quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!


Charles Chaplin

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quem és deixa marca.

Uma professora de Nova York decidiu honrar cada um de seus alunos que estavam por se graduar no colegio, falando-lhes da marca que cada um deles havia deixado.

Chamou cada um dos estudantes à frente da classe, um a um. Primeiro, contou a cada um como haviam deixado marca na vida dela e na da turma.

Logo presenteou cada um, com uma faixa azul, impressa com letras douradas, na qual se lia, “Quem sou deixa marca.”

Por fim, a mestra decidiu fazer um projeto de aula para ver o impacto que o reconhecimento teria na comunidade.

Deu a cada aluno mais três faixas azuis e lhes pediu que levassem adiante esta cerimônia de reconhecimento. E que deveriam acompanhar os resultados, ver quem premiou quem, e informar à turma no final de uma semana.

Um dos alunos foi ver um jovem executivo

de uma indústria próxima e o premiou por tê-lo ajudado com o planejamento de sua carreira. Deu-lhe uma faixa azul, e colou-a em sua camisa.

Em seguida deu-lhe as duas faixas extras e lhe disse: “Estamos fazendo em aula um projeto de... ‘reconhecimento’, e gostaríamos que você encontrasse alguém a quem premiar e lhe desse uma faixa azul.”

Mais tarde, nesse mesmo dia, o jovem executivo foi ver seu chefe que tinha reputação de ser uma pessoa amargurada, e lhe disse que o admirava profundamente por ser um genio criativo.

O chefe pareceu ficar muito surpreso. Então o jovem executivo lhe perguntou se ele aceitaria o presente da faixa azul e se lhe dava permissão de colocá-la em sua camisa.

O chefe disse: “Bem…claro!” Então o jovem executivo pegou uma das faixas azuis e a colocou no casaco do chefe, bem sobre seu coração…

…e oferecendo-lhe a última faixa, perguntou: “Poderia pegar esta faixa extra e passá-la a alguém mais a quem queira premiar?”

“O estudante que me deu estas faixas está fazendo um projeto de aula, e queremos continuar esta cerimonia de reconhecimento para ver como vai afetar as pessoas.”

Nessa noite, o chefe chegou em casa, sentou- se com seu filho de 14 anos, e lhe disse: “Hoje me aconteceu algo incrível!”

“…estava no meu escritório e um de meus empregados veio e me disse que me admirava; então me deu uma faixa azul por me considerar um genio criativo.”

“Imagina! Ele pensa que eu sou um genio criativo!

Logo me pôs uma faixa azul que diz:

‘Quem sou deixa marca.’ ”

“Deu-me uma faixa extra e me pediu que encontrasse alguém mais a quem premiar. Quando eu estava dirigindo para casa esta noite, comecei a pensar a quem poderia premiar com esta faixa, e pensei em ti. Quero premiar a ti.”

“Meus dias são muito agitados e quando venho para casa, não te dou muita atenção; grito contigo por não tirar boas notas e pela desordem em teu quarto…”

“Por isso, esta noite, só quero sentar-me aquí e …bem… te dizer que és muito importante para mim.”

“Tu e tua mãe são as pessoas mais importantes em minha vida. És um grande garoto e te amo muito!”

O garoto surpreendido começou a soluçar e a chorar, e não conseguia parar. Todo o seu corpo tremia.

Olhou para seu pai e entre lágrimas lhe disse: “Papai, momentos atrás me sentei em meu quarto e escrevi uma carta para ti e para mamãe, explicando porque tinha tirado minha vida, e lhes pedia que me perdoassem.”

Olhou para seu pai e entre lágrimas lhe disse: “Papai, momentos atrás me sentei em meu quarto e escrevi uma carta para ti e para mamãe, explicando porque tinha tirado minha vida, e lhes pedia que me perdoassem.”

“A carta está lá em cima, mas não creio que eu vá precisar dela, depois de tudo o que conversamos.”

Seu pai subiu ao segundo piso e encontrou a carta, sincera e cheia de angústia e dor.

No dia seguinte, o chefe regressou ao trabalho totalmente modificado. Já não estava amargurado, e se empenhou em fazer todos os seus empregados saberem que cada um deles faz a diferença.

Por outro lado, o jovem executivo ajudou muitos outros jovens a planejarem suas carreiras, inclusive o filho do chefe, e nunca se esqueceu de recordar-lhes que eles deixavam marcas em sua vida.

Ainda mais, o jovem e seus companheiros de classe aprenderam uma lição muito valiosa.“Quem és, deixa marca”.

Por favor, quero que saibas que

tu és importante

Estou passando a faixa azul para ti.

Quem és deixa marca.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Refinamento da Prata


Malaquias 3:3 diz: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'

Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e a natureza de Deus.

Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.

Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assistí-lo trabalhar. Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.

Ela foi assistí-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar.

Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que segure-se a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas.

A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, segura-nos em situações 'quentes' e pensou novamente no versículo: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'

Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.

Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.

A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: 'Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?'

Ele sorriu e disse: 'Ah, isso é fácil... É quando eu vejo minha imagem nela.'


Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e que Ele vai ficar cuidando de ti até que Ele veja Sua imagem em você.
Provavelmente, existe alguém que precisa saber que Deus está cuidando dele. E, seja o que for que estiver passando, ele sairá 'refinado' no final. Pense nisso...e tenha um bom dia...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pernicioso sentimento


Conta-se que um monge eremita viajava através das aldeias, ensinando o bem.

Chegando a noite e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar. Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida.

O monge aceitou e repousou. No dia seguinte, quando o sol estava radiante e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade.

Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima e ela se transformou em uma pepita de ouro.

Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.

Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha e ela se transformou inteiramente em ouro.

O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão.

Porém, o jovem continuava triste. O velho não pôde se conter e perguntou:

Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.

O rapaz apressado respondeu: Eu quero o vosso dedo.

A inveja é um sentimento destruidor e que nos impede de crescer.

Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando. Simplesmente invejamos.

Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público com desenvoltura e graça. Contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles.

Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas. No entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras que melhoram o vocabulário e ensinam construção de frases e imagens poéticas.

Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta de que era a mente que fazia as transformações.

Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.

Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos, nas construções de nossas vidas, com as nossas ondas mentais.

No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável. O que equivale a dizer que somos únicos e que ninguém poderá ser igual ao outro.

Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.

Quando pensamos, projetamos o que somos. Pensemos melhor. Pensamento é vida

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ciúme

Os ciumentos não precisam de causa para o ciúme: têm ciúme, nada mais. O ciúme é monstro que se gera em si mesmo e de si nasce.

William Shakespeare apresenta em sua obra Otelo, uma análise profunda, incômoda e intensa desse grande gigante da alma, o ciúme.

Na clássica peça Shakesperiana, o General mouro Otelo é envenenado pela desconfiança, vinda do verbo afiado e sorrateiro de seu alferes, Iago.

Iago, também por ciúme e inveja, procura uma forma de destruir seu amo e sua amada, Desdêmona, e encontra nesse poderoso tóxico a maneira de promover sua vendeta.

Procurando descobrir mais sobre esta fragilidade humana, vamos perceber o ciúme como a inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade nos relacionamentos humanos.

É uma espécie de distorção, um exagero, um desequilíbrio do sentimento de zelo.

Adentrando na intimidade deste sentimento, vamos descobrir que ele é medo. Medo de algum dia sermos dispensáveis à pessoa com a qual nos relacionamos.

Medo de sermos abandonados, rejeitados ou menosprezados. Medo de não mais sermos importantes. Medo de não sermos mais amados, enfim, é, de certa forma, medo da solidão.

O psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira Santos revela que tal sentimento é totalmente voltado para si mesmo, egocentrado e, por esta afirmação, podemos entender o porquê da frase do personagem Iago, de Shakespeare, dizendo que o ciúme não precisa de causas exteriores, que se gera em si mesmo, principalmente na insegurança psicológica, na baixa autoestima, no orgulho avassalador que não suporta rivalidades.

E no egoísmo, que ainda nos faz ver aqueles que estão à nossa volta como posses.

O ser inseguro transfere para o outro a causa desta insegurança, dizendo-se vítima, quando apenas é escravo de ideias absurdas, fantasias, ilusões, criadas em sua mente, que ateiam incêndios em ocorrências imaginárias.

Agravado, este sentir leva a psicoses, a problemas neuropsiquiátricos, como diversos tipos de disritmias cerebrais, sendo causador de agressões físicas e crimes passionais.

O ciúme é um sinal de alerta, mostrando que algo não vai bem, que algo precisa ser reparado, repensado.

A terapia para o ciúme passa pelo autoconhecimento, quando percebemos a fragilidade em nós, e tomamos atitudes práticas de autocontrole, autodisciplina, para erradicá-lo gradualmente da vida.

O tratamento também prescreve uma reconquista da autoestima, da confiança em si mesmo, tornando-nos menos sensíveis às investidas cruéis desse vício moral.

Finalmente, as ações no bem, que fazem com que a alma se doe e amplie seu leque de relações, também colabora significativamente para educar o sentimento de posse exacerbado e inquieto.

O amor não precisa do sal do ciúme para temperar as relações. O sabor de todo relacionamento sadio virá da confiança irrestrita e do altruísmo, que pensa sempre no bem do outro.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Medo de amar... Por quê?


Estou lendo um livro que se tornou meu amigo e conselheiro nesses últimos dias. De autoria do pesquisador e escritor Roberto Shinyashiki e Eliana Dumêt – ele trata sobre diversos assuntos ligados ao relacionamento humano, inclusive o medo de amar. Paro na página que acabo de ler e começo a escrever como que a me certificar do que aprendi, mas também para partilhar com você,algo que, segundo imagino, lhe fará o mesmo bem que fez a mim. Você já sentiu medo de amar? De relacionar-se com profundidade? Sabe de onde vem esse medo?
O escritor narra um experimento realizado pela Psicologia, que responde, de forma figurada, a esta e a outras perguntas ligadas a este assunto: o amor. Um cientista colocou um ratinho em uma gaiola para avaliar o comportamento dele. Ele conta que, no início, o animal ficou passeando de um lado para o outro, movido pela curiosidade. E ao sentir fome, dirigiu-se ao alimento depositado lá. No entanto, ao tocar no prato, no qual o pesquisador havia instalado um circuito elétrico, o animalzinho levou um grande choque, tão forte que, se não desistisse de tocá-lo, poderia morrer.

Depois do ocorrido, o camundongo correu na direção oposta ao prato. Se pudéssemos perguntar-lhe se ele estava com fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque, com certeza, faria com que desprezasse o alimento naquele momento. Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrou em contato com a dupla possibilidade de morte: pelo choque ou pela fome. Contudo, quando a fome se tornou insuportável, o animal, vagarosamente, foi novamente em direção ao alimento. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligara o circuito. O prato não estava mais eletrificado. Porém, quando quase iria tocá-lo, o ratinho teve a sensação de que levara um segundo choque. Houve taquicardia, os pêlos ficaram eriçados e ele correu, mais uma vez, em direção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que havia acontecido, a resposta seria: “Levei outro choque”. Embora a energia elétrica estivesse desligada, e ele não soubesse disso...

A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa grande tensão e seu objetivo passa a ser o de encontrar uma posição intermediária entre o limite da fome e o da obtenção do alimento, para que tenha certa tranqüilidade. Este estado é chamado de ponto de equilíbrio, porque representa uma posição entre o se fazer alguma coisa, no caso, alimentar-se e, ao mesmo tempo, evitar um novo choque.

É provável que você esteja se perguntando: “Mas o que isso tem a ver com medo de amar?”

Eu diria: Tudo! Muitas vezes, vemos pessoas, ou até nos vemos a nós mesmos, “tomando choque”, sem nem mesmo tocar no “prato”. Basta analisar em quantas ocasiões sentimos vontade de convidar alguém para sair, conversar, ir à praia, ou ao cinema e não fizemos nada disso temendo levar o “choque” do não! Ou ainda, quantas vezes deixamos de dizer às pessoas o quanto elas nos fazem bem e as amamos, por medo de que o sentimento não seja recíproco e com isso nos sintamos rejeitados?

Segundo o pesquisador, isso é tomar um “choque sem tocar no prato”.

O fato é que experiências dolorosas do passado podem provocar um medo terrível de novos sofrimentos. Mas o pior é que quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos estão eletrizados”, ou seja, nem todas as pessoas têm as mesmas inseguranças ou outras fraquezas que, algum dia, nos deram um “choque”.

Segundo estudos científicos, a compreensão do que sentimos, é o melhor estímulo de que precisamos para recomeçar.

Talvez, hoje, seja o dia propício para fazer uma pausa e pensar: “Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar e sobre a profundidade de meus relacionamentos?”

Amar é a primeira condição para estarmos em constante comunhão com Deus. Não temos o direito de nos privar desta vocação maravilhosa que o Senhor imprimiu em nosso coração no ato da criação.

“Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama, nasceu de Deus, e chega ao conhecimento de Deus (...) Quem não ama não conhece a Deus Porque Deus é amor.” (cf. I João 4,7)

Que o Mestre do Amor nos encoraje a irmos além do medo, e amarmos com profundidade aqueles que Ele, – em Sua infinita bondade –, aproxima de nós.
Quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos estão eletrizados”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Glórias e Insucessos

Na Terra, ninguém se encontra em clima de privilégio.

Triunfos, fortuna e saúde não significam concessões de que se pode usufruir sem o ônus da responsabilidade.

Tudo o de que se dispõe na esfera material representa um empréstimo de Deus.

O homem é um simples mordomo, que terá de dar contas de como usou o que lhe veio às mãos.

Poder, riqueza e beleza são pesados testes, face às ilusões que podem provocar.

Mas também representam a Misericórdia Divina a se movimentar em favor de todos.

Esses recursos tão precários podem ser fonte de enorme bem ao seu detentor e à coletividade, se bem empregados.

No devido tempo, cada um é chamado a desempenhar o encargo da abastança e responde pelo que faz.

O encargo costuma ser pesado, pelo condão que possui de suscitar inveja, servilismo e falsidade em torno de quem o desempenha.

Sem falar na vaidade e no orgulho que podem surgir naquele que se imagina especial por dispor momentaneamente de algumas posses.

Contudo, por dourada que pareça determinada situação, ela fatalmente passa e sempre chega o momento em que a vida física se extingue.

Somente perdura o que se fez das posses, o quanto se armazenou em bênçãos, o que se dividiu em nome do amor.

De outro lado, ninguém transita no mundo em estado de desgraça.

Solidão, pobreza, doença e limitações constituem provas redentoras.

Os que se fizeram egoístas, quando ricos, precisam vislumbrar o reverso da medalha.

Os criminosos, os defraudadores da paz alheia, todos sentem necessidade de educar o próprio íntimo, mediante experiências retificadoras.

A desgraça real é sempre o mal que se faz, nunca o que se recebe.

Insucesso social, prejuízo econômico e fatalidades são terapêuticas enérgicas da vida.

Por meio delas, são erradicados cânceres morais de que é portador o Espírito imortal.

A solidão sempre termina por se extinguir, na figura de novas pessoas que chegam.

O abandono, cedo ou tarde, desaparece e a limitação física ou intelectual invariavelmente cessa.

A pobreza também não dura muito, considerando-se a eternidade da vida que jamais se esgota.

Sob a luz do Evangelho, êxitos e fracassos costumam se apresentar em sentido oposto à interpretação humana.

Jesus foi pobre, conviveu com pecadores, exerceu trabalho humilde, foi perseguido e assassinado pelos detentores do poder transitório.

Mas ressurgiu sumamente glorioso, logo após cessar a experiência carnal que viveu por amor a todos.

Tome-O por Modelo e não se perturbe nunca.

Na glória ou na desdita, permaneça em paz interior e persevere no amor.

Ao final, quando tudo o mais tiver terminado, sua dignidade, a converter-se em luz, será o seu tesouro.

Pense nisso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Onde moram nossos sonhos?

Onde as pessoas guardam seus sonhos? Onde cada um deposita seus sonhos, desejos e planos futuros?

Não há quem não tenha os seus sonhos guardados, alimentados com o tempero dos desejos futuros, da realização daquilo que elegeu como importante e significativo.

E, nessas opções por aquilo que é significativo, está a busca pela felicidade, que todos trazem na alma.

Assim, resta entender o que se tornou significativo e importante para cada um de nós ao longo da vida. Ao conseguir responder esta pergunta, se saberá onde se tem guardados os sonhos futuros, os planos a se realizarem, o caminho para a felicidade.

Há aqueles que sonham em ganhar uma grande soma em dinheiro, imaginando aí a possibilidade de não precisar mais trabalhar e viver a vida a usufruir prazeres que o dinheiro possibilita. Então serão felizes.

Para esses é necessário perguntar se vale a pena sonhar com o dia de parar de trabalhar. Ou se melhor seria buscar o trabalho que lhes permita sonhar.

Outros sonham em poder comprar tudo que desejam. São aqueles que investem seus planos futuros na possibilidade de consumir, imaginando assim suprir seus desejos de realização íntima, sua construção da felicidade.

A esses, melhor seria perguntar se a felicidade realmente combina com o ter e o consumir.

Vê-se que, após realizado o desejo de consumo, após comprado o objeto dos sonhos, novamente lançam outro sonho e objetivo de compra, andando sempre em busca de uma felicidade que não se completa.

Outros mais tentam construir sua felicidade na realização do sonho alheio, daquilo que a sociedade, o parente, o vizinho ou a televisão diga que é importante ou é de valor.

São aqueles que escolhem o emprego pelo status social ou pelo salário. Casam-se pelas conveniências sociais ou pela beleza física para, logo mais, perceberem ser efêmeras essas opções, que se dissolvem rapidamente no tempo.

O médico e escritor Roberto Shinyashiki conta que, quando trabalhou com doentes terminais, sempre procurava conversar com eles na hora da morte.

E, para sua surpresa, a maior parte deles implorava ao médico para não deixá-los morrer, pois se haviam sacrificado a vida inteira e agora desejavam ser felizes.

Foi aí que o médico percebeu que a felicidade é feita de pequenas coisas, pois, conclui ele, ninguém, na hora da morte se arrepende por não ter aplicado o dinheiro em imóveis.

Constatamos pois que a felicidade não será a realização de um sonho, mas, mais importante do que isso, a felicidade se constituirá das opções que se faça e dos sonhos que se escolha para sonhar.

A felicidade será sempre o caminhar, o estado de espírito que se escolher e as estradas que se eleger para transitar ao longo da vida.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Amar...


Amar, para poder viver,
Para se dissipar o sem sentido de se viver por viver.
Amar por quê?
Para não adoecer, para que, ao final; possa-se dizer:
Valeu a pena, por que amar é crer.
Por que amar?
Para não se entristecer,
Para não se perder a alegria de viver.
Amar por quê?
Para poder perdoar e esquecer,
Para voltar a sorrir, para lutar e vencer.
Por que?
Para se conhecer a Deus, nosso primeiro amor, Nosso maior amor, nosso Grande amor,
Acima de todo amor, origem de todo amor,
Fim de todo amor, eternidade de amor.
Amar por quê?
Para não fenecer, para não murchar,
Para não regredir, para não desfalecer.
Amar para se lembrar e também para esquecer.
Por que amar?
Para chorar e sorrir, para plantar e colher.
Amar por quê ?
Para caminhar, para se merecer, para se enternecer.
Amar para olhar e conhecer.
Por que amar?
Amar para não morrer.
Porque os que não amam já morreram, Permaneceram mortos.
Perambularam sem saber como nem por quê.
Amar por quê?
Para confiar, para não se entregar, mas se integrar.

Amar porque Deus é amor e isso basta.
Pense nisso e tenha um bom dia

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CONFIRA AGORA A TRADUÇÃO DO DIA

A lição da Mosca


Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite...

A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater e a lutar. Aos poucos com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar voo e sair do copo.

Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido, novamente caiu num copo, desta vez cheio de água. Como pensou que já conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse.
Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:

"Tem um canudo ali, nade até lá e suba".

A mosca tenaz respondeu:
"Pode deixar que eu sei como resolver este problema."
E continuou a se debater mais e mais até que, exausta, afundou na água.

Soluções do passado, em contextos diferentes, podem transformar-se em problemas.
Se a situação se modificou, dê um jeito de mudar.

Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças ao redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão!

Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências. Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir.

É por isso que os japoneses dizem que na garupa do sucesso vem sempre o fracasso. Os dois estão tão próximos que a arrogância pelo sucesso pode levar à displicência que conduz ao fracasso.
Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação.(De: Os Donos do Futuro-Roberto Shinyashiki)

Se a única ferramenta que você conhece é o martelo, todo problema que aparece você pensa que é prego.Pense nisso...e tenha um bom dia...

O Cuidado de Deus

Todos os dias, o tempo todo, o agir de Deus é certo e constante. Ele não descansa, não se atrasa e não falha. Mesmo quando não percebemos, S...