segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, descontextualizando-as e utilizando-as em proveito próprio, enquanto nos coloca como o vilão da história. A gente acaba até ficando sem saber se nós é que não soubemos nos colocar ou se o outro é que não sabe interpretar um texto.

Infelizmente, quanto mais tentarmos provar o nosso ponto de vista, quanto mais nos explicarmos, pior ficaremos, porque quem não entende da primeira vez raramente compreenderá dali em diante. Quem se faz de bobo e de vítima jamais será capaz de assumir seus erros, de se responsabilizar por seus atos, de se colocar no lugar de alguém. Tentar fazê-los enxergar além de seu umbigo é inútil.


Na verdade, teremos que sempre ser verdadeiros e claros, com todo mundo, pois, assim, quem nos conhece de fato e gosta de nós não se abalará com as maledicências que alguém tentar espalhar sobre nossa pessoa. Temos que ter a tranquilidade de que vivemos de acordo com o que somos, sem dissimulações e meias verdades, para que a mentira alheia não nos atinja nunca, tampouco possa ser levada em conta por quem nos é importante.


Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia, quando maldiziam minhas atitudes. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é por demais precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem. Hoje, tenho a certeza de que muitas pessoas só entenderão aquilo que quiserem e da maneira que melhor lhes convier.

Não importa o que eu diga ou o que eu faça, muitas pessoas somente interpretarão minha vida de acordo com o nível de percepção delas mesmas, para que possam se justificar através dos erros que transferem ao mundo – segundo elas mesmas, elas nunca erram. Não tenho muito tempo livre, portanto, não gastarei mais energia com quem não merece. Vivamos!




*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Não tenha medo de mudar os rumos da sua vida

É muito bom o conforto que sentimos quando tudo caminha num ritmo constante, quando parece que as coisas estão andando nos trilhos, em seus devidos conformes. Quando nosso emprego está indo bem, quando filhos estão encaminhados, quando podemos tomar uma cerveja em paz no final de semana.

Pura ilusão. Quase nada podemos controlar o tempo todo, todo dia, toda hora, o tempo inteiro. Tudo pode mudar num segundo, num piscar de olhos e, quando percebermos, nada mais terá chance de ser como antes. Um acidente, um incidente, um problema financeiro, de saúde, a morte, o fim do amor – a gente cai e é obrigado a sair de onde estiver. Não há zona de conforto que seja intocável.

O mundo anda tão célere e imprevisível, que tentamos manter certa constância onde pudermos, para, ao menos, abrandar um pouco nossa ansiedade. Tudo bem manter a rotina em certos aspectos da vida, para que nossos sentidos possam se reorganizar aqui dentro, em meio aos imprevistos que chegam. O ruim é tentar controlar o mundo e resistir a todo e qualquer tipo de mudança.

Tem gente que não consegue mudar um abajur de lugar, não compra produto que não tenha determinada marca, não come se não for no restaurante X, nem bebe se não tiver a bebida Y. Não muda o tipo de blusa, de calça, de corte de cabelo. Passa as férias na mesma praia, na pousada de sempre, impreterivelmente na segunda quinzena. Fidelidade é admirável, no tocante a sentimentos, mas, no correr da vida, há que se ter variedade, mudança, avanços.

Ouse, de vez em quando. Faz tão bem. Mude a cor do cabelo, a altura do salto, o comprimento da saia. Mude o roteiro da estrada, as músicas da playlist, o livro de cabeceira. Mude por fora, mude por dentro. Prove novos sabores, assista a seriados mexicanos. Experimente novas praias, roteiros inusitados. Não tema mudar, não tenha medo do novo. Se nada é previsível, seja um pouco imprevisível também.

Acredite: surpresas libertadoras aguardam aqueles que ousam ultrapassar os limites ilusórios de sua zona de conforto.


*Marcel Camargo

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Não existe o que não podemos discutir, mas existem pessoas com quem não devemos discutir

Não há quem não sinta dificuldade em conversar sobre assuntos vários, sem que seja contrariado de forma agressiva ou sarcástica. Isso tanto em rodas de amigos quanto nas redes sociais. Muitas pessoas querem defender suas opiniões a qualquer custo, qualquer mesmo, não se importando minimamente com os sentimentos alheios, ou com a fundamentação que utilizam para sustentar o que pregam.

Opinar sobre determinadas questões requer um conhecimento mínimo do assunto. O setor educacional, por exemplo, é bombardeado por recomendações e críticas de pessoas que nunca leram um texto pedagógico na vida. Lembremos o que recentes questionamentos à necessidade de vacinação provocaram, entre muitos outros exemplos de intromissão desnecessária em questões importantes. Opiniões leigas são admissíveis em conversas de botequim; na vida real e prática, podem ser um perigo.

Além disso, é preciso ter a consciência de que, quando se emitem pontos de vista, eles nunca serão unanimidade e, por isso mesmo, encontrarão discordâncias pelo caminho. A discordância é saudável, afinal, quando conhecemos outros lados, outras visões de mundo, poderemos ampliar e melhorar ainda mais nosso entendimento, reelaborando o que sentimos e como sentimos a vida. É no confronto que crescemos, deixando de lado o que não serve e abraçando o novo, o mais coerente.

No entanto, mesmo que seja difícil haver discussões sem alguma manifestação mais efusiva, pois o calor das emoções se eleva muito nessas horas, o respeito, sobretudo, deverá permanecer. Não podemos levar para o lado pessoal questões que tratam de assuntos lá de fora, tampouco deveremos nos sentir ofendidos por discordarem de nós. A forma como reagimos quando somos contrariados e a forma como o outro reage quando discorda de nós revelam a educação – e, muitas vezes, o caráter – de ambas as partes.

Cabe-nos, enfim, evitar entrar em discussões sem serventia, com pessoas que não ouvem ninguém além de si próprias. Nosso tempo é precioso demais para gastá-lo com o que não acrescenta, não enriquece, não leva a lugar algum. Tempo não se acha no lixo. Portanto, não existem assuntos que não podem ser discutidos, mas existem pessoas com quem não devemos discutir. Jamais.

*Marcel Camargo

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Atração física não é amor!

Muita gente confunde desejo com amor, paixão com amor, apego com amor… Enfim, são tantas confusões que a paixão é muitas vezes entendida com o verbo amar.
O beijo pode de fato ser bom, a pegada arrancar suspiros, mas isso não é em si amor, o desejo faz parte do amar, mas não resume o que é de fato amor.
Amor é muito mais do que beijos, abraços, aquele friozinho na barriga, é muito mais que desejo. Mas deixe-me explicar melhor isso. O começo de um relacionamento é geralmente movido pela paixão, tudo é novidade, tudo é bom ao lado desse alguém, os abraços tornam-se calorosos, o beijo chega a pegar fogo e a gente se vê diante de tanto desejo e acha: isso é amor. Pode ser que você tenha conhecido alguém e ao sentir aquele “fogo todo” (risos) achou que estava amando. A química pode falar mais alto do que o emocional, muitas vezes, ultrapassando os limites da nossa razão e adentrando na impulsividade, na busca pela satisfação daquilo que nos consome: o desejo.
Mas isso não é amor, isso porque o amor é muito mais companheirismo e realidade do que fantasia. Amor é muito mais sereno e calmo do que aquela tempestade toda causada pela paixão.
Amar alguém vai muito além de beijos, abraços; amar alguém é amizade, respeito e cuidado. É estar ali com o outro quando ele não está bem e hoje não deseja ser tocado, não quer se aventurar em suas paixões, mas apenas quer o seu ouvido para escutar como foi o seu dia cansado. É quando o outro deseja não o seu corpo e o seu toque, mas o seu ombro amigo para chorar e dizer o quanto é difícil aguentar as pancadas da vida.
Em um relacionamento desejar o outro, admirá-lo e achá-lo interessante é sim muito importante, mas não podemos resumir isso a amor, afinal esse sentimento nobre é construído sobre bases mais sólidas como a realidade, as dificuldades e a paciência.
Por isso, quem apenas deseja não consegue suportar as tempestades do outro, não consegue driblar as dificuldades e permanecer junto. Quem apenas sente fogo não sabe ser calmaria.
Então, da mesma forma que não podemos confundir apego com amor, não podemos cair na cilada de acreditar que desejo é amor. De achar que porque o sorriso nos atrai, o olhar nos desmonta e o toque nos balança, isso é amor.
Eu costumo dizer que amar está para além das aparências e por mais que você ame o sorriso, o perfume e o jeito do outro abraçá-lo, há muito mais coisas que fazem você amar esse alguém. É saber que mesmo você vestindo com o seu pijama mais velho, toda descabelada, esse alguém ama a sua presença e continua escolhendo você, todos os dias, estando bem ou não, estando você com problemas ou não. Amor não é uma questão apenas de desejo, é uma questão de escolher todos os dias o outro. O desejo é passageiro e você pode sentir muito bem isso por outro alguém, já o amor, ah o amor, é algo singular, afinal não se ama duas pessoas ao mesmo tempo.

*Thamilly Rozendo

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Não tenha medo, tenha fé, as coisas vão dar certo!

A vida da gente oscila de uma forma assustadora: um dia, estamos sorrindo, comemorando alguma conquista e, no outro, choramos ao nos depararmos com alguém que amamos no hospital.

Rimos no final de semana com os amigos e enfrentamos um problema no trabalho na segunda, tecemos inúmeros planos e nos frustramos com a maioria.
Chega um momento, em nossas vidas, em que desanimamos tanto, que nos questionamos se tudo não passa de ilusão. Nossa fé começa a falhar e o medo tenta adentrar nossa casa a todo custo. No meio da tempestade nos perguntamos se Deus está mesmo nos ouvindo. Porque tudo tem dado tão errado ultimamente e, olha, parece que as coisas ruins vêm à tona de uma vez só, até parece que combinam.

Tenha fé, eu estou agindo. Por mais que a as coisas fujam ao nosso controle, elas continuam rigorosamente sobre o controle de Deus.
Eu não sei se o que tem tomado o seu coração é o medo da solidão, se ele precisa de amor próprio ou se você tem se sentido ultimamente um lixo, diante de tantos fracassos. Eu não sei se o seu problema reside na família, no trabalho ou nos relacionamentos.

Pode ser que todas essas áreas da sua vida estejam bagunçadas e você não vê saída para nenhuma delas, não sabe como recomeçar. Mas eu gostaria de lhe lembrar, caso o tenha esquecido por um descuido qualquer, que você não é um colecionador de derrotas, é um colecionador de histórias, de aprendizados, não importa quantos nãos você receber, quantas despedidas, fins e adeuses. Nunca se esqueça de que você é capaz de recomeçar. Não perca de vista as possibilidades tão lindas, não permita que a dor seja maior.

 Às vezes, quando a tempestade vem, os ventos são fortes demais e então a gente teme que tudo será destruído e que não iremos nos “salvar”. Mas Deus está nos dizendo: Tenha fé, eu estou agindo. Por mais que a as coisas fujam ao nosso controle, elas continuam rigorosamente sobre o controle de Deus. Ele sabe o momento certo de acalmar a tempestade, Ele é calmaria. Deus sabe o momento certo de agir, Ele é sabedoria. Deus sabe o momento certo de mudar os rumos da sua vida, Ele é o senhor do tempo. Um tempo perfeito.

Não permita que a ansiedade, o medo e as dúvidas abalem a sua paz interior. Não deixe que tempestade alguma leve embora a sua coragem e, quando não souber para onde ir, lembre-se de que, nos braços do Pai, você encontra proteção. Que ali, toda dor transforma-se em amor e toda ferida é restaurada. Lembre-se de que ali é o melhor lugar para se abrigar.

Não estamos livres das tempestades, mas também não estamos sozinhos. Nos momentos mais difíceis de sua vida, pode até parecer que esteja só, mas Deus cuida de cada detalhe, Ele está com você, sempre.
A tempestade pode ser o momento ideal para lapidar a nossa paciência, para nos dar uma fé inabalável.

Pode ser o momento ideal para as oportunidades, para nos transformar e nos fazer enxergar coisas que antes não víamos, devido ao comodismo, ao hábito, à rotina. A tempestade passa, ela vem e vai, mas o Mestre se mantém ao nosso lado todo o tempo. As coisas vão dar certo, não tenha medo, tenha fé. Confie.

*Thamilly Rozendo

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O circo só pega fogo quando damos confiança ao palhaço

Deve haver explicações fundamentadas na psicologia que expliquem o comportamento de muitos, por aí, que consiste em dar audiência para o que deveria ser ignorado. Basta percebermos adolescentes rindo das gracinhas descontextualizadas de um aluno sem limites, para que isso se torne claro. Afinal, por que tanta gente que não oferece positividade acaba se destacando?

Talvez, quando somos adolescentes, isso se justifique pelo fato de que, nessa fase, queremos ser aceitos e fazer parte d
e um grupo. Trata-se de uma idade de contestação e autodescobrimento, ou seja, o diferente, o ousado, tudo o que parece coragem nos atrai, mesmo que não seja algo que se enquadra no que é tido como desejável socialmente. Por isso é que muitos jovens chegam a admirar quem não é admirável.

No entanto, quando amadurecemos, deveríamos nos libertar dessa busca por aceitação, haja vista já não precisarmos de que aquilo que vem de fora regule o que somos dentro de nós. Mas não, existem pessoas que nunca parecem se acomodar e viver a vida sem estardalhaço, tampouco sem provocar celeuma onde estiverem. Necessitam de atenção o tempo todo e, pior, chamam para si os holofotes sendo chatos, inconvenientes.

Na verdade, às vezes, teremos que nos impor de maneira antipática, gritando nossos limites, lutando pelos nossos direitos, para que não sejamos engolidos e diminuídos pela maldade alheia. Muitos confundem solicitude com servidão, bondade com escravidão, calma com aceitação, e tentarão passar por cima de quem não oferecer resistência alguma, tratando mal, ditando ordens, inventando regras que convenham ao seu ego.

No entanto, existe quem nunca concorda com nada, quem não se dispõe a ajudar de maneira alguma, sentindo-se melhor e maior do que os demais. Contestam com agressividade, fingem brincar sendo preconceituosos, chamando a atenção para si mesmos com imaturidade e inconsequência. Parece que necessitam da discórdia e da discussão permanente para sobreviverem.

Fato é que, enquanto houver alguém dando ibope, essas pessoas manterão seu comportamento desagradável, pois seu ego estará recebendo o alimento de que precisa. Portanto, não seja plateia de programa ruim, de espetáculo inútil, de palhaço sem graça. Somente o retorno vazio é capaz de brecar comportamentos desagradáveis. A chatice morre quando ninguém mais liga para ela. Acredite: ignorar com sabedoria nos faz viver mais e melhor.


*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Algumas pessoas a gente não precisa seguir, nem no face, nem na vida

Se chegarmos ao final do dia e fizermos um balanço do tempo que perdemos com pessoas desnecessárias, ficaremos chocados. Temos tantas atribulações e compromissos a se cumprirem, tanta coisa a ser enfrentada vida afora, que deveria ser proibido parar para passar nervoso com gente desagradável. Deveria existir um modo automático na gente para isso, mas não. Cabe a nós dar importância ao que realmente importa.

Sempre acontecem coisas boas ao longo do dia, como um sorriso acolhedor, palavras de carinho, um vento suave sob o sol. Há pessoas boas por aí e perto de nós, que ajudam, aconselham, gostam de verdade, sem se negarem à reciprocidade. Pequenas bênçãos nos são concedidas, cotidianamente, desde o momento em que abrimos os olhos com saúde, de manhã, até durante nosso sono tranquilo pela madrugada.

Por outro lado, existem pessoas amargas, revoltadas, violentas e maldosas. Uma coisa é sua vida ser dura, você ficar de mau humor, mas tentar se resolver, outra coisa é ficar culpando o mundo pelas próprias misérias e agredir a quem quer que seja. Uma coisa é opinar e defender uma causa, outra coisa é ofender qualquer um que pensa de forma diferente. Muitos indivíduos perderam a noção mínima de respeito e ultrapassam quaisquer limites, para impor seu ponto de vista.

Frequentemente, vem alguém nos ofender, em nossas postagens virtuais, gratuitamente, simplesmente porque discordam do que escrevemos. É assim também nas conversas por aí, quando somos confrontados agressivamente quanto ao que pensamos, quanto aos valores que possuímos. Devemos entender que, caso não estejamos incluídos nas escolhas do outro, elas não são da nossa conta. Sem contar esse povo maldoso que, vira e mexe, fofoca e tenta derrubar o outro, sem razão plausível.

Passar raiva será inevitável, pois o mundo é diversificado e múltiplo, e acabamos nos deparando com o que não nos agrada. Portanto, necessitamos evitar, ao máximo, procurar dissabores e situações desagradáveis, pois já existe chatice gratuita o suficiente por aí. Para deixar de seguir pessoas que não nos agradam, nas redes virtuais, basta um clique. Na vida, é do mesmo jeito, basta um clique dentro da gente, limpando nosso coração e nossa alma, para seguirmos com menos peso, com menos atraso e com mais chances de alcançar a felicidade.


*Por Marcel Camargo

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Se ainda não deu certo, é porque ainda não teve um ponto final

Queremos que o tempo do mundo seja o tempo que acalme nossas dores, que nos traga as devidas respostas, que nos leve a outros países, que realize os nossos desejos, de acordo com a ansiedade que nos move. Acontece que ninguém manda no tempo; apressá-lo ou retardá-lo é impossível, a não ser em narrativas ficcionais. O melhor favor que nos fazemos, nesse sentido, é confiar nele.

A história do Coronel Sanders ilustra muito bem a máxima de que tudo tem seu tempo. Aos 65 anos, o coronel decidiu se suicidar, mas, ao escrever a carta de despedida, lembrou-se de que aquilo que mais gostava de fazer na vida era frango frito. Desistiu de se suicidar e iniciou a venda de frangos fritos, inicialmente de porta em porta. Acabou por fundar a Kentucky Fried Chicken – KFC, tornando-se um dos empresários mais bem sucedidos do mundo.

Como se vê, mesmo já tendo vivido 65 anos, o coronel ainda tinha muita coisa para realizar. Costumamos antecipar sentimentos, acontecimentos, tornando nossas expectativas as mandantes de nossa realidade, porém, a vida pede calma, paciência e, sobretudo, esperança. Quando perdemos a esperança de que algo de bom virá, acabamos perdendo, junto, muitas razões para continuar, para acreditar, para viver.

A vida é cruel, às vezes, e nos dá rasteiras memoráveis, sendo muitas delas apenas consequências de nosso comportamento ao longo do tempo. Nesses momentos, ficamos desolados e desesperançosos, como se não houvesse mais motivo algum para acreditarmos que aquilo passará. Mas passa. Tudo passa, tudo vai ficando menos dolorido, menos pungente, menos ruim. Temos que deixar para sofrer na hora certa.

Algumas perdas nos deixarão um vazio constante, como a morte de uma pessoa que amamos demais, porém, mesmo essa dor se torna menos intensa, com o passar do tempo, porque nosso instinto de sobrevivência transforma as lembranças maravilhosas que tivemos em alento para suportarmos os dias faltando um pedaço. Um pedaço crucial.

Você vai encontrar um novo amor, ou até mesmo reencontrar o amor de novo com quem ficou lá atrás. Você vai arranjar um emprego à sua altura. Você vai realizar sonhos. Você vai voltar a se perceber como alguém único e especial. Tudo isso vai passar e nem saudade você vai ter.

Ainda que não sejamos mais os mesmos, carregando em nossa alma uma ferida que teima em não cicatrizar nunca, a esperança não pode ser negligenciada para sempre. A fé no reencontro, a certeza de dias melhores, a crença em nosso verdadeiro potencial, tudo isso sempre deverá permear as temperanças de nossa jornada, para que possamos sorver com demora e lucidez os frutos doces que nos aguardam pelo caminho. Vivamos!



*Por Marcel Camargo

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Sabedoria é optar pela dor que o tempo pode curar

Em certos momentos, não podemos fugir à dor. Cabe-nos, portanto, optar pela travessia menos dolorosa, cujas feridas serão cicatrizadas com o tempo.

Como dizem, a vida é feita de escolhas, as quais fazem parte de nossos dias, desde que acordamos, até o momento em que dormimos. Muitas vezes, inclusive, não teremos opções tranquilas, pois estaremos em frente a uma encruzilhada cujos caminhos inevitavelmente carregam sofrimento, ou seja, em certos momentos, não podemos fugir à dor. Cabe-nos, portanto, optar pela travessia menos dolorosa, cujas feridas serão cicatrizadas com o tempo.

Manter um relacionamento à força ou desistir? Tentar mudar o parceiro ou aceitar que ele não muda? Continuar num emprego sem perspectivas ou partir para outra? Continuar investindo na amizade que decepciona ou cortar relações? Muitos serão os dilemas que enfrentaremos e que não nos darão nenhuma alternativa tranquila, quando teremos que enfrentar a dor, não importa qual escolha fizermos. Nesses casos, optar pelo sofrimento que certamente passará será o melhor a se fazer.

Em vez de manter um sofrimento sem fim, por medo da dor do rompimento com pessoas que não nos fazem bem algum, é melhor enfrentar alguns meses de coração machucado, que o tempo curará. Romper com um amor, com um amigo, com um trabalho, certamente será doloroso, porém, trata-se de ferimentos que os dias e meses amenizam. Por outro lado, continuar preso ao que machuca implica dor sem fim, lágrimas diárias, escuridão eterna. Para que optar por sofrer sem parar?

Escolher pelo que poderá ser superado, ainda que haja escuridão a ser enfrentada, nunca poderá ser pior do que viver uma vida de dor, lamentando o que poderia ter acontecido, caso tivéssemos a coragem de lutar pela nossa felicidade. Nós nos acostumamos a tudo e, infelizmente, também nos acostumamos com o que nos faz mal. Não podemos é nos permitir o apego ao que só acumula sofrimento dentro de nós. Isso adoece, diminui, inferioriza, anula.

Acordar, tendo um caminho dolorido a ser percorrido, mas na certeza de que tomamos a atitude certa em relação às pessoas erradas, sempre será melhor do que acordar, diariamente, sabendo que os dias que virão serão os mesmos, recheados de lágrimas e de decepções, junto a quem não muda, ao que nunca mudará. A escolha será sempre nossa e teremos que lidar com ela enquanto vivermos.

*Por Marcel Camargo

Não colecione lamentações, eternize momentos especiais

“A vida passa rapidamente, mas o tempo gasto com queixas e arrependimentos parece interminável. Não colecione lamentações, eternize momentos especiais e, assim, sempre terá a sensação de que a vida conspira a seu favor.”

Vivemos, muitas vezes, presos a amarras condicionadas a convenções e normas de comportamento que nos tolhem a liberdade necessária ao bem viver. Acumulamos estresses desnecessários e lamentamos diariamente aquilo que poderíamos fazer ou deveríamos ter feito, com a consciência intranquila, ou seja, acabamos nos sentido de maneira oposta ao que gostaríamos, mesmo após tantas privações e castrações, muitas dela infundadas. É preciso permitir-se!

Permita-se sentir o sabor dos alimentos demoradamente, mastigando e sorvendo cada mistura de gostos, desfrutando o recarregar de energias em todo o prazer que ele encerra. Ouça e aprecie a letra de uma música de que gosta, analisando-a e conscientizando-se da magia que a melodia imprime em seus sentidos.

Permita-se contemplar a natureza, o verde, ou mesmo a rusticidade do concreto à sua volta, sentindo-se parte integrante da paisagem onde transita. Feche os olhos e escute a sonoridade que permeia o silêncio interior, os movimentos voláteis que circundam sua existência na ausência de luz.

Permita-se enxergar o parceiro, sua presença enquanto pessoa, sua importância na caminhada que trilham juntos. Coloque-se no lugar do outro, para que estenda seu campo de visão além de si mesmo e compreenda sua importância como ser constituinte de um todo coletivo.

Permita-se correr riscos, em nome do amor, da amizade, de si mesmo. Esqueça o estabelecido, o hegemônico, tudo aquilo que lhe ensinaram. Arrisque-se e assuma seus erros. Reveja conceitos e atitudes, evoluindo o fluxo de suas ideias e pensamentos, em consonância com o célere movimento da história e da vida.

Permita-se perdoar a si mesmo, redimindo-se dos pecados imaginários que carrega inutilmente nos ombros e que emperram seu caminhar, estagnando sua evolução pessoal. Renda-se e desmorone, cedendo, quando em vez, às suas fraquezas e aos instantes em que elas momentaneamente vencem, para que se afastem fantasmas criados por você mesmo. Levite os sentidos, torne-se mais leve. Ria, gargalhe, na rua, no trabalho, no bar da esquina, onde der vontade.

Permita-se desejar a quem lhe acelera o coração, sem preconceitos, julgamentos, desde que não machuque ninguém pelo caminho. Guie-se, quando preciso, pela atração, pela química, pela libido, acalmando o fogo que não se abranda por meio do sufocamento de desejos. Acorde seus sonhos, traga-os à vida real, compartilhando-os com quem acredita em seu potencial, naquilo que você é.

Permita-se entregar-se à paixão que lhe rouba os sentidos, que lhe incendeia os poros e lhe furta o respirar, nem que seja alguém com quem quebrará a cara, pois assim aprenderá, ainda que dolorosamente, que os instantes de gozo não bastam para preencher os sonhos de uma vida toda.


Permita-se viver, permita-se respirar tranquilamente. Arrepender-se do que nem chegou a ser feito traz tão somente frustração, mas arrepender-se do que se tentou fazer traz coragem e aprendizado. A vida passa rapidamente, mas o tempo gasto com queixas e arrependimentos parece interminável. Não colecione lamentações, eternize momentos especiais e, assim, sempre terá a sensação de que a vida conspira a seu favor. Assim, sempre terá a sensação de que é feliz – e, na verdade, então estará realmente sendo feliz.


*Por Marcel Camargo

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, desconte...