segunda-feira, 4 de maio de 2015

Como fazer uma crítica ou reagir a ela?

Algumas perguntas para aquecer este artigo:

- Você acredita em “crítica construtiva” ? Nessa crítica positiva, que pode ajudar alguém a se dar conta de algo? Que pode servir para seu crescimento e melhoria?

- Será que sabemos fazer isso? Será que sabemos criticar?

- Sabemos ser criticados?

Penso que na maioria das vezes nos perdemos e acabamos agindo de forma destrutiva, ao fazer e receber críticas. Não sabemos criticar. Tampouco sabemos o que fazer quando somos criticados.

Com relação a quem critica

Se você acredita que tem algo a dizer a alguém, antes procure prestar atenção às suas papilas gustativas. Se sentir um gosto amargo de fel na sua língua, acredite, talvez você ainda não esteja pronto para exteriorizar a sua crítica. Criticar não é envenenar o mundo!

Quando estamos tomados pela emoção, a crítica se torna nociva. Uma coisa é ter o desejo lícito e genuíno de ajudar alguém a trazer à consciência algo que aquela pessoa não parece perceber. Outra coisa é sentir um desejo, mesmo que secreto ou camuflado, de expor a pessoa, ou fazer com que se sinta mal. Uma crítica nociva vem envolta em um certo prazer, o prazer de provar a sua superioridade ao apontar o erro alheio.

Crítica saudável, no meu entendimento, é aquela que brota da sabedoria pacífica da mente, e que venha, de preferência, envolta na suavidade do coração. Antes de dizer algo a alguém cheque de onde vem as suas palavras. Se elas vierem do calor de suas entranhas, segure-as um pouco dentro de você, até que o fogo se acalme, até que ganhem paz.

Uma crítica saudável deve ser calma, pacífica e amorosa. Fundamentada em argumentos racionais, isenta do fogo das emoções. Deve brotar do desejo genuíno de fazer bem ao outro.

Saiba ser criticado

Agora, se você está do outro lado, se você é o criticado, tente em um primeiro momento apenas ouvir. Como todos nós fomos programados a defender nosso ego a qualquer custo, é natural que brote em você um desejo de reagir defensivamente. Tente conter-se. Apenas ouça o que a outra pessoa tem a dizer. Lembre-se de que você terá, depois, o livre-arbítrio para escolher o que fará com aquelas informações, assim não precisa se adiantar. Escute, pergunte, tente compreender como aquela pessoa formou aquela opinião sobre você ou suas atitudes.

Depois, dê a si mesmo um tempo para processar o assunto. Será preciso acalmar as defesas, tranquilizar-se e reafirmar a si mesmo que você está seguro. Aquelas palavras não têm poder algum sobre você, são apenas palavras. Afaste-se da reação emocional condicionada que o levará a rebater ou negar o que lhe foi dito. Se necessário não responda nada à pessoa no momento em que ela lhe faz uma crítica. Dê a si mesmo um tempo para pensar no assunto.

Quando estiver se sentindo mais centrado, menos emocional, procure então de fato avaliar o que lhe foi dito.

- Existe alguma verdade naquilo? Existe algo que você possa aprender com aquelas colocações?

Seja honesto consigo mesmo.

Se existir algo a aprender com o que lhe foi dito, aprenda! Compreenda que todas as pessoas cometem erros. Não há mal algum em perceber que você poderia ter feito algo melhor do que fez. Se uma pessoa nos aponta um erro que cometíamos sem perceber, a atitude mais coerente seria que lhe agradecêssemos. Não há por que reagir ou ofender-se. Aja com maturidade e serenidade. Agradeça a oportunidade e cresça! Essa decisão com certeza o levará adiante.

Mas se chegar à conclusão de que aquilo realmente não se aplica a você, se de verdade não encontrar verdade no que lhe foi dito, apenas desconsidere. Não há necessidade de uma reação emocional, se aquilo realmente não lhe pertence, certo? Muitas vezes uma pessoa enxerga em nós algo que na verdade lhe pertence, ou joga sobre nós algo que sente com relação a outro alguém. Como se fizesse a entrega ao destinatário errado. Nesse caso, apenas devolva a encomenda. Não há necessidade de se alterar ou agredir a pessoa.

Ouça... Uma reação exagerada da sua parte a uma crítica que você diz ser infundada talvez seja um sinal de que não é tão infundada assim. Pense... se aquilo não tiver nada a ver com você, por quê se incomodar? Você se incomodaria se eu lhe dissesse agora mesmo que você foi absolutamente irresponsável por ter deixado uma zebra amarrada no portão da minha casa? Provavelmente você riria, ou me consideraria um tanto insana e seguiria seu dia.
Assim, preste atenção ao criticar e ser criticado. Se a crítica será a heroína ou a vilã, vai depender exclusivamente de você!

*por  Patricia Gebrim

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Voltei para perguntar...

O que deixo, o que marco em sua vida, quando eu passo por você? 
O que os meus olhos confessam, quando encontram com os seus? 
Se eu deixo uma saudade boa para lembrar? 
O que fica de mim? 
Eu pergunto se valeu a pena, ter deixado ir além, ter entrado aí na sua casa dividindo o que é seu, 
essa vida vai muito depressa e é bom saber o que deixei de mim. 
Pode ser que nesta vida eu não possa mais voltar, para amar quem não amei, consertar o que estraguei, 
o perdão que não pedi, a solidão que não desfiz, o sorriso que neguei e aquele esforço que não fiz, 
eu sei que o tempo vai passar, as pessoas vão e vem, mas sei que algumas vão ficar, pelo mal ou pelo bem, 
não morrerá quem soube amar e que seja sempre assim, que eu deixe só o bem que existe em mim, se com você não consegui, eu voltei quem sabe assim, a gente possa se olhar, como quem nunca se viu, e no perdão recomeçar, para depois reconhecer: minha vida é bem melhor por ter você.

*Por Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Como curtir um amor muito intenso

"Ah... o amor, " este fogo que arde sem se ver" (CAMÕES) realmente nos deixa cegos pela intensidade da luz que dele parte e atinge plenamente nossos corações e 'derrete' nosso cérebro.

Viver um amor com intensidade exige isso mesmo, que não se pense, mas viva-se com a intensidade e profundidade da nossa alma até a mais íntima parte de nós mesmos. 

Não importa o futuro, o passado nem se lembra, viva o presente e se deixe consumir à exaustão pela felicidade do compartilhar.

Se tudo acabar em trevas, não desanime, pois logo haverá nova luz, novo fogo e, mais uma vez, conseguiremos seguir adiante, fortalecidos simplesmente por termos vivido um grande amor!

*por Eduardo Ferreira Santos

terça-feira, 28 de abril de 2015

Aprenda a não se aborrecer

Não se desgaste por coisas que não merecem tanta atenção. Não guarde raiva porque alguém lhe deu uma fechada no trânsito ou foi indelicado com você. Em vez de ficar remoendo esses acontecimentos, e até falando sobre isso para os outros, simplesmente esqueça. Deixe lá no passado onde aconteceu.

Em vez de se aborrecer com as críticas injustas, com as palavras ásperas, com a incompreensão, pense que o outro não está bem e pode estar passando por alguma dor física ou psicológica. Em vez de considerar uma ofensa, tente sentir compreensão por essa pessoa.

Não incorpore o problema dos outros e mantenha seu próprio equilíbrio. Aprenda a não se aborrecer. Desenvolva tolerância e paciência e perceba como vai ter mais disposição e energia.

Contemple: Para que perder sua energia e bom humor superdimensionando pequenos problemas ou guardando mágoas?

Se tiver alguma discussão com seu marido ou esposa, namorado, amigo ou parente, procure dialogar quando os ânimos estiverem calmos. Não deixe que o orgulho e o ego negativo dominem criando mais conflitos. Não durma com raiva. Peça desculpas ou converse calmamente.

Cultive delicadeza, amabilidade, simpatia e abra seu coração para o bem-estar e alegria. Quando você ajuda alguém ou é amável, você está fazendo bem a si mesmo.

No Yoga dizemos: “Obrigado por eu poder lhe servir.” Compreendemos que ao ajudar alguém, nós nos libertamos de nosso sofrimento, saímos do egoísmo que tanta dor pode nos causar. Compreendemos também que ao fazer um ato bom, adquirimos méritos devido à lei de causa e efeito.

Egoísmo exagerado causa sofrimento

Se você fica perdido em seus problemas, achando que sofre mais do que qualquer um, entenda que seu maior sofrimento é o egoísmo exagerado. Se esquecer um pouco de si mesmo, se dedicar-se a alguma obra assistencial ou altruística, se procurar ajudar mais as pessoas ao seu redor, verá como sua infelicidade, sua depressão e tristeza vão se dissolvendo.

Em vez de sentir tão carente e querer sempre receber carinho e atenção, experimente desenvolver afeto e manifestar carinho. Transforme sua atitude egoísta e infantil, por maturidade e gentileza.

Você vai ter uma mente mais clara e, com discernimento, vai descobrir soluções. Vai perceber que estava fazendo tempestade em copo d’água, como diziam nossos pais.

Muitas vezes os problemas são criados pela mente e verdadeiramente não existem. Pare de pensar negativamente. Pare de imaginar e fantasiar o que não existe. Pare de ficar sempre falando sobre seus conflitos e você vai parar de sofrer tanto.

Não fique reclamando, se lastimando e culpando os outros. Reflita sobre seus erros e como você pode mudar em vez de apenas ver os defeitos das outras pessoas.

Às vezes, é bom desabafar com algum amigo, mas não deixe que isso se torne uma constante em sua vida. Não fique contando para as outras pessoas sobre seus problemas, pois além de aborrecer lembrando-se deles, você coloca mais energia negativa em vez de solucioná-los.

Não fique tão apegado aos próprios problemas e limitações, dizendo que não existe saída para você, que esses conflitos internos não têm soluções.

Compreenda como disse o escritor de autoajuda Lauro Trevisan: “Pode quem pensa que pode.”

Você pode impedir que problemas ou acontecimentos insignificantes dominem sua vida. Pode cultivar pensamentos bons, positivos. Pode escolher ser mais feliz e tranquilo. É uma opção sua. Compreenda que cada pensamento molda sua vida e que você só pode sentir o que pensa.

Fique em paz! Namastê! Deus em mim saúda Deus em você! 

por Emilce Shrividya Starling

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Somente o necessário...

Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.

Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência. 

Comemos em excesso (observe você mesmo), trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?), guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas), nos importamos em excesso com a opinião dos outros...
Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas. 

Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.

Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.

Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.

Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.

Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!

Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...

Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.

Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.

Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem. 

Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quem busca um amor perfeito não tem maturidade

Quer um amor perfeito? Só se for a flor!
Você já viu aquela florzinha que chamamos popularmente de amor perfeito? Longe da perfeição, é uma flor pequena, delicada, às vezes me lembra uma carinha risonha, talvez rindo dessa nossa busca infantil e infrutífera pela perfeição no amor.

Se antes as pessoas suportavam coisas demais em nome do amor, até mais do que deveriam, mais do que seria saudável; hoje nada suportam. Basta uma palavra aparentemente inadequada ou mal colocada, um gesto mal cuidado, um erro, uma roupa desencontrada, um sapato mais brilhante do que supostamente deveria ser, e o outro já é descartado. Não se aceita nada menos do que a perfeição. 

Para desistirmos de alguém basta perceber que esse alguém é de carne e osso e que, além de alegria, sente também tristeza ; basta descobrir que o outro, como qualquer ser humano, tem problemas, dificuldades, se afastando do ideal de perfeição tão cuidadosamente traçado. Hoje em dia descartamos as pessoas como se faz com brinquedos estragados em uma linha de produção. 

Queremos que tudo seja rápido e absolutamente perfeito. Não há mais espaço para a conquista sadia, para o caminho de conhecimento mútuo que acontece aos poucos, para a parceria, para a construção conjunta. Queremos o produto acabado e sem defeitos. Não há espaço para que o amor possa acontecer. As avaliações são superficiais, afinal não temos tempo a perder.

- Ou serve ou não serve!

E se achamos, após algumas horas e um tanto de impressões superficiais, que aquela pessoa não serve, a jogamos fora, como fazemos com os arquivos da lixeira de nosso computador. Apertamos a tecla” Del” e seguimos em frente sem nem mesmo olhar para trás, muitas vezes deixando um rastro desastroso por nosso caminho.
Não é de se estranhar ver tanta gente sozinha. 

Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor. São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor. Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso. Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir. A pressa, a ansiedade, a falta de paciência, são como uma foice, cortando o brotinho que ingenuamente se dispunha a crescer.

Por que fazemos isso?

Creio que nunca estivemos tão assustados como agora. Temos medo. Não apenas do outro, mas temos medo de nós mesmos, medo de não sermos capazes de atingir a perfeição autoexigida. Temos medo de que, ao entrarmos em um relacionamento, enxerguemos no outro (que é como um espelho gigante) , as nossas próprias imperfeições. E para não quebrarmos essa ilusão de que somos perfeitos, nos mantemos longe dos espelhos, longe dos relacionamentos.

É preferível acreditar que o problema está no outro. É o outro que está gordo demais, ou é inteligente de menos, ou usa roupas feias, ou cheira a mel estragado, ou sei lá o que mais formos capazes de inventar. Tudo para nos afastar da possibilidade de olhar para nossas próprias falhas e feridas.

Se o amor não é perfeito, muito menos somos nós.

Só quando aceitarmos a nós mesmos exatamente como somos, essa linda somatória de qualidades e defeitos, seremos capazes de abrir nosso coração para uma pessoa de verdade, de carne e osso, dessas que nem sempre combinam com as páginas de revistas ou personagens românticos de filmes e novelas.

Enquanto isso, continuamos trancados, fechados para o amor, atropelando as pessoas bacanas que tanto queremos encontrar, sem nem mesmo perceber a nossa responsabilidade no rastro de destroços que deixamos para trás. 

por Patricia Gebrim

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O que fazer quando o cinza toma conta de sua vida?

Qualquer um de nós pode ser, vez ou outra na vida, tomado por um lado sombrio que torna tudo cinza ao nosso redor.
Quando isso acontece, como se estivéssemos doentes de alma, enxergamos sempre o pior de cada situação. Nesse panorama sombrio, nos sentimos aprisionados, encurralados, como se na vida não houvesse saída.

Você já encontrou alguém assim? A pessoa fica tão paralisada naquele lugarzinho apertado dentro de seu próprio sistema de crenças que, por mais que tentemos lhe dar opções, ela sempre responde com: 

- Pode ser que você esteja certo, mas...

Olhando de fora vemos que existem sim saídas, e percebemos que as coisas não são tão negras como aquela pessoa parece acreditar. Mas, por mais que tentemos aliviar o peso da situação ou sugerir caminhos para uma melhora, a pessoa parece não ser capaz de enxergá-los. Responde sempre com um “mas”, seguido de uma justificativa que inviabiliza a solução. É como se, de alguma forma, ela quisesse permanecer lá, naquele lugar horrendo de dor e frustração. E nós, que tentamos exaustivamente ajudar, acabamos por nos sentir frustrados, quando não irritados... e muitas vezes acabamos por desistir de ajudar. Como se a pessoa fosse um saco sem fundo, vemos que nossas sugestões são tragadas, uma a uma, caindo num buraco negro que existe lá no fundo do saco. (Devem estar flutuando em algum canto do Universo numa hora dessas...) Ah... que cansaço isso dá!

Sabemos que para sair desse buraco é necessário que se mantenha o equilíbrio, que se tenha paz para raciocinar com clareza, que se tenha atenção para pescar uma solução criativa nesse rico mar que é nosso inconsciente, cheio de belezas e tesouros. É preciso compreender que de nada adianta sobrecarregar a própria vida com esse peso mortal que destrói a leveza das ideias, que afasta de nós toda a alegria e o encantamento.

Quando tornamos tudo sério e grave dentro de nós, acabamos por projetar essa carga ao nosso redor, e logo nos percebemos rodeados por uma sensação densa e ruim, oprimidos e esmagados por uma realidade que nós mesmos criamos. Logo estamos nos sentindo completamente desesperançosos, impacientes com tudo e com todos, nos tornando parecidos com máquinas ambulantes produtoras de reclamações e mau humor. O brilho de nossos olhos se apaga e ganhamos uma espécie de peso, como se estivéssemos atados a enormes bolas de ferro que nos prendem cada vez mais ao chão, nos afastando do suave mundo onde pulsam infinitas soluções criativas, nos afastando daquela camada sutil cheia de novas ideias que flutua leve, bem acima de nossas cabeças e que poderia nos tirar desse estado incômodo e assustador.

Se ao menos fôssemos capazes de olhar para cima, se parássemos de, obsessivamente, catalogar as pedras e obstáculos ao nosso redor, enxergaríamos saídas, seríamos ajudados a flutuar e, como leves pássaros, seríamos soprados em direção a outras realidades, mais amenas, mais gentis, mais livres.

Se você quer mudar sua vida, precisa concordar em abandonar essa atitude que tem mantido você atado a uma vida que não lhe traz felicidade, Não importa o que você tenha criado em sua vida, a solução reside em uma palavra: desapego. Você não pode mudar o passado, mas pode se desapegar dele, deixá-lo para trás. Não perca tempo tentando entender, catalogando tudo, ou recriminando a si mesmo pelas escolhas errôneas que fez em sua vida. Isso de nada ajuda! Foque-se completamente no presente, seja amoroso e compassivo para com seu próprio Eu. Perdoe as atitudes que tenha tomado e que lhe tenham feito mal. Isso já passou. Olhe para cima, para o novo e permita-se construir uma nova realidade onde se sinta mais leve. 

O mundo terá a gravidade que você decidir lhe dar. Você não precisa mudar o mundo. Mude a si mesmo, e o mundo se transformará antes que você consiga compreender como isso pode ter acontecido. 

*por Patricia Gebrim

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Quando sofrer é útil

Qual a razão do sofrimento na Terra?

Não há filósofo que não tenha se debruçado sobre esta pergunta, a fim de buscar alguma resposta.

Não há nenhum de nós que, em um dia de sofrimento, não tenha voltado os olhos aos céus fazendo esta indagação.

Por que, afinal, o sofrimento?

A vida na Terra é um grande aprendizado.

Nenhum de nós foi convidado a retornar às lides terrenas sem esse objetivo maior.

Afinal, a maior lei da vida é o amor, asseverou Jesus, cabendo-nos, portanto, o seu exercício pleno.

Por isso tantas experiências nos acontecem. Por isso o suceder de vidas. Para que aprendamos a amar.

Estamos na Terra para exercitar esse sentimento.

Porém, cada um de nós tem a opção de escolher os caminhos e as maneiras de realizar esse aprendizado.

Escolhemos a estrada, a velocidade dos passos, aqueles que irão nos acompanhar.

E, para Deus, não importa como, por onde e com quem caminhamos.

Ele entende que todas as opções que fazemos, mesmo as mais equivocadas, ainda assim são lições preciosas para nossa alma.

Esse o motivo pelo qual nos permite livres escolhas na vida.

Naturalmente, por ser bom e justo, estabelece que arquemos com as consequências de nossas opções.

Opções difíceis, resultados problemáticos. Dores semeadas, dores colhidas.

Isso ocorre não por castigo, não por punição, mas para aprendizado.

Todas as dores que hoje encontramos em nossa estrada, são o resultado de ações anteriores.

São reflexos dos momentos em que agimos abrindo mão do amor.

E como optamos pelo não-amor, a vida nos oferece a dor como ferramenta de educação moral para alcançarmos o progresso.

Isso equivale a dizer que toda vez que o amor não for nossa opção, a dor nos chega.

Como mestra silenciosa, convida-nos à reflexão íntima, à análise profunda de nossa alma.

Carregamos crenças e valores, por vezes, dissonantes com a lei de amor.

Somos avaros, ciumentos, possessivos, até orgulhosos e vaidosos. Todos sentimentos que dificultam nosso progresso.

Se insistimos em sua manutenção, os planos da vida estabelecem caminhos de dor.

E, como terapia extrema de tratamento, ela vai nos conduzir à reflexão e análise, para que, amadurecidos, possamos modificar nossa postura.

Só assim podemos entender o valor do sofrimento. É útil sofrer quando a dor passa a ser entendida como grande mestra.

Se a dor desperta em nós a revolta, a amargura, a lição não foi bem compreendida.

É apenas convite amoroso de aprendizado.

E se nos chega violenta e avassaladora, é porque assim a semeamos, abrindo mão de amar.

Depois de um processo intenso de doença, muitos de nós nos tornamos mais dóceis.

Depois que a morte nos arranca dos braços um grande amor, tantos nos modificamos para melhor.

Na iminência da morte, muitos retificamos nossa atitude perante a vida.

Somos, então, aqueles que bem sofreram, que tornaram a dor nossa oportunidade de progresso.

Portanto, quando o sofrimento nos chegar, que o entendamos como convite bendito, que Deus envia aos Seus eleitos.

Pensemos nisso.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Faça o possível, isso já é muito

Eu sempre fui de admirar pessoas que conseguem fazer coisas que acabam por transformar o mundo. Seja um escritor, um artista plástico, um músico, um professor, um esportista...
Aquelas pessoas que parecem ter algo de especial, um brilho, uma espécie de magia impossível de passar despercebida.

O que seria de nosso mundo sem a beleza? Sem aquelas coisas que nos tocam a alma, sem a inspiração que recebemos daqueles que mergulham dentro de si mesmos e saem de lá com um tesouro em mãos, esse tesouro que compartilham conosco, amenizando a secura de nossas vidas?

Pensando nisso, me ocorreu escrever e dizer a você, que me lê neste exato momento, que, assim como aquelas pessoas iluminadas que você tanto admira, existe, agora mesmo, um tesouro esperando para ser descoberto.

Onde? No seu íntimo!

Não é preciso ter nome famoso, a esperteza da raposa dourada ou a pena sagrada de uma rara espécie de pavão para que você faça diferença neste mundo. Cada um de nós tem algo muito precioso e especial a compartilhar com a humanidade. Acredite, você também!

Muitas vezes desqualificamos a nós mesmos, como se fosse necessário ser uma espécie de semideus para criar algo de significativo. Não é verdade!

Todas as pessoas que você admira, famosas ou não, são apenas... humanas. Não há nada nelas que não exista em você. A não ser, talvez, a coragem de arriscar. A leveza de se lançar, de brincar, de expressar a si mesma.

Se você esperar atingir a perfeição para só então revelar seu potencial, talvez acabe por perder a chance de manifestar a beleza do seu ser. Seria um desperdício! Não é preciso ser perfeito para tornar o mundo um lugar melhor, acredite.

Você pode não entender nada de jardinagem, mas se escolher um pedacinho de uma praça e se permitir acreditar que pode tornar aquele lugar melhor, eu estou certa de que conseguirá. Basta arrancar as ervas daninhas, regar a terra, plantar algumas sementinhas, um pouco da sua sensibilidade com certeza já fará daquele cantinho um lugar mais agradável e acolhedor. Não precisa ser um jardim perfeito, com a perfeita escolha de cada planta, com a adubação perfeita. Basta que derrame sobre aquele pedaço de terra seu carinho, sua atenção.

Isso vale para muitas coisas. Não importa para onde decida ir, vá inteiro e sem medo. Em cada relação, em cada escolha, em cada tentativa de sua vida, faça o seu melhor. Dedique-se, regue sua vida com delicadeza, acredite em si mesmo. Faça o possível, isso já é muito.

Coisas maravilhosas acontecem quando nos esquecemos que somos apenas meros mortais condenados à mediocridade de uma vida limitada, repetitiva e tediosa. Arrisque sonhar! Pense nisso: talvez você seja um ser maravilhoso, dotado das mais incríveis capacidades à espera de serem descobertas. Talvez você seja mais do que já tenha sequer imaginado. Talvez o mundo esteja à sua espera. 

*por Patricia Gebrim

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O que fazer quando tudo dá errado em nossa vida?


A vida é irônica às vezes... como se estivesse entediada, às vezes a vida nos prega peças, nos pega de surpresa. De um momento para outro, sem avisar, invade nossa casa, sacode tudo e de repente nos percebemos de pernas para o ar.
Num supetão nossos planos são frustrados, nossos sonhos são roubados e a gente fica lá, com cara de tacho, tentando encontrar alguma lógica no que parece não ter sentido algum.

São muitos os sentimentos que nos visitam nessa situação. Frustração, raiva, tristeza. Vem também um cansaço, afinal tínhamos dado o nosso melhor, tentando finalmente acertar! Tínhamos nos esmerado em fazer tudo certo, como manda o figurino, colocado em nossa vida as melhores intenções, cheios de planos de sucesso e felicidade. E de repente tudo ruiu bem em frente aos nosso olhos, mil pedacinhos espalhados aos nossos pés... uma vez mais.

Haja força para sermos capazes de levantar de novo, sem perder o senso de humor, haja coragem para sermos capazes de continuar, sem jogar a toalha, sem cair no tentador papel de vítima. Aliás, tem coisa mais chata do que gente que se vitimiza?

Quem não se lembra da pessimista hiena Hardy do desenho animado?: 

- Oh Céus... Oh vida... Oh azaaaar...

O que ajuda em momentos assim?

Vou lhes dizer... não é fácil, mas ajuda se formos capazes de concordar em mudar de rota sem perder a confiança na vida, se formos capazes de abrir mão de nosso roteiro tão milimetricamente planejado, se cedermos ao fato de que muitas vezes as coisas seguem por caminhos inesperados que não poderemos prever ou controlar. Se arriscarmos pensar que, talvez, exista um sentido escondido por trás dos cacos, por trás da aparente falta de sentido. Se formos capazes de fazer isso, talvez consigamos encontrar a força para recomeçar.

Momentos assim requerem jogo de cintura, criatividade, leveza. Mas nada disso vem se não tivermos sabedoria.

Sem sabedoria levamos tudo a sério demais. Por isso se diz que os sábios se aproximam das crianças. Pois, tal como as crianças, os sábios sabem que neste mundo nada é definitivo. Os sábios, tal como as crianças, encaram os imprevistos da vida como uma chance de brincar de algo diferente. Muitas vezes, sem sabedoria, nos fixamos no momento presente e esquecemos de que aquele momento é apenas um pedacinho de um quadro muito maior. Nos esquecemos de que, muitas vezes, o que parecia um verdadeiro desastre era, na verdade, um movimento protetor, nos empurrando em direção a um lugar muito melhor.

Acredite no que digo ou não, a verdade é que só lhe restam duas opções.

Desistir, como fazia a hiena do desenho, que sempre dizia : “ isso não vai dar certo!”.

Ou bater a poeira e recomeçar. Com sabedoria. Para onde tiver de ser. Para onde a vida nos permitir continuar a caminhar!

Sempre existe um caminho a ser trilhado, e acreditem, o importante não é chegar a algum lugar específico, e sim sermos capazes de manter a alegria ao caminhar, seja lá para onde for!

* por Patricia Gebrim

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Atitudes apaixonadas podem...

Muitas mulheres se deixam envolver nas fases de namoro e paixão por atitudes de seus parceiros que elas traduzem por "ciúmes de quem está gostando!"

O problema é que a maioria das mulheres, independente de ser jovens adolescentes ou até mesmo mulheres de 25, 30 ou 35/40 anos, quando estão carentes de afeto, acabam se deixando envolver e interpretam erroneamente atitudes possessivas de caráter agressivo e até discriminatório.

Comportamentos que demonstram potencial tendência à possessividade e à agressividade:

- Criticar ou impedir o uso de shorts, vestidos ou minissaia; 
- Criticar ou impedir uso de blusas justas, decotadas ou de cores chamativas; 
- Impedir ou proibir de sair com amigas;
- Impedir ou proibir de cumprimentar amigos, vizinhos, primos com beijo e/ou abraço; 
- Impedir ou criar dificuldades para frequentar festas, bares ou encontros com amigos de colégio, faculdade, pós-graduação ou do local de trabalho;
- Impedir ou criar dificuldades para que a parceira estude - vá para colégio, faculdade ou outros cursos;
- Exigir senha de acesso às redes sociais da namorada com discurso que entre casal "não pode haver segredo";
- Querem colocar (ou tentam instalar escondido) nos celulares programas de rastreadores, mas que, no caso dele, quase sempre "está fora de área"; 
- Exigir que fotos do ex sejam deletadas, jogadas fora.

Se você se enxergar em um relacionamento em que você identificou quatro ou mais desses itens presentes, comece a ficar mais esperta, ligue o neurônio da lucidez e preste atenção: você corre um sério risco de estar entrando ou já estar mergulhada numa relação de violência.

Não vou me estender com a discussão de gênero ou com conceitos feministas. Minha preocupação é que a mulher não se submeta cegamente a relações afetivas destrutivas em nome de um desejo de se sentir querida.

Sei que esses verbos - criticar, impedir, proibir, dificultar - são agressivos, autoritários e, num primeiro momento, muitas mulheres ao ler irão dizer: "mas meu namorado/ficante/parceiro não faz assim", e eu acredito que não seja mesmo!

Processo de dominação começa em tom apaixonante

No início dos relacionamentos as falas são sedutoras, podem ter tom cuidadoso ou de alguém inseguro com receio de se sentir ameaçado por outros homens, ou que ama/deseja muito e não quer "perder a cabeça". É nesse tom quase apaixonante que começa o processo de dominação, aí depois de algum tempo, as demonstrações vão se tornando mais frias ou irritadiças, chegando a quadros de muito controle e possessividade, que sempre esbarram na violência moral e até física. 

Viver uma paixão ou um grande amor pode ser delicioso e faz parte dos desejos femininos sempre, mas perder a individualidade (só você deve saber suas senhas), sem ter que para isso abandonar relacionamentos sociais ou gostos pessoais.

Me preocupa ver adolescentes achando lindo esses controles, mulheres se sentindo encantadas com "tamanha demonstração de atenção e cuidado".

A carência afetiva de muitas mulheres as tornam cegas para relações de submissão e de violência.

Pense bem, e se puder evite relacionamentos que irão trazer muitos prejuízos à sua autoestima e sua integridade física, moral e psicológica.

*por Arlete Gavranic

Respeitar e Se Respeitar

A pessoa que você mais sente falta está fazendo a escolha diária de não ter você na vida dela. Essa decisão dói, porque o coração insiste em...