quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tradução do dia - CELINE DION

OI, TUDO BEM?
QUE BOM TER VOCE AQUI!
HOJE ESTOU PUBLICANDO UMA TRADUÇÃO,ESPERO QUE GOSTE. BASTA CLICAR NO LINK ABAIXO.

César

http://www.4shared.com/audio/joMyAgyE/Celine_Dion.html

Amar é inevitável

Amar é uma viagem a ser feita com alguém, na qual, ao mesmo tempo em que desfrutamos essa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.
O amor é uma força que nos leva a enfrentar todos os nossos medos, criados desde as primeiras experiências dolorosas de aproximação. Nos torna corajosos e ousados, prontos a desafiar o tédio e o comodismo, a enfrentar o cotidiano, sem deixá-lo se transformar em rotina.
Ele faz nos sentirmos aprendizes, concedendo-nos a suprema compreensão de que, quando somos movidos pelo impulso do amor, realizamos algo. No amor, não estamos nos submetendo ao outro, mas sim obedecendo às ordens do sábio que existe dentro de nossos corações.
O amor nos dá coragem para enfrentar todas as mensagens negativas ouvidas na infância, do tipo “homem não presta” e “mulher só dá trabalho”, que poluem nossos pensamentos. É um sentimento que nos proporciona a sensação de gratidão para com a existência; um sentimento de ser abençoado pela dádiva divina. Em retribuição, somos levados a cuidar desse amor.
Por isso, não podemos exigir a perfeição do ser amado, pois, como dizia o filósofo grego Aristóteles: “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição”.
O amor é muito mais que o encontro de dois corpos, muito mais que a união entre duas pessoas. É a própria consciência da existência: a crença nas forças divinas, que cuidam de todo o universo e que nos levam um ao outro, com a mesma fluidez com que aproximam uma nuvem de uma montanha, que nos proporcionam uma força sobre-humana, que dão energia ao vento, ao mar e à chuva e que nos tornam grandes como pinheiros gigantescos.
No amor, seguimos um caminho realizando uma história, cujo final, apesar de todo o nosso conhecimento, só vamos saber quando a completarmos.
A única certeza que temos é a de que o amor é uma condição inerente ao ser humano. Assim como a flor emana seu perfume, o homem naturalmente exala o amor. Isso é tão inevitável quanto é impossível proibir a terra molhada de desprender seu cheiro.

Por Roberto Shinyashiki

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cortesia e respeito voltar

Nunca será demais falar sobre cortesia e respeito. Em verdade, ambos bastante esquecidos na atualidade.

Ambos vão perdendo cidadania a passos largos.

É comum as pessoas falarem muito alto no ônibus, nos restaurantes, em lugares públicos em geral, desrespeitando os demais.

E o mais delicado é que nem sempre a conversa é agradável. Às vezes se trata de críticas amargas ao governo, a parentes, a amigos.

Tudo vai sendo extravasado em altos brados, como se não houvesse outras pessoas próximas, compartilhando do mesmo ambiente.

Não se sabe bem se a pessoa não tem condições de se ouvir e descobrir que está falando muito alto ou se ela deseja que os outros tomem conhecimento das suas ideias.

Adolescentes e jovens esquecem, quase sempre, quando se encontram em grupos, que os lugares públicos não lhes pertencem com exclusividade.

Por isso, gritam, dizem palavrões, falam de situações grotescas. Gesticulam, andam aos empurrões, até esbarrando em idosos e crianças.

Assim se tem tornado difícil para as famílias, em especial as que têm crianças, o passeio a parques e outros locais públicos.

Como impedir que as crianças presenciem cenas tão indelicadas e ouçam um palavreado que não é habitual no seu lar?

E que dizer das discussões? Casais, amigos e colegas discutem seus problemas na rua, no estacionamento, em restaurantes, sem cerimônia alguma.

Uma escritora relatou que presenciou, em um restaurante, várias famílias deixarem pelo meio os pratos na mesa e se retirarem.

Tudo porque um casal resolveu brigar na mesa vizinha e não economizou o volume da voz. Muito menos o vocabulário grosseiro.

De maneira estranha, todos se sentem incomodados mas ninguém diz nada.

Alguns alegam que essas pessoas não estão infringindo a lei. E de fato não há lei que regulamente essas situações, que são uma questão de educação.

Mas o que está nos faltando é uma tomada de posição. A primeira, educando os nossos filhos no respeito às pessoas.

A segunda é nos manifestarmos, com energia e de forma educada, pedindo a essas pessoas que nos respeitem.

Bastaria um Por favor, falem mais baixo. Ou: Eu não gostaria que meus filhos ouvissem o que estão dizendo.

Se todos passarmos a agir, essas pessoas terão que adotar uma nova postura, modificando-se e modificando o mundo.

Não acredite quando lhe falarem que a cortesia saiu da moda.

Quem não gosta de receber um gesto delicado? Quem não nota quando um rapaz se ergue do assento e o oferece ao idoso cansado?

Quem não nota, com prazer, a pessoa que junta do chão um objeto e o devolve a quem deixou cair, sem haver se dado conta?

Quem não se sensibiliza com um Muito obrigado; Por favor; Desculpe?

Tenha certeza: a cortesia e o respeito nunca sairão de moda

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Súplicas indevidas

Temos observado, de forma regular, o comportamento de pessoas, quando necessitam pedir ajuda e, por vezes, temos nos surpreendido com algumas reações.

Assim foi há alguns dias, quando uma adolescente, na saída do colégio, contou as moedas que portava e constatou que não eram suficientes para o que desejava.

Virou-se, de maneira brusca, e pediu a um rapaz que transitava pela rua para que lhe completasse a quantia.

Fosse porque ele não entendesse a questão ou porque a rudeza do gesto o surpreendesse, o jovem desviou-se da garota e seguiu o seu caminho.

Ela o seguiu, zangada, puxou-o pelo braço e passou a lhe dirigir palavras agressivas, recheadas de rancor e desrespeito:

Você é surdo? Não entende o meu drama? Se estou pedindo é porque preciso e você tem que me dar.

Ante a cena inusitada, passamos a refletir se não temos nos portado de forma semelhante, quando nos dirigimos a Deus.

Alguns, ao dirigirmos as nossas súplicas ao Pai, o fazemos com certa arrogância, exigindo que Ele nos ouça e nos atenda, esquecidos de que Seu amor a todos envolve e que cada qual recebe o de que tem necessidade.

Outros, optamos por tentativas de negociação com o Criador, como se Ele dependesse de nós e não nós da Sua proteção e misericórdia.

Dessa forma, pedimos o de que carecemos, seja saúde, emprego, afeto, afirmando que, se formos atendidos, abandonaremos os vícios de que somos portadores.

Novamente não nos damos conta de que libertarmo-nos das paixões inferiores é benefício próprio.

Ou então dizemos que, atendidos, haveremos de prestar socorro aos mais pobres e doentes, olvidando que fazer o bem beneficia a quem o pratica.

E atender o irmão em necessidade é dever que nos compete.

Assim agimos, desconsiderando as lições do Mestre Nazareno que estabeleceu: tudo que pedirdes ao Pai, em Meu nome, Ele vos dará.

Ora, para pedir em nome do Cristo, necessário se faz proceder como se Ele suplicasse. E não se pode conceber Jesus a exigir do Pai, ou impor condições.

Pelo contrário, no episódio do Horto das Oliveiras, Ele deixa claro que o Pai O atenda, se for da Divina vontade e encerra com a frase:

Cumpra-se em tudo a Tua vontade e não a Minha.

Aprendamos com quem Se evidenciou como o Caminho da Verdade e da Vida. Com o Divino Pastor que Se apresentou como manso e humilde de coração.

Dirijamo-nos ao Pai com a humildade do Espírito que se reconhece devedor e carente de aprendizado. De quem padece dores e almeja o alívio, mesmo que se faça por período breve.

Finalmente, como quem guarda a certeza de que o Pai, amoroso e bom, a todos os filhos dispensa os tesouros das Suas bênçãos.

Orando, chega-se ao Senhor, que nos deu, na prece, um meio seguro de comunicação com Sua infinita bondade.

Após as tarefas exaustivas junto ao povo, era hábito do Senhor Jesus orar em profundo silêncio, buscando a companhia do Pai.

A prece pode ser comparada a um interfone por meio do qual o homem fala com a Divindade e por cujos fios recebe as respostas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como lidar com os erros

Errar faz parte da vida. Por mais que sejamos competentes e queiramos acertar sempre, errar é uma característica de quem está no jogo.

Muita gente tem a ilusão de querer sempre acertar. Mas isso é impossível. Veja os discos dos Beatles e dos Rolling Stones. Sou fã deles, mas tenho de reconhecer que algumas músicas são sofríveis. Nem eles têm uma obra perfeita. Os escultores que admiro, todos eles eram insuportáveis na intimidade. Os médicos que me ensinaram, tiveram seus dias de fraqueza. Paciência! Errar faz parte de quem toca, compõe, opera, constrói, advoga, enfim, de quem está cumprindo a sua missão.

Entenda que você é uma pessoa sensacional, mas é um ser humano. Quando temos a humildade de perceber que somos aprendizes lutando para fazer o melhor, podemos unir uma garra insuperável com uma boa dose de compreensão de nossas fraquezas.

Sempre devemos ter em mente que amanhã vamos estar melhores porque estamos aprendendo. E, apesar de estar sempre procurando a perfeição, nunca seremos perfeitos.

Apesar de lutar como um leão para alcançar a minha meta, quando as coisas não dão certo como eu gostaria, procuro sempre ter a tranqüilidade de dizer: "Paciência, Roberto, você fez o máximo, mas o seu máximo desta vez foi pouco. Tenho certeza de que na próxima vez vai ser melhor. Agora tome um sorvete, descanse bastante e se prepare que amanhã tem mais".

Você é uma pessoa honesta e digna. Quando tiver feito uma bobagem, em vez de se culpar tome um chá, telefone para um amigo alto astral, desabafe, olhe o sol e deixe a tensão ir embora. Aconteça o que acontecer, tenha em mente que você procurou fazer o melhor e que na próxima vez vai acertar. Quando você se tortura, somente piora a sua capacidade de analisar o que está acontecendo e joga fora a energia tão necessária para consertar a situação. Aconteça o que acontecer, você tem de ser o seu amigo mais importante.

Por Roberto Shinyashiki

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Valores

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir maiscópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Relacionamentos

Cada ser humano é único. Temos nossas verdades, nossos receios, medos, certezas e inseguranças e o outro também. Se começamos ou estamos num relacionamento é importante entender e procurar compreender quão complexo somos e do mesmo modo quão complexo é a outra pessoa.

Namoro, casamento, paixão, romance enfim um relacionamento sempre tem começo, meio e fim. O que devemos procurar é conseguir esticar ao máximo o meio, mas sempre com muito prazer.

Quantas vezes não escutaram de uma amiga (o) aquela conversinha:

- Tudo bem?

- Não muito.

- O que aconteceu?

- Ah, terminei o namoro (casamento, etc.)…

- Mesmo? Nossa, quanto tempo.

- Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou.

- É, não deu…

Bobagem, claro que deu! Durante cinco anos deu certo, só que agora acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

É difícil acreditar que pessoas se complementam, elas devem sempre se somar. Se não conseguimos nos dar totalmente para nós mesmo, como querer que a outra pessoa possa se dar totalmente a nós.

Se conseguirmos somar as partes de cada um podemos enfim conseguir um todo, o RELACIONAMENTO prazeroso.

Precisamos saber que não existe pessoa completa, perfeita.

Se ele é fiel não é bom de cama. Se é carinhoso, não é fiel. Antencioso então não é trabalhador. Ele é malhado com certeza não é sensível. Ter tudo é dificil. Tudo nós não temos.

O que é mais importante para você? Invista nele.

Acho que o beijo é importante… E se o beijo bate se entregue. Se não bate peça um Martini ou um Campari, e vá dar uma volta.

Tudo é uma questão de química, afinidade ou como dizem “questão de pele”. E pele é um bicho perigoso.

Com pele tudo se transforma. Um simples “papai/mamãe” quando você tem pele é uma delícia. Em compensação o sexo mais performático, acrobata mesmo, sem pele te decepciona.

Quando chega à hora do fim e ele (a) não te quer mais, não force a barra. Ele (a) tem o direito de não te querer mais.

Não ligue, não mande mensagens no celular, não sofra.

Ninguém é absoluto. Titubeamos, temos nossas dúvidas, medos, inseguranças, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.

Nada de drama. Drama é próprio de um amor verde.

Qual a graça tem alguém do seu lado sob chantagem, dinheiro, ameaças, gravidez? Nunca fique com alguém por dó ou por medo da solidão.

O bom é alguém que está com você por você. E vice versa.

Se para a outra pessoa existe dúvida, o problema é dela, a você cabe esperar ou não.

Muitos só percebem que querem a presença quando acontece a ausência. Isso é normal.

Gostar dói.

Mas a pior coisa que tem é ter medo de se envolver. Você vai ficar feliz, sorrir, mas também vai ter raiva, ciúmes, frustração afinal namorar outro ser com mundo, hábitos e verdades diferentes. E nem sempre as coisas saem como você quer…

E como diria o poeta:

“Se não quer se envolver namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.”

Enfim… AME, não deixe de VIVER.

terça-feira, 5 de abril de 2011

É fundamental estar sempre com o coração limpo

É muito triste ficar chateado com o mundo ao se deparar com uma dificuldade. Faz parte da nossa personalidade ter ciúme, inveja, mágoa, ressentimento, mas não podemos deixar que esses sentimentos tomem conta do nosso coração.

É fundamental estar sempre com o coração limpo. Deixar no passado as mágoas, os ressentimentos e tudo o que nos impede de trabalhar para realizar nossos sonhos.

É triste ver alguém que permitiu que as dores dos seus relacionamentos amorosos dominassem seu coração e o transformassem numa pessoa amargurada ou alguém que, ao ver o concorrente crescer, deixou a inveja tomar conta da sua alma e drenar a energia que poderia levá-lo a conseguir vitórias.

Procure definir no íntimo o melhor caminho para a sua vida e mantenha-se dentro dele. Faça o melhor para você, mesmo que seja o melhor para as pessoas que imagina que o magoaram. Perdoar é sempre bom, por maior que seja a sua dor.

Deixe as mágoas no passado. Como disse Jesus Cristo: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Compreenda que se sentir ofendido prende você à outra pessoa em vez de libertá-lo.

Certo dia, estava conversando com uma amiga cujo marido a abandonou para se casar com outra. Ela me falou de sua dor e de tudo o que planejava fazer para se vingar dele. Eu lhe perguntei:

— O que você quer? Tê-lo de volta ou machucá-lo o máximo possível? É importante perceber que machucá-lo não vai aliviar a sua dor e nem fazê-lo voltar. Gastar a sua energia nessa vingança não vai libertar o seu coração para criar o verdadeiro amor para você. Ele poderá até voltar por causa da culpa, mas trará o inferno junto com ele.

As pessoas com baixa autoestima procuram destruir as que estão felizes. Quando alguém tem inveja de uma pessoa, acaba por considerá-la um obstáculo à sua felicidade.

Aja sempre como um ser especial que reconhece a grandeza que existe em cada um. Destrua o hábito de pensar mal de alguém e procure concentrar sua atenção nas virtudes das pessoas. E, principalmente, faça sempre o melhor para você sem se preocupar em magoar quem pensa que o magoou.

por Roberto Shinyashiki

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para recomeçar às vezes é preciso voltar à estaca zero

No filme Agonia e Êxtase, que conta a história de Michelângelo, há uma cena que considero especialmente inspiradora. Ele está pintando o teto da Capela Sistina, o papa entra e pede que pinte mais um anjo. O artista, pacientemente, obedece. Mas no íntimo ele se sente frustrado, pois sabe que seu trabalho não está bom.

Mais tarde, vai a uma taverna beber vinho. Acha o vinho muito ruim, mas aceita bebê-lo mesmo assim. Até que outro freguês grita, chateado, para o taverneiro:

— O seu vinho está uma porcaria!

— Ao que o taverneiro responde:

— Impossível. Meu vinho é ótimo. Eu garanto a qualidade do meu vinho.

— Então prove! Venha beber o seu vinho. Ele está um lixo — reage o freguês.

O dono da taverna então bebe e descobre que o vinho está estragado. Ele pega um machado e começa a destruir os barris, gritando muitas vezes:
— Este vinho está uma porcaria!

Michelângelo sai da taverna e volta para a capela. Pega alguns potes de tinta e começa a jogá-los em cima do seu trabalho, gritando:

— Este trabalho está uma porcaria! Este trabalho está uma porcaria!

No dia seguinte, o papa lhe pergunta o que aconteceu. E o artista responde que o trabalho estava um lixo. O papa estranha, mas não diz nada. Bem, o novo resultado toda a humanidade conhece: o teto da Capela Sistina é uma das maiores obras de arte de todos os tempos.

Há situações na vida que não têm conserto. É melhor jogar tudo fora e começar do zero. A gente tenta um remendo aqui, outro lá, mas, apesar de todo o esforço, as coisas só pioram. É aquele texto que não tem conserto, a empresa que não dá certo e tantas outras situações que todos nós vivemos em algum momento da vida.

Nessas horas, é preciso ter a humildade de reconhecer que o trabalho foi perdido. É preciso limpar o coração e partir para um novo projeto. Assim como o grande artista, é preciso reconhecer que o trabalho estava uma porcaria e jogá-lo fora. A partir desse momento, você tira a angústia dos ombros e fica somente com o trabalho.

por Roberto Shinyashiki

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Poema "Burrinho Pampa"

Eu nasci num campo aberto bem distante da cidade
E vivi os primeiros anos da minha vida
Com papai e mamãe em completa felicidade
O meu pai me levava com ele em todos os cantos
E mamãe com o seu manto me cobria todas as noites na hora de se deitar
Quando o dia amanhecia eu já corria lá pro terreiro a brincar
E meu pai logo vinha pra me colocar na garupa do seu cavalo
E saia comigo pra galopar
Colocava o seu chapéu na minha nuca e eu ia gritando “upa” “upa” fazendo aquela arruaça
E minha mãe achava graça vendo de longe a gente brincar
Um certo dia um domingo de manhã
Era o meu sexto aniversario e eu nem sabia
Foi quando eu vi o meu pai chegando da cidade
Puxando um burrinho pampa eu achei até que não era verdade
Mas quando ele chegou me deu um beijo e me abraçou
E me colocou em cima do arreio daquele burrinho e desse jeito falou
Meu filho você sabe que o seu pai não tem dinheiro
Mas nunca nada lhe faltou
Eu já sofri muito na vida
E pouca coisa pra mim restou
Mas eu tenho um orgulho tão profundo e é dois tesouros que Deus não me negou
Um é sua mãe que eu amo tanto
E outro é você que é a maior alegria que eu tenho nesse mundo
E de hoje em diante você não precisa mais da minha garupa pra brincar de “upa” “upa”
Você já mereceu você é um menino esperto e eu tenho certeza que aqui por perto ninguém tem um burrinho tão bonito que nem o seu
Foi tanta a minha euforia que eu pulava de alegria eu beijei tanto meu pai naquele dia que ele até se comoveu
Eu ia lá na estrada galopava e voltava
Ia lá na roça galopava nas paióças
E todo mundo que eu via eu já corria pra mostrar o burrinho que o meu pai me deu
Quando o meu pai ia pra cidade com o burrinho eu acompanhava
Foi a melhor fase da minha vida na volta pra casa à gente sempre apostava corrida
E ele sempre deixava eu ganhar
Pros meus amiguinhos eu sempre falava do orgulho que eu tinha e que pai melhor do que o meu no mundo não existia
Todos os dias eu ia com o meu burrinho na escola
E a tarde eu voltava correndo com os meus cadernos amarrados na garupa
E vinha galopando alegre e contente vendo meu pai lá na porteira me esperando pra me abraçar
Era tanta a felicidade que eu sentia que ate parecia que aquilo tudo era um sonho que eu vivia
E que nunca iria se acabar
Mas esse foi o meu maior engano por que quando chegou o final do ano no último dia de aula
Eu vinha voltando da escola cortando meu burrinho na espora naquela pressa de chegar
De longe eu vi a porteira, mas o meu pai não estava lá
Quando eu fui chegando em casa já vi um monte de gente chorando
E já foram me segurando dizendo que eu não podia entrar
Todos me olhavam com pena enquanto eu ouvia alguém falando que aquilo não era cena que uma criança pudesse olhar
Mas eu não entendia o que aquela gente toda fazia
E por que eles não me deixavam entrar
Foi quando eu vi a minha mãe que veio até a porta se ajoelhou na minha frente
E me abraçou e me apertou tão forte ela chorava tanto que o seu pranto gelava nas minhas costas
E olhando a nossa volta havia um silêncio em cada rosto
E minha mãe naquele desgosto olhou bem dentro dos meus olhos
Que nessa hora já não tinha mais aquele brilho de alegria
Por que eu sentia que a noticia não era boa
Mas ela não me dizia por que as palavras não saiam de sua boca
Mas olhando nos olhos dela eu via
Uma infinita luz de tristeza
Que me fez olhar pra aquele monte de velas acesas
Lá no meio da sala e imaginar
Que aquela coisa estranha feita de madeira é que era a razão de toda aquela tristeza
E que era o meu pai que estava lá
Mas eu não queria acreditar
Peguei meu burrinho pampa descambei nas embernadas e o meu pai fui procurar
E na inocência de criança por todos os cantos eu procurava eu corria eu gritava
Papai, papai, papai, onde o senhor está?
Chega de trabalhar ta ficando tarde vamos pra casa eu ainda tenho tanto pra lhe falar
Eu tenho uma noticia tão boa pra te dar
O senhor já deve até estar comemorando papai eu passei de ano e eu queria tanto lhe abraçar
Mas agora eu estou com medo eu estou chorando papai
E porque o senhor não me aparece nessa hora pra me ajudar?
O senhor sempre foi o meu herói sempre dizia pra mamãe
Que o senhor nunca ficaria longe de nós
E hoje o senhor não me esperou lá na porteira
E eu que te procurei a tarde inteira e ainda não consegui te encontrar
Ta escurecendo papai e eu tenho medo de voltar pra casa sozinho
Tem um monte de gente estranha lá
Por favor papai vem comigo o senhor queria tanto que eu passasse de ano
Vai lá e diz pra aquela gente toda que aquilo tudo foi um engano
E que o senhor só se demorou por que a gente tava brincando de apostar corrida
E que pela primeira vez na sua vida o senhor tinha conseguido ganhar
Que tristeza tão grande meu velho pai
O senhor me causou naquele dia e eu que reclamei tanto quando eu não te vi lá na porteira
Naquele dia me esperando pra me abraçar
Mas agora eu tenho a vida inteira pra te pedir desculpas
E pelas tantas vezes que eu insistia pra que o senhor me levasse na garupa
E o senhor não podia por que tava trabalhando
E eu ficava ali insistindo te perturbando
Ate que o senhor se comovia e num gesto de paciência colocava eu na sua garupa e eu te abraçava e o senhor dava risada de ver a minha alegria
E aquela folia toda que eu aprontava
Mas uma coisa meu velho pai
Que por muitos anos eu não te perdoava
É que em todas as nossas corridas o senhor sempre deixava eu ganhar
Mas aquela que seria a mais importante da minha vida o senhor me deixou pra trás
E até hoje, até hoje eu ainda não consegui te alcançar
Eu era tão feliz meu pai e eu sei que foi o destino que quis que aquele sonho um dia acabasse
E eu esperei tanto para que o senhor voltasse pra me fazer de novo feliz
Mas agora eu já tenho dezesseis anos de idade
E minha corrida agora é contra a dor e a saudade
Por que eu sei que na realidade hoje eu estou sozinho nas mãos de Deus o senhor sabe a mamãe também já morreu
E eu sinto tanta falta dos seus carinhos
Sabe meu pai eu sei que é difícil viver neste mundo sozinho
Mas ainda eu tenho meu burrinho aquele mesmo que o senhor um dia me deu
Agora ele esta grande ficou bonito cresceu e hoje eu sei que ele sofre tanto quanto eu
Por que ele sabe a falta que o senhor me faz
De vez em quando meu pai eu saio galopando com ele pela estrada
E às vezes eu passo para trás o arreio e vou sentado na garupa olhando pra aquele arreio vazio na minha frente
Imaginando o senhor ali sentado e eu abraçado na sua cintura
Parece que eu sinto até o cheiro das suas costas da sua camisa suada
Do sol quente do mormaço e de repente olho pros meus braços
E sinto aquele vazio com o coração quase parando enquanto o burro vai calando os seus passos
E eu fico ali parado engolindo as lagrimas e os soluços que na garganta vem apertando
Triste sina do meu passado que ainda vive me machucando
E a vida que tudo ensina já me ensinou um ditado que pra mim é o mais profundo
Amar os pais enquanto eles tem vida por que depois de eles enterrados não tem remédio nesse mundo que pode curar essa ferida

Marco Brasil
Composição : Beto Pereira

A Vida Não Oferece a Mesma Pessoa Duas Vezes

Tem gente que entende tarde demais que a vida não oferece a mesma pessoa duas vezes. Cada encontro é único e carrega valor eterno. O tempo n...