escravidão de não ter tempo para si, não ter tempo para ver os filhos crescerem.

11- Você finalmente percebe que o tempo é limitado, que a vida passa muito rápido e que a finitude abraça a todos.

Essa percepção é muito complexa para um jovem que nunca viu ninguém, além de, talvez seus avós bem mais velhos, morrer. Com o tempo, entretanto, vemos nossos tios, pais e amigos próximos deixarem esse mundo. Com o tempo, percebemos que um único suspiro separa a vida da morte, que somos só mais um nesse mundão. Percebemos que mesmo os maiores homens da história nasceram, viveram e morreram: os museus estão repletos deles. Aliás, em 100 anos, nesse mesmo local em que estamos, todas as pessoas serão diferentes e também únicas, mas não seremos nós.

12- Você percebe que os momentos de felicidade estão na jornada e junto daqueles que nos dão as mãos durante o caminho.

“Pessoas éticas têm amigos, os outros só têm cúmplices”. Essa ideia vem sendo transmitida pelo filósofo Leandro Karnal. Já a realidade que ela traduz é de todos. Quem levaremos conosco nos maiores e melhores momentos de nossa vida? A maturidade responde.

Uma boa jornada para todos nós!

*Por Josie Conti

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sorte e escolhas bem feitas


Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.

Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói. Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.

Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas. Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.

Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.

A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.

Martha Medeiros

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Caprichar nos detalhes, nos pequenos gestos

Nós temos uma vida muito corrida, com muito trabalho, com muitas preocupações e às vezes esquecemos que os pequenos gestos, as pequenas gentilezas, fazem muito bem. Um sorriso, um beijo, um abraço, uma flor, um dizer “eu te amo”, um “você é importante para mim”, “você me faz bem”, “gosto da sua companhia”, tudo isso faz a diferença no caminho de quem pratica estes pequenos gestos e também para quem os recebe. A pessoa, se não cuidar, pode se tornar um simples fazedor de tarefas. Sem essas pequenas atitudes, os relacionamentos em casa, na família, na empresa, na escola, no nosso ambiente, todos, vão se tornando menos humanos e frios. Nós precisamos aprender continuamente a ser humanos de verdade. O indivíduo pode se considerar uma pessoa bem educada e o melhor motorista do mundo, mas se fechar um cruzamento isso demonstrará sua falta de educação e sua falta de civilidade. Alguém pode se dizer preocupado com a ecologia, com o futuro do planeta, mas se jogar um pedacinho de papel no chão, aí estará demonstrando exatamente o contrário. 
Muitas pessoas casadas há anos, apesar de levar uma vida conjugal tranquila, nem mesmo se lembram de quando foi a última vez que disseram ou ouviram que amam ou são amadas. Tentemos nos lembrar de quando foi a última vez que elogiamos alguém? Elogio sincero e não uma crítica disfarçada. Talvez muitos de nós tenhamos dificuldades de nos lembrar de quando elogiamos alguém pela última vez. É bom ressaltar que é importante dizer, é importante praticar ações bem intencionadas, fazer pequenas gentilezas. Só nos fará bem! Uma pessoa pode estar de mau humor, mas não ficará pior se lhe desejarmos um bom dia com um sorriso sincero. Ou dizer-lhe você “é importante para mim”, “você é importante para a empresa”. Como nos falta isso!
Sorrir sempre! É claro que nem sempre estamos bem e nem sempre estamos dispostos a sorrir. Mas fazer um esforço, sendo positivo, olhar nos olhos, ser sincero, cumprimentar as pessoas, são pequenos gestos de carinho que produzem grande satisfação no coração. São atitudes que fazem diferença na vida de ambos, de quem pratica e de quem recebe. O que queremos é que as pessoas nos vejam quando olham para nós. Por isso, caprichar nos detalhes, nas pequenas gentilezas, nos pequenos gestos, pode não mudar o mundo, mas muda o mundo a nossa volta e a vida. E os nossos dias começam a ficar muito melhor, com muito mais sentido.


* Padre Ezequiel Dal Pozzo

contato@padreezequiel.com.br

quinta-feira, 26 de julho de 2018

A morte não é uma tragédia, tragédia é quando a gente não viveu

Essas coisas acontecem. Um jovem adoece no verão. Um senhor é atropelado por um táxi. A biópsia aponta que o tumor é maligno. Essas coisas acontecem todo dia. E todos os dias saímos de casa achando que jamais acontecerá conosco. Uma doença leva embora um pai. O médico comunica um exame preocupante. Uma moto atravessa um sinal fechado. Todos os dias isso acontece. E todos os dias nossos planos são os mesmos. Trabalho, almoço; trabalho, jantar.

Não acho que seja uma tragédia quando essas coisas acontecem com a gente. Dizemos: “Que tragédia, morreu tão cedo”. Não acho que seja uma tragédia. Acho que a vida é um amontoado de caos e coincidência. Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais. Uma tragédia é não agradecer por esse tempinho que estamos aqui. Uma tragédia é não valorizar. Uma tragédia é trocar o sorriso do nosso filho pelo celular. Um passeio em família pelas preocupações do trabalho.

Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje. Uma tragédia é passar a vida em branco. Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, não hoje. Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente.
E a vida vai ficando pra depois. Um dia, eu mudo de emprego. Um dia, eu digo que gosto dela. Um dia, eu faço uma viagem. Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto.

Não acho que seja uma tragédia uma jovem cheia de planos descobrir um câncer. Acho uma tragédia quando aprendemos a valorizar o que temos só depois de perder. Acho uma tragédia não termos ido ainda para aquela viagem dos nossos sonhos. Acho uma tragédia o pedido de casamento não feito. Acho uma tragédia ter se formado em uma profissão que você não ama. Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia. Acho uma tragédia você passar a vida brigado com alguém.

A morte não é uma tragédia. Tragédia é quando a gente não viveu.

*por Marcos Piangers

(http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/piangers-morte-nao-e-uma-tragedia-tragedia-e-quando-gente-nao-viveu/)

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Uma Lenda...

Reza a lenda que em um belo jardim havia uma flor, formosa e perfumada diferente de todas que lá habitavam. Ela era a mais observada e admirada por sua beleza. Determinado dia apareceu no jardim um beija-flor. Eis que este pássaro de cara começou a observar a linda flor. Uma vez por semana ele a via e a cada dia se encantava mais e mais. Começaram a conversar, trocaram experiências e isso fazia com que o beija-flor passasse a olhá-la com muito carinho. Passado alguns meses todas as flores e os beija-flores foram para um retiro, onde ficariam uma noite inteira juntos. Dias que antecederam a viagem o beija-flor fez planos imaginando como seria aquela noite. Ele estava muito ansioso, não apenas pelo retiro em si, mas principalmente em ficar ainda mais próximo da linda e formosa flor. Chegou o dia e conforme esperado estava ela, como sempre espetacularmente maravilhosa. Se cumprimentaram e cada um ficou no seu canto. Ele, a olhava de longe; ela... parecia não se importar. Mas algo de ruim aconteceu. A flor que sempre fôra Alegre, agitada e participativa estava triste. O beija-flor havia percebido e ao perguntar o porque daquela tristeza descobriu que a linda flor estava sentindo-se mal. Sentou-se ao seu lado e ali permaneceu por algum tempo. Mas por motivo qualquer ela saiu do seu lado e em seguida deitou-se para repousar. Ele ainda por perto percebeu que era hora de retirar-se e deixá-la descansar. Antes não tivesse agido assim, pois como em todo jardim ali também não havia apenas um beija-flor. Separaram-se e quando percebeu que não havia lugar para ele, afastou-se e somente a encontrou no momento da sua partida. O beija-flor foi embora feliz, pois a flor que estava doente parecia melhor e nada poderia ser mais importante para ele do que a saúde dela. Eles ainda se encontrarão, mas sempre terá em sua cabeça que a formosa flor tem outros tantos admiradores e que jamais provocará discórdia naquele jardim, mas o carinho e admiração continuarão por ela, a Flor mais linda e formosa do jardim.

As vezes o que é óbvio se torna uma incógnita indecifrável. Outras tantas não enxergamos o que é claro e cristalino. Por isso não podemos pensar que sabemos muito ou nada sobre algo ou alguém; somos humanos e falhos e inevitavelmente mais hora menos hora nos frustaremos por não ter acertado uma previsão ou por ter previsto errado. A fim de não gastarmos energia desnecessariamente, devemos dar tempo ao tempo e saber que o que é nosso esta guardado e no tempo certo virá até o nosso encontro; mas é preciso também maturidade para aceitar que nem tudo o que desejamos chegará a nós independente do que façamos.

A distância que nos separa se equivale à dor que sinto, mas nunca será tão grande quanto ao amor que nutro por você.



*Josué AC.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Dar sem esperar receber nada em troca é a única e verdadeira definição de generosidade

Dar sem esperar receber nada em troca é a única e verdadeira definição de generosidade

Fazer pelo próximo, simplesmente pelo bem que isso causa.

Vejo muitos se deslumbrando com dinheiro, status, títulos acadêmicos, com número de seguidores ou curtidas, mas se esquecem de valorizar o que é primordial ao homem; a gentileza, a humildade, a integridade e generosidade.

De nada adianta ser rico, se o espírito for pobre. Dinheiro compra quase tudo. E entre esse quase e o tudo, existe um espaço, onde mora a verdadeira felicidade, o amor, e o respeito.

Um homem generoso sempre prosperará. Porque aquele que matar a sede dos outros, sempre terá alguém para matar a sua própria sede.

Um coração que distribui amor sem moderação, bate mais forte, e vive mais feliz.

Um ato de gentileza pode tocar em feridas que apenas a compaixão pode curar.

E o mais importante, é nunca se arrepender de ser ou ter sido uma pessoa boa. Independente de como os outros retribuirão. Porque o seu comportamento diz tudo sobre você. E o comportamento dos outros, bom, não cabe a nós julgar.

A gentileza, e generosidade são gratuitas, e não devem nunca ser jogadas na cara de quem as recebeu, porque a vida é um eco.

Recebemos o que damos, os sentimentos que enviamos aos outros, retornam em dobro para e nós, e vice versa.

Se existe uma maneira de retribuirmos o bem que a vida (ou alguém) nos faz, é através da gratidão, e da propagação de mais coisas boas.

Quando concentramos nosso foco no bem, o bem fica ainda melhor.

Uma vela nada perde ao acender outra vela, muito pelo contrário, ela coopera para que a escuridão seja cada vez mais tomada pela luz.

Quanto mais levantamos os outros, mais alto subimos.

Para resumir, não se trata do quanto damos ou fazemos pelos outros, mas sim do amor que colocamos em cada ato de gentileza e generosidade que nasce no coração e se transforma em realidade.



*Por Wandy Luz

domingo, 22 de julho de 2018

Às vezes, o dom de alguém é cuidar de outra pessoa

Mesmo que estejam em meio a alguma turbulência de suas próprias vidas, existem pessoas que conseguirão estender as mãos em direção ao que está além do seu próprio mundinho.

Todo mundo conhece aquela pessoa que sempre está pronta para ajudar, para tomar decisões, para se doar. Com ela, sabemos que poderemos contar, e para ela poderemos ligar, a hora que for, que receberemos atenção. Essas pessoas nunca se cansam, não desistem dos outros e por isso são tão essenciais, tão amadas e especiais.

Quando estamos diante de algum problema, quando surgem imprevistos, quando não há mais a quem recorrer, sempre teremos alguém que nos ouvirá e tentará encontrar uma saída, aliviando-nos os passos, ajudando-nos, com disposição e sorriso sincero. Mesmo que estejam em meio a alguma turbulência de suas próprias vidas, existem pessoas que conseguirão estender as mãos em direção ao que está além do seu próprio mundinho.

Quem já teve ou tem alguém enfermo na família bem sabe o quanto é necessário que haja uma pessoa disposta, que toma a frente das decisões e se prontifica com empenho nos cuidados para com quem está precisando de ajuda, de médicos, de remédios, de atenção. Mesmo com as atribulações que a vida traz, existe quem possui o dom de encontrar tempo para se dedicar à vida de outra pessoa.

Em meio às tempestades que chegam repentinamente, muitos de nós ficamos desorientados e inertes, como que paralisados, sem saber o que fazer. No entanto, quem nasce com o dom de ajudar saberá exatamente quais atitudes deverão ser tomadas, quais palavras serão providenciais, acalmando-nos e deixando-nos mais seguros para encarar tudo aquilo que tanto nos assombra naquele momento inicial.

Sim, teremos que nos forçar à doação de nosso tempo, de nossa lucidez, de nossa vida a quem precisa de nós, porque ninguém há de viver somente fazendo o que quiser todo o tempo. Nem para todo mundo cuidar do outro é algo tranquilo e prazeroso, mas doar-se é necessário, porque poucos estarão prontos para abraçar a dor alheia quando ela se fizer presente. Por isso mesmo é que quem tem o dom de cuidar de alguém é tão especial, essencial e digno de admiração e gratidão. Sempre.


*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Nada acontece sem um propósito e ninguém passa pela nossa vida por acaso

O tempo trará as respostas e será maravilhoso podermos ter a certeza de que conseguimos superar o que foi dor, aprendendo com cada tombo, cada lágrima, cada insônia.

Toda a praticidade tecnológica que nos rodeia em nosso cotidiano cada vez mais apressado e célere acaba por nos tornar impacientes, como se não tivéssemos mais tempo para esperar por nada além de alguns segundos. Queremos a comida pronta, a internet mais potente, o carro mais veloz, a dieta mais rápida. Nessa toada, tudo tem que ser agora, todas as resoluções têm que vir instantaneamente. Infelizmente, há coisas que levam tempo. Muito tempo.

Na verdade, aprender requer demora, paciência e aceitação. Tanto na escola, quanto na vida, as lições não são automáticas, pois envolvem mudanças significativas de pensamento, quebra de paradigmas, desconforto e enfrentamento de si mesmo. Trata-se de um processo longo, muitas vezes doloroso e decepcionante. Por essa razão é que, sem a paciência para que o curso dos dias clarifique as nossas ideias, ninguém consegue entender as tempestades que costumam cair sobre nossa jornada, tampouco superá-las.

Uma coisa é certa: tudo o que nos acontece tem um propósito e nenhuma pessoa passa pelo nosso caminho por acaso, ainda que se trate de situações incômodas, desgastantes, dolorosas. De repente, por exemplo, temos que lidar com um público grosseiro em nosso trabalho exatamente para aprendermos a ser mais tolerantes e menos arrogantes. Assim como nos relacionamos com alguém que requer muita atenção, para termos que sair de nosso mundinho e enxergar o outro.

Isso não quer dizer que teremos que aceitar resignadamente tudo o que acontece e todos que encontramos pelo caminho. Pelo contrário, será necessário digerir os acontecimentos incômodos e tomar atitudes que nos afastem de situações que nos desgastam. Da mesma forma, deveremos refletir sobre o tipo de companhia que queremos e merecemos, para que consigamos manter junto somente quem nos entende e nos torna mais felizes. Mas lembremos, sempre, que isso tudo demanda mais do que alguns dias.

Não tem outro jeito, será necessário aguardarmos a passagem do tempo, enquanto analisamos as situações que nos exasperam e as pessoas que nos diminuem, mudando nossas formas de pensar e de agir, em favor de nossos sonhos de felicidade. O tempo trará as respostas e será maravilhoso podermos ter a certeza de que conseguimos superar o que foi dor, aprendendo com cada tombo, cada lágrima, cada insônia. É assim que a gente levanta de novo.


*Por Marcel Camargo

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Quem são os culpados pelo meu fracasso?

Escuto muita gente tentando colocando nos outros a culpa pelos seus fracassos. O esposo, ou a esposa, algumas vezes os filhos ou os pais, o colega de trabalho, o vizinho, o governo ou outro alguém que nem conseguem identificar é responsável pelos seus fracassos. É estranha, mas existe muito essa pratica de atribuir aos outros aquilo que eles não são responsáveis. É o pensamento vitimista. Eu sou vítima do mal que me fizeram. Não sou culpado, os outros são. Muitas vezes a pessoa não identifica ninguém como autor da culpa dos fracassos, mas cria a hipótese de que existem. Fala ao orientador espiritual: “padre, eu acho que alguém está me fazendo mal. Não sei quem é, mas as coisas na minha vida estão dando muito errado. Só pode ser alguém querendo o meu mal”. Quando a pessoa cria uma hipótese dessas fica ainda mais difícil de que algo na sua vida mude.

Quando a pessoa se coloca como vítima de alguém, ela não cresce. A vítima é sempre aquela que foi ferida sem culpa. O outro é culpado. Logo, quem precisa mudar é ele. Eu não. Vejam que complicado é esse pensamento. Quem precisa mudar é o outro. Quem precisa melhorar para que a minha vida dê certo é o outro e não eu. Essa é uma das formas mais fáceis de empacar na vida. Pessoas assim não avançam enquanto não mudarem esse pensamento. Atribuem seus fracassos, suas quedas, seus problemas a responsabilidade de outros.

Ainda, quando alguém atribui aos outros seus fracassos mas nem identifica seus algozes é pior ainda. É o caso daqueles que dizem ” alguém deve estar me fazendo mal”, mas nem conseguem identificar quem é. Criaram uma hipótese. Essas hipóteses são altamente destrutivas. Atribuir a culpa a outro dos meus fracassos já é muito ruim, mais ainda atribuir a alguém que eu nem identifico. Se alguém atribui ao pai, ao vizinho, ao colega de trabalho, se eu me afastar e viver a minha vida longe dessa pessoa que supostamente me faz mal, crio condições para viver a minha vida. Ai eu preciso assumir a vida como responsabilidade minha uma vez que estou longe desse algoz. Mas com a hipótese não há solução. Ela pode me perseguir aonde vou.

Há pessoas que carregam a ideia de que a casa em que habitam ou o local de trabalho tem sobre elas uma força negativa que não as deixam viver. Nesses casos também há uma dificuldade grande de solução, porque não há algo objetivo que confirme a ideia que criaram para si. A outra pessoa pode dizer: eu não sinto nada aqui, isso é da sua cabeça. Mas nada adianta para fazê-los mudar. Naturalmente, que os ambientes nos influenciam e tem uma carga sobre nós. Mas, quase sempre, a negatividade e a suspeita é uma elaboração interior. Não estou em harmonia comigo mesmo.

Nós precisamos ser protagonistas da nossa vida. Na medida em que tomo consciência das decisões a tomar e sou livre para decidir, devo também assumir as responsabilidades daquilo que me acontece. Claro, que outras pessoas podem também me influenciar negativamente. Mas atribuir a elas o meu fracasso, quase sempre é algo exagerado. Eu sei que fui ferido, mas sei que a vida vai melhor com o meu empenho. Ninguém vai me tirar da situação que estou, senão eu mesmo. A força para superação deve brotar da minha interioridade. Ninguém vencerá se permanecer na condição de vítima. Se o culpado é o outro, o que devo fazer? Ficar aqui sofrendo minhas feridas. Eu não sou culpado de nada. Esse pensamento fraco instala as pessoas em situação de permanente sofrimento. O protagonista da sua história não assume o vitimismo. Sabe que a vida é difícil, sabe que outros podem fazê-lo sofrer, mas sabe que tem força interior para levantar e que vai dar a volta por cima. Não alimenta nele um pensamento que o amarra no sofrimento e não o deixa levantar. Ele sabe que precisa, ele mesmo, levantar e andar.


*Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Não é de repente que o amor nasce ou morre

Amar vem depois do conhecer, do conviver, do se mostrar. Desamar vem depois do tentar, do resistir, do sofrer, do esperar.

Ninguém acorda e decide que, a partir daquele dia, está amando fulano ou sicrano. O amor é construção, é luta, é entrega, apoio, é arroz-feijão, no dia-a-dia em que a vontade de ficar junto supera todo e qualquer entrave nesse percurso. E o amor morre da mesma forma. Desamar é desconstrução. É desistência paulatina, demorada, dolorida. Da mesma forma, ninguém acorda e decide, a partir daquele dia, não mais amar fulano ou sicrano.

O amor demora a se firmar porque se antecede pela paixão, que inicia o encontro entre duas pessoas. Primeiramente, somos atraídos pelo que o outro tem de bom e de agradável e idealizamos um romance de cinema junto com ele. O tempo, como sempre, acaba mostrando as verdades, o que era, o que não era, o que nunca foi, e vamos concedendo e nos ajeitando, para acomodar o amor na nossa vida e em nosso coração, entendendo que, apesar das imperfeições, o parceiro é nosso porto seguro.

Deixar de amar é demorado, porque nós relutamos em desistir daquilo em que depositamos tanto de nós, daquilo com que sonhamos a vida toda. A gente se entrega, é verdadeiro, compartilhando tudo o que somos e temos, de maneira clara e límpida, e então fica difícil aceitar que não vinha nada do lado de lá. Dói ver o nosso melhor sendo ignorado e desvalorizado. Dói tomar a decisão de romper com o que tomou tanto tempo e tanta força da gente. Dói e demora.

É de se estranhar, por isso, a perplexidade de muitos, quando o parceiro toma a decisão de romper, como se aquilo fosse algo repentino, sem razão, como se nada tivesse acontecido para aquela atitude estar sendo tomada. Isso só comprova o quanto aquela pessoa que ficou surpresa ignorava o parceiro, o quanto ela deixou de olhar para o lado, de ouvir o outro, de perceber que havia alguém ali precisando de carinho, atenção, de comprometimento afetivo. Mas então já é tarde.

Como se vê, não é de repente que o amor nasce ou acaba. Amar vem depois do conhecer, do conviver, do se mostrar. Desamar vem depois do tentar, do resistir, do sofrer, do esperar. Ambos levam tempo. Caso não estejamos abertos a tudo o que o amor requer, ele não entrará em nossos corações. Caso ele entre, mas não encontre terreno fértil, semeadura afetiva, vontade de lutar junto, então o amor não fincará raiz alguma e se diluirá em meio ao vazio sem reciprocidade. Desse jeitinho.


*Por Marcel Camargo

Regar em vez de Brigar

Se uma planta não está crescendo, não brigamos com ela. O coração sábio entende que a vida não floresce com cobrança, mas com cuidado. A reg...