sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Respeite a intensidade das pessoas

Dizem que há pessoas que sentem muito e outras que sentem pouco. Há quem pense ser quem mais demonstra o que mais sofre ou o que mais se sente feliz. Isso porque as pessoas costumam se ater tão somente ao que veem, ao que se aparenta, haja vista a superficialidade que baliza as relações entre as pessoas e o mundo, atualmente. No entanto, há muito, mas muito mais coisas acontecendo dentro de cada um de nós e nem sempre manifestamos algum traço externo do que ferve em nosso íntimo.

O mundo anda cada vez mais rápido, tornando-nos apressados e compromissados além da conta, o que nos impede de nos demorarmos em frente ao outro, entendendo-o além do que a superficialidade oferece. Mal temos tempo de analisarmos o que acontece dentro de nós, imagina se conseguiremos parar e compreender o que se passa dentro de quem está lá fora. Estamos tão preocupados em aparentarmos uma boa imagem e em comprarmos os bens que enchem os nossos olhos, que relegamos ao segundo plano as essências – a nossa e a de quem for.

Fato é que as pessoas possuem a sua própria maneira de sentir o mundo e de lidar com tudo o que lhes acontece. A forma como reagimos ao que ocorre envolve tudo o que já temos dentro de nós e iremos nos manifestar conforme o que temos acumulado aqui dentro. Muitas vezes, por exemplo, um fato qualquer acaba por ser o estopim que abre a torneirinha de nossas emoções e, assim, a gente deságua um monte de dores acumuladas a partir de um fato nem tão doloroso assim. Tudo o que até então estava guardado extravasa intensamente.

Injusto é ficar julgando a forma como o outro sente as coisas. Injusto é cobrar do outro mais, ou menos, intensidade naquilo que sente, sendo que ninguém sabe o que acontece dentro de cada um, a não ser a própria pessoa. Não é uma enxurrada de lágrimas que irá nos mostrar o quanto a pessoa sofre. Não são as gargalhadas que comprovarão a felicidade que a pessoa pode estar sentindo. E mais, algumas pessoas sentem tudo de uma forma intensa, exacerbada, porque é assim que se reequilibram. Cada um volta a si de uma forma peculiar – o importante é se juntar de novo.

Perderemos e ganharemos ao longo de nossa jornada, faz parte da roda do mundo essa gangorra de acontecimentos que nos dão e nos tiram, assim, de repente, de forma imprevista e, não raro, cruel. Ninguém precisa analisar e julgar as reações das pessoas ao que lhes acontece; entender que cada um tem suas razões e seu tempo já basta. A dor é de cada um, mas a empatia é uma necessidade de todos. Bem isso.


*Por Marcel Camargo

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Pobreza não é falta de dinheiro. É não ter nada a acrescentar no mundo.


Muitas vezes, o preconceito leva as pessoas a acreditarem em capacidades diminuídas de quem não tem dinheiro, associando a dificuldade financeira à falta de qualidade como ser humano. E isso está completamente errado!

Afinal de contas, ter a carteira vazia não significa:

1 – Ser egoísta
Muitas pessoas são capazes de compartilhar o pouco que têm. São almas evoluídas. Então, quando todos esperam que sejam apegadas ao pouco que têm, elas nos dão uma lição de vida com sua generosidade sem tamanho.

2 – Ter menos valor que os outros
O que define a grandeza das pessoas não é a conta no banco, mas seu caráter e suas atitudes. Alguém sem dinheiro, mas generoso vale muito mais que um milionário sovina. Um coração seco não tem valor algum mesmo com correntes de ouro.

3 – Ganhar pouco dinheiro
Engana-se quem pensa que uma pessoa que mora numa casa simples e anda de ônibus não ganhe um bom salário. Às vezes, é só uma questão de prioridades. Elas investem em outras coisas como viagens ou estudos. Ou ajudam tanta gente que acaba por sobrar menos para elas mesmas

4 – Ser ignorante
O fato de a pessoa ser menos privilegiada financeiramente não significa que ela não possua inteligência. Aliás, é exatamente essa inteligência que ajuda muitas pessoas a saírem de uma situação tão complicada, enquanto alguns ricos são ignorantes por acreditarem que seu dinheiro os faz melhores do que os outros.

5 – Ser malandro
Hoje em dia está mais do que claro que malandragem e falta de caráter não compete apenas às pessoas com baixa renda, pelo contrário. Diariamente nos deparamos com notícias de pessoas bem de vida sem escrúpulos algum.

6 – Ser infeliz
Curtir a natureza ou ver filme no sofá em dia de chuva, principalmente, quando estamos com pessoas que nos fazem bem. Então, até jantar na carrocinha do x-tudo com bons amigos nos faz feliz. Sem falar que dormir de conchinha depois de fazer amor é de graça e não existe nada melhor que o dinheiro possa comprar.

7 – Ser incapaz
Fatores externos podem determinar uma situação financeira difícil, mas isso não apaga sua capacidade de dar a volta por cima, nem sua força para lutar de forma honesta por uma vida melhor. Às vezes, é difícil. Sentimo-nos impotente, mas não esmoreça! O universo só nos manda aquilo que somos capazes de aguentar.

8 – Ser fraco
As pessoas pobres têm de lutar contra muitas adversidades na vida e isso as torna mais fortes que do que quem já recebeu tudo pronto. É como construir a própria casa ou comprá-la. A casa é a mesma, mas quem a construiu guarda aprendizagens, experiências, lutas e conhecimentos que o tornam muito mais rico e seguro.

9 – Ter vergonha
Não existe vergonha alguma em não se ter dinheiro. Vergonha é não ter caráter, não saber ser gentil e verdadeiro. Vergonha é roubar, trair, prejudicar os outros. Quem luta dignamente diante de todas as dificuldades para sobreviver tem mais é que ter orgulho de si mesmo.

10 – Não ter amigos
Dinheiro e status atraem pessoas interesseiras. Pessoas ricas são cercadas de falsas amizades. Agora se você tem amigos ao seu lado mesmo quando a situação está difícil e a carteira está vazia, pode ter certeza, você é um milionário!

Portanto, precisamos compreender que o valor de um ser humano não se guarda na carteira. Você é maravilhoso mesmo sem grana e ter riquezas materiais não significa ser do bem. Como diz a célebre frase de autor desconhecido:

“Tem gente que é pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro…



*Por Luciano Cazz

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Fique com quem seca tuas lágrimas e não com quem as multiplica

Muitas pessoas acabam confundindo “lutar dignamente por algo que vale a pena” com “lutar feito trouxa por algo que nunca trará coisas boas”. Na ânsia de querer manter por perto o que pensamos ser nosso, perdemos a noção exata de nosso próprio valor.

Ninguém, em sã consciência, gosta de sofrer, de chorar, de amargar decepções, porém, há quem se prenda ao que faz mal, ao que suga, ao que diminui, por muito tempo. O normal seria que valorizássemos tudo o que nos faz sorrir, no entanto, na prática, muitas vezes nos aproximamos de algo ou de alguém que nada mais faz do que nos tornar infelizes.

Talvez por ser uma tendência humana querer o que é mais difícil, as pessoas acabam confundindo “lutar dignamente por algo que vale a pena” com “lutar feito trouxa por algo que nunca trará coisas boas”. Na ânsia de querer manter por perto o que pensamos ser nosso, perdemos a noção exata de nosso próprio valor, em favorecimento de quem não nos oferece nada de bom.

Parece que não adianta tentar explicar para algumas pessoas o quanto elas sofrem à toa por conta de pessoas dispensáveis e de coisas supérfluas, como se, ali, envoltas no calor de suas tempestades, nada mais fizesse sentido fora daquela dor a que infelizmente se acostumaram e tomaram como parte integrante de suas vidas. Porque a gente se apega facilmente, inclusive ao que machuca.

Anos de sofrimento não são capazes de clarear os pensamentos de muitos que acham que não conseguirão sobreviver longe de quem nem junto está, longe do emprego que nem crescimento traz, longe de lugares onde sua presença não faz falta alguma. O medo rouba sonhos, rouba o raciocínio, rouba vida. Medo do novo, do que não é certo, do que foge ao que posto está.

Há um mundo tão imprevisível à nossa volta, que tentamos manter certa segurança por perto, nas amizades, nos amores. Infelizmente, nesse percurso, muitos de nós acabamos segurando, não raro forçosamente, justamente o que não faria falta alguma e, inclusive, o que nos impede de seguir em frente em busca de nossa felicidade. Por isso é que há pouco reconhecimento e gratidão em relação a quem realmente merece. Por isso é que há tanta tristeza nesse mundo.

A partir do momento em que cada um refletir sobre o tanto que possui a oferecer, o tanto que tem de humano dentro de si, jamais haverá tanta gente se aproveitando de quem não merece. Quando sabemos o nosso valor, ninguém consegue nos ludibriar, ninguém entra no nosso coração sem oferecer reciprocidade. Falta amor no mundo, mas falta, principalmente, amor-próprio. Só se amando é que se tem certeza do que significa felicidade genuína, bem longe de quem só sabe anular sorrisos. Ame, mas ame-se também.

*Por Marcel Camargo

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Algumas pessoas nos machucarão e depois agirão como se nós as tivéssemos machucado

Infelizmente, não serão muitos aqueles que conseguirão entender que o seu próprio comportamento determina grande parte daquilo que acontece em suas vidas. Isso porque não é fácil aceitar que a gente falha, escolhe mal, machuca, que a gente pode ser desagradável e não atender às expectativas alheias, em diversos aspectos. Aceitar os próprios erros obriga-nos a mudar e mudar dói.

É por isso que muitos relacionamentos, seja de amizade, seja de trabalho, sejam familiares, sejam amorosos, acabam não dando certo. Ficar junto de alguém requer concessões, ajustes e abalos na zona de conforto, porque qualquer interação deverá ser uma via de mão dupla; caso contrário, uma das partes sempre estará com mais pesos nas costas. Porém, o que costuma ocorrer é a cobrança, sem ao menos olhar para si mesmo.

Quem não olha para si mesmo mal se conhece e, pior, fica achando que conhece o outro perfeitamente, uma vez que só repara no que está lá fora. Como não gasta um segundo refletindo sobre os próprios atos, passa o dia prestando atenção no outro, cheio de críticas e de julgamentos. Cobra dos parceiros tudo o que lhe desagrada, exigindo que o outro mude, sem perceber que, muitas vezes, as respostas que lhe chegam são desagradáveis porque ele próprio oferta pouco e, não raro, de maneira incômoda.

Assim, muitas pessoas irão machucar o outro e, quando receberem de volta o que doaram, ficarão desconcertadas, ficarão perplexas, dirão não entender o porquê de estarem sendo tratadas daquele jeito. E, se o outro não corresponder, não retornar nada, por não ter aceitado ser o único a fazer concessões, elas se sentirão ofendidas e acusarão o parceiro de egoísta, sendo que o egoísmo de si mesmas jamais assumirão. Serão sempre as vítimas da história.

Relacionar-se com quem não reflete sobre si mesmo será uma travessia por demais dolorosa e, na maior parte do tempo, solitária, pois todo o peso afetivo, toda a carga emocional recairá somente de um lado. E amar sem volta ninguém há de merecer.


*Por Marcel Camargo

Antigamente eu tirava satisfação, hoje eu tiro a pessoa da minha vida.

Uma ou outra hora, iremos nos deparar com alguma fofoca que fizeram a nosso respeito, ou com alguma maldade que armaram contra nós. Nem todo mundo gostará da gente e existirão pessoas que, além de não gostar, tentarão nos colocar em maus lençóis.

Pessoas que invejam são perigosas, porque, em vez de se motivarem a conseguir aquilo que estão invejando, querem tirar do outro o que ele possui. Invejosos não se lançam para alcançar conquistas, mas são motivados pelo ódio, pela raiva, por conta de uma autoestima em frangalhos. Sentem-se inferiores e incapazes de sair do lugar, por isso ficam estagnados, tentando derrubar o outro.

Quando chega aos nossos ouvidos alguma mentira plantada por alguém a nosso respeito, nossa primeira reação é querer tirar satisfação com a pessoa, pois a raiva nos domina de imediato. A gente leva um tempão para firmar nossos valores, para conquistar o que temos, ou seja, dói saber que tem alguém querendo destruir aquilo. Dói ainda mais quando se trata de alguém próximo.

No entanto, tentar argumentar com pessoas desse nível é inútil, uma vez que elas usam de dissimulações e de maldade, ou seja, jamais conseguiremos nos rebaixar ao nível delas, tampouco merecemos prestar esse tipo de papel. Pessoas maldosas são baixas e desprovidas de escrúpulos, baseiam-se em mentiras para viver, coisa que foge completamente aos nossos princípios. Discutir com esse tipo de gente servirá apenas para tirar a nossa paz desmerecidamente.

Sejamos mais práticos: em vez de tirar satisfação, tiremos a pessoa de nossa vida. Dessa maneira, estaremos nos preservando, poupando nossa saúde física e mental, sem comprometer o bom andamento de nossa jornada, sem ter que parar o que é importante para perder tempo com gente babaca. Agindo assim, seremos mais felizes, com toda certeza.


*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O que te move todos os dias?

Todos precisamos de motivação para fazer algo. Se estou desmotivado somente cumpro as obrigações e suporto o peso das atividades. Não faço por gosto, não serei criativo naquilo que faço, facilmente irei cansar e desmotivar outras pessoas que me observam naquela atividade. Há muitas pessoas que simplesmente cumprem tarefas. Não assumem o que fazem com amor e nem colocam paixão.  
      
Ora, trabalhar e não colocar paixão será um problema para a empresa e a longo prazo para mim mesmo. Logo aparecerá outro que desempenha com gosto e vontade aquela tarefa. Provavelmente, na primeira oportunidade serei substituído. Pessoas assim trazem prejuízos à si mesmas, aos outros e à sociedade. Quando não dou o melhor de mim, alguém deixa de ganhar, de crescer, de ser melhor. Não estou me referindo a pessoas limitadas, que não atingem grandes resultados, mas dão o máximo de si. Não é o empregado de dois talentos, que faz pouco, mas mesmo assim multiplica os talentos. Falamos do empregado que ganhou dez, cinco, dois ou um talento mas os escondeu por medo. Não rende, não se desafia, não busca crescer. Estabilizou no básico. Considera que já faz a sua obrigação e até diz: 'só ganho pra isso'. 

Poderíamos perguntar: será que um salário mais alto compraria o 'espírito' desse sujeito, motivando-o a dar o máximo de si? Seria dinheiro o que está faltando? O que se percebe é que normalmente não é assim. Uma pessoa motivada, criativa, com visão, interessada e aplicada numa tarefa ou numa causa tem motivações mais profundas. Se a motivação vier apenas do dinheiro, será preciso aumentar sempre mais e a cada pouco. A motivação que faz a pessoa ser inovadora, criativa e trabalhar com paixão é algo não quantificável e nem de fácil descrição. Não é fácil descrever a fonte interior que nos move. 

Depende da história, da formação, das experiências que fez, do ambiente que vive, dos sonhos que alimenta e muito mais. Não há uma única fonte de motivação que nos move. Somos o resultado de muitos processos e de várias experiências e pessoas que nos formaram. Os detalhes também são importantes nesse processo. Tanto, que muitas vezes temos dificuldades para descrever porque alguém é tão criativo e disposto e outro é tão acomodado e não rende. Poderemos dizer que é do seu ambiente e de sua formação, mas nem sempre essa explicação é suficiente.
             
O importante diante disso é cada um perceber em que nível de paixão e empenho está naquilo que faz. Claro que aqui o campo de verificação pode se alargar em todas as dimensões da vida. Isso porque aquilo que somos no trabalho poderemos ser na família, na comunidade, no clube, na igreja, com amigos, com os filhos, com a esposa ou esposo, no cuidado conosco mesmos e assim por diante. 

Não é fácil equilibrar todas as dimensões da vida. Isso também é uma arte. Porém, o que se percebe é que a pessoa que faz seus talentos produzirem frutos, consegue nas várias dimensões. Quem tem força interior, paixão pela vida, empenho no viver, consegue fazer a diferença e deixar muito mais marcas mais positivas que a pessoa que só faz o básico.


Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A intolerância está aumentando!

Tolerar é suportar as atitudes e as ideias do outro. Nós somos diferentes uns dos outros. Pensamos diferente, agimos diferente, temos histórias de vida e personalidades diferentes.
Cada ser humano é único. Somos únicos também diante de Deus. Por isso, cada um tem sua identidade, seu jeito de pensar, de compreender e de ser, suas crenças, seus posicionamentos políticos, suas ideias a respeito da vida e da sociedade.

Somos essencialmente uma pluralidade. Cada um junto com os demais compõe o todo. Mesmo nas crenças, embora sejamos uma mesma comunidade, somos diferentes dentro dela. Não há como colocar dentro de cabeças diferentes a mesma ideia num sentido pleno. Mesmo quando partilhamos ideias iguais, cada um assimila a ideia do seu jeito. Esse fato faz com que a outra pessoa seja sempre um mistério para mim. Embora eu possa saber muito sobre ela, nunca saberei tudo e completamente.

A outra pessoa sempre continuará com uma profundidade maior do que eu posso saber e captar a respeito dela. É isso que faz com que o princípio do respeito seja fundamental nos relacionamentos. Eu não devo querer fazer com que a outra pessoa pense ou seja igual a mim. Poderá pensar parecido, mas ela sempre será ela mesma no seu mistério único. O mesmo acontece com as atitudes. Podemos inspirar, educar, orientar alguém para que tenha determinadas atitudes, mas ela sempre terá o seu jeito e sua maneira única de fazer aquelas coisas.

Essa reflexão mais filosófica fica um pouco complexa. Dizendo de forma simples o fato é que somos diferentes uns dos outros, no jeito de pensar e de agir. Saber isso não basta. É preciso perceber a profundidade da diferença, para que sejamos mais respeitosos uns com os outros. Quem não acolhe esse dado essencial da diferença, pode ter postura intolerante.

E em  nossos dias a intolerância está crescente. Não são poucos os grupos que querem converter o outro para que seja do mesmo partido, da mesma religião, tenha os mesmos pensamentos e as mesmas práticas. Isso gera às vezes violência, tensão e desrespeito. São atitudes que não apresentam uma sociedade que evoluiu para a compreensão daquilo que é essencial mas fica presa no império do mesmo. Mesmo pensamento, mesmo jeito, mesmas coisas. Alguém que tem as mesmas ideias e práticas que eu, embora seja importante, não vai me acrescentar muito. Os diferentes pensamentos, ideias, jeitos de ser, podem me acrescentar e dinamizar minha vida em direção ao crescimento.

Por isso, as diferenças nos dizem que é possível aprender com tudo e com todos. Se eu assumir a postura do respeito ao invés da intolerância, então eu posso crescer sempre. Mas se quero converter os outros ao meu jeito, então eu já estou pronto, já sei, já conheço tudo, faço o que é certo, creio na minha verdade e os outros é que precisam mudar. Isso me deixa sempre igual, o mesmo.


Convido você a pensar na sua postura e jeito de ser. Você percebe que você tem um pensamento próprio, uma identidade, mas respeita as diferenças ou você pensa que os outros deveriam se converter ao seu jeito e as suas ideias e crenças? O seu pensamento é respeitoso ou no seu jeito de falar esse ser, você manifesta agressividade e intolerância? Pensemos nisso!



Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Parece que fomos feitos um para o outro

Dia desses li uma frase que falava mais ou menos assim: “o amor é feito a sorte, é preciso arriscar se você quiser ter”. Isso diz muito sobre a forma como eu encaro a minha vida. E sobre como você encara a sua também. Amor é um grito mudo que a gente escuta com o coração, mas não é todo mundo que consegue ouvir. Precisa ter coragem! Coragem pra saber entender que é ele, coragem pra não fugir quando se dá conta de que é ele, coragem pra enfrentar o medo de ser ele, pra vencer a insegurança, os “e se…” que aparecem quase o tempo todo. Coragem pra ficar mesmo com tantas incertezas. Coragem pra arriscar. E eu vejo muita coragem em nós.

Se há alguns meses me perguntassem o que era o amor pra mim, eu teria na ponta da língua uma resposta toda elaborada sobre sintonia e afinidade e dedicação e passar por cima dos obstáculos pra fazer dar certo no final. Mas não! O amor dá certo desde o começo. Eu achava que ele era muito complicado. Hoje não. Hoje, o amor pra mim se resume ao seu sorriso. Aquele de canto que você dá quando me olha achando que eu não estou vendo. Aquele que você nem percebe grudado nos seus lábios enquanto me escutar dialogar sobre situações que nem sempre fazem sentido. Aquele que eu sei que tá lá, mesmo quando você está há quilômetros de distância olhando pra nossa conversa não celular. Aquele que é meu.

O amor é leve. É engraçado. É descomplicado. É uma manhã ensolarada de domingo com café na cama e um cafuné preguiçoso antes de levantar. É um picolé de limão em uma tarde de calor insuportável. É a certeza que eu tenho desde a primeira vez que te vi de que a gente não é dessa vida. Somos de outras. Nossos caminhos já se cruzaram antes, por isso desde o começo foi intenso demais. Se alguma vez eu ouvi falar sobre alguma teoria de alma gêmeas, tenho certeza de que a explicação parecia com a sensação que eu tenho cada vez que encaro seus olhos enquanto você encara os meus. É um choque que percorre do dedinho do pé ao último fio de cabelo. É uma paz que silencia todo caos do mundo inteiro.

Agora eu consigo ver que apesar de todo aquele romantismo shakespeareano, a coisa toda é muito mais simples do que eles pintam. A coisa, no caso, é o que tá morando dentro da gente. Ela é bonita, tranquila e boa. Faz a gente suspirar de-va-ga-ri-nho e sentir que o universo tá completo só por ter os dois juntinhos. Talvez paixão seja aquilo que tira o nosso mundo do lugar e amor o que o coloca de volta onde ele deve estar. Eu já tive várias paixões, hoje é mais que isso. Sabe. sempre fui meio fã dos clichês, dos finais felizes, das histórias que parecem ter sido feitas à mão por um romancista dos anos 60. Talvez por isso eu seja tão fã da gente. É engraçado, mas quando eu te olho, parece que fomos feitos um para o outro. Espero não estar errada.


* Gabriela Freitas

A MALDADE ALHEIA PODE ME FAZER MAL?

Muitas pessoas vêm conversar comigo e dizem que a vida não vai bem. Suspeitam que alguém esteja lhe desejando o mal. Parecem estar sendo dominadas por uma força que vem de fora e é negativa. Logo começam a suspeitar de muitas pessoas. O fato é: pode existir alguém que não queira o nosso bem, ou melhor, que quer que o pior nos aconteça. Os corações humanos se movem nas intenções mais distintas. Nem todos desejam o bem dos outros. Quando alguém me expõe uma situação de suspeita logo pergunto: consegue pensar em alguém que possa desejar o seu mal? Se a pessoa não tem nenhum inimigo declarado, não fez mal a ninguém e não possui histórico nenhum de desavença, então logo acalmo a suspeita. Não dá para criar suspeita se não conseguimos identificar essa pessoa. É preciso acalmar o coração e tentar perceber outras raízes para os seus fracassos ou sofrimentos. A vida com suas vitórias ou não é responsabilidade nossa.

Mas pode alguém me afetar com o mal que me deseja? Certamente. O mal e o bem são forças. Nós somos energia. A vida morre quando perde a energia. A energia é a força que sustenta a vida. Por isso, posso receber de uma pessoa sua força negativa ou positiva. Sentimos uma energia positiva e boa na companhia de pessoas boas, integradas. Gostamos de estar junto com pessoas de energia positiva. Ao contrário sentimos também a energia negativa.

Claro que isso não é determinante para que a minha vida perca o rumo. O outro pode querer o meu mal, mas embora isso tenha força contra mim, não pode me derrubar. Essa força negativa não é suficiente para alterar o rumo que a minha vida tem pela força positiva. Isso acontece com as pessoas que são integradas, sabem do seu lugar no mundo e conseguem lidar bem com a vida. Elas sabem que as adversidades existem, mas não se deixam derrubar por elas. Confiam em Deus e no seu amor. Sabem que Nele podem entregar a sua vida e que Ele tem uma força maior do que o mal. Embora reconheçam a presença do mal, sabem que Deus é maior. Essa confiança em Deus traz serenidade ao coração.

Ocorre, no entanto, que há muitas pessoas fragilizadas. Na fragilidade estou mais vulnerável à influência do ambiente. A negatividade pode me atingir com mais intensidade porque encontra em mim alguém que está fraco. É nessas situações que o mal que o outro me deseja pode me afetar. A energia negativa dessa pessoa foi jogada contra a minha força. Como a minha energia está baixa, mais facilmente pode sentir essa negatividade. Só pelo fato de estar fragilizado sinto mais o peso das contrariedades. Unindo isso ao mal que o outro quer pra mim, faz com que eu sinta mais o sofrimento. Os problemas podem se abater sobre mim com mais intensidade.

O outro não tem poder sobre mim? Depende. Se estiver bem e forte, terei força para continuar e, muitas vezes, não perceberei nenhuma diferença, mas pode ser que eu já esteja relativamente fragilizado, por várias situações. Essa fragilidade, unida a ideias negativas que posso ir alimentando, mais a energia negativa colocada sobre mim, podem favorecer que eu experimente mais a força dos problemas e do sofrimento. 

*Padre Ezequiel Dal Pozzo
contato@padreezequiel.com.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Seja em um relacionamento, um emprego, uma dieta… se não deu certo, recomece!

Se não deu certo, recomece. Seja em um relacionamento, em um negócio, um emprego, uma carreira, uma dieta… o que for. Se as coisas não aconteceram como você gostaria, não é uma sentença em que você estará condenado para o resto da vida.
Permita-se recomeçar quantas vezes forem necessárias. Faça de outra maneira.
Você não tem que ficar para sempre se chicoteando pelo que deu errado.
Leve o que você pode aprender com o que lhe aconteceu.
Apesar de não ter obtido o resultado que esperava, o que você fez de bom pode ajudá-lo em uma próxima situação?
O que você não fez de bom e que por isso você vai se comprometer a trabalhar em você para não repetir?
E, finalmente, o que você pode fazer de diferente da a próxima vez?
Faça essas perguntas a si mesmo, reflita, anote os insights que você obtiver e siga em frente.
A vida é aprendizado. E o bom é que ela sempre se renova! Todo dia é uma nova chance para fazer diferente.
Como diz Einstein: Insano é repetir as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.
Então, não se condene pelo que passou ou pelo que não deu certo. É perda de tempo e de energia.
Se desse para voltar no tempo e fazer as coisas de maneira diferente seria muito bom, não é?
Mas não dá! Então você tem 2 escolhas: Ou fica aí chorando e se condenando, olhando para tudo o que não deu certo, cobrando-se por tudo o que você fez de errado ou que as pessoas fizeram de errado com você, como o mundo é injusto, como as pessoas não o entendem, culpando Deus e todo mundo… ou você se responsabiliza pela sua vida, pega o que lhe aconteceu e usa isso como alavanca para fazer diferente.
A sua felicidade depende de você! Não coloque esse poder na mão dos outros ou nos acontecimentos do passado ou do futuro.

*Francine Romani

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

É tão simples, mas a gente complica e deixa tudo para amanhã.

Deixamos aquele abraço para depois, o beijo de saudade pra amanhã, deixamos pra dizer o quanto estamos sentindo falta daquele alguém para outra hora, deixamos o almoço em família pra outro dia e decidimos não ligar para aquele alguém hoje – melhor deixar para amanhã.

Deixamos a saudade pra amanhã, o eu te amo, o pedido de desculpas, o perdão, a oração e a gratidão para depois. Esperando que o depois sempre virá. Afinal, estamos ocupados demais, preocupados com outras coisas e o hoje não nos oferta tempo. Deixamos para depois.

O problema é: quem nos garante que ele chegará? Quem pode afirmar que amanhã você terá como ligar e dizer: estou com saudade de você? Quem pode garantir que o “eu te amo” não ficará guardado, que o abraço, o beijo, o pedido de desculpas, o perdão não ficarão para trás?

Quantos “eu te amo” enterrados pelo medo, quantos pedidos de desculpas enterrados pelo orgulho, quantas falas de saudade enterradas pela falta de tempo? Quanto perdão deixado para amanhã, sem sequer se imaginar que o amanhã não chegaria? O tempo de amar é hoje, é agora. O tempo de perdoar é hoje, é agora.

Deixamos tudo para amanhã, na certeza de que o outro estará lá e de que nós estaremos aqui, sem saber que o amanhã pode não chegar para nós. O mais triste disso tudo é que nós nos sabotamos, deixando para sermos melhores amanhã, para reconhecermos que erramos quando falamos em um tom mais alto com alguém que amamos.

Eu me saboto quando sinto saudade e não digo, quanto amo e não demonstro, quando quero falar com Deus, mas deixo para depois. Quando acho bonito, mas não elogio; quando admiro, mas não falo; quando falho com alguém que amo e, por orgulho, não reconheço, ou quando deixo para depois perdoar as feridas dos outros em mim.

Quando deixo uma amizade acabar por bobeira ou fico alimentando mágoa por muito tempo, à espera de que, depois, um dia, ela se cure. Deixo, com isso, perderem-se os amigos, os amores, as oportunidades, e a possibilidade de ser melhor.

Deixo partir a saudade, como se ela não existisse; o “eu te amo”, como se o amor nunca morasse em mim, e faço do orgulho uma casa na qual eu me refugio. Não deixe para amanhã o amor que você pode oferecer hoje. Não deixe aquele “estou com saudade” engasgado, não deixe para perdoar depois.

Se soubéssemos o quanto o hoje é importante em nossas vidas, não viveríamos tanto em função do passado, pensando que o amanhã é quem pode curar nossas dores, pensando que o amanhã pode solucionar nossos problemas e que o hoje é apenas um dia de calar nossos sentimentos e dar voz ao nosso orgulho.

Nós nos enganamos ao pensar dessa forma, pois o hoje é tempo de restaurar e de viver, é a possibilidade que temos de fazer novo, de mudar o rumo e de mostrar o quanto as pessoas que fazem parte de nossa vida são importantes. O hoje é tempo de perdoar aquele amigo e de dizer o quanto sentiu sua falta; o hoje é tempo de esquecer o que nos faz mal e fitar nossos olhos naquilo que nos faz bem.

É tempo de reconhecer quem nos apoia e quem está sempre torcendo por nós; é tempo de ecoar os “eu te amo” e de dizer o quanto a comida da sua avó é boa ou como aquele bolo de cenoura da sua mãe ficou maravilhoso. É tempo de agradecer e de se achegar a Deus.

Hoje é o dia de amar, portanto, não espere o dia dos namorados, o dia das mães, o dia dos pais, ou o Natal para dar aquele abraço apertado que sufoca, para comprar algo que agrade e dizer o quanto você ama esse alguém.

É por esses e outros motivos ser que eu não sou muito fã de datas e deve ser por isso que gosto mesmo é de surpreender de forma despretensiosa, como quem se lembrou do namorado porque foi ao supermercado e comprou o seu chocolate favorito, como quem estava com saudade e deixou um bilhete pra ler assim que chegar do trabalho. Como quem, antes de sair de casa, deixa um recado apoiado ao ímã de geladeira, dizendo o quanto ama a sua mãe e lhe desejando um bom dia de trabalho.

É tão simples, mas a gente complica e deixa tudo para amanhã. Deixa para amar e perdoar como quem deixa uma conta para pagar depois. Não deixe para o final de semana, não espere os aniversários, não deixe para as datas comemorativas. Tem muito a se fazer hoje, tem muito o que amar hoje, tem muito o que perdoar hoje. Temos muito que nos achegar a Deus hoje, temos muito tempo para orar hoje. O tempo disso tudo é hoje e não amanhã, afinal, o amanhã pode não chegar.


*Thamilly Rozendo

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A vida está batendo na sua porta

Quero nesse texto de hoje lhe instigar a encontrar a sua ESSÊNCIA. Você está conectado a ela? Será? Essa é uma pergunta bem profunda! Não é tão simples respondê-la, mas de antemão já digo a você, a sua resposta tem a ver com a FELICIDADE. Você é feliz? Você acorda de manhã vibrando de emoção por mais um dia que acaba de começar? Você trabalha sem a obrigação de ter que fazer por causa do dinheiro ou que precisa pagar as contas?

Vamos pensar um pouquinho sobre todas essas coisas?

Para embasar essa reflexão, compartilho algumas sábias e encantadoras palavras do grande místico Osho.

**********

“Você tem que decidir ser você mesmo. Você tem que tomar sua vida em suas próprias mãos. De outra maneira a vida vai seguir batendo em sua porta e você nunca estará lá; você estará sempre em algum outro lugar.

Se você tinha que ser um dançarino, a vida virá por aquela porta, porque ela pensa que você é um dançarino. Ela bate na porta, mas você não está lá; você é um bancário. E como a vida vai saber que você se tornou um bancário? Deus vem a você da maneira que ele quer você seja; ele conhece apenas aquele endereço. Mas você nunca é encontrado lá, você está sempre em algum outro lugar, escondendo-se atrás da máscara de alguém que não é você, com os trajes de alguém que não é você e usando o nome de alguém que não é você.”

Osho

************

Eu amo a forma simples que o Osho se expressa em suas palavras. Eu ri quando li essas palavras, porque consegui me ver nelas.

Acho engraçado porque a maior parte das pessoas é infeliz e passa boa parte do seu tempo livre rezando para que Deus as ajude a sair de suas situações de tanto sofrimento. Já pensou? Deus fala com a gente o tempo todo, nós é que não conseguimos ouvi-lo, porque estamos fazendo tanto barulho que isso se torna absolutamente impossível.

Já repeti isso diversas vezes aqui, mas preciso dizer de novo. Deus se manifesta no nosso SILÊNCIO. Apenas quando silenciamos o nosso coração. Deus não gosta de barulho, sabia disso? Isso me faz até lembrar do tempo em que era religioso e buscava Deus em diversos lugares, menos dentro de mim mesmo. Nossa! Eu me frustrava demais. Ia para shows de bandas católicas e não conseguia ver Deus lá. Só depois de muito tempo e muito silêncio descobri que era porque eu estava fazendo muito barulho. Silenciei, e a partir daí comecei a me reconectar com meu EU SUPERIOR.

Quando nos conectamos com a nossa essência, sabe qual é um dos primeiros sinais? ALEGRIA. Muita alegria! Você ri até de coisas que não tem graça nenhuma. É incrível!

Mas por que estou falando tudo isso? Não é apenas para descontrair. É para mostrar para você a simplicidade de sermos nós mesmos. Escrevo para você de coração. É como se estivéssemos conversando nesse exato momento.

A porta que Deus nos chama é uma só, para cada pessoa essa porta é única. E a essa porta, nós demos o nome de VOCAÇÃO. Nome bonito, não?

Vocação significa CHAMADO, o chamado de Deus para cada um de nós.

A porta do chamado, da vocação, de Deus nos falando é uma. E no dia que descobrimos isso, no dia que tomamos consciência disso. O que acontece? Paramos de brigar tanto, paramos de tagarelar e ficar reclamando da vida. Achando que ela é injusta.

Você acha mesmo que a vida é injusta? Pense bem, viu?

A vida não é injusta coisa nenhuma! Nós é que somos injustos com ela.

Eu, por exemplo. Hoje estou feliz da vida escrevendo para você, mas nem sempre foi assim. Já disse outras vezes e no meu e-book gratuito [link aqui], que fiz Bacharelado em Física. Uma escolha que me fez sofrer muito, quase entrei em depressão enquanto estive por lá.

Por que isso aconteceu? Porque estava desconectado da minha essência mais profunda. Minha vocação nunca foi nem jamais será de pesquisador em Física. Hoje posso provar por A + B isso, mas precisei sofrer para ter essa consciência.

Deus me falava o tempo todo! Eu que não queria ouvir. Eu que não sabia ouvir.

Ainda não falei isso por aqui, mas no pouquíssimo tempo que tinha livre na época da Graduação, eu amava ler livros espiritualistas e de Psicologia, e nem entendia bem o porquê, só gostava pra caramba.

O que significava isso e não entendia? Era Deus sussurrando no meu ouvido, mas minha visão estava obscurecida.

Hoje sei que minha vocação é com as pessoas. É com a EDUCAÇÃO. Sou professor, minha alma sempre ansiou por isso. Era na porta da Educação que a vida batia o tempo todo, desde criancinha essa era a porta. E claro! Pelo menos para mim, a escrita faz parte da porta da Educação, pois uso meus textos para ensinar os leitores a partir da minha própria experiência de vida.

E você? Será que está deixando a vida bater na sua porta? Você consegue ouvir o TOC TOC TOC? Consegue?

Se não consegue, não precisa ficar triste! Vou deixar duas sugestões maravilhosas. Coloque em prática! Garanto a você que vai funcionar. Funcionou comigo e é infalível!

1) Silencie o seu coração
Deus nos fala através do silêncio. Pare de brigar! De reclamar da vida. De achar que estão sendo injustos com você. De se colocar como vítima: “Ahh! Eu não cresci porque estudei em escola pública!..”, “Não consegui um bom emprego porque tive que começar a trabalhar muito novo para colocar comida dentro de casa…”, “Não me tornei ator porque nessa profissão não dar pra ganhar dinheiro e sustentar uma família…”.

Chega! Tudo isso é desculpa esfarrapada! São formas de você se desviar da sua essência. Fecha a matraca e se volte para dentro de você mesmo.

Não tenha pressa! Pra que pressa? Não precisa.

Você vai ver que em pouco tempo começará a ouvir o TOC TOC de Deus. Acredite!

2) Lembre aquilo que você gostava e fazia muito bem quando criança
Essa dica é fantástica e infalível. Eu, por exemplo, quando era criança, dava aulas particulares para alguns amigos e era o “tira dúvidas” mais requisitado da sala! Pois é! O que eu faço hoje?…

Lembre! No que você era bom mesmo? Fazia com prazer? E ainda arrancava elogios dos amigos ou da família?

Essa é a sua essência mais profunda! É nisso que você deve colocar suas energias. Assim, você será feliz e se realizará como ser humano.

Além de tudo isso, sendo feliz e realizado, você fará muito mais e poderá beneficiar muito mais pessoas. Todos saem ganhando.

E como se não bastasse tudo o que já falei! Tem mais! Você vai ganhar dinheiro. Você não queria dinheiro? Sei que queria! Você vai ganhar, mas ele não estará mais na frente. Ele será consequência de um trabalho feito com imensa qualidade.

Percebe como é? Eu ganho dinheiro sendo professor. Me pagam pelo trabalho de qualidade que executo. Será da mesma forma com você! Faça com amor, com prazer, com vibração, com brilho nos olhos e um grande sorriso nos lábios. Agindo assim, só haverá uma coisa a sua frente. SUCESSO!

Acredite! Ponha em prática o que coloquei nesse texto e você vai se surpreender.

Grande abraço! Torço pela sua vitória…


*Por Isaias Costa

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Quando abri meu coração

Hoje eu escolhi ficar. Ficar ao teu lado.

Já fui desses caras que não ligava pra sentimentos. Amor era utopia. Vivi alguns erros. Confesso. A gente vai vivendo. Vivendo e aprendendo.

Quando te conheci, achei que o mais provável, era não me apaixonar.

Você tem tudo. Tudo que eu nunca imaginei que a pessoa que eu queria que estivesse comigo para sempre, teria.

Você e esses seus chiliques emocionais que faz com que um dia lindo de verão, vire uma tempestade com direito a tornado e tudo mais.

Eu sabia desde o início que não deveria me prender a você. Eu vinha de uma relação nada agradável de se lembrar. Tive algo que nunca tive antes: medo.

Eu que sempre escrevo incentivando as pessoas a sempre acreditarem e a nunca perder a fé no amor, me encontrava preso. Sem saber pra onde ir ou correr. É. São mesmo ossos do ofício.

Quando me falarem de novo que nos apaixonamos pelas pessoas menos prováveis, darei razão.

Você chegou na minha vida assim. Sem bater na porta. Sem tocar a campainha e muito menos sem respeitar minha vontade de não querer me dar ao luxo de um novo amor tão cedo.

Quando percebi, já estávamos acordando juntos. Fazendo amor de manhã sem nem tomar café da manhã e dormindo de novo. Afinal, nossos fins de semanas têm sido assim. Nossas baladas são feitas com as batidas de dois corações que se enlaçaram e parecem não querer se separar um do outro.

Você ajudou no enterro dos meus medos. Ajudou-me a enxergar com clareza. Sim. Foi você. Você que me prendeu sem me deixar pra trás.

Pode até me vendar. Ao teu lado posso caminhar no escuro. Basta que me dê a mão pra tudo se tornar claro.

Um dia foi uma escuridão total, mas esqueceram de avisar pra ela que existe luz. E não. Ela não está no fim do túnel. Ela está no início. No início de algo bom. Algo que faz você acreditar que o mundo ainda está cheio de pessoas especiais, mesmo que as circunstâncias tentem cegá-lo.

Essa pessoa especial, pode estar aí do seu lado. No escritório. Na fila do pão. Do cinema. No banco da praça. No aparelho de musculação da academia ou até mesmo aí na tua sala de aula daquele cursinho chato que você vive resmungando pra acabar logo.

Não basta abrir os olhos. Pro amor ser visto, é preciso que se abra o coração. Se eu abri o meu, foi porque você me fez sentir seguro pra que isso acontecesse.

Por tudo isso que nos acometeu, eu escolhi ficar. Agora que eu entrei, pode fechar teu coração pro que foi ruim. Cuidarei muito bem dele. Prometo não te fazer nada além de bem.

Você já está aqui. Guardada do lado esquerdo do meu peito.



*Por Flávio Jonatan

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Livre é quem não se prende às opiniões alheias

O conceito de liberdade sempre esteve ligado à ideia do poder de mudar o próprio destino, mais conhecido como o livre arbítrio. Porém, com o passar do tempo esse conceito sofreu modificações e a tal liberdade parece, atualmente, mais uma utopia do que algo a ser conquistado.

Temos a liberdade de ir e vir, mas não temos o dinheiro da passagem. Temos liberdade de morar sozinhos, mas não temos o dinheiro do aluguel. Temos liberdade religiosa, mas sofremos preconceitos quando expomos nosso ponto de vista. Temos liberdade em votar em quem quisermos, mas somos obrigados a votar. Então até que ponto somos verdadeiramente livres?

Para Sartre, a liberdade consistia na condição de vida do ser humano: o homem é livre por si mesmo, independente dos fatores do mundo e das coisas que ocorrem. Porém, a questão de liberdade ainda dá muita discussão, já que as pessoas sentem dificuldade em aceitar o que foge do padrão delas. O cabelo que não pode ser natural, o peso não pode passar dos 70 kgs, a roupa que não deve ser da coleção passada (até criarem um esteriótipo inalcançável de beleza). Somos livres por Constituição e presos pela opinião alheia.

Em uma discussão racional, se todos fossem iguais e tivessem o mesmo padrão de vida, muita coisa não faria sentido: o campeonato brasileiro de futebol não existiria, as bandas de rock se limitariam a uma e a São Paulo Fashion Week seria extinta imediatamente.

É preciso entender que o padrão de beleza não é o imposto. Bonito é ter caráter, ser honesto e ser feliz. Pronto. Alguns gostam de cor, outros não. Alguns se encontram do silêncio, outros no grito. Alguns gostam do verão, outros do inverno e tudo bem! São nas diferenças que crescemos e fazemos a vida seguir. Por que então ser diferente soa tão agressivo?

Se admitirmos que somos diferentes e que estamos no mesmo patamar de igualdade, teríamos motivos suficientes para nos envergonhar de atitudes discriminatórias. Liberdade é você defender seu ponto de vista, respeitando o próximo e entendendo que a sua opinião é apenas uma opinião, sempre existirão outras. Como dizia Simone de Beauvior: “que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

A conquista pela liberdade exige muito mais que o desejo em possuí-la. Ser livre é não ser escravo dos erros do passado, é não se culpar pelas coisas que não deram certo, é ser capaz de, verdadeiramente, se perdoar. Ser livre é ser honesto e entender que isso é uma obrigação, não uma qualidade. É encontrar os sonhos fora dos padrões impostos, é querer viver a própria essência, é entender que a razão sempre prevalecerá sobre o grito.

Liberdade tem mais a ver com dominar as próprias vontades do que viver todas elas. É ter coerência entre o sim e o não, é ter as ações condizentes com a moral, com o bom senso e com o respeito e usar isso em prol da boa convivência. Liberdade é um estado íntimo de paz e não um objetivo a ser alcançado.

*Por Pamela Camocardi

Depois de algum tempo

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.


E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

*Texto de Veronica A. Shoffstall

Um Dia Você Aprende que…, Você Aprende ou Depois de um Certo Tempo são títulos para um mesmo hoax, um texto que circula pela internet com indevida atribuição de autoria. Trata-se de um texto de Veronica A. Shoffstall, que o escreveu aos 19 anos, no livro de formatura (yearbook) de sua escola, ao terminar o highschool (equivalente ao Ensino Médio, no Brasil).

A autora registrou o copyright da versão original em 1971.[carece de fontes] O título, originalmente, era Comes the Dawn, mas o texto ficou mais conhecido como After a While. Começou a circular como sendo de William Shakespeare ainda nos Estados Unidos, onde recebeu acréscimos, cortes e alterações.2 . Todas essas versões circulam no Brasil e no mundo todo, nas mais diversas línguas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

E chegou novamente Agosto...

Passa tempo, passa tempo... E chegou novamente agosto. O mês difícil. Não, não é nenhum tipo de superstição. É apenas um mês difícil. Triste. É difícil ver a todo momento a palavra pai estampada em cada canto. Em cada comercial, propaganda, anúncios de lojas. É difícil ficar olhando sempre sugestões de presentes. 

É triste ver este dia chegar, e com ele a saudade. A saudade existe sempre, mais neste mês ela vem com mais intensidade, mais força. Se eu soubesse que aquele seria o ultimo dia que te vi, teria te abraçado com tanta força. Se soubesse que seria a ultima vez que ouviria sua voz, te pediria para ouvir um ultimo eu te amo. 

Nenhum abraço, nenhuma palavra de amor jamais terá o mesmo valor. Eu daria tudo para ter seu amor de pai. Para ser amada por um pai. Ter o privilégio deste amor. Você dizia que eu era sua princesinha. E que saudade de me sentir uma princesa, de ser tratada como uma princesa! Nenhum homem no mundo jamais amará uma mulher como um pai ama sua filha. Nenhum é capaz de cuidar, de admirar, de valorizar, como um pai. 

E é por isso, que minha vontade é gritar bem alto para todos que tem a sorte de ter um pai, para que não só neste dia, mais em todos, os valorize, os ame, os abrace, beije, e aproveite cada instante junto deles. Muita saudade. Muita falta.

O maior presente que um filho pode dar ao seu pai não é comprado com dinheiro, pois não pode ser calculado neste mundo. O maior presente que um filho pode dar ao seu pai é a presença. Tanto ao pai terreno como ao Pai eterno. Jóias, ouro, roupas, sapatos, relógios tocam a pele, os olhos, as mãos, mas a presença toca o coração. Nada é mais prazeroso para um pai do que sentir o cheiro do filho. O calor de um abraço. O molhado de um beijo. Pai que é pai não troca isso por nada. Feliz dia dos pais.


*Nathalia Andrade
*D.S. FLORIANO

(imagem Dias com Meu Pai - Livro de Phillip Toledano )

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Pessoas fúteis são chatas, mas as indecisas são muito piores

“Você que sabe” não é resposta, pedir “um tempo” não é um direito e dizer um “e aí sumida?”, não te dá livre acesso para voltar. Essas são algumas das atitudes dos indecisos que, além de precisarem da aprovação dos outros para tomarem decisões, brincam com o sentimento alheio como quem joga Xbox.

Vizinho barulhento irrita, gente fútil mais ainda, mas gente indecisa, supera tudo que houver no universo! Não me refiro a não saber em que restaurante comer, que roupa escolher para sair ou que faculdade cursar. Refiro-me a usar do amor e da paciência do outro para se beneficiar da vida de solteiro.

“Gosto de você”, mas não sei se quero me relacionar. “Você é perfeito”, mas não estou pronta para assumir nada. “Vamos dar um tempo e deixar a saudade decidir por nós”. Por favor, parem! Vamos deixar claro uma coisa: a decisão da sua vida não está nas mãos de ninguém. Se o outro é indeciso, você não precisa ser.

Pessoas indecisas são imaturas, inseguras e chatas! Elas não querem assumir um compromisso, mas também não querem que o outro seja livre. A verdade é que elas querem o melhor das duas partes: a liberdade de estar solteiro, com o comodismo em ter alguém quando quiserem.

Confesso que pessoas assim me assustam. Gosto de objetividade, mensagens diretas, decisões certeiras. Não sei lidar com a indecisão do outro.

Pessoas com vontades próprias, mesmo que sejam contrárias as minhas, me fascinam. Por outro lado, pessoas que estão sempre em cima do muro, me dão pavor, porque se não conseguem decidir o que querem para suas próprias vidas, imagina o que não farão com as dos outros.

Desde muito cedo aprendemos a tomar decisões que envolviam renúncias (o que, talvez, explique porque tanta gente tem medo dela). Decidimos a faculdade, o emprego, a cidade que vamos morar, se vamos casar, se teremos filhos…e assim por diante. Mas, quando as decisões envolvem os sentimentos alheios a história é diferente. Se é difícil tomar uma decisão, imagina escutar um “eu gosto de você, mas…”

Não dá para manter um relacionamento com quem some toda vez que alguém pergunta quando vocês irão casar. Não dá para ser porto seguro de quem não sabe se ama ou se está carente. Não dá para manter perto quem não se comprometeu a voltar amanhã. Sua vida é sagrada demais para que um indeciso dite as regras.

Deixe ir. A decisão em partir ou não pode ser do outro, mas aceitar a volta e as desculpas esfarrapadas é uma decisão sua.



*Por Pamela Camocardi

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Se o outro insiste tanto para que você mude, aceite o conselho e mude mesmo… de parceiro!

Os pedidos de mudança são sutis: primeiro a cor do cabelo, depois o tom de voz e, por fim, a mudança radical no comportamento social.

Mas, como você aprendeu, com a indústria cinematográfica, que para viver um grande amor você tem que mudar seu estilo de vida, aceita todas as condições impostas pelo parceiro que, claro, afirma ser tudo “para o seu próprio bem”.

Em convencer as pessoas de que para ser ter um final feliz, os parceiros precisam sofrer, Hollywood está de parabéns. As pessoas, realmente, acreditam que o amor só é real se for exposto e fantasiado, esquecendo-se que é na rotina que o amor se consolida, não na novidade.

Vamos conversar sério? Antes de ser amor, tem que ser respeito. Ele tem o direito de gostar de rock, mas tem a obrigação de respeitar sua música clássica. Ela tem o direito de levar uma vida fitness, mas tem a obrigação de respeitar sua macarronada de domingo. Ele pode acordar cedo, mas deve fazer silêncio para respeitar seu sono. Respeito sem amor é como fazer dieta sem cortar o açúcar: não adianta!

Verdade seja dita: as pessoas mudam conforme as próprias experiências vivenciadas e não pelo pedido alheio.

Amor não é um objeto que se compra e vai customizando conforme se deseja. Amor é amor! Uma oportunidade de crescimento mútuo para pessoas dispostas a serem felizes e não uma guerra de braço onde vence quem tem mais força.

Quando nos relacionamos temos a necessidade de aceitar e sermos aceitos por aquilo que somos. Sem cobranças, sem brigas, sem neuras. E, a não ser que o outro seja um psicopata em potencial, as diferenças podem (e devem) ser ajustadas para que a relação dê certo.

O principal indicador de amor entre um casal é a capacidade de aceitação das qualidades e dos defeitos, em uma troca de respeito mútuo. Querer colocar o outro em uma “forma de perfeição” é um desrespeito surreal à história de vida que ele traz. É considerar que as próprias verdades são absolutas e que o parceiro não tem valor nenhum no relacionamento.

E, cá entre nós, dessa atitude para o fim da relação é um passo. Simone de Beauvoir afirmava que “quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento”.

Você não sabe o que é melhor para o outro. Encare essa verdade. Um relacionamento feliz é constituído por pessoas que respeitam suas individualidades, seus momentos de solidão e seus espaços. Casais felizes não projetam no outro a obrigação de própria felicidade e, por isso mesmo, dão certo.

Ame sem cobranças, sem moldes, sem medo. Aprenda a amar da forma como quer ser amado e, como dizia Oscar Wilde: “seja você mesmo. Todas as outras personalidades já têm dono


*Por Pamela Camocardi

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Vinícius tinha razão: “o sofrimento é o intervalo entre duas felicidades”

Sempre haverá outros amores, outros motivos, outras alegrias. Encarar um sofrimento como um desafio é ser merecedor da felicidade que virá depois dele.

A vida não é um comercial da margarina. O correr dela envolve aprendizagem nos piores momentos, alegrias depois de muito esforço e cura depois de muitas feridas.

E, para piorar, bate no estilo que Rocky Balboa definiu: “ninguém vai bater mais forte do que a vida.
não importa como você vai bater e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”.

Há muitas teorias sobre felicidade e sobre como alcançá-la, inclusive a de que você tem que correr atrás para merecê-la. Quanta bobagem! Primeiro porque felicidade não é um objetivo a ser alcançado, segundo porque você não é um maratonista da São Silvestre. Que fique claro: felicidade é um estado de espírito e não um objetivo de vida.

É bom estarmos felizes mas, nesse estágio, não há nenhum tipo de aprendizagem. Para que possamos evoluir como seres humanos, muitas vezes, a felicidade vem embalada em um papel de sofrimento. Entenda que não há felicidade sem dor e não há dor sem aprendizagem. Ninguém aprende sobre economia, se nunca precisou economizar. Ninguém aprende sobre morte, se nunca enfrentou um luto. Ninguém adquire inteligência emocional, se nunca foi rejeitado.

Estar no processo de aprendizagem, mesmo que diante de um sofrimento, é enriquecedor. Aprendemos a repartir, a ser solidários, a sermos compreensíveis. O que, aliás, não aconteceria se a vida fosse só risos. A verdade a gente precisa mesmo de uns tapas na cara para enxergar a realidade tal qual ela é e para aprender a valorizar o que, realmente, importa.

Note que as pessoas mais incríveis do mundo são dotadas de sabedoria, de inteligência e discrição e adquiriram essas qualidades depois de muitas lágrimas. As músicas mais belas foram criadas em um momento de melancolia e os poemas mais profundos em um momento de saudade. Então, meu caro, sinta-se privilegiado em sofrer.

Vinícius só soube falar de solidão, depois de passar por nove grandes amores e definia a alegria como, quase, inatingível (tão romântico, quanto exagerado). “É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilíbrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.”

Beethoven redigiu a Nona Sinfonia em momentos de profunda tristeza e Fernando Pessoa escreveu a maioria de seus textos quando se sentia entediado (isso explica, talvez, tantos heterônimos). Agora seja sincero, o que leva você a pensar que a vida seria diferente com você?

Pode parecer estranho, mas tão importante quanto o amor, é o sofrer. Se sem o amor a vida é triste, sem o sofrimento não há evolução intelectual e emocional. Proust afirmava que “Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim”. Sofrimento é passageiro, mas o ensinamento adquirido com ele, eterno. É preciso ver além do muro e acreditar que dias melhoras virão.

Ninguém sofre para sempre, nem chora o tempo todo. Sempre haverá outros amores, outros motivos, outras alegrias. Encarar um sofrimento como um desafio é ser merecedor da felicidade que virá depois dele.

Aprenda a superar os desafios impostos pela vida. Chore, grite, sofra, mas supere. Porque sofrer é teu direito, mas superar é sua obrigação.


*Por Pamela Camocardi

DAR SEM ESPERAR NADA EM TROCA. A ÚNICA E VERDADEIRA DEFINIÇÃO DE GENEROSIDADE

Fazer pelo próximo, simplesmente, pelo bem que isso causa. Vejo muitos se deslumbrando com dinheiro, status, títulos acadêmicos, com núm...