quinta-feira, 28 de março de 2013

Gesto de compaixão

Costuma-se dizer que pimenta nos olhos dos outros é colírio. Expressa-se, dessa forma, esse sentimento bastante comum de não nos importarmos com o sofrimento dos outros.
Afinal, já temos tantos problemas pessoais a serem equacionados, resolvidos, sem procurarmos mais problemas.
Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade lecionou a compaixão como regra de conduta. Ele mesmo a demonstrou em vários momentos de Sua vida.
Compadeceu-se da mulher cananita, que lhe suplicava piedade e lhe curou a filha, mergulhada em enfermidade soez.
Adentrando a cidade de Naim, deparando-se com um cortejo fúnebre, condoi-se das lágrimas maternas que choram o filho, sendo levado à sepultura.
E, por verificar que o rapaz se encontrava em estado letárgico, o traz de retorno à vida, devolvendo-o ao colo materno.
Penaliza-se com o paralítico de Cafarnaum, descido pelo telhado, graças aos braços vigorosos dos amigos e lhe devolve os movimentos.
Vai a Gadara e liberta o obsediado, vítima de vários Espíritos que o atormentavam.
Compaixão é a nota constante na vida do Nazareno.
E uma dessas pessoas, verdadeiramente seguidora do Cristo, agiu de forma semelhante, dia desses.
No ônibus urbano, apinhado de pessoas, entrou uma jovem com seu bebê. Gentilmente, lhe foi providenciado lugar ao lado de uma senhora idosa.
Essa, amadurecida na experiência, calejada nas dores, para logo descobriu as lágrimas mal disfarçadas nos olhos da jovem mãe.
Enquanto acalentava seu bebê e delicadamente o alimentava, levava as mãos ao rosto, buscando colher as lágrimas, que teimavam em encher-lhe os olhos.
A senhora ficou a meditar que drama estaria vivendo aquela pessoa: Teria sido abandonada pelo pai da criança? Estaria passando por problemas financeiros?
Teria descoberto alguma doença grave no seu filhinho? Em si mesma?
O que a poderia fazer sofrer assim?
A senhora olhou a criança, tão bonita, aninhada nos braços maternos.
E imaginou quanta dor deveria sufocar o coração daquela mãe.
Teve vontade de abraçar a mãezinha, contudo, como reagiria ela a esse gesto de uma estranha?
Chegado o ponto em que deveria saltar da condução, a senhora se levantou, mas sussurrou ao ouvido da outra:
Minha filha, eu não sei qual a dor que a aflige. Mas, seja o que for, tenha fé em Deus. Ele vela por você e por seu filho.
Confie em Deus. Tudo haverá de se resolver.
A jovem ergueu os olhos e sorriu, agradecendo, de forma tímida.
Um halo de paz envolveu os três.
Com certeza, o problema fosse qual fosse, não ficou equacionado. Contudo, um coração aflito encontrou ressonância em outro coração e mudou a sua forma de pensar.
Teve reavivada sua fé e sua esperança.
E bastaram poucas palavras... Um importar-se com o outro, um breve lembrete.
Pensemos nisso e jamais detenhamos nosso gesto de compaixão ao semelhante

quarta-feira, 27 de março de 2013

Por Toda a vida


Quero ver em ti um olhar sem causa, desperta em ti um amor sem culpa, que é capaz de me amar além dos meus defeitos. Quero de ti não um sentimento perfeito,mas desejo que nossos dias sejam feitos de uma amizade que nunca acabe, de um perdão que nunca mude, da compreensão que nos persegue e da confiança que nos une.

Que nunca se aparte de nós aquilo que nos uniu, que nunca fuja de nossas mãos a profundidade daquele momento quando elas se tocam, que não percam dos nossos olhos a ligação com nossos lábios que fazem-no sorrir timidamente todas as vezes que nossos olhares se cruzam, que nunca se perca a dor da saudade de quando estamos distantes mesmo por um curto período de tempo, que os dias não roubem a convicção que eu tenho de que beleza igual a tua jamais nascerá ou poderá ser comparada, que não haja a palavra 'dúvida' - em nossos lábios e nem que ela seja capaz de nos fazer desacreditar que fomos feitos um para o outro.

Por cada manhã, por cada tarde alaranjada, cada noite, por cada estação de nossas vidas seja ela colorida como a primavera ou seja ela cinza como as nuvéns do inverno, seja ela forte como o sol de um verão, seja ela frágil como uma folha de uma árvore no outono, serei a ti fiel, serei convicto de que amar você não é uma missão mas é uma dávida Divina, que renunciar por ti não é para mim nenhum pecado ou sacrilégio, mas quando acordo e vejo teu rosto encostado ao meu peito, percebo tão grande privilégio foi me outorgado por DEUS, pois eu sei que só Ele seria capaz de dar alguém que é e será tudo aquilo que eu sonhei.

terça-feira, 26 de março de 2013

Tesouro individual

Era costume, em tempos remotos, em períodos de guerras ou revoluções, enterrar dinheiro ou cofres de ouro, no recanto mais escondido de algum campo, a fim de os preservar.
Morrendo o dono do campo, ficava o tesouro depositado, às vezes por séculos, no fundo da terra, até que algum felizardo o encontrasse. A lei romana estabelecia que um tesouro assim, sem dono conhecido, pertencesse ao dono do campo.

Conhecedor da lei, o Senhor Jesus, em uma de Suas parábolas, comparou o reino dos céus a um tesouro escondido em um campo. O homem que o encontra, cala-se e o oculta.
Cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo, a fim de se tornar o proprietário real do grande tesouro.
Também comparou o reino dos céus a um negociante que procura boas pérolas. Tendo achado uma pérola preciosa, vai, vende tudo quanto tem e a compra.

Em se falando de tesouros, já pensamos em quantos possuímos?
Os dois olhos que trazemos, brilhantes, na face risonha, são as janelas da alma que se abrem para o mundo, dia após dia, nos descortinando a beleza insuperável dos meses de ouro do verão, das tardes cinzentas das chuvas do outono e das manhãs geladas, do inverno.
Os dois ouvidos que nos foram presenteados por Deus nos permitem ouvir a orquestra da passarada e a sinfonia dos ventos; os acordes dos trovões e o tamborilar das gotas de chuva, ensaiando sua dança na terra seca.

Os dois braços fortes nos permitem carregar a doçura do filho junto ao peito, onde o coração pulsa ao compasso da alegria de ser pai, de ser mãe.
Braços que abraçam, que estreitam, que se alongam e recolhem nas mãos as flores miúdas para compor um ramalhete e ofertá-lo a alguém.
Mãos que escrevem poemas de amor, que retiram dos instrumentos musicais sonoridades que embalam corações e fazem sonhar. Mãos que plantam flores, que colhem frutos, que se estendem para estreitar outras mãos.

Duas pernas que nos conduzem aonde queiramos, a passos lentos, na cadência do passeio despreocupado; a passadas largas, no compasso da pressa que nos caracteriza as atividades do trabalho constante.
Somos donos de um corpo que nos permite o trânsito na Terra. Somos possuidores do tesouro inestimável da vida.

E todos os dias somos brindados com o tesouro das horas para que, aos acordes do tempo, possamos estudar, trabalhar, aprender, sorrir e brincar.
Não menosprezemos tanta riqueza, maltratando a preciosidade do nosso corpo. Não desprezemos os minutos, gastando-os em coisa nenhuma.

Não esperemos adoecer para descobrir a grandeza da saúde.
Não aguardemos que o tempo da vida física se esgote para nos darmos conta do grande tesouro que não aproveitamos.
Mais do que tudo: não nos esqueçamos de que somos um Espírito imortal, a caminho da perfeição.

Todos os homens, providos ou não de moedas e outros valores, são herdeiros do grande Rei, o Criador, que a todos oferta um Universo em expansão, onde se multiplicam as estrelas e outras tantas moradas do Espírito, em sua jornada evolutiva.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nossos sentimentos, nossas dores

Cada vez mais, os recursos da medicina, suas pesquisas e conquistas vêm nos trazendo benefícios e facilidades.
As dores de ontem encontram paliativos antes inexistentes e o incurável de outrora, hoje se mostra tratável.
Assim, graças a cientistas e pesquisadores, as dificuldades e as dores, as mazelas e doenças que afligem nosso corpo vêm sendo minimizadas, quando não extintas.
Porém, há um outro tipo de dor que esses tratamentos e pesquisas, mesmo novos medicamentos e analgésicos não conseguem dar cabo.
São as dores que nascem na alma, e que, naturalmente, lá permanecem, aguardando seu processo de cura.
Embora nos utilizando de um corpo físico, somos, em essência, seres espirituais.
Dessa forma, é natural que algumas aflições e dificuldades sejam próprias da alma, pois é ela a sede e origem de nossas emoções, que apenas tem no corpo físico sua exteriorização, porém não sua matriz.
Mágoa, desilusão, raiva, intolerância e tantos outros são sentimentos-dores, que surgem em nossa alma, convidando-nos ao reparo e à cura.
Provocando distonias na intimidade de nosso mundo emocional, desde que não são coerentes com nossa essência divina, geram estados de graves perturbações se não tratados e extirpados da alma.
Assim, toda vez que algum desses sentimentos-dores se aloja em nossa alma, é necessário que prestemos a devida atenção.
A raiva há longo tempo alojada, a mágoa alimentada são produtos corrosivos, a minar nossa disposição, alegria e bom ânimo, quando lhes damos guarida.
Como nos encontramos em processo de aprendizado, é natural que, nas atribulações e atritos do cotidiano, surjam essas emoções que provocam distonias.
Não devemos nos assustar, muito menos negar que dentro de nós ainda haja espaço e acolhimento para sentimentos e emoções menos nobres.
Porém, ao lhes perceber a presença, cabe a cada um de nós utilizar dos recursos necessários para minimizá-los, diminuindo sua influência até que sejam dissolvidos e eliminados.
Por isso, se a vingança é a doença, o perdão é a cura. Se a mágoa é a causa da dor, a compreensão é o remédio que alivia.
Se a raiva nos perturba, a compaixão nos tranquilizará.
E todos esses remédios devem ser usados para benefício próprio e melhora íntima, pois o maior prejudicado por nossas emoções desequilibradas, somos nós mesmos.
Jamais nos permitamos albergar por longo prazo nossos sentimentos-dores. Fatalmente eles causarão profundas distonias em nossa alma, exigindo maiores e mais extensos recursos para a necessária cura.
Portanto, antes que a melancolia, a depressão, ou outras dificuldades se instalem em nossa alma, renovemos nossa paisagem íntima.
Todo esforço que empregarmos nesse sentido será investimento na própria saúde espiritual. Também amadurecimento para outros embates que virão, no processo natural de aprendizado e aperfeiçoamento da alma.
Meditemos a respeito e procedamos aos ajustes dos nossos sentimentos e emoções, amoldando-nos à lei de amor, para nossa própria saúde e felicidade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

A Lei do Caminhão de Lixo

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento, direto na nossa frente.

O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro... foi mesmo por um triz!

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.

Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente.

Nunca tome isso como pessoal.

Isto não é problema seu! É dele !!!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

Fique tranqüilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia.

A vida é muito curta, não leve lixo com você !

Limpe-se dos sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe !!!

*por Arnaldo Jabor

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cura verdadeira

Todas as criaturas humanas adoecem. Raras são aquelas que trabalham para a cura real.
A ação medicamentosa, por si só, não restaura integralmente a saúde.
O comprimido ajuda. A injeção melhora. Entretanto, não podemos esquecer que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é uma fonte criadora e a vida plasma, em nós mesmos, aquilo que desejamos.
Assim, a medicação não nos valerá muito se prosseguirmos tristes e acabrunhados, porque a tristeza é geratriz e mantenedora de muitos males.
Como poderemos pretender ter a saúde restaurada, se nos permitimos a cólera ou o desânimo por muitas horas?
O desalento é anestésico que entorpece e acaba por destruir quem o cultiva.
A ociosidade que corrompe as horas e a inutilidade que desperdiça o tempo valioso extingue as forças físicas e as do Espírito.
Mesmo porque, a mente ociosa acaba por se dedicar a muitas coisas ruins, como a maledicência e a crítica destrutiva.
Se não sabemos calar, nem desculpar; se não ajudamos, nem compreendemos, como encontrar harmonia íntima?
Por mais que o socorro espiritual venha em nosso favor, devoramos as próprias energias com atitudes negativas.
E, com respeito ao socorro médico, mal surgem as primeiras melhoras, abandonamos o remédio, a dieta, os cuidados, demonstrando a nossa indisciplina.
Por isso, se estamos doentes, antes de qualquer medicação, aprendamos a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a grande mudança.
Fujamos da indelicadeza e do azedume constante que nos conduzirão à brutalidade no trato com os demais.
Enriqueçamos nossos fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busquemos intimidade com a sabedoria, pelo estudo e a meditação.
Não manchemos nosso caminho. Sirvamos sempre. Trabalhemos na extensão do bem a todos.
Guardemos lealdade ao Mestre Jesus a quem dizemos seguir e permaneçamos com a certeza de que, cultivando a prece, vibrando positivamente pela vida, abraçando a oração diária, desde logo, a medicação de que nos servirmos atuará rápida e beneficamente em nosso corpo.
*   *   *
Que queres que eu te faça? Perguntou Jesus ao cego de Jericó, que O buscava.
Que me devolvas a visão, respondeu Ele.
Acreditas firmemente que eu possa te curar? Retornou o Mestre a indagar.
E como a resposta fosse afirmativa, o cego passou a enxergar.
No fato em destaque, observamos que a vontade do paciente e a fé no profeta de Nazaré, foram as molas da cura.
Portanto, a cura real somente nos alcançará se melhorarmos as nossas disposições íntimas e atendermos aos preceitos médicos com disciplina e seriedade.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Amor vai, amor vem

É eu sei que é difícil aceitar, mas a vida é assim. . . Amor vai e acredite Amor vem.
Você conhece alguém assim de repente, começa a conversar, a namorar, a se apaixonar e com passar do tempo a amá-la.
Não é assim? O Amor chega devagar vai dominando o coração e parece que enfim a felicidade foi alcançada.
O Amor aparece quando menos espera, não avisa e quando chega vai se instalando, sufocando mesmo. Quando percebe tenta escapar com medo de sofrer, mas como numa teia de aranha não consegue.
Pensa então, em mudar certos hábitos para afastar esse alguém que está te enlouquecendo. Tenta parar as mensagens melosas que vocês viviam trocando, porém o silêncio do celular a faz sofrer. Sente vontade de gritar, não agüenta esse silêncio.
Evita entrar na net para não ver se te email ou se ela está no MSN, mas não agüenta, vai dar só uma olhadinha e aí vê que os emails vão escasseando e não a encontra mais. Será que ela te deletou?
E o celular que não toca. Afinal porque esse medo?
Aí descobre que tudo termina como em um sonho. Intimamente só sente vazio e saudade. Aquela saudade que aperta o peito, que rouba o ar, que te fere, aquela angustia desesperadora, tudo, tudo fica irremediavelmente mal.
Paz! Antes do Amor havia paz, com o Amor perde-se a paz. Por pensar assim muitos se deixam dominar pelo medo e evitam amar. Evitam se entregar ao AMOR. Assim que percebem o AMOR fogem dele.
Pergunta-se: “Vale a pena amar e sofrer tanto?”
E o que vale a pena nessa vida?
É errado viver o Amor?
É certo fugir do Amor?
A resposta para as duas perguntas é: N Ã O.
Não é errado viver o Amor e também não é certo fugir do Amor.
O amor é uma coisa doida mesmo.
Você não sabe por que quer, porque chora, porque deseja e porque se afasta.
Quando o Amor chega com toda essa força é normal você temer, mas não pode se recusar a amar. Afinal o máximo que pode acontecer é levar um tombo e tombos de Amor nunca mataram ninguém.
Se o tombo for inevitável o máximo que isto faz é tirar suas ilusões, desnortear seus sentidos, arrebentar tudo por dentro, deixar você prostrada num canto, mas milagrosamente um dia…
Um diaaaaaaaaa!
Sim, um dia se vê livre da dor, como uma Fênix ressurge das cinzas e se sente forte novamente, com o coração novo batendo firme, no ritmo que dever bater normalmente.
É que de repente “Flechas do Amor” (leia esse texto aqui no blog) estão sendo disparadas contra você e o Amor a flertar com você e conhece outro alguém capaz de fazer você tremer novamente.
Sim, o Amor vai e Amor vem. Nem se lembra mais da última vez e nem de quanto sofreu.
Isso, avance, siga seu coração.
Deixe essa nova paixão te tirar do chão. Invista, aposte todas as suas fichas. É tudo ou nada! Se entregue sem reservas.
Viva tudo intensamente, porque deixar para o dia seguinte é bobagem, o bom é o hoje e o agora.
Águas passam, horas voam, dias amanhecem e escurecem. Nada disto você sente ou percebe.
O Amor é assim, vai e vem.
Assim é a vida! Assim são as emoções nos corações arrebatados e sensíveis.
A M E  M A I S. 
A M E  M U I TO.
E R R E.
Q U E I R A  L O U C A M E N T E.
S O N H E !
V I V A !!!
                                                                                                            *por  www.horademudar.com.br/

terça-feira, 19 de março de 2013

Meu próximo, meu irmão

Conta-se que um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, ao cruzarem uma ponte sobre um rio, perceberam um escorpião sendo arrastado pela correnteza.
Mais do que depressa, o monge entrou na água e apanhou o animalzinho, que estava na iminência de se afogar.
Entretanto, ao tentar retirá-lo da água, o escorpião picou o monge e, devido à dor, este o deixou cair novamente no rio.
Sem desanimar, o monge correu até a margem, tomou um galho de árvore e novamente entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Em seguida, juntou-se novamente aos discípulos, os quais haviam acompanhado tudo e agora olhavam para o monge, assustados e perplexos.
Um dos discípulos, exteriorizando a curiosidade de todo o grupo, exclamou: Mestre, deve estar doendo muito!
Sim, está, redarguiu o mestre, comedido como sempre.
Indignado, prosseguiu o aprendiz: Então, por que o senhor retornou para salvar esse bicho ruim e venenoso? Deixasse que ele se afogasse! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O mestre, sereno e brando, olhando para o grupo afirmou: O escorpião agiu conforme a natureza dele e eu de acordo com a minha.
*  *  *
Desde que nascemos, todos somos incluídos na sociedade, criamos laços familiares e, aos poucos, vamos assumindo nossos papéis sociais.
Somos pais, filhos, irmãos, tios, primos, sobrinhos. E também patrões, empregados, voluntários, prestadores de serviço, profissionais liberais.
Nem sempre tais relações são livres de desavenças, discórdias, mágoas, decepções.
Aqueles que buscamos exercer o convívio social, de forma profícua, muitas vezes caímos na cilada de querer que o outro se modifique conforme nossa própria maneira de compreender o mundo.
Esperamos que, para o bem da relação, o outro faça os devidos ajustes morais, pois é ele quem permanece no erro. Esperamos sempre que o próximo se modifique, para que, dessa forma, talvez nós possamos fazer alguns ajustes.
Entretanto, devemos nos lembrar de que todos nós somos Espíritos imortais em busca da elevação intelecto-moral.
Os erros que apontamos no outro, com tanta veemência, podem estar, de forma ainda mais acentuada, gravados em nós e, por isso, temos tanta facilidade para os detectar no próximo.
Ademais, somos todos caminheiros do progresso e temos nossas parcelas de erros e de acertos. Aquele que ora nos fere e que nosso coração custa a perdoar, é tão passível de se equivocar quanto nós.
Cada um age de acordo com seus preceitos morais. A única certeza que temos é que não somos os donos da verdade.
Antes, estamos em sua busca através de Jesus, que teve a oportunidade de dizer: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Na dúvida, procuremos seguir as recomendações do Cristo, que nos sugere que não julguemos o nosso próximo, que perdoemos setenta vezes sete vezes, que oremos e que vigiemos - não o outro, mas a nós mesmos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Depende de nós

Conta-se que um sábio seguia por um caminho, com seus discípulos. A via era tortuosa, difícil.
Em certo trecho, encontraram um carro mergulhado em um atoleiro. Admirados, viram que, ao lado do veículo, seu dono estava de joelhos, os olhos cerrados, orando fervorosamente para que Deus retirasse seu carro daquela situação.
O grupo olhou aquele homem, mergulhado na prece, sensibilizou-se e prosseguiu a sua caminhada.

Alguns quilômetros vencidos, encontraram outro homem com o carro igualmente mergulhado num lamaçal.
Ao contrário do primeiro, esse empreendia todos os esforços para tentar tirar o carro do atoleiro. Empurrava, colocava pedras como calços, tornava a empurrar.
Enquanto tudo isso fazia, no entanto, ele reclamava, esbravejava, gritava.
O sábio olhou a cena, olhou para seus discípulos e os convidou a que todos juntos auxiliassem aquele desafortunado homem.

Reunidas todas as forças, breve o carro foi retirado e o viajante, agradecendo, prosseguiu feliz a sua jornada.
Os aprendizes, surpresos, indagaram ao mestre:
Senhor, explique-nos por favor. O primeiro homem que encontramos, estava orando. Era piedoso, tinha fé em Deus e não o ajudamos.
Mas esse homem estava esbravejando, reclamando, era rebelde e, contudo, recebeu nosso apoio. Por quê?

O professor, sem se perturbar, explicou: Aquele que estava orando, esperava simplesmente que Deus viesse fazer a tarefa que lhe competia.
Esse outro, embora desesperado em sua ignorância, empenhava-se, esforçava-se, merecendo, portanto, auxílio.
*   *   *
A breve narrativa nos convida a nos indagarmos: seremos daquelas criaturas que somente reclamam do insucesso, dos dissabores, da enfermidade?
Somos dos que somente fazemos reclamar por não ter um amor, por não termos conseguido realizar o planificado para nossa própria existência?
Somos daqueles que acreditamos que nascemos para sofrer, penar, sermos infelizes?
Aprendemos, sim, que existem expiações que são inevitáveis, situações das quais não poderemos fugir, porque são o reflexo dos desmandos de vidas anteriores.
Contudo, elas podem ser alteradas, atenuadas ou até liberadas. Isso porque os atos saudáveis conquistam méritos para superar as ações danosas.
Mas, para isso, se faz necessário empreender esforços. Podemos e devemos alterar para melhor o clima que respiramos, o ambiente no qual nos encontramos.
Preciso se faz alteração de rota, movimento, realização. Abandonar a queixa, os pensamentos negativos, a mesmice de cada dia.
Abandonar as ideias negativas, o pessimismo porque, enquanto os alimentarmos, eles não nos abandonarão.
Planejemos o presente, estabeleçamos metas para o futuro e ponhamo-nos a trabalhar, sem amargura.
Lembremos, sobretudo, que não basta pedirmos ajuda a Deus. Precisamos fazer a nossa parte. E nossa parte se chama esforço pessoal, bom ânimo, perseverança.
Saúde ou doença, bem ou mal-estar, felicidade ou infelicidade dependem de cada um de nós.
Perguntemo-nos: O que desejamos para nosso amanhã?

sexta-feira, 15 de março de 2013

Começo, meio e fim

Tudo tem um começo, meio e fim. Só é importante saber que o fim só existe para quem não percebe o recomeço.
Em nossas vidas nada, nada, absolutamente nada do que acontece poderia ter sido diferente. Nem mesmo o menor detalhe. 

Tudo que acontece foi o que poderia ter acontecido, e sempre aprendemos alguma lição para seguirmos em frente. Não adianta ficar pensando: “se eu tivesse feito tal coisa…”, “aconteceu que tal coisa…”.  Aconteceu o que tinha que acontecer. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

Sem que nos apercebamos chega um momento certo em que estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas. Existe sim o momento certo para que as coisas aconteçam, nem antes, nem depois.
Sempre que você reiniciar é o momento certo e a HORA DE MUDAR.

O melhor que temos que fazer é entender que quando algo termina, acaba realmente. Simplesmente assim. Quando algo acaba em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso, é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.

Todas as pessoas que passam pela nossa vida são importantes, ninguém está em nossa vida por acaso. Com cada pessoa que interage conosco sempre tem algo que nos faz aprender e crescer em cada situação.
Quando um relacionamento acaba temos sempre lembrar que amar é algo voluntário, de livre escolha e não algo obrigatório. Nunca implore por amor, pois isso diminui sua autoestima.

Pense positivo. Não chore por uma relação que não era para você.

Nunca fique com pena, isso é a pior coisa que pode fazer, pois ninguém é culpado de nada e ficar com a culpa do fim do relacionamento machuca muito. Não se desgaste com sentimentos de culpa, o amor também se desgasta e a culpa não é inteiramente sua é sempre dos dois.

Também nunca force ninguém a ficar com você por pena, é a pior coisa que pode fazer. Quando a deixam é porque não havia mais amor, não há o que fazer para o amor voltar.

Amor é como um jardim de flores que requerem constantes cuidados e mimos, caso contrário secam.
Olhe para dentro de você e veja como é interessante, bonita (o). Você é mais que um objeto e uma pessoa maravilhosa que precisa brilhar. Mude o visual, faça coisas interessantes que goste.

Conheça novas pessoas, frequente novos ambiente e pode encontrar outra pessoa como você que também procura alguém para amar.

                                                                                                                               * Por: www.horademudar.com.br

quinta-feira, 14 de março de 2013

Inauguração diária

Você já participou de alguma inauguração? Reparou como tudo é bonito, festivo, em dia de inauguração?
As pessoas usam as suas melhores roupas e seus melhores perfumes.
Os sorrisos estão por toda parte. E todos os detalhes são minuciosamente cuidados. As cores das flores devem combinar com o restante da decoração, a música não pode estar tão alta que perturbe o ambiente.

O cafezinho tem um sabor especial. A recepção é impecável. Enfim, tudo é maravilhoso em dia de inauguração.
A mercadoria se apresenta nos balcões, nas vitrines, nas mesas, harmoniosamente disposta. Um atrativo para os olhos.
Entretanto, no dia seguinte, o mesmo local, as mesmas pessoas, a mesma mercadoria não têm o mesmo encanto. À medida que os dias se escoam, os funcionários vão se mostrando cansados e já não atendem tão bem a clientela.
O cafezinho nem sempre está gostoso. As flores não são trocadas com regularidade e apresentam a tristeza amarelada do ambiente em que se encontram. Parece que tudo vai assumindo um ar de mesmice.
*   *   *
Assim é na nossa vida, muitas vezes. Chega um momento em que vamos nos permitindo cair na monotonia e nos esquecemos da grandeza da vida que vivemos e da riqueza de tudo que nos cerca.
Erguemo-nos pela manhã, trabalhamos, estudamos, nos alimentamos, quase que mecanicamente.
É certo que a vida não é uma eterna festa, mas não pode ser simplesmente um amontoado de dias que se sucedem.
Importante seria que pensássemos em nossa vida em termos de uma constante inauguração. Ter, a cada despertar, algo novo em mente.
Um projeto diferente. Criar situações que nos revigorem as disposições para a alegria. Lembrar de detalhes: mandar flores para alguém, mesmo que não seja dia de aniversário.
Pode-se criar o dia de mandar flores. Escrever um bilhete de agradecimento. Mesmo que seja só para agradecer o fato de ter alguém por amigo, irmão.
Fazer uma visita inesperada. Enriquecer nossas amizades com contatos frequentes e cordiais. Promover um encontro com os vizinhos. Colecionar frases positivas.
Recomeçar estudos interrompidos. Iniciar outras etapas de aprendizado. Não desistir nunca de aprender.
Criar novas ideias. Fazer uma meditação diária sobre os objetivos da vida.
E não esquecer nunca de que para ser dia de inauguração tem que se estar feliz, ter esperança no futuro, sentir que está se fazendo algo novo e desafiador.
Em síntese: dar sentido à própria vida.
Cada dia que surge, renovado, nos traz as oportunidades de trabalho, aprendizado, enriquecimento do espírito.
Na forja das horas, amadurecemos nossos conceitos, reformulamos ideias e ideais.
Enquanto se multiplicam as semanas e se somam os meses na Terra que nos acolheu para as experiências do progresso, invistamos na vida e perseveremos na execução dos nossos planos de felicidade, sem receios infundados, nem desânimo injustificado.
Inauguremos nossa vida a cada dia, todos os dias.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Asas

No amor uma das piores coisas é você se sentir impotente. Tristão sem nenhum poder diante do trágico destino de ver sua amada Isolda casar-se com seu tio Marcos. Romeu incapaz de superar as barreiras familiares que o separavam da felicidade ao lado de sua Julieta. Hoje queria achar a poesia que lançasse por terra toda a minha incapacidade, e eu pudesse como quem tem asas transpor todas as barreiras, achar todas as maneiras de dizer e fazer você me ver diferente.

Quem me dera o Rei do Destino me desse asas, pois eu voaria acima de qualquer coisa e certamente chegaria a um lugar mais perto de você. Estas asas inflamadas pelo vento da paz que sinto quando imagino este momento. Neste infinito céu de distancia - que das menores é a geográfica, sou guiado pelo teu perfume por entre as nuvens e na escuridão da noite pelo brilho cintilante desta constelação que há em teus olhos. Se você continuar olhando em minha direção, sem dúvidas não errarei o caminho. Eu trago flores, um poema e um doce sussurro para o teu ouvido. Só os Céus sabem a minha doce espera por você, só eles sabem os meus pensamentos que até aqui, já não sei como conduzi-los.

E quando eu cansar que eu não desista, e quando eu sofrer que eu lembre que vale a pena. Quando me encontrar sem forças que eu compreenda que no amor nem tudo é lutar, esperar faz parte, ninguém adianta ou atrasa o nascer do sol, apenas aguardamos mesmo que esteja encoberto pelas nuvens. Amor que eu encontre você, e se eu já encontrei que seja recíproco e verdadeiro. Se eu me sentir mais uma vez impotente, pois sei que o que sinto foge a minha capacidade de compreender a mim mesmo, que nos seus olhos estejam a vida necessária pra descobrir que nessa minha poesia triste encontra-se a imensa felicidade do nosso primeiro verdadeiro encontro.
 
                                                                                                                         *por Romantico Rebelde

terça-feira, 12 de março de 2013

Verdadeiras joias

Narra uma lenda do século II a.C., que uma matrona romana, de nome Cornélia, tinha dois filhos.
Certo dia, chamou os meninos que brincavam no jardim e lhes disse que, naquele dia, deveriam receber a visita de uma amiga para jantar. Ela era muito rica e viria para lhes mostrar suas joias.

Quando a mulher chegou, ambos os irmãos arregalaram os olhos, ao ver os anéis que trazia nos dedos, os braceletes nos braços, as correntes de ouro que contornavam seu pescoço e os fios de pérolas que cintilavam nos seus cabelos.

Olharam para sua mãe, que trajava uma túnica branca, sem adereços, e na cabeça trazia somente suas tranças enroladas.
Um servo trouxe uma caixa e a colocou sobre a mesa. E, ante a surpresa dos meninos, a mulher lhes mostrou rubis vermelhos como sangue, safiras azuis como o céu, esmeraldas verdes como o mar e diamantes que luziam ao sol.

O menorzinho sussurrou para o maior: Seria tão bom se nossa mãe pudesse ter algumas dessas pedras ou dessas joias.
Olhando com quase piedade para Cornélia, a ilustre visitante lhe indagou:
É verdade que você não tem joias? Será verdade que você é assim tão pobre?
Sem pestanejar, a anfitriã respondeu: De forma alguma. Tenho joias muito mais valiosas que as suas!

Os irmãos Tibério e Caio se entreolharam. Seria possível que sua mãe possuísse joias e eles não soubessem? Acaso teria ela um cofre secreto? Seriam suas joias de tamanho valor que ela não as usasse, temendo ladrões?
Mas Cornélia se aproximou dos dois filhos, abraçou-os sorrindo e falou: Estas são as minhas joias. Não são muito mais preciosas do que as suas pedrarias?

São verdadeiramente joias preciosas os filhos que nos chegam. Alguns pedras brutas para lapidação, outros já deixando perceber o fino trabalho da ourivesaria dos tempos, da lapidação das várias vidas.
Quantos de nós nos apercebemos de tal riqueza? Quanta vez preferimos ilusões do mundo a estar com nossos pequenos?

Quantas vezes preferimos colocar-nos ante a televisão, permitindo que os anos se sucedam e nossas preciosidades cresçam sem o cuidado e o carinho de que necessitam!
E haverá algo mais precioso do que o sorriso de uma criança? De um abraço generoso? De suas carícias com as mãozinhas tépidas em nossos rostos?
Atendamos aos nossos pequenos, joias raras que Deus nos confiou por breve tempo. Não percamos oportunidades de estar com eles, de senti-los, de amá-los.
Porque de todos os tesouros do Universo, o amor é o mais valioso e duradouro.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Tudo é transitório

Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos.
Escreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a História não comprove o fato, contudo, é uma excelente ideia.
Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade.
O povo saía às ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria.

Era a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.
Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro; devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu.
E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um líder é responsável pelos seus liderados.

Entretanto, os romanos, que passaram à História como os símbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a modéstia pessoal.
Como, então, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multidão como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e não se encher de soberba?
É aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.
De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja: Lembre-se de que você vai morrer um dia.
Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor.

Lembre-se de que você vai morrer um dia. Essa a reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.
Não somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais haveremos de morrer. Seria trágico e enfadonho.

Imortais somente como Espíritos, que entramos num corpo, vivemos, produzimos, saímos dele, retornamos ao grande lar da Espiritualidade e tornamos ao cenário do mundo.
Isso se chama dinamismo e renovação. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar.
Nada é perene, sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física.

O que hoje é, amanhã poderá deixar de ser.
Assim reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra.
Hoje detemos o cargo, amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas, amanhã essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando nosso funeral.
Pensemos: somente o Espírito é imortal. Somente os bens espirituais são aqueles que podemos levar conosco, pelas vidas afora.

Assim sendo, semeemos o bem, façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos nosso melhor porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos da Espiritualidade.
Ali será outra realidade, outro tempo.
Pensemos nisso.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Elas já mudaram, e você?

Pois é, as mulheres já mudaram e nós homens ainda não nos demos conta disso e se sim não nos adaptamos. Homem está na Hora de Mudar também.
E essas mudanças foram muito rápidas. Com a pílula anticoncepcional e o ingresso de um grande numero de mulheres no mercado de trabalho elas conquistaram a liberdade sexual e a financeira. 

Mas, sim sempre tem um, mas, com isso de uma hora para outra se viram na obrigação de se tornarem profissionais competentes, amigas dedicadas, mães zelosas, boas donas de casa e finalmente amantes extremadas e esses papeis todos sendo vividos ao mesmo tempo.

Num primeiro instante essas conquistas trouxeram muitas frustrações e agora elas estão novamente mudando e entrando numa nova fase de adaptação. Com muita conversa e negociações estão acertando suas agendas para que contemplem a todos interessados, mulheres, companheiros, família, empregadores, etc.

O certo é que todas as mudanças que efetuamos em nossas vidas sempre apresentam num primeiro momento frustrações, mas o importante é não se deter nelas e sim valorizar os aspectos positivos que esses novos tempos trouxeram. Até porque, quando decidimos mudar, não tem mais jeito, é irreversível.

As mulheres ainda possuem muitos resquícios no seu imaginário feminino de uma formação conservadora e podemos mesmo dizer que o machismo nasce em casa muitas vezes alimentado pelas mães que não deixam seus filhos lavarem a louca, culpam as namoradas quando o namoro termina, acusam as mulheres competentes de “machonas” etc.

Toda essa conquista de espaço próprio feminino não se fez sem prejuízos na vida privada. Hoje o numero de lares comandados por mulheres aumentou substancialmente. Elas também pagam um alto preço elevado por sua autonomia financeira. Essa e a face mais visível da questão, e o lado invisível é que a mulher hoje não aceita mais companheiros que sejam simples “animais de companhia”, para isso elas tem um mais fiel (o cão). Querem parceiros de luta diária para alcançarem seus sonhos.

Companheiros, aí que esta a questão. Chegou a hora de mudar e aceitar a assumir novos papeis também antes considerados exclusivos das mulheres, ou femininos, como cuidar dos filhos, ajudarem nas compras caseiras e até cozinhar. Os casais que hoje tem dado certo são aqueles que estão conseguindo conciliar a vida pública e a privada.

Na realidade atual onde “emprego” está se tornando cada vez mais uma palavra ultrapassada e escassa a mulher de hoje sabe que não pode mais imaginar que o companheiro será um cheque contra a insegurança, a estabilidade. Antigamente essa visão de segurança estendia-se ao amor, ele tinha que ser risco zero. Muitas permaneciam em relacionamentos infelizes para não perder essa hipotética segurança.

Portanto um novo sentido para os relacionamentos afetivos devem ser procurados. Não é mais possível nos comportarmos como usuários do amor, exigindo desse sentimento todo o tipo de garantias e de retorno para o investimento afetivo. Isso não funciona mais.

O amor é bem diferente agora. Amor hoje é se dar sem esperar receber nada em troca.
O engraçado que quando fazemos isso recebemos bem mais do que demos.
Num mundo em permanente transformação, totalmente ligado pela internet, onde não existe distancia, onde se privilegia as diferentes identidades, sejam étnicas, religiosas, filosóficas e sexuais tudo está no plural.

Não podemos mais imaginar um modelo único, hoje temos varias formas de inserir na sociedade. A “supermulher” é uma invenção do século passado e quem quiser seguir o modelo estará olhando para trás e não para o futuro que e feito de diversidade.

E nós homens temos que nos adaptar a isso. Ela será melhor companheira quando conseguirmos e aceitarmos todas essas mudanças que aconteceram e temos que nos transformar.
Á mulher, essa agente da modernidade, devemos querer simplesmente que sua missão seja a de ser simplesmente.   .   .  . MULHER

                                                                                                                            Por: horademudar.com.br

quarta-feira, 6 de março de 2013

Bem-Vinda

Se existem semelhanças do céu na terra você é uma delas. Uma imperfeição beirando a perfeição total. Palavras enlouquecem pois perdem o significado, são aprisionadas pelo silêncio.

Pois quem observa maravilhado dispensa palavras. É inútil dizer e insuportavelmente tolo pronunciar sons quando a alma está absorta.

Como um insano profeta fiz a tua anunciação. Sem nunca, sem jamais e em momento algum te conhecer profetizei que você existia. Jurei o amor que não tinha, jurei a vida que nem sabia que poderia dar pela simples certeza de que eu compreenderia que valeria à pena quando você chegasse.
Tenho treinado o meu abraço nos braços da solitude todos os dias. Para que no dia em que eu te ver não te convença a ficar com cordas e algemas, mas com o doce afago de quem te esperou tanto que pareceu ser uma vida inteira.
Eu vejo e tento te conhecer sem mesmo poder está a um metro de distância e qualquer calor que recebo a milhas de distância faz a minha prece amiúde ser que você não se torne mais um lampejo de ilusão passageira mas a verdade que se tornou como um lenho perene, para que a minha fé em você não se apagasse.

Há agora um grande silêncio dentro de mim. Meus olhos observam os teus passos, aguardando que eles caminhem em minha direção. Se acaso você vier encontrará meus braços e coração abertos, rosas e um cartão escrito: "Bem-vinda ao lar.

terça-feira, 5 de março de 2013

Perdão

É comum em nosso dia-a-dia
sofrermos decepções e ficarmos magoados.
Isso é até mesmo natural,
pois somos humanos e temos sentimentos,
princípios e, também, sonhos e carências.
Algumas pessoas, porém,
não conseguem superar as decepções
e deixam crescer dentro de si uma mágoa,
que irá proporcionar ressentimento,
se não for tratada.
Ressentimento é continuar sentindo
a decepção e a mágoa.
O caminho é logo chegar à amargura.
Quando isso acontece,
nosso organismo todo é atingido.
Ficamos também doentes física,
emocional e espiritualmente.
Algumas pessoas se
tornam agressivas e carrancudas.
Sem o perdão, não poderemos ter
o restabelecimento de nossa plena saúde.
Perdoar quer dizer
"desatar cadeias, ataduras".
Quem não perdoa está preso a correntes,
a uma triste lembrança do passado
e não pode desenvolver-se.

Perdoar é uma decisão.
É escolher entre liberar a
pessoa que nos ofendeu
ou querer vingar-se.
Quando temos um coração cheio de amor
e paz é muito mais fácil perdoar.
Esse amor é mais forte do que
o ódio lançado contra nós.
O amor apaga esse mal e
podemos assim perdoar...

Não só devemos perdoar quem
voltou às pazes conosco ou
quando tudo está ótimo para nós.
Jesus perdoou os seus agressores
ainda na cruz quando
ele sentia as maiores dores.
Seu amor foi suficiente para exercer o perdão.
Se desejamos ter uma vida
de paz e um futuro maravilhoso,
devemos pedir que Deus encha nossos
corações de amor,
pois assim poderemos perdoar.
Não vale a pena ficar preso a um
fato negativo do passado.

Temos uma vida pela frente...
Às vezes perdoar é muito difícil...
chegamos a pensar que nunca perdoaremos,
que nunca esqueceremos alguma
mágoa que alguém nos proporcionou...
mas isso é passageiro...as mágoas passam e
se soubermos perdoar o coração fica mais leve
...ficando mais leve "cabe" muito mais amor
e carinho dentro dele...portanto,
por mais difícil que seja
o melhor caminho é mesmo o perdão...

segunda-feira, 4 de março de 2013

Desejo, de tudo um pouco.

Sensibilidade... Para não ficar indiferente diante das belezas da vida...

Coragem... e poder realizar o que tem vontade. Para colocar a timidez de lado.

Solidariedade... Para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade.

Bondade... Para não desviar os olhos de quem te pede ajuda.

Tranqüilidade... Para quando chegar ao fim do dia, poder deitar e dormir o sono dos anjos.

Alegria... Para você distribuí-la, colocando um sorriso no rosto de alguém.

Humildade... Para você reconhecer aquilo que você não é.

Sinceridade... Para você ser verdadeiro, gostar de si mesmo, e viver melhor.

Felicidade... Para você descobri-la dentro de você e doá-la a quem precisar.

Amizade... Para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro.

Esperança... Para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança
.
Sabedoria... Para entender que só o bem existe, o resto é ilusão.

Desejos... Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito.

Sonhos... Para poder, todos os dias, alimentar sua alma.

Amor... Para você ter alguém para amar e sentir-se amado.

Para você desejar tocar uma estrela, sorrir para a lua. Sentir que a vida é bela, andando pela rua. Para você descobrir que existe um sol dentro de você. Para você se sentir feliz a cada amanhecer e saber que o amor é a razão maior para viver. Mas, se você não tiver um amor, que nunca deixe morrer em você, a procura. O desejo de encontrá-lo.

Tenha de tudo, um pouco...
E SEJA FELIZ! Boa semana para você!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Não é fácil, mas é necessário

Saber esperar não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível, com o passar do tempo pouco a pouco aprendemos a ter paciência e talvez não agora mas mais tarde descobrimos porque é necessário que seja assim...

Reflitam!!

É preciso saber esperar...! Principalmente quando as coisas estão mais difíceis, quando parecem não ter mais soluções. Pois muitas vezes a dor pela espera é necessária para o nosso crescimento.
A vida é como um bumerangue. Tudo o que fazemos terá sempre retorno. Por isso é sempre importante praticarmos o bem, fazermos boas coisas.

Quão maior for a dor, maior será o alívio de superá-la, e sentir o gosto da vitória. Não existe uma só folha que caia que não seja da vontade de Deus.

Sejamos fortes em todos os momentos. Principalmente nos mais difíceis... Pois só assim conheceremos a nossa própria força, só assim trabalharemos para o nosso próprio crescimento.

É preciso saber esperar! Com paciência! Com fé no coração!

Com a certeza. De que iremos vencer. Pois somos filhos do criador.

E um Pai jamais abandona seus filhos!

Amigos!!
Depois de um tempo a vida lhe ensina ter paciência e a ser forte, ela nos obriga a isso... A gente precisa ser forte para podermos ajudar uns aos outros, pois a vida nos surpreende a cada dia, e nem sempre é boa a surpresa, mas temos que aceitar, pois estamos aqui para aprender várias coisas, como por exemplo amar o próximo, respeitar, a dar valor as pessoas que são especiais para nós... e conforme o tempo vai passando vamos aprendendo com nossos erros e com eles aprendemos ter paciência e saber esperar momento certo de agir!

Se for para somar, fique. Se não for, boa sorte…

Hoje a minha despensa emocional está arrumada e limpa, já não guardo mais rancores, nem amores que já passaram do prazo de validade. Não t...