terça-feira, 30 de abril de 2013

Insignificante?

O colégio onde eu estudava quando menino costumava encerrar o ano letivo com um espetáculo teatral. Eu adorava aquilo, porém nunca fora convidado para participar, o que me trazia uma secreta mágoa. Quando fiz onze anos avisaram-me que, finalmente teria um papel para representar.

Fiquei felicíssimo, mas esse estado de espírito durou pouco. Escolheram um colega meu para o desempenho do papel principal. A mim coube uma ponta de pouca importância. Minha decepção foi imensa. Voltei para casa em prantos.
Mamãe quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história entre lágrimas e soluços.

Sem nada dizer ela foi buscar o bonito relógio de bolso de papai e colocou-o em minhas mãos, dizendo:

- Que é isso que você está vendo?
- Um relógio com mostrador e ponteiros.
Em seguida mamãe abriu a parte traseira do relógio e repetiu a pergunta:
- O que você está vendo?
- Ora mamãe, aí dentro parece haver centenas de engrenagens e parafusos.

Mamãe me surpreendia, pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu aborrecimento.
Entretanto, calmamente ela prosseguiu:
- Este relógio tão bonito e tão necessário ao seu pai, seria absolutamente inútil se nele faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante dessas engrenagens ou o menor dos parafusos. Mantive os meus olhos no seu olhar calmo e amoroso, eu compreendi sem que ela precisasse dizer mais nada.

Essa pequena lição tem me ajudado muito a ser mais feliz na vida. Aprendi com a máquina daquele relógio quão essencial são mesmo os deveres mais ingratos e difíceis. O mais importante é que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos. E percebi também que se o esforço tiver êxito, o que menos importa são os aplausos exteriores. O que vale mesmo é a paz e a satisfação do dever cumprido.

Aprendemos com essa história que somos uma peça importante para que o propósito de Deus se cumpra e não podemos dizer que não temos valor só porque somos pequenos ou não estamos em evidência. O elogio não te aumenta e a critica não te diminui é você que decide se vai viver e ser grande ou passar pela vida sem viver a excelência de Deus.
 
Que Deus te abençoe!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O que você quer ser quando crescer?

Uma conceituada escola de ioga espalhou, por suas paredes, diversos cartazes, mostrando praticantes em posições consideradas difíceis ou até impossíveis para a maioria das pessoas.
 
Eram fotos de fazer inveja a qualquer aluno ou admirador da prática oriental. Foram tiradas de praticantes de várias partes do mundo e todos com muita experiência e anos e mais anos de exercício.

Visivelmente se percebia que todos os iogues estavam num estágio diferente de vida, de compreensão das coisas e controle do corpo.

E o mais interessante é que, abaixo de cada grande imagem, havia uma inscrição que se repetia: O que você quer ser quando crescer?

Fazer tal questionamento a adultos é levá-los a profundas reflexões íntimas, certamente.
Viver sem objetivos maiores, sem almejar ser mais do que já se é, assinala um certo tipo de morte moral, um morrer antes mesmo do fim da existência corporal.
Assim, todos precisamos vislumbrar algo maior e buscá-lo, mesmo que esse anelo esteja a vidas e vidas de distância.
É o caminhar em direção às conquistas da alma que nos faz grandes, ou, crescidos.
Ser conduzido pela vida, pelos acontecimentos, como um barco à deriva, é parar no tempo, é desistir da felicidade.
Precisamos almejar o crescimento e trabalhar por ele diariamente.
O praticante de ioga, como no exemplo trazido, ao vislumbrar as conquistas incríveis de alguns poucos no mundo, inspira-se nelas e segue em frente, pois está no caminho da iluminação, assim, já está sendo iluminado.
Compara-se consigo mesmo e analisa:
Onde eu estava, onde eu estou agora – percebendo o crescimento – e aonde eu desejo chegar – programando a mente para o futuro.
Sim, a mente precisa ser programada e, em alguns casos, reprogramada. É através da ideia construída do pensamento que conseguimos realizar as grandes obras do mundo e do Espírito.
Vale a pena repetir esse questionamento de tempos em tempos: O que eu quero ser quando crescer? Onde quero chegar nesta vida?
Pensemos nisso:
Pensemos no que desejamos alcançar, colocando sempre em primeiro plano as conquistas da alma. São as mais importantes. São as que levamos conosco.
Antes de sermos invadidos pelo desânimo, pela preguiça, imaginemo-nos lá, onde desejamos estar. Aproveitemos a sensação de plenitude e nos deixemos inundar por ela. Isso nos dará forças para não desistir.
Lembremos que muitos já conseguiram alcançar esse patamar, entendendo a lei de progresso na qual todos nós, Espíritos imortais, estamos inseridos.
Assim, ele não é impossível.
Não é impossível nos livrarmos da inveja, do egoísmo, do orgulho e do ódio. Leva tempo. Custa dedicação e disciplina, mas é totalmente possível.
Os que vieram antes, os que alcançaram graus de perfeição elevados, como Jesus, são a prova de que todos podemos chegar lá.
A perfeição é conquista da alma. Conquista de muito tempo e trabalho.
Perfeitos – é o que precisamos desejar ser quando crescermos. Construindo esse estado futuro na realidade e possibilidade de cada dia. Dia após dia.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Felicidade é transmissível!

Você já pensou no sentido da palavra "felicidade"?
Talvez sim, talvez não. Geralmente, o que se ouve é que felicidade não existe, que o quê existem são apenas momentos felizes. Ai, eu lhe pergunto: será mesmo? Será mesmo que algo tão grandioso como a felicidade consiste apenas em coisas tão transitórias?
Estará a felicidade apenas num carro novo? Estará a felicidade numa viagem pela Europa? Estará a felicidade na compra de uma casa nova? Estará a felicidade no encontro de alguém que "fará" você feliz?
Na verdade, a felicidade real e concreta está dentro de cada um de nós. Só que, para reconhecê-la como verdadeira, faz-se necessário uma análise de vida...
Você já reparou nas coisas boas que o(a) cercam? Já notou como, todos os dias, tantas coisas boas acontecem e você só valoriza o que é ruim? Já observou que a vida é um fluir contínuo como as águas de um rio, no qual você navega, só que, muitas vezes, contra a correnteza?
Você tem dentro de si muitas resistências e uma delas se desenvolveu contra o "ser feliz". Estar alegre pode ser passageiro, mas estar feliz é eterno e não depende de nada.
Basta apenas que você olhe para dentro de si mesmo(a) e acredite em tudo o que pode realizar, naquilo que pode construir. Aprenda a dar valor a você, às suas qualidades, a esses dons especiais que ganhou no "kit eu" quando você nasceu.
Quantas coisas desenvolveu sozinho(a)? Quantas vitórias já conseguiu em sua vida, sem a ajuda de ninguém... Você certamente é uma pessoa feliz, só que não sabe. Não acredita nisso.
Não sei se minhas observações são corretas, mas escrevo e falo aquilo que sinto. E sinto que a vida se apresenta muito simples.
Conviver com outras pessoas talvez seja o mais complexo. Conviver consigo mesmo(a) pode ser o mais delicado. A primeira amizade é feita com a gente mesmo. Você já fez amizade consigo? Você é sua amiga ou seu amigo de verdade? Será que está a seu favor ou contra si mesmo(a)?
Tudo bem, viver não obedece a nenhum manual de instruções ou fita de vídeo. A gente já nasce sabendo. Vem de dentro, vem da inteligência nata, daquela coisa de se Ter o entendimento de saber que vida é arte e não um contínuo sofrimento.
Então, que tal ser feliz de verdade? Que tal valorizar-se enquanto ser vivente, não importa seu grau de humanidade. Se o mundo lá fora lhe causa preocupação, lembre-se de que dentro de você existe um mundo vivo, que muitas vezes é mais caótico do que qualquer conflito social...
Que tal jogar fora os valores antigos, que fazem parte de uma velha mobília da qual tem medo de se desfazer pois toda a transformação implica em perda e você tem medo de mudar? Descubra a felicidade dentro de você e busque aceitá-la sem medo. Sem medo de sorrir muito hoje e chorar amanhã.
Sem medo de demonstrar para as outras pessoas a alegria natural que vem de dentro do seu coração e que muitas vezes incomoda muita gente.
Sorria com mais freqüência! Acorde de manhã de bom humor! Quando perguntarem como vai, diga que está cada vez melhor! Assuma a condição de ser feliz de verdade não importando qualquer tipo de dificuldade. Você as vence, com certeza! E mais um recadinho: manifeste essa condição de ser feliz de forma permanente em tudo aquilo que fizer.
Felicidade é transmissível! Pense nisso...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sonhos

Será que você é do tipo de pessoa que acha que um pequeno defeito no dedo indicador da mão esquerda, te impede de esculpir as estátuas de seus sonhos? Tem uma frase poderosa que pode ajudar muito: "se eles podem, também posso".

Pense em todas as suas aspirações, sonhos, objetivos e sonhos... Pense nos sonhos que carrega escondidos em seu coração. Aqueles mesmos: os mais secretos, aqueles que só você conhece! Agora pense nas desculpas que tem usado para não realizá-los. Pare com as dúvidas! Nunca mais deixe que as dúvidas, que são sempre traidoras e faz a gente perder o bem que sempre poderíamos ganhar, tomem conta de seus sonhos, tá?

Xô pra lá com aquelas desculpas esfarrapadas de sempre e trate de começar agora a dar vazão ao seu desejo de criar, de amar, de prosperar, de viver intensamente... de ser feliz!

Você é a única pessoa capaz de impedir o seu próprio progresso! Mais ninguém! Siga em frente! Seja corajoso! Seja destemido! Seja muito mais arrojado! Você pode! Você é capaz! Acredite mais e mais em você!

Lembra de quando você tinha sonhos grandiosos, planos aos montes, talvez a ambição de escrever, de pintar, de abrir um negócio ou de fazer alguma espécie de trabalho criativo? Onde foram parar todos os seus sonhos? Volte a ser um sonhador de primeira categoria, tá?

Não deixe mais que todos os seus sonhos percam a posição central em sua vida! Persista! Acredite! E quanto as desculpas, não passam de desculpas mesmo para justificar o fato de que não realizamos os nossos desejos mais profundos!

Bom Dia! Bom Divertimento! Permaneça na Paz! Fique com Deus!

“Se você fica dizendo que as coisas vão ficar ruins, tem boa chance de se tornar um profeta, viu?”

Luis Carlos Mazzini

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Este amor te faz feliz? Ele te realiza?

Um dia paramos para pensar e nos damos conta que amamos mais do que somos amados. O amor às vezes parece uma guerra desleal e o que era amor vai se transformando em desamor.
Ninguém consegue ficar dando amor o tempo todo, mas vamos falar de ser amada(o) de verdade.

Você recebe o amor que sonhou ter na sua vida? Você se sente amada(o)? Não responda, pense somente no seu coração, esqueça quem ama e pense somente em você agora.
É sempre difícil fazer essa reflexão quando tudo parece calmo, firme e já se passou um bom tempo numa relação.
Mas no amor não tem mais ou menos, isso não trás felicidade, ou você é realmente amada(o) ou está perdendo seu tempo.
Então, só temos essa vida para viver e temos que viver intensamente todos os nossos momentos. Temos muito “veneno do amor” para usar no nosso frasco da vida e não podemos deixar de usá-lo.
O amor é fundamental na nossa vida por isso estamos sempre nos preocupando com ele, afinal não sabemos viver sem ele, então tem que ser um amor que valha a pena.
Sim estou falando para você que fica esperando um companheiro(a), que acredita em promessas que nunca são cumpridas, que vive da espera que algo aconteça por si só, que os céus resolvam seus problemas.
Como já disse outras vezes, o amor é como um jardim tem que ser regado todos os dias, não pode aceitar uma relação que nos desperta ansiedade, medo, angústia e depressão.
Você não tem o direito de se manter presa numa relação DO FAZ DE CONTA.
A única pessoa que pode te fazer feliz é VOCÊ MESMA. Você tem que se valorizar ir de encontro aos seus desejos, anseios e necessidades. Senão quando acordar vai se perguntar: “porque perdi tanto tempo com nada?”
Você é a única guerreira nessa guerra em que a vitoria se chama “SUA FELICIDADE”.
Não se iluda, existem situações que o diálogo não resolve mais nada, apenas adia a decisão. Veja se não está passando da HORA DE MUDAR sua vida amorosa.
O que você está esperando para ser feliz? Esperando por promessas que ouviu um ano atrás e que não foram cumpridas, só paliativos remendando situações.
Quando converso com amigas(os) sobre essas promessas o que vejo são expressões de angustia, desilusões, tristeza, frustrações, desânimo até para pensar novamente no amor e mesmo em sexo, total descrença com a vida. Não sonham mais, não acreditam mais no amor, perderam a esperança e ficam se lamentando da vida . . . Oh vida! Oh céus!
Lembrem-se somente você pode mudar isso. Mude, chegou a HORA DE MUDAR e você vai descobrir um mundo novo e colorido a sua espera.
Se livre de tudo que te aprisiona ao passado e a essa vida sem esperança, cortando o mal pela raiz e se livrando da dor.
Faça como a águia renasça para a vida. Levante a cabeça e salte para uma vida de verdade, de prazer.
Mergulhe, veja o sol que brilha no horizonte, você merece muito mais.
Por que ficar aceitando migalhas? O amor não aceita meio termo. Aprenda de uma vez por todas a se amar.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Seja Comedido

Há poucas situações mais desgastantes e constrangedoras do que viver uma crise de relacionamento. Pode ser com um colega de trabalho, um amigo ou alguém da família. Mas pior ainda é quando a crise cava um abismo entre você e a pessoa que dorme ao seu lado (ou pelo menos deveria dormir).

Quanto mais a sua vida e a sua rotina estiverem envolvidas com a vida e a rotina de outra pessoa, mais desmotivador e estressante se torna qualquer conflito que você tiver com ela. E se esse conflito durar por um tempo razoável, será suficiente para as conseqüências se tornarem físicas.
Cada vez mais, a Organização Mundial da Saúde nos alerta sobre os distúrbios afetivos, tais como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, entre outros.

Tudo isso, tem muito a ver com a qualidade das relações que estabelecemos no dia-a-dia, inclusive, no ambiente de trabalho, e com o quanto conseguimos vivenciar de fato sentimentos e emoções como afeto, alegria, perdão e, sobretudo, a troca de gentileza.

Gentileza não é dizer "sim" a tudo e a todos. Não é se sentir feito de bobo, sobrecarregado ou desrespeitado em suas opiniões e em seus limites. Muito pelo contrário! Gentileza tem a ver, antes de mais nada, com aprender a enxergar o outro e a si mesmo, reconhecendo suas qualidades e suas limitações e encontrando maneiras de dar o melhor de si sem precisar chegar à "gota d'água" para só então se colocar e reivindicar seu espaço.

Gentileza tem a ver com criatividade e produtividade. Tem a ver com flexibilidade, inteligência, disposição e amor. Sim, amor! Amor fraternal, daqueles que servem como vitamina para nos capacitar a superar desafios da convivência.

Há quem diga que age pela emoção quem é ignorante e age pela razão quem é inteligente. Mas são muitos os que, à beira da morte, adorariam poder voltar atrás para viverem suas vidas como ignorantes, mas plenos de felicidade e paz de espírito.

Por fim, ser tratado com gentileza é o desejo de todo ser humano. E para ser um pouco mais gentil e melhorar tudo a sua volta (tudo mesmo!), basta manter-se um pouco mais atento e determinado e começar a substituir velhos e ineficientes hábitos por novos e surpreendentes comportamentos:

- Olhe nos olhos e realmente ouça o que o outro tem a lhe dizer.


- Quando não conseguir dizer nada de bom a alguém, simplesmente mantenha-se calado.

- Quando se sentir irritado, foque sua atenção em si mesmo e pergunte-se: o que realmente importa? O que eu realmente quero dessa situação?

- Procure agir a partir dos seus sentimentos mais verdadeiros e não de emoções enganosas, do ego, tais como raiva, ciúme, inveja, desejo de que o outro pague pelo erro que cometeu.

- Tenha um pouco mais de fé na vida. Isto é, confie que cada um tem o que merece e no momento que merece.

- Por mais que deseje, você não pode controlar o mundo e as pessoas.
- Dê o seu melhor para conseguir o que quer, mas diante da frustração, aceite o que vier e agradeça. Pode acreditar: tudo é exatamente como tem de ser e se você já fez o seu melhor, fique tranqüilo, porque definitivamente, isso é tudo o que pode fazer. O resto é com o Criador!

Rosana Braga

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Olha por mim


Senhor Deus, Pai de todos os que choram, busco-Te hoje em favor daqueles que sofrem e se desesperam diante das vicissitudes da vida.

Por todos aqueles meus irmãos que estão nas ruas e que passam fome, sede, frio, medo, abandono.
Rogo que os mantenhas sob Tua proteção, mas olha também por mim que nada ou pouco fiz para auxiliá-los em suas necessidades maiores.

Rogo Teu bálsamo a todos os enfermos, que, em suas casas ou nos hospitais, tanto necessitam de lenitivo para os seus sofrimentos.
Mas volta-Te ainda para mim que, servindo-me da desculpa da falta de tempo, nunca os fui visitar e levar o consolo de uma presença amiga.
Bondoso Pai, rogo que olhes por todas as crianças e idosos abandonados, imersos em sua solidão e carentes de atenção, de carinho, de amor.
Entretanto, volta igualmente os Teus olhos a mim, que, egoísta, nunca doei a eles um pouco do meu tempo, da minha dedicação e do meu interesse.

Peço ainda a Tua infinita misericórdia em favor de todos aqueles meus irmãos que estagiam no mal, no mundo da violência e das drogas e que hoje sofrem as consequências de suas más escolhas.
Porém, rogo antes por mim que, muitas vezes, sem poder ou querer ajudá-los, ainda os julguei, colocando-me em patamar superior e esquecendo-me de que, de uma forma ou de outra, todos ocorremos em erro durante o caminho que nos leva à perfeição.

Suplico, ainda, Tua consolação aos que perderam o sentido da vida, a vontade de viver, a esperança de um amanhã melhor, a fé que fortalece e dá coragem.
Todavia, olha do mesmo modo por mim que, bebendo diariamente em Tua fonte de consolação, não fui capaz de oferecer minha mão amiga àqueles que dela necessitavam.

Assim sendo, ilumina-me, bondoso Pai, pois sou o mais necessitado de todos. Tenho o alimento e não o compartilho. Tenho a água e a coberta e não mato nem a sede e nem o frio do meu semelhante.

Disponho das condições materiais e não as utilizo em benefício dos menos favorecidos. Tenho a oportunidade diária de gerar modificações em tudo à minha volta e entrego-me a reclamações e dissabores desnecessários.
Olha por mim, meu Deus, que tenho dinheiro e sou pobre, que tenho saúde e sou enfermo, que tenho conhecimento do bem e não o pratico, que digo ter fé e vacilo, que tenho luz e não enxergo.
Olha por mim, meu Deus!

Deus, o Senhor da vida, auxilia Suas criaturas através das próprias criaturas. Não nos esqueçamos de que nós, sem exceção, fazemos parte desse processo.
Não esperemos e nem deixemos para amanhã aquilo que está em nossas mãos fazer hoje. Não percamos nenhuma oportunidade sequer de praticarmos a caridade. Aqui estamos, a exemplo de Jesus, para servir e não para sermos servidos.

Sintamo-nos responsáveis uns pelos outros, pois somente assim poderemos entender, como irmãos, a máxima do Cristo: Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Decepções

Você já teve alguma decepção na vida? Dificilmente alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa desagradável em algum momento da caminhada.

Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras
mais sutis da alma.

Isso acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos nossos mais puros sentimentos
de confiança e amor.

Pode ser um amigo, a quem entregamos o coração e que de um momento para outro passa a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade...

Também pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história... Que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.

Ou alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.

Enfim, só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam nenhuma impressão.

Assim, valem a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.

Para tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós, nossos amores também não são perfeitos.

E que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade. Nunca nos disseram que serão eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções. Nós é que queremos que sejam como os idealizamos.

Assim nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido. Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento.

Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento.

Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.

A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão a nossa frente.

E a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre algo ou alguém.

Assim, se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.

Passe a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem.

Considere que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.

Por todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar... Enxugue as lágrimas e siga em frente... sem ilusões.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Toda amizade

Toda amizade é uma história particular. É uma história de conquista.
Primeiro, descobre-se o outro. Todo mundo parece igual, mas não é. E é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única. E de repente ali está a sementinha da amizade fecundada. A gestação começa.

São pedacinhos de nós que vão ficando nas conversas e pedacinhos do coração do outro que vão caminhando pra dentro da gente. Há os risos e os sorrisos, a partilha de coisas simples ou de coisas importantes. As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes. A voz calada que pensa, não diz nada... adivinha!...

Fazemos idéia imediata de uma pessoa ao primeiro contato. Julgamos? Talvez. E só os próximos dias, horas ou instantes vão nos dizer se julgamos certo. Acontece de nos termos enganado em certos pontos e quantas vezes não bendizemos isso! Claro que ninguém gosta de estar enganado. Mas quando descobrimos um palhacinho por detrás de uma pessoa séria e reservada é maravilhoso saber que pudemos nos enganar. Se todos os enganos fossem assim abençoados!...

A sensibilidade do outro nos toca. Dá até vontade de chorar. Não sabemos direito o porquê de nos sentirmos próximos de alguém assim tão longe, tão diferente e tão igual. Mas amizade, como o amor, não se questiona. Vive-se. Dela e pra ela.
É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado.

Quando saímos às pressas sempre temos o risco de deixar alguma coisa esquecida. Mas se tomamos o tempo de olhar bem, refletir, conversar, conversar e conversar... e rir e brincar e ficar em silêncio!... Se deixamos que essa flor nasça cuidadosa e docemente... aos poucos ela vai vendo a luz do dia. Maravilhando-se. Contemplando o outro com novos olhos, ou nova maneira de olhar. Tudo vira encanto!

Que o outro ria de mim ou pra mim, mas que ria! Gargalhe, faça festa!... Que eu seja nem que seja por um pouco responsável por esse rosto iluminado, por essa vontade de viver e de ver o que virá depois.
Bendita seja essa gestação amiga! Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada! Bendita seja essa amizade, prova de que Deus se faz conhecer através das pessoas que alcançam nosso coração.

                  
                                                                                                                                                                                                      *Letícia Thompson

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Há, que falta eu sinto


Há que falta eu sinto de um amor, que falta sinto de um braço que me acalente numa noite fria, onde eu troque meu solitário cobertor pelo calor do seu afago. Que falta eu sinto de uma voz suave que sussurre aos meus ouvidos palavras tão puras e perfumadas que parecem nardo ou aroma de flor.

Quanto dói não ter o veludo de tuas mãos como sedas e tecidos caros a me acariciar, não ter o suor que destila delas como fonte d'água a brotar. foge-me a vida, foge-me a ternura, amordasa-se meu fôlego, pois que falta eu sinto de uma respiração que como ar vida dá aos meus pulmões.

Há que falta eu tenho de um riso, de uma alegria que só tua presença me trás, que falta sinto de uma voz me convidando para está mais perto, de um olhar encontrando o meu e me dizendo coisas que só nosso próprio olhar consegue traduzir. Quanta falta eu sinto de um ninho, de um berço onde acalenta-me teu amor e me faz sentir paz em meio a fúrias dos dias. Que falta eu sinto, que dor no meu peito aperta, pois falta você aqui, falta tua suavidade, pois falta tua paz, falta teu amor, falta o fogo, ardor da tua paixão, falta o teu conselho, falta metade de mim.

Há que falta eu tenho, de um amor que me cure, que falta eu sinto de amar perdidamente, de me entregar sem medo do futuro, sem medo do depois, que vontade de transbordar, de amar tanto e não amar demais, que falta eu sinto de dizer tudo que digo em apenas um beijo em tua boca, de te amar e declamar tudo que declamo em apenas um abraço, que vontade e que falta eu sinto de te dar o mundo e todas as estrelas em apenas um momento quando te olho, que falta, que perda, que dor, de querer te amar, de querer ser teu, de querer pensar só em ti, de te querer mais que bem-querer, de te amar muito mais que bem-amar.
                      
                                                                                                              *por Romantico Rebelde

terça-feira, 16 de abril de 2013

Converse com Deus

Tem muito mais que do que necessitas para um aprendizado aqui no planeta. O problema, é que metemos as mãos pelos pés na ânsia de possuir “sempre algo”mais”, sempre um pouco além das nossas posses e das reais necessidades.
Por isso, nos enrolamos, gastamos o que não temos, devemos o que nem sabemos, sonhamos com o que não merecemos, desejamos aquilo que nem sempre nos pertence.
 
Dai, sofremos…

Saia um pouco desse turbilhão de emoções, de sentimentos e de ausências e parta para um lugar em meio a natureza. Respire fundo e calmamente, fale com Deus. Converse com o Criador sem cerimônias, sem receitas preparadas, sem fórmulas mágicas.
Dispa-se do orgulho, tire os sapatos, deixe os pés afundarem na areia ou tocarem o gramado que também é criação do Pai, e entregue-se ao prazer de poder ser simplesmente “o filho”, “a filha”, que pede colo, que pede e recebe atenção.
Deus quer te ouvir!

Não no amontoado de palavras sem sentido e sem sentimento, mas na abertura desse seu coração que anda sofrendo por tão pouco, porque tudo o que você acha que é tão grande, é nada diante do Pai.

Coloque teus problemas nas mãos Dele e confie.

Segue mais leve, preparado para a simplicidade e a beleza dos dias. Cultive a sua horta da alegria, regue a terra com a sua emoção, tenha paciência para ver o broto crescer. Tudo tem um tempo debaixo do céu, e o seu tempo é o agora, com aquilo que já possui.

Cuide da sua casa, ainda que seja de simples tábuas. Faça dela um “Lar” e que a sua primeira providência, não seja a preocupação com a mobília, mas com quem vai lá morar. Convide Deus para entrar na sua casa, e se possível, peça para que Ele permaneça naquela cadeira especial, que só o coração sabe armar.

Ame sem medo de ser feliz, mas reconheça que o mundo não é feito das nossas vontades, que podem ser apenas caprichos de criança mimada que pensa que cresceu, mas não atingiu a maturidade.

Converse com Deus e liberte-se do que não engrandece, não permanece, não resiste ao tempo. Tempo que Deus lhe concede para ser feliz.

Simples assim.

Amém...

Esta é uma oração singela para seu encontro com Deus.
Eu acredito em você.

                                                                                                               Por* Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Viver é fazer escolhas

Vemos muitas novidades surgindo, os personagens que as trouxeram e ficamos comentando e analisando como conseguiram. Este ano temos até um filme concorrendo ao Oscar cujo assunto é inovação. Trata-se do filme que fala da criação do Facebook.
Estar ao serviço da inovação é, certamente, uma tarefa tão nobre quanto espinhosa.

Nobre por que são as novas propostas que respondem pela transformação dos recursos, da sociedade, da realidade e até do ritmo de nosso dia a dia.

Porém não é fácil “bolar”, conceber, nem convencer o mundo de que algo de que nunca se ouviu falar a respeito, possa ser importante, fundamental mesmo às necessidades ou aspirações humanas e a partir do instante que a nova idéia é apresentada.
Só consegue levar adiante uma idéia, um novo modo de ver as coisas, um projeto de vida quem realmente acredita nela e se entrega totalmente. Saber tudo pode ser gratificante e todos podem ter com um pouco de esforço, mas a capacidade de colocar uma inovação em “pé” uma nova idéia poucos tem somente os líderes. Em todas as inovações há um traço em comum: a presença de um líder.

Uma das doenças modernas a ansiedade, vem da obrigação diária que temos de fazer escolhas, conseguimos ver todas as opções, mas é difícil saber qual a melhor.
Viver é fazer escolhas.  Toda escolha trás consigo muitas renúncias. Quando escolhemos algo sempre estaremos abrindo mão de muitas outras coisas.
Isso se dá na vida amorosa, na carreira, nos investimentos, nas amizades, na comida que vamos escolher no cardápio e assim por diante.

Liderar também é uma escolha, e ao fazermos essa opção abrimos mão do conforto de não liderar, apenas seguir. Quem opta por liderar, opta por ter que decidir e para isso tem que praticar o exercício do planejamento, da previsão que nada mais é que tentar saber quais os caminhos que podem levar ao objetivo desejado. Ele sempre terá que optar por aquilo que é o melhor e o difícil é saber qual é esse melhor.

Sem um planejamento, sem informações o pretenso líder vai ter que decidir por adivinhação, mas seus liderados confiam e vão segui-lo cegamente e, portanto adivinhação não adianta. O que adianta é ter o máximo de informações disponíveis, capacidade de analisar e processar essas informações, ter discernimento para enxergar todas as opções, habilidade para separar as melhores e, finalmente, coragem para decidir.

Sabemos que essas informações muitas vezes são “apenas” evidências, mas elas são extremamente importantes. O líder percebe essas evidências por meio de seus filtros psicológicos, suas crenças e desejos.  Ao líder, portanto não adianta ter boas informações se não souber o que deseja que preço está disposto a pagar (aqui não me refiro somente ao valor monetário), qual o conjunto de valores e assim por diante.

Você pode ter a informação que o mercado para cantores líricos é muito reduzido e restrito. Isto é uma informação, mas se esse é seu grande sonho e você acredita em seu potencial a restrição de mercado é totalmente relativa, pois para os grandes talentos, os espaços sempre se abrem. É como uma lei física, você ocupa o espaço de alguém ou amplia esse mercado.

Quem lidera enfim tem que estar atento a percepções do seu ambiente. Ao não se preocupar com isso acaba não liderando. Liderar não é ter o nome de líder dado por alguém, liderar é manter-se alerta e estar a toda hora fazendo escolhas, planejando, “percebendo” e decidindo o caminho a seguir.

Para que sejamos felizes temos a cada escolha feita colocar um ponto final nas alternativas abandonadas. Ficar lastimando as alternativas abandonadas não vai ajudar em nada e ainda vai criar um clima de perda que pode aumentar a ansiedade.

Se quiser ser líder, então lidere afinal foi uma escolha sua.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Bosque

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa.

Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias.

O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.

Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.

Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.

Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.

Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.

Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes de nutrientes encontrados nas camadas mais inferiores do solo.

Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes

Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.

Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.

Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.

Varios anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência.

Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes.

Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!

O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.

Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.

Que efeito curioso, pensei eu...

As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.

Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos.

Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido.

Freqüentemente, oro por eles.

Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:

"Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...

Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações.

Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.

Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais.

Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.

Portanto, pretendo mudar minhas orações.

Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil.

Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.

Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cansaço


Você se encontra cansado. O dia nem bem despertou e você já sente o corpo todo a reclamar das canseiras que deverão chegar.
Sente que as forças físicas devem entrar em pane a qualquer momento. Que as suas energias psíquicas estão em queda.

Você se ergue da cama e anda arrastando os pés, como se o corpo pesasse uma tonelada. Vai até o espelho, olha-se e observa. As olheiras estão aí. É como se não tivesse dormido.

Incrível. As horas de sono parecem que não lhe bastam. Que você precisa sempre mais e mais.
Talvez umas férias mais prolongadas, mais lazer.
Contudo, as horas reclamam agilidade. Você se prepara e sai para o trabalho. O estresse do trânsito está terrível. Pior a cada dia. É o engarrafamento, o acidente, as buzinas, a chuva forte que dificulta a visão. Difícil estacionar. Que dia!

Finalmente você chega ao local de trabalho e começa a lamentar-se. A mesa está sempre mais atulhada de papéis. A impressão é que quanto mais você faz, mais serviço aparece.
E hoje o chefe parece estar mais irritado do que de costume. Você continua a se lamentar. Afinal, você está muito cansado. Aliás, vem dizendo isso há muito tempo.

Pare um momento. Observe como as pessoas reagem às suas queixas. Porque você está se tornando repetitivo, alguns, para não o magoar, concordam com você. Outros silenciam, pensando no tempo que você está jogando fora, reclamando, sem tomar nenhuma providência.
Alguns se mostram indiferentes. Pensam que o problema é seu e quem deve resolvê-lo é você mesmo. Talvez alguém até chegue a se irritar com as suas lamentações.

Pode ser que alguns se afastem para não mais ouvir você, porque toda vez que você reclama se torna excessivo, aborrecido, cansativo.
Pense um pouco. Se o cansaço é físico, tome uma providência. As leis Divinas recomendam o repouso. Se for demasiado o cansaço, talvez você esteja doente e precise de atendimento profissional. Procure um médico, realize exames, trate-se.

Se o seu cansaço o preocupa, tome o caminho mais conveniente. Mas, se por qualquer motivo não puder fazer isso, então silencie. Trabalhe e ore, buscando apoio e refazimento nas fontes espirituais.
Procure Jesus na intimidade de seu coração e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso.
Ilumine os campos da alma com atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o alegrem verdadeiramente.

Evite reclamações constantes, porque elas não melhorarão o seu cansaço, nem seu esgotamento.
Procure atividades que o refaçam. Escolha um local onde necessitem de braços amigos e se ofereça como voluntário. Mudança de atividade é também repouso.
Para o seu lazer escolha o que o possa refazer. Um passeio tranquilo, a observação atenta de um quadro da natureza. Delicie-se com uma música. Desfrute o aconchego familiar. Ore e seja feliz.

O sono foi dado ao homem para a reparação das forças físicas e das forças morais.
Enquanto o corpo se recupera dos efeitos da atividade do dia, o espírito também se reabastece no mundo espiritual.
Por isso mesmo a prece, antes do sono físico, se faz tão importante. Com ela, sintonizamos com as mentes superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar para os diálogos que alimentam a alma e fortificam a disposição para as lutas.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

“DR” (discutir a relação)?

Quando iniciamos um relacionamento sempre temos uma maior disponibilidade para conhecer o parceiro (a), somos mais tolerantes com as diferenças, e aceitamos facilmente as individualidades, a maneira de pensar e agir. Afinal foram essas diferenças que nos atraíram.

O tempo passa e a intimidade, a convivência e a rotina podem afetar essa nossa boa vontade de tudo aceitar, e o casal pode não ter a mesma tranquilidade inicial e as diferenças individuais serão ressaltadas. Geralmente queremos mudar o parceiro (a) para como pensamos, mesmo sabendo que o que nos atraiu foram essas diferenças.

Cada relacionamento é único e complexo, em cada um há suas particularidades e mesmo sendo muito harmonioso o relacionamento, é absolutamente normal que aconteçam diferenças de opiniões, algumas brigas e porque não crises e temos que saber como enfrentá-las.

Normalmente as brigas acontecem pela falta de diálogo, pela intolerância na aceitação dos problemas apresentados pelo parceiro (a) e a inflexibilidade nos comportamentos que não gostamos.

As brigas surgem por vários motivos, o que normalmente resultam em conflitos mal resolvidos e em mágoas, que pela falta de diálogo são deixados de lado ora por um ora pelo outro. Se não gerenciarmos mesmo as pequenas dificuldades de maneira adequada e satisfatória, elas vão se acumulando e tudo pode ficar muito mais complicado, transformando-se em uma crise séria, levando ao término do relacionamento.

Temos que enfrentar os problemas de frente e não fugir deles. Entender que crises e diferenças são perfeitamente normais e conhecer bem os sentimentos que uniram o casal ajuda a resolver esses momentos. O que não pode acontecer, pois não é saudável, é que as crises e brigas persistam por longo tempo.

A famosa “DR” (discutir a relação) pode até assustar muita gente, mas é um ótimo caminho para acertar essas diferenças e aprender a conviver em parceria com alguém diferente de nós, e saber ouvir o que o outro fala e entender que é apenas uma opinião, e não como uma acusação.

Para que não fiquem sentimentos negativos é importante e fundamental numa “DR” ter como base o diálogo e o respeito para encontrar soluções, compreendendo o que de fato acontece renovando assim a relação.

Se o clima não está dos melhores, deixe baixar a poeira, invente um quebra gelo, como uma comida diferente, uma viagem, um presente, um jantar num lugar especial, mostrando ao outro que há disposição para ouvir e debater.
E se uma das partes não está disposta a conversar?

É importante saber que a grande maioria dos homens não pode nem ouvir falar na “temível DR”. Quando ouvem: “vamos discutir a relação? já empunham as armas pois eles não gostam de ser confrontados.

Pois é, cabe a mulher, sempre mais sábia em todos os sentidos, conversar com sabedoria e evitar acusações e não deve nunca querer fazer com que o seu ponto de vista prevaleça “a força”. Também não deve assumir uma posição de mãe querendo dizer ao homem como ele deve se comportar sem ao menos ouvir dele o que tem a dizer. O bicho homem é muito orgulhoso e mesmo reconhecendo que está errado, vai manter sua posição se sentir que algo está sendo imposto.

DR” (discutir a relação) é o caminho certo para deixar o relacionamento sempre saudável.
Esqueça os preconceitos, use sempre do bom senso, conversar é saber se comunicar, falar o que pensa e principalmente saber ouvir.  Uma conversa clara, aberta e franca constrói uma relação e pode evitar os conflitos e provocações diminuindo o estresse e tensão e será muito importante para a renovação da relação.

Numa “DR” fale o que pense, mas ouça com atenção e respeite o ponto de vista do parceiro (a), evitando dizer coisas que certamente irá se arrepender depois.  Não falar mal tanto da família, dos “ex” e dos amigos, por mais que você esteja certa no que pensa, são medidas para evitar que o relacionamento entre em crise.

Evite também, o “eu te disse” ou “eu não te disse?”, não faça comparações e se você não curte algo que ele (a) faz saiba que o importante é conversar e chegar a uma conclusão desejada. As precisamos perder batalhas para ganhar a guerra.
Para que jogar o óbvio na cara do parceiro, afinal se ele (a) a ama vai tentar fazer o melhor da próxima vez.

Não é possível manter uma relação sem diálogo e confiança, sem isso não existe um vínculo de cumplicidade que é fundamental para resolver os problemas e estabelecer uma união que os aproxime cada vez mais.

Devemos lutar sempre para resgatar a harmonia e a tranquilidade do relacionamento, mas se o casal perceber que tentou de tudo e não conseguiu solucionar as dificuldades, a melhor solução é mesmo procurar ajuda profissional. A terapia de casal certamente será interessante para que os conflitos sejam solucionados ou será a HORA DE MUDAR.

Assim como numa guerra, tenha em mente que numa briga de um casal ninguém sai como vencedora (o), quem põe ponto final numa paixão com o ódio, ou ainda ama, ou não consegue deixar de sofrer.
 
                                                                                                                   Por     *horademudar.com.br

terça-feira, 9 de abril de 2013

Falando com Deus

Um grupo de amigos conversava na frente do escritório onde trabalhavam.
Falavam sobre vários assuntos quando um jovem comentou sobre se ainda podiamos ouvir Deus.
O jovem questionou-se: " Deus " ainda fala com as pessoas ?
Cada um já tinha sentido a presença dele, mas cada qual de uma maneira diferente. Foi uma conversa super agradável.
Era aproximadamente 22:00 horas quando o jovem começou a dirigir-se para casa.
Já no carro, percorrendo o percurso de volta para sua casa ele começou a pedir: Deus! "Se ainda fala com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedece-lo".
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade ele teve um pensamento muito estranho" Pare e compre um galão de leite".
Ele balançou a cabeça e falou alto " Deus é o Senhor ?
Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa. Porém surgiu o pensamento, "Compre um galão de leite".
O jovem pensou na história de "Samuel" e em como ele não reconheeu a voz de Deus, e como o mesmo " Samuel " correu para " Eli ". Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite".
Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil. Ele ainda poderia também usar o leite, pensou o jovem enquanto parava para comprar o leite.
Assim que o jovem comprou o leite, ele retornou seu caminho de volta para casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido "Vire naquela rua ". Isso é loucura pensou e passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter entrado na sétima rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.
Meio brincalhão, ele falou alto "Muito bem, Deus. Eu farei".
Ele passou por algumas quadras, quando de repente sentiu que deveria parar.
Brecou e olhou em volta. Era um lugar misto de comércio e residência.
Não era a melhor área da cidade, mas também não era a pior das vizinhanças.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estava escura, como se as pessoas já estivessem dormindo, exceto uma casa modesta situada em uma das esquinas do outro lado da rua.
Novamente, ele sentiu algo, "Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua".
O jovem olhou a casa. Ele começou a abrir a porta do carro, mas voltou a sentar-se" Senhor, isso é loucura "!
Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?" Mas um vez ele sentiu que deveria ir e dar o leite. Finalmente , ele abriu a porta.
" Muito bem, Deus, se é o Senhor eu irei e entregarei o leite aquelas pessoas.
Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem. Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo se eles não responderem imediatamnete, eu vou embora daqui"
Ele atravessou a rua e tocou a campainha. Parou para ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança. A voz de um homem soou alto:
" Quem está ai ?? O que você quer ?? A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
"O que quer"? perguntou o homem.
O jovem entregou-lhe o galão de leite. "Comprei isto para vocês."
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto. Depois passou uma mulher pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha. O homem seguia-a segurando nos braços uma criança que chorava.
Lágrimas corriam pela face do homem e ele começou a falar, meio soluçando:
" Nós oramos. Tínhamos muitas muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado. Não tinhamos mais leite para o nosso bebe, apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite".
Sua esposa gritou da cozinha: " Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco..... Você é um anjo?
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem. Voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face.
Ele experimentou que Deus ainda responde os pedidos.
Você tem 24 horas por dia e as gasta com muitas coisas.
Quanto tempo você leva para parar um pouquinho e ouvir Deus??
Feche os olhos por um instante e converse com o Deus sobre o que está se passando com o seu coração !!!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O amor e a Indiferença

É necessário verificar o que você está fazendo para melhorar sua vida.
Por acaso, está esperando que algo caia do céu ou está, realmente, empenhando-se em criar novas e boas condições para viver?
Está esperando alguma ajuda dos outros ou "caiu na real" e percebeu que tudo só depende de você?
Podemos sempre contar com a ajuda divina, mas...e a nossa parte?

E então, se já verificou todas essas questões, o que está esperando? Vá em frente e viva feliz!
Acredite: a beleza está em você!
Se não é o que acham, saiba que os padrões do que é belo mudam constantemente e são diferentes de um lugar para o outro.
Enquanto numa determinada região do planeta pessoas tentam engordar para sentirem-se belas e desejadas, em outra parte algumas quase à inanição; tentam emagrecer para se encaixar em duvidosos padrões de beleza.

Talvez, o padrão ideal seja aquele que, independente da moda ou opinião dos outros, faz-nos sentir bem, felizes, do jeitinho que somos.
Se você se sente bem, então, pode ter certeza: a beleza está em você.
O contrário do amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível: que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente.

Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Você está sempre reclamando que não tem um vestido novo para ir à festa, que seu cabelo não está como você quer etc.etc.? Faça uma coisa: olhe ao seu redor, veja como as pessoas vivem, quais os problemas que elas têm, qual a luta diária que elas precisam empreender para poder sobreviver. Aí, tenho certeza de que você irá dar mais valor ao que tem.

Não se esqueça, por maiores que sejam seus problemas, você com certeza está melhor do que muitas pessoas. Agradeça a Deus o que já conseguiu, e vá à luta para conseguir novas realizações. Mas sem deixar de olhar ao seu redor!

Pondere:
Quais são as suas dificuldades?
São as maiores de todas, não é mesmo?
É assim que a maioria de nós pensa: "meu problema é tão grande que ninguém pode sequer imaginar".
Grande bobagem! Não existe nenhuma dificuldade que não tenha uma saída.
Mesmo que a solução não seja aquela que esperávamos, com certeza, se tivermos confiança
em Deus, entenderemos que, para o momento, é
a mais apropriada. Tudo passa, pode acreditar.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Colhendo benefícios da dor

Quando o sofrimento chega, fustigando a alma; quando a dor se apresenta como tempestade impiedosa, destruindo sonhos e planos, normalmente reagimos muito mal.
Deixamos que a revolta nos abrace e externamos em palavras e atos o que nos vai n´alma por ver destroçados nossos sonhos.
Alguns de nós descambamos para o desespero insano. Deixamos de viver, abandonamos emprego, amigos... Isolamo-nos em nós mesmos, seguros de que não há, no mundo, sofrimento que se equipare ao que nos dilacera a alma.
No entanto, para algumas pessoas, o sofrimento age de forma diversa. Eles buscam soluções, não se permitindo considerar vencidos, enquanto não forem esgotadas todas as possibilidades.
Seja o problema a enfermidade, o abandono, o desemprego, eles prosseguem em frente.
E, além de não se entregarem ao desespero, encontram forças para auxiliar outros que descobrem em igual sofrimento.
Na sua dor, tornam-se mais sensíveis às dores alheias, aguçam os sentimentos da alma e ouvem os soluços de quem padece tanto ou mais que eles próprios.
Assim foi com o casal Beira, cujo filho, aos dezessete meses, foi diagnosticado com um tumor cerebral. Dali em diante foram cirurgias e quimioterapia se sucedendo.
Aos dez anos, Francesco passou a andar em cadeira de rodas, perdeu a fala e precisou de uma traqueostomia para respirar.
Os dias, as semanas e os meses se sucediam entre idas ao hospital e alguns retornos para casa.
Então os pais decidiram mantê-lo em casa, montando ali todo o aparato de uma Unidade de Terapia Intensiva – UTI. Desejavam que ele tivesse paz.
Francesco foi envolvido pelo amor da família: as duas irmãs, o pai, a mãe.
Partiu tranquilo, num domingo, enquanto seu pai e uma das irmãs seguravam cada uma das suas mãos. Os batimentos cardíacos começaram a cair lentamente, até cessarem.
Algumas lágrimas rolaram dos olhos do pai mas, olhando a serenidade do rosto do filho, orou.
*   *   *
A morte é sempre representação de uma separação, por breve que seja. Por isso mesmo, dolorida.
Dizem os médicos que mais difícil do que a de um adulto é aceitar a morte de uma criança. Ela é promessa e a perspectiva é que cresça, se desenvolva, se torne jovem e adulta.
Pois os pais de Francesco, após a sua morte e em sua homenagem, transformaram sua dor em benefício.
Associando-se a uma ONG, que atende crianças com câncer, eles optaram por fundar em São Paulo um Hospice, um abrigo pediátrico de cuidados paliativos.
Será o primeiro do país, nessa proposta da área médica de atenuar o sofrimento e aumentar a qualidade de vida de pacientes desenganados.
Boa parte dos recursos para essa obra foram bancados pelos pais de Francesco que doaram, após a morte dele, os recursos da poupança do filho.
Conforme falou o pai, foi um jeito de dar sentido à experiência vivida.
Sim, há muitas formas de sofrer. Bem sofrer é passar pela experiência dolorosa e ainda encontrar forças para minorar alheias dores.
Pensemos nisso.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A formiga

Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
 
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões.O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
 
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
 
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
 
Moral da história:
Tenho certeza que você está pensando: "já vi esse filme em algum lugar!"

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como o Vento

“o sonho coincidiu com a realidade, e as mesmas bocas uniram-se na imaginação e fora dela.” (Machado de Assis, Várias Histórias, p. 55).

És como Vento, certo dia vens para mim em brisas calmas e suaves outras vezes como uma tempestade arrebatando minha alma e deixando aos pedaços minha emoção. Fugáz, efêmera, és para mim igual ao vento, não te vejo, mais amor, te sinto todos os dias perto de mim.

Não sei onde estás e nem para onde vais, mais amor eu sinto que você está perto. Sentir, sem que veja seus olhos.

Ouso dizer que amo, sem que exista no meu presente para que se diga, mas as palavras de amor que tenho não as poderei guardar, não poderei calar.
 

Como o vento, imagino a tua forma, como uma brisa penso em tua delicadeza, que preenche cada espaço vazio, sendo aquilo que não sou em mim e eu sendo o que você não é em você. Como um valioso tesouro estás oculta, por entre o desconhecido destino, entre o incógnito futuro, és uma certeza tão duvidosa que põe em prova minha fé.
 

Se sem te ver já me deixas sem fôlego, se sem olhar em teus olhos já me deixas sem jeito, se sem ouvir tua voz já perco meus sentidos, se sem te conhecer já te amo, imagine então, que amor maior ou igual ao meu não existe, que poeta mais sonhador que eu não se houve, que deseje e que te queira mais do que eu, pois sou quimera da tua alma, peregrino de teu caminho, tua sombra doce e calma.
 
Sou teu sonho, teu amanhã, sou teu amigo, teu amante, sou apenas este teu desvairo apaixonante, que por sonhar demais já te ama sem que te tenha percebido.
 
                                                                                                                          *por romanticorebelde

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tesouro da felicidade

Ali Rafed era um homem que se dizia feliz, vivia na Pérsia, hoje Irã. Considerava-se feliz porque amava uma mulher e com ela havia se casado. Tinha filhos e plantara árvores.
No seu conceito de fiel seguidor do livro sagrado, o Alcorão, ele fizera tudo o que uma pessoa deveria fazer em sua vida.
Certo dia, um homem, trajado com muita simplicidade, passou por suas terras e lhe pediu asilo.
Ali Rafed o recebeu, alimentou-o e o abrigou. Ao se despedir, na manhã seguinte, o pedinte lhe perguntou se ele se considerava feliz.
Como o anfitrião sorrisse afirmativamente, ele perguntou:
Tens diamantes?
Não, respondeu Ali Rafed. Nem sei o que são.
O homem sacudiu os ombros, reiniciando a sua jornada e falou: E pretendes ser feliz, se não tens diamantes e nem sabes o que são?
A partir de então, Ali Rafed se tornou angustiado. Depois de muito perguntar, alguém lhe disse que diamantes eram pedras preciosas, normalmente encontradas nas nascentes dos grandes rios, como o Nilo e o Eufrates.
Pediu, então, ao seu cunhado que cuidasse da esposa e dos filhos. Deu-lhe metade de sua propriedade e vendeu a outra parte.
Depois partiu, procurando por diamantes. Andou por terras distantes, por anos e anos. Perdeu todos os haveres que havia levado. Finalmente, morreu doente perto de Barcelona, na Espanha.
Mas, dez anos depois de Ali Rafed ter deixado sua propriedade, mulher e filhos, o homem de roupas rasgadas tornou a passar por ali.
Encontrando o novo proprietário das terras, perguntou pelo antigo e teve notícias de suas aventuras em busca das pedras preciosas.
Pediu hospedagem por aquela noite. Após o jantar, enquanto descansava em uma cadeira, na sala, o homem ergueu os olhos e foi atraído por algumas pedras maravilhosas que enfeitavam a lareira.
Aproximou-se, tocou-as e seu olhar brilhou mais que todas elas. Perguntou ao dono da casa onde conseguira aquelas pedras. Eram diamantes!!!
Ora, disse o outro, no córrego que atravessa minhas terras.  Aquele mesmo onde bebem as cabras.
Quando amanheceu o dia, o homem já alcançara o córrego e descobrira a maior mina de diamantes do mundo: a mina de Golkonda, que brindou o mundo com extraordinários diamantes como o Koinorr e o príncipe Orloff.

*   *   *
Na ânsia de buscar felicidade, o homem, por vezes, se parece com Ali Rafed. Desconsidera o que tem nas mãos, o que usufrui e sai em busca de ilusões.
Não se apercebe que os maiores tesouros, aqueles que lhe deverão conferir felicidade, são justamente a paz de consciência pelo dever cumprido, a bênção do afeto dos familiares, o trabalho que lhe propicia o prazer de autossustentar-se, a possibilidade do estudo e da experiência bem vivida.
Felicidade, em verdade, não é ter coisas, mas é um estado de tranquilidade íntima e paz de consciência.

Se for para somar, fique. Se não for, boa sorte…

Hoje a minha despensa emocional está arrumada e limpa, já não guardo mais rancores, nem amores que já passaram do prazo de validade. Não t...