sexta-feira, 29 de junho de 2018

Acredito na força do pensamento: pensar positivo atrai o que é bom

Quando nos afastamos do que carrega energia ruim, passamos a enxergar com mais clareza, com mais otimismo, com mais confiança. A esperança não se aloja em corações inseguros.

Quando nos afastamos do que carrega energia ruim, passamos a enxergar com mais clareza, com mais otimismo, com mais confiança. A esperança não se aloja em corações inseguros.

Se formos acreditar tão somente naquilo que a ciência comprova, teremos bastante dificuldade em atravessar as escuridões de nossa jornada. A vida é muito imprevisível e costuma nos derrubar, ou seja, caso não tenhamos alguma crença dentro de nós, alguma fé, demoraremos muito tempo para sair daquelas ocasiões em que a vida dói fundo.

Todo mundo quer se prender a algum tipo de segurança, de linearidade, para que o caos lá de fora não se instale dentro de suas vidas, de seus lares. A rotina nos ajuda muito a manter essa linha segura em nosso dia-a-dia, pois, assim, pelo menos um pouco de previsibilidade teremos diante de nós. Porém, por mais que mantenhamos uma agenda com compromissos detalhados, por mais que tentemos controlar a nossa vida, uma ou outra hora tudo dá errado, sai do prumo.

Daí a necessidade de mantermos uma postura positiva, acreditando sempre que ainda há muita coisa boa nos esperando, para que o peso de um hoje desagradável não nos desvie de amanhãs melhores. Manter uma atitude otimista, fugindo de falas maldosas, é o que nos ajuda a enxergar luz, ainda que fraca, em meio aos dissabores que enfrentamos diariamente – e que não são poucos. A muitos poderá parecer conversa de botequim, mas energia atrai energia de mesma intensidade, dentro e fora de nós.

Nesse percurso, será imprescindível não nos contaminarmos pela negatividade e pela maldade alheias, para que não sejamos sugados para dentro das escuridões dos outros. Evite falar mal dos outros, lamentar-se exageradamente, reclamar de tudo, e verá que o dia vai ficando mais leve. Quando nos afastamos do que carrega energia ruim, passamos a enxergar com mais clareza, com mais otimismo, com mais confiança. A esperança não se aloja em corações inseguros.

Por isso é que se deve acreditar na força do pensamento, para que tenhamos sempre a esperança de que o melhor virá, de que o amanhã trará agradáveis surpresas. Gente positiva faz bem a si mesma e aos demais, porque enxerga com olhos de luz, olhos que nos veem de verdade. Atraímos o que pensamos. Atraímos o que somos.

*Por Prof. Marcel Camargo

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Muitas tempestades, em vez de atrapalhar, limpam os nossos caminhos

Queremos as respostas de imediato, esperamos os resultados ansiosamente, esquecendo-nos, assim, de prestarmos atenção no tanto de coisa ruim que vai embora junto com as perdas de nossas vidas.

Ninguém tem a lucidez necessária para, em meio às tempestades que devastam suas vidas, conseguir analisar aquilo tudo com ponderação e esperança. Existem acontecimentos que derrubam, machucam, desesperam, cegando qualquer possibilidade mínima de alguma luz no fim do túnel. Nesse momento, será quase que inútil qualquer tentativa de conselhos, pois dificilmente serão ouvidos com sobriedade.

Embora pareça uma ideia simplista demais, ter a consciência de que cada tombo nos traz força e sabedoria, após termos sobrevivido, é o que nos salvará em muitos momentos. Queremos as respostas de imediato, esperamos os resultados ansiosamente, esquecendo-nos, assim, de prestarmos atenção no tanto de coisa ruim que vai embora junto com as perdas de nossas vidas.

Não é fácil viver e sobreviver sem se alquebrar, pois ninguém foge ao enfrentamento dos fantasmas criados por si próprio, ou pelos maldosos de plantão. Pode-se tentar escamotear o sofrimento através do abuso de pílulas, drogas, álcool, dentre outros comportamentos destrutivos, porém, não tem outro jeito que não atravessar a dor e a escuridão, sentindo cada uma delas por todos os poros, para que, aos poucos, a alma da gente renasça, renovada e pronta para tentar ser feliz de novo.

Importante, nessa jornada, perceber que os ventos dolorosos que passam por nossas vidas acabam também por nos livrar de muita coisa que fazia mal, sem que fosse percebido. Somente depois de termos chorado por meses após um rompimento amoroso é que poderemos nos sentir muito melhor sem o ex. Somente depois de termos sofrido copiosamente pela perda de um emprego é que poderemos nos ver em uma ocupação bem melhor. Porque, infelizmente, a gente também se acostuma com trastes e com ferro velho.

A vida vem com força, derruba, esfola, escurece e tira. Deixa-nos, não raro, sozinhos e sem aquilo a que tanto nos apegávamos, desesperançosos e sem perspectivas. É assim que ela ensina. É assim que, inclusive, ela acaba por nos livrar do que nos emperra, limpando os nossos caminhos, oportunizando-nos novos recomeços, mais claros, mais lúcidos, com menos gente ruim por perto. Sigamos.

*Por Prof. Marcel Camargo

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Não procure, permita-se ser encontrado

A vida é muito curta para correr atrás de alguém que nem sequer o procura. Não é preciso ir atrás quando já sabem onde você está, quando já conhecem seu lar e sabem dos seus segredos.

O fato é que há pessoas para as quais não importamos, mas que nos importam. Nestes casos pode ser difícil compreender a situação, pois o interesse pelos outros não fala a linguagem do egoísmo.

Lembre-se de que o seu número de telefone está composto dos mesmos dígitos e que, na verdade, não existe a falta de tempo, e sim a falta de interesse. Pense que quando alguém quer ou precisa de algo ou de alguém, é capaz de mover o céu e a terra para compartilhar, mesmo que seja apenas alguns segundos.

O carinho não se suplica

Arrastar-se e suplicar migalhas de um carinho que não lhe querem dar não é saudável nem a curto, nem a longo prazo. Contudo, pode ser que certas demonstrações venham a nos amolecer e que sirvam para procurar motivos para continuarmos ancorados ao desejo de que essa pessoa permaneça nas nossas vidas.

Se você parar para pensar, a única coisa que você faz com essa atitude é prolongar de forma desnecessária o sofrimento emocional. Submeter-se à vontade dos outros faz com que você se transforme em fantoche das suas necessidades e dos seus desejos.

Neste sentido, obviamente, existem coisas que acontecem porque devem acontecer, mas existem outras que acontecem quando as fazemos acontecer. Não podemos nos sentir livres nem ser felizes se vivemos presos a esperanças que manipulam os outros.

Deixe que o vento leve o que é desnecessário na sua vida

É complicado soltar ou deixar ir aquilo que consideramos muito nosso, sejam sentimentos ou pessoas. Isto é, certas pedras que carregamos nas costas estão unidas a nós por um sentimento de identidade e pertencimento que se funde com nosso medo de perder algo que cremos ser tão intenso e importante.

Contudo, apesar de todo esse caos emocional nos amarrar a certas pessoas, também acabamos nos cansando de não nos valorizarem. É provável que ao perceber isto você se sinta um pouco egoísta, o que é terrível para a saúde emocional.

Sentir que ao não aguentar um pouco mais uma situação ou certas pessoas você está fracassando é algo assustadoramente comum. O fundamento deste sentimento é o medo que sentimos de enfrentar o vazio que a perda produz.

Dito de outra forma: sentimos que se deixamos de nos sacrificar perdemos a oportunidade de construir parte da história emocional das nossas vidas. Entretanto, o que realmente você está fazendo é se comportando da forma mais cruel possível consigo mesmo, com suas expectativas e com seus desejos.

O caminho de ida para a liberdade emocional é construído a partir das pedras que vamos soltando; isto é, de sentimentos e pessoas tóxicas das quais vamos nos desfazendo.

Não é mais forte quem mais suporta, e sim quem é mais capaz de “soltar”
Se não traz alegria para a sua vida… SOLTE
Se não o ilumina nem edifica… SOLTE
Se permanece, mas não cresce… SOLTE
Se lhe dá segurança e assim você evita o esforço de se desenvolver… SOLTE
Se não traz reconhecimento aos seus talentos… SOLTE
Se não acaricia o seu ser… SOLTE
Se não impulsiona você a decolar… SOLTE
Se fala, mas não faz… SOLTE
Se não há um lugar na sua vida para você… SOLTE
Se tenta mudá-lo… SOLTE
Se o “eu” se impõe… SOLTE
Se são mais os desencontros que os encontros… SOLTE
Se simplesmente não agrega para a sua vida… SOLTE

SOLTE… a queda será muito menos dolorosa que a dor de se manter preso ao que poderia ter sido, mas não foi.


*Por Resiliência Humana

terça-feira, 26 de junho de 2018

Não tenha medo, tenha fé, as coisas vão dar certo.

A vida da gente oscila de uma forma assustadora: um dia, estamos sorrindo, comemorando alguma conquista e, no outro, choramos ao nos depararmos com alguém que amamos no hospital.

Rimos no final de semana com os amigos e enfrentamos um problema no trabalho na segunda, tecemos inúmeros planos e nos frustramos com a maioria.

Chega um momento, em nossas vidas, em que desanimamos tanto, que nos questionamos se tudo não passa de ilusão. Nossa fé começa a falhar e o medo tenta adentrar nossa casa a todo custo. No meio da tempestade nos perguntamos se Deus está mesmo nos ouvindo. Porque tudo tem dado tão errado ultimamente e, olha, parece que as coisas ruins vêm à tona de uma vez só, até parece que combinam.

Eu não sei se o que tem tomado o seu coração é o medo da solidão, se ele precisa de amor próprio ou se você tem se sentido ultimamente um lixo, diante de tantos fracassos. Eu não sei se o seu problema reside na família, no trabalho ou nos relacionamentos.

Pode ser que todas essas áreas da sua vida estejam bagunçadas e você não vê saída para nenhuma delas, não sabe como recomeçar. Mas eu gostaria de lhe lembrar, caso o tenha esquecido por um descuido qualquer, que você não é um colecionador de derrotas, é um colecionador de histórias, de aprendizados, não importa quantos nãos você receber, quantas despedidas, fins e adeuses. Nunca se esqueça de que você é capaz de recomeçar. Não perca de vista as possibilidades tão lindas, não permita que a dor seja maior.

Às vezes, quando a tempestade vem, os ventos são fortes demais e então a gente teme que tudo será destruído e que não iremos nos “salvar”. Mas Deus está nos dizendo: Tenha fé, eu estou agindo. Por mais que a as coisas fujam ao nosso controle, elas continuam rigorosamente sobre o controle de Deus. Ele sabe o momento certo de acalmar a tempestade, Ele é calmaria. Deus sabe o momento certo de agir, Ele é sabedoria. Deus sabe o momento certo de mudar os rumos da sua vida, Ele é o senhor do tempo. Um tempo perfeito.

Não permita que a ansiedade, o medo e as dúvidas abalem a sua paz interior. Não deixe que tempestade alguma leve embora a sua coragem e, quando não souber para onde ir, lembre-se de que, nos braços do Pai, você encontra proteção. Que ali, toda dor transforma-se em amor e toda ferida é restaurada. Lembre-se de que ali é o melhor lugar para se abrigar.

Não estamos livres das tempestades, mas também não estamos sozinhos. Nos momentos mais difíceis de sua vida, pode até parecer que esteja só, mas Deus cuida de cada detalhe, Ele está com você, sempre.

A tempestade pode ser o momento ideal para lapidar a nossa paciência, para nos dar uma fé inabalável. Pode ser o momento ideal para as oportunidades, para nos transformar e nos fazer enxergar coisas que antes não víamos, devido ao comodismo, ao hábito, à rotina. A tempestade passa, ela vem e vai, mas o Mestre se mantém ao nosso lado todo o tempo. As coisas vão dar certo, não tenha medo, tenha fé. Confie.

*Por Thamilly Rozendo

sábado, 23 de junho de 2018

SE VOCÊ NÃO EXISTISSE, QUE FALTA FARIA?

De todos os seres vivos terrestres somos os únicos que possuem a consciência da própria finitude. Nascer e morrer são duas prerrogativas sabidamente irrevogáveis para todos nós, contudo durante a vida caminhamos quase sempre evitando pensar nisso.

Ninguém quer morrer, mas todo mundo vai, contudo vivemos como se fossemos imortais. Colocamos sobre o colo milhares de pequenos afazeres e nos esquecemos de contemplar o tempo e onde estamos no espaço-tempo da nossa própria vida.
Dessa forma, antes de mais nada, é preciso dizer aqui em alto e bom tom que a vida humana é lamentavelmente curta. E pior, é ainda mais curta para os que não acordam para o real sentido dela. E nesse ponto preciso concordar com Benjamin Disraeli “a vida é muito curta para ser pequena”.

Mas quando uma vida é pequena mesmo?

Uma vida é pequena quando nossa presença nela não faz diferença alguma. Quando vivemos de forma banal, fútil, inútil e superficial. Quando de acordo com o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella nos tornamos “mornos”.

Morna é aquela pessoa “mais ou menos”. Mais ou menos amiga, mais ou menos profissional, mais ou menos amante. Morna é a pessoa que adora ditar o velho chavão do “eu faço o que posso”. Morna é a pessoa que não acredita no melhor, nem na aplicação dele para melhoria da vida de todos. Morna é aquela pessoa que não faz falta.
E, de acordo com Cortella, para fazer falta é preciso ser importante. Entretanto, diferente do que podemos imaginar, para ser importante não é necessário ser famoso (haja visto que a fama é efêmera), basta apenas que sejamos importados para dentro do coração daqueles que nos cercam e que são tocados pelas nossas iniciativas e atitudes.
E talvez depois disso, depois de nos tornarmos importantes para os que estão ao nosso lado, possamos pensar na possível “não morte”.
A “não morte” não diz respeito à negação da morte física, mas à sobrevida do nosso Eu. Dessa forma só morremos mesmo quando somos definitivamente esquecidos.

Assim, quando vou até a cozinha e me lembro do cheiro delicioso da farofa molhada da minha avó, a torno viva através de meus pensamentos e memórias. Quando cito um filósofo do século passado, puxo a manta do esquecimento que dedilha sua lápide. Quando entoo uma canção de Vinicius de Moraes, o reavivo, prolongando sua vida para além dela mesma.
Sabe aquele ditado que nos diz sobre “plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho”? Ele tem muito a ver com esse sentido de “não morte”.

Quando planto uma árvore e cuido para que ela se fortaleça e sobreviva a mim, ela levará consigo um pouco do que sou e de minha iniciativa e atitude. Ela será como uma lembrança minha a acenar para os que contornam seu tronco que eu em corpo um dia lá estive e ideologicamente ainda estou.

Com um filho também é assim, se eu não apequenar minha vida e dar a ele o tempo necessário para que aprenda comigo, ele levará consigo o que sou não só nos traços e genes, mas em sua ideologia e caráter também.
Dizer de um livro é o mesmo, pois se minhas palavras e pensamentos compilados forem de importância significativa para a vida dos que vierem a me ler, o que foi escrito por mim ficará e transcenderá o tempo.

Mas o que estamos fazendo hoje com nossas vidas? Estamos nos dando tempo para plantar e regar uma árvore ou estamos apenas jogando uma muda de qualquer jeito dentro de um buraco raso?
Estamos criando vínculos com nossos filhos ou protelando a outros questões que só nos dizem respeito?
Somos movidos por reflexões profundas, recheadas de sentido, que partilhadas podem fazer florescer o melhor em outros corações ou estamos apenas preocupados com aforismos dedilhados rapidamente em alguma conversa superficial?
Fazemos o nosso melhor dentro das possibilidades que nos foram dadas ou nos contentamos com o comedido e desmotivante “faço o que posso”?
Somos pessoas repletas de amor e de importância para nossa família, amigos e comunidade ou resmungões solitários que esperam o mundo dar errado para dizer “eu falei”?

Seremos lembrados apenas durante nossos anos de vida ou tomaremos tento para esse tempo curto no qual enchemos os pulmões de ar e faremos dele o ponto de partida para o que pode transbordar para um tempo além do nosso?
É esse o momento para verdadeiramente ser, para verdadeiramente amar e para verdadeiramente proclamar o melhor que carregamos em nós.
Apenas sendo de verdade, dando o melhor de nós, podemos enfim ganhar um lugar cativo no coração daqueles que sinceramente tocamos e dessa forma não nos rasgaremos em temores quando uma voz sabiamente nos indagar: “Se você não existisse, que falta faria?”

*Por Vanelli Doratioto

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Nunca é tarde demais para dizer “e daí?”

As coisas nem sempre são como gostaríamos. O seu relacionamento amoroso não anda bem? Você não se dá bem com seus pais? Sente que ninguém o respeita ou ama? O seu trabalho é um lixo? Você teve uma infância ou uma adolescência complicada? Se estas e outras coisas o derrubam, é porque você permite. No entanto, nunca é tarde demais para tomar as rédeas novamente.

O jeito de enfrentar os seus problemas e de encarar o que vem depois é o que faz a diferença. Não importa o tempo que os seus fantasmas o perseguiram, o tempo que você leva tentando superar seus medos ou o que você acha que os outros procuram lhe impor. Nunca é tarde demais para dizer “e daí?”

“Às vezes as pessoas permitem que o mesmo problema as oprima durante anos, quando poderiam dizer: e daí?”

Compreender para aceitar, aceitar para se recuperar

Aceitar a situação é a única coisa que fará você se recuperar. Somente quando você aceita que as coisas são como são e não como você gostaria que fossem, consegue as armas necessárias para lidar com a sua realidade. Jogue a rodada com as cartas que você tirou, você não pode escolhê-las.

Você precisa tentar compreender as regras do jogo, a estratégia dos outros jogadores e dos obstáculos que surgem para poder jogar as suas cartas. Não importa se existem explicações lógicas, não se trata de racionalizar a situação. Dá na mesma você não concordar, não estar de acordo ou não entender o porquê. O que importa é que aceitando o que vier você poderá se recuperar porque você sabe de onde partiu.

“A compreensão é o primeiro passo para a aceitação, e somente com a aceitação pode vir a recuperação”.
-J.K. Rowling em “Harry Potter e o cálice de fogo”-

Solte o lastro

Não podemos mudar o que já vivemos e o que nos aconteceu, mas podemos mudar o jeito como encaramos o que está por vir, inclusive a forma de encarar a nós mesmos. Por isso, a primeira coisa a fazer é perdoar a nós mesmos. É preciso soltar o lastro para avançar.

As coisas não são do jeito que você gostaria que fossem? E daí? Se não há nada a fazer, por que você permite que isso o consuma? Por que você continua deixando que isso o controle? Nunca é tarde demais para mudar o seu jeito de ver as coisas.

Nunca é tarde demais para começar de novo, para se apaixonar novamente, para fazer o que você gosta, para ser o que você deseja ser, para se descobrir internamente… Nunca é tarde demais para soltar o fardo, por mais que você tenha acumulado na sua mochila emocional ou por mais ligado que você esteja a ela.

Se tiver que ser assim, que seja

Empenhar-se em mudar as coisas nem sempre é uma opção possível. De verdade, a única coisa que você pode mudar é a si mesmo. Somente mudando a si mesmo vai existir a possibilidade de você inspirar alguém a mudar, mas enquanto essa mudança não for voluntária, não há nada a fazer.

Às vezes as circunstâncias são o que são, e não há nada a fazer para evitá-las ou mudá-las. Então é preciso se adaptar, esperar e não se preocupar tanto com o que não se pode mudar. Existem muitas outras coisas nas quais se concentrar enquanto isso, por exemplo, se preparando para o que virá depois.

“Porque depois de tudo, a melhor coisa que se pode fazer quando está chovendo é deixar que chova”.
– Henry Wadsworth Longfellow-

Caminhe para frente, sem carregar o que você precisa deixar para trás

Se você não parar de olhar para o passado, irá perder muitas das coisas boas que o esperam pelo caminho. As coisas não têm por que serem iguais. Você também não precisa esquecê-las, apenas tem que deixá-las passar, lhes dar o seu lugar na sua história sem arrastá-las a cada passo que dá.

Talvez para o resto do mundo os seus erros e a sua história sejam imperdoáveis e insuperáveis, talvez ao seu redor você não tenha o amor que deseja. Mas a única coisa que importa de verdade é que você perdoe a si mesmo, que você ame a si mesmo.

Não seja dramático. Você não tem a vida que desejava? E daí? A que você tem está cheia de oportunidades, mas você só as enxergará quando parar de olhar para o lado errado.


*Por Resiliência Humana

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Com fé, resiliência e amor, tudo se torna possível

Por muito tempo, eu tentei ser o que as pessoas gostariam que eu fosse.

Eu tentava agradar, e tinha medo de dizer não, eu chorava em silencio, e mantinha minhas vontades em segredo.

Eu, não era eu. Eu era, ela, aquela, que todos esperavam que eu fosse.

Como um gigante adormecido, quando deixei minha essência acordar de um sono profundo, o estrago foi grande.

Tive que destruir paredes que eu mesma construí ao longo do caminho e que obstruíam a minha passagem. Tive que passar por cima de algumas situações, que nunca tinham me representado, e também, tive que me libertar das algemas que eu permiti que algumas pessoas colocassem em mim.

Foi um processo de renascimento, de metamorfose, de evolução, e de muita dor.

Foi preciso coragem, para olhar pessoas e situações nos olhos e dizer não, sem muita explicação, simplesmente não.

Eu abri mão de tudo aquilo que estava e está fora do meu controle, e assumi as rédeas de todo o resto.

Eu decido, eu faço, quando quero e se quero.

Nessa batalha, eu me armei de todo o amor que existia em mim, e foi quando finalmente descobri que sempre tive a disposição a arma mais poderosa que o homem pode utilizar.

Muita gente teve que sair de cena, para que eu pudesse fazer espaço para todas as outras que estavam pacientemente esperando para fazer parte da minha história.

Eu mudei o rumo da minha jornada, porque finalmente entendi, que só eu tinha esse poder.

Eu não deixo mais a vida simplesmente me levar, eu observo os sinais e ajusto o ponteiro da minha bússola, para a direção que o meu coração aconselha.

Se é o destino certo, eu não sei, eu só sei, que vivo da minha maneira, sempre levando em consideração todos os aprendizados diários, os conselhos que carregam positividade e coerência, as críticas construtivas e tudo mais que venha a acrescentar.

Diante de toda essa mudança, fiquei sem tempo e espaço para as pessoas que só sabem reclamar, para os negativos, fofoqueiros e folgados de plantão. Eu não julgo as escolhas de ninguém, todo o mundo tem o direito de ser e fazer o que bem entender, mas a melhor de todas as lições que aprendi até aqui, é que , posso respeitar o espaço do outro mas não sou obrigada a aceitar, conviver ou concordar com o que não me agrada, não me acrescenta e não me torna uma pessoa melhor.

Hoje eu sou tudo o que eu quero, tudo o que eu posso, e talvez tenha mais imperfeições do que nunca, mas estou trabalhando e investindo toda a minha energia para ser melhor a cada dia.

Ainda não tenho tudo o que quero, mas tenho tudo o que preciso, e acima de todas as coisas, ir dormir com a consciência limpa, sabendo que fiz e faço o melhor que posso, com o que tenho, de acordo com o momento que estou vivendo, já me basta.

Eu deixei de alimentar meu ego, e foi aí que percebi o quanto minha alma tinha fome, então descobri toda a abundância que existe na gratidão, e aprendi, que agradecer por tudo e qualquer coisa é o único alimento que nutre, expande e revigora a minha alma.

Com fé, resiliência e amor, tudo se torna possível, mas sair do casulo e virar borboleta, é uma decisão que só você pode tomar.

Reveja seus conceitos, reavalie sua vida e escolhas, e se encontrar algo do qual não se orgulhe, ou que não te faça feliz, ressuscite a tua essência e liberte-se.

*Por Wandy Luz

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Todos os dias o seu silêncio me diz que eu fiz o certo ao me afastar

Eu sempre tive certeza que a decisão que eu tomei era mesmo a mais acertada. Mas, às vezes, principalmente no início, eu me pegava me questionando: “E se…?”. E se eu tivesse feito diferente, e se eu não tivesse demonstrado tanto, e se eu tivesse dividido a atenção que eu oferecia a você com um outro alguém? E se eu tivesse sido menos exclusiva, e se eu tivesse te tratado como alguém sem tanta importância pra mim? E se eu tivesse te amado menos?

Nós nunca sabemos o impacto que alguém vai causar em nossas vidas até que abrimos a porta e deixamos aquela pessoa entrar. O fato é que eu quase fechei a porta pra você. Foi por muito pouco que não te ignorei como forma de finalizar aquele nosso primeiro contato. Quando você pediu meu telefone, eu tive o impulso de te excluir, mas ao contrário disso, te ignorei. Fiquei dois dias sem te responder, eu não sabia o que fazer. Por fim, num impulso, te mandei meu número já pensando nas desculpas que eu haveria de te dar para te ignorar sem culpa.

A vida nos surpreende e ela me surpreendeu muito quando causou o nosso encontro. Não foi no primeiro nem no segundo encontro que eu me apaixonei. Mas desde a primeira vez que conversamos pessoalmente, eu percebi que ali havia uma mente pensante e eu sempre me atraí muito por pessoas inteligentes. Ao te conhecer melhor, sentimentos surgiram. Com o tempo, evoluíram. Me envolvi, relutei, mas por fim me entreguei e posso dizer que foi um caminho sem volta. Te amar menos era impensável, ter sido menos exclusiva do que fui não era alternativa pra mim. Eu nunca me envolvi com mais de uma pessoa simultaneamente. E agora que eu amava alguém eu iria fazer isso? Esse tipo de jogo não cabia na minha vida. Se eu te perdesse, que fosse por amar demais e nunca por valorizar de menos. Eu não estava disposta a errar. Não com você.

Mas nenhuma relação depende apenas de uma só pessoa. E com o tempo eu fui obrigada a encarar a verdade: você não queria ser amado, pelo menos não por mim. E amar alguém que não quer ser amado é mais que arriscado, é atestado de sofrimento. Apesar de tudo, eu ainda estive disposta a ficar ali. A tentar transpor barreiras. Mas de onde eu tirava obstáculos, você construía muros. Nós dois não tínhamos os mesmos objetivos, um dia você disse. E você disse nada menos que a verdade. Eu terminei aquilo porque não havia caminho mais acertado que o fim.

Por mais que eu tivesse certeza desta decisão, como eu disse, às vezes me perguntei se aquilo era o melhor (era o mais certo, mas seria o melhor?). Procurei nas músicas, nos livros e nos astros resposta para os meus questionamentos. Em vão. Nada me respondia. Meses se passaram sem que eu encontrasse esclarecimento. Foi só então que eu percebi que meses se passaram e você se manteve calado. E o seu silêncio dizia tudo, ele era a resposta que eu procurava. O seu silêncio me mostrou todos esses dias que eu fiz o certo ao me afastar.

*Por Nat Medeiros

terça-feira, 19 de junho de 2018

IGNORAR CERTAS PESSOAS NOS TORNA MAIS FELIZES

Quanto mais vivemos, mais percebemos que a arte de ignorar certas pessoas é capaz de nos poupar de muitos dissabores, aumentando a qualidade de nosso dia-a-dia. Com o tempo, vamos aprendendo que gastar energia com pessoas e coisas que não merecem um mínimo de consideração é atraso de vida, e que só serve para aumentar a quantidade de nossos cabelos brancos e de nossas decepções acumuladas.

Não dê ouvidos a quem está sempre dizendo que nada vai dar certo, que você não vai conseguir, ou que seus sonhos são utópicos demais. Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos e ninguém tem o direito de nos determinar qual é o real alcance de nosso potencial. Nossos ideais é que alimentam as nossas esperanças, as nossas certezas de que o amanhã virá mais belo e pleno de realizações.

Passe por cima, com dignidade e elegância, das opiniões contrárias, dos pontos de vista que denigrem e diminuem tudo aquilo em que acredita. Poderemos nem sempre estar com a razão, mas jamais deveremos abrir mão do pulsar de nossos sentidos, das crenças que nos sustentam o olhar adiante e que nos impulsionam a seguir sempre em frente, a despeito das adversidades e dos tombos que a vida nos dá.

Atropele seus medos, os temores que emperram os seus passos, que tolhem o seu caminhar da liberdade da qual deve se revestir. Não se contamine pelas negatividades alheias, de gente que nunca ousou desvencilhar-se das amarras das convenções sociais, de gente que nunca saiu do lugar, iludindo-se pela comodidade desconfortante da ilusória zona de conforto em que se amotina.


Não ligue para aqueles que desacreditam de seus empreendimentos, de suas idéias, dos sonhos que embasam a sua busca pela felicidade, em casa, no trabalho, onde for. Mantenha firme o seu propósito de encontrar o amor verdadeiro, o amigo leal, o emprego perfeito, a carreira naquilo em que você é melhor. Nada nem ninguém nos impedirá a construção de um caminho de sonhos palpáveis, caso acreditemos em nós mesmos.
Esqueça as palavras de desânimo e de desmotivação que ouvir pelo caminho, enquanto tenta seguir a luz que ilumina a sua jornada. Lembre-se de que ouvir a voz que vem do seu coração lhe abrirá muitas portas que estarão prontas para recebê-lo diariamente, bem como o levará ao encontro de pessoas que o acompanharão com apoio sincero, amando tudo o que em você é digno de admiração verdadeira. Não guarde dentro de si lixo emocional que os desavisados tentam lhe empurrar, tentando atraí-lo para dentro de suas próprias escuridões.

Ignorarmos aqueles que nos ferem gratuitamente, que querem tão somente nos paralisar, para que estagnemos ao nível da miséria emocional em que se encontram, será uma das atitudes mais sábias e úteis que tomaremos ao longo de nossas vidas. Porque ninguém é capaz de acabar com a grandeza que possuímos aqui dentro, nem ninguém tem poder algum sobre as nossas verdades, a não ser que deixemos. No mais, o que importa é ser feliz, e bem longe de gente chata.

*Por Prof. Marcel Camargo

sábado, 16 de junho de 2018

Estou em uma etapa da vida na qual não preciso impressionar ninguém

Nós não existimos para impressionar o mundo, mas sim para sermos felizes e realizados. Agora, há etapas em nossas vidas nas quais precisamos priorizar, pensar que vamos surpreender esta ou aquela pessoa, ou que as pessoas terão inveja ou vão nos admirar.

Estou num ponto da minha vida no qual já não preciso impressionar ninguém. Sou como sou, sem que me importe o que os demais pensam de mim.

Não preciso de disfarces, não preciso enganar nem fingir. Porque posso ser quem sou na realidade.

Não preciso fazer ninguém rir ou acreditar que eu nunca choro. Não preciso ser sempre forte nem ser sempre agradável.

Não preciso ser igual a ninguém e, acima de tudo, me aceito tal e como sou. Com minhas virtudes, mas também com meus defeitos.

Porque posso não ser perfeita, mas sou sempre eu.

Aceito e amo quem sou, e quem posso chegar a ser.

Anônimo

Há momentos nos quais desejamos captar a atenção e sermos os reis da festa. No entanto, com o passar dos anos, o que de verdade importa para nós é viver nossa vida sem destacá-la para os demais, só para nós mesmos e nosso entorno.

Alguém disse, uma vez, que é bonito ter dinheiro para comprar as coisas que desejamos, mas é mais bonito ter coisas que o dinheiro não pode comprar.

Em minha vida não preciso impressionar ninguém

O que a vida vai ensinando a você…
Há pessoas que passam a vida fazendo coisas que detestam para conseguir um dinheiro que não precisam, para comprar coisas que não querem, para impressionar pessoas de quem não gostam.

Desconhecido

Dizem que a vida vai ensinando “quem não, quem sim e quem nunca”. Não são necessárias mais experiências nem ressentimentos, somente vamos aprendendo que, quem espera, se decepciona.

Já nos decepcionamos muitas vezes, depositamos nossa confiança em várias ocasiões, e a verdade é que nem sempre conseguimos obter o resultado que esperávamos.

Assim, da mesma maneira que você deixa de esperar algo dos demais, você começa a se dar conta de que deve deixar de se preocupar com o que os demais esperam de você.

Em minha vida não preciso impressionar ninguém

Este é o momento no qual você toma as rédeas de seus desejos, guia a sua vida, tem iniciativas próprias, não elogia os demais em excesso e compartilha seus pensamentos livremente. Digamos que não somente é o começo de sua liberdade emocional, mas também de sua identidade.

Por que não precisamos impressionar ninguém mais que nós mesmos?
As pessoas mais infelizes neste mundo são as pessoas que se preocupam muito com o que os demais pensam.

Não precisamos satisfazer ninguém, apenas a nós mesmos. E isso obedece a uma simples regra que todos podemos entender: se tentamos impressionar a todo custo, nos disfarçamos. E se nos disfarçamos, nossa essência morre.

Cada um é único e excepcional. Nada nem ninguém merece que escondamos nossa verdadeira forma de ser, nossas emoções ou nossos pensamentos. Agora, também é a verdade que tudo tem um limite: você não pode dizer ou fazer a primeira coisa que vier à cabeça, você precisa ter cuidado para não ferir os demais.

Chega para quase todos esse momento vital no qual o que os demais pensam deixa de nos importar, pois nos damos conta de que o que é verdadeiramente importante somos nós mesmos.

Entretanto, é paradoxal que uma pessoa segura de si mesma e despreocupada “com o que os demais dirão” é a que realmente deixa marcas. Digamos que quem presta atenção a si mesmo se torna alguém mais puro, mais real, mais pleno.

Definitivamente, a única maneira de ser uma pessoa de aço é não tentando. Ser natural e trabalhar nossos verdadeiros desejos é o segredo para sermos mais felizes.

*Por Resiliência Humana

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A mudança que queremos talvez esteja na atitude que não tomamos

Queremos um emprego melhor, mas não enviamos currículos. Desejamos um relacionamento mais saudável, mas aceitamos as migalhas diárias do parceiro. Lamentamos a viagem não feita, mas não ousamos sair do lugar. Queremos o novo, mas temos medo de nos desgarrarmos do que é velho e cheira a mofo.

É muito ruim nos sentirmos infelizes, incompletos, vivendo como se faltasse algo, como se não tivéssemos conseguido alcançar nada do que sabemos ser capazes. Essa sensação de descompasso entre o que queremos e o que realmente temos acaba nos impedindo de poder ser feliz aqui e agora. Jamais estaremos completos e teremos tudo o que queríamos, mas isso não pode ser tido como obstáculo para mantermos os sonhos acesos.

Muitos de nós parecemos viver um eterno descontentamento em relação a nossas próprias vidas e a tudo o que faz parte dela, bem como em relação ao que está ao nosso redor. É como se estivéssemos enjoados da rotina, das pessoas, do trabalho, da mesma cor de cabelo, das mesmas comidas, enfim, entediados, sem nada que nos encante. Acordamos no mesmo horário, prontos para a velha rotina de sempre. E isso cansa.

A rotina é importante, pois nos força a manter certa disciplina em nossas vidas, motivando-nos a não ficar parados, preenchendo espaços de nossos dias, de forma a não nos tornarmos ociosos. No entanto, há que se balancear essa rotina com alguns momentos inusitados, diferentes, surpreendentes, ou nos robotizamos além da conta, perdendo, a pouco e pouco, nossa essência humana e afetiva.

Fato é que perdemos tempo tentando mudar as pessoas, o mundo, em vão, e então percebemos que a mudança que tanto queremos está dentro de nós. Assim, quando mudamos a nós mesmos, tudo se torna melhor, pois o que tanto nos incomoda pode ser algo em nós mesmos. Sermos a mudança que queremos lá fora pode bem ser o começo de tudo.

Da mesma forma, quantos de nós ansiamos por que as coisas mudem, mas não tomamos a atitude necessária para que isso aconteça? Queremos um emprego melhor, mas não enviamos currículos. Desejamos um relacionamento mais saudável, mas aceitamos as migalhas diárias do parceiro. Lamentamos a viagem não feita, mas não ousamos sair do lugar. Queremos o novo, mas temos medo de nos desgarrarmos do que é velho e cheira a mofo.

Nada vem fácil, nada. Tudo o que quisermos alcançar requer disposição, luta e coragem. Caso não estejamos dispostos a ultrapassar a linha de nossa zona de conforto, tudo permanecerá na mesma. E, então, só teremos mesmo que nos lamentar sem sair do lugar.


*Por Prof. Marcel Camargo

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Elegância mesmo é ser nobre diante daqueles que desejam nos atingir

Em nosso caminho encontramos muitas pessoas maravilhosas dispostas a nos fazer bem e cooperar com nossa felicidade. Não existe nenhum porquê para a gente se desgastar e perder tempo com quem não vale a pena.
Elegância mesmo é ser nobre diante daquele que deseja nos atingir.

O mundo está repleto de pessoas pobres de espírito que tiram nossa paz de espírito. Elas nos colocam para baixo com seu egoísmo e maldade, e nos ferem com suas traições e desafetos, enganando-nos com sua falsidade e dissimulação. E, na maioria das vezes, dói muito. Nosso coração se quebra. Sofremos de angústia e deixamos com que a raiva tome conta dos nossos pensamentos. Mas não podemos nos perder em uma mediocridade que é do outro. Se devolvemos na mesma moeda, estamos nos comportando de uma forma que nós mesmos desprezamos.

Por outro lado, tirar uma pessoa de nossa vida com elegância é fortalecer nossa própria qualidade como ser humano. Eleva nossa autoestima e causa bem-estar, simplesmente, porque uma pessoa de alma boa não precisa:

1. Provar que é melhor

Não entre nessa disputa. Se uma pessoa lhe causou mal, recolha suas qualidades e vá embora com a certeza de que você pode mais. A necessidade de dar o troco para mostrar que também pode é pura perda de tempo. A vida é linda e o tempo prova quem é quem.

2. Falar pelas costas
A ânsia de desmascarar quem nos fez mal é sempre grande. Apontar seus defeitos, relatar outras maldades cometidas a outras pessoas e até distorcer a realidade para ela pareça pior. Mas isso é um alívio momentâneo, um círculo negativo e viciante de vitimização que não cura a mágoa de fato. Confie no tempo. Mais cedo ou mais tarde, ele diz quem é quem.

3. Ofender

Algumas pessoas extrapolam os limites da ética humana e cometem atentados inimagináveis contra nossa moral ou nosso coração. Vem um ímpeto de explodir, de gritar os piores palavrões, de tocar fundo nas feridas que sabemos que o outro tem. Mas isso só nos faz tão vilões quanto aqueles que nos causaram dor. Além de ser completa falta de educação. Paciência é elegância.

4. Brigar

Entrar em discussões com pessoas que não querem entender o quanto estão equivocadas em seu comportamento não nos leva a nada. Seja indiferente e afaste-se. Mais inútil ainda que a troca de insultos, a agressão física é a resposta dos fracos e destemperados que perdem para seu lado animal, quando sua própria alma não é capaz de achar resposta melhor.

5. Dar o troco

Com a vingança, nós nos igualamos ao nosso inimigo. Sem ela, nós os superamos. Porque dar o troco na mesma moeda significa ter valores iguais em mãos. A melhor vingança é a indiferença, porque significa não ser atingido pelo mal de quem o quis derrubar. Não existe gesto mais elegante do que sorrir genuinamente em paz diante de um desafeto.

6. Tratar mal

Isso significa dar importância para quem lhe fez mal. É mostrar que o golpe o atingiu e que você está ferido. Seja educado, indiferente, mas não trate mal. Assim você vai mostrar ao seu oponente que nada o afeta e ele achará inútil tentar atingi-lo novamente.

7. Indiretas no facebook

Indireta pela internet demonstra total falta de personalidade de olhar nos olhos e ser sincero ou simplesmente mandar uma mensagem no privado. Esconder-se atrás de postagem no facebook é infantil. Resultado de amargura e, muitas vezes, da inveja. É uma necessidade miserável de provar algo para os outros, até porque a possibilidade da pessoa alvo ler e entender é remota. Ou seja, tal inútil atitude não passa de um esconderijo para os covardes.
Então, da próxima vez em que uma pessoa o atingir ou decepcionar, deixando-o triste e cabisbaixo levante a cabeça altivo e siga com elegância, majestade, senão a coroa cai.

*Luciano Cazz

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vou ficar bem e você vai sentir a minha falta.

E comecemos assim: todos nós precisamos de alguém, que precise de nós…

Foi burrice, inocência e imaturidade. Expectativas frustrantes, ilusões fracassadas e pensamentos que o vento levou. Foi platônico, coisas da minha cabeça, coração indefeso. Foi o que todo mundo falou, e eu neguei. Foi o que você não fez, e eu continuei insistindo. Foi tudo o que os meus olhos apaixonados não enxergaram, e que agora transparece sangrando na alma. Foi covarde da sua parte, e fraqueza da minha. Foi medo, entrega absoluta e insatisfação. Foi um balde de água fria no meu corpo inteiro, e o conforto da coberta no seu. Foi para você, mas para mim, simplesmente, ficou. Desde que nos beijamos, eu nunca existi sem você. Tudo palpitou acelerado aqui dentro, era uma mistura incontrolável da fome, com a vontade de comer. Você chegou quando eu já não tinha mais esperanças de encontrar alguém, trouxe cor ao que era preto e branco. Você foi tudo o que eu nunca tive e, ao mesmo tempo, tudo o que eu desejei nunca ter conhecido.

Eu fiz planos ao seu lado como se não houvesse amanhã. Abri mão de muita coisa por você. Ninguém é obrigado a fazer isso por alguém, mas saiba, que não era nenhum tipo de sacrifício poupar os meus próprios sorrisos, para conquistar os seus. Perdi as contas de quantas vezes eu fiz por você, o que nunca ninguém fez por mim. Não sou muito experiente em relacionamentos, mas eu sempre acreditei que a sinceridade move montanhas. O primeiro passo, é não fazer com o outro, o que você não gostaria que fizessem com você. Se colocar no lugar do próximo é fundamental, dessa forma, podemos prever quais os resultados de cada atitude. Só quem ama cuida, de resto, nada tem importância.

Pois bem, eu cuidei de você. Me preocupava quando você ia dormir tarde, mas precisava acordar cedo. Quando tinha que estudar, e ficava altas horas no trabalho. Quando estava doente, e eu parava a minha vida para prestar um socorro imediato. Eu me preocupava quando estava frio, e eu te dava a minha blusa para se esquentar. Quando você estava com fome, e eu preparava o seu prato preferido. Quando, antes mesmo de você sequer imaginar, eu te surpreendia com qualquer coisa boba, só para te ver feliz. Definitivamente, eu não media esforços para demonstrar o quanto eu era apaixonada por você.

Eu fazia tudo, e era espontâneo. Eu me preocupava antes de você pegar no sono, e te enchia de carinho para sentir o amor correr nas minhas veias. Quando, por um descuido qualquer, você tropeçava e eu segurava a sua mão. Quando os seus problemas apareciam todos de uma vez, e eu servia de porto seguro para a sua calmaria voltar ao eixo. Eu fui calor, quando você estava frio. E paciência, quando você usava palavras secas para argumentar qualquer desentendimento. Eu fui matemática, quando precisei contar até dez e não jogar tudo para o alto. E português, todas as vezes em que pensei em te escrever o que sentia, mas me faltavam palavras.

Eu fui muito mais do que estava disposta, e além do que você merecia. Eu fui o seu sonho, quando, abrindo a janela, apenas se via a tempestade. O amparo no momento de desespero, o equilíbrio na emoção, e a estabilidade na racionalidade. Eu fui salgada, quando você queria apenas doce. E amarga, quando você repetia os mesmos erros. Eu fui compreensiva, tentei te entender e por vezes, eu te desculpei. Perdoei coisas que eu me julgava incapaz. Chorei na minha, no silêncio no meu quarto. Pausei a música, quando me lembrava você. Rasguei todo o projeto que eu tinha com você. Eram grandes demais, para uma pessoa pequena.

E, então, a ficha caiu. Você nunca esteve comigo. Mantive um relacionamento unilateral, me fechei no mundo e fiquei cega aos meus instintos. Se a paixão não tivesse me deixado vidrada em você, talvez a realidade teria me dado um tapa na cara. Foi tudo uma mentira. Você não reconhecia nada que eu fazia por você e, por isso, não fazia a menor questão de retribuir. Você teve tudo muito fácil, como queria, na hora e sem precisar sair do lugar. A culpada fui eu. Te coloquei no trono mais alto do castelo, achei que a nossa história fosse encantada, mas a única iludida, no caso, era eu.

Talvez, nunca tenha existido nós. Eu criei, fantasiei e acreditei. Foi miragem, desejo e vontade de realmente ter alguém. Depositei em você, algo mais pesado do que você poderia carregar. Não estava leve. Não era você, nunca foi você.

Eu não sei de onde eu tirei tudo isso…

Acho que eu te amo, mas nunca deixei, primeiramente, de me amar.

Se não vai somar, nem entra na conta.


*Por Resiliência Humana

terça-feira, 12 de junho de 2018

Deus me deu Você

Deus me deu Você para que eu me enxergasse,
para manter-me forte e ajudar-me a tocar em frente.

Deus me deu Você para partilhar meu coração e minha alma,
para trazer-me coragem e esperança,
para ensinar-me o significado do Amor Incondicional.

Deus me deu Você para aceitar-me como sou,
para entender minhas dificuldades,
para que eu tivesse um Amigo de verdade.

Deus me deu Você para trazer-me lições,
ajudar-me a crescer e fortalecer meu
espírito.

Deus me deu Você para dar-me esperanças,
clarear meus pensamentos e encorajar
os meus sonhos.

Deus me deu Você para inspirar-me a ser o
melhor que eu possa, para mostrar-me a
importância da verdade e da alegria
de oferecer meu coração ao conforto de um
outro coração.

Deus me deu Você para ensinar-me a deixar
as tristezas de lado,
para eu declarar-me vulnerável quando assim
estou e para mostrar meu verdadeiro eu e minhas
ocultas esperanças.

Deus me deu Você para amar, para honrar,
para assumir e entregar minha confiança
da forma que eu sempre quis.
Ele me deu Você porque tinha um plano:
Fazer-me feliz.

Promete? Eu preciso que você prometa estar sempre aqui, mesmo que seja só em pensamento. Promete nunca desistir da gente, nunca desista do nosso amor, da nossa história. Mesmo que haja brigas, de vez em quando uns ‘nunca mais’, nunca desista de me amar. Promete nunca desistir de tudo aquilo que um dia, juntos, a gente sonhou. Eu preciso que você acredite em mim: tudo vai dar certo. Talvez não hoje, amanhã ou mês que vem. Não sei quando, não sei a hora exata, mas sei que um vai acontecer. Então eu só preciso que você prometa ter um pouco de paciência para me amar, porque quando esse dia chegar eu prometo ser toda sua e acredite: eu não suportaria não ser.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A vida muda o tempo todo. O tempo todo a vida muda.

É algo inevitável, e a ordem dos acontecimentos não altera os fatos. Conforme crescemos, o que queremos e pensamos sobre a vida também muda. Nosso crescimento físico deve acompanhar o crescimento e desenvolvimento pessoal e espiritual, nossas escolhas e o que elas refletem também.

Pensamos que sabemos de tudo, pensamos que podemos controlar tudo, porém algumas vezes as coisas não acontecem como planejamos. Isso não significa que a vida está contra você, mas talvez o destino, universo, Deus tenha algo melhor para a sua vida.

Às vezes o que é nosso está nos esperando logo depois de algumas situações que, muitas vezes, consideramos como derrotas ou falhas. Por isso aceite o novo de braços abertos.

Uma mudança fundamental é aprender a se impor


Eu percebi depois de alguns tombos e machucados que minha felicidade às vezes dependia somente de um ‘não’.

“Não, você não pode falar assim comigo.” “Não, você não pode me tratar assim.” Se não te agradar e não te fizer feliz, diga não, hoje não!

Nem todo mundo vai entender sua evolução, mas não se deixe abater e esteja preparado para as críticas e opiniões que você não pediu. Críticas construtivas serão sempre bem-vindas, e para todo o resto, somente ignore.

Seja a mudança que você quer ver, seja a pessoa que você quer ter como amigo, seja o tipo de companheiro/a que você gostaria de encontrar, o funcionário que você contrataria. Seja tudo o que quiser, só não seja egoísta.

Lembre-se sempre de se colocar no lugar do outro em todas as situações, afinal, jamais devemos fazer ou desejar ao próximo o que não queremos para nós mesmos.

Um passo de cada vez, às vezes dois para trás para dar um para frente, mas desde que você esteja se movimentando e caminhando na direção da sua felicidade, das suas metas, a missão maior estará sendo cumprida.

Lembre-se: uma única chance, uma única vida
Enquanto o coração bater e os olhos se abrirem pela manhã, comece e recomece. De novo e de novo!


*Wandy Luz

sexta-feira, 8 de junho de 2018

ÀS VEZES, O QUE É NOSSO ESTÁ NOS ESPERANDO LOGO DEPOIS DE ALGUMAS SITUAÇÕES QUE CONSIDERAMOS COMO DERROTAS OU FALHAS…

A vida muda o tempo todo. O tempo todo a vida muda. É algo inevitável, e a ordem dos acontecimentos não altera os fatos.
Conforme crescemos, o que queremos e pensamos sobre a vida também muda. Nosso crescimento físico deve acompanhar o crescimento e desenvolvimento pessoal e espiritual, nossas escolhas e o que elas refletem também.
Pensamos que sabemos de tudo, pensamos que podemos controlar tudo, porém algumas vezes as coisas não acontecem como planejamos. Isso não significa que a vida está contra você, mas talvez o destino, universo, Deus tenha algo melhor para sua vida.
Às vezes o que é nosso, está nos esperando logo depois de algumas situações que muitas vezes consideramos como derrotas ou falhas. Por isso aceite o novo de braços abertos.

Uma mudança fundamental é aprendermos a nos impor.
Eu percebi depois de alguns tombos e machucados que minha felicidade às vezes dependia somente de um não.
Não, você não pode falar assim comigo. Não, você não pode me tratar assim. Se não te agradar e não te fizer feliz, diga não, hoje não!
Nem todo mundo vai entender sua evolução, não se deixe abater, e esteja preparado para as críticas e opiniões que você não pediu. Críticas construtivas serão sempre bem vindas, e para todo os resto, somente ignore.
Seja a mudança que você quer ver, seja a pessoa que você quer ter como amigo, seja o tipo de companheiro/a que você gostaria de encontrar, o funcionário que você contrataria. Não seja egoísta.

Lembre-se sempre de se colocar no lugar do outro em todas as situações, afinal o que não queremos para nós, jamais devemos fazer ou desejar ao próximo.
Um passo de cada vez, às vezes dois para trás para dar um para frente, mas desde que você esteja se movimentando e caminhando na direção da sua felicidade, das suas metas, a missão maior estará sendo cumprida.

*Wandy Luz

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O passado não volta. Tudo muda!

Tudo na vida tem seu momento. O passado não volta e, se tivéssemos a chance de voltar no tempo, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, nada seria como antes.

Tudo muda, as pessoas mudam, nós mudamos também. E que bom que as mudanças acontecem, elas são essenciais para nos fortalecer, sair da zona de conforto e seguir na direção que precisamos estar.

Por isso, quando se deparar com situações e pessoas que fizeram parte de seu passado e, naquele instante, nada mais fizer sentido, não se sinta culpado por não ser ou agir como fazia antes. Agradeça por tudo que vivenciou, por todos os ensinamentos e por todos os encontros que a vida lhe proporcionou.

Honrar o passado é a maneira mais sábia e bonita de entender que ele foi vital para a sua jornada e para o estágio evolutivo que se encontra hoje.

Quando o velho der lugar ao novo, quando começar a adotar novas atitudes, posturas e novas formas de pensar e agir, fique feliz e tenha orgulho de si mesmo. Confie, tenha fé porque tudo que acontece é para melhorar.

Celebre a vida presente! Não tem nada mais importante e prioritário que o aqui e agora, pois daqui alguns segundos o presente será passado. E quanto ao futuro, não se preocupe tanto com ele, não crie expectativas, tudo tem a hora certa para acontecer.

Nesse processo de desprendimento do passado, deixe ir embora o que tiver de ir e isso inclui pessoas também. Preste mais atenção em sua intuição – é Deus falando com você.

Seja a sua melhor companhia, mantenha-se fiel aos seus valores e virtudes e acima de tudo respeite-se e ame-se.

Respeitar o que seu coração sente é respeitar o que sua alma deseja e ela sabe o que é melhor. O respeito é a maior prova de amor que pode dar a si mesmo. Siga em frente, há muito ainda para ser aprendido e vivido no presente.

Sobre o passado, seja grato porque ele fez você se tornar a pessoa que é hoje. E quanto ao futuro? O melhor virá, acredite e confie!


*Fabiana Paloro

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Eu sei como é a sensação de querer alguém, mas não poder ficar junto…

Amadurecer, talvez seja isso, deixar ir embora o que já tivemos medo de perder.
Eu entendo. Não é só você que sente a solidão correr nas veias e estremecer a espinha. A verdade, é que sabemos que essa idealização não tem futuro, mas ainda assim, insistimos em criar expectativas já sabendo do resultado final.

Eu sei como é a sensação de dormir e acordar pensando em alguém. De sorrir igual bobo olhando uma parede branca. Fazer planos e sonhar de olhos bem abertos.
Eu sei como é a sensação de enxergar coisas onde não existem, de alimentar sentimentos unilaterais.

Eu sei como é a sensação de sair com muita gente e desejar estar com apenas uma pessoa, que mal sabemos onde está se divertindo essa noite. Eu sei como é a sensação de abraçar o travesseiro para conter a saudade que transborda nos olhos. Eu sei como é lembrar desse alguém em cada momento, em cada detalhe.

Eu sei como é a sensação de querer mais do que o caso, moldar uma vida inteira com alguém. Eu sei como é a sensação de ir para a balada, querendo estar no cinema de casal. Eu sei como é a sensação de escutar uma música e lembrar, incessantemente, de alguém. De sentir falta dos instantes que nunca, sequer, existiram.

Eu sei como é a sensação de me perguntarem qual o meu status, eu responder com uma negação o que poderia ser um sorriso enorme, com muito orgulho. Seguido do seu nome, nosso endereço e uma aliança.
Eu sei como é a sensação de tentar preencher um espaço que nada se encaixa. Eu sei como é ter vários contatos no celular, todos no silencioso. Eu sei como é ignorar mensagens e convites, sei como isso dá preguiça.
Eu sei como é seguir em frente olhando para trás. Eu sei como é receber curtidas e comentários de quem não faz a menor diferença. Eu sei como é a sensação de querer e não poder. Eu sei muito bem, e como isso é dolorido…

Eu sei como é a sensação de querer alguém que não te quer. De ficar estagnado em um relacionamento que só existe na sua cabeça. Eu sei como é a sensação de ser tachado de idiota por todos ao redor.
Eu sei como é a sensação de tentar ficar feliz, quando na realidade, tudo o que mais queremos é chorar sem parar. Eu sei como é a sensação de forçar passeios só para tentar pensar menos nesse alguém, e nada adiantar. Eu sei como é a sensação de ter o melhor a oferecer e desprezarem.

Eu sei como é a sensação de romantizar um copo de bebida. Eu sei como é a sensação de beijar outras bocas tentando esquecer, mas acabar lembrando ainda mais.
Eu sei como é a sensação de querer tanto alguém, a ponto de não relevar o amor-próprio ao nível mais alto do egocentrismo. Eu sei como é querer alguém que não nos assume, que não move um dedo por você.

Eu sei como é a sensação de não conhecer direito, mas mesmo assim continuar querendo. Eu sei como é estar disposto a completar qualidades e defeitos, completamente, desconhecidos. Eu sei como é a sensação de assistir ao pôr-do-sol e toda essa inspiração não ter sentido algum.

Assim como o brilho da lua. Eu sei como é a sensação de fazer viagens para lugares incríveis, mas nenhuma delas ser uma opção melhor do que, na imaginação, trazer para perto quem mais queremos. Eu sei como é a sensação de não frequentar os mesmos lugares que sempre esteve, por não saber como lidar com o aperto no peito. Eu sei como é a sensação de se prender em inúteis objetos, tornando-se materialista.

Eu sei o quanto dói a falta de reciprocidade, e você também sabe disso.
Amadurecer, talvez seja isso, deixar ir embora o que já tivemos medo de perder. Sendo assim, para o meu coração, por mais que eu diga adeus para esse alguém, ir embora nunca significou esquecer.


Por Jéssica Pellegrini

terça-feira, 5 de junho de 2018

A angustiante condição humana de ter que fazer escolhas

Quem nunca se perdeu em devaneios tentando imaginar como seria a vida se tivesse feito outras escolhas? Estaria mais feliz? É difícil responder, mas é inegável que não se pode voltar ao passado e, por isso é tão difícil fazer escolhas. Mas, ainda que imaginemos ter feito escolhas erradas, não há nenhuma escolha que não traga vicissitudes. Assim, não adianta ficar paralisado pelo medo e pela dúvida. É preciso arriscar e esperar as consequências.


Essa problemática aparece no filme “Sr. Ninguém”, protagonizado por Jared Leto. Grosso modo, a trama gira em torno de Nemo Ninguém, um ancião de 117 anos que não se lembra quem é (por isso o seu sobrenome: “Ninguém”). Na tentativa de descobrir quem é, ele cria diversas fantasias de vidas vividas de diferentes formas, nas quais ele sempre faz escolhas distintas. Entretanto, em nenhuma delas ele chega a sua idade, fato que comprova que os seus devaneios são apenas fantasias e não memórias.

Diante disso, o protagonista (e nós) percebe que a sua máxima de que – “Enquanto não escolhemos, tudo é possível” é falsa, uma vez que toda escolha anula outras possibilidades (inclusive, não escolher, que também é uma escolha) e que viver é um processo de perdas. Quando se faz uma escolha, sempre se deixa de fazer outra e, consequentemente, perde-se alguma coisa. Não há como permanecer com todas as possibilidades de forma contínua. Pelo contrário, quando não fazemos escolhas, passamos a seguir por caminhos estranhos e com o tempo nos tornamos estranhos de nós mesmos.

Deixar-se dominar pelo medo das consequências de uma escolha, apenas impede que façamos as escolhas que realmente queremos. Até mesmo porque, nunca haverá uma escolha que seja perfeita, que não traga problemas e dificuldades. Como é dito em certa parte do filme – “Na vida, você tem apenas uma tomada, se for ruim, apenas lidamos com isso”. Ou seja, não há como voltar e agir de outro modo. A fumaça nunca volta para o cigarro, portanto, as consequências, mesmo que de uma escolha errada, devem ser encaradas, pois foram frutos de uma escolha sua.

Errar é pertinente à caminhada. Mas, esses erros só servem como aprendizado quando deliberamos sobre a vida, isto é, quando nos permitimos escolher e errar. O erro, inclusive, é inevitável, pois como diz Milan Kundera somos atores entrando no palco sem nunca ter ensaiado, de modo que não temos outra coisa a fazer que não encenar/viver, mesmo sem saber como.

“Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida?”


Nemo não se permitia errar, por isso não fazia escolhas e, assim, não consegue se lembrar quem é, já que são as escolhas que nos formam. Assim como ele, nós muitas vezes ficamos paralisados diante do abismo que uma escolha pode trazer e, dessa forma, somos levados pelas escolhas que os outros querem, mas que são estranhas ao nosso coração.
Quantas vezes desistimos de algo por imaginarmos as dificuldades que iríamos enfrentar? O que não atentamos é que, como já disse, qualquer outra escolha também trará dificuldades e quando esta não é feita pelo nosso coração, certamente nos arrependeremos muito mais. Aliás, não há nem arrependimento, posto que arrepender-se pressupõe escolha e como a decisão não foi tomada de fato por nós, não existe a possibilidade lógica de arrependimento.

É preciso escolher. É preciso arriscar. É preciso errar. Só assim crescemos e podemos nos olhar no espelho e nos enxergar. Do contrário seremos como Nemo, um rascunho frágil de uma vida que não consegue se ver. Devemos ter a coragem de viver e não apenas existir, de ser quem somos e escolher o que faz o nosso coração se sentir melhor, mesmo que depois nos arrependamos, pois uma vida bem vivida é aquela que chegada a hora da morte, temos certeza que vivemos da melhor maneira de pudemos e que em cada suspiro deixamos a nossa marca. O pior na vida não é ter medo das consequências, do futuro, da morte. Mas, de como diz o próprio Nemo – “Não ter estado vivo o suficiente”.

*Por Erick Morais

DAR SEM ESPERAR NADA EM TROCA. A ÚNICA E VERDADEIRA DEFINIÇÃO DE GENEROSIDADE

Fazer pelo próximo, simplesmente, pelo bem que isso causa. Vejo muitos se deslumbrando com dinheiro, status, títulos acadêmicos, com núm...