quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É parece que o fim...chegou!

desta vez é mesmo o fim, eu não guardo mágoas.Como poderia? Para isso seria necessário jamais ter-te amado! Como seria possível guardar, dentro de mim, sentimentos completamente antagónicos aos que senti quando ensinaste-me o que é o amor, quando proporcionaste-me momentos tão felizes, quando fiz sentir amado, ainda que eu estivesse enganado, naquele tempo? Mentira ou verdade, eu senti-me muito, muito amado! Tanto, tanto, que acreditei que o teu amor fosse real, fosse verdadeiro, fosse a realização dos teus sonhos, fosse a marca das nossas vidas, fosse para sempre!

Não há espaço no meu coração para qualquer sentimento que diminua o valor e a intensidade de tudo que nos beneficiou, fez-nos viver mais e melhor, fez-nos sonhar juntos, acreditar juntos, enriquecer, espiritualmente, juntos. Negar a felicidade que um dia fez parte das nossas vidas é negar a nossa própria existência! Duvidar da sinceridade dos sentimentos que se eternizaram no nosso peito, quando nos entregamos de corpo e alma, é questionar os nossos princípios, a nossa conduta, a nossa dignidade, a nossa integridade, os nossos conceitos, nós mesmos!

Jamais esquecerei o tremer das tuas mãos ao simples fato de imaginares que tocavas na minha pele; o tremer dos teus lábios ao sentires a proximidade dos meus; o calor a percorrer o teu corpo ao aproximar-se o momento de nos encontrarmos, de namorarmos, de nos amarmos. Não! Na minha vida jamais houve a mínima possibilidade de negar o que sinto, o que penso, o que espero, o que acredito, o que desejo, o que sonho.

E, infelizmente para mim, sempre esperei por tudo isso, também de todas as pessoas que entraram o no meu pequeno mundo, principalmente de ti. Tenho o péssimo hábito de crer que as pessoas que amo são como eu e, assim, capazes de enfrentar todas as barreiras sem jamais permitir que os bons sentimentos sejam abalados, reduzidos ou que tenham fim. Sou guerreiro em tudo que diz-me respeito! Nunca tive nada na vida que não tenha sido conquistado com a muita luta, com garra, com perseverança, com muito amor. Eu sempre soube o que quero, do que necessito, o que me faz bem, a grandeza dos meus sonhos. O que não consegui, tem a certeza, não foi por esmorecimento ou comodismo, mas, simplesmente, porque não dependeu de mim e, com toda a certeza, porque não servia para mim, ainda que eu julgasse o contrário.

Abismos não me faltaram, pedras na minha rota nunca deixaram de existir, rochas que se ergueram ante mim foram centenas talvez, rios que tentaram obstar a minha travessia são incontáveis, florestas fechadas que tentaram esconder de mim a luz do sol, foram inúmeras. Claro que a isso tudo se soma a inveja, a vaidade, o orgulho, a maldade, enfim, tantas virtudes próprias do ser humano, mas que, em alguns, lateja como se fosse seu próprio alimento. Mas nada me fez esmorecer, uma só vez sequer! E não me importa o tempo que dure, a distância a ser percorrida, as afrontas que vão surgindo, as espadas que vão sendo encaminhadas e apontadas para mim, tantas vezes a serem fincadas no meu peito ou nas minhas costas.

Talvez seja por tudo isso que respeito e dou um valor inestimável aos meus próprios sentimentos, a quem deles faz parte, a quem abraça a minha causa, a quem me dá valor, a quem me dá amor. Talvez seja por tudo isso que jamais alguém me ouvirá a negar o que sinto por ti, o que senti que sentiste por mim, repito, ainda que estivesse errado ao sentir-me por ti amado. Não! Nunca te pedi nada, além do mínimo que qualquer ser humano deseja receber do outro ser humano. Mas creio que, ainda assim, achaste que pedi muito e, talvez por esse motivo, preferiste as opções que jamais esperei de ti mas que as respeito, porque certamente te fazem feliz.

E se estás feliz assim, se a tua felicidade é viver o teu amor com quem provavelmente jamais conseguirá sentir um amor da amplitude, qualidade, pureza e extensão do meu, por ti, sem querer desmerecer os sentimentos de quem quer que seja, mas por conhecer profundamente os meus próprios sentimentos, então eu não vou dizer-te que eu estarei feliz, mas posso dizer-te que, se estás feliz assim, eu posso, pelo menos, sorrir.

Fuja de quem se lembra dos pecados de todo mundo, mas se esquece do mal que fez.

Ninguém consegue ser bom o tempo todo, falar com doçura, sorrir com verdade. Somos humanos e, portanto passíveis de erros e vacilos, somos s...