segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pai, começa o começo !

Quando era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: "Pai, começa o começo!"
O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai morreu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar.

O esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes.

O enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas "tangerinas" transformam-se em abacaxis.

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo meu pai quando lhe pedia para "começar o começo", era o que me dava a certeza de que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

Além da atenção e carinho que eu recebia, ele também me ensinou a pedir ajuda a Deus, Pai do céu. Meu pai terreno me ensinou que Deus é eterno, que está sempre ao nosso lado e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

* * *

Quando a vida parecer muito difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembremo-nos de suplicar o auxílio Divino.

Deus nos indicará o caminho e não só começará o começo, mas pode ser que, em algumas ocasiões, resolva toda a situação.

Não sabemos o tipo de dificuldade que encontraremos na nossa caminhada, mas amparemo-nos no amor eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: Pai, começa o começo!

A sensibilidade de enxergar as dificuldades dos filhos e oferecer o apoio necessário, no momento certo, é essencial. Tem o poder de curar feridas e se transforma em bálsamo para a dor.

Devemos saber o quanto é importante dizer ao filho: Se você tem medo, venha aqui. Se você cair, falhar, estarei ao seu lado. Amo você.

Devemos saber valorizar toda atitude positiva.

O abraço e o beijo fazem a criança se sentir querida e consolidam a segurança e o amor. Demonstrarmos a confiança de que somos constantemente amparados por Deus oferece aos filhos um caminho para a construção da fé.

Todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a infância, se transformarão em direcionamento seguro e formarão base sólida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Futuros Frutos

Um senhor de idade avançada estava cuidando de uma planta com todo o carinho, quando um jovem
aproximou-se dele e perguntou:
- Que planta é esta que o senhor está cuidando?
- É uma jabuticabeira - respondeu o senhor.
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Pelo menos uns quinze anos - informou o senhor.



- E o senhor espera viver tanto tempo assim?
Indagou irônico o rapaz.
- Não, não creio que viva mais tanto tempo,
pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.
- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?
- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você...

(Autoria desconhecida)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

24 DICAS PARA A FELICIDADE

01 - Seja ético.

A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.



02 - Estude sempre e muito.

A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 - Acredite sempre no amor.

Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado,curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 - Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.

O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 - Eleve suas expectativas.

Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 - Curta muito a sua companhia.

Casamento dá certo para quem não é dependente.

07 - Tenha metas claras.

A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 - Cuide bem do seu corpo.

Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 - Declare o seu amor.

Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 - Amplie os seus relacionamentos profissionais.

Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 - Seja simples.

Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 - Não imite o modelo masculino do sucesso.

Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural e mais criativa.

13 - Tenha um orientador.

Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 - Jogue fora o vício da preocupação.

Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ... Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 - O amor é um jogo cooperativo.

Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 - Tenha amigos vencedores.

Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 - Diga adeus a quem não o(a) merece.

Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.

18 - Resolva!

A mulher/homem do milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários.

19 - Aceite o ritmo do amor.

Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 - Celebre as vitórias.

Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 - Perdoe!

Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 - Arrisque!

O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 - Tenha uma vida espiritual.

Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. ore em todo o tempo. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 - Muita Paz, Harmonia e Amor... sempre!

Roberto Shinyashiki

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amar é uma Decisão

O sábio recebeu a visita de um homem que dizia já não amar a sua esposa, e que pensava em separar-se.
O sábio ouviu...
Olhou-o nos olhos, disse apenas uma palavra,
e calou-se: Ame-a !

Mas eu já disse: Não sinto nada por ela!!
Ame-a, disse novamente o sábio.

E percebendo o desconforto do homem,
depois de um breve silêncio, o sábio explicou:
Amar é uma decisão, não um sentimento;
amar é dedicação e entrega.

Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é um exercício de Jardinagem:
arranque o que faz mal, prepare o terreno,
semeie, seja paciente, regue e cuide.

Esteja preparado porque haverá pragas,
secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire-o e compreende-o. Isso é tudo. Ame!!!

A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A injustiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avaro.

A docilidade sem amor, faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te

A oração sem amor, faz-te introvertido.
A lei sem amor, escraviza-te
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A fé sem amor, deixa te fanático.
A cruz sem amor converte -se em tortura.
A vida sem amor...não tem sentido

(Padre Jonas Abib)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Por que Necessidade de atenção influencia no Comportamento

Um comportamento que não é produtivo é típico de alguém que deseja receber uma carícia que lhe faz falta. Descobrir qual é essa carícia e dá-la é a melhor maneira de esvaziar esse comportamento.
Uma adolescente que briga com todo mundo em casa pode estar precisando escutar dos pais: “Filha, eu confio em você, é hora de você cuidar da sua vida. Sempre que precisar, conte conosco”. Um trabalhador que tem atos de rebeldia pode estar precisando que o chefe lhe diga o quanto é importante para o projeto. O marido que vive reclamando de tudo em casa pode estar precisando de um carinho na hora de dormir. Uma mulher com gastrite pode estar necessitando de que a família lhe leve o café na cama com flores e bilhetes carinhosos, no domingo de manhã.

Quando alguém, em qualquer lugar, tiver um comportamento que não faz parte do seu jeito de ser, ele está falando bem alto: “Estou precisando me sentir importante para você!” Quando ele está falando alto e não é escutado, começa a gritar. Se não recebe nada em troca, acaba ficando afônico: seu corpo perde o viço, seu olhar perde o brilho... porque não conseguiu se sentir importante para a pessoa que ama...

Nossas condutas são induzidas pela necessidade de reconhecimento. Algumas, de maneira imediata: “Ei, por que você não me cumprimentou?” Outras, a longo prazo: “Com esta descoberta, vou ganhar um prêmio Nobel”. Ou: “Eles ainda me pagam...!” Ou ainda: “Vou ganhar muito dinheiro para dar uma casa para os meus pais”.

Toda uma série de acontecimentos pode ser motivada por um simples gesto de atenção (lembram-se das loucas histórias de paixão de adolescentes, resultado, às vezes, de simples olhares?). A vida dos seres humanos é orientada quase sempre para receber do pai um abraço que não se conseguiu quando criança, de modo incondicional, simplesmente pelo fato de ser o filho. Carreiras que poderiam ter sido brilhantes vão desmoronando por falta de estímulos.

Muitas vezes, os seres humanos funcionam como burros que caminham atrás da cenoura suspensa em uma vara, na frente. Caminham sem parar e, freqüentemente, nem chegam a comer a cenoura (andando atrás de um vislumbre de reconhecimento). São pessoas que colocam um objetivo lá na frente, sem valorizar o prazer de viver o presente. Esse objetivo longínquo pode ser uma situação na qual vão receber uma tonelada de carícias, por ter atingido o alvo.

Outras vezes, não recebem as carícias por não conseguir alcançar o objetivo.

É importante, na nossa vida, que cuidemos de procurar as carícias das quais necessitamos, ao mesmo tempo que, a cada momento, desfrutamos o fato de estar vivos.

por Roberto Shinyashiki

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Os três homens iguais

Na velha cidade de El-Katif, apareceu uma vez um misterioso estrangeiro, um mago persa.

Comentava-se que ele se fazia acompanhar de três homens que eram rigorosamente iguais.

Não se podia descobrir um traço fisionômico, um tique ou uma particularidade qualquer que permitisse distinguir um dos tais homens dos outros dois sósias.

Tal notícia chegou aos ouvidos do rei Fahad, um poderoso monarca, que atingido por súbita curiosidade, declarou que queria conhecê-los.

Um rico cortejo foi preparado e o rei, acompanhado de sua comitiva, dirigiu-se à tenda erguida pelo mago em pleno deserto.

O soberano foi recebido com respeito e reverência, esclarecendo que desejava ver imediatamente os três homens iguais.

Concordando, o mago tratou de acomodar todos dentro de sua luxuosa tenda.

Quando todos encontravam-se sentados, o mago bateu palmas e pronunciou palavras que ninguém entendeu.

No fundo da tenda, sobre um tablado, ergueu-se um pano, surgindo um homem magro, moreno, vestido luxuosamente à maneira dos mercadores persas.

Eis, aí, ó rei magnânimo, o primeiro dos três homens iguais. - Disse solenemente o mago.

Pouco depois o homem retirou-se, desaparecendo atrás de pesada cortina que cobria o fundo do palco.

O mago bateu palmas novamente e surgiu do mesmo lugar um homem perfeitamente igual ao primeiro, vestindo os mesmos trajes.

Eis aí, ó rei magnânimo, o segundo dos três homens iguais. Disse agora o mago.

Os nobres olhavam-se desconfiados.

A um novo sinal o segundo homem afastou-se e desapareceu, como o outro.

Em seguida, o mago bateu palmas pela terceira vez.

Surgiu imediatamente no palco um terceiro homem igual aos outros dois.

Eis aí, ó rei magnânimo, o terceiro dos três homens iguais. - Afirmou o mago com firmeza.

Profundo mal-estar invadiu o ambiente, pois todos estavam certos de que se tratava de charlatanismo.

Não creio nesta farsa ridícula. - Falou o rei irritado. - Então, pensa que não percebi que se trata do mesmo homem apresentado por três vezes?

Acreditará em mim se agora vir os três homens juntos? - Questionou o mago com humildade.

E antes que o monarca pudesse responder, ergueu-se a pesada cortina que cobria o fundo do palco e todos puderam ver três homens perfeitamente iguais, de pé, imóveis, no meio do tablado.

Agora, sim. - Disse o rei sorrindo - Agora acredito que os três homens são realmente iguais.

Aproximando-se do monarca, o mago sussurrou.

Perdoe minha ousadia, mas Vossa Majestade não deve acreditar no que vê. - Afirmou o mago.

Sobre o tablado agora está um homem só.

As outras figuras que aparecem são imagens obtidas com o auxílio de espelhos combinados.

No início, porém, era verdade.

Apresentei três homens idênticos, um de cada vez, diante de Vossa Majestade, mas, como as aparências eram-me desfavoráveis, ninguém me deu crédito.

Agora usando apenas um dos homens e a ilusão dos espelhos, embora não fosse verdade, todos acreditaram em mim, porque as aparências estavam a meu favor.

Para evitar que qualquer dúvida restasse, o mago fez com que os três homens iguais passassem juntos diante do rei.

Assim também é a vida. - Esclareceu o mago. - Iludidos pelas aparências enganadoras das coisas, deixamos de acreditar na verdade para acolher em nosso coração o erro e a mentira.

Não permita que ilusões, por mais belas que sejam, transformem verdades em mentiras e vice-versa.

O erro acarreta inevitavelmente a dor, enquanto a verdade há de ser sempre causa de nossa libertação.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Destino de Cada Um

Passamos por momentos de plena felicidade em nossa vida. Momentos estes que nos marcam de uma forma surpreendente, e nos transformam, nos comovem, nos ensinam e muitas vezes, nos machucam profundamente.
As pessoas que entram em nossa vida, sempre entram por alguma razão, algum propósito. Elas nos encontram ou nós as encontramos meio que sem querer, não há programação da hora em que encontraremos estas pessoas. Assim, tudo o que podemos pensar é que existe um destino, em que cada um encontra aquilo que é importante para si mesmo.

Ainda que a pessoa que entrou em nossa vida, aparentemente, não nos ofereça nada, mas ela não entrou por acaso, não está passando por nós apenas por passar.
O universo inteiro conspira para que as pessoas se encontrem e resgatem algo com as outras. Discutir o que cada um nos trará, não nos mostrará nada,e ainda nos fará perder tempo demais desperdiçando a oportunidade de conhecer a alma dessas pessoas.

Conhecer a alma significa conhecer o que as pessoas sentem, o que elas realmente desejam de nós, ou o que elas buscam no mundo, pois só assim é que poderemos tê-las por inteiro em nossa vida.
A amizade é algo que importa muito na vida do ser humano, sem esse vínculo nós não teremos harmonia e nem paz. Precisamos de amigos para nos ensinar, compartilhar, nos conduzir, nos alegrar e também para cumprirmos nossa maior missão na terra: "Amar ao próximo como a si mesmo".

E para que isso aconteça, é preciso que nos aceitemos em primeiro lugar, e depois olhemos para o próximo e enxerguemos o nosso reflexo.Essas pessoas entram na nossa vida, às vezes de maneira tão estranha, que nos intrigam até. Mas cada uma delas é especial, mesmo que o momento seja breve, com certeza elas deixarão alguma coisa para nós.

Observe a sua vida, comece a recordar todas as pessoas que já passaram por você, e o que cada uma deixou. Você estará buscando a sua própria identidade, que foi sendo construída aos poucos, de momentos que aconteceram na sua vida, e que até hoje interferem em seu caminho. Quando sentir que alguém não lhe agrada, dê uma segunda chance de conhece-lo melhor, você poderá ter muitas surpresas cedendo mais uma oportunidade.

Quando sentir que alguém é especial para você, diga a ele o que sente, e terá feito um momento de felicidade na vida de alguém.

Não deixe para fazer as coisas amanhã, poderá ser tarde demais. Faça hoje tudo o que tiver vontade. Abrace o seu amigo, os seus irmãos, os seus filhos. Dê um sorriso para todos, até ao seu inimigo. Se estiver amando, ame pra valer, viva cada minuto deste amor, sem medir esforços. Seja alegre todas a manhãs, mesmo que o dia não prometa nada de novo. Planeje o seu destino! Sopre aos ventos os seus sonhos,eles irão se espalhar pelos ares e voltar a você em forma de realidade.
Preste bastante atenção em todas as pessoas, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada Felicidade!!

Você não é um acaso... você é uma realidade.
Nada nesta vida acontece por acaso.
Ninguém chega até nós por um simples acaso.
Existe um dito popular muito sábio que diz:
" As pessoas se encontram por acaso,
mas não permanecem em nossa vida
por causa desse simples acaso".


Pense nisso.

Texto recebido por Antonio Mota

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Você é o que deseja ser

João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.


Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.

Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.

Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: Calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.

Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.

Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo.

Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar.

Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.

Enquanto isso, Mário, em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.

Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.

Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.

Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: Sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe.

Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: Por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?

Emocionado, João respondeu: Devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum.

Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro e, sim, a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.

Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.

Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.

O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.

O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.

E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.

Pense nisso

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O amor é uma flôr delicada

Não existem conquistas definitivas,
salvo para aqueles que nos deixam
no auge do apego.
Aí sim, as pessoas ficam irreversivelmente gravadas dentro do nosso coração e nós no delas.

Se não podemos explicar os porquês das chamadas de um coração, podemos, portanto, compreender a importância do exercício diário, na manutenção dos sentimentos do outro.

Ninguém pertence a ninguém,
as pessoas doam-se e acolhem-se.

O amor é uma flor muito delicada, mesmo se vestida de grandiosas e maravilhosas formas.

O amor é uma flor singela, frágil e bela e é preciso recebê-lo com mãos ternas, como se sua vida dependesse de nossa acolhida.

Frequentemente somos meio desajeitados quando se trata de amor.
Descuidamos dos pequenos gestos que o nutrem, deixamos que a terra seque-se, substituímos atenções emocionais por outras que, mesmo importantes, não são suficientes ao mantimento para a durabilidade do amor.

O amor nutre-se de carinhos e carícias.
Sacia-se no abraço, cresce no beijo.
Fortalece-se nos momentos a dois.

Achamos tempo para tanta coisa e nos dedicamos pouco a estar com o outro.

Pessoas às vezes que se amam muito afastam-se por falta de cuidado de ambas as partes.
Os quereres confundem-se.

Homens e mulheres são diferentes, isso é certo! Mas deve haver esse meio caminho onde as mãos acabam se encontrando, onde os dedos se entrelaçam e os desejos fundem-se numa mesma coisa.

Ninguém conhece a verdadeira dor de perder antes de ter perdido de verdade.
É depois, bem depois, que olhamos para trás e nos dizemos que teríamos vivido bem mais intensamente se tivéssemos carregado essa delicada flor bem mais pertinho do nosso coração.

(Letícia Thompson)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nossas Qualidades, Atraem hostilidade

Crescemos e nos formamos levando em consideração, basicamente, aquilo que ouvimos dos nossos pais e professores. Por influência deles, somos levados a concluir que é conveniente sermos pessoas boas, esforçadas, trabalhadoras e gentis com os nossos colegas, uma vez que este é o caminho para sermos aceitos e queridos por eles. Uma das mais desagradáveis surpresas que muitos de nós tiveram ao longo da adolescência reside no fato de que, exatamente por sermos portadores de tais qualidades, somos muito mais hostilizados que amados.

A idéia de que o acúmulo de virtudes despertará o amor das pessoas parece lógica, de modo que quase todos se esforçam nesta direção. Só não agem de modo legal aqueles que não conseguiram o desenvolvimento interior necessário para, por exemplo, controlar seus impulsos agressivos ou renunciar a determinados prazeres imediatos em favor de outros, maiores, colocados no futuro. Assim, ao longo da vida adulta convivem dois tipos de pessoas: aqueles que conseguiram vencer estes obstáculos interiores e se tornaram criaturas melhores, e outros que não foram capazes de ultrapassar estas primeiras e fundamentais dificuldades – e que se esforçam ao máximo para disfarçar suas fraquezas. Os primeiros são os que saíram vencedores no primeiro combate importante da vida, o de “domesticar” seus próprios impulsos destrutivos, e se transformaram em criaturas portadoras das propriedades humanas que somos unânimes em catalogar como virtudes.

O que acontece? Os perdedores se sentem incomodados e humilhados pelo fato de não possuírem igual capacidade de controle interior. Este dado é muito importante, pois indica que, independentemente do que digam, os perdedores sabem perfeitamente quais são as virtudes e as apreciam; não aderem a elas porque isto implica em um esforço que não são capazes de fazer. De todo modo, os perdedores – que adoram desfilar como “superiores” e indiferentes às questões de moral –, por se sentirem humilhados, também se sentem agredidos pela presença daquelas virtudes em uma outra pessoa que não neles próprios. Comparam-se com o virtuoso, consideram-se inferiores a eles, sentem-se por baixo, irritados com a presença daquelas virtudes que adorariam possuir. A vaidade dos perdedores fica ferida e eles, como têm pouca competência para controlar a agressividade, saem atirando pedras.

É claro que tais pedradas têm de ser sutis para que não denunciem todos os passos do mecanismo da inveja: reação agressiva derivada de suposta ofensa na vaidade daquele que se sentiu inferiorizado por não ter as virtudes que lhes provocaram a admiração. Sim, porque o invejoso admira muito o invejado; senão seria tudo totalmente sem sentido. Saber que o bandido inveja o mocinho é uma das razões da esperança que sempre tive no futuro da nossa espécie.

A agressividade sutil derivada da inveja nos derruba, entre outras razões, porque ela vem de pessoas que gostaríamos que nos amassem. Afinal de contas, nos esforçamos tanto para conseguir os bons resultados justamente para ter essa recompensa. É difícil para um filho perceber que suas qualidades despertam em seu pai emoções contraditórias: por um lado, a admiração se transforma em inveja, de modo que o pai se ressente da boa evolução do filho. O mesmo acontece entre mães e filhas, sendo inúmeras as exceções onde a admiração não dá origem à vertente invejosa.

As “agulhadas”, as indiretas e as observações depreciativas e inoportunas próprias da inveja existem de modo muito intenso entre irmãos (eternos rivais), entre marido e mulher, assim como em todas as outras relações sociais e profissionais. É praticamente impossível uma pessoa se destacar por virtudes ou competências especiais sem ser objeto da enorme carga negativa derivada da hostilidade invejosa. O mais grave é que não fomos educados para isso, de modo que nos surpreendemos e ficamos chocados ao observarmos esse resultado. A decepção é tal que muitos se desequilibram quando atingem algum tipo de destaque, condição na qual são levados a um estado de solidão – o oposto do que pretendiam. Uns se drogam e outros tratam de destruir rapidamente o que construíram, de modo a deixarem de ser objeto de inveja.

Tudo isso é, além de triste, inevitável, ao menos no estágio atual do nosso desenvolvimento emocional. Poderíamos ser ao menos alertados por uma educação mais sincera e sem ilusões. Toda ilusão trará uma desilusão! A maior parte das pessoas jamais imaginou, por exemplo, o volume de problemas e de decepções por que passam as moças mais belas, especialmente quando isso se associa a uma inteligência sofisticada e a uma formação moral requintada. São portadoras daquelas virtudes que mais aparecem e encantam a todos. São, por isso mesmo, objeto de uma hostilidade inesperada e enorme. Ficam totalmente encurraladas e quase nunca sabem como sair da situação a não ser destruindo algumas de suas propriedades.

por: Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Autor de vinte livros, entre eles, Ensaios sobre o Amor e a Solidão e A Liberdade Possível.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os Fazendeiros



Um casal vivia em uma fazenda nos EUA.
Em uma determinada ocasião, o marido chegou em casa e a esposa havia deixado algumas vacas escaparem do local onde estavam fechadas.
Observando isso, ele foi logo dizendo em alta voz:
"Eu não acredito no que aconteceu. Nem cuidar das vacas você consegue.

Por que você é tão irresponsável? Eu não sei mais o que fazer com você, sua incompetente, ....
Quando ele acabou de descarregar sobre sua esposa todo seu nervosismo, ela estava de cabeça baixa, imóvel e não proferia nenhuma palavra. Em seguida, ela saiu para fazer seu trabalho de casa.
Neste momento, ele, sozinho, percebeu que tinha sido muito rude. Pensou em pedir desculpas e contornar o transtorno que causou, mas por seu lado masculino e orgulhoso, resolveu deixar para uma outra ocasião, talvez à noite.
À noite, quando foi se deitar, ela já estava dormindo e ele, para não acordá-la, deixou a conversa para a manhã seguinte.
No outro dia, como é de costume das pessoas que vivem em fazendas, acordou muito cedo para ir trabalhar. Quando saiu de casa, sua esposa ainda dormia, e ele, novamente, não querendo acordá-la, deixou a conversa para quando chegasse do trabalho. Pegou o seu cavalo e saiu pelo campo.
Á tarde, percebeu, olhando para o céu, que uma tempestade se aproximava (e algumas tempestades nos EUA são fortes e causam estragos enormes). Então, resolveu voltar mais cedo para casa.
Chegando lá, ele procura por sua esposa mas não a encontra; procura nos quartos, na sala, chama pelo seu nome e nada. Quando passa pela cozinha, vê um bilhete sobre a mesa com as seguintes palavras:
"Querido, infelizmente hoje deixei novamente escapar algumas vacas. Eu não queria ver você chateado e nem bravo como da última vez. Por isso fui atrás delas. Um beijo.
Eu te amo."
Desesperado, pega o seu cavalo e sai correndo pelo campo gritando o nome da esposa.
O vento e a chuva eram muito fortes, o céu estava totalmente escuro e havia grande raios e relâmpagos. Depois de tanto procurar por todos os lugares em vão, ele volta para casa cansado e frustrado.
Quando está se aproximando de casa, ele vê, no mesmo local onde no dia anterior havia gritado com sua esposa, o corpo dela estendido no chão, debaixo de um tronco de árvore que havia caído com a tempestade.
Ele salta do cavalo, corre e a toma em seus braços. Mas era tarde.
Ela estava morta.
Não sei o que passou pela cabeça dele naquele momento, mas posso imaginar.
Se pudesse expressar as palavras que ele disse, eu diria:
"Eu não acredito. Não pode ser verdade. Tempo, volte e eu desfarei tudo que fiz e disse ontem, e direi a ela o quanto a amo e que não consigo viver sem a sua presença. Volte tempo!!!"

As palavras deixam marcas que dificilmente se apagam.
Valorize o que você tem de mais precioso nesta vida:
as pessoas que vivem com você.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lobos Internos

Um velho Avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

"Deixe-me contar-lhe uma história.

Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.

É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".

E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.

Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.

Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta.

Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!

Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.

É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:

"Qual deles vence, Vovô?"

O Avô sorriu e respondeu baixinho:

"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O resto são desculpas...

Uma empresa estava em situação difícil, as vendas iam mal, os trabalhadores e colaboradores estavam desmotivados, os balanços há meses não saiam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos. Ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectiva de progresso na empresa.

Eles achavam que alguém deveria tomar a iniciativa de reverter aquele processo. Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um enorme cartaz que dizia: "Faleceu ontem a pessoa que impedia o crescimento de nossa empresa.

Você está convidado a participar do velório na quadra de esportes."

No início todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando o crescimento da empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar um fila indiana. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão a excitação aumentava. "Quem será que estava atrapalhando o progresso?"
Ainda bem que este infeliz morreu!!!

Um a um, os funcionários agitados aproximaram-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam a seco, ficando em absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma. Pois bem, certamente você adivinhou que no visor do caixão havia um espelho.

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento; você mesmo.
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
Não tente achar culpados pelas suas falhas.
E é dentro do seu coração que você vai encontrar a energia para ser o artista de sua criação.
O resto são desculpas..."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Maria, a nossa intercessora

A Igreja no Brasil celebra, no dia 12 de outubro, a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do nosso país. A devoção popular que se iniciou em 1717, quando a imagem foi encontrada no Rio Paraíba, foi crescendo e atingindo todas as regiões brasileiras, tornando-se o maior movimento religioso do país. Depois de peregrinar por diversas casas, a imagem foi levada, em 1745, para uma capela construída no Porto Itaguaçu, marcando o local onde ela foi encontrada; agora o culto já recebe a aprovação oficial da Igreja.

Essa capela mais tarde foi ampliada e transformou-se na primeira basílica. Mas essa igreja ficou pequena, por isso foi necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Em 11 de novembro de 1955, iniciou-se a construção da nova igreja, com capacidade para abrigar 45 mil peregrinos. Em 4 de julho de 1980, embora inacabada, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a CNBB declarou-a oficialmente Santuário Nacional. Por tudo isso, Aparecida é a “capital mariana do Brasil”.

Após esses breves registros históricos, importa fazer uma reflexão sobre a Virgem Aparecida. No dia 12 de outubro, o Brasil celebra Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Ela é a nossa mãe, a nossa intercessora e a nossa mestra na fé, como ensina o evangelho desta solenidade (Jo 2, 1-11), em que é relatado o primeiro milagre de Jesus, em Caná.

O evangelista conta que Jesus foi a uma festa de casamento, juntamente com sua mãe e seus discípulos. Vindo a faltar água, Maria mostra sua face de mãe que se preocupa com a festa dos noivos. E movida por seu espírito intercessor, pede a Jesus que encontre uma solução.

Jesus parece não se importar muito pois afirma: “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso? Ainda não chegou a minha hora.” Mas Nossa Senhora tem certeza de que sua intercessão encontrará resposta e diz aos criados: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” É a face de mestra que agora se revela. E Jesus realiza seu primeiro milagre, transformando a água em vinho. Mais que um milagre que salvou a festa, é o sinal da alegria, da esperança e do novo reino que Jesus veio anunciar.

Aos pés da cruz, Jesus entregou Maria como nossa mãe. E assim como intercedeu nas bodas de Caná, ela continua intercedendo por nós junto a seu Filho. E também para nós – como mestra na fé – Maria nos convida a fazermos sempre a vontade de seu Divino Filho. A cada um de nós ela dirige as mesmas palavras: “Fazei tudo o que Ele vos disser.”

Maria é honrada com vários títulos e, no Brasil, é amada como Aparecida. São muitos os títulos mas é a mesma pessoa, Nossa Senhora, a mãe de Jesus e nossa. Recorramos a ela para que interceda por nós junto a seu Filho. E manifestemos nossa devoção e nosso amor por ela com celebrações, atos de piedade, cantos e outras formas. Mas não esqueçamos que a principal devoção é imitar as suas virtudes e responder, com atitudes concretas, a seu insistente convite: “Fazei tudo o que Ele vos disser.”

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Perdão


“Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”. Esse trecho da oração do Pai Nosso diz tudo a respeito do perdão, que é pouco praticado entre as pessoas e se mostra necessário para todos se libertarem de sentimentos ruins como a vingança, raiva, tristeza.

De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari, o ato de perdoar encerra o assunto e dá uma nova possibilidade para a reconciliação e o recomeço com o outro. “A Bíblia diz: ‘perdoai porque eles não sabem o que fazem’ e, em geral, a pessoa que magoou realmente não o fez com a intenção de machucar, ferir. Portanto, ao invés de ficar se lamuriando e se torturando por estar ferido, nada melhor do que entender que o outro não teve esta intenção”, afirma.


Mesmo assim, a palavra ainda causa calafrios em algumas pessoas. “A palavra perdoar para mim é muito forte. Desculpar ficaria melhor. Antes eu falava que quem perdoa é Deus, nós não temos esse direito. O mau (seja como for) não deixará de ser com o passar do tempo, mas mais forte que isto é o bem que futuramente possamos fazer”, diz o programador Sidnei Inácio Silva, 26.

Ele afirma já ter perdoado e superado o problema, que se transformou pequeno, tendo em vista que ele venceu a situação vivida. Para ele, o perdão acontece de acordo com a gravidade do ato supostamente equivocado: “O tamanho da ferida e da cicatriz, às vezes, é grande”, admite. No ato de pedir perdão Silva escancara que seu desejo é estar bem com quem magoou, por isso, pede desculpas sem pestanejar.

A estudante Aline Aparecida Carli, 19, acredita não ter vivido até o momento nenhum problema sério que ela precisasse perdoar ou solicitar o perdão. Mas considera ser difícil de as pessoas perdoarem por elas serem “egoístas” ao não perceberem o outro lado do problema. “Tem todo um sentimento de mágoa, decepção, que é difícil de as pessoas esquecerem e relevarem”, aponta.
Perdoar é complicado
Pessoas têm dificuldade em admitir que a outra agiu diferente, diz psicóloga
Tanto o ato de perdoar quanto o de pedir perdão são verdadeiros tabus nas relações humanas. Aceitar o jeito do outro e desculpá-lo por algum equívoco e, por outro lado, saber admitir o erro, são dois problemas que põem em risco os relacionamentos.

E para tratar disto conversamos por email com a psicóloga Olga Tessari, que vai abordar estes dois pontos centrais na questão do perdão, bem como apontar caminhos no meio deste dilema que elevem a situações benéficas de parte a parte.

Site Padre Marcelo Rossi – Por que é tão difícil das pessoas perdoarem?

Olga Tessari: Para perdoar é preciso aceitar o fato de que, se a pessoa errou, ela não tinha a intenção consciente de fazer o que fez, de que errar é humano e que se ela feriu ou magoou, não o fez propositalmente. Perdoar é também aceitar o fato de que somos seres humanos e que faz parte da nossa natureza errar, embora o erro não seja a nossa intenção, todos queremos acertar sempre. No consultório é comum ouvir estas frases: “não admito que ele tenha feito isso comigo”, “não entendo porque ela fez isso”, “jamais imaginei que ela pudesse fazer isso”, “eu não esperava isso da parte dele”. Essas frases mostram a dificuldade das pessoas em admitirem que a outra pessoa não agiu de acordo com suas expectativas. E é essa dificuldade que impede as pessoas de perdoarem, justamente porque elas não aceitam que a outra pessoa tenha agido de forma diferente daquela esperada.


Site Pe. Marcelo – Quem ama perdoa?

Olga Tessari: Nem sempre. Tudo vai depender do quanto a atitude errada do outro a feriu, da intensidade da dor que ela sente, dos seus próprios valores e de seu orgulho, entre outros fatores. Há pessoas que, mesmo amando muito, tem uma dificuldade enorme de perdoar por não admitirem que tenham sido machucadas. Uma frase que caracteriza bem a dificuldade do perdão: “Ele(a) não podia ter feito uma coisa dessas comigo, eu não mereço!”. Por outro lado, há pessoas, que por amar muito e por quererem manter seu relacionamento (seja de amizade, familiar, de trabalho ou amoroso) perdoam após o período desta dor.

Site Pe. Marcelo – A confiança segue a mesma após um ato de traição?

Olga Tessari: É claro que a confiança fica abalada num primeiro momento, pois a fidelidade faz parte do acordo implícito de um relacionamento amoroso. Todos esperam que a fidelidade seja mantida, portanto, confiam que o parceiro não vai quebrar este acordo. Então, quando este acordo é quebrado, é claro que as pessoas deixam de confiar cegamente, passam por um período de desconfiança muito grande, mas, aos poucos, sua confiança pode ser resgatada em função de como serão as “novas” atitudes da pessoa que traiu, se ela agir no sentido de reconquistar a confiança perdida. Mas há casos de pessoas que perdem a confiança totalmente e que, mesmo com o passar do tempo, por mais que as atitudes da outra pessoa indiquem que se pode voltar a confiar nela, não conseguem restabelecer a confiança perdida. Nestes casos, ou o relacionamento acaba ou então a pessoa deve buscar a ajuda profissional de um psicólogo para entender o que a leva a não perdoar, mesmo querendo manter seu relacionamento. 

Site Pe. Marcelo – Uma pessoa que sofre muito por algum ato de traição sofrido, se perdoar ela consegue se livrar dessa angústia?

Olga Tessari: Sim, o perdão traz consigo o alívio porque a pessoa deixa de sofrer. Seria o momento em que a confiança é resgatada, onde a angústia da desconfiança se encerra e a mágoa por ter sido ferida se desfaz.


Site Pe. Marcelo – Pedir perdão pode ser uma forma de reconhecer o erro. Mesmo assim, muitas pessoas teimam em não fazê-lo. Por quê?

Olga Tessari: Aqui reside a dificuldade que o ser humano, em geral, tem de admitir seus próprios erros. Por outro lado, tudo vai depender do ponto de vista que se vê o problema. Pode ser que eu veja uma atitude do outro como errada, mas pode ser que o outro não a considere um erro. E é aí que, muitas vezes as pessoas podem ter dificuldade em reconhecer seu erro, justamente porque é a outra pessoa quem está vendo o erro e não elas mesmas. O orgulho também impede a pessoa de admitir publicamente que errou, mesmo reconhecendo-o para si mesma.

* Direitos Autorais deste texto-  © Dra Olga Inês Tessari

  www.olgatessari.com

*o texto está registrado de acordo com a Lei de Direitos Autorais

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Escrever na Rocha

Dois grandes mercadores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito
amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana e seus escravos empregados.
 
Numa dessas viagens, ao passarem junto a um rio caudaloso, Farid
resolveu banhar-se, pois fazia muito calor.
Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza.

Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se às águas e,
com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo.

Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele
gravasse numa rocha ali existente, uma frase que lembrasse a todos do
acontecido.

Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido
repouso.
Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir
alterando-se esbofeteou Farid.

Este aproximou-se das margens do rio e, com uma varinha, escreveu na
areia o fato.

O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de
Farid, perguntou-lhe:

- Meu senhor, quando fostes salvo, mandaste gravar aquele feito numa
pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?
Farid respondeu-lhe:

- Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha
para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento
deles, procurem imitá-los. Ao contrário, porém, quando recebemos uma
ofensa, devemos escrevê-la na areia, próxima as águas para que
desapareça, levada pela maré, a fim de que ninguém tome conhecimento
dela e, acima de tudo para que qualquer mágoa desapareça prontamente
no nosso coração !

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Você é importante para Mim

O que você faria se cada vez que você quisesse uma pessoa, ela não estivesse por perto????

O que você faria se a cada momento que você estivesse super feliz... existisse 10 de tristezas????

O que você faria se seu amigo morresse amanhã e você nunca tivesse
oportunidade de dizê-lo como você se sentia??

Então,eu só queria dizer que, se nunca mais eu falar com você em minha vida, você é muito especial
e tem feito uma grande diferença em minha vida!!!!
Eu olho pra você, respeito você e tenho um grande carinho por você.

diga isso para todos seus amigos, não importa quanto tempo estão sem
conversar, ou quanto perto estão, e mande isso para a pessoa que lhe
enviou...

Deixe velhos amigos saberem que você nunca os esqueceu, e fale para os novos que você nunca irá esquecê-los...

Lembre-se, todos precisam de amigos.
Se algum dia você sentir que não tem nenhum, mas apenas lembre-se desse texto e se conforte sabendo que tem alguém, em algum lugar que gosta de ti, e sempre gostará....

Eu sempre estarei por perto.....
Em tempos de dificuldades
Em tempos de precisão,
Se você está se sentindo triste,
Você pode contar comigo.
Eu irei piscar,
Até você sorrir,
darei-lhe um abraço,
E ficarei ao teu lado.
Estarei com você aqui até o fim,

Eu sempre e pra sempre serei seu amigo!!!!
Se não enviar nada vai lhe acontecer, mas se quizer fazer alguém feliz hoje e se quizer dizer a alguém o quanto essa pessoa é especial,

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

AS 7 VERDADES DO BAMBU

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
Vovô corre aqui! Explica-me como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva… este bambu é tão fraco e continua de pé?



Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de "nós" (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.


Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

SEJA COMO O BAMBU... Ele verga mais não quebra...

(Pe. Léo)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Amar ou Ser Amado?

Se pudéssemos escolher apenas uma alternativa...
O que seria mais importante?
Amar ou Ser Amado?
Por mais que pensemos...
Fica realmente difícil encontrar uma resposta...
Mas podemos tentar...
Vamos presumir que a alternativa escolhida fosse Amar...


Como é bom Amar...
Sentir o coração bater mais forte...
As mãos frias e trêmulas...as pernas fracas...
O sorriso nos lábios...
Sim, porque o sorriso faz parte do amor e como faz!
Quando amamos, temos o privilégio de sorrir mais...
Sorrimos até quando estamos parados, com o pensamento longe...
Sorrimos das próprias lembranças que esse amor nos traz...
e muitas vezes, quando nos damos conta...
Estamos lá, não importa aonde...
Mas estamos com o sorriso nos lábios...
Até mesmo parados no farol a caminho de casa...
No meio de um trabalho...
Quem estiver prestando atenção na gente... provavelmente não vai
entender nada...
Mas, se essa pessoa também já amou
alguma vez na sua vida...
Ah, com certeza vai entender porque estamos assim... e vai sorrir
também só em lembrar como ela
já ficou um dia por causa do amor...
Quando pensamos na pessoa amada,
uma enorme sensação de leveza
vai tomando conta do nosso corpo...
Da nossa mente...da nossa alma...assim, sem pedir licença...
Mas é uma sensação tão maravilhosa que não importa, ela é tão boa
que não precisa mesmo pedir licença...
pode ir entrando e tomando
conta do nosso ser...
Sensação de plenitude...
E, agora, vamos pensar na outra escolha...
Ser amado...
Como é maravilhoso também saber que existe alguém que nos ama...
Que se importa conosco...
Que se preocupa com tudo o que nos possa acontecer...
Que teme que nos aconteça algo de errado...
A pessoa que nos ama está sempre vigilante...
Tentando nos proteger de situações
que poderiam nos machucar, e
consequentemente machucar a esta pessoa também, sim, porque não
podemos nos esquecer de tudo que foi dito anteriormente sobre
amar...
Quando somos amados, se algo de
errado nos acontece, o ser que nos
ama sofre muito com isso,
talvez sofra mais do que nós mesmos
poderíamos sofrer...
O ideal seria escolher as duas alternativas
Amar e Ser Amado
Pois os dois sentimentos se completam
Mas, nem sempre é assim...
O ideal seria:
Saber Amar e Ser Amado
Mas isto é privilégio de poucos...
talvez privilégio de quem já aprendeu
muito com o amor, já cresceu
muito com ele, e por isso talvez até
consiga entende-lo melhor...
O ideal seria:
Amar sem sufocar... Amar sem aprisionar...
Amar sem cobrar... Amar sem exigir...
Amar sem reprimir, simplesmente Amar...
E
Ser Amado sem se sentir sufocado...
Sem se sentir aprisionado...
Sem se sentir cobrado...
Sem se sentir exigido...
Sem se sentir reprimido
Simplesmente Ser Amado!
Pois do que nos adiantaria Amar sem Ser Amado
e Ser Amado sem Amar?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Anjos de Guarda

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?
Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.

Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.



Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.

Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.

O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.

E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.

Ou para quem caminha só nas estradas do mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.

Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.

Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.

É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.

É ele que nos sussurra aos ouvidos: Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!

Ou nos incentiva: Vá em frente! Esforce-se! Estou com você!

É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.

Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor a Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.

Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.

Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.

Sua ação é sempre regulada, porque se fôssemos simplesmente teleguiados por ele não seríamos responsáveis pelos nossos atos.

Também não progrediríamos se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.

O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem confia em suas próprias forças.

E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.

Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.

Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.

E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.

Você pode ter se transviado no mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.

Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.

Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.

Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.

Pense nisso!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O VASO CHINÊS

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até casa, enquanto o rachado chegava meio vazio.
Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a senhora chegando a casa somente com um vaso e meio de água.


Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:
'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'
A velhinha sorriu:
-Reparaste que lindas flores há somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todos os dias, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Durante dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

Cada um de nós tem o seu próprio defeito. Mas é o defeito que cada um de nós tem, que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é...
E descobrir o que há de bom nele.

Moral da história:

Cada um de nós temos nossas próprias falhas. Cada um de nós somos um
"pote quebrado", mas cada uma destas falhas e fendas é que nos faz viver juntos, de forma tão atraente e interessante.
Você apenas tem que aceitar as pessoas como elas são, e procurar nelas o que há de melhor.

Se for para somar, fique. Se não for, boa sorte…

Hoje a minha despensa emocional está arrumada e limpa, já não guardo mais rancores, nem amores que já passaram do prazo de validade. Não t...