quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Se for para somar, fique. Se não for, boa sorte…

Hoje a minha despensa emocional está arrumada e limpa, já não guardo mais rancores, nem amores que já passaram do prazo de validade. Não tenho tempo para sentir raiva. Procuro manter meu coração livre, para preenchê-lo com o que realmente vale a pena nessa vida: AMOR.
Foi-se o tempo em que queria controlar o tempo, os pensamentos e as vontades de alguém. Aprendi que dar conta de mim é a única coisa que posso fazer.
Portanto, se for para somar, pode ficar. Se não for, se for para tumultuar, prender, sufocar e levar a paz que tanto demorei para cultivar, a porta está ali, aberta. Tchau e boa sorte, espero que encontre alguém mais compatível contigo.
Eu não, eu não tenho mais disponibilidade para curar corações feridos, remendar histórias das quais não fiz parte, me desmontar para ajudar o outro a se reconstruir. Quero gente inteira do meu lado.
Cacos remendados não duram muito tempo.
Quero gente disposta, preparada, envolvida. Gente de bem, de boa, que sabe bem o que quer e o que não quer na vida.
Não quero mais turistas sentimentais, que chegam e vão embora quando bem querem. Comigo, agora, só quem faz muita questão.
Se não for para pegar na mão, cinema no meio da semana, pipoca e edredom num sábado à noite, almoço de domingo, e toda a linda trivialidade de se estar junto, pode pegar o rumo, dar linha. Vai na fé.
Se não for para ser feliz, dar risada junto e fazer mirabolantes planos para um dia qualquer, não me serve mais. Cansei de gente confusa, complexa demais.
Estou atrás de tudo que me faz leve, livre, alegre!
Quero me deitar no travesseiro com a única certeza de que é amor o que se sente, então, do resto a gente corre atrás. Quero poder sonhar acordada com tudo que planejamos construir, cachorro, filhos, casa com sacada. Porque, para mim, se não for assim, com todo o meu amor, não serve.
Ou é ou não é.  Ou se está ou não se quer estar.
Não procuro mais desculpas para o que é bem claro de se entender. Quem está a fim faz acontecer.
Se for para deturpar as verdades, mentir, viver de promessas que não se pode cumprir, por favor, nem gaste mais saliva aqui. Pegue suas coisas e até um dia, quem sabe.

Não me tornei uma pessoa intolerante ou insensível, mas de tanta pancada que tomei, aprendi a me priorizar. Valorizo demais a minha companhia para ter ao meu lado gente barata, rasa, vazia.
Se não for para assumir, andar na rua abraçado, conversas a fio pela madrugada, encontros propositais inesperados, declarações ao pé do ouvido e beijos que arrepiam até a alma, não tenho interesse.
O que me interessa é ser feliz. Sem hora marcada, sem roupa passada, sem cama arrumada.
Café de manhã cedinho, risos cúmplices no elevador, olhares que falam mais que mil palavras.
Seus pés nos meus, cobertor roubado, abraços de tirar o ar.
Eu quero tudo de melhor que o amor tem para me dar.
Não me contento mais com migalhas, amores pela metade, mensagens vazias, tempo passando. Vidas vazias, coração cansado, gente que gosta, mas que não quer gostar
Se pretende ficar pelos próximos invernos, é bem-vindo. Mas estou cansada de amores que só existem no verão.
Já fiz muito isso, mas hoje não entrego mais a qualquer um a chave para o meu coração.

*Bruna Stamato

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Não permita que o comportamento do outro determine o seu comportamento

“Ninguém pode torná-lo ciumento, bravo, vingativo ou ganancioso – a menos que você o permita.”

Essa frase é de Napoleon Hill e é sobre esse conceito que vamos conversar aqui neste texto.

Quantas vezes na vida, você já se viu tomado pela ira e planejando uma vingança?
Quantas vezes você já jurou para si que iria deixar de ser “bonzinho” e aprenderia a ser tão mau como foram contigo?
Quantas vezes você se viu magoado e injustiçado e com aquela certeza que os mau caracteres é que se dão bem?
Pois bem… acredito eu, que tais pensamentos sejam comuns à maioria das pessoas honestas e de bom coração, mas vamos refletir um pouco.
Se uma pessoa foi desonesta com você, se o traiu, armou e mentiu e você vai lá e “dá o troco na mesma moeda”, o que acontece?
Com a pessoa desonesta, provavelmente nada… afinal, gente malandra está acostumada a gente malandra e provavelmente até rirá de você. Mas lá dentro de você, algo vai mudar. Você deixará de ser VOCÊ e vai se IGUALAR ao outro, ou seja, você se tornará uma pessoa desonesta, mentirosa e traidora.
A vingança causa mais males a quem a pratica do quem a recebe, acredite.
Certa época, um pai levava seu filho para o colégio e todo dia passavam por uma banca de jornal e o pai dava bom dia ao jornaleiro, que era um senhor ranzinza e mal-encarado, que nunca respondia, nem ao menos esboçava um único sorriso.
Em um desses dias, o filho perguntou ao pai por que ele continuava dando bom dia ao mal-educado do jornaleiro e o pai respondeu: “Porque o mal-educado é ele, não eu.”
A gente não pode permitir que o comportamento de outrem defina o nosso comportamento. “Pagar na mesma moeda” nada mais é que mostrar igualdade. Afinal, manter-se o mesmo diante dos percalços e dos mal-educados da vida é um sinal de maturidade e inteligência emocional, não é para qualquer um.

Na PNL (Programação Neurolinguística) costumamos dizer que a R.E jamais pode interferir na R.I. Explicando: A nossa Representação Externa, tudo aquilo que acontece fora do nosso corpo, não é de responsabilidade nossa, portanto, não pode interferir na nossa Representação Interna, na forma como recebemos e reagimos ao mundo.
A R.E é causada por infinitos fatores e na maioria das vezes não podemos controlar. Mas a R.I é de inteira responsabilidade nossa e somente nossa, por isso sempre podemos mudar nossa forma de interpretar as coisas e de agir perante elas.

Se seu parceiro afetivo não é alguém carinhoso como você gostaria e se demonstrar-lhe afeto e não receber afeto de volta lhe causa sofrimento, o que você faz? Torna-se também frio e desafetuoso, segue demonstrando amor e ferindo-se ou vai em busca de alguém mais parecido com você?
Sempre temos opções. A escolha vai depender do nosso grau de inteligência emocional. Quem pode afirmar que uma dessas alternativas está errada? Se eu vivo bem e sou feliz com o jeito do meu parceiro, quem pode me dizer que é errado?
Ninguém.
Absolutamente ninguém pode interferir na sua Representação Interna e em como você processa o que recebe do outro, a não ser você mesmo.
Não deixe que seu chefe mal-humorado altere o seu bom humor. Não deixe que o estado ansioso do outro lhe cause ansiedade. Não deixe que essa colega pessimista derrube suas energias. Não se permita influenciar negativamente pelo que vê e ouve na televisão.
Do seu corpo para fora, você não pode modificar. Então, modifique do corpo para dentro: sua alma, seu coração, sua mente. Para que você desenvolva uma blindagem e não mais seja suscetível a todas as mudanças e problemas externos.
Não tente combater a raiva, a inveja e o ódio alheio com mais raiva e ódio. Mantenha a sua essência preservada.
Continue sendo o bom ser humano que você é, e tenha em mente que cada um dá apenas aquilo que tem dentro de si.
Não faça do seu dia um mau dia porque alguém não o respondeu. Continue dando seus “bom dia!” Eu garanto que seus dias continuarão bons e cada vez melhores.
Se o dia dele (ou dela) não está bom, isso é um problema dele, não tem nada a ver com você.

*Bruna Stamato

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Você já viveu hoje?

Viver é o maior ato de coragem que pode existir. É um ato insano!
O que é a vida, caríssimos, senão uma grande expectativa?! Vivemos esperando por um amanhã ilusório que, na verdade, só existe nos nossos sonhos, mas que pode nem chegar. E o mais louco: deixamos para este incerto amanhã, coisas que poderíamos realizar ontem ou hoje.
Vivemos querendo consertar o passado e adotando culpas monstruosas, que nem nos são legítimas. Vivemos a semana inteira tentando acelerar os dias para ser logo sexta-feira…
Passamos horas e horas pensando no que vamos falar e tentando decorar, para chegar na hora H e ficar mudo. Deixamos de viver o ano todo planejando as férias e esperando o próximo ano para, enfim, “começarmos a ser felizes”…
Mas, eu preciso lembrá-lo de que a vida não é feita só de finais de semana e festas de Reveillon.
A vida não é feita de magnânimos eventos. A vida não é feita de “e se”. A vida não espera o próximo verão…
Ao abrirmos os olhos e nos darmos conta de que chegamos a mais um dia, não nos resta opção, precisamos…VIVER. E eu digo VIVER, e não apenas habitar neste planeta.
Você já viveu hoje?! 
A grande maioria de nós apenas coexiste. Dúvida? Vamos responder a algumas questões:
Quantas vezes, nos últimos 7 dias, você conseguiu ler um artigo todo, até o final, enquanto saboreava uma xícara de café? Eu aposto que você comprou um livro esse ano, mas eu duvido que você já tenha conseguido lê-lo…
Eu acredito que você vá à academia pelo menos 3 vezes na semana, mas quando não vai, o que você faz com esse tempo “livre”? Você o ocupa, certo?
Quanto tempo de sobra para fazer NADA?
É fazendo ‘nada’ que a gente consegue fazer a catarse necessária, sabia? A higiene mental que precisamos…fazer nada é de extrema importância para o bom funcionamento do nosso cérebro. Quem não tem um tempo para si, não pode se considerar, de fato, vivo. Apenas, respirando.
Qual foi a última vez que você fez um piquenique ao ar livre? Ou que tirou 1 dia para si, durante a semana? Qual foi a última vez que você tomou um banho relaxante, sem pressa, ouvindo uma música e dormiu mais de 7 horas?
Qual foi a última vez que você passou 1 dia inteiro sem celular?! Nós nos tornamos escravos da tecnologia, numa desesperada e vã tentativa de preencher nossos gélidos vazios internos.
Mas só a sua presença e a sua EXISTÊNCIA podem preencher esse vazio! Fique a sós consigo… dê a si mesmo o prazer de desfrutar da sua própria companhia.
Passamos a semana toda tentando acelerar ao máximo o tempo, não nos permitimos sequer desfrutar de uma segunda-feira. Porque ansiamos, desesperadamente, pela sexta pois vamos, enfim, sair de um lugar que não nos agrada, com pessoas que não são escolhas nossas, onde desenvolvemos uma atividade que não nos dá PAIXÃO. No fim de semana estamos tão exaustos que não nos sobra tempo e energia para viver.
E quando piscamos, segunda, de novo. E aquela sensação de frustração e desânimo não nos abandona.
A vida é mais que isso!
Não é sobre abandonar o trabalho e as tarefas que dependem de nós, mas sim, criamos um refúgio interior, para onde possamos correr, sempre que preciso. É sobre ter um lugar bem escondido, dentro de si mesmo, onde o caos mundano não nos atinja. É sobre sentir o coração acelerado de entusiasmo!
Viver é algo parecido com a linda e ingênua euforia pueril.
Quem a perdeu de vez não está vivo de verdade, só está no piloto automático fazendo hora nesse plano, até a partida.
Há quanto tempo você não sente a chuva molhar seu rosto? Há quanto tempo você não sente o cheiro de terra molhada? Há quanto tempo você não anda descalço e esquece que existe relógio? Há quanto você não esquece das pessoas todas e lembra-se de si? Há quanto você não se mima, não se alegra e não ri?
Você conseguiu ler esse texto até aqui, sem interrupções ou sem que outros pensamentos lhe invadissem a mente?
Se sim, continue nesse caminho! Tire um tempo, nem que sejam só 5 minutinhos. Desligue-se.
Se não…desligue o automático. Mude para: “Vida – Modo manual”. Dá um medo no começo, sabe? Pois precisamos nos libertar de amarras invisíveis que nós mesmos nos colocamos, precisamos quebrar um ciclo vicioso longo; precisamos praticar o poder no “NÃO”; precisamos nos dizer mais “Sim”; precisamos ESCOLHER. E é aí que o bicho pega.
Quando desligamos o automático, desligamos a apatia…e então, não nos resta outra opção, tomamos as rédeas e precisamos DECIDIR. Você tem o poder de escolha, sabia? Não deixe o mundo soterrar você e convencê-lo do contrário. Sempre é possível mudar, reinventar-se. Começar outra vez. A vida precisa de pontos finais firmes e novos capítulos. Não podemos passar toda a existência à base de reticências.
Reveja a sua história. Analise as vírgulas mal colocadas. Não tenha medo de errar a escrita, tenha medo é de nunca escrever nada e chegar ao fim da jornada com seu livro em branco.
Só há uma caneta capaz de escrever no seu livro. Ela se chama VIDA.
Use-a sem moderação. Se ela não permite ser apagada, não se preocupe. Há sempre uma nova folha esperando para ser preenchida.
Esqueça a rasura. Vire a página! A vida não permite rascunhos.
Viver – E ESCREVER – é preciso!

*Bruna Stamato

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

QUEM NUNCA SE PERDEU, NÃO VAI SE ENCONTRAR…

Quem nunca virou cinzas não sabe como é maravilhoso renascer.
Quem nunca chegou ao fundo do seu poço, não sabe quanta profundidade há em si.
Quem nunca se perdeu, nunca descobriu novos caminhos.
Quem nunca viu seu mundo desmoronar, não sabe o tamanho da força que tem.
Quem nunca morreu por dentro, não sabe o real valor de se estar VIVO.
Permita-se perder-se.
Perca a hora por uns minutos á mais com quem se ama. Perca o fôlego de tanto rir! Perca o sono para se divertir.
Perca a cabeça, se for para ser FELIZ!
Perca os medos pelo caminho… Perca até a fé, para poder recuperá-la muito mais forte.
Perca o caminho de casa se for para encontrar o amor. Perca os pudores, se lhe causam dor.
Perca lembranças, se for para seguir.
Quem não se perde, não pode verdadeiramente se encontrar. Solte suas rédeas, deixe seus pensamentos correrem soltos, não tenha tanto medo de si mesmo.

Perca-se dentro de si.

Explore seus mundos; Suas personalidades. Veja quanta coisa nova existe e você nem sabia. Você pode se surpreender consigo mesmo.
Perca-se no mundo.
Não há nada mais libertador do que caminhar com passos firmes por um caminho desconhecido. Isso chama-se: FÉ. Alimente a sua.
Perca-se em alguém.
Porque se se encontrar é maravilhoso, perder-se em alguém é divino. Perca-se num olhar; Num sorriso esfuziante! Perca-se em dedos entrelaçados; Perca-se até não saber onde começa-te e onde termina-te.
Perder-se é válido, é necessário, é caminho, como dizia minha querida Clarice. Quando nos perdemos, nos permitimos olhar por novas perspectivas, afinal, essa não é nossa rota habitual, então analisamos cuidadosamente tudo á nosso redor.
Passamos a ver beleza nas novidades, a reparar no que nos passava despercebido e a olhar com bastante atenção o caminho que percorreremos daqui pra frente. Não adiante ficar olhando pra trás, estamos perdidos, o caminho que fizemos não está lá. Mas ainda sim, lembramos do quanto caminhamos, e de todos os obstáculos que ultrapassamos. Não adianta tentar planejar rota de volta, você vai ficar andando em círculos. É melhor seguir enfrente e quem sabe, em meio ao caos, tu não encontres felicidade? Não há nenhuma loucura nisso, pelo contrário, há um grau elevado de maturidade.
Quem se perde aprende a sobreviver. Se torna adaptável. Ninguém aprende a ter resiliência no conforto do lar, sem corres riscos, sem meter a cara na vida.
Quem se perde sabe que precisa se achar. Quem nunca se perdeu pode passar a vida toda sem saber o que procurar.
Só nunca se deixe ir. Não há nada pior que um corpo sem alma, com o piloto automático ligado, vagando por aí.
Perca-se conscientemente. Alegremente. Destemidamente!
Lembre-se que os melhores destinos, só o viajante mais ousado consegue alcançar.

*Bruna Stamato

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Dinheiro compra QUASE tudo, mas o “quase” é justamente o essencial!

A frase é clichê, mas é uma das maiores verdades que existem nesta vida. O dinheiro compra QUASE tudo. Acontece que é justamente o “Quase” a parte essencial da nossa existência aqui na Terra.
É o “Quase” que lhe faz chorar como criança, sozinho na sua casa num domingo chuvoso.
É o “Quase”, a única coisa que você deseja com todas as suas forças, quando já conquistou tudo que o dinheiro é capaz de comprar. O “Quase” é o que enlouquece muita gente, pois é exatamente o que preenche a alma.

Dinheiro é um excelente complemento, mas só quando já se tem o “Quase” impagável.

E o “Quase” é o AMOR verdadeiro; amor materno. Amor fraternal. Amizades sinceras. O “Quase” é o que te equilibra quando o mundo lá fora parece estar ruindo. É o que nos segura quando a Bolsa está em queda. O “Quase” é a verdadeira segurança que possuímos, que nos estabiliza quando nos falta a grana.

Boa parte de nós, humanos, passa por cima de muita coisa pensando no dinheiro. Desperdiçamos um bom período de tempo correndo atrás de grana para pagar… o tempo. Ignoramos completamente o “Quase”, pois achamos que ele sempre estará ali, disponível. Acreditamos piamente que o dinheiro garantirá tudo que precisamos para sermos COMPLETAMENTE felizes.
Mas ignoramos a nossa natureza… e é aí que pecamos.

Estar cercado de gente não se compara a ter um único bom e verdadeiro amigo nesse mundo. Quantidade não é qualidade! Ter várias mulheres lindas que preenchem perfeitamente uma cama, mas não um coração, não adianta nada. Poder viajar o mundo inteiro, mas não ter com quem dividir um prato de macarrão, é, no mínimo, triste. Por isso, quem só tem grana, é miserável. A solidão é a maior pobreza que conheço.
Como disse Buda: “O homem gasta toda a saúde correndo atrás de dinheiro e depois gasta todo dinheiro correndo atrás de saúde.” E é exatamente isso que acontece. 
Pensamos que, quanto mais dinheiro tivermos, mais segura nossa família estará, e nessa jornada incessante para encher a conta bancária, acabamos por deixar nossas almas desnutridas.
Desnutridas de entusiasmo; de alegria; de boas risadas; de boas memórias.

Perdemos eventos e momentos que valem mais que todo o ouro disponível no planeta.
E quando nos damos conta disso, de que ele, o Tempo, o Senhor do Universo, não aceita moeda alguma, é que percebemos o quão pobres somos.
Dinheiro não compra cumplicidade, intimidade. Não compra gargalhadas espontâneas e lágrimas de felicidade. Dinheiro não emociona, não arrepia, não acelera o coração. 

Dinheiro compra prazer, mas o prazer é efêmero. E esporádico. A felicidade não. A felicidade é um estado de espírito, portanto, é incondicional. Não depende de condições externas para existir.
Porque a vida não se dá em apoteóticos instantes de prazer, como festas de reveillon ou a compra de um carro novo.  A felicidade é singela e minimalista. De tão trivial nos passa despercebida… E é quando perdemos o “tudo” que nos damos conta de como o “nada” é importante.

A felicidade mora nos detalhes… naquele cheiro de café de manhã cedinho que nos remete à casa da vó… Na buzinada rotineira que seu amor dá quando chega no portão. No sorriso e nos olhinhos brilhantes do teu filho ao ver montada a árvore de Natal…

Não é a casa, não é a marca do carro e nem o presente de Natal. É sobre momentos. Sobre sentimentos. Sobre emoção!
Você pode ter todo o luxo e conforto que o dinheiro é capaz de prover e a carteira sempre cheia, mas ainda sim, sentir-se vazio.

É porque a casa da vó com seu café da manhã, a saudade do seu amor lhe esperando no carro e a imagem dos seus pais arrumando a ceia de Natal, não têm preço.
Aliás, as melhores coisas dessa vida não estão à venda. Mas possuem um valor inestimável.

Irônico, não acha?

Preencha seu espírito e aqueça seu coração, com tudo aquilo que o dinheiro não pode comprar, e você será um Rei com a maior fortuna do Universo.
Esse, é o “Quase”. E o “Quase” é o grande propósito da nossa existência nesse plano.

*Bruna Stamato

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Amar não é sempre insistir, às vezes amar é desistir também.

Desculpa se você acha que amar é nunca desistir e sempre insistir. Mas por acaso você já cansou de se esforçar por alguém e esse alguém não te deu o valor que você merecia? Por acaso você já se sentiu sozinho ao se entregar pra alguém e esse alguém simplesmente não se importou tanto com o que você sentia?

Por acaso você já se importou demais, perdeu noites de sono, chorou uma madrugada inteira por alguém que no final das contas ria de você e nunca se importou com a tua dor? Você por acaso sabe o que é amar imensamente alguém e em troca, esse alguém te dar algo que cabe na palma da tua mão?

Você por acaso já sentiu tanto que o teu peito parecia que iria explodir, que a tua garganta parecia que tinha dado um nó, que a tua voz naufragou, a tua barriga embrulhou e você perdeu todas as direções quando alguém que você amava te decepcionou?

Eu posso te dizer com toda certeza do mundo que amar não é insistir quando nada faz mais sentido. Amar é saber a hora de ir embora pra não deixar as coisas ainda mais confusas. Amar é desistir antes que as coisas percam o sentido, entende?

Porque amar não é egoísmo, amar é aceitar quando as coisas tomam outro rumo, é entender que às vezes, a gente não pode evitar, resta só aceitar e seguir caminhos distintos.

Amar não é achar que o final de um relacionamento é o fim do amor, não é acreditar que ali o amor morre e que tudo que foi vivido por vocês não valeu a pena.

Amor é acreditar que tudo que foi apreciado enquanto vocês estavam juntos valeu muito a pena, é entender que as experiências que vocês trocaram valerão pra vida toda.

Amor é perceber, até na dureza de um fim, que todo final requer um recomeço e que às vezes a gente precisa aprender a recomeçar sozinho.

Amor não é correr atrás de alguém que sempre está se distanciando de você, amor é quando a distância faz a saudade doer e os dois correm, só que um de encontro ao outro.

Amor não é ser indiferente, não é fingir que não sente, muito menos correr atrás de alguém que claramente não se importa pros seus sentimentos.
Amor é sentir lá dentro e ter necessidade de escancarar pro lado de fora, e entender que o que você sente não merece ser escanteado por ninguém.
Amor não é desejar que o outro se dane, não é torcer para que o outro se decepcione com outra pessoa.

Amor não é negar o que foi vivido, amor é saber agradecer ao passado, pelos tropeços que você levou, pelos erros que você cometeu e pelas decepções que o outro te causou.
Amar é conseguir enxergar o quanto imaturo você foi e se esforçar pra ser melhor que antes.

Por isso amar é torcer para que o outro alcance os seus objetivos mesmo que o outro não esteja mais ao teu lado, é desejar boa sorte e esquecer as dores do passado, é dizer para que o outro siga em frente e jamais esquecer que você também deve seguir.

Por fim, amor não é insistir em quem não te merece. Amor é desistir de quem não vale a pena e só insistir em quem faz valer.

*Iandê Albuquerque

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Às vezes é preciso parar de pensar um pouco na vida e vivê-la!

Algumas vezes é necessário, vital até, eu diria, remar contra a maré. 
Peixe que só segue a correnteza não sobrevive à pororoca!
A gente precisa nadar contra as marés, principalmente, as de azar.
A gente precisa quebrar os protocolos, os paradigmas… principalmente, os nossos próprios; perder os medos dos paradoxos; arrebentar as correntes. Furar o sistema. INVADIR O FLUXO!
Viver no flow!!!
Gritar o mais alto possível, mesmo que aparentemente estando em absoluto silêncio. Chega uma hora que a resiliência se faz desnecessária, é a força que predomina. A aceitação demais, de tudo, o tempo inteiro, começa a nos infernizar o juízo… então… rebelar-se (e revelar-se) é preciso!
Chega uma hora em que cansa seguir a cartilha, cansa ser um bom sujeito, cansa viver vendo todos os maus-caracteres se dando bem; cansa ainda ter um coração batendo aqui dentro.
Ter consciência demais, cansa. Esgota. Desanima.
Esgota mentalmente, espiritualmente e fisicamente, tentar prever o futuro a todo instante.
Ficar fazendo mil cálculos e  organizar um plano de emergência para cada letra do alfabeto.
Cansa viver com o “E SE” cravado no peito, latejando a todo momento.
A vida fareja o medo.
E desta forma, de repente nos vemos petrificados em nossos sofás, brigando com a mente que nos manda levantar e abrir as janelas, mas não obedecemos. Vamos assim, numa aparente apatia, pedindo a Deus que mude tudo e mortos de medo de tudo mudar.
Mas, às vezes, não dá. Às vezes não dá pra marcar hora, para programar o jantar. Às vezes não dá pra planejar e cumprir férias para daqui um ano.
Às vezes, não dá pra dispensar o amor e combinar de encontrá-lo um pouco mais à frente. Não dá para viver esperando o carnaval pra ser feliz.
Às vezes, não dá para contar só com a sorte e ficar esperando a porta abrir, às vezes tem que se meter o pé; dar no pé; ir à pé, mas…IR.
Às vezes, não dá pra permanecer, mesmo muito se querendo.
Às vezes, não dá para contar com as pessoas, contar os passos, seguir o roteiro.
Há de se ter savoir faire para contornar, pegar o atalho, voltar, corrigir a rota ou, simplesmente, seguir em frente, como dá. Porque seguir em frente, sempre dá! O que não dá, de jeito nenhum, é ignorar o tempo, estagnar-se.

Nesses momentos, em que a alma parece não caber (e não fazer mais questão de tentar) mais dentro do corpo, em que nós nos largamos e nos perdemos de nós, em que deixamos a mente correr insana à revelia… nesses momentos, é preciso dar o grito de independência… das próprias amarras, também.
É preciso cavar, com afinco, as oportunidades; acender um isqueiro, se não houver luz no fim do túnel. Ascender!
É preciso IR VIVER e parar de pensar um pouco na vida.
Capisce?
Senão o ciclo não termina nunca, a casca do ovo não rompe, o casulo não desprende e os nossos neurônios, de tão maduros, apodrecem.
Imagine se os nossos ancestrais não tivessem saído das cavernas, com medo do mundo?
Imagine se Gauss, Newton, Eistein, Santos Dumont, nunca tivessem tentado nada por medo de falhar…
Imagine se os Incas e os Maias tivessem tido medo de observar o céu, o espaço, as estrelas?
Há quanto tempo você não vê as estrelas? Não conta vagalumes… não ri até a barriga doer?!
É preciso sentir o timing das coisas…
Passividade NÃO é resiliência. Covardia não é DIPLOMACIA. O conformismo é o câncer das sociedades modernas.
Felizmente, tem cura. Cure-se! Mexa-se!
Pare de pensar que “NÃO DÁ” e combine consigo de FAZER, da maneira que der no momento.
Você vai ver que ATITUDES dão um baita alívio no peito e certas vezes o Universo só espera um sinal nosso, uma prova da nossa vontade, para agir.
Nem sempre a “hora certa” vai chegar, nem sempre sairá perfeito, mas o importante é ir, de qualquer jeito.
Confie na Vida, confie na sorte, em Deus e acima de tudo isso, em você.
Vá VIVER. Não se conforme somente em coexistir. 

*Bruna Stamato

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Não se vingue. Quem dá o troco é comerciante, mas quem cobra a conta é a vida!

Muitas vezes nessa vida, a gente se vê cheio de vontade (e razão!) de “dar o troco” em alguém que nos enganou e magoou.
Nós nos pegamos desejando que o mal que a pessoa nos fez, volte para ela, na mesma proporção.
Embora não devamos querer vingança ou desejar o pior para alguém, somos humanos, não é mesmo?
E como humanos, somos cheios de imperfeições e está tudo bem. Creio que Deus perdoe esse nosso ímpeto vingativo!
Alguma vez você já teve a sensação de que ser bom e bacana o prejudicou? De que são os espertos e golpistas que se dão bem?
Preocupa não… você não está sozinho! Em algum momento da sua vida, você sentir-se-á injustiçado e com aquela sensação de que foi bobo e ingênuo e que tem que parar de ser assim, daqui por diante.
Mas… você não acha que o mundo já anda muito cheio de malandragem e falsidade? E que a maldade é um meio que não justifica o fim?
Por isso, peço-lhe: aguenta firme aí, pois o mundo precisa é de pessoas boas, com coração limpo e desprovidas de interesses egoístas.
Se arquitetamos uma vingança e a colocamos em prática, talvez consigamos uma alegria breve e fugaz, que pesará nos corações e consciência por um bom tempo, pois não estamos acostumados a prejudicar ninguém!
Acredito, piamente, que DEUS é a melhor testemunha de todas; o travesseiro é o maior tribunal e a consciência, um júri implacável, cujo coração é o juíz.
Portanto, não perca o seu tempo focado na vingança, foque no que a vida está lhe dando, pois, às vezes, o que parece ser uma punição, na verdade é um enorme livramento.
A gente não entende de cara, demora um tempo para assimilar, mas lá na frente, vamos agradecer por termos nos livrado e aberto os olhos para a maldade alheia.
Quem dá troco é comerciante.
Se você “pagar na mesma moeda”, estará apenas  igualando-se ao seu ofensor.  Vai descer ao nível dele? Não… porque você tem, exatamente o que ele não tem e nunca terá: CARÁTER.
Então, deixe que ele siga, achando que se deu bem… Não somos nós que vamos cobrar essa dívida, é ela, a VIDA.
Ela não faz fiado. Ninguém sai deste mundo devendo a ela. Aqui fazemos e aqui mesmo pagaremos.
Quanto maior a subida, maior a conta e portanto, maior a queda lá de cima.

*Bruna Stamato

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Estar de luto é lutar

Estar de luto é lutar. É lutar todos os dias para levantar da cama, lutar para achar um motivo para continuar vivo, lutar com uma lágrima que insiste em descer na hora mais inesperada (sim, é mais fácil esconder nossa dor do que explicá-la). Aliás, se tem uma coisa que eu aprendi no luto é que somente quem passou por algo muito semelhante é que pode ao menos compreender um pouco o que a gente sente. 

Quantas vezes eu desabafei com alguém e me arrependi logo depois por ver que a pessoa não entenderia, por ver que a pessoa acha que ter o pai ou a mãe ausente se equipara à dor de ter o pai ou mãe em outro plano. Eu tive pai totalmente ausente, tive inúmeras dificuldades no relacionamento com minha mãe, mas o que posso garantir é que nenhuma ausência ou dificuldade de relacionamento se compara à ausência definitiva. Saber que nunca mais encontraremos aquela pessoa que tanto amamos, pelo menos não nessa vida, que nunca mais poderemos dar um beijo, um abraço ou pedir desculpas. Desculpas por tantas vezes não termos agido com carinho, por tantas vezes termos sido ausentes também, por tantas vezes o nosso lado humano não ter sido tão humano assim.

Estar de luto é de repente detestar todas as datas comemorativas pelo único motivo de não ter o que se comemorar. Não agora.

É passar a viver nas lembranças. É enxergar a preciosidade dos momentos que tivemos juntos àquela pessoa e que nem sempre foram melhor aproveitados. É buscar explicação para aquilo que não se explica. É querer o impossível ao pedir desesperadamente para que o tempo volte atrás.

É olhar pelo horizonte em busca de respostas, é pedir um sinal e quase sempre não o ter. É lidar com o silêncio. Talvez somente ele explique a morte pois a morte é um silêncio abrupto que nos golpeia de uma forma absurda e por vezes nos tira de órbita por tempo indefinido.

O corpo se vai, os planos feitos juntos se vão, as conversas, o contato, o cotidiano. Somente uma coisa fica. O amor. O amor não morre, o amor não deixa de existir. Ele continua ali, e eu acredito que ele na verdade é o sinal que tanto pedimos. Ele é maior, muito maior, do que as células, do que a ciência e do que é a física. Ele é transcendental. Ele sobrevive apesar de todos os pesares. Ele me faz crer que a morte não é tudo e que existe algo além dela. Ele me faz acreditar na possibilidade do reencontro e que esta separação é apenas uma pausa. O amor me faz sentir que em dia estaremos novamente juntos. Ele dá significado ao luto ao me fazer acreditar que a morte não é o fim.


*Nat Medeiros

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Tudo muda o tempo todo. Pessoas chegam e vão. Lágrimas caem e secam. Tudo é temporário, tudo é inconstante

Tudo é temporário, tudo é inconstante. No fim do dia, a vida é uma eterna estação de despedidas.

Nada é permanente. Tudo muda o tempo todo. Pessoas chegam e vão. Sentimentos se formam e se perdem. Corações se partem e se reconstituem. Risadas dominam e se dissipam. Lágrimas caem e secam. Tudo é temporário, tudo é inconstante. No fim do dia, a vida é uma eterna estação de despedidas.
Estação essa que é cheia de idas e vindas. Algumas idas gostaríamos de abortar, outras de antecipar. Algumas vindas nos fazem sonhar, outras palpitar. Vivemos uma narrativa que precisa continuar, mesmo que muitas vezes não saibamos muito bem aonde ela irá nos levar.

Saber que nada na vida é permanente é complexo. Nos momentos difíceis nossos amigos dizem: “É só uma fase, vai passar.” Nos momentos bons só conseguimos fixar um único pensamento: “Queria que isso durasse para sempre.” O quão incoerente são essas reflexões? Só queremos eternizar a felicidade? E o que fazemos com a dor?

A vida não permite. (In)felizmente, nada dura para sempre: nem as dores, nem as alegrias. Sempre precisaremos lidar com a angústia de dizer adeus a algo bom e com o alívio da despedida daquilo que só causa dor. É um duelo constante. Queremos agarrar a eternidade de tudo o que faz bem, mas não queremos lidar para sempre com o que causa sofrimento.

E justamente por isso que a vida ser uma eterna estação de despedidas é tão bom. O fato de sabermos que tudo é temporário é uma dádiva.
E não me leve a mal. Isso não quer dizer que amores para a vida toda não existem, por exemplo. Significa apenas que, em algum momento, seja por fatores da vida cotidiana ou por uma força maior, como a morte, isso será interrompido.

O bom da vida ser uma estação de despedidas é que sabemos que situações de dor são passageiras e as alegrias sempre darão espaço para outras alegrias.
A princípio pode parecer melancólico definir a vida como uma estação de despedidas, mas pare e reflita mais um pouco e você se dará conta de como temos sorte por nada na vida ser eterno e estarmos o tempo todo aptos para reescrever nossas histórias e experienciar novos sentimentos.


*Bruna Cosenza

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Eu não te trocaria por nada nem ninguém!

Eu não te trocaria porque abraço igual ao seu não há.

É que ele é meu abrigo e me devolve a paz que tanto preciso depois daquela semana corrida e cansativa. É porque teu sorriso me desmonta e o teu cheiro, que fica na minha roupa depois que você me abraça, faz com que eu sinta ainda mais saudade de você.

Eu não te trocaria por nada nem ninguém, porque ao despertar pela manhã é você que me vem ao pensamento,é porque na primeira oração do dia você está lá. Lá estou eu pedindo a Deus que cuide de você pra mim. É porque uma semana longe de você é muito e meu coração fica apertado de saudade toda vez que você vai embora. É que eu não encontrei ninguém que fizesse eu me sentir assim, com o coração transbordando.

É que ninguém nunca fez com que eu acreditasse tanto em mim quanto você faz. Ninguém nunca olhou pras minhas dores e as entendeu como você fez. Ninguém nunca pediu a Deus que falasse comigo para aceitar esse amor como você o fez. É que orar pra mim continua sendo a forma mais bonita de amar alguém. E eu sinceramente acho que nunca ninguém me amou de uma forma tão bonita assim. É que qualquer tédio se perde quando estou com você. É que tua companhia deixa meu coração alegre e eu ainda não sei lidar com despedidas. É que até a sua voz mexe comigo e teu sorriso é mesmo calmaria.

É que quando as coisas não vão bem entre a gente eu tenho medo de que tudo se acabe, mas ai Deus me lembra que um amor construído com oração está bem firmado. É por isso que eu não quero nada e nem ninguém a não ser você. É que teu jeito de me amar combina com os meus exageros e tua mão encaixa perfeitamente com a minha. É que nos meus planos você está la, é que nas minhas orações você está la, sempre. Todos os dias.
Eu não te trocaria por nada nem ninguém!

Eu não quero nada nem ninguém a não ser você porque ainda fico boba vendo você tocar seu instrumento de percussão e porque cada toque seu ainda me desmonta. É que eu tenho um orgulho imenso de você e te admiro como quem quer falar de você o tempo todo. É uma loucura eu sei essa coisa de amar alguém, mas o melhor dessa loucura toda é que somos dois loucos, um pelo outro. É bonito essa coisa de estar feliz em um relacionamento por mais imperfeito que ele seja, por mais que o outro não seja uma cópia exata dos nossos anseios, é bonito ver que a gente pode amar coisas que achou jamais amar, e tolerar coisas que achava não conseguir suportar.

O amor é mesmo paciente é eu acho isso bonito. O amor é mesmo bondoso, o amor realmente não é orgulhoso. É lindo ver que entre tantas possibilidades eu continuo a não querer outro alguém a não ser você e você entre tantas escolhas continua a me escolher todos os dias. É que nada nem ninguém faz a falta que você me faz, nada nem ninguém me transborda como você transborda. É que ninguém consegue me olhar do jeito que você me olha, como quem vê uma alma bonita.

É que, até hoje, ninguém foi pra mim o que você é. Ninguém fez com que eu quisesse voar, eu tinha medo de tirar os pés dos chão. É que você segurou minha mão e ao invés de me soltar continuou a me segurar como quem não quer deixar partir. Então eu fiquei como nunca havia ficado. Fiquei como nunca quis ficar, fiquei como quem não quer nunca mais dizer adeus. Eu fiz planos como nunca havia feito e eu amei como nunca havia amado.

É por isso que eu não quero nada e nem ninguém a não ser você. Porque nossa história foi escrita por Deus e Ele soube exatamente o momento certo de escolher você pra mim e eu pra você.

*Thamilly Rozendo

Se for para somar, fique. Se não for, boa sorte…

Hoje a minha despensa emocional está arrumada e limpa, já não guardo mais rancores, nem amores que já passaram do prazo de validade. Não t...