segunda-feira, 30 de abril de 2018

A vaidade e o orgulho que ainda existem em nós

Todos gostamos de ser tratados com educação, respeito, boa vontade. Temos o entendimento de que também precisamos dispensar às pessoas o mesmo trato que gostaríamos de receber, a forma respeitosa no falar e a boa vontade no agir.

Claro que tudo isso não se confunde com a formalidade. Antes uma abordagem informal, mas sincera e com um ânimo positivo, a um tratamento formal e rude, portentoso nas palavras, mas com pouca intenção de ajudar e quase nenhuma disposição em realizar.

Sabemos disso. Sabemos também que, se quisermos realmente ajudar, precisamos entender as limitações do outro, simplificar o vocabulário, ter a humildade de nos colocarmos no lugar daquele que requer a nossa atenção. Simplificar, descer do salto com categoria, entendendo que às vezes é preciso ser menos para conseguir o mais.

Educação, respeito, boa vontade e simplicidade sem olhar a quem e da maneira como a situação exigir. Trata-se de um passo importante em nossa caminhada e a maioria de nós entende, perfeitamente, os valores de que estamos tratando.

O problema ocorre quando alguém quebra a regra e, não por coincidência do destino, somos a “vítima” do orgulho e menosprezo alheio.

Sentimentos inferiores são descobertos e aflorados em nós quando somos tratados com excesso de formalidade, sem boa intenção por parte de nosso interlocutor, quando alguém nos fala sem uma real vontade de nos ajudar, mesmo que tenhamos total razão naquilo que precisamos, quando somos estereotipados em torno de algum pré-julgamento que o outro nos faça, relacionado a algum dado exterior e sem importância que carregamos, mas não condizente com aquilo que somos, ferindo a nossa autoestima e maculando a nossa vaidade. Sim, a nossa vaidade.

Ficamos perplexos, com raiva, mas, na verdade, e pensando bem, não deveríamos ficar. Intimamente, sentimo-nos feridos naquilo que acreditamos possuir de mais íntegro, a nossa bela imagem perante nós mesmos e perante os demais, que foi invadida e usurpada por um alguém qualquer que mal nos conhece de fato.

Peraí, você sabe com quem está falando? É o que pensamos de maneira consciente ou inconsciente. Sabe quem eu sou? Quanto eu precisei passar, quanto eu me esforcei para chegar até aqui? E quem é você para me tratar assim, para me pré-julgar dessa forma? Esse tipo de sentimento negativo nos invade a alma, incitando-nos a uma autodefesa desnecessária. Afinal, quem é rei não perde a majestade, estando ou não na posse da coroa, independentemente dos títulos que conquistamos e do olhar julgador do outro.

Ao invés de cultivarmos a raiva que nos foi desencadeada ou, então, de nos sentirmos diminuídos perante a reprovação implícita no julgamento alheio, deveríamos analisar o motivo que nos levou a ter sentimentos tão desproporcionais. Não vale colocar a culpa no pretenso agressor. Sem dúvida, ele foi apenas o instrumento que o destino colocou em nosso caminho, e não por acaso, para que pudéssemos avaliar melhor os nossos próprios sentimentos e vibrações. Um instrumento para testar a força de nosso ego que nos impede de alçar voos mais largos em direção ao infinito.

Um ego vaidoso e orgulhoso que não admite a contrariedade a nossos desejos e à forma como queremos ser vistos pela sociedade. Talvez o olhar do outro seja apenas o reflexo de nós mesmos, alertando-nos sobre a excessiva vaidade que ainda carregamos e que não admite diminuição. Afinal, a dor que sentimos sempre possui uma causa. A raiva é apenas um sintoma, mostrando que algo em nós precisa melhorar.

O sentimento negativo ou pré-julgamento do outro é um problema dele. A nós cabe, tão somente, a mudança.

Há de se eliminar a vaidade nossa de cada dia, luta árdua interior de cada um de nós, antes que esse sentimento pernicioso contamine os espaços onde frequentamos, tornando os ambientes palco de brigas infinitas, todos inflamados com o seu próprio ego, situação infelizmente muito comum nos tempos hodiernos.

*Por Regiane Reis


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Use o cérebro antes de usar a língua

Mais do que falar, devemos saber o que, quando, como e com quem falar; caso contrário, as palavras soarão apenas como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador, pois o silêncio quase nunca erra.

A sabedoria popular já nos aconselha que a palavra é prata e o silêncio é ouro, não à toa. Saber o momento certo para nos expressarmos, bem como usando as palavras mais adequadas, é uma das melhores formas de não entrarmos em discussões desnecessárias e de evitarmos magoar as pessoas. Além disso, o fato de termos uma opinião formada não quer dizer que estamos certos.

A comunicação humana realmente é muito complexa, pois envolve pontos de vista distintos, às vezes semelhantes, muitas vezes dissonantes. Cada um de nós possui as próprias formas de pensar e de sentir as coisas, pois cada pessoa passa por lugares diferentes, vem de onde o outro nem imagina, passa por situações que moldaram sua visão de mundo de forma singular.

Por isso é que não devemos esperar que o outro tenha as mesmas reações que as nossas ou se comporte conforme aquilo que esperamos. Por isso é que não podemos achar que sabemos exatamente o que o outro precisa ouvir naquele momento, que estaremos o ajudando quando opinarmos ou darmos conselhos. Muitas vezes, não queremos ouvir nada de ninguém, nem estamos prontos para receber alguma coisa – queremos paz e silêncio.

É preciso perceber que existem momentos em que não adianta tentar conversar, tampouco seremos ouvidos. Da mesma forma, devemos ter noção do nosso grau de intimidade com a pessoa a quem queremos expressar nossas opiniões, pois estaremos sendo invasivos, indelicados e desagradáveis, caso não sejamos próximos o bastante. Afinal, quem somos nós, para falar o que quisermos para quem quisermos?

E, mesmo que se trate de alguém com quem tenhamos uma relação forte e constituída, não podemos supor que possuímos um passe livre para adentrar na vida dele quando e como quisermos. Com amigos, familiares e parceiros, temos ainda uma obrigação maior de saber até onde podemos ir, com quais palavras devemos entrar e o momento certo de agir e de falar.

Ninguém é obrigado a ouvir o que não quiser, a não ser em situações específicas, como nas orientações no trabalho, nas correções que os pais fazem, na escola. Mesmo assim, a maneira como as coisas são ditas fazem toda a diferença na receptividade do ouvinte. Grosserias são automaticamente repelidas por quem as recebe e, na maioria das vezes, devolvidas no mesmo ritmo ofensivo.

É preciso, portanto, muita ponderação e discernimento no trato com as pessoas, principalmente quando elas estão passando por situações difíceis e desagradáveis, pois nem sempre estarão abertas ao diálogo. Mais do que falar, devemos saber o que, quando, como e com quem falar, caso contrário, as palavras soarão simplesmente como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador, que quase nunca erra. Silêncio raramente é sinal de burrice: use e abuse.


*POR MARCEL CAMARGO


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Aceitar para tudo fluir

Todos nós somos resistentes em aceitar situações ou pessoas que não estão dentro das nossas expectativas. Queremos que tudo aconteça no tempo e nas condições que desejamos. Ficamos nos envenenando com o “não aceito”, gerando sofrimento com a nossa resistência e travando tudo que deveria fluir naturalmente em seu percurso.

Precisamos entender que aceitar uma situação como ela se apresenta não é se acomodar à mesma, mas sim buscar entender que tudo tem o seu tempo, e tudo é como tem que ser. Se agimos com todas as possibilidades para que tal situação se apresentasse de uma maneira, e a mesma está em outra, de nada nos adiantará a não aceitação, pois isso não a mudará, uma vez que sobre ela descarregamos toda uma tensão, uma resistência contra a sua natureza do momento.

Aceitar é entender que a mesma existe, em um ponto que não é o desejado, que faremos o que for necessário quando possível, sem criar expectativas e sim tendo paciência em sua manifestação natural.

Imaginemos como exemplo uma situação em que fomos dispensados do emprego, em um momento que por nos sentirmos seguros nele, financiamos uma casa, carro ou qualquer outra coisa, e certamente se não encontrarmos em seguida outra colocação, vamos passar talvez alguns apuros. Nos envolvermos em um véu de indignação e revolta, não aceitando a situação, não a mudará em absolutamente nada. Primeiro temos que aceitar que estamos desempregados, segundo faremos o possível para mudar a situação buscando novas colocações, economizando e até renegociando contas, terceiro vamos esperar sem ansiedade que os resultados se apresentem em seu tempo. Bater a cabeça na parede com o “não aceito”, isso tem que mudar “agora”, só tornará a situação mais crítica.

Aceitar é parar com a luta interna, de posse de tudo ao nosso tempo e a nossa maneira
Este é um mecanismo sabotador da nossa tranqüilidade e conquista. Precisamos manter a atenção no objetivo, manter o foco, mas sem a ansiedade de que tem que ser. A vida em si não se esforça nem resiste a nada e acontece em perfeita harmonia, cada coisa em seu tempo. Aceitar é entregar-se para um novo momento, entendendo que na vida nada é imutável, permanente. Resistir a isso é bloquear o fluxo natural das coisas.

Quando começamos a agir com leveza, tudo flui, e sempre para uma condição melhor. É a vida fazendo a sua parte perfeita. Quando não ficamos nos perguntando: “porque isso está acontecendo comigo”, ou “eu não planejei assim”, e simplesmente aceitamos que não temos o controle da vida, então estamos na liberdade de “aceitação”, e experimentaremos a beleza natural do fluxo da vida.

Do livro “O Poder do Agora” de Eckhart Tolle, deixo este trecho para reflexão. “A vida é agora. Nunca houve um momento em que a sua vida não foi agora, nem nunca haverá. Seja qual for o conteúdo do momento presente, aceite-o como se você o tivesse escolhido. Sempre trabalhe com ele, não contra ele. Torne-o seu amigo e aliado, não seu inimigo. Isso vai milagrosamente transformar toda a sua vida.”

*Por Gil Epifânia


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.

É possível separar-se de alguém com respeito e com ternura.

É possível um divórcio verdadeiramente amigável.

Mas para isso é preciso que as duas pessoas envolvidas no processo de desfazer um laço de intimidade tenham amadurecido o suficiente para conhecer a si mesmas.

Caminhamos lado a lado com algumas pessoas em alguns momentos da vida.

Minha professora de hatha ioga, Walkiria Leitão, comentou em uma de nossas aulas:

“A vida é como atravessar uma ponte. Nem sempre as pessoas com quem iniciamos a travessia são as mesmas que nos cercam agora ou com quem chegaremos do outro lado. Mas sempre há alguém por perto. Nunca estamos sós.”

O medo da solidão, muitas vezes, faz com que as pessoas suportem o insuportável. Ou se lamentem após uma separação, apegadas até mesmo ao conflito conhecido.

Ainda há mulheres que sofrem violências morais e até mesmo físicas de seus companheiros ou companheiras.

Ainda há homens que sofrem violências morais e até mesmo físicas de suas companheiras ou companheiros.

Como dar limites? Como conhecer esses limites?

Quando os limites são desrespeitados, as dificuldades começam. Dificuldades que podem levar à separação e ao divórcio. Dificuldades que podem levar ao sofrimento filhos e filhas, animais de estimação, amigos, familiares.

Caminhamos lado a lado.

Ou não.

Quando nos afastamos e nos distanciamos, nunca é repentino.

Um processo que, se desenvolvermos a clara percepção da realidade do assim como é, poderemos prever, antecipar e até mesmo alterar o desenvolvimento do processo.

Entretanto, se não conseguirmos antever o que já acontece, se colocarmos lentes fantasiosas sobre a realidade, poderemos nos desiludir e nos sentirmos traídos na confiança mais íntima do ser.

Professor Hermógenes, um dos pioneiros do yoga no Brasil, fala sobre a criação de uma nova religião chamada “desilusionismo”:

“Cada vez que temos uma desilusão estamos mais perto da verdade, por isso agradecemos.”

Se você teve uma desilusão é porque não estava em plena atenção. Mas não fique com raiva nem de você nem da outra pessoa.

Nada é fixo. Nada é permanente.

Saber abrir mão, desapegar-se – até da maneira como tem vivido – é abrir novas possibilidades para todos.

Por que sofrer? Por que manter relações estagnadas ou de conflito permanente? Ou como transformar essas relações e dar vida nova ao relacionamento?

Apreciar e compreender a vida em cada instante é uma arte a ser praticada.

Separar-se dói, confunde, mexe com sonhos e estruturas básicas de relacionamentos.

Separação pode ser também uma bênção, uma libertação de uma fantasia, de uma ilusão.

Observe em profundidade.

Será que ainda é possível restaurar o vaso antigo?

No Japão, as peças restauradas são mais valiosas do que as novas. Tem história, emoção, sentimento.

Cuidado com o eu menor.

Cuidado com sentimentos de rancor, raiva, vingança.

Esse sentimentos destroem você, mais do que as outras pessoas.

Desenvolva a mente de sabedoria e de compaixão.

Queira o bem de todos os seres. Isso inclui você.

Cuide-se bem e aprecie a sua vida – assim como é –, renovando-se a cada instante e abrindo portais para o desconhecido, o novo – que pode ser antigo, mas novo a cada instante.

Mantenha viva a chama do amor incondicional e saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.

Esse o princípio de uma cultura de paz e de não violência ativa.

Que assim seja, para o bem de todos os seres.

Mãos em prece!


*Por A Grande Arte De Ser Feliz

terça-feira, 24 de abril de 2018

Nem todo mundo se importa, a maioria só está mesmo curiosa

Depois de um tempo, a gente passa a perceber que não são todas as pessoas que se importam de fato conosco. A maioria só está mesmo curiosa. Comparam as suas vitórias e derrotas e acham que a vida é uma grande competição.

Não há nada mais triste que travar um combate de valores e potenciais que não seja aquele consigo mesmo. É sempre bom saber que a vida opera de forma abundante e ilimitada, por isso penso que é um grande descaso levar a vida no estilo migalhas.

Não observar a si próprio é andar num terreno desconhecido. É ser como um balde vazio quando há uma inundação de potencialidade por dentro. Baldes vazios fazem barulho, caem por si quando transportados, não sabem que para serem plenos é preciso se encherem dos próprios talentos.

Ignoram quem são e por isso não se beneficiam da própria fonte. Não há uso das próprias qualidades, porque o que o outro faz ou realiza é sempre maior e mais interessante.

A inveja atrai olhares que não são de louvores. É a curva negativa que afugenta qualquer tentativa de admiração. Ela é a prima má que só sabe reparar e não se inspirar. Sim, e tem gente que torce mesmo pelo fracasso alheio.

Nem sempre nos agradamos com nossas próprias escolhas e realizações, imagina então agradar aos demais? Há também aqueles que não gostam nem de si mesmos, imagina gostar do outro?

Não há como fugir das críticas e as escolhas não devem depender delas pois sempre haverão pontos de vista limitados. É a jornada de cada um. Nem todos despertam ao mesmo tempo para algo maior. O aprendizado acontece, cedo ou tarde, você querendo ou não.

Nesse caminho sinuoso, devemos seguir o nosso coração sem deixar se abalar pelo o que o outro pensa ou quer de nós. É melhor viver em liberdade que morrer sendo modelo de vida ou um alguém que não nós mesmos; Acreditar em si não necessita de aprovação alheia. Há um mestre sábio dentro de cada um de nós.

*Por Anieli Talon

segunda-feira, 23 de abril de 2018

O conto budista que nos ensina a ignorar quem nos machuca

Estamos tão acostumados a reagir por impulso quando alguém nos machuca, que acabamos envenenando o nosso dia ou, às vezes, a nossa vida. Este conto budista nos mostra que muitas vezes nossa felicidade pode depender da nossa capacidade de ignorar aqueles que nos prejudicam.

Quantas vezes nos sentimos ofendidos, tristes, irritados com o comportamento dos outros? Estas reações são comuns e fazem parte do comportamento normal do ser humano. O problema surge quando os sentimentos negativos começam a aflorar e acabam nos desgastando.

Aprender a ignorar uma pessoa tóxica não é simples, mas envolve uma profunda mudança de atitude. Devemos aprender a abrir a mente e a ver as coisas sob um outro ponto de vista. Nesse sentido, falaremos da “aceitação radical”, uma técnica desenvolvida pela psicóloga Marsha M. Linehan da Universidade de Washington.

Do que se trata a aceitação radical?

Trata-se de aceitar algo sem julgamentos. Vamos dar um exemplo: quando alguém nos irrita com suas palavras ou com seus gestos, é porque nós mesmos esperamos determinados comportamentos daquele alguém, e rejeitamos um comportamento diverso daquele que tínhamos imaginado.

Segundo Linehan, essa rejeição alimenta a frustração, o ressentimento, o ódio ou a tristeza e, ao contrário, quando se pratica a aceitação radical, se aceita simplesmente o que quer que tenha acontecido, sem entrar no julgamento do mérito. A distância psicológica cria uma espécie de escudo e garante que, em uma ou em outra situação, não sejamos emocionalmente prejudicados.

Para ser feliz, é preciso ignorar

Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer uma palavra, cuspiu-lhe em seu rosto. Seus discípulos ficaram super bravos.

Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:

– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!

Buda se enxugou calmamente e respondeu a Ananda:

– Não. Vou falar eu com ele.

E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda disse ao homem:

– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos muito gratos!

Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.

Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos seus pés. Então o Buda se voltou para Ananda:

– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser explicado em palavras.

O homem olhou para o Buda e disse:

– Perdoe-me pelo que fiz com você ontem.

O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e explicou-lhe:

– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu, está agora aqui. Não vejo ninguém tão bravo quanto a ele. Agora você não é mais o mesmo homem de ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa te perdoar. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe, já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.

O que Buda nos ensina com essa história?

A pessoa sincera e justa não tem motivos para reagir às ofensas porque estas provêm da imagem que uma mente distorcida pode ter, e não da realidade dos fatos. Então, se alguém se comportar mal com você, não deixe sua atitude alterar seu equilíbrio psicológico. Isso só prejudica você e à quem você dá muita importância.

Buda então nos ensina que as coisas podem mudar rapidamente, e também que devemos ter inteligência para compreender isso. Às vezes, passam-se meses antes das desculpas chegarem (se é que chegam), mas o mestre nos diz que não há motivo para levar a mal algo que, tendo passado, no presente já não existe mais.

*A Grande Arte De Ser Feliz


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Às vezes achamos que a vida diz “não”, mas diz apenas “espere”

Às vezes achamos que a vida nos nega aquilo que queremos quando na realidade está dizendo apenas “Espere, tudo tem sua hora”. É difícil para nós aceitar que cada situação e cada acontecimento tem seu tempo e que não há motivo para o mundo se curvar ao nosso ritmo.

Crescemos normalmente com a crença interior que o normal é pensar “quero isso e quero agora, não quero esperar mais”. Então, quando vemos que na realidade o que queremos não chega quando nós queremos, nos damos conta que cada desejo tem seu tempo e a única coisa que conseguimos tendo pressa é criar ilusões e expectativas.

Devemos nos esforçar para viver no aqui e agora, para fomentar nossa capacidade de espera e o dom da paciência, pois ela nos ajudará a aproveitar a vida como ela é.

A questão é investir esforço para correr atrás até colhermos o sucesso, até que nossos objetivos, metas e desejos sejam alcançados. Só fracassando, caindo e nos levantando podemos saborear aquilo que desejamos e parece nunca chegar.

O mesmo se passa com o amor, que nunca chega quando estamos procurando, mas sim quando menos esperamos. Isso é algo que não entendemos e que pode nos desesperar até o limite. De fato, quando desejamos o amor e este não aparece, acabamos achando que a culpa é nossa e que não merecemos o amor.

Espere: tudo passa, tudo chega e tudo muda

Na verdade internalizar algo assim como “espere, tudo tem sua hora”, requer que façamos um grande exercício de autocontrole. Ou seja, se alguém nos coloca diante de uma situação e sabemos exatamente o desfecho que desejamos dela, para esperar que esse desfecho aconteça devemos tentar nos focar em outros pontos para não darmos tanta atenção à espera em si.

Ou seja, usar estratégias de autocontrole que nos permitam ser capazes de reprimir a tentação de atropelar a ordem das coisas e tentar adiantar algum acontecimento. Isso é tentador. Em um experimento realizado nos anos 60 pelo psicólogo Walter Mischel da Universidade de Columbia, crianças eram colocadas em frente a doces e avisadas de que se esperassem um minuto sem comer o doce, ganhariam outro doce e então poderiam comer os dois.

Algumas estratégias usadas pelas crianças que não comeram o doce no primeiro muito foram dançar, cantar, virar para o outro lado, distrair-se com outras coisas. Posteriormente, acompanhando a vida dessas crianças, notou-se que as que não comeram o doce e tinham maior capacidade de controlar os impulsos na infância mantiveram essa capacidade na vida adulta.

A capacidade de espera e autocontrole começam a se desenvolver desde que nascemos, fazendo-se mais presente partir dos 4-5 anos.

Agora, saindo das metáforas, podemos perceber que buscar recompensas é algo que fazemos diariamente (por exemplo, vamos trabalhar para ganhar um salário no fim do mês). A luta entre nossos desejos e o autocontrole (entre a gratificação instantânea e a que demora) resulta em um grande aprendizado emocional desde que somos pequenos.

Dar tempo ao tempo ajuda a tolerar a frustração

Às vezes os acontecimentos gratificantes demoram e nossa impaciência pode chegar a romper o fluxo das circunstâncias, em outras palavras, chegar a derrubar os muros que já tínhamos construído para nosso castelo.

Aquilo que realmente vale a pena requer um grande esforço e uma enorme capacidade de espera e sacrifício que, de vez em quando, nos derrota emocional e fisicamente. Não conseguimos entender por que não chega logo nosso pequeno momento de glória e somos derrubados diante da incerteza.

De qualquer modo, isso leva a grande aprendizados emocionais que, na maior parte das vezes, não percebemos:

Aquilo que realmente valorizamos é o que colocamos alma e coração; ou seja, o que requer esforço e vontade.

Nada melhora se não nos movermos para tal. A responsabilidade e a constância com nossos objetivos são as únicas maneiras de conseguir aquilo que queremos.
Na vida, cada um deve ser o capitão de seu próprio veleiro, pois se não dirige você mesmo, não chegará nunca a um bom porto e ficará navegando perdido em alto mar durante grande parte de sua existência.

É muito importante tentar sempre melhorar a partir do que já somos em direção ao que queremos e o que outras pessoas mais experientes nos contam. Não é preciso que façamos tudo bem, não existe perfeição. Durante toda espera podem acontecer grandes coisas.
Tudo chega, mas o tempo nunca mais volta.

Se finalmente aquilo que queremos acontece, devemos ser conscientes de que nada do que acontece é um erro. Cada decisão, em cada momento em que foi tomada, e cada sentimento no instante que é gerado em nós, tudo isso é adequado ao momento.

Por isso é importante que não desistamos de entender o sentido de cada coisa que nos ocorre, pois como disse Victor Frankl “A vida é potencialmente significativa até o último momento, até o último suspiro, graças ao fato de que é possível extrair significados até do sofrimento”.

*Por A Grande Arte De Ser Feliz


quinta-feira, 19 de abril de 2018

“Quem foi que disse que beijar na boca é declaração de amor? ”

Na vida a gente só sabe que ama alguém, a gente só tem o direito de dizer que amamos depois de ter dito infinitas vezes a este mesmo alguém a frase… EU PERDOO VOCÊ. Porque na verdade a gente só sabe que ama é depois de ter tido necessidade de perdoar. Antes do perdão a gente pode até ter admiração por alguém.

Mas admirar alguém ainda não é amar. Porque admiração não nos leva dar a vida pelo outro. Admiração e uma situação superficial. Quase que externa. Admiro a pessoa, mas amo só depois de ter olhado nos olhos, saber que errou, que não fez nada certo e mesmo assim continuo dizendo… Não sei viver sem você! Apesar de ter errado tanto, continua sendo especial para mim.

A gente sabe que ama as pessoas é assim. Depois de ter feito o exercício de ter olhado nos olhos no momento em que ela não merece ser olhada. E descobrir ainda alí uma chance… Ainda não acabou! Coisa boa na vida é a gente encontrar pessoas que nos trate assim. Com esse nível de verdade! Gente que nos conhece de verdade! Que já foi capaz de conhecer todas as nossas qualidades.

Mas também todos os nossos defeitos. Porque não somos só qualidades. Temos um monte de defeitos. E só nos sentimos amados depois que o outro sabe dos nossos defeitos e mesmo assim continua acreditando! Muitas vezes o nosso amor humano não é assim. A gente ama o outro por aquilo que faz de certo ou bom.

E às vezes até elegemos os amigos assim. Ele é bom pra mim, e o dia que deixa de ser? Deixa de ser amigo? No dia que falhou, no dia que errou, no dia que esqueceu, no dia que não conseguiu acertar? Continua tendo valor? Ou só ama aqueles que lhe conseguem fazer o bem? Jesus disse que não há mérito nenhum em amar os que nos amam. O mérito está em amar mesmo quando ele não merece ser amado.

É um grande desafio! É isso que o cristão acredita. É isso que nós devemos experimentar. Um amor que nós não merecemos. Nos ama porque temos algum significado. Não há descanso maior para o nosso coração do que encontrar alguém nos ama assim. Leve para sua vida SOMENTE as pessoas que te amam assim… Com essa capacidade de olhar nos teus olhos, quando você não consegue fazer nada de certo.

Mesmo assim continua sendo teu amigo. Continua acreditando em você. Deixe entrar na sua vida somente pessoas que amam assim. Pessoas que querem te fazer melhor. Porque gente que nos diminuem já está cheios. Amigos de verdade são aqueles que nos desafiam. São aqueles que no momento em que nós estamos na lama nos olham nos olhos e nos diz… Você não foi feito para isso.

Amigo de verdade é aquele que nos olha nos olhos e nos coloca para sermos mais. Namorado de verdade é aquele que te olha nos olhos e te respeita como mulher. Que te acha linda! Mas que te respeita! Porque sabe que és um coração, muito mais que ser abraçado ou tocado é um coração que merece ser amado! O amor vem antes do toque. Quem disse que beijar na boca é declaração de amor.

Pode ser até uma das demonstrações, mas o coração se sente muito mais amado no momento em que você é olhado de um jeito certo do que ser beijado de qualquer jeito. Não são poucas as vezes que você beija, beija, beija; Abraça, abraça, abraça; Transa, transa, transa; e mesmo assim continua sozinho! Porque um homem deitado do lado da cama, não é garantia de companhia.

Nem uma mulher deitada na cama é garantia de que estamos acompanhados. Há sofrimento muito profundo, nos corações que se banalizam. Há muito sofrimento nos corações que se prostituem. Porque sentem a sensação de que estão utilizadas, de que viraram uma praça pública onde outros passam e jogam o lixo. Não ser o é que temos um discurso moralista…Mas cuide para não sentir um vazio…

Por isso que antes de entrar na vida de alguém, olha bem nos olhos dessa pessoa e tente fazer que ela descubra que você a ama, somente com o olhar. Olhe de um jeito que ela se sinta amada. E se você olhar do jeito certo, não precia ter ciúme. Porque a mulher que for olhada do jeito certo, nunca mais que encontrar outro olhar.

O homem que for olhado do jeito certo nunca mais vai querer um outro olhar. É o momento de segurar as mãos e dizer… Eu estou aqui do seu lado. E quero ser para você aquilo que te falta. Quero ser um amigo quando precisares de um amigo. Quero ser um irmão na hora que precisares de um irmão. E até mesmo um pai, uma mãe, no momento em que precisares… Casamentos muitas vezes não dão certo porque tem vezes na vida que as pessoas vão embora aos poucos…

Está ali do lado todo dia, mas já foi embora muito tempo. Começa a ir embora o amante. Depois vai embora o amigo. E quando vai embora o amigo não existe mais casamento… Já não existe mais companheirismo. Já não existe mais amizade. Já não existe mais respeito. E todos nós gostaríamos de ter um lar que durasse. Todos nós gostaríamos de ter pais que se amassem. Que se respeitassem. Que ficassem do nosso lado, nos dando a mão quando tivéssemos a sensação de que estamos vazios.

*Padre Fábio de Melo



quarta-feira, 18 de abril de 2018

Machado de Assis já dizia: “Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu ás mãos lhe há de ir.”

A frase é do livro “Dom Casmurro” de Machado de Assis. Livro que você, provavelmente, já leu e que conhece bem o enredo, as personagens e questionamentos que o autor levanta a respeito dos sentimentos humanos. Já o título é autoexplicativo mas, mesmo assim, precisamos conversar sobre ele.

Desde crianças nos ensinaram que “na hora certa tudo acontece…” e, comprovadamente, acontece mesmo! Todos nós conhecemos histórias de amor que mais parecem um conto de fadas do que um encontro casual e é isso que faz o sentimento algo tão nobre.

O grande problema que envolve as grandes decepções amorosas, é a péssima mania que temos de “ajudar” o destino. Somos impacientes, imediatistas. Queremos tudo para ontem e não sabemos esperar. Porém, o amor exige calmaria, paz e tempo para acontecer e, assim como a borboleta só sai do casulo quando está pronta para voar, o amor só aparece quando estamos maduros para merecê-lo.

Não é fácil esperar, nunca foi. Amor exige tempo e eu sei o peso dessa palavra para quem já está cansado de sofrer. É difícil entender que o tempo que habita em nós não é o mesmo das coisas. Demoramos para compreender que a vida segue o próprio roteiro e tentamos, a todo custo, tomar as rédeas da própria vida. Em partes, isso é possível. Em partes, não! Nos momentos solitários é preciso entender que a solidão que nos machuca é a mesma que nos impulsiona ao autoconhecimento.

Tudo, absolutamente tudo, acontece como deve acontecer e de uma forma que não sabemos. Dessa surpresa é feita a vida. Do inesperado. Das possibilidades que cada dia oferece, sem que possamos ver ou interferir. Machado de Assis dizia que “O esperado nos mantém fortes, firmes e em pé. O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeços”.

Não existe essa de “pessoa certa na hora errada”. Inventamos isso para justificar nossas escolhas erradas e para tentar convencer a própria consciência de que a culpa não é nossa, é da vida. O que existe é a pessoa certa, na hora certa e no local certo.

João Guimarães Rosa, no conto “O espelho”, do livro ‘Primeiras estórias’, afirmava que “quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo” e acredito que, em nossa vida sentimental, seja bem assim. Não sabemos se vamos conhecer o amor das nossas vidas na fila do pão, na porta da nossa casa ou no casamento da amiga, mas sabemos que, um dia, ele acontecerá.

Por hoje, simplesmente, pare de procurar pelo amor. Isso mesmo, pare! Pare de colocar, em cada beijo, as expectativas de um amor eterno. Pare de implorar atenção de quem nunca quis você. Pare de ligar. Pare de achar que sua felicidade está nas mãos do outro.

O amor da sua vida não está em toda esquina, no fundo de um copo de bebida, nem em uma pista de dança. O amor da sua vida irá chegar de repente, quando você estiver distraído e quando já tiver dito, milhões de vezes, que “não acredita mais no amor”.

Tranquilize-se e deixe o amor te encontrar. O que está destinado a você, a vida se encarrega de trazer.


*por Pamela Camocardi



terça-feira, 17 de abril de 2018

7 maneiras de vivermos felizes para sempre - O famoso “Felizes para Sempre”

Os seres humanos adoram histórias. Principalmente por elas traduzirem muitas coisas que sentimos internamente e não sabemos expressar externamente, fazendo com que aquela história que ouvimos pareça “ter sido escrita para nós”. Talvez não, talvez sim… Mas como então vivermos o famoso “Felizes para Sempre”?

As histórias têm o poder de mostrar de maneira ilustrativa e metafórica situações reais, para que fiquem mais leves e simples de entendermos. E isso faz uma grande diferença para nós. Entretanto, já vimos o famoso “Felizes Para Sempre” acontecer de diversas formas, mas não sabemos como chegar lá e nem por onde começar.

Pegando carona nas histórias, elegemos 7 maneiras de sermos felizes para sempre, para praticarmos em nossas vidas, diminuirmos o sofrimento e alcançarmos a plena felicidade todos os dias. Acompanhe!

01. Pare de reclamar agora!

Existe história feliz em que o mocinho reclama de tudo e coloca a culpa dos problemas de sua vida em todas as pessoas ao seu redor? Pois é. Temos um hábito / costume triste de reclamar muito, seja de pequenas coisas ou grandes acontecimentos em nossas vidas. Reclamamos do frio. Reclamamos do calor. Reclamamos de um amigo ou conhecido. Reclamamos por não sermos amados. E assim, nossa vida atrai cada vez mais reclamações, como se fossemos a “vítima” da história, vivendo um conto em que estamos distantes de nosso final feliz.

Mas voltando ao mocinho, toda dificuldade é enfrentada com coragem, com positividade e vontade de fazer acontecer. Controlar nossas emoções para que elas não sabotem nossa felicidade é um ótimo primeiro passo. E isso se faz com muita prática!

Portanto, visualize tudo o que você reclama hoje e diminua essas reclamações, até possivelmente parar de vez. Parar de reclamar aumenta nossa felicidade, pois trocamos o foco do negativo (reclamação) para o positivo (felicidade).

02. Realinhe suas motivações

Depois de parar de reclamar, podemos realinhar quais os motivos para realizarmos tudo o que fazemos em nossas vidas. Motivação vem de “motivar uma ação”. Portanto, quanto mais profundas forem nossas motivações, com mais convicção e vontade faremos tudo acontecer.

Pare e reflita: você hoje leva uma vida baseada em seus sonhos? Ou está vivendo apenas um dia atrás do outro? Quais os motivos de você se levantar da cama todos os dias de manhã?

Dessa maneira, vai ser mais simples de fazer uma lista e começar a mudar a razão de tudo o que você faz. Esse é o passo que mais nos ajudará a não enxergar um “problema” como algo ruim ou destrutivo.

03. Realinhe suas atividades

Depois de realinhar as motivações, podemos também diminuir as atividades “destrutivas” e aumentar as atividades “construtivas”. Repare quantas atividades fazemos em um só dia: desde que você acorda de manhã até de deitar novamente. Várias delas fazemos de forma repetida, por um hábito, mas nem sempre estão alinhadas com nossas motivações profundas. Damos muita atenção a muitas coisas ao mesmo tempo, e isso nos traz falta de foco e de capacidade para realizar as tarefas necessárias para ir atrás de nossos sonhos.

Realinhe então, talvez através de uma lista também, quais atividades você pode parar de fazer hoje, pois são desalinhadas com seu foco, e quais vão te ajudar a melhorar sua vida. Ser feliz também é fazer acontecer!

04. Valorize seus relacionamentos

Quantas vezes deixamos que um relacionamento nosso se torne comum, como se fosse uma obrigação para nós conviver com aquelas pessoas ao nosso redor? Vivemos todos os dias com as mesmas pessoas e, muitas vezes, são as pessoas que menos damos atenção.

Cada relacionamento e cada pessoa são únicos! Reflita hoje: e se todas as pessoas que estão ao meu lado fossem embora hoje? O que aconteceria? Geralmente, o sentimento da perda nos faz sentir de verdade o quão valiosas são as pessoas que ali estão.

Priorize seus relacionamentos para que sejam felizes, construtivos e duradouros. Afinal, se nos relacionamos com essas pessoas todos os dias e fazemos elas felizes, consequentemente seremos felizes também.

05. Vigie seus pensamentos e ações

Somos máquinas de pensar em várias coisas. Mas muitos pensamentos acabam também por serem destrutivos e negativos, o que nos faz perder energia ou agir sem mesmo termos consciência daquela ação, prejudicando a nós e aos outros. O simples fato de observarmos nossos pensamentos e ações nos fará ter um parâmetro de como agimos hoje. E será que sou bom como sou hoje?

Caso você não esteja satisfeito, a observação vai te ajudar a mudar os aspectos que você menos gosta em você, ou dar mais atenção para melhorar seus pensamentos e alinhá-los também com seus sonhos e sua vida.

06. Aprecie todos os momentos

Cada momento também é único! Olhe como a vida já é maravilhosa!

Um momento nunca será realmente e verdadeiramente igual ao outro, mesmo que todos os dias você repita todas as ações do dia anterior. Se cada momento é único, a medida em que ele passa, podemos ter perdido uma oportunidade de aproveitá-lo ou fazê-lo valer à pena.

A apreciação da vida é um dos grandes segredos da felicidade. Achamos que nossa vida se faz no futuro, buscando sempre algo longe de nós, e fazemos com que a felicidade também fique distante. Mas a apreciação nos faz entender e viver a felicidade no aqui e agora, independente do que virá a seguir. Quer sinônimo maior de viver feliz para sempre do que esse?

07. Agradeça todos os momentos

A gratidão também nos torna mais felizes e nos faz valorizar cada acontecimento. E veja quantas coisas pode nos trazer gratidão: temos uma vida! Temos capacidade de respirar! Temos um Sol para aquecer nosso Planeta! Temos um corpo que trabalha em perfeita harmonia para nos ajudar a viver e nos precaver de doenças! Temos uma mente pensante que nos ajuda a sermos o que quisermos ser!

Sermos gratos pela vida é um dos sentimentos mais profundos que podemos ter. Seja mais grato na prática!

Ser feliz depende de nós mesmos. Se cada condição, problema ou acontecimento em nossas vidas nos deixar infelizes ou tristes, estaremos sempre deixando a nossa felicidade nas mãos do incerto e do externo. Por isso, a ação de ser feliz se faz aqui e agora, com a sua presença e consciência, para que cada dia possa ser um passo para sermos mais e mais felizes.

*Por Luck


domingo, 15 de abril de 2018

A valiosa mensagem desta parábola budista que você precisa conhecer

Um discípulo e seu professor caminhavam pela floresta. O discípulo ficou perturbado pelo fato de que sua mente estava constantemente inquieta, ele não conseguia parar de pensar. Ele se preocupava em não alcançar a iluminação.

No entanto, ele também estava envergonhado de admitir isso, então perguntou ao seu professor indiretamente:

“Por que as mentes da maioria das pessoas estão inquietas e apenas alguns têm uma mente tranquila”? O que pode ser feito para aquietar a mente?

O mestre olhou para o discípulo, sorriu e disse:

“Eu vou te contar uma história”. Um elefante estava de pé, colhendo folhas de uma árvore. Uma pequena abelha voou e zumbiu perto de sua orelha. O elefante afugentou-a para longe com as orelhas compridas, mas a abelha retornou. O elefante se afastou mais uma vez, movendo as orelhas.

A situação foi repetida várias vezes. Então o elefante, muito irritado com o zumbido da abelha, perguntou-lhe:

“Por que você é tão inquieta e faz tanto barulho? Por que você não pode simplesmente pousar em um galho e parar de me perseguir?”

A abelha respondeu:

“Sou muito sensível a alguns odores, movimentos repentinos e vibrações. Eu não posso fazer nada para evitá-los, porque eles indicam um perigo de ataque para a colmeia e isso faz estimular nosso instinto defensivo. É você quem está me irritando. Se você ficar quieto, eu vou me acalmar também”.

Nesta parábola, o elefante é a nossa mente e a abelha representa nossos pensamentos. De fato, em muitas ocasiões nos comportamos como o elefante, permitindo que nossos hábitos de pensamento e atitudes tirem a serenidade e a paz interior.

Você tem um locus de controle externo ou interno?

Somos uma sociedade que olha muito o que tem do lado de fora, mas muito pouco para o nosso interior. Como resultado, é comum desenvolvermos o que na Psicologia é conhecido como o “locus de controle externo”.

Quem tem um locus de controle externo atribuem seus sucessos e fracassos a causas externas, culpa o sistema, seus pais, a situação econômica… Estas são as pessoas que estão em luta constante com o mundo e pensam que o universo conspira contra elas. Mas como essa batalha é perdida antes de combatê-la, como resultado, eles frequentemente experimentam um profundo sentimento de falta de controle que, muitas vezes, os mergulha em ansiedade e depressão. Com o passar do tempo, essas pessoas tornam-se reativas, como o elefante da história, tornando-se marionetes das circunstâncias.

Obviamente, as circunstâncias desempenham um papel em nossas vidas, não podemos ignorá-las, mas se desenvolvermos um locus de controle interno, em vez de ficarmos irritados e tristes quando as coisas dão erradas, nos perguntarmos o que podemos fazer para melhorar. O mundo não está brigando contra nós, e não é nenhuma necessidade de lutar contra o que acontece, entendendo aí a luta como a negação dos fatos. Pelo contrário, devemos praticar a aceitação radical, desenvolvendo um locus de controle interno que nos permita focar em mudar o que podemos mudar. Essa mudança gerará um sentimento muito positivo de fortalecimento.

Evidentemente, desenvolver um locus interno de controle também significa assumir responsabilidade por nossos sucessos e fracassos. Isso significa que, em vez de reclamar porque a abelha vibra ao nosso redor, devemos nos perguntar o que estamos fazendo para provocar essa situação e, acima de tudo, o que podemos fazer para mudá-la a nosso favor.

Como passar do pensamento catastrófico para a mente calma?

Na base do locus de controle estão os nossos hábitos de pensamento, por isso é vital que prestemos mais atenção neles. Toda situação gera uma série de pensamentos que acabam agravando ou amenizando nossa visão do que acontece. Nenhum fato é objetivo, sempre vemos o mundo através da nossa subjetividade.

Portanto, não são apenas os fatos que geram sofrimento emocional, mas a interpretação que fazemos deles e a importância que conferimos.

Como o elefante na parábola, é importante entender que muitas vezes o problema não surge da situação original, mas de nossos pensamentos, que nos impelem a reagir inadequadamente. Diante de uma situação desagradável, nossos pensamentos catastróficos correm à solta, se tornam uma bola de neve rolando sem controle montanha abaixo, gerando caos e emoções negativas que nos submergem em um círculo vicioso que é difícil escapar.

Nesse ponto, tentar não pensar em cortar esse fluxo de ideias é totalmente contraproducente, porque só gerará um efeito rebote que aumenta a frustração. Em vez disso, devemos aprender a aceitar esse fluxo de preocupações e emoções negativas, até que possamos assumir uma postura distanciada, como se esse diálogo interno não fosse nosso. Quando o diálogo interior deixar de nos incomodar, teremos superado isso e estaremos prontos para agir conscientemente.

Uma técnica muito eficaz para dominar esse diálogo é desdobrar-se mentalmente e demorar um pouco para refutar aqueles pensamentos que nos assustam, irritam ou estressam. Basicamente, trata-se de se tornar um “advogado do diabo” e procurar argumentos para refutar suas próprias ideias e subtrair o drama. Dessa forma, você diminui seu impacto emocional e assume o controle da situação, desenvolvendo uma mente calma, mesmo no meio da tempestade.

Portanto, a partir de agora, cada vez que você tiver que enfrentar uma situação decepcionante, frustrante ou estressante, pergunte-se em que parte você está se comportando como o elefante, que parte você está lutando contra o mundo. Você está atraindo aquela abelha chata com seus pensamentos e comportamentos? É provável que você descubra que, ao mudar alguns de seus pensamentos ou atitudes, será capaz de lidar melhor com esse problema e diminuir seu impacto emocional.

É uma mudança de mentalidade que vale a pena.


*Por Jennifer Delgado

sexta-feira, 13 de abril de 2018

De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “Bom Dia” no elevador?

Em algum momento da vida, o mundo resolveu entender “competitividade” como alguma coisa parecida com o ditado antigo que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Que pena.

Eu tenho a impressão de que esse engano é um dos grandes causadores da miséria em que nos enfiamos.

No meio desse equívoco, ser competitivo significa viver contra o outro, querer tudo e querer antes de todo mundo. Por aí, um batalhão competitivo espera sedento sua vez de partir para cima, de agarrar a chance com unhas e dentes, de provar seu valor, de fazer e acontecer. E tudo isso significa “passar por cima” de quem estiver na frente.

Em treinamentos e palestras, gurus de auto-ajuda repetem “você é especial porque foi o único espermatozoide a atingir o óvulo de sua mãe” e outras bobagens. Mas quase ninguém diz o essencial: “educação, respeito, ética e honestidade deixam o mundo melhor.”

Sem esses valores, ser competitivo é uma desgraça! O sujeito competitivo e mal-educado, desrespeitoso, antiético e desonesto é um monstro. Ponto! Não tem escrúpulos nem limites. Faz qualquer coisa em nome de suas metas.

Verdade é que competitividade sem educação está nos transformando em perigosas bestas. “Sai da frente ou eu atropelo” é o recado.

Nessa disputa estrábica, a gente aprende a falar inglês, alemão, espanhol, mandarim mas esquece como dizer “bom dia” no elevador! “Fulano é poliglota!”, sabe pressionar, mentir, ofender e chantagear em quatro ou cinco idiomas! De que adianta?

Empatia, simpatia, fraternidade e outras joias são consideradas lixo entre os mal competitivos. Porque “abrem a guarda”. Ser gentil é mostrar fragilidade. O competidor matador fecha a cara e atropela. Aqui entre nós, tão ruim quanto os maus perdedores é o péssimo ganhador!

Dia desses, na festinha de aniversário do meu filho num bufê infantil, as moças que organizam a recreação fizeram lá pelas tantas a velha brincadeira da “dança das cadeiras” com as crianças. Na rodada final, disputando o último assento, restaram um menino e uma menina.

Tal como um gladiador, para ganhar a peleja o garoto de nove anos empurrou a menina com tanta força que a machucou. A menina saiu chorando, os joelhos esfolados, e o menino foi festejado pelos amigos.

É triste mas é a verdade. A sanha de vencer a qualquer preço nos transforma, em qualquer idade, em perfeitos panacas. Cheios de motivação e energia, talhados em regras e chavões neurolinguísticos batidos mas tão esquecidos do óbvio: mais importante que ser melhor do que o outro é tratar o outro melhor.

*Por André J. Gomes


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Se você não aprender a dizer não, a vida dirá não para você

Quantas vezes você disse sim querendo dizer não? Não precisa responder agora, mas acredito que muitas vezes. Eu posso responder por mim que já fiz bastante isso e me arrependi amargamente por cada não que calei em mim.

Eu, assim como você, fiquei com medo de magoar pessoas queridas, de decepcioná-las. Fiquei aflita pensando na reação de alguns ou na represália que poderia sofrer por ser fiel a minha verdade.

Muitas vezes eu disse sim, pois não queria me sentir culpada pela frustração, estresse ou tristeza do outro. Não queria ser a responsável pelo pesar de uma pessoa querida, mas ao chegar em casa quem estava se sentindo frustrada, triste e estressada era eu.

Às vezes, dizer um não é tão difícil que parece que dentro da gente acontece uma luta entre o que a gente quer realmente dizer e o que a gente acha ser o mais bonito a dizer.

Então, é comum que a gente caia na tentação de dizer sim só para agradar. De aceitar o que vai contra nossos valores, pela simples razão de achar que esse sim fará com que o outro nos aceite e ame mais.

Não, o outro não vai nos amar mais pelos nossos sins. Eu diria que é o contrário. Quem nos ama de verdade continua a nos amar pelos nossos sins e, especialmente, pelos nossos nãos.

O oportunista, o falso, o manipulador, o aproveitador, baterão em retirada quando suas vontades não estiverem mais sendo satisfeitas. Quando nosso sim deixar de alisar seus inflados egos. Apenas eles, os que fingem se importar, deixarão de ter qualquer  estima por nós quando não formos coniventes com suas vontades. E isso não é mal.

Quem nos ama de verdade busca compreender nossas razões. Nos respeita e entende que temos nossos limites e que abusar deles é abusar do que há de mais íntegro em nós.

Um ótimo exemplo de alguém que não soube dizer não pode ser encontrado no filme “Na Natureza Selvagem”. Nele, Christopher McCandless, um jovem filho de pais ricos, se forma na universidade de Emory como um dos melhores estudantes e atletas de lá. Porém, em vez de embarcar em uma carreira prestigiosa e lucrativa, ele escolhe livrar-se de seus pertences e parte para o Alasca.

O caso de Christopher é emblemático. Ele disse não para si repetidas vezes durante a vida (para agradar aos pais), até que não aguentou mais e, literalmente, decidiu sumir. Pegou suas coisas e foi para o Alasca. No entanto, não teve lá a orientação ou experiência de vida necessária para se manter. Talvez, se Chris tivesse dito sim para si muitos anos antes, ele pudesse ter tido um contato mais íntimo com a natureza e, munido de conhecimento prático, o desfecho de sua história fosse outro.

Não permita que os outros digam o que é certo ou errado para você. Respeite seus valores. Negue o que te parece incorreto, incerto, suspeito, de mau gosto ou não apropriado.

Diga sim para você e aprenda a dizer não para os outros, sem medo e sem culpa. Do contrário, como no caso de Christopher, pode ser que em determinado momento, lá na frente, a vida diga não para você.

*Por Vanelli Doratioto

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Não estou fazendo joguinho. É que realmente cansei

Quando me ensinaram sobre o amor ninguém comentou nada sobre existir semelhança entre amar e jogar. Ninguém comentou sobre amor e poker da mesma forma, mas percebo hoje que muita gente ama assim. Muita gente ama jogando com a emoção dos outros.

Então, quem é sincero acaba levando certa desvantagem emocional, costuma cair e ralar os joelhos sentimentais, até notar que está em um jogo.

Não existe nada mais broxante que perceber que estamos amando enquanto o outro, no caminho oposto, está jogando com a nossa sinceridade e fazendo pirraça do nosso sentimento. Falando por mim, assim que essa percepção me vem, eu perco o interesse mesmo.

É que gente do bem insiste, tenta, vira, volta, dá chance, liga, mas quando percebe que o outro está tripudiando, vai embora mesmo, vai embora pra nunca mais. Gente boa é gente boa, não tem jeito, mas gente boa não é gente besta, tola ou tapada. Gente boa entende melhor que ninguém de amor porque ama desmedido e sincero. Ama diariamente e do mesmo jeitinho. Ama a vida, a casa, a rua, a amiga, o amigo e aquele que faz o coração bater mais forte.

E se o bendito que acelera o nosso coração entender de amor, vai ser bonito de ver, ouvir e sentir. Vai ser pra vida inteira, mesmo que esse fulano more longe, mesmo que chova torrencialmente, mesmo que as áreas de interesse não se cruzem, mesmo que o mapa astral for retrógrado, mesmo que o mundo acabe.

Mas se o bendito escolhido for um jogador, daí é hora de contar pro coração que ele merece muito mais do que está sendo ofertado, que ele merece ser feliz se lambuzando com uma farta ceia amorosa. Que migalhas de amor não alimentam. Que o amor mora na confiança e sinceridade.

Aquele que ama de verdade sabe que quem joga no amor já perdeu. Gente que ama de verdade não aceita esse jogo não. Não aceita cair nessa armadilha tola de levar horas pra responder uma mensagem. De deixar o telefone tocar sem atender. De reagir friamente a uma declaração de amor. Gente que ama de verdade cai fora quando o assunto é fingir amor. Gente que ama de verdade adora se atirar no que é recíproco e não faz joguinhos quando afirma que acabou.

Por Vanelli Doratioto


Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, desconte...