SEJA BEM VINDO AO NOSSO BLOG.

SEJA BEM VINDO AO NOSSO BLOG.

OBRIGADO POR SUA VISITA, SE POSSÍVEL COMPARTILHE COM SEUS AMIGOS E VOLTE SEMPRE!!!

Cesar





FIQUE LIGADO!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PARE DE JULGAR. APRENDA A CONFIAR!

“Empresta-me teus olhos, quero conhecer teu mundo”.

Certa vez em uma festa junina, em minha meninice, recebi um bilhete que continha estas preciosas palavras.

Aquilo em um primeiro momento, soou-me como elogio, em pré-análise infantil condizente com minha pouca idade vivenciada.

Eram meus tenros 12 anos, idade da pré-adolescência, onde dei o inesquecível primeiro beijo. Inesquecível porque foi péssimo, porém jamais me olvidarei dele.

Mas essa frase, hoje analisada por mim, com idade mais avançada, e com a maturidade entrando em casa sem pedir-me licença prévia, tornou-se perceptível pois esta frase é bastante significativa.

Se analisarmos bem, perceberemos que ao pedirmos emprestado os olhos de alguém, estamos querendo simplesmente irmos fundo na alma do outro.

Estaremos desejosos por conhecer o que, vai muito além das aparências, tendo por característica,os belos pares de olhos, onde o verdadeiro sentido se esconderia por trás deles, fundamentando-se como consequência, sobre o que nos vai do lado de dentro.

Encaro aquele momento pretérito, como um elogio à minha pessoa, mesmo que naqueles instantes, quem tenha me enviado o bilhete tivesse apenas a intenção de me galantear, diferente do que hoje estou fazendo, indo a fundo na intencionalidade dessa frase que a meu ver é tão profunda e significativa.

Sabemos que, ao olharmos profundamente para alguém, estaremos atentos ao que diz respeito ao que demonstre aquele algo a mais, do que meramente o encarte exterior que uma pessoa apresente.

Olhar bem fundo nos olhos do outro, incumbe-nos olharmos para o que vai por dentro de uma alma.

Conhecermos alguém “de perto”, é olharmos para esse alguém sem julgamentos, se formos dotados de boa índole.

Sim, muitos de nós costumamos julgar as pessoas, pelas coisas que estas apresentem ao mundo externo, notamos se ela é baixa, se ela é alta, se ela é bonita, se ela é feia, e, muitas vezes, cometemos o equívoco de julgá-la única e exclusivamente pela aparência que ostente, o que, muitas vezes não corresponderia ao caráter que essa pessoa poderia possuir em suas raízes mais íntimas.

Mas porque julgamos?

Julgamos não só por fraqueza moral, mas porque fomos condicionados a isso.
Porque simplesmente a sociedade que nos rodeia é bélica e competitiva, porque precisamos julgar alguém na tentativa de nos sentirmos superiores a fulano ou a beltrano, e isso muitas vezes é um tremendo tiro pela culatra.

Não podemos julgar as pessoas pela aparência, e mesmo que julguemos alguém por suas devidas falhas, por possíveis deslizes cometidos, não podemos esquecer que somos humanos e que possivelmente nós, no passado, também fomos dignos do julgamento alheio.

Pois, como disse o músico e compositor:

“Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa a esconder.” – Renato Russo.

Então, pra que todo esse julgamento, fundamentado na incapacidade de sermos bondosos e generosos?

Será que seria sonhar demais, prezar por um mundo onde exista igualdade e harmonia entre as pessoas?

Você sente-se melhor do que o seu companheiro de jornada? Se não, então por que julgá-lo?

Saiba que, somos dotados de capacidades inatas e a capacidade de olharmos sem vendas, de termos um olhar puro e desvinculado de emoções cabisbaixas nos fará tirarmos um peso enorme de dentro de nós. O que se esconde por trás de julgamentos, pode ser a própria projeção de nossa sombra refletida no universo que perfaz o outro.

Ou seja, estamos tentando encobrir do mundo externo e de nós próprios, falhas oriundas de traumas possivelmente infantis. Façamos uma auto análise neste instante e notemos com atenção às nossas condutas.

Nossos direcionamentos podem dizer muito mais sobre nós do que de repente sobre o seu companheiro que reside ao lado. Cuidemos de nosso jardim, podemos as nossas arestas, para que nenhuma sombra refletida de nosso lado sombrio, recaia no erro de julgar o seu semelhante.

Pois: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” – Nelson Mandela

Julgamentos são projeções, conscientizemo-nos disso.

Depois de reconhecermos em nós os possíveis vilões da história, estaremos mais límpidos e prontos para olharmos para o outro sem máscaras. Máscaras estas que teimam em esconder a verdade.

A grande verdade é que todos nós, somos passíveis de erros, e que, estaremos e devemos sempre estar prontos para reconhecer nossas falhas e que nossos equívocos devem conter em si, o dom divino da transformação.

Se cada um cuidar de si, estaremos aptos a convivermos pacificamente em sociedade e em conjunto, estaremos prontos a embarcarmos e convivermos em um mundo melhor, onde o que deve ser permitido deve ser, termos um olhar generoso com os colegas dos embates dessa vida, permitindo-os auxiliá-los com a projeção de nosso equilíbrio interior, que refletirá sabiamente em possíveis mudanças, como quando nos crucificávamos com veemência, por simplesmente estarmos cegos e inaptos de enxergar, onde não víamos somente o outro, onde possivelmente enxergávamos nele o nosso lado mais obscuro, confundindo a realidade apresentada.

Não poderemos jamais sermos agentes transmutadores e revolucionários se não adentrarmos em nosso universo e modificarmos em nós o que tentamos modificar no vizinho. É imprescindível que façamos as nossas partes, partes estas que cabem somente a nós modificá-las e transformá-las. Somos os agentes de mudança de nós próprios.

Reflitamos para que possamos transformar um emaranhado de informações que estão ao nosso entorno, mas principalmente sobre os equívocos que residem dentro de nós. Avancemos e progridamos sempre e constantemente.

Estamos aqui para evoluirmos o mundo e as coisas, transformando o escuro em claro, sombras em luz, e erros em translúcidas verdades, que servirão como barco a abrigar viajantes dispostos a embarcar no universo fecundo de constantes e eficazes transformações.

*Thiana Furtado

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Não insista naquilo que não tem futuro

Não podemos nos desanimar frente aos obstáculos que se interpõem entre nós e a realização de nossos sonhos; isso é fato. No entanto, depositar esperanças demasiadas em pessoas e em situações que sabemos que não mudarão, que resistirão a qualquer tipo de avanço, é como alimentar-se de vento. Temos que sonhar, sim, pensar sempre no melhor, mas com os pés firmes no chão das possibilidades palpáveis.

Não espere que o outro irá mudar com o tempo, que deixará de lado certas atitudes, que revisará seu estilo de vida e modificará os comportamentos, a fim de atender às suas vontades. Ou aceitamos o outro, em tudo o que ele oferece, ou viveremos acompanhados de frustrações e de esperanças quebradas. Ajustamos, sim, nossas condutas em favor de nosso parceiro, mas nossa essência permanece e é com ela que teremos de lidar.

Esqueça aquela história de que com o tempo você será reconhecido por todo o esforço e por toda a dedicação com que efetua seu trabalho. Ninguém fica acumulando elogios, para dali a um tempo vir demonstrar satisfação e gratidão. Caso não nos sintamos realizados e valorizados pelo que fazemos, apesar do melhor com que realizamos nossas tarefas, teremos de pensar em novas perspectivas, direcionando nossas ambições em outra ocupação, em outro lugar.

Reveja essa ideia de que encontrará o príncipe ou a princesa encantada. Preste atenção no tipo de pessoas que anda atraindo para sua vida, pois somos responsáveis por tudo aquilo que trazemos para junto de nós, tanto as coisas boas quanto as ruins. É preciso que estejamos dispostos a nos entregar verdadeiramente, para que possamos mergulhar ao encontro de certezas que condizem com o nosso estilo de vida. Não podemos aceitar menos do que merecemos, mas temos que fazer por merecer o que nos cabe.

Liberte-se do papel de vítima e tome as rédeas do rumo de sua vida, impondo-se como alguém que tem muito a oferecer e muito merece receber em troca. Assumir a responsabilidade por aquilo de que constitui a nossa jornada é imprescindível para que mudemos em nós, primeiramente, aquilo que nos emperra o caminhar tranquilo. Somente depois de analisarmos nossas ações com propriedade é que teremos discernimento suficiente para cobrar do outro alguma coisa. Saber quando temos de partir para outra nos evitará aborrecimentos e desgastes inúteis.

Os sonhos, as esperanças e os ideais são inegavelmente combustíveis de vida, uma vez que são eles que nos sustentam o olhar positivo a partir do momento em que acordamos e saímos à luta em busca de nossa felicidade. No entanto, investir tempo, dinheiro e energia em algo que no fundo sabemos ser quase impossível de se efetivar acabará nos emperrando os passos e nublando a lucidez necessária ao nosso aprimoramento diário. Afinal, o que importa é ser feliz, e jamais seremos felizes gastando nossa vitalidade e nossas energias com coisas e com pessoas que não merecem um pingo de nossa atenção. Fato.

*Marcel Camargo

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Te amo, mas não dá

Preciso te dizer que não entendo por que a gente continua insistindo em algo que dói tanto. A gente já passou por tanta coisa, eu já te perdoei tantas vezes. Na última vez, a gente escolheu ficar distante um do outro, esperando que o tempo aceitasse o nosso fim. Mas pra que o fim definitivamente acontecesse a gente precisava se desfazer um do outro, e isso não aconteceu. Eu tinha tanto de você dentro de mim, eu não sabia como me relacionar com outras pessoas. E aqui estamos nós.

Te amo, mas não dá. Não dá porque dói, porque toda vez que acredito que você vai mudar, você prova que não está disposto a isso. Porque sempre que eu te quero, você me dá novos motivos pra eu não querer. Tem coisas que é melhor aceitar que não faz mais bem em vez tentar empurrar algo que já foi bonito um dia, mas que por teimosia da gente, deixou de ser, cê me entende?

Te amo, mas não dá. E não dá porque sempre que você promete que vai ficar tudo bem, eu me vejo sendo obrigada a pôr mais um ponto final. Porque quanto mais você me dá as mãos, mais eu me sinto insegura pra caminhar ao teu lado. Mesmo que ficar seja tudo que eu queira agora, mas não dá. 

Eu sei que quando te ver por aí, meu corpo vai estremecer, mas eu prometo não ceder. Sei que não vou ficar bem se algum dia chegar em meus ouvidos que você encontrou outra pessoa e que parece estar seguindo muito bem a vida sem mim. Mas isso passa. E muito provavelmente eu vou sentir saudades suas, e vai ser difícil suportar a tua falta. Mas não dá. Não dá mais porque eu já nem sei se isso é amor ou apego, se o que sinto é saudade ou carência, se quando tudo que quero é você ou se resumi todo o meu querer em uma  pessoa. Não sei se você realmente me faz mal ou se é a minha insistência pra que me faça bem.

Eu sei que, em algum momento, alguém pode tocar em teu nome e a minha vontade será de desconversar, mas prometo resumir tudo dizendo que não deu. Sei também que você vai vir em minha mente em forma de música, de gostos, de cheiros e de gestos, mas vou me preparar pra isso. Sei que o preço de te esquecer pode ser alto demais, mas já paguei tantas vezes pra que desse certo, já apostei tantas fichas em você, que dessa eu vou pagar pra ver.

Eu já não sei se esse amor que sinto é o mesmo amor que um dia eu senti por você. Ainda assim, tem um pedaço grande que te quer, e esse pedaço me confunde, sabe? Porque parece errado ir embora mesmo amando alguém. Não parece nada certo seguir sem você, porque é como se eu negasse todas as possibilidades de dar certo, é como se eu jogasse tudo fora e abrisse mão de tudo. Mas no fundo, eu sei que não estou negando nenhuma possibilidade de dar certo, porque se tivesse mesmo que dar em alguma coisa com você, já teria dado faz tempo. Te amo, mas agora, eu estou abrindo possibilidades pra mim, dando chances a mim. E não sei como te dizer isso, mas eu te amo, só não gosto mais de você.

*Iandê Albuquerque

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Não se culpe. Em alguns momentos é necessário ouvir a voz da razão!

“NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE, MAS TAMPOUCO TÃO BOM QUANTO QUEREM IMPOR QUE ACREDITEMOS” 

César

O coração adora mandar e desmandar. Quer ir e quer ficar, tão cheio de cerimônias. É pelo coração que determinamos muito das nossas vidas. É uma voz duvidosa tantas vezes. Espera por certezas que talvez nunca venham, se questiona, pode sofrer e também sabe acertar.

Porém, na vida, nem todo caminho traçado pede decisões do peito, há uma grande dose de razão que precisamos tomar para que a vida siga, para que coisas se solucionem, para que enfrentemos desafios diferentes. Em muitos momentos é o mais sensato a fazer.

Fácil? Quem disse? A razão se mostra muito mais dura, menos amiga, calculista e sem dó.
Mas ela pode nos conduzir por caminhos menos tortuosos. E pode pôr fim a muitas desilusões. Quem sabe poderíamos deixar a vida apenas fluir, seguir por si só, mas tem horas que é necessário agir, decidir, determinar.

A razão é a inteligência em exercício, já dizia Victor Hugo. E ele tinha razão. Quando decidir pelo coração não resolverá nossas dores e questões o melhor a fazer é ser sensato e ponderar o que realmente é preciso fazer.

Partir, desistir, enfrentar, escapar, lutar, se render, perdoar. Nem sempre é o coração que nos permite fazer o melhor. Pode ser a razão nos dizendo que mais tarde o coração quem sabe faça a sua parte. Até quando pedimos a Deus, aos anjos, ao Universo para nos iluminar parece que a razão prevalece.

Nem razão, nem coração são soberanos. E há o tempo em que usamos um ou o outro para seguirmos viagem. Parecemos tiranos quando deixamos a razão tomar as rédeas de uma situação. Ela existe exatamente para isso: agir. E nem tudo se perde quando agimos através dela.

Há resoluções, lições, finais felizes. Há sabedoria e força. Há coragem e bom senso.

A razão ultrapassa nossa vontade, ela se mostra mais clara porque parece que a vontade é coisa do coração.
E acredito que seja.

Eu não quero e ninguém precisa ter sempre razão. O coração sofre quando ela trabalha. Ela questiona quando o coração decide. As duas costumam se encontrar pelo caminho e se desencontrar.

É preciso colocar um pouco de fé e alguma esperança quando não vemos muito além das nossas escolhas. E deve haver alguma razão quando não usamos o coração, mesmo que de imediato não encontramos nenhuma explicação.

*Kênia Casagrande

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Pessoas boas nos ensinam a amar. As más, a não ser como elas!

Sim, existem pessoas más e elas, meu caro(a), estão separadas em dois grupos:
as que se orgulham de serem assim e deixam isso explícito em suas ações e as que fingem serem boas pessoas, disfarçando-se de amigos, namorados e familiares que “torcem” para o seu bem.

Provavelmente, você já conviveu com muita gente assim e só percebeu o nível de maldade, depois que saíram da sua vida. O comportamento delas é quase padrão: ficam mal ao verem o outro bem, se deprimem ao saberem que a amiga encontrou um grande amor e quase morrem quando testemunham o sucesso profissional do colega de trabalho.

Pessoas maldosas são tão perigosas quanto veneno injetado na veia.
Manipuladoras, interesseiras, invejosas e fracassadas (sim, tudo isso), essas pessoas não conseguem ver a felicidade alheia com naturalidade e entusiasmo. Julgam-se merecedoras de toda a atenção do mundo e, muitas vezes, não medem as consequências de suas palavras ou atos.

Se na vida social conviver com elas é um martírio, na vida sentimental as coisas conseguem ser piores. Elas diminuem o parceiro frequentemente, humilham, traem e jogam no outro a culpa de todos os erros. Além de tentar convencê-lo de que eles possuem sorte em tê-los em suas vidas. Triste, não? Mas é assim que acontece.

Se eu pudesse te dar um conselho hoje seria: afaste-se! Mas, afaste-se muito! Corra na velocidade da luz dessas pessoas. Egocêntricas, elas não sabem o limite entre a falta de respeito e a brincadeira saudável. Utilizam-se das pessoas como marionetes, encontram motivos para denegrir a imagem dos outros e subestimam a inteligência alheia para esconder o mau caráter que possuem.

Muitas vezes não é possível nos afastar fisicamente de quem nos faz mal, às vezes, é necessário suportar a falsidade de colegas de trabalho, de um familiar invejoso ou de um “amigo” maldoso com pele de cordeiro, mas podemos nos afastar psicologicamente e sermos felizes sem elas.

Tomar distância dos conflitos que essas pessoas geram e não compactuar das maldades que praticam já é um bom começo.

Einstein dizia que “o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade”…
…e eu concordo com ele. Não permita que seus princípios sejam corrompidos.

Quando você consegue fazer isso, a vida muda o rumo. Tudo começa a dar certo, os planos saem do papel, a vida financeira flui e o grande amor da sua vida chega. Parece exagero, não é? Mas, acredite, é exatamente isso que acontece! Porque você começa a desintoxicar seu coração e a perceber que a maldade que via nas pessoas, na verdade, era uma distorção da realidade alheia.

Deixe a maldade e a carga da consciência pesada para quem caminha com elas. Mantenha em sua vida pessoas humildes e sinceras. Dessas que carregam em sua essência a generosidade de um coração limpo e de uma alma leve e segue tua vida. Tudo é aprendizagem. Enquanto as pessoas boas nos ensinam a amar, as más nos ensinam a não ser como elas.

*Pamela Camocardi

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Amar talvez seja isso: "Ficar ao lado, mas sem possuir"

"Não vim a esse mundo para competir com ninguém, quem quer competir comigo,perde seu tempo.Estou nesse mundo para competir comigo mesmo. Ultrapassar meus limites,vencer meus medos,lutar contra meus defeitos, superar minhas dificuldades e correr em busca dos meus objetivos.E tudo isso já me ocupa bastante tempo.Obrigado jesus por mais um dia."

Bom dia, bom fim de semana para você meu amigo (a). Abaixo a mensagem de hoje.

César


Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?

A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia.

Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. 
O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. 

Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuía, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!

Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.
Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também. 

Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.

Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.

Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir.

Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.

Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui.

E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

*Padre Fábio de Melo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Não se mede caráter por aparência e nem felicidade por sorriso

Com o tempo a gente aprende que o valor de uma pessoa está muito além das camadas de roupas que ela usa ou dos quilos de maquiagem que ela abusa. Que não é possível medir sua generosidade, bondade e amizade apenas observando o clube que ela frequenta ou o sapato que ela ostenta. Que jamais poderemos calcular seu caráter observando apenas seu cabelo engomado ou seu closet lotado.

É preciso não buscar na aparência aquilo que só uma alma nobre pode oferecer. Não buscar no charme de um olhar aquilo que só um coração livre de rancor pode dar. Não procurar no número de likes do Facebook aquilo que só um bom caráter pode proporcionar.

Com o tempo a gente também aprende que algumas dores podem ser escancaradas numa boa, enquanto outras não; que nem toda tristeza tem permissão de ser exibida; e que nem todo sorriso encerra uma alma feliz.

Descobrimos então que a fachada de uma pessoa abriga muitas outras coisas além daquelas que poderíamos supor; que ao nos depararmos com um sorriso, nem sempre estamos diante de uma alegria verdadeira; e que a beleza não é requisito para julgarmos a nobreza ou o caráter de alguém.

A frase do título é da atriz e cantora Taylor Momsen. Me deparei com ela na internet e imediatamente me identifiquei. Porque a gente tem mania de julgar demais. Avaliamos o livro pela capa, o shampoo pelo frasco, o jeans pelo preço da etiqueta, o crush pela popularidade. E esquecemos que caráter e conteúdo não vêm com rótulos. Ao contrário, é preciso ultrapassar a barreira da aparência se quisermos conhecer a essência.

É claro que uma  embalagem bonita atrai olhares. Mas depois que o presente é aberto, e o papel amassado é deixado de lado, resta somente aquilo com que teremos de lidar de fato. E popularidade, moedas no cofrinho ou vestido novinho não significam nada quando se trata de caráter e bondade.

É preciso romper a barreira da aparência. Desvendar o que há por trás do sorriso constante ou da vestimenta arrogante. Descobrir que de uma aparência inadequada podem surgir grandes surpresas, e que um sorriso doce pode esconder algumas tristezas.

Ouse acreditar que há o que ser descoberto por trás das cortinas da aparência. Talvez seja hora de aceitar aquele convite para um chopp com o mocinho desengonçado do trabalho, ou parar de sonhar acordada com o viciado em selfies da faculdade. Nem tudo é o que parece ser, e a gente tem que aprender a olhar nos olhos e acreditar que, mesmo que faltem argumentos, o essencial mora no lado de dentro…

*Fabíola Simões