segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, descontextualizando-as e utilizando-as em proveito próprio, enquanto nos coloca como o vilão da história. A gente acaba até ficando sem saber se nós é que não soubemos nos colocar ou se o outro é que não sabe interpretar um texto.

Infelizmente, quanto mais tentarmos provar o nosso ponto de vista, quanto mais nos explicarmos, pior ficaremos, porque quem não entende da primeira vez raramente compreenderá dali em diante. Quem se faz de bobo e de vítima jamais será capaz de assumir seus erros, de se responsabilizar por seus atos, de se colocar no lugar de alguém. Tentar fazê-los enxergar além de seu umbigo é inútil.


Na verdade, teremos que sempre ser verdadeiros e claros, com todo mundo, pois, assim, quem nos conhece de fato e gosta de nós não se abalará com as maledicências que alguém tentar espalhar sobre nossa pessoa. Temos que ter a tranquilidade de que vivemos de acordo com o que somos, sem dissimulações e meias verdades, para que a mentira alheia não nos atinja nunca, tampouco possa ser levada em conta por quem nos é importante.


Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia, quando maldiziam minhas atitudes. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é por demais precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem. Hoje, tenho a certeza de que muitas pessoas só entenderão aquilo que quiserem e da maneira que melhor lhes convier.

Não importa o que eu diga ou o que eu faça, muitas pessoas somente interpretarão minha vida de acordo com o nível de percepção delas mesmas, para que possam se justificar através dos erros que transferem ao mundo – segundo elas mesmas, elas nunca erram. Não tenho muito tempo livre, portanto, não gastarei mais energia com quem não merece. Vivamos!




*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Não tenha medo de mudar os rumos da sua vida

É muito bom o conforto que sentimos quando tudo caminha num ritmo constante, quando parece que as coisas estão andando nos trilhos, em seus devidos conformes. Quando nosso emprego está indo bem, quando filhos estão encaminhados, quando podemos tomar uma cerveja em paz no final de semana.

Pura ilusão. Quase nada podemos controlar o tempo todo, todo dia, toda hora, o tempo inteiro. Tudo pode mudar num segundo, num piscar de olhos e, quando percebermos, nada mais terá chance de ser como antes. Um acidente, um incidente, um problema financeiro, de saúde, a morte, o fim do amor – a gente cai e é obrigado a sair de onde estiver. Não há zona de conforto que seja intocável.

O mundo anda tão célere e imprevisível, que tentamos manter certa constância onde pudermos, para, ao menos, abrandar um pouco nossa ansiedade. Tudo bem manter a rotina em certos aspectos da vida, para que nossos sentidos possam se reorganizar aqui dentro, em meio aos imprevistos que chegam. O ruim é tentar controlar o mundo e resistir a todo e qualquer tipo de mudança.

Tem gente que não consegue mudar um abajur de lugar, não compra produto que não tenha determinada marca, não come se não for no restaurante X, nem bebe se não tiver a bebida Y. Não muda o tipo de blusa, de calça, de corte de cabelo. Passa as férias na mesma praia, na pousada de sempre, impreterivelmente na segunda quinzena. Fidelidade é admirável, no tocante a sentimentos, mas, no correr da vida, há que se ter variedade, mudança, avanços.

Ouse, de vez em quando. Faz tão bem. Mude a cor do cabelo, a altura do salto, o comprimento da saia. Mude o roteiro da estrada, as músicas da playlist, o livro de cabeceira. Mude por fora, mude por dentro. Prove novos sabores, assista a seriados mexicanos. Experimente novas praias, roteiros inusitados. Não tema mudar, não tenha medo do novo. Se nada é previsível, seja um pouco imprevisível também.

Acredite: surpresas libertadoras aguardam aqueles que ousam ultrapassar os limites ilusórios de sua zona de conforto.


*Marcel Camargo

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Não existe o que não podemos discutir, mas existem pessoas com quem não devemos discutir

Não há quem não sinta dificuldade em conversar sobre assuntos vários, sem que seja contrariado de forma agressiva ou sarcástica. Isso tanto em rodas de amigos quanto nas redes sociais. Muitas pessoas querem defender suas opiniões a qualquer custo, qualquer mesmo, não se importando minimamente com os sentimentos alheios, ou com a fundamentação que utilizam para sustentar o que pregam.

Opinar sobre determinadas questões requer um conhecimento mínimo do assunto. O setor educacional, por exemplo, é bombardeado por recomendações e críticas de pessoas que nunca leram um texto pedagógico na vida. Lembremos o que recentes questionamentos à necessidade de vacinação provocaram, entre muitos outros exemplos de intromissão desnecessária em questões importantes. Opiniões leigas são admissíveis em conversas de botequim; na vida real e prática, podem ser um perigo.

Além disso, é preciso ter a consciência de que, quando se emitem pontos de vista, eles nunca serão unanimidade e, por isso mesmo, encontrarão discordâncias pelo caminho. A discordância é saudável, afinal, quando conhecemos outros lados, outras visões de mundo, poderemos ampliar e melhorar ainda mais nosso entendimento, reelaborando o que sentimos e como sentimos a vida. É no confronto que crescemos, deixando de lado o que não serve e abraçando o novo, o mais coerente.

No entanto, mesmo que seja difícil haver discussões sem alguma manifestação mais efusiva, pois o calor das emoções se eleva muito nessas horas, o respeito, sobretudo, deverá permanecer. Não podemos levar para o lado pessoal questões que tratam de assuntos lá de fora, tampouco deveremos nos sentir ofendidos por discordarem de nós. A forma como reagimos quando somos contrariados e a forma como o outro reage quando discorda de nós revelam a educação – e, muitas vezes, o caráter – de ambas as partes.

Cabe-nos, enfim, evitar entrar em discussões sem serventia, com pessoas que não ouvem ninguém além de si próprias. Nosso tempo é precioso demais para gastá-lo com o que não acrescenta, não enriquece, não leva a lugar algum. Tempo não se acha no lixo. Portanto, não existem assuntos que não podem ser discutidos, mas existem pessoas com quem não devemos discutir. Jamais.

*Marcel Camargo

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Atração física não é amor!

Muita gente confunde desejo com amor, paixão com amor, apego com amor… Enfim, são tantas confusões que a paixão é muitas vezes entendida com o verbo amar.
O beijo pode de fato ser bom, a pegada arrancar suspiros, mas isso não é em si amor, o desejo faz parte do amar, mas não resume o que é de fato amor.
Amor é muito mais do que beijos, abraços, aquele friozinho na barriga, é muito mais que desejo. Mas deixe-me explicar melhor isso. O começo de um relacionamento é geralmente movido pela paixão, tudo é novidade, tudo é bom ao lado desse alguém, os abraços tornam-se calorosos, o beijo chega a pegar fogo e a gente se vê diante de tanto desejo e acha: isso é amor. Pode ser que você tenha conhecido alguém e ao sentir aquele “fogo todo” (risos) achou que estava amando. A química pode falar mais alto do que o emocional, muitas vezes, ultrapassando os limites da nossa razão e adentrando na impulsividade, na busca pela satisfação daquilo que nos consome: o desejo.
Mas isso não é amor, isso porque o amor é muito mais companheirismo e realidade do que fantasia. Amor é muito mais sereno e calmo do que aquela tempestade toda causada pela paixão.
Amar alguém vai muito além de beijos, abraços; amar alguém é amizade, respeito e cuidado. É estar ali com o outro quando ele não está bem e hoje não deseja ser tocado, não quer se aventurar em suas paixões, mas apenas quer o seu ouvido para escutar como foi o seu dia cansado. É quando o outro deseja não o seu corpo e o seu toque, mas o seu ombro amigo para chorar e dizer o quanto é difícil aguentar as pancadas da vida.
Em um relacionamento desejar o outro, admirá-lo e achá-lo interessante é sim muito importante, mas não podemos resumir isso a amor, afinal esse sentimento nobre é construído sobre bases mais sólidas como a realidade, as dificuldades e a paciência.
Por isso, quem apenas deseja não consegue suportar as tempestades do outro, não consegue driblar as dificuldades e permanecer junto. Quem apenas sente fogo não sabe ser calmaria.
Então, da mesma forma que não podemos confundir apego com amor, não podemos cair na cilada de acreditar que desejo é amor. De achar que porque o sorriso nos atrai, o olhar nos desmonta e o toque nos balança, isso é amor.
Eu costumo dizer que amar está para além das aparências e por mais que você ame o sorriso, o perfume e o jeito do outro abraçá-lo, há muito mais coisas que fazem você amar esse alguém. É saber que mesmo você vestindo com o seu pijama mais velho, toda descabelada, esse alguém ama a sua presença e continua escolhendo você, todos os dias, estando bem ou não, estando você com problemas ou não. Amor não é uma questão apenas de desejo, é uma questão de escolher todos os dias o outro. O desejo é passageiro e você pode sentir muito bem isso por outro alguém, já o amor, ah o amor, é algo singular, afinal não se ama duas pessoas ao mesmo tempo.

*Thamilly Rozendo

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Não tenha medo, tenha fé, as coisas vão dar certo!

A vida da gente oscila de uma forma assustadora: um dia, estamos sorrindo, comemorando alguma conquista e, no outro, choramos ao nos depararmos com alguém que amamos no hospital.

Rimos no final de semana com os amigos e enfrentamos um problema no trabalho na segunda, tecemos inúmeros planos e nos frustramos com a maioria.
Chega um momento, em nossas vidas, em que desanimamos tanto, que nos questionamos se tudo não passa de ilusão. Nossa fé começa a falhar e o medo tenta adentrar nossa casa a todo custo. No meio da tempestade nos perguntamos se Deus está mesmo nos ouvindo. Porque tudo tem dado tão errado ultimamente e, olha, parece que as coisas ruins vêm à tona de uma vez só, até parece que combinam.

Tenha fé, eu estou agindo. Por mais que a as coisas fujam ao nosso controle, elas continuam rigorosamente sobre o controle de Deus.
Eu não sei se o que tem tomado o seu coração é o medo da solidão, se ele precisa de amor próprio ou se você tem se sentido ultimamente um lixo, diante de tantos fracassos. Eu não sei se o seu problema reside na família, no trabalho ou nos relacionamentos.

Pode ser que todas essas áreas da sua vida estejam bagunçadas e você não vê saída para nenhuma delas, não sabe como recomeçar. Mas eu gostaria de lhe lembrar, caso o tenha esquecido por um descuido qualquer, que você não é um colecionador de derrotas, é um colecionador de histórias, de aprendizados, não importa quantos nãos você receber, quantas despedidas, fins e adeuses. Nunca se esqueça de que você é capaz de recomeçar. Não perca de vista as possibilidades tão lindas, não permita que a dor seja maior.

 Às vezes, quando a tempestade vem, os ventos são fortes demais e então a gente teme que tudo será destruído e que não iremos nos “salvar”. Mas Deus está nos dizendo: Tenha fé, eu estou agindo. Por mais que a as coisas fujam ao nosso controle, elas continuam rigorosamente sobre o controle de Deus. Ele sabe o momento certo de acalmar a tempestade, Ele é calmaria. Deus sabe o momento certo de agir, Ele é sabedoria. Deus sabe o momento certo de mudar os rumos da sua vida, Ele é o senhor do tempo. Um tempo perfeito.

Não permita que a ansiedade, o medo e as dúvidas abalem a sua paz interior. Não deixe que tempestade alguma leve embora a sua coragem e, quando não souber para onde ir, lembre-se de que, nos braços do Pai, você encontra proteção. Que ali, toda dor transforma-se em amor e toda ferida é restaurada. Lembre-se de que ali é o melhor lugar para se abrigar.

Não estamos livres das tempestades, mas também não estamos sozinhos. Nos momentos mais difíceis de sua vida, pode até parecer que esteja só, mas Deus cuida de cada detalhe, Ele está com você, sempre.
A tempestade pode ser o momento ideal para lapidar a nossa paciência, para nos dar uma fé inabalável.

Pode ser o momento ideal para as oportunidades, para nos transformar e nos fazer enxergar coisas que antes não víamos, devido ao comodismo, ao hábito, à rotina. A tempestade passa, ela vem e vai, mas o Mestre se mantém ao nosso lado todo o tempo. As coisas vão dar certo, não tenha medo, tenha fé. Confie.

*Thamilly Rozendo

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O circo só pega fogo quando damos confiança ao palhaço

Deve haver explicações fundamentadas na psicologia que expliquem o comportamento de muitos, por aí, que consiste em dar audiência para o que deveria ser ignorado. Basta percebermos adolescentes rindo das gracinhas descontextualizadas de um aluno sem limites, para que isso se torne claro. Afinal, por que tanta gente que não oferece positividade acaba se destacando?

Talvez, quando somos adolescentes, isso se justifique pelo fato de que, nessa fase, queremos ser aceitos e fazer parte d
e um grupo. Trata-se de uma idade de contestação e autodescobrimento, ou seja, o diferente, o ousado, tudo o que parece coragem nos atrai, mesmo que não seja algo que se enquadra no que é tido como desejável socialmente. Por isso é que muitos jovens chegam a admirar quem não é admirável.

No entanto, quando amadurecemos, deveríamos nos libertar dessa busca por aceitação, haja vista já não precisarmos de que aquilo que vem de fora regule o que somos dentro de nós. Mas não, existem pessoas que nunca parecem se acomodar e viver a vida sem estardalhaço, tampouco sem provocar celeuma onde estiverem. Necessitam de atenção o tempo todo e, pior, chamam para si os holofotes sendo chatos, inconvenientes.

Na verdade, às vezes, teremos que nos impor de maneira antipática, gritando nossos limites, lutando pelos nossos direitos, para que não sejamos engolidos e diminuídos pela maldade alheia. Muitos confundem solicitude com servidão, bondade com escravidão, calma com aceitação, e tentarão passar por cima de quem não oferecer resistência alguma, tratando mal, ditando ordens, inventando regras que convenham ao seu ego.

No entanto, existe quem nunca concorda com nada, quem não se dispõe a ajudar de maneira alguma, sentindo-se melhor e maior do que os demais. Contestam com agressividade, fingem brincar sendo preconceituosos, chamando a atenção para si mesmos com imaturidade e inconsequência. Parece que necessitam da discórdia e da discussão permanente para sobreviverem.

Fato é que, enquanto houver alguém dando ibope, essas pessoas manterão seu comportamento desagradável, pois seu ego estará recebendo o alimento de que precisa. Portanto, não seja plateia de programa ruim, de espetáculo inútil, de palhaço sem graça. Somente o retorno vazio é capaz de brecar comportamentos desagradáveis. A chatice morre quando ninguém mais liga para ela. Acredite: ignorar com sabedoria nos faz viver mais e melhor.


*Por Marcel Camargo

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Algumas pessoas a gente não precisa seguir, nem no face, nem na vida

Se chegarmos ao final do dia e fizermos um balanço do tempo que perdemos com pessoas desnecessárias, ficaremos chocados. Temos tantas atribulações e compromissos a se cumprirem, tanta coisa a ser enfrentada vida afora, que deveria ser proibido parar para passar nervoso com gente desagradável. Deveria existir um modo automático na gente para isso, mas não. Cabe a nós dar importância ao que realmente importa.

Sempre acontecem coisas boas ao longo do dia, como um sorriso acolhedor, palavras de carinho, um vento suave sob o sol. Há pessoas boas por aí e perto de nós, que ajudam, aconselham, gostam de verdade, sem se negarem à reciprocidade. Pequenas bênçãos nos são concedidas, cotidianamente, desde o momento em que abrimos os olhos com saúde, de manhã, até durante nosso sono tranquilo pela madrugada.

Por outro lado, existem pessoas amargas, revoltadas, violentas e maldosas. Uma coisa é sua vida ser dura, você ficar de mau humor, mas tentar se resolver, outra coisa é ficar culpando o mundo pelas próprias misérias e agredir a quem quer que seja. Uma coisa é opinar e defender uma causa, outra coisa é ofender qualquer um que pensa de forma diferente. Muitos indivíduos perderam a noção mínima de respeito e ultrapassam quaisquer limites, para impor seu ponto de vista.

Frequentemente, vem alguém nos ofender, em nossas postagens virtuais, gratuitamente, simplesmente porque discordam do que escrevemos. É assim também nas conversas por aí, quando somos confrontados agressivamente quanto ao que pensamos, quanto aos valores que possuímos. Devemos entender que, caso não estejamos incluídos nas escolhas do outro, elas não são da nossa conta. Sem contar esse povo maldoso que, vira e mexe, fofoca e tenta derrubar o outro, sem razão plausível.

Passar raiva será inevitável, pois o mundo é diversificado e múltiplo, e acabamos nos deparando com o que não nos agrada. Portanto, necessitamos evitar, ao máximo, procurar dissabores e situações desagradáveis, pois já existe chatice gratuita o suficiente por aí. Para deixar de seguir pessoas que não nos agradam, nas redes virtuais, basta um clique. Na vida, é do mesmo jeito, basta um clique dentro da gente, limpando nosso coração e nossa alma, para seguirmos com menos peso, com menos atraso e com mais chances de alcançar a felicidade.


*Por Marcel Camargo

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Se ainda não deu certo, é porque ainda não teve um ponto final

Queremos que o tempo do mundo seja o tempo que acalme nossas dores, que nos traga as devidas respostas, que nos leve a outros países, que realize os nossos desejos, de acordo com a ansiedade que nos move. Acontece que ninguém manda no tempo; apressá-lo ou retardá-lo é impossível, a não ser em narrativas ficcionais. O melhor favor que nos fazemos, nesse sentido, é confiar nele.

A história do Coronel Sanders ilustra muito bem a máxima de que tudo tem seu tempo. Aos 65 anos, o coronel decidiu se suicidar, mas, ao escrever a carta de despedida, lembrou-se de que aquilo que mais gostava de fazer na vida era frango frito. Desistiu de se suicidar e iniciou a venda de frangos fritos, inicialmente de porta em porta. Acabou por fundar a Kentucky Fried Chicken – KFC, tornando-se um dos empresários mais bem sucedidos do mundo.

Como se vê, mesmo já tendo vivido 65 anos, o coronel ainda tinha muita coisa para realizar. Costumamos antecipar sentimentos, acontecimentos, tornando nossas expectativas as mandantes de nossa realidade, porém, a vida pede calma, paciência e, sobretudo, esperança. Quando perdemos a esperança de que algo de bom virá, acabamos perdendo, junto, muitas razões para continuar, para acreditar, para viver.

A vida é cruel, às vezes, e nos dá rasteiras memoráveis, sendo muitas delas apenas consequências de nosso comportamento ao longo do tempo. Nesses momentos, ficamos desolados e desesperançosos, como se não houvesse mais motivo algum para acreditarmos que aquilo passará. Mas passa. Tudo passa, tudo vai ficando menos dolorido, menos pungente, menos ruim. Temos que deixar para sofrer na hora certa.

Algumas perdas nos deixarão um vazio constante, como a morte de uma pessoa que amamos demais, porém, mesmo essa dor se torna menos intensa, com o passar do tempo, porque nosso instinto de sobrevivência transforma as lembranças maravilhosas que tivemos em alento para suportarmos os dias faltando um pedaço. Um pedaço crucial.

Você vai encontrar um novo amor, ou até mesmo reencontrar o amor de novo com quem ficou lá atrás. Você vai arranjar um emprego à sua altura. Você vai realizar sonhos. Você vai voltar a se perceber como alguém único e especial. Tudo isso vai passar e nem saudade você vai ter.

Ainda que não sejamos mais os mesmos, carregando em nossa alma uma ferida que teima em não cicatrizar nunca, a esperança não pode ser negligenciada para sempre. A fé no reencontro, a certeza de dias melhores, a crença em nosso verdadeiro potencial, tudo isso sempre deverá permear as temperanças de nossa jornada, para que possamos sorver com demora e lucidez os frutos doces que nos aguardam pelo caminho. Vivamos!



*Por Marcel Camargo

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Sabedoria é optar pela dor que o tempo pode curar

Em certos momentos, não podemos fugir à dor. Cabe-nos, portanto, optar pela travessia menos dolorosa, cujas feridas serão cicatrizadas com o tempo.

Como dizem, a vida é feita de escolhas, as quais fazem parte de nossos dias, desde que acordamos, até o momento em que dormimos. Muitas vezes, inclusive, não teremos opções tranquilas, pois estaremos em frente a uma encruzilhada cujos caminhos inevitavelmente carregam sofrimento, ou seja, em certos momentos, não podemos fugir à dor. Cabe-nos, portanto, optar pela travessia menos dolorosa, cujas feridas serão cicatrizadas com o tempo.

Manter um relacionamento à força ou desistir? Tentar mudar o parceiro ou aceitar que ele não muda? Continuar num emprego sem perspectivas ou partir para outra? Continuar investindo na amizade que decepciona ou cortar relações? Muitos serão os dilemas que enfrentaremos e que não nos darão nenhuma alternativa tranquila, quando teremos que enfrentar a dor, não importa qual escolha fizermos. Nesses casos, optar pelo sofrimento que certamente passará será o melhor a se fazer.

Em vez de manter um sofrimento sem fim, por medo da dor do rompimento com pessoas que não nos fazem bem algum, é melhor enfrentar alguns meses de coração machucado, que o tempo curará. Romper com um amor, com um amigo, com um trabalho, certamente será doloroso, porém, trata-se de ferimentos que os dias e meses amenizam. Por outro lado, continuar preso ao que machuca implica dor sem fim, lágrimas diárias, escuridão eterna. Para que optar por sofrer sem parar?

Escolher pelo que poderá ser superado, ainda que haja escuridão a ser enfrentada, nunca poderá ser pior do que viver uma vida de dor, lamentando o que poderia ter acontecido, caso tivéssemos a coragem de lutar pela nossa felicidade. Nós nos acostumamos a tudo e, infelizmente, também nos acostumamos com o que nos faz mal. Não podemos é nos permitir o apego ao que só acumula sofrimento dentro de nós. Isso adoece, diminui, inferioriza, anula.

Acordar, tendo um caminho dolorido a ser percorrido, mas na certeza de que tomamos a atitude certa em relação às pessoas erradas, sempre será melhor do que acordar, diariamente, sabendo que os dias que virão serão os mesmos, recheados de lágrimas e de decepções, junto a quem não muda, ao que nunca mudará. A escolha será sempre nossa e teremos que lidar com ela enquanto vivermos.

*Por Marcel Camargo

Não colecione lamentações, eternize momentos especiais

“A vida passa rapidamente, mas o tempo gasto com queixas e arrependimentos parece interminável. Não colecione lamentações, eternize momentos especiais e, assim, sempre terá a sensação de que a vida conspira a seu favor.”

Vivemos, muitas vezes, presos a amarras condicionadas a convenções e normas de comportamento que nos tolhem a liberdade necessária ao bem viver. Acumulamos estresses desnecessários e lamentamos diariamente aquilo que poderíamos fazer ou deveríamos ter feito, com a consciência intranquila, ou seja, acabamos nos sentido de maneira oposta ao que gostaríamos, mesmo após tantas privações e castrações, muitas dela infundadas. É preciso permitir-se!

Permita-se sentir o sabor dos alimentos demoradamente, mastigando e sorvendo cada mistura de gostos, desfrutando o recarregar de energias em todo o prazer que ele encerra. Ouça e aprecie a letra de uma música de que gosta, analisando-a e conscientizando-se da magia que a melodia imprime em seus sentidos.

Permita-se contemplar a natureza, o verde, ou mesmo a rusticidade do concreto à sua volta, sentindo-se parte integrante da paisagem onde transita. Feche os olhos e escute a sonoridade que permeia o silêncio interior, os movimentos voláteis que circundam sua existência na ausência de luz.

Permita-se enxergar o parceiro, sua presença enquanto pessoa, sua importância na caminhada que trilham juntos. Coloque-se no lugar do outro, para que estenda seu campo de visão além de si mesmo e compreenda sua importância como ser constituinte de um todo coletivo.

Permita-se correr riscos, em nome do amor, da amizade, de si mesmo. Esqueça o estabelecido, o hegemônico, tudo aquilo que lhe ensinaram. Arrisque-se e assuma seus erros. Reveja conceitos e atitudes, evoluindo o fluxo de suas ideias e pensamentos, em consonância com o célere movimento da história e da vida.

Permita-se perdoar a si mesmo, redimindo-se dos pecados imaginários que carrega inutilmente nos ombros e que emperram seu caminhar, estagnando sua evolução pessoal. Renda-se e desmorone, cedendo, quando em vez, às suas fraquezas e aos instantes em que elas momentaneamente vencem, para que se afastem fantasmas criados por você mesmo. Levite os sentidos, torne-se mais leve. Ria, gargalhe, na rua, no trabalho, no bar da esquina, onde der vontade.

Permita-se desejar a quem lhe acelera o coração, sem preconceitos, julgamentos, desde que não machuque ninguém pelo caminho. Guie-se, quando preciso, pela atração, pela química, pela libido, acalmando o fogo que não se abranda por meio do sufocamento de desejos. Acorde seus sonhos, traga-os à vida real, compartilhando-os com quem acredita em seu potencial, naquilo que você é.

Permita-se entregar-se à paixão que lhe rouba os sentidos, que lhe incendeia os poros e lhe furta o respirar, nem que seja alguém com quem quebrará a cara, pois assim aprenderá, ainda que dolorosamente, que os instantes de gozo não bastam para preencher os sonhos de uma vida toda.


Permita-se viver, permita-se respirar tranquilamente. Arrepender-se do que nem chegou a ser feito traz tão somente frustração, mas arrepender-se do que se tentou fazer traz coragem e aprendizado. A vida passa rapidamente, mas o tempo gasto com queixas e arrependimentos parece interminável. Não colecione lamentações, eternize momentos especiais e, assim, sempre terá a sensação de que a vida conspira a seu favor. Assim, sempre terá a sensação de que é feliz – e, na verdade, então estará realmente sendo feliz.


*Por Marcel Camargo

sábado, 29 de setembro de 2018

Deposite energia no que realmente importa

A gente tem mania de se desgastar com o que não nos leva para frente. Passamos muito tempo dedicando forças a emoções ruins, fazendo coisas que não nos deixam felizes e nem satisfeitos, vivendo à sombra de uma grande frustração.

Você de fato faz o que gosta? Está no caminho certo para realizar seus sonhos?

Digo no sentido do trabalho, das amizades que mantém, dos amores vividos. Ou simplesmente depositou toda sua energia nessas “conquistas” e hoje percebe que não foi na direção correta?

E é assim que a gente se sabota; deixamos por muitas vezes de viver algo que realmente nos importa, e os motivos são diversos, por medo de dar errado, por não ser algo que os outros aprovem ou por querer agradar a todos.

Esquecemos de lembrar uma única coisa: somos seres humanos, cheios de imperfeições, e nunca iremos agradar a todos. Antes disso, temos que nos agradar, permitir nossa própria felicidade.

Atraímos o que mentalizamos, coisas boas e ruins. É claro que nem tudo será perfeito, mas só o fato de saber que fizemos o que queríamos, o que era nosso sonho, já é uma grande vitória.

Antes aprender com um erro do que lidar com a frustração de ter deixado algo para trás.

Qual é, de fato, o seu sonho?

Tenha consciência disso e deposite sua energia no seu sonho, seja ele fazer um intercâmbio, trocar de emprego, rever alguma pessoa querida, fazer algum curso, enfim, seu sonho pertence a você. Arrisque-se para torná-lo real. Não dá para passar por este mundo sem ser protagonista da sua própria vida.


*A Soma de Todos Afetos

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Arrisque

E afinal, será que nós conhecemos nossos próprios limites? Será que sabemos até onde conseguimos ir? Quantas coisas julgávamos impossíveis de serem realizadas e depois percebemos que foi possível fazer? Quantos lugares nos pareciam impossíveis de alcançar e hoje passeamos por eles? Quantas barreiras julgávamos intransponíveis e foram quebradas? Quantos sonhos pareciam só sonhos e agora vemos a realização deles? Somos mais fortes do que acreditamos ser, talvez o que nos falte é um pouco de paciência, coragem, determinação, disciplina e fé. Sim, nós precisamos acreditar que somos capazes, esse é o primeiro e mais importante passo. Acreditar que somos fortes, que podemos ir além, e mais do que isso, acreditar que merecemos chegar lá. Mas há que se ter paciência, há que se ter coragem pra começar, pra dar o primeiro passo, pra decidir que quer ir mais longe. E depois vem a disciplina, a determinação pra continuar, pra não fraquejar, pra não desistir. Todos os nossos sonhos necessitam de algum esforço para serem realizados. Eu não sei se o seu sonho é viajar o mundo, é chegar num cargo de diretoria, é correr uma ultramaratona, é casar e ter uma família, é construir um império, é comprar uma Ferrari, é criar os seus filhos decentemente… Mas acredite, dificilmente isso será possível se você cruzar os braços e esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Parece impossível? Pode parecer, mas será ainda mais impossível se você continuar ai sentado. Acredite, suas forças vão muito além do que você imagina. Há estudos mostrando que quando desistimos de algo ainda teríamos 30% de força para continuar. E o que isso significa? Que não da pra desistir na primeira queda, que não dá pra deixar de acreditar na primeira decepção, que não dá pra perder a paciência na primeira vez que seu filho lhe decepciona, que não dá pra parar de correr na primeira dor que aparece. Com pequenas derrotas iremos nos deparar o tempo todo e estas também fazem parte do aprendizado, em geral, é depois de uma queda que nos damos conta da força que temos e do quanto somos capazes de superar. Acredite que você pode, acredite que você merece e vá. Não desista agora, não pare no primeiro ou segundo degrau, não deixe que a opinião dos outros lhe tire o ânimo, não menospreze sua capacidade de realização, não subestime suas forças. É importante pra você? Então mexa-se. Você não conhecerá os seus limites se não desafiá-los. Você não saberá como é a vista lá de cima se contentar-se em parar no segundo degrau. Você não saberá o que é cruzar a linha de chegada se parar quando sentir algum desânimo. Você não saberá o que é ter uma família se na primeira briga perder a paciência e sair de casa. Você não saberá o que é chegar num cargo de diretoria se no primeiro feedback negativo já se desestimular…

*Josielly Pinheiro Westphal

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O que realmente fica disso tudo…

“Ali adiante, na hora de fazer um balanço, o valor não estará nos cifrões, a contabilidade será outra: quantos amigos? Quantos sorrisos? Quanta felicidade? Quanto amor? Derrota é quando a gente ganha dos outros mas desiste de si mesmo.” Martha Medeiros entende da contabilidade da vida. E afinal, o que vale a pena mesmo?

Valem os suspiros de emoção que você deu quando recebeu aquele abraço de alguém especial. Conta é a quantidade de sorrisos que você distribui ao receber aquela boa notícia. Vale os beijos apaixonados que lhe tiraram o fôlego. Conta é o número de lágrimas que você ajudou a secar daquele amigo que tava enfrentando a maior barra. Vale a quantidade de vezes que você perdoou alguém e sentiu uma paz enorme por isso. 

Conta também os erros que você já cometeu e com isso aprendeu a não voltar a comete-los. Vale as inúmeras palavras de carinho que ajudaram a amenizar uma dor. Conta os silêncios que você já fez quando sabia que palavra nenhuma faria sentido naquele momento. Vale o bem que você fez sem esperar nada em troca. Conta as noites que você encostou a cabeça no travesseiro e dormiu com a consciência tranquila por saber que suas ações não causaram mal a ninguém.

Valem as portas que se fecharam para você mas que no lugar delas abriram-se muitas janelas que você nem imaginava que existiam. Conta os olhares apaixonados, as declarações de amor, as mãos dadas no cinema e todas as promessas de um pra sempre, mesmo que esse pra sempre já tenha acabado. Valem os colinhos de pai e mãe que sempre sabem quando a gente precisa deles. Conta são todos os “Eu te amo”, “Você é muito importante pra mim”, “Me desculpa, o erro foi meu” que já dissemos e já ouvimos. Porque é isso que faz os nossos dias melhores. É isso que colore a nossa vida com tons de amarelo, azul, rosa, vermelho, laranja e azul. Saldos, extratos, cifras… Tudo é passageiro e se esvai com o tempo…

O que fica é o que tem valor imensurável. O que fica são as emoções, os sorrisos, os abraços, as palavras, os silêncios… Enfim, o que fica é que o nosso coração sente e eterniza.

*Josielly Pinheiro Westphal

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Sobre contos de fadas e histórias possíveis

Que a gente leu e ouviu muitos contos de fadas na infância isso não é novidade pra ninguém… Que a gente acreditou mesmo que o príncipe existia… Que os finais felizes eram sempre possíveis… Que existiam pessoas boas e pessoas más e essas eram facilmente reconhecíveis… Histórias que marcaram a nossa infância, mas que volta e meia povoam o imaginário na nossa vida adulta. Dos contos-de-fada queremos a perfeição, queremos o felizes para sempre, queremos o príncipe que chega na hora certa, queremos o que já vem pronto e “cai no nosso colo” sem que pra isso façamos o menor esforço. Já vivemos décadas acreditando mesmo no “Era uma vez… E viveram felizes para sempre”, já tivemos isso como verdade inquestionável. Eis que a humanidade passou por grandes transformações, mudamos a forma de pensar, de agir e principalmente de nos relacionar. O sempre caiu em desuso, a não ser que o sempre seja uma noite apenas. Deixamos de acreditar em príncipes e passamos a entender que não existem boas ou más pessoas, existem pessoas que erram, acertam, pisam na bola, pedem perdão, cometem barbáries e se arrependem ou não. Conto-de-fadas deu espaço as nossas histórias que nos são possíveis, príncipes e princesas deram lugar a pessoas de carne e ossos revestidas de humanidade e tudo que advém disso, o pra sempre passou a ser relativo, podendo durar uma hora ou uma vida. Mas, junto com todas essas transformações veio a banalização dos sentimentos, a efemeridade das relações afetivas, a liquidez do que chamamos de amor. Saímos de um polo mas não necessariamente precisamos ir para outro. Ainda podemos acreditar em relações afetivas saudáveis, podemos acreditar em histórias felizes, ainda podemos acreditar que o pra sempre pode existir e que esse pra sempre tem o tempo que você desejar que ele dure. Não, não existem príncipes, nem castelos talvez, nem histórias totalmente felizes. Mas existem seres humanos, com as suas fragilidades, suas qualidades, seus medos e suas esperanças… Existem histórias construídas a dois, com esforço de ambos, paciência, cuidado, zelo e respeito para com o outro… E mesmo que essas histórias não pareçam em nada com conto-de-fadas, mesmo que elas não sejam protagonizadas por príncipes e princesas, mesmo que elas não rendam um best-seller… Vale a pena vivê-las… Porque somos humanos, porque precisamos um dos outros, porque é na convivência com os demais que nos tornamos pessoas melhores, porque as nossas histórias não precisam ser perfeitas para serem bonitas.

*Josielly Pinheiro Westphal

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Você não pode deixar que um dia ruim ou uma pessoa ruim definam quem você é

Há pessoas boas por aí também. Há muita coisa boa espalhada por aí também. Tem sempre um novo lugar, um novo alguém, um novo dia, um novo “você”. Só... Tenta. Aos trancos, com falhas, tropeços e recaídas, mas tenta.

Você não pode deixar que um dia ruim ou uma pessoa ruim definam quem você é. Ok, você pode sentir raiva, ficar triste, reclamar com os amigos, ficar sem dormir por uns dias, mas depois, pronto. Tenta de novo. Tem sempre um novo lugar, um novo dia, novas pessoas para você descobrir. 
Acha um novo passatempo, vai jantar naquele restaurante que você sempre passa na porta e tem vontade de entrar, planeja uma viagem, vai correr no parque, na praia, ouvir novas músicas, ler aquele livro que você comprou no mês passado. Só… Tenta. Tenta quantas vezes for preciso, sabe?! Mas não deixe que o que é ruim seja maior do que o que você tem de bom, do que o que você já fez de bom. 
Não deixe que o que te machucou te faça menor e te arraste pelos dias. Não. Deixa isso pra trás, deixa passar. Depois de ter vivido a dor, deixa pra lá e vai. Vai com cicatriz, mas vai. Segue em frente, vira em outra esquina, anda por outras ruas, encontra mais com os amigos, coloca os filmes em dia. Sempre teremos dias ruins, e, por mais que doa, sempre encontraremos pessoas ruins também, que vão nos machucar e muito e não vão dar a mínima pra isso. 
Vão seguir como se nada tivesse acontecido. Então, por que você não deveria seguir também? Você deu o seu melhor, foi o seu melhor. Tentou. Agora, tenta de novo. E de novo. E de novo. Há pessoas boas por aí também. Há muita coisa boa espalhada por aí também. Tem sempre um novo lugar, um novo alguém, um novo dia, um novo “você”. Só… Tenta. Aos trancos, com falhas, tropeços e recaídas, mas tenta.

*Por Isabella Gonçalves

Só se arrependa do que você não fez

O tempo todo somos obrigados a fazer escolhas. Precisamos decidir se vamos para a direita ou esquerda; se vamos comer macarrão ou arroz com feijão; se preferimos trocar de carro ou conhecer a Europa. A vida exige e tomamos decisões. Às vezes, rápido demais e de maneira imprudente. Às vezes, após meses de reflexão.

Cada decisão exige um esforço diferente de nós, mas e se a minha decisão for decidir não fazer nada? E se entre a direita e a esquerda eu escolher ficar parado? E se entre o macarrão e o arroz com feijão eu ficar com o prato vazio?

Já me disseram (e não foram poucas vezes) que precisamos agir, fazer, mudar, tentar. Independente do medo, da incerteza, da insegurança. Ficar parado sem conseguir tomar decisões que te levem a novos lugares é praticamente a mesma coisa que não viver.


E a verdade é que toda vez que travamos ao tomar uma decisão significa que estamos com dúvidas ou medo da incerteza. Afinal, não é fácil fazer escolhas quando muitas coisas ainda estão nebulosas, não é mesmo? O incerto é aquilo que mais causa medo no ser humano, pois querendo ou não, para muitos é mais fácil se apegar à segurança e à estabilidade do que fazer uma escolha rumo à algo incerto que pode ser um baita tiro no escuro.

Acho que quanto mais velhos ficamos e mais responsabilidades temos, mais difícil é tomar essas decisões rumo às incerteza da vida. Mesmo assim, seguirei dizendo para os mais velhos o que digo para os mais novos (aquilo que muitos já me disseram também): se arrependa apenas do que você não fez.

Não fique se remoendo pelo futuro, pois o máximo que você vai ter lá na frente é um punhado de frustrações caso a sua decisão não tenha sido a melhor. O melhor de tudo será que você ao menos tentou algo, não ficou em cima do muro apenas pensando e pouco realizando, e isso é o mais incrível. No fim das contas, quando nosso corpo virar pó, o que vale é a nossa coragem de ir atrás de sonhos e deixar marcas significativas no mundo. Precisamos ter orgulho de tudo o que fazemos, pois mesmo que nem sempre a gente consiga escolher os melhores caminhos, pelo menos sabemos que tentamos, que fomos rumo às incertezas sem medo de errar e concretizamos atos de coragem. E disso a gente nunca se arrepende.



*Bruna Cosenza

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Aprendendo também com a dor

“Só quem já provou a dor, quem sofreu, se amargurou… Viu a cruz e a vida em tons reais. Quem no certo procurou, mas no errado se perdeu, precisou saber recomeçar. Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar, porque encontrou na derrota algum motivo para lutar. E assim viu no outono a primavera, descobriu que é no conflito que a vida faz crescer…”

Padre Fábio de Melo nos fala de contrários e, sobretudo, nos mostra que a sombra realmente só existe quando brilha alguma luz. Um bonito aprendizado também acontece nos momentos de sofrimento. A dor tem poder transformador, ela nos reconecta com a nossa essência, ela tira o nosso foco da superfície e nos faz enxergar além.

Quem já passou por momentos de deserto sabe a importância que tem o choro descontrolado, o coração apertado e a sensação de vazio. Além disso, a dor tem o incrível poder de nos lembrar da nossa condição humana, da nossa condição de seres finitos. Somos tão pequenos, somos tão egoístas… E esquecemos que somos tão frágeis. Esquecemos que nossa vida é passageira e que não temos nenhum controle sobre o nosso tempo de permanência nesse trem.

Então, que pelo menos saibamos aproveitar essa nossa curta trajetória. Chegamos sem nada e sairemos sem nada. Mas eu arrisco dizer que levaremos, sim. Levaremos o amor que cultivamos, levaremos o bem que fizemos para alguém, levaremos os sorrisos que despertamos nas pessoas ao nosso redor, levaremos a paz que nossas palavras já proporcionaram…

Está mais do que na hora de pararmos de perder tempo com mesquinharias e sentimentos que em nada agregam em nossas vidas. Cada vez que deixamos que sentimentos como o ódio e o rancor ocupem espaço em nossos corações, estamos abdicando desse espaço que poderia ser preenchido com amor. Cada vez que levantamos a voz para caluniar ou levantar falso testemunho, estamos perdendo um tempo precioso que poderia estar sendo gasto com palavras de esperança e carinho para com alguém.

E assim a vida vai passando… E assim os nossos dias vão escorrendo quer queiramos ou não. E aí? O que temos feito dos nossos dias? O que temos cultivado em nossos corações? Que pessoas temos permitido que entrem na nossa vida? O que estamos transmitindo ao mundo?

Hoje, convido você a fazer uma breve reflexão e a pensar sobre como tem sido a sua estadia nesse vagão… Como as pessoas tem saído e entrado da sua vida? Sejamos leves, afinal, somos breves. Que as pessoas saiam da nossa vida melhor do que entraram. Que nossas palavras sejam apenas para construir, edificar. Que os nossos sentimentos nos movam sempre na direção do bem. Que o mal não tenha espaço na nossa vida.

E por fim, que o amor seja sempre a força que nos faz acordar todos os dias com vontade de ser alguém melhor, para nós e para os outros.


*Josielly Pinheiro Westphal

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Nunca se culpe por perder uma batalha que você lutou sozinho

A gente vai dar de cara contra o muro, vai colher dor e decepção, a gente vai dar errado em determinados momentos, é assim que a vida roda. Seremos rejeitados, preteridos, dispensados e despedidos, com ou sem aviso prévio. E, caso a gente carregue toda a culpa por tudo o que nos acontecer, seremos o maior obstáculo ao nosso próprio reerguimento.

Algumas vezes, seremos, sim, os responsáveis pelas colheitas amargas que colhermos por aí, por termos agido irrefletidamente, ou de forma egoísta, por termos nos comportado de acordo tão somente com o que queríamos, sem pensar em ninguém mais. Quando a gente se esquece de visualizar o outro enquanto toma atitudes, certamente machucaremos alguém nesse percurso. Porque ninguém é uma ilha, ou seja, é preciso ter consciência do alcance de nossas ações.

Outras vezes, até teremos uma parcela de culpa sobre o que vem ao nosso encontro, mas não integralmente. O outro, nesses casos, também poderá ter agido impensadamente, de uma forma mesquinha, sem nos ter dado uma outra chance, como poderia. Ambas as partes, então, dividirão o peso das atitudes ou da omissão perante aquilo que não vingou, que não deu certo.

Porém, vez ou outra, passaremos por algumas tempestades que tentamos, a todo custo, evitar, infelizmente de forma solitária. Se somente nós lutarmos pela manutenção do amor, da amizade, de qualquer laço que seja, sem engajamento algum do lado de lá, seremos inevitavelmente derrotados. Relações afetivas não sobrevivem com ida sem volta, com dar sem receber, com retorno vazio. Ninguém fica onde não existe reciprocidade.

Portanto, não se sinta mal após perder uma luta, de forma solitária, embora dependesse da cumplicidade de outrem. Não sinta remorso após ter se doado e feito o seu melhor, por ter acreditado no amor que você queria compartilhar. Quem não recebe o amor é que sempre sairá perdendo, ao passo que a verdade que você carrega em seu coração permanecerá intacta e pronta para encontrar guarida junto a alguém que vai saber amá-lo de fato. Como deve ser.


*Marcel Camargo

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Eu sei viver sem você, mas eu não quero

Antes de você eu conheci outros amores, beijei outras bocas, sonhei e fiz planos. Antes de você eu apanhei muito até aprender o real sentido de amar com reciprocidade. Eu valorizei tanto pessoas erradas, mas em troca ganhei experiência.

Eu já disse que não iria amar de novo, várias vezes até. Já chorei noites de tristeza por ter perdido um suposto amor. Já me entreguei com medo e sem medo também. Antes de você tive momentos que valeram a pena, mas não foram suficientes pra me fazer querer lutar por alguém.

Eu sei viver sozinha, eu aprendi com a queda. Eu sei viajar sem companhia. Sei ir ao cinema só pelo prazer de ver um filme comigo mesma. Sei sair de casa sem depender de ninguém. Tudo que eu citei, eu gosto. Eu me curto. Mas acontece que depois de você, tornou-se automático querer alguém do meu lado pra me acompanhar.

Se eu vejo uma cidade legal, é com você que quero conhecer.
Se vai estrear um filme bacana, é com você que quero comprar as entradas para o cinema.
Sair com você é tão divertido que faz falta quando estamos longe. A gente sabe se divertir e se entregar para o momento.

Eu tenho minha vida, você tem a sua.
A gente tem a nós.
Eu e você.

Eu poderia dizer que não sei viver você, mas seria mentira. Eu sei. Mas eu não quero, não faço questão. Viver com você é maravilhoso.



*Déborah Izy

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Tempo, tempo, tempo...

Paciência. Pra viver, pra deixar acontecer, pra esperar a hora certa chegar. Paciência pra compreender as demoras, pra esperar as chegadas, pra aceitar as partidas. Paciência pra deixar que tudo aconteça em seu tempo. Paciência pra não apressar o rio, pra deixar que ele sozinho faça o seu curso. Desacelerar, sossegar, esperar… verbos cada vez mais citados e em contrapartida cada vez menos usados. Queremos e queremos pra agora, de preferência pra ontem. Jogamos a semente na terra e já esperamos colher os frutos no dia seguinte. Iniciamos uma nova carreira e já queremos logo ocupar um lugar de destaque. Conhecemos alguém ontem e já começamos a planejar o casamento e a lua de mel nas ilhas maldivas. Terminamos um relacionamento e já queremos que a ferida cicatrize horas depois. Esquecemos que pra nascer demoramos nove meses, esquecemos que a natureza tem seus ciclos, esquecemos que o sol não nasce e nem se põe atrasado ou adiantado. Tudo tem seu tempo certo pra acontecer: começos, recomeços, términos, inícios. Nos cabe aguardar o tempo de esperas, nos cabe entender o ciclo de amadurecimento de tudo que nos acontece, nos cabe compreender que o meu tempo nem sempre é o tempo do outro. Passamos apressados pela vida, ansiamos logo o fim de semana, ansiamos o fim de ano, ansiamos a cura imediata de todas as nossas dores… Mas, é preciso entender que o tempo é necessário para curar feridas, aplacar dores, colocar a bagunça em ordem, amadurecer os relacionamentos, silenciar as mágoas. Que a gente tenha sabedoria pra compreender as demoras, que tenha calma pra esperar as aberturas ou os fechamentos de ciclo, que tenha paciência pra esperar o momento certo de cada conquista e que sobretudo, tenha maturidade pra entender que diferente do relógio cronológico, o relógio da nossa vida não obedece a comandos matemáticos e pré-programados. Aliás, não há relógios pra marcar os acontecimentos da nossa vida, eles seguem seu próprio curso, quer queiramos ou não. Então, que saibamos viver e aproveitar o que cada fase tem a nos ensinar, sem perder a esperança no que almejamos mas sem deixar de aproveitar o percurso que nos levará até lá.

*Josielly Pinheiro Westphal

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A sua vida só vai pra frente depois que você se desapega das pessoas que te levam pra trás

Mais importante do que estarmos dispostos para novas oportunidades, também precisamos estar atentos com quem está ao nosso redor e tenta colocar a gente pra baixo. Às vezes são corações invejosos, confusos ou que ainda não perceberam os seus lugares no mundo. Mas uma coisa é certa, se deixarmos, essas pessoas farão de tudo para que não encontremos a paz que merecemos.

Tem amor que chega para tudo em nossas vidas, menos para somar. Ele finge se importar com as coisas que sentimos e com as coisas que queremos, mas, no fundo, cada conquista nossa é motivo para que ele se sinta ameaçado ou injustiçado. E tudo por quê? Porque conseguimos seguir em frente sem pisarmos ou desconsiderarmos os sentimentos de alguém. Pode ser alguém próximo de você ou alguém que acabou de conhecer, não importa. O amor de certas pessoas é medido pelo quanto dependemos delas e não do quanto somos capazes de caminharmos com as nossas próprias pernas. Essas pessoas não estão interessadas que você viva, que você se solte, que você alcance todo o seu potencial. Elas querem ver você mendigar companhia e suplicar por ajuda.


Algumas nem se dão conta da mal que fazem conosco. Algumas possuem um ego tão inflado que, no pior dos casos, sabotam a confiança que depositamos nelas, transformando tudo o que fazemos e entregamos em níveis absurdos de manipulações e humilhações. É um jogo cruel onde vence quem tira o céu do outro. Gente assim não vale a pena mantermos em nossos dias. São relacionamentos altamente contagiosos, com sintomas que variam da falta de empatia para a falta de vergonha na cara.

Antes que você pense, o desapego a ser praticado sobre essas pessoas não significa que todas sejam assim e muito menos que isso seja a resolução de todos os seus problemas. O desapego é um exercício diário, mas que deve ser acompanhado de uma boa dose de apego. Apego por você e pelas pessoas que facilmente em nada se parecem com esses corações levianos.

Esteja disposta (o) para abraçar quem participa, quem entende e quem respeita os seus caminhos. Distribua sorrisos para quem torcer, caminhar junto e vibrar com as suas felicidades. Isso sim é ter a vida pra frente. É dessa gente que precisamos para não nos perdermos daquilo que realmente faz a diferença no viver, a paz de espírito. Benditos os que chegam para somarem liberdades.


*Guilherme Moreira Jr



O título do texto é uma citação atribuída ao escritor Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Aproveite também os dias de tempestade, eles deixam o Sol mais brilhante depois

Não gostamos de sofrer e isso não é novidade pra ninguém. Os momentos de dor nos deixam mais vulneráveis, expõem nossas fraquezas, nos fazem entrar em contato com a nossa parte mais sombria. Queremos sorrisos 24h por dia, alegria contagiante e motivos para acordar sempre de bom humor. Porém, vida assim, só aquelas que acompanhamos nas redes sociais mesmo, a realidade é bem controversa. Temos nossos dias de humor deprimido, vontade de não fazer coisa alguma, necessidade de nos isolar… Temos dias que por mais que o sol esteja brilhando lá fora, aqui dentro tudo parece cinza e desbotado. Os motivos são diversos, é um filho doente, uma conta atrasada, um amor não correspondido, uma solidão amarga, uma notícia ruim, um pai ausente, uma frustração no trabalho, um desencontro da vida, um rompimento de vínculo. E tem ainda os dias que a tristeza nos visita sem aparentemente motivo algum. São aqueles dias que as piadas ficam todas sem graça, que a nossa música preferida passa despercebida, que nem as pessoas que amamos conseguem nos arrancar um sorriso. Dor não é algo anormal, tristeza não precisa ser remediada, sofrimento não é doença (não estamos falando de depressão, que é sim uma doença, porém composta por um conjunto de sinais e sintomas que perduram por 6 meses ou mais e precisa ser diagnosticada por um profissional da área). Algo te deixou triste, está sem vontade de sair de casa, quer passar o dia deitado chorando? Faça isso. Não acordou legal, não ta afim de cumprir com a agenda do dia e há possibilidade de cancelar? Faça isso. Recebeu uma notícia ruim e está segurando o choro pra que ninguém perceba que você chorou? Não faça isso! Sofrer não é pecado, não é crime, não é proibido. Mas parece que sofrer caiu de moda, que ficar triste não combina mais com esse oba oba dos dias atuais, que ter momentos de escuridão é algo que logo precisa ser medicado ou no mínimo escondido. Não! Tristeza é uma emoção como qualquer outra e precisa também ser sentida. Não estou falando que agora é preciso buscar motivos para ficar triste ou até mesmo provocá-los, estou falando que quando ela vier por livre e espontânea vontade, deixe que ela seja sentida e vivida. Nossos dias de tristeza também nos trazem grande aprendizado, nos tornam mais humanos, nos fazem conhecer partes que nos são desconhecidas, afloram nossa sensibilidade e inclusive nos fazem valorizar mais os dias depois que o sofrimento vai embora. Além de tudo, mesmo que não traga aprendizado algum, tristeza é emoção e isso não há muito o que controlar. Nossa vida seria um pouquinho mais simples se ao invés de tentar mascarar nossas emoções pudéssemos simplesmente dar vazão a elas, deixar que existissem, deixar que chegassem e partissem.

*Josielly Pinheiro Westphal

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Deus, o que temos para hoje?

O dia amanheceu. O sol já está lá fora nos convidando a viver…Eu ainda não sei o que me espera nesse dia, mas, eu abro meus olhos e digo: Deus, o que temos pra hoje? Sim, é nas Suas mãos que eu entrego o meu dia e tudo mais que poderá acontecer hoje.

Não sei quantos sorrisos receberei, não sei se terei um dia cansativo ou não. Pode ser que eu me frustre, pode ser que eu receba uma boa notícia e pode até ser que nada muito significativo aconteça. Mas é sob a Sua proteção que eu quero permanecer durante todo este dia. Se eu encontrar pessoas atribuladas, que eu saiba ser paz. Se as forças do mal quiserem me atingir, que a Tua proteção não permita. Que meus projetos deem certo mas se caso não derem, que eu saiba aceitar e esperar o Seu tempo. Ganhamos mais um presente, estar vivo por mais um dia, então, façamos dele o melhor dia das nossas vidas. Que nosso sorriso transmita paz, que nossa alegria toque o coração das pessoas, que as nossas palavras ajudem a edificar. Que o mal passe longe, que o ódio se transforme em amor e que saibamos pedir e receber o perdão das pessoas a quem magoamos ou fomos magoados.

Sobretudo, que a gente não perca a paciência mesmo diante de situações adversas. Nosso dia terá as cores com as quais quisermos colori-lo. Terá os sentimentos que cultivarmos e os tons que quisermos ouvir. Feito criança, nos sentamos no colo de Jesus e perguntamos: O que temos pra hoje? Enquanto eu escrevia esse texto e murmurava essa prece, tive a graça de estar perto de 4 bebezinhos. Tenho certeza que ao olhá-los eu já descobri o que teremos pra hoje. Observei a grandeza de Deus manifestada naqueles seres tão pequenininhos e agradeci por ter a graça de me sentir assim feito eles, acolhida e amada por Deus. Se o meu dia já amanheceu lindo, depois dessa graça, ele ficou ainda melhor…

Então… eu desejo que você tenha paz no coração, alegria na alma, força pra não desanimar, fé pra continuar acreditando e muita luz para iluminar aos que estão ao seu redor. Desejo também que o sentimento de gratidão invada a sua vida e que o seu coração murmure uma prece de agradecimento por tudo que você já recebeu. Que as pessoas saiam da sua presença mais felizes do que chegaram… E que tenhamos a graça de permanecer no Seu colo sempre.



*osielly Pinheiro Westphal

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Não sei se você foi o grande amor da minha vida

Não sei se você foi o grande amor da minha vida – se é que isso existe. Há muita gente por ai que acredita nessa história de que, uma hora ou outra, todo mundo encontra o grande amor de sua vida, mas tenho certeza de que você não é uma dessas pessoas.

Não sei se você foi o grande amor da minha vida, mas, com certeza, foi a maior inspiração da minha vida até hoje. Você trouxe significado para muitas coisas, ou melhor: você foi o significado. A sua presença me fez enxergar além do que eu estava acostumada, o seu jeito me fez entender muita coisa que antes passava despercebida, a sua companhia me transformou por inteira.

Sempre me dei por sortuda por ter te encontrado. De alguma forma, parecia que você se encaixava direitinho em mim, e eu não consigo negar que te acho lindo. Talvez seja apenas o meu par de olhos seriamente danificado pelo ritmo pulsante do meu coração, mas eu não vejo em mais ninguém o que vejo em você. Mesmo assim, você ficou muito abaixo das minhas expectativas e nunca conseguiu seguir o roteiro dos relacionamentos. Mas, tudo bem, sabe… Porque, no fim das contas, por mais que isso te fizesse um idiota, também me fazia ser louca por você.

Acho que já te disse isso muitas vezes, mas morro de medo de continuar sentindo sua falta todos os dias. Nesse tempo, toda vez que a gente se deu a chance de se olhar nos olhos mais uma vez, vimos que nenhum dos dois tinha conseguido parar de sentir, e isso é o que mais me assusta. Guardamos nossos sentimentos em algum cantinho escondido, torcendo para que ninguém os cutucasse, mas do nada tudo isso despertava e nos apontava que muita coisa ainda não tinha morrido.

Sabe, ninguém nunca começa um relacionamento pensando que este vai terminar. Ninguém se envolve com alguém pensando que um dia irá perder essa pessoa. Hoje, tenho medo de pensar em uma vida sem você, mas vou seguir meus dias lembrando que você existe por ai e que, se o destino quiser, um dia nos esbarraremos novamente.

Porque se tem uma coisa na qual eu acredito depois de tudo isso, é que o destino é realmente poderoso e, de fato, todas as pessoas que cruzam o nosso caminho, o fazem por um motivo. Você não foi um mero acaso. Você foi a pessoa que eu precisava encontrar e, agora, é para quem eu preciso dizer adeus. E tudo bem se você não foi o grande amor da minha vida que escolhe ficar no final da história, porque a gente nem sabe se isso existe mesmo. Você foi a minha grande inspiração, e isso eu tenho certeza de que existe.

*Bruna Cosenza

Talvez você precise ler isso hoje

Numa manhã qualquer, num dia de verão, você liga o celular e recebe uma mensagem comunicando que seu amigo de infância sofreu um acidente e está em coma no hospital.

Numa terça ensolarada, você vê nas redes sociais que uma das meninas que se formou no ensino fundamental na sua turma está com câncer.

Numa tarde de quinta seu irmão liga em prantos falando que o resultado da tomografia apontou um tumor maligno.

Em uma segunda de carnaval sua tia liga pra informar que seus pais sofreram um acidente e o estado é grave. Na virada do ano você é informada que a mãe de uma das suas amigas faleceu.

Parece que a vida vai correndo normalmente até que notícias como essas nos fazem encarar a nossa finitude de frente. Nos fazem enxergar que a vida é sim um sopro e que nada sabemos sobre os revezes que ela poderá dar até o dia que a notícia será sobre a gente. Mas temos vivido tão mal…

Temos vivido como se nosso prazo por aqui fosse eterno. Porém, não é. Um dia serão os nossos exames que apontarão algo estranho, um dia seremos nós o motorista envolvido naquele acidente, um dia seremos nós a receber um prognóstico nada favorável, um dia seremos nós que veremos a nossa vida chegando ao fim. Se sabemos que somos finitos e que todos ao nosso redor também são (não importa o quanto você ama essas pessoas), por que não aproveitamos cada segundinho pra fazer essa estadia mais leve, mais feliz, mais bem vivida?

Por que perdemos tanto tempo juntando coisas, acumulando bens, guardando dinheiro, trabalhando 12h por dia enquanto nossos filhos estão crescendo sem a nossa presença, enquanto nossos pais estão envelhecendo sem a atenção e o cuidado que merecem?

Por que guardamos mágoa e rancor, discutimos por motivos banais, alimentamos ódio quando tudo poderia ser resolvido com um gesto muito simples, com apenas uma atitude de humildade, com um pedido de perdão?

Por que nos alimentamos com tantas porcarias (alimentos e sentimentos), não cuidamos da nossa saúde, temos preguiça de praticar alguma atividade física, nos entupimos de coisas que de antemão sabemos que são prejudiciais a nossa saúde ao invés de termos um mínimo cuidado com aquilo que sabemos que é tão frágil?

Por que passamos uma vida numa profissão que não nos realiza, trabalhando em algo no qual não acreditamos, acordando todos os dias sem a mínima vontade de sair da cama enquanto poderíamos buscar algo que nos fizesse feliz, que nos fizesse sair da cama cantando, que mesmo que não tivesse um retorno financeiro tão bom nos traria mais paz e satisfação ao invés de apenas mais dinheiro? Por quê? Porque não nos damos conta que nossa vida é um cristal, porque não nos damos conta que a vida das pessoas que amamos também vai acabar, porque não paramos pra refletir sobre o que realmente importa, sobre o que realmente tem valor.

Tudo o que temos é só o hoje, tudo o que temos é o presente (que não por acaso tem esse nome). Tomara que acontecimentos como esses nos façam enxergar que as coisas mais simples da vida é que são as mais importantes, que dinheiro acumulado não é garantia de felicidade, que depois de perder saúde você poderá gastar tudo e mesmo assim não tê-la de volta, que cada momento é único e não torna a se repetir, que as pessoas erram e a gente também erra, então todos merecemos perdão, que não vale a pena trabalhar tanto para adquirir coisas que você nem está tendo tempo para usufruir. Porque a vida passa, a vida está passando…

E tomara que a gente esteja realmente vivendo. Tomara que a gente esteja dando valor a essa passagem por aqui, que pode ser breve, só não pode ser insignificante.


*Josielly Pinheiro Westphal

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A vida é uma dança de cadeiras, então respeite o próximo, porque o próximo pode ser você

A vida é uma dança de cadeiras, às vezes, sentado; às vezes de pé, então respeite o próximo, porque o próximo pode ser você. 
Tanto se fala em compaixão e empatia nos dias atuais e tão pouco se vive isso. Quando finalmente entendermos que estamos, sim, todos conectados, viveremos melhor esse conceito de empatia e vamos parar com essa besteira de querer competir o tempo todo.
Quem tem mais dinheiro, quem tem poder, que é o mais bonito ou bonita, quem tem mais seguidores, mais curtidas, será que vocês não percebem que quando o Ego fala, sua alma se cala e sua essência de dissipa, nesse mar de amargura, por achar que a vida do outro é sempre melhor?
O sucesso e a felicidade alheia não são empecilhos para que nós também sejamos felizes e bem-sucedidos.
Experimente torcer pelos outros, experimente admirar sem sentir inveja, experimente contribuir, e compartilhar coisas boas, experimente não se comparar a ninguém, mas sim celebrar a exclusividade de ser você. Experimente ser melhor e incentivar os outros a serem melhores também.
Quando parar de desejar que o outro caia, sua ascensão será mais rápida. Faça o teste e veja como sua vida mudará. O sol nasce para todos, e ver alguém crescendo e se dando bem na vida, só significa que você pode também.
Vemos o destino final, mas não sabemos como foi a jornada de ninguém, então, antes de julgar, deveríamos calçar os sapatos alheios.
Por isso eu lhe digo: experimente viver, partindo do princípio de que o que não queremos para nós, não faremos aos outros, porque todos somos um. 

*Wandy Luz

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Tenha respeito por todos, inclusive por aqueles que você acha que não merecem o seu respeito

Tenha respeito por todos, inclusive por aqueles que você acha que não merecem o seu respeito, afinal, isso nada tem a ver com o caráter deles, mas, sim, com o seu.

Seja sempre o melhor que puder. Seja gentil, mesmo quando estiver cansado. Seja compreensivo, mesmo quando sentir raiva. Controlar-se na hora da raiva pode economizar anos do seu arrependimento.

Faça mais do que somente sua obrigação. E nunca, nunca faça nada esperando algo em troca.
Coloque na conta da vida, porque o acerto final será justo.

Respeite todos, inclusive aqueles que você acha que não merecem seu respeito, afinal, isso nada tem a ver com o caráter deles, mas, sim, com o seu.

Cada um oferece o que transborda do coração.

Sempre que falo sobre dar nosso melhor, sempre, algumas pessoas questionam e dizem que na teoria tudo é fácil, mas que praticar isso é quase impossível.

Concordo, porém, fico com o quase, que me dá a possibilidade de tornar isso possível. Sim. Um dos nossos maiores desafios é dar sem esperar nada em troca. É amar e respeitar quem não merece (ou achamos não merecer), porque toda opinião tem uma perspectiva diferente embutida e, consequentemente, nem todos hão de concordar ou pensar da mesma maneira.

Por isso, você achar que alguém mereça ou não, não é certificado de verdade absoluta.

O que precisamos é de equilíbrio, ser bons, mas não bobos, fazer o bem sem olhar a quem, mas sempre respeitando nosso espaço e nossos limites.

E tudo isso, somente por compaixão à vida, por respeito a todas as criaturas. Por nós, pelo nosso caráter, pela nossa verdade. E não porque é bonitinho ou politicamente correto, entende?

Ninguém dá o que não tem, ou nunca teve. Leve isso em consideração, quando tiver que lidar com pessoas “difíceis”. Alguém que só conhece desrespeito, agressões, preconceito, desvalorização e desamor, de onde vai tirar sentimentos bons?

Aí alguns rebatem: “Todos temos conflitos, e isso não é problema meu”. E tudo bem pensar assim, temos todos o livre-arbítrio e a escolha de não nos importarmos. Mas se você, assim como eu, é do time daqueles que se importam, e que já sentiram na pele a dor do descaso, saiba que você, eu, nós, podemos fazer a diferença.



Imagina se essas pessoas que não têm nada de bom para dar, passarem a receber amor, respeito e compaixão. Será que em determinado momento, elas não poderiam passar isso adiante?

Será que não é possível criar uma reação em cadeia de coisas boas, de sentimentos bons?
Não sei, mas prefiro continuar sonhando e acreditando que sim!

Digo e repito, é sobre quem somos, sobre nosso caráter e não o dos outros. Então, se puder dar seu melhor, não hesite. Se tiver a oportunidade de ser melhor, não a desperdice.

O mundo anda frio demais, e todos precisamos de um pouquinho mais de esforço e vontade para deixá-lo mais quentinho de amor, de respeito e de compaixão!

Se puder e quiser, faça sua parte. A vida agradece!


*Por Wandy Luz

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, desconte...