sexta-feira, 30 de abril de 2010

Onde você coloca o sal?


O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal
em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.

O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e
levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o
mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o mestre.
- Não. - disse o jovem.

O mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- a dor na vida de uma pessoa não muda.
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o
sentido de tudo o que está a sua volta.

É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras:
É deixar de ser copo para tornar-se um lago.


MORAL DA HISTÓRIA


somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o
que somos.Pense nisso...e tenha um bom dia...

Erro coletivo


É comum ouvir alguém reclamar a respeito da presença de uma pessoa complicada em sua vida.
Pode ser algum parente, vizinho ou colega de trabalho.
Em geral, está presente o raciocínio de que a vida seria boa sem os problemas trazidos por aquela pessoa.
Por vezes, há até alguma indignação com quem tem dificuldades físicas ou psíquicas.
Quem é convocado ao auxílio e à compreensão não raro se sente indignado.
Entretanto, urge refletir que a Lei Divina é perfeita.
Ela estabelece a felicidade e o equilíbrio como naturais resultados da observação de seus preceitos.
Por outro lado, toda violação dos estatutos cósmicos enseja problemas.
Contudo, o erro raramente é individual.
O defraudamento dos deveres de honestidade, pureza e respeito ao semelhante costuma surgir de um contexto complexo.
Quando alguém comete desatinos, de ordinário tal se dá sob o influxo de vários envolvidos.
Esses podem ser os pais, que não cumpriram a contento seu dever de educação.
Deixaram-se levar por múltiplos afazeres e não deram ao filho a atenção e as orientações necessárias.
Ou então, foram amigos que incentivaram ao vício.
Quem sabe, irmãos ou outros parentes que deram maus exemplos.
Talvez, um namorado ou namorada que fez falsas promessas e gerou grande dor moral.
O certo é que poucas vezes alguém erra sozinho, sem a influência de terceiros.
Ocorre que é da lei que quem cai junto se reerga em conjunto.
Os partícipes do erro são naturalmente convocados a auxiliar no reajuste.
Conforme o grau de sua participação na derrocada moral, devem colaborar no soerguimento.
Assim, a presença de alguém complicado em sua vida não é uma injustiça e nem fruto do acaso.
Justamente por isso, não procure saídas fáceis ou desonrosas.
Libertar-se de uma situação constringente não é o mesmo que fugir dela.
A Lei Divina é perfeita e ninguém consegue ludibriá-la.
A atitude de fuga apenas denota rebeldia e complica a situação do devedor.
Para se libertar de semelhante conjuntura adversa, somente mediante o exercício da fraternidade.
Faça o seu melhor no auxílio aos que o rodeiam.
Ampare física e moralmente os que se apresentam frágeis e viciados, do corpo e da alma.
Saiba que a paz em sua vida será o resultado natural da consciência tranquila pelo dever bem cumprido.
E, principalmente, cuide para não induzir ninguém a trilhar caminhos indignos.
Preste atenção no que diz e faz, a fim de não ser partícipe de atos torpes.
Muitos testemunham seus atos e palavras e podem ser influenciados por eles.
Mesmo sem desejar, você pode assumir graves responsabilidades e complicar seu futuro.
Pense nisso.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma história de amor impossível




Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível -voava ao sabor do vento certa tarde,quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou.Excitadíssima, voltou imediatamente para casa,louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.- As estrelas não foram feitas para que as mariposaspossam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur,e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignoraro comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. - Que maravilha poder sonhar!- pensava.Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar,e ela decidiu que iria subir até o céu,voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor.Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada,mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal.Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho,iria terminar chegando na estrela,então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.Esperava com ansiedade que a noite descesse,e quando via os primeiros raios da estrela,batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhasjá têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas!Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis,e arranjar um amor que possa atingir.A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia,resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece- ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.Por algum tempo, tentou esquecer a estrelae apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas,pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos,pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo.Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e,depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido,resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.Noite após noite, tentava voar o mais alto possível,mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto,à medida que ia ficando mais velha,passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta.Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes,onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas,os oceanos com ondas gigantescas,as nuvens que mudavam de forma a cada minuto.A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela,porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa.Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs,primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas,destruídas pelo amor que julgavam fácil.A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela,viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferentee interessante. E compreendendo que, às vezes,os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Arrumar a mala


Estradas, atalhos, caminhos, que sempre convidam para caminhar...
É bom arrumar sempre a mala e deixá-la na sala, perto do sofá.
A dor de quem parte é a dor de ver o seu amor esperando no cais; a dor de quem fica é a dor de ver o seu amor acenando pra trás...

Nos versos do compositor encontramos algumas verdades que nos convidam a pensar sobre esse assunto tão importante para todos nós, que é a morte.
Sim, inevitavelmente chegará a hora da partida.
E como ninguém sabe o momento que terá que partir, é importante deixar a mala sempre bem arrumada, para não ter do que se lamentar depois.
Mas, afinal, o que significa arrumar a mala?
Certamente não levaremos roupas, jóias, livros, dinheiro e outras coisas materiais. Mas, então, o que arrumar?
Talvez fosse interessante começar pelos relacionamentos, compromissos e deveres.
Nesse sentido, arrumar a mala é arrumar a vida espiritual.
Como estão os compromissos assumidos? Você está dando conta de todos, ou tem muita coisa pendente?
E os relacionamentos, como vão?
Alguém guarda mágoa de você? Não importa se com ou sem razão, vale a pena desfazer esse nó.
Você sente ódio de alguém? Aproveite o momento e resolva isso. Não deixe essa pendência lhe tirar a paz, logo mais.
Se você tiver que partir de repente, isso estará solucionado, e sua mala estará mais leve.
Como está com relação aos estudos?
Tem aproveitado os dias para iluminar a razão?
Enquanto tem tempo, use-o para adicionar a riqueza do conhecimento à sua bagagem. O conhecimento jamais se perde e você poderá fazer uso dele a qualquer momento.
E o relacionamento com os filhos, pais, irmãos, amigos, vai bem?
Não ficará nenhum abraço a ser dado, nenhum pedido de desculpas pendente, nenhuma atenção desdenhada?
As pendências não permitem que a mala se feche adequadamente, e isso pode causar fortes sofrimentos para ambos os lados...
E a saúde, como está?
Você tem cuidado do seu veículo físico como deve?
Não permita que o descuido lhe arrebate do corpo antes do tempo. Isso lhe traria sérios dissabores.
Assim, arrumar a mala quer dizer retirar da bagagem espiritual as mágoas, os rancores, a inveja, os ciúmes, os ódios, e outros detritos que pesam sobre a economia moral.
É buscar resolver todas as questões que nos tiram a paz. É desenvolver laços de verdadeira fraternidade com aqueles que nos rodeiam.
Os sentimentos infelizes que agasalhamos na alma, contra alguém, nos vinculam a esse alguém, nesta vida ou no além, perturbando-nos e infelicitando-nos.
Já os conhecimentos, as virtudes e os laços de afeto são excelentes contribuições para a conquista da felicidade.
Consideremos que o simples fato de viajar para o mundo espiritual não nos liberta das nossas mazelas e não nos retira as virtudes já conquistadas.
Somos, aqui ou no além-túmulo, herdeiros de nós mesmos.
Por isso é de suma importância termos a devida atenção para com a nossa bagagem espiritual.
Viver com sabedoria é não deixar o que pode ser resolvido hoje, para resolver num amanhã incerto...
Pense nisso, e procure deixar a sua mala sempre em ordem, para o caso de precisar partir sem ao menos poder dizer "até logo"... Bom dia !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bambú Chines



O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente.
Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento.
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.
O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída.
Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.

Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês...
Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos.
Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano.
Assim não deixaremos de persistir, de lutar, de investir em nós mesmos, sabendo que os frutos virão com o tempo.
Muitos ainda somos imediatistas, desejando o retorno fácil, a conquista instantânea.
Esquecemos que todas as grandes e valorosas conquistas da alma demandam tempo, exigem esforço de muitos e muitos anos, e às vezes de muitas vidas.
Este hábito de não desistir de nossos objetivos, de continuar tentando, de não se abalar perante os inevitáveis obstáculos, constitui uma virtude.
Continuar, persistir, manter constância e firmeza, fazem parte da importantíssima virtude da perseverança.
A perseverança é o combustível dos vencedores.
Mas não dos vencedores mundanos, de vitórias superficiais e transitórias. Mas daqueles que vencem a si mesmos, que vencem dificuldades no anonimato.
Thomas Edison, homem perseverante, afirmou que nossa maior fraqueza está em desistir, e que o caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez.
E quantas centenas de vezes ele tentou fabricar sua lâmpada, sem sucesso... E o mais interessante é que as muitas tentativas frustradas lhe davam mais forças ainda.
Eu não falhei. - dizia ele. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo.
Em outro momento afirmou que os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são: primeiro, trabalho árduo; segundo, perseverança; terceiro: senso comum.
Aprendamos com esses expoentes que muito conseguiram, não vislumbrando apenas os louros da glória, ou apenas admirando contemplativamente.
Respeitemo-los por suas aquisições valorosas, e enxerguemos o caminho todo que trilharam até conseguir seu sucesso.
Não asseveres: É-me impossível fazer!
Não redargas: Não consigo!
Nunca informes: Sei que é totalmente inútil aceitar.
Nem retruques: É maior do que as minhas forças.
Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

QUANDO DEUS NOS OLHA



Este é um fato verídico...
Uma senhora gostava de repetir uma singular experiência que vivera na sua juventude.Ela nascera numa pequena aldeia e, filha de uma família modesta, herdara a profissão da mãe - costureira.
Certo dia, a maquina de costura apresentou um sério defeito e precisou ser levada a uma oficina de consertos que ficava vinte quilômetros da aldeia. Colocou a máquina num carrinho e na companhia de uma amiga pôs-se a caminho.
Quando chegaram, o técnico disse-lhes que o conserto demoraria algumas horas - o que de fato ocorreu. Portanto, já era noite quando as duas jovens retomaram o caminho com destino à aldeia.
A quietude da noite as incomodava grandemente. Principalmente porque no caminho de volta deveriam atravessar uma escura floresta. Temendo algum encontro desagradável, ambas concluíram que em tais circunstâncias só poderiam contar com a proteção do Senhor.
Ajoelharam-se à beira do caminho e humildemente suplicaram a Deus que as guardasse e as livrasse de qualquer forma de perigo.
Com os corações reconfortados prosseguiram na caminhada, seguras da presença do Senhor. Com um pouco mais de tempo, entraram na floresta. A noite estava clara, mas a sombra da folhagem escurecia de tal maneira a estrada que elas nem sequer podiam ver onde colocavam os pés; porém, seguiam confiantes, sabendo que o Pai nunca desampara aqueles que o buscam.
E nesse pensamento, de repente, viram aproximar-se delas um enorme cão pastor saído de algum ponto da floresta. O cão passou a caminhar lado a lado
com as duas. Ambas esperavam que o dono do cão aparecesse a qualquer momento, mas isso não aconteceu e lá seguiram elas o seu caminho, acompanhadas por aquele guarda providencial.
A escuridão crescia à medida que a floresta ficava mais densa e, em dado momento, eis que um homem atravessou-se no caminho, bem perto das jovens, enquanto elas, espantadas, se detiveram à medida que ele ia se aproximando.
Foi aí que o guarda providencial entrou em ação.
Eriçou os pêlos, arqueou o corpo e se preparou para saltar sobre o intruso.
O homem percebendo que enfrentar o cachorro seria uma tarefa difícil, embrenhou-se de novo na floresta. O animal prosseguiu caminhando ao lado das duas, até chegarem à casa da costureira.
Quando aliviadas abriram a porta e entraram, viraram-se para chamar o cão, na intenção de agradá-lo, mas o animal já havia se afastado e desaparecido na noite escura tão misteriosamente como havia aparecido, quando atravessavam a floresta. As duas jovens nunca mais viram o animal.
Nossas preces ao Todo Poderoso quando feitas com fé nunca ficam sem resposta...Pense nisso...nunca perca a fé...e tenha um bom dia...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que nossos pensamentos determinam


Marco Aurélio, o grande filósofo que dirigiu o Império Romano, resumiu em nove palavras aquilo que define nosso destino na vida:
Nossa vida é o que os nossos pensamentos determinam.
Inspirado nesta afirmativa, o estudioso Dale Carnegie acrescenta que se tivermos pensamentos felizes, seremos felizes.
Se pensarmos em coisas que nos causam medo, seremos medrosos. Se pensarmos em doenças, provavelmente ficaremos doentes.
Se pensarmos no fracasso, fracassaremos, com toda certeza. Se nos entregarmos à autopiedade, todos irão querer nos evitar, afastar-se de nós.
Normam Vincent Peale afirmou: você não é o que você pensa que é. Mas o que você pensa, você é.
Tudo isso se resume na ideia de uma atitude positiva perante a vida. Devemos nos interessar por nossos problemas, mas não nos preocuparmos com eles.
Há uma grande diferença entre uma e outra postura.
Interessar-se significa procurar compreender como são as coisas e tomar calmamente as medidas necessárias para enfrentá-las.
Preocupar-se significa dar voltas em círculos inúteis e enlouquecedores. Significa sofrer antes e ser dominado pelo medo.
Tais posturas são determinadas pelo pensamento, simplesmente.
Desta forma, o pensamento poderá determinar se seremos felizes ou infelizes, independente de onde estejamos, independente das condições de vida que temos.
Napoleão Bonaparte e Helen Keller podem ser bons exemplos que atestam tais afirmações.
Napoleão dispunha de tudo que os homens habitualmente almejam - glória, poderio, riqueza -, e, não obstante, disse, em seu exílio, na ilha de Santa Helena: Não conheci jamais seis dias de felicidade em minha vida.
Helen Keller - cega, surda, muda - todavia, declarou: Considerei a vida tão bela!
Reflitamos sobre tal comparação.
Como viveram os dois personagens? Que postura mental apresentou cada um deles diante das adversidades?
O filósofo grego Epiceto advertiu-nos que devemos nos preocupar mais em afastar da mente os maus pensamentos do que remover tumores e abscessos do nosso corpo.
E a medicina moderna vem comprovando, dia após dia, que a grande fonte das enfermidades está na postura mental, na qualidade do nosso pensar.
Por isso a importância de perceber que nossa vida é o que nossos pensamentos determinam e que vigiando, cuidando do pensar, viveremos muito melhor.
Emerson, na parte final de seu ensaio sobre a confiança em nós mesmos, diz:
Uma vitória política; um aumento em suas rendas; a recuperação de uma enfermidade; o regresso de um amigo ausente; ou outro qualquer acontecimento exterior, anima-lhe o Espírito e você pensa que lhe estão reservados dias felizes.
Não o creia. Jamais pode ser assim. Nada, a não ser você mesmo, pode trazer-lhe paz.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Os pessimistas


Certa vez, um poderoso rei, para comemorar o aniversário de seu amado filho, resolveu fazer uma grande festa para todos os seus súditos.
Entre as muitas atrações do evento, havia um desafio que a todos interessou: era a escalada ao poste.
No alto de um gigantesco mastro havia uma cesta repleta de ouro e de comida.
Aquele que conseguisse alcançar o topo daquele poste poderia se deliciar com a comida e pegar para si todo o ouro.
Muitos dos que estavam presentes pretendiam participar daquele desafio.
Quando o rei autorizou, foi dado início à prova.
O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte.
Ele tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste.
Não chegara nem à metade quando, cansado e irritado, desistiu.
Enquanto descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.
Blasfemava baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim de que o rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro.
Alguns súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando.
Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.
De repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito magro e de aparência franzina.
Tomou distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o antecedera e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro.
Na primeira tentativa não teve êxito.
Quando se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam:
Desista! Desista!
Mesmo assim ele persistiu. Parecia mais convicto do que da primeira vez. Afastou-se e, com energia, agarrou-se ao mastro, ganhando altura com muito empenho.
Minutos depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto, diante do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta de ouro e comida.
Alguns o aplaudiram. Outros, incrédulos, comentavam a proeza.
O rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi procurar o pai do garoto para buscar uma explicação sobre o ocorrido.
Meu senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir? - Questionou curioso o soberano.
Sorrindo, com o filho nos braços, o pai esclareceu: Duas coisas motivaram o meu filho a agir da forma como agiu: a primeira é a fome, porque há dias o pobre não come nada. E a segunda é porque ele é surdo e não ouviu nenhuma das palavras desencorajadoras que lhe foram dirigidas.
Muitas são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos.
Algumas delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo casuais.
Em verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme disposição para persistir sempre.
Distinguir as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre é tarefa fácil.Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento para saber insistir no que realmente vale a pena, sem nos deixar acovardar pelos discursos pessimistas.

Perdas necessárias


As perdas são partes da vida. As perdas são necessárias porque para crescer temos de perder, não só pela morte, mas também por abandono, pela desistência. Em qualquer idade, perder é difícil e doloroso, mas só através de nossas perdas nos tornamos seres humanos plenamente desenvolvidos.As pessoas que somos e a vida que vivemos são determinadas, de uma forma ou outra, pelas nossas experiências de perda. Esta compreensão ajuda a ampliar o campo de nossas escolhas e possibilidades. Todos nós, em princípio, lutamos contra as perdas, mas as perdas são universais, inexoráveis e muito abrangentes em nossas vidas.E nossas perdas incluem não apenas separações e abandonos, mas também a perda consciente ou inconsciente, de sonhos românticos, ilusões de segurança, expectativas irreais e outras. As perdas que enfrentamos ao longo da vida, e das quais não podemos fugir são: - Que o amor de nossos pais não é só nosso.- Que nossos pais vão nos deixar, e que nós vamos deixá-los.- Que por mais sábio, belo e encantador que alguém seja ninguém tem assegurado casar e ” ser feliz para sempre”.- Que temos de aceitar - em nós mesmos e nos outros - um misto de amor e ódio, de bem e de mal.- Que tudo nesta vida é implacavelmente efêmero.- Que estamos neste mundo essencialmente por nossa conta.- Que somos completamente incapazes de oferecer a nós mesmos ou aos que amamos, qualquer forma de proteção contra a dor e contra as perdas necessárias.- Que nossas opções são limitadas pela nossa anatomia e pelo nosso potencial.- Que nossas ações são influenciadas pelo sentimento de culpa incutido em nós pela educação que recebemos. Examinar estas perdas permitem aceitar e modelar melhor os fatos da nossa vida. Começar a perceber com nossas perdas moldaram e moldam nossas vidas pode ser o começo de uma vida mais promissora e Feliz.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Marcas de amor


Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição:Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ. A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...A turma estava em silencio atenta a tudo .O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.Silêncio total em sala.-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar: - "Minha filhinha está lá dentro!" Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado equando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se. Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de cicatrizes.
Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.Há mais de 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou a nossa frente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES..Essas também são marcas de AMOR.Pense nisso...e tenha um bom dia...

Hábitos


Procure se encontrar! Não perca a oportunidade de se conhecer. Pergunte-se sobre os seus desejos, medite sobre as suas palavras, analise seus passos, veja onde andou, não tenha medo de se perguntar, a alma é o refúgio dos seus hábitos.Não aceite nada menos do que ser feliz, mesmo que isso signifique, abrir mão de algumas coisas que outros possam achar espetacular. O que importa é a sua satisfação, ainda que caminhe sobre pedras, que pague promessa com os joelhos ensangüentados, se isso te move, se te toca, tudo vale a pena.Mas não se deixe levar pela onda que parece mais forte, assim como no mar, firme os pés no chão, reaja contra pensamentos que não são seus, contra idéias que tentam colocar como verdades.A verdade não é a resposta que buscamos, é por vezes, arma dolorosa que fere tanto quanto a mentira, por isso, busque apenas o conhecimento. Saber do que você precisa já pode te livrar de muita coisa ruim. E cuide dos seus atos, são eles que formam o que você está vivendo, e atraem semelhantes coisas para a sua eternidade.Somos o que fazemos repetidamente. A excelência não é um ato, mas um hábito.
Quanto maior a escuridão ao seu redor, mais necessária será sua luz interior. Sempre que você estiver entre pessoas zangadas, ressentidas, desanimadas ou cínicas, é quando você pode fazer a grande diferença e se manter positivamente centrado.Claro que não é fácil. Com freqüência reagimos à negatividade sendo negativos também. Com isso, conseguimos apenas piorar a situação. Mas você tem a opção de não reagir. Você tem a opção de seguir seu próprio curso. Só porque as pessoas ao seu redor agem negativamente, não significa que você também deva agir dessa forma.Quando todos ao seu redor estiverem frustrados e impacientes,esforce-se ao máximo para manter a calma e a compostura. Quando todos ao seu redor estiverem zangados, esforce-se para ser a voz da razão e da compaixão. Quando todos ao seu redor estiverem desanimados,ofereça a esperança.

Bom dia!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Quem ama acredita


Talvez tu me julgues insano se souberes que vi nos teus olhos o brilho quando olhei para aquela estrela, ou que senti os teus lábios nos meus quando beijei aquela rosa, ou que me alimentei de recordações, pensando em ti. Possivelmente irás rir ou acharás que sou ridículo se souberes que nem mesmo o tempo, a distância, a ausência, o silêncio e até a indiferença não são motivos para que eu deixe de amar-te, porque o amor reside no coração de nós e está completamente alheio aos acontecimentos e fatores externos.

Certamente não acreditarás se souberes que sonho contigo todos os dias e que, ao acordar, recebes o meu beijo, o meu abraço, o meu bom dia, o meu afago. Claro que é inevitável inserir-te nas minhas preces, antes de dormir! Não imaginas, indubitavelmente, o quanto tu fazes parte da minha vida, quantos segredos já te contei, o quanto já namoramos e nos amamos nos meus mais íntimos pensamentos, quantas lágrimas lavaram abundantemente o meu rosto, quantos soluços foram sufocados, quanta esperança eu deixei crescer dentro de mim. Talvez eu seja infantil, burro ou um romântico incompreendido por tanto amar, iludido por acreditar que posso e devo entregar-te, de alma aberta, o imenso amor crescente a cada instante e que transborda do meu peito, porque a ti ele pertence.
Sou um homem apaixonado que ainda não descobriu o que fazer para reduzir esta paixão que um dia aflorou e que, de tão bonita e perfumada, insiste em se manter viva e brilhante. Talvez tu devesses saber dos meus sentimentos, conhecer a sua profundidade, a sua sinceridade, o seu encanto, a sua doçura, a sua pureza, mas, ainda que soubesses, sei que não me compreenderias, não acreditarias, porque na verdade, já tiveste essa oportunidade mas não soubeste ou não quiseste abraçá-la. Assim, resta-me a tristeza de saber que a minha felicidade por amar-te não pode ser partilhada contigo, tenho certeza que, se pudesse, tu serias tão feliz quanto eu sou, pelo simples fato de amar-te tanto!

terça-feira, 13 de abril de 2010



Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã. Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente. (Fiquem vendo: se a água se esquenta muito lentamente, a rã não se apercebe de nada!)Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar. A temperatura da água continua subindo... Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta. Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada. A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela. Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta.Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver,
para a qual nós estamos nos acostumando.Uma quantidade de coisas que nos teriam horrorizado 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas... Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!Consciência, ou cozido, precisa escolher!Então, se você não está, como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quase acreditei


Quase acreditei que não era nada, ao me tratarem como nada. Quase acreditei que não seria capaz, quando não me chamavam, por acharem que eu não era capaz.Quase acreditei que não sabia, quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia. Quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.Quase acreditei estar de fora quando me deixavam de fora por que...que falta fazia? E de quase acreditar adoeci; busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins. Procurei a cura em toda parte e ela estava tão perto de mimMe ensinaram a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exatamente, como os iguais que me faziam diferente. E acreditei profundamente em mim.E tenho como dívida com a vida fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira fonte de riqueza.Foi assim que cresci: acreditando sou exatamente do tamanho de cada ser humano. E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de cometer enganos.E se errar? Paciência, continuo vivendo, e por isso aprendendo.PORQUE ERRAR É HUMANO...Bom dia!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rifa-se um coração


Rifa-se um coração quase novo.Um coração idealista.Um coração como poucos.Um coração à moda antiga.Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido.Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tãolargos que quase dá pra engolir as orelhas. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções. Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.Um simples coração humano. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas. "O Senhor poder conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer". Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.Bom dia!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Sentido da vida


Você já reparou como é difícil, algumas vezes, ter respostas para algumas dúvidas do dia a dia? Ter respostas para essas perguntas que nos surgem quando estamos na fila do supermercado, ou escovando os dentes ou parados no sinaleiro, dentro da condução?Você já não teve dessas perguntas que, um dia, sem pedir licença, entram em nossa mente e ficam rodando, rodando, até que desistimos delas, ou as guardamos no fundo, bem no fundo do baú de nossa mente?Quem de nós já não se perguntou por que nascemos em situações tão diferentes? E quanto às nossas capacidades, será que Deus nos criou assim tão diferentes uns dos outros?E por que Ele permite haver uns na Terra com tanto e outros com tão pouco? Ou ainda, por que pessoas boas sofrem, passam por provas, por dificuldades, dores?Se Deus é soberanamente bom e justo, se Deus é, na profunda síntese do Evangelista, amor, qual a razão disso tudo? Qual o sentido de todas essas coisas, aparentemente tão incoerentes?Na verdade, quando essas perguntas nos surgem, é nossa intimidade buscando respostas para o sentido da vida. São perguntas que a Filosofia vem se fazendo desde há muito, e que refletem o anseio que cada um de nós traz na intimidade: Afinal, qual o sentido da vida? Por que estamos aqui?Deus, ao nos matricular na escola da vida, deseja de nós que o aprendizado aconteça. Como todo pai ao matricular seu filho na escola, Ele espera que aprendamos a lição.Nos bancos escolares, nos matriculamos para aprender a escrever, a manipular os números, a entender um pouco as leis da Física, da Química e de tantas outras ciências. E na escola da vida, o que temos que aprender?Jesus, no Seu profundo entendimento das Leis de Deus, foi firme ao nos ensinar que o maior mandamento da Lei do Pai é o do amor.Assim, podemos entender que, quando matriculados na escola da vida, na escola que Deus nos oferece, Ele espera de nós essa única lição: aprender a amar.Dessa forma, todas as oportunidades que a vida nos oferece, são oportunidades para aprendermos a amar. Seja na situação financeira difícil, ou no físico comprometido, estão aí, para nós, as melhores lições para amar.A doença que nos surge, de maneira inesperada, é o convite à resignação e fé. O chefe difícil, intempestuoso, nos convida à compreensão.O filho exigente é a oportunidade da paciência e do desvelo. O marido tirano, a esposa intransigente são os portadores do convite à humildade e compreensão.A cada esquina, o que a vida nos oferece, seja da forma como ela nos oferece, sempre traz consigo oportunidade bendita do aprender a amar. Você já reparou nisso?E o aprender a amar se faz no exercício diário desse sentimento, desdobrado nos inúmeros matizes que ele guarda em si, nas mais variadas virtudes que ele permite ser vivido.Seja onde a vida nos colocar: no corpo doente, no lar carente, na família difícil, ali estará nossa melhor lição para amar.Tenha sempre em mente que o maior sentido da vida é conseguir perceber e entender que ela guarda, em cada oportunidade, em cada desafio que nos oferece, bendita lição para aprender a conjugar o verbo amar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CONFIRA A TRADUÇÃO DO DIA COM CÉSAR BRITO

NÃO ESTÁS DEPRIMIDO, ESTÁS DISTRAÍDO



Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco bilhões e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver. Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.Não estás deprimido, estás distraído. Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude. Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.Não existe a morte, apenas a mudança. E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados. Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural. Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor. Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros. Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo. Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas: se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser. Não estás deprimido, estás desocupado.Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez. Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.Dá sem medida, e receberás sem medida.Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor. E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.

O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso. Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. (Facundo Cabral). Pense nisso...e tenha um bom dia...

terça-feira, 6 de abril de 2010

UM MODELO PARA SEGUIR



É normal!
Esta é uma expressão que se escuta muitas vezes, quando se deseja justificar determinados comportamentos e atitudes.
É normal! Todos fazem!
Em verdade, nos equivocamos. O fato de muitos procederem de determinada maneira não quer dizer que aquilo seja normal.
Por exemplo, pode ser comum dizer palavrão. Mas, com certeza, não será padrão de normalidade, a não ser que nos esqueçamos dos itens mínimos de educação.
Pode ser comum a mentira, o enganar o outro. Contudo, não poderá ser considerada atitude normal, pois fere a ética.
Observando bem, constatamos que os seres humanos somos muito propícios à imitação, a copiar modelos.
Uma atriz aparece com um vestido diferente e, logo, é imitada por muitas mulheres. As lojas reproduzem aquele modelo, disponibilizando-o à venda, sabendo que terão mercado garantido.
O corte de cabelo do ator famoso de filme em cartaz, de imediato é imitado por centenas de garotos.
Assim é com a gíria que se alastra como rastilho de pólvora, com trejeitos, danças.
A adolescente aparece na escola com um tênis da marca X. É o que basta para as colegas pressionarem os pais por um igual.
Assim é com quase tudo. Imitam-se falas, maneiras de andar, de se expressar.
Fazer como o outro, agir como algum modelo se torna nocivo, quando a ação imitada conduz a algo ruim.
No século XIX, quando o escritor russo Léon Tolstoi publicou seu famoso romance Anna Karenina, o número de suicídios multiplicou.
As mulheres que se acreditavam não amadas, que tinham problemas semelhantes aos da pobre heroína do romance russo, procuraram a mesma falsa porta do suicídio.
Mas, se há exemplos ruins, existem, de outra parte, exemplos de extraordinário valor.
E nos reportamos ao maior de todos os exemplos. Aquele que afirmou: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Há mais de dois mil anos, Ele lançou Sua proposta de felicidade para o mundo.
E, no entanto, embora homens e mulheres de nobreza O tenham seguido, dado a vida pela verdade que Ele expressou, a Humanidade, como um todo, ainda anda distante de imitá-Lo.
Como seria salutar a todos nós se O buscássemos imitar em nossos dias.
Se O tomássemos verdadeiramente por Modelo e Guia e nos dispuséssemos a fazer o que Ele fez.
Afinal, nada tão difícil. O segredo é fazer ao outro aquilo que se deseja para si.
E, como todos desejamos o bem, o belo para nós é o que nos compete desejar e fazer ao nosso próximo.

Pensemos nisso. O Evangelho está aí, há mais de dois mil anos, nos convidando a sermos felizes.
Jesus prossegue de braços abertos, repetindo o Seu convite e a nos dizer que Ele é o Mestre e Senhor.
Imitemo-Lo. Todos os que O imitaram alcançaram a felicidade, a harmonia desde esta Terra.
Lembremos: Francisco de Assis... Madre Teresa de Calcutá... Albert Schweitzer... Damião de Vesteur... Gandhi...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A TRANQUILIDADE DAS OVELHAS




A noite estava escura, céu sem estrelas. De vez em quando ouvia-se o uivo de um lobo bem longe, misturado com o barulho do vento. As crianças reunidas na tenda do Mestre Benjamin estavam com medo. Mestre Benjamim sentiu o medo nos seus olhos. Foi então que uma delas perguntou: - Mestre Benjamim, há um jeito de não ter medo? Medo é tão ruim!Mestre Benjamim respondeu:- Há sim... E ficou quieto. Veio então a outra pergunta:- E qual é esse jeito?- É muito fácil. É só pensar como as ovelhas pensam...- Mas como é que vou saber o que as ovelhas estão pensando?Mestre Benjamim respondeu:- Quando durante a noite, as ovelhas estão deitadas na pastagem, os lobos estão à espreita. E eles uivam. As ovelhas têm medo. Mas aí, misturado ao uivo dos lobos, elas ouvem a música mansa de uma flauta. É o pastor que cuida delas e não dorme nunca. Ouvindo a música da flauta elas pensam:

Há um pastor que me protege. Ele me leva aos lugares de grama verde e sabe onde estão as fontes de águas límpidas. Uma brisa fresca refresca a minha alma. Durante o dia ele me pega no colo e me conduz por trilhas amenas. Mesmo quando tenho de passar pelo vale escuro da morte eu não tenho medo. A sua mão e o seu cajado me tranqüilizam. Enquanto os lobos uivam, ele me dá o que comer. Passa óleo perfumado na minha cabeça para curar minhas feridas. E me dá água fresca para sarar o meu cansaço. Com ele não terei medo, eternamente... (Salmo 23 )

Mestre Benjamim parou de falar. Os olhos de todas as crianças estavam nele. Foi então que uma delas levantou a mão e perguntou:- E os lobos? Eles vão embora? Eles morrem?- Os lobos continuam a uivar. E continuam a ser perigosos. O pastor não consegue espantar todos eles. E por vezes eles atacam e matam. Mas as ovelhas, ouvindo a música da flauta do pastor dormem sem medo, não porque não haja mais perigo, mas apesar do perigo. Não há jeito de acabar com o perigo. Mas há um jeito de acabar com o medo. Coragem é isso: dormir sem medo apesar do perigo...As crianças voltaram para suas tendas e dormiram sem medo, pensando nos pensamentos das ovelhas. De vez em quando, lá fora, ouvia-se o uivo de um lobo faminto. Desde então, tornou-se costume contar ovelhinhas para dormir.

Senhor é meu pastor, nada me faltará...Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum, porque tu estás comigo...Pense nisso...e tenha um bom dia...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O METEORO E A TOUPEIRA


Quando nosso amado morreu, a Humanidade morreu, e por um tempo tudo ficou paralisado e cinzento.

Então, o Oriente escureceu e uma tempestade irrompeu, varrendo a Terra.

Os olhos do céu abriram-se e fecharam-se, e a chuva caiu torrencialmente lavando o sangue que jorrava das mãos e dos pés.

Também eu morri. Mas, nas profundezas do meu esquecimento, Ele disse:

"Pai, perdoai-os, pois eles não sabem o que fazem."

E Sua voz buscou o meu Espírito que se afogava e o trouxe à praia.

Ao abrir meu olhos, vi Seu corpo pálido pendurado a uma nuvem, e Suas palavras tomaram forma no meu corpo e tornei-me um novo homem.

Não mais me entristeci.

Quem se entristeceria por um mar que desvela seu rosto, ou uma montanha que ri ao sol?

Que homem diria tais palavras ao ver seu coração atingido?

Que outro juiz dos homens libertou seus juízes?

E alguma vez o amor desafiou o ódio com força mais segura de si própria?

Alguma vez foi tal clarim ouvido entre o céu e a Terra?

E houve alguma outra vez em que o assassinado tenha se compadecido do seu próprio assassino? Ou que o meteoro teria se retardado para poupar a toupeira?

As estações se cansarão e os anos envelhecerão, antes que essas palavras se exauram: "Pai, perdoai-os, pois eles não sabem o que fazem."

E nós, embora gerados por muitas e muitas vezes, as guardaremos...


Jesus não só ensinou pelo discurso. Ele foi além, exemplificando, um a um, todos eles.

Já havia falado sobre o perdão, sobre as setenta vezes sete vezes e,nos instantes derradeiros de Sua vida na Terra, mostrou, com beleza suprema, a prática do perdoar.

Qualquer outro condenado injustamente estaria se debatendo, acusando seus assassinos, jogando-lhes pragas, prometendo vingança.

Ele não... Ele nunca faria isso.

Ele compreendia o coração adoecido do homem da Terra e assim percebia que,naquele momento, quem precisava de ajuda, de amparo, não era Ele, mas sim, eles, Seus opositores.

Não os tinha como inimigos, pois não guardava ódio algum. Eram opositores momentâneos, opositores da verdade, toupeiras aterradas no solo da ignorância.

Ele, como meteoro gigantesco, amoroso em grau extremo, identifica a toupeira se debatendo no chão, e retarda Sua investida para não prejudicá-la.

Seu pedido de perdão por elas representa tal sentimento sublime.


Pensemos no gesto do Cristo, grandioso, surpreendente.

Que Ele nos inspire a perdoar, começando pelas pequenas coisas do dia a dia.

Que sejamos mais tolerantes com os deslizes do nosso próximo.

Que entendamos que os maus estão doentes, infelizes e precisam de nossa ajuda, e não de nossa animosidade em retribuição à sua.

Perdoar é livrar-se do peso da mágoa, que consome com o passar dos dias. Perdoar é fazer-se leve, elevando-se acima das dificuldades do mundo, assim como Jesus o fez.

Se for para somar, fique. Se não for, boa sorte…

Hoje a minha despensa emocional está arrumada e limpa, já não guardo mais rancores, nem amores que já passaram do prazo de validade. Não t...