segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A melhor oração

Conta-se que um religioso viajava de navio, quando observou que um camponês falava aos demais passageiros.
Ele apontava para uma ilhota à frente, dizendo que lá moravam três eremitas.
O religioso ficou curioso por conhecê-los e insistiu junto ao capitão para que baixasse um barco que o conduzisse até a ilha. Quando chegou, os três eremitas se curvaram diante dele, em sinal de respeito.
O primeiro deles era alto e vestia somente uma tanga. O segundo, um pouco mais baixo, uma túnica bastante gasta e o terceiro, mais idoso, curvado, usava uma velha batina.
O sacerdote lhes perguntou como eles oravam a Deus, ao que o mais velho respondeu:
Nós não sabemos senão erguer os olhos ao céu e dizer: “Senhor, nós somos três, tende piedade de nós.”
Então, falou o religioso, prestem atenção que vou lhes ensinar.
E passou a explicar aos três atentos ouvintes as palavras que deveriam dizer: Pai Nosso..
Assim foi frase a frase dita e repetida, muitas e muitas vezes.
O religioso, incansável, não os largou até que conseguiu que eles memorizassem toda a oração.
Escurecia. A lua começava a despontar sobre as águas quando o sacerdote se levantou para retornar ao navio.
Eles ficaram na praia, de mãos dadas, repetindo alto a divina oração, a três vozes.
O navio levantou âncora e seguiu adiante. Aos poucos, os eremitas e a ilhota desapareceram na distância, e ficou somente o mar brincando à luz do luar.
Todos no navio foram dormir, menos o sacerdote, que ficou pensando na alegria dos eremitas por terem aprendido a orar a Deus corretamente.
De repente, ele percebeu algo brilhante e esbranquiçado numa coluna sobre as ondas.
Notou que alguma coisa corria, tentando alcançar o navio.
Não parecia barco, nem peixe. Parecia um ser humano, grande:
Meu Deus! Os eremitas estão correndo atrás do navio, em pleno mar, como se fosse solo seco.
Os passageiros despertaram. O capitão deu ordens para que o navio parasse. Quando os três alcançaram a embarcação, aproximaram-se da borda, levantaram a cabeça e a uma só voz falaram:
Servo de Deus, nós esquecemos. Enquanto estávamos recitando, lembrávamos. Mas, ao parar de recitar por um momento, escapou-nos uma palavra e daí esquecemos tudo. Ensine-nos de novo.
O religioso se inclinou para eles e, emocionado, respondeu:
Santos eremitas. A sua oração chega a Deus e não sou eu que devo ensiná-los. Orem vocês por mim.
E se ajoelhou diante deles.
Os eremitas deram meia volta e retornaram andando sobre o mar. Uma aura de luz ficou brilhando até o amanhecer, na direção para onde se dirigiram.

A oração é o sussurro espontâneo da alma ao seu Criador. É o diálogo do filho ao Pai generoso e bom.
E como toda fala entre um pai e seu filho, não há necessidade de palavras especiais, ensaiadas ou decoradas. O Pai se dispõe a ouvir e o filho fala. Depois, o filho se cala e o Pai lhe segreda ao coração a melhor sugestão para resolver a sua dificuldade ou, simplesmente o estreita ao peito, dizendo do Seu grande amor e lhe segreda: Não tema, meu filho. Estou sempre ao seu lado. Amo você

O inimigo deseja a sua derrota, mas Deus o fará assistir à sua vitória. Creia!

Todos os fracassos e decepções que o inimigo preparou para você, Deus está substituindo por vitórias infinitas e motivos para celebrar. Não ...