segunda-feira, 14 de maio de 2018

Definição de Saudade...

Recebemos esse belo artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista. Vale a pena ler até o fim.

“Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (…) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes…

Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além…

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional… Comecei a frequentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.

Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.

Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias.

Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!

Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

— Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores… Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Indaguei:

— E o que a morte representa para você, minha querida?

— Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)

— É isso mesmo.

— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei “entupigaitado”, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.

— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela.

Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:

— E o que saudade significa para você, minha querida?

— Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo “meu anjo”, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade!

O amor que ficou é eterno.


saudade é um paradoxo: ao mesmo tempo em que aperta o nosso coração, preenche ele de amor. Ao sentir saudade revivemos automaticamente momentos, sensações e sentimentos. Através dela, acessamos todo um passado já vivido e também um futuro que ficou por viver.
No início, a saudade vem acompanhada de muita dor. Ela de fato esmaga o nosso coração e parece doer na alma. Mas com o tempo, é possível olhar para ela com um pouco mais de atenção e gratidão. Começar a separar a saudade da dor.
Vamos aprendendo que a saudade é o nosso elo de conexão com quem já não está mais aqui fisicamente. Que sentir saudade é sentir todo amor que ficou e que nunca irá se separar da gente.

* Dr. Rogério Brandão Médico oncologista

sábado, 12 de maio de 2018

A mulher da minha vida

A mulher da minha vida tem tanto defeitos quanto qualidades. Para ela, não há esforços a serem medidos na hora de estar presente para quem quer que seja. O seu coração é tão grande que mal cabe em palavras. É uma mulher que não foge aos desafios da vida, pois tem vocação para liberdade.

A mulher da minha vida me deu de tudo um pouco. Me ensinou lições que não podem ser aprendidas em livros e salas de aula. Com cuidado, afeto e até um pouco de rigidez, ela transpareceu ensinamentos valiosos para uma vida inteira. Algumas foram sobre gentilezas, outras sobre justiça. Mas também sobre perdão, amor, felicidade, tristeza, ódio e mais um punhado de sentimentos que vamos tomando conhecimento ao longo dos anos, mas que sem uma direção apropriada, acabamos por colocá-los em quantidades cansativas ao coração. Não porque exista algo de errado conosco, mas porque o mundo, algumas vezes, não pede licença e cobra que tenhamos todas as respostas.

A mulher da minha vida é bonita, independente e não leva desaforo para casa. Ama praia. Ama estar em contato com a natureza. O tempo dela sempre dura mais de 24 horas. Não há limites que a impeçam de realizar algo.

A mulher da minha vida escreve. Escreve os versos mais sinceros e não está nem aí para os clichês dos insensíveis de plantão. Ela é simplicidade na ponta dos dedos.

A mulher da minha vida é, acima de tudo, alguém incomparável.

A mulher da minha vida chegou há tempos, mas continua aqui.

A mulher da minha vida é amor a ser somente amor, todos os dias.

A mulher da minha vida é você, mãe.

Dona Iracema...



*Guilherme Moreira Jr.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Obrigada, Mãe!

Mães são anjos que vem à Terra para cuidar dos filhos e de todos ao seu redor. São seres especiais que tem a missão de ensinar o verdadeiro amor incondicional ao próximo. Às vezes a gente luta pela nossa individualidade, não vê a hora de correr dali e voar sozinho. E só quando voamos é que entendemos tudo que ela nos ensinou (e ensina), nos aconselhou (e aconselha), nos desaprovou (e desaprova) e nos amou (e ama). Você não precisa ter um filho pra entender o que é ser mãe. Você só precisa olhar pra trás e ver tudo que ela significa pra você e pra pessoa que você se tornou.

Todos nós temos vários sonhos na infância. Dizemos aos nossos pais que “não vemos a hora de dirigir, termos nosso próprio carro, não precisar mais arrumar a cama de manhã…” E então nossos pedidos se realizam. A cada conquista entendemos que a vida é implacável e não nos ensina com o mesmo afeto que a nossa família. E ai balançamos a cabeça, suspiramos fundo, e começamos a comparar o antes de depois da vida debaixo do teto deles / longe das asas deles.

E nos damos conta que:
É bom ser independente. Mas bom, bom mesmo, é ter aquela pessoa que diz que te ama toda noite, te esperando chegar da academia com seu chá mate já quentinho na bancada, aguardando para te perguntar como foi o seu dia, mesmo que você não pergunte como foi o dela.

É bom, é muito bom escolher sua própria comida. Mas bom, bom mesmo, é chegar perto de casa na hora da janta e sentir o cheiro do feijão temperadinho lá da esquina. Você sabe que aquele feijão vem das mãos dela e, conforme entra em casa, sente os outros aromas: o bife refogado, a salada de batata com maionese que ela aprendeu na TV Cultura, o pudim de pão que só ela tem mão pra fazer. Não importa a sua dieta, você desiste de qualquer projeto quando sente o cheiro daquela que é a melhor comida do mundo.

É bom chegar a hora que você quiser, sem se importar com o amanhã. Mas bom, bom mesmo, é quando seu telefone toca de hora em hora com alguém preocupada do outro lado da linha, pedindo pra você ter cuidado, não beber, dirigir devagar, e ir pra casa em segurança.

É bom escolher suas próprias roupas de acordo com seu humor, peso e estilo. Mas bom, bom mesmo é quando você sai de casa e escuta “Não vai levar uma blusa? Eu vi na tv que vai chover”. Mãe tem acordo com a meteorologia. Ela nunca erra, e se você arriscar não ouví-la… chuva na certa, torrencial, com alguns granizos na sua cabeça dura.

É bom decidir tudo sozinha – sua vida, seus empregos, seus namorados. Mas bom, bom mesmo, é ter o ouvido atento daquela que preza pela sua vida mais do que pela dela própria, e te dá conselhos inteligentes e que vão te evitar algumas pedras ao longo da sua caminhada. Cada palavra de carinho que sua mãe te dá é um alerta com sinalizadores sobre quais são os melhores caminhos a seguir. Às vezes você os segue, às vezes não. Às vezes você ouve um “eu te disse”, às vezes é você quem diz e ela, sorrindo, concorda e acompanha suas vitórias.

É bom ter saúde. Malhar, tomar suas vitaminas e seus chás que garantem a imunidade perfeita. Mas também é bom quando você chega em casa gripada e ela te olha assustada, tira rápido sua bolsa do seu ombro e te manda “tomar um banho quente e ir deitar já”. Quando você chega no seu quarto depois disso, ela te espera ali, sentada na cama, com um comprimido de antigripal e um chá de mel e limão milagroso – cheio do maior milagre o mundo, o amor de mãe.

O carinho de mãe não nos protege do mundo, afinal todos temos nossos desafios. Mas é muito melhor aprender as lições de bondade e caráter com ela do que fora do nosso portão, porque a vida bate sem dó. Enquanto sua mãe te deixava de castigo trancado no quarto um dia inteiro para “pensar no que você fez de errado”, a vida te derruba e não bate na porta com seu jantar depois.

Só uma mãe tira a comida do prato para que o filho coma um pedacinho maior do bife de casquinha. Só ela nos faz carinho quando chegamos em casa chorando por alguma desilusão. Só ela nos ouve, mesmo que nem sempre nos compreenda. Só ela nos olha com ternura por nossos acertos e com terror por prever nossos tropeços. Só ela se divide em dez e cuida da gente, dos nossos irmãos, do nosso pai, dos nossos avós, das nossas tias, dos nossos primos, tudo no mesmo dia e na mesma hora se precisar.

Só ela faz a lista do mercado, limpa a casa, encera o assoalho da sala, trabalha em dois empregos como professora, corrige todas as provas das suas salas, nos alimenta, dá banho no cachorrinho, nos ajuda com nossas tarefas, faz janta pro nosso pai, assiste a novela, monta presépio e árvore de natal, nos ensina a fazer oração antes de dormir, e depois fica horas acordada ouvindo nosso pai desabafar sobre os problemas no trabalho.

Toda mãe é mesmo igual. Igual na dedicação, no amor incondicional, na energia extra para vencer todos os dias e na capacidade de ser muitas ao mesmo tempo. Toda mãe é um poço de compaixão. E bom, bom mesmo, é quando você tem a chance de reconhecer e retribuir todos esses sentimentos enquanto ela ainda está aqui para olhar nos seus olhos e ouvir você dizer “Mãe, te amo!”

*Ana Carolina Faria Bortolo

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Que o nosso desejo seja: Se parecer mais com Cristo e menos com o mundo.

Receita de bolo nem sempre é fácil de seguir. Você tem que colocar na batedeira a medida exata de cada ingrediente ou o seu bolo pode dar errado. Um pouco a mais de fermento leveda toda a massa. Se você abre a sua geladeira e vê que o leite acabou e mesmo assim decide continuar e seguir com a receita sem o leite, vai ter, provavelmente, como resultado, um bolo bem seco. Bolo tem que ser macio, fofinho, delicioso. Ai como é gostoso quando a casa toda fica cheirando a bolo quentinho que acabou de sair do forno!

Agora pense em sua vida espiritual como a receita de um bolo. Você precisa ter todos os ingredientes em sua casa e precisa seguir a receita a risca. Os ingredientes do bolo são os frutos do Espírito e a receita é a palavra de Deus. Em Gálatas 5:22 nós encontramos os frutos do Espírito: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança”. Nós precisamos ter um pouquinho de cada ingrediente para que o bolo fique fofinho e saboroso. Precisamos sempre ler a bíblia, que é a receita do bolo, e seguir exatamente o que ela nos diz.

Mas é claro que isso não é fácil. Nós somos pecadores, fracos e temos tendência de praticarmos o mal. Muitas vezes terminamos um dia cansativo de trabalho e paramos para meditar por um minuto que seja e dizemos a nós mesmos: “nossa, eu fui uma boa pessoa hoje, nem pratiquei nenhum pecado grande”. Mas, será mesmo? Será mesmo que somos boas pessoas?

Jesus quando esteve aqui neste mundo, foi alguém que sempre praticou o bem. Ele amou as pessoas, foi bondoso, generoso e teve muita fé. Cristo veio a este mundo para servir e Ele fez isso da forma mais bela e generosa possível. Seguir o exemplo de Cristo muitas vezes não é fácil pois somos egoístas e pensamos em nós mesmos.

Quantas vezes preferimos comprar uma roupa nova ao invés de doarmos o dinheiro para alguém que necessita? Quantas vezes somos ásperos em nossas palavras e magoamos aquela pessoa que nos ama? Ah, como é difícil fazer o bem. Como parece impossível seguir o exemplo de Cristo. Eu peco, eu erro, eu escolho pecar, eu escolho errar. Às vezes penso que nunca vou conseguir ser uma pessoa melhor e que esse negócio de parecer mais com Cristo e menos com o mundo não é para mim.

Porém, eu me volto para a bíblia (a receita do bolo) e lá eu encontro um Deus que me ama apesar das minhas falhas. Um Deus que sempre está disposto a perdoar os meus pecados. Um Deus que me ajuda a levantar e seguir em frente.

Esse Deus me deixou um consolador quando seu filho voltou para o Céu, o Espírito Santo. O Espírito de Deus é o único que pode me ajudar a plantar em meu coração as sementes do amor, da bondade, caridade, fé. E é o Espírito Santo que irá me ajudar a cuidar dessas sementes para que um dia elas se transformem em frutos.

Eu quero dar bons frutos. Eu estou aqui nesto mundo para servir, assim como Cristo fez. Eu quero amar o meu próximo como a mim mesma e desejo, do fundo do meu coração, que as pessoas possam enxergar o trabalho do Espírito de Deus na minha vida.

Morrer para o mundo e crucificar a carne não é uma tarefa fácil e se eu tentar agir por mim mesma, sei que não terei nenhum sucesso. Eu oro para que o Espírito Santo de Deus habite em mim e use a minha vida para servir aos outros.

Eu quero fazer muitos bolos, bolos deliciosos e quero compartilhar as fatias desses bolos com aqueles que eu amo, aqueles que precisam de uma palavra amiga, aqueles que precisam ser amados. E você, já tem todos os ingredientes para o seu bolo? Você já sabe onde encontrar a receita e também os ingredientes para os seu bolos? Basta pedir a Deus para o Espírito Santo habitar em seu coração e desenvolver o seu caráter, tornando-o uma pessoa melhor. Peça hoje mesmo a Deus por mais amor, paz, fé, paciência e bondade. Cristo está de braços abertos e quer muito transformar a sua vida.

*Danielle Luppi

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Você não era o amor da minha vida. A RESPOSTA.

Você perguntou como estão por aqui, e eu poderia te dizer que estão indo muito bem, mas não seria verdade. Nada está bem desde que você foi embora. Eu sei que o mais correto a se fazer nesses momentos é ocupar a minha vida com algo, um curso novo, um trabalho voluntário, talvez sair sozinho até reconhecer que ter a minha companhia é melhor do que ter a sua. Mas o foda é que eu não consigo me convencer disso, tá difícil não te enxergar nas minimas coisas que faço.

E tudo que eu queria era te esquecer. De uma vez por todas. Mas parece que tudo acontece pra que eu lembre de você. Percebi que você havia me bloqueado das suas redes sociais, talvez seja melhor assim, eu sei. Só não consigo me acostumar com essa distância, porque cada dia que passa, penso que fica mais longe de te alcançar. Não que eu te queira de volta, só que eu não consigo lidar com o fato de que a gente precisou construir um muro entre nós pra não nos machucarmos mais. E isso dói, sabe? Dói saber que não precisava acabar assim.

Dia desses entrei no facebook e a primeira coisa que me aparece é um desse textos que falam sobre sentimento de um jeito que soca o peito da gente, sabe?

O texto falava que não tem como esquecer alguém que marcou a nossa vida. E eu sei disso, talvez esse seja o motivo por doer tanto ainda. Eu sei que não tem como esquecer alguém que esteve tanto tempo ao nosso lado, nos piores e melhores momentos. Não tem como esquecer porque não tem como apagar da memória. Aconteceu, está lá.

Não existe uma formula mágica que a gente toma e pronto, esqueceu! Não tem como acordar numa segunda-feira e dizer: ”passou, superei”. O que resta é aprender a conviver com a dor do fim, é se acostumar com a partida até que ela pare de doer. Eu sei que não há volta, e compreendo também que não precisa, nem existe razão pra ter.

Mas não tem como esquecer. A gente só segue porque é a unica escolha que a vida nos dá. Mas esquecer mesmo, não tem como. Superar é seguir em frente.

Portanto, essa é a minha resposta pra você. Estou indo.

*Iandê Albuquerque

terça-feira, 8 de maio de 2018

Não saber seu próprio valor, pode lhe custar muito caro.

Talvez algumas dores da infância, originadas por momentos difíceis, tenham feito você se distanciar da sua grandeza e acreditar que está só, mas isso é ilusão!

Talvez as pessoas tenham lhe dito que não é bom o suficiente, ou tenham feito você se sentir sem importância para o mundo, mas elas estavam erradas.

Talvez um terrível vento possa ter derrubado sua vontade de viver e batido as portas do seu coração. Mas ele ainda palpita no seu peito. Talvez você tenha perdido algo, ou alguém. Talvez você esteja lutando contra alguma injustiça ou enfermidade. Talvez você tenha recebido uma rasteira da vida, uma punhalada pelas costas.

Mas seja qual for o momento que esteja vivendo agora, sinta que está desempenhando seu papel nesse mundo. A razão de um tombo não é a dor, mas o aprender a ter forças para levantar e sacudir a poeira sem jamais desistir de seguir adiante.Você já está há muito tempo olhando para fora de si. Sem perceber que cada um carrega sua missão dentro do próprio coração. Você já nasceu especial, simplesmente por ser quem é. Porém, há ainda muito o que viver, muito a ser feito! Por isso, chegou a hora de olhar no espelho e enxergar a luz da sua alma.

Há anos atrás, você escolheu vir a esta vida para fazer algo grandioso e viver muitas experiências. Você sabia que não seria fácil e, às vezes, até difícil demais. Mas, mesmo assim, você se comprometeu a fazer por amor. Por isso, no momento que lamenta por estar aqui, esquece o quanto você é divino. É o medo que faz com que você não se dê conta da sua grandeza. A ansiedade o impede de sentir que existe alguém guiando os seus passos.

Mas é hora de parar de esperar pelos acontecimentos, você não veio a essa vida para ser expectador, veio para deixar sua marca. Chegou a hora de tirar a importância do medo. De amar. De conquistar o seu próprio mundo.

Chegou a hora de soltar as amarras da sua capacidade, libertar seu coração de um inverno rigoroso e amar como se fosse o último dia de seus amores, da sua vida!

Volte-se para o seu interior. Dentro de você está tudo que precisa para ser brilhante. Chegou a hora de mostrar o seu valor, de espalhar sua grandiosidade pelo mundo. As pessoas não o reconhecerão, porque não fazem ideia das maravilhas que você esconde dentro de si.

Ouça o cintilar dos movimentos do Universo. Você é inspiração! Você é escudo! Seja um propagador de amor, escute o fluxo da vida chamando seu nome e rogando para você libertar a luz que existe no seu peito. Viva o amor sem medo. Tenha orgulho de você e coragem de ser seu eu completo. Seja grato pelo privilégio de estar aqui e agora. Todos os seus feitos serão importantes para o mundo e os anjos irão olhar para você com admiração.

Você foi criado para realizar algo grandioso. Algo que irá alterar o curso do universo para sempre. É hora de assumir essa responsabilidade. Deixe sua alma florescer! Você é único e muito especial. Logo essa jornada chegará ao fim. Por isso, ame! A si, aos outros. E, principalmente, viva a vida, sem ter medo de transformar o mundo.

Porque, afinal, foi por isso que você está aqui, para fazer a diferença. E esta é única coisa que falta para você brilhar: entender que nasceu capaz de ser uma pessoa maravilhosa…

*Por Luciano Cazz

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Se me faz sofrer, por que então insisto?

Lancei essa pergunta outro dia nas minhas redes sociais: “Se te faz sofrer, por que insiste?”. E parece incrível, mas todos sabiam do que eu estava falando.
Todos já insistiram ou insistem em algo que traz sofrimento, que faz mal, que não faz feliz. Mas por que?
Ouvi gente dizer que as pessoas são tolas por insistirem em algo que já deixou de dar certo e que só proporciona dor. Uma tolice, talvez, assim do nada, de quem diz amar muito. Mas seria mesmo isso o amor? Uma visão distorcida dos acontecimentos, um sacrifício?
É, porque, insistir em algo que faz sofrer sempre me soa como sacrifício (ou tolice mesmo!). Você não é feliz, não está feliz, e ainda assim implora por algo que o outro não tem para lhe oferecer. Será isso amor?
Pergunto, já que ouvi pessoas dizendo que, por amarem demais, sujeitam-se a tudo o que não gostariam por se julgarem bem da forma como estão. É possível alguém estar bem, vivendo uma vida de sofrimento por vontade própria? Por acreditar que aquilo é sim o melhor para ela?
Se me corta a carne, se me faz sangrar, se me perco em noites soluçando de chorar, por que ainda insisto?
Não vou dizer que isso é amor. Ah, claro que não é! Quem tem o amor como uma forma clara e lúcida de sentimento, sabe que ele não gera sofrimento, nossos condicionamentos, nossas emoções e nossos pensamentos doentios é que geram sofrimento. Amor não. Amor traz paz, alegria, desapego, liberdade. Amor não aprisiona e, no mais, nos traz a consciência do que é melhor para nós.
Por isso digo que, se insistimos em algo que nos causa dor, não é porque somos tolos, burros, asnos. Nada disso. É porque somos cegos. Sim! Cegos! Coração cego pela própria emoção, pelo próprio desejo doentio que não consegue enxergar e nem compreender que tal situação a causa dor, porque ela precisa dessa dor para viver, como se, a sua vida não tivesse sentido se não fosse sofrendo. Olha que loucura! Alguém pensar que a vida não teria sentido se não fosse com dor? Chega a ser inacreditável, mas, é a mais pura verdade.
Buscamos o sofrimento, insistimos na dor. Usamos a desculpa que amamos demais ou que o outro uma hora, vai pensar melhor e mudar de ideia.
Enquanto isso, levamos a vida rastejando em busca de algo que não existe, mendigando um sentimento que é seco, frio e impiedoso. Tornamo-nos nada, sendo apenas a criatura que se diz amar demais e que é persistente. Ridiculamente persistente.
Vejam bem, meus amigos. Quando alguém nos diz “não” uma vez pode até ser divertido insistir. Quando nos diz “não” inúmeras vezes, não nos trata com respeito e nos diminui, humilha, rejeita, trai, manipula, não é tão divertido assim. Nunca será divertido insistir no sofrimento, viver na dor.
Você merece mais. Todos merecemos mais, sabia? Merecemos o amor verdadeiro, merecemos o amor por nós mesmos e a confiança de viver cada dia sem a dor que é gerada dia a dia por nossa loucura de acreditar que fizemos a escolha certa e que não temos tempo de consertar as coisas.
Sempre teremos tempo. Se não for para consertar, que seja para escolher por uma vida onde haja menos manipulação, menos apego, menos sofrimento.
Pare para pensar e pergunte-se: ESTOU FELIZ ASSIM? É claro que sua resposta será não, afinal, quem é feliz sofrendo?
Você não precisa viver assim por mais tempo. Não precisa se torturar. Precisa aceitar o NÃO e seguir sua vida para que lado for. Sua vida é valiosa, seus sentimentos também. Não se martirize insistindo no que não se pode mais tocar.
Não existe nada mais lúcido e claro feito o amor. Se há cegueira, com certeza não há amor.

*Cris Souza Fontês

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Não forme opinião de ninguém a partir do que os outros falam

Nesta pequena reflexão, trago um argumento que ninguém escapa: a maledicência, vulgarmente conhecida como fofoca. Pessoas imaturas com o intuito de denegrir e prejudicar o outro destilam seu precioso veneno manipulando pessoas específicas em seus pontos fracos. Isto porque pessoas maledicentes são estratégicas, não somente irresponsáveis, visto que o objetivo é prejudicar, é destruir o outro em um sentido simbólico ou mesmo real.

E tem pessoas que sabem fazer isto muito bem, apresentando argumentos plausíveis, se vitimizando, se fazendo de “coitadas”, diante de situações em que elas mesmas contribuíram de algum modo para o desenrolar dos acontecimentos que porventura desembocou em um desentendimento. Um dos comportamentos mais comuns dos maledicentes não é somente aumentar ou desvirtuar os acontecimentos, mas sobretudo julgar, apontar o dedo, se esquecendo, como diz o velho e sábio ditado que quando se aponta um dedo para alguém, três estarão apontados em nossa direção.

Nem preciso dizer que pessoas assim são perigosas, mas elas esquecem um detalhe importante: cada relacionamento, seja de amizade, familiar ou conjugal possui em seu bojo características próprias, um amálgama, um envolvimento particular que confere colorações subjetivas e relacionais inerentes a cada convivência.

Todos temos defeitos e virtudes, estamos em aprendizado, em constante processo evolutivo. A vida é uma escola em que todos estamos errando e aprendendo, caindo e levantando, aqui não existem pessoas incólumes, todos somos seres humanos em sua complexidade; lado luz e lado sombra.

Neste viés não faz nenhum sentido viver apontando o defeito e falhas dos outros enquanto sequer foram trabalhadas as próprias. É preciso ter autodiscernimento de que para cada um de nós é necessário muito trabalho, dedicação e principalmente boa vontade para trabalhar a própria evolução ao invés de observar e criticar a vida de outrem. Mas infelizmente nem todos atingiram este grau de conscientização e aqui reitero mais uma vez que não é um processo fácil estar nesta escola chamada vida.

Para refletir:

Primeiro organize sua casa interna para depois querer podar as ervas daninhas do jardim do outro.


*Por Soraya Rodrigues de Aragão

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Felizes são os que se arriscam

Uma vez me disseram que o mais importante na vida é ser feliz. Confesso que demorei para entender. Nesse meio tempo, fui em busca de respostas. Ofereceram-me algumas, mas não me interessei. Até que, sozinho, pude perceber que, para ser feliz, é preciso se arriscar.

A vida não segue roteiro, na verdade, a vida é um espetáculo sem ensaios. Por isso, nem sempre nos saímos bem. Muitas vezes, tentamos nos preparar para as oportunidades, como se pudéssemos ludibriar a senhora do tempo, entretanto, aquelas sempre chegam de maneira diferente do que imaginávamos e, sobretudo, quando não esperamos.

Sendo assim, não há como se preparar para o acaso, para o inesperado, pois, se assim fosse, todo o encanto que só este possui seria mortificado. No entanto, ainda que não saibamos o que fazer, não podemos ser reféns do medo e da insegurança. É necessário estar disposto a se machucar um pouco para que se possa sentir o sabor da felicidade.

Acreditar que se pode ser feliz vivendo de forma reclusa, sem envolvimento, sem acreditar no outro e sem esforço, é uma autossabotagem de quem talvez tenha medo do que a felicidade possa lhe provocar. Talvez tenha medo das feridas e dores que pode ganhar ao longo do caminho e, por isso, prefere esperar a vida passar como se nada de especial pudesse acontecer.

Mas, mesmo que demorem, as oportunidades chegam. E, quando chegam, passam depressa. Assim, pelo medo de se arriscar e se machucar, as oportunidades que a vida nos oferece podem passar. E, junto com elas, a chance de ser feliz.

Nunca saberemos como é o final do caminho, se não estivermos dispostos a caminhar. Nele existirão obstáculos, mas é preciso superá-los, mesmo que, ao tentar, caiamos e tomemos tombos. Afinal, o erro faz parte do aprendizado e todos nós somos capazes de suportar alguns baques.

Se não estivermos dispostos a sair da nossa zona de conforto, seremos apenas representações de “eus” sonhados. Criaremos, na nossa cabeça, um mundo de fantasia, enquanto essa fantasia poderia estar fora, sendo tocada, abraçada, beijada e vivida. Para tanto, é preciso se arriscar e estar disposto a cair algumas vezes.

O tempo é difícil para os sonhadores que procuram algo além do trivial. Contudo, mais do que querer, é necessário ter coragem para agarrar as oportunidades que a vida nos dá. Nem tudo saíra como planejado – e quem disse que precisa o ser? As melhores coisas são aquelas que apenas o silêncio da alma consegue descrever.

A vida passa tão depressa, que desperdiçar a chance de ser feliz pode ser o seu maior pecado. Saia da janela e dance na rua, de pés descalços, olhe o céu e escute os pássaros. Sinta o seu coração, entregue-se aos acasos, arrisque-se e seja corajoso para viver as oportunidades que a vida lhe oferece, pois, com o tempo, os quadros mais bonitos tornam-se apenas borrões e até o coração mais sonhador se torna seco e triste.


*Por Erick Morais


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Tu é trevo de quatro folhas

Tu é o tipo de pessoa rara de encontrar, o mesmo tipo que a gente não esbarra em qualquer esquina por aí, mas que, por sorte, eu tive a chance de esbarrar. 

Tu é a procura incessante e totalmente falha num jardim enorme de milhões de trevos iguais que só se torna visível para quem repara no que não é tão óbvio, no que não fica tão à mostra.

Talvez tu não esteja no meio das maiores possibilidades, mas exatamente no que passa despercebido. Talvez invés do jardim, tu esteja ali, no meio de um paralelepípedo qualquer, solitário e perdido, sem chamar atenção, buscando alguém que ache graça em te encontrar tão sem querer.

E eu tive sorte em te encontrar, tive a sorte vasta de olhar para o que o mundo não percebe e percebi o teu sorriso doce esperando pelo meu olhar confuso. Percebi como o teu jeito único que te faz tão diferente era exatamente o amuleto da sorte que eu precisava ter. Tu é o encontro do diferente em mim que há em ti, como se mesmo disforme e não encaixável ainda fosse a peça que completa o meu quebra-cabeça.

Tu é céu noturno lotado de inúmeros corpos celestes brilhantes que o mundo ignora infiltrado em rotina, mas eu paro para observar. Tu é universo em cada linha de expressão, é ponto a ponto um mapa de novas constelações por ser descoberto.

Tu é o detalhe do detalhe que o artista não viu, o pingo na folha branca que significa mais que um simples ponto de tinta numa imensidão oculta. Teu detalhe é, exatamente, como a quarta folha da sorte num trevo camuflado dentro de uma multidão tão igual.

Tu é o oposto do comum que agrada o mundo, mas exatamente o incomum que agrada a mim. É como manhã fria de inverno e café bem quente, é exatamente aquilo que eu precisava. Tu é trevo de quatro folhas na rotina das minhas obrigações diárias, é esperança no fim do dia. É força para fazer mais e continuar, tu é porta aberta para fora da minha zona de conforto, é telescópio que mostra aquilo que eu não consigo enxergar.

É manhã de domingo à toa, conversa rara e boa. É jeito definido de viver sem definição, é aconchego e colo depois da exaustão. Tu é essência gostosa em manhã de primavera, é brisa do mar, toque de chuva serena e bela.

Tu é jeito sem jeito de trazer sorrisos sinceros, é mania boba de expressão. Tu é jeito doce de viver, é sorte viva que cultivei no meu jardim. Tu é pedaço de sonho que faz o meu querer acordar e eu só quero o leve da vida pra te levar.


*Por Gabrielle Roveda 

terça-feira, 1 de maio de 2018

De interesse ao desinteresse é só uma questão de (FALTA) atitude

Esqueçam as palavras, engavetem as fotos, arquivem as declarações. O que faz as pessoas permanecerem interessadas nos relacionamentos são as atitudes diárias e não as declarações escancaradas.

Não que as palavras não mereçam credibilidade, nem que ouvir um ‘eu te amo” não seja maravilhoso, mas entre verdade e teoria, há uma grande diferença.

No livro “Rebelião das Massas”, José Ortega y Gasset afirma que as palavras “servem basicamente para enunciados e provas matemáticas; já ao falar de física começa a ser equívoco e insuficiente. Porém quanto mais a conversação se ocupa de temas mais importantes que esses, mais humanos, mais “reais”, tanto mais aumenta sua imprecisão, sua inépcia e seu confusionismo. Dóceis ao prejuízo inveterado de que falando nos entendemos, dizemos e ouvimos com tão boa fé que acabamos muitas vezes por não nos entendermos, muito mais do que se, mudos, procurássemos adivinhar-nos.”

A verdade é que sabemos muito de tudo e aplicamos pouco de quase nada. Na teoria vivemos o manual do amor perfeito, discursamos sobre fidelidade e temos, na ponta da língua, o exemplo do amor feliz. Na prática, vivemos atrás de relacionamentos perfeitos, mas nunca nos entregamos a nenhum.

Parece que as relações mais bacanas do mundo foram infectadas por um vírus de vaidade sem tamanho. Colocando nas mentes humanas que se ignorarmos, não iniciarmos o diálogo e fizermos charme, despertaremos interesse a ponto de sermos amados incondicionalmente. Nessa linha, o amor parece mais uma tática de jogo do que uma possibilidade de felicidade.

Funciona assim: o que demonstrar menos interesse na relação é o que “vence”. Para tanto, algumas “táticas” devem ser seguidas à risca: não telefone, não responda às mensagens e não diga, em hipótese alguma, que sente saudades. Grande ilusão! Mal sabemos que as pessoas gostam do difícil, não do impossível!

Pela lógica, ninguém gosta de ser rejeitado, humilhado e ignorado. Nessa luta de egos, perde quem finge não se interessar e, perde, quem é alvo do desinteresse, já que ambos anulam a oportunidade de serem felizes. Entenda que amor nunca esteve aliado à rejeição. Essa teoria de que quanto mais charme você fizer, mais amor receberá de volta, é tão enganosa quanto ingênua. Relacionamentos dão certo quando as pessoas estão dispostas a isso. E só!

Portanto, a não ser que você tenha 14 anos, esteja no colegial e nunca tenha namorado, joguinhos amorosos estão fora de cogitação. Tenha bom senso, utilize sua inteligência emocional e jogue limpo. Mais vale um relacionamento real do que vários pseudo- relacionamentos carregados de charminhos.



*Por Pamela Camocardi

A Porta da Paz

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