segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O fogo que aqueceu o menino...


Conta-se...
Que o fogo que aqueceu o menino
Ao lado da manjedoura,
Naquela noite inesquecível,
Sentiu-se profundamente honrado em servir, de forma tão especial... Mesmo que por tão pouco tempo.
Conta-se...
Que nem mesmo o fogo foi o mesmo,
Depois da chegada daquele menino.

Talvez a palavra servir ande desgastada.
Ou ainda, vague por aí nas brumas da incompreensão ou do preconceito, como tantas outras.
Falar em servir, falar em servo, remete-nos a sofrimento, a subserviência, a subjugação. E, disso tudo estamos enfadados realmente.
Porém, a palavra servir é uma das mais belas que existe, uma vez que descobrimos seu verdadeiro sentido. E, nada como o Natal para descobrir significados novos, ampliar horizontes, refazer caminhos e compreensões da vida.
Servir é devotar-se a algo, a alguém. Servir é entregar-se a uma causa, a um amor, a um ideal.
Assim, ser servo é ter sentido na vida, é ter noção clara para onde se quer seguir todos os dias.
Servir à família, servir ao casamento, servir à profissão, servir à comunidade...
Não se trata de se colocar abaixo, no sentido de se ter menos valor do que... Trata-se de doar-se inteiramente a algo em que se acredita.
Se percebermos bem, em a natureza tudo serve. E mais, serve feliz.
Notemos isso com atenção: na natureza tudo serve com alegria.
Quando encontrarmos, finalmente, nossa vocação maior de servir, servir por completo, descobriremos um caminho seguro para nossa própria felicidade.
Neste Natal, quando recordamos o nascimento do Mestre entre nós, e refletimos sobre tantas coisas, pensemos sobre isso.
Ele, o maior de todos, Espírito puro, foi capaz de dizer: Estou entre vós como quem serve.
Sim, Ele se comportou como grande servidor. Suas lições, Seus exemplos, Sua doação completa foram Sua forma sublime de nos servir, para que conhecêssemos o amor de uma forma nunca antes ensinada.
O espírito do Natal, então, é o espírito de servir, de dar, de dar-se, e não de receber.
Olhe para os lados e pergunte: De que forma posso servir melhor minha família? De que forma posso servir minha comunidade? Como posso ser um bom servidor de meu país?
Cada um de nós pode servir de muitas formas!
Não é necessário ter posses para servir. Servimos com palavras, com habilidades, com nosso tempo, com nosso sorriso, com nossa amizade.
Façamos algo diferente neste Natal, perguntando: De que forma posso servir? De que forma posso servir melhor?
A vida vai nos responder prontamente, pois o trabalho sempre aparece para aqueles que se predispõem a laborar pelo bem.
Dessa forma, estaremos figurando nas fileiras luminosas daqueles que trabalham pelo bem na Terra, daqueles que, incansáveis, vêm sendo os agentes transformadores do planeta.
Juntemo-nos a esses tantos servidores humildes, anônimos, do bem. Juntemo-nos aos servidores do Cristo, prestando-lhe a mais bela homenagem que se pode prestar em Seu aniversário.

Conta-se...
Que nem mesmo o fogo foi o mesmo,
Depois da chegada daquele menino.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Aprendendo Com Os Erros

Na vida não precisamos acertar sempre, mas a cada dia errar menos.
E é necessário que a cada erro, aprendamos o máximo possível.
Para que esses erros tornem-se experiências aproveitáveis, das quais precisaremos no futuro, para não cometer os mesmo erros. 


Mesmo sabendo que muitas dessas experiências machucam, nos trazem lembranças que fazem sofrer, e que preferimos esquecer.
Ainda assim, temos que ter consciência que devemos aproveitá-las para a cada dia errarmos menos e acertamos mais. 


Porque a vida é assim, cheia de surpresa e precisamos aprender a conviver com ela.
Caso contrário, não conseguiremos ser alguém, e certamente não estamos aqui por acaso, sem razão, á toa, sem um objetivo à conquistar. 


Estamos em busca de um espaço, para deixarmos de ser mais um neste mundo.
Por isso temos obrigação de aprender a viver e conviver com a realidade.
Tendo consciência de que em nossas mãos está o nosso futuro. 


Dependendo principalmente do que somos no presente, o que seremos neste futuro bem próximo.
Precisamos ter em mente algo muito importante: 


Que devemos ser sempre nós mesmos, respeitando ao nosso próximo como a si próprio.
Quando vermos que isto está acontecendo, então sentiremos que nossos erros tornaram-se experiências. 


E que isso, é como um sinal de nosso amadurecimento.
Ou seja, que deixamos de ser crianças e passamos a ser adultos, não no físico e sim no mental...


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Às vezes faz bem refletir


Às vezes procuramos ver problemas aonde não existem para chamar atenção e ter controle de algo ou alguém ou ser notado...
 
Às vezes queremos ter alguém e ficamos furiosos ou tristes quando descobrimos que não somos donos de ninguém nem de nós mesmos, sendo que o amor vem da liberdade, naturalidade de querer bem ... 

Às vezes jogamos a culpa em alguém para cobrir nossas falhas ou medos ...
Às vezes perdemos tempo tendo inveja dos outros ao invés de amar o que somos e aquilo que nos torna únicos ...
Às vezes perdemos tempo pensando, sendo que deveríamos estar fazendo AGORA ...
Às vezes fazemos da insegurança religião e a atitude pecado mesmo que aquilo seja decisivo pra ser feliz ...
Às vezes nos limitamos a pouco, às vezes perdemos por querer mais ...
Às vezes matamos um sonho só pra sobreviver ...
Às vezes mostramos arrogância e destruímos vínculos quando na verdade tudo o que precisava era um abraço e um perdão ...
Às vezes fingimos a frieza que não tínhamos, somos falsos, esquecemos dos outros para não se machucar ou perder algo na vida sendo que assim perderemos tudo de real valor e ganharemos uma consciência terrivelmente pesada, sendo que nada disso não é necessário ...
Guardamos rancor de coisas ridículas por auto-piedade, colecionamos inimigos por esporte sendo que a felicidade mora na verdade, na união ...
Fazemos caso de coisinhas pequenas e cruzamos os braços para grandes e verdadeiras causas de justiça ... 

Não entendemos a dor dos outros a não ser quando sentimos em nós, às vezes não compreendemos e nem tentamos por má vontade ...
Às vezes não reconhecemos o que há de nobre na simplicidade ...
Às vezes deixamos de ser livres e verdadeiros para agradar e se submeter a todos sendo que no final nos sentimos infelizes ... 

Às vezes somos nossos piores inimigos ...
 
Lute por aquilo que acredita verdadeiramente ...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Saudade - sua

Minha saudade é fome. Arde. É vontade. E não passa. Minha saudade é fogo. Queima, abrasa. E não abranda. Sinto sua falta. O tempo passa, os anos passam. Você fica. Eu fico. E te espero. Te espero na janela, sinto seu perfume, ouço seus passos.
 
Tem certas coisas que a gente não entende. Você foi embora, eu nunca vou entender. Você não deveria ter ido, mas foi. E eu te sinto e te vejo nos meus sonhos.
 
Minha saudade é um filme que eu assisto todos os dias e sempre choro no final. Sinto sua falta. Minha saudade borra o papel. Eu sinto a sua falta.
 
Minha saudade balança na rede às três e meia da manhã e fala de você. Minha saudade, quando dorme, sonha contigo. Amanhã você virá. E eu espero. E muitos amanhãs já se passaram desde então.
 
Mas a minha saudade tem fé, tem esperança e tem amor. Minha saudade é salgada. De quantas lágrimas é feita uma saudade? De quantos sorrisos é feita uma lembrança? De quantas esperas é feito um reencontro?
 
Queria poder te ver e, quem sabe, te abraçar. Queria poder te ver e, quem sabe, te dizer algumas coisas que nunca disse. Rir da sua risada e da sua forma leve de deixar a vida te levar.
 
Que eu feche os olhos e te veja, sempre. Que eu durma e te encontre nos meus sonhos. Que eu possa viver sabendo que vou te encontrar, que eu possa sorrir disso. Que eu possa ser amiga da saudade que caminha ao meu lado. Que eu alcance a tua mão quando tenta me ajudar. Que eu aceite o teu colo quando tenta me consolar. Que eu possa entender que para estar junto não é preciso estar perto.
 
Minha saudade dói. Grita. E eu? Eu sinto a sua falta. Sinto muito a sua falta. Que você me sinta, onde quer que esteja agora, que você me ouça. E que você saiba que eu te espero. Te espero sempre. Que o vento não te carregue daqui, que o tempo não te leve da memória. Que você não fuja do meu coração.
 
Por
*Simone Oliveira

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Uma Lenda Chinesa


Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.

Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.


Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.


Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.


Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:


- "Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente.
Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas".


Lin respondeu: Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda". Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.


Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:


"Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou."


Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: "Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo AmoR e carinho que lhe começaste a dedicar".


Na China, há um provérbio que diz: "A pessoa que ama os outros também será amada". E os árabes têm outro provérbio: "O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos".


As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas...cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. 


Plante sementes. Não espere o resultado imediato... colha com paciência.

Esse é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: Paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Praticando o Desapego

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário....
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a sí mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo...
- Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba...
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, ir embora de vez.

Desapegar-se, é renovar votos de esperança de sí mesmo,
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomeçe, desapegue-se!

Ser livre, não tem preço! 
 
*Fernando Pessoa

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Lista de presentes

Quando se aproxima o final do ano, costumamos fazer algumas listas que têm o objetivo de nos auxiliar a cumprir com os compromissos aos quais nos propusemos no decorrer do ano e que acabamos deixando para trás.
Nelas estão incluídas as promessas que fizemos e nem sequer nos movemos no sentido de cumpri-las. Lista de tarefas profissionais que foram inúmeras vezes deixadas em último lugar.
Lista de compromissos sociais diversas vezes adiados.
E, com a proximidade do Natal, vem também a lista de presentes.
Então, nos esmeramos na compra de lembranças e mimos para os familiares e amigos, em um gesto simbólico de comemoração do aniversário de nosso querido amigo Jesus.
Movidos pelo sentimento de caridade que nos envolve mais intensamente, nesta época do ano, muitos oferecemos lembranças àqueles menos favorecidos e aos desamparados.
Na ansiedade de não esquecer nenhum de nossos afetos, verificamos inúmeras vezes nossa lista.
Mas, num gesto de reflexão, poderíamos incluir em nossas anotações uma lista do quanto nos fizemos presentes na vida de todas as pessoas que nos cercam.
Com certeza constataríamos o quanto ofertamos de nós mesmos às pessoas que estimamos e também àquelas que, mesmo sem conhecermos muito bem, podem ter precisado de nós em algum momento.
Paremos para pensar o quanto nos fizemos presentes na vida de nossos filhos.
Se ainda crianças, reflitamos por quantas vezes estivemos ao lado deles brincando, dando-lhes bons exemplos, ensinando-lhes as verdades e também as coisinhas mais simples e importantes da vida.
Como observar e respeitar a natureza; ou oferecer um cumprimento sincero e afetuoso às pessoas.
Quantas vezes lhes ofertamos abraços carregados de afeto e dissemos a eles que os amamos?
O trabalho, a louça suja, a casa desarrumada podem esperar. A infância não, essa passa em um piscar de olhos e não volta mais.
Oferecemos aos nossos filhos jovens e aos nossos pais o presente da companhia desinteressada, do apoio nos momentos que precisaram?
Quantas vezes os incluímos em nossos planos diários? Telefonamos para eles apenas com o intuito de saber como estavam passando?
Aos amigos, oferecemos o presente da amizade sincera?
A prática da verdadeira caridade fez parte de nossos projetos?
Não sabemos o quanto nos demoraremos nesta existência, se teremos uma vida breve ou longa. Procuremos então não adiar esses verdadeiros presentes que somos capazes de oferecer ao nosso próximo.
As lembrançasque podemos comprar também têm o seu valor, e todos gostamos de recebê-las, pois demonstram carinho, afeto e gratidão.
Mas nada disso tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes, a palavra que compreende, o olhar que conforta, o silêncio que respeita, a presença que acolhe e os braços que envolvem podem ter um valor imensamente maior do que qualquer presente material que ofertemos.
São essas atitudes que dão sentido à vida e fazem com que ela seja mais intensa, leve e feliz.
Pensemos nisso.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ando devagar porque já tive pressa


Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.
Mas hoje ando a passo lento, pois já entendo que a vida é uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser amável, ser amigo, ser sensível, ser compassivo, ser caridoso...

Hoje compreendo que é preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade autêntica, vem da paz de espírito, a paz de consciência, de quem segue o caminho do bem a todo custo.Entendo também que as chuvas são bem-vindas, e que sem elas não há floradas, pois é preciso chuva para florir. A dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos diários da lida.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos...
Mas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, absorvendo a vida em toda sua plenitude.

O viver pode ser o mesmo, as circunstâncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes são outras. Enxergo tudo de outra forma.
E o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha missão aqui, preciso compreender minha própria marcha.

Sêneca, antigo sábio, afirmou que nenhum vento é a favor para quem não sabe para onde ir. Então, compreender a marcha é fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que é nossa marcha, nossa vida.

Só então posso ir tocando em frente, com simplicidade e devoção, com alegria e coração.
Pois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.
A felicidade não é para poucos, não, é para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de partir, já quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em câmera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo até o fim.

Carrego esse sorriso porque já chorei demais, mas isso não quer dizer que não voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos serão a regra. A lágrima, exceção.

Ando devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para trás.

Ando devagar para perceber o sabiá cantador, pois se torno minha vida uma bomba-relógio, passo a não perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabiás passam a não existir mais.

Ando devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e não esmagar nada, nem ninguém com minha desatenção ou deselegância.

Ando devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.

Ando devagar... Porque já tive pressa.

A vida é especialmente rica para que se passe por ela, às pressas, sem atentar para os detalhes.
O mundo é pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.
Pensemos nisso!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Meu pedacinho de alegria

Você se parece tanto com aquilo que estava faltando em mim, meu pedacinho de alegria ausente.  Se você percebesse como me sinto bem ao seu lado e de como eu gostaria de passar horas na sua companhia você entenderia toda a minha angústia. Desejar ser seu companheiro, amor e melhor amigo é o meu desejo amiúde e meu sonho freqüente de todas as noites.

Por você eu atravessaria qualquer oceano ou continente, fotografaria milhões de vezes só pra provar que você poderia sair milhões de vezes mais bonita, abriria a porta do meu coração e chamaria você para morar a vida inteira. Por você valeria a pena oferecer todo esse amor que guardei e dedicar toda a vida que ainda tenho pra viver. Pelo seu sorriso, pela sua voz, pelo seu abraço, carinho, por um encontro do meu olhar com o teu, é que eu escrevo, é que eu oro, pois sei que seria feliz se os tivesse todos os dias, pois você é melhor do que eu um dia imaginei.

Eu expus meu coração, porque acredito que depois de tanto tempo sem me arriscar ao amor, você valeria qualquer perigo de me ferir ou decepcionar. E eu estarei aqui, te amando em secreto, me declarando em silêncio, desejando ardente e sossegadamente uma resposta tua, uma reciprocidade, um sim. Neste dia, dedico a você todo o amor que está em mim e tudo que está prometido nas linhas deste blog. Por fim estarei tão ansioso por um sim como um moribundo está pela vida.
 
* Por RomanticoRebelde
 
http://romanticorebelde.blogspot.com.br
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Vai Valer à pena

Dificuldades na nossa caminhada todos nós enfrentamos.
Obstáculos, barreiras, muros.
Tanta coisa que vem para atrapalhar o nosso avanço. O nosso sucesso.

Mas qual é a sua atitude diante disso?
Parar e reclamar não vai fazer que esses obstáculos simplesmente evaporem. 

Encontrar alguém em quem colocar a culpa pode até tirar um pouco do pesos de seus ombros , mas não vai te ajudar a passar pelos obstáculos.
Só tem um jeito de vencer isso tudo: É seguindo em frente.

Seguir em frente é ter fé em você , acreditar que por mais difícil que possa parecer ou mais doloroso que seja você vai passar por aquilo.
Tudo que te atrapalha vai ficar para trás. 

Na hora de subir a montanha muitos ficam na base do monte reclamando do mal tempo, das nuvens, do vento forte, do calor, do frio. Os que chegam lá em cima provavelmente passaram por tudo isso mas a alegria da conquista, do objetivo alcançado é muito maior do que todas as dificuldades que enfrentaram. 

E você vai ser um dos que vão ficar lá embaixo lamentando ou aquele que vai subir , enfrentar as adversidades e vencê-las?
Que é difícil claro que é. Mas é difícil pra todo mundo , principalmente para aquele que vence.
E quem tem falou que seria fácil ?

Fácil não vai ser mas, com certeza, vai valer à pena.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dois Pesos E Duas Medidas

Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito; virtude de dar a cada um o que é seu. Jesus, no entanto, se referiu à justiça, recomendando que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.
Todavia, nós, que tantas vezes temos cobrado da divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.
No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.
O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.
Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distintos dos que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.
Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata. Mas, se está envolta em andrajos, bem diferente é a nossa atenção.
Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?
Se fossemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.
Mas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo, afinal o mundo é dos espertos, pensamos. E nos dizemos pessoas justas!
Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pode alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!
Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz e clamamos por justiça.
Mas quantos de nós compramos atestados falsos, para ludibriar o patrão e receber o salário integral?
Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.
Assim, podemos nos perguntar: será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?

Quem não te corrige, nem sempre está ao seu lado

Nem sempre o silêncio é sinal de apoio. Às vezes, é apenas a escolha de evitar o desconforto de dizer aquilo que você precisa ouvir. O erro ...